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Baixar áudioO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o prognóstico climático para este trimestre de 2026, de março a maio. O documento indica um cenário de transição climática que deverá exigir atenção redobrada dos produtores rurais devido à variação na umidade do solo e ao risco de estresse hídrico em culturas essenciais de segunda safra. Enquanto o Norte e o Centro-Oeste devem manter bons níveis de umidade para o milho safrinha, áreas do Nordeste e do Sudeste podem enfrentar restrições hídricas severas que ameaçam a produtividade de grãos e pastagens, especialmente na porção final do trimestre.
Na Região Norte, a previsão indica volumes de chuva acima da média histórica em grande parte do Amazonas, Pará e Roraima, o que deve manter os níveis de umidade no solo superiores a 80% . Essa condição favorece o desenvolvimento inicial do milho segunda safra e a manutenção das pastagens, mas o excesso hídrico pode dificultar operações de colheita e elevar riscos fitossanitários. Em contrapartida, o sul do Tocantins deve enfrentar chuvas abaixo da média e redução de até 40% no armazenamento de água no solo em maio, limitando o crescimento de forrageiras.
A Região Nordeste deve registrar chuvas abaixo da média na maior parte do território, com déficits de até 100 mm no litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Aliado a temperaturas até 1 ºC acima da média, o armazenamento hídrico no solo tende a cair para níveis inferiores a 30%. O cenário é crítico para as lavouras de sequeiro de milho e feijão, com previsão de déficits acentuados em abril no Piauí, Pernambuco e Bahia, o que trará maior demanda por irrigação na fruticultura do Vale do São Francisco.
Na Região Centro-Oeste, o prognóstico aponta chuvas acima da média em Mato Grosso e no norte de Mato Grosso do Sul, favorecendo o estabelecimento do milho safrinha e do algodão em março e abril. A partir de abril, contudo, a previsão é a de uma redução progressiva da umidade do solo, com estoques baixando para menos de 60% em maio. Essa transição para um cenário de déficit hídrico pode comprometer o potencial produtivo das lavouras de segunda safra em fases críticas de desenvolvimento, além de elevar as temperaturas em toda a região.
Para a Região Sudeste, espera-se chuvas abaixo da média no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Embora o início do trimestre apresente umidade satisfatória para culturas como milho, feijão e trigo sequeiro, há projeção de uma restrição hídrica crescente, especialmente em maio. O atraso nas semeaduras de segunda safra pode fazer com que as culturas atinjam fases de florescimento e enchimento de grãos sob forte estresse hídrico, impactando o peso e o número de grãos por espiga.
Na Região Sul, o cenário é de recuperação gradativa da umidade no solo no Rio Grande do Sul e manutenção de níveis acima de 70% nas demais áreas. No Paraná, as condições são favoráveis para milho, batata e feijão de segunda safra. Entretanto, a previsão de chuvas abaixo da média em Santa Catarina e no sudoeste do Paraná, somada às temperaturas até 1 ºC acima do normal, exigirá monitoramento dos produtores. Além disso, o excesso hídrico previsto para abril e maio no noroeste gaúcho pode encurtar as janelas de colheita da soja e do arroz, afetando a qualidade final dos produtos.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Quase oito em cada dez mulheres que ocupam cargos de liderança já enfrentaram barreiras de gênero ao tentar avançar na carreira. É o que revela a pesquisa “Alianças masculinas e a liderança das mulheres: além do discurso”, realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados em parceria com a Todas Group.
Segundo o levantamento, 77% das entrevistadas afirmam ter enfrentado algum tipo de obstáculo por serem mulheres. Desse total, 46% relatam ter passado por algumas barreiras e 31% dizem ter enfrentado muitas dificuldades ao longo da trajetória profissional. Apenas 17% afirmaram não ter vivenciado esse tipo de situação.
Os entraves são ainda mais percebidos em algumas áreas. Entre profissionais de marketing e comunicação, 84% relataram dificuldades. Nas áreas de tecnologia da informação e startups, o índice chega a 81%, mesmo percentual observado entre mulheres que atuam em recursos humanos e consultoria de gestão.
A percepção de barreiras também aumenta conforme cresce o nível hierárquico. Entre presidentes, vice-presidentes, sócias e CEOs, 40% dizem ter enfrentado muitas dificuldades relacionadas ao gênero. Entre diretoras e heads, esse percentual é de 35%.
