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TERMO DE USO E PARCERIA

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Cepa

17/06/2021 12:15h

Segundo a pesquisa, receber duas doses da Oxford/AstraZeneca protege 92% contra as hospitalizações derivadas da variante Delta

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Um estudo da agência de saúde do governo britânico mostrou que a aplicação de duas doses da vacina AstraZeneca apresenta 92% de efetividade contra a hospitalização pela variante Delta do coronavírus e que nenhuma morte foi observada entre os pacientes completamente imunizados. A variante, antes conhecida como indiana, tem se espalhado rapidamente pelo Reino Unido e já teve casos confirmados no Brasil. 

O estudo envolveu a vacina da AstraZeneca, que no Brasil é produzida pela Fiocruz, e o imunizante da Pfizer. A pesquisa analisou 14.019 casos da variante Delta que chegaram às emergências dos hospitais ingleses entre 12 de abril e 4 de junho deste ano. Destes, 166 foram hospitalizados. Foi comparado o risco de internação entre os não vacinados e os vacinados com primeira e segunda doses. 

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Segundo a pesquisa, receber duas doses da Pfizer/BioNTech protege 96% contra as hospitalizações derivadas da variante Delta, enquanto Oxford/AstraZeneca oferece uma eficácia de 92%.
 

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11/06/2021 11:30h

Análises de sequenciamento genômico estão sendo feitas pela Lacen em parceria com a UnB

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A equipe de Biologia Molecular do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen), em parceria com pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), realizaram análises de sequenciamento genômico com 92 amostras, onde todas tiveram resultado para a cepa P1, conhecida como a variante brasileira com primeiros casos registrados em Manaus.

Segundo a Secretaria de Saúde, o Lacen vem desenvolvendo novas estratégias de sequenciamento a fim de auxiliar o monitoramento de variantes do novo coronavírus circulantes no Distrito Federal. O trabalho teve início em janeiro e os primeiros resultados saíram em fevereiro. Até o momento já foram sequenciadas 490 amostras.

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Com isso, ações de vigilância mais intensivas de combate à pandemia são possibilitadas. Com o sequenciamento, as rotas de circulação do vírus podem ser identificadas em diferentes regiões geográficas do DF e, assim, será possível intervir diretamente.

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04/06/2021 17:50h

Testes são feitos em passageiros sintomáticos no Aeroporto de Congonhas e terminais rodoviários

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Por meio de uma barreira sanitária, o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já identificou 33 pessoas com sintomas de Covid-19 em desembarques no terminal. Deste número, um passageiro teve o teste com resultado positivo e nove ainda aguardam o resultado do exame. Além do aeroporto, os terminais rodoviários do Tietê, Barra Funda e Jabaquara também estão monitorando os passageiros.

Montadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), as barreiras tem como objetivo identificar e cadastrar os casos suspeitos de Covid-19, evitando a disseminação da cepa indiana do vírus na cidade de São Paulo. Apenas passageiros sintomáticos fazem os exames, segundo orientações do Ministério da Saúde.

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As pessoas que estiverem apresentando os sintomas estão sendo orientadas a ficar em isolamento social até terem o resultado do exame liberado, o que deve acontecer entre 48 e 72 horas. Caso seja identificado algum caso com a variante indiana da Covid-19, a pessoa será encaminhada para o Hospital Geral Guaianazes para o tratamento.

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28/05/2021 15:15h

Em entrevista ao portal Brasil61.com, o infectologista Julival Ribeiro explicou as diferenças entre a variante indiana e outras cepas da Covid-19 e as medidas que o País pode adotar para minimizar a disseminação em território nacional

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O Brasil registrou na noite desta quinta-feira (27) o oitavo caso de infecção pela variante indiana do novo coronavírus. Embora as autoridades de Saúde descartem a transmissão comunitária no País, uma vez que todos os casos confirmados até o momento tiveram origem no exterior, especialistas temem que a cepa cause uma nova onda de contaminação.
 
Diante disso, o Ministério da Saúde já implementa, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES/MA) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), barreiras sanitárias para impedir a disseminação da variante indiana da Covid-19 no Brasil. A estratégia é aumentar a testagem em aeroportos e rodovias maranhenses e nas regiões de fronteira, além de acompanhar de perto a cepa, por meio do sequenciamento genômico.

