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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Meio Ambiente

Meio Ambiente
25/11/2020 02:00h

Legislação atual estabelece mesmas regras para APPs em zonas urbanas e rurais

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Parado na Comissão de Meio Ambiente (CMA) desde junho do ano passado, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 368/2012, ainda não tem data para ser votado. A proposta dá autonomia aos municípios para determinar a largura da Área de Preservação Permanente (APP) no entorno dos cursos d’água em espaços urbanos. 

De autoria da senadora Ana Amélia (PP/RS), o texto pretende alterar o novo Código Florestal (Lei nº 12.651), estabelecendo que o tamanho mínimo da área de vegetação ao longo de rios e córregos ou no entorno de lagoas, nas áreas urbanas, seja atribuição dos Planos Diretores e Leis Municipais de Uso do Solo. O projeto ressalta que os Conselhos Estaduais e Municipais de Meio Ambiente devem ser ouvidos na delimitação das APPs e que a decisão respeite o plano de defesa civil local. 

Apenas a cidade de São Paulo tem 32 Áreas de Proteção Permanente (APPs), que juntas abrangem mais de 1,5 bilhão de metros quadrados, de acordo com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) da capital paulista. 

Ex-prefeito e ex-secretário de Meio Ambiente do município de Bauru, o deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB/SP) acredita que uma maior independência dada aos municípios deve ser concedida com equilíbrio. “As áreas de preservação permanente urbanas merecem um tratamento diferenciado, mas sou contra deixar para o próprio município decidir em 100% dos casos. Este debate deve ser técnico e balizado pelo Plano Diretor Participativo”, comenta. 

Projeto pretende dar mais autonomia aos municípios na delimitação das áreas de preservação permanente em áreas urbanas

Arte: Brasil 61

Respeito às particularidades

Atualmente, a legislação impõe as mesmas regras para manutenção da vegetação nativa de áreas de preservação permanente, tanto em áreas rurais, quanto em espaços urbanos. A extensão de uma APP varia de acordo com a largura do curso d’água. A faixa mínima de proteção são 30 metros de largura. No entendimento da autora do projeto de lei, a definição não leva em conta as “particularidades” de cada município, o que seria um obstáculo para o desenvolvimento das cidades. 

Quem é favorável à aprovação do projeto defende que cada gestão municipal conhece melhor o seu tipo de solo, regime de chuvas, grau de ocupação, tendência de urbanização e outros fatores para definir a cobertura mais adequada das áreas de preservação associadas aos córregos, lagoas e rios nas cidades. Hoje, a regra é uniforme, de Norte a Sul do país. 

Relator do projeto na CMA, o senador Eduardo Braga (MDB/AM), propõe uma emenda ao texto-base para tornar facultativa e não obrigatória a responsabilidade dos municípios para delimitarem as áreas de preservação permanente. 

Segundo Karlos Gomes, especialista em direito público, o código florestal é muito abrangente e não leva em conta as diferenças entre cada município, o que poderia ser aperfeiçoado com uma legislação mais flexível. “O projeto é muito importante, uma vez que são as autoridades municipais que sabem e têm ciência das demandas daquele municipio, de como devem balancear o crescimento urbano com a preservação ambiental”, acredita. 

Uma lei mais adequada à realidade local, porém, deve vir acompanhada de mecanismos de fiscalização, segundo ele, com o objetivo de evitar avanços ilegais sobre as áreas de preservação permanente.  “O desenvolvimento dessas cidades é muito importante, mas os prefeitos devem ter consciência ambiental, sabendo que o crescimento e a industrialização daquele município não pode afetar o meio ambiente como um todo, porque isso traz prejuízos não só para a população daquele município”, aponta. 

Tramitação

Aprovado nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), o PLS aguarda a apreciação do parecer do relator na CMA. Caso os parlamentares deem o sinal verde para a proposta, ela segue direto para a Câmara dos Deputados, sem a necessidade de passar pelo Plenário do Senado.

