Alimento

02/02/2024 09:40h

Gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, destaca a disposição dos cidadãos em gastar um pouco mais por produtos sustentáveis, apesar dos preços ainda serem desafio para a maioria das pessoas

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Os brasileiros incorporam cada vez mais hábitos de consumo consciente e atitudes sustentáveis na rotina diária. É o que aponta uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que revela que 81% dos brasileiros adotam hábitos sustentáveis sempre ou na maioria das vezes. Em 2022, o índice era de 74%.

Nos últimos seis meses, 73% dos cidadãos evitaram desperdício de água sempre e 17% na maioria das vezes — grupo que soma 90%. 52% dizem reutilizar água sempre e 22% na maioria das vezes — 74% no total. Já os que evitaram desperdício de energia sempre são 69% —  e na maioria das vezes, 20%. Somados, representam 89% dos entrevistados, segundo dados da pesquisa.

O gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, explica que existem variáveis “importantes” dentro do processo de compra de alimentos orgânicos ou que preservam o bem-estar animal, a exemplo do preço.

“Hoje, produtos mais sustentáveis ainda são mais caros que os produtos tradicionais. Mas nós percebemos que hoje há uma disposição em gastar um pouco mais no acesso do produto mais sustentável pelos impactos que ele traz”, ressalta.

O levantamento da CNI indica ainda que 33% dos entrevistados compram produtos que preservam o bem-estar animal apenas se o preço for igual; 22% compram apenas se o preço for um pouco mais caro — e 21% compram mesmo se for muito mais caro.

Outro dado mostra que 62% dos entrevistados enfrentam dificuldades ao buscar produtos sustentáveis nas lojas. Os principais obstáculos para a adoção de práticas sustentáveis incluem a ausência de campanhas de conscientização (19%), hábitos ruins (15%) e a falta de conhecimento (15%).

 Bomtempo acredita que a pesquisa deve ter reflexos positivos no setor industrial. “Mostra que a sustentabilidade está cada vez mais presente, tanto num cenário nacional quanto internacional”,  enfatiza.

O estudo ouviu 2.021 cidadãos brasileiros, com idade a partir de 16 anos, em todas as unidades da Federação. O levantamento foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem, da FSB Holding.

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Desenvolvimento Regional
05/12/2023 20:20h

Saiba como associações de irrigantes podem aderir à política do Governo Federal, que apoia os produtores com capacitação, planejamento, infraestrutura e equipamentos

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O fomento à produção agrícola irrigada é uma das estratégias prioritárias do Governo Federal. No Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), esse trabalho é feito por meio do apoio à criação e ao desenvolvimento de Polos de Agricultura Irrigada. Desde 2019, já foram implantados 10 polos em seis estados do País – Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso. Todos recebem atenção especial do MIDR, com ações que vão desde o repasse de recursos para o desenvolvimento da produção até o planejamento de ações e a articulação com outros órgãos federais.

“Os polos são uma iniciativa voltada a apoiar e a desenvolver a produção agrícola sustentável nas regiões em que o uso da irrigação tem grande representatividade. Essa é uma forma de implementar a Política Nacional de Irrigação, a partir de um trabalho conjunto entre o MIDR, estados, municípios e as organizações dos irrigantes”, destaca o secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira. “O Governo Federal tem a missão de dar efetividade à aplicação dos recursos financeiros, contribuindo para solucionar problemas reais e entraves enfrentados pelos produtores”, completa.

Giuseppe Vieira destaca a importância de que os municípios, associações de irrigantes e a sociedade civil tenham acesso a informações sobre a existência dos Polos de Agricultura Irrigada e sobre as vantagens que os irrigantes têm ao aderir à política pública. “É essencial que todos saibam dessa iniciativa e como solicitar apoio da nossa equipe do MIDR. Isso porque o Polo de Agricultura Irrigada certamente ajudará do desenvolvimento, principalmente das regiões que já têm a agricultura como carro-chefe, tanto para consumo próprio como para exportação”, enfatizou o secretário.

O suporte do MIDR aos Polos de Agricultura Irrigada inclui o planejamento eficiente da agricultura irrigada na região. Estudos conduzidos por institutos de pesquisa podem ajudar a entender melhor as necessidades locais e as melhores práticas a serem implementadas. “A oferta de assistência técnica é valiosa para os agricultores familiares, ajudando-os a adotar práticas mais eficientes no dia a dia”, ressalta a diretora de Irrigação do MIDR, Larissa Rego.

