20/09/2022 07:40h

Doar faz mal para a saúde? Quem pode ou não doar? E os vacinados? Hematologista esclarece o que é mito e o que é verdade quando o assunto é doação de sangue

Baixar áudio

As doações de sangue tiveram uma queda de mais de 10% no Brasil com a chegada da pandemia. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019, foram realizadas 3.271.824 coletas. Até o momento, as doações continuam estáveis em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho deste ano, o número de bolsas de sangue coletadas foi 1.505.784. Em 2021, foram 1.511.192, e em 2020, 1.444.113. 

O sangue é essencial e insubstituível para a vida humana. Além de tratar terapeuticamente pacientes com doenças crônicas, como a leucemia e a anemia falciforme, ele é utilizado diariamente no tratamento de pessoas que vão passar por procedimentos médicos e cirúrgicos. Com uma única doação é possível salvar até quatro vidas. 

Mas apesar de a maioria dos brasileiros conhecerem a importância da doação de sangue, ainda há muita desinformação e tabus que acabam afastando as pessoas do ato.  Afinal, doar sangue faz mal para a saúde do doador? Pessoas que tiveram Covid-19 podem doar? E os vacinados podem contribuir?

O portal Brasil61.com conversou com a hematologista, Marina Aguiar, e a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, para esclarecer todos os mitos e verdades quando o assunto é doação de sangue. 

“Doar sangue faz mal para a saúde”

Entre os mitos mais comentados sobre a doação de sangue é que o procedimento pode engrossar ou afinar o sangue e até mesmo prejudicar a saúde do doador.
De acordo com a hematologista Marina Aguiar, a afirmação é falsa. A especialista explica que a doação não representa nenhum risco à saúde. Ela afirma que estudos comprovam que doar reduz a viscosidade do sangue, tornando o doador menos propenso a desenvolver doenças cardíacas e câncer.

“Isso ocorre porque, durante esse processo, há uma espécie de limpeza sanguínea, porque o nosso sangue é produzido na medula óssea e renovado a cada três meses. Essa doação vai promover uma renovação das células sanguíneas e, com isso, as células velhas serão renovadas”, explica a médica. 

“O organismo demora para repor o sangue doado”

Mito! O volume coletado não ultrapassa 15% da quantidade de sangue que o doador possui. Esse volume é reposto naturalmente pelo organismo em até 72 horas após a doação. “Essa quantidade retirada não afeta a saúde porque a recuperação é imediata após a doação. Então, é pouco para a pessoa que doa, mas muito para quem vai receber”, diz a hematologista.

“Quem teve Covid-19 não pode doar sangue”

Isso é um mito! Quem teve Covid-19 pode, sim, doar sangue. No entanto, segundo a especialista, é preciso aguardar um mês, após recuperação clínica completa, para poder fazer a doação. “Ou seja, a doação só é permitida se não houver nenhum sintoma ou sequela depois de 30 dias que a pessoa já se recuperou”, esclarece Marina.

Vale lembrar que os vacinados contra o novo coronavírus também precisam esperar um período para poder doar sangue. Segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, o prazo vai depender da marca do imunizante. Em relação à vacina contra a gripe, o tempo de inaptidão é de 48 horas.

“Quem recebeu transfusão de sangue pode ser doador de sangue”

Verdade. Quem recebeu transfusão de sangue pode doar sangue, mas precisa
esperar um ano para fazer a doação. “Esse impedimento temporário é necessário para que se tenha certeza de que a transfusão não transmitiu nenhuma doença infecciosa à pessoa que está pretendendo doar o sangue”, explica a médica. 

“Quem doa sangue uma vez é obrigado a doar sempre”

Mito! De acordo com a hematologista, doar sangue não cria dependência no organismo da pessoa e é um ato voluntário, que só depende da vontade de quem doa. Basta aguardar o prazo mínimo de espera. “O retorno é o entendimento de que só nós somos a única fonte de sangue, por isso a importância dessa doação, mas é um ato totalmente voluntário”, afirma Marina. 

“Grávidas não podem doar sangue”

Verdade! Segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, mulheres grávidas e em resguardo não podem doar sangue. “Mas após o período gestacional, em casos de parto normal, a mulher pode doar depois de três meses; em caso de cesariana, após seis meses. Se estiver amamentando, a mulher deve aguardar 12 meses após o parto”, informa o órgão. 

