sec3

12/04/2024 00:04h

A pesquisa foi feita entre março e novembro de 2020. E o resultado não levou em consideração os acidentes de menor grau ― que não precisaram de hospitalização ― segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras

Baixar áudio

Da praticidade ao risco de acidentes. O Brasil registrou cerda de 700 internações por queimaduras com álcool líquido 70%, entre março e novembro de 2020. O número é de um levantamento informal feito, logo no início da pandemia de covid-19, pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) junto aos 36 Centros de Tratamento de Queimados (CTQs) e hospitais gerais pelo país. Mas esse número poderia ser maior. A pesquisa não levou em consideração os acidentes de menor grau ― que não precisaram de hospitalização.

O médico infectologista Hemerson Luz explica os perigos do álcool. “O álcool 70 líquido, ele é muito inflamável e o manejo indevido, principalmente por crianças ou mesmo adultos que estejam utilizando para fazer fogo ou mesmo de um descuido momentâneo, pode estar relacionado a acidentes graves”, alerta.

A venda do álcool 70% na versão líquida estava proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2002, devido o número de acidentes por queimadura e ingestão, principalmente em crianças. No entanto, em 2020, o produto foi liberado temporariamente, para ser comercializado e ajudar no combate à pandemia de covid-19. 

“Da mesma maneira que a gasolina e o álcool combustível não são permitidos para venda granel, o álcool também deixou de ser por causa de uma quantidade muito grande de acidentes. Tanto o álcool quanto a gasolina são produtos líquidos muito voláteis. Eles passam a situação de gás muito rapidamente”, comenta o infectologista Francisco Job, que ainda acrescenta:

“As pessoas acabam se aproximando excessivamente do combustível acreditando que o fogo só vai incendiar quando ele encostar no líquido, mas na realidade já existe uma nuvem de gás inflamável muito maior e invisível. E é por isso que não se usa gasolina nem álcool para fazer forneiras”, esclarece.

Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), logo após a liberação do álcool líquido 70%, em alguns centros de tratamento de queimaduras, o volume de ocorrências subiu 2,5 vezes nas primeiras semanas. Um outro levantamento da SBQ realizado em 56 centros de tratamentos de queimados no Brasil, mostrou redução média de 65% dos acidentes por álcool, seis meses após a proibição.

Fim da emergência sanitária

A Anvisa voltou a proibir a comercialização de álcool líquido 70%. O prazo da última autorização expirou em dezembro do ano passado. O motivo ainda é o mesmo: preocupação com o elevado número de acidentes com o produto, considerado altamente inflamável pela agência.

Mas, até o dia 30 de abril, farmácias e supermercados ainda podem continuar comercializando a versão líquida 70% até acabarem os estoques, antes do veto total para a comercialização.

Para quem está acostumado a utilizar essa versão do produto para higienizar ambientes ou mercadorias, terá que buscar uma alternativa, destaca o médico infectologista Hemerson Luz.

“As pessoas que ainda utilizam o álcool 70 líquido deverão se adequar a essa nova regra, essa proibição de comercialização. A melhor forma de higienizar as mãos sempre será lavar as mãos com água e sabão ou sabonete. Mas deve-se destacar que o álcool em gel ainda continuará sendo comercializado, podendo ser utilizado para fazer aquela higienização emergencial das mãos”, informa.
 
Francisco Job, que também é infectologista, reforça: 

“Para limpeza de superfícies voltam os desinfetantes que já eram liberados para esse fim, que normalmente são a base de amônia ou de outros desinfetantes. Não existe necessidade de continuar sendo usado álcool a 70% para a limpeza de azulejos ou para limpeza de superfícies de mesas, para limpeza de vidros, essas coisas”, ressalta.
 

Copiar textoCopiar o texto
10/04/2024 00:02h

De autoria do deputado federal Henderson Pinto (MDB-PA), proposta defende mais recursos para cidades da região devido às dificuldades estruturais que enfrentam. Prefeitos da região comemoram iniciativa

Baixar áudio

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que dobra o coeficiente individual de partilha do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) das cidades localizadas na Amazônia Legal – composta pelos sete estados da Região Norte, Maranhão e Mato Grosso. 

O repasse do FPM para os municípios que não são capitais leva em conta o número de habitantes de cada cidade. Para cada faixa populacional é atribuído um coeficiente. Quanto maior este coeficiente, que varia entre 0,6 e 4, maior é o valor que a prefeitura recebe da União. 

