Exploração mineral

18/05/2022 03:27h

Entre os dias 24 e 26 de maio, a capital goiana será palco do 7º Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração, e da BRASMIN – Feira da Indústria da Mineração. Na pauta, temas como sustentabilidade, regeneração vegetal e tecnologias

Baixar áudio

Uma das principais atividades econômicas do Brasil, a mineração será tema de dois eventos que ocorrerão no Centro de Convenções de Goiânia, entre os dias 24 e 26 de maio. Um deles é o 7º Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração, organizado pela revista Brasil Mineral. A programação contará com simpósios, mesas redondas e painéis temáticos relevantes para o setor. 

O outro evento é a BRASMIN – Feira da Indústria da Mineração. Na ocasião, haverá apresentação, por palestrantes, de atividades sobre sustentabilidade, regeneração vegetal, licença ambiental, segurança, tecnologia, equipamentos, tipos de sondagem, filtros e prensas, entre outros temas.  

Confira aqui a programação dos eventos 

Segundo o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM) e presidente do Sindicato da Mineração de Goiás e Distrito Federal, Luiz Antônio Vessani, os dois eventos têm o intuito de debater e enaltecer o papel da Média e Pequena Mineração no País. Segundo ele, apesar da representatividade dessas categorias, existe a necessidade de reconhecimento junto a políticas voltadas para o setor.

“A mineração tem um papel de base. Tudo o que se consome tem uma base mineral. Por exemplo, com exceção da água mineral, você não encontra nenhum produto mineral à venda no supermercado. Porém, você encontra o azeite, que está dentro de uma garrafa de vidro ou de uma vasilha de plástico. Até o próprio cultivo do vegetal que gerou aquele azeite só foi possível por meio do uso de fertilizantes minerais. A grande importância da Feira é ajudar a divulgar a relevância da mineração e a capacidade que ela tem de fornecer condições para industrialização e desenvolvimento da sociedade”, destaca. 

A média e pequena mineração desempenha um papel significativo no universo da produção mineral do Brasil, sobretudo porque essas categorias respondem pela grande maioria das companhias, com cerca de 90% de representatividade. É o que destaca o diretor editorial da Brasil Mineral, Francisco Alves. 

“Espalhadas pelos mais diversos recantos do país, as médias e pequenas mineradoras são as grandes responsáveis pela produção dos minerais usados para construir nossas casas, como argila, areia, calcário e brita. Elas também produzem minerais estratégicos para o futuro, como vanádio, níquel, entre outros. Se considerarmos a produção aportada pela média e pequena mineração como um todo, o valor chega a algumas dezenas de bilhões de reais, sem contar os milhares de empregos que são gerados em todo o país”, pontua. 

ALUMÍNIO: Consumo de produtos cresce 10,9% em 2021, revela Abal

FERTILIZANTES: Metas do plano nacional são um grande desafio para o setor

GOIÁS: Projeto transforma rejeitos de barragens em organominerais

Entre outras autoridades, a programação contará com a presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado; do presidente da comissão de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sandro Mabel; do presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), Luís Azevedo; e do presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram),  Raul Jungmann.

Os eventos são realizados em parceria com a Associação de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM) e contam com o patrocínio da FFA Legal, Geosol, Metso:Outotec e o Serviço Geológico do Brasil - CPRM. Há, ainda, o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG). 

Números do setor

Dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) revelam que o saldo das exportações do setor mineral do país foi de cerca de US$ 49 bilhões em 2021. O resultado corresponde a um aumento de 51% em relação a 2020.  O saldo mineral respondeu por 80% do saldo comercial brasileiro no ano passado, que foi de US$ 61 bilhões. 

Minas Gerais foi o estado que contou com o maior crescimento no faturamento em 2021, de 87%. O valor passou de R$ 76,4 bilhões, em 2020, para R$ 143 bilhões no ano passado. Com isso, a Unidade da Federação passou a responder por 42% do faturamento global da indústria da mineração brasileira em 2021. Os estados que aparecem na sequência são Bahia, com 67% de aumento de faturamento; Pará, com 51%; Goiás, com 36%; Mato Grosso, com 35% de elevação; e São Paulo, 28%.

Em relação aos projetos de investimento, a expectativa é de que sejam aplicados cerca de US$ 41 bilhões até 2025, aproximadamente US$ 6 bilhões em projetos socioambientais. Outras ações devem ser executadas pelo setor até 2030, com aportes que ultrapassam US$ 18 bilhões. 
Sobre a empregabilidade, dados oficiais do Governo Federal apontam que foram geradas 14.869 vagas, entre janeiro e novembro de 2021. Com isso, no penúltimo mês do ano passado, o setor mineral contou com mais de 200 mil empregos diretos.
 

