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LOC.: O Projeto de Lei 4.497/2024, que reabre por mais 15 anos o prazo para a ratificação de registros imobiliários de imóveis rurais em faixas de fronteira, aguarda sanção do presidente da República, após ser aprovado no Congresso Nacional.
O prazo original, previsto na Lei nº 13.178, de 2015, venceria em 2030. O novo texto estende esse prazo a partir da publicação da futura lei. No entanto, o prazo poderá ser suspenso enquanto o processo de registro estiver em tramitação no cartório ou no Congresso, ou nos casos de proibição jurídica específica ou incapacidade civil do interessado por perda de lucidez.
Parlamentares integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária, a FPA, consideram que a medida cria um novo marco para a regularização dominial em áreas estratégicas do território nacional. É o caso do presidente do colegiado, deputado Pedro Lupion, do Republicanos do Paraná.
Segundo ele, ABRE ASPAS: “Regularizar a faixa de fronteira com a redação aprovada no Senado evita retrocessos e garante estabilidade.” FECHA ASPAS.
Entre outros pontos, a proposta também determina procedimentos a serem adotados pelo Congresso Nacional para a ratificação de imóveis com mais de DOIS MIL HECTARES E MEIO — inclusive de forma tácita, caso o Parlamento não se pronuncie em até DOIS anos.
Outro ponto da matéria trata da atualização das regras de georreferenciamento, que passa a ser obrigatório apenas a partir de 31 de dezembro de 2028. No caso de imóveis de até quatro módulos fiscais, o prazo só valerá depois da regulamentação pelo Poder Executivo.
A exigência, contudo, não será necessária em situações como sucessões, divórcios, partilhas, atualizações cadastrais e garantias reais, sendo mantida apenas para transferências definitivas, como leilões e arrematações.
No início de novembro, o texto foi aprovado pelo Plenário do Senado com alterações, retornando à Câmara para nova análise. Na última terça-feira, 9 de dezembro, os deputados aprovaram o texto por TREZENTOS E DEZ votos favoráveis e CENTO E QUINZE contrários, com os ajustes feitos no Senado.
Reportagem, Marquezan Araújo