Construção de infraestrutura e compra de equipamentos

Outro importante apoio que o Governo Federal dá aos polos é a construção de infraestrutura e a compra de equipamentos com foco no fomento ao desenvolvimento produtivo. “As obras de infraestrutura realizadas pelo MIDR e suas vinculadas, como pavimentação de estradas, construção de pontes e outras melhorias, são essenciais para facilitar o acesso e a logística na região, aumentando a eficiência no transporte de produtos agrícolas”, observa Larissa.

“Além disso, a doação de maquinário para recuperação e manutenção de estradas rurais é fundamental para garantir que os agricultores tenham acesso adequado aos mercados e aos recursos necessários para suas operações. E a doação de kits de irrigação pode melhorar significativamente a produtividade e a sustentabilidade das operações agrícolas familiares”, completa a diretora.

Entre as obras e ações realizadas e em realização pelo MIDR e instituições vinculadas em Polos de Agricultura Irrigada estão:

· Construção de duas pontes na região do Polo de Agricultura Irrigada do Planalto Central, no município de Flores de Goiás/GO (R$ 5,3 milhões)

· Construção de duas pontes na região do Polo de Agricultura Irrigada do Planalto Central, no município de Cristalina/GO (R$ 10,3 milhões).

· Execução de 21 Km de pavimentação na região do Polo de Agricultura Irrigada do Planalto Central, no município de Cristalina/GO (R$ 21,3 milhões).

· Execução de pontes na Estrada do Boi na Região do Polo de Agricultura Irrigada do Vale do Araguaia, nos municípios de Britânia e Jussara/GO (R$ 3,5 milhões).

· Elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para construção de uma Ponte sobre o Rio Paranã (GO-485 e GO-116) - R$ 570 mil.

· Recuperação da Barragem do Paranã nos municípios de Flores de Goiás, São João d'Aliança e Formosa/GO (R$ 1,4 milhão).

· Fornecimento de 330 sistemas de irrigação, com capacidade para irrigar 2 hectares (ha), sendo 1 ha com a cultura da manga e 1 ha com a cultura do maracujá, e 330 sistemas de espaldeira para a cultura do maracujá, beneficiando agricultores familiares assentados e residentes nos municípios de Flores de Goiás, São João da Aliança e Formosa, no estado de Goiás (R$ 3,7 milhões).

O MIDR também dá suporte na resolução de questões que envolvam outros ministérios e órgãos federais. “A capacidade de interagir com diferentes órgãos governamentais, como tratativas com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o Ministério de Minas e Energia (MME) em assuntos como energia elétrica, por exemplo, é essencial para resolver problemas complexos que possam surgir”, ressalta Larissa Rego.

Como solicitar o reconhecimento de Polo de Agricultura Irrigada

Grupos de associações de irrigantes interessados em ter o reconhecimento do Polo de Agricultura Irrigada devem enviar ofício à Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH) do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), pelo e-mail polos.irrigacao@mdr.gov.br.

O ofício enviado por e-mail deve conter a demonstração do atendimento dos seguintes pré-requisitos para formação de um novo Polo:

· Organização social presente: preferência para áreas ou regiões com associação de irrigantes organizada por meio de redes de articulação, interação e cooperação de parceiros públicos e privados;

· Representatividade da Produção Irrigada ou Potencial de Expansão: o Polo deve ter destaque na produção estadual ou potencial de expansão da produção irrigada;

· Potencial de aprofundamento tecnológico: potencial de agregação de novas tecnologias e/ou aplicação de energias renováveis para o uso eficiente dos recursos hídricos; e

· Potencial de inovação: desejavelmente, os polos devem manter proximidade e interação com centros de ensino, pesquisa e qualificação profissional.

Etapas para o reconhecimento do Polo

Seleção prévia dos polos

A seleção prévia dos polos passa pela avaliação de requisitos, de acordo com a Portaria MIDR n° 2.154/2020, tais como presença de associação de irrigantes, relevância da agricultura irrigada na região e potencial de expansão ou de aumento de produtividade com a adoção de técnicas mais eficientes de irrigação.

Oficina de planejamento e criação do Polo

Realizada por servidor qualificado do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a oficina obedece a uma metodologia estruturada que possibilita a definição da área de abrangência, da visão de futuro, da matriz de pontos fortes e de pontos fracos, da carteira de projetos e da indicação do Grupo Gestor.