Mas para o deputado federal Henderson Pinto (MDB-PA), autor do projeto de lei complementar (PLP) 18/2024, tal critério é insuficiente para reduzir as desigualdades às quais as cidades amazônicas estão sujeitas em relação às demais do país. 

Por isso, ele defende que esses municípios tenham seus coeficientes dobrados, como forma de minimizar o chamado "custo amazônico" e melhorar a oferta de serviços públicos à população dessa região. 

Prefeito de Santarém (PA), Nélio Aguiar diz que o aumento do repasse do FPM para os municípios da Amazônia Legal é reivindicação antiga dos prefeitos da região, pois a realidade local é marcada por longas distâncias a serem percorridas dentro de um mesmo município, infraestrutura precária e a existência de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, fatores que exigem maior atenção e recursos. 

"Há um grau e um custo muito maiores para todas as políticas públicas, seja na educação, merenda escolar, vacinação, assistência à saúde. Muitas das vezes o valor para financiamento dessas políticas acaba sendo aquém do necessário, tornando-se um subfinanciamento, levando à precarização dos serviços prestados à população", lamenta. 

Por isso, o gestor diz que a aprovação do PLP é bem-vinda. "Essa proposta é muito justa, além de ser interessante, porque vem atender essa necessidade e, finalmente, dar um olhar diferenciado considerando a realidade dos municípios da região amazônica". 

Prefeito de Rio Preto da Eva (AM) e presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Anderson Souza elogia o projeto de lei complementar. A iniciativa, segundo o gestor, vai ajudar a corrigir distorções na distribuição de recursos entre os municípios. 

Política pública diferenciada para a região

"O projeto de lei é de super importância para o desenvolvimento da Amazônia Legal. As políticas públicas só podem ser efetivadas com recursos diferenciados para aqueles que são menos favorecidos", defende. 

"Há necessidade de fazer uma política pública diferenciada por parte do governo federal em reconhecer o custo amazônico, em que o preço praticado nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e até Nordeste é bem diferente do praticado na nossa região Norte", completa. 

O economista Ciro de Avelar diz que a proposta é positiva, porque leva mais recursos para municípios que enfrentam maior dificuldade por causa da infraestrutura precária da região. 

"Na esteira da reforma tributária, que visa diminuir as assimetrias, essa proposta vem no mesmo sentido de trazer uma régua uniforme sobre o custo tributário que cada município tem. Isso traz maior igualdade, porque na Amazônia Legal existem municípios mais distantes e com custo fluvial de transporte, principal meio de locomoção. Traz maior uniformidade de acesso a estruturas básicas fundamentais, como saúde, educação e transporte", avalia. 

Enquanto isso, as cidades da Amazônia Legal e de todo o país recebem nesta quarta-feira (10) o primeiro repasse de abril do FPM. As prefeituras vão partilhar cerca de R$ 5,6 bilhões — valor nominalmente maior do que no mesmo período do ano passado, mas ligeiramente inferior quando se considera o efeito da inflação nos últimos 12 meses. 

FPM tem leve recuo após três altas consecutivas, mas saldo de 2024 ainda é positivo

Caminho até a aprovação

O PLP foi distribuído para análise das comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso os parlamentares desses colegiados aprovem a proposta, ela segue para o plenário, onde precisará de maioria absoluta dos votos para aprovação, ou seja, 247 deputados. 
 

Copiar textoCopiar o texto
09/04/2024 00:03h

Especialista informa que os requisitos para doação incluem boa saúde, idade entre 18 e 65 anos e peso mínimo de 50 quilos

Baixar áudio

Cerca de 1,4% da população brasileira doa sangue — o que equivale a 14 pessoas a cada mil habitantes e mais de 3 milhões de doações por ano no Sistema Único de Saúde (SUS) —  apontam dados do Ministério da Saúde. Entretanto, essa quantidade nem sempre é suficiente para suprir a demanda nos hemocentros. Devido ao grande número de cirurgias eletivas e dos casos de dengue, o Banco de Sangue de Brasília está convocando doadores do tipo O- para realizarem doações, pois os estoques desse tipo sanguíneo estão 22% abaixo do ideal.

De acordo com o Hemocentro de Brasília, nos três primeiros meses deste ano a média diária de doações de sangue ficou em 174. O ideal é 180, para atender com segurança toda a rede pública de saúde do Distrito Federal, além dos hospitais conveniados.

