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04/08/2026 04:30h

Novo modelo amplia a capacidade de registros de empresas e não altera os CNPJs já existentes

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A Receita Federal iniciou a implementação do CNPJ em formato alfanumérico ao emitir, na última sexta-feira (31), o primeiro cadastro com letras e números no país. A medida faz parte do processo de modernização do sistema de identificação das pessoas jurídicas e tem como objetivo ampliar a capacidade de emissão de novos registros, acompanhando o crescimento da atividade econômica.

O primeiro CNPJ alfanumérico foi emitido para uma filial do Banco do Brasil. A partir de agora, novas inscrições poderão receber combinações de letras e números, enquanto os CNPJs já existentes permanecem válidos e não precisarão ser alterados ou substituídos.

Segundo a Receita Federal, a mudança foi planejada para garantir a continuidade do cadastro nacional nas próximas décadas, além de preparar o sistema para atender às demandas decorrentes da expansão do número de empresas e da Reforma Tributária do Consumo. Apesar da novidade, novos CNPJs ainda poderão ser emitidos apenas com números, já que a capacidade do modelo atual ainda não foi totalmente utilizada.

A implementação também exige atenção de empresas, órgãos públicos, instituições financeiras e desenvolvedores de software. A Receita orienta que sistemas de cadastro, emissão de documentos fiscais, ERPs, softwares contábeis e bases de dados sejam adaptados para aceitar códigos alfanuméricos. A falta dessas adequações poderá provocar falhas em integrações, dificuldades no cadastramento de novas empresas e rejeições em processos que utilizam o CNPJ como identificador.

De acordo com o órgão, a emissão dos CNPJs alfanuméricos será gradual ao longo de 2026, permitindo que empresas e instituições concluam os ajustes tecnológicos necessários. A Receita Federal informou ainda que continuará monitorando a implantação para garantir a estabilidade, a segurança e o pleno funcionamento do novo modelo.

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02/08/2026 04:05h

Brasil registrou de 19,3 mil estupros e quase 65 mil casos de estupro de vulnerável em 2025; Roraima apresentou a maior taxa do país, seguido por Rondônia e Acre

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O Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que o Brasil registrou 19.398 casos de estupro e 64.990 de estupro de vulnerável em 2025. A Região Norte concentra os maiores números de casos do crime no país. Dos oito estados com as maiores taxas de estupro do Brasil, sete integram a Amazônia Legal. Entre as Unidades da Federação, Roraima apresentou a maior taxa do país, seguido por Rondônia e pelo Acre.

O levantamento destaca que a violência sexual atinge de maneira desproporcional meninas e mulheres. Em 2025, elas foram 9 em cada 10 vítimas. A prevalência é refletida nas taxas de ambos os crimes, que saltam para 16,5 estupros e 51,3 registros de estupro de vulnerável a cada 100 mil mulheres. 

Ranking estadual

O estado de Roraima lidera o ranking com a maior taxa de casos de estupro a cada 100 mil habitantes, com 127,1 casos. Em segundo lugar aparece Rondônia, com uma taxa de 97,1 para o mesmo recorte populacional. Na sequência, estão o Acre e o Amapá, com 96,6 e 89,6 casos a cada 100 mil habitantes, respectivamente. 

Em relação às menores taxas, o Ceará apresentou a menor taxa, com 20,6 estupros a cada 100 mil habitantes, seguido de Minas Gerais, com 26,8, e Pernambuco, com 27,7.

Confira o ranking estadual das oito UF com maior taxa de estupros e estupros de vulnerável do país em 2025:

  1. Roraima
  2. Rondônia
  3. Acre
  4. Amapá
  5. Mato Grosso do Sul
  6. Tocantins
  7. Pará
  8. Mato Grosso
  9. Paraná
  10. Santa Catarina

Em comparação com os dados de 2024, 21 dos 27 estados apresentaram queda de registros. Apenas Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Pará, Amazonas, Paraíba e Maranhão registraram aumento no número de casos, sendo que o território maranhense teve um crescimento de 19,5%. 

Municípios

O anuário mostra que os estados que possuem as maiores taxas de estupro – sendo Roraima, Acre, Rondônia, Amapá e Mato Grosso do Sul – também aparecem no ranking dos 10 municípios com as maiores taxas do país em 2025, ao lado de municípios do Pará e do Paraná.

