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Baixar áudioA escassez de mão de obra já impacta diretamente a rotina e os resultados dos produtores rurais brasileiros. Quase 95% dos empregadores consultados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmam ter alguma dificuldade para contratar trabalhadores no campo.
O levantamento, realizado em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), mostra ainda que 84,3% dos produtores operam com um quadro de funcionários inferior ao necessário. O problema não se limita à contratação: 88,3% afirmam ter enfrentado algum tipo de consequência produtiva por causa da falta de trabalhadores.
Entre os principais impactos estão atrasos nas operações, apontados por 48,7% dos produtores, e adiamento ou desistência de planos de expansão, relatados por 48%. Outros 43,9% registraram aumento dos custos com mão de obra, enquanto 42,6% anteciparam investimentos em mecanização e automação. Já 42% relataram redução da produção.
A dimensão do problema aparece também na percepção dos próprios produtores. Para 44,5%, a mão de obra é hoje o principal desafio enfrentado no campo, à frente de fatores como custos, clima e preços.
O cenário tem acelerado a transformação tecnológica da agropecuária. 88,8% dos produtores disseram ter buscado alguma alternativa para enfrentar a falta de trabalhadores, incluindo investimentos em tecnologia, medidas para atrair e reter profissionais, mudanças na atividade produtiva e aumento da terceirização. A mecanização aparece como a principal estratégia adotada individualmente.
Mesmo diante da escassez, o setor ampliou significativamente sua produtividade. Segundo o estudo, entre 1995 e 2025, a produtividade por hora trabalhada na agropecuária brasileira cresceu 515%, enquanto a produtividade por hora trabalhada no conjunto da economia avançou 28%.
Outro indicador mostra a mudança estrutural do campo: entre 2012 e 2025, a área agrícola aumentou 43,2%, enquanto o número de empregados por 100 hectares caiu 38,5%. Para a CNA, a própria dificuldade de contratação passou a estimular investimentos em tecnologia, com o objetivo de elevar a produtividade e melhorar as condições oferecidas aos trabalhadores.
A pesquisa aponta que a redução da disponibilidade de trabalhadores rurais está relacionada a transformações demográficas e sociais, como o aumento da escolarização, a expansão de oportunidades de emprego fora do setor agropecuário e o avanço da urbanização.
Os resultados foram apresentados pela economista da CNA Isabel Mendes durante o evento Agenda Brasil – Crescimento, Emprego e Competitividade, realizado pelo Sistema CNA/Senar em parceria com o Estadão.
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Baixar áudioO Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que auditores fiscais de estados e municípios devem continuar submetidos aos tetos remuneratórios estabelecidos em seus respectivos entes federativos. A decisão foi unânime e tomada em sessão virtual encerrada em 18 de agosto.
A discussão ocorreu na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.882, apresentada pela Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais e pela Confederação Nacional de Carreiras e Atividades Típicas de Estado.
As entidades defendiam que a Reforma Tributária de 2023 teria conferido caráter nacional à carreira de auditor fiscal. Com esse entendimento, pediam que os profissionais fossem submetidos ao teto remuneratório aplicável aos ministros do STF, em vez dos limites definidos nos estados e municípios.
Relator da ação, o ministro Gilmar Mendes rejeitou o argumento. Segundo ele, os auditores fiscais não integram uma carreira de caráter nacional, uma vez que a Constituição distribui entre União, estados, Distrito Federal e municípios as competências relacionadas à administração tributária.
Na avaliação do ministro, a Reforma Tributária não alterou essa estrutura. As mudanças estabeleceram mecanismos de cooperação e coordenação entre as administrações tributárias, mas não promoveram a unificação das carreiras ou dos respectivos planos funcionais.
Gilmar Mendes também lembrou que o STF já reconheceu a constitucionalidade da existência de limites remuneratórios próprios para servidores estaduais e municipais.
