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11/05/2026 04:55h

Chamada Smart Factory seleciona 50 projetos de tecnologias industriais voltados ao aumento da produtividade de micro, pequenas e médias indústrias

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovaram 50 projetos de desenvolvimento de tecnologias industriais (veja lista abaixo) que receberão um aporte total de R$ 22,2 milhões por meio da chamada Smart Factory

A iniciativa integra o programa Brasil Mais Produtivo (B+P), na modalidade de transformação digital, e tem como objetivo oferecer apoio técnico e financeiro a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) que contribuam para o aumento da produtividade de micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs)

Os R$ 22,2 milhões disponibilizados pelo BNDES e o SENAI correspondem a 70% dos custos dos projetos, enquanto os outros 30% serão financiados pelas empresas desenvolvedoras de tecnologia. Além dos recursos não reembolsáveis, o SENAI também disponibilizará especialistas dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia, que irão apoiar o desenvolvimento e a implementação das soluções em 1.290 MPMEs industriais

Para a gerente de Operações de Inovação e Tecnologia do SENAI, Patricia Garcia Martins, a iniciativa permite que as empresas validem projetos tecnológicos diretamente em seus processos produtivos.

“Isso permite que essas empresas modernizem as suas operações, aumentem a sua produtividade e que elas tenham acesso a tecnologias que elas não tinham conhecimento ou que achavam que poderia ser muito distante da realidade delas”, ressalta.

Os projetos terão duração de até 12 meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses. 

Projetos e empresas aprovadas

Segundo a gerente do SENAI, a ideia é que as empresas mantenham as tecnologias desenvolvidas em seus processos produtivos e estejam cada vez mais inseridas na transformação digital. 

“Tem tecnologias de inteligência artificial e machine learning que são usadas para fazer diagnóstico de manutenção, otimizar processo, planejar produção, fazer análise preditiva e qualquer tipo de sistema que seja mais inteligente em geral. Tecnologia de visão computacional aplicada para controle de qualidade, monitoramento de instrumentação, classificação automática de produtos. Tecnologias de automação e robótica que são mais voltadas para fazer automação de processo, como robôs”, detalha.

Confira os projetos e as empresas aprovadas

Ceará - 11 projetos

  • LegalAI Industrial: Inteligência Jurídica para a Indústria - Klisi Digitais Inovacoes Ltda
  • Sistema Inteligente de Acionamento E Monitoramento de Periféricos Industriais - Romazi Comercio E Industria De Plasticos Ltda
  • Metaltrack 4.0 - Galvao Construtora Ltda
  • Smart Flow AI - Frota Inteligente - Ocalco Systems Ltda
  • Ortusolis 4.0 - Ortusolis - Tecnologia, Industria E Comercio Ltda
  • Vertere Mind: Automação Da Execução De Planos De Melhoria Industrial - Vertere Inteligencia Artificial E Consultoria Empresarial Ltda
  • Supportdesk Pro - Josinaldo Da Silva Batista
  • Stoqfy - Lightkorp Servicos Em Consultoria E Projetos Ltda
  • Lubconsulta Inteligente - Inovauto Info Startup Ltda
  • Smartkitchen - Lucas & Braga Promocoes De Eventos Ltda
  • Quality Vision - Molidax Tecnologia E Inovacao Ltda

Distrito Federal - 7 projetos

  • Inteligência Energética Para A Indústria - Energia Digital LTDA
  • Manu - Agente De Diagnóstico Para Manutenção - CLICAR.Ai Inova Simples (I.S.)
  • Poliborda 4.0 – Polimento De Bordas De Rochas Naturais E Superfícies - Pedra Nobre Mármores E Granito Ltda
  • Creditshield Brasil - Investdrive Ltda
  • Taurus Ai - Thora Construção E Premoldados Ltda
  • Marceneiro Moderno - Lc7 Ambientes Planejados Ltda
  • Bizz - Sistema Inteligente De Apoio À Administração Industrial - Spin Engenharia De Automação

Espírito Santo - 1 projeto

  • Maximização Da Produtividade Industrial Via Monitoramento Energético Ubíquo - Zaruc Tecnologia S.A

Goiás - 9 projetos

  • Despacho Energético Inteligente Para Mpmes Com Biogás - Mwe Bioenergia Ltda
  • Biodigestão Em Rota Seca Com Automação Digital Para Agroindústrias - Ynni Bioenergia Ltda
  • Avyra Platform - Moove Service Ltda
  • Transformação Digital Na Calibração De Válvulas De Segurança Para MPMEs - Competec Maquinas Industria E Comercio Ltda
  • BITLOG: Monitoramento Inteligente De Condições Ambientais Logísticas Para Mpmes - Bit Eletronics
  • Plataforma Lis - Hd Editar E Inovar Ltda 
  • Rurax: A Sua Plataforma De Agronegócios - RX Plataforma Tecnologica Ltda
  • Smartstability: Predição Inteligente De Estabilidade Em Suplementos Alimentares - Predict Ai For Industry Ltda
  • Sistema De Gerenciamento E Decisão Automatizada Da Produção Industrial - 3R Indústria Ltda

Mato Grosso - 2 projetos

  • Data Hub Industrial – Futurai
  • Vision Box Para Aplicação Em Mpmes Industriais - TCX CREATIVE SOLUTIONS S.A.

