11/06/2026 07:00h

A iniciativa integra o Programa de Capacitação e Qualificação Profissional da Escult e busca fortalecer a formação técnica de trabalhadores e trabalhadoras da cultura

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A Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult) está com inscrições abertas para a segunda turma do Curso Livre de Fotografia. Gratuita, online e autoinstrucional, os interessados podem se inscrever até o dia 2 de novembro, por meio da plataforma da Escult.

Com carga horária de 60 horas, o curso aborda conteúdos fundamentais para a formação fotográfica, como história da fotografia, técnicas de fotometria, uso de lentes e objetivas, composição de imagens e pós-produção. A iniciativa integra o Programa de Capacitação e Qualificação Profissional da Escult e busca fortalecer a formação técnica de trabalhadores e trabalhadoras da cultura.

Mais do que registrar imagens, a fotografia é uma linguagem artística e uma ferramenta de comunicação cada vez mais presente no cotidiano contemporâneo. Em um cenário em que milhões de pessoas carregam câmeras no bolso por meio dos celulares, o curso propõe ampliar o olhar sobre as possibilidades criativas da fotografia, explorando técnicas de luz, enquadramento, narrativa visual e preservação de imagens.

O curso também aborda a importância da fotografia como documento histórico, expressão artística e memória social. Próxima de completar 200 anos de existência, a linguagem fotográfica segue em constante transformação e cada vez mais integrada às dinâmicas culturais e digitais da sociedade.

A formação é coordenada pelo professor doutor Murilo Gabriel Berardo Bueno e tem como objetivo ampliar oportunidades de qualificação técnica no setor cultural, oferecendo suporte a profissionais envolvidos em produções culturais e criativas.

Sobre a Escult

A Escult foi desenvolvida pela Diretoria de Políticas para Trabalhadores da Cultura (Dtrac), da Secretaria de Economia Criativa (SEC) do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Instituto Federal de Goiás (IFG). A iniciativa oferece cursos livres, formações iniciais e continuadas (FIC) e pós-graduações alinhadas ao Plano Nacional de Cultura, com o compromisso de ampliar o acesso à formação profissional no setor cultural brasileiro.

Serviço

  • Curso Livre de Fotografia
  • Inscrições: de 2 de junho a 2 de novembro de 2026
  • Carga horária: 60 horas
  • Formato: online e autoinstrucional
  • Gratuito
  • Inscrições em: escult.cultura.gov.br
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11/06/2026 04:55h

Fundada em 11 de junho de 1912, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) representa mais de 2,3 mil associações e luta pelo empreendedorismo

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No dia 11 de junho de 1912 foi fundada a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Em 2026, a entidade completa 114 anos e segue como representante do sistema associativista empresarial brasileiro.

Atualmente, a CACB reúne 27 federações estaduais, mais de 2.300 associações comerciais e empresariais e representa cerca de 2 milhões de empreendedores de diferentes setores da economia.

Para o presidente da Confederação, Alfredo Cotait Neto, a força da entidade reside na união. “Somos um sistema que conecta empresários de todos os setores da economia, de todos os portes e de todas as realidades, sempre com um objetivo comum: construir um ambiente cada vez mais favorável para empreender, gerar empregos, criar oportunidades e promover o desenvolvimento econômico e social”, ressalta.

Bandeiras

Ao longo de sua história, a CACB participou de debates relacionados ao ambiente de negócios, à modernização econômica e à competitividade das empresas brasileiras.

"A Confederação é uma entidade de representação política e não partidária. Temos nossos ideais e defendemos valores para o associativismo e para as micro e pequenas empresas”, explica Cotait Neto.

Segundo o presidente da entidade, uma das prioridades da CACB é a defesa das micro e pequenas empresas, responsáveis por mais de 94% do empreendedorismo brasileiro. Entre as pautas defendidas está a atualização da tabela de enquadramento do Simples Nacional.

“Defender a atualização das faixas do Simples Nacional é defender a formalização, a sobrevivência dos pequenos negócios e a preservação de milhões de empregos gerados pelo setor que mais emprega no Brasil”, destaca o presidente. 

A CACB também atua junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em pautas como redução da burocracia, ampliação da liberdade econômica, segurança jurídica, modernização das relações de trabalho e incentivo ao empreendedorismo.

A entidade ampliou sua participação em temas como a Reforma Tributária, a negociação coletiva e o Marco Regulatório da Inteligência Artificial.

Associativismo

Para o presidente da Confederação, a capilaridade da rede associativista é um dos diferenciais da entidade. “Nossa força vem da base, das associações comerciais presentes nos municípios, onde estão os problemas reais e as demandas dos empresários”, reforça Cotait. Segundo ele, essa estrutura permite acompanhar as necessidades dos empreendedores e defender soluções compatíveis com a realidade econômica de cada região.

