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Baixar áudioA adoção do voto distrital misto no Brasil foi tema de uma reunião entre os presidentes da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, e da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, nesta quarta-feira (28), em Brasília (DF). As duas entidades pretendem aprofundar o debate e identificar pontos de convergência em torno da proposta, que também entrou na agenda da Câmara dos Deputados.
O sistema, utilizado em países como Alemanha e Nova Zelândia, combina a eleição de representantes por distritos eleitorais com a distribuição proporcional de vagas entre os partidos. A proposta busca aproximar os parlamentares de suas bases regionais sem eliminar a representação proporcional no Legislativo.
O assunto foi discutido na sede da CNM no mesmo dia em que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniu com líderes partidários e afirmou que pretende colocar o tema em debate para uma possível votação ainda em 2026.
Na avaliação de Cotait, a articulação entre as duas confederações pode contribuir para o avanço das discussões. “Nosso objetivo é juntar esforços das duas entidades e manter parceria para defender projetos de interesse comum. O primeiro projeto que apresentamos é a questão do voto distrital misto”, disse.
“A partir de agora, nós vamos nos aprofundar nessa discussão para ver que pontos de convergência nós vamos ter para a evolução desse projeto. Eu espero realmente que a gente possa ter grandes avanços daqui para frente”, acrescentou Cotait Neto, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e a Associação Comercial de SP (ACSP).
No voto distrital misto, metade das vagas de cada estado seria preenchida por candidatos eleitos em distritos eleitorais, por meio de disputas majoritárias. A outra metade seria distribuída de acordo com a votação proporcional dos partidos, que definem listas de candidatos.
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Assim, o eleitor votaria duas vezes para escolher representantes do Legislativo: em um candidato de seu distrito e em um partido ou lista partidária. O sistema combina a representação direta de regiões com a participação proporcional das legendas, preservando espaço para diferentes partidos e correntes de pensamento no parlamento.
“O presidente Paulo achou muito interessante, e nós vamos nos aprofundar agora nessa discussão para ver quais pontos de convergência nós vamos ter para a evolução desse projeto. Portanto, foi muito boa essa reunião. O presidente Paulo nos recebeu com a sua fidalguia e com a sua amabilidade. Eu espero realmente que a gente possa ter grandes avanços daqui para frente”, destacou o presidente da CACB.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou que a reforma política é necessária e defendeu a discussão de outras mudanças, como a coincidência dos mandatos eletivos. Segundo ele, a realização de eleições a cada dois anos gera despesas que recaem sobre a sociedade.
“Acho que é necessária a reforma política, e isso tem que sair. São muitos gastos com eleições ocorrendo a cada dois anos, e isso recai na sociedade que paga impostos. Assim como essa medida, a coincidência de mandato implica em benefícios, e acho que a nossa parceria [com a CACB] pode abarcar essas e outras situações. A CNM está disposta a construir um grupo de trabalho para debater esse assunto”, afirmou.
Durante o encontro, Cotait entregou ao presidente da CNM um estudo com dados sobre o voto distrital misto. A reunião também contou com a participação de Gustavo de Lima Cezário, executivo e gerente de Relações Institucionais do Sebrae Nacional.
Pela CACB, participaram também estiveram presentes João Andrade, diretor de Relações Governamentais, e João Faustino, assessor da mesma diretoria.
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Baixar áudioA política industrial brasileira recebeu R$ 755,2 bilhões em crédito para financiar 610 mil projetos entre 2023 e junho de 2026. Os dados, compilados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), integram o Radar da Indústria nº 7 e apontam a ampliação dos recursos destinados ao setor.
Entre os principais instrumentos de financiamento da Nova Indústria Brasil (NIB) está o Plano Mais Produção (P+P). O volume anual de aprovações do mecanismo passou de R$ 155 bilhões, em 2023, para R$ 225,1 bilhões, em 2025, uma alta nominal de aproximadamente 45%.
Os recursos do P+P estão distribuídos entre diferentes frentes da política industrial:
Além do Plano Mais Produção, o Radar da Indústria também considera outras iniciativas como o Brasil Mais Produtivo, o Mover, a Depreciação Acelerada e as linhas de financiamento voltadas à inovação e à transformação ecológica.
