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Baixar áudioMais de 550 mortos, 700 feridos e uma fissura no regime. Esse é o resultado de momento do ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Além das vidas diretamente afetadas, há também impactos indiretos, com pessoas presas nas zonas de conflito no Oriente Médio, impedimento de deslocamento e impossibilidade de comunicação com parentes, devido ao bloqueio de internet e sinal telefônico.
Brasileiros que estavam na região durante os ataques relatam momentos de tensão. Enquanto alguns contam receber constantes avisos sobre o disparo de novos mísseis, outros dizem ter perdido contato com parentes que vivem nos países envolvidos. Cerca de 52 mil brasileiros moram em áreas consideradas de risco, segundo levantamento do Ministério de Relações Exteriores, que recomenda aos cidadãos ficarem em casa e evitar aglomerações.
Se a posição geográfica desses brasileiros é arriscada, a posição diplomática do Brasil se mostra vantajosa. Para a professora de Relações Internacionais do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fernanda Medeiros, o país pode assumir papel central como mediador do impasse. “O Brasil tem bom trânsito com os americanos e com os iranianos, só não tem um trânsito muito bom com Israel por causa da nossa posição em relação à Palestina. Mas o Brasil tem também bom trânsito com os europeus, Rússia e China. Então, se destaca imediatamente como um ator de relevância por não estar diretamente envolvido no conflito e por ter uma visão mais objetiva do que está acontecendo”, avalia.
O governo brasileiro condenou o ataque que resultou na morte do ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do regime muçulmano iraniano, em meio a negociações para o fim do programa nuclear do país. "O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil", ressalta a nota divulgada pelo Itamaraty.
Medeiro pontua que a posição pacifista e crítica ao uso da violência é uma posição histórica da representação internacional brasileira, e que não significa assumir lados no conflito. “Para nós é fundamental que o conflito não se alargue, não só por questões econômicas, não só pela questão do petróleo – que é muito importante também –, mas porque esses conflitos todos significam, na verdade, um aumento da insegurança no mundo todo”, alerta.
A balança comercial entre Brasil e Irã não é muito relevante. Em 2025, os países movimentaram US$ 3 bilhões, sendo US$ 2,9 bilhões em compras iranianas de produtos agrícolas brasileiros, o que representa menos de 1% de todas as exportações nacionais. Mas as repercussões econômicas do conflito vão muito além disso.
“O Irã é um produtor de petróleo muito relevante, mas os outros países que ele atacou também são: Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O Estreito de Ormuz é muito importante para a passagem do petróleo extraído ali na região, então fechar aquela parte do Golfo causaria danos imediatos à economia global”, analisa Medeiros.
Foi justamente o que ocorreu. Como controlador do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, o Irã fechou a passagem após os ataques. Ali passam cerca de 25% da produção de petróleo bruto do mundo, por isso o preço do combustível disparou nesta segunda-feira (2).
Copiar o textoOs valores serão creditados em conta Poupança CAIXA Tem e podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem
Baixar áudioA CAIXA paga nesta segunda-feira, 02 de março, parcela de R$ 1000 aos estudantes do 3º ano do Ensino Médio aprovados em 2025, nascidos nos meses de maio e junho. Também serão pagos os R$ 200 aos estudantes concluintes que realizaram os dois dias de prova do Enem.
Os valores serão creditados em conta Poupança CAIXA Tem e podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode fazer transferências, PIX e pagar contas, direto no aplicativo do celular.
Além disso, o aluno pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
Estudantes do 1ª e 2º ano do Ensino Médio aprovados em 2025 também recebem o crédito da parcela de R$ 1000 em conta e o valor permanece bloqueado até a conclusão do Ensino Médio.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes da rede pública matriculados no Ensino Médio Regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos.
Para mais informações sobre os pagamentos do Pé-de-Meia, acesse: www.caixa.gov.br.
O Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional do Governo Federal para estudantes do ensino médio público inscritos no CadÚnico. Ele funciona como uma poupança para manter a frequência e estimular a conclusão do ensino médio, reduzindo desigualdades e promovendo inclusão e mobilidade social.
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O excesso de chuvas no norte de Goiás e no centro-norte de Minas Gerais tem reduzido o ritmo das atividades agrícolas e acende alerta para produtores de milho e feijão. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os altos volumes acumulados e a frequência das precipitações mantêm o solo excessivamente úmido, restringindo a entrada de máquinas nas lavouras.