Copiar o texto
02/03/2022 17:38h

O acordo traz mais segurança jurídica e técnica para o processo de descaracterização de 23 barragens, uma vez que o prazo foi tecnicamente inviável

Baixar áudio

A Vale assinou Termo de Compromisso com o Governo de Minas Gerais, órgãos reguladores e Ministérios Públicos Estadual e Federal para reforçar o compromisso em eliminar todas as estruturas alteradas a montante no Brasil, no menor prazo possível. 

O acordo traz mais segurança jurídica e técnica para o processo de descaracterização das 23 barragens a montante da empresa em Minas Gerais, uma vez que o prazo definido na Lei Estadual 23.291/2019 (25/02/2022) foi tecnicamente inviável, especialmente devido às ações necessárias para aumentar a segurança durante as obras. 

Pelo acordo, foi definida uma contrapartida de R$ 236 milhões para o Estado, recursos que serão aplicados para investimentos em projetos sociais e ambientais. A Vale acompanha as atualizações na legislação junto com o setor e órgãos competentes e seguirá cumprindo integralmente as determinações legais sobre o tema.

Desde 2019, sete estruturas a montante - quatro em Minas Gerais e três no Pará – foram eliminadas, das 30 mapeadas, praticamente 25% do Programa de Descaracterização da empresa. 
Para 2022, a Vale planeja a conclusão das obras e reintegração ao meio ambiente de mais cinco estruturas. Com isso, a Vale irá encerrar o ano com 40% das suas estruturas deste tipo eliminadas, o que representa que 12 de 30 barragens mapeadas já estarão descaracterizadas. 

Barragens: o que a ANM mudou nas regras

Aço: produção mundial alcança 155 milhões de toneladas em janeiro

Mineração: Presidente da CBPM elogia decreto do governo

A atualização mais recente do Programa de Descaracterização indica que 90% das barragens deste tipo serão eliminadas até 2029 e 100% até 2035. As estruturas com maior prazo são aquelas de maior risco, mais complexas e que envolvem um volume de rejeitos maior. 

A eliminação das barragens a montante faz parte do processo de transformação cultural que a Vale vem passando desde o rompimento da barragem B1, em Brumadinho. Essa transformação também inclui a revisão de processos e práticas de gestão de barragens e rejeitos com destaque para a adoção do Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM, em inglês), que estabelece requisitos para a gestão segura de estruturas de disposição de rejeitos e tem o objetivo de evitar qualquer dano às pessoas e ao meio ambiente.
 

Copiar o texto
23/02/2022 18:13h

A Ásia e a Oceania produziram 111,7 milhões de toneladas em janeiro, em recuo de 8,2% sobre janeiro de 2021

Baixar áudio

A Worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 155 milhões de toneladas em janeiro de 2022, uma queda de 6,1% em relação ao mesmo mês de 2021. 

A Ásia e a Oceania produziram 111,7 milhões de toneladas em janeiro, em recuo de 8,2% sobre janeiro de 2021. A China teve produção estimada de 81,7 milhões de toneladas, 11,2% a menos que em janeiro de 2021, enquanto a Índia produziu 10,8 milhões de toneladas no mês, um incremento de 4,7% sobre o mesmo mês de 2021. 

Japão e Coreia do Sul produziram 7,8 milhões de toneladas e 5,9 milhões de toneladas de aço bruto em janeiro, respectivamente, com quedas de 2,1% e 1% na comparação com o mesmo mês de 2021. A produção da Coreia do Sul é estimada para janeiro deste ano. 

Os países do Bloco Europeu produziram 11,5 milhões de toneladas de aço em janeiro de 2022, ou 6,8% a menos que no mesmo mês de 2021. A Alemanha produziu 3,3 milhões de toneladas, o que representou um decréscimo de 1,4%. 

Mineração: Presidente da CBPM elogia decreto do governo

Cimento: vendas registram queda de 8,6% em janeiro

Brasil é destaque em guia de mineração sustentável
 
Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 4,1 milhões de toneladas, um recuo de 4,7% sobre janeiro de 2021. A África – Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1,2 milhão de toneladas de aço bruto em janeiro, 3,3% superior na comparação com janeiro de 2021. 

Já os países da CIS produziram 9 milhões de toneladas, 2,1% de crescimento sobre o mesmo mês de 2021, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 6,6 milhões de toneladas, o que representa acréscimo de 3,3% sobre janeiro de 2021. Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 3,9 milhões de toneladas de aço bruto, 16,1% a mais que em janeiro de 2021. Estima-se que o Irã tenha produzido 2,8 milhões de toneladas no mês, uma alta de 20,3%. 

