19/08/2026 04:55h

Representantes empresariais destacaram a presença das mulheres nos negócios e nos espaços de decisão

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A participação das mulheres no empreendedorismo e nos espaços de decisão esteve entre os temas abordados por representantes do setor empresarial durante o encontro Diálogo pelo Futuro do Brasil, realizado nesta terça-feira (18), em Brasília. Promovido pela União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), o evento reuniu lideranças do setor produtivo e candidatos à Presidência da República.

O Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que faz parte da UNECS, esteve entre as entidades presentes no encontro. A presidente nacional do Conselho, Ana Claudia Cotait, destacou a importância da participação da instituição como forma de inserir o empreendedorismo feminino e a representação das mulheres no diálogo com os presidenciáveis. 

Segundo Ana Claudia, a presença feminina no eleitorado brasileiro ainda não se reflete na mesma proporção nos espaços políticos. Para ela, o encontro também foi uma oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos para as mulheres e para as empreendedoras nos próximos quatro anos.

“É muito importante que o CMEC esteja presente para falar sobre empreendedorismo e também sobre mulheres na política. Nós temos uma população enorme, hoje. Na nossa população, a maioria são mulheres eleitoras. Segundo o IBGE, diante da nossa população, não há um reflexo desse quadro na política como a gente imaginava. Então, a gente precisa realmente estar presente num evento como esse, até para questionar os presidenciáveis quais os projetos para as mulheres do nosso Brasil”, ponderou a presidente.

Mais de 10 milhões de mulheres já estão à frente de negócios no Brasil 

A participação feminina no empreendedorismo brasileiro tem avançado. Em artigo publicado pela CACB em março deste ano, Ana Claudia destacou que mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil, o equivalente a cerca de 34% dos empreendedores do país.

Além da atuação à frente dos próprios negócios, a presença feminina em cargos de liderança e espaços de decisão também esteve entre os temas abordados durante o encontro com os presidenciáveis. A presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Vera Antunes, chamou atenção para o número ainda reduzido de mulheres no evento, mas ressaltou que a participação feminina no ambiente empresarial está em crescimento.

“Nós estamos numa crescente. A Forbes 2024 mostrou que, com as mulheres no cargo de CEO, de gestora, de diretora ou presidente, a empresa lucra 25% a mais. Então, vejo com bons olhos. É um momento que as mulheres estão despontando, entendendo o poder,  a representatividade que a mulher tem hoje no mundo dos negócios”, destacou a presidente da Acil.

A dirigente também relacionou o cenário enfrentado pelas mulheres empreendedoras aos desafios mais amplos do setor produtivo. Na avaliação de Vera, juros elevados, inflação e o desempenho da economia estão entre as questões que afetam empresas dos setores de comércio, serviços e indústria.

Participação de presidenciáveis

Esta foi a terceira edição do Diálogo pelo Futuro do Brasil. O encontro foi realizado em formato de conversas individuais com os presidenciáveis, sem debate entre os participantes.O Sistema do Associativismo também esteve presente no evento.

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Durante a programação, a UNECS apresentou um manifesto com 14 eixos estratégicos que reúne propostas das entidades do comércio e serviços para temas como redução do Custo Brasil, empreendedorismo, modernização do ambiente regulatório, geração de empregos e investimentos.

Participaram da programação Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e Ronaldo Caiado (PSD). Além do CMEC, o encontro contou com representantes das entidades que integram a UNECS e lideranças empresariais de diferentes regiões do país.

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19/08/2026 04:45h

Manifesto entregue aos participantes reune 14 eixos estratégicos; CACB defendeu atenção às micro e pequenas empresas e prioridade para a reforma administrativa

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Representantes dos setores de comércio e serviços apresentaram nesta terça-feira (18), em Brasília, propostas aos pré-candidatos à Presidência da República para os próximos quatro anos. O encontro ‘Diálogo pelo Futuro do Brasil', promovido pela União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), reuniu lideranças empresariais para discutir temas como crescimento econômico, competitividade, segurança jurídica e ambiente de negócios.

O documento reuniu propostas defendidas pelas entidades dos setores em áreas como redução do Custo Brasil, fortalecimento do empreendedorismo, modernização do ambiente regulatório, geração de empregos e estímulo aos investimentos.

No Brasil, o setor de comércio e serviços concentra uma parcela significativa das empresas e ocupa papel estratégico na geração de emprego e renda.

O presidente da UNECS, Leonardo Miguel Severini, destacou a participação do comércio e dos serviços na economia brasileira e afirmou que o encontro buscou aproximar as demandas do setor das propostas apresentadas pelos pré-candidatos. 

Segundo Severini, as entidades representam empresas de diferentes portes, desde negócios familiares e micro e pequenos empreendedores até redes nacionais. O evento chegou à terceira edição e foi organizado em conversas individuais com os pré-candidatos. Entre as pautas apresentadas pelo setor estavam liberdade econômica, segurança jurídica e isonomia regulatória.