Martha Mariana, onco-hematologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, explica que o sangue é essencial para a saúde. “As transfusões são utilizadas diariamente e de forma contínua, em várias situações médicas comuns, como acidente, trauma com grande perda de sangue, cirurgia de emergência, anemia hemolítica, várias doenças crônicas graves, entre elas os tratamentos de câncer — e especialmente os cânceres de sangue, os cânceres hematológicos.”

Mariana destaca que para garantir um suprimento adequado de sangue, os hospitais dependem de doações regulares feitas por doadores voluntários.

Quem pode doar sangue?

A médica informa que os requisitos para doação de sangue são semelhantes em vários estados brasileiros. “Os mais importantes são: estar bem de saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar no mínimo 50 quilos, não vir ao banco de sangue para doação em jejum, mas fazer uma refeição leve 3 horas antes da doação; e de preferência evitando alimentos gordurosos”, destaca.

Ela também aponta outros requisitos, como:

  • Não estar incluído em grupos de fatores de risco para contaminação pelo vírus do HIV, como usuários de drogas;
  • Não consumir bebida alcoólica até 4 horas antes da coleta de sangue;
  • Gestantes não podem doar sangue;
  • Alguns medicamentos devem ser analisados durante a consulta que é feita.

Veja onde doar sangue no seu município:

 

A radialista Simone Tortato, de 38 anos, é moradora da capital paulista e doadora de sangue há 15 anos. Ela afirma que sua última doação foi realizada entre outubro e novembro de 2023, E está se organizando para doar novamente neste ano. 

Ela relembra que trabalhou em uma empresa que promovia doações com os funcionários duas vezes ao ano, e apesar de não trabalhar mais no mesmo local ela tenta manter essa frequência. “Eu sou doadora de sangue porque acredito que é um ato de empatia, que desse jeito eu consigo ajudar de alguma forma. Alguns anos atrás, meu pai estava internado devido a um câncer, — e tive amigos e conhecidos que foram doar em nome dele no hospital, então que sei que faz uma bela diferença”, afirma.

Minas Gerais

Os estoques da Fundação Hemominas estão baixos e todos os tipos sanguíneos são necessários. O Hemocentro convoca pessoas dos grupos O e A, tanto positivo quanto negativo e B negativo, para que agendem sua doação imediatamente.

No Hemominas, há uma média entre 1.100 e 1.300 doadores por dia, somando todas as unidades no estado.

Amazonas

No Hemocentro do Amazonas (Hemoam), os níveis de estoque de sangue estão baixos para os tipos O+ e O-, devido ao período de chuvas e doenças virais.

A média diária de doações é de 190 doadores por dia, mas para alcançar o estoque ideal são necessárias 250 doações por dia.

Paraná

No Paraná, os estoques de sangue  encontram-se estáveis nos tipos sanguíneos A, B e AB, sendo necessário os tipos O+ e O-.

A média de doadores por mês no estado é de 18.520 pessoas, que fornecem aproximadamente 16.227 bolsas por mês

Bahia

No Hemocentro da Bahia (Hemoba), os estoques de sangue tipo A-, B+, B-, O+ e O- estão em níveis críticos.

Leia mais:

DENGUE: 288 municípios estão em estado de emergência devido ao aumento de casos da doença

Em 2024, o Brasil já registrou mais de 2,6 milhões de casos prováveis de dengue

Copiar textoCopiar o texto
08/04/2024 00:03h

Até o momento, o Brasil contabilizou 2.747.643 casos prováveis de dengue, resultando em 1.078 mortes associadas ao vírus

Baixar áudio

O aumento de casos de dengue neste ano fez com que 288 municípios, de 6 estados, entrassem em situação de emergência  por Arboviroses. A informação é do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Social (MIDR). Até o momento, o Brasil contabilizou mais de 2,7 milhões de casos prováveis de dengue e mais de mil mortes associadas ao vírus da doença.

De acordo com os dados ministério, órgão do Executivo federal responsável pelo reconhecimento da situação de emergência, 246 municípios são localizados no estado de Goiás, 23 no Paraná, 3 no Amapá, 11 no Rio Grande do Sul, 3 em Minas Gerais e 2 em Santa Catarina.  

Em Goiás, Defesa Civil Nacional reconheceu a situação de emergência em todo o estado devido ao aumento dos casos. De acordo com último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Goiás, foram contabilizados, neste ano, 80,3 mil casos. Até o momento, 118 mortes em investigação. No período, foram mais de 1,9 mil internações pela doença em hospitais da rede da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.

