MINERAÇÃO SUSTENTÁVEL

16/11/2021 18:25h

O projeto que aumenta eficiência e reduz a emissão de carbono, é um dos ganhadores do Wind Propulsion Innovation Awards

O projeto da Vale para a criar o primeiro mineraleiro de grande porte do mundo equipado com sistema de velas rotativas (rotor sails) ganhou o Wind Propulsion Innovation Awards, premiação anunciada pela International Windship Association em Glasgow, na Escócia, durante evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26). 

A organização, que estimula globalmente o uso de propulsão a vento na navegação comercial, concedeu à Vale o prêmio na categoria destinada às empresas que fomentam a adoção deste tipo tecnologia por meio de protótipo ou uso comercial - desde maio, a frota de navios a serviço da empresa conta com um Guaibamax equipado com as velas rotativas.

Vale e BNDES fecham parceria para projeto que irá investir R$ 500 milhões em recuperação de florestas

Cimento: vendas caem 9,5% em outubro

Alumínio: CBA bate recorde de receita a R$ 2,3 bi no trimestre

No total, 84 nominações foram submetidas a um painel formado por membros da indústria, academia, apoiadores da tecnologia de propulsão a vento e pessoas ligadas às áreas de energia e sustentabilidade. A Vale foi vencedora em uma das quatro categorias que foram abertas à votação do público. Segundo os organizadores, foram reconhecidos projetos pioneiros, tecnologias inovadoras, pessoas e empresas que estão fazendo a diferença no avanço da propulsão a vento como uma opção eficiente de baixo carbono e sustentável para a frota comercial de navegação.

“Essa escuta ativa e engajamento com a sociedade é muito importante, e não só reconhece o nosso trabalho dos últimos anos, mas principalmente nos envia uma mensagem forte de como a agenda de mudanças climáticas e a transição para um mundo de baixo carbono é importante e como devemos ser parte da solução”, afirma o gerente de engenharia naval da Vale, Rodrigo Bermelho.

As velas rotativas são rotores cilíndricos, com quatro metros de diâmetro e 24 metros de altura — equivalente a um prédio de sete andares. Durante a operação, os cinco rotores giram em diferentes velocidades, dependendo de condições ambientais e operacionais do navio, para criar uma diferença de pressão de forma a mover o navio para a frente, a partir de um fenômeno conhecido como efeito Magnus. 

Ainda em fase de testes, as velas rotativas podem oferecer um ganho de eficiência de até 8% e uma consequente redução de até 3,4 mil toneladas de CO2 equivalente por navio por ano. Caso o piloto mostre-se eficiente, estima-se que pelo menos 40% da frota esteja apta a usar a tecnologia, o que impactaria em uma redução de quase 1,5% das emissões anuais do transporte marítimo de minério de ferro da Vale.

Meta Carbono

O projeto de utilização das velas rotativas faz parte do Ecoshipping, programa criado pela área de navegação da Vale para atender ao desafio da empresa de reduzir suas emissões de carbono, em linha com o que vem sendo discutido no âmbito da Organização Marítima Internacional (IMO). No ano passado, a companhia anunciou um investimento de pelo menos US$ 2 bilhões para reduzir em 33% suas emissões de escopos 1 e 2 até 2030. Anunciou ainda que irá reduzir em 15% as emissões de escopo 3 até 2035, relativas à cadeia de valor, das quais as emissões de navegação fazem parte, já que os navios não são próprios. As metas são alinhadas com a ambição do Acordo de Paris.

Em agosto deste ano, a Vale recebeu o primeiro navio Guiabamax com air lubrication instalado. A tecnologia cria um carpete de bolhas de ar na parte de baixo do navio, permitindo reduzir o atrito da água com o casco. Expectativas conservadoras apontam para uma redução de combustível em torno de 5 a 8%,
com potencial de redução de 4,4% das emissões anuais do transporte marítimo de minério de ferro da Vale.

Eficiência

Com a adoção de novas tecnologias e renovação de sua frota, a Vale tem investido fortemente para incorporar o estado da arte em termos de eficiência e de inovação ambiental na área de navegação. Desde 2018, a empresa opera com Valemaxes de segunda geração e, desde 2019, com os Guaibamaxes, com capacidade de 400 mil toneladas e 325 mil toneladas, respectivamente. Essas embarcações estão entre as mais eficientes do mundo e conseguem reduzir em até 41% as emissões de CO2 equivalente se comparadas com as de um navio capesize, de 180 mil toneladas, construído em 2011.
 