A CACB também ampliou sua atuação por meio de iniciativas como o G50+, movimento que reúne associações comerciais do país; o painel Gasto Brasil, voltado à transparência dos gastos públicos; e a Rede Parlamentar de Apoio à Micro e Pequena Empresa.

Outro projeto é o Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, que reúne núcleos em todo o país e promove ações de capacitação para mulheres empreendedoras.

Ao completar 114 anos, a confederação reafirma o compromisso de atuar em defesa do desenvolvimento econômico. “Mais do que celebrar nossa história, renovamos nosso compromisso com o futuro. Seguiremos trabalhando para fortalecer a livre iniciativa, apoiar quem empreende e contribuir para um Brasil mais competitivo, próspero e desenvolvido”, finaliza Cotait.

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11/06/2026 04:50h

Encontro promovido pela ApexBrasil ocorrerá entre 28 e 30 de julho, durante o Fórum E-Commerce Brasil, em São Paulo; evento reunirá empresas interessadas em expandir negócios para outros países

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O comércio eletrônico tem ganhado espaço como alternativa para empresas brasileiras ampliarem sua presença no mercado internacional. Diante disso, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) vai promover uma nova edição do E-Xport Meeting. Trata-se de um evento voltado para a internacionalização de negócios por meio do comércio eletrônico.

O evento será realizado entre os dias 28 e 30 de julho de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A programação será realizada dentro do Fórum E-Commerce Brasil, considerado o maior evento do setor na América Latina.

O encontro faz parte do Programa E-xport, iniciativa criada pela ApexBrasil para ampliar a presença de empresas brasileiras no mercado internacional utilizando o e-commerce como canal de exportação.

A gerente de Competitividade da ApexBrasil, Clarissa Furtado, reforça que a estratégia combina capacitações, suporte técnico, parcerias com marketplaces globais e ações de promoção comercial voltadas a empresas de diferentes portes e segmentos.

“Desde 2018, nós já atendemos mais de 3 mil empresas no programa. Nesse momento, a gente está focando em tentar conectar essas empresas com os grandes compradores internacionais que atuam em marketplaces. A ideia é conectar o planejamento das empresas aos resultados, mostrando para elas como o e-commerce pode ser aquele momento em que a estratégia se transforma em negócios”, destaca.

Com inscrições gratuitas e vagas limitadas, a edição de 2026 deverá reunir novamente empresas interessadas em usar plataformas digitais para acessar novos mercados e ampliar sua presença internacional.

Balanço das últimas edições

Nas últimas edições, o E-Xport Meeting passou a concentrar boa parte dessa agenda. O evento reúne empresários, especialistas e representantes de plataformas digitais para discutir tendências, apresentar ferramentas e criar oportunidades de negócios voltadas ao mercado externo.

Em 2025, a sexta edição teve como tema a aplicação da inteligência artificial no comércio eletrônico internacional. Ao longo de três dias, mais de 400 participantes acompanharam palestras, oficinas, estudos de caso e atividades de conexão com marketplaces internacionais.

VEJA MAIS:

No ano anterior, a programação reuniu mais de 20 painéis e 55 palestrantes. Somadas as versões presencial e virtual, as ações realizadas em 2024 contaram com a participação de mais de 1.100 empresas.

A edição de 2025 também marcou a realização da primeira rodada do Exporta Mais Brasil dedicada exclusivamente ao comércio eletrônico. Nos dias 30 e 31 de julho, 66 empresas brasileiras dos setores de moda, cosméticos e soluções tecnológicas para e-commerce participaram de encontros presenciais com sete compradores internacionais vindos dos Emirados Árabes Unidos, México, Portugal, Reino Unido, Rússia e Singapura.

A seleção das empresas buscou ampliar a participação de diferentes regiões do país e incentivar a diversidade entre os participantes, com atenção a negócios liderados por mulheres e por pessoas negras ou pardas, além de empreendimentos sediados nas regiões Norte, Nordeste e no Distrito Federal.

Participação ampla

Além dos eventos presenciais, o Programa E-xport mantém acordos com plataformas de alcance global. Entre elas estão a Shopee, com foco no mercado do Sudeste Asiático, e o Alibaba.com, considerado o maior ecossistema B2B do mundo. A iniciativa também oferece programas de mentoria, como o Mulheres Globais, voltados à preparação de empresas para a atuação em mercados internacionais.

O avanço do comércio eletrônico ajuda a explicar a aposta na estratégia digital de exportação. Dados citados pela ApexBrasil indicam que o e-commerce global movimentou cerca de US$ 11 trilhões em 2024. A expectativa é de crescimento médio anual de 10,7% até 2029. 