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23/11/2020 14:30h

Moradores de Barões de Cocais devem escolher as futuras moradias, para serem transferidos, nesta semana

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Os moradores de Barão de Cocais (MG) precisarão deixar suas casas por conta do risco do rompimento da barragem Norte/Laranjeiras. Os mesmos foram comunicados e devem escolher, nesta semana, as futuras moradias. A informação foi divulgada oficialmente pela empresa Vale. 

A barragem Norte/Laranjeiras integra a Mina de Brucutu, localizada no município de São Gonçalo do Rio Abaixo (MG). A mina é considerada a maior da empresa em Minas Gerais. Mas, segundo a mineradora, a área que seria atingida no caso de um rompimento e que precisará ser evacuada, no entanto, está Barão de Cocais cidade vizinha.

Ao menos 34 pessoas devem se mudar na ação preventiva, uma vez que a barragem não recebe rejeitos.  E, portanto, não faz parte do plano de produção de minério de ferro desde dezembro de 2019.Caberá à companhia prestar toda a assistência necessária às famílias até que a situação seja normalizada.

Além das pessoas, um total de 790 animais também precisarão ser levados para outros locais, segundo a Defesa Civil.

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Meio Ambiente
22/11/2020 23:00h

Municípios do Rio Grande do Sul podem se beneficiar com a proposta, uma vez que legislação atual não traz segurança jurídica e desconsidera particularidades dos municípios

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Parado na Comissão de Meio Ambiente (CMA) desde junho do ano passado, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 368/2012 ainda não tem data para ser votado. A proposta dá autonomia aos municípios para determinar a largura da Área de Preservação Permanente (APP) no entorno dos cursos d’água em espaços urbanos. No Rio Grande do Sul, apenas a capital Porto Alegre, por exemplo, conta com uma extensão de 80,05 km² de áreas de preservação permanente (APPs) em zonas urbanas. 
 
De autoria da senadora Ana Amélia (PP/RS), o texto pretende alterar o novo Código Florestal (Lei nº 12.651), estabelecendo que o tamanho mínimo da área de vegetação ao longo de rios e córregos ou no entorno de lagoas, nas áreas urbanas, seja atribuição dos Planos Diretores e Leis Municipais de Uso do Solo. O projeto ressalta que os Conselhos Estaduais e Municipais de Meio Ambiente devem ser ouvidos na delimitação das APPs e que a decisão respeite o plano de defesa civil local.
 
Segundo o deputado federal Alceu Moreira (MDB/RS), o projeto de lei é positivo, uma vez que permite que as áreas de preservação permanente sejam adequadas à realidade de cada município. “A norma legal das APPs para os centros urbanos é completamente inadequada, porque os centros urbanos, os seus córregos e suas ocupações já existiam antes da própria lei. São áreas consolidadas. O que temos de fazer é termos formas criativas legais para transformar essa ocupação mais ordenada e segura possível, sempre observando a lei do menor dano ambiental”, avalia. 
 
O parlamentar afirma que o modelo de legislação vigente é muito rígido e prejudica o desenvolvimento e bem-estar dos moradores das cidades. “Há moradias que estão se deteriorando, com dificuldade para ser mantidas e elas só podem ser reformadas, porque se forem demolidas, não é possível reconstruir no mesmo lugar”, explica.
 
“A gente não pode imaginar que as pessoas e as casas delas são móveis. Elas são imóveis. As pessoas não moram às margens da cidade porque elas querem. É porque a cidade centrifugou a pobreza por não dar lugar para morar”, complementa.

Arte: Brasil 61
 
Respeito às particularidades

Atualmente, a legislação impõe as mesmas regras para manutenção da vegetação nativa de áreas de preservação permanente, tanto em áreas rurais quanto em espaços urbanos. A extensão de uma APP varia de acordo com a largura do curso d’água. A faixa mínima de proteção são 30 metros de largura. No entendimento da autora do projeto de lei, a definição não leva em conta as “particularidades” de cada município, o que seria um obstáculo para o desenvolvimento das cidades.
 
