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Baixar áudioJovens de todo o Brasil têm uma nova oportunidade de se capacitar profissionalmente de forma gratuita na área de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). A Petrobras, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), lançou uma nova vertente do programa Autonomia e Renda voltada ao setor.
Podem participar jovens de 17 a 22 anos de todos os estados. As inscrições estão abertas até 13 de abril. A iniciativa prioriza a participação de mulheres, pessoas negras e pessoas trans — incluindo transgêneros, transexuais e travestis.
Na etapa inicial, mais de 10 mil participantes terão acesso à formação online. Em seguida, 420 alunos serão selecionados para o curso presencial de Programação Full Stack. As vagas presenciais serão oferecidas em sete cidades: Aracaju (SE), Macapá (AP), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Natal (RN), Canoas (RS) e Salvador (BA).
O especialista em Educação Profissional e coordenador do programa Autonomia e Renda Petrobras - Eixo Tecnologia pelo SENAI, Edilson de Oliveira Caldas, ressalta a importância do programa na formação de mão de obra qualificada para o setor de tecnologia.
“O mundo hoje em que vivemos deixou de ter a tecnologia como algo único e restrito a alguns grupos de profissionais definidos e virou transversal a praticamente todas as profissões. Isso fez com que gerasse uma grande demanda de profissionais e essa escassez impacta negativamente o desenvolvimento de soluções tecnológicas em nosso país”, afirma.
Segundo ele, o público prioritário do programa ainda está sub-representado no setor, correspondendo a menos de 25% dos profissionais da área. “O programa vem incentivar e oportunizar aos jovens dos públicos prioritários que há espaço para eles na área de tecnologia. Não é uma profissão para poucos ou para aqueles que só tiveram privilégios estudantis ao longo da vida. Se eles quiserem, eles podem e estamos aqui para apoiá-los para chegar no seu objetivo”, reforça.
Iniciada em 17 de março, a primeira etapa ocorre de forma totalmente online e é aberta a participantes de todo o país. Nela, os alunos devem concluir o curso gratuito de Letramento Digital do SENAI.
O conteúdo aborda competências essenciais para o uso produtivo das tecnologias digitais, como navegação segura na internet, uso de ferramentas digitais, organização de informações, noções de cidadania digital e introdução à lógica e ao pensamento computacional. A proposta é garantir uma base comum de conhecimentos antes do avanço para níveis mais especializados.
Entre os alunos que concluíram o Letramento Digital, serão selecionados 420 para a formação presencial em Programação Full Stack, com início previsto para abril.
O processo seletivo será realizado por meio da plataforma Contrate-me. Serão considerados critérios como escolaridade, local de residência, situação de vulnerabilidade socioeconômica e aderência às exigências da área de tecnologia.
Os estudantes selecionados para a formação presencial receberão uma bolsa-auxílio mensal de R$ 700, além de auxílio transporte, alimentação e uniforme. Também contarão com acompanhamento técnico e pedagógico, com foco na permanência e no bom desempenho ao longo do curso.
“Esse curso tem aproximadamente 80% de prática, ou seja, laboratório o tempo todo, muito desenvolvimento e muitas situações reais do dia a dia de trabalho”, destaca Caldas.
Já os participantes que concluírem o Letramento Digital, mas não forem selecionados para a etapa presencial, receberão um certificado de conclusão e terão acesso a um programa gratuito de capacitação online em outras áreas de TIC, como Internet das Coisas (IoT), 5G, redes de computadores, Inteligência Artificial e desenvolvimento mobile.
Ao final da formação em Full Stack, os alunos poderão seguir para especializações em áreas como Robotização, Inteligência Artificial, Computação em Nuvem e Low Code, de acordo com o perfil desenvolvido durante o curso. O programa também prevê a participação em feiras de empregabilidade e certificações com parceiros do programa.
Para mais informações sobre o programa, incluindo o edital de inscrição, acesse o site.
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Baixar áudioNo Dia Mundial da Água, comemorado neste domingo (22), a sociedade é convidada a refletir sobre a gestão consciente e a preservação do recurso mais importante do planeta. A celebração é marcada por entregas concretas do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) na missão de levar água e dignidade às regiões mais necessitadas do país, transformando a escassez hídrica em um cenário de desenvolvimento e esperança.