Definição do grupo gestor do polo

Coordena o Polo de Agricultura Irrigada e é formado por irrigantes e representantes de entidades ligadas ao setor irrigação da região. Compete ao Grupo Gestor gerir a carteira de projetos, indicar os projetos prioritários, buscar formas de apoio à execução dos projetos, definir a abrangência do Polo, monitorar, avaliar e divulgar os resultados alcançados.

Publicação de Portaria

O Polo de Agricultura Irrigada deverá ser reconhecido por ato administrativo da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica do MIDR.

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20/09/2023 17:20h

Com a quantia, as 578 mil refeições servidas diariamente aos estudantes do Distrito Federal incluirão itens da agricultura local

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O valor  de R$ 23,3 milhões disponibilizado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para a compra de insumos de 21 cooperativas do DF e entorno, para a merenda da rede pública de ensino, irá atender durante um ano todas as 685 escolas públicas, com 463.226 alunos matriculados  — desde a creche até a educação de jovens e adultos. 

Com a quantia, as 578 mil refeições servidas diariamente aos estudantes do Distrito Federal incluirão itens da agricultura local. O resultado do chamamento público para as compras foi divulgado nesta segunda-feira (18).

A diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação do DF, Juliene Moura, explica que uma das principais vantagens econômicas para a compra de gêneros da agricultura familiar para a execução dentro dos cardápios da alimentação escolar é a contribuição para o fortalecimento da economia local.

“Os agricultores familiares são geralmente pequenos produtores e a compra de seus produtos gera emprego e renda nas comunidades rurais. A compra também reduz a dependência de importações. Quando a gente valoriza a produção local, a gente não fomenta a importação de outros estados e gêneros alimentícios para o programa”, avalia.

A agricultura familiar do DF produz 20 toneladas de alimentos semanalmente, beneficiando mais de 40 mil pessoas diariamente. Juliene destaca que a compra favorece a autossuficiência alimentar. E diminui os custos relacionados à logística de transporte de alimentos. O agricultor colhe o alimento no fim de semana e entrega nas escolas da região na segunda-feira.

“Outra vantagem também é que tem combate ao êxodo rural. Quando a gente compra gêneros da agricultura familiar para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a gente garante o escoamento da produção, os agricultores têm mais segurança e motivação para permanecer no campo, contribuindo para a fixação da população rural”, explica.

Segundo a diretora, outra vantagem alimentar e nutricional da introdução dos gêneros da agricultura familiar é que a maioria dos produtos adquiridos são alimentos in natura ou minimamente processados, conforme preconizado pelo guia alimentar da população brasileira contribuindo, assim, para uma alimentação mais saudável.
 

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20/09/2023 00:10h

Ipea aponta deflação no preço de alimentos; analista diz que safra pode ter influenciado, mas dona de casa contesta: “Para mim, continua subindo”

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mediu o índice de preços de agosto do ano passado a agosto deste ano e chegou à conclusão que houve uma queda no preço de alguns produtos da cesta básica, favorecendo principalmente os mais pobres. De acordo com a pesquisadora Maria Lameiras, em agosto de 2023 teria havido deflação no preço de alimentos e bebidas. As principais quedas foram registradas nos tubérculos (-7,3%), carnes (-1,9%), aves e ovos (-2,6%)  —  além de leites e derivados (-1,4%). 

“Em sentido oposto, o reajuste de 4,6% das tarifas de energia elétrica, e seus efeitos altos sobre o grupo habitação, impactou proporcionalmente mais no bolso das pessoas de menor poder aquisitivo, tendo em vista que essas classes despendem uma parcela maior dos seus orçamentos para a aquisição desse serviço”, detalhou Lameiras.

Manutenção de tendência

Para o economista Diones Cerqueira, especializado em Políticas Públicas Para o Desenvolvimento Industrial, o indicador de inflação por faixa de renda calculado pelo Ipea mostra a manutenção de uma tendência de redução da taxa de crescimento da inflação para as famílias de mais baixa renda que vem sendo observada nos últimos meses.

“Apesar desse movimento, a gente observa que  —  nos 12 meses encerrados em agosto  —  todas as classes estão com um indicativo de aceleração em relação ao crescimento dos preços das suas cestas”, destacou. “Então, [o índice] alcança tanto a de baixa renda quanto o segmento de alta renda”, avaliou. 

