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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Saúde
09/06/2020 14:33h

As doações são essenciais para ajudar na sobrevivência dos pequenos, mas a queda na quantidade registrada nos últimos meses, principalmente motivada pelo temor da pandemia do novo coronavírus, tem preocupado os responsáveis pelos Bancos de Leite Humano do estado

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Mato Grosso tem três Bancos de Leite Humano e dois Postos de Coleta de Leite Humano, todos responsáveis pelo fornecimento de leite materno doado aos bebês prematuros e/ou de baixo peso internados nas Unidades Neonatais do estado. As doações são essenciais para ajudar na sobrevivência dos pequenos, mas a queda na quantidade registrada nos últimos meses, principalmente motivada pelo temor da pandemia do novo coronavírus, tem preocupado os responsáveis pelos Bancos de Leite Humano do estado.

Nestes primeiros cinco meses de 2020, os Bancos de Leite Humano do Mato Grosso conseguiram pouco mais de 700 litros doados por mães lactantes que abraçam a causa. Em 2019, no mesmo período, foram coletados mais de 850 litros. Para se ter uma ideia, um hospital que tenha 50 crianças internadas necessita de algo em torno de 4 a 8 litros de leite por dia e são muitas as unidades que estão trabalhando com déficit de leite materno. Em todo o Brasil, a média de queda no número de doadoras é de 5%. Alguns estados, como São Paulo, apresentaram uma queda ainda mais brusca, chegando a 60%.

O leite materno é essencial para todas as crianças até os dois anos ou mais, sendo o único alimento recomendado nos seis primeiros meses de vida, ele é ainda mais essencial para os bebês prematuros e/ou de baixo peso estão internados nas Unidades Neonatais e dependendo de doações. Além de ser um alimento completo nos primeiros seis meses de vida da criança, ele garante benefícios ao sistema imunológico e ajuda na recuperação. Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, reforça a necessidade de lactantes saudáveis manterem a recomposição dos Bancos de Leite Humano. 

“O leite materno é uma das mais eficazes intervenções para redução da morbimortalidade infantil, principalmente para crianças prematuras internadas em unidades neonatais. O bebê que recebe leite materno desenvolve menos complicações durante o período de internação que podem levar a morte como problemas intestinais e respiratórios. Os benefícios de receber leite materno perduram por toda a vida da criança.”

As mães que já conheceram de perto o trabalho desempenhado pela Rede Brasileira de Banco de Leite Humano, tanto doadoras quanto receptoras, sabem da importância do gesto. Bianca Ferro teve filho a cerca de um ano e meio e apresentou problemas para amamentar a pequena Marcela. Ao procurar um Banco de Leite Humano, resolveu a situação e descobriu que o excesso de leite materno produzido poderia ajudar no trabalho que ajuda a salvar milhares de vidas todos os anos.

“Se toda mãe doar um pouquinho 30ml, 40ml ou 50ml já estará ajudando muitos bebês, porque têm crianças na UTI neonatal que mamam 10ml. Faça sua parte, doe leite, doe vida porque é muito bom.”

Tanto as mães doadoras quanto as mães receptoras não precisam se preocupar com a questão da Covid-19 para continuar doando seu leite, se estiver saudável. A maioria dos Bancos de Leite Humano está realizando a coleta das doações em domicílio, para evitar aglomerações. As mães podem fazer todo o processo em casa. Além disso, o processo de pasteurização, rotinas de segurança e controle de qualidade realizados após a coleta garantem um alimento saudável para os bebês prematuros e/ou de baixo peso internados nas Unidades Neonatais.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 

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Saúde
09/06/2020 14:30h

O número de doadoras de leite materno caiu 5% em todo o país por conta do temor da pandemia do novo coronavírus

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O número de doadoras de leite materno caiu 5% em todo o país por conta do temor da pandemia do novo coronavírus, e em alguns estados, como São Paulo, a situação é ainda mais crítica. As mães de Rondonópolis (Mato Grosso), no entanto, estão dando uma lição de solidariedade. Mesmo com o distanciamento social, o Banco de Leite Humano da Santa Casa conseguiu manter os padrões de coleta suficientes para alimentar os bebês prematuros internados e/ou de baixo peso na Unidade Neonatal. A unidade alerta, no entanto, que as doações devem ocorrer durante todo o ano, já que o leite materno é essencial para a recuperação dos pequenos.

O Banco de Leite Humano do município mato-grossense coletou cerca de 42 litros de leite materno no último mês e conseguiu atender às necessidades de 20 bebês internados na Unidade Neonatal no mês de abril. No total, aproximadamente 23 litros foram distribuídos. No mês de março, foram 30 as crianças receptoras.

Por conta da pandemia, a coleta está sendo realizada apenas em domicílio. As mães lactantes de Rondonópolis que desejam e podem participar desta rede de solidariedade devem procurar a unidade por meio do telefone, ligando para (66) 3410-2785. O horário de atendimento vai de 7h às 17h, de segunda a sexta-feira, e de 7h às 11h30 no sábado.

Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, explica que a doação de leite materno é necessária o ano todo, mesmo que o banco esteja com o estoque em dia. Isso porque o alimento é de extrema importância para o recém-nascido, principalmente os prematuros e de baixo peso internados nas Unidades Neonatais, graças ao seu potencial nutricional e imunológico.

“O leite materno traz inúmeros benefícios para a saúde da criança. Protege de infecções, diarreia e alergias. Diminui a chance de desenvolver as chamadas doenças crônicas, como diabetes tipo 2, colesterol alto, pressão alta e obesidade. E esses efeitos perduram até mesmo na vida adulta”.

Bianca Ferro é uma dessas mães agradecidas por participar da tarefa de ajudar os pequenos que estão lutando pela vida dentro de uma Unidade Neonatal. Depois de resolver um problema inicial de amamentação, viu sua produção de leite materno aumentar tanto que doava cerca de um litro por semana. Ela ressalta que qualquer quantidade é de extrema importância para os pequeninos que estão internados.

“É um gesto de solidariedade. Se você doar 30ml ou 40ml de leite materno, já estará ajudando muito os bebês, porque têm crianças na UTI neonatal que mamam 10ml. Faça sua parte, doe amor, doe vida porque é muito bom.” 

Além da unidade na Santa Casa, o estado tem outros quatro Postos de Coleta de Leite Humano que fazem parte Rede de Bancos Leite Humano. Para encontrar a unidade mais próxima, entre em contato com o Banco de Leite Humano Dr. José de Faria Vinagre, do Hospital Geral Universitário, a referência no estado. O número é (65) 3363-7000.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 
 

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Saúde
09/06/2020 13:30h

O número de doadoras de leite materno caiu 5% em todo o país por causa do temor da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus

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O número de doadoras de leite materno caiu 5% em todo o país por causa do temor da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. Em Curitiba, no entanto, o Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná conseguiu manter o padrão de doações em maio graças a campanhas nas redes sociais. Os bebês prematuros e/ou de baixo peso que estão internados na UTI Neonatal precisam de doações de leite materno ao longo de todo ano e as mães curitibanas não deixaram que o distanciamento social atrapalhasse o ato de solidariedade.

O Banco de Leite Humano de Curitiba continua coletando mensalmente algo entre 90 e 120 litros das mães cujos bebês estão internados e das lactantes que se apresentam para doar. O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná atende em média 38 bebês prematuros e/ou de baixo peso por mês nos 30 leitos de Unidade Neonatal. As mães que desejam participar devem preferencialmente entrar em contato pelo telefone (41) 3360-1867 e agendar um horário de atendimento presencial na unidade ou marcar a coleta em domicílio, que é realizada por técnicas de enfermagem. O Banco de Leite Humano fica no Centro, na Rua General Carneiro, 181, e o horário de atendimento é de 7h às 19h.

Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, explica que a doação de leite materno deve ser feita pelas mães por todo o ano. Segundo ela, o ato, além de ser um gesto de solidariedade importante para esses bebês, também traz benefícios para as doadoras.

“As mulheres que amamentam e doam leite materno também têm benefícios. Estudos demonstram que elas apresentam menor chance de desenvolver câncer de mama e de ovário, retornam mais rapidamente ao peso de antes da gravidez e exercitam a generosidade, um importante aliado conta os efeitos depressivos.”

Fernanda Del Moro Medina é uma das mães que descobriu que poderia, além de amamentar o filho, ajudar bebês internados em UTIs Neonatal cujas as mães têm dificuldade para amamentar doando o seu leite para o Banco de Leite Humano. Ao ser atendida em uma unidade da Rede Brasileira de Leite Humano, ela aprendeu que o leite materno doado não apenas alimenta os pequenos, como também os ajuda na recuperação.

"Ser doadora é um gesto de solidariedade. Eu recebi a graça de poder amamentar minha filha e como uma forma de agradecimento eu faço a doação de leite materno para os bebezinhos que estão hospitalizados.”

Além da unidade em Curitiba, o estado tem outros 12 Bancos de Leite Humano e mais 18 Postos de Coleta de Leite Humano que fazem parte Rede de Bancos de Leite Humano. Para encontrar a unidade mais próxima, entre em contato com o Banco de Leite Humano Maria Lucilia Monti Magalhães, no Hospital Universitário de Londrina, a referência no estado. O número é (43) 3371-2390.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 

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Saúde
09/06/2020 12:44h

O número de doadoras de leite materno caiu 5% em todo o país por conta do temor da pandemia do novo coronavírus, mas as mães de Bagé não interromperam o ato de solidariedade.

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O número de doadoras de leite materno caiu 5% em todo o país por conta do temor da pandemia do novo coronavírus, mas as mães de Bagé não interromperam o ato de solidariedade. O Banco de Leite Humano da Santa Casa de Caridade de Bagé conseguiu manter o estoque em dia para atender os bebês prematuros e/ou de baixo peso que estão internados na UTI neonatal. Isso não quer dizer que a unidade não precisa de doações, já que o leite materno é essencial para a ajudar na sobrevivência e recuperação dos pequenos que nascem o ano todo.