Quem é favorável à aprovação do projeto defende que cada gestão municipal conhece melhor o seu tipo de solo, regime de chuvas, grau de ocupação, tendência de urbanização e outros fatores para definir a cobertura mais adequada das áreas de preservação associadas aos córregos, lagoas e rios nas cidades. Hoje, a regra é uniforme, de Norte a Sul do País.
 
Relator do projeto na CMA, o senador Eduardo Braga (MDB/AM) propõe uma emenda ao texto-base para tornar facultativa e não obrigatória a responsabilidade dos municípios para delimitarem as áreas de preservação permanente.
 
Segundo Karlos Gomes, especialista em direito público, o código florestal é muito abrangente e não leva em conta as diferenças entre cada município, o que poderia ser aperfeiçoado com uma legislação mais flexível. “O projeto é muito importante, uma vez que são as autoridades municipais que sabem e têm ciência das demandas daquele município, de como devem balancear o crescimento urbano com a preservação ambiental”, acredita. 
 
Uma lei mais adequada à realidade local, porém, deve vir acompanhada de mecanismos de fiscalização, segundo ele, com o objetivo de evitar avanços ilegais sobre as áreas de preservação permanente.  “O desenvolvimento dessas cidades é muito importante, mas os prefeitos devem ter consciência ambiental, sabendo que o crescimento e a industrialização daquele município não podem afetar o meio ambiente como um todo, porque isso traz prejuízos não só para a população daquele município”, aponta.

Em painel que antecede Fórum Amazônia+21, participantes debatem papel das cidades no desenvolvimento sustentável da Amazônia

Tramitação

Aprovado nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), o PLS aguarda a apreciação do parecer do relator na CMA. Caso os parlamentares deem o sinal verde para a proposta, ela segue direto para a Câmara dos Deputados, sem a necessidade de passar pelo Plenário do Senado.

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20/11/2020 23:00h

No final de setembro foram estabelecidos nove horários diários de travesse da balsa

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A situação que envolve a redução dos níveis na calha do Rio Branco ainda pode perdurar por mais alguns meses, caso sejam mantidas as previsões de baixos índices de chuva para esta região. No entanto, o problema que comprometia o serviço de transporte de veículos e de pessoas pela balsa do Passarão deixou de existir. 

Segundo o diretor responsável pela balsa, Diego Barberena, as travessias pela embarcação via Rio Uraricoera, na zona rural de Boa Vista, voltou a patamares considerados dentro da normalidade. “Nós fazemos aproximadamente 3.670 travessias e transportamos cerca de 40 a 50 mil pessoas por ano. Tivemos alguma dificuldade relacionada a encalhamento logo no início da estação da seca, porque o nível do rio baixou muito rápido. Mas, arrumamos o porto do lado das reservas indígenas, e estamos cuidando do manejo da balsa para que não ocorra esse tipo de problema.”

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Barberena explica que, no final de setembro foram estabelecidos nove horários diários de travesse da balsa. “6h30, 8h, 9h30, 11h30, 13h, 14h30, 16h, 17h30 e às 19h”. Com isso, aumentou o número de atendimento da balsa do Passarão. Até então, a embarcação transportava entre 1.200 e 1.500 veículos por semana, atendendo cerca de quatro mil pessoas. Agora, transporta, em média, dois mil veículos por semana, ampliando o atendimento para cerca de seis mil pessoas.

Período de seca

De acordo com dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), a precipitação observada dos últimos dias em Roraima, mostra que o acumulado de chuva no sul do Estado foi abaixo de 50mm.

Segundo o analista ambiental e meteorologista, Ramón Alves, o período seco nesta área deve seguir até março de 2021. Sendo assim, ele avalia que o nível do rio continue caindo ao longo dos próximos dias. “Nesse período, o acumulado de precipitações mensais, às vezes, é abaixo de 100mm.”

E ainda complementa: “a tendência é de que o nível dos rios realmente baixe, por estarmos dentro do período seco. Só em abril, quando começam as primeiras chuvas do período chuvoso, é que os rios tendem a aumentar novamente”, explica o analista.

