Foto: Marcello Casal/JrAgência Brasil
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Simples Nacional: deputada Carla Dickson (PL-RN) defende atualização dos limites para fortalecer pequenos negócios

Deputada do RN afirma que ampliação dos limites pode reduzir a carga tributária e estimular o crescimento empresarial; projeto em discussão na Câmara prevê aumento do teto de faturamento do MEI

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A atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional, em discussão no Congresso Nacional, tem mobilizado o setor produtivo e parlamentares. A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) defende que a revisão prevista no Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021 para o microempreendedor individual (MEI) seja estendida às demais faixas de enquadramento do regime tributário. 

Para a deputada, a atualização das tabelas do Simples vai fortalecer a atividade econômica. “Esse ajuste no Simples é de extrema importância para a economia brasileira. Então, no momento que aumenta o teto do MEI e aumenta as possibilidades de ampliação das pequenas empresas, faz com que esse empreendedor pague menos impostos, o que colabora com a economia brasileira”, explica.

Tramitação

Em março, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o PLP. O texto prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até R$ 130 mil e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados. 

Embora o regime de urgência permita a votação em plenário sem análise das comissões permanentes, uma comissão especial foi instalada para discutir a proposta com representantes do governo, especialistas e entidades do setor produtivo antes da elaboração do parecer final. 

Entidades empresariais defendem a elevação do teto do MEI para aproximadamente R$ 144,9 mil anuais. Para microempresas, o limite sugerido é de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar faturamento de até R$ 8,69 milhões. O relator do texto, deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC), sinalizou que deve atender às reivindicações.

Defasagem

Na avaliação de entidades empresariais, a falta de atualização da tabela do Simples Nacional empurra empresas para a informalidade. Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), destaca que o modelo atual impede a permanência no regime de companhias que ainda não possuem faturamento condizente com o novo modelo tributário que passam a integrar.

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, afirma. 

Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.

Os limites de faturamento, em vigor desde 2018, são:

  • R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI)
  • R$ 360 mil para microempresas (ME)
  • R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte (EPP)
     

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LOC.: A discussão sobre a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional tem mobilizado empresários e parlamentares. A deputada federal Carla Dickson, do PL do Rio Grande do Norte, defende que a revisão nos limites para o MEI – prevista no  projeto de lei complementar número 108 de 2021, em tramitação na Câmara dos Deputados – seja estendida às demais faixas de enquadramento do regime tributário. 

O texto do projeto de lei prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até 130 mil reais e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados. 

Segundo Carla Dickson, a ampliação dos limites de faturamento pode fortalecer a atividade econômica e estimular o crescimento dos pequenos negócios.
 

TEC./SONORA: Carla Dickson, deputada federal (PL-RN)
“Esse ajuste no Simples é de extrema importância para a economia brasileira. Então, no momento que aumenta o teto do MEI e aumenta as possibilidades de ampliação das pequenas empresas, faz com que esse empreendedor pague menos impostos, o que colabora com a economia brasileira.”
 


LOC.: A pauta é liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, e mobiliza entidades empresariais do Rio Grande do Norte.

A entidade defende uma atualização ainda maior, com o teto anual do MEI passando para cerca de 144 mil e 900 reais.

Segundo o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a correção dos limites é essencial para evitar que pequenos empreendedores migrem para a informalidade ou para regimes tributários mais caros.
 

TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”


LOC.: Criado para simplificar o pagamento de tributos e reduzir a burocracia, o Simples Nacional unifica diversos impostos em uma única guia. Hoje, é o principal regime tributário adotado pelos pequenos negócios no país.

O projeto de lei complementar que aumenta para até 130 mil reais o limite de receita bruta anual do MEI segue em discussão na Câmara dos Deputados em uma Comissão Especial. Se aprovado, retorna para análise no Senado Federal.

Reportagem, Bianca Mingote