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22/01/2026 04:40h

Na África, ministro Carlos Fávaro propõe cooperação técnica e segurança alimentar

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Em busca de avançar em um acordo bilateral Brasil-Angola voltado à produção agrícola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, esteve em Angola, nesta terça-feira (20), para reuniões com representantes do governo angolano e de instituições financeiras. A iniciativa reúne o interesse de mais de 30 produtores brasileiros, que já formalizaram disposição para investir no setor agrícola no país africano.

O acordo bilateral já conta com o interesse da Corporação Financeira Internacional (IFC) – braço do Grupo Banco Mundial voltado ao setor privado em mercados emergentes – em financiar as operações previstas.

Para o ministro Fávaro, o acordo traz ganhos concretos para ambos os lados. O Brasil amplia oportunidades de venda de máquinas, equipamentos, sementes, insumos e transferência de tecnologia, enquanto Angola avança na produção de alimentos e na segurança alimentar.

Fávaro destacou ainda que a cooperação reforça laços históricos e amplia oportunidades. "Estamos dando um passo importante. O Brasil tem muito a contribuir com sua experiência em pesquisa agropecuária e em tecnologias de baixo carbono. Avançar nessa parceria é beneficiar ambos os países e promover oportunidades para os nossos produtores”, disse.

Corporação Financeira Internacional

A IFC atua em Angola no fortalecimento de parcerias estratégicas voltadas à diversificação econômica, com investimentos e apoio técnico em áreas como agricultura, energia, infraestrutura, logística, turismo e finanças. A instituição possui planos de ampliar significativamente seu portfólio de investimentos no país nos próximos anos, com foco no desenvolvimento econômico e na geração de empregos.
 

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20/01/2026 15:50h

Instituição representa a Amazônia em discussões globais sobre inovação e inclusão produtiva

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O Banco da Amazônia participa, entre os dias 19 e 23 de janeiro, da 56ª edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A presença da instituição reforça o posicionamento do Banco como agente estratégico de fomento ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, ao diálogo internacional e à articulação com lideranças globais dos setores público e privado.

Durante a programação, o Banco da Amazônia terá participação em painel próprio, além de uma série de reuniões bilaterais com representantes de governos, organismos multilaterais, empresas globais e líderes do ecossistema de inovação, sustentabilidade e financiamento ao desenvolvimento.

Protagonismo amazônico no centro do debate global

A participação do Banco da Amazônia em Davos evidencia o papel da instituição como interlocutora da Amazônia no cenário global, promovendo debates sobre financiamento verde, inclusão produtiva, inovação, bioeconomia e desenvolvimento regional sustentável. A agenda contempla ainda o fortalecimento de parcerias estratégicas e a aproximação com centros globais de decisão econômica e financeira.

Ao integrar as discussões do Fórum Econômico Mundial, o Banco reafirma seu compromisso com uma Amazônia economicamente forte, socialmente inclusiva e ambientalmente responsável, conectando a região aos grandes temas que moldam o futuro da economia mundial.

VEJA MAIS:

Com o tema “Um Espírito de Diálogo”, o Fórum Econômico Mundial reúne líderes políticos e dirigentes de empresas das principais economias mundiais. O fórum contará com a participação de mais de 3 mil delegados de mais de 130 países.

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20/01/2026 04:40h

As inscrições começam em 19 de janeiro e seguem até dia 23, com vagas em 136 instituições públicas de ensino superior

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O Ministério da Educação (MEC) realiza, desde a segunda-feira, 19 de janeiro, a maior edição da história do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Ao todo, são mais de 274 mil vagas em 7,3 mil cursos de graduação, ofertadas por 136 instituições públicas de educação superior em 587 municípios brasileiros.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 23 de janeiro, exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Podem participar candidatos que concluíram o ensino médio e realizaram uma das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): 2023, 2024 ou 2025. Notas de treineiros não serão consideradas.