Arte: Brasil 61
 
O portal Brasil61.com foi atrás de Julival Ribeiro, infectologista, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), para tentar entender qual a diferença entre a variante indiana e outras cepas do novo coronavírus que já circulavam pelo País e quais medidas podem ser adotadas para impedir nova ascensão na curva de casos.
 
Segundo ele, o que difere a variante indiana das já conhecidas pelos brasileiros, como a P1, que circulou com força em Manaus, é a maior transmissibilidade. “Em relação especificamente a essa variante que chegou aqui no Brasil, vinda da Índia, sabe-se que ela tem três mutações, está em mais de cinquenta países e é altamente transmissível. Mas não se tem estudo ainda se ela causa doença mais grave ou não”, explica. 

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A preocupação de especialistas quanto à maior facilidade com que esta cepa passa de uma pessoa para outra se deve ao receio de que a variante indiana seja responsável por uma nova onda de infecções no País, o que alguns já ousam chamar de terceira onda. 
 
“Infelizmente, devido não só a essas variantes que temos no Brasil, mas um relaxamento por parte da população em relação às medidas restritivas e preventivas, se supõe que nós podemos ter uma terceira onda aqui no Brasil. A chance não é zero de essa cepa começar a ser transmitida na comunidade e tenhamos muitos casos pela cepa indiana, como foi a P1, que aconteceu em Manaus, que a gente viu, distribuiu-se para o País inteiro”, avalia.

Não existe nenhuma vacina 100% eficaz, mas o grande mérito das vacinas é que mesmo se você pegar o coronavírus, você não tem casos graves, ou seja, não precisa de hospitalização ou de terapia intensiva. E as vacinas continuam, pelo menos, da Astrazeneca e da Pfizer, tendo bom resultado em relação a essa variante da Índia. 

Julival Ribeiro,
Infectologista, membro da SBI.

Durante o bate-papo, o especialista falou sobre as ações que acredita serem importantes para conter a nova variante em território brasileiro e o impacto da cepa sobre a eficácia das vacinas. Confira agora a entrevista com Julival Ribeiro.

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26/05/2021 18:30h

Viajante chegou da Índia e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) já infectado pela variante do vírus. Governo paulista afirma que foi notificado pela Anvisa quando passageiro já havia embarcado para o Rio de Janeiro

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Nesta quarta-feira (26) o governo do estado de São Paulo confirmou que a variante indiana da Covid-19 (B.1.617) foi identificada em um passageiro de 32 anos que chegava da Índia e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos no dia 22 de maio. 

O passageiro, que mora em Campos dos Goytacazes (RJ), foi identificado pelo monitoramento do aeroporto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Porém, o governo paulista afirma que só foi notificado pela Anvisa quando o passageiro já havia embarcado em voo doméstico para o Rio de Janeiro. 

Em nota, a Anvisa alega que “o viajante resolveu fazer um teste para Covid-19 em um laboratório privado localizado no aeroporto de Guarulhos e recebeu o resultado positivo para a doença quando já estava no Rio de Janeiro. A Anvisa foi informada do resultado positivo pelo laboratório privado, seguindo o fluxo de informações existentes para casos positivos e informou as autoridades competentes para que monitorassem o viajante, o que é previsto no plano de contingência”.

Segundo a instituição, não é exigido testes para embarques nacionais e “não é competência da Anvisa o monitoramento de pessoas em trânsito entre estados e municípios”, diz a nota. 

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Os outros passageiros do voo, além de todos os funcionários do aeroporto e laboratório estão sendo isolados e monitorados. As equipes de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo estão notificando os municípios de residência de todos os passageiros vindos da Índia que desembarcam no Brasil.

Durante coletiva de imprensa do governo de São Paulo que aconteceu nesta terça (26) o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, afirma que a pasta vem acompanhando e realizando tratativas com a Anvisa e os municípios que detenham portos e aeroportos para conter a variante indiana que chega ao país por meio desses locais. 

“Dessa maneira, notificamos a Anvisa nesta terça-feira (25), algumas questões que são extremamente importantes para o estado, a importância da realização e identificação rápida dos pacientes sintomáticos, mesmo que sintomáticos leves. Essa busca, que nós chamamos busca ativa, já ocorre dentro das aeronaves por apoio das empresas aéreas. Esses indivíduos [funcionários], portanto, são encorajados de imediato ao saírem de suas aeronaves a realizar a testagem em ambiente afastado e isolado, para que ele sequer esteja entrando em contato com outros passageiros nas áreas comuns do aeroporto.” 