No Brasil, o setor registrou faturamento de R$ 204,3 bilhões em 2024, com projeção de alcançar R$ 234,9 bilhões em 2025 e chegar a R$ 289 bilhões até 2029.
 

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11/06/2026 04:45h

Unidade já realizou mais de 1,4 mil cirurgias e atende pacientes de diferentes estados brasileiros

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Um ano após a inauguração, o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) contabiliza 420 novos pacientes atendidos, mais de 2,4 mil sessões de quimioterapia e 5,4 mil consultas médicas ambulatoriais.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (10) pelo governador de Goiás, Daniel Vilela, durante o balanço das atividades da unidade, que atende pacientes oncológicos infantojuvenis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao lado da primeira-dama Iara Vilela, o governador destacou que o hospital ampliou o acesso a tratamentos de alta complexidade para pacientes de Goiás e de outros estados. O complexo recebeu investimento de R$ 255,8 milhões e iniciou as atividades em junho de 2025.

“É importante comemorar esse primeiro ano. Só ele já justifica todo o investimento, todos os desafios que foram superados inicialmente com a determinação do governador Ronaldo Caiado de oferecer, às famílias goianas e a outros brasileiros, um tratamento de qualidade”, afirmou Daniel. “A gente tem aqui um hospital de combate ao câncer infantil. O mais efetivo que tem no combate à doença, com todos os equipamentos modernos e que permitem tratamentos tão evoluídos”, acrescentou.

Segundo o governador, a unidade reduziu a necessidade de deslocamento de famílias que antes buscavam atendimento em outros centros especializados.

“Quando você tem um diagnóstico dessa doença, você inicia não só uma batalha de saúde, mas existem outras. Por exemplo, a de tantas pessoas que têm que deixar o seu trabalho, a sua renda, mudar com os seus filhos para Barretos, que era sempre o ponto mais buscado pelas famílias mais simples do nosso estado, que não tinham recursos para se tratar no privado”, disse.

“A partir do momento que tem o Cora, a gente modifica a vida dessas pessoas e minimiza esse momento de tanta dificuldade, essas batalhas vividas por essas pessoas”, completou Vilela.

Fila zerada 

Responsável pela gestão do hospital e presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata afirmou que a unidade contribuiu para zerar a fila de tratamento oncológico infantil em Goiás.

“Pessoas de Goiás, Tocantins, estavam indo para Porto Velho porque não tinha vaga em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e tinham de se dirigir para qualquer parte do país. Essa fila para Goiás acabou”, declarou.

Prata também avaliou que a estrutura oferecida pelo Cora supera a de hospitais privados de referência.

“Essa estrutura oferecida é superior a qualquer serviço privado que tem na capital de Goiás ou que tem na capital de São Paulo. As provas disso são científicas. E é graças ao Tesouro do Estado de Goiás, a gestão do ex-governador Ronaldo Caiado e do governador Daniel Vilela que assumiram isso sem dividir com o governo federal.

O estado não ficou esperando parceria com ninguém. Assumiu, isso é uma responsabilidade de gestão”, afirmou.

Relatos positivos

Além dos resultados assistenciais, pacientes e familiares relataram os impactos do atendimento recebido.

Mãe de Noah, atendido na unidade há quase um ano, Bianca Rodrigues afirmou que a abertura do hospital evitou a transferência da família para outro estado. “Achei maravilhoso, porque não permitiu a gente deslocar para outra cidade; estava na iminência de ir para outro hospital, ou para Barretos ou para Brasília”, disse. “Desde quando abriu, sempre fomos bem assistidos. O tratamento foi rápido: assim que abriu, já fez a cirurgia, acompanhamento e biópsia. Então, pra gente foi maravilhoso.”
Márcia Apinajé Santiago, mãe de Rômulo, de 18 anos, diagnosticado com leucemia aos 17, também relatou a experiência da família.

“O plano era ir para Brasília, porque temos parentes lá. Quando chegamos aqui em Goiânia, uma pessoa falou que o governador tinha construído esse hospital, comparado com o de Barretos”, contou. “Desde o dia que ele [Rômulo] entrou aqui, nunca faltou nada. Já no primeiro dia, ele foi super bem atendido. Ele tá super bem agora; vamos ficar só acompanhando. Era para ser um tratamento de um a dois anos, mas ele reagiu tão bem. A gente só tem a agradecer.”

Natural de Araguatins (TO), Fabiana Santos Maiada também enfrentou dificuldades até encontrar atendimento para o filho, Mário Francisco, de 15 anos.

