Internet das coisas

23/09/2022 04:15h

Evento em Natal (RN) do Ministério das Comunicações demonstra impacto da nova tecnologia no mercado de jogos eletrônicos e como a internet de quinta geração pode abrir espaço para novas indústrias e empregos

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A chegada do 5G ao Brasil abre portas não só para uma revolução no mercado de jogos eletrônicos, como também para novas indústrias do setor. O tema foi discutido no seminário “5G, a Era dos Games e as Profissões do Futuro”, promovido pelo Ministério das Comunicações em Natal (RN), no último dia 15. No primeiro painel, “5G, a chave para a nova era do universo digital”, Marcelo Rodino, especialista em tecnologias imersivas e pioneiro em realidade aumentada no Brasil, explica que a indústria nacional de jogos e a de hardwares finalmente vão trabalhar em pé de igualdade com outros países onde a internet de quinta geração já está estabelecida, além de proporcionar as novidades aos usuários.  

“Com a chegada do 5G, vai facilitar muito a vida dos desenvolvedores, deixando a vida deles muito mais prática. E para quem consome, trazer uma experiência muito mais fluida, muito mais natural, seja para ver um filme via streaming, sem engasgar, seja nos jogos, onde você terá uma experiência sem travar”, destaca Rodino, responsável pela criação do Flex Universe, a primeira ferramenta brasileira no Metaverso. O Metaverso é um tipo de mundo virtual coletivo que tenta replicar a realidade por meio de dispositivos digitais.

O especialista fez uma analogia entre o 5G e o momento das grandes navegações, quando a humanidade descobriu novas terras e, no processo, desenvolveu tecnologias inovadoras. “Costumo dizer que efetivamente agora a gente está abrindo as portas do mundo digital para começar a explorar. A sensação é que temos uma caravela e o 5G é o vento que vai soprar essas velas para que possamos navegar com muito mais velocidade para explorar esse novo mundo.”

Marcelo Rodino explica que a evolução da tecnologia aumenta a demanda da indústria de softwares e hardwares no país. “Quando a gente começou a se relacionar com os computadores pessoais e a internet no nosso dia a dia, ao longo dessa evolução da tecnologia a gente foi criando cada vez mais essa vontade de misturar o real com o virtual, na verdade ultrapassar a tela, para o mundo digital. Mas eu consigo ver uma evolução não só para os games e entretenimento, mas também para área de educação, capacitação, campanhas promocionais”, destaca Marcelo. 

“E a parte de educação, o 5G tem uma área de abrangência muito maior, atinge locais muito mais distantes e para mim a internet serve para distribuir informação e conhecimento. E com os hardwares cada vez melhores, a tendência é que a gente transforme isso em um universo gamificado, as crianças e jovens vão poder estudar através de conteúdos gamificados”, aponta.

5G: seminário internacional debate impactos da tecnologia na educação e indústria

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Atualmente, as principais atrações de jogos eletrônicos multiplayer ligados ao metaverso, como o Fortnite, funcionam melhor em consoles de videogames e computadores. Com a chegada do 5G, esse metaverso passa a ser utilizado também por aqueles que têm acesso apenas ao celular, aumentando a demanda pelo dispositivo.

Os youtubers Muca Muriçoca (Murilo Cervi) e Gordox (Willian Rodrigues) fecharam o evento destacando que o 5G funcionando em todo o país iguala as oportunidades, oferecendo a mesma tecnologia a desenvolvedores e usuários de todas as regiões, mesmo aquelas menos desenvolvidas na área, como o Nordeste. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), mais de 40% dos cursos ligados ao setor estão hoje na região Sudeste. 

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21/09/2022 03:30h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. Em Boavista, a indústria rende mais de R$ 1 bilhão por ano e pode usar o 5G para ser mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Boavista (RR) nesta segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Boavista em 2019 foi de R$ 1 bilhão, o que equivale a quase 8% de todo o PIB do estado. O setor, que em 2020 chegou ao número de 524 empresas, também gera mais de 9.000l empregos, com destaque para construção, alimentos e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

Em Rorraima, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 95,2% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 226 milhões – o setor é responsável por mais de 67% de todas as exportações efetuadas pelo estado.

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Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Boavista, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, cinco estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital sergipana tem hoje 24 bairros atendidos com a nova tecnologia: Centro, Mecejana, Nossa Senhora Aparecida, São Francisco, Trinta, Um de Março, Caçari, Pricumã, São Vicente, Bela Vista, Jardim Floresta, Asa Branca, Silvio Botelho, Cinturão Verde, Jardim Tropical, Centenário, Buritis, Paraviana, Dos Estados, Liberdade, Treze de Setembro, São Pedro, Canarinho e Calunga.

Além de Boavista, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Maceió (AL), São Luís (MA) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração. 