A previsão está relacionada à Emenda Constitucional 41, de 2003, que estabeleceu regras para os limites de remuneração no serviço público. Dessa forma, permanece válida a aplicação dos tetos correspondentes a cada ente federativo aos auditores fiscais estaduais e municipais.
A decisão do relator foi acompanhada pelos demais ministros no julgamento da ADI 7.882.
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Baixar áudioO Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) deverá divulgar, em 31 de agosto de 2027, o coeficiente de participação de cada estado e município na distribuição da receita do novo tributo criado pela Reforma Tributária sobre o consumo.
A previsão foi apresentada pelo primeiro vice-presidente do CGIBS e secretário municipal da Fazenda de São Paulo, Luis Felipe Vidal Arellano, durante debate sobre os desafios da transição para o novo sistema tributário, realizado na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo.
Até a divulgação dos coeficientes, as informações fiscais referentes ao período de 2019 a 2026 terão papel fundamental no cálculo da participação de cada ente federativo.
A Reforma Tributária altera não apenas a forma de tributação do consumo, mas também o modelo de distribuição da receita entre estados e municípios.
O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá gradualmente o ICMS, de competência estadual, e o ISS, de competência municipal. Diferentemente do sistema atual, a nova tributação será baseada no princípio do destino. Com isso, a receita do imposto será direcionada principalmente ao local onde ocorre o consumo, e não à origem da operação.
No entanto, a mudança não será imediata. Uma transição direta para o princípio do destino poderia provocar variações expressivas na arrecadação de determinados estados e municípios. Por isso, a reforma estabeleceu um período de transição de longo prazo para reduzir o impacto das perdas e dos ganhos de receita entre os entes.
Segundo o CGIBS, essa transição ocorrerá gradualmente entre 2029 e 2078. Nos primeiros anos, 80% da receita do IBS destinada aos municípios será distribuída com base no histórico de arrecadação do ISS e na cota-parte municipal do ICMS. Os 20% restantes seguirão o critério relacionado ao destino do consumo.
Nesse contexto, o coeficiente servirá para determinar a participação do município na parcela histórica. Essa composição será alterada gradualmente ao longo da transição, reduzindo a influência do modelo histórico e ampliando o peso do destino.
O advogado tributarista e sócio do Tax Group, Luís Garcia, explica que o coeficiente representa, na prática, a fatia do bolo que cada estado e município tem na divisão da receita do IBS.
“Esse coeficiente é vital, porque vai garantir que nenhum estado ou cidade perca receitas de forma abrupta, permitindo que os prefeitos e governadores planejem o seu caixa e as despesas relacionadas à saúde, educação, segurança, etc., sem que tenha grandes variações nos próximos anos”, afirma.
Segundo Garcia, municípios pequenos com alta concentração de empresas prestadoras de serviços estão entre os que podem enfrentar maiores perdas de arrecadação com a mudança, já que tendem a ter menor participação no consumo de bens e serviços produzidos em outras localidades.
“Eventualmente isso pode ser compensado pela questão do coeficiente de participação. Mas há dúvidas se efetivamente isso vai conseguir equalizar a situação atual. Portanto, há a necessidade, por parte desses municípios, de um forte planejamento, além de se buscar diversificação da economia por meio de soluções arrecadatórias”, orienta.
O CGIBS também alertou os municípios para a importância da qualidade das informações fiscais referentes aos anos de 2019 a 2026. Esses dados serão utilizados na definição dos coeficientes de participação.
“O ativo mais valioso de uma prefeitura hoje não é a sua projeção de IBS, é a qualidade das suas informações fiscais de 2019 a 2026. ISS lançado, ISS arrecadado, dívida ativa, cota-parte recebida, tudo declarado de forma consistente. Cada real de ISS não declarado corretamente nesse período é um real que não entra no numerador do coeficiente e que deixa de ser recebido, com correção, por quase cinco décadas”, destacou Arellano.
Após a divulgação dos coeficientes, estados e municípios terão 30 dias para apresentar contestação caso discordem do resultado. O CGIBS terá, então, até 90 dias para analisar e responder aos questionamentos.