Para a gerente de Desenvolvimento Produtivo da CNI, Samantha Cunha, os instrumentos são importantes para que as empresas enfrentem os atuais desafios do setor.
“Todos esses recursos são relevantes para que a indústria consiga responder aos atuais desafios produtivos, tecnológicos e de competitividade, como, por exemplo, a transição ecológica — com desafios de sustentabilidade — e a transformação digital”, afirma.
Na distribuição regional, o Sudeste concentrou cerca de 46% dos R$ 695 bilhões em financiamentos para os quais há informações regionalizadas. Na sequência, aparecem:
Apesar da concentração dos recursos no Sudeste, os dados mostram avanços em outras regiões. Entre 2023 e 2025, as aprovações de crédito para projetos no Norte cresceram cerca de 72%. No mesmo período, as expansões foram de aproximadamente 57% no Sudeste e 55% no Sul.
A transformação ecológica, que abrange iniciativas de descarbonização, transição energética e desenvolvimento de projetos de baixo carbono, também ganhou espaço entre os instrumentos de financiamento da política industrial. Nesse campo, destacam-se o P+P, o Fundo Clima e o Eco Invest Brasil.
No âmbito do P+P, foram mobilizados R$ 73,8 bilhões para 26 mil projetos relacionados à Missão 5 da NIB, voltada à “bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para as futuras gerações”.
Entre 2023 e setembro de 2026, o Fundo Clima disponibilizou R$ 11,7 bilhões para a indústria, ampliando a oferta de crédito para projetos de baixo carbono. Desse total:
O superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, destaca que a transformação ecológica exige volumes elevados de capital e instrumentos capazes de financiar projetos com diferentes níveis de risco, prazos de maturação e perspectivas de retorno.
“No Brasil, essa pauta passou a ser apoiada por um conjunto crescente de instrumentos, que se inserem em uma agenda ampla e atuam de forma complementar sobre diferentes necessidades de financiamento da transformação ecológica e produtiva”, explica.
A digitalização também é um dos desafios da política industrial brasileira. Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil indicam que, em 2021, apenas 23,5% das empresas industriais eram digitalizadas. A meta é elevar esse percentual para 50% até 2034.
Para impulsionar a transformação digital, o P+P aprovou R$ 119,8 bilhões para 57 mil projetos vinculados à Missão 4 da NIB, dedicada à “digitalização da indústria para ampliar a produtividade”.
O volume anual de recursos do mecanismo de financiamento mais que dobrou entre 2023 e 2025. Os investimentos buscam apoiar tanto a adoção de novas tecnologias pelas empresas quanto o desenvolvimento de capacidades produtivas e tecnológicas relacionadas à digitalização.
Outra iniciativa é o Brasil Mais Produtivo, que atua na melhoria de processos e na preparação das empresas para a transformação digital. O programa atendeu mais de 20 mil micro, pequenas e médias indústrias na modalidade de otimização de processos.
Já o Mover, voltado à cadeia automotiva, teve 170 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) aprovados e anunciou mais de R$ 577 milhões em recursos para essa finalidade.
A CNI também destaca o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) — instituído pela Lei nº 15.504/2026, sancionada em setembro — e o Marco de Fomento à Economia Digital (PL 5.960/2025) como instrumentos complementares para o avanço da economia digital.
Segundo a entidade, o desafio é converter essas iniciativas em maior adoção de tecnologias pelas empresas, ganhos de produtividade e fortalecimento dos fornecedores nacionais de soluções digitais.
Apesar da ampliação dos instrumentos de desenvolvimento produtivo, a indústria de transformação perdeu dinamismo nos últimos trimestres. Após crescer 3,9% em 2024, o setor registrou retração de 0,2% em 2025 e, segundo as projeções da CNI, deve manter o fraco desempenho em 2026.