Já o Paraná registrou cerca de 45 mil notificações e 23,3 mil casos confirmados de dengue em uma semana, segundo último informe semanal da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Ainda de acordo com o boletim, os 399 municípios do Estado já registraram notificações de dengue e 389 tiveram casos confirmados. 

Desde 30 de julho do ano passado, o estado paranaense contabilizou 351 mil notificações e 77 óbitos. Essas mortes ocorreram em 36 municípios, como Cascavel, Londrina e Maringá.

A infectologista Larissa Tiberto atribui os altos índices de infecção pela dengue ao aumento das chuvas, aumento da temperatura e falta de controle dos reservatórios dos mosquitos. Ela destaca que a vacinação contra a dengue é importante para prevenir casos graves da doença.

“Outras maneiras de evitar formas graves da doença são: Ingerir muita água, fazer repouso, não ingerir antiinflamatórios não esteroidais e o principal é limpar e remover possíveis locais de acúmulo de água em casa, repelente, telas em janelas para se proteger contra a picada do inseto”, explica.

Vacinação

Em abril, o Ministério da Saúde recebeu mais 930 mil doses da vacina contra a dengue, destinadas aos 521 municípios já selecionados e a outros 165 recém contemplados. De acordo com a pasta, a seleção dos novos municípios seguiu critérios como grande porte, população acima de 100 mil habitantes, alta incidência de dengue na última década e a predominância do sorotipo DENV-2, além do número de casos no período de 2023/2024. Atualmente, a vacinação foca em jovens de 10 a 14 anos, por ser a faixa etária com maior taxa de hospitalizações por dengue.

O estudante de fisioterapia de 23 anos e morador de Caldas Novas - GO, Alisson Coutinho conta que quando teve dengue, sentiu muita dor de cabeça e no corpo e febre alta. Ele afirma que para evitar a proliferação do mosquito, coloca areia nos potes de planta para evitar o acúmulo de água. 

Alisson diz que pretende tomar a vacina contra a dengue assim que possível. “Eu acho que ela é muito boa para prevenir que as pessoas se contaminem e, se pegar ou se contaminar, seja mais tranquilo, porque o corpo já estará mais acostumado com o vírus. Então, eu acho que é bem útil e necessário para a nossa população”, comenta.

Outros tipos de Arboviroses 

Em relação aos casos prováveis de Zika e Chikungunya, foram registrados 3.600 e 122.216 casos, respectivamente. Quanto às mortes, não há registros por Zika, enquanto a Chikungunya resultou em 49 mortes confirmadas, com outras 83 ainda sob investigação. 
 

Veja Mais:

Brasil registra sinalização de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
Brasil tem mais de 540 mil trabalhadores com deficiências no mercado de trabalho
 

Copiar textoCopiar o texto
07/04/2024 00:02h

Na comparação com o ano anterior, houve crescimento de 41% nos meses de janeiro e fevereiro de 2024

Baixar áudio

Em fevereiro, 62% das cidades brasileiras (3.463 de 5.570) registraram uma criação líquida de empregos com carteira assinada. No acumulado de 12 meses, o saldo de empregos atingiu 1,61 milhão, representando uma redução de 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado para os meses de janeiro e fevereiro de 2024 indica crescimento de 41% na comparação com o mesmo período de 2023. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O economista Cesar Bergo afirma que está acontecendo crescimento econômico no Brasil. Ele explica que isso acaba colaborando para contratação de mão de obra para o comércio, centro de serviços e indústria.

“No geral, as políticas governamentais voltadas à criação de emprego e incentivo à contratação pelas empresas, os investimentos em infraestrutura, a estabilidade política — e as questões regulatórias acabam facilitando a gestão das empresas, e por conseguinte, acabam incentivando que se contrate mais pessoas”, aponta Bergo. 

O economista também destaca que a oferta de cursos de capacitação e a demanda do consumidor, em função da melhoria de renda, influenciaram positivamente os números do mercado de trabalho. 

De acordo com a pesquisa, todas as regiões do país registraram aumento no estoque de empregos. A maior variação mensal foi observada na região Sul, com aumento de 1,0%. Já as maiores expansões em comparação com fevereiro de 2023 — e nos últimos 12 meses — ocorreram na região Norte, com 5,3% e 4,9%, respectivamente.

Expectativas

O economista informa  ainda ,que para os próximos meses, a expectativa é de um crescimento menor de oferta no mercado de trabalho. “Também temos que olhar a questão da recuperação econômica. Os índices têm uma tendência de melhorar. Hoje, o crescimento econômico previsto para 2024 melhorou significativamente, já se fala em algo próximo a 2% — e isso acaba se refletindo no mercado de trabalho.”