“Nós representamos quase 70% do PIB, e é através da UNECS que a gente estimula e subsidia a Frente Parlamentar do Comércio e Serviço nas pautas. A gente procura promover uma conversa com cada um dos candidatos. Não é um debate, mas é uma conversa específica com cada um separadamente, onde a gente procura extrair deles o melhor para efeito de entender qual se encaixa nas nossas pautas que são liberdade econômica, segurança jurídica, isonomia regulatória, tudo que faz com que a economia e o dinheiro circulem”, destacou Severini.

Participaram da programação, os candidatos Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) Alfredo Gaspar (vice-presidente do PL) e Ronaldo Caiado (PSD).

CACB defendeu atenção às micro e pequenas empresas

Integrante da UNECS, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) levou ao encontro pautas relacionadas ao associativismo empresarial e às condições para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas.

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais de SP (FACESP) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP),  Alfredo Cotait Neto, avaliou que a reunião abriu espaço para que as entidades apresentassem aos pré-candidatos sugestões que poderão ser incorporadas aos programas de governo.

“É um dia onde nós vamos ouvir e é uma oportunidade de trocar informações, uma oportunidade de podermos dar sugestões para que os presidenciáveis coloquem no seu programa de governo os assuntos fundamentais de proteção ao micro e pequeno”, frisou Cotait.

Entre as prioridades apontadas pela CACB esteve a reforma administrativa. Cotait defendeu que o tema seja colocado em discussão no início do próximo mandato, em articulação com o Congresso Nacional.

“A gente poderia enumerar aqui vários temas, vários assuntos. E um deles é a reforma administrativa, que nós achamos que deve ser prioritária para que no dia 1º de fevereiro, quem estiver no comando já estabeleça, junto com o Congresso Nacional, que vai ser renovado, a pauta da discussão da reforma administrativa”, disse.

Para o presidente da CACB, a discussão está relacionada à trajetória das despesas públicas e da dívida. Na avaliação de Cotait, sem mudanças nessa área, o país poderá enfrentar dificuldades fiscais nos próximos anos.

“Se continuar nessa tendência de crescimento das despesas e crescimento da dívida, nós teremos gravíssimos problemas pela frente. Então, eu acho que essa pauta é inadiável”, pontuou. 

Durante a dinâmica do evento, Alfredo Cotait questionou quais seriam as prioridades para ampliar os investimentos, reduzir o custo do crédito e criar um ambiente mais favorável ao crescimento das empresas, com atenção especial às micro e pequenas empresas.

Em resposta, Renan Santos (Missão), por exemplo, apontou o custo elevado e a baixa oferta de crédito como entraves à atividade produtiva no país. Ele defendeu maior concorrência no sistema financeiro, mais segurança jurídica nas operações de crédito e uma política fiscal capaz de contribuir para a redução dos juros. Segundo Santos, a combinação entre crédito caro e falta de previsibilidade dificulta o planejamento de longo prazo e limita investimentos e a expansão de empresas dos setores de comércio e serviços.

Entidades regionais também apresentaram demandas

O encontro também abriu espaço para agendas de entidades estaduais. A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) apresentou a plataforma Voz Única, que reúne demandas do setor produtivo catarinense aos candidatos à Presidência.

O presidente da entidade, Elson Otto, explicou que a iniciativa chegou à 5ª edição e reuniu contribuições das associações empresariais e das 12 regionais da federação. “A Voz Única é a demanda do setor produtivo, que inclui a indústria, o comércio, a prestação de serviço, o turismo e o agronegócio aos candidatos à Presidência da República”, explicou Otto.

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A plataforma contempla propostas relacionadas a áreas como infraestrutura, saúde pública, educação, segurança pública, habitação e eficiência na gestão pública.

Impacto da aceleração da informação na saúde emocional

Augusto Cury (Avante) destacou que a aceleração do acesso à informação tem transformado profundamente a sociedade e impactado diretamente comerciantes e empresários do setor de serviços. Segundo ele, a mente humana está cada vez mais sobrecarregada, em um cenário marcado pela velocidade, pela polarização e pelo individualismo.

Diante disso, Cury defendeu a necessidade de um “pacto emocional”, capaz de resgatar relações mais humanas em meio às pressões do cotidiano e dos negócios. Ao compartilhar sua própria trajetória como empresário, ressaltou ainda que o sucesso financeiro não deve ser um fim em si mesmo. 

“O dinheiro só é importante quando você o distribui”, afirmou, ao defender que prosperidade, realização e felicidade também passam pela capacidade de compartilhar, construir relações e contribuir para a sociedade.

Reforma tributária e corte de gastos entram no debate

A reforma tributária, a redução de gastos públicos e a segurança jurídica para o setor produtivo também estiveram entre os temas abordados durante o encontro com os presidenciáveis. Representando a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), o candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, afirmou que uma das propostas seria revisitar a reforma tributária, com críticas à alíquota projetada para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e aos impactos sobre comércio e serviços.