“Pessoas com tatuagens e piercings são impedidas de doar”

Mentira. A especialista explica que quem tem tatuagens e piercings - desde que não seja em locais como área genital ou cavidade oral -, pode doar sangue. “Mas é preciso aguardar um ano após o procedimento para poder fazer a doação. Depois desse período ela [a pessoa] pode ser doador tranquilamente”, esclarece a hematalogista. 

“Quem está fazendo regime para emagrecer não pode doar sangue”

Isso é um mito! De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados, dietas para emagrecimento não impedem a doação de sangue, desde que a perda de peso não tenha comprometido a saúde do doador.

"Fumantes podem doar sangue"

Sim! Os fumantes de cigarro comum podem doar sangue. “Mas é recomendável um intervalo sem fumar de pelo menos 2 horas antes da doação” explicou a coordenação. 

Sistema Único de Saúde oferece tratamento para o retinoblastoma

Covid-19: Brasil cria novas regras para entrada no país

A importância da doação de sangue

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 1,4% da população brasileira doa sangue. Isso representa, em média, 14 doações a cada mil habitantes. O Sistema Único de Saúde (SUS) recebe mais de três milhões de doações por ano. O governo federal, por meio do órgão, incentiva todos os brasileiros a doarem sangue frequentemente, gesto que pode salvar vidas.

“O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, destacou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. 

 

Onde doar sangue e medula óssea 

Os voluntários à doação de sangue e medula óssea podem procurar os hemocentros e hemonúcleos regionais, unidades de coleta e transfusão que ficam mais próximas do seu município. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Quem pode doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse redome.inca.gov.br.

Copiar o texto
16/09/2022 18:00h

A temperatura pode variar entre 20°C e 40°C

Baixar áudio

Neste sábado (17), muitas nuvens com possibilidade de chuva isoladas em Rondônia, Acre, Roraima e nas regiões do sudoeste e centro amazonense, Baixo Amazonas e sudoeste paraense.

Nas demais regiões do Amazonas, muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas e trovoadas.

Muitas nuvens no Amapá, Marajó e nordeste paraense. Nas outras áreas do Pará e no estado do Tocantins, poucas nuvens.

A temperatura mínima para a região Norte fica em torno dos 20ºC, e a máxima pode chegar aos 40ºC. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 95%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

Copiar o texto
16/09/2022 18:00h

A temperatura pode variar entre 13ºC e 38ºC

Baixar áudio

A previsão para este sábado (17) é de possibilidade de chuva isolada nas regiões do  leste potiguar, mata paraibana e mata pernambucana.

Nas regiões central e agreste potiguar, agreste paraibano, agreste pernambucano, nordeste e sul baiano e nos estados de Alagoas e Sergipe, o céu fica com muitas nuvens.

Nas demais cidades do Nordeste, a previsão é de poucas nuvens e sem chuva. 

A temperatura mínima para a região Nordeste fica em torno dos 13ºC, e a máxima prevista é de 38ºC. A umidade relativa do ar varia entre 25% e 95%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

Copiar o texto
16/09/2022 18:00h

A temperatura pode variar entre 5ºC e 25ºC

Baixar áudio

Neste sábado (17), muitas nuvens na região metropolitana de Curitiba. O mesmo vale para o norte e sul catarinense, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis.

Nas demais regiões do Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o céu fica com poucas nuvens.

A temperatura mínima para a região Sul fica em torno dos 5°C, e a máxima prevista é de 25ºC. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

Copiar o texto
16/09/2022 18:00h

A temperatura pode variar entre 9ºC e 33ºC

Baixar áudio

Neste sábado (17), muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas e trovoadas no estado do Rio de Janeiro e na região mineira de Zona da Mata e sul espírito-santense.

Nas outras áreas do Espírito Santo, sul e sudoeste de Minas, metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Rio Doce, Vale do Paraíba Paulista, Campinas e metropolitana de São Paulo, muitas nuvens com possibilidade de chuva.

Nas demais cidades de São Paulo e Minas Gerais, há variação entre muitas e poucas nuvens.

