VoltarSondagem da CNI também mostra piora das expectativas dos empresários para os próximos seis meses
Baixar áudioO índice que mede a intenção de investimento da indústria brasileira recuou 0,6 ponto em agosto e atingiu 52,6 pontos, o menor nível registrado em 2026. Esta foi a terceira queda consecutiva do indicador. Os dados são da mais recente Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, afirma que a redução da intenção de investimento é resultado da continuidade de um ambiente macroeconômico desfavorável ao setor. Segundo ela, três fatores explicam esse cenário:
“O primeiro deles é o patamar elevado das taxas de juros. Em segundo lugar, o forte aumento dos custos de produção que a indústria vem sofrendo desde o início da guerra do Oriente Médio. Em terceiro lugar, a forte entrada de produtos importados no mercado doméstico, que acabam capturando uma parte importante do mercado que seria das indústrias domésticas”, explica.
De acordo com a CNI, a menor disposição dos empresários industriais para investir foi acompanhada por uma piora das expectativas para os próximos seis meses.
Em agosto, o índice de expectativa de quantidade exportada caiu 1,5 ponto e atingiu 49,5 pontos. Já a expectativa em relação ao número de empregados recuou 0,7 ponto, para 49,4 pontos. Como ambos ficaram abaixo da linha de 50 pontos, passaram a indicar perspectiva de queda tanto das exportações quanto do emprego industrial.
O otimismo também diminuiu em relação à compra de insumos e matérias-primas e à demanda dos consumidores. O índice de expectativa de compra de matérias-primas caiu 1,2 ponto, para 51,2 pontos, enquanto o indicador de expectativa de demanda recuou 0,7 ponto, para 52,6 pontos.
Apesar das quedas, os dois índices permanecem acima dos 50 pontos, sinalizando expectativas positivas, embora menos intensas do que as registradas em julho.
“Particularmente no que diz respeito à queda da expectativa de quantidade exportada, isso pode ser atribuído, em alguma medida, à imposição de tarifas adicionais pelo mercado americano aos produtos brasileiros”, afirma Nocko.
O índice de evolução do nível de estoques aumentou 1,7 ponto na passagem de junho para julho e chegou a 51 pontos. Foi a primeira vez, em 2026, que o indicador superou a linha de 50 pontos, sinalizando aumento dos estoques de produtos finais após oito meses de queda.
Ao mesmo tempo, o índice que compara o estoque efetivo ao planejado pelos empresários avançou 0,2 ponto, e marcou 50,2 pontos. O resultado indica que, apesar do crescimento, o nível de estoques permanece próximo do planejado pelas empresas.
Para a especialista da CNI, o aumento pode refletir uma maior dificuldade para escoar os produtos no mercado doméstico.
“O nível de estoques vinha mostrando queda nos últimos meses. E agora, no mês de julho, mostrou um crescimento. Isso indica uma certa dificuldade de escoamento dos produtos para o mercado doméstico. Mas isso foi acompanhado pelo nível de estoques em relação ao planejado — que permaneceu ali na linha de 50 pontos — mostrando que, apesar desse aumento do nível de estoques, isso foi planejado pelos empresários industriais”, comenta.
A sondagem também mostra que a produção industrial cresceu em julho. O índice avançou 2,6 pontos e alcançou 51 pontos. Ao ultrapassar a linha de 50 pontos, o indicador sinaliza crescimento da atividade em relação a junho. Foi apenas o segundo mês de 2026 em que o índice apontou expansão da produção. O outro resultado positivo havia sido registrado em março.
O índice de evolução do número de empregados também apresentou alta, de 0,4 ponto, e chegou a 48,6 pontos. Apesar do avanço, o indicador permaneceu abaixo da linha de 50 pontos, o que aponta retração do emprego industrial em comparação com junho.
Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu estável em 70%. O percentual está um ponto abaixo do registrado em julho de 2024 e de 2025.
Segundo a economista da CNI, embora o crescimento da produção em julho represente um sinal positivo, os demais indicadores recomendam cautela na avaliação do cenário.
