Amamentação

07/05/2022 17:42h

MP que visa estimular a empregabilidade entre mulheres e jovens libera recursos do FGTS para custeio de creches e capacitação

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Às vésperas do dia das mães, o governo federal lançou incentivos que soam como presente para muitas mulheres. No dia 4 de maio, foi assinada a Medida Provisória 1116/2022 que cria o programa Emprega + Mulheres e Jovens. Por meio do pacote de incentivos, o governo federal espera criar melhores condições para que mulheres possam participar do mercado de trabalho com condições mais favoráveis após a licença maternidade.

O pacote de medidas abarcadas pela MP vão desde a possibilidade do pagamento de creches por meio de recursos do FGTS até a utilização de verbas do Fundo para que mulheres possam investir em sua formação profissional por meio de cursos. “É uma medida positiva que favorece as mulheres, especialmente neste período em que se vive orçamentos apertados, queda na renda, desemprego, alta na inflação e na queda de juros”, observa o economista César Bergo.  

O especialista pontua que o dinheiro do FGTS pertence ao trabalhador e que as oportunidades de saque são positivas uma vez que a rentabilidade do fundo é menor do que o da poupança. “O recurso pode ser usado para evitar o pagamento de juros ou mesmo ser direcionado a aplicações mais rentáveis”, defende Bergo. Ele alerta que é preciso planejamento e educação financeira, pois gastar o recurso hoje significa não tê-lo mais acumulado logo mais a frente. 

Empreendedorismo: um caminho mais difícil para as mulheres

Pouco mais de 30% das crianças de 0 a 3 anos são atendidas por creches

34% dos empreendedores no Brasil são mulheres

Empregabilidade 

A MP objetiva estimular o emprego entre as mulheres, entre as cláusulas, estão a preferência por trabalho remoto para famílias com crianças pequenas e redução de jornada de trabalho, criação de bancos de horas e antecipação de férias. Para estimular a adesão ao programa, o governo vai conceder às empresas o “Selo Emprega + Mulher”. 

As medidas também podem ser aplicadas a pais e a famílias que adotaram filhos. “Essas medidas vão poder ser adotadas para os homens, para que eles apoiem em casa. A mulher vai ficar mais livre para realizar suas atividades e o homem vai exercer de forma mais flexível suas atividades de país", acredita a secretária adjunta do Ministério do Trabalho, Tatiana Severino de Vasconcelos.

A publicitária Aline Parada, de 38 anos, ficou animada com a novidade. Ela deu à luz a seu primeiro filho durante a pandemia. Com o trabalho remoto, pode acompanhar o crescimento mais de perto. “Essa possibilidade de uma criação muito mais leve, sem pressa de chegar do trabalho, pegar o filho na creche, vir pra escola, dar comida de forma rápida, dar o banho, ir dormir… Ficou um um relação mais leve, mais próxima, criando vínculos e lembranças. Essa foi uma coisa boa que tiramos desse tempo. Então, poder continuar assim vai ser uma ótimo”. 

O gestor de Recursos Humanos Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos, considera que as assimetrias históricas entre homens e mulheres no mercado de trabalho ainda existem, mas as mulheres estão se destacando cada vez mais. “Quando há medidas que, de alguma forma fornecem auxílio, seja para a qualificação, ou seja, para a estrutura, como essa MP, é um grande avanço para que as mulheres consigam dar passos ainda mais largos em direção à Conquista de um espaço adequado e que elas merecem dentro do mercado de trabalho”, avalia Teixeira. 

A doutora em economia, Amanda Aires, pontua que a MP tem impacto positivo sobre a economia. “Essa flexibilização tende a colocar mais mulheres em busca de emprego e mais mulheres que busquem empregar mulheres. Além disso, esse saque do FGTS favorece para que mais dinheiro seja colocado na economia e para que a gente tenha aí um pagamento de dívidas que é sempre algo importante, além de desafogar o orçamento de boa parte das mulheres”, considera Aires. 