O especialista lembrou que os índices do segmento de baixa renda estão com variação acumulada em 12 meses, numa inflação de 3,7%, e o segmento de alta renda alcançou 5,9%. “Analisando os dois aí, a gente vê que o segmento de baixa renda, essa inflação de 3,7%, está bem próxima do indicador nacional que é medido pelo IPCA. Então isso demonstra uma desaceleração quando a gente vai analisar o que tem acontecido no curto prazo”, explica.

Cerqueira aponta os motivos da queda do preço dos alimentos e das bebidas medido pelo Ipea: “No caso dos alimentos, esses preços eles devem estar caindo em função da safra, está aumentando a oferta de alimentos, a procura é menor do que a demanda, isso acaba reduzindo o preço”, arriscou.

“Para as famílias de baixa renda, esse movimento é muito importante, porque sinaliza para elas um horizonte bem mais positivo. Na medida em que a inflação cai para esse segmento, você tem um aumento na renda deles, no salário”, comemorou. “A inflação consome o poder de compra das famílias, quando você vai reduzindo esse crescimento da inflação, você vai aumentando esse poder de compra”, finaliza Diones Cerqueira.

“Cesta básica está igual”

Apesar dos números positivos do Ipea, a dona de casa Miryen Schiavicatti, moradora de Sobradinho (DF), declarou que não sentiu essa diminuição nos preços, principalmente dos alimentos que, segundo ela, continuaram subindo em agosto. “Na minha opinião está bem pior, eu acho que aumentou bastante e a gente nota sim, quando vai comprar alguma coisa, verdura [por exemplo], que tudo aumentou muito”, afirmou.

“Antes, a gente comprava as verduras, dava 40, 50 reais, agora dá mais de 100 reais quando você vai comprar verdura, fruta. Eu acho que aumentou na real mesmo, quando eu vou comprar eu vejo a diferença. Em agosto continuou a mesma coisa”,  reclamou.

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11/08/2023 18:45h

Segundo o IBGE, a alta foi puxada pelo aumento de 4,79% dos preços da gasolina

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A inflação oficial do mês de julho foi de 0,12%, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é 0,20 ponto percentual acima da deflação de 0,08% registrada no mês anterior. Em julho de 2022, a variação foi de -0,68%. No acumulado de 2023, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que mede a inflação — registrou alta de 2,99% e, nos últimos 12 meses, de 3,99%.

O especialista em finanças e diretor da Valorum, Marcos Melo, avalia que, apesar da taxa relativamente alta em julho, os números ainda estão dentro do teto de estimativas.

“Essa taxa, apesar de ser acima do que se esperava, dificilmente vai frustrar as expectativas do governo e do mercado de estarmos próximos da meta de inflação;  que para este ano de 2023 é de 3,25%. Nós estamos com uma inflação acumulada nos últimos dez meses de forma até relativamente comportada, em torno de 3,5%. E ainda por cima existe uma margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo da inflação.”

O economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), André Braz, ressalta o aumento esperado do IPCA nos últimos 12 meses e a tendência de alta até o fim do ano. 

“Isso vai acontecer porque no terceiro trimestre do ano passado, entre julho e setembro de 2022, o IPCA registrou quedas muito intensas. Foi aquele período da corrida eleitoral, quando houve cortes de impostos na energia elétrica, na gasolina e também nas telecomunicações, que pesam muito no IPCA. E esse ano, a inflação que a gente espera para julho, agosto e setembro — ainda que seja baixa — não vai ser tão baixa quanto a do ano passado. Então isso vai fazer com que a taxa em 12 meses volte a acelerar.”

Inflação por setores

O grupo Transportes apresentou a maior variação no mês de julho, com alta de 1,5%. Também registraram aumento dos preços os setores de Despesas Pessoais (0,38%); Saúde e cuidados pessoais (0,26%); Educação (0,13%) e Artigos de residência (0,04%). O grupo Comunicação teve variação nula (0%).

Segundo o IBGE, a gasolina foi o produto que mais impactou nos resultados de julho, com alta de 4,79% dos preços. Em junho, o combustível havia registrado queda de 1,14%.