Entre as vagas disponíveis, mais de 73 mil são destinadas a cursos presenciais de licenciatura. Os estudantes que optarem por essas formações poderão se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, iniciativa do MEC que oferece incentivo financeiro mensal de R$ 1.050. Desse total, R$ 700 podem ser sacados imediatamente, e R$ 350 são depositados em uma poupança, disponível ao estudante que ingressar como professor da rede pública até cinco anos após a conclusão do curso. Para participar do programa, é necessário ter média igual ou superior a 650 pontos no Enem, ser aprovado pelo Sisu e efetivar a matrícula em curso presencial de licenciatura.

Nesta edição, o Sisu terá apenas uma etapa de inscrição, válida para todas as vagas do ano letivo de 2026. O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro. Os candidatos selecionados deverão realizar a matrícula conforme o cronograma definido pelas instituições.

O edital do Sisu 2026 trouxe mudanças importantes, como a utilização automática da melhor média entre as três últimas edições do Enem, além de ajustes nas regras de ações afirmativas e reserva de vagas, com o objetivo de ampliar a transparência, a segurança jurídica e o melhor aproveitamento das vagas ofertadas.

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17/01/2026 09:00h

Dos 525 mercados novos mercados abertos para itens agropecuários brasileiros desde 2023, 79 foram para material genético animal

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Mesmo já tendo superado a marca de 500 mercados internacionais abertos para alimentos nacionais, o governo brasileiro segue investindo na diversificação de destinos para esses produtos. A mais nova habilitação foi oficializada pelo Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa), que liberou 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético.

Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.

Além das novas inclusões, a autoridade peruana estendeu até o fim de 2028 as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam no país. A medida visa conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil, a decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.

Comércio Brasil-Peru

No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.

Dentre os 12 países da América do Sul, o Peru é sexto maior comprador dos produtos do agronegócio brasileiro.

Material genético

Dos 525 novos mercados abertos para itens agropecuários brasileiros desde 2023, 79 foram para material genético animal. A subcategoria é a segunda com maior fatia na iniciativa, com 15% do total, atrás apenas de proteínas animais, de acordo com o painel interativo do Mapa, que contabiliza a operação.

Quase metade dessas autorizações foram para material genético de bovinos e bubalinos. As informações orgânicas de aves (18), ovinos (9) e caprinos (8), aparecem na sequência.
 

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15/01/2026 04:15h

A 7 anos do fim do prazo, menos de 3% das cidades estão no caminho para cumprir as exigências do Marco Legal sancionado em 2020

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Universalização do acesso à água potável e esgotamento sanitário até o ano de 2033. Abastecimento de água a 99% da população brasileira. Esgotamento sanitário ou fossa séptica acessível à 92% dos domicílios. Essas foram as ambiciosas metas traçadas pelo Marco Legal do Saneamento, mas 6 anos após a sanção da lei, pouco avançou.

Segundo o ranking da Universalização do Saneamento 2025, produzido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), 63 das 2.483 cidades brasileiras analisadas estão próximas de alcançar a universalização do saneamento básico nos termos definidos pela legislação. Ou seja, apenas 2,5% do total devem cumprir as metas estabelecidas.

Dante Ragazzi, diretor da ABES, avalia que o que difere os municípios com melhor desempenho é a priorização da política. “A gente tá falando de municípios menores, muito pequenos termos de população e ele não prioriza. Às vezes, não é nem por maldade, porque ele tem tantas outras demandas que o saneamento fica para trás. Os que tratam de forma prioritária, de fato, são em número menor”, avalia o executivo.

Metodologia e resultados

O levantamento avaliou a qualidade do abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e disposição final adequada de resíduos sólidos, extraídos do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico. Cada município recebeu uma nota de 0 a 500 e foi classificado nos 4 estágios abaixo:

  • Rumo ao saneamento - acima dos 489 pontos;
  • Compromisso pelo saneamento - entre 450 e 488,99 pontos;
  • Empenho pelo saneamento - entre 200 a 449,99 pontos;
  • Primeiros passos pelo saneamento - abaixo de 200 pontos.