Pará - 1 projeto

  • Robô Construtor - Raic - Rapid Artificial Intelligence Construction Ltda

Paraíba - 2 ´projetos

  • Jollity - Revigoradamente Tecnologia E Servicos Ltda
  • Medsyn Industrial: Saúde Inteligente Para Produtividade Industrial – Medsyn

Paraná - 5 projetos

  • Plataforma Inteligente Para Otimização Energética Na Intralogística Industrial - Cobe Tecnologia Ltda
  • Oxímetro Inteligente - Trevisan Equipamentos Agro-industriais LTDA
  • Genossensor Integrado À IA Para Detecção De Contaminação Microbiológica - Resiquant Industria Quimica Ltda 
  • Processos Na Indústria Alimentícia Com Bioinsumos De Arroz E Algoritmos - Big Brasil Innovation Global Pesquisa E Desenvolvimento Industria Comercio Serviços Importação E Exportação LTDA
  • Sistema Supervisório Para Gestão De Recursos E Parâmetros Em Processos De Sol. - Qs Engenharia E Gestão

Rio de Janeiro - 1 projeto

  • Fluviex: Monitoramento Não Invasivo De Instrumentação Por Visão Computacional - Controlar - Engenharia E Automacao Ltda

Rio Grande do Sul - 1 projeto

  • Sistema P&F De Controle De Produtividade - PEF Industria Eletronica Ltda

Santa Catarina - 3 projetos

  • Sistema Inteligente E Autônomo Para O Planejamento Da Produção Nas Indústrias - OPTIMIZA TECNOLOGIA LTDA
  • Tegra Sistema De Classificação Automática De Carcaças Bovinas - MONTINI TECNOLOGIA LTDA
  • Método Rápido Para Detecção De Salmonella Spp - DUO PHADEDX XAP LTDA

São Paulo - 7 projetos

  • Quality Global Sense - Sistema De Monitoramento - Quality Global Peças E Serviços Ltda
  • Embrastec - Smartshield Energy - Embrastec Industria E Comercio De Equipamentos Eletronicos Ltda 
  • Datawake - Sistema De Localização Indoor Em Tempo Real - Datawake Digital Ltda 
  • Gholias - Dispositivo IOT Multiprotocolos - Gholias Tecnologia Industrial S.A
  • NCAM - Motor De Cálculo Para Estimativa De Custos Em Manufatura Sob Demanda - NCAM - Neo Consulting Servicos De Engenharia E Em Manufatura Avancada Ltda 
  • FESTOR PRO - Plataforma Digital Para Rastreamento Operacional De Equipes De Campo - Spedroso Soluções
  • Iotnest - Modelo De IA Para Sugestão Otimização De Processos De Injeção Plástico - Qoobo Tecnologia Ltda

Histórico de chamadas e alcance nacional

O SENAI já conduziu 10 chamadas Smart Factory, sendo cinco delas com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o BNDES, três com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e duas com o BNDES.

Ao todo, foram aprovados 302 projetos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias industriais, com 7,3 mil validações em MPMEs, em 16 Unidades da Federação.

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Medida Provisória do programa terá duração de 90 dias; além dos descontos, prevê juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos de famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória (MP n° 1.355/2026) do Novo Desenrola Brasil. O programa prevê descontos de até 90% do valor de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026. A iniciativa também ofertará juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos de famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas. A MP terá duração de 90 dias.

Uma das novidades é que 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderá ser usado ou até R$ 1 mil – o que for maior – para pagar parcial ou integralmente as dívidas.

A previsão também é de que os beneficiários do programa terão o CPF bloqueado por 12 meses para participação em apostas online autorizadas no país. Com a medida, o objetivo do governo é evitar o agravamento da situação financeira durante o período de renegociação das dívidas.

Desenrola Famílias

Entre as iniciativas está o Desenrola Famílias, com descontos e crédito mais barato para dívidas em atraso. Podem usufruir da iniciativa pessoas que ganham até 5 salários mínimos (R$ 8.105) e que tenham dívidas no cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal (CDC) contratadas até 31 de janeiro de 2026. As dívidas devem, ainda, estar em atraso há, no mínimo, 90 dias e, no máximo, 2 anos.

Para participar, os interessados devem acionar diretamente os bancos e instituições financeiras onde possuem dívidas. A dívida antiga terá desconto de 30% a 90%, a depender do tipo de pendência e do tempo de atraso.

Os juros do novo crédito serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com prazo de até 48 meses. Já a primeira parcela deve ser paga em até 30 dias.

  • Valor mínimo das parcelas: R$ 50. 
  • Valor máximo máximo do novo crédito disponibilizado: até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.

Também compõem o Desenrola Famílias melhorias no crédito consignado para servidores públicos, aposentados e pensionistas; a renegociação de débitos do Fies; o Desenrola Empresas, voltado à reestruturação financeira de micro e pequenos negócios; e o Desenrola Rural, direcionado à regularização de dívidas de agricultores familiares.