Os indicadores da conjuntura industrial reforçam esse cenário. A mais recente projeção de crescimento para o setor este ano é de 0,7%. Os sinais de perda de dinamismo também aparecem nos indicadores de atividade: as horas trabalhadas na produção recuaram 1,0%, enquanto a utilização da capacidade instalada caiu 1,1 ponto percentual.
Para Silveira, as condições econômicas dificultam a efetividade dos instrumentos de política industrial, especialmente em razão do custo do crédito e dos insumos.
“Entre os entraves associados ao Custo Brasil, os juros elevados se destacam ao encarecer o crédito, restringir investimentos e enfraquecer a demanda, reduzindo a capacidade das empresas de responder aos estímulos oferecidos pelas políticas de desenvolvimento produtivo”, destaca.
Estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, o equivalente a cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), o Custo Brasil reúne fatores que comprometem a competitividade das empresas, como entraves tributários, regulatórios, logísticos e energéticos.
A esses obstáculos internos somam-se fatores externos, como as tensões geopolíticas, o aumento das barreiras comerciais nos Estados Unidos e as pressões sobre os custos de energia e de insumos associadas aos conflitos no Oriente Médio.
Apesar da relevância dos instrumentos de financiamento, Samantha Cunha avalia que os recursos destinados à política industrial brasileira ainda são modestos quando comparados aos de outros setores, como o agronegócio.
O Plano Safra, principal instrumento de financiamento do setor agropecuário, disponibiliza mais de R$ 500 bilhões por ano. Já o Plano Mais Produção registra média anual de aproximadamente R$ 188 bilhões.
Na comparação internacional, a avaliação da CNI também é de que o Brasil precisa ampliar os recursos destinados ao desenvolvimento industrial.
“Sabemos que as políticas industriais voltaram a crescer no mundo, dado o tamanho dos desafios que temos. São mais de 12 mil medidas de política industrial sendo tomadas nas principais economias do mundo. E os volumes voltados para essas políticas são bastante significativos. Portanto, temos o desafio, sim, de ampliar os recursos para o desenvolvimento da indústria”, afirma.
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Baixar áudioCom apenas 10 anos de idade, o piloto paraense Noah Diamantino conquistou o primeiro lugar em uma bateria classificatória da ROK Cup Superfinal 2026, realizada em 15 de outubro, no circuito South Garda Karting, em Lonato, na Itália. Com cerca de um ano e meio de experiência competitiva, o jovem é patrocinado pelo Banco da Amazônia, já acumula títulos e pódios no Brasil e participa de provas na Europa e nos Estados Unidos.
O jovem competiu na categoria Mini ROK Under 10 e superou adversários de diferentes países na competição internacional de kart. Noah conta que a competição reuniu participantes de alto nível de diferentes partes do mundo e destaca a emoção ao descobrir que havia ganhado.
“Foi muito legal! Eu fiquei felizão. Eu estava correndo com pilotos muito fortes, de vários países. Tinha um monte de pilotos dos Estados Unidos também. A ROK Cup Superfinal junta pilotos muito bons do mundo inteiro, e não é fácil conseguir uma vaga. Quando vi que tinha chegado em primeiro, pensei: “Caramba, deu certo!””, compartilha o piloto.
Natural de Marabá (PA), Noah conta com o patrocínio do Banco da Amazônia para apoiar sua trajetória esportiva. A parceria contribui para viabilizar a participação do piloto em treinamentos e competições fora do país.
Noah o destaca que a parceria, além de apoiar a carreira dele, também é relevante para levar o nome do estado para outros países.
“Eu acho massa demais! O Banco da Amazônia é da minha região, de onde eu nasci. Eu fico cheio de orgulho e falo para os meus amigos: “Olha só, é o banco do meu estado que me patrocina!”. Acho muito legal levar o nome do Pará e da Amazônia para as pistas”, afirma Noah.
O pai do piloto, Winston Diamantino, conta que a busca por apoio surgiu da observação de projetos esportivos internacionais patrocinados por grandes empresas. A proposta foi apresentar ao banco regional a possibilidade de investir em um jovem atleta com potencial de competir em circuitos internacionais.