A temperatura mínima para o sudeste fica em torno dos 9ºC, e a máxima prevista é de 33ºC. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 95%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

Copiar o texto
16/09/2022 18:00h

A temperatura pode variar entre 11ºC e 40ºC

Baixar áudio

Neste sábado (17), muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada no Distrito Federal e nas regiões noroeste e leste goiano. O mesmo vale para o norte e nordeste mato-grossense.

Nas demais regiões do Mato Grosso, Goiás e no estado do Mato Grosso do Sul, há variação entre muitas e poucas nuvens.

Durante a madrugada, a temperatura mínima para a região fica em torno dos 11°C. Já na parte da tarde, a máxima pode chegar aos 40°C no norte mato-grossense. A umidade relativa do ar varia entre 20% e 80%.

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.
 

Copiar o texto
15/09/2022 04:30h

Redução é de quase 5%. Medida pode impactar no bolso dos brasileiros

Baixar áudio

A Petrobras reduziu em 4,7% o preço do gás de cozinha para as distribuidoras. O preço médio de venda deste importante item no dia a dia da dona-de-casa será de R$ 4,03 por quilo, passando a custar R$ 52,34 o botijão de 13 quilos. Trata-se de uma redução média de R$ 2,60 por vasilhame, valor que fará diferença no bolso do consumidor no final do mês. 

Em nota, a Petrobras destaca que a redução é coerente com a prática de preços da companhia, buscando o equilíbrio dos seus preços com o mercado. Fundadora do Instituto Soaper de Treinamentos de Desenvolvimento Profissional e Pessoal, Aline Soaper faz um alerta aos consumidores na hora de comprar o gás. 

“O consumidor deve ficar atento para saber se a distribuição vai representar essa diminuição também. Os vendedores têm liberdade para colocar seus próprios preços e pode acontecer de, um ou outro, não respeitar o preço com essa redução e a pessoa continuar pagando o mesmo preço ou até mais caro do que pagaria antes da redução da Petrobras”, diz a educadora financeira. “É importante, na hora de comprar, que o consumidor pesquise o preço, faça consulta em mais de um distribuidor para saber se esse desconto realmente vai chegar na casa dele, por que isso vai representar uma economia no final do mês”, observa a especialista. 

Inflação cai 0,36% em agosto e impacta no cotidiano dos brasileiros

Ivan Marcos Ferreira é dono de uma distribuidora de bebidas e de gás, há dez anos.  Ele garante que vai repassar o preço do botijão de acordo com a tabela da estatal. Acostumado com a alteração no preço do item, Ivan assegura que a redução do valor será relevante para a clientela. "É muito grande o impacto para o bolso do brasileiro”, avalia. “Se baixa para nós, baixa para o consumidor final. A gente acompanha o preço, se aumenta a gente repassa o aumento, se baixa a gente rebaixa, minha margem não altera em nada”, garante. 

Para a dona de casa Gercila Antenor dos Santos, 63 anos, a medida é importante para a classe média baixa. “A diminuição dos combustíveis e até do gás de cozinha melhora muito para a população porque estava muito caro e diminuindo ajuda bastante”, diz. 
 

Copiar o texto
Saúde
12/09/2022 04:30h

Número de pessoas que interromperam a própria vida cresceu entre 2000 e 2019, ao contrário do que ocorreu em todo o mundo

Baixar áudio

Nove em cada dez casos de suicídio poderiam ser evitados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2019, mais de 700 mil pessoas interromperam a própria vida em todo o mundo. No Brasil, são quase 14 mil casos por ano, em média trinta e oito brasileiros por dia. Os números são tristes e alarmantes, mas a campanha Setembro Amarelo traz uma mensagem de esperança: “A vida é a melhor escolha!”. 

Em sua 9ª edição, o Setembro Amarelo é um movimento organizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). A campanha se propõe a conscientizar as pessoas sobre a importância de reconhecer precocemente quem precisa de ajuda e também a reduzir o estigma, o preconceito e ajudar a prevenção do suicídio.

O portal Brasil 61 conversou com o doutor Antônio Geraldo, presidente da ABP e coordenador nacional da campanha Setembro Amarelo. O psiquiatra explicou que o suicídio é uma emergência de saúde pública e que, diante da delicadeza do tema, toda a sociedade deve agir com responsabilidade para que o objetivo principal seja alcançado: salvar vidas. 