Servidores públicos federais, aposentados e pensionistas do INSS

Conforme o governo, as mudanças no consignado do INSS e dos Servidores Públicos Federais dentro do Desenrola vão ajudar aposentados, pensionistas e servidores públicos federais que precisem de crédito. 

Confira as medidas:

  • Fim da reserva obrigatória de 10% da margem exclusiva para cartão consignado e de benefícios;
  • Limite de consignação total passa a ser de 40%;
  • Participação do cartão consignado e de benefícios a no máximo 5% cada. 

Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo máximo das operações será ampliado de 96 para 108 meses, com possibilidade de carência de até 3 meses, além de simplificação do acesso por biometria e redução gradual dos limites a partir de 2027. Já o prazo para servidores públicos federais será ampliado de 90 para 120 dias, com carência de até 3 meses.

Produtores Rurais

O Desenrola Rural é voltado aos agricultores familiares e conta com ampliação de prazo para a renegociação de dívidas até 20 de dezembro de 2026. Conforme o governo, já beneficiou cerca de 507 mil produtores e agora poderá chegar a mais 800 mil agricultores.

FIES

O programa também engloba a a renegociação de dívidas do Fies, com condições diferenciadas de acordo com o tempo de atraso e o perfil do estudante. Confira:

  • Dívidas vencidas e não pagas entre 90 e 360 dias: possibilidade de desconto de 100% dos juros e das multas. 
  • Pagamento à vista: redução de 12% sobre o valor principal. 
  • Parcelamento: em até 150 vezes, mantendo o abatimento total de juros e multas. 

Já em contratos com atraso superior a 360 dias, os Estudantes fora do CadÚnico poderão obter desconto de até 77% do valor total da dívida. Já os estudantes inscritos no CadÚnico poderão ter desconto de até 99% do valor total da dívida – também para quitação integral.

Micro e Pequenas Empresas

A iniciativa visa permitir que micro e pequenas empresas substituam dívidas por linhas com melhores condições, com vistas a reduzir o custo financeiro e melhorar o fluxo de caixa, por meio de melhorias nas linhas do ProCred e do Pronampe. A estrutura prevê a ampliação de prazos, aumento dos limites de crédito e maior tempo de carência.

Na prática, empresas que antes recorreram a financiamentos mais caros — devido aos tetos então vigentes — poderão reestruturar o perfil de suas dívidas e migrar para linhas garantidas e mais acessíveis, segundo o governo.

Confira as condições para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil:

  • Melhorias no ProCred 360;
  • Ampliação da carência de 12 para 24 meses; 
  • Aumento do prazo total de pagamento de 72 para 96 meses; 
  • Crédito de inadimplência passa de 14 para 90 dias; 
  • Ampliação do limite de crédito de 30% para 50% do faturamento, podendo chegar a 60% no caso de empresas lideradas por mulheres. 

Confira as condições para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões:

  • Ampliação da carência de 12 para 24 meses; 
  • Aumento do prazo total de pagamento de 72 para 96 meses; 
  • Crédito de inadimplência passa de 14 para 90 dias; 
  • Aumento do limite total de crédito de R$ 250 mil para R$ 500 mil.
     
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08/05/2026 04:40h

Programa federal vai oferecer juros reduzidos e carência de seis meses para pequenos empreendedores do setor

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Microempreendedores individuais (MEIs) que atuam no turismo contam agora com uma linha de crédito inédita. O programa “Do Lado do Turismo Brasileiro” oferece até R$ 21 mil por operação, com juros de 5% ao ano (mais INPC) e carência de seis meses.

O anúncio foi feito pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, nesta quinta-feira (7),  durante a abertura do 10º Salão do Turismo, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE)

A iniciativa foca em profissionais inscritos no CadÚnico e no Cadastur, como guias de turismo, artesãos, motoristas e vendedores ambulantes. 

De acordo com o Ministério do Turismo, em um primeiro momento, a iniciativa estará disponível para os MEIs do Nordeste do país e em seguida será ampliada para todo o Brasil.

O ministro disse que a ação foi pensada especialmente para esse público, que enfrenta restrições estruturais de acesso ao sistema financeiro formal. 

“[A linha de crédito] é uma condição para aquelas pessoas que, às vezes, ficam à margem do sistema financeiro do nosso país, mas que têm um papel importantíssimo no setor do turismo. São os micro e pequenos empreendedores individuais: a mulher que vende acarajé, o vendedor de coco, o carrinho de picolé. Essas pessoas têm muita dificuldade para contratar crédito, se inserir no mercado e melhorar o ambiente de trabalho. Por isso, lançamos, junto ao Ministério do Desenvolvimento Social, um aporte de R$ 100 milhões para oferecer crédito exatamente a essas pessoas que têm essa necessidade, que estão no Cadastur, mas ainda não têm acesso às linhas de financiamento das instituições financeiras do país”, explicou Feliciano.