Além da transição gradual, o novo sistema prevê a retenção de 5% de toda a receita arrecadada com o IBS para compensar os entes federativos que registrarem maiores perdas relativas durante a mudança do modelo de distribuição.
O objetivo é reduzir o impacto financeiro da redistribuição da arrecadação e evitar perdas abruptas para os governos locais.
Para Garcia, o mecanismo funcionará como uma espécie de fundo de proteção para os entes mais afetados pela transição. “Se o seu município arrecadava muito e passa a arrecadar menos temporariamente, esses 5% retidos voltam para a cidade para equilibrar as contas públicas”, conclui.
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Baixar áudioA expansão das atividades das guardas municipais nos últimos anos não tem sido acompanhada de recursos financeiros e humanos suficientes para investimentos adequados na segurança pública. É o que revela pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM), realizada com 1.628 administrações municipais.
Conforme o levantamento, as guardas municipais estão presentes em 428 municípios, o equivalente a 26% dos participantes da pesquisa. Outros 413 municípios pretendem criar essas estruturas, o que pode indicar a duplicação da quantidade de guardas municipais nos próximos anos.
Além da proteção patrimonial, função original das guardas e exercida por 80% delas, o estudo revela que esses profissionais têm atuado em outras atividades de segurança pública. Confira as funções mais recorrentes:
Para o especialista em segurança pública e professor do Ibmec Brasília, Fagner Dias, a ampliação das atribuições exige investimentos em estrutura, efetivo e, principalmente, capacitação.
“Os riscos dessa ampliação de atribuições são enormes. Pensando somente na guarda municipal, ela precisa não só de uma ampliação de efetivo para atendimento, mas precisa de estrutura, de capacitação constante, porque segurança pública é muito sensível a uma boa capacitação. A gente está no limiar entre o atendimento de qualidade ao cidadão e a extrapolação e a violação desses direitos”, afirma.
Dias também alerta para a possibilidade de sobreposição de tarefas entre as diferentes forças de segurança. Segundo ele, a ampliação das funções sem uma estrutura integrada pode gerar retrabalho e elevar os custos operacionais.
“Isso, claramente, dá uma sobreposição de tarefas e retrabalho. Não adianta só falar que coloquei pessoas na rua, se coloco essas pessoas despreparadas, fazendo um retrabalho com protocolos diferentes, porque isso atinge diretamente a sociedade e tem custos altíssimos nos processos administrativos”, avalia.
A pesquisa identificou que os gastos dos municípios com segurança pública cresceram 66% de 2016 para 2025. Segundo a CNM, o avanço representa um crescimento quatro vezes e meio maior que o registrado pela União, de 12%, e quase três vezes superior ao dos governos estaduais, de 25%, no mesmo período.
Na pesquisa, os gestores apontaram a falta de recursos financeiros como o principal desafio na área de segurança, citada por 74% dos entrevistados. Também foram mencionadas a insuficiência de efetivo, por 57%, a estrutura física inadequada, por 43%, e a falta de capacitação, por 30%.
Os resultados, segundo a CNM, indicam que os municípios têm ampliado o número de guardas e o campo de atuação desses profissionais com recursos próprios. A entidade defende que a integração dos municípios ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) “somente será plena quando houver financiamento federal continuado e sustentável para todos os municípios atuarem efetivamente”, destaca a CNM, em nota.
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Baixar áudioNesta sexta-feira (28), os municípios brasileiros recebem mais de R$ 4,6 bilhões referentes ao terceiro decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é cerca de 3% menor do que o repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de quase de R$ 4,8 bilhões.
O especialista em orçamento público, Cesar Lima, avalia que a redução pode estar relacionada às mudanças na tributação.
“Segundo algumas análises realizadas, isso pode estar sendo impactado pela adequação do IPI. A reforma tributária, que está em um calendário de transição e pode ter esse impacto nos resultados do FPM. De outra forma, seguiremos acompanhando os resultados para os próximos decêndios e verificando se é uma posição que se mantém”, afirma Lima.