A lista é integrada por quatro capitais: Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC) e Macapá (AP). O estudo analisa que a presença das capitais no ranking municipal pode ser justificada por serem cidades com maior concentração de ocorrências, além de funcionarem como polos regionais para atendimentos especializados e denúncias. 

As cidades de Boa Vista (RR) e Ariquemes (RO) lideram o ranking municipal de violência sexual em municípios com mais de 100 mil habitantes, com taxas de 110,8 e 102,6, respectivamente. 

Confira o rankings dos dez municípios com maiores taxas estupro e estupro de vulnerável do país em 2025:

  1. Boa Vista (RR)
  2. Ariquemes (RO)
  3. Sinop (MT)
  4. Porto Velho (RO)
  5. Abaetetuba (PA)
  6. Dourados (MS)
  7. Araucária (PR)
  8. Itaituba (PA)
  9. Rio Branco (AC)
  10. Macapá (AP)

Casos de estupro de vulnerável crescem no Brasil

A análise considera registros dos dois tipos do crime: estupro e estupro de vulnerável. 

O Código Penal brasileiro define os crimes de estupro e estupro de vulnerável nos artigos 213 e 217-A. Confira a definição, conforme a legislação:

  • Estupro: “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.”
  • Estupro de vulnerável: “Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos.”

Conforme o estudo, ambos os crimes em 2025 indicam, novamente, a prevalência dos casos de estupro de vulnerável frente aos estupros.

O anuário revela que a violência sexual no Brasil afeta, principalmte, crianças e adolescentes. O crime contra menores de 14 anos corresponde a 77% dos registros em 2025. 

Em relação às taxas por população, foram registrados 30,5 estupros de vulnerável a cada 100 mil habitantes, contra 9,1 estupros. 

Perfil das vítimas

Os indicadores identificaram que as principais vítimas de estupro no Brasil são do sexo feminino, representando 93,3% dos casos registrados no ano passado. Já as vitímas do sexo masculino correspondem a 6,7% dos registros.

O cenário se repete nos casos de estupro de vulnerável, onde meninas e adolescentes de até 14 anos somam 85,6% das ocorrências, frente a 14,4% de vítimas do sexo masculino. 

O estudo pontua que o baixo percentual de casos envolvendo homens e meninos não significa, contudo, ignorar a violência sexual contra o gênero masculino. “É importante reconhecer que esses casos também são marcados por elevada subnotificação, atravessada por normas de masculinidade, estigma e vergonha”, diz um trecho da publicação.

Pelo anuário, entre as vítimas masculinas registradas, crianças e adolescentes predominam. A proporção de vítimas do sexo masculino é quase duas vezes maior nos casos de estupro de vulnerável, cerca de 14%, do que nos casos de estupro, cerca de 7%. 

Anuário Brasileiro de Segurança Pública

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é integrado por informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública. 

Com o retrato da Segurança Pública brasileira, é uma ferramenta voltada a produzir conhecimento, incentivar a avaliação de políticas públicas e promover o debate de novos temas na agenda do setor. 

O documento completo pode ser acessado em www.forumseguranca.org.br. Para acessar, é preciso clicar na aba publicações e, em seguida, em anuário. Os dados podem ser baixados em dois formatos, em PDF e em formato de planilha.  
 

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30/07/2026 04:45h

Radar da Indústria destaca que mudança em norma do MGI fortalece a Nova Indústria Brasil, gera empregos e aumenta a arrecadação

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A ampliação das chamadas “margens de preferência” nas compras públicas pode fortalecer a competitividade da indústria brasileira e impulsionar a política industrial do país. É o que destaca a 6ª edição do Radar da Indústria, boletim publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)

A medida foi estabelecida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) por meio da Resolução SEGES-CICS/MGI nº 9, de 30 de junho de 2026. A norma permite que o poder público dê preferência a produtos fabricados no Brasil em relação aos importados, mesmo quando o item nacional custar até 10% mais. Para a compra de produtos tecnológicos nacionais, a margem de preferência pode chegar a 20%

O analista da CNI, Rodrigo Curi, explica que o mecanismo já existia, mas a nova resolução amplia sua abrangência para todos os produtos credenciados no Catálogo de Credenciamento de Fornecedores Informatizado da Agência Especial de Financiamento Industrial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CFI-FINAME do BNDES). A regra contempla máquinas, equipamentos, veículos e sistemas industriais que atendam aos requisitos mínimos de conteúdo fabricado no país

"Essa medida potencializa a demanda e cria um potencial de mercado para produtos nacionais de maior complexidade que, por terem cadastro no Finame, já têm uma gama de fornecedores nacionais. Isso estimula a produção nacional", afirma Curi. 