Copiar o texto
08/11/2021 17:40h

Segundo comunicado, as empresas pretendem desenvolver soluções para descarbonização para siderurgia e discutem encontrar melhores caminhos utilizando o portfólio das empresas

A Vale assinou um Memorando de Entendimento com a Posco em que as empresas vão buscar oportunidades para desenvolver soluções para a siderurgia focadas na redução das emissões de CO2.

Vale e Posco querem desenvolver soluções para descarbonização para a siderurgia e debatem os caminhos adequados, utilizando o amplo portfólio de produtos da mineradora, incluindo produtos de minério de ferro de alta qualidade, como pelotas, finos e briquetes, como uma solução potencial para reduzir o consumo de combustíveis fósseis, que visam trazer uma contribuição para a Posco alcançar a neutralidade de carbono no processo de produção integrada de aço até 2050.

Marcello Spinelli, vice-presidente executivo da Vale, Minério de Ferro, e Hagdong Kim, Head da Unidade de Negócios de Aço da Posco, participaram da cerimônia de assinatura virtual do Memorando de Entendimento, na última quinta-feira (4). "A indústria siderúrgica e de mineração já estão em transformação para desenvolver soluções de baixo carbono, e estamos felizes em estar com a Posco nesta jornada”, disse Spinelli.

Produção Mineral Baiana Comercializada cresceu 36% em setembro

Amarillo Gold iniciará construção da linha de transmissão que fornecerá energia elétrica para o projeto da mina de Posse

Minério de Ferro: exportações têm ligeira queda em setembro

O caminho para descarbonização será fundamental para cumprir as metas do Acordo de Paris e entregar um legado à sociedade e ao planeta. “A Vale está bem posicionada para liderar a indústria com nosso portfólio de classe mundial e de alta qualidade e com tecnologias inovadoras.”

Já o executivo da Posco afirmou que a Vale e a siderúrgica têm o objetivo de alcançar a neutralidade em carbono até 2050. “É importante a responsabilidade social que devemos cumprir como membros da sociedade. Em vez de tentarmos sozinhos, se trabalharmos juntos, criaremos mais sinergia. Ao assinar o memorando, espero uma maior sinergia entre a Vale e a Posco em direção à neutralidade de carbono.”

A iniciativa contribui para que a Vale alcance o compromisso de reduzir 15% as emissões líquidas de Escopo 3 até 2035. Além disso, a Vale quer diminuir as emissões absolutas de Escopo 1 e 2 em 33% até 2030 e alcançar neutralidade até 2050, em linha com o Acordo de Paris, liderando o caminho em direção à mineração de baixo carbono.
 

Copiar o texto
21/10/2021 16:40h

Ação visa incentivar o plantio de árvores em áreas urbanas e rurais

Baixar áudio

A Mineração Serra Verde doou 200 mudas nativas do Cerrado para moradores de Minaçu (GO) e para 274 alunos da Escola Municipal Dona Izaura Maria da Silva Oliveira. As mudas são árvores frutíferas como pequi, cajá, jenipapo, buriti e pitomba, cultivadas por profissionais da empresa Cerradão Serviços Ambientais e Patrimoniais, especializados em prepará-las até que estivessem prontas para inserção direta no solo. 

As mudas foram distribuídas gratuitamente nos meses de setembro e outubro, aos interessados que passavam em frente ao Centro de Relações Comunitárias (CRC). Segundo a engenheira agrícola Luciana Ferreira, técnica responsável do viveiro instalado na área da Engie Brasil Energia, cada espécie tem sua especificidade. "Uma muda de pequizeiro, por exemplo, é uma das mais difíceis de se obter. Devido à dormência natural da semente, exige uso de técnicas específicas até que chegue o momento de plantio direto no local desejado", explica.

Fertilizantes: estudo sobre fosfato na Bacia Potiguar

Minery: startup brasileira aproxima negociações entre fornecedores e clientes na mineração

Brasil prevê reduzir emissão de 1 bilhão de toneladas de gases do efeito estufa na agricultura até 2030

Herta Torres, Gerente de Relações Institucionais e Responsabilidade Social Corporativa da Mineração Serra Verde, diz que a ação despertou o interesse na comunidade para o plantio, além de impactar positivamente na educação ambiental dos alunos. "Por meio da arborização, vamos favorecer um clima mais agradável, além de aumentar a biodiversidade e reduzir a poluição sonora", diz.