Segundo ele, a proposta também prevê a redução de despesas consideradas desnecessárias e a busca por regras mais estáveis para as empresas. Durante a fala, o candidato relacionou essas medidas à necessidade de reduzir custos para o setor produtivo e estimular a geração de emprego e renda.

“Primeiro compromisso da agenda presidencial é revisitar a reforma tributária para nós não permitirmos esse absurdo de 28% do IVA. Isso é um compromisso que o presidente Flávio Bolsonaro leva muito a sério. […] Segundo, o brasileiro empresário, o setor de comércio e serviço não aguentam mais sustentar esse estado tão pesado. Nós vamos meter a tesoura nos gastos públicos desnecessários”, afirmou.

Caiado relaciona bets à redução do consumo e prevê restrições ao setor

O governador de Goiás e candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), relacionou o crescimento das apostas online ao comprometimento da renda das famílias e aos impactos sobre o consumo. Na avaliação dele, recursos destinados às apostas deixam de circular em atividades da economia formal, com reflexos para setores como comércio e varejo.

Ao ser questionado sobre como enfrentaria o problema caso fosse eleito, Caiado afirmou que incluiu o tema em seu plano de governo e antecipou medidas contra plataformas que atuam de forma irregular. O candidato também defendeu limitações à publicidade e aos patrocínios das empresas de apostas.

“Eu já coloquei no meu plano de governo. Primeiro,  atuarei contra a ilegalidade, ou seja, contra o não cumprimento das regras. Segundo lugar, em relação ao nível que as bets têm hoje de patrocínio, também farei ações extremamente limitadoras a fim de reduzir essa epidemia que tem endividado e destruído famílias”, afirmou.

Caiado também associou plataformas de apostas e fintechs a operações de lavagem de dinheiro provenientes do narcotráfico e da corrupção.
 

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18/08/2026 04:30h

Solução abrange processos relacionados a infrações ocorridas entre 2017 e 2022 e envolve valores estimados em R$ 32,28 milhões

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O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou uma proposta de acordo para solucionar conflitos sobre penalidades aplicadas na fiscalização de produtos de origem animal. A medida alcança processos relacionados a infrações ocorridas entre 2017 e 2022 e envolve um montante estimado em R$ 32,28 milhões.

 

A discussão surgiu após mudanças na legislação do setor. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) levou ao tribunal dúvidas sobre como deveriam ser tratados processos administrativos ainda pendentes relativos a infrações cometidas durante a vigência das regras anteriores à Lei do Autocontrole, de 2022.

 

Entre as penalidades discutidas estão a suspensão de atividades do estabelecimento, a interdição de estabelecimentos e a suspensão de registro, prevista no novo marco legal.

 

Um dos pontos da controvérsia era definir se a suspensão de atividades prevista na legislação anterior poderia ser substituída ou sucedida pela suspensão de registro estabelecida pela Lei do Autocontrole. A discussão também alcançou processos relacionados ao embaraço à ação fiscalizadora.

 

Acordo envolve R$ 32,28 milhões

 

Para buscar uma solução foi criada uma Comissão de Solução Consensual formada por representantes do Mapa, associações do setor produtivo e unidades do TCU. A Advocacia-Geral da União (AGU) também acompanhou os trabalhos. Após 120 dias de discussões, o grupo elaborou uma proposta de acordo.

 

Nos processos já encerrados administrativamente, o valor estimado é de R$ 10,78 milhões. Para os casos ainda em andamento, a projeção é de aproximadamente R$ 21,49 milhões, após a aplicação dos descontos previstos. Somados, os valores chegam a R$ 32,28 milhões.

 

O cálculo considera a gravidade das infrações e o porte econômico das empresas. Para infrações mais graves cometidas por grandes empresas, foi estabelecido teto de R$ 5.216,17 por dia de suspensão.

O acordo abrange somente penalidades de suspensão e interdição relacionadas ao período entre 2017 e 2022. Casos envolvendo riscos sanitários não estão incluídos.

 

A adesão será voluntária. As empresas que optarem pelo acordo terão de renunciar a contestações administrativas ou judiciais relacionadas às penalidades incluídas e extinguir eventuais ações judiciais sobre esses casos.

 

Decisão ainda depende de ajustes

 

A aprovação pelo TCU ainda não encerra o processo. A eficácia da decisão e a assinatura do Termo de Autocomposição dependem da apresentação, em até 30 dias, de uma versão consolidada do acordo.

 

O documento deverá incorporar as correções formais e demais ajustes determinados pelo tribunal, além de contar com a concordância expressa do Mapa e das entidades que participaram da Comissão de Solução Consensual.

 

O processo tem como relator o ministro Jhonatan de Jesus e foi analisado pelo Plenário do TCU. A decisão consta do Acórdão 2025/2026.

