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16/04/2026 04:55h

No encontro, parlamentares apresentaram demandas sobre crédito, exportações e política agrícola

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou de reunião promovida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nesta terça-feira (14), em Brasília. O objetivo do encontro foi encaminhar as principais demandas dos produtores rurais brasileiros.

Na ocasião, o ministro André de Paula destacou a relevância da Frente Parlamentar e a importância do diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo. “Reconhecer a importância da FPA é reconhecer que ela é a principal ponte entre o setor produtivo, o Legislativo e o Executivo. Eu não posso prescindir da participação da frente parlamentar nesse esforço que nós vamos empreender liderando o ministério nos próximos 9 meses”, frisou.

Para o presidente da FPA, o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), o histórico de André de Paula pode ajudar no fortalecimento do diálogo institucional.  “Ele tem um trânsito excepcional dentro da Câmara dos Deputados e do Senado. É um parlamentar experiente, já passou por diversos partidos, já passou por diversos governos, tem respeito entre todos nós, amizade com a maioria de nós, e nos sinalizou portas abertas para aquela antiga construção de pontes que a gente fala há tanto tempo e a gente conseguir colocar no ministério a nossas pautas”, disse.

Os parlamentares da frente destacaram pautas consideradas estratégicas e recorrentemente debatidas na FPA. Foram citados como pontos de atenção o crédito rural, o endividamento no campo, a ampliação do Plano Safra, a modernização do seguro rural, do código florestal, a preocupação com preços da produção e exportações, entre outros.

O ministro André de Paula destacou o papel institucional do Ministério e a necessidade de articulação dentro do governo, mas pontuou que o país ganha com uma união dentro do setor. “A agricultura não é governo, não é oposição. A agricultura é o orgulho do Brasil e é o que nos une”, completou.

Além dos parlamentares, também compuseram a mesa principal o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares; os secretários de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; de Política Agrícola, Guilherme Campos; de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro; e o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi. Representaram a diretoria da bancada ainda, o deputado federal e vice-presidente da FPA na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim; a vice-presidente da FPA no Senado, Tereza Cristina; e a presidente do Instituto Pensar Agropecuária e presidente-executiva do Sistema OCB, Tânia Zanella.

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15/04/2026 04:45h

André de Paula foi apresentado à estrutura do instituto, realizações recentes e projetos em andamento para aumentar a assertividade dos serviços

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A previsão das condições climáticas é um dos pilares para o manejo e o planejamento das lavouras no país. Nesse contexto, o novo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, visitou, nesta segunda-feira (13), a sede do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília, para conhecer a estrutura operacional do órgão e discutir a ampliação da rede de monitoramento climático.

Acompanhado do secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e da chefe de gabinete, Adriana Toledo, o ministro foi recebido pelo diretor do instituto, Carlos Alberto Jurgielewicz. No local, foi apresentada a estrutura do instituto, incluindo o Centro de Previsão Meteorológica, a área de processamento de dados e as instalações que passaram por reforma para modernização.

O processo de ampliação da rede de monitoramento foi um dos principais temas apresentados durante a reunião. Na ocasião, foram citados como exemplos o número de estações no Rio Grande do Sul, que passou de 44 para 98 em apenas um ano, e em Mato Grosso, onde a rede foi ampliada com a instalação de mais 27 unidades. 

Ações em andamento também foram abordadas. Nas bacias dos rios São Francisco e Parnaíba, o projeto de implantação de 220 novas estações voltadas ao monitoramento na área de influência de Furnas, que deve mitigar os efeitos das mudanças climáticas, garantir maior segurança energética e apoiar a gestão eficiente dos recursos hídricos. Em Pernambuco, a previsão é de ampliação para 19 estações.

Ao final da visita, de Paula ressaltou a importância estratégica do Inmet para o desenvolvimento do agro brasileiro e os investimentos realizados na modernização do instituto. “Não dá para fazer uma agricultura de sucesso se você não tem a questão climática presente nas suas preocupações. E tudo que eu vi aqui dá conta do enorme investimento que foi feito nos últimos três anos”, afirmou.