Para o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, a ampliação das margens de preferência fortalece a implementação da Nova Indústria Brasil (NIB) e reduz os riscos associados aos investimentos produtivos

“Ao contemplar produtos cadastrados no CFI-FINAME, a medida fortalece capacidades produtivas e tecnológicas nacionais. Ao mesmo tempo em que favorece a NIB, a medida converge com outras iniciativas federais no sentido de promover sinergias entre contratações públicas e políticas nacionais de desenvolvimento, como o Novo PAC e o Plano de Transformação Ecológica”, destaca Silveira.

Compras públicas geram empregos e arrecadação

Segundo estimativas do MGI, cada R$ 1 milhão direcionado à compra de produtos fabricados no Brasil, em substituição às importações, pode gerar entre sete e dez postos de trabalho

O governo também projeta um aumento da arrecadação tributária decorrente da expansão da produção nacional. A expectativa é recuperar entre 9,83% e 13,5% do valor das compras em impostos, compensando o custo adicional de até 10% permitido pela margem de preferência. Para a compra de produtos tecnológicos nacionais, a margem de preferência pode chegar a 20%. 

Na avaliação da CNI, a medida também fortalece as cadeias produtivas nacionais ao oferecer previsibilidade de demanda para a indústria. Quando o governo garante que vai comprar da indústria local, as empresas se sentem seguras para ampliar a produção, beneficiando não apenas os fabricantes contratados pelo governo, mas também fornecedores de peças, componentes e serviços

“Ao adotar as margens de preferência, o governo deixa de apenas consumir produtos estrangeiros para atuar como um indutor do crescimento, gerando emprego, renda e garantindo a reindustrialização do Brasil”, explica Silveira.

Plano Mais Produção recebe novo aporte de R$ 140 bilhões

O Radar da Indústria também destaca a ampliação dos recursos da Nova Indústria Brasil. O Plano Mais Produção (P+P), principal instrumento de financiamento da política industrial, recebeu um novo aporte de R$ 140 bilhões, elevando para R$ 750 bilhões o volume total de recursos disponibilizados até o fim de 2026. 

De acordo com Rodrigo Curi, cerca de R$ 710 bilhões já foram aprovados para aproximadamente 500 mil projetos distribuídos entre as seis missões da NIB, que abrangem áreas estratégicas como inovação, inteligência artificial, mobilidade sustentável, bioeconomia, minerais críticos e saúde

Embora considere positivo o reforço anunciado pelo BNDES e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o analista ressalta que a consolidação da política industrial depende da continuidade desses investimentos

"São projetos de longa maturação, que demoram para trazer resultados em termos de produtos industriais e retorno econômico. Então é importante criar um ambiente em que esses recursos possam ser constantemente providos para a indústria, sem haver uma variação muito grande”, afirma. 

Coordenação e continuidade da política industrial

Para Curi, o fortalecimento da Nova Indústria Brasil também exige maior articulação entre governo, setor produtivo e demais atores envolvidos na formulação e execução da política industrial. 

"Não apenas os participantes diretos, mas todos os entes de governo devem contribuir para a concepção, elaboração e implementação da política industrial", diz. 

O analista também defende que a política seja permanente, independentemente das mudanças de governo

“Não adianta correr atrás de um resultado e fazer todo um arranjo institucional, toda uma concentração de recursos para um plano que talvez seja descontinuado no próximo governo. Esses projetos exigem um prazo maior para trazer efeitos para a sociedade. A efetividade da política industrial depende de sua perenidade e sua melhoria a cada ciclo de governo”, destaca.

Marco Legal pode dar estabilidade à política industrial

Outro destaque do boletim é o avanço do Projeto de Lei 4.133/2023, que institui o Marco Legal da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em junho e segue para análise do Senado. 

