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LOC.: Depois de dois anos de mobilização, o sistema associativo brasileiro conseguiu uma vitória no Senado.
Foi aprovado o Projeto de Lei Complementar 108 de 2024, que regulamenta pontos da Reforma Tributária sobre o Consumo.
O texto garante que as contribuições associativas fiquem fora da cobrança do novo Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, e também da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS.
Na versão original, havia previsão de tributação dessas contribuições. Se isso tivesse sido mantido, os custos para entidades sem fins lucrativos poderiam subir em até 28%. O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Alfredo Cotait, comemorou a decisão.
TEC/SONORA: Alfredo Cotait – presidente da CACB
“Foi uma conquista importante da CACB e dos seus parceiros. Agora, como já foi aprovado pelo Senado e segue para a Câmara, espero que os nossos deputados também entendam a importância dessa isenção para as entidades sem fins lucrativos e aprovem a medida, para que possamos continuar o nosso trabalho.”
LOC.: A mudança foi articulada em conjunto com o relator da matéria, senador Eduardo Braga. Representantes da CACB e da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços participaram da negociação.
Entre eles estava o presidente da Associação Comercial e Empresarial do Amazonas, Bruno Pinheiro, que destacou a relevância da medida.
TEC/SONORA: Bruno Pinheiro – presidente da Associação Comercial e Empresarial do Amazonas (ACE-AM)
“O senador Eduardo Braga se sensibilizou, acatou o pleito e viu que ele era justo, porque se trata de uma doação que o empresário faz, tanto na pessoa física quanto, às vezes, na jurídica, para as entidades de classe — que têm um trabalho voluntário — e que atuam como órgão técnico. A grande maioria delas funciona como órgão técnico consultivo dos governos estadual, federal e municipal, são de utilidade pública, e não seria justo que essa doação viesse a ser tributada.”
LOC.: Para os líderes do setor, a aprovação no Senado representa um marco para o futuro do associativismo no Brasil. O projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
Reportagem, Livia Braz