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LOC.: O debate sobre a modernização das regras trabalhistas segue em destaque no Congresso Nacional. A proposta, defendida por parte dos parlamentares como uma forma de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, levanta questionamentos sobre os impactos econômicos e operacionais para empresas de diferentes portes e setores.
O deputado Zé Neto, do PT baiano, disse que a base governista está aberta para encontrar uma solução.
TEC./SONORA: Zé Neto, deputado federal (PT-BA)
“Eu acho que dá pra gente chegar ao meio-termo e conseguir mudar essa situação da 6 por 1 e avançar na melhoria de qualidade de vida e condições de trabalho para nossos trabalhadores e trabalhadoras de todo o país.”
LOC.: A CACB, Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, reforça a necessidade de uma análise ampla antes de qualquer alteração no atual modelo de jornada de trabalho. Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, alerta que uma eventual alteração, caso seja feita de forma abrupta, pode trazer impactos significativos para o mercado.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Chamar todos os setores da sociedade, chamar a sociedade civil organizada, os empreendedores, os trabalhadores, os representantes dos trabalhadores e vamos verificar como a gente pode fazer uma alteração possível e que não prejudique nem os consumidores com inflação, nem os trabalhadores com queda nos empregos e nem os empresários com aumento de custo.”
LOC.: Na Câmara dos Deputados, três diferentes propostas são analisadas. O governo já sinalizou preferência pela jornada de 40 horas semanais, mas a certeza, segundo Zé Neto, é que a população exige um desfecho.
TEC./SONORA: Zé Neto, deputado federal (PT-BA)
“É um processo que aqui no Brasil, para mim, está posto. Agora é conversar com um pequeno e microempreendedor para que essas coisas todas se adequem e essa chave não seja virada de forma brusca para não gerar impactos negativos na ponta, que também está gerando emprego e renda.”
LOC.: Enquanto o tema segue em análise, a CACB reforça que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ser construída com base em dados técnicos e impacto real na economia, de forma a garantir avanços sociais sem comprometer a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras.
Reportagem, Álvaro Couto.