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21/09/2022 03:30h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. No Mato Grosso do Sul, a indústria rende mais de R$ 20,5 bilhões por ano e pode usar o 5G para ser mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Campo Grande (MS) nesta segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo sul-mato-grossense que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Campo Grande em 2019 foi de R$ 20,5 bilhões, o que equivale a mais de 21% de todo o PIB do estado, o 13º maior do país. O setor, que em 2020 chegou ao número de 5.840 empresas, também gera mais de 125 mil empregos, com destaque para construção, alimentos, papel e celulose, derivados de petróleo e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

No Mato Grosso do Sul, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 94,8% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 2,3 bilhões – o setor é responsável por mais de 34% de todas as exportações efetuadas pelo estado.

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Campo Grande, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, 11 estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital sul-mato-grossense tem hoje, pelo menos, 47 bairros atendidos com a nova tecnologia, entre eles Centro, Glória, Itanhangá, Chácara Cachoeira, Mecejana, Nossa Senhora Aparecida, São Francisco, Trinta e Um de Março, Cruzeiro, Veraneio, Maria Aparecida Pedrossian, Santo Amaro e Carlota.

Além de Campo Grande, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Boavista (RR), Cuiabá (MT), Maceió (AL), São Luís (MA) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.
 

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21/09/2022 03:30h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. Em Sergipe, a indústria, que já rende quase R$ 8 bilhões por ano, pode ser ainda mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Aracaju (SE) nesta segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Sergipe em 2019 foi de R$ 7,9 bilhões, o que equivale a quase 20% de todo o PIB do estado. O setor, que em 2020 superou o número de 3.000 empresas, também gera mais de 66 mil empregos, com destaque para construção, alimentos e serviços industriais de utilidade pública – que devem sofrer forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia do sergipano, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”
Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

Em Sergipe, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 93% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 92 milhões – o setor é responsável por 99,8% de todas as exportações efetuadas pelo estado.

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Aracaju, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, oito estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital sergipana tem hoje oito bairros atendidos com a nova tecnologia pela Vivo e pela Claro: Coroa do Meio, Grageru, Jardins, Suíssa, Treze de Julho, Salgado Filho, Luzia e São José. Mas o processo de ativação já iniciou em outros dois bairros, Atalaia e Farolândia. Já a Tim informou que leva o 5G a 16 bairros: América, Atalaia, Cirurgia, Coroa do Meio, Farolândia, Grageru, Inácio Barbosa, Jabotiana, Jardins, Luzia, Pereira Lobo, Ponto Novo, Salgado Filho, São Conrado, Siqueira Campos e Suíssa.

Além de Aracaju, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Maceió (AL), São Luís (MA) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.
 

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15/09/2022 03:30h

Internet de quinta geração vai levar mais velocidade de navegação ao usuário comum e alavancar o setor produtivo. Em Natal, a indústria, que rende mais de R$ 11 bilhões por ano, pode ser ainda mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Natal (RN) no dia 5 de setembro e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Isso porque oferece maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede. Assim, a indústria do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos para gastar menos e gerar mais.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o PIB industrial do Rio Grande do Norte em 2019 foi de R$ 11,8 bilhões. O setor, que em 2020 superou 6.000 empresas, também gera mais de 94 mil empregos, com destaque para construção, serviços industriais de utilidade pública – que deve sofrer forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico – e derivados de petróleo. 

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Natal, segundo as regras do edital, as operadoras devem ativar, pelo menos, 33 estações de 5G. A nova tecnologia já pode ser encontrada em 17 bairros: Alecrim, Barro Vermelho, Cidade Alta, Lagoa Nova, Petrópolis, Ribeira, Tirol, Candelária, Capim Macio, Centro, Lagoa Seca, Mãe Luiza, Neópolis, Nova Descoberta, Pajuçara, Ponta Negra e Redinha.

Em Natal, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 95,5% do total de indústrias do estado. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 251 milhões. O setor é o responsável por 50% de todas as exportações efetuadas pelo Rio Grande do Norte.

Natal recebeu o 5G no mesmo dia em que Recife (PE) e Fortaleza (CE). A tecnologia também está presente em Belo Horizonte (MG); Curitiba (PR); Florianópolis (SC); Goiânia (GO); João Pessoa (PB); Palmas (TO); Porto Alegre (RS); Rio de Janeiro (RJ); Salvador (BA); São Paulo (SP) e Vitória (ES), além de Brasília (DF).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras 12 capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.
 

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14/09/2022 04:00h

Introdução das máquinas agrícolas foi fundamental para revolucionar o agronegócio nacional, que hoje responde por um quarto do PIB do Brasil

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A indústria agrícola sozinha foi responsável por 6,4% do último Produto Interno Bruto (PIB) nacional, com mais de R$ 540 bilhões. Os primeiros tratores e colheitadeiras foram introduzidos nos campos entre 1959 e 1966 e a mecanização fez com que o setor se tornasse um dos mais importantes para a economia. Cláudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas (Simers) destaca que, sem a tecnologia desenvolvida por essa indústria, o agronegócio brasileiro jamais teria alcançado o destaque mundial de hoje.

