Alimento

28/11/2021 17:05h

Segundo rede de pesquisadores, Regiões Norte e Nordeste foram as mais afetadas

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Mais da metade dos brasileiros (55,2% dos domicílios) apresentaram algum grau de insegurança alimentar no final de 2020, meses críticos da pandemia. O dado da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional mostra um aumento de 54% da fome em comparação com 2018 (36,7%). 

Durante audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o conselheiro consultivo da rede, Mauro Del Grossi, afirmou que essa situação é gravíssima. 

“Talvez o Haiti, quando teve um terremoto, teve uma situação parecida com essa. É um quadro dramático; quase 117 milhões de pessoas vivendo em algum nível de insegurança alimentar, ou seja, 55% da população", afirmou.

O levantamento mostra que 24 milhões de brasileiros, ou 11,5%, viviam em insegurança moderada, quando adultos comem menos do que precisam ou desejam. Outros 19 milhões, ou 9% da população, estavam em insegurança grave, quando até mesmo crianças se alimentam com menos do que necessitam.

Insegurança Alimentar no Brasil

A Região Norte apresentou a maior taxa de insegurança alimentar grave do país, com 18,1% da população, seguido pelo Nordeste (13,8%), Centro-Oeste (6,9%), e Sul/Sudeste (6%).

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Atlas das Situações Alimentares

Na última sexta-feira (26), o Centro de Pesquisas e Práticas em Nutrição e Alimentação Coletiva (CPPNAC), do Instituto de Saúde e Sociedade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), lançou o Atlas das Situações Alimentares. O material busca contribuir para o entendimento da alimentação e da fome, com base nas situações alimentares identificadas no Brasil.

O material analisa um conjunto de informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF, edições 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, edições 2004, 2009 e 2013), ambas elaboradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Durante a live de lançamento do Atlas, o geógrafo e um dos autores do material, José Raimundo Ribeiro, destacou a desigualdade da despesa média mensal familiar no Brasil. 

“Enquanto as famílias mais pobres gastam R$ 329 por mês com alimentação nos domicílios, ou gastavam em 2017, 2018, as famílias mais ricas do país gastavam R$ 2.061. É importante notar que as famílias mais pobres comprometem uma parcela do orçamento muito maior: 22%, enquanto as famílias mais ricas gastam apenas 7,6% dos seus orçamentos com alimentos.”

Distribuição da Despesa Média Mensal Familiar

No Brasil, apenas domicílios em situação de insegurança alimentar grave são considerados com fome. O geógrafo José Raimundo Ribeiro não concorda com essa classificação.

“Por não concordar com essa adaptação, [no Atlas] eu trago a fome para o moderado e grave, porque nestes estágios já há restrição qualitativa e quantitativa da alimentação. Do meu ponto de vista, não faz sentido tirar quem está em insegurança alimentar moderada desse estágio; isso acaba subdimensionado os dados.”

Por meio de representações gráficas e textuais, o objetivo do Atlas é servir de material de apoio para outras pesquisas, conselhos de segurança alimentar, movimentos sociais, partidos políticos ou instituições interessadas em enfrentar problemas relacionados à alimentação.

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14/10/2021 16:50h

Iniciativa é resultado da união com diversas entidades parceiras. Até dezembro, meta é contribuir com a alimentação de mais de 200 mil famílias em situação de vulnerabilidade social

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Entre junho e outubro de 2021, mais de 500 mil cestas básicas foram entregues para milhares de famílias em todo o Brasil. A ação é resultado da união de forças entre Vale, Movimento Panela Cheia, Movimento União Rio, Ação da Cidadania e outras entidades parceiras para ajudar no combate à fome no país.

A pandemia da Covid-19 aumentou o número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave no Brasil. Atenta a este cenário, a Vale se uniu a organizações que atuam no combate à fome no país. Voluntários da Vale, de empresas parceiras e da sociedade também se juntaram à ajuda humanitária com doações via plataforma do programa de voluntariado da Vale. Até dezembro, a previsão é entregar 1 milhão de cestas para mais de 200 mil famílias em situação de insegurança alimentar grave.