Variante indiana no Brasil

Além do caso confirmado em São Paulo da variante indiana da Covid-19, outros seis passageiros que vieram da Malásia e chegaram ao Maranhão, no dia 14 de maio, a bordo do navio MV Shandong da Zhi também estão infectados. Com exceção de um enfermo que teve piora no quadro e precisou ser internado em um hospital particular em São Luís (MA), os demais permanecem isolados, juntos aos demais tripulantes do navio, que está atracado a cerca de 35 quilômetros do litoral maranhense. 

Há ainda outros três casos suspeitos da cepa indiana no Pará, Ceará e no Distrito Federal. Em entrevista coletiva no último sábado (22), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, expressou preocupação com a cepa que teve origem na Índia. “A variante indiana é algo que tem nos causado preocupação. O nosso receio é que esse tipo de variante passe a ter uma transmissão comunitária.”

Segundo o infectologista Bergmann Morais Ribeiro, ainda não existem estudos que comprovem que a variante indiana seja mais agressiva ou letal do que outras cepas do novo coronavírus. No entanto, há evidências de que ela seja mais transmissível. 

“A diferença da variante indiana para as outras que já circulam, é que ela tem um conjunto de modificações genéticas específicas. Essas mutações estão, principalmente, naquela proteína espícula, que o vírus usa para entrar na célula. E quando essa mutação ocorre, dependendo do lugar, o vírus entra mais rápido. Daí essa característica de se espalhar mais facilmente”, explica. 

O virologista destaca que a ampliação da vacinação é essencial para impedir uma nova escalada no número de casos, consequência de variantes que, até então, estavam fora do Brasil. “A boa notícia é que imunizantes já utilizados no Programa Nacional de Imunizações (PNI) parecem eficientes na defesa contra a cepa. Saiu um estudo mostrando que as vacinas da AstraZeneca e da Pfizer são efetivas contra essa variante indiana.”

A variante indiana (B.1.617) possui três versões com pequenas diferenças (B.1.617.1, B.1.617.2 e B.1.617.3). As três versões apresentam mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção. 

Ampliação de medidas para contenção de novas variantes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai discutir com o Ministério da Saúde a elaboração de recomendações para mudanças na Portaria 653/2021, que dispõe sobre a restrição excepcional e temporária de entrada no país de estrangeiros, visando a ampliação das medidas para redução da circulação de novas variantes do coronavírus.

Dentre os temas discutidos está a definição exata do local em que se realizará a quarentena das pessoas sujeitas à medida (caso dos brasileiros com histórico de viagem à Índia nos últimos 14 dias) e dos encaminhamentos a serem adotados em relação aos casos suspeitos identificados pela Agência nos desembarques em aeroportos do Brasil. 

Pelas regras atuais, nos termos da Portaria 653/21, a partir de recomendação técnica da Anvisa, estrangeiros e brasileiros com destino ao Brasil devem apresentar à empresa aérea, no momento do embarque, o resultado de um teste de RT PCR negativo realizado nas últimas 72 horas e comprovante de preenchimento eletrônico da Declaração de Saúde do Viajante (DSV).

Os estados e municípios também poderão aplicar medidas sanitárias adicionais em ambientes nos quais a Anvisa não possui competência legal de atuação, como rodoviárias e rodovias. 

Após reunião com o secretário de Saúde municipal de São Paulo, Edson Aparecido, e o prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, traçou as primeiras estratégias que envolvem um protocolo sanitário mais rígido para evitar a disseminação da cepa indiana no Brasil. Desde então, pessoas que tiverem como origem o estado do Maranhão e passarem pelo Terminal Rodoviário do Tietê e as rodovias federais Fernão Dias e Dutra, serão monitoradas. A ação vai contar com o apoio da Polícia Rodoviária Federal. 

Por enquanto, aeroportos e rodovias federais no Maranhão continuarão funcionando, mas haverá maior vigilância e testagem nestes locais.