Questionadas sobre qual mudança concreta gostariam de ver implementada nas empresas, 19% das entrevistadas apontaram programas de aceleração e desenvolvimento profissional para mulheres como prioridade. Em seguida aparecem a promoção de mais mulheres para cargos estratégicos (17%) e a flexibilização da jornada de trabalho para melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional (16%).
Outras medidas citadas foram programas de conscientização para homens sobre comportamentos que invalidam mulheres (11%), transparência nos critérios de promoção e reconhecimento (10%) e igualdade salarial entre homens e mulheres (10%).
A pesquisa também mostra que 63% das entrevistadas já sentiram que homens dificultaram seu crescimento profissional. Além disso, apenas 23% afirmam que seu trabalho é reconhecido e valorizado da mesma forma que o dos homens nas empresas onde atuam.
Outro ponto observado é a presença de comentários machistas no ambiente corporativo. Apenas 11% das mulheres disseram nunca ter presenciado esse tipo de situação no trabalho. Os dados também indicam que empresas com maior equilíbrio entre homens e mulheres em cargos de liderança registram menos episódios de machismo.
O estudo ouviu 1.534 mulheres entre os dias 6 e 22 de fevereiro de 2026. Todas atuam em grandes empresas ou startups com operação no Brasil.
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Baixar áudioA maior planta de biometano do Brasil foi inaugurada no último sábado (7) em Paulínia, no interior de São Paulo. A unidade, operada pela empresa OneBio, tem capacidade nominal de produção de 225 mil metros cúbicos por dia, o equivalente a cerca de um terço da capacidade instalada de biometano no estado paulista.
O empreendimento transforma resíduos sólidos urbanos, como lixo doméstico depositado em aterros sanitários, em combustível renovável. O biometano é produzido a partir da purificação do biogás gerado durante a decomposição desses resíduos.
Inicialmente, a planta deve operar com cerca de 50% da capacidade total. A previsão é que a produção plena seja alcançada ao longo de 2026. Quando estiver em funcionamento máximo, o volume gerado poderá abastecer diariamente mais de mil ônibus urbanos.
A unidade faz parte de um ecoparque ambiental que substituiu um antigo aterro sanitário. O projeto é resultado de uma parceria entre a Edge, responsável por 51% do investimento, e a Orizon Valorização de Resíduos, que detém 49%.
Segundo o governo paulista, o estado concentra atualmente nove das 19 plantas de biometano em operação no Brasil, com capacidade total de cerca de 700 mil metros cúbicos por dia, aproximadamente metade da produção nacional.
Além disso, outras oito unidades estão em processo de autorização. A expectativa é que a produção estadual ultrapasse 800 mil metros cúbicos por dia até 2026.
O biometano pode ser utilizado como combustível para veículos, fonte de energia em processos industriais ou substituto do gás natural em diversas aplicações. A tecnologia também contribui para a economia circular, ao transformar resíduos em energia renovável e reduzir a emissão de gases de efeito estufa.
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Baixar áudioO debate sobre o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um — segue em destaque no Congresso Nacional e tem mobilizado parlamentares, entidades empresariais e representantes do mercado de trabalho. A proposta, defendida por parte dos congressistas como uma forma de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, levanta questionamentos sobre os impactos econômicos e operacionais para empresas de diferentes setores.
Nos últimos meses, projetos de lei, declarações públicas e discussões em comissões parlamentares intensificaram o embate entre a busca por melhores condições de trabalho e a preocupação com a sustentabilidade das empresas, especialmente no comércio e no setor de serviços, que dependem de funcionamento contínuo e escalas mais extensas.
Na reunião semanal da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços (FCS) desta semana, o deputado Zé Neto (PT-BA) disse que a base governista está aberta para encontrar uma solução para as discussões. “Acho que dá pra gente chegar ao meio-termo e conseguir mudar essa situação da 6 por 1 e avançar na melhoria de qualidade de vida e condições de trabalho para nossos trabalhadores e trabalhadoras de todo o país”, afirmou.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) acompanha com cautela o avanço do debate sobre o fim da escala 6x1 e defende uma análise ampla antes de qualquer mudança no atual modelo de jornada de trabalho. A entidade alerta que uma eventual alteração, caso seja feita de forma abrupta, pode trazer impactos significativos para o mercado.