A distribuição das cestas é dividida em três frentes: ONGs parceiras estão distribuindo alimentos para municípios do Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Mato Grosso do Sul, por meio de cestas básicas ou cartões-alimentação. Já o Movimento Panela Cheia ficou responsável por distribuir alimentos para os demais estados do país. O Movimento União Rio reforçou a distribuição na cidade do Rio de Janeiro.

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A Ação da Cidadania atuou em parceria com a Rede Voluntária Vale, plataforma de voluntariado da empresa, via matching: a cada R$ 1 doado pelo site da Rede Voluntária, a Vale fazia uma doação de R$ 10. A meta de R$ 200 mil em doações de voluntários para garantir R$ 2 milhões em doações da Vale foi alcançada e todo o valor foi revertido em cestas básicas entregues pela Ação da Cidadania para instituições parceiras e outras indicadas pelos voluntários nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Maranhão, Pará e Mato Grosso do Sul.

Sobre a Vale 

A Vale é uma mineradora global, líder mundial na produção de minério de ferro e níquel, com sede no Rio de Janeiro e presente nos cinco continentes. Para a Vale, a mineração é essencial para o desenvolvimento do mundo e só servimos à sociedade ao gerar prosperidade para todos e cuidar do planeta.  Acreditamos que existimos para melhorar a vida e transformar o futuro juntos com as pessoas.

Sobre o Movimento Panela Cheia

A CUFA, a Gerando Falcões e a Frente Nacional Antirracista, com o apoio do União SP e cooperação da Unesco, uniram esforços para criar o Movimento Panela Cheia em busca de arrecadar recursos para a compra de cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade. Estas instituições lutam todos os dias contra a dura realidade da fome e trabalham seriamente para fazer chegar alimentos onde se mais precisa: nas mesas de famílias em comunidades de todo país.

Sobre o Movimento União Rio

União Rio é um movimento voluntário da sociedade civil do Rio de Janeiro que reúne pessoas, empresas e organizações não governamentais. Foi criado em 17 de março de 2020 com o objetivo de combater os impactos da Covid-19 e de preservar vidas. Visa a atuar nas necessidades mais urgentes das pessoas, a partir da captação de doações financeiras, de produtos e de serviços para a execução de ações filantrópicas. Conta com mais de 1.000 voluntários e inspirou a criação de movimentos similares em 20 estados do País. Pauta-se na ética, na transparência na aplicação dos recursos e na prestação de contas à sociedade.

Sobre a Ação da Cidadania

A Ação da Cidadania foi fundada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho, com o intuito de combater a fome e a desigualdade socioeconômica em nosso país e ajudar os mais de 32 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza naquele ano. Desde sua criação, a ONG deu início a uma série de iniciativas, sendo o Natal Sem Fome a mais célebre delas. Após dez anos sem ser realizada, a campanha voltou em 2017 e, em 2020, ganhou força total para ajudar os agora dezenas de milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, segundo dados do Cadastro Único do Governo Federal. 
 

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06/08/2021 04:00h

Nenhum setor cresceu tanto quanto o agro durante a pandemia e gerou tantos empregos – foram mais de 150 mil só este ano

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Desde o cultivo até a chegada dos alimentos na mesa da população brasileira, o setor agropecuário segue consolidando-se como um dos principais geradores de economia no País e tem ajudado a “engordar” o PIB nacional.  De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no primeiro trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto deste segmento registrou uma alta de 5,7% sobre o 4º trimestre de 2020 e de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. 

Esse resultado faz do agronegócio o setor que mais cresceu no período da pandemia de Covid-19 e amplia ainda mais a participação no índice nacional, passando de 20,5% em 2019 para 26,6% em 2020. Para se ter uma ideia mais clara do que significa esse desempenho em valores reais, o PIB brasileiro totalizou R$ 7,45 trilhões em 2020, sendo que somente o agro corresponde por quase R$ 2 trilhões desse total. 