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18/08/2026 04:25h

No abastecimento de água, 4.463 cidades, o equivalente a 81% dos municípios brasileiros, estão a caminho da universalizaçãocha

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Pelo menos 74% dos municípios brasileiros têm a universalização dos serviços de esgotamento sanitário contratada ou com projetos em estudo. O dado faz parte de levantamento da Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON SINDCON) e indica o alcance dos projetos voltados à ampliação do serviço no país.

 

No abastecimento de água, o percentual é maior. São 4.463 municípios brasileiros, o equivalente a 81% das cidades do país, com a universalização contratada ou em estudo. Os números incluem tanto municípios onde os serviços já foram concedidos quanto localidades com projetos ainda em fase de estruturação.

 

O levantamento permite dimensionar o número de municípios que já contam com contratos ou estudos voltados ao cumprimento das metas de universalização. Os percentuais, no entanto, não significam que os serviços já estejam universalizados nessas cidades, uma vez que parte dos projetos ainda está em estudo ou em execução.

 

A ampliação dos serviços de água e esgoto ocorre em meio à estruturação de novos projetos de concessão e à execução de contratos firmados nos últimos anos. O cumprimento das metas depende, entre outros fatores, da implementação dos investimentos previstos e da expansão efetiva das redes e dos serviços.

 

Investimentos em saneamento ultrapassaram R$ 29 bilhões

 

Os investimentos em saneamento básico no Brasil ultrapassaram R$ 29 bilhões em 2024, segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) analisados pela ABCON SINDCON.

 

Apesar do aumento dos aportes, o país ainda precisa ampliar o volume de investimentos para avançar na universalização. Estimativas apresentadas pelo setor apontam para a necessidade de R$ 600 bilhões a R$ 900 bilhões em recursos até 2033.

 

Além do financiamento, o avanço dos projetos também passa pela redução das diferenças entre os estados. Parte das unidades da Federação ainda precisa estruturar projetos de concessão ou outros modelos para ampliar os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

 

Marco Legal estabelece metas para 2033

 

O Marco Legal do Saneamento, aprovado em 2020, estabeleceu metas nacionais para a universalização dos serviços até 2033. A legislação prevê que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% seja atendida com coleta e tratamento de esgoto até o fim do período.

 

Nos últimos anos, novos projetos de concessão ampliaram a participação privada na prestação dos serviços. Dados apresentados pelo setor mostram que 2.720 municípios brasileiros contam atualmente com operadores privados de saneamento, o equivalente a 48,8% das cidades do país.

 

A execução dos contratos e dos projetos em estudo será uma das etapas para determinar quanto desse avanço chegará efetivamente à população dentro do prazo estabelecido pelo Marco Legal.

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17/08/2026 04:55h

Proposta busca ampliar concessões e aproximar o país das metas de universalização previstas para 2033

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a criação, a partir de 2027, de uma nova agenda para ampliar os investimentos em saneamento básico e acelerar o avanço do país em direção às metas de universalização previstas para 2033. Entre as medidas propostas está a mobilização de estados que ainda não avançaram em projetos de concessão dos serviços de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto.

 

A proposta foi apresentada durante o Encontro Nacional das Águas e o Saneamento Brasil Summit, promovido pela Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON SINDCON), na quarta-feira (12), em São Paulo. Segundo a CNI, a articulação entre poder público, empresas de saneamento e setor produtivo será necessária para ampliar a cobertura dos serviços e garantir a execução dos investimentos previstos.

 

A CNI defende que, a partir de 2027, seja estabelecida uma agenda para que esses estados sejam mobilizados para elaborar e aprovar novos planos. A explicação é do diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, que aponta a necessidade de expansão dos serviços de coleta e tratamento de esgoto e distribuição de água de forma adequada. “Um país que tem saneamento é um país melhor, mais justo e com mais possibilidade de desenvolvimento”, afirmou Muniz.

 

Segundo o diretor, o Marco Legal do Saneamento Básico, publicado em 2020, modificou o ambiente de investimentos no setor e ampliou as condições para a participação privada. Atualmente, 2.720 municípios têm prestadoras privadas de saneamento básico, o equivalente a 48,8% das cidades brasileiras. “O desafio agora é consolidar esse novo ciclo e criar uma resposta institucional coordenada, capaz de aproximar indústria, empresas de saneamento e poder público”, disse.

 

Na avaliação de Muniz, o avanço dos investimentos também depende das condições econômicas e regulatórias. Entre os obstáculos apontados estão as taxas de juros elevadas, a necessidade de segurança regulatória e a sustentabilidade financeira dos contratos.

 

Representantes do setor também discutiram as condições necessárias para que os projetos contratados sejam executados e ampliem efetivamente o atendimento à população. Segundo a diretora-presidente da ABCON SINDCON, Christianne Dias, a discussão sobre a universalização passou a se concentrar na execução dos contratos. “Hoje, a questão que nos reúne é saber como garantir as condições para que os contratos sejam executados e se convertam em atendimento para a população”, destacou.

