20/08/2026 04:35h

Pleito renovará dois terços da Casa; concorrentes são majoritariamente homens, brancos, casados e com 50 anos ou mais, segundo o TSE

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Nas eleições gerais deste ano, os eleitores escolherão dois senadores, ou seja, no dia 4 de outubro, cada eleitor deverá votar duas vezes para o Senado na urna eletrônica. Isso ocorre porque o pleito de 2026 renovará dois terços das 81 cadeiras da Casa, com a eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal

Ao todo, 314 candidatos disputam as 54 vagas, o que representa uma média de 5,8 concorrentes por cadeira. O perfil predominante é de homens, brancos, casados, com ensino superior completo e idade a partir dos 50 anos.

Os dados constam na aba de estatísticas e perfil de candidaturas, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Perfil é majoritariamente masculino

Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, o equivalente a 78% do total, enquanto 69 são mulheres, ou 22%

A participação feminina é superior à registrada em 2018, quando as mulheres representavam 17,3% das candidaturas ao Senado. Em oito anos, a proporção cresceu 4,7 pontos percentuais, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando era de cerca de 22,5%. 

A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191 pessoas, ou 60,8% do total. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos

Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, essas duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. No mesmo período, a participação de pessoas brancas caiu de 65,6% para 60,8%

Maioria têm pelo menos 50 anos

Ao todo, 205 candidatos têm 50 anos ou mais, o equivalente a 65,3% do total. A maior concentração está entre os candidatos de 40 a 49 anos, faixa que reúne 86 pessoas. Em seguida, aparecem:

  • 50 e 59 anos: 85 candidatos;
  • 60 e 69 anos: 84;
  • 70 e 79 anos: 33;
  • 35 e 39 anos: 23;
  • 80 anos ou mais: 3.

Quase 80% têm ensino superior

Quase quatro em cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248 concorrentes, ou 79% do total. Outros 21, equivalentes a 6,7%, declararam ter ensino superior incompleto.

O ensino médio completo foi informado por 36 candidatos, ou 11,5%. Há ainda cinco concorrentes com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com ensino fundamental incompleto e um que declarou saber ler e escrever

A proporção de candidatos com diploma de ensino superior permanece próxima à observada em 2022, quando representava 80,4% do total. 

Em relação ao estado civil, 194 candidatos são casados, o equivalente a 61,8%. Outros 72 são solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente

Advogados lideram entre as ocupações declaradas

Advogado é a ocupação mais declarada entre os candidatos ao Senado, com 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Na sequência, aparecem: 

  • 29 deputados; 
  • 27 empresários;
  • 20 senadores;
  • 16 médicos;
  • 15 engenheiros. 

Embora 32 senadores em exercício estejam entre os candidatos, 12 optaram por declarar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor. 

PL concentra o maior número de candidatos 

As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) reúne o maior número de candidatos, com 33, e também apresenta a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação

Na sequência aparecem:

  • Unidade Popular (UP): 23 candidatos;
  • Partido Socialismo e Liberdade (PSOL): 21;
  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB): 19;
  • Partido dos Trabalhadores (PT): 19;
  • Democracia Cristã (DC): 18;
  • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU): 17;
  • Partido Social Democrático (PSD): 15;
  • Novo: 14;
  • Partido da Causa Operária (PCO): 14;
  • Republicanos: 12;
  • Democrata: 11;
  • União: 10;
  • Progressistas (PP): 10;
  • Partido Socialista Brasileiro (PSB): 10;
  • Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB): 8;
  • Avante: 8;
  • Partido Democrático Trabalhista (PDT): 8;
  • Podemos (PODE): 7;
  • Agir: 7;
  • Rede Sustentabilidade (REDE): 6;
  • Mobiliza: 6;
  • Missão: 5;
  • Partido Renovação Democrática (PRD): 3;
  • Cidadania: 3;
  • Partido Comunista Brasileiro (PCB): 2;
  • Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB): 2;
  • Partido Verde (PV): 2;
  • Solidariedade: 1.

Apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresentou candidato próprio ao Senado. A legenda integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado do PT e do Partido Verde (PV). 

Piauí tem maior concorrência por vaga

O número de candidatos varia de sete a 20 entre os estados e o Distrito Federal

O Piauí concentra a maior disputa, tanto em números absolutos quanto na proporção por vaga: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez concorrentes por vaga. Em seguida, aparecem: 

  • Minas Gerais, com 17 candidatos, ou 8,5 por vaga;
  • Rio de Janeiro, com 16, ou oito por vaga;
  • São Paulo, com 15, ou 7,5 por vaga.