O diretor Carlos Alberto Jurgielewicz celebrou os investimentos recentes e a nomeação de novos servidores para melhorar ainda mais os serviços do órgão. “Já temos hoje 85% de assertividade na nossa previsão meteorológica e, com a chegada dos novos concursados, nós conseguiremos aumentar essa efetividade, fazendo com que a gente possa entregar para o Brasil a melhor meteorologia com a melhor assertividade”, destacou.

O secretário-executivo Cleber Soares enfatizou que inovação, tecnologia e produtividade no campo precisam caminhar lado a lado com a meteorologia, ferramenta indispensável para o planejamento e a tomada de decisão no setor agropecuário.

Inmet

Com 116 anos de atuação, o Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é a referência nacional no monitoramento do tempo e do clima para emissão diária de previsões, avisos de tempo severo e boletins agroclimatológicos, prestando serviços estratégicos para a agropecuária brasileira e para a sociedade. Atualmente, o instituto conta com cerca de 700 estações meteorológicas, entre automáticas e convencionais, além de uma rede parceira que reúne cerca de 10 mil estações cadastradas, ampliando a capilaridade das informações em todo o território nacional.

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14/04/2026 04:30h

Proprietários devem localizar, resgatar e realocar espécies nativas e sem-ferrão para que sobrevivam à transferência

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Abelhas-sem-ferrão devem ser resgatadas antes do desmate das áreas onde são nativas. A obrigatoriedade está prevista na norma publicada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) na última quinta-feira (9) e passa a valer em 180 dias, ou seja, a partir de 6 de outubro.

A nova regra determina que, sempre que houver autorização para desmatamento, o responsável deve localizar, resgatar e realocar as colônias encontradas na área. O processo inclui busca ativa antes e durante a retirada da vegetação, transporte adequado e destinação para áreas semelhantes da origem, seguras ou instituições autorizadas.

Para impedir que a prática vire atividade econômica irregular, também fica proibida a comercialização das colônias resgatadas. Os enxames ainda devem ser monitorados por, pelo menos, seis meses após a realocação, para verificar se sobreviveram. Todo o processo deve ser documentado e informado aos órgãos ambientais.

Ficam isentas do cumprimento das regras pequenas propriedades rurais, áreas em recuperação de solo (pousio) e atividades de manejo florestal sustentável.

O objetivo, segundo o texto, é reduzir os impactos ambientais e garantir a sobrevivência das espécies. O prazo de 6 meses para entrada em vigor da norma foi estipulado para a adaptação de empreendedores e órgãos ambientais às exigências.

Adaptação

Para a Confederação Nacional de Municípios (CMN), a nova regulamentação representa um avanço do ponto de vista da proteção da biodiversidade. Abelhas, especialmente as nativas, são essenciais para o controle e estabilidade do ecossistema, por serem responsáveis pela polinização da flora e, consequentemente, pela fauna que se alimenta dessas plantas.

Por outro lado, a entidade alerta que a medida amplia as responsabilidades das prefeituras. A implementação da resolução exigirá que as administrações regionais revisem procedimentos e fluxos de análise.

A orientação do CNM é que os municípios iniciem o quanto antes a avaliação dos impactos da medida em suas rotinas administrativas. A antecipação desse debate é considerada fundamental para evitar dificuldades na aplicação da norma e garantir maior segurança na atuação dos gestores municipais.

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13/04/2026 04:35h

Em relação aos próximos meses, mais de um terço acredita que a situação do mercado de trabalho deve piorar

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Mais da metade dos brasileiros sente que está difícil ou muito difícil conseguir trabalho no país. O número é resultado da 9ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV IBRE, com dados do trimestre finalizado em fevereiro de 2026, que mostrou que 53,6% dos respondentes percebem a dificuldade em encontrar emprego.

O número mostra uma piora em relação ao trimestre finalizado em janeiro, mas o FGV IBRE explica que, devido à falta de ajuste por sazonalidade nas séries, é possível que isso se deva ao período do ano

Em relação às perspectivas para o mercado de trabalho nos próximos meses, 34,3% dos respondentes acreditam que a tendência é que fique pior ou muito pior, enquanto 33% acreditam na tendência de que melhore ou melhore muito. Os 32,7% restantes acreditam na manutenção da estabilidade. O resultado majoritariamente negativo é o maior desde o trimestre móvel de outubro de 2025.

