23/09/2022 18:31h

Em vigência há apenas dois anos, a LGPD foi garantida na Constituição, ganhou órgãos de fiscalização e integração com a sociedade, mas ainda necessita de mais regulamentação

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A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) completou qautro anos em 2022. A publicação da norma ocorreu no dia 14 de agosto de 2018, mas a lei só entrou em vigência dois anos depois e as sanções previstas apenas passaram a valer em agosto de 2021. A LGPD visa proteger a privacidade dos usuários e estabelece que empresas, órgãos do governo federal, estados e municípios só podem armazenar e tratar dados pessoais se o cidadão permitir. E este deve ser informado sobre o motivo da coleta de dados pelo governo ou pela empresa, bem como esses dados serão utilizados.

Wagner Gundim, advogado especialista em LGPD, explica que o primeiro avanço foi a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD), que é o órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da LGDP no Brasil, inclusive com poder sancionador, mas, sobretudo, com um papel de conscientização, educação e fomento à participação da cidadania no processo de construção e amadurecimento da própria LGPD. E isso foi demonstrado em agosto do ano passado, quando foram escolhidos 23 especialistas no assunto para compor os membros do Conselho Nacional de Proteção de Dados. O CNPD auxilia o processo de formulação de todas as diretrizes administrativas da ANPD e serve como importante mecanismo de participação da sociedade na própria autoridade.

“O CNPD foi dividido em grupos temáticos, compostos por diversos especialistas dentro da área de proteção de dados, que têm não apenas estudo e difundido as pesquisas sobre os ramos sob os quais foram divididos, mas também fazendo consultas à sociedade civil para aprimoramento daquilo que pode ser objeto de regulamentação pela ANPD”, explica.

O advogado aponta, no entanto, a aprovação da Emenda Constitucional 115 como uma das principais vitórias neste início do processo. Ele acredita que a inclusão da proteção de dados pessoais como um direito fundamental da Constituição dá ao assunto o status que ele merece.

“Esse reconhecimento expresso e inequívoco, e textual, trazido pela EC 115 foi extremamente importante, não apenas para dar um recado aos que controlam os dados pessoais, mas principalmente para promover a ideia de conscientização popular de que a proteção de dados pessoais no Brasil é uma pauta prioritária”, destaca.

Autonomia

A mudança significativa mais recente no setor ocorreu em junho deste ano. Quando foi inicialmente criada, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD) era vinculada ao governo federal, o que foi criticado por muitos, já que não teria autonomia suficiente para exercer suas funções fiscalizatórias, uma vez que o poder público está submetido às regras da LGPD e, por consequência, o governo federal está dentro desse espectro de fiscalização. Porém, uma Medida Provisória reconheceu o status privilegiado da ANPD como autarquia.

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A MP 1124/22, publicada no Diário Oficial da União em 14 de junho, transformou a ANPD em autarquia de natureza especial e criou, sem aumento de despesa, um cargo comissionado de diretor-presidente. As autarquias de natureza especial não são subordinadas hierarquicamente a ministérios ou à Presidência e, portanto, possuem autonomia técnica e decisória. A MP ainda será analisada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Sanções

A legislação estabelece a possibilidade de aplicação de sanções pela ANPD, mas a LGPD não é a única legislação que permite a aplicação de sanções em função do descumprimento da proteção de dados. Hoje, há a possibilidade de discussão pela via judicial quando existe a violação à Lei de Proteção de Dados. E a definição do quanto será pago de indenização, por danos materiais ou morais, depende de cada caso concreto. Da mesma forma, o Procon pode aplicar multas administrativas às empresas que descumprirem de alguma forma o conteúdo previsto na LGDP.

Wagner Gundim acredita que a LGPD já se tornou uma realidade e que todo aquele que lida com dado pessoal precisa se adequar aos termos da lei, não apenas por um receio de receber uma sanção alta, mas, sobretudo, pelo receio de violar um direito fundamental do cliente e arranhar a reputação no mercado.

“Proteger dados pessoais é um ativo valiosíssimo, não sob o ponto de vista econômico, mas sob o ponto de vista relacional. A empresa que hoje está preocupada com a proteção de dados pessoais, certamente sai na frente no cenário competitivo porque demonstra ao seu cliente, ao seu consumidor e ao titular dos dados pessoais que o direito fundamental dele está sendo protegido e tutelado”, destaca o advogado.