A produção na América do Norte cresceu 2,5% em janeiro de 2022, somando 10 milhões de toneladas. Apenas os Estados Unidos produziram 7,3 milhões de toneladas, 4,2% a mais que em janeiro de 2021, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,7 milhões de toneladas, 3,3% a menos do que em janeiro de 2021. O Brasil produziu 2,9 milhões de toneladas e teve baixa de 4,8% em janeiro de 2022 na comparação com o mesmo mês de 2021.
 

Copiar o texto
15/02/2022 16:38h

Entre os pontos, há mudanças na responsabilização ambiental do minerador e no fechamento da mina

Baixar áudio

O presidente Jair Bolsonaro editou, nesta segunda-feira (14) um decreto que modifica norma de 2018, a respeito das regulamentações do Código de Mineração. A medida cria novas obrigações para titulares de direitos minerários. Entre os pontos, há mudanças na responsabilização ambiental do minerador e no fechamento da mina.

As novas determinações decorrem da Política Nacional de Segurança de Barragens, aprovada em 2020 pelo Congresso Nacional, após as tragédias de Mariana (2015) e Brumadinho (2019), em Minas Gerais.

Por meio de nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou que as mudanças visam a adequar o decreto à Lei da Liberdade Econômica e “trazer melhorias ao setor mineral, tornando-o mais ágil com a otimização de procedimentos, mais atrativo ao investidor e mais seguro juridicamente, pautando-se pelos padrões do desenvolvimento sustentável.” 

Ouro: Segundo estudo, Brasil vendeu 229 t ilegalmente

Reservas minerais: ANM disciplina classificação em padrões internacionais

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM), Luis Mauricio Azevedo, vê a decisão do governo com otimismo, e pontua que medida acaba com burocracias que envolvem, sobretudo, pequenos projetos. Porém, ele cobrou celeridade nas tomadas de decisões importantes. 

“O Executivo deu simplesmente uma orientação à Agência Nacional de Mineração (ANM). O que a gente espera é que a agência, junto com a iniciativa privada, veja como isso pode ser incentivado, melhorado e acelerado. Essa é a nossa visão. E, que isso seja feito em um curto espaço de tempo. Ninguém pode pensar em um decreto que exige uma celeridade levar cinco ou seis anos para ser posto em prática”, considera.

De acordo com o decreto, quem atua em atividades de mineração fica responsável pela prevenção de desastres ambientais e elaboração de planos de contingência para a hipótese de que ocorram. O texto também determina que, o profissional da mineração fica responsável pelo “bem-estar das comunidades envolvidas e pelo desenvolvimento sustentável no entorno da mina”.

“A indústria, de uma forma geral, já pratica esse tipo de coisa. Na verdade, ninguém pensa que conduzir um projeto de mineração, de infraestrutura, pode ser feito sem padrões de sustentabilidade. É bom que isso esteja claro, mas acho que o setor já é maduro e pratica essas medidas há muito tempo”, destaca Luis Mauricio Azevedo. 

Condição para fechamento da mina

O texto editado por Bolsonaro também pontua que, caso ocorra algum desastre ambiental, haverá como consequência “o fechamento da mina e o descomissionamento de todas as instalações, incluídas as barragens de rejeitos”.

Entre as modificações no Regulamento do Código de Mineração está a obrigação de que a Agência Nacional de Mineração (ANM) estabeleça “critérios simplificados” para análise de processos e outorgas, principalmente para empreendimentos de pequeno porte e de aproveitamento de substâncias minerais.

O texto também altera o próprio conceito de atividade de mineração, que passou a incluir o transporte de minério e o armazenamento de estéreis e rejeitos.
 

Copiar o texto
04/02/2022 16:16h

Resolução que trata do Sistema Brasileiro de Recursos e Reservas deverá ser publicada no início da próxima semana. As novas determinações entrarão em vigor a partir de 180 dias após a publicação da medida

Baixar áudio

Aprovada no último dia 26 de janeiro pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Mineração (ANM), a Resolução que trata do Sistema Brasileiro de Recursos e Reservas (SBRR) deverá ser publicada no início da próxima semana. A informação foi dada pela própria ANM, que informou que “os procedimentos administrativos para a publicação da referida Resolução estão em andamento”.

A medida passará a valer a partir de 180 dias após a publicação. Depois desse período, se uma empresa encontrar uma jazida de ouro, por exemplo, ela precisa calcular a reserva, ou seja, a quantidade do mineral que existe no local. Até então, no Brasil, isso era feito junto à ANM sem a comprovação de que o volume indicado era real, já que não havia parâmetros preestabelecidos. Já com esse sistema internacional, as reservas precisam ser atestadas por um especialista, seguindo parâmetros usados para comprovar essa quantidade.

Municípios mineradores: IBRAM e AMIG querem ampliar investimentos

Mineração aporta 80% do saldo comercial do País

A partir daí, a ANM declara que a empresa dispõe de uma jazida de determinado porte. Para Miguel Nery, gerente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM), a medida garantirá segurança para os investidores.  Neste caso, se a companhia vai pedir um financiamento junto a um banco para colocar a jazida em produção, com a reserva certificada, a instituição financeira terá maior garantia de que realmente existe a quantidade informada de minério no local.