Além disso, esses números deixam o Brasil na posição de um dos maiores produtores de alimentos no mundo, tendo sido menos afetado pela pandemia do que muitos outros países que tiveram escassez de alimentos de 2020 para cá. Outro dado que reforça essa visão é do levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apontando que atualmente o Brasil tem capacidade de produzir alimentos suficientes para abastecer aproximadamente um bilhão de pessoas em todo o mundo. 

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Nas palavras do diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Eduardo Daher, um dos pontos positivos para o agronegócio prosperar em um momento como esse foi a quantidade de produtos oferecidos e as exportações. “O segredo do agronegócio brasileiro é a diversidade de produtos. O Brasil, hoje, fornece uma enorme quantidade de produtos que vão de A à Z, do abacate ao zebu, como se diz popularmente, e distribuímos isso para mais de 170 diferentes destinos. O segredo desse sucesso, então, está nessa diversidade de produtos e diversidade de mercados”, explicou Daher.  

Segundo levantamento realizado no segundo trimestre de 2021 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) para 2021 está estimado em R$ 1,11 trilhão, ou seja, é 11,8% superior ao de 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões, e significou um marco frente ao ano de 2019, que registrou R$ 651,5 bilhões. Este crescimento foi puxado pela exportação de grãos, mesmo frente à estiagem e as exportações de carne bovina. 

Segundo o presidente Executivo da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), Paulo Tiburcio, em 2021 “o Brasil tem potencial para atingir uma nova safra recorde e as exportações devem acompanhar essa tendência. Segundo dados do Ipea, as exportações brasileiras do agronegócio no primeiro semestre do ano somaram US$ 61,5 bilhões, alta de 20,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Desta forma, ao que tudo indica, devemos registrar um novo recorde”, destacou. 

E esse tema é tão relevante que será o assunto principal do 10º Congresso Andav, maior encontro da distribuição de insumos agropecuários do mundo, organizado pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e a Zest Eventos. O congresso vai ser realizado de forma 100% digital entre os dias 11 a 13 de agosto, com uma programação que incorpora atrações e conteúdos exclusivos, apresentados por grandes nomes do mercado – em transmissões ao vivo ao longo dos três dias de realização.

Crescimento na oferta de empregos

E com todo esse volume de dinheiro circulando pelo setor do agronegócio, junto crescem também as ofertas de trabalho. Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mercado de trabalho formal segue avançando na geração de empregos e, em junho, registrou criação líquida de 309.114 novos postos de trabalho, acima dos 280.666 gerados em maio.
 
O saldo de empregos, divulgado pelo Ministério da Economia, decorreu de 1.601.001 admissões e de 1.291.887 desligamentos no mês. Em junho de 2020, o País tinha registrado perda líquida de 10.984 vagas devido aos efeitos negativos da pandemia da Covid-19 sobre o mercado de trabalho.

Então, o avanço da vacinação por todo o País e a flexibilização das restrições de circulação de pessoas seguem sendo um ponto de grande contribuição para o resultado. Em razão disso, entre os setores da economia, a agropecuária gerou mais de 38 mil vagas, sendo que no acumulado no primeiro semestre do ano, o número de novas vagas com carteira assinada no país alcançou a marca de 151.252 novos empregos. 
 
E aqui é importante destacar que para o setor do agronegócio estar com toda essa potência, foi preciso contar com uma base de apoio que não pode ser dissociada deste sucesso: os serviços de distribuição, produtos para cultivo, entre outros. É isso o que afirma o diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi.
 
“Quando a gente fala de agronegócio, significa dizer antes da porteira, com o setor de insumos (fertilizantes, medicamentos e tudo aquilo que é preciso para o processo produtivo); tem a produção primária, que aí são todos os produtores rurais independente do porte e do perfil que eles produzem; tem a agroindústria ou indústria de processamento, que é quem recebe esses produtos e beneficia; e tem o setor de distribuição que é o último ponto e vai direto ao consumidor”, ressaltou Lucchi. 
 
Vale ressaltar que no acumulado do primeiro semestre de 2020, apenas a Agropecuária registrou criação líquida de empregos (62.419), todos os demais setores da economia perderam postos de trabalho no período. 