O texto estabelece que cada governo deverá apresentar uma política industrial com objetivos, metas e indicadores mensuráveis. 

Segundo Curi, a aprovação do marco legal pode transformar a política industrial em uma política de Estado, reduzindo as descontinuidades que historicamente marcaram o setor. 

"Criar um arcabouço normativo que transforme a política industrial em política de Estado é extremamente importante. A expectativa da CNI é de aprovação no Senado, mas o trabalho não acabou. Existem ainda possíveis melhorias a serem feitas no texto, que garantam continuidade, geração de valor, renda, emprego e desenvolvimento para o Brasil”, conclui. 

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29/07/2026 04:50h

Proposta busca acelerar a internacionalização da indústria brasileira e apoiar empresas afetadas pelas tarifas dos Estados Unidos

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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, se reuniu nesta segunda-feira (27) com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutir medidas que possam reduzir os impactos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras.

Durante o encontro, ambos defenderam o avanço das negociações entre os dois países e definiram que o governo federal, em parceria com o setor produtivo, vai acelerar a criação de uma nova missão da Nova Indústria Brasil (NIB), voltada à internacionalização da cadeia produtiva nacional

Ações emergenciais e estratégia de longo prazo

Alckmin reforçou que o governo dará suporte às empresas afetadas pelas tarifas por meio de um pacote de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito

“Conversamos sobre a necessidade de manter o diálogo e a negociação. De outro lado, diversificar e buscar novos mercados e atender as empresas afetadas [que vão precisar de crédito]. São R$ 18,5 bilhões para capital de giro, bens de capital e investimentos”, destacou.

No curto prazo, a proposta é oferecer apoio imediato às empresas prejudicadas, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a CNI.

Já a frente de longo prazo prevê a criação de uma nova missão do programa Nova Indústria Brasil (NIB) para fortalecer a inserção internacional da indústria brasileira e mitigar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. 

Segundo Ricardo Alban, a CNI atuará em conjunto com o MDIC na formulação da iniciativa, que contará com a participação do Serviço Social da Indústria (SESI), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e das federações estaduais da indústria para apoiar a internacionalização das empresas brasileiras

“O vice-presidente Alckmin, juntamente com o MDIC, acha bastante interessante essa revisitação das missões da NIB para a discussão de uma sétima missão para programas vinculados. Assim como temos o Brasil Mais Produtivo, talvez possamos ter um Brasil Mais Exportador”, pontuou.

Sétima missão

Atualmente, a Nova Indústria Brasil está estruturada em seis missões estratégicas, voltadas para:

  1. cadeias agroindustriais sustentáveis;
  2. complexo econômico-industrial da saúde;
  3. infraestrutura, saneamento, habitação e mobilidade;
  4. transformação digital da indústria;
  5. bioeconomia e transição energética;
  6. tecnologias para soberania e defesa.

A proposta da CNI é criar uma sétima missão, de caráter transitório, destinada a apoiar os setores industriais afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e fortalecer a competitividade da indústria brasileira nos mercados internacionais. 

Para Alckmin, as medidas precisam ser implementadas o mais rápido possível, uma vez que o comércio exterior está diretamente ligado à geração de empregos e investimentos no país

“No ano passado, mesmo com esse quadro geopolítico mais difícil, o Brasil bateu recorde de exportação: US$ 348,7 bilhões. E neste ano, no primeiro semestre, mesmo com toda a dificuldade e duas guerras, batemos outro recorde: US$ 184 bilhões de dólares. Precisamos continuar esse trabalho e avançar. A missão 7 da NIB fará diferença para o comércio exterior”, reforçou.

Ricardo Alban ressalta que em breve será criado um grupo de trabalho coordenado pela CNI, reunindo os setores industriais mais impactados e as federações estaduais da indústria com atuação no comércio exterior. O MDIC ficará responsável por articular os órgãos públicos que participarão da iniciativa. 