Copiar o texto
19/10/2021 17:40h

A parceria pretende desenvolver estudos de viabilidade econômica para utilização de produtos de menor impacto de carbono

A Vale e a produtora de aço chinesa Jiangsu Shagang assinaram um memorando de entendimento para desenvolvimento de soluções para a siderurgia, focadas na redução das emissões de carbono.

A parceria pretende desenvolver estudos de viabilidade econômica para utilização de produtos de menor impacto de carbono no processo de fabricação do aço, como produtos de minério de ferro de alta qualidade e para a cooperação em plantas Tecnored, subsidiária 100% da Vale focada no desenvolvimento de um processo de ferrogusa de baixo carbono por meio do uso de fontes de energia, como biomassa e gás de síntese, que emitem menos CO2 que os processos tradicionais de produção de ferro gusa, como o carvão e coque.

Fertilizantes: estudo sobre fosfato na Bacia Potiguar

Aço: produção atinge 37,6 milhões de toneladas na América Latina de acordo com a Alacero

A iniciativa contribui para que a Vale atinja a meta de reduzir em 15% as emissões líquidas de Escopo 3 até 2035. Além disso, a mineradora quer diminuir as emissões absolutas de Escopo 1 e 2 em 33% até 2030 e alcançar neutralidade até 2050, em linha com o Acordo de Paris.
 

Copiar o texto
15/10/2021 17:50h

Evento será transmitido de forma online pelo site da Câmara dos Deputados

Baixar áudio

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, com o apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), realizará na próxima terça-feira (19), das 14h às 18h, o seminário Mineração, Transição Energética & Clima. O evento será transmitido de forma online pelo site www.camara.leg.br/tv e pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube. A interação com os palestrantes será feita pelo site https://edemocracia.camara.leg.br/audiencias/sala/2381. 

Vale entrega mais de 500 mil cestas básicas em todo o país

“Garimpeiro não é bandido”, diz Joaquim Passarinho ao defender legalidade da atividade

Aço: produção atinge 37,6 milhões de toneladas na América Latina de acordo com a Alacero

Para o diretor-presidente do IBRAM, Flávio Penido, esta é mais uma oportunidade de mostrar a todos a importância da mineração brasileira para o futuro da humanidade. “Na busca por novas tecnologias de baixo carbono, os minerais são peças fundamentais para a criação de inovações que tragam ainda mais sustentabilidade para o mundo. Essa tendência global guarda um enorme potencial para aumentar ainda mais a demanda global por minerais e metais”, afirma.

Em paralelo, no Salão Branco da Câmara dos Deputados, no período de 19 a 29/10, o IBRAM promoverá uma exposição dedicada aos minerais que vão contribuir com a transição energética e questões relacionadas ao clima. O conteúdo da exposição também será exposto no site do IBRAM.
 

Copiar o texto
06/10/2021 21:40h

A avaliação foi feita durante o segundo dia de debates do EXPOSIBRAM 2021, considerado o maior e mais tradicional evento do mineral

Baixar áudio

O saldo do setor mineral referente ao primeiro semestre de 2021 foi de quase R$ 150 bilhões. Ou seja, houve um aumento de 98% no indicador na comparação com os R$ 75,3 bilhões registrados entre janeiro e junho do ano passado. Os dados são do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram)

Embora o Brasil tenha destaque na área, apenas cerca de 3% do território nacional encontra-se mapeado e com um nível de detalhamento adequado. Isso significa que somente uma pequena parcela do território brasileiro tem seu subsolo devidamente estudado. O quadro levou o Ibram a abordar o tema, nesta quarta-feira (6), durante a EXPOSIBRAM 2021 – Expo & Congresso Brasileiro de Mineração. 

Agência Nacional de Mineração e municípios fecham acordos para ampliar fiscalização e cobrança da CFEM

CBA assina carta e pede protagonismo do Brasil na COP26

Para CEOs, Brasil precisa melhorar competitividade

Na ocasião, especialistas debateram a necessidade da implementação de políticas de fomento à pesquisa mineral no Brasil. Entre eles, estava o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM), João Luiz Nogueira, que enumerou medidas a serem tomadas para o crescimento do setor.

