Minério de ferro

29/12/2021 17:50h

Notícia divulgada pela Bloomberg diz que a mineradora Anglo American e a Vale estariam em negociações visando ao aproveitamento do depósito de minério de ferro Serpentina, contíguo ao Minas-Rio

Em resposta à notícia divulgada pela Bloomberg, de que a Vale estaria em conversas para uma parceria no projeto Minas-Rio, a Anglo American confirmou que existem negociações visando ao aproveitamento do depósito de minério de ferro Serpentina, contíguo ao Minas-Rio. 

A companhia esclarece, no entanto, que as conversações sobre o desenvolvimento conjunto do depósito ainda se encontram em estágio preliminar. 

“Não há certeza de que um acordo será alcançado nem sobre os termos do mesmo”, informa a Anglo American. A Vale também divulgou comunicado confirmando as conversas e reiterando que nada existe ainda de concreto. 

O projeto Serra da Serpentina, cuja viabilidade de aproveitamento estava sendo desenvolvida pela Vale, visa a lavra de itabiritos de alto teor ao sul do município de Conceição do Mato Dentro, onde está concentrado o projeto Minas-Rio, da Anglo American. 

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Como as reservas estão contíguas às da Serra do Sapo, que estão sendo lavradas pela Anglo American, uma parceria faz todo o sentido, já que a Vale poderia explorar sinergias com as instalações já existentes, reduzindo o investimento. 

Uma das alternativas que vinha sendo estudada pela Vale era o transporte do minério por mineroduto até as instalações de beneficiamento em Itabira, distante 150 km da jazida. A Vale possui direitos minerários numa área de 318 quilômetros quadrados nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Santo Antônio do Rio Abaixo e Morro do Pilar.

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28/12/2021 19:50h

Dados são do Sinferbase, que traz informações sobre a mineração

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase), as exportações de minério de ferro em novembro de 2021 somaram 28,272 milhões de toneladas, apresentando crescimento em relação aos 26,103 milhões de toneladas do mesmo mês de 2020.

No acumulado até novembro, as vendas externas cresceram de 267,137 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020, para 276,247 milhões de toneladas neste ano.

As exportações de minério da Vale e coligadas cresceram de 23,803 milhões de toneladas de minério de ferro em novembro de 2020 para 26,089 milhões de toneladas em novembro de 2021. No acumulado dos onze primeiros meses, as exportações da Vale e coligadas passaram de 245,640 milhões de toneladas para 254,798 milhões de toneladas de minério de ferro na comparação anual de 2020 e 2021.

As exportações de pelotas registraram alta de 817 mil toneladas, em novembro de 2020, para 1,395 milhão de toneladas em novembro deste ano. Entre janeiro e novembro, as vendas externas de pelotas recuaram de 13,722 milhões de toneladas, em 2020, para 10,963 milhões de toneladas até novembro de 2021.

Já as vendas de minério de ferro no mercado nacional aumentaram de 2,339 milhões de toneladas em novembro de 2020 para 2,599 milhões de toneladas em novembro deste ano. No acumulado até novembro, as vendas internas cresceram de 20,753 milhões de toneladas, em 2020, para 27,758 milhões de toneladas neste ano.

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29/10/2021 18:30h

Entre julho e setembro, a companhia produziu 89,4 milhões de toneladas

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A Vale registrou um Ebitda ajustado proforma de US$ 7,109 bilhões no terceiro trimestre de 2021, ou US$ 4,130 bilhões abaixo do apresentado no trimestre passado. A redução se deve, principalmente, à menor receita nos negócios de minerais ferrosos, já que os finos de minério de ferro tiveram uma queda de 31% nos preços. 

Também pesou negativamente o desempenho dos metais básicos, já que os subprodutos de níquel tiveram receitas mais baixas e foram impactados pela paralisação nas operações em Sudbury, no Canadá. Mas a geração de caixa atingiu US$ 7,765 bilhões, ou US$ 1,238 bilhão a mais em relação ao segundo trimestre do ano.

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A empresa informa que distribuiu aos acionistas US$ 7,391 bilhões, com base nos resultados do primeiro semestre de 2021. “Considerando os dividendos distribuídos em março e junho, US$ 13,5 bilhões foram destinados aos acionistas em 2021”, afirma a companhia. 

A Vale também anunciou a aprovação de um novo programa de recompra de até 200 milhões de ações, equivalente a 4,1% das ações atualmente em circulação. Um programa anterior, já concluído, comprou 270 milhões de ações. 