Desde o dia 14 de maio, uma portaria da pasta impede a entrada de passageiros no país vindos da Índia, África do Sul, Reino Unido e Irlanda do Norte. A restrição ocorreu após pedido da Anvisa. 
 

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24/05/2021 21:30h

Monitoramento contra a variante indiana terá testagem em aeroportos, portos e fronteiras do estado do Maranhão

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A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES/MA) vai implantar barreiras sanitárias em aeroportos, portos e outros pontos do estado para impedir a disseminação da variante indiana da Covid-19. O primeiro caso da cepa no Brasil foi confirmado na última quinta-feira (20), em São Luís. Em resposta ao portal Brasil61.com, nesta segunda-feira (24), a pasta disse que a data para o início das ações está sendo acordada com o Ministério da Saúde. 

A ideia das autoridades de Saúde é impedir a transmissão comunitária da variante indiana no Brasil. Para isso não acontecer, a SES/MA e o Ministério da Saúde vão ampliar a testagem e medidas de controle nos aeroportos de São Luís e Imperatriz, na região portuária da capital maranhense e em outros pontos da Grande Ilha. 

Em entrevista coletiva no último sábado (22), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, expressou preocupação com a cepa que teve origem na Índia e detalhou as ações do governo federal para impedir a propagação da variante no Brasil. 

“A variante indiana é algo que tem nos causado preocupações. O nosso receio é que esse tipo de variante passe a ter uma transmissão comunitária. Para tanto, eu tenho dialogado com a Anvisa, com o secretário de Saúde do Maranhão e com o secretário Municipal de Saúde. Além disso, o Ministério da Saúde tem uma equipe no Maranhão, que está fazendo um inquérito epidemiológico para acompanhamento deste caso”, explicou. 

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Barreiras sanitárias contra a variante indiana

Após reunião com o secretário de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, e o prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, no sábado, Queiroga traçou as primeiras estratégias que envolvem um protocolo sanitário mais rígido para evitar a disseminação da cepa indiana no Brasil. Desde então, pessoas que tiverem como origem o estado do Maranhão e passarem pelo Terminal Rodoviário do Tietê e as rodovias federais Fernão Dias e Dutra, serão monitorados. A ação vai contar com o apoio da Polícia Rodoviária Federal. 

Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai intensificar a fiscalização nos aeroportos e portos pelo país. “A ideia é que a gente faça uma busca ativa em locais de circulação e pontos de saída, buscando pessoas sintomáticas e assintomáticas. Os grandes locais de pesquisa seriam nas rodoviárias urbanas e nas rodovias estaduais e federais e outras vias de acesso, utilizando esse teste de antígeno que tem resultado rápido”, disse Rodrigo Otávio da Cruz, secretário-executivo do Ministério da Saúde. 

Por enquanto, aeroportos e rodovias federais no Maranhão continuarão funcionando, mas haverá maior vigilância e testagem nestes locais, de acordo com o Ministério da Saúde. 

Desde o dia 14 de maio, uma portaria da pasta impede a entrada de passageiros no país vindos da Índia, África do Sul, Reino Unido e Irlanda do Norte. A restrição ocorreu após pedido da Anvisa. 

Arte: Brasil 61

Testes de Covid-19

Como parte da estratégia para evitar a transmissão entre brasileiros da cepa indiana, o órgão enviou 600 mil testes rápidos de antígeno ao estado do Maranhão. Pessoas que passarem pelos aeroportos e pelas divisas do estado serão testadas. 

Nos casos positivos para o novo coronavírus, um segundo teste, desta vez do tipo RT-PCR, será aplicado, com o intuito de descobrir qual a cepa para cada diagnóstico. As pessoas que testarem positivo para a Covid-19, independente da cepa, deverão ficar isoladas, de acordo com o órgão. 

O Ministério da Saúde também afirmou que acompanha diariamente os profissionais de saúde e as pessoas que entraram em contato com o paciente internado em São Luís, infectado pela variante originária da Índia. “Todos os contactantes são monitorados diuturnamente. Durante o seu trabalho eles são monitorados três vezes ao dia com relação à aferição de temperatura e com realização de testes de PCR,” detalhou Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde.  

No último domingo (23), Queiroga também anunciou que a pasta vai enviar 300 mil doses a mais de vacinas contra a Covid-19 para a região de São Luís e cidades vizinhas. A remessa adicional, cuja previsão de chegada era para as 16h desta segunda, vem a pedido do prefeito da capital maranhense, Eduardo Braide. 