Dados da Agência Nacional de Águas e da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil, revelam que o nível do rio Branco, que chegou a 6,96m no final do mês de junho, estavam no início deste mês, com 1,23m. Quando, por algum problema técnico, a balsa não está funcionando, um percurso alternativo é feito pelo município de Normandia. No entanto, o trajeto passa a ter um aumento de aproximadamente 100 quilômetros.

Transporte fluvial no Brasil

As características geográficas do Brasil incluem o País entre os mais favoráveis para adotar o modo hidroviário, já que contam com uma rede fluvial e lacustre com 63 mil km de extensão. Desse total, de acordo com a ANTAQ, quase 27 mil km de rios navegáveis e 15 mil km de vias potencialmente navegáveis.  

Além disso, de acordo com informações de um estudo da FGV Transportes, “a Confederação Nacional do Transporte (CNT) levantou que o Brasil utiliza somente 19 mil km de seus rios para o transporte comercial de cargas e passageiros, extensão que corresponde a cerca de 30% de toda sua rede fluvial.

Sobre o transporte de passageiros a estimativa da CNT é de que foram transportados aproximadamente 9,8 milhões de pessoas pelos rios do Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia. Na área que abrange a região Amazônica o transporte fluvial de passageiros é essencial para o deslocamento da população e o abastecimento das comunidades ribeirinhas. Em determinadas localidades, os rios são praticamente o único canal de transporte.

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17/11/2020 23:00h

O programa prevê ações que vão desde a construção de terraços à implantação de fossas sépticas para a melhoria no abastecimento de água das famílias da zona rural

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Treze municípios da região de Campo Mourão, no Paraná, já foram contemplados pelo Programa Estadual de Gestão de Solo e Água em Microbacias. O programa prevê ações que vão desde a construção de terraços à implantação de fossas sépticas para a melhoria no abastecimento de água das famílias da zona rural.

Foram investidos R$ 2,7 milhões em obras nas comunidades rurais, beneficiando 1.775 agricultores familiares. O programa coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento conta com a participação de diversas instituições, entre as quais o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater (IDR-Paraná).

O programa visa a manutenção do meio ambiente, uso racional dos recursos naturais, conservação dos recursos hídricos, solo, atmosfera e preservação da qualidade de vida das pessoas. 

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Para o especialista em Gestão de Projetos do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), João Lucas Fontana, o modelo é bastante significativo, principalmente quando se tem em mente a população mais vulnerável. 

Ele destacou a importância do projeto para a agricultura familiar. “No caso, os agricultores familiares são geralmente os que mais sofrem quando há uma mudança drástica no clima, assim a utilização de estratégias de conservação do solo e da água, e principalmente de uso consciente e sustentável desses recursos, já é por si só uma iniciativa importante para que os agricultores familiares tenham mais segurança na produção”, avaliou.

Em Engenheiro Beltrão, a microbacia Rio Claro foi escolhida para os trabalhos de conservação dos recursos naturais. Agricultores e extensionistas definiram um plano para implantar 12 práticas diferentes, com um valor previsto de R$ 224.499,38. 

Além da proteção de duas nascentes, o projeto prevê ainda construção de seis fossas sépticas na comunidade, ação que deve refletir em melhorias para 56 famílias residentes na região da microbacia.

O ambientalista Charles Dayler considera a implantação de terraços vantajosa tanto para o produtor, quanto para o meio ambiente. Segundo ele, no aspecto da preservação, a medida previne problemas de erosão, por exemplo, que ocorrem quando o solo não é bem cuidado.

Dayler considera que a ideia do programa pode ser aplicada em outros estados, já que quase todos têm equipes de extensão rural. “Vejo como algo positivo essas ações, elas são sim passíveis de replicar em outras microbacias, em outros estados e por aí vai, porque esses estados também pensam da mesma forma, em cuidar do meio ambiente e todos eles têm os extensionistas rurais para cuidar dessas propriedades menores”, disse.

Os extensionistas, que organizam os comitês gestores regionais e locais, acreditam que, com esse trabalho, é possível diminuir a poluição da água, a erosão do solo e o assoreamento do leito dos rios, contribuindo ainda para a preservação da biodiversidade das comunidades rurais e manter a capacidade reprodutiva dos recursos naturais.
 