O advogado disse que os caminhos estão bem pavimentados e que, além da necessidade de uma maior adesão de empresas, que ainda não se adequaram à LGPD, há também a questão de regulamentações, principalmente as específicas.

“Hoje, por exemplo, não existe uma lei específica para dizer como a administração pública vai aplicar os dados pessoais dentro de uma hipótese específica que é a questão da investigação criminal. Já foi composta uma comissão de juristas para analisar. O próximo passo está muito atrelado a essa questão da concretização da LGDP no dia a dia”, explica.
 

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23/09/2022 17:59h

Lodo gerado pelo tratamento do esgoto pode suprir a necessidade da agricultura brasileira com uma nova indústria em expansão. Geração desse resíduo vai mais que dobrar com a universalização do saneamento até 2033

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Atualmente, apenas 45% do esgoto gerado no Brasil é coletado e tratado. Segundo o marco legal do saneamento, até 2033, 99% da população brasileira tem de ter acesso a abastecimento de água, e 90% precisa ter coleta e tratamento de esgoto. A universalização do serviço vai gerar também uma quantidade enorme de resíduos, como o lodo, a parte sólida do tratamento do esgoto. Isso poderia ser um problema se esse material for descartado em aterros sanitários, possuem uma vida útil curta e não vão suportar tamanho volume. 

As concessionárias já se movimentam para encontrar uma destinação mais sustentável para o resíduo. Do lodo é possível retirar nutrientes essenciais para os fertilizantes, abrindo caminho para o protagonismo de uma nova indústria no país. A produção de fertilizantes ou de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio pode resolver a dependência da agricultura brasileira, que importa cerca de 85% do que precisa desses insumos.

Percy Soares Neto, diretor executivo da Associação Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), explica que a demanda gerada pela universalização dos serviços de saneamento é tamanha que novas indústrias vão ganhar o protagonismo no país nos próximos anos.

“A gente sempre fala que a grande mudança de conceito do saneamento é olhar a estação de tratamento de esgoto como uma central de matéria-prima. Eu tenho a possibilidade de gerar energia na digestão do esgoto, tenho a possibilidade de gerar água de reúso e tenho a possibilidade de gerar nutrientes. O Brasil é uma potência agrícola e tenho preço de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio em alta no mercado global em função de uma guerra na Ucrânia, mas o esgoto é riquíssimo em nitrogênio, fósforo e potássio”, explica Soares. 

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Em 2021, o Brasil gastou mais de US$ 15 bilhões em importações de adubos e fertilizantes, já que 85% da demanda é atendida por países como Rússia, Canadá e China. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o consumo médio anual de fertilizantes gira em torno de 40 milhões de toneladas, sendo um terço para cada grupo NPK, nitrogenados, fosfatados e potássio, nutrientes bastante presentes no lodo do esgoto.

“Será que eu tenho que pegar esses produtos que a agricultura demanda em outros países, quando eu tenho uma estação de tratamento de esgoto que é uma maquininha de produzir isso? Ou eu tenho de partir para o desenvolvimento tecnológico de extrair nitrogênio, fósforo e potássio dessas estações de tratamento de esgoto? Aí está o nosso desafio maior, transformar a estação de tratamento de esgoto como essa central de produção de matéria-prima”, sinaliza.

Piracicaba

A Aegea, maior empresa privada de saneamento básico do Brasil, que atende 21 milhões de pessoas em 154 municípios, tem um case de sucesso em Piracicaba (SP) de implantação de sistema de secagem de lodo proveniente do esgoto e compostagem, introduzindo o material na economia circular.

Valdir Antonio Alcarde Junior, diretor executivo da Mirante, uma parceria público-privada da Agea na cidade, explica que o lodo é tratado como uma problemática por várias empresas de saneamento por conta dos gastos, como transporte e disposição, que podem corresponder até 60% dos custos operacionais de uma estação de tratamento. Além disso, há impactos ambientais nos aterros sanitários, já que a sua quantidade e a produção de chorume (se ainda houver muita água no material) reduzem a vida útil desses aterros.

Segundo Valdir Alcarde, os custos ainda são altos, mas projetos como o de Piracicaba, que possui uma Central de Gestão do Lodo, mostram que é possível dar um destino mais sustentável ao resíduo, reduzir custos e diminuir o impacto ambiental, já que o volume do material é reduzido em, pelo menos, 70% após o processo de secagem.