Quem pode acessar o crédito para o turismo

Nesta fase inicial, o recurso está disponível apenas para empreendedores da Região Nordeste. O interessado deve atender aos seguintes critérios:
●    Estar inscrito no CadÚnico (renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa);
●    Possuir registro ativo no Cadastur (sistema de formalização do Ministério do Turismo);
●    Atuar em atividades como hospedagem, alimentação, transporte ou eventos.

Os recursos são do Fundo Geral do Turismo (Novo Fungetur), com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Isso dispensa a exigência de garantias reais por parte do microempreendedor.

Como solicitar o financiamento no Banco do Nordeste

O processo ocorre de forma virtual pelo canal de atendimento do Banco do Nordeste (BNB). Após a manifestação de interesse, um agente de crédito realiza uma entrevista para analisar a viabilidade do negócio e a finalidade do recurso.

O crédito permite investimentos em:
1.    Compra de equipamentos e bens móveis;
2.    Aquisição de utensílios e ferramentas;
3.    Pequenas reformas e modernização de instalações.

Regras e condições do programa

O prazo total para pagamento é de 24 meses. O Governo Federal destinou R$ 100 milhões iniciais para garantir as operações de crédito voltadas ao público de baixa renda.
Atualmente, o Cadastur registra mais de 46 mil microempreendedores que podem ser beneficiados. Aqueles que ainda não são MEIs podem formalizar a microempresa e se inscrever no sistema para buscar o financiamento.

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05/05/2026 04:20h

Estado prevê abertura de quase 2 mil leitos; hospitalizações por influenza disparam 533,3%

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O governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública em todo o território gaúcho diante do aumento das internações provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A publicação do normativo é essencial para que o estado possa solicitar apoio financeiro ao Ministério da Saúde para habilitação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) adulto e pediátrica.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), serão habilitados 604 leitos estaduais e 1.277 leitos federais nos próximos meses. Durante a vigência da emergência, os hospitais que atendem pelo SUS deverão priorizar medidas administrativas para ampliar a oferta de leitos clínicos com suporte ventilatório e de UTI destinados a pacientes com SRAG

Os leitos financiados com recurso estadual irão receber uma diária de R$ 2,3 mil. Já os habilitados pelo governo federal contarão com um complemento estadual de R$ 300, somado aos R$ 2 mil repassados pela União

De acordo com o Decreto 58.754/2026, o estado de emergência tem validade de 120 dias, podendo ser prorrogado conforme a evolução dos indicadores epidemiológicos. 

A SES ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, definindo diretrizes e priorizando o atendimento pediátrico. Os municípios poderão adotar medidas complementares conforme suas realidades epidemiológicas. 

Aumento dos casos

A decisão se baseia na análise de indicadores epidemiológicos que apontam aumento expressivo na circulação de vírus respiratórios, pressionando os serviços de saúde, sobretudo na rede pediátrica, com risco de saturação do SUS

Segundo o decreto, em um intervalo de três semanas, foram registrados: 

  • aumento de 102,7% nas hospitalizações por SRAG
  • avanço de 533,3% das hospitalizações associadas ao vírus Influenza;
  • alta de 376,9% nas internações por rinovírus, chegando a 528,6% entre crianças menores de 12 anos

Segundo o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os casos de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) — que afetam principalmente crianças de até 2 anos — continuam aumentando em vários estados, incluindo o Rio Grande do Sul

Dados do Ministério da Saúde também indicam tendência de crescimento dos casos de SRAG no estado, com possibilidade de alcançar nível moderado de incidência nas próximas semanas. 

Programa Inverno Gaúcho com Saúde

A iniciativa integra o programa Inverno Gaúcho com Saúde, que busca preparar a rede estadual para o período de maior circulação de vírus respiratórios. 

Como parte das ações, foram repassados R$ 7,5 milhões aos 497 municípios gaúchos para fortalecer a atenção primária. Entre as medidas previstas estão: 

  • ampliação do horário de atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS); 
  • funcionamento das UBS aos finais de semana; 
  • contratação de profissionais; 
  • reforço de insumos;  
  • busca ativa de não vacinados; 
  • intensificação das campanhas de imunização. 

O investimento também inclui ações de prevenção contra o VSR, como a vacinação de gestantes e a imunização passiva com nirsevimabe, priorizando crianças prematuras ou com comorbidades. 

Outra frente do programa é a implantação, a partir desta segunda-feira (4), do serviço de teleUTI pediátrica, que dará suporte a profissionais de saúde no manejo de casos graves e na avaliação da necessidade de transferências. 

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04/05/2026 04:55h

Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta espaço para cortes maiores na taxa básica de juros sem risco à meta de inflação

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Em reunião na última quarta-feira (29), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (Bacen) reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual (p.p.), passando de 14,75% para 14,5% ao ano

Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a discreta diminuição é insuficiente para reverter a desaceleração da atividade econômica, podendo inclusive desestimular a retomada. Para a entidade, nem mesmo a volatilidade dos preços do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio, poderia justificar uma postura tão cautelosa por parte do Bacen. 

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o atual cenário inflacionário já abriria espaço para uma redução mais significativa dos juros. Segundo ele, a inflação está em desaceleração e as expectativas de mercado permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta.