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29/07/2026 04:45h

Formações presenciais, semipresenciais e EaD estão disponíveis para candidatos do DF, Maranhão e Sergipe

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a plataforma Futuro.Digital estão com 29.523 vagas abertas em cursos presenciais, semipresenciais e a distância voltados à formação de profissionais para a indústria. As oportunidades, gratuitas e pagas, estão disponíveis para moradores do Distrito Federal, Maranhão e Sergipe

Do total, 1.953 vagas são oferecidas pelos departamentos regionais do SENAI em cursos técnicos, de qualificação e aperfeiçoamento profissional, com foco no desenvolvimento de competências práticas para o mercado de trabalho. 

As outras 27.570 vagas são disponibilizadas pela plataforma Futuro.Digital em cursos de curta duração, graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial, semipresencial e ensino a distância (EaD), permitindo que os estudantes conciliem os estudos com a rotina. 

Segundo o gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Mateus Simões, podem se inscrever pessoas a partir dos 14 anos, desde que atendam aos requisitos específicos de cada edital

“A grande maioria dos nossos alunos tem entre 18 e 35 anos e estão em busca da primeira inserção no mercado de trabalho. Esse é o objetivo principal dos cursos do SENAI: promover a empregabilidade dos nossos alunos. Mas também recebemos pessoas com 50 anos ou mais buscando se atualizarem tecnologicamente para se manterem e crescerem no mercado de trabalho”, afirma.

Confira as vagas por estado

Distrito Federal

O SENAI-DF está com 1,4 mil vagas gratuitas abertas para cursos de qualificação profissional, aperfeiçoamento e cursos técnicos nas modalidades presencial, semipresencial e online

As oportunidades estão distribuídas entre as unidades do Gama, Setor de Indústrias Gráficas (SIG), Sobradinho e Taguatinga. As inscrições devem ser realizadas pelo site do SENAI Distrito Federal.

Maranhão

O SENAI-MA está com 237 vagas gratuitas abertas para cursos técnicos, de qualificação profissional e aprendizagem industrial nas unidades de São Luís e Açailândia

Na capital maranhense, são 180 vagas para os cursos técnicos em Panificação, Sistemas de Energia Renovável e Redes de Computadores, ofertados na modalidade presencial

Já em Açailândia, há 57 vagas para os cursos de Gestão Industrial, nas modalidades qualificação profissional e aprendizagem industrial básica, além de oportunidades para o curso técnico em Segurança do Trabalho

Os processos seletivos, prazos de inscrição e requisitos variam conforme o curso. Os editais completos estão disponíveis no site do SENAI Maranhão.

Sergipe

O SENAI-SE está com 316 vagas gratuitas abertas para cursos de qualificação e aperfeiçoamento profissional. Entre as opções estão Comandos Elétricos, Inversores de Frequência, Gestão Contábil Financeira, Eletricista Industrial, Costureiro Industrial de Moda Masculina em Tecido Plano, Delícias da Padaria Caseira, Eletricista de Instalações Prediais, Assistente de Planejamento e muito mais. 

Ao todo, são 14 cursos presenciais e semipresenciais, com turmas nos períodos matutino, vespertino e noturno. As inscrições são limitadas e podem ser encerradas antes do preenchimento de todas as vagas. 

Para outras informações, acesse o Instagram @senai_sergipe ou procure a unidade do SENAI Sergipe mais próxima.

(Fonte: Agência de Notícias da Indústria)

Formação voltada à empregabilidade

Para Mateus Simões, a formação oferecida pelo SENAI tem como principal objetivo ampliar as oportunidades de inserção e crescimento profissional dos alunos

“O objetivo principal dos nossos cursos é permitir que os alunos tenham uma boa inserção no mercado de trabalho e crescimento em suas carreiras. Nosso objetivo está na empregabilidade. E o curso é um caminho para atingir esse objetivo”, destaca. 

Segundo o gerente, o cenário atual da indústria brasileira tem ampliado a procura por trabalhadores qualificados em diferentes segmentos. 

“A quantidade de empresas com que conversamos todos os dias, buscando profissionais para serem contratadas, é imensa. Mas é preciso ter a qualificação que aquela vaga e aquela empresa buscam. Por isso é tão importante estar o tempo inteiro buscando oportunidades de crescimento e de competências para ter as melhores oportunidades na carreira”, orienta.