Assim ficou o desempenho de cada região do país conforme avaliação dos municípios:

  • Sudeste: 59 “Rumo”; 261 “Compromisso”; 919 “Empenho”; 87 “Primeiros passos” (Total: 1.326 municípios).
  • Sul: 4 “Rumo”; 35 “Compromisso”; 358 “Empenho”; 3 “Primeiros passos” (Total: 400 municípios).
  • Centro-Oeste: 0 “Rumo”; 6 “Compromisso”; 162 “Empenho”; 12 “Primeiros passos” (Total: 180 municípios).
  • Nordeste: 0 “Rumo”; 5 “Compromisso”; 360 “Empenho”; 150 “Primeiros passos” (Total: 515 municípios).
  • Norte: 0 “Rumo”; 0 “Compromiso”; 44 “Empenho”; 18 “Primeiros passos” (Total: 62 municípios).

Descumprimento da meta

Ragazzi conta que o desempenho frustrante já faz com que gestores municipais busquem o adiamento do prazo legal, mesmo faltando 7 anos para a conclusão. Para ele, isso é falta de visão estratégica, pois a política de saneamento básico, embora onerosa, traz benefícios socioeconômicos fundamentais para o desenvolvimento das comunidades, desde a redução de doenças, o aumento da produtividade no trabalho e na escola.

“Os efeitos, quando bem aplicada a política, são maravilhosos . Por outro lado, quando não há, são de fato desastrosos. O cumprimento da meta no prazo de 2033 é um grande desafio e com probabilidade de não ocorrer no país como um todo”, lamenta o gestor.

O Ministério das Cidades, responsável pela coordenação federal da política, descarta o adiamento do prazo neste momento. O ministro Jader Filho avalia a hipótese como “insensibilidade social e uma desconexão com a realidade brasileira”. Desde 2023, a pasta alega ter investido cerca de R$40 bilhões para cumprir as metas do Marco Legal, mais de R$12 bilhões somente em 2025.

Mapa do saneamento

O Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2025) para Água e Saneamento confirma a realidade demonstrada pela Abes. A pesquisa revela disparidades significativas entre as regiões do país. Enquanto os municípios do Sul e Sudeste se destacam com notas elevadas, com uma média de 99,91, a Amazônia Legal enfrenta grandes desafios, com os municípios dessa região apresentando notas médias de apenas 14,97, numa escala de 0 a 100.

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14/01/2026 16:15h

Iniciativa já levou conexão a mais de 94 mil escolas e avança para garantir internet em todas as 138 mil unidades de educação básica do país

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O programa Escolas Conectadas, desenvolvido pelos ministérios das Comunicações (MCom) e da Educação (MEC), encerrou 2025 com um resultado significativo para a universalização da internet na educação básica. Atualmente, 68,4% das instituições previstas já contam com acesso à internet, equivalente a um total de 94.221 unidades, de um universo de 138 mil escolas brasileiras.

Somente em 2025, 22,8 mil escolas passaram a ter conectividade garantida por políticas como o Fust e a Eace, ampliando o alcance das redes e favorecendo regiões antes desconectadas.

“Vamos seguir com o esforço de levar conectividade às escolas públicas da educação básica, garantindo que a tecnologia esteja a serviço do ensino, da equidade e da transformação. Essa é uma agenda que não é só tecnológica, mas que é fundamentalmente social, porque tem impacto direto na vida de cada pessoa. Internet é hoje uma condição de infraestrutura básica de desenvolvimento do país, para acesso à educação, à saúde, ao trabalho e para o pleno exercício da cidadania”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

O programa não se limita ao acesso à internet: ele cria condições para que professores e estudantes utilizem recursos digitais de forma significativa, com foco em aprendizagem, formação docente e uso pedagógico da tecnologia.
 
Para Jonathas Wesley, estudante de 13 anos, a mudança fez toda diferença para o seu aprendizado. Ele, que não tem computador em casa, aproveita ao máximo quando está na escola:
 
“Era difícil, tínhamos que copiar um bocado com a mão. Eu fiquei feliz, gostei desse computador e todos esses equipamentos para nós estudarmos, pesquisar as coisas das matérias”, relata Jonathas.