“O emprego mostrou uma continuidade desse processo de retração ao longo dos últimos meses. O nível de Utilização da Capacidade Instalada permaneceu estável nessa passagem de junho para julho, mas ainda assim se mostrou um ponto percentual abaixo do mesmo patamar em que estava no mês de julho de 2025 e no mês de julho de 2024”, conclui.
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Baixar áudioO presidente do Senado, Davi Alcolumbre, divulgou uma nota à imprensa sobre o encaminhamento de três propostas consideradas prioritárias para análise das comissões, entre elas a que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1.
No entanto, para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), não é razoável levar o tema à votação em meio ao período eleitoral. A entidade defende que uma eventual mudança nas regras trabalhistas seja discutida com base em critérios técnicos e com a participação dos diferentes setores envolvidos.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que esse debate precisa ser aprofundado, mas considera inadequado que a discussão seja influenciada pelo calendário eleitoral.
“Esse debate com a sociedade e os setores da economia precisa ser feito e aprofundado, mas não neste momento. Após as eleições teremos condições de discutir com a moderação que o assunto requer. Não é correto que esse processo sofra pressão de momentos eleitorais, porque sabemos que as decisões não virão equilibradas”, enfatiza.
Para Alban, a negociação coletiva deve continuar sendo o principal instrumento para a definição de jornadas e escalas de trabalho, permitindo soluções mais adequadas às diferentes realidades de trabalhadores e empresas.
O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, também defende que o tema seja discutido com seriedade e profundidade. Segundo ele, uma decisão dessa dimensão deve considerar dados técnicos e os impactos econômicos, sociais e produtivos da medida, sem a influência do calendário eleitoral e da polarização política.
“O Brasil possui uma economia diversificada, e as relações de trabalho não são iguais em todos os setores. A realidade da indústria é diferente da realidade do comércio, da saúde, dos serviços, da agricultura ou de tantas outras atividades. Existem diferentes jornadas, modelos de operação, níveis de produtividade e necessidades específicas que precisam ser considerados”, destaca.
Furlan defende a ampliação do debate, com a participação dos diferentes setores envolvidos e uma análise detalhada dos possíveis efeitos sobre o emprego, a produtividade, os custos, a competitividade e a organização da produção.
“O objetivo deve ser encontrar uma solução equilibrada e sustentável para o país. Uma mudança estrutural das relações de trabalho não pode ser transformada em instrumento de disputa eleitoral. Deve ser resultado de um debate técnico, responsável e plural, capaz de considerar a complexidade e a diversidade do mundo do trabalho brasileiro”, pontua.
Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas.
Projeções da entidade apontam impactos entre 6% e 9% em diferentes setores da economia, com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário, entre outros segmentos.
Na indústria, o impacto estimado chega a cerca de R$ 88 bilhões, o equivalente a uma alta de 11% nos custos do setor.
Além disso, estimativas da CNI também indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país terá queda de 0,7%, caso a jornada de trabalho seja reduzida de 44 para 40 horas semanais. O percentual equivale a uma perda de R$ 76,9 bilhões para a economia brasileira.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda apreciação dos senadores. Pelo texto aprovado, 60 dias após a promulgação da PEC, passariam a valer as seguintes regras:
Após um ano, a carga horária seria reduzida novamente, passando de 42 para 40 horas semanais.
Em nota divulgada na última sexta-feira (14), Davi Alcolumbre informou que participou de reuniões com o governo para discutir as prioridades do Executivo e a agenda legislativa considerada relevante para o país.
Nesse contexto, o presidente do Senado determinou o encaminhamento da PEC 221/2019 e de outras duas propostas prioritárias às comissões competentes. Segundo Alcolumbre, as matérias são consideradas de alta complexidade e seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com espaço para análise e aprofundamento necessários.
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Baixar áudioSegundo o recorte regional da pesquisa Quaest, encomendada pela Globo, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lidera as intenções de voto nas regiões Norte e Nordeste, em eventual 2º turno contra Flávio Bolsonaro, do PL, com 54% e 61%, respectivamente, ante 35% e 26% alcançados pelo candidato do PL. Já no cenário geral, considerando todos os segmentos analisados, como escolaridade, cor, sexo, entre outros, Lula aparece com 43% das intenções de voto, ante 40% de Flávio.