A variante indiana da Covid-19

Segundo o infectologista Bergmann Morais Ribeiro, ainda não existem estudos que comprovem que a variante indiana seja mais agressiva ou letal do que outras cepas do novo coronavírus. No entanto, há evidências de que ela seja mais transmissível. 

“A diferença da variante indiana para as outras que já circulam, é que ela tem um conjunto de modificações genéticas específicas. Essas mutações estão, principalmente, naquela proteína espícula, que o vírus usa para entrar na célula. E quando essa mutação ocorre, dependendo do lugar, o vírus entra mais rápido. Daí essa característica de se espalhar mais facilmente”, explica. 

Bergmann explica que as primeiras medidas das autoridades devem visar o controle das fronteiras, com monitoramento de pessoas que apresentam quadro gripal, testagem e o sequenciamento genômico, aquele em que se descobre qual a cepa do vírus. Na dúvida, ele diz, todo cuidado é pouco. 

“É muito importante controlar o espalhamento de novos vírus quando eles são, primeiramente, detectados, porque eles podem se espalhar e se tornarem dominantes, como nós não sabemos se esse vírus é mais letal ou não, é melhor não arriscar”, aconselha. 

Vacina

O virologista também destaca que a ampliação da vacinação é essencial para impedir uma nova escalada no número de casos, consequência de variantes que, até então, estavam fora do Brasil. A boa notícia é que imunizantes já utilizados no Programa Nacional de Imunizações (PNI) parecem eficientes na defesa contra a cepa. “Saiu um estudo mostrando que as vacinas da AstraZeneca e da Pfizer são efetivas contra essa variante indiana.”

Origem

O Ministério da Saúde confirmou os primeiros casos da variante indiana no Brasil na última quinta-feira (20). As seis pessoas diagnosticadas com a cepa eram tripulantes do navio chinês MV Shandong, que saiu da Malásia e chegou ao Maranhão em 14 de maio. 

Entre os infectados, um teve piora no quadro e está internado em um hospital particular em São Luís. O estado dele é grave. Os demais permanecem isolados, juntos aos demais tripulantes do navio, a cerca de 35 quilômetros do litoral maranhense. 

Embora só no Maranhão já exista caso confirmado da variante no Brasil, outros dois estados (Pará e Ceará) e o Distrito Federal investigam casos suspeitos da cepa. Por enquanto, não há transmissão comunitária, reafirmou Queiroga. “Não há indício de transmissão comunitária da variante indiana, mas a Vigilância em Saúde tem trabalhado fortemente, porque antes da vedação dos indianos no Brasil, chegavam pessoas da Índia. Então estamos buscando tudo isso para avaliar esses casos e buscar conter uma possível transmissão comunitária desse vírus”, concluiu. 

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07/05/2021 15:00h

Secretaria de Saúde fluminense ainda busca mais detalhes sobre a nova variante

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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) identificou uma nova variante do vírus da covid-19 em circulação no estado. A cepa foi encontrada principalmente na Região Norte, mas também foi identificada em amostras nas regiões Metropolitana, Centro e Baixada Litorânea.

O que são as novas cepas do coronavírus?

Quais cepas do coronavírus circulam pelo Brasil?

De acordo com o comunicado, a nova variante é uma mutação da linhagem P1, que permanece em maior frequência no estado, correspondendo a 91,49% das amostras analisadas. Também foram identificadas, em menores proporções, linhagens da variante B.1.1.7, identificada inicialmente no Reino Unido, em 2,13% das amostras e a P2, identificada no próprio estado do Rio, em 0,53%.

Segundo a Secretaria, nessa etapa foram investigadas 376 amostras, de 57 municípios, selecionadas a partir de genomas enviados ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen/RJ), entre os dias 24 de março e 16 de abril.  Ao todo, já foram analisadas, desde fevereiro, 708 amostras. A variante P1 prevaleceu nos sequenciamentos.

O que são cepas?

O vírus SARS-Cov-2, popularmente chamado de coronavírus, assim como outros vírus, sofre mutações. Mesmo que a maioria delas não tenha impactos significativo na disseminação do vírus, algumas mutações ou combinações de mutações podem fornecer aos vírus uma vantagem seletiva, como maior transmissibilidade ou capacidade de evadir a resposta imune do hospedeiro.