“O Noah é paraense, nasceu em Marabá, e essa parceria permite levar o nome do Pará e da Amazônia para pistas de outros países. Também vejo uma ligação entre o automobilismo e a modernização do Banco. O kart exige tecnologia, preparação e performance. Por isso, achei que o projeto combinava com essa fase mais moderna do Banco da Amazônia. Para mim, é muito significativo poder contar com o banco da nossa terra nessa jornada ”, destaca o pai.
Para Winston, o desafio financeiro também está entre os principais obstáculos para manter a participação em competições no exterior. Os custos incluem inscrições, treinamentos, passagens, hospedagem e deslocamentos, além da estrutura necessária para as corridas. Além disso, no geral, ele menciona que a moeda utilizada é o euro.
O Banco da Amazônia apoia projetos nas áreas esportiva, cultural, ambiental e social, além de feiras, exposições e congressos. Segundo a instituição, as iniciativas são selecionadas por meio de editais públicos ou da modalidade de escolha direta e devem estar alinhadas ao planejamento estratégico do banco e ao compromisso com o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.
As propostas para patrocínio devem ser encaminhadas pelo site oficial do Banco da Amazônia, que disponibiliza informações sobre os editais e os procedimentos para solicitação de apoio. Não é obrigatório que os projetos estejam inscritos em leis de incentivo para participar dos editais.
A vitória na Itália integra uma trajetória marcada pela rápida evolução nas pistas. Em 2025, seu primeiro ano de participação oficial nos principais campeonatos nacionais, Noah foi campeão na categoria estreantes (Rookie) e vice-campeão geral do Campeonato Paulista, na categoria Mirim. Também conquistou o título de Rookie e o terceiro lugar geral no São Paulo Light, além do vice-campeonato, de uma pole position e de duas vitórias em baterias na Copa Brasil, disputada em Aracaju. No Campeonato Brasileiro, terminou em terceiro lugar na final.
Em 2026, o planejamento passou a incluir a adaptação às pistas internacionais. O piloto participou de competições na Itália, como a WSK e a IAME, e nos Estados Unidos, em provas da SKUSA, em Houston. No Brasil, também conquistou vitórias no São Paulo Light, na Copa Brasil, em Imperatriz, e em etapas realizadas em Birigui.
A rotina de preparação de Noah inclui treinos de terça-feira a sábado no Kartódromo do Guará (DF). As sessões duram cerca de 40 minutos por dia e são acompanhadas por treinadores. Para o piloto, competir em diferentes países exige atenção às características de cada circuito e ao estilo dos adversários.
“Eu senti que as pistas da Europa têm muito grip, bem mais do que algumas pistas do Brasil. Nos Estados Unidos, as pistas são mais mistas”, explica. Ele também percebe diferenças no comportamento dos competidores. “Cada pista é diferente, então não dá para chegar achando que já sabe tudo. Tem que aprender de novo!”, afirma.
A preparação também envolve concentração antes das largadas. Noah conta que costuma recorrer à oração para controlar a ansiedade. “Às vezes eu rezo vários Pai-Nossos para me concentrar. E tem corrida em que eu fico rezando lá dentro do capacete também. Acho que o Pai-Nosso já conhece bem as minhas largadas!”, brinca o jovem.
Winston destaca a dedicação do filho durante os treinamentos no exterior. Em janeiro, durante uma preparação em Cremona, no norte da Itália, Noah enfrentou temperaturas próximas de 5°C, com sensação térmica de menos 4°C. Segundo o pai, enquanto muitos pilotos completam cerca de 120 voltas em dois ou três dias, o filho chegou a dar 300 voltas nesse período.
“Ele saía do kart chorando de frio e com os dedos doendo. Eu chamava para aquecer e descansar, mas ele queria voltar para a pista”, relata o pai do piloto.
Apesar da agenda de treinos e viagens, a família busca conciliar o automobilismo com os estudos e as atividades próprias da infância. Segundo Winston, a mãe de Noah acompanha de perto o desempenho escolar. “Quando não consegue repor tudo no colégio, estuda com a mãe e faz as provas. Ele é muito dedicado e tem notas altas”, diz o pai.