Ainda seguindo a divisão regional do eleitorado, Flávio Bolsonaro aparece à frente em três regiões. No Sul, marca 54% das intenções, contra 27% de Lula; no Sudeste, aparece com 44%, ante 36% do candidato do PT. Já no Centro- Oeste, o senador marca 48% e Lula 29% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.
Conforme o portal G1.com, considerando os percentuais alcançados por Lula x Flávio no cenário geral de 2º turno – 43% a 40%, respectivamente – e todos os segmentos analisados, há empate técnico entre os candidatos. A explicação é de que a diferença de 3 pontos está dentro da margem de erro.
Ainda em relação ao balanço nacional de 2° turno testado, Lula tem 45% contra 34% de Romeu Zema (Novo), 44% contra 37% de Ronaldo Caiado (PSD) e 44% contra 36% de Renan Santos (Missão).
Um dos recortes analisados pela pesquisa para identificar a intenção de voto dos brasileiros considera os segmentos sociais, como faixa de renda, escolaridade, religião, idade e gênero dos eleitores. Além disso, a região também é considerada.
Para a pesquisa Quaest, encomendada pela Globo, Lula também foi testado contra Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).
Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 62% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 24% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Norte, com 57% ante 27% do adversário.
Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece à frente. Ele lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Centro-Oeste, com 49% das intenções de voto, contra 31% de Lula; no Sudeste, com 40% das intenções ante 38% marcadas pelo candidato do PT; e também no Sul, onde marca 50%, ante 28% do petista.
No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste, no Norte e no Centro-Oeste, segundo o recorte por segmentos sociais da Quaest. Além disso, os candidatos empatam com 39% das intenções de voto na Região Sudeste. Já na Região Sul, Zema lidera.
Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema:
Já em um eventual segundo turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem regional apenas no Nordeste e no Norte, conforme o recorte por segmentos sociais. No Nordeste, o petista registra 58% das intenções de voto, contra 28% de Renan Santos. Já no Norte, Lula aparece com 56%, ante 29% do candidato do Novo.
Renan Santos, por sua vez, lidera em três regiões brasileiras. No Sudeste, Renan alcança 40%, ante 38% do candidato do PT. No Centro-Oeste, 38% contra 33% de Lula, e tem vantagem, ainda, no Sul, onde soma 46%, ante 30% do petista.
Para a pesquisa, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores de forma presencial em todo o país, entre os dias 10 e 13 de agosto.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06773/2026.
Copiar o textoMinistro do Turismo, Gustavo Feliciano, esteve em São Paulo para reunião técnica sobre o tema
Baixar áudioMicroempreendedores individuais do turismo do estado de São Paulo inscritos no CadÚnico, que identifica famílias de baixa renda, já podem solicitar financiamentos do Fundo Geral de Turismo, o Fungetur, com orientação técnica inédita do Sebrae, para investir nos seus negócios.
O crédito, de até R$ 21 mil, é voltado a trabalhadores que atuam no setor, como guias, motoristas, vendedores ambulantes de alimentos e bebidas e artesãos, e que também estejam registrados no Cadastur, o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos.
A modalidade foi detalhada em reunião técnica nesta quarta-feira (12), na capital paulista, entre representantes do Ministério do Turismo, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, do Sebrae Nacional e de agentes financeiros que operam os financiamentos.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou que o crédito contribui para a geração de emprego e renda no ramo.
“Atingimos a marca de 2 milhões e 400 mil empregos gerados de carteira assinada na área do turismo. Já é a sexta cadeia produtiva que mais emprega no nosso país e que a gente pode ver que tão podendo dar geração de emprego e renda e, principalmente, dignidade pras pessoas, porque elas podem dar uma oportunidade para suas famílias. O turismo é uma ferramenta de inclusão social, o turismo está presente no nosso país como um todo”.
Após a orientação do Sebrae, os pedidos vão ser apresentados aos agentes, que analisarão as propostas e, em caso de aprovação, vão liberar os recursos.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse que a modalidade contribui para fortalecer o turismo.