“Se faz necessária a publicação imediata de edital das áreas em disponibilidade pela ANM, as ditas ofertas públicas. Aprovação da Resolução da ANM sobre sistema brasileiro de certificação de recursos e reservas; direito minerário com garantia. Isso é comum em países em que a mineração está a algumas décadas à nossa frente. Digitalização dos processos de direito minerário pela ANM, e não contingenciamento na LOA”, destacou.  

Aprimoramento da agenda regulatória 

A programação da EXPOSIBRAM 2021 também buscou, nesta quarta, apontar a situação das questões regulatórias no setor de mineração. Segundo a diretora da Agência Nacional de Mineração (ANM), Débora Puccini, que participou do evento, a ideia é incluir temas que ajudem o setor a evoluir de forma segura, definindo prioridades dentro das demandas exigidas. 

“Em sendo uma agência, precisamos e devemos executar uma agenda regulatória. Isso é algo que engrandece a nossa atuação. Entendemos isso como algo importante para o setor, para alavancar esse avanço que acredito termos nos próximos anos”, afirmou.  

Ainda de acordo com Puccini, diversos projetos estão em estágio avançado, com minuta de Resolução pronta. Entre eles, se destacam:

  • Resolução sobre Recursos e Reservas
  • Aproveitamento de Estéril e Rejeitos
  • Segurança de Barragens
  • Garantia para fins de financiamento 
  • Cadastro Nacional do Primeiro Adquirente de PLG

Entre as entregas já realizadas estão a Resolução 34/2020, que permite o emprego de resina PET pós-consumo reciclado de grau alimentício, em embalagens de água mineral ou potável de mesa, desde que atenda aos requisitos estabelecidos na ANVISA. Outra Resolução é a 68/2021, que regulamenta o Plano de Fechamento de Mina.

Fertilizantes 

Dada a abrangência de temas destacados na EXPOSIBRAM 2021, a agenda contou com debates sobre o Plano Nacional de Fertilizantes e as perspectivas do mercado desses produtos no Brasil. 

De acordo com o secretário adjunto de assuntos estratégicos da Presidência da República, Joanisval Gonçalves, a ideia do governo federal é elaborar uma política para ampliar a produção nacional de fertilizantes agrícolas. Segundo Gonçalves, a intenção é diminuir a dependência da importação do produto. 

“A nossa produção nacional de fertilizantes diminuiu, o preço dos fertilizantes disparou, e o agronegócio depende dos fertilizantes importados, para aumentar essa produtividade, ao mesmo tempo que nossa indústria nacional tem encolhido. É aí que entra o Pano Nacional de Fertilizantes, que nos foi trazido como uma demanda, em primeiro lugar, do Ministério da Agricultura”, destacou. 

Gonçalves afirmou que o plano deve ser lançado nas próximas semanas. Atualmente, o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados no agronegócio. A expectativa é de que, em 2021, essas transações aumentem em 7,5%. As vendas, por sua vez, deverão crescer no Brasil em torno de 4,5%.

EXPOSIBRAM 2021

A Edição 2021 da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) é considerado o maior e mais tradicional evento do setor. As mineradoras apresentam os avanços da mineração rumo a uma atividade mais segura, sustentável e responsável. O evento começou na terça-feira (5) e termina nesta quinta (7). 
 

Copiar o texto
29/09/2021 17:20h

O tema foi assunto do Congresso Aço Brasil 2021, realizado nesta quarta-feira (29)

Baixar áudio

A produção de aço bruto no Brasil teve aumento de 24% no primeiro semestre de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 18,1 milhões de toneladas. As vendas internas saltaram 43,9%, enquanto o consumo aparente subiu 48,9%.

Os dados são do Instituto Aço Brasil (IABr) que, nesta quarta-feira (29), promoveu o Congresso Aço Brasil 2021. O evento, que abordou os principais processos e números da cadeia nacional do produto, deu ênfase na importância de o setor atuar de forma sustentável.

A diretora de Assuntos Institucionais do Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, apontou as mudanças climáticas como fator que acende a necessidade de debate entre as companhias para definirem papéis que auxiliem o setor nas questões sociais, econômicas e ambientais. Nesse caso, ela mostrou preocupação com a emissão de gases CO2.

“Se nós, como país, assim como as demais nações do planeta, não nos esforçarmos de uma forma global, o resultado não será positivo. Em relação às emissões específicas de gás de efeito estufa no nosso setor, a média setorial no mundo é de 1,83 toneladas de CO2, por tonelada de aço bruto produzida, enquanto a do Brasil é de 1,72”, destaca.