“Temos três principais estações que geram cerca de mil toneladas de lodo por mês. Os custos com o lodo hoje na concessionária giram em torno de R$ 160 mil por mês, um custo bem significativo. Temos escassez de fornecedores, pois só tem dois aterros sanitários na região, e também a necessidade de inovação de minimizar a produção de lodo, com oportunidade de aplicação de lodo na agricultura, bem como a geração de energia através da queima do lodo”, explica o diretor da concessionária.

O lodo também pode ser usado para recuperar áreas degradadas, ajudar no processo de reflorestamento e hidrocarbonização, além de ser transformado em combustível e energia em biorrefinarias e biodigestores, alguns deles já instalados em concessionárias.
 

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23/09/2022 04:15h

Evento em Natal (RN) do Ministério das Comunicações demonstra impacto da nova tecnologia no mercado de jogos eletrônicos e como a internet de quinta geração pode abrir espaço para novas indústrias e empregos

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A chegada do 5G ao Brasil abre portas não só para uma revolução no mercado de jogos eletrônicos, como também para novas indústrias do setor. O tema foi discutido no seminário “5G, a Era dos Games e as Profissões do Futuro”, promovido pelo Ministério das Comunicações em Natal (RN), no último dia 15. No primeiro painel, “5G, a chave para a nova era do universo digital”, Marcelo Rodino, especialista em tecnologias imersivas e pioneiro em realidade aumentada no Brasil, explica que a indústria nacional de jogos e a de hardwares finalmente vão trabalhar em pé de igualdade com outros países onde a internet de quinta geração já está estabelecida, além de proporcionar as novidades aos usuários.  

“Com a chegada do 5G, vai facilitar muito a vida dos desenvolvedores, deixando a vida deles muito mais prática. E para quem consome, trazer uma experiência muito mais fluida, muito mais natural, seja para ver um filme via streaming, sem engasgar, seja nos jogos, onde você terá uma experiência sem travar”, destaca Rodino, responsável pela criação do Flex Universe, a primeira ferramenta brasileira no Metaverso. O Metaverso é um tipo de mundo virtual coletivo que tenta replicar a realidade por meio de dispositivos digitais.

O especialista fez uma analogia entre o 5G e o momento das grandes navegações, quando a humanidade descobriu novas terras e, no processo, desenvolveu tecnologias inovadoras. “Costumo dizer que efetivamente agora a gente está abrindo as portas do mundo digital para começar a explorar. A sensação é que temos uma caravela e o 5G é o vento que vai soprar essas velas para que possamos navegar com muito mais velocidade para explorar esse novo mundo.”

Marcelo Rodino explica que a evolução da tecnologia aumenta a demanda da indústria de softwares e hardwares no país. “Quando a gente começou a se relacionar com os computadores pessoais e a internet no nosso dia a dia, ao longo dessa evolução da tecnologia a gente foi criando cada vez mais essa vontade de misturar o real com o virtual, na verdade ultrapassar a tela, para o mundo digital. Mas eu consigo ver uma evolução não só para os games e entretenimento, mas também para área de educação, capacitação, campanhas promocionais”, destaca Marcelo. 

“E a parte de educação, o 5G tem uma área de abrangência muito maior, atinge locais muito mais distantes e para mim a internet serve para distribuir informação e conhecimento. E com os hardwares cada vez melhores, a tendência é que a gente transforme isso em um universo gamificado, as crianças e jovens vão poder estudar através de conteúdos gamificados”, aponta.

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5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

Atualmente, as principais atrações de jogos eletrônicos multiplayer ligados ao metaverso, como o Fortnite, funcionam melhor em consoles de videogames e computadores. Com a chegada do 5G, esse metaverso passa a ser utilizado também por aqueles que têm acesso apenas ao celular, aumentando a demanda pelo dispositivo.

Os youtubers Muca Muriçoca (Murilo Cervi) e Gordox (Willian Rodrigues) fecharam o evento destacando que o 5G funcionando em todo o país iguala as oportunidades, oferecendo a mesma tecnologia a desenvolvedores e usuários de todas as regiões, mesmo aquelas menos desenvolvidas na área, como o Nordeste. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), mais de 40% dos cursos ligados ao setor estão hoje na região Sudeste. 