“Para nós, escola, esporte, igreja e infância precisam caminhar juntos. O automobilismo é uma parte ”, completa Winston.
O calendário de Noah prevê novas participações na WSK Final Cup, na Itália, em novembro de 2026, com etapas em Lonato e Viterbo. Para 2027 e 2028, o planejamento da família prevê ampliar a presença do piloto em competições europeias e avançar para novas categorias.
O objetivo, segundo o próprio piloto, vai além de chegar à principal categoria do automobilismo mundial.
“Meu maior sonho é ser campeão de Fórmula 1. Não quero só chegar lá: quero ser campeão mesmo!”, afirma. Até lá, ele diz que pretende aproveitar cada etapa da carreira e buscar vitórias nos campeonatos que disputar.
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Baixar áudioA Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início à Operação Finados (2026) na sexta-feira (30). O reforço da fiscalização vai até a próxima segunda-feira (2) nas rodovias federais com maior fluxo de veículos e tem como foco ações de prevenção de acidentes de trânsito e conscientização sobre o uso do celular ao volante.
A iniciativa integra o calendário nacional de operações da PRF que tem como meta a redução de mortes no trânsito em todo o país.
A Operação Finados deste ano busca alertar os condutores sobre as consequências do uso do celular na direção de veículos. Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a infração é gravíssima desde 2016. A alteração da legislação buscou inibir a prática que diminui a atenção dos motoristas.
Segundo a PRF, o hábito de usar o celular enquanto dirige é comum entre os brasileiros e aumenta o risco de acidentes de trânsito. A falta de atenção ao volante pode resultar em consequências para todos que transitam pelas rodovias e vias urbanas.
Dados da corporação mostram que, de janeiro a setembro de 2026, 34.987 condutores foram flagrados utilizando celular enquanto dirigiam. No mesmo período do ano passado, a PRF registrou 31.144 infrações pelo uso do telefone ao volante.
Além de diminuir a atenção do motorista, falar ao telefone e dirigir também reduz o tempo de reação dos condutores – o que aumenta as chances de acidentes de trânsito. A PRF alerta que no momento em que o veículo está a 100 km/h, são percorridos cerca de 28 metros por segundo. Nesse intervalo, o trânsito à frente pode mudar e, ao retornar a atenção para a rodovia, o motorista pode não ter tempo ou espaço suficientes para evitar uma colisão ou atropelamento, por exemplo.
No Pará, a ação terá como foco a prevenção de acidentes de trânsito e o combate à criminalidade durante o feriado
No estado paraense, as equipes da PRF devem atuar no combate à embriaguez ao volante, controle de velocidade e fiscalização de ultrapassagens em pista simples. Também serão prioridades o uso do cinto de segurança, capacete, cadeirinhas e celular ao volante, bem como das condições de conservação dos veículos e da fiscalização de motocicletas.
No Rio Grande do Norte, as equipes atuarão de forma prioritária em trechos críticos e horários de maior fluxo, com o objetivo de reduzir acidentes e preservar vidas durante o feriado prolongado. O foco das ações educativas também será a conscientização sobre os riscos do uso do celular ao volante. Além disso, a PRF vai reforçar o combate às ultrapassagens indevidas.
A PRF também vai intensificar o policiamento das rodovias federais que atravessam o Distrito Federal e o Entorno para garantir a segurança dos usuários durante o feriado prolongado e promover ações educativas.
A expectativa é de aumento no fluxo de veículos, especialmente nos períodos de saída e retorno. Os policiais serão direcionados para os trechos e horários de maior movimentação, conforme o planejamento operacional da PRF. A estratégia é baseada em análises de risco e dados estatísticos de anos anteriores.
Já no Rio de Janeiro, além da segurança viária e da promoção de ações destinadas à conscientização dos motoristas, a operação também vai atuar na repressão à criminalidade nas rodovias federais fluminenses.
No Paraná, a PRF informou que a fiscalização será intensificada e não haverá restrição de tráfego para veículos de carga em rodovias federais de pista simples.