“A segurança hídrica é um dos maiores desafios do nosso tempo. Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, garantir água em quantidade e qualidade para a população significa proteger vidas, fortalecer a produção, reduzir desigualdades e promover desenvolvimento sustentável. No MIDR, trabalhamos para que a água seja um instrumento de resiliência, adaptação e dignidade para todos os brasileiros”, destaca o secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira.
Carro-chefe da pasta, o Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil, garante o abastecimento de mais de 12 milhões de pessoas em quatro estados do Nordeste e segue avançando. Obras complementares, como o Ramal do Apodi, no Rio Grande do Norte, e o Ramal do Salgado, no Ceará, já ultrapassam os 91,9% e 40% de execução, respectivamente.
As estruturas seguem o cronograma de expansão para assegurar que as águas do Velho Chico alcancem novos perímetros irrigados e reservatórios estratégicos ainda neste ano. Além de intervenções estruturais contínuas em Estações de Bombeamento (EBIs), diques e galerias, foi iniciado o processo pra duplicação do bombeamento do Eixo Norte.
Complementando as grandes ações do MIDR, o Programa Água Doce (PAD) destaca-se como uma das iniciativas de maior impacto social e inovadoras da pasta, focada em comunidades rurais isoladas do semiárido. Por meio de sistemas de dessalinização de alta tecnologia, o programa transforma água salobra em água potável de excelente qualidade, promovendo saúde e segurança alimentar. Entre 2023 e 2026, o Água Doce ultrapassou o número de 1200 sistemas em operação, alcançando a marca de 307 mil família atendidas.
“Água potável é dignidade, saúde e condição básica para o desenvolvimento. Com o Água Doce, o Governo Federal cumpre seu papel de promover justiça social e garantir segurança hídrica para quem mais precisa”, afirma o ministro do MIDR, Waldez Góes. A meta da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), pasta vinculada ao MIDR, é consolidar a gestão comunitária desses sistemas, capacitando os próprios moradores para que a tecnologia se torne um patrimônio local de resiliência hídrica.
Para garantir que toda essa infraestrutura cumpra seu papel a longo prazo, o MIDR investe simultaneamente na Revitalização de Bacias Hidrográficas, iniciativa que atua na base do problema, ao promover a recuperação de nascentes e o controle de processos erosivos. Atualmente, o MIDR coordena projetos que somam 1,65 bilhão em investimentos voltados ao tema.
Dados da SNSH apontam que, nos últimos anos, houve um aumento nas parcerias com consórcios públicos e estados para o plantio de matas ciliares e a implementação de barragens subterrâneas. Essas ações protegem o solo e aumentam a infiltração de água no lençol freático.
Ao integrar a engenharia pesada do PISF, a tecnologia social do Água Doce e a preservação ambiental das bacias, além de dezenas de outras iniciativas, o MIDR celebra este 22 de março reafirmando que a água é, acima de tudo, uma política de integração nacional e justiça social.
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Baixar áudioO Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) confirmou a decisão judicial que determina que Aracaju devolva 11,4% de seu território à cidade vizinha de São Cristóvão, em Sergipe. A medida envolve uma área de aproximadamente 20,7 km² e deve impactar cerca de 30 mil moradores, que passarão a integrar o município vizinho. O julgamento ocorreu no último dia 11.
A ação principal foi movida pela Prefeitura de São Cristóvão e já teve decisão desfavorável a Aracaju em todas as instâncias. Na tentativa mais recente, a capital buscava anular o resultado por meio de uma ação rescisória, mas o TRF-5 entendeu que não há elementos novos que justifiquem a revisão. Ainda cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o procurador-geral de Aracaju, Hunaldo Mota, a área em disputa — conhecida como Zona de Expansão — representa a principal frente de crescimento urbano da capital, concentrando investimentos contínuos em saúde, educação, mobilidade e infraestrutura.
Ele ressalta que a discussão vai além do aspecto jurídico. “Não se trata apenas de uma questão constitucional, mas também de avaliar os impactos sociais, econômicos e estruturais que uma eventual mudança administrativa poderia provocar”, afirmou.
A Prefeitura de Aracaju argumenta que administra a região há mais de 70 anos, incluindo localidades como Mosqueiro, Areia Branca, São José, Robalo e Terra Dura. De acordo com o município, serviços públicos são prestados na área desde a década de 1950, e a população local possui forte vínculo com a capital.