Jovens 

Parte da MP é voltada para emprego de jovens.  Ela amplia o tempo máximo de contrato do jovem aprendiz de dois para três anos. No caso de aprendizes de 14 anos, o contrato pode ser de quatro anos para que o jovem tenha a possibilidade de ser contratado quando atingir 18 anos. 

Segundo o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Dalcomo, a medida prevê aumentar as oportunidades e ocupar o déficit de jovens aprendizes nas empresas. “Se você pegar todas as empresas que deveriam cumprir uma cota, muitas vagas seriam dedicadas. No entanto, dentro de um universo de um milhão de vagas, cerca de 50% efetivamente está ocupada. Em teoria as empresas deveriam estar contratando mais 500 mil aprendizes, mas não estão.”, pontuou. Com a MP, a expectativa é que as empresas tenham estímulos para a contratação desses jovens aprendizes. 
 

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30/07/2021 10:30h

A iniciativa visa incentivar mulheres a amamentar até os 2 anos ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses da criança, mesmo em casos de Covid-19

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Para informar a população sobre a importância do aleitamento materno e incentivar mulheres a amamentar, o Ministério da Saúde lançou a campanha "Todos pela amamentação. É proteção para a vida inteira”. O objetivo da iniciativa é incentivar mulheres a amamentar até os 2 anos ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses da criança, mesmo em casos de Covid-19. 

O leite materno é a melhor fonte de nutrição para bebês e a forma de proteção mais econômica e eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil, sendo capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos. A prática protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta.

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Desde 1981, o Ministério da Saúde coordena estratégias para proteger e promover a amamentação no país. O Brasil também conta com 222 bancos de leite humano e 219 postos de coleta. Com essa ampla rede, em 2020, cerca de 181 mil mulheres doaram mais de 226 mil litros de leite materno e até junho de 2021, 92 mil doadoras já arrecadaram 111,4 mil litros.

A campanha faz parte da Semana do Aleitamento Materno, celebrada do dia 1º de agosto ao dia 7. Atualmente, a pasta repassa R$ 18,2 milhões para os Hospitais Amigos da Criança por ano, que cumprem os 10 passos para o sucesso do aleitamento materno. Hoje, o país tem 301 Hospitais Amigos da Criança em todos os estados e Distrito Federal.

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05/08/2020 00:00h

Dados sobre amamentação foram apresentados pelo Ministério da Saúde durante lançamento da campanha de incentivo à essa prática

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Considerado um ato fundamental para o desenvolvimento saudável de uma criança, o aleitamento materno tem ganhado cada vez mais atenção no Brasil. É o que revela o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) do Ministério da Saúde. De acordo com o balanço, 14.505 crianças menores de cinco anos foram avaliadas no período entre fevereiro de 2019 e março de 2020. Desse total, 53% continua sendo amamentada no primeiro ano de vida.

Em relação às crianças menores de seis meses, o índice de amamentação exclusiva é de 45,7%. Quanto às menores de quatro meses, a taxa chega a 60%. Esses resultados, segundo o secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara Medeiros, representa um avanço importante, pois uma amamentação feita da maneira correta contribui, de maneira significativa, para uma vida saudável, tanto no momento atual, quanto no futuro.

“A amamentação é importante porque reduz em até 13% a mortalidade infantil, diminui as chances da criança ter alergia, infecções, diarreia, doenças respiratórias, obesidade e diabetes tipo 2. Além disso, causa um efeito positivo na inteligência, reduz as chances da mulher vir a ter câncer de mama e de ovário, não causa poluição ambiente por não ter embalagens e diminui os custos com tratamentos e para o sistema de saúde”, pontua Medeiros.

Os dados foram apresentados durante o lançamento da campanha de incentivo à amamentação, do Ministério da Saúde. A iniciativa marca o início do Agosto Dourado e da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2020 (SMAM), que ocorre em mais de 150 países.

Na ocasião, foram apresentadas informações sobre o último dado de 2006 da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS). Quando comparados ao Enani, esses dados apontam para um aumento de 15 vezes na prevalência de aleitamento materno exclusivo entre as crianças menores de 4 meses, e de 8,6 vezes entre crianças menores de 6 meses.

