08/10/2026 04:55h

Senado registra recorde de 12 senadoras eleitas em um único pleito, enquanto bancada feminina na Câmara terá aumento de 21%

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No último domingo (4), os brasileiros elegeram 12 mulheres para o Senado Federal, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um único pleito desde a redemocratização. 

Com o resultado das eleições de 2026, a bancada feminina no Senado deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027, considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato. O número corresponde a 22,2% das 81 cadeiras da Casa. 

Na Câmara dos Deputados, a presença feminina também aumentou. A bancada passará de 90 para 109 parlamentares a partir de 1º de fevereiro de 2027. As 19 cadeiras adicionais representam crescimento de 21,1% em relação à atual legislatura. 

Para a socióloga Débora Messenberg, professora do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB), o aumento da presença feminina no Congresso Nacional é importante para ampliar a representatividade política de uma população majoritariamente composta por mulheres. 

“Mas ainda estamos muito aquém de outros países em termos de representatividade feminina no parlamento. Muitos países, inclusive latino-americanos, estão muito na nossa frente. Isso é um traço da nossa sociedade; a política não é algo que as mulheres tenham como uma participação tão ativa”, afirma. 

Presença feminina precisa se transformar em influência

Apesar do avanço do número de mulheres eleitas como deputadas e senadoras, Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) — vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) —, avalia que a representatividade também precisa se refletir na participação nas decisões do Congresso. 

“As mulheres que chegam agora na Câmara e no Senado precisam estar no centro das discussões que definem o futuro do país, do orçamento às políticas econômicas, do emprego ao empreendedorismo. Mais do que ocupar cadeiras, é preciso ocupar espaços de liderança e transformar presença em influência”, destaca. 

Para Débora Messenberg, a presença de mulheres de diferentes partidos também pode favorecer o diálogo em torno de pautas comuns, mesmo diante de divergências ideológicas. “Mesmo que tenham divergências muito grandes, em termos mais amplos, de uma mulher do PSOL para conversar com uma do PL, por exemplo, existem pautas que elas conseguem encontrar um consenso”. 

Pautas do próximo Congresso

Ana Claudia Cotait avalia que o próximo Congresso será marcado por debates sobre orçamento, contas públicas e regras que definirão o ambiente de negócios nos próximos anos. 

Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), entre as pautas que podem unir as parlamentares está a pauta do cuidado. Para ela, a implementação da Política Nacional do Cuidado deve ser uma das prioridades do próximo Congresso. 

“Nós aprovamos, nessa legislatura, a Política Nacional do Cuidado e nós vamos ter que fazer ela ser realidade em todo o país, com regulamentação nos estados, e lutar por orçamento para essa política. Não vamos aceitar nenhum retrocesso. Todos os direitos conquistados estão aí”, pontua. 

Segundo Damares, o Senado deve priorizar pautas capazes de reunir parlamentares de diferentes partidos e correntes ideológicas em torno de objetivos comuns. Entre os temas citados pela senadora estão o enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio, a participação feminina no mercado de trabalho e o empreendedorismo feminino. 

Atuação das parlamentares não deve se restringir às “pautas de mulheres”

Embora haja uma expansão da presença feminina no Congresso, Débora Messenberg avalia que as parlamentares ainda são frequentemente associadas a temas ligados à reprodução do cuidado e à assistência social. 

“Elas são eleitas, inclusive, porque o eleitorado espera que elas reproduzam o cuidado no parlamento. A sua relação com o eleitorado é de demonstrar sempre uma perspectiva familiar, de assistência, de benefícios, e pouca produção relacionada a temas tidos ‘masculinos’”, avalia. 

No entanto, para Ana Claudia Cotait, a atuação das parlamentares não deve ficar restrita às chamadas “pautas de mulheres”. Ela defende maior participação feminina em temas econômicos e estruturais. 

“Educação, segurança, emprego, crédito, empreendedorismo, inovação e desenvolvimento econômico estarão entre os assuntos centrais do próximo Congresso. As mulheres precisam estar presentes nessas discussões não como espectadoras, mas como protagonistas.” 

A presidente do CMEC lembra que milhões de brasileiras são empreendedoras, empregadoras e responsáveis por pequenos negócios e enfrentam desafios como juros elevados, burocracia e dificuldade de acesso ao crédito. 

“São problemas econômicos, não questões de gênero. Uma política que favoreça o crescimento dessas empresas beneficia toda a economia”, conclui. 

