05/02/2023 19:03h

Objetivo é retomar e intensificar as obras, preparar as rodovias para o período das chuvas, diminuir o número de acidentes graves nas estradas e garantir o escoamento da safra agrícola

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O governo federal anunciou um investimento de R$ 1,7 bilhão em melhorias nos setores rodoviário e ferroviário do país. O objetivo é retomar e intensificar as obras, preparar as rodovias para o período das chuvas, diminuir o número de acidentes graves nas estradas e garantir o escoamento da safra agrícola. A ação faz parte do Plano de 100 Dias de ações prioritárias do Ministério dos Transportes.  

Com o aporte, será possível entregar 861 quilômetros de estradas pavimentadas, revitalizadas e sinalizadas, até abril deste ano, além da construção e revitalização de 72 pontes e viadutos no mesmo período. As principais obras estão localizadas em 12 rodovias que cortam o país: BR-432/RR, BR-364/AC, BR-116/CE, BR-101/SE, BR-116/BA, BR-080/GO, BR-101/AL, BR-381/MG, BR-, 447/ES, BR-163/PR, BR-470/SC e BR-116/RS.

Atualmente, cerca de 20% das rodovias federais estão concedidas à iniciativa privada, segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Para o diretor de Planejamento e Economia da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Roberto Guimarães, cabe ao governo manter as boas condições de uso das rodovias não concedidas.

“Buraco em rodovia sem manutenção, rodovia sem estar duplicada aumenta o custo do transporte, aumenta o custo do pneu, do óleo diesel, gasta mais óleo. Então é muito importante investir nas rodovias não concedidas à iniciativa privada. E se não foram concedidas ainda, é porque não tem o retorno econômico para o setor privado comprar. Então é papel do estado mantê-las."

Guimarães destaca os principais benefícios do investimento no setor rodoviário: “O benefício é redução de custos, do Custo Brasil, da poluição, porque quanto menos tempo o caminhão fica na estrada, ele gasta menos combustível e polui menos. O investimento em rodovia é redução de acidentes.”

O professor de Economia de Transportes da Universidade de Brasília (UnB), Gildemir da Silva, explica que o investimento em rodovias pode aumentar a competitividade da economia nacional.

“No momento em que diminui custos logísticos, o produto tem um valor menor no mercado. E aí ele entra em competitividade com outros produtos de valores menores em outros países. Então, investir em rodovia faz com que o custo logístico diminua, o que diminui o custo do produto final. O produto final, sendo de menor preço, fica mais competitivo no mercado internacional.”

Outra vantagem econômica é a geração de emprego e renda, como aponta Gildemir da Silva. “Existem duas vertentes. Primeiro no processo de construção e manutenção [das rodovias] que gera recursos e empregos. E no segundo momento na operação, que também gera empregos. E hoje com a indústria 4.0, esses empregos podem ser de alta tecnologia. Como aumenta a competitividade, as indústrias nacionais, o agronegócio e a mineração alavancam certos trabalhos também, porque o volume aumenta, e aí precisam de mais gente trabalhando.”

Ferrovias

No setor ferroviário, as ações do Plano de 100 Dias envolvem:

  • FIOL II - Publicação do Edital – Lote 7F – remanescente de obras (abril/2023)
  • EF-222/RJ - Contratação da 3ª etapa da Adequação de Ramal Ferroviário em Barra Mansa-RJ (abril/2023)
  • Novas ferrovias autorizadas - Assinatura de 11 contratos
  • Corredor FICO-FIOL – Fase final dos estudos (abril/2023)
  • Rumo Malha Oeste - Audiência Pública (abertura) 
  • EF-170 MT/PA - Tratativas para retomada dos estudos 
  • Visitas técnicas a obras - FIOL I (Ilhéus/BA-Caetité/BA) e FIOL II (Caetité/BA-Barreiras/BA); Ferrovia Norte-Sul (trecho em obras Ouro Verde/GO-Rio Verde/GO); FICO (Mara Rosa/GO-Água Boa/MT); Transnordestina 
  • Destinação, por meio de doação ou cessão, de 1.000 sucatas de vagões e locomotivas
  • Revisão do Marco Regulatório de Ferrovias
  • Diretrizes da Política Pública de Autorizações Ferroviárias 
  • Estruturação do Programa PPP Ferrovias
  • Política Nacional de Transporte Ferroviário de Passageiros

O diretor de Planejamento e Economia da ABDIB, Roberto Guimarães, explica que a malha ferroviária brasileira atualmente é pequena e serve, basicamente, para transporte de minério de ferro e de soja. 