Com relação ao programa de reparação de Brumadinho, a empresa afirma que está implementando o Acordo de Reparação Integral. “Até setembro, pagamos R$ 3,9 bilhões em relação aos nossos compromissos, como o programa de segurança hídrica e as primeiras parcelas de projetos de mobilidade urbana e de fortalecimento dos programas de serviço público. No 4T21, esperamos pagar aproximadamente R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 4,4 bilhões são referentes ao programa de transferência de renda”.

“Neste terceiro trimestre, nossa produção de minério de ferro foi próxima a 90 milhões de toneladas, com um progresso significativo na retomada operacional do Complexo de Vargem Grande. Continuamos a trabalhar para melhorar a confiabilidade operacional, especialmente no negócio de Metais Básicos. Nossa geração de caixa continua robusta, superando o último trimestre em 18%, um ritmo que permitiu o pagamento de dividendos históricos em 2021. Agora, anunciamos um novo programa de recompra, o que demonstra nossa confiança no potencial da Vale. Com a manutenção da nossa estratégia de “value over volume” e otimização de custos, continuaremos a criar e compartilhar valor com nossos acionistas”. Foi o que comentou o diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeu, sobre os resultados da companhia no terceiro trimestre de 2021. 

SEC notifica antes de possível investigação

A Vale recebeu notificação formal da U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) sobre possível investigação da mineradora. A investigação tentaria encontrar evidências de violações da lei de títulos mobiliários norte-americana relacionadas a divulgações sobre sua gestão de segurança de barragens e à barragem em Brumadinho. 

A Wells Notice não é uma acusação formal ou uma alegação de má-conduta e permite à Vale a oportunidade de prover seu ponto de vista e abordar as questões levantadas pela equipe da SEC antes desta tomar qualquer decisão sobre a autorização para que se inicie um processo regulador. 

Caso decida por autorizar uma ação contra a Vale, a SEC pode buscar, em um processo na corte federal, uma liminar contra possíveis violações da lei de títulos mobiliários norte-americana, a imposição de multas, reversão de ganhos e outras medidas dentro da autoridade da SEC. A Vale informa que discorda da equipe da SEC com relação a esta recomendação e irá responder no âmbito do processo da Well Notice.
 

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26/10/2021 19:00h

Já as vendas de minério de ferro no mercado nacional aumentaram de 1,8 milhão de toneladas em setembro de 2020 para 2,5 milhões de toneladas em setembro deste ano

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Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase), as exportações de minério de ferro em setembro de 2021 somaram 28,364 milhões de toneladas, uma ligeira queda sobre os 28,604 milhões de toneladas do mesmo mês de 2020.

Na comparação anual dos nove primeiros meses, as vendas externas passaram de 212,998 milhões de toneladas, em 2020, para 221,900 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2021. As exportações de minério da Vale e coligadas somaram 26,371 milhões de toneladas em setembro de 2021, um decréscimo em relação aos 27,605 milhões de toneladas de setembro de 2020. As exportações da Vale e coligadas cresceram de 195,457 milhões de toneladas para 204,491 milhões de toneladas na comparação anual entre os nove primeiros meses de 2020 e 2021. 

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As vendas externas de pelotas somaram 1,128 milhão de toneladas em setembro de 2021, um discreto recuo sobre as 1,621 milhão de toneladas de setembro do último ano. Entre janeiro e setembro, as vendas externas de pelotas caíram de 11,745 milhões de toneladas, em 2020, para 8,548 milhões de toneladas nos nove primeiros meses deste ano. Já as vendas de minério de ferro no mercado nacional aumentaram de 1,852 milhão de toneladas em setembro de 2020 para 2,577 milhões de toneladas em setembro deste ano. No acumulado até setembro, as vendas internas cresceram de 16.292 milhões de toneladas, em 2020, para 22.633 milhões de toneladas neste ano.
 

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25/10/2021 17:05h

No terceiro trimestre de 2021 a produção no sistema Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro, no Médio Espinhaço, foi de 6,1 milhões de toneladas de minério de ferro

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A produção de minério de ferro da Anglo American no Brasil teve aumento de 22% no terceiro trimestre de 2021, em comparação com igual período do ano passado. Foram produzidas 6,1 milhões de toneladas, contra 4,9 milhões de toneladas nos mesmos meses de 2020. Já em relação ao segundo trimestre de 2020, o aumento foi de 4%. 