“A boa notícia é que não está espalhado por uma grande quantidade de itens que as pessoas costumam comprar. O principal contribuinte para essa inflação foi o aumento da gasolina de 4,79% e que acaba, de alguma forma, puxando outros indicadores. Então a gente pode esperar que, em dado momento, a taxa de inflação possa retornar àquela tendência que estava nos meses anteriores por causa de uma estabilização do preço da gasolina”, avalia o especialista em finanças Marcos Melo.

O economista André Braz explica que o aumento do preço da gasolina em julho se deu pela retomada integral dos impostos federais.

“Uma parte desses impostos foi recomposta em março deste ano, mas não integralmente. E o valor integral voltou a ser cobrado desse combustível a partir de julho. Então essa inflação de julho seguiu muito influenciada por esse aumento da gasolina dado à retomada integral dos impostos federais PIS e Cofins.”

Ainda segundo André Braz, a estimativa é que a inflação feche o ano em 4,4%, caso não haja nenhum aumento expressivo da gasolina. “E a gente já tem isso no radar porque o preço do barril de petróleo já ultrapassa a casa de US$ 82 o barril e há pouco tempo estava em torno de U2$ 70. Então já tem uma defasagem importante do preço da gasolina no Brasil para o preço internacional. E isso pode fazer com que a Petrobras tenha que rever esse preço nos próximos meses. Isso pode mudar a nossa estimativa de inflação para cima, dado o peso que a gasolina tem no IPCA”.

Setores em queda

Os grupos que seguraram o aumento da taxa de inflação em julho foram os de Habitação e Alimentação e bebidas, que registraram quedas de 1,01% e 0,46% respectivamente. Também foi observada uma redução dos preços no setor de Vestuário (-0,24%).

Segundo o IBGE, a queda no grupo de Habitação se deu pela redução do preço da energia elétrica residencial no período (-3,89%); resultado da incorporação do Bônus de Itaipu.

Newton Marques, economista membro do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF), explica que a queda no preço dos alimentos está relacionada à oferta e demanda da agropecuária.
“Todas as vezes que a agropecuária tem preço alto, os produtores acabam aumentando a produção. E quando a demanda se normaliza com relação à oferta, os preços tendem a cair. A Agropecuária sempre vai ser assim: a gente vai ver preços em alta, preços em baixa. Vai depender dessa sazonalidade, da estação climática e dos preços internacionais.”

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INPC em queda

O levantamento do IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou uma queda de 0,09% em julho; bem próxima à do mês anterior (-0,10%). Em julho de 2022, a taxa foi de -0,6%. No acumulado do ano, o INPC registrou alta de 2,59% e, nos últimos 12 meses, de 3,53%.

Enquanto o IPCA abrange as famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos, o INPC engloba as que possuem rendimentos entre 1 a 5 salários mínimos. O economista da FGV André Braz explica por que o INPC teve queda, frente ao aumento do IPCA.

“A diferença do INPC para o IPCA está no peso. O INPC é para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos mensais. Então a gasolina, por exemplo, tem um peso menor no custo de vida de famílias com menor renda, porque quanto menor a renda, menor a probabilidade de você ter carro, menor a probabilidade de você gastar com gasolina. Outro fator é que quanto menos se ganha também, mais se compromete da renda com alimentos e os alimentos caíram de preço. Então essa queda na alimentação favorece mais o INPC do que o IPCA.”

Segundo o IBGE, o próximo resultado do IPCA será divulgado em 12 de setembro.
 

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Dr. Ajuda
19/07/2023 11:30h

Neste episódio, a médica endocrinologista Luciana Audi de Castro Neves fala sobre alimentação e tireoide

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Você tem algum problema de tireoide? Sabe quais alimentos são importantes na produção dos hormônios da tireóide? 

Os alimentos mais importantes para a tireoide são os que contém iodo. Ele é a base da formação dos hormônios tireoidianos e sem ele não é possível produzir esses hormônios que são tão importantes para o funcionamento do nosso corpo.

Os alimentos ricos em iodo são de origem marinha, leite e ovos, mas a principal fonte de iodo é o sal de cozinha comum. Na escolha do sal é muito importante usar aquele que tem ácido iodado, e isso é possível conferir lendo o rótulo da embalagem. Você pode usar qualquer um, basta conferir se possui iodo.

Mas, é importante ter cuidado, pois o excesso pode prejudicar a saúde cardiovascular e a tireoide. Por isso, é recomendado evitar alimentos muito salgados, como embutidos e enlatados.