Alagoas registra o menor número de concorrentes: são sete candidatos para duas vagas, média de 3,5 por cadeira

Quando os dados são agrupados por região e considerados proporcionalmente ao número de vagas, o Sudeste apresenta a maior média de candidatos por cadeira, com 59 concorrentes para oito vagas, ou 7,4 por vaga

Nas demais regiões, a distribuição é a seguinte: 

  • Nordeste: 103 candidatos para 18 vagas;
  • Norte: 73 candidatos para 14 vagas;
  • Centro-Oeste: 44 candidatos para oito vagas;
  • Sul: 35 candidatos para seis vagas.

A base de dados do TSE também mostra que 210 candidatos, ou 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Outros 104, equivalentes a 33,1%, nasceram em outro estado

No entanto, a informação se refere exclusivamente ao local de nascimento e não indica o local de residência atual nem onde o candidato desenvolveu sua trajetória profissional ou política.

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20/08/2026 04:30h

Dos 5 candidatos à presidência da República com mais intenção de votos, três estarão no estado paulista em diferentes agendas

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As campanhas vão ganhando embalo e os candidatos à Presidência da República alternam entre eventos fechados e públicos. Nesta quinta-feira (20), os palanques estarão montados no Nordeste e no Sudeste, mais especificamente no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, que reúne três dos cinco presidenciáveis.

Lula (PT)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de um evento em Natal (RN), no primeiro ato público após o lançamento oficial da campanha à reeleição. A atividade será realizada a partir das 17h, no estacionamento da Arena das Dunas, no bairro Lagoa Nova. Lula estará ao lado do candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, da governadora Fátima Bezerra, e outros candidatos da chapa.

Flávio Bolsonaro (PL)

O candidato à Presidência da República pelo PL cumpre agenda em São Paulo. Ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Flávio Bolsonaro visita o Armazém Solidário, o Mercado Municipal de São Miguel Paulista e o Clube da Comunidade (CDC) Waldemar Moreno, na Vila Formosa, pela manhã. À noite, realiza uma transmissão online pelo canal oficial do candidato no YouTube, como o pai Jair Bolsonaro fazia quando era presidente.

Ronaldo Caiado (PSD)

Também em São Paulo, o candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, vai ao Brás visitar o comércio e conversar com empreendedores e lojistas da região. No início da noite, participa de sabatinas ao vivo para jornais do SBT.

Romeu Zema (Novo)

Outro que estará na capital paulista é o candidato pelo partido Novo, Romeu Zema. O mineiro deve se encontrar com lideranças da categoria de motociclistas entregadores por aplicativos, no Espaço Motoboy, localizado na praça José Molina, no bairro do Pacaembu.

Renan Santos (Missão)

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, cumpre agenda em Maceió (AL). Pela manhã, realiza gravações de vídeos de campanha, sem acesso da imprensa. Às 15h10, participa de uma agenda no Canal da Favela do Mundaú, aberta à imprensa. À tarde, realiza novas gravações de vídeos de campanha, também fechadas para jornalistas. Às 19h, concede coletiva de imprensa no Maceió Mar Hotel, com transmissão ao vivo pelo canal do Missão. Às 20h, participa de um comício no mesmo local, também com transmissão pela internet.

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19/08/2026 04:55h

Representantes empresariais destacaram a presença das mulheres nos negócios e nos espaços de decisão

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A participação das mulheres no empreendedorismo e nos espaços de decisão esteve entre os temas abordados por representantes do setor empresarial durante o encontro Diálogo pelo Futuro do Brasil, realizado nesta terça-feira (18), em Brasília. Promovido pela União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), o evento reuniu lideranças do setor produtivo e candidatos à Presidência da República.

O Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que faz parte da UNECS, esteve entre as entidades presentes no encontro. A presidente nacional do Conselho, Ana Claudia Cotait, destacou a importância da participação da instituição como forma de inserir o empreendedorismo feminino e a representação das mulheres no diálogo com os presidenciáveis. 

Segundo Ana Claudia, a presença feminina no eleitorado brasileiro ainda não se reflete na mesma proporção nos espaços políticos. Para ela, o encontro também foi uma oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos para as mulheres e para as empreendedoras nos próximos quatro anos.

“É muito importante que o CMEC esteja presente para falar sobre empreendedorismo e também sobre mulheres na política. Nós temos uma população enorme, hoje. Na nossa população, a maioria são mulheres eleitoras. Segundo o IBGE, diante da nossa população, não há um reflexo desse quadro na política como a gente imaginava. Então, a gente precisa realmente estar presente num evento como esse, até para questionar os presidenciáveis quais os projetos para as mulheres do nosso Brasil”, ponderou a presidente.

Mais de 10 milhões de mulheres já estão à frente de negócios no Brasil 

A participação feminina no empreendedorismo brasileiro tem avançado. Em artigo publicado pela CACB em março deste ano, Ana Claudia destacou que mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil, o equivalente a cerca de 34% dos empreendedores do país.

Além da atuação à frente dos próprios negócios, a presença feminina em cargos de liderança e espaços de decisão também esteve entre os temas abordados durante o encontro com os presidenciáveis. A presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Vera Antunes, chamou atenção para o número ainda reduzido de mulheres no evento, mas ressaltou que a participação feminina no ambiente empresarial está em crescimento.