“É um investimento estruturante. E o setor privado não faz isso sozinho. O que é estruturante? Você vai de um lugar A para B que nem sempre tem a demanda. Mas você faz a ferrovia primeiro e depois vai gerar todos os adensamentos ao longo da ferrovia. Então é muito importante o país estar pensando em melhorar o seu modal de transporte, colocar mais ferrovias, com parcerias público-privadas. Então é preciso ter nas ferrovias parceria público privada, com todos os benefícios: redução de poluição, melhora no transporte e redução do Custo Brasil.”

Baixo investimento

O Plano de 100 Dias também prevê a retomada de 670 quilômetros de obras que estão paradas atualmente por falta de verbas, a elaboração de projetos que contemplam 1.400 quilômetros de rodovias, além de 19 ações ambientais envolvendo estudos, plantio compensatório e recuperação de áreas degradadas.

No entanto, o professor Gildemir da Silva avalia que o aporte de R$ 1,7 bilhão é um recurso baixo.

“Eu não sei se isso resultará em grandes resultados. Contudo, investir em rodovias nesse momento é um ponto mais crucial, porque, no curto prazo, rodovias dão resultados mais rápidos. E há a necessidade de recuperação de algumas estradas. E aí vai depender da prioridade dada. Já as ferrovias, R$ 1,7 bilhão não resolve muita coisa. Ferrovia é muito caro.”

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O Ministério dos Transportes também recebeu sugestões de ações prioritárias por meio de uma consulta pública. Ao todo, foram mais de 6.000 contribuições da sociedade civil, sendo a maioria no sentido de ampliar a competitividade da infraestrutura e da logística de transportes de cargas e pessoas; promover a segurança do trânsito; melhorar a qualidade da infraestrutura e serviços de transportes; entre outros pontos relacionados à redução da burocracia, sustentabilidade, governança e acesso à informação.

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05/02/2023 18:52h

Dificuldades para ouvir e enxergar, podem estar relacionadas ao mau desempenho do aluno na escola

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Notas baixas e dificuldade em realizar tarefas em sala de aula nem sempre são por falta de interesse do aluno. Problemas com a saúde dos olhos e ouvidos também podem afetar o rendimento escolar das crianças. E, neste começo de ano letivo, é importante que os pequenos passem por uma bateria de exames oftalmológicos e auditivos.

É o que apontam especialistas ouvidas pelo Brasil 61. A fonoaudióloga Ariane Gonçalves, da clínica AudioFisa, alerta que fatores genéticos ou infecções no ouvido podem atrapalhar a concentração e o desempenho do aluno. 

“É importante realizar o check-up auditivo nas nossas crianças agora, na volta às aulas, para ver se a criança tem alguma infecção de ouvido, se tem algo atrapalhando a passagem do som. Porque, caso esteja alguma coisa atrapalhando a passagem desse som, a criança vai ficar desatenta na escola e pode desencadear alguns problemas.”

Já Magna Rodrigues, oftalmologista do CBV-Hospital de Olhos, recomenda que crianças façam avaliações oftalmológicas anualmente para que se possa reconhecer doenças, como a miopia, que pode atrapalhar o desenvolvimento escolar.

“A miopia é a dificuldade de enxergar de longe, então essa criança vai ter dificuldade de enxergar o quadro, de desenvolver atividades e até de fazer esportes. Lembrando que o erro refrativo como a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo é a principal causa de cegueira e há uma cegueira que é reversível e tratada. Se for acompanhada e usando os métodos de tratamento adequado”, orienta a médica.