Atualmente, Aracaju mantém na região escolas municipais, unidades de saúde, serviços de limpeza urbana, fiscalização ambiental e projetos de infraestrutura. Entre eles, está o programa “Aracaju Cidade do Futuro”, que prevê investimentos de R$ 165 milhões em obras de macrodrenagem e urbanização, com financiamento parcial de US$ 84 milhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).
A gestão municipal afirma que continuará adotando medidas legais para garantir a continuidade dos serviços e defender os interesses da população.
A Prefeitura de São Cristóvão sustenta que as áreas em disputa possuem vínculos históricos com o município e apenas passaram a ser administradas por Aracaju nas últimas décadas.
Para o subprocurador Diego Araújo, a decisão reforça a segurança jurídica do processo. “Essa decisão confirma a solidez dos argumentos apresentados pelo município e preserva uma situação jurídica já consolidada no processo principal”, destacou.
Na decisão, o TRF-5 julgou improcedente a ação rescisória apresentada por Aracaju. O colegiado acompanhou o voto do relator, desembargador Paulo Cordeiro, que destacou que “a prestação de serviços públicos ou a administração de determinada área por longo período não tem o condão de legitimar situação territorial fundada em norma inconstitucional.”
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O magistrado também ressaltou que a Constituição exige a realização de plebiscito para alterações nos limites municipais — condição que não foi atendida no caso.
A área em disputa integra a Zona de Expansão de Aracaju, incluindo bairros como Santa Maria, Mosqueiro, Robalo, Areia Branca e Matapuã. Inicialmente, a discussão envolvia também parte da Praia do Mosqueiro, mas a área foi retirada do litígio após revisão cartográfica.
Com a mudança, São Cristóvão terá sua população ampliada de cerca de 95 mil para 125 mil habitantes. Já Aracaju passará de aproximadamente 603 mil para 573 mil moradores.
A Zona de Expansão abriga cerca de 30 mil moradores e dispõe de 17 escolas da rede municipal e quatro unidades básicas de saúde, além de infraestrutura de drenagem, pavimentação e iluminação pública. A área reúne 4.770 unidades imobiliárias, das quais 1.846 são residenciais.
No âmbito financeiro, a arrecadação mensal gira em torno de R$ 3,5 milhões, enquanto a despesa necessária para a manutenção dos serviços essenciais é estimada em aproximadamente R$ 124 milhões por ano. Já os investimentos realizados ou em andamento na região ultrapassam R$ 268,7 milhões em obras.
O processo principal segue em tramitação na Justiça Federal e aguarda a conclusão de um estudo técnico conduzido pelo Governo de Sergipe. O levantamento, que envolve análise de documentos históricos, mapas e aspectos administrativos, servirá de base para a redefinição oficial dos limites territoriais. A previsão é que o estudo seja concluído até abril de 2026.
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Baixar áudioO governo federal publicou na quarta-feira (18) o decreto que regulamenta o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A legislação estabelece novas regras para proteger menores de 18 anos no ambiente virtual. Entre as medidas, estão a proibição de práticas manipulativas em produtos e serviços digitais, como:
Essas ferramentas criam um fluxo contínuo de informações, sem interrupções, especialmente durante a navegação em dispositivos móveis, como os smartphones.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) será responsável por regulamentar e fiscalizar o cumprimento das normas. Nesta sexta-feira (20), a entidade divulgou um documento preliminar com orientações para adoção de mecanismos confiáveis de verificação etária. De acordo com a lei, a proteção de dados dos usuários não deve ser violada durante o processo.
O controle de idade será implantado em duas etapas:
A ANPD também realizará consultas públicas nos próximos meses para consolidar modelos definitivos de segurança digital voltados ao público infantojuvenil.
Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou três decretos que regulamentam o ECA Digital. Entre as novidades, está a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, vinculado à Polícia Federal, que terá a função de centralizar denúncias e investigações de crimes digitais reportados pelas plataformas.
Com informações da Agência Brasil
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O domingo (22) será de instabilidade na Região Sul.
No Paraná, há previsão de muitas nuvens com pancadas de chuva em Foz do Jordão, Guarapuava e Cruz Machado.
Em Santa Catarina, o tempo segue instável, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Painel, Lages e Bom Retiro.
Já no Rio Grande do Sul, a instabilidade predomina em todo o estado, com mais intensidade em Rio Pardo, Caçapava do Sul e Pantano Grande, onde há previsão de pancadas de chuva e possibilidade de granizo.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 15°C, em Curitiba. Já a máxima deve atingir até 34°C, em Porto Alegre. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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O domingo (22) será de muitas nuvens e chuva na Região Centro-Oeste.