“Nós estamos numa crescente. A Forbes 2024 mostrou que, com as mulheres no cargo de CEO, de gestora, de diretora ou presidente, a empresa lucra 25% a mais. Então, vejo com bons olhos. É um momento que as mulheres estão despontando, entendendo o poder,  a representatividade que a mulher tem hoje no mundo dos negócios”, destacou a presidente da Acil.

A dirigente também relacionou o cenário enfrentado pelas mulheres empreendedoras aos desafios mais amplos do setor produtivo. Na avaliação de Vera, juros elevados, inflação e o desempenho da economia estão entre as questões que afetam empresas dos setores de comércio, serviços e indústria.

Participação de presidenciáveis

Esta foi a terceira edição do Diálogo pelo Futuro do Brasil. O encontro foi realizado em formato de conversas individuais com os presidenciáveis, sem debate entre os participantes.O Sistema do Associativismo também esteve presente no evento.

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Durante a programação, a UNECS apresentou um manifesto com 14 eixos estratégicos que reúne propostas das entidades do comércio e serviços para temas como redução do Custo Brasil, empreendedorismo, modernização do ambiente regulatório, geração de empregos e investimentos.

Participaram da programação Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e Ronaldo Caiado (PSD). Além do CMEC, o encontro contou com representantes das entidades que integram a UNECS e lideranças empresariais de diferentes regiões do país.

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19/08/2026 04:50h

Entidade defende que redução da jornada de trabalho seja debatida após as eleições, com base em critérios técnicos e análise dos impactos econômicos

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, divulgou uma nota à imprensa sobre o encaminhamento de três propostas consideradas prioritárias para análise das comissões, entre elas a que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1

No entanto, para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), não é razoável levar o tema à votação em meio ao período eleitoral. A entidade defende que uma eventual mudança nas regras trabalhistas seja discutida com base em critérios técnicos e com a participação dos diferentes setores envolvidos

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que esse debate precisa ser aprofundado, mas considera inadequado que a discussão seja influenciada pelo calendário eleitoral

“Esse debate com a sociedade e os setores da economia precisa ser feito e aprofundado, mas não neste momento. Após as eleições teremos condições de discutir com a moderação que o assunto requer. Não é correto que esse processo sofra pressão de momentos eleitorais, porque sabemos que as decisões não virão equilibradas”, enfatiza.   

Para Alban, a negociação coletiva deve continuar sendo o principal instrumento para a definição de jornadas e escalas de trabalho, permitindo soluções mais adequadas às diferentes realidades de trabalhadores e empresas

Debate técnico e plural

O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, também defende que o tema seja discutido com seriedade e profundidade. Segundo ele, uma decisão dessa dimensão deve considerar dados técnicos e os impactos econômicos, sociais e produtivos da medida, sem a influência do calendário eleitoral e da polarização política

“O Brasil possui uma economia diversificada, e as relações de trabalho não são iguais em todos os setores. A realidade da indústria é diferente da realidade do comércio, da saúde, dos serviços, da agricultura ou de tantas outras atividades. Existem diferentes jornadas, modelos de operação, níveis de produtividade e necessidades específicas que precisam ser considerados”, destaca. 

Furlan defende a ampliação do debate, com a participação dos diferentes setores envolvidos e uma análise detalhada dos possíveis efeitos sobre o emprego, a produtividade, os custos, a competitividade e a organização da produção

“O objetivo deve ser encontrar uma solução equilibrada e sustentável para o país. Uma mudança estrutural das relações de trabalho não pode ser transformada em instrumento de disputa eleitoral. Deve ser resultado de um debate técnico, responsável e plural, capaz de considerar a complexidade e a diversidade do mundo do trabalho brasileiro”, pontua. 

Impactos econômicos

Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas. 

Projeções da entidade apontam impactos entre 6% e 9% em diferentes setores da economia, com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário, entre outros segmentos.

Na indústria, o impacto estimado chega a cerca de R$ 88 bilhões, o equivalente a uma alta de 11% nos custos do setor

Além disso, estimativas da CNI também indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país terá queda de 0,7%, caso a jornada de trabalho seja reduzida de 44 para 40 horas semanais. O percentual equivale a uma perda de R$ 76,9 bilhões para a economia brasileira.

O que prevê a PEC

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda apreciação dos senadores. Pelo texto aprovado, 60 dias após a promulgação da PEC, passariam a valer as seguintes regras: 

  • adoção da escala de cinco dias de trabalho e dois dias de descanso
  • redução imediata da jornada de 44 para 42 horas semanais, sem redução salarial

Após um ano, a carga horária seria reduzida novamente, passando de 42 para 40 horas semanais.