O plantio do milho segunda safra, realizado após a colheita da soja, avança lentamente. A condição de solo encharcado também atrasa operações essenciais, como adubação de cobertura e controle de pragas e plantas daninhas. A ocorrência de dias consecutivos com chuva pode comprometer o estabelecimento das áreas recém-semeadas e impactar diretamente o número de plantas por área, um dos principais componentes da produtividade.
A previsão do tempo indica continuidade das chuvas pelo menos até sábado (28), com acumulados que podem ultrapassar 200 milímetros em áreas do centro-norte mineiro e do norte goiano.
Nos municípios de Arinos e Porangatu, o balanço hídrico aponta manutenção do excedente de água no solo até o fim da semana, mantendo elevados níveis de armazenamento hídrico e sem indicação de déficit no curto prazo.
Além do milho, a alta umidade durante a maturação e colheita do feijão primeira safra pode comprometer a qualidade dos grãos, elevar o risco de deterioração e afetar o padrão comercial do produto.
Diante do cenário, a recomendação é que produtores acompanhem diariamente as atualizações meteorológicas e monitorem a umidade do solo para planejar as operações de campo e mitigar riscos nas próximas semanas.
Copiar o textoEntre os setores econômicos, serviços e comércio são os que registram o maior crescimento de adesões
Baixar áudioEm 2025, o Brasil registrou a entrada de mais de 21 mil novas unidades consumidoras no mercado livre de energia. São Paulo lidera o ranking estadual, com 6.114 migrações. Os dados constam em estudo divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Paraná e Minas Gerais aparecem em seguida, com 2.214 e 1.743 migrações, respectivamente. Confira o ranking completo por estado:
Ranking por estado
O Mercado Livre de Energia é um ambiente competitivo de negociação de energia elétrica no qual os consumidores e os fornecedores podem negociar livremente todas as condições comerciais, como preço, quantidade de energia, período de suprimento, pagamento, entre outros aspectos.
No campo regional, o destaque é para o Sudeste, com 9.527 novas unidades consumidoras em 2025. O Sul aparece em seguida, com 5.139 migrações. O Nordeste, configura em terceiro, com um total de 3.566, enquanto o Centro-Oeste conta com 2.100 novas unidades. Já o Norte registrou 1.316.
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Em relação aos setores econômicos, o destaque é para serviços, que passou de 6.648 unidades consumidoras para 7.458, no período analisado. Comércio também teve boa adesão, ao sair de 4.098 para 6.379 unidades consumidoras. Confira o resultado de outras atividades:
Energias renováveis no Brasil
O Brasil é apontado como o terceiro país que mais gera energia a partir de fontes renováveis no mundo. A informação é da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês), com dados até abril de 2024.
Ao todo, o país contabiliza 213 gigawatts de capacidade instalada, atrás apenas da China (1.800 GW) e dos Estados Unidos (428 GW). No entanto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima que aproximadamente 17% dessa energia é desperdiçada devido à falta de armazenamento ou integração do sistema elétrico. A Região Nordeste, onde 70,6% da eletricidade é gerada a partir de fontes solar ou eólica, é a mais afetada por essa limitação.
Copiar o textoResultado supera índice nacional e tem destaque nos setores de máquinas e alimentos.
Baixar áudioA indústria de Goiás encerrou 2025 com expansão de 2,4% na produção. O índice coloca o estado na quarta posição entre as unidades da federação com melhor desempenho industrial, acima da média nacional, que registrou alta de 0,6%.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pelo Instituto Mauro Borges (IMB).
O crescimento de 2,4% foi mantido tanto no acumulado do ano quanto no resultado dos últimos 12 meses.
O setor de produtos alimentícios registrou alta de 3,1%. Outros segmentos que apresentaram crescimento em 2025 foram:
Segundo o governo estadual, o desempenho industrial está relacionado a políticas voltadas ao setor produtivo. “Encerrar o ano com um dos maiores crescimentos industriais do país demonstra a solidez da nossa economia e a efetividade das políticas públicas adotadas pelo estado. Mesmo diante de um cenário nacional mais desafiador, Goiás manteve desempenho acima da média brasileira, consolidando-se como ambiente competitivo para investimentos e produção”, afirmou o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho.
Para o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, o resultado mostra que o estado conseguiu manter um crescimento “consistente”, mesmo em um contexto nacional “mais adverso”. “Isso é fruto de políticas públicas que fortalecem o ambiente de negócios, estimulam o investimento produtivo e dão previsibilidade para quem empreende e gera empregos em Goiás”, ressaltou.
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Baixar áudioO prognóstico climático para o trimestre fevereiro, março e abril de 2026 indica variações importantes na disponibilidade de água no solo em diferentes regiões do país.