Até o momento centenas de cepas do coronavírus já foram identificadas, mas nem todas são consideradas relevantes para a saúde pública. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) estabeleceu três classificações para monitorar essas mutações: as “variantes de interesse”; “de preocupação” e “de alta consequência”. 

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28/04/2021 11:00h

Detecções foram feitas em semana epidemiológica, por meio do sequenciamento genômico do vírus

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Pesquisadores do Instituto Butantan detectaram a existência de mais três cepas do coronavírus, no estado de São Paulo; entre elas, a B.1.351 (variante sul-africana) encontrada na Baixada Santista; a B.1.318 (variante da Suíça e do Reino Unido) em Itapecerica da Serra; e a N9 (mutação da P.1, de Manaus) em Jardinópolis.

A variante sul-africana é de preocupação, ou seja, possui indicadores de aumento na transmissibilidade e no aumento da severidade da doença, Já a N9 e a suíça são, por enquanto, variantes de interesse.

As detecções foram feitas no período de uma semana em que o Butantan realiza a vigilância de novas cepas, por meio do sequenciamento genômico de amostras positivas diagnosticadas em laboratórios. Esses estudos servem para elaboração de novas vacinas e, se houver necessidade, na atualização de vacinas existentes.

O que são as novas cepas do coronavírus?

Covid-19: entenda a importância da vacinação para conter o surgimento de novas cepas

Estudos preliminares realizados pelo Butantan, em parceria com a Universidade de São Paulo apontam que a Coronavac é capaz de combater as variantes P.1 (Manaus) e P.2 (Rio de Janeiro). Além disso, estudos da farmacêutica chinesa Sinovac, parceira do Butantan na produção da vacina, mostram que a Coronavac é eficaz contra a mutação D614G, da qual derivam várias outras mutações.

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28/04/2021 00:00h

Especialistas afirmam que sem medidas restritivas e ampla cobertura vacinal, Brasil pode se tornar o celeiro de novas cepas do coronavírus

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Recentemente cientistas detectaram uma nova cepa do coronavírus em um paciente de Sorocaba, no interior de São Paulo. Segundo os pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), a variante de linhagem sul-africana possui maior capacidade de driblar o sistema imunológico dos indivíduos infectados e as vacinas já desenvolvidas possuem baixa efetividade contra ela.

Com poucas medidas restritivas e lenta cobertura vacinal, o Brasil pode se tornar o berço de novas variantes do coronavírus, como afirma o epidemiologista e coordenador da Sala de Situação da Universidade de Brasília (UnB), Jonas Brant. 

“Essa é a grande cobrança que o mundo vem fazendo das estratégias de enfrentamento do Brasil. Porque hoje o Brasil se tornou o país com a maior transmissão do mundo e podemos ser o celeiro de uma nova variante – que pode surgir a qualquer momento – que escape da vacina”, comenta.

Quais cepas do coronavírus circulam pelo Brasil?

O que são as novas cepas do coronavírus?

O professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Domingos Alves, critica a falta de protocolos e medidas sanitárias para conter a disseminação do coronavírus dentro do território nacional.

“O Brasil nunca teve um programa para conter a disseminação do vírus. Quando se fala hoje que a cepa de Manaus tem uma prevalência acima de 80% no país, é porque nunca foram tomadas medidas para contenção da disseminação dessa cepa, dentro do próprio país.” 

A epidemiologista da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Rita Donalisio, explica que o Brasil é um terreno propício para que as mutações convirjam entre si e gerem novas cepas mais resistentes.

“É um terreno fértil: grande circulação de pessoas, pouca testagem, poucas estratégias de prevenção. Com muitos casos [da doença] a gente aumenta a possibilidade desses erros de codificação genética, dando chance para as mutações. O grande risco é o vírus mutante driblar a imunidade do indivíduo”, explica.

Vacinação

Domingos Alves explica que a vacinação induz a uma proteção coletiva contra o coronavírus, diminuindo a possibilidade de criação de novas cepas.
“A vacina propriamente dita não tem como interromper o ciclo de criação de novas cepas. O fato de você ter uma grande parcela da população vacinada, interrompe um ciclo de infecção do coronavírus e diminui a possibilidade desse vírus de criar mutações”, esclarece.