Entre os principais pontos de preocupação estão o aumento dos custos operacionais, a necessidade de novas contratações e a redução da margem de lucro das empresas. Em alguns casos, também há risco de fechamento de vagas ou aumento da informalidade. A apreensão é ainda maior entre micro, pequenas e médias empresas, que têm menor capacidade de absorver mudanças repentinas na legislação trabalhista.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, reforçou que qualquer decisão precisa envolver diferentes setores da sociedade. “É importante chamar todos os setores da sociedade: empreendedores, trabalhadores, representantes dos trabalhadores e a sociedade civil organizada. Assim, podemos discutir uma mudança possível, que não prejudique os consumidores com inflação, nem os trabalhadores com queda nos empregos, nem os empresários com aumento de custos”, afirmou.
A entidade também destaca que setores como comércio, turismo, alimentação e serviços essenciais podem ser diretamente afetados, já que funcionam com horários estendidos e dependem de escalas para manter o atendimento ao público.
Defensores do fim da escala 6x1 argumentam que a mudança pode trazer ganhos à saúde física e mental dos trabalhadores, além de melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. No entanto, especialistas apontam que os impactos sobre a produtividade e a economia variam conforme o setor, o porte da empresa e o modelo de implementação.
Para a CACB, o caminho mais equilibrado passa pelo diálogo entre governo, Congresso, trabalhadores e empresários, além da busca por alternativas como a flexibilização de jornadas, acordos coletivos e modelos adaptáveis à realidade de cada atividade econômica.
Na Câmara dos Deputados, três diferentes propostas são analisadas. O governo já sinalizou preferência para a jornada de 40 horas por semana, mas a certeza, segundo Zé Neto, é que a população exige um desfecho. “É um processo que aqui no Brasil, para mim, está posto. Agora é conversar com um pequeno e microempreendedor para que essas coisas todas se adequem e essa chave não seja virada de forma brusca para não gerar impactos negativos na ponta, que também está gerando emprego e renda”, enfatizou.
Enquanto o tema segue em discussão no Congresso Nacional, a CACB reforça que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ser construída com base em dados técnicos e impacto real na economia, de forma a garantir avanços sociais sem comprometer a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras.
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Baixar áudioO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quarta-feira (4), ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas (FAO) para a Alimentação e a Agricultura para a América Latina e o Caribe.
O evento, realizado no Palácio Itamaraty, em Brasília, entre os dias 2 e 6 de março, reúne ministros, autoridades e representantes de países da região e coincide com as celebrações dos 80 anos da FAO.
Na ocasião, Lula reforçou que o combate à fome deve estar associado à geração de renda e à inclusão produtiva. Segundo ele, é fundamental estimular a produção com qualidade e escala, garantindo que as pessoas possam não apenas se alimentar, mas também obter renda por meio da atividade produtiva.
“Ninguém quer produzir só para comer. É preciso ensinar as pessoas que elas podem produzir e ganhar dinheiro produzindo. É possível produzir em quantidade e com qualidade”, destacou.
Copresidente da Conferência Regional, Carlos Fávaro pontuou que, em meio a desafios crescentes, o fortalecimento dos sistemas alimentares passa pela cooperação internacional, diálogo contínuo e compromisso com a ciência.
O ministro também destacou a contribuição do Brasil e o papel estratégico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no aumento da produtividade sem expansão de área agrícola.
“É também uma honra compartilhar os avanços do Brasil na agenda de bioinsumos, ciência e inovação. Somente em 2025, registramos 139 novos insumos biológicos - um recorde que demonstra o dinamismo desse setor”, acrescentou.
No âmbito da FAO e da atuação regional, o Brasil apresentou quatro prioridades estratégicas: fortalecimento da ciência e da inovação agrícola; ampliação da cooperação técnica em bioinsumos, gestão climática e defesa sanitária; promoção da abertura de mercados com base em critérios científicos; e atuação coordenada em fóruns multilaterais, aprofundando a parceria histórica entre Brasil e FAO, iniciada em 1949.
O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, enfatizou a necessidade de apoiar agricultores familiares e acelerar a transformação dos sistemas agroalimentares, tornando-os mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis.
Na avaliação dele, o momento exige converter desafios estruturais em oportunidades para promover melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor qualidade de vida.