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10/06/2021 12:00h

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação da cesta de compras para famílias com renda de até cinco salários mínimos, ficou em 0,96%

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação da cesta de compras para famílias com renda de até cinco salários mínimos, ficou em 0,96% em maio deste ano. É a maior taxa para o mês desde 2016, quando o índice bateu 0,98%. 

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice ficou bem acima do observado em abril, quando marcou 0,38%. O indicador é obtido a partir dos Índices de Preços ao Consumidor regionais e tem como objetivo oferecer a variação dos preços no mercado varejista, mostrando, assim, o aumento do custo de vida da população.

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O INPC acumula 3,33% no ano e 8,9% em 12 meses. Os percentuais registrados foram maiores do que os da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acusou variações de 0,83% em maio, de 3,22% no ano e de 8,06% em 12 meses.

Em maio, os produtos alimentícios, medidos pelo índice, tiveram inflação de 0,53%, enquanto os não alimentícios registraram alta de preços de 1,1%, no período. O peso do grupo alimentos, como arroz, feijão, leite, frutas, refeições feitas em restaurantes e lanchonetes, é maior no INPC que no IPCA, que mede até 40 salários mínimos. Logo, uma variação nesse grupo tem um impacto maior no INPC.

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20/05/2021 04:45h

Critérios foram publicados pela Anvisa no mês passado

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Segundo resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no final do mês passado, os produtos alimentícios à base de cereais precisarão obedecer novos critérios para serem identificados como alimentos integrais. São eles: a quantidade de ingredientes integrais tem de ser superior à de ingredientes refinados e, pelo menos, 30% de todos os ingredientes devem ser integrais. Entre os alimentos considerados na resolução da Anvisa estão farinhas, massas, pães, biscoitos e cereais matinais.

Desta forma, o termo integral poderá aparecer no rótulo do produto ou apresentar a indicação do percentual de integrais. Os alimentos não considerados integrais também poderão colocar a porcentagem, mas de forma clara e que não possam enganar o consumidor.

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As novas regras entrarão em vigor em abril de 2022. Os produtos que já estiverem em circulação terão um prazo de 12 meses para adequação dos rótulos, até abril de 2023.

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14/05/2021 03:00h

Com registro de chuvas intensas, o município vai usar o recurso para a compra de cestas básicas para a população atingida.

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A cidade de Cláudia, no Mato Grosso, vai receber mais de setenta e quatro mil reais da Defesa Civil Nacional. Com registro de chuvas intensas, o município vai usar o recurso para a compra de cestas básicas para a população atingida.

O coronel Alexandre Lucas, secretário de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, explica como os municípios atingidos por desastres naturais devem fazer para ter acesso a recursos federais.

“Os municípios de todo o Brasil podem acessar recursos para acesso aos desastres. É importante que o prefeito ou o governador decrete situação de emergência e encaminhe a documentação via S2iD para que possamos apoiar com nossos recursos”.

O S2iD é o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. Ele pode ser acessado pelo link s2id.mi.gov.br.

Além da cidade de Cláudia, a Defesa Civil Nacional também liberou recursos para ações de recuperação e apoio à população em outras seis cidades do Pará, Acre e Espírito Santo. No total, foram liberados mais de um milhão e trezentos mil reais.

Para saber mais, acesse mdr.gov.br.

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24/04/2021 10:30h

O alimento deve apresentar no mínimo 30% de ingredientes integrais na composição. Novas regras só entrarão em vigor em 2022

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (22) a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 493/2021, que estabelece regras para a classificação de um alimento à base de cereais como integral ou para o destaque da presença de ingredientes integrais nos alimentos.

Para ser classificado como integral, o alimento deve apresentar em sua composição o mínimo de 30% de ingredientes integrais e, adicionalmente, ter uma quantidade de ingredientes integrais superior à quantidade de ingredientes refinados. Em relação ao destaque nas embalagens, o termo “integral” poderá aparecer no nome de venda do alimento, desde que se declare juntamente o percentual de ingredientes integrais presentes na sua composição.

As novas regras entrarão em vigor em abril de 2022, mas a publicação imediata tem o objetivo de permitir a organização do setor de alimentos a atender ao regulamento.