Para ter uma viagem segura, a Polícia Rodoviária Federal recomenda uma série de iniciativas que devem ser tomadas antes de viajar e durante o percurso. O ideal é que os condutores revisem o veículo antes do deslocamento de longa distância. Além disso, o motorista deve descansar antes de dirigir e pesquisar sobre as condições da rodovia.
Ao longo do percurso, também é indicado acompanhar as condições meteorológicas previstas para o trecho.
Confira mais dicas:
Em caso de emergência nas rodovias federais, é possível acionar a PRF pelo número 191.
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Baixar áudioO setor público consolidado — que reúne União, estados, municípios e empresas estatais — registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro. No mesmo mês, a dívida bruta permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 11,1 trilhões.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central (BC), no relatório de Estatísticas Fiscais.
O déficit primário corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do setor público, sem incluir os gastos com juros da dívida. Em setembro, o resultado foi influenciado pelo desempenho distinto dos diferentes níveis de governo e das empresas estatais.
A soma dos resultados dos três segmentos levou a um déficit primário de R$ 5,497 bilhões. O valor ficou abaixo dos R$ 10 bilhões registrados em agosto e dos R$ 17,5 bilhões de setembro de 2025.
Apesar da melhora no resultado mensal, as contas públicas acumularam déficit primário de R$ 94,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, equivalente a 0,93% do PIB. No mesmo período de 2025, o saldo negativo havia sido de R$ 79,2 bilhões, ou 0,84% do PIB.
Na comparação dos últimos 12 meses, o resultado primário apresentou melhora. Até setembro, o setor público consolidado registrou déficit de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB. Em agosto, o indicador correspondia a 0,62% do PIB.
Considerando o período de 12 meses encerrado em setembro, os resultados por segmento foram:
Embora o déficit primário tenha recuado nessa comparação, a trajetória do endividamento e o aumento das despesas com juros continuam entre os principais desafios fiscais do país.
O crescimento da dívida eleva os custos de financiamento do governo e pode reduzir o espaço disponível no Orçamento para outras despesas. Além disso, a evolução do resultado primário influencia a capacidade do setor público de estabilizar o endividamento em relação ao PIB.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) — que compreende as obrigações do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais — alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro, o equivalente a 82,9% do PIB.
O indicador ficou estável em relação ao mês anterior, mas acumulou alta de 4,3 pontos percentuais no acumulado de 2026.
Segundo o Banco Central, a evolução da dívida em setembro foi influenciada principalmente pelos seguintes fatores:
No fim de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Desde então, o indicador avançou mais de 11 pontos percentuais, aproximando-se dos níveis registrados durante a pandemia.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que desconta os ativos financeiros do governo de suas obrigações, chegou a R$ 9,4 trilhões em setembro, o equivalente a 70% do PIB.
O indicador avançou 0,7 ponto percentual em relação a agosto, quando correspondia a 69,3% do PIB. No acumulado de 2026, a alta foi de 4,7 pontos percentuais.
Segundo o Banco Central, o avanço mensal foi influenciado principalmente pela incorporação dos juros nominais da dívida, que acrescentou 0,8 ponto percentual à relação entre a dívida líquida e o PIB.
As despesas com juros da dívida do setor público somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025. O aumento foi de R$ 22,8 bilhões em um ano.
Segundo o Banco Central, a elevação foi influenciada principalmente pelo resultado menos favorável das operações de swap cambial — que envolvem contratos de compra e venda de dólares no mercado futuro — e têm seus resultados incorporados às estatísticas de juros do setor público. Também contribuíram para o aumento o crescimento do estoque da dívida e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No acumulado de 12 meses até setembro, as despesas com juros alcançaram R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No intervalo encerrado em setembro de 2025, o montante havia sido de R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB.
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Copiar o textoBolsa recua 0,75% nesta sexta-feira (30), enquanto dólar sobe 1,05% e encerra o dia cotado a R$ 5,44
Baixar áudioO Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa brasileira, encerrou esta sexta-feira (30) em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. Este foi o quinto pregão consecutivo de perdas do índice, que terminou outubro com desvalorização de 9,88%.