Sinais

Segundo a oftalmologista Magna Rodrigues, alguns dos importantes sintomas para prestar atenção e suspeitar se a criança tem algum tipo de problema na visão são:

  • Apertam as pálpebras forçando o olhar;
  • Apertam os olhos;
  • Preferem ficar perto do quadro.

Para identificar possíveis problemas auditivos, a fonoaudióloga Ariane Gonçalves aponta os seguintes sinais:

  • Não segue comandos simples, como “pegue seus sapatos”, ou não entende instruções simples;
  • Frustra-se facilmente com falhas de comunicação;
  • Está ficando para trás com relação às habilidades de fala e comunicação;
  • Depende da leitura labial.

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05/02/2023 18:31h

A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)

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A segunda semana de fevereiro será marcada por pancadas de chuva em todos dos estados da região Norte e grande parte do Nordeste. Exceção apenas do estado da Bahia, onde o tempo pode variar de céu aberto a possibilidade de chuva isolada.  A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Segundo nota técnica divulgada pelo instituto, a instabilidade no tempo é ocasionada pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no centro-norte da região Nordeste, principal sistema causador de chuva no semiárido nordestino, e o padrão dos ventos em altos níveis da atmosfera. 

"A partir do final de semana (04 e 05/02), a ZCIT, principal sistema causador de chuva no semiárido nordestino, deverá favorecer o aumento de umidade e, consequentemente, a formação de nuvens, especialmente no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, estados onde as chuvas dos últimos dias foram bastante isoladas. Já no Maranhão, Piauí e Ceará, elas estão mais intensas e deverão permanecer assim", aponta a nota técnica.

Fortes chuvas devem atingir todo o Centro-Oeste e algumas regiões do Sudeste, como o estado do Rio de Janeiro, a região metropolitana de São Paulo, o vale do paraíba paulista, Campinas, Ribeirão Preto, Araçatuba e São José do Rio Preto. 

Em Minas Gerais, as chuvas alcançam o triângulo mineiro e alto paranaíba, a região central mineira, a região metropolitana de Belo Horizonte, o Vale do Rio Doce, oeste, sul e sudoeste de Minas, Campo das Vertentes e Zona da Mata. No estado, 117 municípios estão com situação de emergência decretada por conta das chuvas intensas.

Olivio Bahia, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica sobre os temporais na região Sudeste do país.

“No decorrer da semana a condição para chuva em função do forte calor e da alta umidade do ar permanece provocando instabilidade e chuvas especialmente sobre áreas do sudeste e aí a gente chama atenção pro estado de Minas Gerais, Rio de Janeiro, faixa norte do estado de São Paulo nessas áreas são esperados temporais mesmo que de forma localizada chuvas que devem vir acompanhada de raios”

O meteorologista diz que para a região Sul, é esperado uma nova onda de calor.

“Pouca condição para chuva apenas no centro leste da Bahia, nordeste do estado de Minas Gerais e áreas do sul do Brasil. Por falar no sul do Brasil, as temperaturas por lá durante a semana devem se aproximar dos 40°C principalmente no Rio Grande do Sul, onde estamos na expectativa de uma nova onda de calor que vai manter a condição bastante delicada em função das altas temperaturas, baixa umidade do ar e a falta de chuva que acaba impactando, principalmente na agricultura e no reservatório de água”, explica o especialista.

No noroeste, sudoeste e centro ocidental rio-grandense, o alerta é para o perigo da baixa umidade do ar.

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05/02/2023 18:00h

Em entrevista ao Brasil 61, o médico mastologista da Secretária de Saúde do Distrito Federal, Flávio Vasconcelos, fala sobre a importância da mamografia para o diagnóstico precoce do câncer de mama e esclarece as principais dúvidas sobre o exame

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O câncer de mama é um dos desafios no cenário atual de envelhecimento populacional e enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no país o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. Dados do INCA apontam que no ano de 2022 foram estimados 66.280 novos casos, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres. 