 

O presidente do Conselho de Administração da ABCON SINDCON, Paulo Roberto de Oliveira, também apontou a expectativa de um novo ciclo de investimentos e implementação de projetos a partir de 2027, com foco na ampliação dos serviços e no avanço em direção às metas de universalização previstas para 2033.

 

Déficit de infraestrutura pesa no Custo Brasil

 

A discussão sobre saneamento também foi relacionada ao déficit de infraestrutura do país. Segundo dados apresentados pelo diretor de Relações Institucionais da CNI, o Custo Brasil é estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, do qual cerca de R$ 300 bilhões estão associados a problemas de infraestrutura.

 

De acordo com Muniz, o Brasil investe atualmente cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, enquanto o patamar considerado necessário seria de pelo menos 4%. Do total investido atualmente, quase 70% têm origem no setor privado.

 

Muniz comparou o percentual brasileiro com o de outros países e afirmou que a China investe 6,1% do PIB em infraestrutura e a Índia, 4,5%. O tema do saneamento também foi relacionado a áreas como saúde, meio ambiente e atividade econômica.

 

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17/08/2026 04:50h

Conferência realizada na Mongólia reúne representantes de 196 países e da União Europeia para discutir degradação da terra e efeitos da seca

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O combate à degradação da terra, a recuperação de áreas degradadas e as estratégias de adaptação aos efeitos da seca estarão no centro das discussões da 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD). O encontro começa nesta segunda-feira (17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, com a participação do Brasil e de representantes de outros países.

 

A conferência segue até 28 de agosto e reúne 196 países e a União Europeia. Com o tema “Restaurando a terra. Restaurando a esperança”, o encontro também aborda proteção do solo, segurança hídrica e alimentar e mecanismos de cooperação e financiamento para regiões afetadas pela desertificação.

 

A participação brasileira terá como um dos espaços o Pavilhão Brasil, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A programação prevê apresentações sobre as Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra, o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil) e o Programa Recaatingar.

 

Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o encontro permite compartilhar iniciativas brasileiras relacionadas à restauração e à gestão sustentável da terra.

 

“Ao levar exemplos como o Programa Recaatingar e o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação, temos a oportunidade de compartilhar com a comunidade internacional nossas ações e reforçar nosso compromisso com soluções sustentáveis para a gestão da terra”, destacou.

 

Caatinga e Cerrado estão entre os temas da programação

 

A participação das instituições brasileiras na COP17 ocorre em um momento em que a degradação do solo, desertificação e seca também afetam o território nacional. As discussões terão atenção às regiões semiáridas e subúmidas secas, especialmente à Caatinga e ao Cerrado, e abordarão conservação do solo, adaptação às mudanças climáticas e participação de povos e comunidades tradicionais no uso sustentável dos territórios.

 

Nesse cenário, o Brasil apresentará instrumentos como o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil) e as Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra, que envolvem ações de prevenção, recuperação de áreas degradadas e aumento da resiliência das populações afetadas pela seca.

 

A programação também inclui o Programa Recaatingar, voltado à recuperação de áreas degradadas da Caatinga por meio da restauração da vegetação nativa e de práticas sustentáveis de uso da terra. A experiência brasileira coloca em discussão a relação entre preservação ambiental, disponibilidade de água, produção e condições de vida das populações que dependem desses territórios.

 

Mongólia tem 77% do território afetado pela degradação

 

A conferência, que vai até o dia 28 de agosto, ocorre em um país diretamente afetado pelo problema discutido no encontro. Cerca de 77% do território da Mongólia sofre com a degradação da terra, cenário que ameaça o desenvolvimento econômico e o modo de vida de aproximadamente um terço da população.

A programação do Pavilhão Brasil também inclui apresentações de planos estaduais de combate à desertificação, elaborados em parceria com instituições de ensino e pesquisa e organismos públicos e privados.

 

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16/08/2026 04:05h

País investiu mais de R$ 29 bilhões no setor em 2024, mas ainda precisa acelerar os aportes para cumprir as metas de universalização previstas para 2033

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O Brasil registrou recorde de investimentos em saneamento básico em 2024, com R$ 29 bilhões destinados à expansão e à melhoria dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Apesar do volume recorde de recursos, o índice de tratamento de esgoto permaneceu próximo de 52%.  Os dados são do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) e foram analisados pela Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON SINDCON).

 

O resultado evidencia o tamanho do desafio para o cumprimento das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento. Até 2033, o país deverá garantir água potável a 99% da população e coleta e tratamento de esgoto a 90% dos brasileiros.

 

Para Carlos Lebelein, da LMDM Consultoria, o setor avançou nos últimos anos e já conta com projetos contratados que devem ampliar o atendimento. O especialista ressalta, no entanto, que parte do país ainda precisa ser alcançada pelos novos investimentos. 