Em nota divulgada na última sexta-feira (14), Davi Alcolumbre informou que participou de reuniões com o governo para discutir as prioridades do Executivo e a agenda legislativa considerada relevante para o país. 

Nesse contexto, o presidente do Senado determinou o encaminhamento da PEC 221/2019 e de outras duas propostas prioritárias às comissões competentes. Segundo Alcolumbre, as matérias são consideradas de alta complexidade e seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com espaço para análise e aprofundamento necessários

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19/08/2026 04:45h

Manifesto entregue aos participantes reune 14 eixos estratégicos; CACB defendeu atenção às micro e pequenas empresas e prioridade para a reforma administrativa

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Representantes dos setores de comércio e serviços apresentaram nesta terça-feira (18), em Brasília, propostas aos pré-candidatos à Presidência da República para os próximos quatro anos. O encontro ‘Diálogo pelo Futuro do Brasil', promovido pela União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), reuniu lideranças empresariais para discutir temas como crescimento econômico, competitividade, segurança jurídica e ambiente de negócios.

O documento reuniu propostas defendidas pelas entidades dos setores em áreas como redução do Custo Brasil, fortalecimento do empreendedorismo, modernização do ambiente regulatório, geração de empregos e estímulo aos investimentos.

No Brasil, o setor de comércio e serviços concentra uma parcela significativa das empresas e ocupa papel estratégico na geração de emprego e renda.

O presidente da UNECS, Leonardo Miguel Severini, destacou a participação do comércio e dos serviços na economia brasileira e afirmou que o encontro buscou aproximar as demandas do setor das propostas apresentadas pelos pré-candidatos. 

Segundo Severini, as entidades representam empresas de diferentes portes, desde negócios familiares e micro e pequenos empreendedores até redes nacionais. O evento chegou à terceira edição e foi organizado em conversas individuais com os pré-candidatos. Entre as pautas apresentadas pelo setor estavam liberdade econômica, segurança jurídica e isonomia regulatória.

“Nós representamos quase 70% do PIB, e é através da UNECS que a gente estimula e subsidia a Frente Parlamentar do Comércio e Serviço nas pautas. A gente procura promover uma conversa com cada um dos candidatos. Não é um debate, mas é uma conversa específica com cada um separadamente, onde a gente procura extrair deles o melhor para efeito de entender qual se encaixa nas nossas pautas que são liberdade econômica, segurança jurídica, isonomia regulatória, tudo que faz com que a economia e o dinheiro circulem”, destacou Severini.

Participaram da programação, os candidatos Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) Alfredo Gaspar (vice-presidente do PL) e Ronaldo Caiado (PSD).

CACB defendeu atenção às micro e pequenas empresas

Integrante da UNECS, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) levou ao encontro pautas relacionadas ao associativismo empresarial e às condições para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas.

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais de SP (FACESP) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP),  Alfredo Cotait Neto, avaliou que a reunião abriu espaço para que as entidades apresentassem aos pré-candidatos sugestões que poderão ser incorporadas aos programas de governo.

“É um dia onde nós vamos ouvir e é uma oportunidade de trocar informações, uma oportunidade de podermos dar sugestões para que os presidenciáveis coloquem no seu programa de governo os assuntos fundamentais de proteção ao micro e pequeno”, frisou Cotait.

Entre as prioridades apontadas pela CACB esteve a reforma administrativa. Cotait defendeu que o tema seja colocado em discussão no início do próximo mandato, em articulação com o Congresso Nacional.

“A gente poderia enumerar aqui vários temas, vários assuntos. E um deles é a reforma administrativa, que nós achamos que deve ser prioritária para que no dia 1º de fevereiro, quem estiver no comando já estabeleça, junto com o Congresso Nacional, que vai ser renovado, a pauta da discussão da reforma administrativa”, disse.

Para o presidente da CACB, a discussão está relacionada à trajetória das despesas públicas e da dívida. Na avaliação de Cotait, sem mudanças nessa área, o país poderá enfrentar dificuldades fiscais nos próximos anos.

“Se continuar nessa tendência de crescimento das despesas e crescimento da dívida, nós teremos gravíssimos problemas pela frente. Então, eu acho que essa pauta é inadiável”, pontuou. 

Durante a dinâmica do evento, Alfredo Cotait questionou quais seriam as prioridades para ampliar os investimentos, reduzir o custo do crédito e criar um ambiente mais favorável ao crescimento das empresas, com atenção especial às micro e pequenas empresas.

Em resposta, Renan Santos (Missão), por exemplo, apontou o custo elevado e a baixa oferta de crédito como entraves à atividade produtiva no país. Ele defendeu maior concorrência no sistema financeiro, mais segurança jurídica nas operações de crédito e uma política fiscal capaz de contribuir para a redução dos juros. Segundo Santos, a combinação entre crédito caro e falta de previsibilidade dificulta o planejamento de longo prazo e limita investimentos e a expansão de empresas dos setores de comércio e serviços.