São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de agosto, com quase R$ 570 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Americana, Araçatuba, Cotia e Limeira, cada um recebendo mais de R$ 2,4 milhões.
Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de R$ 566,8 milhões. No estado, Divinópolis, Governador Valadares e Ipatinga estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2,6 milhões.
Até o dia 25 de agosto de 2026, um total de 24 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:
Domingos Martins (ES)
De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios estão relacionadas a diversos motivos, como a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).
A suspensão dos valores é temporária e, após a regularização da pendência pelo município, a transferência volta à normalidade. Os recursos do FPM costumam ser aplicados no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
O FPM é um repasse obrigatório da União para as prefeituras, criado pela Emenda Constitucional nº 18, de 1965, e regulamentado pelo Código Tributário Nacional, em 1966.
Os valores são repassados de forma recorrente. O repasse é formado por uma parcela da arrecadação de dois impostos federais: o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A distribuição dos recursos entre os municípios segue coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados com base na população de cada cidade, segundo dados oficiais.
O Fundo é repassado às prefeituras a cada dez dias — nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Se a data cair em fim de semana ou feriado, o repasse é antecipado para o dia útil anterior. E cada repasse tem como base a arrecadação dos dez dias anteriores.
Os recursos são divididos entre os municípios, considerando uma divisão de três grupos, e cada coletivo fica com um percentual do total.
Confira como é feita a divisão do repasse:
Copiar o textoCafé robusta também apresenta baixa, enquanto açúcar e milho registram valorização
Baixar áudioO preço do café arábica abre esta quinta-feira (27) com baixa de 1,12%, com a saca de 60 kg negociada a R$1.800,79 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve uma baixa de 1,20%, sendo comercializado a R$1.036,13.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 1.800,79 | -1,12% | 3,25% | 349,40 |
| 25/08/2026 | 1.821,25 | -0,29% | 4,42% | 353,85 |
| 24/08/2026 | 1.826,58 | 1,27% | 4,72% | 354,40 |
| 21/08/2026 | 1.803,76 | -0,98% | 3,42% | 350,79 |
| 20/08/2026 | 1.821,66 | 0,94% | 4,44% | 350,72 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 1.036,13 | -1,20% | -5,16% | 201,03 |
| 25/08/2026 | 1.048,71 | -0,94% | -4,01% | 203,75 |
| 24/08/2026 | 1.058,71 | 0,64% | -3,10% | 205,41 |
| 21/08/2026 | 1.051,93 | -1,33% | -3,72% | 204,58 |
| 20/08/2026 | 1.066,15 | 0,33% | -2,42% | 205,27 |
O preço do açúcar cristal apresentou alta de 1,37% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$107,98.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 107,98 | 1,37% | 18,01% | 20,95 |
| 25/08/2026 | 106,52 | 0,96% | 16,42% | 20,70 |
| 24/08/2026 | 105,51 | 1,09% | 15,31% | 20,47 |
| 21/08/2026 | 104,37 | 0,00% | 14,07% | 20,10 |
| 20/08/2026 | 104,37 | 1,83% | 14,07% | 20,10 |
Em Santos (SP), houve uma alta de 1,01%, e a mercadoria é negociada a R$125,41 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 125,41 | 1,01% | 17,99% | 24,30 |
| 25/08/2026 | 124,15 | -1,37% | 16,80% | 24,11 |
| 24/08/2026 | 125,87 | -0,50% | 18,42% | 24,44 |
| 21/08/2026 | 126,50 | 0,39% | 19,01% | 24,50 |
| 20/08/2026 | 126,01 | 0,64% | 18,55% | 24,30 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$68,79, após uma alta de 0,53%.