Por outro lado, em relação aos últimos 34 anos, percebe-se um salto de aproximadamente 13 vezes no índice de amamentação exclusiva em crianças menores de 4 meses e de cerca de 16 vezes entre crianças menores de 6 meses.

“Esses resultados mostram que o Brasil avançou nesses indicadores, revelando a importância das políticas públicas nessa área e a importância de continuar investindo em políticas públicas para promover e apoiar a amamentação. A nossa recomendação é que as crianças mamem por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos seis primeiros meses, priorizando a amamentação na primeira hora de vida”, destaca a coordenadora Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) do Ministério da Saúde, Gisele Bertolini.

Amamentação na pandemia

Apesar das recomendações sobre os cuidados para evitar contágio da Covid-19 serem mantidas, o Ministério da Saúde orienta que a amamentação seja contínua mesmo durante a pandemia. Nesse caso, são levados em conta alguns pontos como benefícios para a saúde da criança e da mulher e a ausência de constatações científicas significativas sobre a transmissão do coronavírus por meio do leite materno.

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A diretora substituta do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES), Maria Dilma Teodoro afirma que ainda é considerado o fato de não haver recomendação para a suspensão do aleitamento materno na transmissão de outros vírus respiratórios.

“A mulher deve procurar um profissional de saúde para obter orientações sobre os cuidados necessários para manter a amamentação no período da infecção por vírus. Caso ela tenha alguma dúvida ou se sinta insegura, a recomendação é procurar esclarecimentos com alguém da área e que tente não interromper a amamentação se não houver uma indicação em outro sentido”, explica Maria Dilma.

Nessa situação específica, a amamentação deve ocorrer apenas se a mãe desejar e estiver em condições clínicas adequadas para realizá-la. No caso das mães que tenham confirmação ou estejam com suspeita da Covid-19 que não puderem ou não quiserem amamentar, devem ser orientadas por profissionais de saúde a realizarem a extração do leite materno manualmente ou por bomba.
 

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Saúde
16/06/2020 04:00h

O leite materno é fundamental para um melhor desenvolvimento da criança e é o único alimento recomendado para o bebê até os seis meses de vida

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No município paraense de Bragança, o Banco de Leite Humano (BLH) Maria Eunice Begot da Silva Dantas opera com baixos estoques de leite materno. A direção do Banco de Leite Humano, que funciona dentro do Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, afirma que há uma dificuldade em atrair doadoras que não deram à luz na maternidade do hospital.

Em meio à Campanha Nacional de Doação de Leite Humano, ação promovida pelo Ministério da Saúde, e diante da pandemia do novo coronavírus, a unidade reforça a necessidade em aumentar o estoque do Banco de Leite Humano, que caiu 60% neste período. 

O leite materno é fundamental para um melhor desenvolvimento da criança e é o único alimento recomendado para o bebê até os seis meses de vida. É o que diz a coordenadora do Banco de Leite Humano da Fiocruz, Danielle Aparecida da Silva.

“Não há como comparar a grandiosidade do leite materno com outros produtos. Ele é o alimento mais completo, que facilita a digestão, provoca menos cólica, possui fatores probióticos e de proteção. E ajuda no desenvolvimento do trato gastrointestinal.”

De acordo com o Ministério da Saúde, o leite materno protege as crianças de infecções e alergias e reduz o risco de elas desenvolverem doenças crônicas na fase adulta, como diabetes, hipertensão e obesidade.

A mãe Ingrid Fassanaro conta que não conseguiu produzir leite materno suficiente para a filha recém-nascida que se encontra internada na unidade neonatal. Segundo ela, o que tranquilizou foi saber que poderia contar com o Banco de Leite Humano para alimentar a sua bebê.

“Só o fato de saber que minha filha será alimentada tranquiliza o meu coração de alguma forma e ajuda com que fique mais calma.”