Segundo o novo Boletim Agroclimatológico Mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), produtores de grãos e culturas perenes devem redobrar a atenção, principalmente no Nordeste e no Sudeste, onde há previsão de déficit hídrico.
O boletim é elaborado a partir de modelo multimodelo desenvolvido em parceria com o Centro de Previsão de Tempo e Clima (CPTEC/INPE) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
A maior parte da Região Norte deve manter níveis elevados de umidade no solo, com armazenamento superior a 80%, favorecendo culturas como mandioca, milho, feijão, banana e cacau.
Entretanto, o extremo norte do Amazonas e o estado de Roraima podem registrar armazenamento inferior a 40% e déficits hídricos que podem superar 100 milímetros em fevereiro e março. A tendência é de redução desse déficit ao longo de abril.
O Nordeste deve enfrentar chuvas abaixo da média histórica em grande parte da região, com reduções de até 100 milímetros. No nordeste da Bahia e no Vale do São Francisco, os volumes podem ficar até 200 milímetros abaixo da média.
O armazenamento hídrico do solo deve permanecer abaixo de 30% em amplas áreas, mantendo cenário de baixa disponibilidade de água. O déficit mais intenso é esperado para fevereiro, podendo comprometer o desenvolvimento vegetativo e reduzir o potencial produtivo de culturas como milho e feijão, sobretudo em solos com menor capacidade de retenção de água.
Por outro lado, Maranhão, norte do Piauí e oeste da Bahia tendem a apresentar níveis de umidade superiores a 60%, favorecendo as lavouras do MATOPIBA e contribuindo para o vigor das pastagens.
No Centro-Oeste, as chuvas devem ficar próximas ou acima da média no norte e oeste de Mato Grosso. Já em Mato Grosso do Sul, Goiás e no leste de Mato Grosso, os volumes podem ser até 50 milímetros inferiores à média histórica.
O armazenamento de água no solo deve permanecer acima de 60% na maior parte da região, favorecendo as lavouras de verão e o estabelecimento da segunda safra. No entanto, áreas do Pantanal e do leste de Mato Grosso do Sul podem registrar redução progressiva da umidade, com déficit de até 60 milímetros em abril.
O centro-norte de Minas Gerais, o Espírito Santo, o Rio de Janeiro e o oeste de São Paulo devem registrar chuvas abaixo da média e níveis de armazenamento hídrico inferiores a 40% em algumas áreas.
No extremo norte de Minas Gerais o déficit hídrico pode chegar a 100 milímetros em abril, impactando pastagens e o enchimento de grãos do café. Já no centro-sul mineiro e no centro-leste paulista, a previsão de excedentes hídricos em fevereiro e março deve beneficiar culturas como soja, milho segunda safra e cana-de-açúcar. O cenário também é considerado favorável para a implantação do trigo irrigado em abril.
A Região Sul deve apresentar chuvas próximas da média no Rio Grande do Sul e no nordeste de Santa Catarina e do Paraná. Em contrapartida, o norte gaúcho, grande parte de Santa Catarina e do Paraná podem registrar déficits de até 50 milímetros.
O armazenamento hídrico tende a permanecer acima de 70% na maior parte da região, favorecendo o desenvolvimento de feijão e milho segunda safra no Paraná e melhorando as condições para grãos e pastagens no Rio Grande do Sul. No entanto, a previsão de maiores acumulados de chuva em abril exige atenção, já que pode impactar a colheita da soja em áreas de plantio mais tardio.
No Atlântico Tropical, as temperaturas da superfície do mar indicam condição de neutralidade do Dipolo do Atlântico. No Pacífico Equatorial, foi registrada anomalia negativa de -0,54 °C na região Niño 3.4, configurando resfriamento compatível com condição inicial de La Niña.
Apesar disso, o Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI) aponta 86% de probabilidade de neutralidade climática para o trimestre fevereiro–março–abril de 2026.
O INMET recomenda que produtores acompanhem as atualizações do boletim para orientar o planejamento agrícola e reduzir riscos associados ao déficit hídrico.
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Baixar áudioA Advocacia Geral da União (AGU) lançou, no fim de janeiro, o Programa Pactua Mais, que traz condições mais flexíveis de pagamento para devedores de créditos não tributários da União. A partir de agora, o desconto máximo deixa de ser de 10% e passa a 50%, sendo concedido até em casos de parcelamentos em prazos mais longos, de até 60 vezes, caso haja o pagamento de uma entrada.