Durante a Conferência, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária reforçaram que produtividade e responsabilidade ambiental são componentes de uma mesma estrutura institucional.
A política agrícola brasileira agrega defesa agropecuária sólida, regulação clara de insumos e atuação comercial ativa, tendo a ciência como base para formulação de políticas públicas e expansão do comércio.
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Em 2025, o país contou com 139 novos insumos biológicos. Atualmente, mais de 80% dos produtores de soja utilizam a fixação biológica de nitrogênio. Trata-se de uma tecnologia que diminui custos e dependência de fertilizantes importados. Além disso, contribui para a mitigação de emissões.
Esses avanços se sustentam em três pilares. São eles:
Também foram destacados os resultados do Programa ABC+, destinado à adoção de práticas sustentáveis como recuperação de pastagens degradadas, plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta.
Já o Programa Caminho Verde Brasil – que também esteve em evidência - tem como meta recuperar até 40 milhões de hectares em dez anos, restaurando áreas degradadas e transformando-as em terras produtivas de alto rendimento, sem necessidade de desmatamento adicional.
Na safra 2024/2025, o Brasil atingiu produção estimada em 346 milhões de toneladas de grãos. Considerando os principais segmentos do setor, o volume total da produção agropecuária ultrapassou 1,2 bilhão de toneladas no período.
Nesse caso, foram incluídos aproximadamente 650 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 70 milhões de toneladas de proteínas animais, 70 milhões de toneladas de frutas, além de celulose e outros produtos agrícolas.
Atualmente, o país integra políticas de clima, adaptação e mitigação à estratégia de intensificação sustentável da produção, mantendo cerca de dois terços do território com cobertura de vegetação nativa, conforme o Código Florestal, enquanto se consolida como um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.
Em 2025, as exportações agropecuárias do Brasil somaram aproximadamente US$ 170 bilhões, estabelecendo um novo recorde. Desde o início da atual gestão, foram abertos 541 novos mercados em 83 países. Para o ministério, o resultado está relacionado à credibilidade sanitária, capacidade técnica e atuação ativa nas negociações internacionais.
Copiar o textoAcordo de Cooperação Técnica Internacional e iniciativas climáticas marcam participação brasileira
Baixar áudioO ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, nesta terça-feira (3) da 51ª Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS). O encontro foi promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
O evento contou com a participação de ministros da Agricultura dos países do Mercosul e seus parceiros associados. O objetivo do Fórum é promover a cooperação regional e o intercâmbio de experiências no setor agropecuário, como destaca Fávaro.
“Esse Fórum tão importante que, há 23 anos, vem facilitando a coordenação, o intercâmbio e as informações além das experiências do nosso país. Temos inúmeros desafios e também grandes oportunidades em comum, de trocar experiências, buscando soluções conjuntas, não somente nos laços que criam oportunidades, mas também oportunidades para o nosso país.”, afirmou o ministro Fávaro.
Em meio ao evento, houve a formalização da passagem da presidência pro tempore do CAS da Argentina para a Bolívia, com a transferência da coordenação dos trabalhos do ministro argentino Sergio Iraeta para o ministro boliviano Óscar Mario Justiniano.
“A Bolívia assume esta responsabilidade em um momento decisivo para toda a região. O contexto internacional exige união, coerência e visão estratégica. O CAS não é apenas um fórum de diálogo; é um mecanismo fundamental para defender os interesses agroprodutivos do Cone Sul no cenário global”, destacou Justiniano.
Na ocasião, também foi formalizado o Acordo de Cooperação Técnica Internacional para a implementação do projeto Cacau Brasil Agrofloresta, firmado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), e o IICA. O aporte total foi de US$ 23 milhões do Fundo Verde para o Clima.
O projeto visa promover a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas por meio de sistemas agroflorestais baseados no cacau, ampliando a resiliência climática, aumentando a produtividade e elevando a renda de agricultores familiares nos biomas Amazônia e Mata Atlântica.
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Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, a iniciativa evidencia a confiança internacional na capacidade do Brasil de integrar produção agropecuária e preservação ambiental.
No âmbito internacional, o ministro Fávaro também ressaltou a conclusão das negociações do Acordo Mercosul-União Europeia, destacando que o entendimento representa uma oportunidade estratégica para ampliar o comércio e diversificar mercados.
“Estamos diante de um momento histórico, que trará ganhos significativos, mas também desafios importantes para a agricultura de nossos países”, afirmou.