Entidades regionais também apresentaram demandas

O encontro também abriu espaço para agendas de entidades estaduais. A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) apresentou a plataforma Voz Única, que reúne demandas do setor produtivo catarinense aos candidatos à Presidência.

O presidente da entidade, Elson Otto, explicou que a iniciativa chegou à 5ª edição e reuniu contribuições das associações empresariais e das 12 regionais da federação. “A Voz Única é a demanda do setor produtivo, que inclui a indústria, o comércio, a prestação de serviço, o turismo e o agronegócio aos candidatos à Presidência da República”, explicou Otto.

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A plataforma contempla propostas relacionadas a áreas como infraestrutura, saúde pública, educação, segurança pública, habitação e eficiência na gestão pública.

Impacto da aceleração da informação na saúde emocional

Augusto Cury (Avante) destacou que a aceleração do acesso à informação tem transformado profundamente a sociedade e impactado diretamente comerciantes e empresários do setor de serviços. Segundo ele, a mente humana está cada vez mais sobrecarregada, em um cenário marcado pela velocidade, pela polarização e pelo individualismo.

Diante disso, Cury defendeu a necessidade de um “pacto emocional”, capaz de resgatar relações mais humanas em meio às pressões do cotidiano e dos negócios. Ao compartilhar sua própria trajetória como empresário, ressaltou ainda que o sucesso financeiro não deve ser um fim em si mesmo. 

“O dinheiro só é importante quando você o distribui”, afirmou, ao defender que prosperidade, realização e felicidade também passam pela capacidade de compartilhar, construir relações e contribuir para a sociedade.

Reforma tributária e corte de gastos entram no debate

A reforma tributária, a redução de gastos públicos e a segurança jurídica para o setor produtivo também estiveram entre os temas abordados durante o encontro com os presidenciáveis. Representando a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), o candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, afirmou que uma das propostas seria revisitar a reforma tributária, com críticas à alíquota projetada para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e aos impactos sobre comércio e serviços.

Segundo ele, a proposta também prevê a redução de despesas consideradas desnecessárias e a busca por regras mais estáveis para as empresas. Durante a fala, o candidato relacionou essas medidas à necessidade de reduzir custos para o setor produtivo e estimular a geração de emprego e renda.

“Primeiro compromisso da agenda presidencial é revisitar a reforma tributária para nós não permitirmos esse absurdo de 28% do IVA. Isso é um compromisso que o presidente Flávio Bolsonaro leva muito a sério. […] Segundo, o brasileiro empresário, o setor de comércio e serviço não aguentam mais sustentar esse estado tão pesado. Nós vamos meter a tesoura nos gastos públicos desnecessários”, afirmou.

Caiado relaciona bets à redução do consumo e prevê restrições ao setor

O governador de Goiás e candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), relacionou o crescimento das apostas online ao comprometimento da renda das famílias e aos impactos sobre o consumo. Na avaliação dele, recursos destinados às apostas deixam de circular em atividades da economia formal, com reflexos para setores como comércio e varejo.

Ao ser questionado sobre como enfrentaria o problema caso fosse eleito, Caiado afirmou que incluiu o tema em seu plano de governo e antecipou medidas contra plataformas que atuam de forma irregular. O candidato também defendeu limitações à publicidade e aos patrocínios das empresas de apostas.

“Eu já coloquei no meu plano de governo. Primeiro,  atuarei contra a ilegalidade, ou seja, contra o não cumprimento das regras. Segundo lugar, em relação ao nível que as bets têm hoje de patrocínio, também farei ações extremamente limitadoras a fim de reduzir essa epidemia que tem endividado e destruído famílias”, afirmou.

Caiado também associou plataformas de apostas e fintechs a operações de lavagem de dinheiro provenientes do narcotráfico e da corrupção.
 

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18/08/2026 04:50h

Dados do TSE das eleições de 2022 mostram que deputados federais foram eleitos com concentração de mais de 90% dos votos de apenas um município

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A campanha eleitoral foi oficialmente aberta no último domingo (16). Candidatos vão rodar o Brasil – no caso dos presidenciáveis – e seus respectivos estados – estipulantes aos cargos de governadores, senadores, deputados federais, distritais ou estaduais. Neste ano, os cargos exclusivamente municipais (prefeito e vereadores) não estão em disputa, mas se engana quem pensa que os políticos dependem de votos pulverizados, há sim quem dependa apenas de uma cidade para se eleger, mesmo em eleições gerais.

O caso mais relevante dentre esses é o de Amom Mandel (Cidadania). Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das eleições de 2022 mostram que o jovem político, com 21 anos à época, foi o deputado federal mais votado do Amazonas, com 288.555 votos, 92% deles, aproximadamente 265,5 mil, registrados nas urnas instaladas em Manaus.