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 68,79 | 0,53% | 5,43% | 13,35 |
| 25/08/2026 | 68,43 | 0,35% | 4,87% | 13,29 |
| 24/08/2026 | 68,19 | 0,43% | 4,51% | 13,23 |
| 21/08/2026 | 67,90 | 0,24% | 4,06% | 13,20 |
| 20/08/2026 | 67,74 | 0,52% | 3,82% | 13,04 |
Os dados são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
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Baixar áudioA saca de 60 quilos da soja inicia esta quinta-feira (27) com aumento no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão apresenta alta de 0,57%, com a saca negociada a R$ 154,57. Em Paranaguá, a alta foi de 1,31 %, levando a cotação para R$ 148,00.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 148,00 | 1,31% | 7,82% | 28,71 |
| 25/08/2026 | 146,08 | -0,16% | 6,42% | 28,38 |
| 24/08/2026 | 146,31 | -0,27% | 6,59% | 28,39 |
| 21/08/2026 | 146,70 | 0,31% | 6,87% | 28,53 |
| 20/08/2026 | 146,24 | 1,53% | 6,53% | 28,16 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 154,57 | 0,57% | 6,67% | 29,99 |
| 25/08/2026 | 153,70 | -0,10% | 6,07% | 29,86 |
| 24/08/2026 | 153,86 | 0,12% | 6,18% | 29,85 |
| 21/08/2026 | 153,68 | -0,61% | 6,05% | 29,89 |
| 20/08/2026 | 154,63 | 1,97% | 6,71% | 29,77 |
O trigo teve aumento de preço no Paraná e no Rio Grande do Sul.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.454,12. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.340,05.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 1.340,05 | 0,23% | 1,37% | 260,00 |
| 25/08/2026 | 1.336,93 | 0,98% | 1,14% | 259,75 |
| 24/08/2026 | 1.323,93 | -0,21% | 0,16% | 256,87 |
| 21/08/2026 | 1.326,73 | 0,00% | 0,37% | 258,02 |
| 20/08/2026 | 1.326,73 | 0,38% | 0,37% | 255,4 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 1.454,12 | 0,81% | 3,43% | 282,13 |
| 25/08/2026 | 1.442,46 | 0,24% | 2,60% | 280,25 |
| 24/08/2026 | 1.438,99 | -0,54% | 2,35% | 279,20 |
| 21/08/2026 | 1.446,76 | 0,19% | 2,90% | 281,36 |
| 20/08/2026 | 1.444,03 | 0,00% | 2,71% | 278,02 |
Os dados são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
Copiar o textoFrango congelado e resfriado apresentam alta, enquanto carcaça suína permanece estável
Baixar áudioO preço do boi gordo teve redução nesta quinta-feira (27). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 342,50.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 342,50 | -0,25% | -1,17% | 66,45 |
| 25/08/2026 | 343,35 | 0,04% | -0,92% | 66,71 |
| 24/08/2026 | 343,20 | 0,00% | -0,97% | 66,74 |
| 21/08/2026 | 343,20 | -0,72% | -0,97% | 66,74 |
| 20/08/2026 | 345,70 | 0,25% | -0,25% | 66,56 |
No mercado de frango, os valores apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,30, enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 7,27.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 7,30 | 0,14% | 2,24% |
| 25/08/2026 | 7,29 | 0,00% | 2,10% |
| 24/08/2026 | 7,29 | 0,97% | 2,10% |
| 21/08/2026 | 7,22 | 0,70% | 1,12% |
| 20/08/2026 | 7,17 | 0,00% | 0,42% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 7,27 | 0,14% | 1,68% |
| 25/08/2026 | 7,26 | 0,00% | 1,54% |
| 24/08/2026 | 7,26 | 0,28% | 1,54% |
| 21/08/2026 | 7,24 | 0,84% | 1,26% |
| 20/08/2026 | 7,18 | 0,00% | 0,42% |
Já a carcaça suína especial teve estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,38.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra declínio no preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 4,56.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| Data | Média | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | 7,38 | 0,00% | -10,22% |
| 25/08/2026 | 7,38 | 1,51% | -10,22% |
| 24/08/2026 | 7,27 | -1,49% | -11,56% |
| 21/08/2026 | 7,38 | 0,00% | -10,22% |
| 20/08/2026 | 7,38 | 0,00% | -10,22% |
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|---|
| 26/08/2026 | MG - posto | 5,02 | 0,00% | -4,74% |
| 26/08/2026 | PR - a retirar | 4,53 | -1,52% | -2,58% |
| 26/08/2026 | RS - a retirar | 4,62 | -1,28% | -2,94% |
| 26/08/2026 | SC - a retirar | 4,56 | -2,77% | -5,98% |
| 26/08/2026 | SP - posto | 4,86 | 0,00% | -4,71% |
Os dados são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
Copiar o textoDivisa norte-americana avançou diante de dados de consumo e inflação dos Estados Unidos
Baixar áudioO dólar encerrou o pregão desta quarta-feira (26) cotado a R$ 5,14, após operar em alta durante a manhã.
