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LOC: A defasagem dos limites de faturamento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual, o MEI, pode afetar o planejamento financeiro e as decisões de expansão dos pequenos negócios. Os valores estão sem atualização desde 2018.
Segundo o diretor-geral da Faculdade do Comércio de São Paulo e vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, Wilson Victorio Rodrigues, as empresas podem ter aumento nominal de faturamento apenas para acompanhar a inflação e, ainda assim, ultrapassar as faixas de enquadramento do regime.
TEC/SONORA: WILSON VICTORIO, diretor-geral da FAC
“Existe uma injustiça, porque ao longo dos últimos anos a gente testemunhou tudo sendo reajustado no Brasil. Salário de servidor público, enfim, os juros aumentando, a inflação aumentando, tudo no Brasil aumenta. E esse reajuste agora, com quem gera a riqueza, com quem produz, a gente não vê esse tipo de reajuste incentivando, na verdade, a quem empreende”.
LOC.: A atualização dos valores é defendida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que publicaram o manifesto Um Brasil que não pode ser esquecido nesta segunda-feira (22).
O documento reúne cerca de mil e quatrocentas entidades do sistema associativista e cobra dos candidatos à Presidência da República a atualização imediata dos limites e a criação de uma regra permanente de correção pela inflação.
A CACB propõe elevar o teto anual do MEI de 81 mil para 144 mil e 900 reais. No Simples Nacional, a proposta é passar o limite das microempresas de 360 mil para 869 mil e 400 reais, e o das empresas de pequeno porte de 4 milhões e 800 mil para 8 milhões e 690 mil reais.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait, ressalta a necessidade da atualização:
TEC/SONORA: Alfredo Cotait, presidente da CACB
“No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação. Essa mudança vai ajudar muito os empreendedores a não se desenquadrarem, para que possam continuar, mesmo atingindo o limite, trabalhando, gerando renda e sem precisar paralisar seus negócios.”
LOC:
A discussão ocorre paralelamente à tramitação de propostas no Congresso Nacional para ampliar o limite do MEI. O governo federal apoia uma proposta que prevê teto de 110 mil reais em 2027 e de 140 mil reais em 2028.
O manifesto também aborda os impactos da Reforma Tributária sobre as micro e pequenas empresas e defende condições que preservem a competitividade desses negócios.
Reportagem, Juline Pogorzelski.