Atualmente, o diagnóstico precoce é fundamental. Quanto mais cedo um tumor invasivo é detectado e o tratamento é iniciado, maior a probabilidade de cura. Por esse motivo, várias ações vêm sendo implementadas para diagnosticar o câncer nos estágios iniciais. 

Para esclarecer dúvidas sobre diagnóstico precoce e a importância da realização do exame da mamografia, o Brasil 61 recebe o médico mastologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Flávio Vasconcelos.

Brasil 61: O que representa o Dia Nacional da Mamografia? 

Flávio Vasconcelos: A mamografia representa o cuidado da mulher para o diagnóstico precoce dessa patologia que é o câncer, que é a doença em termos de câncer que mais afeta as mulheres.

Brasil 61: Qual a idade recomendada para fazer a primeira mamografia?

F.V: A Sociedade de Mastologia, a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia, a Sociedade de Radiologia e as entidades médicas vinculadas ao tema recomendam que ela seja feita numa paciente que não tenha alto risco para câncer de mama crescente iniciada aos 40 anos de idade. Já o Ministério da Saúde recomenda a partir dos 50 anos.

Brasil 61: Qual é a periodicidade recomendada? 

F.V: A sociedade da mesma forma recomenda que o exame seja feito com periodicidade anual, desde que esteja sem nenhuma alteração ou com alterações benignas. Já o Ministério da Saúde coloca que a periodicidade não deve ultrapassar dois anos, então ele recomenda que o máximo seja de dois em dois anos.

Brasil 61: Como se preparar para o exame e quais cuidados são necessários? 

F.V: Basicamente não tem nenhum cuidado especial. A única coisa que a gente recomenda muito é que qualquer desodorante que possa ter fragmentos de cálcio pode atrapalhar a monografia. Então, evite [usar] um desodorante quando for fazer o exame; no máximo é isso. O resto não tem nenhum cuidado especial a mais.

Brasil 61: A vacina contra a Covid-19 pode interferir no exame de mamografia?

F.V: Pode interferir nas axilas. A axila é preocupante no câncer de mama porque o primeiro lugar que ele vai é para a íngua, debaixo do braço, que nós médicos chamamos de linfonodos. Então, quando você avalia a mama, você também avalia essas ínguas para ver se elas estão com formato normal. E a vacina da Covid-19 pode aumentar esses linfonodos, que são as ínguas, e alterar a forma deles, inclusive pode dar a falsa impressão de ser uma suspeita para câncer. Então o recomendado é que os exames de mama sejam feitos quatro meses após a vacina para evitar essas situações de falso positivo.

Brasil 61: Como é feito o exame de mamografia?

F.V: Primeiramente, tem muito o tabu, o medo da compressão. Mas a compressão é que faz toda a diferença da mamografia, porque o que diferencia a mamografia de um raio x normalmente é justamente a compressão. E a compressão é que torna os nódulos e as alterações mais evidentes. Essa compressão tem legislação para isso. Esses mamógrafos são checados periodicamente. Então é uma compressão que é padrão, não vai trazer nenhum dano ou mal para essa paciente. É um desconforto, sim, mas é um desconforto rápido e não é tão exagerado. Então é importante quebrar esse mito do medo de não fazer pela dor. Outro cuidado importante é evitar fazer a mamografia no período pré-menstrual, porque nessa fase as mamas já estão naturalmente mais sensíveis, então qualquer compressão vai ficar mais sensível. Mas caso você faça o exame nessa fase, o resultado não vai mudar, a imagem não vai alterar, só mesmo o conforto da paciente que vai ser melhor. A paciente chega, entra na sala do exame, o técnico vai posicionar a mamografia sobre o local que vai fazer a compressão na mama e vai fazer o raio x dela em duas posições para poder avaliar direitinho. Não tem nenhum preparo especial, como eu disse, além do desodorante. Acabou, a paciente vai embora para casa, não precisa de nenhum repouso, não atrapalha nenhuma atividade do dia.

Brasil 61: Somente o exame da mamografia é capaz de diagnosticar o câncer de mama ou é preciso exames complementares?