O desempenho negativo foi influenciado pelo cenário internacional e pelas incertezas no mercado doméstico. No exterior, as bolsas norte-americanas também registraram perdas, com destaque para o setor de tecnologia. No Brasil, investidores seguem atentos às perspectivas para a política econômica e fiscal do próximo governo.
Entre as ações, os papéis da Vale avançaram após a divulgação dos resultados trimestrais da companhia, enquanto as ações da Usiminas ficaram entre as maiores quedas do pregão.
Já o dólar comercial fechou o dia em alta de 1,05%, negociado a R$ 5,44. Na semana, a moeda norte-americana acumulou valorização de 9,04%, enquanto, no mês de outubro, registrou avanço de aproximadamente 5,20%.
A combinação de incertezas internas e um ambiente externo de maior cautela manteve a pressão sobre os ativos brasileiros no encerramento do mês.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 51.393.405.171, em meio a 5.551.477 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoMoeda norte-americana acumula alta de 9,04% na semana e de aproximadamente 5,20% no mês
Baixar áudioO dólar comercial fechou esta sexta-feira (30) em alta de 1,05%, cotado a R$ 5,44. Com o resultado, a moeda norte-americana acumulou valorização de 9,04% ao longo da semana e encerrou outubro com avanço de aproximadamente 5,20%.
A alta ocorre em um período de maior cautela dos investidores diante das incertezas sobre a condução da política econômica e fiscal brasileira. A indefinição sobre a equipe econômica do próximo governo também mantém o mercado atento aos próximos passos da administração federal.
No cenário internacional, o desempenho negativo das bolsas norte-americanas e as preocupações com a inflação e os juros nos Estados Unidos contribuíram para aumentar a aversão ao risco.
Com a valorização, o dólar encerra o mês em patamar mais elevado, enquanto o mercado acompanha os desdobramentos políticos e econômicos que podem influenciar o comportamento do câmbio nas próximas semanas.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,02.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,06.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1839 | 0,1648 | 0,1373 | 28,9866 | 0,1518 | 0,2571 | 0,2615 |
| USD | 5,4415 | 1 | 0,8961 | 0,7469 | 157,58 | 0,8251 | 1,3975 | 1,4221 |
| EUR | 6,0659 | 1,1160 | 1 | 0,8335 | 175,82 | 0,9208 | 1,5593 | 1,5871 |
| GBP | 7,2875 | 1,3388 | 1,1998 | 1 | 210,97 | 1,1047 | 1,8711 | 1,9044 |
| JPY | 0,0345 | 0,0063 | 0,0057 | 0,0047 | 1 | 0,5236 | 0,0089 | 0,0090 |
| CHF | 6,5887 | 1,2120 | 1,0861 | 0,9053 | 190,99 | 1 | 1,6938 | 1,7238 |
| CAD | 3,8900 | 0,7156 | 0,6413 | 0,5345 | 112,76 | 0,5904 | 1 | 1,0177 |
| AUD | 3,8224 | 0,7031 | 0,6301 | 0,5251 | 110,80 | 0,5802 | 0,9825 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioO último dia do mês de outubro, sábado (31), consolida as condições de ar frio e alta umidade sobre a Região Sul. A nebulosidade densa e baixa impede o aquecimento do solo durante o dia, mantendo as temperaturas surpreendentemente baixas para o final de outubro, especialmente nas áreas de planalto e serra dos três estados.
Em Curitiba (PR), o frio se destaca no panorama nacional: o termômetro registra mínima de 14°C e a máxima atinge baixíssimos 18°C, com umidade cravada em 100% e garoa contínua. Em cidades do interior do Paraná, como Cascavel e Guarapuava, o sábado será gelado e encoberto. Em Florianópolis (SC), o dia terá muitas nuvens, vento sul gelado e chuva isolada, com mínima de 18°C e máxima de 21°C. Na Serra Catarinense (São Joaquim, Urubici), as mínimas caem para perto de 8°C.