“Meu filho recebeu diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda B2 e daí veio toda essa trajetória nossa de transferência para um hospital onde tivesse tratamento. Foi um tempo muito angustiante. Porque além da doença, a gente também tem a luta financeira. Porque não tinha como meu esposo trabalhar. Ele [Mário Francisco] ficou 3 meses internado”, relatou.

Fabiana lembra que soube da abertura do hospital ainda durante o tratamento do filho em Rondônia. “Em março de 2025, uma enfermeira do Hospital em Rondônia falou que que ia ter esse hospital aqui. E foi como uma chuva de bençãos para o meu filho Mário Francisco. Ele se sentiu mais vigoroso, com vontade de viver, de lutar contra essa doença.”

Sobre a estrutura

O Cora conta com 60 leitos pediátricos, incluindo internação, observação, UTI pediátrica, centro cirúrgico, unidade de quimioterapia e setor de transplante de medula óssea.

A estrutura também dispõe de equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassom, raio-X digital e centro de reabilitação com tecnologia robótica.

O secretário estadual da Saúde, Rasível Santos, destacou os resultados obtidos desde a inauguração. “Estamos acompanhando muitas curas acontecendo aqui no Cora, resultado de uma política pública de muita responsabilidade, começada com o ex-governador Ronaldo Caiado e agora sendo conduzida pelo nosso governador Daniel Vilela”, afirmou.

Ao destacar o papel que a unidade vem desempenhando no atendimento oncológico em Goiás, o diretor-geral do Cora, Rafael Mendonça, ressaltou que o hospital se consolidou como um espaço de acolhimento, integração entre equipes e apoio às famílias durante o tratamento.

"O Cora tem uma importância ímpar nesse Estado. Eu tenho repetido sempre que ele é o hospital dos encontros. Aqui os profissionais se encontraram, as famílias se encontraram e os pacientes se encontraram. E com um objetivo único, que é cura", pontuou.

Números

A oncologia pediátrica concentra o maior volume de atendimentos do hospital, com 3,8 mil registros realizados no período. Outro avanço foi a implantação do serviço de transplante pediátrico de medula óssea.

Até o momento, o Cora realizou quatro transplantes autólogos de células-tronco em crianças e aguarda a regulação necessária para iniciar os transplantes alogênicos, quando o paciente recebe tecido de um doador compatível.

Ao longo do primeiro ano, foram realizadas 2,4 mil sessões de quimioterapia. O atendimento multidisciplinar somou 8,3 mil consultas em áreas como enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, fonoaudiologia, terapia ocupacional e odontologia.

O centro cirúrgico contabilizou 1,4 mil procedimentos, entre eles 242 cirurgias de grande porte, 198 de médio porte e 958 de pequeno porte.

A maior parte dos pacientes atendidos (98,25%) é de Goiás, embora o hospital também tenha recebido pessoas do Distrito Federal, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.

Na avaliação dos usuários, o hospital alcançou índice de 84,5% no Net Promoter Score (NPS), indicador que o posiciona na faixa de excelência. Já levantamento da Ouvidoria, realizado entre fevereiro e maio, mostrou que 98,6% dos pacientes e familiares recomendariam a unidade para amigos e parentes.

A estrutura física obteve 100% de aprovação. A equipe multiprofissional registrou índice de 98,6%; a equipe médica, 95,9%; e a enfermagem, 91,89%.

Parceria com o Crer

O hospital também está em fase final de negociação de uma parceria com o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).

Pelo acordo, pacientes elegíveis para terapia robótica serão encaminhados ao Cora, que dispõe de quatro robôs voltados à reabilitação. A expectativa é atender cerca de 10 pacientes do Crer por semana, sempre às sextas-feiras, após triagem para identificação dos casos aptos ao uso da tecnologia.
 

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11/06/2026 04:40h

Deputada do RN afirma que ampliação dos limites pode reduzir a carga tributária e estimular o crescimento empresarial; projeto em discussão na Câmara prevê aumento do teto de faturamento do MEI

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A atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional, em discussão no Congresso Nacional, tem mobilizado o setor produtivo e parlamentares. A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) defende que a revisão prevista no Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021 para o microempreendedor individual (MEI) seja estendida às demais faixas de enquadramento do regime tributário. 

Para a deputada, a atualização das tabelas do Simples vai fortalecer a atividade econômica. “Esse ajuste no Simples é de extrema importância para a economia brasileira. Então, no momento que aumenta o teto do MEI e aumenta as possibilidades de ampliação das pequenas empresas, faz com que esse empreendedor pague menos impostos, o que colabora com a economia brasileira”, explica.

Tramitação

Em março, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o PLP. O texto prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até R$ 130 mil e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados. 