A votação daquele mesmo ano no Rio de Janeiro conseguiu registrar uma concentração ainda maior e com mais deputados eleitos. Jorge Braz (Republicanos) tirou 94,9%, dos 59.201 votos recebidos, da capital fluminense. Daniel Soranz (PSD) angariou 84% de seus 98.784 votos na cidade maravilhosa, Laura Carneiro (PSD), 83,7% de 48.073 votos e Pedro Paulo (PSD), 83,5% de 76.828 votos. Uma das explicações mais relevantes para o fato é que a cidade carioca reúne cerca de um terço do eleitorado do estado.

Opostos

Se há quem receba votos de poucos municípios, o oposto também é verdade. Em Minas Gerais, estado com o maior número de municípios do país, com 853, a deputada federal Delegada Ione Barbosa (Avante) teve votos de 414 cidades, enquanto Ana Paula Junqueira Leão (PP), de 348 cidades. 

Por se tratarem de perfis e bases eleitorais distintas, a concentração ou pulverização de votos mostra que não há regra ou espectro ideológico que dita o comportamento tanto dos apoiadores quanto dos políticos, que podem concentrar suas campanhas em seus redutos eleitorais mais relevantes.

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18/08/2026 04:35h

Eleitorado pode manifestar apoio a candidatos, denunciar irregularidades e deve ficar atento às regras contra a desinformação

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Eleitoras e eleitores podem participar da propaganda eleitoral em favor dos candidatos que disputarão as Eleições Gerais de 2026, desde que respeitem as regras estabelecidas pela legislação. Além disso, também podem denunciar irregularidades, como compra de votos, uso da máquina pública e propaganda ilegal, e adotar medidas para evitar a disseminação de informações falsas

A propaganda eleitoral já está permitida desde o último domingo (16), inclusive na internet. Por isso, é importante que o eleitorado conheça seus direitos e deveres, além das vedações, penalidades e orientações relacionadas à participação no processo eleitoral. 

As regras estão previstas na Resolução nº 23.759/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e no capítulo 8 do Manual do Eleitor 2026

Distribuição de panfletos 

A distribuição de panfletos é permitida. Também é possível colar adesivos em carros, bicicletas, motocicletas e janelas de residências, respeitados o limite de até 0,5 metro quadrado. No caso de veículos, eles podem ocupar todo o vidro traseiro, desde que sejam microperfurados

A manifestação deve ocorrer de forma espontânea. Ou seja, o eleitor não pode receber dinheiro ou qualquer outro tipo de benefício para exibir propaganda eleitoral. 

Já os veículos cadastrados em aplicativos de mobilidade urbana (Uber, 99 e outros) não podem circular com adesivos de candidatos nos vidros, portas ou em qualquer outra parte do automóvel. 

Para efeitos legais, os carros de aplicativo são considerados bens de uso comum. Por isso, não podem veicular propaganda política de qualquer natureza. A mesma regra vale para os táxis, que operam por meio de concessão pública. 

Propaganda eleitoral na TV, no rádio e na internet

Eleitoras e eleitores também podem participar dos programas de rádio e televisão destinados à propaganda eleitoral gratuita, observadas as regras previstas pela Justiça Eleitoral. 

Nas redes sociais e em páginas pessoais, é permitida a livre manifestação do pensamento, incluindo elogios e críticas a candidatos, partidos, federações e coligações

No entanto, a liberdade de manifestação encontra limites na legislação eleitoral, civil e criminal. Ofensas à honra ou à imagem de candidatas e candidatos, partidos, federações ou coligações, assim como a divulgação de fatos sabidamente inverídicos, podem resultar em punições

Manifestação silenciosa no dia da eleição

No dia da votação, eleitoras e eleitores podem manifestar individualmente e de forma silenciosa sua preferência política. É permitido, por exemplo, o uso de broches, adesivos, bandeiras e camisetas com referências ao candidato ou partido. 

Por outro lado, são proibidas práticas como a boca de urna e a formação de aglomerações de pessoas com roupas padronizadas, que possam caracterizar manifestação coletiva.

Canais para denúncias 

Eleitoras e eleitores que identificarem possíveis irregularidades na propaganda eleitoral realizada nas ruas podem encaminhar denúncias por meio do aplicativo Pardal, ferramenta oficial da Justiça Eleitoral. O aplicativo permite o envio de fotos, vídeos e outros elementos que possam auxiliar na apuração dos fatos.

conteúdos publicados na internet que sejam notoriamente inverídicos ou apresentados fora de contexto, com potencial para comprometer o equilíbrio do pleito ou a integridade do processo eleitoral, podem ser denunciados por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), canal permanente do TSE. 