“Sabemos todos nós o potencial que tem o Brasil. Quando a gente olha o Brasil comparado a outros países nessa disputa por esse mercado do turismo, a gente vê o tamanho que a gente ainda tem pra crescer. É realmente algo muito, muito grande. O turismo tá melhorando aqui, dois milhões de novos empregos. Quando a gente vai lá na base de dados desses empregos, próximo de 90% é nosso povo, é o povo do cadastro social”
O financiamento, com custos de até 5% ao ano, mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, permite investir na compra de equipamentos e na realização de pequenas obras de ampliação e reforma.
O prazo total de pagamento é de 24 meses, com um período de até seis meses para o início da quitação.
A iniciativa tem cobertura de R$ 100 milhões do Fundo de Garantia de Operações, o FGO, por meio do Programa Acredita no Primeiro Passo, o que elimina a exigência de garantias dos MEIs pelos agentes financeiros.
A modalidade é prevista em um acordo de cooperação firmado em maio de 2026 entre os ministérios do Turismo, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.
O prazo de pagamento é de 24 meses, com até seis meses para o início da quitação.
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Baixar áudioA inflação brasileira voltou a ficar dentro do intervalo de tolerância da meta, mas o resultado de julho, isoladamente, não afasta a cautela do Banco Central em relação aos próximos passos da política monetária. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), avançou 0,07% em julho e acumula alta de 4,44% em 12 meses, enquanto o BC mantém uma postura de cautela sobre os próximos passos da política monetária.
A meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um limite superior de 4,5%. Com o resultado de julho, portanto, a inflação acumulada em 12 meses voltou a ficar abaixo desse teto.
Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo da taxa básica de juros. Apesar da sequência de reduções, o Banco Central evitou antecipar qual será a decisão nas próximas reuniões.
Na ata divulgada nesta terça-feira (11), o Copom reforçou que a intensidade do ciclo de redução dos juros será definida de acordo com a evolução do cenário econômico. O colegiado avalia que o atual ambiente exige cautela diante das incertezas e dos riscos para a trajetória dos preços.
A desaceleração do IPCA melhora o cenário para a política monetária, mas a decisão sobre os juros considera não apenas a inflação observada no presente, como também as expectativas para os próximos meses e anos.
O Banco Central ainda identifica fatores de pressão, como a desancoragem das expectativas de inflação, a resistência da inflação de serviços, as condições da atividade econômica e os riscos relacionados ao cenário fiscal e internacional.
A autoridade monetária também avalia que a demanda continua exercendo pressão sobre os preços e considera necessário manter a política monetária em terreno contracionista para assegurar a convergência da inflação para a meta.
As próprias projeções do Banco Central ajudam a explicar a cautela. Para o fim de 2026, a estimativa é de inflação de 5,1%, acima tanto da meta de 3% quanto do limite superior de tolerância de 4,5%.
O foco da política monetária, no entanto, está mais adiante. No chamado horizonte relevante, atualmente no primeiro trimestre de 2028, a projeção do BC aponta inflação de 3,2%, próxima do centro da meta.
Esse cenário mantém aberta a possibilidade de continuidade do ciclo de redução da Selic, mas sem compromisso antecipado com novos cortes ou com a intensidade das próximas decisões.
A queda da inflação acumulada representa um sinal de menor pressão sobre os preços, mas isso não significa necessariamente que produtos e serviços ficaram mais baratos. Uma inflação menor indica, de forma geral, que os preços estão subindo em ritmo mais lento.
Os juros, por outro lado, influenciam diretamente o custo do crédito na economia. A Selic serve como referência para outras taxas e seus movimentos podem chegar, em diferentes intensidades e prazos, aos empréstimos e financiamentos oferecidos a consumidores e empresas.
Quando os juros permanecem elevados, o crédito tende a ficar mais caro, o que pode reduzir o consumo e os investimentos e, consequentemente, ajudar a conter a inflação. Já um ciclo de redução da Selic pode favorecer gradualmente condições de crédito menos restritivas.
Por isso, mesmo com a inflação novamente abaixo do teto da meta, o Banco Central sinaliza que pretende acompanhar os próximos indicadores antes de definir a velocidade e a extensão do atual ciclo de redução dos juros.