 

“A gente tem projetos já contratados de muita qualidade e que vão ajudar uma parcela muito grande da população, mas ainda tem regiões que ainda estão à margem e que precisam, sim, numa segunda leva de projetos, ter maior atenção. E esse, sem dúvida, vai ser o desafio que a gente tem pela frente na próxima década.”

 

Infraestrutura para coleta e tratamento do esgoto demanda tempo

 

As obras de saneamento envolvem projetos de infraestrutura de longo prazo, como implantação e expansão de redes, construção de estações de tratamento e adequação dos sistemas existentes. Por isso, pode levar tempo para que parte dos investimentos realizados ou contratados produzam efeitos nos indicadores de cobertura.

 

Além disso, o avanço ocorre de maneira desigual entre estados e municípios. Regiões que ainda apresentam déficits elevados de infraestrutura demandam novos projetos e investimentos para ampliar o acesso da população aos serviços.

 

Marco Legal completa seis anos em 2026

 

O novo Marco Legal do Saneamento Básico, aprovado em 2020, estabeleceu as metas de universalização e promoveu mudanças na organização e contratação dos serviços no país. Desde então, novos projetos, concessões e investimentos privados passaram a integrar a expansão da infraestrutura de saneamento.

 

Lebelein avalia que o crescimento precisa ser observado também a partir do histórico do setor, que passou décadas registrando baixos níveis de investimento.

 

“É suficiente? Talvez não. E a gente sabe e sabia que, para cumprir as metas que o marco exigiu e que colocou, traçou naquela época, dependeria de grandes evoluções, de grande volume de investimentos. O setor de saneamento ficou, por décadas, parado e décadas adormecido com taxa de investimento muito baixa, seja ele na parte de distribuição de água e na coleta e tratamento de esgoto.”

 

Universalização até 2033 ainda é desafio

 

Mesmo com o recorde de investimentos, alcançar as metas de universalização dentro do prazo continua sendo um desafio para o país. Estimativas citadas por Lebelein apontam que seriam necessários entre R$ 600 bilhões e R$ 900 bilhões para que o Brasil alcance as metas previstas para 2033. 

 

Segundo o especialista, o volume exigiria mais do que dobrar o atual ritmo anual de investimentos. Além do volume de recursos, outro desafio será direcionar novos projetos para as regiões que permanecem com os maiores déficits de atendimento.

 

A ampliação da cobertura de esgoto tem efeitos que vão além da infraestrutura. O avanço do saneamento está relacionado à saúde pública, preservação ambiental e qualidade de vida, especialmente em localidades onde a população ainda não dispõe de coleta e tratamento adequados.

 

Para os próximos anos, Lebelein  destaca que o desafio será manter o crescimento dos investimentos e fazer com que os recursos aplicados e os projetos já contratados avancem para a expansão efetiva dos serviços, reduzindo as desigualdades de acesso e aproximando o país das metas estabelecidas para 2033.

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14/08/2026 04:55h

Estratégia prevê acesso a novos mercados, feiras internacionais, rodadas de negócios e consultorias para exportadores brasileiros

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Cerca de 5,3 mil empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas dos Estados Unidos poderão receber apoio para buscar compradores e ampliar as exportações para outros mercados. A estratégia faz parte do Plano de Diversificação de Exportações, que terá R$ 210 milhões em investimentos e ações em 36 mercados considerados prioritários. Trata-se de uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O número de empresas beneficiadas representa a maior parte das cerca de 5,6 mil companhias diretamente atingidas pelas novas barreiras comerciais norte-americanas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

O plano alcança 35 setores, incluindo segmentos do agronegócio, indústria de transformação, higiene, máquinas e equipamentos. Entre as medidas previstas estão a participação em feiras internacionais, conexão com compradores estrangeiros e consultorias para entrada em novos mercados.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, explica que empresas afetadas poderão ter custos de algumas dessas ações cobertos. “Se ela for uma empresa que exporta para os Estados Unidos e está no tarifaço, ela vai participar de uma feira, ou em Paris ou na Tailândia, a depender de qual for o mercado dela, com uma isenção total de qualquer taxa de pagamento da Apex. Ela só tem que ir. Mas, se ela falar que precisa ter uma nova certificação, a ApexBrasil vai ressarcir essa despesa desta empresa impactada até um limite de R$ 40 mil”, destaca o presidente.

 

Apoio inclui feiras, compradores e consultoria

 

A estratégia está dividida entre ações realizadas em parceria com entidades setoriais e atendimento direto às empresas. Mais de 300 ações estão previstas em conjunto com entidades do setor produtivo. No atendimento direto, a expectativa é alcançar até 4,7 mil empresas.

O pacote prevê:

2,3 mil vagas em reuniões de negócios, presenciais ou virtuais, para aproximar exportadores brasileiros de compradores estrangeiros;

1,4 mil vagas em feiras internacionais, principalmente em mercados alternativos;

consultoria especializada para 1,2 mil empresas, com atendimento individualizado para apoiar a entrada em novos países;

mil vagas na Bolsa Exportação, com apoio financeiro distribuído ao longo dos próximos 12 meses.