O programa é uma iniciativa da Procuradoria Geral da União (PGU), braço operacional da AGU. Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, o Pactua Mais vai reduzir a judicialização e aumentar a arrecadação em casos de devedores. “O programa expressa uma nova metodologia para negociar acordos com devedores. Estamos oferecendo mais opções para que os devedores da União quitem suas dívidas, com descontos e parcelamentos”, explica.
O programa prevê descontos regressivos de acordo com o saldo devedor. Para pagamentos à vista, uma primeira faixa prevê a oferta de descontos de até 50% para dívidas de até R$ 20 mil, seguido de uma faixa de R$ 20 mil a R$ 60 mil com percentual máximo de 35%, outra entre R$ 60 mil e R$ 100 mil com percentual máximo de 30% e uma última, acima de R$100 mil, que pode ser descontada em até 25%.
Há, também, previsão de descontos para pagamentos parcelados. Em casos de negociações sem entrada, o parcelamento máximo é de 24 vezes, com desconto de até 20%. Em casos de negociações que envolvam uma entrada mínima de 20%, o parcelamento pode ser feito em até 60 vezes, com descontos relativos — 25% (duas a 12 parcelas); 20% (13 a 24 parcelas); 10% (25 a 36 parcelas); e 5% (37 a 60 parcelas).
Dentre as faixas, tanto de pagamentos à vista quanto parcelados, a PGU não deu detalhes sobre os possíveis fatores que definirão as taxas exatas de desconto de cada pagamento, dado que as faixas de desconto foram definidas como sendo de “até X%”.
O Pactua Mais também permite que acordos mais simples sejam resolvidos pelo sistema automatizado da AGU, o que dispensa a aprovação prévia por advogados e possibilita a revisão de taxas de juros. As negociações são individuais, contemplam pessoas jurídica e física e devem ser solicitadas pelos devedores nas unidades estaduais da PGU.
Em 2025, pelas regras antigas, a PGU celebrou mais de 1,8 mil acordos para pagamento voluntário de dívidas — a maioria referente a condenações no Tribunal de Contas da União (TCU) por mau uso de verbas federais. Outra parte expressiva dos créditos provém de processos da Justiça Eleitoral. Os acordos arrecadaram R$ 263 milhões. Com o Pactua Mais, a expectativa é de aumento em torno de 20%, que representaria um montante de R$ 315 milhões.
A procuradora-geral da União, Clarice Calixto, explica que esse tipo de solução extrajudicial costuma ser procurada pelos devedores quando há bloqueio de bens ou negativação em cadastros de crédito. Ela reforça a aposta do programa na desjudicialização. “Com os novos descontos e opções de parcelamento, espera-se que mais pessoas busquem regularizar suas dívidas. Ao aumentar o número de pagamentos voluntários, a demanda nas varas judiciais deve diminuir, já que esses acordos podem suspender e até encerrar ações de execução”, destaca.
Com dados da AGU.
Copiar o textoCasos caem no país, mas influenza A cresce no Norte nas últimas semanas, aponta Fiocruz
Baixar áudioA edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alerta para os cuidados que devem ser adotados durante o Carnaval para prevenir a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
A recomendação é feita apesar da queda dos casos no país, atribuída à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios como influenza A, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR).
A exceção é a Região Norte. Estados como Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia vêm apresentando incidência elevada de SRAG e tendência de crescimento nas últimas semanas.
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça as orientações que devem ser seguidas durante o Carnaval, especialmente nos estados do Norte. Segundo ela, pessoas com sintomas gripais devem, de preferência, permanecer em casa e em repouso. Caso participem dos festejos, mesmo com sintomas, a recomendação é utilizar uma boa máscara e priorizar locais bem arejados, para reduzir as chances de transmissão.
Diante do aumento de casos de influenza A no Norte, Tatiana destaca ainda a importância de que os grupos prioritários da região — como idosos, indígenas, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde — se vacinem o quanto antes contra o vírus.
Além disso, com a aproximação do período sazonal do VSR, a pesquisadora ressalta que é essencial que gestantes a partir da 28ª semana se vacinem, garantindo proteção aos bebês após o nascimento.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 31 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 4. Confira outros detalhes no link.
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Baixar áudioCada vez mais presente na vida dos brasileiros, o Open Finance avança para uma nova etapa com a liberação da portabilidade de crédito feita diretamente pelos aplicativos das instituições financeiras. A funcionalidade permite que o cliente transfira empréstimos de um banco para outro de forma totalmente digital, com menos burocracia e mais poder de escolha.