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11/11/2020 23:00h

A proposta é aumentar a base de cobrança identificando mais empreendimentos possivelmente emissores de poluentes

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A Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estudam a possibilidade de estender a responsabilidade de aplicação da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TCFA) aos 5570 municípios. Atualmente a cobrança é feita pelos Estados. A proposta foi debatida com a Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional durante reunião virtual.

Os valores devem ser pagos por empreendimentos potencialmente poluidores e utilizadores de recursos naturais. De acordo com Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima, o valor é irrisório para os contribuintes, mas o retorno pode ser melhor para as políticas ambientais, pois a nível municipal, aumentaria o número de colaboradores.

“Você ganha aumento expressivo da base de contribuintes porque é o município que sabe onde estão os pequenos empreendimentos. A ideia era chegar em acordos que envolvessem os três níveis de governo, com padronização da cobrança da taxa de fiscalização ambiental sem aumentar o valor, porque isso demandaria alteração de lei.  Um acordo entre Ibama e estado inserido a participação dos municípios com aqueles valores pequenos, mesmo, que estão na Lei Federal nº 6.938/1981 (Política Nacional de Meio Ambiente)”, explica.

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A tarifa é definida pelo cruzamento do grau de potencial poluidor com o porte econômico do empreendimento (Veja a tabela). As informações são fornecidas pelo próprio contribuinte, ao se inscrever no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais (CTF/APP).

No Rio Grande do Sul, parte dos municípios aderiram ao tributo. De acordo com secretário municipal de Meio Ambiente de Novo Hamburgo, Udo Sarlet, o estado passou por algumas etapas de adaptação, mas deverá ter o retorno da política ainda este ano.

“Uma vez que os municípios vislumbrem a chegada desse aporte, desses valores para os seus fundos municipais de meio ambiente, com certeza a fiscalização e a obrigação do empreendedor de fazer esse recolhimento vai engordar o pacote. Quer dizer, isso com certeza abriria essa compensação e houve o entendimento de que sim. Penso que no final do ano vamos ter a assinatura dos acordos e os repasses aos municípios que estão com a legislação em dia”, relatou.

A TCFA está prevista no art. 17-B da Lei Federal nº 6.938/1981 (Política Nacional de Meio Ambiente), regulamentada pelo Ibama por meio da Instrução Normativa nº 17, de 2011, republicada no DOU de 20 de abril de 2012.

O que é ANAMMA?

A Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou vínculos partidários, representativa do poder municipal na área ambiental, com o objetivo de fortalecer os Sistemas Municipais de Meio Ambiente para implementação de políticas ambientais de preservação dos recursos naturais.

A ANAMMA foi fundada em 1988, em Curitiba, e tem como principais objetivos promover o fortalecimento dos Sistemas Municipais de Meio Ambiente  (SISMUMAs), no âmbito do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA); Intensificar a participação dos municípios na definição e execução da política ambiental do País, integrando os Conselhos Estaduais de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama); Cooperar na captação de recursos necessários ao desenvolvimento pelos municípios de projetos atinentes ao meio ambiente; Realizar congressos, encontros, simpósios, seminários, reuniões e cursos para estudo e debate de problemas vinculados aos seus objetivos.

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Meio Ambiente
11/11/2020 15:30h

O trabalho é feito junto à equipe técnica, levando em conta a legislação federal, estadual e municipal

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Começou dia 9 e vai até 13 de novembro o trabalho de repasse das atividades potencialmente poluidoras de baixo impacto e instrução dos procedimentos de licenciamento ambiental na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Mirante da Serra, em Rondônia. O processo será realizado pela Assessoria de Descentralização Ambiental (Asdea) da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Na avaliação da assessora de Descentralização Ambiental, Suélen Grego a realização de instrução dos procedimentos de licenciamento ambiental no município é necessária. Isso inclui etapas, instrumentos de licenciamento, prazos, aplicabilidade e outros procedimentos. O trabalho é feito junto à equipe técnica, levando em conta a legislação federal, estadual e municipal.