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Portaria determina limites, juros e prazos para a quitação de até R$ 8 milhões em débitos agropecuários

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a resolução 5.330/2026, que regulamenta a renegociação das dívidas rurais. Com a publicação do ato, a Medida Provisória (MP) 1.376 de 2026, divulgada na semana passada, passa a ter efeitos para operacionalizar o acesso dos produtores às linhas de repactuação dos débitos.

Para ter acesso às condições diferenciadas, os produtores devem comprovar perdas de, no mínimo, 30% em duas ou mais safras entre 2019 e 2025. Os limites das linhas de crédito para esse público e as taxas de juros variam a cada caso:

Também serão admitidas perdas de, no mínimo, 40% da renda bruta em três ou mais safras, entre 2019 e 2025, exclusivamente relacionadas a intempéries climáticas, com as seguintes condições:

  • até R$ 500 mil para agricultores familiares do Pronaf, com juros de 5% ao ano;
  • até R$ 2,5 milhões para produtores do Pronamp, com juros de 8% a.a.;
  • até R$ 8 milhões para os demais, com juros de 11% a.a.; e
  • prazo de pagamento de 10 anos, com o vencimento da primeira parcela em 2 anos (há incidência dos juros no período).

Há ainda a previsão para participação das cooperativas agrícolas, que não constavam no texto da MP. Para esse grupo, os valores, os juros e os prazos variam conforme o porte da operação nos mesmos termos mencionados acima, mas um com teto de R$ 50 milhões.

Outro ponto regulamentado é a emissão de novas Cédulas de Produto Rural (CPRs) por produtores inadimplentes. A resolução estabelece que essas novas CPRs se enquadrem na exigibilidade prevista no Manual de Crédito Rural, com até 5% dos recursos captados por poupança rural e até 55% provenientes das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) utilizados nessa aquisição.

O texto esclarece que a contratação fica a cargo da instituição financeira, que assume o risco de crédito das operações e, por isso, pode ou não participar do programa. Os interessados têm até o dia 12 de novembro para contratar o novo empréstimo e devem apresentar um laudo comprobatório das perdas emitido por engenheiro agrônomo, técnico agrícola, médico veterinário ou biólogo devidamente habilitado no conselho regional da respectiva categoria.

Impacto

Segundo o Ministério da Fazenda, mais de R$ 100 bilhões em dívidas de agropecuaristas devem ser repactuados. O custo efetivo da operação para os cofres públicos é estimado em R$ 4 bilhões.

O governo ainda tem que publicar como vai operacionalizar a equalização dos juros juntos aos bancos. Ou seja, pagar a diferença entre os juros praticados e os juros efetivos das renegociações.

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24/07/2026 04:55h

Sondagem da CNI mostra piora das expectativas para os próximos seis meses, com queda em todos os indicadores do setor

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O desempenho da indústria da construção caiu 1,9 ponto em junho em relação ao mês anterior e passou de 49,1 para 47,2 pontos. O dado é da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Apesar da retração, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, destaca que o indicador permaneceu 0,5 ponto acima da média histórica para os meses de junho, de 46,7 pontos

"Em junho, tanto o índice de nível de atividade quanto o índice de evolução do número de empregados das empresas do setor mostraram quedas na comparação com o mês anterior. Mas de qualquer forma, os índices seguem acima das suas respectivas médias históricas por mês”, afirma.

A evolução do número de empregados recuou 0,6 ponto, de 48,5 para 47,9 pontos, mas permaneceu 1,9 ponto acima da média histórica de junho, de 46 pontos. 

Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) manteve-se em 67%, mesmo percentual registrado em junho de 2025. Desde o início de 2026, o indicador acumula alta de três pontos percentuais

Condições financeiras continuam desfavoráveis

Segundo o levantamento, as condições financeiras da indústria da construção permaneceram negativas no segundo trimestre, embora alguns indicadores tenham apresentado melhora. 

O índice de satisfação com a situação financeira avançou 0,2 ponto em relação ao primeiro trimestre, alcançando 45,2 pontos. Como permanece abaixo da linha de 50 pontos, o resultado indica que os empresários seguem insatisfeitos com a situação financeira das empresas. 