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08/10/2026 04:50h

Sancionada em 2020, a norma restringe fornecimento de copos, pratos, talheres e outros itens de uso único; Oceana, Idec e IDC acionaram a Justiça para cobrar providências da Prefeitura de São Paulo

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Há 21 anos, Eliete Pereira dos Santos trabalha na triagem de materiais recicláveis na Coopere, em São Paulo. Aos 51 anos, ela acompanha um problema que, segundo afirma, persiste apesar de uma lei municipal que restringe o fornecimento de produtos plásticos descartáveis de uso único: materiais sem valor comercial continuam chegando às cooperativas.

“Para nós, está sendo meio complicado. Há muitos anos de briga em relação à coleta, porque vêm para nós uns materiais que não são recicláveis, é mais lixo. Inclusive na parte em que se fala em relação a plástico, na qual já foi lançada uma lei, mas que não se cumpre, porque não tem a fiscalização para se fazer cumprir”, destaca.

Sancionada em janeiro de 2020, a Lei Municipal nº 17.261 proíbe o fornecimento de itens como copos, pratos, talheres, mexedores de bebidas e varas para balões em estabelecimentos e eventos culturais e esportivos da capital paulista. No entanto, seis anos depois, ainda não foi publicado o decreto de regulamentação que detalharia a aplicação e a fiscalização da norma.

Na prática, a falta dessas regras também repercute no trabalho de quem atua na coleta e na triagem. Produtos que não têm mercado para a reciclagem precisam ser separados dos demais materiais, ocupam espaço e demandam mão de obra, mas acabam encaminhados como rejeitos, sem gerar retorno para as cooperativas. Ao contrário, acabam gerando custos para catadores e catadoras.

Eliete afirma que parte dos consumidores e estabelecimentos já mudou de comportamento, mas que a ausência de fiscalização permite a continuidade do fornecimento de descartáveis.

“Algumas pessoas que têm consciência se adequaram, mas outras, que sabem que não tem fiscalização e que não estão nem aí, continuam usando copinho, usando aquele mexedor, usando canudo, e isso retorna para a gente. Só que isso nos atrapalha, porque a gente não tem mercado para estar repassando isso, e acaba indo como rejeito, o que gera grande volume e atrapalha a nossa produção, tanto quanto a nossa renda", afirma.

A experiência também é relatada por Valquíria Cândido, que trabalha como catadora desde 2008 e atualmente preside a Cooperativa de Trabalho e Coleta do Parque Cocaia (Cooperpac), em São Paulo. Para ela, a redução do fornecimento de descartáveis de uso único teria impacto direto na rotina dos trabalhadores da reciclagem.

"Se a lei estivesse funcionando de verdade e os estabelecimentos parassem de usar os descartáveis, facilitaria muito a vida dos catadores e catadoras, porque as pessoas utilizam e consomem plásticos de uso único e descartam desenfreadamente. Isso vem no meio dos recicláveis. Porém, não tem nenhum valor comercial e onera o trabalho dos catadores e catadoras, porque é um trabalho que não é remunerado”, pontua.

Além do tempo dedicado à triagem, Valquíria destaca que esses materiais representam um custo para quem trabalha com a reciclagem justamente por não terem valor comercial. Na avaliação dela, a fiscalização da lei poderia contribuir para reduzir a quantidade de resíduos sem aproveitamento econômico que chega às cooperativas.

“Diria que colocassem essa lei para funcionar, que tivesse fiscalização. Isso incentivaria as pessoas a pararem de usar os plásticos de uso único e gerar tanto resíduo que não tem valor para os catadores e ainda prejudica o meio ambiente”, considera.

O problema relatado pelas catadoras está no centro de uma ação judicial apresentada contra a prefeitura de São Paulo. Em 11 de agosto, a Oceana, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e o Instituto de Direito Coletivo (IDC) ingressaram com um Mandado de Injunção no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para cobrar a regulamentação da lei.

As organizações argumentam que a demora impede a aplicação efetiva da norma e mantém na cadeia de resíduos produtos de baixa ou nenhuma reciclabilidade. Na avaliação de catadores e cooperativas, isso significa dedicar tempo, mão de obra e estrutura a materiais que não geram receita.

Para Lara Iwanicki, diretora de estratégia e advocacy da Oceana, a judicialização ocorreu depois de tentativas de diálogo que, segundo ela, não resultaram na regulamentação.

“A ausência da regulamentação é mais grave, porque o próprio município pediu e criou um grupo de trabalho para criar o decreto. O município se contradiz porque ele impede que, na prática, a lei tenha o impacto para a qual ela foi construída, e que a própria prefeitura defendeu. Chama muita atenção esse tipo de controvérsia, esse tipo de omissão vinda da prefeitura. Na nossa visão, isso é uma escolha política”, afirma Lara.