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22/09/2022 16:45h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. No Maranhão, a indústria rende mais de R$ 14,6 bilhões por ano e pode usar o 5G para ser mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em São Luís (MA) nessa segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo maranhense que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial do Maranhão em 2019 foi de R$ 14,6 bilhões, o que equivale a mais de 17% de todo o PIB do estado. O setor, que em 2020 chegou ao número de 4.149 empresas, também gera mais de 78 mil empregos, com destaque para construção, celulose e papel, metalurgia e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

No Maranhão, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 93% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 2,1 bilhões – o setor é responsável por metade de tudo o que é exportado pelo estado.

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5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de São Luís, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, 14 estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital maranhense tem hoje, pelo menos, 25 bairros atendidos com a nova tecnologia, entre eles Alto do Calhau, Calhau, Cantinho do Céu, Cohama, Jardim Primavera, Jardim Renascença, Jardim São Francisco, Jaracati, São Marcos, Ponta D’areia, Parque Atlântico, Vila Conceição, Olho D’agua, Planalto Vinhais I, Turu, Aurora, Bequimão e Alameda dos Sonhos.

Além de São Luís, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Boavista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Maceió (AL) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.

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22/09/2022 16:30h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. Em Mato Grosso, a indústria rende mais de R$ 20,6 bilhões por ano e pode usar o 5G para ser mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Cuiabá (MT) nessa segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo mato-grossense que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Mato Grosso, em 2019, foi de R$ 20,6 bilhões, o que equivale a mais de 16% de todo o PIB do estado. O setor, que em 2020 chegou ao número de 9.428 empresas, também gera mais de 152 mil empregos, com destaque para construção, alimentos, derivados de petróleo e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

Em Mato Grosso, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 95,8% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 902 milhões – o setor é responsável por mais de 4% de todas as exportações efetuadas pelo estado.

5G: seminário internacional debate impactos da tecnologia na educação e indústria

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Cuiabá, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, oito estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital mato-grossense tem hoje, pelo menos, 88 bairros atendidos com a nova tecnologia, entre eles Centro, Centro Norte, Cidade Alta, Duque de Caxias I, Jardim Alvorada, Jardim Tropical, Morada dos Nobres, Popular, Santa Rosa, Bosque, Centro Sul, Ipiranga, Jardim Aclimação, Pico do Amor e Centro Político Administrativo.

Além de Cuiabá, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Boavista (RR), Campo Grande (MS), Maceió (AL), São Luís (MA) e Teresina (PI). 

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.
 

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22/09/2022 16:15h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. Em Alagoas, a indústria rende mais de R$ 6,4 bilhões por ano e pode usar o 5G para ser mais eficiente

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O sinal 5G foi liberado em Maceió (AL) nessa segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo alagoano que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Alagoas em 2019 foi de R$ 6,4 bilhões, o que equivale a mais de 12% de todo o PIB do estado. O setor, que em 2020 chegou ao número de 3.191 empresas, também gera mais de 95 mil empregos, com destaque para construção, alimentos, químicos e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

Em Alagoas, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 93,4% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 441 milhões.

5G: seminário internacional debate impactos da tecnologia na educação e indústria

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Maceió, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, 13 estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital alagoana tem hoje, pelo menos, 23 bairros atendidos com a nova tecnologia, entre eles Jatiúca, Mangabeiras, Pajuçara, Ponta Verde, Cruz das Almas, Tabuleiro dos Martins, Farol, Poço, Barro Duro, Centro, Ponta da Terra e Serraria.

Além de Maceió, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Boavista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), São Luís (MA) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.

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22/09/2022 16:00h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. No Piauí, a indústria rende mais de R$ 5,8 bilhões por ano e pode usar o 5G para ser mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Teresina (PI) nessa segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo do Piauí que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, a indústria do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial do Piauí em 2019 foi de R$ 5,8 bilhões, o que equivale a mais de 12% de todo o PIB do estado. O setor, que em 2020 chegou ao número de 3.952 empresas, também gera mais de 51 mil empregos, com destaque para construção, alimentos e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

No Piauí, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 95,9% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 69 milhões.