Sobre o cenário sanitário, Fávaro manifestou solidariedade ao Uruguai e à Argentina diante dos recentes casos de influenza aviária e colocou a estrutura brasileira à disposição para apoiar as ações de enfrentamento.
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Baixar áudioO Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação publicou a Resolução nº 4/2026 com novas regras para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A norma amplia exigências para estados e municípios e determina que, no mínimo, 45% dos recursos federais destinados à merenda escolar sejam aplicados na compra de alimentos da agricultura familiar, com prioridade para comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.
A resolução também reforça critérios nutricionais. Os cardápios deverão ser elaborados por nutricionista responsável técnico, com restrição a alimentos ultraprocessados e limitação de açúcar, sal e gorduras, priorizando produtos in natura e minimamente processados, respeitando hábitos regionais e culturais.
Nas aquisições via licitação, a modalidade obrigatória passa a ser o pregão eletrônico. Já para a definição de preços de referência, os gestores deverão utilizar painéis oficiais do governo federal, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cotações junto a fornecedores locais.
A resolução reforça que os recursos do PNAE devem ser utilizados exclusivamente para a compra de alimentos, mesmo nos casos de terceirização do serviço de preparo das refeições. Outras despesas ficam a cargo dos estados e municípios.
Os recursos são transferidos automaticamente pelo FNDE, sem necessidade de convênio, com base no número de estudantes informados no Censo Escolar. O cálculo considera o valor per capita por modalidade de ensino, 200 dias letivos e é feito pela fórmula VT = A x D x C (número de alunos, dias de atendimento e valor por estudante).
Os repasses ocorrem em oito parcelas anuais, entre fevereiro e setembro. Os valores devem ser movimentados exclusivamente em conta específica do programa, aberta pelo FNDE, com pagamento eletrônico direto aos fornecedores.
A norma detalha ainda regras para gestão centralizada e descentralizada. No modelo descentralizado, estados e municípios devem transferir os valores às unidades executoras das escolas em até cinco dias úteis após o recebimento.
A prestação de contas deverá ser feita por meio da plataforma BB Gestão Ágil, com acompanhamento do Conselho de Alimentação Escolar (CAE). O FNDE poderá suspender os repasses em casos de inadimplência, ausência de nutricionista responsável técnico ou irregularidades na execução.
Os gestores respondem civil, penal e administrativamente por informações falsas ou uso indevido dos recursos. Em caso de irregularidades, qualquer cidadão pode apresentar denúncia à Ouvidoria do FNDE.
A resolução também prevê auditorias anuais por amostragem, monitoramento permanente e possibilidade de bloqueio ou devolução de valores ao erário em caso de inconsistências.
Durante situações de emergência ou calamidade pública, fica autorizada, de forma excepcional, a distribuição de kits de alimentos às famílias dos estudantes, mantendo os critérios nutricionais e a prioridade para alimentos frescos.
As novas regras já estão em vigor e devem ser observadas por estados, municípios e instituições federais que ofertam educação básica.
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Baixar áudioMais de 550 mortos, 700 feridos e uma fissura no regime. Esse é o resultado de momento do ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Além das vidas diretamente afetadas, há também impactos indiretos, com pessoas presas nas zonas de conflito no Oriente Médio, impedimento de deslocamento e impossibilidade de comunicação com parentes, devido ao bloqueio de internet e sinal telefônico.
Brasileiros que estavam na região durante os ataques relatam momentos de tensão. Enquanto alguns contam receber constantes avisos sobre o disparo de novos mísseis, outros dizem ter perdido contato com parentes que vivem nos países envolvidos. Cerca de 52 mil brasileiros moram em áreas consideradas de risco, segundo levantamento do Ministério de Relações Exteriores, que recomenda aos cidadãos ficarem em casa e evitar aglomerações.
Se a posição geográfica desses brasileiros é arriscada, a posição diplomática do Brasil se mostra vantajosa. Para a professora de Relações Internacionais do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Fernanda Medeiros, o país pode assumir papel central como mediador do impasse. “O Brasil tem bom trânsito com os americanos e com os iranianos, só não tem um trânsito muito bom com Israel por causa da nossa posição em relação à Palestina. Mas o Brasil tem também bom trânsito com os europeus, Rússia e China. Então, se destaca imediatamente como um ator de relevância por não estar diretamente envolvido no conflito e por ter uma visão mais objetiva do que está acontecendo”, avalia.