Para Bergo, a flexibilidade do trabalho, como o sistema home office, acaba influenciando a oferta no mercado. Ele afirma que cada setor tem uma tendência mais específica, mas a expectativa é a de que o ano de 2024 vai pelo crescimento menor que 2023.

Leia mais:

Taxa de desemprego fica em 7,8% no trimestre encerrado em fevereiro, aponta IBGE

Setores com desoneração da folha de pagamento criam 80,9 mil empregos em janeiro

Copiar textoCopiar o texto
05/04/2024 00:03h

A região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis (1.700.122)

Baixar áudio

Em 2024, o Brasil já registrou 2.671.332 casos prováveis de dengue e 1.020 mortes decorrentes da doença. A região Sudeste registrou o maior número de casos prováveis (1.700.122), seguida pelo Sul (420.502), Centro-Oeste (357.065), Nordeste (156.210) e Norte (37.433). As informações são do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, a dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Embora todas as idades estejam vulneráveis à doença, os idosos e aqueles com condições crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, enfrentam um maior risco de desenvolver casos graves.

Milton Júnior, professor dos cursos de medicina e biomedicina do Centro Universitário de Brasília (Ceub) e doutor em ciências médicas, explica que uma das grandes complicações da dengue é o grande consumo de plaquetas, podendo levar o paciente a evoluir para dengue grave.

“A transfusão de plaquetas se torna uma demanda importante dentro da dengue justamente para evitar que o quadro do paciente piore. Por isso é importante a doação de plaquetas hoje, para uma situação de emergência, de precisar uma transfusão de plaquetas em uma dengue grave — dengue hemorrágica. Você tem essas bolsas de concentrado de plaquetas à disposição”, informa. 

MINUTO DA SAÚDE: a importância da vacina para evitar casos graves da doença

MINUTO DA SAÚDE: uso de repelentes contra o mosquito da dengue

Como doar plaquetas?

Júnior destaca que a doação de plaquetas segue critérios específicos. Por exemplo, no Hemocentro de Brasília a doação acontece por aférese, ou seja, os componentes do sangue vão ser separados utilizando um equipamento automatizado.

“Ela é restrita a homens com tipo sanguíneo A+ ou O+. É preciso ter feito pelo menos uma doação de sangue no Hemocentro nos últimos 18 meses, ter entre 18 e 55 anos, pesar mais de 60 quilos, dormir pelo menos 6 horas, não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação — e não fumar duas horas antes e não ter usado anti-inflamatório nos últimos cinco dias”, explica.

Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em março, 11 unidades federativas e 407 municípios possuem decretos de emergência devido à dengue. 

Veja as unidades federativas que possuem decretos:

  • Acre;
  • Amapá;
  • Distrito Federal;
  • Goiás;
  • Espírito Santo;
  • Minas Gerais;
  • Rio de Janeiro;
  • São Paulo;
  • Paraná;
  • Santa Catarina;
  • Rio Grande do Sul.

Centro-Oeste

O Distrito Federal registrou 192.981 casos prováveis de dengue e 207 mortes decorrentes da doença em 2024. Ellen Paula Ferreira, de 24 anos, é autônoma e moradora de Ceilândia, cidade da  região administrativa do Distrito Federal. Ela relembra que pegou dengue na última semana de março. 

“Meus sintomas foram dor de cabeça, enjoo, muita náusea, sempre cansada, dor atrás dos olhos e aquelas pintinhas vermelhas aparecendo, principalmente no meu rosto; falta de apetite e  vontade de ficar apenas deitada”, explica.

Ela afirma que quando os primeiros sintomas apareceram, ela foi até um posto de saúde para confirmar a doença. A dengue não evoluiu para a forma mais grave, não sendo necessária a transfusão de plaquetas.

Para o Hemocentro de Brasília conseguir manter um estoque seguro, inclusive de plaquetas, capaz de atender toda a rede pública de saúde do Distrito Federal e hospitais conveniados, é preciso manter uma média diária de pelo menos 180 doações. De 1º de janeiro até 30 de março de 2024, a média de doações ficou em 163 doações. Segundo o Hemocentro, o número de doações se manteve abaixo da média e a demanda na rede pública aumentou.