O Banco de Leite Humano (BLH) Maria Eunice Begot da Silva Dantas funciona dentro Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria, localizado na Avenida Nazeazeno Ferreira, Padre Luiz. Para mais informações e para agendar a coleta domiciliar, ligue para (91) 99631-3114. 

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”.  Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 
 

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Saúde
16/06/2020 04:00h

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a unidade oferece a coleta domiciliar para incentivar novas doações

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Em Porto Velho (RO), o Banco de Leite Humano (BLH) Santa Ágata opera com o estoque baixo. Em meio à pandemia do novo coronavírus, a unidade oferece a coleta domiciliar para incentivar novas doações. 

Diante desse cenário, autoridades de saúde fazem um apelo às mães da cidade que estão amamentando e possam doar o seu leite, que doem. Segundo o Ministério da Saúde, houve redução de 5% no número de doadoras em relação ao mesmo período de 2019, em todo o Brasil. O ministério alerta que com os cuidados necessários, tanto da doadora quanto dos Bancos de Leite Humano, é possível manter a rotina de doação durante a pandemia.

Ainda de acordo com o ministério, toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação. 

O coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (BLH), João Aprígio, explica que o leite materno é um alimento fundamental para o desenvolvimento de crianças. 

“O leite materno tem substâncias que protegem, de imunomodulação. E o que é imunomodulador? Aumentam a resistência do organismo. Têm substâncias que promovem o crescimento facilitado do bebê e da criança.”

Um pote de leite materno pode alimentar até 10 crianças por dia. O alimento doado é destinado para bebês em Unidades Neonatais e bebês que nasceram prematuros e/ou com baixo do peso. 

Para a mãe Ingrid Fassanaro, o leite materno doado foi fundamental para o desenvolvimento da filha prematura. 

“Ser mãe em UTI é muito difícil. Havia dias que estava tão triste e chorava tanto, que tentava tirar leite materno e não saia nada. Sou muito grata, muito mesmo [pelas doações de leite materno].”

O Banco de Leite Humano (BLH) Santa Ágata está localizado na Avenida Governador Jorge Teixeira, número 3.766, no setor industrial de Porto Velho. A unidade funciona todos os dias da semana, das sete da manhã às sete da noite. Para agendar uma coleta em domicílio, ligue para (69) 3216-5715. Repetindo: (69) 3216-5715.

Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

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Saúde
16/06/2020 04:00h

Entre janeiro e abril do ano passado, foram coletados 13,5 litros

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Diminuiu em 40% a quantidade de leite materno doado ao Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) Cantinho do Leite Maria Adriana Moreira, no município de Borba. Entre janeiro e abril do ano passado, foram coletados 13,5 litros. Já neste ano, foram apenas 8,1 litros, apontam os dados da Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O número de doadoras também caiu: de 12, em 2019, para oito neste ano. Os dados refletem tendência nacional, apontada pelo Ministério da Saúde. De acordo com o órgão, houve redução de 5% no número de doadoras de leite materno, em todo o país. Mesmo em meio à pandemia da Covid-19, o ministério garante que é possível manter a rotina de doação com os cuidados necessários, tanto da doadora, quanto dos Bancos de Leite Humano. 

Autoridades em saúde destacam a importância do leite materno para ajudar na sobrevivência de bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidades Neonatais. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 330 mil bebês nascem prematuros por ano no Brasil e precisam da doação de leite materno.

A coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade Ana Braga — referência no Amazonas — Maria Elizabeth Hardman, faz um apelo às mães que têm leite materno excedente. 

“É extremamente importante, porque temos bebês precisando desse leitinho. Uma gotinha de leite materno faz a diferença na vida de um bebê prematuro. A mulher que esteja com excedente de leite, em fase de amamentação, que tenha esse desejo no coração de fazer a doação para o Banco de Leite Humano mais próximo. Os bebês vão ficar eternamente agradecidos.”

A mãe Luciana da Silva Távora foi surpreendida com o nascimento prematuro da filha. Após ver a bebê ser internada em uma UTI Neonatal, ela contou com ajuda do banco de leite para complementar a alimentação da pequena.