Durante a gestação, é fundamental garantir uma adequada ingestão de iodo, uma vez que a produção dos hormônios tireoidianos é essencial tanto para a mãe quanto para o desenvolvimento saudável do bebê. Mas não é pelo sal com iodo que se deve fazer isso, antes de iniciar a suplementação de iodo, é imprescindível consultar o ginecologista para avaliar a necessidade e obter orientações específicas sobre a forma adequada durante a gravidez.

Existem alimentos que fazem mal para a tireoide?

Uma alimentação equilibrada faz bem para a saúde no geral, e o mesmo se aplica para pessoas que possuem algum distúrbio de tireoide, seja o hipotireoidismo ou hipertireoidismo. Mantenha uma alimentação saudável e balanceada evitando excessos de qualquer nutriente.

Para pessoas em geral, faz bem para a saúde tomar algum suplemento com iodo?

Não! O único papel do iodo no nosso organismo, é a formação dos hormônios tireoidianos, e para isso, pequenas quantidades do sal de cozinha já são suficientes. O excesso de iodo é prejudicial para a saúde.

É possível controlar o hipotireoidismo e o hipertireoidismo só com dieta?

Uma dieta específica não tem a capacidade de controlar o hipo ou hipertireoidismo, isso deve ser feito com medicações ou em alguns casos, com outras alternativas que o médico irá recomendar depois de uma avaliação completa do paciente.

Para mais informações, assista o vídeo completo no canal Doutor Ajuda. 

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19/06/2023 12:15h

Pasta participa do esforço nacional para garantir alimentos à população mais necessitada por meio das Rotas de Integração Nacional

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) esteve presente, nessa sexta-feira (16), ao lançamento do Pacto por um Ceará Sem Fome, iniciativa do governo do estado que tem como objetivo o envolvimento do poder público, das organizações da sociedade civil e da iniciativa privada no combate à fome.

O MIDR foi representado pela secretária nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial, Adriana Melo. Ela destaca que, apesar de as políticas federais de combate à fome serem conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o MIDR também tem importante participação nessa missão.

"Nosso envolvimento é por intermédio do programa Rotas de Integração Nacional. Nós estruturamos cadeias produtivas estratégicas para o desenvolvimento do Brasil, que é um país que alimenta o mundo”, comenta a secretária. “O MIDR favorece essa produção de alimentos a partir de diversas rotas, como as do açaí, do pescado, do mel, do cordeiro, do cacau. São rotas que ajudam na promoção da segurança alimentar e nutricional. E, aliada a outras políticas, como a de aquisição de alimentos e as de assistência técnicas, nós fomentamos uma produção de alimentos para as nossas populações mais vulneráveis”, ressalta Adriana.

As Rotas de Integração Nacional buscam estimular o empreendedorismo, o cooperativismo e a inclusão produtiva. O objetivo é fortalecer sistemas produtivos já existentes ou potenciais, possibilitando que os produtores trabalhem em conjunto, ganhem escala e possam comercializar com outras localidades, estados e até países. A iniciativa também busca propiciar a inovação, a diferenciação, a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos associados.

Atualmente, o MIDR reconhece, em todo o País, seis polos da Rota do Açaí; seis da Rota da Biodiversidade; duas da Rota do Cacau; 15 da Rota do Cordeiro; duas da Rota da Economia Circular; cinco da Rota da Fruticultura; seis da Rota do Leite; nove da Rota do Mel; quatro da Rota da Moda; sete da Rota do Pescado; e quatro da Rota da Tecnologia, Informação e Comunicação (TIC).

Desenvolvimento Social

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias,  também participou do lançamento do Pacto em Fortaleza (CE). Ele afirmou que um importante passo foi dado com o lançamento do Programa Ceará Sem Fome e que a iniciativa será replicada em todo o País. “Estamos trabalhando o Brasil Sem Fome para garantir mais que transferência de renda. Com esse passo que o governador Elmano de Freitas dá, integrado com os municípios, poderemos tirar mais gente da miséria”, disse o ministro.

“É um patamar melhor de renda por pessoa, com uma parte já sendo atendida pelo Bolsa Família. Isso garante o objetivo que é assegurar três refeições por dia”, parabenizou Wellington Dias, afirmando que, em todo o Brasil, são cerca de 21 milhões de famílias, das quais cerca de 2,5 milhões estão no Ceará.