Em Mato Grosso, há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no norte do estado, em cidades como Nova Bandeirantes, Alta Floresta e Juara.
Em Mato Grosso do Sul, a chuva aparece de forma isolada em Três Lagoas, Brasilândia e Naviraí.
Já em Goiás e no Distrito Federal, o dia será de muitas nuvens com pancadas de chuva ao longo do dia.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 18°C, em Brasília. Já a máxima deve chegar a 34°C, em Campo Grande. A umidade relativa do ar varia entre 45% e 100%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoEm São Paulo, há previsão de chuva isolada em Lavínia, Floreal e Dracena, no noroeste do estado
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O domingo (22) será de muitas nuvens e chuva em pontos da Região Sudeste.
Em São Paulo, há previsão de chuva isolada em Lavínia, Floreal e Dracena, no noroeste do estado.
Em Minas Gerais, o tempo fica instável no norte mineiro, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Porteirinha, Santo Antônio do Retiro e Pedras de Maria da Cruz.
No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, o dia será de muitas nuvens com pancadas de chuva ao longo do dia.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 17°C, em São Paulo. Já a máxima pode chegar até 32°C, no Rio de Janeiro. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoAcre e Amapá terão muitas nuvens com pancadas de chuva
Baixar áudioO domingo (22) será de muita instabilidade na Região Norte.
Acre e Amapá terão muitas nuvens com pancadas de chuva.
Em Roraima, há chuva isolada em Rorainópolis e Caracaraí.
No Amazonas, o tempo segue instável, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Apuí, Novo Aripuanã e Manicoré.
No Pará, são esperadas fortes chuvas em Novo Repartimento, Marabá e Água Azul do Norte.
Já no Tocantins, há muitas nuvens com trovoadas isoladas em Lagoa da Confusão, Formoso do Araguaia e Sucupira.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C, em Rio Branco. Já a máxima pode chegar a 36°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 100%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoNo Maranhão e no Piauí, há muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas
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O domingo (22) terá variação de nuvens e chuva em áreas da Região Nordeste.
No Maranhão e no Piauí, há muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas.
No Ceará, chove em Saboeiro, Acopiara e Jucás.
No Rio Grande do Norte, a chuva é isolada em Mossoró e Ipanguaçu.
Na Paraíba e em Pernambuco, a chuva ocorre de forma isolada no litoral.
Alagoas e Sergipe terão apenas muitas nuvens.
Já na Bahia, há muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Serra do Ramalho, Coribe e São Félix do Coribe.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 22°C em Teresina. Já a máxima pode chegar a 32°C, em Natal. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 95%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoOs Estados Unidos estão interessados e dispostos a investir em toda a cadeia de suprimentos de minerais críticos no Brasil e o governo dos EUA, através de organizações como o EXIMBank e a DFC, poderão ajudar a financiar a implantação de projetos no País. É o que afirma Gabriel Escobar, Encarregado de Negócios na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, em entrevista exclusiva concedida a Brasil Mineral, que foi representada pelo conselheiro Renato Ciminelli, em Belo Horizonte.
O representante do governo americano reiterou que o Brasil é muito importante no esforço dos EUA de reduzir sua dependência global de um único país – no caso a China – e que o objetivo não é apenas assegurar o suprimento das matérias-primas, mas fortalecer a capacidade de processamento desde a mineração.
Ele disse, ainda, que o governo dos EUA poderá ajudar as empresas que estão no Brasil a atrair investidores para os seus empreendimentos e que isso foi explicitado no fórum realizado no dia 18 de março, em São Paulo, do qual participaram várias empresas e entidades, com exceção do governo federal brasileiro, que foi convidado, mas decidiu não enviar representante. Apesar da ausência, o governo americano ainda conta com o engajamento futuro do governo federal brasileiro.
O fórum, segundo Escobar, serviu para identificar demandas por apoio financeiro, técnico e regulatório e informar o que os EUA podem oferecer para impulsionar o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e terras raras no Brasil. As principais demandas dos EUA para as autoridades brasileiras incluem licenciamento/autorização mais ágil e incentivos fiscais mais claros para desbloquear o capital privado. A complexidade tributária brasileira foi apontada como uma barreira.