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Baixar áudioA Agência Nacional de Mineração (ANM) prorrogou, até 28 de setembro de 2026, o prazo para a divulgação da lista provisória anual dos cálculos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), devida aos entes federativos afetados pela atividade de mineração. A medida foi oficializada por meio da publicação da Resolução 246/2026.
Em nota publicada pela Agência CNM de Notícias, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destacou que a prorrogação da divulgação da lista provisória é importante para os municípios afetados pela atividade minerária, considerando que serve de base para a conferência das informações utilizadas pela ANM.
Após a publicação da lista, será possível verificar e solicitar eventuais correções de dados ou a revisão dos cálculos, conforme regulamentação da agência. Segundo a entidade, dessa forma, a alteração do cronograma posterga o início dessa etapa de análise e eventual manifestação dos municípios.
A Resolução da ANM também estende prazos processuais devido à indisponibilidade dos sistemas Protocolo Digital, Dados Cadastrais e Dados Minerários ocorrida entre 2 de abril a 13 de julho de 2026.
Pela norma, os prazos processuais com termo final dentro do período de abril a julho de 2026 e cujo cumprimento dependesse da utilização dos sistemas, também ficam prorrogados até 28 de setembro de 2026, às 23h59min59s.
A prorrogação não se aplica a obrigações cujo descumprimento possa gerar riscos à saúde, à vida, ao meio ambiente ou ao patrimônio. Além disso, a medida não afasta a responsabilidade dos titulares de direitos minerários quanto à segurança de suas operações e estruturas.
Confira demais situações alcançadas pela medida:
A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) foi instituída pela Constituição Federal de 1988 como uma contrapartida financeira paga pelas empresas mineradoras aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios pela exploração econômica dos recursos minerais em seus territórios.
Regras para a utilização dos recursos da CFEM
Segundo a ANM, a legislação determina que a CFEM não pode ser utilizada para pagar dívidas, exceto as contraídas com a União ou com entidades federais. Também é vedada a utilização dos recursos para pagar salários do quadro permanente de pessoal.
A aplicação dos repasses deve integrar a prestação de contas anual pelos beneficiários.
Em relação à área da educação, os recursos podem financiar despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, especialmente os que atuam na educação básica em tempo integral.
A ANM ressalta que estados, Distrito Federal e municípios beneficiados devem divulgar anualmente a destinação dos valores recebidos. Além disso, pelo menos 20% da receita da CFEM deve ser aplicada em ações voltadas para:
A divulgação dessas informações deve seguir as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Os dados detalhados sobre a arrecadação e a distribuição da CFEM podem ser consultados no portal da ANM, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza a consulta dos repasses efetuados às contas dos entes federativos.
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Baixar áudioA Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) farão o lançamento nacional da plataforma Gasto Brasil no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, na próxima terça-feira (11), às 15h30. Com dados online, o painel apresenta as despesas dos governos federal, estaduais e municipais.
O objetivo da ferramenta, criada em 2025 pela CACB e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é ampliar a transparência das contas públicas e facilitar o acompanhamento dos gastos dos três níveis de governo.
Na plataforma, é possível consultar dados sobre despesas com pessoal, previdência, encargos sociais e investimentos, incluindo obras, aquisição de imóveis e outros gastos públicos.
Os dados podem ser acessados gratuitamente e de forma online por qualquer cidadão por meio do site do Gasto Brasil.
Segundo o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a transparência é um dos principais instrumentos para aprimorar a gestão pública e fortalecer a participação da sociedade. “Não basta arrecadar mais. É preciso gastar melhor, com eficiência, responsabilidade e transparência”.
O Gasto Brasil organiza dados oficiais sobre a execução das despesas públicas em linguagem acessível, sem estabelecer juízo de valor sobre programas, políticas públicas ou escolhas orçamentárias. A plataforma permite consultar recortes por esfera de governo e por grupo de despesa.
A ferramenta também reúne informações sobre investimentos e despesas com pessoal, oferecendo uma visão detalhada da execução orçamentária.