“Se nós estivéssemos trabalhando hoje, como eu entendo que deveria ser, [com uma taxa de juros] a níveis de 9% e 10%, seriam juros razoáveis para a realidade da condição da inflação do Brasil. Nós poderíamos até entender que não houvesse nenhuma redução da taxa de juros. Mas nós estamos em 15%”, afirma. 

Segundo estimativa da CNI, a Selic deveria estar em 11,1% ao ano, ou seja, 3,4 p.p. abaixo do nível atual. Para a entidade, isso indica que há margem para cortes mais expressivos sem comprometer a convergência da inflação à meta. 

Endividamento preocupa

A CNI também destaca que a manutenção da Selic elevada tem contribuído para o aumento do endividamento das empresas, especialmente entre micro e pequenos negócios. 

Dados da Serasa Experian mostram que 2025 terminou com um recorde de 8,9 milhões de empresas inadimplentes no Brasil, somando R$ 213 bilhões em dívidas negativadas em dezembro. Desse total, 95% correspondem a micro e pequenos negócios — os mais afetados pelas condições restritivas de crédito. 

Entre as famílias, o cenário também é preocupante. Informações mais recentes do Bacen indicam que 49,9% dos lares brasileiros possuem algum tipo de dívida, o maior percentual da série histórica. 

O gerente de Política Econômica da CNI, Kleber Castro, explica que, por ser a principal referência do mercado de crédito, a Selic influencia diretamente tanto a contratação quanto o pagamento de dívidas. 

“A Selic veio em um movimento crescente já há algum tempo, então, as taxas de juros das operações de crédito cresceram juntos, forçando as empresas e as famílias a dedicar uma parcela maior do seu orçamento e do seu caixa para poder cumprir esse serviço da dívida. E isso levou ao cenário de inadimplência recorde”, destaca.

Segundo Castro, a manutenção da taxa em níveis elevados também desestimula a tomada de novos empréstimos e freia os investimentos no setor produtivo

Impacto do petróleo e cenário externo

Apesar das tensões no Oriente Médio elevarem os preços do petróleo no mercado internacional, o impacto sobre o Brasil tem sido relativamente menor em comparação a países europeus. Isso ocorre porque o país é exportador líquido da commodity e conta com o uso de biocombustíveis no mercado interno, o que reduz a dependência externa. 

Embora a alta do petróleo possa pressionar temporariamente a inflação doméstica, ela também impulsiona a entrada de dólares pelas exportações, o que ajuda a equilibrar o cenário econômico. Esse fluxo é reforçado pelo ingresso de capital estrangeiro no mercado acionário brasileiro

Como resultado, o real acumula valorização de cerca de 10% frente ao dólar desde o início de 2026, movimento que contribui para conter pressões inflacionárias vindas do exterior

A projeção da CNI é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — o índice oficial de inflação no Brasil — encerre 2026 em 4,4%, abaixo do teto de tolerância da meta (4,5%).

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Para a Agência, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve fortalecer ainda mais esse cenário, com a redução gradual de tarifas e ampliação de cotas para produtos estratégicos do agronegócio brasileiro

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A relação comercial entre Brasil e União Europeia segue sólida, mas ainda oferece amplo espaço para crescimento — especialmente em produtos de maior valor agregado. É o que aponta um novo estudo de inteligência divulgado nesta semana pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O levantamento reúne dados atualizados, tendências e oportunidades para empresas brasileiras interessadas em ampliar sua presença no mercado europeu. Em 2025, o comércio bilateral entre as partes alcançou US$ 100 bilhões, reforçando a importância do bloco como parceiro estratégico.

Com uma população de 448,6 milhões de habitantes e um PIB combinado de US$ 21,2 trilhões, a União Europeia representa um mercado altamente competitivo e com relevante poder de consumo.

Confira o estudo na íntegra

Apesar desse peso econômico, a participação do Brasil nas importações europeias está em torno de 1,6%, o que indica um potencial significativo de expansão. Atualmente, as exportações brasileiras seguem concentradas em commodities, como petróleo bruto, café não torrado, soja, celulose e minérios.

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Na avaliação do gerente de Inteligência da ApexBrasil, Gustavo Ferreira, o cenário atual abre novas possibilidades para o país.

“Este estudo mostra que, embora o Brasil já tenha presença relevante no comércio com a União Europeia, ainda há um potencial significativo a ser explorado, especialmente em produtos de maior valor agregado. O acordo com o bloco europeu tende a ampliar o acesso ao mercado e estimular a diversificação das exportações brasileiras”, destaca.

O estudo também identifica oportunidades em setores como máquinas e equipamentos, alimentos processados, produtos manufaturados, materiais de construção, higiene pessoal e itens relacionados à transição verde e digital — áreas em que a demanda da Europa apresenta crescimento consistente.

Acordo Mercosul/União Europeia

Outro fator que pode impulsionar esse movimento é o acordo entre Mercosul e União Europeia. A expectativa é que sua implementação leve à redução gradual de tarifas e à ampliação de cotas para produtos estratégicos do agronegócio brasileiro, como suco de laranja, carnes, açúcar, etanol, mel e frutas.