Embora o regime de urgência permita a votação em plenário sem análise das comissões permanentes, uma comissão especial foi instalada para discutir a proposta com representantes do governo, especialistas e entidades do setor produtivo antes da elaboração do parecer final. 

Entidades empresariais defendem a elevação do teto do MEI para aproximadamente R$ 144,9 mil anuais. Para microempresas, o limite sugerido é de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar faturamento de até R$ 8,69 milhões. O relator do texto, deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC), sinalizou que deve atender às reivindicações.

Defasagem

Na avaliação de entidades empresariais, a falta de atualização da tabela do Simples Nacional empurra empresas para a informalidade. Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), destaca que o modelo atual impede a permanência no regime de companhias que ainda não possuem faturamento condizente com o novo modelo tributário que passam a integrar.

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, afirma. 

Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.

Os limites de faturamento, em vigor desde 2018, são:

  • R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI)
  • R$ 360 mil para microempresas (ME)
  • R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte (EPP)
     
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11/06/2026 04:40h

Federação das Associações Empresariais do Maranhão (Faem) defende correção das tabelas para preservar sustentabilidade dos pequenos negócios; deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) afirma que proposta em tramitação na Câmara dos Deputados corrige defasagem histórica

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A atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional tem mobilizado o setor produtivo maranhense. A Federação das Associações Empresariais do Maranhão (Faem) está entre as entidades que defendem que a atualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI), proposto pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, seja estendida às demais faixas de enquadramento do regime tributário.

O presidente da Faem, Felipe Mussalém, afirma que a atualização da tabela é necessária para adequar a cobrança de tributos à realidade dos micro e pequenos negócios.

Segundo ele, os limites atuais não acompanham as mudanças econômicas ocorridas nos últimos anos, enquanto aumentaram as exigências fiscais e trabalhistas para as empresas. Mussalém destaca ainda a participação do segmento na geração de empregos.

“A atualização da tabela do Simples se torna fundamental para garantir a equiparidade de contribuições e de impostos dos pequenos e microempresários. A atualização desta tabela se torna fundamental para a garantia de perenidade desses negócios”, afirma Mussalém.

Tramitação

Em março, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o PLP. O texto prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até R$ 130 mil e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados. 

Embora o regime de urgência permita a votação em plenário sem análise das comissões permanentes, uma comissão especial foi instalada para discutir a proposta com representantes do governo, especialistas e entidades do setor produtivo antes da elaboração do parecer final. 

Entidades empresariais defendem a elevação do teto do MEI para aproximadamente R$ 144,9 mil anuais. Para microempresas, o limite sugerido é de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar faturamento de até R$ 8,69 milhões. O relator do texto, deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC), sinalizou que deve atender às reivindicações.

O deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) afirma que a atualização corrige uma defasagem histórica e é necessária para recompor perdas provocadas pela inflação acumulada nos últimos anos.

“Essa proposta é fundamental para fazer o ajuste necessário tendo em vista o grande tempo que já está com esse limite e o processo inflacionário ‘comeu’ boa parte desse limite. Então, o limite tem que ser ajustado tendo em vista a inflação dos últimos anos.”

Defasagem

Na avaliação de entidades empresariais, a falta de atualização da tabela do Simples Nacional empurra empresas para a informalidade. Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), destaca que o modelo atual impede a permanência no regime de companhias que ainda não possuem faturamento condizente com o novo modelo tributário que passam a integrar.

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, afirma. 

Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.

Os limites de faturamento, em vigor desde 2018, são:

  • R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI)
  • R$ 360 mil para microempresas (ME)
  • R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte (EP
     
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11/06/2026 04:20h

Serviço reúne mais de 500 obras nacionais, amplia acesso gratuito ao cinema brasileiro e firma parceria com a EBC para incorporação de conteúdos da TV Brasil

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, lançaram durante o Rio2C 2026, no Rio de Janeiro, a Tela Brasil, primeira plataforma pública federal de streaming do audiovisual brasileiro. Gratuita e acessível, a iniciativa reúne mais de 500 obras audiovisuais nacionais, entre filmes, séries, documentários, animações e conteúdos históricos, fortalecendo o acesso da população ao cinema e à memória cultural do país.

A cerimônia também marcou a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), permitindo a integração gradual do acervo da TV Brasil à plataforma e ampliando a oferta de conteúdos públicos nacionais.

O lançamento reuniu representantes do setor audiovisual brasileiro, entre eles artistas, cineastas, produtores, pesquisadores, gestores culturais, influenciadores e profissionais da comunicação pública.