As empresas afetadas pelas tarifas terão isenção das taxas de participação nessas ações.

Diversificação mira 36 mercados

A estratégia busca reduzir os impactos das barreiras comerciais por meio da diversificação dos destinos dos produtos brasileiros. Entre os mercados considerados prioritários estão Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Indonésia, Índia e China.

A América Latina concentra o maior número de ações previstas, com 85. Na sequência aparecem Europa, com 77; Ásia, com 46; Canadá e México, com 23; África, com 16; e Oriente Médio, com 11.

A busca por destinos alternativos, no entanto, não significa a substituição dos Estados Unidos como mercado para os produtos brasileiros. A estratégia prevê a manutenção das ações comerciais no país ao mesmo tempo em que as empresas procuram novos compradores para reduzir os efeitos das tarifas.

 

Como as empresas podem participar

 

As empresas afetadas poderão solicitar atendimento diretamente pelos canais da ApexBrasil ou por meio das 29 entidades setoriais parceiras. Para acessar o programa, a empresa deverá se identificar como exportadora para os Estados Unidos afetada pelas tarifas, informar o código do produto comercializado e indicar qual tipo de apoio necessita.

A demanda pode envolver desde a participação em uma feira internacional até a necessidade de obter uma certificação para vender em determinado país ou encontrar compradores em novos mercados.

A partir dessas informações, a demanda será cruzada com oportunidades identificadas pela rede internacional da ApexBrasil, que conta com uma base de mais de 2 mil compradores estrangeiros parceiros.

A estratégia ocorre em um momento de crescimento das vendas brasileiras ao exterior. O Brasil registrou US$ 220 bilhões em exportações no semestre, além do melhor resultado para um mês de julho da série informada pela ApexBrasil.

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13/08/2026 04:55h

FAC-SP e IDV ampliam acesso a cursos de graduação e pós-graduação para trabalhadores do setor em todo o país

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A falta de profissionais qualificados é um dos principais desafios para o varejo brasileiro, em um cenário marcado pelo avanço da tecnologia e pela necessidade das empresas ampliarem operações e contratarem trabalhadores preparados para novas funções. Para reduzir essa defasagem, a Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar o acesso à formação de profissionais que atuam no setor.

 

O problema acompanha uma preocupação mais ampla do mercado de trabalho. Segundo a 28ª Global CEO Survey, da PwC, 41% dos CEOs apontaram a falta de profissionais qualificados como a maior ameaça aos negócios em 2025, superando riscos cibernéticos, inflação e instabilidade macroeconômica.

 

No comércio, o desafio também passa pela necessidade de acompanhar as transformações nas formas de vender, atender e administrar os negócios. Para o diretor-geral da Faculdade do Comércio de São Paulo, Wilson Victorio Rodrigues, a digitalização tem provocado mudanças em praticamente todas as etapas da atividade varejista.

 

“Talvez o varejo seja o setor mais impactado por essas transformações digitais, na própria captação de clientes, na venda em si, no pós-venda, na logística, na gestão de insumos de estoque, de tudo. Então, toda essa revolução digital, incluindo IA, vendas digitais, e-commerce, marketing digital, tudo isso impacta muito o varejo. A FAC prepara o indivíduo para dominar essas habilidades. Então, com essa parceria que nós firmamos com o IDV, o nosso grande intuito é trazer essas grandes empresas e preparar os colaboradores, o corpo de pessoal dessas grandes companhias varejistas”, destacou Rodrigues.

 

A FAC é uma iniciativa e uma instituição de ensino ligada diretamente à Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ela foi criada para qualificar profissionais para os setores de comércio, varejo e serviços, com foco nas demandas do mercado digital e de gestão empresarial. Segundo Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP, da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), a educação é um dos principais pilares para construir uma cidade mais organizada, especialmente entre as pequenas e médias empresas.

 

A faculdade oferece atualmente 15 cursos de graduação e 30 de pós-graduação, voltados à gestão e aos negócios. De acordo com Rodrigues, formações como Gestão Comercial, Gestão Financeira, Logística e Marketing estão entre as áreas estratégicas para atender à demanda por profissionais mais preparados no varejo.

 

Os cursos estão disponíveis nas modalidades presencial, a distância e híbrida. As graduações têm duração média de dois anos, enquanto as pós-graduações podem ser concluídas em aproximadamente seis meses.

 

Parceria pode alcançar quase um milhão de trabalhadores

 

As empresas associadas ao IDV poderão divulgar os cursos da FAC-SP entre seus funcionários ou patrocinar bolsas de estudo para os colaboradores. O instituto reúne alguns dos principais grupos varejistas brasileiros, que, juntos, somam quase um milhão de trabalhadores.