Na avaliação da Oceana, a redução da circulação desses produtos, por outro lado, poderia diminuir o volume de rejeitos recebido pelas cooperativas e liberar recursos e capacidade de trabalho para materiais com possibilidade de reaproveitamento e comercialização. A regulamentação também permitiria estabelecer critérios mais claros de fiscalização e responsabilização.

Anos de espera

Em 2023, a prefeitura de São Paulo criou um Grupo de Trabalho (GT) para elaborar o decreto de regulamentação da Lei 17.261/2020. O grupo deveria definir critérios de aplicação da norma e mecanismos de fiscalização.

A criação do GT ocorreu após pressão de 18 organizações socioambientais. Em janeiro de 2022, elas enviaram uma carta ao prefeito Ricardo Nunes (MDB-SP) – que segue no cargo atualmente - cobrando providências para a implementação da legislação. A reportagem do Brasil 61 tentou contato com a prefeitura de São Paulo, mas até o fechamento desta reportagem não obteve retorno. 

A Oceana, o Idec e o IDC sustentam que a ausência do decreto compromete a efetividade da lei e viola direitos constitucionais relacionados à proteção do meio ambiente, à saúde pública e à defesa do consumidor.

A coordenadora do Programa de Saúde do Idec, Marina Paullelli, considera que a ausência de critérios técnicos e de sanções para a aplicação da lei abre espaço para o que se conhece como greenwashing, ou “mentira verde”.

“Pode ser definido como a prática de empresas e governos que usam mensagens socioambientais enganosas para atrair pessoas preocupadas com o planeta, com o meio ambiente e com a sua saúde. É uma estratégia que disfarça a destruição socioambiental com promessas vazias de sustentabilidade e de adequação às normas e regras de proteção ambiental”, explica.

“Nesse sentido, a ausência de regulamentação da lei impede a verificação de adequação a critérios de fácil compreensão pelo consumidor sobre os parâmetros de proteção à sua saúde e de alternativas menos poluidoras e mais saudáveis no comércio. Nesse cenário, podem ser estimuladas falsas soluções ou soluções incompletas que criam a percepção de que o problema está sendo solucionado, quando na realidade podem agravá-lo”, complementa.

Disputa sobre a lei

A Lei 17.261/2020 já passou por uma disputa judicial sobre sua validade. Em 5 de fevereiro de 2020, poucas semanas depois de sua promulgação, o Sindicato da Indústria de Material Plástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a prefeitura.

A entidade alegava que o município não teria competência para legislar sobre uma questão ambiental de interesse nacional e também questionava a ausência de estudo sobre o impacto ambiental da medida.

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O TJSP julgou a ação improcedente e reconheceu a constitucionalidade da Lei 17.261/2020, considerando a norma um instrumento de proteção ambiental e de saúde pública.

Durante o processo, a própria prefeitura de São Paulo defendeu a constitucionalidade da lei. O município argumentou que a norma contribuía para garantir o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, previsto no artigo 225 da Constituição Federal, e o direito à saúde, estabelecido no artigo 196.

O mandado de injunção apresentado agora pelas organizações também menciona esse posicionamento da prefeitura para questionar a demora na regulamentação.

“A omissão da prefeitura em regulamentar a lei, portanto, não pode ser dissociada desses direitos: quem afirmou perante o TJSP que ela existe para protegê-los não pode, ao mesmo tempo, negar a regulamentação que viabilizaria sua efetividade e exercício pela coletividade”, afirma um trecho do mandado de injunção.
Segundo as entidades, a demora na publicação do decreto entra em contradição com a posição defendida pelo município durante a ação que discutiu a constitucionalidade da lei. Para a presidente do IDC, Tatiana Bastos, a aprovação da legislação não encerra a responsabilidade do poder público.

“A aprovação de uma lei é só o primeiro passo de um compromisso público. O IDC entende que essa omissão prolongada revela algo que é estrutural e não só pontual. Uma política ambiental, e que também é de saúde pública, ficar anos represada — mesmo existindo instrumentos técnicos já discutidos, prontos, como a gente demonstrou na peça — sinaliza que o tema segue sendo tratado como algo secundário na agenda pública”, considera.

“Existe claramente uma falta de vontade política de dar sequência a uma pauta que exige enfrentamento real de interesses econômicos que estão extremamente organizados. Para nós, é isso que está acontecendo nessa ação”, enfatiza.

Impacto dos descartáveis

Dados divulgados pela Oceana mostram que a regulamentação da lei poderia evitar o descarte anual de aproximadamente sete bilhões de itens descartáveis. Ou seja, desde que a lei foi aprovada, em 2020, o volume de resíduos que poderia ter sido evitado cerca de 40 bilhões de itens de plástico de uso único. Entre os materiais que constam na lei estão copos, talheres, pratos, mexedores de bebida e varas para balões.