Segundo o economista do FGV IBRE Rodolpho Tobler, enquanto os primeiros resultados da sondagem de 2026 indicavam uma continuidade do aquecimento da economia visto em 2025, mas com uma tendência de estabilidade, os resultados do último mês mostram uma maior parcela da população acreditando na desaceleração do ritmo do mercado de trabalho na primeira metade do ano. Ele espera que, dado o cenário macroeconômico desafiador e a desaceleração da economia, a tendência seja a de um número de vagas menor do que o de 2025, ainda que haja uma possibilidade de ajuste nos indicadores caso a atividade econômica indique um ano mais aquecido.

“Os primeiros resultados do mercado de trabalho em 2026 indicam continuidade do aquecimento visto no ano passado, mas agora com uma tendência maior de estabilidade. O resultado desse mês, mesmo que com cautela pela ausência de ajuste sazonal, já indica um percentual mais elevado de pessoas acreditando que o ritmo do mercado de trabalho tende a diminuir nessa primeira metade do ano. Dado o cenário macroeconômico desafiador e a desaceleração da economia, é esperado que o número de vagas abertas seja inferior ao que foi observado ao longo de 2025. Caso a atividade econômica indique um ano mais aquecido, os dados de mercado de trabalho tendem a se ajustar para cima também”, afirma.

Divulgados mensalmente desde julho de 2025, os indicadores sobre a qualidade de emprego no país do FGV IBRE buscam complementar as informações existentes sobre o tema com dados exclusivos, derivados, principalmente, da percepção do trabalhador brasileiro sobre as condições de trabalho no momento. As pesquisas consultam pessoas em todo o território nacional, em idade para trabalhar, sobre os temas: satisfação com trabalho; chance de perder emprego e/ou fonte de renda; proteção social; renda suficiente; percepção geral sobre o mercado de trabalho; e expectativa para os próximos 6 meses do mercado de trabalho em geral.

 

Com informações do FGV IBRE.

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07/04/2026 04:35h

Medida estabelece que 80% do combustível misturado ao diesel deve ser adquirido de produtores com o Selo Biocombustível Social

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na última quarta-feira (1º), uma resolução que prioriza a aquisição de biodiesel nacional. Ao ser classificado como de interesse da Política Energética Nacional, ao menos 80% do volume total do biocombustível comercializado no território nacional deve ser proveniente de produtores com o Selo Biocombustível Social (SBS) e autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Como a competência da agência é estritamente nacional, na prática, a política impede a importação do biodiesel utilizado para a mistura obrigatória ao óleo diesel, estipulada em 15% do volume total desde agosto do ano passado. A Lei do Combustível do Futuro prevê a elevação da combinação para 16% neste ano.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, um dos objetivos centrais da medida é reforçar a inclusão produtiva da agricultura familiar. Pequenos produtores são os principais geradores de biomassas agrícolas – bagaço de cana-de-açúcar, soja, milho e dejetos de animais –, matéria-prima de combustíveis renováveis. Os produtores de biodiesel que adquirem esses itens de agricultores familiares identificados com o Selo Biocombustível Social têm acesso a benefícios fiscais e comerciais.

A iniciativa também busca a estabilidade regulatória do setor e a sustentabilidade do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), estabelecendo a prioridade e aprimorando a gestão do Selo.

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, considera a decisão estratégica para a transição energética e com forte base social. “Essa decisão do CNPE reafirma que a política de biodiesel no Brasil não é apenas energética, mas também social. Ao garantir a participação mínima de produtores com o Selo Biocombustível Social, asseguramos previsibilidade ao mercado, fortalecemos a agricultura familiar e damos sustentação de longo prazo a uma política pública que gera renda, inclusão e desenvolvimento regional”, afirmou.

A proposta aprovada é parte dos resultados do Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) elaborado por Grupo de Trabalho Interministerial instituído pela Resolução CNPE nº 9/2023, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e composto pela Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Fazenda, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Além disso, o CNPE estabeleceu diretrizes para o aprimoramento da governança do Selo Biocombustível Social, com foco no fortalecimento da rastreabilidade, da transparência e da previsibilidade regulatória. A resolução prevê o aperfeiçoamento das bases de dados, a consolidação de informações auditáveis e a apresentação periódica de relatórios ao CNPE, ampliando a capacidade de monitoramento e avaliação da política pública.