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02/04/2021 04:00h

A queda acumulada no primeiro trimestre do ano chega a 9,8%, em termos reais

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O preço do leite captado em fevereiro e pago aos produtores em março recuou 2,5% na “Média Brasil” líquida, chegando a R$ 1,9384/litro. Com isso, a queda acumulada no primeiro trimestre do ano chega a 9,8%, em termos reais (descontando a inflação pelo IPCA de fevereiro/21). 

Esse valor é recorde para um mês de março e supera em 28,3% o registrado no mesmo período de 2020. O recuo das cotações está atrelado ao enfraquecimento da demanda por lácteos, tendo em vista a diminuição do poder de compra do brasileiro, o fim do recebimento do auxílio emergencial, o agravamento dos casos da Covid-19 e a elevação do desemprego. 

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Com o consumo fragilizado, houve o aumento da pressão dos canais de distribuição para obter preços mais baixos nas negociações de derivados junto às indústrias de laticínios. A pesquisa, realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, destacou ainda que a oferta de leite no campo está limitada.
 

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18/03/2021 00:00h

As orientações aos pequenos empresários têm sido no sentido dos cuidados sanitários e possíveis adequações ao negócio

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Pesquisa realizada pelo Sebrae descobriu que 61% dos empresários do setor de alimentos – com foco nos pequenos empresários como lanchonetes, restaurantes, padarias e confeitarias – tiveram de se readequar neste momento de pandemia causada pela Covid-19. Esse foi o caso da empresária Camila Rodrigues, dona de um restaurante em Jundiaí, no interior de São Paulo.  

“Entre as adequações para o funcionamento do local, nós tivemos vários funcionários demitidos por não ter mesas para serem atendidas, tivemos de colocar álcool em gel nas mesas, fazer o uso de máscaras, o distanciamento das mesas e tivemos de aumentar as entregas por delivery”, afirmou a empresária. 

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Com a crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19, o faturamento desse tipo de estabelecimento também caiu drasticamente. Por isso, o Sebrae elaborou uma série de documentos com dicas e orientações para que os pequenos negócios possam ajudar na retomada segura da economia brasileira.

As orientações aos pequenos empresários têm sido no sentido dos cuidados sanitários e possíveis adequações ao negócio. Essas dicas foram elaboradas a partir de conteúdos oficiais de saúde, com objetivo de uma reabertura mais rápida com o máximo de segurança aos funcionários e clientes dos estabelecimentos. Algumas dessas orientações são apresentadas pelo analista do Sebrae Nacional, Luiz Rebelatto.

 “Atenção aos decretos oficialmente estabelecidos, o foco na segurança das pessoas: colaboradores, fornecedores e clientes. É preciso, também, ter cuidado com a segurança dos alimentos que apesar de não terem mudado, precisam ser reforçados neste momento. Também é preciso cuidar dos aspectos como higiene, saúde e doenças no local de trabalho. Além disso, é importante atentar às questões do ambiente de trabalho como a disponibilização de álcool em gel e limpeza regular”, explicou o analista.  

Outras dicas presentes no documento elaborado pelo Sebrae são a divulgação dos protocolos de segurança, a fiscalização dos procedimentos realizados pelo comércio, atuação junto aos empresários entre outras. Para mais informações sobre esses e outros setores acesse: www.sebrae.com.br/cuidados.

#ContinueCuidando

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11/02/2021 10:00h

Crescimento do IPCA, índice que mede a inflação oficial do País, desacelerou em relação a dezembro

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A inflação em janeiro no País foi de 0,25%. O resultado representa queda de 1,1% em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em dezembro, quando a inflação foi de 1,35%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
 
A inflação acumulada nos últimos 12 meses acumula alta de 4,56%. Segundo o IBGE, o segmento de alimentos e bebidas é o responsável por puxar os preços para cima, mas já não tem tanta força. Por outro lado, as mudanças de bandeira nas contas de energia elétrica e a queda no preço das passagens aéreas ajudaram a segurar a inflação no primeiro mês do ano. 

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