Em Porto Alegre (RS) e em municípios da metade norte do Rio Grande do Sul (Erechim, Caxias do Sul), o tempo prossegue chuvoso e com ventos de até 50 km/h; as temperaturas variam entre 16°C e 22°C. Criadores de gado e ovelhas do interior gaúcho e catarinense devem estar atentos ao risco de estresse térmico em animais recém-nascidos e tosados devido ao vento gelado e umidade.
Alertas e Riscos do INMET:
Áreas afetadas: Todo o estado do PR, SC e metade norte e leste do RS.
Validade: Sábado, 31/10/2026.
Principais riscos: Hipotermia em animais jovens no campo, visibilidade reduzida nas estradas devido ao nevoeiro e sensação de frio intenso nas serras
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioO sábado, 31 de outubro, encerra o mês mantendo a Região Centro-Oeste imersa em um ambiente de elevada umidade e instabilidade. Embora as precipitações ocorram de forma intercalada com aberturas de sol, o risco de chuva forte em curto espaço de tempo permanece alto, especialmente nas cidades do interior de Mato Grosso e de Goiás. O padrão favorece a reposição hídrica nos solos agrícolas, beneficia as pastagens e reservatórios, mas exige alerta contínuo de motoristas que trafegam pelas principais rodovias do escoamento agrícola, como a BR-163 e a BR-060.
Em Goiânia (GO) e no interior de Goiás, o sábado terá céu encoberto por muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas no final da tarde, com temperaturas oscilando entre a mínima de 22°C e a máxima de 31°C. Em Brasília (DF), a temperatura máxima atinge 28°C e a mínima fica em 20°C, com umidade relativa variando entre 50% e 95%.
Em Cuiabá (MT) e na Região Pantaneira (como Cáceres e Poconé), o abafamento é constante, registrando mínima de 25°C e máxima subindo para 34°C, acompanhado por temporais isolados no período vespertino. Em Campo Grande (MS) e em municípios sul-mato-grossenses como Ponta Porã e Corumbá, a mínima registrada é de 20°C e a máxima atinge 29°C, sob ocorrência de pancadas isoladas de chuva.
Alertas e Riscos do INMET:
Áreas afetadas: Norte, Leste e Sul Goiano, todo o estado de MT, Pantanal e Centro-Norte de MS.
Validade: Sábado, 31/10/2026.
Principais riscos: Alagamentos pontuais em trechos urbanos, risco de transbordamento de pequenos córregos e aquaplanagem nas rodovias federais e estaduais.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioO encerramento do mês de outubro, no sábado (31), ocorre sob o domínio da massa de ar frio e úmido deixada pela passagem da frente fria. O tempo permanece fechado, com temperaturas amenas e baixas para a época do ano no litoral e nos planaltos da Região Sudeste. A umidade vinda do oceano continua represada contra as serras do Mar e da Mantiqueira, sustentando chuva contínua nas regiões de vale e encostas.
Em São Paulo (SP), o frio ganha força: o dia será de céu encoberto, nevoeiro e pancadas de chuva isoladas, com mínima de 17°C e máxima que despenca para apenas 21°C. No interior de SP e na região do Vale do Paraíba, o ar permanece muito úmido. Em Belo Horizonte (MG) e em cidades do interior mineiro (como Uberlândia, Juiz de Fora e Poços de Caldas), a previsão do INMET alerta para muitas nuvens, pancadas de chuva com trovoadas e possível queda de granizo, registrando mínima de 16°C e máxima de 28°C.
No Rio de Janeiro (RJ) e na Região Serrana (Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo), o tempo fica totalmente encoberto, com chuvas frequentes, mínima de 19°C e máxima de 27°C. Em Vitória (ES) e no interior capixaba (Linhares, Cachoeiro de Itapemirim), o sábado traz pancadas de chuva acompanhadas por rajadas de vento, com umidade atingindo 100% e máxima em 28°C.
Alertas e Riscos do INMET:
Áreas afetadas: Sul de MG, Triângulo Mineiro, Vale do Paraíba (SP), Região Serrana (RJ) e Sul do ES.
Validade: Sábado, 31/10/2026.
Principais riscos: Deslizamentos de terra e encostas nas regiões de montanha, enxurradas pontuais e prejuízos a hortaliças e lavouras de café.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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