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A orientação é de que a Secretaria realize atividades de Educação Ambiental voltados para a regularização dos empreendimentos quanto ao licenciamento. O processo também deve alertar a população sobre os novos procedimentos e acerca da relevância do licenciamento ambiental das empresas, junto ao órgão ambiental municipal.

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05/11/2020 14:00h

Companhia vai reciclar sobras de obras para melhorar a reposição do pavimento asfáltico nos serviços em ruas da capital

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A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São (Sabesp) firmou contrato para implantação de uma usina de reciclagem para produção de base asfáltica a partir de resíduos de obras de saneamento. A solução sustentável deve melhorar a qualidade da reposição do pavimento nos serviços da Companhia em vias públicas e reduzir o descarte de resíduos sólidos em aterros. 

A iniciativa atende à estratégia da Sabesp de adotar o conceito inovador de economia circular, que foca na otimização e no reaproveitamento de materiais, reduzindo custos e beneficiando o meio ambiente.

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A usina de reciclagem foi contratada por meio de licitação, vencida pelo consórcio Reintegrar, formado pelas empresas Fremix e Soebe. Serão investidos no projeto R$ 29,6 milhões em 30 meses.

Com a reciclagem das sobras de obras, a Companhia deixará de descartar ao ano 150 toneladas de material nos aterros sanitários, o que atende às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
 

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05/11/2020 09:50h

Iniciativa busca oportunidades de implementação de negócios sustentáveis para aproveitar os diferenciais competitivos do bioma

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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lançou nesta semana a 1ª Escola de Negócios da Floresta Amazônica. A iniciativa pioneira no país é voltada para a implementação de negócios que garantam o desenvolvimento econômico, a inclusão e equidade social, respeitando os ecossistemas e sociedades da Amazônia.

O curso é voltado para a gestão e empreendedorismo associado à conservação ambiental. Por esse motivo, quem se interessar pela iniciativa de formação deve ter graduação e estar em busca de ampliar o conhecimento sobre aspectos amazônicos relacionados às diferentes faces do mundo dos negócios. O projeto formará gestores de cadeias produtivas, empreendedores ou consultores em negócios das Florestas Tropicais.

Fórum discute desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal

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O projeto conta com o apoio de diferentes instituições, como o Instituto de Estudos Avançados (IEA) e a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA), da Universidade de São Paulo (USP) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

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Meio Ambiente
04/11/2020 11:25h

Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem vai realizar obras para alterar o tráfego em Itati a partir desta quarta-feira (4)

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Nesta quarta-feira (04), o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) inicia a construção de seis passagens de fauna na Rota do Sol (ERS-486), em Itati (RS). As estruturas subterrâneas serão implantadas no trecho da Reserva Biológica Estadual Mata Paludosa e vão provocar alterações no tráfego por um período estimado em 20 dias.

A ação é resultado de estudos que a autarquia elaborou entre outubro de 2017 e março de 2018 e revelou dados sobre acidentalidade e atropelamentos de animais silvestres no trecho. O levantamento foi determinado por uma ação civil pública e apontou que três espécies de anfíbios existentes no local integram o grupo de animais ameaçados de extinção listados pelo Decreto Estadual 51.797/2014. É o caso da perereca-castanhola (Itapotihyla langsdorffii), perereca-risadinha (Ololygon rizibilis) e perereca-macaca (Phyllomedusa distincta).

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As passagens serão implantadas de forma transversal à rodovia, viabilizando a travessia segura dos animais. De acordo com as instruções para as obras, os túneis serão formados com peças pré-moldadas fixadas sobre uma laje de concreto. Adicionalmente, cada um dos seis pontos contará com cercas-guia na faixa de domínio, a fim de direcionar o deslocamento dos animais para as passagens. A coordenação dos serviços – que integram o Programa de Monitoramento de Fauna, vinculado ao licenciamento ambiental da Rota do Sol – cabem ao Daer, e a execução, à empresa Invicta Engenharia. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem é um órgão vinculado à Secretaria de Logística e Transportes.

 

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