O Banco de Leite Humano de Bagé existe na Santa Casa desde 2008 e coleta por mês entre 40 e 70 litros, tanto das mães cujos bebês estão internados quanto de mães que oferecem seu leite materno como solidariedade. Segundo Sirlei Strotkamp, auxiliar de enfermagem e uma das responsáveis pelo trabalho no Banco de Leite Humano, a situação do estoque leite materno no final de maio está satisfatória para os 12 recém-nascidos prematuros e/ou de baixo peso que estão na Unidade Neonatal e que felizmente as mães de Bagé entendem a importância de doar o ano inteiro. Segundo ela, todas as mães que são atendidas na unidade, muitas vezes para receber orientação sobre a amamentação, descobrem a importância da doação de leite materno e avisam outras mães, que acabam formando uma rede de solidariedade no município.

As mães lactantes que desejam fazer uma doação no Banco de Leite Humano devem procurar a Santa Casa, na Rua Gomes Carneiro, 1.350, no Centro. Não é preciso marcar horário de atendimento. Quem quiser primeiro se informar sobre a coleta, pode também ligar no número 3242-3200. O horário de funcionamento da unidade vai de 7h às 19h.

Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, explica que a doação de leite materno é necessária o ano todo, pois o alimento é de extrema importância para o recém-nascido, principalmente os prematuros e osde baixo peso. Isso porque o alimento apresenta potencial nutricional e imunológico para a sua evolução, além de prevenir problemas respiratórios e gastrointestinais.

“O leite materno traz inúmeros benefícios para a saúde da criança. Protege de infecções, diarreia e alergias. Diminui a chance de a criança desenvolver as chamadas doenças crônicas, como diabetes tipo 2, colesterol alto, pressão alta e obesidade. E esses efeitos perduram até mesmo na vida adulta.”

Fernanda Del Moro Medina fez como tantas outras mães que foram ao Banco de Leite Humano da Santa Casa para buscar orientações sobre amamentação. Depois de dar à luz em fevereiro, descobriu com as técnicas de enfermagem a melhor maneira de amamentar sua filha e, ao mesmo tempo, aprendeu sobre a importância de doar leite materno. 

"Ser doadora é um gesto de solidariedade. Eu recebi a graça de poder amamentar minha filha e como uma forma de agradecimento eu faço a doação do meu leite para os bebezinhos que estão hospitalizados. Porque eu sei a importância que é o leite materno.” 

Além da unidade na Santa Casa, o estado tem outros 10 Postos de Coleta de Leite Humano que fazem parte da Rede de Bancos Leite Humano. Para encontrar a unidade mais próxima, entre em contato com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, o Centro de Referência no Rio Grande do Sul, pelo telefone (51) 3214-8000. 

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 

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Saúde
09/06/2020 04:00h

O medo de se infectar com o novo coronavírus fez com que o número de doadoras de leite materno caísse 5% em todo o país e a situação não é diferente em Campo Mourão

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O medo de se infectar com o novo coronavírus fez com que o número de doadoras de leite materno caísse 5% em todo o país e a situação não é diferente em Campo Mourão. O Banco de Leite Humano do Hospital Santa Casa do município paranaense está com o estoque abaixo do que precisa para atender os bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidade Neonatal. A unidade precisa de novas doadoras e ressalta que o leite materno, além de ser o único alimento recomendado para os pequenos nos primeiros seis meses de vida, ajuda na recuperação, uma vez que eles desenvolvem menos complicações durante o período de internação.

O Banco de Leite Humano do Hospital Santa Casa está conseguindo coletar em torno de 45 litros por mês, mas precisa de algo em torno de 60 litros para não deixar faltar leite humano a nenhum recém-nascido que passa pela Unidade de Tratamento Intensivo. Em média, o hospital recebe mensalmente 30 bebês prematuros ou com baixo peso ao nascer.

Segundo Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, a maioria dessas crianças precisa de leite materno porque em algumas situações não podem ser amamentadas pelas suas mães. 

“Bebês prematuros muitas vezes não tem contato com a mãe ou mesmo força suficiente para conseguir mamar, por isso o leite materno de uma mãe de um bebê prematuro pode demorar mais a descer ou mesmo ser produzido em quantidades insuficientes, uma vez que essa distância e essa falta de estímulo constante podem dificultar a produção recorrente do leite materno.”

As mães lactantes de Campo Mourão que desejem participar deste ato de solidariedade podem entrar em contato com a Santa Casa pelo número (44) 98453-3633 e marcar um atendimento presencial de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h. A unidade fica na Rodovia PR, 558, Área Urbanizada. Também é possível agendar uma coleta em domicílio, realizada às terças-feiras pela nutricionista e auxiliares de enfermagem.  

Os Bancos de Leite Humano recebem muitas mães com dificuldade de amamentação e, ao serem ajudadas, acabam também descobrindo a importância da doação de leite materno. Foi o caso de Fernanda Del Moro Medina, que deu à luz uma menina em fevereiro e hoje doa todo o excedente.

" Eu recebi a graça de poder amamentar minha filha e como uma forma de agradecimento eu faço a doação de leite materno para os bebezinhos que estão hospitalizados. Eu sei a importância que é o leite materno.” 