O índice de facilidade de acesso ao crédito também melhorou, subindo 1,6 ponto, de 37,7 para 39,3 pontos. Apesar da alta, o indicador continua distante dos 50 pontos, refletindo a percepção de dificuldade para obter empréstimos e financiamentos

Na mesma direção, o índice de satisfação com o lucro operacional aumentou 0,4 ponto e atingiu 41,7 pontos. Ainda abaixo da linha divisória, o resultado mostra que os empresários continuam insatisfeitos com as margens de lucro

“De uma forma geral, os índices de situações financeiras aumentaram na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026, mas não mudam o quadro geral. Ainda há uma insatisfação muito grande dos empresários do setor com relação às margens de lucro, à situação financeira e ao acesso ao crédito”, avalia Azevedo.

Por outro lado, o índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas caiu 2,2 pontos, para 66,2 pontos. Embora ainda indique aumento dos custos, o resultado mostra que essa pressão foi menos intensa e menos disseminada do que no trimestre anterior. 

Segundo o economista da CNI, a alta dos custos continua comprometendo o desempenho financeiro das empresas

“A situação financeira do setor vem sendo bastante pressionada, não só pelas taxas de juros, que encarecem as dívidas das empresas, mas também por uma elevação consistente dos custos, tanto da mão de obra qualificada e não qualificada, como dos insumos e matérias-primas, problema que se agravou com a guerra no Oriente Médio”, afirma.

Juros elevados seguem como principal obstáculo

Os juros elevados permaneceram como o principal problema enfrentado pela indústria da construção no segundo trimestre. O fator foi citado por 36,2% dos empresários, acima dos 34,9% registrados no trimestre anterior. 

A carga tributária continuou na segunda posição entre os principais entraves, mencionada por 33,6% dos entrevistados, praticamente estável em relação aos 33,9% do primeiro trimestre. 

Na sequência aparecem:

  • falta ou alto custo de mão de obra não qualificada (28,9%);
  • escassez ou elevado custo de trabalhadores qualificados (28,6%);
  • demanda interna insuficiente (17,3%). 

“Muito relacionada às condições financeiras das empresas do setor da construção, os principais problemas enfrentados pelo setor no segundo trimestre permaneceram os mesmos do primeiro trimestre de 2026”, comenta Azevedo.

Expectativas pioram e confiança recua

A sondagem revela que as expectativas da indústria da construção para os próximos seis meses pioraram em julho. Todos os indicadores caíram e ficaram abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando perspectiva de retração da atividade. 

  • Nível de atividade: 49,2 pontos (-3,7 pontos);
  • Número de empregados: 49,1 pontos (-3,6 pontos);
  • Novos empreendimentos e serviços: 48,9 pontos (-3,6 pontos);
  • Compra de insumos e matérias-primas: 48,3 pontos (-4,5 pontos).

Os resultados indicam que os empresários passaram a projetar redução da atividade, do emprego, do lançamento de empreendimentos e da compra de insumos. É a primeira vez desde abril de 2020, no início da pandemia de Covid-19, que os quatro indicadores migram simultaneamente do campo positivo para o negativo

O aumento do pessimismo também derrubou o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da construção, que caiu 2,1 pontos em julho, para 45,6 pontos, reforçando a percepção negativa do setor. 

Diante desse cenário, a intenção de investimento também diminuiu. O indicador recuou de 43,7 para 42,4 pontos

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24/07/2026 04:40h

Nota técnica orienta estados e municípios a reforçarem medidas de vigilância, controle do mosquito e ações de prevenção diante das mudanças climáticas

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O Ministério da Saúde recomendou que estados e municípios ampliem as ações de vigilância e controle das arboviroses diante da possibilidade de aumento na circulação de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A orientação foi divulgada em nota técnica que leva em conta os impactos esperados do fenômeno El Niño, previsto para influenciar o clima brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.

Segundo estimativas elaboradas pelo InfoDengue/Fiocruz, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o aumento das temperaturas e das chuvas em algumas regiões, aliado a períodos de estiagem em outras, pode criar condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor.

Entre as recomendações do ministério estão a intensificação das ações de vigilância epidemiológica, o bloqueio da transmissão nos primeiros casos identificados, a reorganização do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias e a adoção de tecnologias de controle vetorial. A pasta também orienta os gestores a reforçarem campanhas de conscientização para que a população elimine possíveis criadouros do mosquito e procure atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas.