Dentre as ferramentas ativas e planejadas pelos EUA para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos no Brasil estão o financiamento da DFC (Development Finance Corporation), apoio do Eximbank, estudos de viabilidade da USTDA (United States Trade and Development Agency) , colaborações e subsídios de laboratórios do DOE (Departamento de Energia) e memorandos de entendimento/assistência técnica do Departamento de Estado, como o que foi assinado com o estado de Goiás no fórum em São Paulo e que os EUA querem assinar também com o estado de Minas Gerais. A colaboração entre educação e força de trabalho é outro item considerado importante, dada a escassez de graduados em mineração/metalurgia nos EUA, bem como a expansão de parcerias potenciais entre universidades e laboratórios. Confira a entrevista.
BRASIL MINERAL – O que motiva o interesse do governo dos EUA pelo segmento de minerais críticos no Brasil?
GABRIEL ESCOBAR -- Esta administração identificou as cadeias de suprimentos de minerais críticos como uma prioridade. E, como vocês sabem, nos últimos 20 anos deixamos nossa capacidade de produção — desde mineração até processamento — enfraquecer a ponto de estarmos agora em um momento em que todos nós, a maior parte do mundo, dependemos fortemente de um único país. É assustador, não é? Aliás, durante as negociações tarifárias, a situação ficou realmente assustadora, porque ameaçaram nos bloquear o acesso a alguns dos minerais críticos dos quais nossa indústria depende. E não apenas a indústria de defesa, mas todas as indústrias. Essencialmente, todas as indústrias dependem de minerais críticos e terras raras. Então, o que temos feito é priorizar a cooperação econômica com o governo do Brasil. E o Brasil, como vocês sabem, possui enormes quantidades de tudo o que o mundo precisa. No passado, estávamos na Exposibram, conversamos com muitas empresas diferentes, e muitas delas estão bastante interessadas em fazer negócios no Brasil. Algumas já estão iniciando o processo e nos procuraram para dizer que havia certas lacunas que talvez o governo pudesse preencher. E eu não tinha tanta certeza quanto tenho agora sobre todas as distintas capacidades que diferentes agências e departamentos do governo têm em termos de como apoiar o setor de mineração. Então, pensamos que seria uma ótima ideia reunir as empresas que atuam aqui no Brasil e os representantes do governo americano que estão tentando promover o setor, colocando-os em um mesmo espaço.
BRASIL MINERAL – Foi isso o que fizeram no fórum de São Paulo?
ESCOBAR -- Foi isso que fizemos. Também convidamos o governo brasileiro, mas eles se recusaram a participar. Esperamos que aceitem no futuro, porque o que estamos propondo traria bilhões de dólares em investimentos para o Brasil, não apenas para mineração, mas para toda a cadeia de suprimentos. Porque, como vocês sabem, um dos nossos palestrantes principais, que era assessor da Casa Branca para cadeias de suprimentos foi muito sincero: “Não podemos fazer tudo sozinhos, e vamos precisar de parceiros”.
BRASIL MINERAL – Inclusive por causa da lentidão?
ESCOBAR -- Sim, é verdade. Mas, de modo geral, devido à crescente demanda, somos muito mais lentos que o Brasil, por exemplo, em termos de permissões e licenças. E o Brasil, por muitos e muitos motivos, é mais ágil.
BRASIL MINERAL -- O estado de Goiás é muito ágil.
ESCOBAR -- Eles são muito ágeis. E acabamos de assinar um memorando de entendimento com eles, que gostaríamos de assinar também com Minas Gerais. Essa era a ideia por trás do fórum. Mas o fórum não era apenas para discutir a questão dos minerais. Era também para fechar negócios. Então, queríamos garantir que as empresas se conectassem com as pessoas certas. Isso poderia, com as ferramentas certas, ajudá-los a chegar aonde precisam. Como resultado do fórum, acredito que identificamos algumas empresas que receberão investimentos americanos e do governo americano e que começarão a trabalhar em toda a cadeia de suprimentos aqui no Brasil.