Sudeste

No Rio de Janeiro, foram registrados 180.758 casos prováveis de dengue e 83 mortes neste ano. Antes da epidemia da doença, a média era de quatro doadores de plaquetas por dia no Hemorio, número suficiente para atender a rede hospitalar. Atualmente, o hemocentro precisa de 10 doadores por dia para atender à nova demanda.

Sul

Em 2024, o Paraná contabilizou 256.040 casos prováveis de dengue e 101 mortes decorrentes da doença. Os estoques de plaquetas estão estáveis no Hemocentro do Paraná, sendo que a média mensal de distribuição em 2024 é de 4.147 bolsas por mês.

Nordeste

Já na Bahia, foram registrados 101.423 casos prováveis de dengue e 35 mortes. Segundo a diretora de Hemoterapia da Hemoba, Rivânia Andrade, o estoque está crítico porque, além das demandas de outras doenças, houve um aumento das solicitações devido aos casos de dengue.

O hemocentro da Bahia recebe uma média mensal de 120 doadores de plaquetas por aférese.

Norte

Neste ano, o Acre registrou 6.448 casos prováveis de dengue, sem mortes decorrentes da doença. Já o Amapá contabilizou 3.389 casos prováveis e três mortes.

Copiar textoCopiar o texto
04/04/2024 00:03h

As 112 empresas associadas à Abrati ainda planejam investir mais 3,6 bilhões de reais ao longo de 2024

Baixar áudio

Empresas do setor rodoviário interestadual já investiram 1,2 bilhão de reais, incluindo o segundo semestre de 2023 e as projeções para o primeiro semestre de 2024, para fortalecer a  infraestrutura e os serviços de transporte no Brasil. As informações são do levantamento da  Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati).

De acordo com a conselheira da Abrati, Letícia Pineschi, o investimento traz benefícios para os usuários do transporte e para os fabricantes de carrocerias, chassis e fornecedores de tecnologia.

“Os investimentos serão utilizados no setor para promover a renovação da frota, o aumento no efetivo da frota de determinadas regiões do país, em tecnologia, para alavancar projetos que estavam paralisados desde a pandemia, e que agora sim podem ter tração novamente. Especialmente por conta da consolidação do novo marco regulatório do transporte, que trouxe segurança jurídica para que os empresários retomassem os investimentos”, informa a conselheira.

As 112 empresas associadas à Abrati, estão planejando investir mais 3,6 bilhões de reais ao longo de 2024. Este montante já está sendo direcionado para contratos com fabricantes de chassis e carrocerias.

Segundo a Abrati, os investimentos também serão direcionados para novas gerações de aplicativos que estão em desenvolvimento para monitorar a demanda, gerenciar receitas e analisar a concorrência. 

A diretora executiva adjunta da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Rezende, aponta que segundo o levantamento realizado pela CNT, mais da metade das rodovias brasileiras apresentam algum tipo de defeito no pavimento, na sinalização ou na geometria. 

“É fundamental o investimento em rodovias, porque 65% do transporte de cargas e 95% do transporte de passageiros utilizam essa modalidade. E o que a gente tem visto ao longo dos anos é que a qualidade dessa infraestrutura não não está boa”, aponta.

De acordo com Rezende, os investimentos podem aprimorar e adequar as rodovias para que sejam reduzidos a quantidade de acidentes e mortes na malha rodoviária brasileira.

Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que houve um aumento de acidentes e mortes nas rodovias brasileiras em 2023, na comparação com 2022.

No ano passado, foram registrados 166.623 acidentes e 5.615 mortes, contra os 155.266 acidentes de 1.439 mortes em 2022.

Leia mais:

Concessionárias investiram 280% a mais em rodovias federais que poder público em 2022

Brasil se aproximou de investimento recorde em infraestrutura em 2023, mas está longe do patamar ideal

Copiar textoCopiar o texto
02/04/2024 17:55h

Em entrevista ao Canal Rural, nesta segunda-feira (1º), ministro da Agricultura também reafirmou desejo de ampliar seguro rural e recomendou a produtores afetados pelo clima e por queda nos preços a renegociarem dívidas

Baixar áudio

Em entrevista exclusiva ao Canal Rural, nesta segunda-feira (1), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que a pasta vem batendo recordes de abertura de mercados para o agronegócio brasileiro, incluindo a habilitação de 38 novas plantas frigoríficas para exportação junto à China e outras 27 junto às Filipinas, em março. Ele também disse que o governo pretende anunciar o maior Plano Safra da história ao fim do primeiro semestre deste ano. 