5G: seminário internacional debate impactos da tecnologia na educação e indústria
5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Teresina, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, 11 estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital piauiense tem hoje, pelo menos, 60 bairros atendidos com a nova tecnologia, entre eles Noivos, Centro, Jóquei, Ilhotas, Horto, Ininga, Parque Piauí, Cabral, Fátima, Frei Serafim, São Cristóvão, São João, Primavera, Itararé, Mocambinho, Livramento, Mafuá, São Pedro e Vermelha.

Além de Teresina, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Boavista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Maceió (AL) e São Luís (MA).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.
 

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Linha de crédito do Banco da Amazônia (Basa) é direcionada à agricultura familiar e preza pela preservação da floresta amazônica por meio de empreendimentos ecologicamente sustentáveis

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Os empréstimos pelo Pronaf ABC+ Floresta podem chegar até R$ 300 milhões em 2022. A linha de crédito Banco da Amazônia (Basa) é direcionada à agricultura familiar e destinada a investimentos em práticas que aumentem a eficiência produtiva e conservem solo, água e vegetação, ampliando o sequestro de carbono da atmosfera e preservando o bioma amazônico.

O Basa disponibilizou para o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) mais de R$ 1 bilhão só este ano, em várias linhas de crédito. A expectativa para a linha ABC+ Floresta, segundo a média observada nos últimos anos, é de que sejam destinados de 25% a 30% de todo o montante para essa linha, podendo chegar a R$ 300 milhões. 

Em 2022, já foram realizadas 1.886 operações dentro do programa, com aplicações em torno de R$ 55 milhões. Mas a maior parte dos empréstimos é contratada no segundo semestre do ano, após o começo da nova safra, em julho. Por isso, o banco tem a expectativa de aumento do valor contratado até o fim de 2022.

Uma das maiores vantagens da linha ABC+ Floresta é justamente a grande carência, além de juros de apenas 5% ao ano, quando pré-fixados. Luiz Lourenço de Souza Neto, gerente executivo de pessoas físicas do Basa, explica que os produtores podem ter até duas décadas para quitar o financiamento. E o pagamento só começa anos depois da contratação, já que as operações da linha de crédito focam em projetos de longo prazo.

“A gente pode fazer a linha geral, que é até 20 anos de prazo, incluindo uma carência de até 12 anos, dependendo da atividade, se ele for dos grupos A, A/C ou B. E até 12 ou oito anos de carência nos demais casos. Porque depende do processo. Vai que o produtor quer fazer uma cultura que leva cinco anos para maturar, mais uns três ou quatro anos para ter condições de pagamento. Então, ele vai ter uma carência maior”, destaca o gerente.

Quem pode acessar

Agricultores familiares, assentados da reforma agrária, extrativistas, silvicultores, pescadores artesanais, comunidades quilombolas e povos indígenas podem acessar o Pronaf. São enquadrados aqueles que moram no estabelecimento rural ou em local próximo, não possuem mais do que quatro módulos fiscais, que têm a mão de obra majoritariamente familiar e cuja renda bruta anual venha de 50%, no mínimo, da exploração agropecuária do estabelecimento.

Recorde: R$ 9,6 bi do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte foram aplicados na região

AMAZÔNIA: Linha de crédito oferece R$ 1 bilhão pelo Pronampe

Após atender aos pré-requisitos, é necessário ter um documento para solicitar o financiamento, que é emitido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater). Atualmente, está em vigor a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), que identifica e classifica o produtor rural em grupos: A e A/C (assentados da reforma agrária), B (agricultores com renda bruta familiar não superior a R$ 23 mil) e V (com faixa de rendimento entre R$ 20 mil e R$ 500 mil).  A partir de novembro, entra em vigor o CAF Pronaf (Cadastro Ambiental Familiar), em substituição ao DAP.

Aqueles que fazem parte dos grupos A, AC e B podem solicitar até R$ 18 mil. Já os financiamentos para os produtores do grupo V chegam a até R$ 60 mil.

Atividades enquadradas no programa

A linha de crédito Pronaf ABC+ Floresta é destinada a projetos sustentáveis que mantenham a floresta em pé, quando o produtor aplica tecnologia sem precisar devastar o meio ambiente. As seguintes atividades se enquadram no programa:

  • Recomposição e manutenção de áreas de conservação pertinentes à reserva legal de propriedades;
  • Recuperação de áreas degradadas para cumprimento de legislação ambiental;
  • Enriquecimento de áreas que já apresentam cobertura florestal, mas que a cobertura ainda não seja ideal;
  • Plantação de novas espécies florestais (SAF – Sistema Agroflorestal);
  • Extrativismo das diversas espécies da Amazônia brasileira.