Durante a cerimônia de lançamento do Pacto, o Governo do Ceará entregou aos prefeitos os primeiros 47 mil cartões Ceará Sem Fome. A ação atenderá mais de 200 mil pessoas de todas as cidades cearenses. Os beneficiários receberão, mensalmente, o valor de R$ 300 para a aquisição de alimentos.

* Com informações da Secretária de Gestão e Planejamento do Ceará

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Economia
13/04/2023 18:30h

As capitais que apresentaram maior queda no valor foram Fortaleza (-4%) e Belo Horizonte (-2%)

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O valor médio da cesta básica em março de 2023 registrou queda em sete das oito capitais pesquisadas, em comparação com o mês anterior. A redução no preço  variou de -4,0% a -0,1%, de acordo com a plataforma Cesta de Consumo, criada pela Horus Inteligência de Mercado em parceria com Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). 

As capitais que apresentaram maior queda no valor foram Fortaleza (-4%) e Belo Horizonte (-2%). A única alta registrada no mês foi no Rio de Janeiro, onde o preço aumentou em 1,6%.

A cesta mais cara também foi a do Rio de Janeiro, com o custo médio no valor de R$ 889,69, seguida por São Paulo (R$ 854,61) e Brasília (R$ 744,29). Por outro lado, Belo Horizonte (R$ 612,72) e Manaus (R$ 683,28) registraram os menores valores.

De acordo com o economista César Bergo, o preço da cesta básica em Belo Horizonte está 30% mais barato comparando com o valor no Rio de Janeiro. Para ele, isso demonstra que a demanda no Rio de Janeiro está aquecida. “Rio de Janeiro e São Paulo estão com custos elevados, bem acima da média nacional. A tendência é que se regularize”, aponta.

Segundo a pesquisa, dos 18 produtos da cesta básica, apenas os ovos apresentaram alta de preço em todas as capitais. O aumento no custo de produção e alimentação das aves resultou na diminuição da oferta do ovo, assim como o aumento da demanda ocasionado pela Quaresma.

Para Bergo, a queda no preço da cesta básica irá afetar também o comércio, já que o consumidor deve selecionar os produtos que pretende comprar. “No caso, por exemplo, dos ovos que andaram subindo muito nos últimos meses, isso impacta o preço. Então o consumidor deve ficar atento e optar por aqueles produtos que estão com um preço melhor”, explica.

Ele também informa que os preços acompanham a perspectiva da inflação, que caiu em março. “A tendência para os próximos meses é que a cesta básica acompanhe esse movimento de queda e fique mais barata, sobretudo nessas cidades onde existe um valor bem alto da cesta básica”, afirma.

Óleo de soja foi a categoria que mais apresentou redução de preço em quase todas as capitais. Também registraram queda frutas, café em pó e em grãos, carne bovina, fubá e farinhas de milho.

“Existem muitos produtos que têm melhorado significativamente o preço ao consumidor. Você pode observar que a pressão em função da cadeia produtiva, entressafra, isso tudo está sendo solucionado gradativamente”, aponta o economista.

Impactos para a população

O presidente da Central Única das Favelas do Distrito Federal (Cufa-DF), Bruno Kesseler, explica que a instituição começou a doar cestas básicas no início da pandemia do coronavírus. Segundo ele, um pouco depois, houve um aumento significativo do preço da cesta, o que impactou diretamente as doações.

“Essa diminuição faz uma grande diferença para nós, até porque fazemos doações de números elevados de cestas básicas. Sabemos que a pandemia ainda deixou prejuízos para algumas famílias, que perderam fontes de renda e consequentemente, poder de compra. Então, com certeza vai impactar diretamente no orçamento dessas famílias também”, aponta Kesseler.

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Dr. Ajuda
08/03/2023 17:00h

Neste episódio a Gastroenterologista Dra. Maira Marzinotto explica mais sobre o assunto.

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Você já teve intoxicação alimentar? Neste episódio a Gastroenterologista Dra. Maira Marzinotto explica quais os sintomas e como evitar esse problema. 

Principais sintomas de intoxicação alimentar 

  • Mal estar, com enjoos e sensação de fraqueza
  • Dor de barriga, principalmente na parte de cima da barriga, popularmente conhecida por boca do estômago ou por todo o abdome
  • Náuseas e vômitos 
  • Diarréia, as fezes ficam amolecidas e o número de vezes que a pessoa vai ao banheiro, aumenta. Nos casos mais graves podem ficar desidratadas. Pode ocorrer também a presença de sangue nas fezes, indicando gravidade.