“A minha filha ainda não se alimenta 100% do meu peito, porque não tenho uma produção suficiente. É muito recente – ela nasceu prematura. Ela recebe alimento de outra mulher. Isso é amor, é vida, é amar o próximo. Eu fico muito feliz por isso.”

O Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH) Cantinho do Leite está localizado na Avenida Amazonas, bairro Cristo Rei. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), há coleta do leite materno em domicílio, com o auxílio de taxistas parceiros. A coleta ocorre de segunda à sexta-feira, das sete da manhã às sete da noite. Para doar, basta ligar para o telefone (92) 3512-1104. O posto de coleta funciona de segunda a sábado, das sete da manhã às cinco da tarde. 

Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

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Saúde
16/06/2020 04:00h

Segundo a direção da unidade, desde início de abril as doações estão crescendo e, no final de maio, o Banco de Leite Humano operava com um estoque de 40 litros do alimento

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A capital Fortaleza está precisando de mais doações de leite materno para ajudar a salvar a vida de bebês prematuros, internados em Unidades Neonatais. Os estoques dos Bancos de Leite Humano na cidade estão baixos. Para se ter uma ideia, durante os quatro primeiros meses deste ano, o Banco de Leite Humano do Hospital Geral de Fortaleza só conseguiu coletar 230 litros. Essa quantidade é insuficiente para ajudar todos os recém-nascidos que estão em Unidades Neonatais. E foi por presenciar o drama dessas crianças bem de perto que a empresária

Fabiane Pires decidiu se tornar uma doadora de leite materno.

“Quando tive a minha primeira filha, ela precisou ficar internada e não precisou de doação, mas eu vi várias crianças que precisaram. Bebês extremamente prematuros, com baixo peso. Me comoveu muito ver que aquelas crianças precisavam de uma simples doação para poder ter uma chance de sobreviver. Isso toca a gente. Nos sensibiliza a querer ajudar essas crianças.” 

Toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação. É o que explica a coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Janini Selva Ginani.

“Toda mulher saudável que está amamentando pode doar leite materno. Para isso, ela também não pode estar utilizando nenhum medicamento que seja incompatível com a amamentação, álcool, cigarros ou outras substâncias ilícitas. O ideal é que procure um Banco de Leite Humano mais próximo para mais informações. A lista com os contatos dos Bancos de Leite Humano do país está disponível na página: saude.gov.br/doacaodeleite.”

O Banco de Leite Humano do Hospital Geral de Fortaleza fica localizado na rua Ávila Goulart. Por conta da pandemia do coronavírus, o funcionamento está sendo realizado das sete da manhã até às cinco da tarde, mas antes é preciso fazer contato pelo telefone 3101-3335. Essa coleta está sendo realizada apenas em domicílio, ou seja, é combinado com a mãe um horário para que um funcionário do hospital possa recolher essa doação.

Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

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Saúde
16/06/2020 04:00h

Para entender a importância do trabalho das equipes dos Bancos de Leite Humano, conversamos com o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH), João Aprígio.

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No Brasil, aproximadamente 330 mil crianças nascem prematuras todos os anos e precisam receber doação de leite materno para se recuperarem mais rápido e crescer com mais saúde.  Esse número representa 11% do total de crianças nascidas no país, de uma média de três milhões por ano. Isso acontece porque essas crianças geralmente ficam internadas em Unidades Neonatais e não podem ser amamentadas diretamente do seio da mãe. E é nesse momento que se faz necessário a ajuda dos Bancos de Leite Humano, espalhados por todo o país. 

E para explicarmos um pouco mais a respeito dessa doação e da importância do trabalho das equipes dos Bancos de Leite Humano, nós vamos conversar com o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH), João Aprígio. 

Para começar, gostaria que o senhor falasse o porquê de a amamentação ser tão importante para as crianças. 