Além da unidade em Campo Mourão, o estado tem outros 12 Bancos de Leite Humano e mais 18 Postos de Coleta de Leite Humano. Para encontrar a unidade mais próxima, entre em contato com o Banco de Leite Humano Maria Lucília Monti Magalhães, no Hospital Universitário de Londrina, a referência no estado. O número é (43) 3371-2390.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 

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Saúde
09/06/2020 04:00h

Na contramão da maioria dos municípios brasileiros, que sofreram queda no número de doadoras de leite materno por conta da pandemia do novo coronavírus, Mafra, em Santa Catarina, dá uma lição de solidariedade

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Na contramão da maioria dos municípios brasileiros, que sofreram queda no número de doadoras de leite materno por conta da pandemia do novo coronavírus, Mafra, em Santa Catarina, dá uma lição de solidariedade. O Banco de Leite Humano Alimente uma Vida, na Maternidade D. Catarina Kuss, conseguiu manter o estoque em dia para atender os bebês prematuros e/ou de baixo peso que estão internados na Unidade Neonatal. A unidade alerta, no entanto, que as doações devem continuar sempre, já que o leite materno é essencial para a sobrevivência e recuperação das crianças.

Segundo a coordenação do Banco de Leite Humano, o número de doadoras diminuiu um pouco por conta do distanciamento social, mas, mesmo assim, conseguiram atender cerca de 70 bebês prematuros e/ou de baixo peso internados no último mês com a quantidade doada. As mães lactantes que queiram participar desta onda de solidariedade devem encontrar em contato por meio do número (47) 3641-4800. A preferência é pela coleta em domicílio, assim, todas as instruções serão passadas por telefone e a coleta do pote será feita pela equipe da unidade na casa da doadora.

Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, explica que a doação do leite materno é necessária o ano todo, pois o alimento é de extrema importância para o recém-nascido, principalmente os prematuros e de baixo peso. Isso porque o alimento apresenta potencial nutricional e imunológico para a sua evolução, além de prevenir problemas respiratórios e gastrointestinais.

“O leite materno traz inúmeros benefícios para a saúde da criança. Protege de infecções, diarreia e alergias. Diminui a chance de desenvolver as chamadas doenças crônicas, como diabetes tipo 2, colesterol alto, pressão alta e obesidade. E esses efeitos perduram até mesmo na vida adulta.”

Fernanda Del Moro Medina é uma dentre tantas mães que procuram orientações sobre amamentação e acabam se tornando doadoras. Depois de dar à luz no início do ano, aprendeu com as técnicas de enfermagem a melhor maneira de amamentar sua filha e, ainda, descobriu sobre a importância de doar leite materno. 

"Ser doadora é um gesto de solidariedade. Eu recebi a graça de poder amamentar minha filha e como uma forma de agradecimento eu faço a doação de leite materno para os bebezinhos que estão hospitalizados. Eu sei a importância que é o leite materno.” 

Além da unidade em Mafra, o estado de Santa Catarina conta com outros 12 Bancos de Leite Humano e mais 9 Postos de Coleta de Leite Humano. Se você está em outro município e deseja encontrar a unidade mais próxima, entre em contato o Banco de Leite Humano da Maternidade Darcy Vargas, referência da Rede de Banco Leite Humano no estado. O telefone é o (47) 3461-5704.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

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Saúde
08/06/2020 12:30h

O número de doações de leite materno está menor do que o registrado neste mesmo período no ano passado, devido à pandemia ocasionada pelo novo coronavírus

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O número de doações de leite materno está menor do que o registrado neste mesmo período no ano passado, devido à pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. Mas com ou sem distanciamento social, os bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em Unidades Neonatais precisam dessas doações para se recuperarem mais rápido e crescerem com mais saúde. Por isso, o Banco de Leite Humano Dr. José de Faria Vinagre, em Cuiabá, está realizando a coleta em domicílio. A unidade alerta que o estoque está abaixo do ideal e procura por novas mães doadoras.

O Banco de Leite Humano da capital, referência no estado, precisa de aproximadamente 70 litros por mês para atender os cerca de 20 bebês internados. O leite materno é o único alimento recomendado para os pequenos nos seis primeiros meses de vida e ainda mais importante para os que estão em recuperação. Somente o leite materno possui substâncias essenciais para o desenvolvimento da imunidade da criança e previne problemas intestinais e respiratórios, além de outros benefícios.

Qualquer mãe lactante pode doar leite materno, bastar estar saudável e não estar tomando medicamento que interfira na amamentação. Para entrar em contato com o Banco de Leite Humano, basta ligar para o número (65) 3363-7035 e agendar a coleta em domicílio. Os auxiliares em enfermagem explicam como deve ser feita a retirada e a coleta do frasco é realizada pela equipe na porta de casa.

Uma das maiores dúvidas das futuras doadoras é se doar o seu leite poderá fazer com que falte para o seu próprio filho. Segundo Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, as mães podem ficar despreocupadas, já que ocorre o oposto.