Como resultado da maior produção no Minas-Rio, a produção de minério de ferro do grupo Anglo American registrou um acréscimo de 15% em comparação ao período anterior. A empresa espera produzir no Brasil, em 2021, um total de 24 milhões de toneladas. 

A produção de níquel da empresa no País, por sua vez, alcançou 10,4 mil toneladas, o que significa um aumento de 2% sobre o mesmo período de 2020. 
Comparando com a produção do 2º trimestre de 2021, de 10,6 mil toneladas, houve uma ligeira queda de 2%. Até o fim deste ano, a companhia espera atingir uma produção entre 42 e 44 mil toneladas em Goiás.

A Anglo American também aumentou sua produção de diamantes em bruto em 28% no período, principalmente nas minas de Jwaneng e Venetia, o que reflete maior produção planejada em resposta à contínua recuperação da demanda do consumidor liderada pelos principais mercados dos Estados Unidos e China. 

A produção de cobre da empresa caiu 6% no trimestre, em razão da manutenção planejada em Collahuasi, enquanto a produção total de 2021 até o momento em todas as operações de cobre cresceu marginalmente em 1%, apesar das contínuas restrições de disponibilidade de água causadas por condições recordes de seca no Chile. 

As operações de Platinum Group Metals (PGMs) entregaram um aumento de 39% na produção refinada, o que acarreta desempenho estável da unidade ACP Fase A, enquanto a produção de minério de ferro foi 15% superior no trimestre, impulsionada principalmente pelo aumento de 22% do Minas-Rio, que demonstrou manutenção planejada no terceiro trimestre de 2020 para varredura interna de rotina do duto. A produção de Kumba também cresceu 11% devido ao melhor desempenho da planta. 

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A Anglo American viu as operações de carvão metalúrgico longwall na Austrália, a Moranbah, melhorar constantemente à medida que mineraram em zonas geológicas desafiadoras neste trimestre. Já o trabalho de desenvolvimento em Grosvenor continua a progredir, com a mineração longwall prevista para reiniciar no final do ano. A produção de níquel primário aumentou 2% no período e o níquel subproduto de nosso negócio de PGMs aumentou 20%, para 6.000 toneladas. 

Mark Cutifani, CEO da Anglo American, disse que a produção aumentou 2% em comparação ao terceiro trimestre do ano passado, com os níveis operacionais geralmente mantidos em aproximadamente 95% da capacidade normal. “O aumento na produção é liderado pela maior produção planejada de diamantes em bruto na De Beers, aumento da produção de nossa operação de minério de ferro Minas-Rio no Brasil, refletindo a manutenção planejada do duto no terceiro trimestre de 2020, e melhor desempenho da planta em nossas operações de minério de ferro Kumba no Sul África.” 

Ainda segundo Cutifani, a Anglo segue orientação de produção para 2021 em todos os produtos, enquanto aproveita a oportunidade para estreitar a orientação para diamantes, cobre e minério de ferro dentro da faixa atual conforme o ano chega ao final. “Nossas operações de cobre no Chile continuam a trabalhar arduamente para mitigar o risco de disponibilidade de água devido aos desafios apresentados pela mais longa seca já registrada na região, incluindo a obtenção de água que não é adequada para uso em outros lugares e aumentando ainda mais a reciclagem de água.”
 

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20/10/2021 16:45h

O aumento foi de 18,1% no terceiro trimestre de 2021, comparado ao segundo trimestre do ano, somando 89,4 milhões de toneladas

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A Vale anunciou que sua produção de finos de minério de ferro registrou aumento de 18,1% no terceiro trimestre de 2021, comparado ao segundo trimestre do ano, somando 89,4 milhões t. Em contrapartida, houve uma forte queda nos preços da matéria prima, com uma redução de US$ 37/tonelada métrica seca em relação ao trimestre passado, impactando negativamente as receitas do período. 

O aumento no volume produzido foi proporcionado pela melhora das condições climáticas no Sistema Norte – contribuindo para um melhor desempenho de Serra Norte e S11D – maior produção em Vargem Grande por processamento a seco, graças ao ajuste do fluxo de uma das plantas de processamento a úmido, melhor performance de Itabira, devido a uma melhora do Run Of Mine disponibilizado, e maior compra de terceiros. 

Também contribuiu para o melhor desempenho a unidade de Fábrica, que alcançou sua capacidade total de 6 milhões t/ano, após a retomada do processo de beneficiamento no segundo trimestre de 2021. 