Segundo o coordenador do Gasto Brasil e consultor da CACB, Cláudio Queiroz, o objetivo é reunir dados oficiais em um único ambiente, facilitando a tomada de decisões baseada em evidências.
“É uma ferramenta que vem para unificar informações. Ela vem da base oficial, onde nós pegamos informações específicas e deixamos um pouco mais ‘clean’ para que qualquer cidadão consiga navegar no nosso Gasto Brasil e visualizar como está o governo federal, os estados, o município em que ele reside.”
O lançamento do Painel Gasto Brasil contará com a presença dos presidentes da CACB, Alfredo Cotait Neto, e da CNA, João Martins. Também será inaugurada uma exposição sobre a plataforma, que ficará aberta ao público até 13 de agosto, no Espaço Mário Covas, na Câmara dos Deputados.
Durante o evento, serão apresentadas novas funcionalidades da plataforma, incluindo recortes econômicos, detalhamento dos gastos por habitante e um índice de qualidade da informação, ampliando o nível de transparência dos dados públicos.
Segundo a plataforma, a despesa pública primária brasileira já ultrapassa R$ 3,3 trilhões em 2026.
Saiba mais em www.gastobrasil.com.br.
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Baixar áudioSímbolo da cultura brasileira e produzida exclusivamente no país, a cachaça deve ganhar ainda mais espaço no mercado internacional. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) assinaram, na última sexta-feira (31), um convênio de R$ 2,63 milhões para ampliar a promoção comercial da bebida em mercados estratégicos, entre eles México, Canadá e países da Europa. A iniciativa busca fortalecer as exportações, ampliar oportunidades para produtores brasileiros e consolidar a cachaça como um produto de alto valor agregado nos mercados internacionais.
O investimento marca o início da quarta edição do projeto setorial voltado à internacionalização da cachaça. A expectativa é beneficiar entre 70 e 80 empresas do setor por meio da participação em feiras internacionais, aproximação com compradores estrangeiros e ações de promoção comercial.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a estratégia ganha importância diante do atual cenário do comércio internacional e da necessidade de diversificar mercados para a bebida brasileira.
“Vivemos um período desafiador para o comércio internacional e a cachaça também sente os impactos desse cenário em um de seus principais mercados, os Estados Unidos. Por isso, estamos investindo na diversificação de mercados, fortalecendo a promoção da bebida no México, no Canadá e na Europa, para ampliar as oportunidades de exportação do setor. Estamos falando de uma bebida genuinamente brasileira, que representa nossa cultura, gera emprego, renda e leva a imagem do Brasil para o mundo”, afirmou Müller.
Durante a cerimônia, Brasil e México também celebraram os dez anos do acordo de reconhecimento mútuo das indicações geográficas da cachaça e da tequila. O instrumento garante que apenas bebidas produzidas em seus respectivos países possam utilizar essas denominações, ampliando a proteção contra falsificações e valorizando dois dos principais símbolos culturais das duas nações.
Para o presidente do IBRAC, Vicente Bastos, o novo projeto representa mais um passo para ampliar o reconhecimento internacional da bebida brasileira. "Este novo projeto nos permite avançar com mais força na internacionalização da cachaça e fazer com que o destilado, que é símbolo da nossa cultura, seja cada vez mais reconhecido como produto de alto valor agregado no mercado internacional”, frisou Bastos.
Entre as empresas beneficiadas pelas ações de internacionalização está a Cachaça Palmeira, produzida no Sítio Rio Palma, no Tocantins. À frente do empreendimento, o produtor Paulo Palmeira tem buscado ampliar a presença da marca no mercado externo com o apoio da ApexBrasil.
Segundo ele, o suporte oferecido pela Agência tem sido fundamental para preparar pequenos empreendedores para exportar e acessar novos mercados.
"A ApexBrasil é a que pode, no momento, me ajudar e que está abrindo as portas. E acredito que vai me levar muito longe. Estou de braços abertos, acolhendo o que a ApexBrasil pode me oferecer. Sou um pequeno empreendedor que está iniciando. Então, preciso de uma instituição de nome, uma instituição que tem credibilidade, uma instituição que sabe orientar o pequeno empreendedor”, destacou o produtor.