Para que o engajamento global do setor siderúrgico seja atingido, Cristina pontuou como condição essencial, o envolvimento dos governos, independentemente da esfera. “Temos visto que o governo federal tem iniciado algumas ações nesse sentido, assim como os governos estaduais”, disse.

“É importante que essas políticas e metas se comuniquem, porque todos os setores envolvidos não podem ficar atendendo a compromissos e objetivos diferenciados, em função do que venha a exigir-se da União, dos estados e dos municípios”, considerou Cristina.

Clariant inaugura Centro de Competência para Tratamento de Rejeitos em Belo Horizonte (MG)

Produção mundial de aço bruto caiu 1,4% em agosto

Mineração Rio do Norte faz parceria com comunidade para explorar Copaíba

Outro participante do evento foi o conselheiro do Instituto Aço Brasil e presidente da ArcelorMittal Brasil, Benjamin Baptista. No debate, ele defendeu que a produção do aço seja feita de forma racional. Desta forma, ele acredita que o setor atenderá aos anseios da sociedade no que diz respeito à sustentabilidade, o que garantirá maior demanda de produção no futuro.

“A tensão entre o curto e o longo prazo é muito maior do que a tensão entre o lucro e os impactos socioambientais. E, as perspectivas do aço em razão do aumento da população e com o otimismo de que 2,3 bilhões de pessoas sairão da pobreza para a classe média, é que chegaremos a 2,6 bilhões de toneladas de aço a serem produzidas em 2050”, projetou.

Sobre os trabalhos sustentáveis de empresas do setor desenvolvidos atualmente, ele citou como exemplo a parceria entre o governo do Espírito Santo com a ArcelorMittal Tubarão, que prevê a utilização, pela companhia, de água de reuso para fins industriais. A medida, segundo Baptista, acarreta economia de recursos hídricos provenientes do Rio Santa Maria da Vitória.

Futuro da Indústria Brasileira do Aço

O debate desta quarta-feira também tratou do futuro da indústria do aço a nível nacional. O conselheiro do Instituto Aço Brasil e diretor-presidente da Usiminas, Sergio Leite, lembrou do cenário de crise registrado em 2020, e ressaltou que o setor teve que elaborar estratégias, sobretudo redução de estoque para preservação de caixa.

Porém, após uma avaliação do momento atual, ele afirma que toda a cadeia de produção do aço já está recuperada. “Nós, durante o segundo semestre de 2020 e durante o primeiro semestre de 2021, realizamos um trabalho intenso, produzimos com alta escala, normalizamos o abastecimento do mercado”, afirmou.

“Podemos dizer que esse abastecimento está normalizado, assim como a grande maioria dos estoques. A indústria do aço está atendendo plenamente em quantidade e qualidade”, complementou Leite.

Nos seis primeiros meses de 2021, as exportações do setor tiveram retração de 13,7% em quantidade, com total de 5,2 milhões de toneladas, e aumento de 28,3% em valor, de US$ 3,8 bilhões. Já as importações evoluíram 140,6% no período, somando 2,5 milhões de toneladas e 105,6% em valor, com US$ 2,3 bilhões.

Copiar o texto
18/06/2021 19:00h

Webinars debate papel de pequenas e médias mineradoras

Baixar áudioBaixar áudio

Um webinar promovido pela Metso Outotec e pela Revista Brasil Mineral reuniu especialistas para comentar o cenário da mineração, nesta sexta-feira (18). O evento aconteceu de forma virtual e debateu o papel de pequenas e médias mineradoras.
 
O debate faz parte da programação da iniciativa ‘Desafios do Norte’, que acontece entre 15 e 24 de junho. Na programação de hoje, Francisco Alves, editor da Brasil Mineral, levantou reflexões sobre a atuação de empresas de mineração em processo de crescimento.

 

“As empresas de mineração de médio e de pequeno porte são a grande maioria. E é importante lembrar também que as gigantes da mineração de hoje começaram pequenas. A Vale começou na década de 1940, minerando minério de ferro com picareta e transportando com muita dificuldade, em uma escala infinitamente menor do que hoje. Isso é importante, porque as empresas de mineração de médio e pequeno porte de hoje podem ser as grandes mineradoras do futuro.”

Francisco ainda ressaltou o papel dessas organizações quanto ao desenvolvimento sustentável, pontuando que há grandes diferenças entre os serviços delas com aqueles feitos de formas irregulares, que acabam trazendo uma percepção distorcida do que é a mineração. 