“A amamentação é mais do que um ato de nutrição, de afetividade e de proteção. É como, de verdade, a gente começa a construir a um sujeito, a construir um ser humano e prepará-lo para toda a vida. E o leite materno é fundamental para esse processo para além dos nutrientes, das gorduras, das vitaminas, das proteínas. Ou seja, de tudo aquilo que é tão importante para nós humanos crescermos e nos desenvolvermos; tem substâncias ímpares, que protegem, de imunomodulação. E o que é imunomodulador? Aumenta a resistência do organismo. Têm substâncias que promovem o crescimento facilitado do bebê e da criança.”

O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e que nos primeiros seis meses o bebê receba exclusivamente o leite materno, ou seja, sem necessidade de sucos, chás, água e outros leites e alimentos. Mas porque o leite materno é tão importante e necessário para bebês prematuros?

“Se a amamentação e o leite humano são elementos tão importantes para uma criança bem nascida – uma criança que nasceu com suas 40 semanas de idade gestacional –, imagine para um bebê pequeno, prematuro, que muitas vezes nasce com um peso abaixo de mil gramas. Encontramos, não raro infelizmente, bebês que nascem com peso na casa de 800 gramas, 600 gramas. Se você coloca na palma da sua mão, a cabecinha fica na ponta do dedo e o pezinho fica encostando no punho. É desses bebês que estamos falando; é para esses bebês que nós trabalhamos prioritariamente, mas também para aqueles bebês que nascem com baixo peso, que são prematuros e que dependem do leite humano não como um alimento, mas que dependem do leite humano como um fator de sobrevivência.”

Já que o leite materno é tão importante assim, não seria melhor que essas crianças recebessem da própria mãe?

“É óbvio que o melhor leite é o da própria mãe. Mas, na realidade, nenhuma mãe imagina ter o filho nessas condições. Existem inúmeras situações que impedem a amamentação direta ao seio. Um bebê desse, fica dentro de uma incubadora. Ele é alimentado por vias que não são as habituais da amamentação ao seio direto. E, na realidade, essa mãe vive uma situação de estresse emocional enorme que impacta. Então, as equipes dos Bancos de Leite Humano, dos serviços de saúde, dos hospitais ajudam a essa mãe a prosseguir no processo de resgatar a produção de leite materno.”

A Rede Global de Bancos de Leite Humano é uma iniciativa do Ministério da Saúde e o Brasil é referência mundial na estratégia de coleta e distribuição de leite materno, exportando sua tecnologia para outros países. Mas para isso tudo acontecer são fundamentais as doações de leite materno, certo?

“Precisamos contar com outras mães que doem o leite excedente, aquele leite que sobra no peito depois que o filho mama, porque esse leite vai ser direcionado para esses bebês. Então, esse é, digamos assim, uma síntese muito simples do que é o trabalho dos Bancos de Leite Humano, do que é o processo de doação de leite humano, porque doar e qual a importância desse gesto fundamental para um grande número de bebês que nascem no nosso país.”

Gostaria de agradecer a participação do João Aprígio, que é coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. E vale destacar aqui, que toda mulher que amamenta é uma possível doadora de leite materno. Para doar, basta ser saudável e não tomar nenhum medicamento que interfira na amamentação. 

Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 

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Saúde
16/06/2020 03:30h

Isso porque, no total dos primeiros quatro meses deste ano, a coleta não chegou a 100 litros

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O Banco de Leite Humano do município de Sobral está precisando urgentemente de doações de leite materno. Isso porque, no total dos primeiros quatro meses deste ano, a coleta não chegou a 100 litros. Desta forma, é importante que toda mãe que está amamentando e pode doar, se sensibilize com a causa e doe seu leite ao Bancos de Leite Humano para ajudar as crianças que nasceram prematuras ou com baixo peso e estão internadas nas Unidades Neonatais e não podem ser amamentadas por suas mães. E foi por presenciar essa necessidade de perto que a empresária, Fabiane Pires, se tornou doadora.

“Quando eu tive a minha primeira filha, ela precisou ficar internada e não necessitou de doação, mas eu vi várias crianças que precisaram. Bebês extremamente prematuros, com baixo peso, e me comoveu muito ver que aquelas crianças precisavam de uma simples doação para poder ter uma chance de sobreviver. Isso toca a gente enquanto mãe, ver que enquanto os nossos pequenos tem leite materno de sobra, outros não. Isso nos sensibiliza a querer ajudar.” 