Na abertura dos negócios, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,15, com avanço de 0,34% às 10h15, no horário de Brasília.
O movimento ocorreu após a divulgação de dados sobre os gastos de consumo nos Estados Unidos. O índice de preços de gastos com consumo pessoal, o PCE, subiu 0,2% em julho. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 3,7%, acima da meta de 2% do Federal Reserve.
O resultado reforçou a atenção dos investidores para os próximos passos da política monetária norte-americana, já que uma inflação mais persistente pode dificultar eventuais cortes de juros pelo Fed.
No exterior, o DXY, índice que mede a força do dólar diante de uma cesta de moedas de países desenvolvidos, também apresentou valorização durante o pregão.
Cotação do euro
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,00.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1942 | 0,1665 | 0,1428 | 30,9334 | 0,1564 | 0,2695 | 0,2705 |
| USD | 5,1499 | 1 | 0,8581 | 0,7356 | 159,31 | 0,8054 | 1,3877 | 1,3940 |
| EUR | 6,0060 | 1,1654 | 1 | 0,8572 | 185,66 | 0,9386 | 1,6172 | 1,6245 |
| GBP | 7,0045 | 1,3594 | 1,1666 | 1 | 216,58 | 1,0949 | 1,8864 | 1,8950 |
| JPY | 3,23272 | 0,627707 | 0,53862 | 0,461724 | 1 | 0,5055 | 0,87107 | 0,87497 |
| CHF | 6,3944 | 1,2417 | 1,0655 | 0,9134 | 197,81 | 1 | 1,7230 | 1,7309 |
| CAD | 3,7112 | 0,7206 | 0,6184 | 0,5301 | 114,81 | 0,5804 | 1 | 1,0046 |
| AUD | 3,6972 | 0,7173 | 0,6156 | 0,5276 | 114,29 | 0,5778 | 0,9955 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioO Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira (26) aos 174.586,26 pontos, após alta de 0,01%.
O principal índice da Bolsa brasileira abriu praticamente estável, mas passou a operar em alta durante a manhã. Por volta das 11h, o indicador avançava 0,88%, aos 176.150 pontos.
O movimento foi sustentado principalmente pela valorização de ações da Vale e de grandes bancos, em meio à rotação dos investidores para empresas consideradas mais tradicionais e ligadas à economia real.
Durante o pregão, o Ibovespa chegou a superar a marca de 176 mil pontos, mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou praticamente estável. Com o resultado, o índice alcançou a sexta alta consecutiva.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram o IPCA-15, que apresentou deflação de 0,40% em agosto. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,24%, resultado que ficou abaixo do teto da meta de inflação.
Nos Estados Unidos, a atenção ficou voltada para os dados de inflação. O PCE, índice acompanhado de perto pelo Federal Reserve, permaneceu acima da meta de 2%, aumentando a cautela sobre os próximos passos dos juros americanos.
Ações em alta no Ibovespa
Telecomunicacoes Brasileiras SA (TELB3F) +39,07%
Ações em queda no Ibovespa
Recrusul SA Pfd (RCSL4) -24,00%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.921.392.823, em meio a 3.694.066 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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