Produzida exclusivamente no Brasil, a cachaça é um dos produtos mais tradicionais da cultura nacional e movimenta uma cadeia produtiva formada, em sua maioria, por pequenos produtores, cooperativas e empreendimentos familiares.
Além de ampliar as exportações, a estratégia conduzida pela ApexBrasil busca fortalecer a imagem da bebida como um produto de origem brasileira e de alto valor agregado no mercado internacional.
A parceria com o IBRAC e o acordo de cooperação com o México reforçam esse posicionamento ao ampliar a proteção da indicação geográfica da cachaça e valorizar sua identidade como patrimônio cultural e econômico do país.
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Baixar áudioAs despesas públicas primárias dos estados da Região Sul somaram R$ 139,7 bilhões entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2026, segundo a plataforma Gasto Brasil, desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Confira os gastos estaduais.
Com mais de 11,4 milhões de habitantes, os gastos do Paraná alcançaram R$ 51,5 bilhões no período. O total corresponde a 7,4% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual em 2025, estimado em R$ 670,9 bilhões, e equivale a uma despesa per capita de aproximadamente R$ 12,3 mil.
Para Vera Antunes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), acompanhar a destinação do dinheiro público é uma conquista para toda a população. “Verificando como o dinheiro é utilizado, saberemos onde é possível exercer um controle maior, estimulando também a participação pública junto à gestão. Poderemos, como cidadãos e empresários, exercer uma fiscalização mais eficiente sobre a utilização do dinheiro público pelos nossos representantes”, exaltou a executiva.
No Rio Grande do Sul, os gastos somaram R$ 54,2 bilhões, o equivalente a 8% do PIB estadual do ano passado (R$ 650,1 bilhões). A despesa per capita foi de aproximadamente R$ 4,8 mil, com base em uma população de 10,8 milhões de habitantes.
Em Santa Catarina, os gastos atingiram R$ 34 bilhões, valor equivalente a 6,4% do PIB estadual de 2025 (R$ 273 bilhões). A despesa per capita foi de cerca de R$ 4,3 mil, considerando os 7,6 milhões de habitantes do estado.
Rita Conti, vice-presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), entende que as entidades empresariais possuem importante papel na transparência do trato dos recursos estatais. “É fundamental que todos os nossos recursos arrecadados, principalmente os tributos que hoje no Brasil são tão caros, retornem realmente para a sociedade com serviços públicos de qualidade, com infraestrutura e investimentos, principalmente que desenvolvam, que estimulem o nosso desenvolvimento”, declara a gestora.
Na opinião de Francisco Tavares Junior, presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (ACIJS), o panorama demonstrado pela plataforma Gasto Brasil deixa claro a urgência de uma reestruturação completa no sistema fiscal brasileiro. “É fundamental aprovar reformas estruturais, como administrativa e orçamentária, e garantir o cumprimento do arcabouço fiscal. Também é imprescindível trabalhar na digitalização da gestão pública, reduzindo burocracia, modernizando processos e também revisar gastos ineficientes ou desalinhados com as prioridades estratégicas do país para o momento”, avaliou o representante.
Somando todas as esferas públicas (União, DF, estados e municípios), a despesa governamental ultrapassou a marca de R$ 3,2 trilhões desde o início de 2026. O governo federal concentra a maior parte dos gastos, com mais de R$ 15 trilhão (46% do total) do gasto público, enquanto estados e o Distrito Federal (R$ 877 bilhões) e os municípios (R$ 860 bilhões) dividem o restante.
A diferença entre o valor de pagamentos feitos pelas administrações e o arrecadado com impostos se aproxima de R$ 900 bilhões. De acordo com dados da plataforma Impostômetro apurados no mesmo dia, a arrecadação no país é de R$ 2,3 trilhões.
Análises como essa e muitas outras farão parte do Painel de Gasto Brasil a partir do dia 11 de agosto. O lançamento das novas funcionalidades, uma parceria entre a CACB e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), vai ocorrer na Câmara dos Deputados e traz recortes econômicos, detalhamento dos gastos por população, índice de qualidade das informações e novos indicadores para ampliar a transparência das despesas públicas.