A resolução passa a orientar as diretrizes do setor de biodiesel no âmbito da Política Energética Nacional, reforçando a integração entre os pilares social e energético do PNPB e a atuação coordenada entre os órgãos responsáveis pela sua implementação.

Biometano

Além das diretrizes para o biodiesel, o CNPE também aprovou a mistura de 0,5% de biometano ao gás natural. Produzido a partir de resíduos agropecuários, o combustível é considerado um dos principais vetores da agroenergia e contribui para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira.

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06/04/2026 04:45h

Entre os setores econômicos, serviços e comércio são os que registram o maior crescimento de adesões

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Em 2025, o Brasil registrou a entrada de mais de 21 mil novas unidades consumidoras no mercado livre de energia. São Paulo lidera o ranking estadual, com 6.114 migrações. Os dados constam em estudo divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Paraná e Minas Gerais aparecem em seguida, com 2.214 e 1.743 migrações, respectivamente. Confira o ranking completo por estado:
Ranking por estado

  1. São Paulo – 6.114
  2. Paraná – 2.214
  3. Minas Gerais – 1.743
  4. Rio Grande do Sul – 1.581
  5. Santa Catarina – 1.344
  6. Rio de Janeiro – 1.233
  7. Bahia – 881
  8. Ceará – 872
  9. Mato Grosso – 821
  10. Pará – 690
  11. Goiás – 584
  12. Pernambuco – 582
  13. Espírito Santo – 437
  14. Mato Grosso do Sul – 386
  15. Distrito Federal – 309
  16. Maranhão – 296
  17. Rio Grande do Norte – 262
  18. Paraíba – 235
  19. Rondônia – 201
  20. Amazonas – 197
  21. Piauí – 194
  22. Tocantins – 152
  23. Sergipe – 128
  24. Alagoas – 116
  25. Acre – 49
  26. Amapá – 27
  27. Roraima – sem informações

O Mercado Livre de Energia é um ambiente competitivo de negociação de energia elétrica no qual os consumidores e os fornecedores podem negociar livremente todas as condições comerciais, como preço, quantidade de energia, período de suprimento, pagamento, entre outros aspectos.

Cenário por região e setor econômico

No campo regional, o destaque é para o Sudeste, com 9.527 novas unidades consumidoras em 2025. O Sul aparece em seguida, com 5.139 migrações. O Nordeste, configura em terceiro, com um total de 3.566, enquanto o Centro-Oeste conta com 2.100 novas unidades. Já o Norte registrou 1.316.

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Em relação aos setores econômicos, o destaque é para serviços, que passou de 6.648 unidades consumidoras para 7.458, no período analisado. Comércio também teve boa adesão, ao sair de 4.098 para 6.379 unidades consumidoras. Confira o resultado de outras atividades: 

  • Alimentícios — de 1.940 para 3.194
  • Saneamento — de 1.790 para 2.248
  • Manufaturados diversos — de 1.780 para 2.984
  • Minerais não metálicos — de 904 para 1.195
  • Metalurgia e produtos de metal — de 665 para 939
  • Madeira, papel e celulose — de 433 para 507
  • Transporte — de 302 para 317
  • Químicos — de 299 para 363
  • Telecomunicações — de (não informado) para 282
  • Têxteis — de 251 para 521
  • Veículos — de 159 para 291
  • Bebidas — de (não informado) para 167
  • Extração de minerais metálicas — de 35 para 28

Energias renováveis no Brasil

O Brasil é apontado como o terceiro país que mais gera energia a partir de fontes renováveis no mundo. A informação é da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês), com dados até abril de 2024.

Ao todo, o país contabiliza 213 gigawatts de capacidade instalada, atrás apenas da China (1.800 GW) e dos Estados Unidos (428 GW). No entanto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima que aproximadamente 17% dessa energia é desperdiçada devido à falta de armazenamento ou integração do sistema elétrico. A Região Nordeste, onde 70,6% da eletricidade é gerada a partir de fontes solar ou eólica, é a mais afetada por essa limitação.
 

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03/04/2026 04:20h

Ministério da Saúde prevê até R$ 150 milhões para reforçar o atendimento a adultos e crianças com SRAG no SUS

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Estados e municípios em situação de emergência em saúde pública devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) podem solicitar incentivo financeiro do Ministério da Saúde para a ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Suporte Ventilatório Pulmonar (SVP).