“A retirada constante de leite materno não reduz a produção, muito pelo contrário. Quanto mais a mulher retira o leite ou quanto mais o bebê mama, mais ela produz. Portanto, doar leite não interfere na quantidade de leite materno disponível para o seu bebê."

A maioria das doadoras descobre que podem doar seu leite para ajudar os bebês internados nas Unidades Neonatais quando têm problemas de amamentação e buscam ajuda nos Bancos de Leite Humano. Foi o que aconteceu com Bianca Ferro. A professora deu a luz há quase um ano e meio e no início da amamentação de Marcela sofreu bastante, pois produzia muito leite  e seu peito “empedrava”, pois não sabia que precisava retirar o excesso de leite das mamas. Com a ajuda dos profissionais do Banco de Leite Humano, conseguiu amamentar de maneira correta, não teve mais complicações com empedramento e passou a ser uma doadora de leite materno. Além disso, ela incentiva outras mães a entrarem nesta rede de solidariedade.

“Toda mãe saudável deve ser uma doadora. Eu incentivei muitas mães a fazerem isso. Todas as minhas amigas que viram o que eu passei, a dificuldade que eu tive, hoje repassaram para outras mulheres. Semanalmente recebo mensagens de mães pedindo ajuda, pedindo dicas, e a minha dica é: vá ao Banco de Leite Humano.”

Além de agendar a coleta em domicílio, qualquer dúvida sobre amamentação pode ser sanada no número (65) 3363-7035. O horário de atendimento no Banco de Leite Humano Dr. José de Faria Vinagre vai de 7h às 19h. O centro de referência também pode informar qual dos cinco pontos de coleta está mais próximo de você.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite. 

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Saúde
04/06/2020 04:00h

A unidade, que no dia 25 de maio tinha pouco menos de 200ml estocados, só conseguiu suprir a necessidade dos bebês prematuros internados na UTI Neonatal graças a um remanejamento do posto de coleta de Leite Humano de Brusque

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O estoque de leite materno no Banco de Leite Humano do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, está baixo devido pandemia ocasionada pelo novo coronavírus. A unidade, que no dia 25 de maio tinha pouco menos de 200ml estocados, só conseguiu suprir a necessidade dos bebês prematuros internados na UTI Neonatal graças a um remanejamento do posto de coleta de Leite Humano de Brusque.

No fim de maio, o hospital tinha 11 bebês prematuros ou nascidos com baixo peso internados na Unidade Neonatal precisando de doações. O leite materno é o único alimento recomendado para os pequenos nos primeiros seis meses de vida e fundamental para a recuperação, já que ele ajuda evitar complicações durante o período de internação e prevenir problemas intestinais e respiratórios.

Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, explica que a maioria dessas crianças precisa de leite materno doado porque suas as mães não podem amamentar ou oferecer seu próprio leite ao seu filho. 

“Bebês prematuros muitas vezes não tem contato com a mãe ou mesmo força suficiente para conseguir mamar, por isso o leite materno de uma mãe de prematuro pode demorar mais a descer ou mesmo ser produzido em quantidades insuficientes, uma vez que essa distância e essa falta de estímulo constante também podem dificultar a produção recorrente do leite materno.”

Todas as mães lactantes podem ser potenciais doadoras de leite materno e ajudar os bebês que estão lutando pela vida nas Unidades Neonatais. Basta estar saudável e não estar tomando nenhum medicamento que interfira na amamentação. Se você mora em Itajaí e quer participar desta rede de solidariedade, basta entrar em contato com o Banco de Leite Humano pelo número (47) 3249-9400. Se a doadora não apresentar sintoma gripal, será marcada uma coleta em domicílio, que ocorre às quartas, quintas e sextas-feiras. 

Os profissionais do Banco de Leite Humano estão sempre com equipamentos de proteção individual e fazem a coleta dos potes na porta da residência. O Banco de Leite Humano fica no Centro, na Avenida Marcos Konder, 1.111, mas o atendimento está sendo feito preferencialmente por telefone durante a condição de afastamento social.

As mães que já participam deste ato de solidariedade sabem da importância de doar leite materno e ficam emocionadas ao descobrirem que podem ajudar a salvar vidas de bebês prematuros e/ou de baixo peso internados nas Unidades Neonatais. É o caso de Fernanda Del Moro Medina, que deu à luz uma menina em fevereiro e hoje congela o excedente de seu leite materno para que possa ser coletado em domicílio pelo Banco de Leite Humano.

"Recebi a graça de poder amamentar minha filha e como uma forma de agradecimento eu faço a doação de leite materno para os bebezinhos que estão hospitalizados. Eu sei a importância que é o leite materno.” 

Além da unidade em Itajaí, o estado conta com outros 12 Bancos de Leite Humano e mais 9 Postos de Coleta de Leite Humano. Se você está em outro município e deseja encontrar a unidade mais próxima, entre em contato o Banco de Leite Humano da Maternidade Darcy Vargas, referência da Rede de Bancos Leite Humano no estado. O telefone é o (47) 3461-5704.

“Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença”. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

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Saúde
04/06/2020 04:00h

O número de mães doadoras de leite materno caiu cerca de 5% em todo o país por conta da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus e, em alguns municípios, a baixa no estoque preocupa

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O número de mães doadoras de leite materno caiu cerca de 5% em todo o país por conta da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus e, em alguns municípios, a baixa no estoque preocupa. É o caso do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr, em Rio Grande. Por conta do distanciamento social, a unidade está fazendo a coleta apenas em domicílio e alerta que precisa de novas doadoras para poder atender todos os bebês prematuros ou com baixo peso internados nas Unidades Neonatais.

O Banco de Leite Humano de Rio Grande é o único do extremo sul e ajuda vários outros municípios, como Pelotas. A unidade tem capacidade para estocar entre 100 e 150 litros de leite materno, mas tem conseguido coletar apenas cerca de 33 litros por mês. São 10 os leitos de UTI Neonatal no Hospital Universitário e, quando o estoque está baixo, como agora, apenas os bebês prematuros com até 1,5kg conseguem ser amamentados com leite humano.

Segundo Janini Selva Ginani, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, um dos maiores temores das mães que pensam em doar é que isso pode ocasionar falta de leite materno para o próprio bebê. Segundo ela, as doadoras podem ficar despreocupadas, já que ocorre justamente o contrário.

“A retirada constante de leite materno não reduz a produção, muito pelo contrário. Quanto mais a mulher retira o leite ou quanto mais o bebê mama, mais ela produz. Portanto, doar leite materno não interfere na quantidade de leite disponível para o seu bebê."

As mães que já participam deste ato de solidariedade sabem da importância de doar leite materno e ficam tocadas quando descobrem que podem ajudar a salvar a vida de vários pequeninos internados. É o caso de Fernanda Del Moro Medina, que deu à luz uma menina em fevereiro e, hoje, congela o excedente de seu leite materno para que possa ser coletado em domicílio pelo Banco de Leite Humano.

"Ser doadora é um gesto de solidariedade. Recebi a graça de poder amamentar minha filha e como uma forma de agradecimento eu faço a doação de leite materno para os bebezinhos que estão hospitalizados. Porque eu sei a importância que é o leite materno.” 

Qualquer mãe lactante de Rio Grande que esteja saudável e sem tomar medicamento que interfira na amamentação pode ser uma doadora e ajudar os bebês prematuros ou baixo peso internados nas Unidades Neonatais. Para isso, basta entrar em contato com o Banco de Leite Humano pelos números (53) 3233-8880 e (53) 99947-3732. Todas as instruções serão passadas pelo telefone e a coleta será realizada em domicílio, às terças-feiras, pela equipe de auxiliares de enfermagem. Por conta do distanciamento social imposto pela pandemia, não estão sendo realizados atendimentos presenciais. As mães que têm dificuldade na amamentação também podem tirar dúvidas no celular, com possibilidade de vídeo chamada.

Além da unidade em Rio Grande, o estado conta com outros nove Bancos de Leite Humano e mais um Posto de Coleta de Leite Humano. Se você está em outro município e deseja encontrar a unidade mais próxima, entre em contato a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, a referência no estado, pelo telefone (51) 3214-8000.

Doe leite materno. Nessa corrente pela vida, cada gota faz a diferença. Para mais informações, ligue 136 ou acesse o site saude.gov.br/doacaodeleite.

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Saúde
03/06/2020 04:00h

Coleta de esgoto não chega à metade da população e cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável

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Há mais de um século nós descobrimos que o saneamento é o conjunto de medidas que visa preservar ou modificar as condições do meio ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde. Mais do que isso, descobriu-se que o acesso ao saneamento básico melhora a qualidade de vida dos indivíduos de uma população, aumenta a produtividade e reflete de maneira positiva na situação econômica da região. Mas você sabe o que é saneamento básico? E se ele é tão importante assim, por que metade dos brasileiros não têm acesso a ele?

O saneamento básico é conjunto dos serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais. No Brasil, ele é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº. 11.445 de 2007. No entanto, sua deficiência é gritante e constantemente apontada, principalmente em momentos como este, da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus.

O conceito de saneamento surgiu em países como França e Inglaterra e são condicionantes ao status de uma nação desenvolvida. Isso porque serviços de acesso à água potável e à coleta e ao tratamento dos esgotos, principalmente, levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, sobretudo na saúde Infantil com redução da mortalidade infantil, melhorias na educação, na expansão do turismo, na valorização dos imóveis, na renda do trabalhador e na despoluição dos rios e preservação dos recursos hídricos. Isso para citar apenas alguns fatores. 

Surgimento do saneamento

Na grande Roma, os encanamentos serviam de fonte pública, os sumérios construíram sistemas de irrigação em terraços e egípcios faziam controle de fluxo da água do rio Nilo. Muitos desses conhecimentos, no entanto, se perderam com o fim dos impérios e a população europeia sofreu com a falta de cuidados na Idade Média. Nesse período, a responsabilidade de gerenciar a água deixou de ser do governo e passou a ser coletivamente dos cidadãos. Parte do consumo de algumas famílias era garantido por meio de compra transportada por carregadores. Já outras, em sua maioria, escavavam poços dentro de suas casas, próximas a fossas e esterco de animais, causando contaminação.