Além desses sintomas, pode ocorrer febre com temperaturas acima de 38°C, calafrios, tonturas e desmaios.

O tempo entre o momento da intoxicação e o aparecimento dos sintomas é muito variável, podendo ser horas ou até mesmo dias. 

Se estiver com suspeita, o que fazer?

A resposta principal é hidratação. A principal ameaça que a maioria das intoxicações alimentares é a desidratação. A fezes amolecidas presentes na diarréia tira muito líquido do nosso corpo e daí vem o risco de desidratação.

Hidrate-se muito bem, com água limpa, sucos e isotônicos se tiver disponível.

O que você pode comer e o que deve evitar?

  • Dê preferência a alimentos que você está habituado a comer, principalmente alimentos leves e com pouca gordura;
  • Dar preferência a vegetais e carnes refogados, cozidos ou grelhados. Evitar comer carnes e vegetais crus;
  • Evite também alimentos que fermentam muito e produzem gases, como leite, alimentos muito doces e bebidas com gás, como refrigerantes. 

E quando você deve procurar ajuda médica?

Se tiver sinais de desidratação com pressão baixa, tonturas e desmaios você deve procurar imediatamente um médico. 

Para saber mais, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda. 

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24/01/2023 04:00h

Dados do IBGE e do Banco Mundial desmentem a ministra Marina Silva e revelam que número de pobres e desempregados diminuíram durante governo Bolsonaro

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Na semana passada, o nome do Brasil esteve no meio de uma confusão, causada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela assustou o mundo ao afirmar que mais de 120 milhões de brasileiros passam fome no país. Ou seja, quase a metade da população. 

A declaração aconteceu no dia 16 de janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos – na Suíça. 

No dia seguinte, a ONU (Organizações das Nações Unidas) divulgou relatório esclarecendo que o Brasil possui cerca de 9 milhões de pessoas que não têm o que comer – ou seja, bem menos do que os 120 milhões alarmados por Marina. Constrangida, mesmo assim a Ministra do Meio Ambiente não deu o braço a torcer, exibindo os números repetidos pelo presidente Lula, na campanha eleitoral do ano passado, de que o Brasil teria  33 milhões de pessoas passando fome.

IBGE

Para piorar a situação, no dia seguinte os novos números de Marina caíram outra vez em descrédito, na comparação feita por analistas, com os dados do Banco Mundial e, também, pela mais recente pesquisa do IBGE. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (entidade vinculada ao Ministério da Economia) o desemprego no Brasil caiu para 8,1% – na medição de novembro do ano passado. Sendo, portanto, a menor taxa de desemprego, nos últimos 7 anos.

A pesquisa divulgada pelo IBGE mostra ainda que, no final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a população desempregada diminuiu em 953 mil pessoas, em comparação ao trimestre anterior, numa queda de 9,8%.

Veja o quadro:

Banco Mundial

Na mesma linha do IBGE, os dados do Banco Mundial demonstram que a extrema pobreza no Brasil no ano de 2020 caiu para o patamar mais baixo da série histórica dessas medições, iniciadas em 1980. Segundo esses dados, os brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, considerada o marco básico para a medição da fome, caíram para menos de 2% da população — o que equivale a cerca de 4 milhões de pessoas. 

O Banco Mundial é considerado por especialistas no assunto uma das autoridades públicas mais confiáveis, na avaliação de questões ligadas à extrema pobreza. Conforme o relatório do Banco, em relação a 2019, mais de 7 milhões de brasileiros saíram da miséria. De 2020 para 2022, o número caiu ainda mais, por causa do pagamento do “Auxílio Brasil”, de R$ 400 por mês. 

Desencontro de Ministros

De acordo com o cientista político André Rosa, os recentes desencontros nas falas de ministros do governo Lula podem atrapalhar o crescimento do país. Segundo ele, o aumento do nível de emprego revelado pelo IBGE reflete ainda ao governo anterior. “É muito cedo para dizer que o governo Lula tem participação direta em qualquer aumento percentual de ocupação”, afirmou André Rosa, especialista em Relações Governamentais, com  mestrado em Psicologia Política.

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