Até a última terça-feira (27), o Brasil já havia distribuído 57.966.218 doses de vacinas contra a Covid-19 aos estados. Dessas, 39.348 já foram aplicadas. Os números podem ser conferidos no site Localiza SUS.

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A epidemiologista Maria Rita Donalisio, afirma que quem já teve Covid-19 deve se vacinar. “Muitas vezes uma primeira exposição ao vírus não é suficiente para proteger o indivíduo de uma segunda infecção. Principalmente se for uma variante. Nós não sabemos ainda quanto tempo dura a imunidade; quem já se contaminou, quanto tempo vai durar aquela infecção. São temas que necessitam de estudos”, ressalta.

A especialista ressalta que existe a possiblidade da vacina contra a Covid-19 ser aplicada anualmente, como já acontece com a Influenza. Nesse caso, a comunidade de saúde se reúne todos os anos para analisar a cepa predominante e, com isso, definem a melhor vacina a ser aplicada na população.

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Reinfecção

Segundo Donalisio, uma pessoa que já se contaminou com o coronavírus pode ser reinfectada. “Alguns estudos têm demonstrado que as reinfecções podem ser mais frequentes do que nós suponhamos, até com sintomas mais graves. Porque não foi possível construir uma memória imunológica suficiente, na primeira infecção, para proteger [o indivíduo] de uma segunda infecção”, explica. 

O professor Domingos Alves comenta que mesmo depois de vacinado, o indivíduo pode se infectar novamente com o coronavírus, mas – se imunizado – não irá desenvolver um quadro grave da doença.

“Se você, sem vacina, tem um quadro de reinfecção, ela pode ser mais grave. Você pode ter tido uma primeira infecção, sem sofrer internação, e na segunda sofre até uma internação mais grave. A probabilidade, com a Coronavac, é 100% de chance de não ter um caso grave”, explica.

No Brasil, há poucos dados sobre reinfecção, já que para determinar se houve duplo contágio é necessário fazer um sequenciamento genético do vírus na primeira e na segunda infecção. Também deve haver um espaço de pelo menos três meses entre elas.

Vacinas desenvolvidas

Por enquanto, as vacinas desenvolvidas ainda são capazes de proteger contra as novas variantes do coronavírus. “Os ensaios clínicos que temos sobre a eficácia das vacinas disponíveis no Brasil mostram que a Coronavac e a AstraZeneca têm eficácia, principalmente, contra casos graves e mortes por Covid-19”, afirma a epidemiologista Maria Rita Donalisio.

Em alguns estudos com variantes de preocupação, como a B.1.1.7 (Reino Unido), as vacinas testadas se mostraram eficazes, especialmente a AstraZeneca. Apesar de diminuir um pouco a resposta imunológica, a eficácia foi suficiente para evitar casos graves e mortes pela Covid-19.

No caso da cepa da B.1.351 (África do Sul), a resposta foi um pouco menor; mesmo assim os pesquisadores afirmam que as vacinas ainda são competentes para impedir estágios avançados da doença.

Já contra a variante P.1 (Manaus), alguns estudos – apesar de precoces – mostram que o grupo de vacinados, tanto pela Coronavac, quanto pela AstraZeneca, estão protegidos da Covid-19.

O professor da USP, Domingos Alves, adverte que os estudos ainda são preliminares. “Esses estudos precisam ser mais abrangentes. À medida que for se vacinando as pessoas, [deve-se] observar se essas vacinas foram contundentes contra as cepas que estão aparecendo”, ressalta.

Medidas de prevenção

Além da vacinação, o epidemiologista Jonas Brant, afirma que as medidas de prevenção para as novas cepas do coronavírus continuam as mesmas: uso de máscaras, manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações, higienizar as mãos etc. Ele também recomenda reforçar a filtragem das máscaras.

“Nesse momento em que a probabilidade de entrar em contato com pessoas com vírus é cada vez maior, o uso da máscara de pano deve ser substituído pela máscara cirúrgica, por baixo da máscara de pano, ou pela máscara N95 ou PFF2. O uso de filtragens melhores pode garantir maior proteção.”