No campo dos investimentos, o relatório destaca o protagonismo europeu. A União Europeia é atualmente o principal investidor estrangeiro no Brasil. Em 2024, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) do bloco chegou a US$ 464,4 bilhões, o equivalente a 40,7% do total registrado no país.

Esses recursos estão concentrados, sobretudo, em setores como indústria, energia, infraestrutura e tecnologia.

A ApexBrasil também atua diretamente no apoio à inserção de empresas brasileiras no mercado europeu. Atualmente, a agência conduz 29 projetos setoriais que têm o bloco como destino prioritário, abrangendo áreas como agronegócio, economia criativa, tecnologia, saúde e indústria.

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30/04/2026 12:00h

Entre os assuntos considerados importantes para o setor estão temas relacionados ao setor leiteiro, as tratativas do acordo entre Mercosul e União Europeia e iniciativas para ampliar o comércio entre os dois países

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Em meio a discussões sobre integração regional e expansão de mercados no agronegócio sul-americano, Brasil e Uruguai voltaram a alinhar estratégias para fortalecer a cooperação no setor.

Na terça-feira (28), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti. O intuito da reunião foi discutir pautas prioritárias do agronegócio regional. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília.

Ao longo da agenda, os dois países reiteraram o peso da parceria construída ao longo dos anos, marcada por integração regional, por um intenso intercâmbio comercial e pela colaboração técnica contínua. Nesse contexto, André de Paula apontou o Uruguai como um parceiro estratégico para o Brasil em diferentes frentes, enquanto Fratti destacou a importância de os dois países manterem canais permanentes de diálogo e cooperação.

Entre os assuntos abordados, estiveram temas relacionados ao setor leiteiro, o acordo entre Mercosul e União Europeia e iniciativas voltadas à ampliação das oportunidades comerciais.

Segundo o ministro brasileiro, o governo acompanha os assuntos apresentados com atenção, levando em conta critérios técnicos e instrumentos legais, em busca de soluções equilibradas que contribuam para o fortalecimento da relação bilateral.

Avanços em ciência e tecnologia

A agenda também evidenciou avanços na área de ciência e tecnologia. Um dos destaques foi a criação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional, resultado da parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai (Inia) e os ministérios da Agricultura de Brasil e Uruguai.

Outro ponto tratado foi o Memorando de Entendimento firmado em dezembro de 2025, voltado ao desenvolvimento de políticas, processos, produtos e tecnologias de base biológica para melhorar a produção agropecuária.

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Durante o encontro, Fratti também chamou atenção para o avanço da agenda de bioinsumos entre os dois países. O Brasil indicou que segue aberto a ampliar a troca de conhecimento nessa área, considerada estratégica por combinar inovação com práticas mais sustentáveis.

Dados da relação comercial entre Brasil e Uruguai

A relação entre Brasil e Uruguai se estende, ainda, a espaços como o Mercosul, o Conselho Agropecuário do Sul (CAS) e outros fóruns regionais. Em 2025, o intercâmbio comercial bilateral atingiu cerca de US$ 2,22 bilhões, com exportações brasileiras de aproximadamente US$ 989,9 milhões e importações vindas do Uruguai na casa de US$ 1,23 bilhão.
 

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27/04/2026 04:55h

Menos poluente que o modal rodoviário, transporte marítimo tem potencial para quadruplicar presença na matriz nacional

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O transporte de mercadorias em contêineres entre portos brasileiros — conhecido como cabotagem — pode reduzir em até 8,2% as emissões líquidas de CO₂ de todo o setor de transporte de cargas no país. O dado é de um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Segundo o levantamento, o Brasil tem potencial para quadruplicar o volume de cargas transportadas por cabotagem no longo prazo.

Para alcançar esse crescimento, serão necessários:

  • novos investimentos em infraestrutura portuária;
  • melhoria das condições de acesso aos portos;
  • criação de novas linhas regulares do serviço;
  • redução da burocracia e mudança na cultura logística dos empresários.

Atualmente, a cabotagem representa apenas 9,2% do transporte de cargas no país. Considerando apenas os portos que já oferecem o serviço, o estudo indica que o volume de cargas transportadas entre portos brasileiros por contêineres pode crescer até 163%, mais que o dobro do nível atual. Nesse cenário, a estimativa é de redução de 4,5% nas emissões de CO₂.

Eficiência ambiental e econômica

O setor de transportes em geral responde por 13,5% das emissões líquidas brasileiras de gases de efeito estufa (GEE). Dentro desse total, o transporte rodoviário concentra 92% desse volume, refletindo a forte dependência do Brasil desse modal, que responde por 66,2% da matriz de transporte nacional.

A cabotagem, por sua vez, é significativamente menos poluente. Em média, esse tipo de transporte emite entre 12% e 15% do volume de CO₂ gerado por caminhões para transportar a mesma quantidade de carga.

Segundo a CNI, além do ganho ambiental, o transporte de cargas a longa distância por navios também reduz externalidades negativas comuns ao transporte rodoviário, como acidentes, roubo de carga, avarias e congestionamentos nas estradas.