O agricultor familiar que deseja se beneficiar com os recursos do programa vai precisar de uma assistência técnica, que pode ser pública, como a feita pela Emater; ou privada. Mas o próprio Banco da Amazônia pode fazer a consultoria e direcionar o empreendedor. É da assistência técnica que surge o projeto de investimento necessário para acessar os recursos junto ao programa.

Desenvolvimento regional

Aqueles que fazem parte do programa e cumprem as obrigações, como aplicar corretamente o recurso e pagar em dia, adquirem experiência creditícia, conseguem limites mais vantajosos no meio bancário e, normalmente, têm a oportunidade de aumentar seus empreendimentos, muitas vezes mudando de grupo e tendo acesso a outras linhas de crédito rural. Segundo Luiz Neto, algumas parcerias com o Basa perduram por mais de 50 anos, mantendo famílias no campo, desde aqueles que permanecem como pequenos até os que acabam alçando voos maiores.

“O pequeno produtor, o produtor familiar de hoje vai ser o médio, o grande produtor do amanhã. Ele vai empregar pessoas, ele vai contribuir com impostos, com renda, com desenvolvimento. E o que é mais importante, ele vai se manter no campo em condições dignas, manter a família dele alimentada, manter a família dele com trabalho e contribuir para o desenvolvimento do país como um todo, da região amazônica, do estado, do município e da região”, destaca.

Para ter acesso à linha de crédito, o produtor deve procurar o sindicato rural ou as empresas de Assistência Técnica, como a Emater. Caso seja beneficiário da reforma agrária e do crédito fundiário, basta procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou a Unidade Técnica Estadual (UTE). As informações relativas às linhas de crédito do Pronaf também podem ser acessadas nas agências do Banco da Amazônia ou no site bancodaamazonia.com.br.
 

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21/09/2022 03:30h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. Em Boavista, a indústria rende mais de R$ 1 bilhão por ano e pode usar o 5G para ser mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Boavista (RR) nesta segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Boavista em 2019 foi de R$ 1 bilhão, o que equivale a quase 8% de todo o PIB do estado. O setor, que em 2020 chegou ao número de 524 empresas, também gera mais de 9.000l empregos, com destaque para construção, alimentos e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

Em Rorraima, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 95,2% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 226 milhões – o setor é responsável por mais de 67% de todas as exportações efetuadas pelo estado.

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Boavista, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, cinco estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital sergipana tem hoje 24 bairros atendidos com a nova tecnologia: Centro, Mecejana, Nossa Senhora Aparecida, São Francisco, Trinta, Um de Março, Caçari, Pricumã, São Vicente, Bela Vista, Jardim Floresta, Asa Branca, Silvio Botelho, Cinturão Verde, Jardim Tropical, Centenário, Buritis, Paraviana, Dos Estados, Liberdade, Treze de Setembro, São Pedro, Canarinho e Calunga.

Além de Boavista, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Maceió (AL), São Luís (MA) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração. 

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21/09/2022 03:30h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. No Mato Grosso do Sul, a indústria rende mais de R$ 20,5 bilhões por ano e pode usar o 5G para ser mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Campo Grande (MS) nesta segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo sul-mato-grossense que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Campo Grande em 2019 foi de R$ 20,5 bilhões, o que equivale a mais de 21% de todo o PIB do estado, o 13º maior do país. O setor, que em 2020 chegou ao número de 5.840 empresas, também gera mais de 125 mil empregos, com destaque para construção, alimentos, papel e celulose, derivados de petróleo e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

No Mato Grosso do Sul, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 94,8% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 2,3 bilhões – o setor é responsável por mais de 34% de todas as exportações efetuadas pelo estado.

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Campo Grande, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, 11 estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital sul-mato-grossense tem hoje, pelo menos, 47 bairros atendidos com a nova tecnologia, entre eles Centro, Glória, Itanhangá, Chácara Cachoeira, Mecejana, Nossa Senhora Aparecida, São Francisco, Trinta e Um de Março, Cruzeiro, Veraneio, Maria Aparecida Pedrossian, Santo Amaro e Carlota.

Além de Campo Grande, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Boavista (RR), Cuiabá (MT), Maceió (AL), São Luís (MA) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.
 

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