O governo brasileiro condenou o ataque que resultou na morte do ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do regime muçulmano iraniano, em meio a negociações para o fim do programa nuclear do país. "O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil", ressalta a nota divulgada pelo Itamaraty.
Medeiro pontua que a posição pacifista e crítica ao uso da violência é uma posição histórica da representação internacional brasileira, e que não significa assumir lados no conflito. “Para nós é fundamental que o conflito não se alargue, não só por questões econômicas, não só pela questão do petróleo – que é muito importante também –, mas porque esses conflitos todos significam, na verdade, um aumento da insegurança no mundo todo”, alerta.
A balança comercial entre Brasil e Irã não é muito relevante. Em 2025, os países movimentaram US$ 3 bilhões, sendo US$ 2,9 bilhões em compras iranianas de produtos agrícolas brasileiros, o que representa menos de 1% de todas as exportações nacionais. Mas as repercussões econômicas do conflito vão muito além disso.
“O Irã é um produtor de petróleo muito relevante, mas os outros países que ele atacou também são: Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O Estreito de Ormuz é muito importante para a passagem do petróleo extraído ali na região, então fechar aquela parte do Golfo causaria danos imediatos à economia global”, analisa Medeiros.
Foi justamente o que ocorreu. Como controlador do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, o Irã fechou a passagem após os ataques. Ali passam cerca de 25% da produção de petróleo bruto do mundo, por isso o preço do combustível disparou nesta segunda-feira (2).
Copiar o textoOs valores serão creditados em conta Poupança CAIXA Tem e podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem
Baixar áudioA CAIXA paga nesta segunda-feira, 02 de março, parcela de R$ 1000 aos estudantes do 3º ano do Ensino Médio aprovados em 2025, nascidos nos meses de maio e junho. Também serão pagos os R$ 200 aos estudantes concluintes que realizaram os dois dias de prova do Enem.
Os valores serão creditados em conta Poupança CAIXA Tem e podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode fazer transferências, PIX e pagar contas, direto no aplicativo do celular.
Além disso, o aluno pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
Estudantes do 1ª e 2º ano do Ensino Médio aprovados em 2025 também recebem o crédito da parcela de R$ 1000 em conta e o valor permanece bloqueado até a conclusão do Ensino Médio.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes da rede pública matriculados no Ensino Médio Regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos.
Para mais informações sobre os pagamentos do Pé-de-Meia, acesse: www.caixa.gov.br.
O Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional do Governo Federal para estudantes do ensino médio público inscritos no CadÚnico. Ele funciona como uma poupança para manter a frequência e estimular a conclusão do ensino médio, reduzindo desigualdades e promovendo inclusão e mobilidade social.
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O excesso de chuvas no norte de Goiás e no centro-norte de Minas Gerais tem reduzido o ritmo das atividades agrícolas e acende alerta para produtores de milho e feijão. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os altos volumes acumulados e a frequência das precipitações mantêm o solo excessivamente úmido, restringindo a entrada de máquinas nas lavouras.
O plantio do milho segunda safra, realizado após a colheita da soja, avança lentamente. A condição de solo encharcado também atrasa operações essenciais, como adubação de cobertura e controle de pragas e plantas daninhas. A ocorrência de dias consecutivos com chuva pode comprometer o estabelecimento das áreas recém-semeadas e impactar diretamente o número de plantas por área, um dos principais componentes da produtividade.
A previsão do tempo indica continuidade das chuvas pelo menos até sábado (28), com acumulados que podem ultrapassar 200 milímetros em áreas do centro-norte mineiro e do norte goiano.
Nos municípios de Arinos e Porangatu, o balanço hídrico aponta manutenção do excedente de água no solo até o fim da semana, mantendo elevados níveis de armazenamento hídrico e sem indicação de déficit no curto prazo.
Além do milho, a alta umidade durante a maturação e colheita do feijão primeira safra pode comprometer a qualidade dos grãos, elevar o risco de deterioração e afetar o padrão comercial do produto.
Diante do cenário, a recomendação é que produtores acompanhem diariamente as atualizações meteorológicas e monitorem a umidade do solo para planejar as operações de campo e mitigar riscos nas próximas semanas.
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