Fávaro explicou que o esforço da pasta para a criação de laços comerciais tem gerado bons resultados para os produtores brasileiros. "O Brasil, nesses 15 meses do presidente Lula, abriu 104 mercados. Um recorde absoluto. Passamos a ter relações comerciais com 49 países que nós não tínhamos relações com produtos do agro", disse. 

O ministro ressaltou que a abertura de novos mercados para a agropecuária brasileira foi acompanhada da ampliação de relações comerciais com parceiros estratégicos. "Tivemos reunião com o setor de carnes, preocupados com abertura maior de mercado e, imediatamente, o presidente Lula acionou o vice-presidente e — ao final da negociação com a China — olha o resultado: 38 novas plantas num dia só. No mesmo dia, Filipinas [habilitaram] 27 plantas brasileiras", enfatizou. 

Maior Plano Safra da história

Segundo o ministro, há um diálogo bem encaminhado com o Ministério da Fazenda no sentido de disponibilizar o maior volume de recursos da história do Plano Safra — política pública de fomento à produção rural brasileira. Para a safra da temporada 2023/2024, o governo disponibilizou cerca de R$ 364 bilhões, entre recursos para custeio, comercialização e investimentos. 

"Estamos trabalhando para fazer um [Plano Safra] ainda maior em 24/25. É claro que isso depende da capacidade orçamentária, mas tem estratégias sendo montadas pelo nosso ministro Fernando Haddad. Nós estamos muito confiantes, ouvindo a sociedade civil organizada e, na medida, em que a gente vai colhendo as propostas, dialogando com o Ministério da Fazenda, tenho certeza que anunciaremos, na virada do semestre, o maior plano safra da história do Brasil", projetou. 

Seguro rural

A limitação orçamentária foi apontada pelo ministro como um entrave para o desejo do Mapa de ampliar o valor destinado ao seguro rural, que está em torno de R$ 950 milhões. O seguro rural é um instrumento que permite aos produtores se protegerem contra perdas decorrentes, principalmente, de fenômenos climáticos adversos, como chuvas em excesso ou estiagens prolongadas. 

Representantes dos produtores estimam que seriam necessários cerca de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões para o seguro rural. "Há necessidade de mais, afinal de contas as intempéries climáticas viraram realidade e estão causando bastante danos às lavouras. As apólices estão mais caras, o custo de produção mais caro — e isso requer que o governo esteja participando mais. Eu já pleiteei, no ano passado, um bilhão a mais com o ministro Haddad, mas entre precisar e ter o recurso disponível há uma lacuna", lamentou. 

Uma das alternativas em estudo, disse Fávaro, é remanejar parte dos recursos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para a ampliação do seguro rural. 

Renegociação de dívidas

As dificuldades climáticas e a queda no preço das commodities agropecuárias — como a soja e o milho —, prejudicaram as contas de diversos produtores pelo país. Durante a entrevista, Fávaro destacou decisão recente do Conselho Monetário Nacional (CMN) que autoriza os produtores rurais de 16 estados a renegociarem dívidas do crédito rural, com vencimento este ano. 

"Você produtor ou produtora que teve problema climático e teve problema de preço, não teve renda e não consegue pagar os seus custeios, faça um laudo agronômico com seu engenheiro, com a assistência técnica, procure as agências bancárias o mais rápido possível e peça a renegociação desse custeio", orientou. 

Os produtores precisam pedir a renegociação das dívidas até 31 de maio. 
 

Copiar textoCopiar o texto
02/04/2024 00:04h

Esse panorama é registrado ao passo em que o país conta com mais de 38,7 milhões de casos confirmados da doença — e cerca de 711 mil mortes

Baixar áudio

Até o momento, no Brasil, foram aplicadas 518.518.208 doses da vacina monovalente contra a Covid-19. Em relação à bivalente, o total é de 35.044.754. De acordo com o Ministério da Saúde, o país registrou 38.729.836 casos confirmados da doença e 711.249 mortes.

Henrique Lacerda, infectologista, destaca a importância de seguir o cronograma de vacinação, incluindo as doses de reforço, para garantir uma proteção eficaz contra doenças infecciosas, como a Covid-19. Cumprir o calendário vacinal é essencial para construir e manter uma imunidade adequada, reduzindo o risco de desenvolver formas graves da doença em caso de infecção pelo vírus.