O mestre em transporte pela Universidade de Brasília (UnB), Emmanuel Aldano, afirma que os ganhos surgem a partir da substituição do grande fluxo de caminhões por transporte de cabotagem. 

“A grande vantagem de você migrar essa carga para operações de modo transporte de alta capacidade, como a cabotagem marítima, é que você desafoga as rodovias, aumenta a eficiência econômica dessas operações e, consequentemente, você melhora o meio ambiente. Para a indústria, é muito importante que essa descarbonização das operações logísticas também venha com esse olhar da eficiência econômica”, pontua. 

No entanto, a eficiência dos modais logísticos depende da distância percorrida.

  • Até 500 km: o transporte rodoviário é mais competitivo, sobretudo para cargas de maior valor agregado.
  • Entre 500 km e 1.500 km: o modal ferroviário apresenta maior eficiência.
  • Acima de 1.500 km: o transporte marítimo se destaca como a alternativa mais vantajosa.

Na comparação direta entre transporte rodoviário e cabotagem, a vantagem marítima começa a se consolidar entre 850 km e 1.050 km.

Emmanuel Aldano explica que cada modo de transporte tem suas especificidades, por isso, não existe um modal melhor que o outro. “O que existe é uma melhor aplicabilidade em relação ao tipo de carga, frequência, volume, bem como a melhor conexão possível entre o ponto A e o ponto B, que muitas vezes passa por mais de um modal”, explica.

Desafios da cabotagem no Brasil

Segundo o estudo, um dos principais desafios à expansão da cabotagem no Brasil é a exigência documental semelhante à do transporte internacional de longa distância, mesmo em operações domésticas.

Além da burocracia, também são necessários investimentos para tornar o setor mais competitivo. Entre os principais gargalos identificados estão:

  • acesso precário aos portos, que gera atrasos e eleva custos;
  • necessidade de dragagem — limpeza e aprofundamento do fundo dos portos — para permitir a entrada de navios maiores;
  • falta de capacidade dos terminais, que pode prejudicar o funcionamento regular das operações.

O especialista em infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, ressalta que a expansão do setor depende da superação desses obstáculos.

“Precisamos superar uma série de dificuldades, dentre elas o baixo investimento em infraestrutura portuária, as restrições na oferta de linhas regulares da prestação dos serviços de cabotagem, a própria burocracia do setor e até mesmo a necessidade de desmistificação do modal. Isso implicaria em uma mudança na cultura logística dos empresários nacionais para que entendam os benefícios da cabotagem”, destaca.

Novo Marco da Cabotagem

Diante do cenário apresentado, a CNI defende a necessidade de um ambiente regulatório favorável ao setor e avalia que o Marco Legal da Cabotagem (Lei 14.301/22) representou um avanço ao incentivar o transporte de cargas entre portos brasileiros e fortalecer a indústria naval.

A regulamentação da lei pelo Decreto 12.555/2025 introduziu critérios relacionados ao uso de embarcações mais sustentáveis. Segundo a CNI, após a publicação do normativo, quatro novas empresas passaram a operar no país e 16 embarcações foram incorporadas à frota, ampliando a oferta de serviços e contribuindo para maior equilíbrio na matriz de transporte de cargas.

Em dezembro de 2025, o governo federal abriu uma consulta pública para definir as regras para a classificação de embarcações sustentáveis

No entanto, Ramon Cunha alerta que exigências excessivas podem ter efeito contrário ao esperado.

“Se forem impostos critérios rígidos e excessivos para o cumprimento dessas chamadas embarcações sustentáveis, pode ser que a portaria resulte em efeitos contrários, de modo que isso dificulte não só a expansão do modal, mas que também usuários atuais migrem suas operações para alternativas mais poluentes, como, por exemplo, o transporte rodoviário”, destaca.

Para o especialista, a redistribuição das cargas entre os diferentes modais, respeitando a vocação de cada um, já seria um passo decisivo não apenas para reduzir emissões, mas também para diminuir custos logísticos e aumentar a segurança nas rodovias brasileiras.

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22/04/2026 04:00h

Levantamento da Serasa Experian mostra que 47% das empresas enfrentaram forte pressão nos custos, e apenas 14,7% conseguiram repassar aumento dos preços

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O aumento dos custos operacionais tem impactado diretamente a rentabilidade das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras. É o que revela um levantamento inédito realizado pela Serasa Experian. Segundo o estudo, quase metade (47%) das PMEs classificaram a pressão dos custos como alta ou muito alta nos últimos 12 meses, enquanto 23% disseram não ter observado aumento relevante no período.

O avanço dos custos já reflete na lucratividade dos negócios. Quase metade das empresas (49%) relatou perda na margem de lucro, sendo 26% com queda significativa e 23% com impacto parcial. Apenas 14,7% conseguiram aumentar a margem por meio do repasse de preços em produtos e serviços.