“Há 10 anos, uma colheitadeira colhia mil sacos de grãos por dia. Hoje uma colheitadeira colhe seis mil sacos. Plantio levava 45 dias, hoje, estamos fazendo em 15 dias, com muito mais precisão. O que é que traz isso? Onde se fazia uma safra está se fazendo duas, e onde se faziam duas estão sendo feitas três. Então, esse avanço da tecnologia das máquinas agrícolas proporcionou tudo isso. Sem isso aí, nós não teríamos a quantidade de grãos plantados e colhidos que temos hoje”, lembra Bier.

A evolução da indústria do setor mostra o quanto a tecnologia cresceu junto com o mercado. Segundo a série histórica do Cepea, em 1996, a indústria do agronegócio foi responsável por R$ 103 bilhões, e rompeu a barreira dos R$ 200 bilhões na década de 2000. Nos últimos três anos, tem uma média de quase R$ 500 bilhões de reais.

Pedro Estevão, vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), explica que o crescimento do Brasil como player do agronegócio se deve justamente à organização e constante atualização de tecnologias e maquinários agrícolas. Justamente por isso, quando a demanda mundial por alimentos aumentou na pandemia, o Brasil estava preparado.

“Nós somos altamente competitivos no mercado internacional e o agronegócio não parou. Tanto é que a venda de máquinas agrícolas lá em 2020, no auge da pandemia, aumentou 17%. Para a indústria isso é muito. Em 2021 foi um ano excepcional, foi um ano em que a gente vê poucas vezes na vida, pois aumentou 42% a venda de máquinas. Esse ano já estamos com 9% acumulado de venda de máquinas”, destaca Estevão. 

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E o crescimento da demanda pelo maquinário agrícola impulsionou também o mercado de trabalho nessa área. “Para se ter uma ideia, nesse período pós-pandemia nós aumentamos quase 30% a mão de obra direta na indústria. Ou seja, o campo precisou de máquina e a indústria respondeu. Basicamente tivemos um aumento de área plantada nesses dois anos de pandemia para fornecer alimento para o mundo”, destaca.

Cláudio Bier, presidente da Simers, explica que a produção não para porque os agricultores precisam acompanhar as novidades do mercado para continuarem competitivos. “Em 1980 a renovação do parque de máquinas era de aproximadamente 16 anos, hoje, com a evolução dos modelos, o agricultor troca suas máquinas a cada dez anos para buscar novas tecnologias”, afirma.

O crescimento também se traduz nas montadoras. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entre 1960 e 2020 foram vendidos no Brasil 2,81 milhões de tratores – segundo o último censo do IBGE (2017), entre tratores, semeadeiras e colheitadeiras, a frota atual é superior a 2 milhões de máquinas. 

O faturamento anual dessa indústria rompeu a barreira de US$ 1 bilhão em 1975 e, de lá para cá, só tem evoluído. Os melhores anos foram entre 2011 e 2013, quando o faturamento por ano foi superior a US$ 11 bilhões. Além disso, o setor emprega atualmente aproximadamente 18 mil pessoas. Segundo balanço da Anfavea, apenas de 2011 a 2022, 6,8 milhões de unidades de tratores, colheitadeiras e retroescavadeiras foram produzidas no mercado nacional.

O mercado de máquinas agrícolas no Brasil é segmentado, basicamente, por tratores, arados, máquinas de plantio, colheitadeiras e irrigação. A mecanização agrícola se iniciou no país com a instalação da indústria de tratores no ano de 1959, quando foi instituído o Plano Nacional da Indústria de Tratores de Rodas. Já as colheitadeiras começaram a ser implantadas a partir de 1966. 

A organização e o intenso processo de modernização das cadeias produtivas do agronegócio, incluindo as novas tecnologias e máquinas agrícolas, fizeram com que o setor ganhasse ainda mais relevância em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 8,36% em 2021. 

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08/09/2022 04:30h

Máquinas agrícolas conectadas à internet móvel de quinta geração vão ajudar a aumentar a produtividade, diminuir desperdícios e melhorar a gestão do agronegócio

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A tecnologia foi uma das responsáveis por revolucionar as máquinas agrícolas nos últimos 40 anos e transformar o Brasil num dos principais fornecedores de alimentos do mundo, e vai alçar o país a patamares ainda mais altos com a internet móvel de quinta geração. O impacto do 5G nas máquinas agrícolas será considerável, além de agregar aos processos novos equipamentos. 