“Como atualmente a Ômicron e suas variantes é a cepa mais prevalente, então se os pacientes estão suscetíveis a ter a doença porque se expõe de alguma maneira, é importante que ele tenha uma imunidade contra essa nova cepa da Ômicron e suas variantes. Consequentemente, ele se tiver a doença deve ter forma mais branda e sintomas mais leves”, explica. 

Ana Clara Costa, estudante de direito e moradora de Uberlândia - MG, conta que tomou duas doses da vacina e pegou Covid antes e depois da vacinação.

“Os benefícios que ela teve e acarretaram na minha vida foram bem relevantes, pelo fato que eu peguei Covid duas vezes, uma vez antes da vacina e outra após. Antes da vacina eu tive os sintomas bem mais acentuados, como falta de ar, perdi o olfato e o paladar.  E na segunda vez foi bem leve, como se fosse sintoma gripal mesmo”, comenta.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra o vírus é essencial para prevenir formas graves da doença e está acessível no SUS para todos acima de 6 meses. Adultos com mais de 18 anos, após duas doses, devem receber um reforço da vacina bivalente. 

Veja Mais:

Má alimentação é um dos principais riscos para a saúde mundial, diz OMS
PISO DA ENFERMAGEM: Impasse persiste, e profissionais seguem com atividades paralisadas no Pará
 

Copiar textoCopiar o texto
01/04/2024 00:04h

O município passou da 85ª colocação em 2015 para 18ª posição em 2023, firmando seu lugar entre os 20 primeiros colocados do Ranking do Saneamento

Baixar áudio

Aparecida de Goiânia (GO) aparece no topo da lista dos municípios que mais variaram positivamente na oferta de serviços de saneamento básico. A última pesquisa do Instituto Trata Brasil, em parceria com GO Associados, destaca os municípios que mais variaram de forma positiva e negativa em relação a 2023. O município pulou da 85ª colocação em 2015 para 18ª posição em 2023, passando a fazer parte dos 20 primeiros colocados do Ranking do Saneamento

A diretora e secretária executiva do Instituto Viva Cidades, Bia Nóbrega, reconhece que existem regiões que estão fazendo “o dever de casa”.

“Obviamente, a gente viu avanços muito significativos quando a gente fala que até o final de 2022 a gente já tinha mais de 90 bilhões de reais em investimentos assegurados e isso já é muito significativo. Mas a gente ainda precisa caminhar para um rumo que realmente leve à universalização em 2033 — que ainda parece distante até mesmo com as políticas que a gente tem”, avalia. 

Municípios com a maior variação positiva

  • Aparecida de Goiânia (GO)
  • Praia Grande (SP)
  • Guarujá (SP)
  • Campinas (SP)
  • Mauá (SP)

Municípios com a maior variação negativa

  • Paulista (PE)
  • Cuiabá (MT)
  • Petrolina (PE)
  • Campina Grande (PB)
  • Suzano (SP)

Na outra ponta, cidades como Paulista (PE) e Suzano (SP) tiveram reduções de 2,12 e 6,26 pontos percentuais, respectivamente, no atendimento total de água, deixando de ser universalizados, desse modo. Além disso, Suzano também registrou uma redução de 11,22 pontos percentuais no  atendimento total de esgoto. 

Paulista observou uma redução no mesmo indicador da ordem de 7,34 pontos percentuais, mas como o município não era antes universalizado, só ficou mais distante da meta. Com relação ao tratamento, Paulista e Cuiabá (MT) apresentaram reduções de 12,81 e 21,92 pontos percentuais, respectivamente, no volume de esgoto tratado referido à água consumida. E, finalmente, Paulista e Cuiabá aumentaram todos os seus três índices de perdas de água, sendo que já eram elevados anteriormente.

Ainda que a pesquisa mostre que alguns estados e municípios estão caminhando para melhorar o cenário do saneamento básico no Brasil, os dados da pesquisa apontam grandes dificuldades com o tratamento do esgoto. A presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, diz que o Ranking do Saneamento funciona como um termômetro para as capitais brasileiras, como também para os municípios nas últimas posições.

“Nesta edição, é observado que além da necessidade de os municípios alcançarem o acesso pleno do acesso à água potável e atendimento de coleta de esgoto, o tratamento dos esgotos é o indicador que está mais distante da universalização nas cidades, mostrando-se o principal gargalo a ser superado”, ressalta. 

O Ranking do Saneamento 2024 traz os indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e busca estabelecer um paralelo entre os dados disponíveis e a realidade observável de cada município, em termos de infraestrutura de saneamento.

Copiar textoCopiar o texto