A medida foi publicada por meio da Portaria nº 10.484 e possui caráter excepcional e temporário. O objetivo é ampliar o atendimento a pacientes adultos e pediátricos com SRAG em estabelecimentos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).

O montante anual estimado para a iniciativa é de R$ 150 milhões. De acordo com a norma, o repasse dos recursos aos estados, municípios e ao Distrito Federal dependerá da disponibilidade orçamentária do Ministério da Saúde.

Como solicitar os recursos

Para ter acesso ao incentivo financeiro, gestores municipais e estaduais deverão encaminhar uma série de documentos que comprovem a necessidade de ampliação da estrutura hospitalar, entre eles:

  • Declaração formal de emergência em saúde pública;
  • Informações sobre a capacidade instalada e o número de leitos que serão ampliados ou convertidos;
  • Dados sobre a taxa de ocupação e a fila de espera para leitos de UTI e SVP;
  • Informações sobre a disponibilidade de equipamentos e recursos humanos necessários ao funcionamento dos leitos;
  • Plano de Ação para enfrentamento da SRAG em adultos e crianças, aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite.

A solicitação do incentivo deverá ser enviada juntamente com toda a documentação por meio do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), disponível no site www.saips.saude.gov.br.

Aumento dos casos de SRAG no país

De acordo com o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.

Grande parte dos casos registrados tem sido associada à influenza A, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus, agentes que podem evoluir para quadros graves e levar a óbito.

No ano epidemiológico de 2026, o país já registrou 28.363 casos de SRAG, dos quais 11.597 tiveram resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios e 1.451 evoluíram para óbito.

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02/04/2026 19:00h

Ministério da Cultura realiza o Fórum Brasil Criativo - Região Nordeste, nos dias 7 e 8 de abril

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Nos dias 7 e 8 de abril, o Ministério da Cultura realiza o Fórum Brasil Criativo – Região Nordeste.

O encontro acontece em Aracaju, Sergipe, na Universidade Tiradentes, reunindo gestores, especialistas e agentes culturais de toda a região. 

A iniciativa é do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Economia Criativa, em parceria com o Sebrae e instituições públicas e acadêmicas. 

O Fórum consolida uma ampla agenda nacional de articulação e fortalecimento do setor. É o que enfatiza a secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão. 

“Eu queria convidar todos vocês a acompanharem conosco o Fórum Brasil Criativo. A Secretaria da Economia Criativa tem andado pelo Brasil por cada região do país, levando uma ótima notícia. Nós estamos construindo uma política nacional de economia criativa e a fala e a escuta é fundamental nesse processo.”

Com o tema “O audiovisual e o potencial estratégico dos seus ecossistemas culturais e criativos”, o fórum vai discutir o papel do setor no desenvolvimento econômico, na geração de renda e na valorização da diversidade cultural brasileira. 

O evento é gratuito e aberto ao público. Os interessados devem se inscrever por meio de formulário disponível do site do Ministério da Cultura, no endereço: www.gov.br/cultura/

A programação inclui debates, painéis e o Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa do Nordeste. 

O Fórum Brasil Criativo é uma grande troca de experiências e construção de políticas públicas voltadas à economia criativa. 

A secretária do MinC comenta sobre a importância dos agentes culturais, empreendedores e gestores públicos de Sergipe participarem do evento. 

“A gente precisa dos criativos, dos artistas, a gente precisa dos técnicos, a gente precisa de todos aqueles que trabalham e que estão presentes nesses segmentos da cultura e da economia criativa brasileiras, para que a gente possa construir esse essa possibilidade de um plano que vai na verdade dar concretude à política Brasil criativo”.

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02/04/2026 04:30h

Reajuste médio autorizado será de até 2,47%, o menor registrado nos últimos 20 anos

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Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% desde a última terça-feira (31), conforme definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

A medida estabelece três níveis máximos de aumento, aplicados de acordo com o grau de concorrência em cada segmento do mercado:

  1. 3,81% para medicamentos com maior concorrência;
  2. 2,47% para medicamentos com concorrência intermediária; e
  3. 1,13% para medicamentos com pouca ou nenhuma concorrência.

O impacto no bolso do consumidor não será imediato. Fabricantes, distribuidores e farmácias podem adotar percentuais menores ou manter os preços atuais, de acordo com as condições de mercado e a competitividade entre empresas.