F.V: Se eu tenho condições de fazer apenas um exame, a mamografia, que é o exame de eleição. É o único exame até hoje que é capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama em pacientes que realizam exames de maneira frequente. [ A mamografia] não evita de aparecer o câncer, ela reduz a mortalidade, que permite pegar as lesões mais iniciais, e quanto mais inicial você pega, maior a chance de cura. É sabido que pacientes jovens, gestantes, lactantes têm as mamas muito densas, ou seja, aquela mama jovem, que tem bastante glândulas mamárias. Então, com essas pacientes, a mamografia pode não evidenciar todas as alterações, por isso seria recomendado uma ultrassonografia para complementar essa mamografia. E nos pacientes de alto risco para câncer de mama, existem várias definições do que é alto risco. Na consulta médica, a gente consegue estabelecer bem, tanto o generalista, quanto o mastologista, ou ginecologista. Nesses casos é indicado a ressonância nuclear magnética de mamas para complementação.

Brasil 61: O autoexame substitui a mamografia? 

F.V: Não, tanto que hoje a gente não tem mais aquele ato de fazer o autoexame regularmente. O que a gente recomenda às pacientes hoje é um autocuidado corporal. O que é isso? É conhecer o próprio corpo, estar familiarizada com o corpo dela, porque à medida que detecta alguma alteração, é mais fácil abrir, porque a paciente conhece o corpo dela. Então o autoexame é mais no sentido de conhecimento corporal e identificar-se nas alterações pela própria paciente. Mas sem aquela neura, aquele excesso de todo sétimo dia pós menstrual, é usar o seu dia a dia mesmo. Não substitui a mamografia, desde a década de 1980, os estudos mostraram que não é eficaz e não diminui a mortalidade por câncer de mama.

Brasil 61: Qual a importância do exame? 

F.V: A importância é o diagnóstico precoce do câncer de mama. O câncer de mama é o câncer mais frequente nas mulheres. A cada dez mulheres com câncer, três vão ter câncer de mama, então é um índice alto, e é o que a gente mais tem que fazer ações de detecção precoce. A gente não consegue evitar que ele apareça, a gente trabalha com diagnóstico precoce e para fazer o diagnóstico precoce, o melhor exame é a mamografia. Então isso é o principal argumento. Faça a mamografia para que a gente consiga, caso aconteça, identificar o câncer de maneira mais precoce. Diagnosticado precocemente, nós conseguimos salvar a mama da paciente, retirando menos fragmentos, a gente consegue ter tratamentos menos agressivos, evitar a quimioterapia, radioterapia e a gente consegue fazer uma gama de atitudes que preservem a qualidade de vida, a saúde e a feminilidade que a mama representa para as pacientes.

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05/02/2023 18:00h

A temperatura pode variar entre 14°C e 36°C

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Muitas nuvens com possibilidade de chuva e possíveis trovoadas em todo o território do Norte nesta segunda-feira (5).

A temperatura mínima fica em torno de 14ºC, no Amazonas, e a máxima pode chegar aos 36ºC. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 95%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

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05/02/2023 18:00h

A temperatura pode variar entre 18ºC e 37ºC

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Nesta segunda-feira (6), o tempo fica nublado com pancadas de chuva e trovões em todo o Nordeste, exceto na Bahia, onde pode chover no extremo oeste e no Vale São Franciscano, enquanto nas demais áreas fica ensolarado.

A temperatura mínima fica em torno de 18ºC, e a máxima pode chegar aos 37ºC. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

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05/02/2023 18:00h

A temperatura pode variar entre 13ºC e 38ºC

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A previsão do tempo para esta segunda-feira (6) é de céu encoberto, podendo chover e trovejar, em todo o Sul do país, exceto no sudoeste do Rio Grande do Sul, onde fica apenas com poucas nuvens.

A temperatura mínima fica em torno de 13ºC, e a máxima pode chegar a 38°C. A umidade relativa do ar varia entre 35% e 100%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

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05/02/2023 18:00h

A temperatura pode variar entre 18ºC e 38ºC

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Nesta segunda-feira (6), dia nublado com chance de chuva e trovões em todo o Sudeste, com exceção das microrregiões mineiras de Almenara, Pedra Azul e Salinas, onde o tempo fica ameno.