 

Segundo o presidente do IDV, Jorge Gonçalves Filho, a expectativa é que o acesso à formação contribua tanto para o desenvolvimento profissional dos trabalhadores quanto para o desempenho das empresas, com reflexos na produtividade, no atendimento aos consumidores e nas operações. Para ele, a escassez de mão de obra preparada já limita a capacidade de expansão do setor.

 

“A falta de mão de obra qualificada tem impactado de forma muito forte o varejo brasileiro. A tecnologia tem evoluído, tem sido aplicada no varejo, as empresas precisam ampliar seus quadros, precisam ampliar sua rede de lojas e a falta de mão de obra qualificada é um dos pontos que dificultam essa evolução", frisou o presidente.

 

Qualificação também abre caminho para construir carreira no varejo

 

Além de atender às novas demandas das empresas, a formação profissional pode ampliar as possibilidades de crescimento de quem já trabalha no comércio. A proposta é permitir que profissionais que ingressaram no varejo em funções iniciais desenvolvam novas competências e encontrem oportunidades de avançar dentro do próprio setor.

 

Nesse sentido, a parceria busca aproximar duas necessidades: trabalhadores interessados em ampliar a formação e as possibilidades de carreira, e empresas que precisam de profissionais preparados para acompanhar as mudanças do varejo.

 

Como participar

 

Os profissionais vinculados às empresas associadas ao IDV poderão acessar os cursos oferecidos pela FAC-SP, enquanto as empresas também terão a possibilidade de patrocinar bolsas de estudo para seus colaboradores.

 

As inscrições serão realizadas diretamente pela plataforma da Faculdade, em FAC-SP — parceria com o IDV. Há opções de graduação e pós-graduação nas modalidades presencial, híbrida e a distância.

 

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13/08/2026 04:15h

Especialista afirma que país terá de mais que dobrar os aportes anuais para alcançar as metas de água e esgoto previstas para 2033

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O Brasil vem ampliando os investimentos em saneamento básico, mas ainda enfrenta um desafio bilionário para universalizar os serviços de água e esgoto. Um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Saneamento (Abcon), divulgado na segunda-feira (10), revelou que o setor registrou investimentos de cerca de R$ 29,1 bilhões em 2024.

 

Dados do setor mostram que, apesar do avanço registrado nos últimos anos, o ritmo dos aportes precisará aumentar para que o país se aproxime das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.

 

A legislação prevê que, até 2033, 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% conte com coleta e tratamento de esgoto. O avanço exige expansão das redes, novas estruturas de tratamento e investimentos contínuos nos municípios.

 

Estimativas para o volume de recursos necessário variam conforme a metodologia utilizada. Estudos da da Abcon já apontaram para cifras próximas a R$ 900 bilhões para a universalização.

 

Para Carlos Lebelein, da LMDM Consultoria, o principal desafio está justamente na diferença entre o que vem sendo investido atualmente e o volume necessário para alcançar as metas nos próximos anos. 

 

“Estimam que entre R$ 600 e até R$ 900 bilhões são necessários para a gente encontrar essa meta em 2033. Isso daria uma taxa que, hoje, seria quase duas vezes a taxa de investimento em valores do que é feito normalmente. Então, seria mais que dobrar os investimentos que, hoje, são feitos anualmente para encontrar essa meta. Mas, não encontrar essa meta em 2033, de maneira nenhuma significa um fracasso ou algo que a gente possa desabonar os avanços que foram feitos no setor", frisou.

 

O cenário mostra que a universalização depende não apenas de um ano de investimento elevado, mas da manutenção de aportes em patamares superiores aos atuais ao longo dos próximos anos.

 

Universalização ainda avança de forma desigual

 

O desafio também aparece quando se observa a cobertura dos serviços. O acesso à água está mais próximo da universalização, enquanto a coleta e o tratamento de esgoto ainda apresentam uma distância maior em relação às metas estabelecidas para 2033.

 

Além da ampliação da infraestrutura, o setor enfrenta diferenças importantes entre regiões e municípios, o que torna o avanço do saneamento desigual pelo território brasileiro.

 

Desde a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento, em 2020, novos projetos e concessões vêm ampliando a presença de investimentos privados no setor. O movimento ganhou força nos últimos anos e passou a alcançar um número maior de municípios.

 

Saneamento também movimenta a economia

 

Além dos impactos diretos sobre saúde, qualidade de vida e meio ambiente, a expansão do saneamento tem potencial para gerar efeitos econômicos. No documento lançado pela Abcon estima-se que os investimentos necessários para universalizar os serviços podem acrescentar R$ 1,4 trilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) até 2033, além de gerar mais de 1,5 milhão de postos de trabalho ao longo do período.

 

Para a Abcon, o desafio para os próximos anos será transformar o crescimento dos investimentos em uma trajetória contínua de expansão dos serviços, especialmente nas localidades que ainda apresentam os maiores déficits de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

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