Para o presidente da CACB, da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), Alfredo Cotait Neto, acompanhar as despesas públicas é fundamental para aprimorar a gestão. Segundo ele, o país precisa avançar em medidas como reforma administrativa, planejamento, controle fiscal e definição de critérios para investimentos públicos.
“Esta conta também não é nossa. Nós lançamos o Gasto Brasil, onde mostramos que o Governo está gastando mais do que arrecada. Nós temos que trabalhar para falar para o governo: corte de gastos já! Equilíbrio nas contas. É isso que o povo está pedindo”, destacou Cotait Neto.
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Baixar áudioA Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026) entra na reta final de preparação com expansão da estrutura e expectativa de realizar a maior edição de sua história. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), organizador do evento, a feira comercializou 100% da área de exposição e ampliou o espaço destinado aos expositores de 15 mil para mais de 17 mil metros quadrados, além de aumentar o número de estandes de 600 para mais de 750.
A EXPOSIBRAM será realizada entre os dias 24 e 27 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), reunindo empresas, autoridades públicas, investidores, especialistas, pesquisadores e representantes da cadeia mineral. A programação inclui a feira de exposição e o Congresso Brasileiro de Mineração, com debates sobre minerais críticos, transição energética, descarbonização, inovação, transformação digital e sustentabilidade.
A expansão do evento acompanha o aumento da demanda global por minerais estratégicos, considerados essenciais para tecnologias de baixo carbono e para a transição energética. Segundo o diretor-presidente do IBRAM, Pablo Cesário, a expectativa é que esta seja a maior edição já realizada.
"Estamos preparando uma EXPOSIBRAM histórica, que deve reunir um número recorde de participantes e expositores. O evento reflete a força e a relevância da mineração brasileira, promovendo o encontro entre conhecimento, tecnologia, investimentos e oportunidades de negócios para impulsionar o desenvolvimento responsável do setor”, destacou o diretor-presidente.
Além da programação técnica, a edição de 2026 amplia iniciativas voltadas à educação e à geração de negócios. O espaço Mineramundo, dedicado à educação mineral, já contabiliza mais de 12 mil crianças inscritas. Já as Rodadas de Negócios vão reunir mais de 300 fornecedores e cerca de 15 mineradoras, com o objetivo de estimular parcerias comerciais e fortalecer a cadeia produtiva da mineração.
Os interessados em participar da EXPOSIBRAM 2026 já podem realizar o credenciamento. A visita à feira de exposição é gratuita, mediante inscrição prévia, enquanto a participação no Congresso Brasileiro de Mineração requer o pagamento de taxa. As inscrições podem ser feitas no site oficial do evento.
A educação mineral será um dos destaques da EXPOSIBRAM 2026. O Mineramundo, espaço interativo voltado à divulgação da atividade mineral, já registra mais de 12 mil crianças inscritas para participar das atividades durante o evento. A iniciativa busca aproximar estudantes do universo da mineração por meio de experiências educativas e interativas, apresentando temas relacionados aos recursos minerais, inovação, sustentabilidade e à importância do setor para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.
Segundo o IBRAM, o espaço integra as ações voltadas à aproximação entre a mineração e a sociedade, incentivando o conhecimento sobre a cadeia mineral nas novas gerações.
As Rodadas de Negócios da EXPOSIBRAM 2026 já contam com mais de 300 fornecedores inscritos, que terão a oportunidade de apresentar produtos, equipamentos, tecnologias e serviços a cerca de 15 empresas mineradoras durante o evento.
Os encontros foram estruturados para aproximar fornecedores e mineradoras, estimular novas parcerias comerciais e ampliar as oportunidades de negócios ao longo da cadeia produtiva mineral.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a programação busca fortalecer o ambiente de negócios do setor e incentivar a conexão entre empresas em um momento de crescimento da demanda por soluções voltadas à inovação, sustentabilidade e minerais estratégicos.
EXPOSIBRAM 2026
Data: 24 a 27 de agosto de 2026
Local: Expominas – Belo Horizonte (MG)
Mais informações: https://exposibram2026.ibram.org.br/
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