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Já os volumes de venda de finos e pelotas de minério de ferro totalizaram 75,9 milhões t, em linha com o registrado no segundo trimestre. A empresa reduziu as vendas de produtos de minério de ferro de alta sílica, devido ao nível mais baixo de preços.  

A produção de cobre, por sua vez, foi de 69,2 mil toneladas, ou 5,7% a menos em comparação com o segundo trimestre, principalmente devido à paralisação dos trabalhadores em Sudbury (Canadá) que afetou a produção de cobre em 16 mil toneladas, parcialmente compensadas pelo melhor desempenho em Sossego. 
Já o volume de níquel produzido foi de 30,2 mil toneladas uma queda de 27,2% em relação ao segundo trimestre de 2021, também motivada pela paralisação em Sudbury. 

A companhia informa que segue comprometida com seu plano de retomada de capacidade, “o que também está associado à eliminação de restrições e otimização de custos”. No terceiro trimestre, as operações da barragem Maravilhas III no complexo de Vargem Grande foram iniciadas após a emissão de uma Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) positiva. 

Como um passo adicional no plano de retomada, a Vale iniciou o comissionamento do segmento do TCLD (Transportador de Correias de Longa Distância) próximo à barragem Vargem Grande em outubro. Ao final do comissionamento, espera-se um aumento de 6 milhões t de capacidade de produção no site Vargem Grande.
 

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10/08/2021 16:18h

Intervenções irão beneficiar cerca de 2,4 mil famílias dos bairros Pauline e São Leopoldo

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O município de Belford Roxo, no Rio de Janeiro, vai receber R$ 603,4 mil do Governo Federal para obras de saneamento básico. O repasse do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) será usado na continuidade das obras de saneamento integrado nos bairros Pauline e São Leopoldo. Cerca de 2,4 mil famílias serão beneficiadas com a nova infraestrutura.

Esse é o segundo repasse para o município da Baixada Fluminense neste mês de agosto. Na semana passada, o MDR anunciou a liberação de R$ 212,6 mil para a mesma obra.

O secretário Nacional de Saneamento, Pedro Maranhão, reforça a importância dos investimentos no setor. “Serviços como tratamento de água e esgoto são essenciais para a população. E a falta de investimentos acarreta uma série de problemas de saúde, além de impactar negativamente o meio ambiente. Por isso, a nossa gestão está empenhada em mudar essa situação, trabalhando para dar continuidade às obras já iniciadas e construindo novos empreendimentos”, afirma.

Desde janeiro, R$ 280,8 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) foram repassados pelo MDR para garantir a continuidade de empreendimentos de saneamento básico pelo País. Outros R$ 696,4 milhões foram assegurados para financiamentos por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de outros fundos federais financiadores.

Atualmente, a carteira de obras e projetos da Pasta no setor – contratos ativos e empreendimentos em execução ou ainda não iniciados – é de 1.209 empreendimentos, somando um total de R$ 44,2 bilhões, sendo R$ 26,1 bilhões de financiamentos e de R$ 18,1 bilhões de Orçamento Geral da União

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09/08/2021 18:00h

Valorização dos preços do mineral e do dólar, e novas operações comerciais no estado influenciaram no faturamento das mineradoras baianas: R$ 5 bilhões, no primeiro semestre de 2021

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Segundo dados  da Agência Nacional de Mineração (ANM), a valorização do minério de ferro e a alta do dólar contribuiram para que as mineradoras baianas registrassem aumento no faturamento, além de tornar o estado atraente para investimentos. 

Nos primeiros sete meses de 2021, o faturamento das companhias atingiu a marca dos R$ 5 bilhões, contra os R$ 2,9 bilhões obtidos no mesmo período de 2020, o que corresponde a um crescimento de 73% na receita. 

Muito desse crescimento no faturamento deve-se à entrada da BAMIN, que iniciou operação comercial em janeiro deste ano e pretende transformar a Bahia no terceiro maior estado produtor de minério de ferro do Brasil, tendo apresentado um crescimento na produção de quase 900% no primeiro semestre de 2021, em relação ao mesmo período de 2020 (ANM). 

Atualmente, os três estados que mais produzem minério de ferro são Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. “Nós estamos apenas raspando a superfície. A Bahia tem um potencial que vai muito além da BAMIN”, afirma Eduardo Ledsham, presidente da mineradora.