A novidade surge poucos dias após o sistema completar cinco anos e está alinhada às resoluções publicadas pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional, que ampliam as alternativas para a portabilidade de operações de crédito dentro do ecossistema financeiro.
Atualmente, fora do open finance, o processo de portabilidade pode levar até 25 dias. Com o novo modelo, o prazo cai para até cinco dias úteis, com acompanhamento em tempo real pelo aplicativo da instituição escolhida.
A troca padronizada de dados financeiros tende a estimular a concorrência entre os bancos e melhorar as condições oferecidas aos clientes, especialmente no crédito sem garantia.
Atualmente, essa modalidade apresenta grande variação de taxas, que podem ir de 4% a 20% ao mês. Com ofertas mais claras e comparáveis, o consumidor consegue visualizar com precisão o impacto nas parcelas e no custo total do contrato, facilitando a escolha da melhor opção.
O Open Finance já soma cerca de 100 milhões de consentimentos ativos, o equivalente a aproximadamente 30 milhões de pessoas com pelo menos uma conta conectada. A expectativa é que a portabilidade impulsione ainda mais o uso do sistema.
Neste primeiro momento, a portabilidade via Open Finance está disponível apenas para crédito pessoal sem garantia e sem consignação. Em fase de testes, o serviço começa a ser utilizado a partir de fevereiro de 2026.
Na sequência, o Banco Central deve iniciar as discussões para a portabilidade do crédito consignado, começando pelos servidores públicos federais, com previsão de funcionamento em novembro de 2026. Outras modalidades de crédito devem ser incorporadas gradualmente.
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Baixar áudioAs indústrias de pequeno porte fecharam as atividades em 2025 piores do que em 2024, com recuo do desempenho e das finanças. O cenário foi revelado pelo Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no último dia 2.
A pesquisa mostra que o índice de desempenho das indústrias de pequeno porte registrou média de 45,5 pontos no 4º trimestre do ano passado, contra média de 46,8 pontos no mesmo recorte de 2024. Conforme a CNI, as indústrias de pequeno porte representam 94,2% das empresas industriais.
CNI: 20 setores industriais estão pouco confiantes, diz pesquisa
Barômetro da Infraestrutura: saneamento básico lidera intenções de investimento no Brasil
A análise demonstra que apesar do índice que mede a situação financeira das pequenas indústrias ter subido 0,5 ponto na passagem do 3º para o 4º trimestre do ano passado, o indicador terminou 2025 abaixo do patamar registrado no fim de 2024, apontando que houve piora das finanças dessas empresas.
Os empresários das pequenas indústrias apontaram a elevada carga tributária como o principal problema enfrentado pelo setor no 4º trimestre de 2025 – apontado por 42,7% dos empresários da indústria de transformação e por 44,7% dos industriais da construção.
O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que a alta carga tributária afeta a competitividade da pequena indústria.
“A elevada carga tributária tira competitividade das empresas, tanto na hora de exportar quanto na hora de competir com importados. Soma-se a isso a complexidade do nosso sistema tributário, que amplia esse problema”, explica Marcelo Azevedo.
A falta ou alto custo de trabalhador qualificado aparece em segundo lugar do ranking de principais problemas para a pequena indústria de transformação, com 29,2%. Em relação à pequena indústria da construção, o segundo maior problema é a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada, com 30,9%.
Para ambos os segmentos, as taxas de juros elevadas aparecem em terceiro lugar na lista das preocupações – com 27,6% e 30,9% das respostas, respectivamente.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da pequena indústria manteve os 47,9 pontos de dezembro de 2025 a janeiro de 2026. Com isso, o indicador chegou a 14 meses abaixo da linha de 50 pontos, o que reflete o pessimismo persistente entre os empresários do segmento.
A cautela sobre o futuro também foi apontada pela pesquisa. O índice de perspectivas registrou 47,4 pontos em janeiro de 2026, abaixo dos 48,2 pontos observados no mesmo mês do ano passado. O indicador de perspectivas pondera a expectativa de demanda/atividade, número de empregados e intenção de investimento nos próximos seis meses.
O Panorama da Pequena Indústria (PPI) é uma publicação trimestral realizada com base nos resultados da Sondagem Industrial, da Sondagem Indústria da Construção e do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI).
A CNI considera três variáveis para calcular o índice de desempenho, sendo produção, utilização do parque industrial e número de empregados.
Já o índice de situação financeira considera a avaliação dos empresários a respeito da margem de lucro operacional, condições financeiras e facilidade de acesso ao crédito.
Ambos vão de 0 a 100 pontos. Pelo índice, quanto maior o número, melhor o desempenho ou a situação financeira no período.
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