Ao apresentar a iniciativa, o presidente Lula assegurou que, ao ampliar o acesso à história e à diversidade cultural brasileira por meio do audiovisual, a plataforma pode aproximar diferentes gerações das narrativas que ajudam a compreender a formação do país e a riqueza de suas expressões culturais. “Eu sonhei que a gente pudesse pegar os momentos históricos mais importantes do Brasil e fazer grandes longas-metragens para a gente conhecer profundamente esse país. E mais importante ainda: contar as histórias que não estão nos livros, do povo que lutou, do povo que permaneceu anônimo, mas que ajudou a construir o Brasil.”

Segundo o presidente, fortalecer a cultura é também fortalecer pertencimento e identidade nacional. “A gente precisa conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, nossa música, nosso teatro, nossa história. Somente através da cultura a gente consegue chegar à plenitude de dizer: eu tenho uma pátria.”

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou que a Tela Brasil surge para enfrentar um dos principais desafios do setor audiovisual: fazer as produções nacionais chegarem ao público em todo o território brasileiro.

“Precisava haver essa ferramenta: uma plataforma gratuita onde o povo brasileiro pudesse ter acesso à nossa produção audiovisual e se reconhecer nela. A Tela Brasil é uma forma de fortalecer a identidade do nosso povo, valorizar nossa diversidade e fazer com que as histórias do Brasil cheguem a todos os brasileiros.”

Para a ministra, a plataforma permitirá que brasileiros de diferentes regiões tenham acesso a produções que retratam seus territórios, sotaques e histórias. “Quando a juventude vê os seus sotaques, os seus territórios e as suas histórias sendo contadas, isso é muito mais do que investir no cinema. A gente está investindo no país e na sociedade como um todo.”

A primeira-dama Janja Lula da Silva enfatizou a importância da visibilidade para o cinema brasileiro e chamou atenção para a presença das mulheres na criação audiovisual. Ao lembrar produções exibidas no Cine Alvorada dirigidas por mulheres, Janja reforçou a necessidade de ampliar espaços de reconhecimento para diretoras, roteiristas e produtoras. “A gente precisa realmente continuar olhando para a presença das mulheres nesses espaços que consideramos de decisão e poder. O cinema brasileiro tem histórias extraordinárias sendo contadas por mulheres e isso precisa ganhar cada vez mais visibilidade.”

Para o secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, a plataforma representa um marco histórico para as políticas públicas de acesso ao audiovisual e dialoga diretamente com a estratégia de fortalecimento da economia criativa e da Nova Indústria Brasil. “Esse é um serviço universal que o Ministério da Cultura está oferecendo. É uma forma de celebrar a potência do audiovisual brasileiro como indústria, mas também a potência simbólica que existe nesse conjunto de filmes e histórias.”

Márcio reiterou ainda que a plataforma nasce já entre os maiores serviços gratuitos disponíveis no país. “Esse é um serviço que iniciou grande entre os streamings disponíveis no Brasil e vai se consolidar como um serviço de alta qualidade, com muita produção, um catálogo vasto e diverso.”

Audiovisual, soberania narrativa e acesso

Visivelmente emocionada durante a cerimônia, a secretária do Audiovisual do MinC, Joelma Gonzaga, definiu a Tela Brasil como uma política pública voltada à democratização do acesso ao audiovisual brasileiro. “Tela Brasil é sobre democracia, é sobre o Brasil e, sobretudo, sobre soberania narrativa.”

Segundo a secretária, o audiovisual ocupa um papel estratégico na construção da memória, da identidade e do futuro do país, além de movimentar emprego, renda e oportunidades em todo o território nacional. “É por meio do cinema, das séries, da animação, dos games e das linguagens digitais que nós podemos contar nossas histórias, projetar nossa diversidade e fortalecer nossa presença no mundo”, disse.

Parceria com a EBC

A ampliação da plataforma por meio do acordo firmado com a EBC também contará com a incorporação gradual da programação da TV Brasil ao catálogo da plataforma. Segundo o secretário-executivo, o foco é duplicar o catálogo. “Vamos chegar muito próximo de mil obras, valorizando tanto a produção contemporânea quanto a memória audiovisual brasileira”.

Para a presidente da EBC, Antonia Pellegrino, a parceria representa um marco para a comunicação pública brasileira ao reunir, em um mesmo ambiente digital, conteúdos audiovisuais produzidos por diferentes instituições públicas. “Até o final do ano, toda a programação da TV Brasil e a memória da comunicação pública estarão integradas à Tela Brasil. São mais de 3 mil horas de conteúdo e mais de 150 obras que ampliam o acesso da população à diversidade da produção audiovisual brasileira”.

Antonia evidenciou ainda que a iniciativa fortalece a articulação entre comunicação pública e política cultural. “A EBC encontra um pouco da sua própria vocação quando caminha ao lado do Ministério da Cultura. Essa união amplia o alcance dos conteúdos públicos e fortalece o direito da população ao acesso à cultura, à informação e à memória audiovisual do país”.