A Brazil Iron também já produz minério de ferro na Bahia e outras duas estão em processo de instalação – Tombador Iron e Colomi Iron – e novas áreas com potencial para produção de minério de ferro seguem sendo prospectadas pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e pela Companhia Vale do Paramirim. 

“Estudos realizados pela CBPM mostram que o centro-oeste baiano, onde fica Caetité, é rico em minério de ferro, urânio e outros minerais. Na esteira da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a CBPM já trabalha para atrair mais investimentos para oportunidades identificadas na região e, também, em estudos de novas jazidas minerais a 100 km de distância de cada lado dos trilhos”, afirma Antonio Carlos Tramm, presidente da CBPM. 

Os trilhos da primeira etapa da FIOL vão de Caetité ao Porto Sul e devem colocar a Bahia no seleto grupo de exportadores nacionais de minério de ferro, commodity que representa aproximadamente 4% do PIB brasileiro. 

O bom resultado do setor também representa um incremento de receitas para os municípios com produção mineral, que recebem 60% da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), a contribuição paga pelas mineradoras. Até julho de 2021 a contribuição referente a todos os minérios produzidos no estado cresceu 88%, indo de R$ 47,6 milhões para R$ 89,2 milhões, em relação ao mesmo período de 2020. 

Com exceção das pedras preciosas, não dá para fazer mineração com caminhão e, por isso, além da FIOL, a Bahia tenta garantir investimentos para os trechos baianos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA/VLI), que está pleiteando renovação do contrato de concessão por mais 30 anos, sem que antes aponte quais investimentos foram realizados nos últimos 25 anos de outorga e quais projetos e melhorias serão implementados no futuro.
 

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09/07/2021 14:44h

Licença permite que terminal, localizado em Maragojipe, no Recôncavo baiano, armazene e movimente granéis minerais, cargas gerais e equipamentos de grandes dimensões.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) concedeu licença definitiva de operação ao Complexo naval, industrial e logístico Enseada, localizado em Maragojipe, no Recôncavo Baiano. A licença tem validade de 25 anos e prevê que o Enseada armazene e movimente granéis minerais (minério de ferro), cargas gerais e equipamentos de grandes dimensões, a exemplo de torres e pás eólicas, além de ampliar a área do terminal portuário para 740 mil m², transformando o complexo em um dos maiores portos em operação do Nordeste.

O Terminal de Uso Privado do Enseada (TUP Enseada) possui águas abrigadas, calado profundo e localização privilegiada, o que garante segurança e eficiência superiores em movimentações de cargas.

O TUP iniciou as operações em 2020 e em menos de um ano já armazenou e movimentou 308 mil toneladas de minérios oriundos de minas da Bahia.

“Foram sete carregamentos de 44 mil toneladas cada realizados com pleno êxito por nossa equipe, o que já nos coloca como o maior porto de minério em operação na Bahia”, revela Mário Moura, diretor de operações do Enseada.

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05/06/2021 03:00h

Metso Outotec e Revista Brasil Mineral promovem painéis e encontros técnicos para traçar perspectivas para a mineração no Norte do país, papel das pequenas e médias empresas e introdução de novas tecnologias. Saiba mais

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O Brasil faturou cerca de R$ 209 bilhões com a produção mineral em 2020, o que representa aumento de 36% na comparação com o ano anterior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). E boa parte do sucesso desse setor se deve aos estados da região Norte do país, responsáveis por quase metade dessa arrecadação. 

É por isso que a Metso Outotec e a Revista Brasil Mineral promovem, entre 15 e 24 de junho, a partir das 14h, a primeira edição do evento ‘Desafios do Norte’. A iniciativa, que vai ocorrer de modo virtual, vai debater a produção mineral dos estados da maior região brasileira. 

Segundo Maria Amélia Enriquez, especialista em Economia Mineral e Desenvolvimento Regional, o potencial de crescimento da mineração na região Norte, com destaque para o Pará, é enorme. “Há um potencial de expansão das áreas que estão mineradas e de novos empreendimentos nas áreas pesquisadas. Eu diria que é um sucesso para o Brasil, porque ela permite a geração de divisas, que é tão importante para o equilíbrio do balanço de pagamentos”, avalia. 

No entanto, ela indica que é necessário buscar, também, desenvolvimento a partir dessa atividade. “A mineração pode se converter em uma plataforma importante de desenvolvimento econômico para a região e não apenas geradora de divisas para o Brasil e de lucro para os acionistas das grandes companhias”, complementa. 