Tivemos a Corporação Financeira de Desenvolvimento (DFC), que já atua em Goiás, assim como o Eximbank, que ainda não fez nenhum investimento em mineração aqui, mas fará. Tivemos a Agência de Assistência ao Desenvolvimento do Comércio ( USTDA), que realiza estudos de viabilidade. Eles podem ajudar a dar o pontapé inicial e já estão atuando. O Departamento de Energia está aqui agora e eles podem fazer colaborações entre laboratórios. Eles podem trazer financiamento. Podem fazer todo tipo de coisa interessante, intercâmbios universitários. Então, essencialmente, foi um evento internacional e todos os principais atores estavam presentes. E naquela manhã, havíamos assinado um memorando de entendimento com o governo e o governador de Goiás. Portanto, de muitas maneiras, estamos avançando muito rapidamente. E antes disso, já tínhamos visto algumas centenas de milhões de dólares destinados a esse estado, tanto em investimentos governamentais quanto privados e do setor público na região. Então, a parceria já é muito boa, mas tem muito espaço para crescer. O que mais me impressiona no setor aqui é que ele é quase todo privado. Então, é útil ter o governo envolvido porque ele pode acelerar o processo, pode oferecer certos incentivos, mas as empresas que identificam o Brasil como uma oportunidade já estão trabalhando nisso.
BRASIL MINERAL -- Você vê outras vias de colaboração, digamos, paralelas, que poderiam ser uma espécie de colaboração colateral ou paralela, como tecnologia e até mineração?
ESCOBAR -- Veja, já temos uma enorme colaboração. Se você olhar os números, somos o parceiro preferencial em muitas coisas. Para cooperação militar, para cooperação policial, para cooperação tecnológica, cooperação educacional, até mesmo intercâmbios culturais. Os brasileiros são os principais visitantes da Flórida. Emitimos mais de um milhão de vistos neste país, e os brasileiros geram — fornecem -- mais de US$ 8 bilhões em receita turística, principalmente para a Flórida, mas para todos os EUA. Então, já temos essa enorme base de colaboração. Esta, na verdade, poderia abranger vários setores. Então, vai abranger educação, infraestrutura física, como rodovias e ferrovias. Se houver algumas áreas que o Brasil identificar onde queira promover o produto, as instalações de processamento, então poderíamos fazer parcerias nisso também. Então, há muitos setores e setores subsequentes que farão parte disso.
BRASIL MINERAL -- No Brasil falamos de minerais críticos e materiais críticos, porque é uma longa cadeia de produção. Então podemos abrir muitos novos negócios lá. Há uma grande discussão sobre minerais críticos nos EUA. É interessante, porque em 2015, eu fui a Stanford apresentar um artigo e fiquei muito impressionado que naquela época havia muita discussão sobre minerais críticos, mas por algum motivo, ela perdeu força. Naquela época, eles estavam discutindo. O Serviço Geológico dos EUA estava até mostrando que havia muito potencial nos EUA para lítio e outros minerais. Por algum motivo, houve uma redução nos investimentos naquela época.
ESCOBAR -- Bem, acho que parte do problema é que é difícil fazer esse tipo de investimento nos EUA. Há uma grande sobreposição de regulamentações. Cada estado tem suas próprias regulamentações. Isso significa que uma empresa que opera em vários estados precisa se adequar a mais de uma legislação. Em alguns casos, os municípios têm seus próprios padrões ambientais. Em muitas partes do país, os moradores locais têm o direito de vetar projetos. E, sabe, algumas comunidades são muito bem financiadas e podem impedir não só projetos de mineração, mas quase qualquer projeto. Estamos vendo isso agora com os data centers.
BRASIL MINERAL -- Sabia que Belo Horizonte, Minas Gerais, é parceira da Colorado School of Mines?
ESCOBAR – Sim, mas lá atrás, acho que não mais. Acho que seria bom recuperar esse tipo de coisa eventualmente. Essa é a nossa intenção. Eu sei que a universidade aqui tem parcerias não só com a Escola de Minas do Colorado, mas com todas as principais universidades, incluindo Harvard, MIT, Caltech e outras. Então, não apenas na área de mineração, mas em diversas atividades de alta tecnologia. Então, sim, seria bom. Agora, o desafio para nós é, você sabe, conversando com nossos colegas do Departamento de Energia, que o setor nos Estados Unidos está muito enfraquecido.
Mesmo a mineração. Eles estavam me dizendo que, em média, cerca de 300 alunos participam ou se formam em mineração.
BRASIL MINERAL – É possível criar algum tipo de colaboração paralela, que possa crescer por si só?
