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LOC.: O calendário eleitoral de 2026 vai reduzir o ritmo de votações no Congresso Nacional e empurrar projetos estratégicos para o próximo ano. Os trabalhos legislativos começam em fevereiro, mas devem ser interrompidos já em julho, por causa do recesso ampliado para as eleições. A retomada das votações está prevista apenas para outubro, após o primeiro turno.
Com isso, propostas importantes acabaram ficando para 2026. Na área da segurança pública, a chamada PEC da Segurança deve voltar à pauta este ano. O texto pretende integrar as forças federais, estaduais e municipais no combate ao crime organizado, mas enfrenta resistência de governadores e líderes partidários.
Também ficou para 2026 a votação do Projeto Antifacção, que endurece o combate às organizações criminosas. A proposta virou disputa entre Câmara e Senado, com versões diferentes sobre penas e o papel dos Estados.
Na área trabalhista, a PEC da Jornada 6x1 segue sem consenso. Enquanto a Câmara discute a redução da carga semanal, o Senado já avançou em um modelo diferente. A regulamentação do trabalho por aplicativo também foi adiada após divergências entre trabalhadores, empresas e parlamentares.
No campo institucional, este ano tambem deve ser feita a sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal.
Além disso, duas comissões parlamentares devem encerrar os trabalhos no primeiro semestre: a CPMI do INSS, que investiga descontos indevidos de aposentados, e a CPI do Crime Organizado, no Senado.