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26/04/2021 00:00h

Pesquisa da Fiocruz aponta a existência de 92 cepas em todo o território nacional, mas algumas são mais preocupantes

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Atualmente existem 92 cepas do coronavírus circulando por todos os estados brasileiros, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entre elas, três preocupam a comunidade de saúde, por possuírem maior capacidade de transmissão: a variante P1 (identificada em Manaus); B.1.1.7 (Reino Unido) e a B.1.351 (África do Sul).

O epidemiologista e professor das faculdades de Medicina da UFC e da UNICHRISTUS, Luciano Pamplona, explica que entre as centenas de cepas existentes do mundo, predominam-se aquelas que possuem maior transmissibilidade.

"Se uma cepa for mortal, a pessoa vai pegar, vai adoecer e vai morrer. Esse vírus não tem chance de se espalhar rapidamente. Tende a se espalhar mais as [cepas] que causam infecção assintomática, doenças mais leves, como a P1, por exemplo". Segundo o epidemiologista, a detecção de cepas no Brasil é feita por pesquisas e não por exames de rotina nos serviços de saúde.

No site da Rede Genômica da Fiocruz é possível conferir um infográfico, em constante evolução, com as cepas do coronavírus em circulação no país. O conteúdo é resultado da colaboração entre pesquisadores de todo o Brasil e a iniciativa GISAID. 

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O que são as novas cepas do coronavírus?

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O epidemiologista e coordenador da Sala de Situação da Universidade de Brasília (UnB), Jonas Brant, destaca a importância da vigilância genômica dos vírus, como já é feito anualmente com a Influenza, para determinar o tipo de vacina que será aplicada na população.

“Nós temos que monitorar no mundo inteiro essas variações, para poder definir as que estão ocupando o maior número de casos e as mudanças genéticas que possam levar a um possível escape da vacina no futuro.”

Nesse sentido, o especialista ressalta a importância de reduzir rapidamente a transmissão do coronavírus e aumentar a cobertura vacinal.

“Essa é a grande cobrança que o mundo vem fazendo das estratégias de enfrentamento do Brasil. Porque hoje o Brasil se tornou o país com a maior transmissão do mundo e podemos ser o celeiro de uma nova variante – que pode surgir a qualquer momento – que escape da vacina”, comenta.

Aumento de óbitos e casos de Covid-19

O doutor e pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marco Clementino, relaciona o aumento de mortes pela Covid-19, em 2021, com a maior capacidade de transmissão das novas variantes do vírus.

“O aumento no número de mortes é provavelmente devido ao aumento nas taxas de infecções, ou seja, mais pessoas estão sendo infectadas pelo vírus. Variantes que são transmitidas mais facilmente podem ser responsáveis pelo aumento de casos.”

O epidemiologista da UnB, Jonas Brant, ressalta a sobrecarga no sistema de saúde causado pelo aumento de infecções.

“A gente tem visto uma das características dessa variante P1: ela aparentemente tem maior velocidade de transmissão e com isso tem atingido grupos mais jovens e aumentando a sobrecarga na rede hospitalar. A mesma coisa aconteceu com a [cepa] inglesa.”

No entanto para Brant, não são apenas as cepas que contribuíram para o aumento de casos no Brasil.

“Essas novas variantes nos colocam em um cenário de maior complexidade, mas acredito que não é o único fator. Outros países que tiveram mutações importantes, como por exemplo o Reino Unido, conseguiram lidar com esse cenário, utilizando as ferramentas da ciência para enfrentamento da pandemia.  O maior problema do Brasil é que nós estamos somente mitigando os impactos.”

Segundo o epidemiologista, medidas como aumento do número de leitos hospitalares não são muito frágeis, já que o sistema de saúde não possui médicos e insumos suficientes para manter a qualidade da assistência. Com isso, a taxa de letalidade pode continuar aumentando. 

Medidas de prevenção

O epidemiologista Jonas Brant afirma que as medidas de prevenção para as novas cepas do coronavírus continuam as mesmas: uso de máscaras, manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações, higienizar as mãos etc. Ele também recomenda reforçar a filtragem das máscaras.

“Nesse momento em que a probabilidade de entrar em contato com pessoas com vírus é cada vez maior, o uso da máscara de pano deve ser substituído pela máscara cirúrgica, por baixo da máscara de pano, ou pela máscara N95 ou PFF2. O uso de filtragens melhores pode garantir maior proteção.”

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