Contudo, a organização considera que o número pode estar subestimado, já que o cálculo leva em conta apenas o consumo per capita no município, não incluindo a população da região metropolitana nem o fluxo de turistas que circulam pela capital.

Globalmente, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 15 milhões de toneladas de resíduos plásticos chegam ao oceano todos os anos. O volume equivale a dois caminhões de lixo por minuto. O Brasil, oitavo maior poluidor por plástico do mundo, despeja 1,3 milhão de toneladas de resíduos desse material no oceano a cada ano. 

A cidade de São Paulo gera cerca de 18 mil toneladas de resíduos por dia. Considerada a média nacional de que 15% do lixo produzido é composto por plástico, são cerca de 2,7 mil toneladas de resíduos plásticos diariamente, ou quase 1 milhão de toneladas por ano.
 

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08/10/2026 04:30h

Procura por crédito avançou em todas as unidades da Federação no acumulado de 12 meses até agosto. No Distrito Federal, alta foi de 11,2%, a menor do país

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A procura dos brasileiros por crédito aumentou 16,5% no acumulado de 12 meses até agosto de 2026. Os dados são do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito, da Serasa Experian, divulgado nesta segunda-feira (28).

O levantamento aponta crescimento em todas as unidades da Federação no período. Mato Grosso lidera o resultado nacional, com alta de 36,3%. Na sequência aparecem Acre, com 27,5%, e Amapá, com 26,2%.

Outros estados também registraram avanços expressivos. No Rio Grande do Sul, a procura por crédito cresceu 24,8%. Em Roraima, a alta foi de 24,2%, enquanto Mato Grosso do Sul apresentou aumento de 22,9%.

Na outra ponta, o Distrito Federal teve o menor crescimento entre as unidades da Federação, com 11,2%. São Paulo registrou alta de 11,8%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11,9%.

Procura por crédito cresce entre pessoas de menor renda

O indicador também revela diferenças conforme a renda dos consumidores. A maior expansão ocorreu entre aqueles que recebem de um a dois salários mínimos, faixa que registrou aumento de 41% no acumulado de 12 meses.

Entre os consumidores com renda de até um salário mínimo, o crescimento foi de 14,1%. Já nas faixas de cinco a dez salários mínimos e acima de dez salários mínimos, as altas foram de 12% e 7%, respectivamente.

Apesar do avanço no acumulado de 12 meses, a comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês do ano anterior mostra uma alta menor, de 5,5%. Segundo a Serasa Experian, o resultado indica uma desaceleração da procura por crédito.

A economista-chefe da empresa, Camila Abdelmalack, destaca que os juros elevados, os critérios mais rigorosos para a concessão de crédito e o comprometimento da renda exigem cautela por parte dos consumidores.

O indicador considera consultas a CPFs realizadas em processos de avaliação para concessão de crédito. Portanto, o aumento da procura não significa necessariamente que os pedidos tenham sido aprovados ou que os empréstimos tenham sido contratados

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08/10/2026 04:25h

Propaganda será exibida de 9 a 23 de outubro, com tempo dividido igualmente entre as duas candidaturas

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O Tribunal Superior Eleitoral aprovou por unanimidade a minuta de resolução com o plano de mídia do horário eleitoral gratuito para presidente da República no segundo turno das Eleições 2026. A proposta foi apresentada ao Plenário pelo presidente da Corte e relator da matéria, ministro Kassio Nunes Marques.

A propaganda eleitoral será transmitida entre os dias 9 e 23 de outubro. A determinação abrange emissoras de rádio e televisão de todo o país, incluindo rádios comunitárias e canais por assinatura do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e de Câmaras Municipais. 

A veiculação em rede contará com dez minutos diários, exibidos de segunda-feira a sábado em cada bloco. A propaganda por inserções terá o total de 25 minutos diários, transmitidos de segunda-feira a domingo. 

O tempo de transmissão será repartido em partes iguais entre as duas candidaturas. Para a propaganda em rede, o Partido Liberal terá cinco minutos, mesmo tempo destinado à Coligação Brasil Pronto Pra Mais, formada por PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança (integrada por PT, PCdoB e PV) e Federação PSOL Rede. Na veiculação por inserções, o Partido Liberal e a Coligação Brasil Pronto Pra Mais terão 12 minutos e 30 segundos cada. 

A exibição dos programas começará pela candidatura que recebeu mais votos no primeiro turno. A ordem de veiculação será alternada a cada bloco ou inserção. A recepção dos materiais e a transmissão do sinal segue sob responsabilidade do pool de emissoras localizado no TSE. 
 