Qualquer quantidade de leite materno doado pode ajudar. Para se ter uma ideia, um mililitro de leite materno já é suficiente para nutrir um recém-nascido a cada refeição, dependendo do peso. O pote não precisa estar cheio para ser levado ao Banco de Leite Humano e ajudar a salvar a vida de um bebê nessas condições. É o que explica a coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Janini Selva Ginani.

“Algumas mães acreditam que o leite que produzem não é suficiente para doação. Qualquer quantidade de leite materno é suficiente para doar. Alguns recém nascidos, dependendo das condições de saúde e de nascimento, podem precisar de quantidades tão pequenas como 1 mililitro de leite materno. Outra dificuldade recorrente é a crença que a doação pode gerar falta de leite materno para seu bebê. Isso não é verdade, a produção do alimento depende do esvaziamento da mama, quanto mais a mãe extrair o leite materno ou o bebê sugar, mais ela produzirá.”



A Santa Casa de Misericórdia de Sobral (SCMS) possui um Posto de Coleta de Leite Humano vinculado ao Banco de Leite Humano do Hospital Regional Norte (HRN). Esse posto fica localizado na rua Antônio Crisóstomo de Melo. Por causa da pandemia do coronavírus, o funcionamento está sendo realizado das 7h às 17h, mas antes é preciso fazer contato pelo telefone 3112-0400, para verificar a melhor forma de fazer a coleta do leite materno. 

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença". Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

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Saúde
10/06/2020 04:00h

Na região Sul do estado do Espírito Santo (ES), o Banco de Leite Humano do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI), é referência para coleta e doação de leite materno

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Na região Sul do estado do Espírito Santo (ES), o Banco de Leite Humano do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI), é referência para coleta e doação de leite materno. A unidade além de atender o município de Cachoeiro de Itapemirim, ajuda na distribuição de leite humano a outras 16 cidades da região. 

O Banco de Leite Humano do HECI já coletou nos primeiros quatro meses deste ano, 264 litros de leite materno. A coleta já beneficiou 135 bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidade Neonatal na região que por algum motivo não puderam se alimentar do leite materno da própria mãe. A unidade tem conseguido manter as doações, no entanto, precisa de reforço no número de doadoras para atender de forma satisfatória toda a demanda regional.

A enfermeira e coordenadora do Banco de Leite Humano do HECI, Reneida Cabral, reforça a importância de receber neste momento mais doações de leite materno. Ela faz um chamamento para as necessidades do banco.

“Os Bancos de Leite Humano estão precisando da ajuda das mães que tem leite materno em demasia. Os recém-nascidos precisam desse alimento para ganhar peso. O papel do Banco de Leite Humano é fazer o processamento desse leite materno, para assim, levar a essas crianças que tanto precisam e que ficam internadas em unidades de terapia intensiva”.

O Banco de Leite Humano do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI), funciona de segunda-feira a domingo, das 7h às 19h. A unidade faz atendimento domiciliar e não precisa marcar horário no caso do atendimento no ponto de coleta. A unidade fica localizada Rua Anacleto Ramos, número 55, bairro dos Ferroviários. A mãe que preferir entrar em contato por telefone, basta ligar para o número: (28) -3521-7045.

A mãe e engenheira, Luiza Freitas Vidigal é doadora e tem dois filhos, o Henrique e o Marcelo. Ela fala um pouco da importância do gesto.

“Sempre vão ter crianças precisando. E quando a gente vê o nosso filho saudável, no nosso braço, temos que pensar que outras crianças nasceram prematuras e que tem mães que não conseguem amamentar esses pequenos. A doação de leite materno não custa nada, é o seu leite que está sobrando”.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Procure o Banco de Leite Humano mais próximo ou ligue para o Disque Saúde, no número 136, para tirar qualquer dúvida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/doacaodeleite.

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