A tecnologia vai possibilitar, por exemplo, a transmissão em tempo real de imagens em alta definição de plantações para acompanhamento a distância de uma equipe técnica, automação de processos, acompanhamento em tempo real das condições climáticas e análises do solo e saúde do que está plantado.

Em um exemplo prático, sensores conectados ao 5G podem medir a temperatura e avaliar as condições hídricas imediatamente na plantação, permitindo que os agricultores possam acionar a irrigação em uma determinada área, mesmo estando a quilômetros de distância. Ações como essa reduzem custos e ajudam a diminuir perdas na produção.

Pedro Estevão, vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), explica que a digitalização na agricultura eleva a produção de dados e, com isso, eleva também a capacidade de fazer gestão de frota e gestão agronômica, o que aumenta a produtividade como um todo.

“Hoje tem a Internet das Coisas e a experiência da digitalização só está começando. Depois de se aprofundar, abre a possibilidade de máquinas autônomas, máquinas inteligentes que captam dados da operação e do meio ambiente. Ela utiliza o próprio banco de dados dela ou vai na rede e verifica o banco de dados fora da máquina e toma decisão autônoma. Então, é um mundo de possibilidades”, destaca o vice-presidente da Abag. “Todas elas visam melhorar a produtividade, seja no sentido de economizar combustível, economizar insumos, defensivos, fertilizantes, ou fazer uma operação melhor e ajudar o meio ambiente. Você tem uma maior produtividade do maquinário em geral.”

A fim de otimizar a operação no campo, muitas máquinas agrícolas já estão sendo fabricadas preparadas para a Internet das Coisas (IoT), com sistemas informatizados que conversam entre si. Essas máquinas captam as informações de vários processos e outros maquinários e as correlacionam para gerar dados e análises a fim de melhorar as aplicações e eficiência. 

Mesmo que o 5G esteja apenas começando no Brasil, a indústria do setor já produz sistemas que utilizam computadores de bordo, GPS agrícola, sistemas de controle automáticos e telemetria avançada.

Cláudio Bier, presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas (Simers), conta que já foram feitos avanços com o 4G e a entrada da quinta geração de internet móvel vai revolucionar a maneira com que se faz agricultura.

“Quanto mais tecnologia nós tivermos no campo, mais tecnologia nós vamos imprimir nas nossas máquinas. Nós estamos caminhando para que colheitadeiras trabalhem sem operadores, isso não está muito longe. Isso vai ser um ganho muito grande para a agricultura. Imagine, o cara está na fazenda dele, no escritório, e poderá manejar as máquinas para que elas trabalhem sem operador”, vislumbra Bier.

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) explica que o 5G tem o potencial de mudar o setor produtivo como um todo, tanto na cidade como no campo.

“Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca o presidente da Abrintel.

Tecnologia no campo

A evolução da indústria de máquinas agrícolas desempenhou papel fundamental no avanço do agronegócio brasileiro, transformando o Brasil de importador a um dos maiores fornecedores de alimentos em apenas 50 anos. Os primeiros tratores e colheitadeiras foram introduzidos em nossos campos entre 1959 e 1966 e a mecanização fez com que o setor se tornasse um dos mais importantes para a economia brasileira.

A tecnologia continua ditando o mercado. Segundo Cláudio Bier, a renovação do parque de máquinas agrícolas, na década de 1980, ocorria a cada 16 anos. Hoje, ele ocorre mais cedo, já que os agricultores precisam acompanhar a evolução dos modelos e otimizar os processos. “Hoje a vida média de uma máquina é de dez anos, ou seja, o agricultor está trocando para buscar novas tecnologias”, explica.

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A organização e o intenso processo de modernização das cadeias produtivas do agronegócio, incluindo as novas tecnologias e máquinas agrícolas, fizeram com que o setor ganhasse ainda mais relevância em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 8,36% em 2021. 

Diante do bom desempenho, o setor alcançou, no ano passado, participação de 27,6% no PIB, a maior desde 2004, quando foi de 27,53%. Em valores monetários, o PIB brasileiro totalizou R$ 8,6 trilhões em 2021, sendo que o agronegócio representou mais de R$ 2,3 trilhões. A tendência é de um aumento ainda mais significativo nos próximos anos, principalmente nas exportações. De acordo com dados da Embrapa, a participação do Brasil no mercado mundial de alimentos saltou, na última década, de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões. A produção de grãos, por exemplo, em 20 anos (2000 a 2020), cresceu 210%, enquanto a mundial aumentou 60%.
 