Investimentos

O programa prevê um investimento de quase R$ 9 bilhões, dos quais R$ 6,5 bilhões vêm do Novo PAC, com complementação de outras fontes. Desde setembro de 2023, mais de R$ 3 bilhões já foram destinados a escolas estaduais e municipais em todas as regiões do país.
 
Esses valores contemplam:
 
● instalação de infraestrutura de conectividade de alta velocidade
● fortalecimento da rede escolar em zonas urbanas e rurais
● projetos de inclusão e formação digital de professores
● conexão via fibra óptica e soluções via satélite onde necessário

Estados mais avançados na conectividade escolar

Para além da média nacional, alguns estados já ultrapassaram 80% de escolas conectadas:

Estado Percentual de escolas conectadas
Paraná 83,6%
Piauí 81,4%
Goiás 81,3%

Fonte: MCom

Segunda Seleção Pública

E, com o objetivo de impulsionar o avanço da conectividade, MEC e Ministério das Comunicações lançaram, em dezembro de 2025, a segunda seleção pública do programa BNDES Fust Escolas Conectadas, em parceria com o BNDES. A etapa prevê R$ 53,3 milhões em recursos não reembolsáveis para levar internet a 1.258 escolas do Norte e Nordeste, beneficiando aproximadamente 410 mil estudantes.

 

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10/01/2026 04:00h

A relação contempla as unidades de saúde finalistas do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, cuja premiação está prevista para maio de 2026

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Um levantamento inédito aponta os 100 melhores hospitais públicos do Brasil, com destaque para o estado de São Paulo, que concentra o maior número de unidades selecionadas: 30. Em segundo lugar está Goiás, com 10 hospitais. Na sequência aparecem Pará e Santa Catarina, com sete unidades cada.

Distribuição dos hospitais por estado:

  • São Paulo (30)
  • Goiás (10)
  • Pará (7)
  • Santa Catarina (7)
  • Pernambuco (7)
  • Rio de Janeiro (6)
  • Paraná (5)
  • Amazonas (3)
  • Bahia (3)
  • Distrito Federal (3)
  • Maranhão (3)
  • Minas Gerais (3)
  • Ceará (2)
  • Espírito Santo (2)
  • Mato Grosso do Sul (2)
  • Rio Grande do Sul (2)
  • Tocantins (2)
  • Piauí (1)
  • Rio Grande do Norte (1)
  • Sergipe (1)

O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O trabalho é coordenado pelo médico sanitarista Renilson Rehem, ex-presidente do Ibross. Segundo ele, a iniciativa tem como objetivo fortalecer o sistema público de saúde.

“Com essa premiação, buscamos reconhecer e divulgar as melhores práticas de gestão e assistência à saúde na rede pública hospitalar do país, bem como promover a melhoria contínua da qualidade e da eficiência dos serviços públicos de saúde prestados à população”, afirmou.

A relação contempla as unidades de saúde finalistas do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, cuja premiação está prevista para maio de 2026. 

A lista completa pode ser acessada no site do Ibross.

Critérios de seleção

Foram considerados hospitais federais, estaduais ou municipais, com atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A seleção inclui hospitais gerais — adultos ou pediátricos — e unidades especializadas em ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade.

Todos os hospitais possuem mais de 50 leitos e tiveram produção registrada no Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde entre agosto de 2024 e julho de 2025.

De acordo com Renilson Rehem, a lista demonstra a capilaridade da excelência hospitalar no SUS.

“Essa relação dos 100 melhores hospitais se mostrou representativa de todas as regiões brasileiras, evidenciando que o país possui centros de excelência hospitalar espalhados por todo o território nacional”, disse.

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A definição dos finalistas levou em conta critérios como acreditação hospitalar, taxa de ocupação, taxa de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes.

Na próxima etapa, os hospitais serão ranqueados com base em pesquisa independente de satisfação dos pacientes, nível de acreditação dos serviços, informações de compliance e avaliação de eficiência, que cruzará dados de atendimento com a disponibilidade de recursos financeiros.
 