Espaço para novos realizadores

Entre os convidados do lançamento, o ator e influenciador Átila Bee destacou a importância da presença dos curtas-metragens na plataforma. “Quando comecei a acompanhar a divulgação da Tela Brasil, uma das primeiras coisas que me chamou atenção foi ver os curtas-metragens no catálogo.”

Natural de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, o artista lembrou que sua trajetória profissional foi construída a partir da produção audiovisual independente. “A maioria de nós começou fazendo curta-metragem. Eu sou fruto do movimento audiovisual da Baixada Fluminense. Se hoje estou em produções maiores, é porque fui formado artisticamente por esse circuito independente.”

Tecnologia pública a serviço da cultura

Desenvolvida pelo Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais da Universidade Federal de Alagoas (NEES/UFAL), a Tela Brasil representa uma experiência inédita de tecnologia pública aplicada à cultura, reunindo pesquisadores, desenvolvedores e estudantes de instituições públicas de ensino superior. A professora da UFAL Luciana Peixoto Santa Rita reforçou a universidade pública como pilar fundamental na construção da plataforma. “Estamos falando de uma tecnologia pública, desenvolvida dentro da universidade brasileira, com soberania tecnológica e compromisso social.”

Segundo ela, a plataforma demonstra a capacidade das universidades de desenvolver soluções inovadoras para políticas públicas. “A Tela Brasil mostra que a universidade pública é capaz de entregar soluções inovadoras, acessíveis e conectadas às necessidades da população.”

Com acesso gratuito por meio do login Gov.br, a plataforma estreia inicialmente na versão web, com aplicativos para Android e iOS previstos para os próximos 30 dias. O catálogo inicial reúne 555 obras produzidas entre 1910 e 2025, incluindo filmes premiados, documentários históricos, produções infantis, obras musicais, animações e títulos reconhecidos em festivais nacionais e internacionais.

Confira a plataforma aqui

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11/06/2026 04:20h

Levantamento da Abes mostra que só 3,67% das cidades avaliadas alcançaram os indicadores mais próximos das metas previstas para 2033

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A menos de uma década do prazo estabelecido pelo marco legal do saneamento, a universalização dos serviços de água e esgoto ainda está distante para a maior parte dos municípios brasileiros. Levantamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) mostra que apenas 94 das 2.558 cidades avaliadas apresentam indicadores compatíveis com esse objetivo.

O estudo analisou cinco aspectos relacionados ao saneamento e à gestão de resíduos: cobertura de abastecimento de água, atendimento por rede coletora de esgoto, volume de esgoto tratado em relação à água consumida, coleta de lixo domiciliar e destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos.

Com base nesses critérios, somente 3,67% dos municípios pesquisados alcançaram a classificação mais elevada do ranking, denominada "rumo à universalização".

Capitais e cidades mais bem colocadas

Entre as capitais, Curitiba lidera o levantamento e é a única a atingir pontuação suficiente para integrar a categoria máxima. No grupo dos municípios de grande porte, os melhores desempenhos foram registrados em Leme (SP), Balneário Camboriú (SC) e Santa Bárbara d'Oeste (SP).

O cenário é diferente em parte da região Norte. Belém (PA), Macapá (AP), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO) aparecem entre as capitais com pior desempenho no ranking, evidenciando que os avanços desde a aprovação do marco legal ainda foram limitados.

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A Lei nº 14.026, sancionada em junho de 2020, estabeleceu metas de atendimento de 99% da população com abastecimento de água e de 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Para o presidente nacional da Abes, Marcel Sanches, o cumprimento dessas metas exige uma visão mais ampla dos desafios do setor. "A universalização não será alcançada se o país olhar apenas para uma parte do problema", afirma.
 

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11/06/2026 04:15h

Mecanismo que entra em vigor em 2027 vai separar automaticamente os tributos no momento do pagamento; confira recomendações para seu negócio

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A partir de janeiro de 2027, entra em vigor o split payment, mecanismo de arrecadação que separa automaticamente o valor dos tributos do montante pago pela mercadoria ou serviço no momento da transação. A mudança pode afetar o fluxo de caixa de empresas que utilizam o intervalo entre o recebimento da venda e o recolhimento dos impostos como uma espécie de capital de giro

Segundo o advogado tributarista Guilherme Gabriel Cesco, os empresários precisam se preparar desde já para reduzir os impactos da reforma tributária. 

“[Parte] do dinheiro que hoje passa pelo caixa da empresa vai diretamente para o Fisco, impedindo, por exemplo, que o tributo não seja pago para depois ser parcelado. Então o split payment é bom, por um lado, por garantir o crédito para as empresas adquirentes, mas, por outro lado, impacta o fluxo de caixa das empresas fornecedoras”, afirma.