Apesar do alerta, o cenário atual é de redução dos casos das principais arboviroses. Até 20 de junho de 2026, o país registrou 392,8 mil casos de dengue, uma queda de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os casos de chikungunya também diminuíram 46%, segundo o Ministério da Saúde.

 

Como prevenir a dengue e outras arboviroses

A prevenção continua sendo a principal forma de combater a dengue, a chikungunya e a zika. Confira as principais recomendações:

  • Elimine água parada em vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas e outros recipientes.
  • Mantenha caixas-d'água, tonéis e reservatórios bem tampados.
  • Limpe calhas e ralos regularmente para evitar o acúmulo de água.
  • Descarte corretamente o lixo e mantenha os quintais limpos.
  • Use telas em portas e janelas, além de repelente, principalmente em áreas com maior circulação do mosquito.

 

Fique atento aos sintomas

Febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele, náuseas e cansaço estão entre os principais sintomas da dengue. Ao apresentar esses sinais, procure uma unidade de saúde o quanto antes e evite a automedicação, principalmente com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) ou anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de sangramentos. 

 

Importante: O mosquito Aedes aegypti também transmite chikungunya e zika, por isso as medidas de prevenção ajudam a reduzir o risco dessas doenças.

 

Para acompanhar a situação da dengue em todo o país, acesse o portal InfoDengue, que reúne dados e alertas epidemiológicos atualizados.

 

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23/07/2026 04:50h

Levantamento vai visitar cerca de 140 mil domicílios até novembro e, pela primeira vez, incluirá exames de sangue e urina em parte dos participantes.

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O Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciaram a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), um dos principais instrumentos para mapear as condições de saúde da população brasileira e subsidiar a formulação de políticas públicas.

A coleta de informações será realizada entre julho e novembro de 2026. Ao longo desse período, aproximadamente 1,8 mil entrevistadores do IBGE visitarão cerca de 140 mil domicílios distribuídos em todos os estados e no Distrito Federal. Durante as entrevistas, serão coletadas informações sobre hábitos de vida, doenças crônicas, acesso e utilização dos serviços de saúde, saúde mental, alimentação, prática de atividade física, consumo de álcool e tabaco, entre outros indicadores relacionados à qualidade de vida.

Uma das principais novidades desta edição é a inclusão, pela primeira vez, da coleta de sangue e urina em uma subamostra de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas. Os exames vão analisar indicadores como hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio e potássio, além de sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio. Os participantes receberão os resultados gratuitamente.

Segundo o Ministério da Saúde, os dados produzidos pela pesquisa serão fundamentais para orientar o planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS), acompanhar a evolução das condições de saúde da população e monitorar metas nacionais e internacionais na área da saúde. A expectativa é que os resultados contribuam para o aperfeiçoamento de políticas públicas e para a definição de estratégias de prevenção e promoção da saúde em todo o país.
 

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21/07/2026 04:35h

Volumes elevados de precipitação favorecem o desenvolvimento de doenças fúngicas e exigem atenção dos produtores durante o manejo da safra de inverno

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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta fitossanitário para as lavouras de trigo da Região Sul do Brasil devido ao alto volume de chuvas previsto para os próximos dias. As condições de elevada umidade favorecem o desenvolvimento de doenças fúngicas, o que pode comprometer o desenvolvimento das plantas e a produtividade da safra de inverno.

Segundo o levantamento do INMET, o plantio de trigo no país já alcançou cerca de 94,7% da área prevista para esta safra. No entanto, o excesso de chuva pode dificultar operações como a aplicação de defensivos agrícolas, adubação e outros manejos necessários para o controle fitossanitário das lavouras.

No Paraná, os maiores volumes de chuva registrados nas regiões oeste e sudoeste elevaram a pressão de doenças, favorecendo principalmente a ocorrência de manchas foliares e outras enfermidades causadas por fungos. Já em Santa Catarina, o tempo mais seco tem contribuído para melhores condições de germinação, emergência das plantas e realização das atividades no campo.

O INMET orienta os produtores a manterem o monitoramento frequente das áreas cultivadas e acompanharem as previsões meteorológicas para definir o momento mais adequado para a realização dos tratos culturais, reduzindo os riscos de perdas na produção.
 

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