Arte: Brasil 61

Perspectivas

O primeiro painel do evento, marcado para 15 de junho, vai debater justamente a questão levantada pela professora, ou seja, quais são as “Perspectivas Econômicas e de Desenvolvimento” para a mineração no Norte do Brasil. 

O geólogo Elder Prata Salomão, presidente da Geos e ex-diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), vai apresentar o painel. O debate vai contar com a participação do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) do Pará, José Fernando de Mendonça Gomes Jr., e do presidente do Conselho Diretor do Ibram, Wilson Nelio Brumer.  

Maria Amélia explica que o Pará é, sem dúvidas, o grande estado em mineração na região Norte. Cerca de 98% do valor arrecadado com a produção nortista vem de lá. E tal destaque se dá não apenas a nível regional, mas nacional também. De acordo com o Ibram, dos R$ 209 bilhões que o país faturou com a mineração em 2020, 46% são graças ao Pará, o que equivale a R$ 97 bilhões. 

Ela diz que nos últimos 20 anos a exportação do estado saltou de US$ 1 bi para US$ 20 bi. “Esse valor é maior do que o PIB dos 90 países mais pobres. É um esforço muito significativo, que representa em torno de 10% das exportações brasileiras. Quando a gente considera que o Pará representa pouco mais de 2% do PIB nacional, é um efeito bastante desproporcional”, diz. 

E as expectativas de expansão da mineração no estado e na região não param por aí, segundo a especialista. Atualmente, o Pará produz cerca de 200 milhões de toneladas de minério de ferro — principal produto mineral brasileiro —, mas em quatro anos a capacidade produtiva deve bater as 260 milhões de toneladas. 

“É um aumento de capacidade considerável, mas além do minério de ferro, tem previsões de investimento na área do cobre, da bauxita, do ouro, do líquido manganês”, cita. 

Pequenos e médios negócios

Já no dia 18 de junho, o segundo painel será conduzido pelo professor Dr. Giorgio De Tomi. Ele é professor do Departamento de Minas e Petróleo da Escola Politécnica e diretor do Núcleo de Pesquisa para a Pequena Mineração Responsável, ambos na Universidade de São Paulo (USP). O tema será “O papel das pequenas e médias mineradoras na produção atual da região”. 

Participam o presidente do Conselho Executivo da Associação Brasileira de Pesquisa Mineral (ABPM), Luis Mauricio Ferraiuoli Azevedo, e o ex-secretário de Mineração do Pará e diretor de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ronaldo Lima.

Segundo o professor Giorgio, engana-se quem acha que a mineração é negócio apenas para multinacionais e empresas de grande porte. Segundo ele, 98% dos títulos minerários concedidos pela ANM são para empresas de micro, pequeno e médio porte. 

“Claro que em termos de quantidade isso não é proporcional, porque um título minerário da grande mineração cobre muito volume de material, de produção, emprego, movimentação da economia, enquanto a micro, pequena e a média têm um impacto menor. Mas em termos de títulos minerários é uma atividade muito comum e que está cada vez mais presente na Região Norte”, avalia. 

A explicação para esse cenário, ele diz, é a mudança da matriz energética mundial, que tende para fontes de energia renováveis em detrimento dos combustíveis fósseis. 

“Os bens minerais vão fomentar essa mudança da matriz energética e muito do suprimento desses itens vai vir de pequena e média mineração. Está difícil achar novos depósitos que a gente chama de ‘classe mundial de grande porte’. Muito desse suprimento vai vir de depósitos de médio e pequeno porte e que, portanto, serão desenvolvidos pela mineração de médio e pequeno porte”, aposta. 

Desafios do Norte

O evento também vai promover quatro encontros técnicos, entre 21 e 24 de junho, cujos focos serão: 

  • Tecnologias para mineração, incluindo sensoriamento de equipamentos e eficiência energética; 
  • Peneiramento eficiente, focado em como aumentar a eficiência em materiais pegajosos e em telas de borracha de alta resiliência; 
  • Soluções de desgaste, apresentando como aumentar a vida útil dos seus equipamentos, além de aumentar a segurança em campo;
  • Soluções para filtragem e modernização de células de flotação. 

A inscrição é gratuita e vai até 15 de junho por meio do site: mogroup.com/br/eventos/2021/br-desafios-do-norte

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Brasil 61