 

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08/10/2026 04:20h

Zema, Caiado, Temer e federação União Progressista já declararam apoio ao senador e campanha petista intensifica publicações nas redes

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A disputa pela Presidência será decidida em segundo turno, no dia 25 de outubro, entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), que terminaram o primeiro turno com 47,03% (56,1 milhões de votos) e 45,16% (53,8 milhões de votos) dos votos válidos, respectivamente. Nos primeiros dias da nova etapa da campanha, os dois lados intensificaram a corrida por alianças externas e ajustaram discurso e estratégia de comunicação para a reta final.

Flávio Bolsonaro

Já nos primeiros dias após o primeiro turno, Flávio Bolsonaro acumula apoios relevantes. Romeu Zema (Novo), sexto colocado na disputa, foi um dos primeiros: "voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro", declarou em vídeo nas redes sociais. Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado, também aderiu à candidatura em evento em Goiânia: "vamos transformar o Brasil e devolver o Brasil aos brasileiros de bem". 

Nos últimos dois dias, a federação formada por União Brasil e Progressistas, que optou pela neutralidade no primeiro turno, também declarou apoio formal. O mesmo fez o ex-presidente Michel Temer (MDB), que associou o resultado das urnas a um desejo da população por "mudança, atenção e respeito".

O engajamento mais decisivo, porém, veio do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que entrou de cabeça na articulação política de Flávio e abriu diálogo com com o próprio partido e outras siglas, incluindo o Podemos e o MDB. Os dois já têm dois compromissos marcados para a próxima semana no estado: um almoço com prefeitos da região metropolitana de São Paulo, no domingo (11), e um grande evento em São José dos Campos seguido de motocarreata na segunda (12), reproduzindo o modelo de atos simbólicos da campanha de Jair Bolsonaro em 2022. Tarcísio chegou a defender Flávio publicamente depois da repercussão negativa de sua fala sobre mudar a Constituição, afirmando que alterações constitucionais podem ser necessárias para viabilizar reformas fiscal, do Judiciário e política.

Na frente do discurso, Flávio afirmou que, se eleito, pretende usar o capital político do início do mandato para tentar acabar com a reeleição, e detalhou que sua proposta de mudança na Constituição inclui a redução da maioridade penal e medidas contra o STF. Aliados do senador, porém, alertam internamente para o risco desse tipo de discurso e de um clima de "já ganhou" tão próximo da eleição. Flávio também confirmou presença nos debates do segundo turno, depois de Lula sinalizar que também participaria, com o primeiro confronto entre os dois remarcado pela Band para 18 de outubro. 

Já Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), terceiro e quarto colocados no primeiro turno, mantiveram a posição de neutralidade, sem declarar apoio a nenhum dos dois concorrentes. Dessa forma, Lula fica, ao menos por ora, sem nenhum apoio formal de candidato derrotado, cenário inverso ao de 2022, quando o petista recebeu rapidamente o apoio do centro.

Lula

Do lado petista, o presidente do partido e coordenador político da campanha, Edinho Silva, defendeu que a disputa precisa se tornar um confronto direto de projetos. Segundo ele, Flávio "é a incerteza, é a insegurança, é alguém que nesse momento tem mais ligações com a milícia do que com o povo brasileiro", enquanto o enquadramento da campanha do presidente busca ampliar críticas à trajetória de Flávio em temas como segurança pública, milícias, pandemia, desmatamento, fome, relações internacionais e patrimônio.

A campanha também redesenhou sua estratégia digital nesta quarta-feira (7), com reuniões entre a coordenação e os deputados com bom desempenho nas urnas e forte presença nas redes que possam impulsionar o alcance de Lula. Entre os assessores e conselheiros petistas, há um consenso de que a comunicação digital precisa melhorar para atrair a juventude, mulheres e reverter a queda de votos. Apesar de uma resistência inicial, Lula já deu início ao plano, inclusive publicando vídeos em formato de ‘selfie’ e com a criação de um canal de apoiadores chamado "Exército do Lula".

No conteúdo das peças publicitárias, Lula publicou um vídeo na terça (6) questionando como Flávio votaria sobre o fim da escala de trabalho 6x1, e outro associando a promessa de "tesouraço" nas contas públicas do senador a cortes em programas sociais como Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos e merenda escolar. O presidente também defendeu a PEC da Segurança e resumiu o lema de campanha como "para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão", além de convocar apoiadores a irem às ruas e subir o tom de críticas ao STF, na intenção de capturar parte do descontentamento popular com o Judiciário.