Para o especialista, a recomendação é reorganizar as finanças e fortalecer o capital de giro antes da implementação do novo modelo. 

“O ponto central é preparar o caixa para assimilar essa diferença de ingressos de receitas. Não existe mágica: é necessário planejamento financeiro”, orienta.

Impacto sobre micro e pequenas empresas

O tributarista explica que o recolhimento automático dos tributos também pode afetar os pequenos negócios

“Muitas dessas empresas fornecem para companhias maiores e já enfrentam dificuldades financeiras decorrentes de prazos mais longos de pagamento impostos pelos clientes. Com o split payment, os valores referentes aos tributos também deixarão de ingressar no caixa”, destaca. 

Além disso, o tributarista acrescenta que os negócios que optarem pelo Simples Nacional híbrido estarão sujeitos a uma alíquota mais elevada no split payment. “Já as empresas que permanecerem no Simples Nacional tradicional estarão sujeitas ao mecanismo, mas com uma alíquota bem mais reduzida”, explica. 

Implementação pode ser gradual

A Emenda Constitucional 132/2023 prevê a adoção do split payment de forma ampla e irrestrita para todas as atividades econômicas, em paralelo à implementação da reforma tributária. No entanto, segundo Cesco, há a expectativa de que a ferramenta não seja disponibilizada para todos os setores e atividades econômicas logo no início

“É possível que o sistema comece por determinados ramos de atividade ou operações B2B, ou seja, entre empresas. Pode ser, inclusive, que tenhamos algum atraso no lançamento, fazendo com que o mecanismo passe a valer somente no segundo semestre de 2027 ou mais tardar em 2028”, supõe.

Manual técnico e integração dos sistemas

Na última semana, a Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) divulgaram o manual técnico do split payment. O documento reúne as especificações necessárias para o desenvolvimento de uma plataforma que fará a integração entre instituições financeiras e meios de pagamento com o sistema do IBS-CBS, atualmente em construção. 

O manual é um documento técnico, não jurídico ou econômico. Ele trata da configuração do sistema, ou seja, do projeto para construir essa ponte. Mas essa estrutura ainda não existe e segue em desenvolvimento”, explica o tributarista.

Também foi disponibilizado o Swagger, ferramenta que permite documentar, descrever e testar aplicações de forma interativa, facilitando a integração dos sistemas das instituições financeiras com a futura plataforma do split payment

Os documentos podem ser consultados no Portal Nacional de Tributação de Bens e Serviços, por meio do menu lateral da página. 

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11/06/2026 04:10h

A carcaça suína especial apresenta estabilidade, ainda sendo negociada a R$ 8,57, por quilo

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O preço do boi gordo nesta quinta-feira (11) apresenta queda de 0,11%; a arroba está sendo negociada a R$ 353,15, no estado de São Paulo. 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/06/2026 353,15 -0,11% 0,99% 68,27
09/06/2026 353,55 0,11% 1,10% 68,24
08/06/2026 353,15 -0,18% 0,99% 68,19
05/06/2026 353,80 0,08% 1,17% 68,65
03/06/2026 353,50 0,34% 1,09% 69,66

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam alta. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,27, e o frango resfriado a R$ 7,28.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
10/06/2026 7,27 0,97% 3,41%
09/06/2026 7,20 0,28% 2,42%
08/06/2026 7,18 0,70% 2,13%
05/06/2026 7,13 0,00% 1,42%
03/06/2026 7,13 1,42% 1,42%

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
10/06/2026 7,28 0,83% 3,26%
09/06/2026 7,22 0,42% 2,41%
08/06/2026 7,19 0,70% 1,99%
05/06/2026 7,14 0,00% 1,28%
03/06/2026 7,14 1,42% 1,28%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta estabilidade, ainda sendo negociada a R$ 8,57, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo também registra estabilidade em alguns dos estados analisados, com é o caso do Rio Grande do Sul, onde o produto ainda é comercializado a R$ 4,80.

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
10/06/2026 8,57 0,00% -0,70%
09/06/2026 8,57 -1,83% -0,70%
08/06/2026 8,73 0,23% 1,16%
05/06/2026 8,71 0,00% 0,93%
03/06/2026 8,71 0,00% 0,93%

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
10/06/2026 MG - posto 5,55 0,18% -1,25%
10/06/2026 PR - a retirar 4,49 0,00% -4,87%
10/06/2026 RS - a retirar 4,80 0,00% -6,25%
10/06/2026 SC - a retirar 4,75 -0,21% -2,86%
10/06/2026 SP - posto 5,23 0,00% -1,32%

Os dados são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.    
 

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