Menor reajuste em duas décadas

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o reajuste médio autorizado será de até 2,47%, o menor registrado nos últimos 20 anos. O índice também fica abaixo da inflação acumulada em 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que chegou a 3,81%.

A agência destaca que a redução consecutiva do percentual desde 2023 "reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos". Em anos anteriores, o reajuste superou 10%.

Como funciona o reajuste

O reajuste anual segue a metodologia prevista na Lei 10.742/2003, que disciplina o setor farmacêutico no país. O cálculo considera a inflação medida pelo IPCA e desconta fatores como o ganho de produtividade da indústria.

Algumas categorias não seguem essa regra geral. É o caso de medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e de determinados produtos isentos de prescrição com alta concorrência, que possuem normas específicas dentro do sistema de controle de preços.

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01/04/2026 04:55h

A ação vai beneficiar 74 empresas durante um período de dois anos, com o objetivo de ampliar as vendas do setor para o mercado externo

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Com investimento de R$ 19,6 milhões, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) renovou, na segunda-feira (30), em Brasília (DF), o convênio com a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE). A iniciativa prevê o apoio a 74 empresas ao longo de dois anos, com foco na ampliação das exportações do setor.

A assinatura contou com a presença do ministro da Defesa, José Múcio; do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana; do presidente da ABIMDE, Luiz Teixeira; do vice-presidente global de Relações Institucionais da Embraer, José Serrador; além de outras autoridades.

Do total de empresas beneficiadas, cerca de 40% já atuam no mercado externo. O objetivo do convênio é fortalecer a presença internacional dessas companhias por meio da participação em feiras internacionais e da realização de projetos compradores, ampliando sua inserção em mercados estratégicos.

“Investir em Defesa, trabalhar na indústria, é você também investir em inovação que chega na sociedade, é algo extraordinário. Onde tiver eventos, seja dentro ou fora do Brasil, a gente tem uma condição de estar presente, levando empresas, levando o que a gente faz na tecnologia e tudo o que o Brasil precisa”, afirmou Jorge Viana.

A execução da parceria será feita em articulação com o Ministério da Defesa, responsável pela estratégia de longo prazo do setor, e com o Ministério das Relações Exteriores, que atua na aproximação com governos de países potenciais compradores. A atuação conjunta busca aumentar a competitividade das empresas brasileiras e ampliar sua participação no comércio internacional.

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Durante a cerimônia, o ministro José Múcio destacou a relevância econômica e estratégica da indústria. “Eu estou aqui hoje para falar da Defesa, com o produtor de equipamentos de Defesa, o empregado na igreja superior, o cientista que trabalha para que isso aconteça. Nós temos uma indústria de Defesa moderníssima, podendo ser muito mais moderna”, disse.

“Representamos 2,9% do nosso PIB, e poderíamos ser muito mais. São 3 milhões de empregos que também poderiam ser ampliados”, complementou Múcio.

Nos últimos anos, o setor de Defesa e segurança tem ganhado importância crescente na economia brasileira, reunindo empresas com elevado nível de inovação e capacidade produtiva.

Para a ApexBrasil, a renovação do convênio reforça o compromisso das instituições em impulsionar o desenvolvimento da área, ampliar exportações e atrair investimentos, consolidando o Brasil como fornecedor competitivo no mercado global.

Na avaliação de Luiz Teixeira, o acordo é estratégico para sustentar o crescimento do setor. “O apoio da Apex reforça a nossa estratégia de realmente fortalecer a indústria lá fora”, destacou.

“Temos a base industrial brasileira, que tem investido bastante em inovação e no desenvolvimento de novos produtos, e vemos o seu crescimento, como no ano passado, quando houve aumento de 100% nas exportações de um ano para o outro. Acho que ainda não potencializamos totalmente esse crescimento para os próximos anos”, reforçou Teixeira.

A iniciativa está alinhada à estratégia da ApexBrasil de fomentar setores intensivos em tecnologia e inovação, buscando expandir a atuação internacional das empresas brasileiras. Ao mesmo tempo, fortalece a base industrial nacional, promovendo a geração de empregos, o ganho de competitividade e a afirmação do Brasil como um participante de destaque no mercado global de Defesa e segurança.
 

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