Pesquisas

As campanhas contratam pesquisas próprias, mas o resultado das estratégias vai ser posto à prova nesta quinta-feira (8). O instituto Datafolha divulga, no fim do dia, o primeiro levantamento de intenção de voto para o segundo turno, com base em 2.520 entrevistas e margem de erro de dois pontos percentuais. Na última pesquisa antes do primeiro turno, divulgada no último sábado (3), o instituto projetava Lula com 45% dos votos válidos contra 42% de Flávio — resultado que subestimou o desempenho do senador, que terminou a votação de domingo na frente, com 47,03% a 45,16%.

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08/10/2026 04:15h

Repasse do terceiro decêndio é 13% maior que o registrado no mesmo período de 2025

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Os municípios brasileiros recebem, nesta sexta-feira (9), R$ 5,4 bilhões referentes ao primeiro decêndio de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O montante é cerca de 13% superior ao repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de R$ 4,8 bilhões.

Apesar do avanço no repasse, o especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que ainda há incertezas sobre o comportamento das transferências aos municípios com a transição para o novo modelo tributário.

“Estamos aguardando a partir de janeiro a entrada em vigor de novas regras da reforma tributária para saber como vai ser agora, daqui por diante, esses repasses. Temos o Fundo de Compensação que foi criado para evitar qualquer perda por parte de estados e municípios. Temos um bom ano para o FPM, já estamos no último trimestre do ano e, mais para frente, estaremos aqui no cenário geral de como foi este ano”, destaca. 

Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios são feitos a cada dez dias. Quando a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.  

O FPM é integrado por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os recursos são divididos entre os municípios seguindo coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados especialmente com base na população de cada cidade, conforme dados oficiais.

Maiores valores por estado

São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de outubro, com aproximadamente R$ 668 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Atibaia, Santa Rita do Passa Quatro e Barueri cada um com valores superiores a R$ 2,9 milhões.

Na sequência aparece Minas Gerais, com cerca de R$ 665 milhões. No estado, Contagem, Governador Valadares e Divinópolis estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 3 milhões. 

 

 

FPM: Municípios bloqueados

Até o dia 6 de outubro de 2026, 15 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista: 

  1. Sooretama (ES)
  2. Bonópolis (GO)
  3. São Miguel do Araguaia (GO)
  4. Apiacás (MT)
  5. Porto Alegre do Norte (MT)
  6. Barra Mansa (RJ)
  7. Laje do Muriaé (RJ)
  8. Porto Real (RJ)
  9. São José de Ubá (RJ)
  10. Saquarema (RJ)
  11. Barra do Ribeiro (RS)
  12. Constantina (RS)
  13. Protásio Alves (RS)
  14. Jacinto Machado (SC)
  15. Axixá de Tocantins (TO) 

De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por razões distintas, como a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

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“Para que os municípios que, por ventura, não recebam nesta sexta-feira (9) por motivos de bloqueio, indicamos que procure saber primeiramente quais os motivos desse bloqueio, se por pendência junto aos regimes de previdência próprio ou geral, se por não terem entregues os relatórios exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal ou mesmo por não terem cumprido com obrigações pecuniárias de empréstimos contraídos com aval da União”, orienta Lima. 

Os repasses ficam suspensos de forma temporária. Após a regularização da pendência pelo município, a transferência dos recursos é restabelecida. O dinheiro do FPM costuma ser utilizado no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
 

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08/10/2026 04:10h

Saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.566,59 em São Paulo; açúcar fica estável e milho tem leve alta

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O preço do café arábica abre esta quinta-feira (8) com baixa de 0,15%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.566,59 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve uma baixa de 0,71%, sendo comercializado a R$ 970,02.


INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
07/10/2026 1.566,59 -0,15% -0,65% 312,69
06/10/2026 1.568,95 0,02% -0,50% 315,05
05/10/2026 1.568,56 -0,22% -0,53% 314,59
02/10/2026 1.572,01 -0,34% -0,31% 301,33
01/10/2026 1.577,42 0,04% 0,04% 302,30


INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
07/10/2026 970,02 -0,71% -1,57% 193,62
06/10/2026 976,94 1,13% -0,87% 196,17
05/10/2026 966,00 -2,66% -1,98% 193,74
02/10/2026 992,41 2,05% 0,70% 190,23
01/10/2026 972,44 -1,32% -1,32% 186,36


O preço do açúcar cristal apresentou estabilidade na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 122,58.


INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/10/2026 122,58 0,00% 1,21% 24,47
06/10/2026 122,58 -0,16% 1,21% 24,62
05/10/2026 122,78 -0,48% 1,37% 24,62
02/10/2026 123,37 1,77% 1,86% 23,65
01/10/2026 121,23 0,09% 0,09% 23,23


Em Santos (SP), houve uma alta de 1,10%, e a mercadoria é negociada a R$ 136,50 na média de preços sem impostos.


Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/10/2026 136,50 1,10% 8,66% 27,34
06/10/2026 135,02 -0,54% 7,48% 27,17
05/10/2026 135,75 -1,16% 8,06% 27,23
02/10/2026 137,34 3,92% 9,33% 26,29
01/10/2026 132,16 5,21% 5,21% 25,38


A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 67,24, após uma alta de 0,01%.

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/10/2026 67,24 0,01% -2,08% 13,42
06/10/2026 67,23 -0,04% -2,10% 13,50
05/10/2026 67,26 -1,85% -2,05% 13,49
02/10/2026 68,53 -0,07% -0,20% 13,14
01/10/2026 68,58 -0,13% -0,13% 13,14


Os dados são do Cepea.

 

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

 

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08/10/2026 04:05h

Saca de 60 quilos é negociada a R$ 147,67 no interior do estado e a R$ 153,90 no litoral

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A saca de 60 quilos da soja inicia esta quinta-feira (08) com aumento no interior do Paraná e redução na região litorânea de Paranaguá.

No interior  paranaense, o grão apresenta alta de 0,32%, com a saca negociada a R$147,67. Em Paranaguá, a baixa foi de 1,14%, levando a cotação para R$153,90.


INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/10/2026 147,67 0,32% -4,67% 29,47
06/10/2026 147,20 -1,79% -4,98% 29,56
05/10/2026 149,89 -2,73% -3,24% 30,06
02/10/2026 154,10 -0,16% -0,52% 29,54
01/10/2026 154,35 -0,36% -0,36% 29,58


INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/10/2026 153,90 -1,14% -4,74% 30,72
06/10/2026 155,67 -1,53% -3,65% 31,26
05/10/2026 158,09 -1,16% -2,15% 31,71
02/10/2026 159,94 -0,60% -1,00% 30,66
01/10/2026 160,90 -0,41% -0,41% 30,84


Trigo

 

O trigo teve aumento de preço no Paraná e redução no Rio Grande do Sul.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.538,46. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.454,59.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
07/10/2026 1.454,59 -0,31% 0,28% 290,34
06/10/2026 1.459,09 0,52% 0,59% 292,99
05/10/2026 1.451,52 -0,21% 0,06% 291,12
02/10/2026 1.454,52 0,27% 0,27% 278,80
01/10/2026 1.450,60 0,00% 0,00% 278,00


PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
07/10/2026 1.538,46 0,76% -0,38% 307,08
06/10/2026 1.526,89 -1,57% -1,13% 306,61
05/10/2026 1.551,32 -0,15% 0,45% 311,13
02/10/2026 1.553,71 1,00% 0,61% 297,82
01/10/2026 1.538,31 -0,39% -0,39% 294,81

Os dados são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

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08/10/2026 04:00h

Leitores votam em empresas que mais se destacaram em ESG, crescimento, inovação, tecnologia e pesquisa mineral durante 2025, e escolhe também a Personalidade do Ano do Setor Mineral

A revista Brasil Mineral iniciou a votação para escolha das Empresas e Personalidade do Ano do Setor Mineral. A escolha das Empresas e da Personalidade é feita por voto direto dos leitores, que fazem sua escolha a partir de uma lista elaborada pelo corpo editorial e Conselho Consultivo de Brasil Mineral, composto por mais de 50 técnicos e empresários do setor. São indicadas empresas de grande, médio e pequeno porte que se destacaram em 2025 em ESG, Crescimento, Inovação e Tecnologia e Pesquisa/Prospecção Mineral. As respectivas justificativas para a indicação estão na cédula de votação.

Este ano, as empresas indicadas, são:

ESG Categoria Grande Porte:

  • AngloGold Ashanti – Pelo projeto Nova Vila, que visa transformar o território de antigas instalações de mineração em um bairro multipropósito focado em cultura, esporte, comércio, moradia e conservação ambiental;
  • Ferbasa – Pelo trabalho desenvolvido através da Fundação José Carvalho, controladora da companhia, nas áreas educacionais, empreendedorismo e socioambiental.

ESG Categoria Médio/Peq. Porte:

  • Appian Capital Brazil – Pelos programas socioambientais praticados em sua controlada Atlantic Nickel: STEM - programa de treinamento nas disciplinas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática com projetos práticos de contexto local; Projeto Cacau - para fomentar a melhoria na geração de renda de produtores locais de cacau.
  • CBL (Companhia Brasileira de Lítio) – Pela sustentabilidade nas operações pioneiras de produção de lítio, maximizando o uso de água e sem barragens de rejeitos. Programas sociais no Vale do Jequitinhonha.