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26/08/2022 03:30h

O 5G está sendo ligado aos poucos nas capitais brasileiras até 28 de novembro de 2022. Enquanto o 5G vai proporcionar revolução em setores como a Indústria 4.0 e o agronegócio conectado, a obrigatoriedade do 4G vai levar à democratização do acesso à internet

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O 5G já está presente em 12 capitais brasileiras. Depois das capitais, onde a tecnologia deve estar presente até 28 de novembro deste ano, os demais municípios recebem a quinta geração de acordo com o tamanho da população até 2028:

  • Julho de 2025: municípios com mais de 500 mil habitantes;
  • Julho de 2026: localidades com mais de 200 mil habitantes;
  • Julho de 2027: cidades com mais de 100 mil habitantes;
  • Julho de 2028: cidades com mais de 30 mil habitantes.

Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, observa que nesta primeira fase do 5G o número de antenas está superando o mínimo exigido e que, em breve, as capitais vão experimentar uma cobertura ainda maior da nova tecnologia.

“Brasília foi a primeira cidade a receber o serviço 5G com um investimento que superará 200 antenas ao longo do ano. Na última semana, Belo Horizonte, João Pessoa, Porto Alegre e São Paulo foram contempladas com o 5G standalone e a cobertura da TIM nessas cidades supera o número exigido pela Anatel. Em São Paulo, a Tim está com o 5G presente em 100% dos bairros”, destaca Salum.

O adensamento do sinal nas capitais, ou seja, a instalação de mais antenas para que mais pessoas usufruam da nova tecnologia, vai ocorrer paulatinamente até 2025. Atualmente, a regra é uma antena para cada 100 mil usuários. Em meados do ano que vem, é obrigatória ter uma antena a cada 50 mil habitantes; e, em julho de 2024, uma para cada 30 mil; no ano seguinte, uma estação para cada 10 mil pessoas (o que em São Paulo, por exemplo, se traduz em mais de 4.500 antenas.

Para a expansão do 5G é necessário instalar antenas específicas para a nova tecnologia. Mas as leis municipais muitas vezes estão defasadas e dificultam o processo. Sem a atualização das leis, novos postes e antes podem demorar de meses a anos para serem aprovados pelas prefeituras, como acontece atualmente na maioria dos municípios.

Segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), até agora 160 municípios aprovaram a reformulação de suas leis de antenas, adaptando-as à legislação federal. As populações dessas cidades, somadas, correspondem a mais de 30% da população brasileira. São Paulo lidera o ranking com 39 cidades com leis aprovadas. 

Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

Lei do Silêncio Positivo vai ajudar a democratizar internet no Brasil

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A promessa é de que a internet móvel de alta velocidade e baixa latência propicie uma revolução em diversos setores, como a Indústria 4.0 e o agronegócio conectado. Homero explica que o 5G, nos próximos anos, trará impactos incalculáveis.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objeto, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta o diretor da Tim Brasil.

Brasília, Porto Alegre, João Pessoa, Belo Horizonte e São Paulo foram as primeiras contempladas com o 5G. Curitiba, Goiânia, Salvador, Palmas, Vitória, Florianópolis e Rio de Janeiro foram as capitais que receberam internet móvel de quinta geração recentemente. 

4G e democratização da internet

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) obrigou, por meio dos editais dos leilões do 5G, as empresas de telefonia a levarem o 4G a todas as cidades do país com mais de 600 habitantes a partir de 2023. Foi o 4G que permitiu a inserção digital de milhões de pessoas, possibilitando, por exemplo, o comércio pela internet, o teletrabalho e as aulas on-line durante a pandemia. 

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) revelou que importantes áreas metropolitanas, incluindo a periferia de grandes capitais, como Rio de Janeiro, São Paulo, Goiânia e Salvador, não contam sequer com a cobertura 4G. Em São Paulo, por exemplo, Parelheiros, extremo da zona sul, Guaianases, extremo da zona leste, e Iguatemi têm um grande número de pessoas que querem se conectar, mas não conseguem usar uma máquina de cartão de crédito, por exemplo.

Luciano Stutz, presidente da Abrintel, acredita que o 5G vai realmente revolucionar diversos setores, mas que, por enquanto, a obrigatoriedade do 4G na maior parte das cidades é que vai fazer real diferença no dia a dia da população. 

“O 5G, para quem compra hoje um telefone que suporta a nova tecnologia e começa a utilizar, vai apenas se traduzir em mais velocidade. Porque os novos serviços 5G vão chegar agora, após a tecnologia implantada. A telemedicina, cirurgia à distância, carro autônomo, exames diagnósticos à distância, isso vai acontecer sim, mas começa agora essa corrida por novas aplicações. Já o 4G, você ‘acende’ uma antena onde não tem cobertura, a pessoa no dia seguinte já pode começar a utilizar a partir da sua casa, a partir do posto de saúde que ela frequenta, da escola que seu filho frequenta. O aumento da cobertura do 4G hoje tem mais diferença econômica e social para o Brasil do que a chegada do 5G”, explica Stutz. 