Essa prática causou a proliferação em massa de doenças como cólera, lepra e tifo em um período de grandes epidemias. Na época, a peste negra, transmitida através da pulga de ratos, infectou metade da população e dizimou cerca de um terço da população europeia. Na China e na Índia o panorama não foi diferente, mais de 23 milhões de pessoas foram levadas a óbito em menos de 12 anos.

O historiador André Mota, professor associado do departamento de medicina preventiva da faculdade de medicina da USP, conta que a mentalidade em relação ao assunto só muda quando é criada a medicina social, entre o Século XVIII e o Século XIX, em países como Alemanha, França e Inglaterra, e mais ainda quando se começa a discutir, entre os especialistas franceses, a medicina urbana que, de fato, leva finalmente aos conceitos de saneamento.

“A partir dali começam a se preocupar com as águas, separar as águas. Águas que são utilizadas para lavar cavalos, para lavar roupas, aquelas utilizadas nas primeiras indústrias, água que as pessoas tomam. Ali, começou-se a fazer essa separação”, conta o historiador. 

Como consequência da cólera, que devastou a vida de 180 mil pessoas na Europa entre 1840 e 1860, John Snow estudou a origem dessa doença em Londres e comprovou a infecção pela água contaminada. Segundo André Mota, o médico inglês comprovou que as pessoas sem saneamento básico estavam bem mais expostas a doenças.  

“Onde você tem água encanada, condições de saneamento básico mínimos, consegue ter impactos mínimos contra a epidemia. Então ele faz o enquadramento da cidade e consegue perceber que justamente onde o saneamento não está presente a possibilidade dos surtos epidêmicos e das epidemias, quando elas ocorrem, se dão de maneira muito mais impactante, mortal”, explica.

A visão higienista tornou-se dominante ao final do século XIX. Na França, implantou-se a medicina urbana. Seu objetivo é planejar os espaços das cidades, disciplinando a localização de cemitérios e hospitais, arejando ruas e construções públicas. As ações tiveram impacto em todo o mundo, inclusive por aqui.


 

O Saneamento chega ao Brasil

O primeiro registro de saneamento no Brasil ocorreu em 1561, quando o fundador Estácio de Sá mandou escavar o primeiro poço para abastecer o Rio de Janeiro. Mas o país só entrou para valer no mapa do saneamento em 1620. Nesse período, iniciou-se as obras do aqueduto do Rio Carioca para abastecimento da capital. O empreendimento, primeiro sistema de abastecimento de água brasileiro, foi entregue à população somente em 1723.

Durante a história do saneamento no Brasil existiram fatores que dificultaram o progresso ao longo dos anos. Os obstáculos impediram e ainda impedem o desenvolvimento necessário para atingir a maioria da população, diferentemente da maioria dos países desenvolvidos.

Entre os maiores problemas estavam a falta de planejamento adequado, insuficiência de verbas, deficiência na gestão das companhias de saneamento e baixa qualidade técnica dos projetos. O panorama só começou a mudar a partir dos anos 1940, quando se iniciou a comercialização dos serviços de saneamento. Foi também quando surgiu as autarquias e mecanismos de financiamento para o abastecimento de água, com influência do Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), hoje denominada Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

Em 1971, foi instituído o Plano Nacional de Saneamento (PLANASA). Outro grande obstáculo que existiu durante anos foi a disputa entre governos federal, estadual e municipal sobre quem deveria gerenciar essas diretrizes. O embate foi decidido apenas em 05 de janeiro de 2007, com a sanção da Lei Federal nº 11.445, chamada de Lei Nacional do Saneamento Básico – LNSB. Os municípios conquistaram a titularidade e foram estabelecidas as diretrizes nacionais para o saneamento básico no Brasil. 

Como funciona

Cada indivíduo deve ter, por dia, acesso a algo em torno de 150 litros de água para ter seus cuidados básicos e qualidade de vida garantidos. Boa parte dessa água entra para limpeza e higiene e sai como esgoto doméstico.  

É preciso ter um manancial que supra essa quantidade de água, é preciso processar essa água para que ela tenha condições de ser potável e chegue com qualidade, já que ela será usada, entre outras coisas, para beber e lavar alimentos, e, finalmente, meios para que se possa levar a água até os domicílios.

Já o esgoto, quando não devidamente retirado das cidades e tratado corretamente, é despejado próximo das moradias, o que pode transmitir diversas doenças. Especialistas da China e da Holanda detectaram o novo coronavírus em esgotos e acreditam que pode haver transmissão nestes casos, embora mais testes neste sentido ainda estejam sendo feitos. 

“Esse esgoto passa a conter uma série de elementos contaminantes, organismos patogênicos que devem ser carreados para fora dos domicílios, ser tratado, e retornar, com a água devidamente tratada, para o meio ambiente”, explica Ricardo Silveira, ex-professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em saneamento.

Segundo o especialista, os resíduos sólidos, ou seja, o lixo produzido em casa, também deve ter uma destinação adequada ou pode interferir no saneamento. “O manejo das águas pluviais igualmente, já que elas podem causar enchentes e transmitir doenças, como a leptospirose, por exemplo”, alerta.