Além dos canais da Justiça Eleitoral, as plataformas e redes sociais devem oferecer mecanismos para que usuários denunciem irregularidades em propagandas eleitorais divulgadas por meio do impulsionamento pago de conteúdo

Como identificar notícias falsas 

O TSE recomenda alguns cuidados para verificar a veracidade de informações e reduzir a disseminação das chamadas fake news. Entre as orientações estão: 

  • conferir a autoria da publicação e a autenticidade do perfil responsável pelo conteúdo;
  • observar se a publicação apresenta erros de escrita ou outros sinais que indiquem possível falsidade;
  • verificar se veículos de imprensa reconhecidos divulgaram a mesma informação.

Antes de compartilhar um conteúdo, o eleitor também deve se perguntar: 

  • Quem publicou essa informação?
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18/08/2026 04:20h

Candidato do PL aparece à frente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já Lula lidera no cenário geral, com 43% das intenções de voto, ante 40% de Flávio. Levantamento foi o primeiro encomendado pela Globo

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Segundo o recorte regional da pesquisa Quaest, encomendada pela Globo, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, lidera as intenções de voto nas regiões Norte e Nordeste, em eventual 2º turno contra Flávio Bolsonaro, do PL, com 54% e 61%, respectivamente, ante 35% e 26% alcançados pelo candidato do PL. Já no cenário geral, considerando todos os segmentos analisados, como escolaridade, cor, sexo, entre outros, Lula aparece com 43% das intenções de voto, ante 40% de Flávio.

Ainda seguindo a divisão regional do eleitorado, Flávio Bolsonaro aparece à frente em três regiões. No Sul, marca 54% das intenções, contra 27% de Lula; no Sudeste, aparece com 44%, ante 36% do candidato do PT. Já no Centro- Oeste, o senador marca 48% e Lula 29% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.

Conforme o portal G1.com, considerando os percentuais alcançados por Lula x Flávio no cenário geral de 2º turno – 43% a 40%, respectivamente – e todos os segmentos analisados, há empate técnico entre os candidatos. A explicação é de que a diferença de 3 pontos está dentro da margem de erro.

Ainda em relação ao balanço nacional de 2° turno testado, Lula tem 45% contra 34% de Romeu Zema (Novo), 44% contra 37% de Ronaldo Caiado (PSD) e 44% contra 36% de Renan Santos (Missão).

Cenários regionais

Um dos recortes analisados pela pesquisa para identificar a intenção de voto dos brasileiros considera os segmentos sociais, como faixa de renda, escolaridade, religião, idade e gênero dos eleitores. Além disso, a região também é considerada.

Para a pesquisa Quaest, encomendada pela Globo, Lula também foi testado contra Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).

Considerando o recorte regional para um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 62% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 24% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Norte, com 57% ante 27% do adversário. 

Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece à frente. Ele lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Centro-Oeste, com 49% das intenções de voto, contra 31% de Lula; no Sudeste, com 40% das intenções ante 38% marcadas pelo candidato do PT; e também no Sul, onde marca 50%, ante 28% do petista.

No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste, no Norte e no Centro-Oeste, segundo o recorte por segmentos sociais da Quaest. Além disso, os candidatos empatam com 39% das intenções de voto na Região Sudeste. Já na Região Sul, Zema lidera.

Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema:

  • Nordeste: petista registra 60% das intenções dos participantes ouvidos pela Quaest, contra 24% de Zema;
  • Norte: Lula alcança 59%, ante 24% do candidato do Novo;
  • Centro-Oeste: Lula aparece com 36%, ante 33% de Zema;
  • Sudeste: empate de 39% das intenções de voto;
  • Sul: Zema lidera, somando 42%, ante 32% de Lula. 

Já em um eventual segundo turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem regional apenas no Nordeste e no Norte, conforme o recorte por segmentos sociais. No Nordeste, o petista registra 58% das intenções de voto, contra 28% de Renan Santos. Já no Norte, Lula aparece com 56%, ante 29% do candidato do Novo. 

Renan Santos, por sua vez, lidera em três regiões brasileiras. No Sudeste, Renan alcança 40%, ante 38% do candidato do PT. No Centro-Oeste, 38% contra 33% de Lula, e tem vantagem, ainda, no Sul, onde soma 46%, ante 30% do petista.

Pesquisa Quaest 

Para a pesquisa, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores de forma presencial em todo o país, entre os dias 10 e 13 de agosto. 

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06773/2026.

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17/08/2026 04:35h

Eleitores devem realizar pedido pela página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet ou nos cartórios eleitorais em todo o país

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As eleitoras e os eleitores que estiverem fora do domicílio eleitoral no dia das eleições têm até o dia 20 de agosto para solicitar o voto em trânsito. A solicitação  temporária do local de votação pode ser feita pela página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet ou nos cartórios eleitorais em todo o país. 

O voto em trânsito permite ao eleitor votar fora de sua cidade no dia do pleito, em outro município, desde que seja capital ou cidade com mais de 100 mil eleitores.

A medida não pode ser solicitada para eleitores com domicílio eleitoral no Brasil que estiverem viajando para o exterior.