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24/08/2022 04:00h

É o que aponta levantamento da Nokia. Especialistas explicam em seminário promovido pelo Ministério das Comunicações como o 5G pode revolucionar a indústria, otimizar a produção e promover o crescimento econômico do país

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A implementação da internet 5G pode agregar ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional algo em torno de US$ 1,2 trilhão, ou aproximadamente R$ 6,5 trilhões até 2035, de acordo com levantamento da Nokia. A tecnologia trazida pelo 5G, com alta performance de velocidade, possibilidade de múltiplas conexões e baixo tempo de resposta tem o potencial de fomentar o desenvolvimento de tecnologias que vão otimizar o setor produtivo e impactar significativamente no crescimento econômico do país. 

O impulsionamento da inovação e da competitividade econômica motivado pelo 5G foi discutido no último dia 11, durante a primeira edição do seminário internacional 5G.BR, promovido em São Paulo pelo Ministério das Comunicações. Um dos painéis do evento focou na revolução que a nova tecnologia pode causar na indústria e na economia do país. Os palestrantes debateram sobre como a quinta geração de dados móveis impacta na transformação digital, potencializando o uso de Internet das Coisas (IoT).

Igor Calvet, presidente da ABDI, acredita que estamos, com o 5G, vivenciando a quarta revolução industrial, que passou pelo vapor, pela eletricidade, pelo processamento de dados e, agora, vai se aproveitar da integração do mundo físico com o digital, com uma otimização nunca antes vista.

“A gente está diante de uma coisa que pode viabilizar uma revolução do ponto de vista da indústria, eu diria que essa conectividade permitida pelo 5G vai aproximar consumidores de fornecedores, vai aproximar a cadeia de suprimentos muito mais, vai aproximar várias áreas dentro da própria empresa. Então, a conectividade que vai, de fato, prover a conexão de vários atores, e entre o mundo físico e o digital”, aponta Calvet.

O CEO da V2COM, Guilherme Spina, explica que o 5G vai impactar diretamente a produtividade da indústria e efetivamente possibilitar a digitalização dos ativos reais, com maior geração de valor e redução de custos. 

“O Waze é um otimizador de ativos. A cidade tem um investimento em ativos, que são as ruas, e o uso desses ativos de uma maneira não digitalizada gerava uma série de gargalos. Se a gente pensar em um ambiente industrial, que tem uma série de ativos colocados, o 5G vai possibilitar que surjam os ‘wazes’, os otimizadores dessa capacidade instalada, melhorando a produtividade”, explica Spina.

O grupo WEG, do qual a V2COM faz parte, já conduz testes há dois anos da tecnologia 5G em redes privativas e estruturas de produção. E os testes mostraram que a internet de quinta geração vai alavancar a digitalização do ambiente produtivo e fornecer ganhos nos processos de suporte, melhorar as decisões gerenciais e diminuir riscos e desperdícios.

Indústria 4.0

De acordo com levantamento feito pelo Ministério da Economia, o uso de soluções 5G pode representar um impacto de R$ 590 bilhões por ano no país, tanto por causa do aumento de produtividade como da redução de custos oportunizada pela Indústria 4.0.

A alta velocidade de navegação de dados do 5G, aliada ao baixo tempo de resposta dos comandos e a capacidade para suportar conexões de múltiplos dispositivos em uma mesma rede é o que favorece o desenvolvimento de modelos de negócio 4.0, com fábricas e espaços de produção cada vez mais inteligentes. 

Na chamada Internet das Coisas, as máquinas que estão conectadas “conversam” umas com as outras, abrindo espaço para aplicações como big data, automação, robotização e inteligência artificial. Tecnologias que otimizam a produção, integram processos, garantem maior eficiência, reduzem custos e aumentam a competitividade do setor produtivo brasileiro.

Próximos seminários

As capitais Porto Alegre, Natal, Manaus e Brasília receberão as próximas edições do Seminário 5G.BR, quando o Ministério das Comunicações continua debatendo os avanços possibilitados pela nova tecnologia e os meios de aplicá-los a serviço dos cidadãos. Dessas próximas capitais, apenas Porto Alegre e Brasília já disponibilizaram o 5G. Natal e Manaus ainda aguardam a conclusão da limpeza da faixa 3,5 GHz. Todo o processo de implementação do 5G nas capitais do país deve ser concluído até o dia 29 de setembro para atender às exigências da Anatel.
 

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21/08/2022 22:55h

Há pouco mais de um mês em funcionamento, o 5G já chegou a oito capitais brasileiras. Confira onde ela realmente já funciona e qual o alcance das antenas nessas cidades

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Há pouco mais de um mês a faixa principal do 5G – nova tecnologia de internet móvel que pode ser até 100 vezes mais veloz que a 4G – chegou ao Brasil. A primeira cidade a receber foi Brasília, no dia 6 de julho, seguida por Porto Alegre, João Pessoa, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Salvador e Goiânia. Desde então os usuários se perguntam onde a nova internet pode ser acessada em sua cidade e qual o alcance das antenas. É preciso lembrar, primeiro, que a implementação do 5G segue um cronograma, que só será completado em 2029.