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08/01/2026 04:30h

Valor do primeiro decêndio de janeiro é aproximadamente 7% maior do que o transferido no mesmo período de 2025

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A primeira parcela de janeiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi repassada às prefeituras na sexta-feira (9). Ao todo, os municípios partilham cerca de R$ 6 bilhões, valor aproximadamente 7% maior do que o transferido no mesmo decêndio de 2025.

O especialista em orçamento público, Cesar Lima, reforça que, apesar do avanço e das boas perspectivas para 2026, é fundamental que os gestores municipais ajam com cautela e apliquem os recursos de forma eficiente. Segundo ele, muitos municípios ainda enfrentam um cenário de endividamento, com dificuldades para manter a folha de pagamento e as despesas com fornecedores em dia.

“Esses valores se referem a uma arrecadação realizada nos últimos dez dias de 2025. Eles chegam em um bom momento, já que vários municípios enfrentam dificuldades até mesmo para o pagamento da folha salarial dos seus funcionários, e esse recurso pode ajudar a atravessar esse período”, destaca.

“Além de poder ser utilizado para o pagamento da folha salarial, o FPM também pode servir para quitar dívidas que, eventualmente, não foram pagas em 2025 e ficaram para 2026. Como há um resultado melhor do que o registrado em janeiro do ano passado, isso pode trazer algum alívio e permitir um certo ajuste das contas dos municípios com seus fornecedores”, complementa Lima.

Um levantamento divulgado no fim do ano passado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), aponta que 1.202 prefeituras (28,8%) enfrentam atrasos no pagamento de fornecedores. O estudo também indica que a escassez de recursos tem reflexos adicionais nas contas públicas. Segundo a CNM, 1.293 prefeituras (31%) empurraram despesas de 2025 para 2026 sem a devida previsão orçamentária, configurando os chamados restos a pagar. 

FPM: distribuição regional dos recursos

No Sudeste, os municípios do estado de São Paulo concentram o maior volume de recursos entre todas as regiões do país, com um total de R$ 748 milhões. Entre as cidades beneficiadas estão Jundiaí, Itaquaquecetuba e Guarujá.

Na Região Centro-Oeste, Goiás é o estado com o maior repasse. Os municípios goianos vão dividir cerca de R$ 195 milhões, destinados a cidades como Caldas Novas, Catalão e Itumbiara.

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No Norte do país, o Pará lidera o recebimento, com aproximadamente R$ 172 milhões, que serão distribuídos entre municípios como Paragominas, Redenção e Tucuruí.

Já no Nordeste, a Bahia é o estado que receberá o maior montante, com mais de R$ 486 milhões. Entre as cidades beneficiadas estão Juazeiro, Jequié e Ilhéus.

No Sul, o destaque é o Rio Grande do Sul, cujos municípios vão partilhar mais de R$ 383 milhões. Entre as cidades com maiores repasses, estão Alegrete, Bagé e Bento Gonçalves.

 

 

FPM: municípios com repasse bloqueado

Até o último dia 7 de janeiro, apenas o município de Dom Silvério (MG) estava com o repasse do FPM bloqueado, segundo informações do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).

De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diversos motivos, como:

  • falta de pagamento da contribuição ao Pasep;
  • dívidas com o INSS;
  • débitos inscritos na dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN);
  • ausência de prestação de contas no Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops).

Sobre o FPM

Considerado a principal fonte de receita de cerca de 80% dos municípios brasileiros, o FPM é um repasse previsto na Constituição Federal. Os recursos do fundo correspondem a 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O valor recebido por cada município varia conforme o número de habitantes e é atualizado anualmente com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Aumento de valores em 2026

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 58 municípios terão aumento de arrecadação neste ano em razão da elevação dos coeficientes do FPM, motivada pelo crescimento das faixas populacionais.