CRESCIMENTO Categoria Grande Porte:

  • Aura Minerals – Programa de investimentos para implantação rápida de novas operações.
  • Vale – Investimentos no Programa Novo Carajás, com aporte de R$ 70 bilhões em 5 anos

CRESCIMENTO Categoria Médio/Peq. Porte:

  • G Mining – Implantação projeto Tocantinzinho, Projetos Oko West e Gurupi
  • LHG Mining – Projetos de ampliação da produção de minério de ferro em Mato Grosso do Sul

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA Categoria Grande Porte:

  • CBMM – Investimentos continuados em Inovação, desenvolvimento de novos produtos e novas aplicações para o nióbio.
  • NEXA RESOURCES – Programas de inovação tecnológica em suporte a segurança de operações.

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA Categoria Médio/Peq. Porte:

  • Kalium – Processo de aproveitamento de potássio a partir da rocha Glauconita
  • Viridis – Parcerias tecnológicas para aproveitamento de lantânio das terras raras e reciclagem de ímãs

PESQUISA/PROSPECÇÃO MINERAL (sem distinção de porte)

  • Bemisa – Desenvolvimento de novos depósitos de minério de ferro e pesquisa de terras raras em Minas Gerais
  • Geosol – Aplicação de novas tecnologias em pesquisa mineral no Brasil e desenvolvimento de equipamentos
  • Meridian – Pesquisa e descoberta de depósitos de cobre e ouro em Mato Grosso.
  • Meteoric – Dimensionamento de um dos maiores e melhores depósitos de terras raras em argilas iônicas no mundo.

PERSONALIDADE DO ANO DO SETOR MINERAL

  • Arnaldo Jardim – Deputado – Pela participação na construção do Projeto de Lei dos Minerais Críticos e Estratégicos
  • Gustavo Pimenta – CEO da Vale – Pela gestão da Vale focada em estabilidade operacional, crescimento em metais para transição energética e afirmação da mineração circular.
  • Ricardo Lima – CEO da CBMM – Consolidação da CBMM como líder global no mercado de nióbio, aposta no crescimento da empresa e priorização dos investimentos em tecnologia.

Esclarecemos que as Empresas e Personalidades do Ano foram indicadas sem conhecimento prévio. A votação das Empresas e Personalidade do Ano do Setor Mineral ocorre até o dia 16 de outubro. Para votar, acesse o link https://empresasdoano.com.br/

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08/10/2026 04:00h

Arroba do boi gordo é negociada a R$ 376,10 em São Paulo; suíno vivo registra queda em Santa Catarina

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O preço do boi gordo teve alta de 0,76% nesta quinta-feira (8). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 376,10.

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/10/2026 376,10 0,76% 3,24% 75,07
06/10/2026 373,25 0,08% 2,46% 74,95
05/10/2026 372,95 0,82% 2,37% 74,80
02/10/2026 369,90 0,93% 1,54% 70,90
01/10/2026 366,50 0,60% 0,60% 70,24



Preço do frango congelado e frango resfriado

No mercado de frango, os valores apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 8,38, enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 8,40.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
07/10/2026 8,38 0,72% 0,96%
06/10/2026 8,32 0,00% 0,24%
05/10/2026 8,32 -0,12% 0,24%
02/10/2026 8,33 0,36% 0,36%
01/10/2026 8,30 0,00% 0,00%


PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP 

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
07/10/2026 8,40 0,84% 1,08%
06/10/2026 8,33 0,00% 0,24%
05/10/2026 8,33 -0,12% 0,24%
02/10/2026 8,34 0,36% 0,36%
01/10/2026 8,31 0,00% 0,00%


Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

 Já a carcaça suína especial teve alta nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 9,25.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra declínio no preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 5,58. 

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg) 

Data Média Var./Dia Var./Mês
07/10/2026 9,25 1,43% 8,82%
06/10/2026 9,12 5,80% 7,29%
05/10/2026 8,62 3,11% 1,41%
02/10/2026 8,36 -1,65% -1,65%
01/10/2026 8,50 0,00% 0,00%


INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
07/10/2026 MG - posto 6,46 1,89% 5,21%
07/10/2026 PR - a retirar 5,66 0,53% 5,40%
07/10/2026 RS - a retirar 5,62 0,54% 6,64%
07/10/2026 SC - a retirar 5,58 0,36% 6,29%
07/10/2026 SP - posto 6,31 0,00% 9,17%

Os dados são do Cepea.

 

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores

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