Segundo as exigências da Anatel, até 29 de setembro de 2022 as empresas de telefonia precisam disponibilizar uma estação para cada 100 mil habitantes nas capitais do país. Mas o número de antenas pode não ser suficiente para atender a cidade inteira. Brasília, que tem uma área pequena comparada às demais capitais, prevê uma cobertura de 80% já nessa primeira leva. 

São Paulo, com uma área bem superior, tem uma abrangência inicial de aproximadamente 25%. Grande parte das estações dessas antenas estão concentradas nos bairros do centro de São Paulo, como Liberdade, Sé, Santa Efigênia, Paraíso e Consolação, além de bairros nobres da zona sul, como Cidade Jardim, Butantã, Morumbi, Vila Mariana, Vila Clementino e Pinheiros. 
Pelo cronograma da Anatel, em julho 2025 a mancha de cobertura deve alcançar toda a cidade, já que a exigência aumenta para uma antena a cada 10 mil habitantes. Os editais do 5G também deixam claro que todas as cidades brasileiras com mais de 30 mil habitantes devem ter acesso à nova tecnologia de internet móvel até 2029.

Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, observa que nesta primeira fase do 5G o número de antenas está superando o mínimo exigido e que, em breve, as capitais vão experimentar uma cobertura ainda maior da nova tecnologia.

“Brasília foi a primeira cidade a receber o serviço 5G com um investimento que superará 200 antenas ao longo do ano. Na última semana, Belo Horizonte, João Pessoa, Porto Alegre e São Paulo foram contempladas com o 5G standalone e a cobertura da Tim nessas cidades supera o número exigido pela Anatel. Em São Paulo, a Tim está com o 5G presente em 100% dos bairros”, destaca Salum.

Para sanar a dúvida dos usuários, o Brasil61.com preparou um especial para explicar em que cidades o 5G está presente, bem como os bairros onde o sinal é captado. 

Onde encontrar o 5G nas capitais

Brasília

A tecnologia 5G chegou primeiro à capital do Brasil com pouco mais de 320 antenas 5G instaladas pelas operadoras Claro, TIM e Vivo. A maior concentração de estações está na região central, além de Asa Sul, Asa Norte, Lago Sul e Lago Norte, mas as empresas garantem que o sinal também chega em Águas Claras, Ceilândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Noroeste, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, Setor de Indústria e Abastecimento, Taguatinga e Vicente Pires.  

Belo Horizonte

Segundo as operadoras, o sinal está disponível em 56 bairros de Belo Horizonte, com expectativa de expansão para 70 bairros em todas as regiões da cidade ainda em 2022. A melhor captação da tecnologia foi detectada em Savassi, Lourdes, Santo Agostinho, Boa Viagem, Ouro Preto, Bandeirantes, São Bento, Barragem Santa Lúcia, Minaslândia, Alípio de Melo, Manacás, Providência, São Gonçalo, São Bernardo, Heliópolis, Paraíso e Hospital da Baleia.

Porto Alegre

A capital tem, segundo a Anatel, 103 estações 5G ativadas, quantidade 80% acima do mínimo exigido, atendendo em torno de 40 bairros inicialmente. De acordo com a prefeitura, Porto Alegre ainda tem 291 estações de 4G licenciadas que podem receber a infraestrutura do 5G e mais de 140 mil pontos autorizados (placas de rua, postes de iluminação, paradas de ônibus) para ampliar o sinal em breve. A Claro disponibiliza o 5G em 12 bairros da cidade, enquanto a TIM, em 33 deles. A Vivo não informou a cobertura de suas antenas para a tecnologia. O sinal está presente principalmente em bairros como Centro, Menino Deus, Santana, Independência, Moinhos de Vento, Floresta, Sarandi, Higienópolis e Rubem Berta.

João Pessoa

Em João Pessoa foram ativadas 50 estações de transmissão do 5G atendendo principalmente 17 bairros: Altiplano, Bessa, Brisamar, Cabo Branco, Centro, Cidade Universitária, Ipês, Jardim Luna, Jardim Oceania, Jardim Treze de Maio, Manaíra, Tambauzinho, Torre, Aeroclube, Bairro dos Estados, Miramar e Tambaú.

São Paulo

O número mínimo de antenas em São Paulo para atingir a meta inicial exigida era de 462 antenas, mas a cidade já tem, segundo dados da Anatel, mais de 1.400 delas cadastradas para emitir a tecnologia. Mesmo assim, o sinal só tem uma boa captação na região central, em bairros como Liberdade, Sé, Santa Efigênia, Paraíso e Consolação, além de bairros nobres da zona sul, como Cidade Jardim, Butantã, Morumbi, Vila Mariana, Vila Clementino e Pinheiros. As operadoras prometem 5G em boa parte da cidade: Claro em 52 bairros da capital paulista, Vivo em 54 e a TIM em 96.