“Se você tem uma emergência agora e alguém precisa de ajuda, o que fazer? Ligar para o SAMU, porque é uma emergência médica. Se alguém está infartando, infarto é o quê? Uma emergência médica. Você liga pra onde? Serviço de Atendimento Médico de Urgência. Sempre pensar nisso: por ser uma emergência médica, nós precisamos levar a um serviço médico. Depois que a vida estiver protegida, aí sim vai encaminhar para o psiquiatra e montar a equipe multidisciplinar que vai trabalhar essa pessoa adequadamente em tudo que precisar para salvar a vida”, orienta. 

O coordenador do Setembro Amarelo convida as pessoas a acessarem o site da campanha por meio do setembroamarelo.com. Lá, é possível encontrar manuais de orientação, posts para uso nas redes sociais e como abordar o tema sem estigmatizar as pessoas que têm ideias suicidas. 

“Nós precisamos ajudar as pessoas que pedem ajuda ou que dão sinais, ou demonstram sintomas de que estão adoecendo e você tem ali tudo gratuitamente, explicadinho pra você já captar, baixar, fazer download e usar ou pra você aprender e levar o conhecimento para outras pessoas. Mas lembrem-se: se você falar errado, informar errado, tudo muda”, alerta. 

Durante a entrevista, o psiquiatra também ressaltou que o Brasil vem na contramão do que se observa em todo mundo quando o assunto é suicídio. Enquanto a taxa global diminuiu 36% entre 2000 e 2019, na região das Américas, as taxas aumentaram 17% no mesmo período. 

Como forma de enfrentar esse grave problema de saúde pública, ele aponta para a urgência de fortalecer a rede de assistência, já que quase 100% das pessoas que tentaram contra a própria vida tinham algum transtorno mental, como depressão ou ansiedade, principalmente não diagnosticados ou tratados incorretamente. 

Confira a entrevista abaixo: 

Copiar o texto
Educação
11/09/2022 17:10h

Erro no sistema duplicou as vagas, assumiu a pasta. Exclusão foi adotada para "garantir equidade das condições previstas no edital"

Baixar áudio

O Ministério da Educação (MEC) excluiu 257 bolsas de estudos ofertadas na segunda chamada do Programa Universidade Para Todos (Prouni). A medida foi adotada pela pasta na última quinta-feira (8) após uma varredura no sistema do Prouni identificar inconsistências que resultaram na oferta de bolsas duplicadas. 

Segundo o MEC, para garantir que as regras previstas no edital do Programa fossem cumpridas e de acordo com orientação da própria área jurídica da pasta, foi necessário apagar as bolsas geradas equivocadamente pelo sistema. 

Das 200.335 bolsas ofertadas, 257, ou seja, 0,12% foram duplicadas. A pasta também disse que a decisão pela exclusão das bolsas duplicadas foi tomada logo após a situação ser observada com o objetivo de "garantir a equidade das condições previstas no edital". 

Acessibilidade do ensino técnico pode contribuir para o desenvolvimento profissional

Profissões do futuro: conheça as tendências e os desafios para os próximos anos

Copiar o texto
Brasil
10/09/2022 18:20h

Segundo levantamento do Mapa, 166 novos estabelecimentos do tipo foram registrados no país. Setor é responsável por 2% do PIB e por cerca de dois milhões de empregos diretos e indiretos

Baixar áudio

O número de cervejarias registradas no Brasil cresceu 12% no ano passado. É o que mostra o Anuário da Cerveja 2021, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o levantamento, a quantidade de estabelecimentos saltou de 1.383, em 2020, para 1.549 em 2021. 

No ano passado, 200 novas cervejarias se registraram e 34 fecharam as portas, o que significa um saldo positivo de 166 empresas no mercado. Para Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, o resultado confirma o bom momento do setor cervejeiro brasileiro. 

“Esse aumento de 12% é bastante expressivo e demonstra que o setor tem investido em novos estabelecimentos. Foram 200 novas lojas registradas no ano passado, quase um estabelecimento por dia útil. Se estão investindo, se estão tendo ânimo de abrir tantas indústrias assim, é porque o consumo e o mercado se encontram aquecidos. É um excelente prognóstico para o setor como um todo”, avalia. 

De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o volume de cervejas vendidas no país cresceu 3,5% entre 2018 e 2019; 5,3%, de 2019 a 2020; e 7,7%, entre 2020 e 2021. No ano passado, os brasileiros compraram 14,3 bilhões de litros. Ano de eleições e Copa do Mundo, 2022 deve manter a tendência de alta que, de acordo com estimativa da Euromonitor, deve ser de quase 8%. 