Perfil das empresas aumenta dificuldade de repasse

Segundo o levantamento, a dificuldade de repassar custos ao consumidor ganha ainda mais relevância quando se observa o perfil das empresas participantes. Na amostra da pesquisa:

  • 32% são Microempreendedores Individuais (MEIs)
  • 19% são microempresas (ME)
  • 12% são empresas de pequeno porte (EPP)

Do ponto de vista setorial, a pressão dos custos e a dificuldade de repasse são puxadas principalmente pelo comércio. Entre as empresas ouvidas:

  • 45% pertencem ao comércio
  • 36% ao setor de serviços
  • 18% à indústria

Segundo a pesquisa, a maior presença do varejo — segmento historicamente mais sensível ao preço — ajuda a explicar por que o repasse de custos encontra maior resistência.

Regionalmente, a pressão dos custos operacionais está disseminada por todo o território nacional.  A distribuição das empresas participantes foi:

  • Sudeste: 34%
  • Sul: 21%
  • Centro-Oeste: 17%
  • Nordeste: 16%
  • Norte: 12%

Fatores que pressionam os custos

Ainda de acordo com o estudo, entre os principais fatores que mais pressionam o aumento dos custos operacionais estão:

  • insumos e matéria-prima: 37%
  • folha de pagamento: 36%
  • tributos: 32%
  • aluguel: 29%

O vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, Cleber Genero, afirma que a alta de custos é um dos principais desafios para os negócios brasileiros, especialmente para empresas menores, que possuem menor capacidade de absorver ou repassar despesas adicionais.

“Nesse contexto, o uso de dados e inteligência torna-se ainda mais estratégico para apoiar decisões financeiras, melhorar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade dos negócios”, disse em nota.

Diante do cenário de aumento dos custos operacionais e margens de lucro mais apertadas, especialistas da Serasa Experian recomendam que os empreendedores invistam em organização financeira e planejamento estratégico para garantir a sustentabilidade dos negócios.

No site da datatech estão disponíveis ferramentas e materiais gratuitos que auxiliam na gestão do caixa, análise financeira e tomada de decisão.

Para conferir, acesse: empresas.serasaexperian.com.br.

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21/04/2026 04:30h

Os municípios brasileiros partilharam, na segunda-feira (20), o valor de R$ 2,2 bilhões referentes ao 2º decêndio de abril do FPM. O montante é quase 2% menor do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando o total repassado foi de R$ 2,3 bilhões

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Os municípios brasileiros partilham, nesta segunda-feira (20), R$ 2,2 bilhões referentes ao segundo decêndio de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é quase 2% menor do que o transferido no mesmo período do ano passado, quando o montante foi de R$ 2,3 bilhões.

Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, o cenário acende um alerta entre gestores municipais, apesar de resultados positivos recentes no acumulado. Na avaliação dele, a oscilação reforça a necessidade de acompanhar os próximos repasses para entender se há uma tendência ou apenas variação pontual.

“Essa tem sido uma recorrência, altos e baixos durante esse exercício. Tivemos, no mês passado, um resultado positivo em relação ao ano passado, mas nesse decêndio em questão, o resultado foi menor. Pode ser que haja uma acomodação entre altos e baixos, a depender do decêndio. Caberá uma análise mais criteriosa para saber se há realmente esse ajuste. Vamos aguardar os próximos decêndios para ver se esse cenário não é uma tendência e somente uma sazonalidade”, destaca. 

Os recursos do FPM são formados por parcelas arrecadadas pela União por meio do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os coeficientes de participação de cada município são definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com base principalmente no número de habitantes, conforme dados oficiais.

Maiores valores por estado

Entre os estados, São Paulo é o que recebe o maior volume de recursos neste decêndio: cerca de R$ 280 milhões. No estado, destacam-se municípios como Campinas, Cotia e Bragança Paulista, todos com repasses superiores a R$ 1,2 milhão.

Minas Gerais também figura entre as unidades da Federação com valores expressivos, totalizando aproximadamente R$ 279 milhões. Municípios como Divinópolis, Itabira e Ituiutaba estão entre os que recebem os maiores repasses no estado, com montantes superiores a R$ 1 milhão.

 

 

FPM: Municípios bloqueados

Até o dia 16 de abril de 2026, 25 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:

  • Messias (AL)
  • Aracatu (BA)
  • Camamu (BA)
  • Aiuaba (CE)
  • Caldas Novas (GO)
  • São Francisco do Maranhão (MA)
  • Alfenas (MG)
  • Marilac (MG)
  • Cacimbas (PB)
  • Salgado de São Félix (PB)
  • Santana dos Garrotes (PB)
  • Sobrado (PB)
  • Itaperuna (RJ)
  • Nova Friburgo (RJ)
  • Petrópolis (RJ)
  • Teresópolis (RJ)
  • Canguaretama (RN)
  • Guamaré (RN)
  • Parnamirim (RN)
  • São Francisco de Paula (RS)
  • Camboriú (SC)
  • Aquidabã (SE)
  • Japaratuba (SE)
  • Poço Redondo (SE)
  • Combinado (TO)

De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diferentes motivos, como a ausência de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ou falta de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

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Os bloqueios são temporários. Após a regularização das pendências, os repasses são retomados, garantindo recursos essenciais para áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.

Os valores do FPM são creditados aos municípios a cada dez dias. Quando a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o repasse é realizado no primeiro dia útil anterior. 
 

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