Curitiba, Goiânia e Salvador

As três últimas capitais a receberem a novidade também tiveram a maioria das antenas instaladas nas áreas centrais. Curitiba recebeu 210 novas antenas para atender 75 bairros com a internet de quinta geração. Goiânia, que ainda não tem uma nova lei de antenas aprovada e só pode instalar onde já há estruturas de 4G, ganhou 100 equipamentos específicos para levar o 5G a 130 bairros. E Salvador conta com 193 novas estações que vão disponibilizar a tecnologia em 77 bairros. 

Próximas capitais a receber

Curitiba, Salvador e Goiânia foram as últimas a receber o sinal 5G puro. A partir desta segunda-feira (22), a tecnologia será ativada no Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Florianópolis (SC) e Palmas (TO).
A Anatel ainda não divulgou as datas para as demais capitais onde a faixa da quinta geração de internet móvel será disponibilizada. Isso porque as cidades precisam passar por um processo de limpeza da faixa, tirando o sinal da TV por antena parabólica que estava na faixa 3,5 GHz e migrando para outra banda (da C para a Ku). Isso também significa que quem assiste TV aberta usando antena parabólica convencional terá que trocar o seu equipamento para continuar usufruindo da sua programação. E a Anatel só pode liberar o 5G em uma capital após a distribuição desse equipamento às pessoas que fazem parte de algum programa do governo federal, como o CadÚnico. Para esse público, o kit é gratuito e será instalado pela Siga Antenado, ação financiada por parte do dinheiro do leilão do 5G.

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5G: maior impacto inicial será na indústria

Qual o alcance das antenas?

Neste primeiro momento, onde há apenas a obrigatoriedade de uma antena para cada 100 mil habitantes, os usuários vão experimentar oscilações na conexão, principalmente se estiverem em movimento. Isso porque a pouca quantidade de estações vai deixar “buracos” na mancha de cobertura.

Segundo a Anatel, o raio típico de cobertura de uma estação 5G na faixa de 3,5 GHz é de aproximadamente 300 metros. No entanto, a cobertura real pode ser menor ou maior em função da faixa de frequência utilizada, parâmetros técnicos configurados em cada estação e do ambiente eletromagnético em que o terminal está. Isso significa que a área de abrangência do sinal depende de fatores como relevo, vegetação, presença de construções, temperatura e umidade, por exemplo.

De acordo com a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), cada antena pode oferecer o sinal de 5G em um raio de até 600 metros caso não haja obstáculos, como prédios. “O normal, neste início, é que o sinal oscile entre o 5G e o 4G, principalmente se o usuário estiver em trânsito”, explica Luciano Stutz, presidente da associação. “A gente vai ver agora, a partir do uso, sendo densificado, ou seja, entre duas torres que hoje já tem uma antena vão colocar mais antenas, que é o ‘cinco vezes mais’ que precisa, para cobrir exatamente aqueles buracos de cobertura que tem entre uma estação e outra. E com mais telefones que vão surgindo e consumindo mais, você precisa adensar com mais capacidade.”

Impacto do 5G

A nova geração de internet móvel evoluiu ainda mais os sistemas da Internet das Coisas (IoT), otimizando a conectividade das máquinas, melhorando as formas de interação e aumentando a velocidade e a segurança na troca de dados. A tecnologia que vai permitir a comunicação não somente entre as pessoas, mas sobretudo, entre máquinas, otimizando o setor produtivo em toda a cadeia.

Segundo o Ministério da Economia, a chegada do 5G ao Brasil também traz uma demanda por soluções que têm o potencial de gerar R$ 101 bilhões nos próximos 10 anos apenas no mercado de softwares. E a utilização de soluções 5G pode proporcionar um benefício de R$ 590 bilhões por ano para os mais diversos setores da economia, como indústria, educação, saúde e transporte.

Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, explica que além de mais opções ao consumidor comum, a chegada do 5G já começa uma revolução em diversos setores, como a indústria, que vai evoluir graças à possibilidade de um grande volume de dados e tempo de resposta baixíssimo, e a medicina, quando médicos poderão fazer cirurgias inclusive à distância, de qualquer parte do mundo.

“No 5G, o tempo de resposta entre a emissão e a recepção de uma informação, a chamada latência, vai permitir, por exemplo, que um cirurgião opere com precisão um paciente de forma remota. A mesma característica vai possibilitar que carros dirijam a si mesmos sem necessidade de um motorista. O 5G também vai automatizar ainda mais o nosso campo, o nosso agronegócio. Na indústria, o que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário”, explica.
 

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