Recorte regional
Quase 86% das cervejarias brasileiras estão localizadas nas regiões Sul e Sudeste do país, que somam 1.329 estabelecimentos. São Paulo, com 340 empresas registradas, Rio Grande do Sul (285) e Santa Catarina (195) lideram o ranking entre os estados. 

No entanto, o mercado vem se expandindo no Norte e Nordeste, indica o anuário. Os estados que apresentaram o maior crescimento no número de cervejarias foram Rondônia, com alta de 200%; Acre, com alta de 100%; e Piauí, com 66,7%. “Esse movimento das cervejarias artesanais, das microcervejarias iniciou primeiro nos estados do Sul e Sudeste, mas é muito bacana ver também que esse novo mercado está se desenvolvendo agora para Norte e Nordeste e a gente imagina aqui que esse número possa aumentar bastante nos próximos anos nessas regiões”, afirma Bertoldo. 

Importância para a economia
Paixão de boa parte dos brasileiros, a cerveja é marcante para o sabor dos consumidores, mas também para a economia do país. O setor é responsável por 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Pesquisa encomendada pelo Sindicerv junto à Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que a cadeia produtiva cervejeira gera mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos. 

Apenas no ano passado, o faturamento do setor bateu os R$ 77 bilhões. Luiz Nicolaewsky, diretor superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), comenta a importância dessa atividade para a economia. 

“O setor é esplêndido. É esplêndido no mundo, pelo que ele representa no mundo em geração de empregos, principalmente, e no Brasil, em especial, pela capacidade da cadeia de produção, que é uma cadeia longa, que começa no plantio do cereal e termina no consumo, no copo, na lata, com um milhão e duzentos mil pontos de vendas no país”, explica. Segundo o próprio Sindicerv, o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. 

Dia Internacional da Cerveja: Brasil é o terceiro país do mundo que mais produz a bebida

Consumo interno
O número de municípios que contam com, ao menos, uma cervejaria aumentou 10,3% no ano passado. O estado de São Paulo é aquele que tem mais cidades com, ao menos, um estabelecimento desse tipo. Já o Rio de Janeiro se destaca por ser a unidade da federação com a maior dispersão de cervejarias, já que mais de um a cada três tem, ao menor, uma cervejaria. 

Segundo o anuário, o Brasil tem uma cervejaria registrada para cada 137.713 habitantes. No ranking de densidade cervejeira por habitante, lideram os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. 

O crescimento das cervejarias no Brasil também é acompanhado pela alta na quantidade de produtos liberados no mercado. São 35.741, 5,2% a mais do que em 2020. Segundo Bertoldo, a preferência do brasileiro pela cerveja nacional está aumentando, o que ajuda a explicar porque o país importa a bebida cada vez menos. 

“Isso demonstra que as opções que estamos disponibilizando no mercado interno de cervejas especiais, esses produtos diferenciados, estão muito bons e com uma alta disponibilidade aqui no mercado interno. A gente não depende mais tanto da importação de cervejas especiais e temos boas alternativas aqui no país, inclusive com as nossas cervejas ganhando diversos prêmios internacionais, mostrando a maturidade do nosso setor produtor”, acredita. 

Segundo o Mapa, o Brasil exportou suas cervejas para 71 países no ano passado, o que resultou em um faturamento de US$ 131,5 milhões. As importações, com origem em 27 países, somaram pouco mais de US$ 15,7 milhões. 

Registro
O Mapa ressalta que todos os estabelecimentos que produzem, padronizam, engarrafam e vendem em atacado, exportam ou importam cerveja devem se registrar junto ao órgão. O mesmo vale para as bebidas fabricadas no país. O pedido pode ser feito por meio do gov.br, acessando o Sipeagro. O certificado de registro tem validade de 10 anos e demora, em média, 33 horas e 45 minutos para ser expedido. 

No início de setembro, o Mapa publicou o Cartilhão de Bebidas. O documento reúne as normas brasileiras que tratam dos padrões de identidade e qualidade, do registro de estabelecimentos e produtos, da importação e da exportação, além dos parâmetros analíticos e de composição. 

Copiar o texto
Brasil 61