ESCOBAR -- Isso está a caminho. E acho que parte disso se deve aos incentivos governamentais para que as pessoas estudem a área, e pode haver incentivos do setor privado. Lembro-me de quando eu era jovem, a General Motors oferecia bolsas de estudo para pessoas envolvidas com emissões de combustível e coisas do gênero, que eram requisitos da indústria na época. Então, o que estamos vendo agora é um investimento de longo prazo do governo dos EUA e de entidades do setor privado no desenvolvimento de cadeias de suprimentos independentes, diferentes e diversificadas, e potencialmente novos usos para alguns dos ímãs e algumas das terras raras. Porque a cadeia de suprimentos é enorme, sabe?
BRASIL MINERAL – Eu participo de uma grande iniciativa com sede virtual em Brasília, e basicamente temos 10 grupos de trabalho, que visam produção de hidrogênio, minerais e materiais, automotivo, suprimentos e assim por diante. E essa estrutura poderia ser compartilhada com vocês. Seria muito interessante porque é profissional.
ESCOBAR -- Veja, nós viemos hoje preparados com algumas propostas concretas para o governo. Como você sabe, o setor é essencialmente privado. E uma das coisas que notei quando conheci Raul Jungmann foi que ele era um ótimo parceiro e um ótimo contato. Foi uma pena que ele tenha falecido no final do ano passado, mas ele me disse três coisas que se provaram verdadeiras. Primeiro, o Brasil tem muito interesse em investimentos internacionais no setor. Segundo, o capital de investimento é tratado da mesma forma, seja ele nacional ou internacional. Ou seja, não há vantagem em ser nacional. Se você entrar como uma empresa estrangeira, será tratado com justiça. E terceiro, os processos judiciais e legais no Brasil funcionam, e funcionam mesmo. Portanto, não há imprevisibilidade nesse sentido, e isso se confirmou. O desafio para os governos é atrair capital privado. Claro, haverá algum apoio público para esse capital, e queremos encontrar maneiras de incentivá-lo. Então, da nossa parte, estamos buscando suprir algumas das lacunas de financiamento que as empresas enfrentam, por exemplo, com bancos privados ou seguradoras, quando há dificuldades.
Mas, por parte das autoridades brasileiras, o que gostaríamos de ver é um licenciamento e alvarás mais rápidos, porque precisamos de maior agilidade. Talvez alguns incentivos fiscais, porque o sistema tributário no Brasil, honestamente, segundo empresas americanas, é muito complexo. Há uma empresa que atua tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, no ramo da produção de carne, que me disse que contrata 10 vezes mais advogados no Brasil do que nos EUA. Bem, esses são os tipos de incentivos que gostaríamos de ver por parte do Brasil. E, juntos, podemos tentar atrair empresas para cá. E podemos formalizar isso por meio de memorandos de entendimento que deem à empresa alguma previsibilidade de que, ao investir, ela obterá a licença. Até que a licença seja concedida, os bancos não investem, porque não sabem se vão recuperar o dinheiro. Portanto, adicionar previsibilidade, agilizar o processo e oferecer incentivos são as coisas que queremos do governo. Agora, da nossa parte, da embaixada, continuaremos a divulgar o Brasil como um destino de investimento muito atraente. E assim, começando com a conferência aqui, trabalharemos neste projeto durante todo o ano. Continuaremos buscando memorandos de entendimento com o governo federal e com os estados.
Fico feliz que estejamos fazendo esta entrevista hoje, porque quero esclarecer duas coisas: A primeira é que, aonde vamos no Brasil, as pessoas dizem que ficam um pouco céticas em relação ao envolvimento americano, porque temem que tudo o que nos importa seja obter as matérias-primas e depois agregar valor nos Estados Unidos. Isso não é verdade. Estamos interessados e estamos dispostos a investir em toda a cadeia de suprimentos aqui. E a segunda coisa é que, no passado, o governo dos EUA, especialmente organizações como o Eximbank e a DFC, eram vistos como lentos e muito avessos ao risco. Estamos vendo uma transformação nesse sentido. Eles são muito rápidos e estão assumindo riscos ousados, e isso está dando resultado. Então, acho que isso só vai multiplicar o apetite. Essas são as duas coisas que queremos que as pessoas entendam sobre nossa iniciativa em minerais. E se eu pudesse acrescentar mais uma, mas isso é um fato sobre as empresas americanas, nós contratamos localmente. Nem todos os países contratam localmente, e acho que você sabe disso. Então, todas as empresas com as quais lidamos aqui têm funcionários brasileiros em todos os níveis, até a diretoria, seja na Caterpillar, na John Deere, na GE ou na GM, em todas as estruturas. (Por Francisco Alves)
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