As informações constam na Decisão Normativa nº 219/2025, que estabelece os coeficientes do FPM para 2026. Confira a lista:

  1. Santo Antônio do Içá (AM);
  2. Campo Novo do Parecis (MT);
  3. Prado (BA);
  4. Rorainópolis (RR);
  5. Careiro (AM);
  6. Querência (MT);
  7. Eusébio (CE);
  8. Araquari (SC);
  9. Careiro da Várzea (AM);
  10. Breves (PA);
  11. Cachoeira Grande (MA);
  12. Barra Velha (SC);
  13. Fonte Boa (AM);
  14. Colares (PA);
  15. Itaitinga (CE);
  16. Camboriú (SC);
  17. Japurá (AM);
  18. Viçosa (MG);
  19. Colatina (ES);
  20. Canelinha (SC);
  21. Pauini (AM);
  22. Mãe do Rio (PA);
  23. Piúma (ES);
  24. Guaramirim (SC);
  25. Mazagão (AP);
  26. Moju (PA);
  27. Hidrolândia (GO);
  28. Maravilha (SC);
  29. São Gabriel da Cachoeira (AM);
  30. Caetés (PE);
  31. Orizona (GO);
  32. Balneário Piçarras (SC);
  33. Tapauá (AM);
  34. Bom Jesus (PI);
  35. Esmeraldas (MG);
  36. Pinhalzinho (SC);
  37. Uarini (AM);
  38. Murici dos Portelas (PI);
  39. Frutal (MG);
  40. Sangão (SC);
  41. Oiapoque (AP);
  42. Francisco Beltrão (PR);
  43. Santa Margarida (MG);
  44. Turvo (SC);
  45. Caldeirão Grande (BA);
  46. Marialva (PR);
  47. Teófilo Otoni (MG);
  48. Indiaroba (SE);
  49. Conceição do Coité (BA);
  50. Prudentópolis (PR);
  51. Três Lagoas (MS);
  52. Capela do Alto (SP);
  53. Jussara (BA);
  54. Siqueira Campos (PR);
  55. Cáceres (MT);
  56. Tatuí (SP);
  57. Pilão Arcado (BA);
  58. Chupinguaia (RO).

FPM: calendário de repasses

Normalmente, os repasses do FPM ocorrem nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Quando a data coincide com fim de semana ou feriado, a transferência é antecipada para o primeiro dia útil anterior.

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06/01/2026 04:15h

Estimativa da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) leva em conta movimentação nos próximos 9 anos

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O Brasil é o terceiro país que mais gera energia a partir de fontes renováveis no mundo. A contagem não é nova, foi feita pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês) em abril do ano passado, e contabiliza 213 gigawatts de capacidade instalada no país, atrás somente da China (1.800 GW) e dos Estados Unidos (428 GW).

No entanto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima que cerca de 17% dessa energia é desperdiçada por falta de armazenagem ou integração do sistema elétrico. A Região Nordeste, onde 70,6% da eletricidade é solar ou eólica, é a que mais sofre pela falta dessa infraestrutura.

Geração de Energia Elétrica no Brasil – 2025 (Fonte: CCEE, nov/2025)
Região Eólica (%) Fotovoltaica (%) Hídrica (%) Térmica (%)
Nordeste (NE) 52,0 18,5 17,5 12,0
Norte (NO) 1,5 0,0 80,0 18,5
Sudeste / Centro-Oeste (SE-CO) 0,3 9,4 63,0 27,3
Sul (SU) 9,4 0,2 72,0 18,4

Para o diretor executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), Fábio Lima, essa realidade brasileira pode estar com os dias contados, graças à expansão do mercado de baterias. “O armazenamento tende a ser aplicado em todo o país, mas o Nordeste tem destaque, com seus grandes parques eólicos e fotovoltaicos – que hoje sofrem com os cortes de geração, assim como na utilização no agronegócio –, em sistemas de menor porte. A Amazônia já tem visto o avanço do armazenamento nos sistemas isolados e nas comunidades ribeirinhas associado à geração solar”, conta o executivo.

Esses equipamentos têm a capacidade de armazenar a energia gerada durante o dia, principalmente nos momentos de maior incidência de ventos e raios solares, para usar quando esses recursos não estão disponíveis, como durante a noite. Nos cálculos da entidade, esse mercado pode faturar R$70 bilhões até 2034. Além do agronegócio, outras atividades de grande porte, como indústrias intensivas, centros comerciais e até hospitais, podem se tornar consumidores desses itens e beneficiar toda a população.