O tratamento de esgoto no Brasil é feito em cinco etapas. Toda a água que é usada no dia a dia da casa, em torneiras e vasos sanitários, segue para as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), espaços projetados para realizar as diferentes etapas desse tratamento. 

O primeiro processo é o Gradeamento, que retém os materiais mais grosseiros, como o lixo. Em seguida vem a Desarenação, quando o esgoto segue para a caixa de areia, onde é realizada a remoção de todos os detritos sólidos presentes nele e que possam ter escapado ao processo anterior, mediante sedimentação. Todo o líquido que sobra, então, vai para o Tratamento Biológico, onde é exposto à ação de seres microscópicos que promovem reações bioquímicas e eliminam bactérias danosas. A penúltima etapa é a Decantação, quando um lodo é formado no fundo do tanque, separando-se da parte líquida, que já está livre de impurezas. Esse subproduto restante é usado na agricultura. Por fim, há o Descarte. O esgoto clarificado e corretamente tratado é devolvido para o meio ambiente, de onde futuramente a água será novamente captada, reiniciando o ciclo.

Plano de desenvolvimento

O instrumento que norteia a condução das políticas públicas, metas e estratégias para o setor de saneamento hoje é o PLANSAB (Plano Nacional de Saneamento Básico). Entre os órgãos responsáveis pelo monitoramento dessas leis e diretrizes estão ANA (Agência Nacional de Águas), órgão responsável pelo gerenciamento de recursos hídricos, e SNIS (Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento).

Atualmente 83,3 % da população brasileira é atendida com fornecimento de água tratada, o que significa que 35 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso a este serviço. De acordo com dados fornecidos pelo Instituto Trata Brasil, o caso mais grave é a coleta de esgoto, que não chega a 49,7% dos brasileiros, o que significa mais de 100 milhões de pessoas sem acesso a este tipo de serviço.

O PLANSAB prevê a expansão dos quatro pilares que envolvem o saneamento básico no país, o abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais urbanas, e possui o horizonte de 20 anos. Isso quer dizer que se espera para 2033 que toda a população brasileira tenha acesso a esses serviços.

O Plano estabelece metas de curto, médio e longo prazos. Dentre as principais cabe destacar o alcance de 99% de domicílios abastecidos por rede de distribuição ou por poço ou nascente, com canalização interna, sendo 100% na área urbana, de 92% de domicílios servidos por rede coletora ou fossa séptica, sendo 93% na área urbana, de 100% da coleta direta de resíduos sólidos dos domicílios urbanos, e de 100% de domicílios com renda de até três salários mínimos mensais que possuem unidades hidrossanitárias.

A estimativa de investimento em 20 anos para execução das metas é de aproximadamente R$ 508,4 bilhões. Os recursos, segundo previsão do Plano, devem ter como fontes os Agentes Federais (59%), além de governos estaduais e municipais, prestadores de serviços públicos e privados, organismos internacionais, dentre outros (41%).

O Plano é avaliado anualmente e revisado a cada quatro anos, preferencialmente em períodos coincidentes com os de vigência dos Planos Plurianuais (PPA) do Governo Federal.

Segundo Wanderley Gomes da Silva, coordenador da comissão de vigilância e saúde do Conselho Nacional de Saúde (CNS), o PLANSAB deve resolver boa parte dos problemas, mas se reunir um conjunto de gestos, políticas e iniciativas, entre elas a educação da sociedade quanto à importância do saneamento. O especialista acompanhou todo o processo da criação do plano e, como sabe que o país é carente na área de planejamento, espera que agora haja o envolvimento político necessário pra que as metas sejam atendidas. 

“É importante que o governo entenda que a Lei Federal nº 11.455, no seu sentido mais amplo, seja entendida como política de estado. É preciso ter vontade política, planejamento político e investimento político. É você fazer constar isso no Plano Plurianual, fazer constar no Plano Diretor, no próprio plano de saneamento municipal, estadual.”

Segundo Wanderley, o investimento no saneamento é necessário principalmente para sanar um dos problemas mais sérios do país, que é a saúde, ainda mais agora em momento de pandemia, quando se lembra a importância do abastecimento de água e a coleta adequada de esgoto no intuito da prevenção.

“Nós precisamos de saneamento. Precisamos que o Estado brasileiro se faça presente na política de saneamento básico. Garantir saneamento básico é garantir saúde. Onde há saneamento básico há baixíssima incidência de doença, os postos de saúde não ficam superlotados e há pouca exigência da política curativa, ou seja, o saneamento é o coração pulsante da política preventiva de saúde desse país.”

Considerando o avanço gradativo do saneamento por meio do PLANSAB, acredita-se que o Estado vai economizar após esses 20 anos, seja pelos afastamentos do trabalho, seja pelas despesas com internação no SUS, algo em torno de R$ 6 bilhões por ano. Além disso, garantir a saúde física, emocional e social da totalidade dos cidadãos brasileiros, assim como a Constituição preconiza. 
 

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