O pedido de voto em trânsito pode ser feito para cidades distintas em cada um dos turnos. Além disso, alterações ou cancelamentos das solicitações poderão ser feitos até o dia 20 de agosto. 

Como solicitar 

O pedido de habilitação para voto em trânsito deve ser feito de forma online pelo Autoatendimento Eleitoral ou em um cartório eleitoral de forma parcial. 

Na solicitação eletrônica, o eleitor deve clicar no menu "Fazer Transferência temporária do local de votação". Em seguida, deve preencher os dados, consultar os locais com vagas disponíveis e seguir as orientações da página.

Já em caso de atendimento presencial, basta apresentar um documento oficial com foto no cartório eleitoral mais próximo.

Voto em trânsito

Se o local informado estiver dentro do mesmo estado do domicílio eleitoral, a pessoa poderá votar para todos os cargos em disputa, sendo: deputado federal, estadual, distrital, governador, senador e presidente da República.

Já caso a solicitação for para uma cidade fora do estado, o eleitor estará habilitado apenas a votar no Poder Executivo.

Em caso de não comparecimento ao local de votação no dia do pleito, o eleitor deverá fazer a justificativa de ausência, disponibilizada por meio do aplicativo e-Título.

Exterior

Os eleitores que possuem título registrado no exterior poderão solicitar voto em trânsito se estiverem de passagem pelo Brasil. Nesse caso, o voto só poderá ser exercido para o cargo de presidente.

Eleições 2026

Conforme o calendário eleitoral, o 1º turno está marcado para o dia 4 de outubro. Nesta data, serão escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

Se houver, o 2° deve ocorrer no dia 25 de outubro de 2026 com votação para governadores e presidente da República.
 

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17/08/2026 04:15h

Senado aprovou 16 operações de crédito com garantia da União para financiar projetos de infraestrutura, saúde, transporte, saneamento e meio ambiente

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O Senado Federal aprovou 16 empréstimos externos no valor total de US$ 1,87 bilhão para estados e municípios com a garantia da União. Como os entes federativos precisam de autorização federal para contratar financiamentos junto a instituições financeiras internacionais, as operações passaram pela análise do governo federal, que posteriormente encaminhou mensagens ao Senado para autorizar a contratação dos empréstimos. 

Entre as operações aprovadas, duas são destinadas ao município de São Paulo, no valor total de US$ 701,9 milhões. Desse montante, US$ 496,6 milhões serão destinados ao Programa de Redução da Emissão de Gases Poluentes, que prevê a eletrificação da frota de ônibus da capital paulista. O financiamento será concedido pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD)

Outros US$ 205,3 milhões serão utilizados no Programa de Reestruturação e Qualificação da Rede Hospitalar e de Atenção Especializada da Cidade de São Paulo, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

Belo Horizonte (MG) também teve uma operação de crédito aprovada. O município poderá contratar US$ 204 milhões junto ao BID para financiar o Programa de Recuperação Ambiental e Saneamento dos Fundos de Vale e Córregos em Leito Natural de Belo Horizonte

Veja outros empréstimos aprovados pelo Senado 

  • Maceió (AL): US$ 150 milhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, para financiar o Programa de Integração, Desenvolvimento Social e Sustentável de Maceió (MCZ3i), que prevê, entre outras ações, obras para corredores de ônibus na capital alagoana; Salvador (BA): US$ 120 milhões do BIRD para o Projeto Salvador Social, voltado à ampliação do acesso aos serviços públicos de saúde, educação e assistência social; 
  • Minas Gerais: US$ 100 milhões do BID para o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), para financiar políticas ambientais do programa para Descarbonização e Resiliência Climática;
  • Sergipe: US$ 100 milhões do BIRD para financiar o Projeto Crema, voltado à manutenção de rodovias estaduais; 
  • Mato Grosso do Sul: US$ 80 milhões do BID para o projeto de parceria público-privada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul
  • Salvador (BA): US$ 70 milhões do BID para o Programa Salvador Capital Afro, com iniciativas voltadas à promoção do turismo e à valorização da cultura negra; 
  • Maracanaú (CE): US$ 60 milhões da Corporação Andina de Fomento (CAF) para o Programa Maracanaú Sustentável, com investimentos em saneamento básico e na melhoria da infraestrutura pública de saúde, educação e mobilidade; 
  • Paraíba: US$ 50 milhões do BIRD para financiar o projeto Paraíba Rural Sustentável II, voltado ao apoio à agricultura familiar; 
  • Águas Lindas de Goiás (GO): US$ 50 milhões da CAF para investimentos em infraestrutura, saneamento, mobilidade, digitalização, entre outras iniciativas; 
  • Petrolina (PE): US$ 20 milhões do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) para financiar o programa Petrolina Crescer Mais
  • Pará: US$ 15 milhões do BID para o projeto de Concessão para Restauração Ecológica da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu, em Altamira

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