“O armazenamento de energia em baterias permite aproveitar energia elétrica renovável e abundante, principalmente de fontes eólica e solar fotovoltaica, evitando seu desperdício, que prejudica os geradores, e utilizá-la nos horários de pico, reduzindo o acionamento de fontes mais caras, como usinas termoelétricas”, afirma o diretor da instituição.

 

Leilão 2026

Durante a COP 30, em Belém do Pará, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou para abril deste ano o primeiro leilão de reserva de capacidade em sistemas de armazenamento de energia por baterias. A partir dele, o governo vai autorizar empresas do ramo energético a armazenar e fornecer energia elétrica a partir de baterias químicas.

Segundo a portaria com as regras do certame, os sistemas devem realizar a recarga completa em até seis horas, com disponibilidade de potência máxima de quatro horas diárias e acima de 30 megawatts (MW). O início da operação está definido para agosto de 2028 e terá prazo de dez anos. A previsão é que o montante contratado seja de 2 GW.

Transição energética

O mercado de baterias é visto como a próxima fronteira do setor elétrico brasileiro. Grandes empresas, nacionais e multinacionais, já demonstraram interesse em participar do leilão e também de entrar na livre concorrência no país, incluindo a Petrobras.

O desenvolvimento desse ramo pode ajudar a consolidar o Brasil como líder na transição energética. Atualmente, 91,2% de toda a eletricidade produzida no país vem de fontes renováveis, como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

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04/01/2026 02:00h

Autoridades alertam para alta transmissibilidade e importância da vacinação


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O Brasil mantém o alerta para o risco de importação do sarampo, especialmente com o aumento do fluxo de viajantes na temporada 2025/2026. Após o país recuperar a certificação de área livre da doença, estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná reforçam a vigilância epidemiológica e as campanhas de imunização.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a principal ferramenta de prevenção. Autoridades de saúde recomendam que a dose seja aplicada com pelo menos 15 dias de antecedência de viagens ou participação em eventos de massa.

Alerta em São Paulo: temporada de cruzeiros

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu um alerta específico para a temporada de cruzeiros marítimos. O grande fluxo de passageiros no litoral paulista e a circulação internacional do vírus aumentam a vulnerabilidade.

Em 2025, o Brasil registrou 38 casos importados da doença, sendo dois confirmados em território paulista. A vigilância foi redobrada em portos e serviços de saúde para garantir resposta rápida a possíveis novos casos.

Mato Grosso do Sul: cobertura vacinal e "Dose Zero"

No Mato Grosso do Sul, a campanha "MS Vacina Mais: Sarampo" mobilizou os 79 municípios. O estado implementou a "dose zero" para crianças de 6 a 11 meses, oferecendo proteção extra ao público infantil.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam os seguintes índices de cobertura até outubro de 2025:

  • Primeira dose (tríplice viral): 97,16% de cobertura;
  • Segunda dose: 83,65% de cobertura;
  • Cenário epidemiológico: 105 casos descartados e nenhum confirmado no estado em 2025.

Vigilância no Paraná

A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) mantém o monitoramento contínuo, embora não haja registro de transmissão local. O foco paranaense está na orientação de profissionais de saúde e viajantes durante feriados prolongados.

O esquema de vacinação disponível no SUS segue os critérios:

  • Pessoas até 29 anos: Duas doses;
  • Adultos de 30 a 59 anos: Uma dose;
  • Trabalhadores da saúde: Duas doses independentemente da idade.

Sarampo: o que é como se prevenir

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. Segundo o Ministério da Saúde, apesar dos avanços significativos no controle e prevenção por meio da vacinação, a doença ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixas taxas de imunização.

A transmissão do vírus do sarampo ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. E pode ocorrer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo. Uma pessoa infectada, por exemplo, pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. 

A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Medidas complementares, como higienizar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com pessoas doentes, também ajudam a reduzir o risco de transmissão.

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