“A mineração está sendo hoje, de certa forma, vilanizada no Norte por conta de atividades de extração que são confundidas, atividades de extração que são irracionais, que não têm qualquer traço de sustentabilidade e que passa para população uma imagem bastante negativa. Então, a questão da sustentabilidade acho que é extremamente importante.”

Licenças

O debate também contou com a participação de Luis Azevedo, presidente e fundador da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM). Ele levantou o ponto das necessidades de licenças obtidas pelas empresas, que dão a regularidade necessária para as atividades, mas que envolvem processos burocráticos diferentes das operações de outros países desenvolvidos.
 
“O minerador precisa de um leque de licenças. A licença de energia que já é difícil, começa por aí, licença de pesquisa é difícil. Depois, você tem que ter licença de barragem, você tem que ter licença de operação de lavra, você tem que ter licença de água. Quer dizer, a pluralidade. E o pior de tudo, diferentes órgãos para te licenciar, o que é outra dificuldade. Países como Canadá e Austrália conseguem cumprir esse rito todo em cinco anos, com previsibilidade para projetos de médio a grande porte.”
 
Segundo ele, no Brasil, a maior parte dos licenciamentos de pequenas minerações levam cerca de oito anos. “É possível licenciar a pequena mineração em menos de oito anos? Se têm casos que aconteceram foram um ou dois, mas a maioria leva esse prazo mesmo.”

Desenvolvimento

Giorgio De Tomi, diretor do Núcleo de Pesquisa para a Pequena Mineração Responsável da USP e membro do Conselho Editorial do Brasil Mineral, esclareceu como essas empresas podem trazer impactos positivos para as regiões em que se encontram.
 
“Temos exemplos do papel da micro, pequena e média empresa de mineração na integração regional. Porque, normalmente, ela está operando em lugares não necessariamente com infraestrutura desenvolvida, e todo esse trabalho que a gente faz de mineração pode contribuir com isso. Então, a oportunidade de parcerias e de integração regional é muito grande.”
 
O especialista também avaliou que o planejamento no processo de atividades de extração mineral é fundamental para que esses benefícios sejam implementados.

“Quando falamos em mineração responsável, para qualquer nível de mineração, mas, especialmente, para micro, pequena e média mineração, temos que ter um plano. Temos que planejar a mina e aí ir lá e cumprir o plano.”

Esse foi o segundo webinar realizado na semana. Os detalhes do primeiro, que discutiu o potencial mineral da Amazônia, estão no portal Brasil61.com, neste link. O evento vai promover ainda quatro encontros técnicos, entre 21 e 24 de junho, com foco em: tecnologias para mineração, peneiramento eficiente, soluções de desgaste e soluções para filtragem e modernização de células de flotação. 

Copiar o texto
04/06/2021 15:21h

O Instituto de Minerais Sustentáveis da The University of Queensland (Austrália) realiza o webinar “Mineração, Mudança Climática e Transição Global de Energia”

O Instituto de Minerais Sustentáveis da The University of Queensland (Austrália) realiza o webinar “Mineração, Mudança Climática e Transição Global de Energia” dia 10 de junho, das 6h30 às 8h. 

Este é o primeiro de uma série de três webinars com o objetivo de encorajar o diálogo político entre a indústria brasileira e australiana e as partes interessadas do governo no tópico de governança mineral e desenvolvimento sustentável. Uma apresentação inicial será seguida por um painel de discussão com representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Vale, Instituto de Minerais Sustentáveis (SMI) e Governo de Queensland. O webinar será moderado pelo Professor Daniel Franks, Líder do Programa de Desenvolvimento Estratégico de Minerais, SMI. 

O webinar terá a participação do Secretário Brasileiro de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Alexandre Vidigal, o embaixador da Austrália no Brasil, Timothy Kane e o diretor do SMI, Prof. Neville Plint. O Prof. Rick Valenta, Diretor de Centros de Produção, Painel de Discussão SMI terá uma apresentação de 30 minutos.

Após a apresentação haverá uma sessão de perguntas e respostas com a Dra. Helen Degeling, Diretora de Geociência de Minerais do Departamento de Recursos de Queensland, Professor Rick Valenta, Diretor de Centros de Produção do SMI, Frederico Bedran Oliveira, Diretor de Geologia e Transformação Mineral do MME e Gustavo Dedavid de Almeida Bastos, Gerente Executivo do Centro de Excelência Vale.

Copiar o texto
Brasil 61