A temperatura mínima fica em torno de 18ºC, e a máxima prevista é de 38ºC. A umidade relativa do ar varia bastante, entre 35% e 100%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

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05/02/2023 18:00h

A temperatura pode variar entre 18ºC e 35ºC

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A previsão do tempo para esta segunda-feira (8) é de muitas nuvens com possível chuva e trovoadas isoladas em todo o Centro-Oeste.

A temperatura mínima fica em torno de 18°C, no Distrito Federal, e a máxima pode chegar aos 35°C. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 95%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

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05/02/2023 17:18h

Documento foi entregue ao presidente Lula e ao chanceler alemão, Olaf Scholz, em reunião em Brasília

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias Alemãs e a Comissão de Negócios Alemães da América Latina assinaram e entregaram ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e  ao chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, uma declaração conjunta que aponta cinco ações consideradas como prioritárias pelo setor, para comércio e investimentos bilaterais em 2023. 

O documento foi apresentado aos líderes em reunião realizada na última segunda-feira (30), em Brasília, para discutir a parceria estratégica entre os dois países. Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), dentre as pautas do encontro estão paz e segurança, transição energética, mudanças climáticas, reindustrialização, agricultura sustentável, combate à pobreza, saúde e educação. O acordo Mercosul-União Europeia também foi abordado na reunião.

Brasil e Alemanha são tradicionais parceiros em comércio; investimentos, com destaque para o setor industrial; e em pautas ambientais. O país europeu vai liberar cerca de € 200 milhões para uso em ações ambientais no Brasil.  O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela ministra da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze. 

De acordo com o MRE, mais de mil empresas alemãs atuam em território brasileiro e a corrente de comércio bilateral superou US$ 19 bilhões em 2022. O Brasil é o principal parceiro da Alemanha na América do Sul. O economista William Baghdassarian explica que a relação entre os dois países vai além das trocas comerciais. 

“A relação econômica entre Brasil e Alemanha é muito mais ampla do que só importação e exportação. Ela passa pela Alemanha ser a principal economia europeia e falar em nome da Europa. Então estamos falando em integração com a Europa, não só com a Alemanha”, pontua. 
 

Prioridades

A primeira prioridade elencada no documento é a conclusão do Acordo União Europeia-Mercosul. Os representantes da indústria afirmam se tratar de uma medida fundamental para aumentar o comércio bilateral.

A modernização do plano de ações da parceria estratégica entre Brasil e Alemanha é a segunda prioridade da lista. O grupo justifica que essa é uma forma de alcançar novas áreas de cooperação e defende a inclusão de tópicos como descarbonização, inteligência artificial e segurança cibernética. Outro pedido presente no documento é um novo e moderno tratado para evitar dupla tributação. 

Na sequência, o documento traz como prioridade a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para a indústria, “avançar no sentido da coerência regulamentar, econômica, tributária, ambiental, tecnológica e política entre as economias mundiais mais relevantes exige compromissos de longo prazo por parte dos governos e das partes interessadas do setor privado”. 

Promover iniciativas bilaterais de digitalização e da Indústria 4.0 encerra a lista das principais medidas defendidas por representantes da indústria nas relações entre os países. Os tópicos citados são: tecnologia 5G; segurança cibernética; e transição energética sustentável. Para o economista Hugo Garbe, as prioridades apresentadas pela indústria são importantes para facilitar o comércio internacional. 

“Um acordo para evitar bitributação é um acordo que visa facilitar o comércio internacional entre Brasil e Alemanha. Uma das prioridades é a entrada do Brasil na OCDE, que é um órgão comercial. Essencialmente os países que fazem parte da OCDE são países que buscam o estado da arte em termos de relações econômicas internacionais. Então é importante o Brasil levar a sério essas prioridades para figurar entre os países mais importantes, não só da América Latina como do mundo”, afirma. 
 

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Brasil 61