“A Resolução disciplina a classificação de reservas minerais com base em padrões internacionalmente aceitos, de declarações de resultados. Portanto, avança no sentido de instituir no país um novo conceito, em que são incorporados conceitos de recursos medidos, indicados e inferidos, e reserva provada e provável. Conceitos esses que, inclusive, têm possibilidade de serem declarados por meio de profissionais qualificados”, explica.

A Resolução aprovada já era esperada há cerca quatro anos, quando a Lei que instituiu a ANM foi sancionada. A norma estabelecia a implantação do Sistema Brasileiro de Certificação de Recursos e Reservas dentro de um ano. A matéria havia passado por várias consultas públicas das quais a ABPM participou juntamente com a Comissão Brasileira de Recursos e Reservas (CBRR).

De acordo com a ABPM, a implementação do SBCRR é essencial para melhoria da competitividade setorial e para segurança jurídica dos ativos minerais, já que garante o alinhamento nos conceitos praticados no Brasil aos padrões internacionais. Outro ponto positivo destacado pela a associação é que a adoção do sistema aos relatórios de pesquisa mineral e planos de aproveitamento econômico serão feitos em um tempo possível.
 

Copiar o texto
23/11/2021 18:15h

No acumulado de 2021, de janeiro a outubro, a produção de aço bruto no Brasil somou 30,3 milhões de toneladas, alta de 19,2% na comparação com 2020

Baixar áudio

O Instituto Aço Brasil (IABr) divulgou que a produção brasileira de aço bruto atingiu 30,3 milhões de toneladas de janeiro até outubro de 2021, o que representa um crescimento de 19,2% sobre o mesmo período do último ano. A produção de laminados e a de aços semiacabados para vendas somaram 22,4 milhões de toneladas e 6,9 milhões de toneladas, acréscimos de 25,9% e 6,1%, respectivamente, nos dez primeiros meses de 2021, quando comparado ao mesmo período de 2020. 

As vendas alcançaram 19,4 milhões de toneladas até outubro, 23,1% a mais que no mesmo período do ano passado, enquanto o consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 22,7 milhões de toneladas no acumulado até outubro de 2021, o que significa 31% de alta na comparação com os dez meses iniciais de 2020. 

As importações alcançaram 4,2 milhões de toneladas no acumulado até outubro de 2021, um aumento de 159,1% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 4,1 bilhões e avançaram 129,3% no mesmo período de comparação. Já as exportações atingiram 9,1 milhões de toneladas
até outubro, ou US$ 7,5 bilhões, o que representa, respectivamente, retração de 2% e aumento de 65,6% na comparação com o mesmo período de 2020.

Apenas em outubro de 2021, a indústria siderúrgica produziu 2,9 milhões de toneladas de aço bruto, um aumento de 3,1% frente ao mesmo mês de 2020. Já a produção de laminados foi de 2,2 milhões de toneladas, 0,7% inferior à registrada em outubro de 2020, enquanto a de semi acabados para vendas chegou a 685 mil toneladas, um aumento de 4,1% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2020. 

Votorantim seleciona projetos inovadores na área de atuação da empresa

Companhia Baiana de Pesquisa Mineral abre licitação para esmeraldas

Alumínio: CBA bate recorde de receita a R$ 2,3 bi no trimestre

As vendas internas recuaram 14,7% frente ao apurado em outubro de 2020 e atingiram 1,7 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2 milhões de toneladas, 5,9% inferior ao apurado no mesmo período de 2020.

As vendas externas somaram 1,2 milhão de toneladas, ou US$ 1,1 bilhão em outubro de 2021, o que corresponde a aumentos de 58,5% e 170,2%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2020. As importações foram de 369 mil toneladas em outubro de 2021 e US$ 421 milhões, uma alta de 126,5% em quantum e 154,8% em valor na comparação com o registrado em outubro de 2020.
 

Copiar o texto
16/11/2021 17:30h

GT tem 13 deputados que irão apresentar sugestões ao texto

A deputada Greyce Elias (Avante-MG), relatora do grupo de trabalho criado pela Câmara dos Deputados para elaborar o projeto do novo Código de Mineração, apresentou parecer preliminar com a minuta da proposta. Segundo a relatora, o GT tem 13 deputados que irão apresentar sugestões ao texto, previsto para ser votado pelo colegiado no dia 23 de novembro. A ideia de Greyce é aproveitar este período e pautar a matéria no Plenário da Câmara ainda em dezembro. 

Coordenado pelo deputado Roman (Patriota-PR), o GT realizou 21 reuniões, a primeira em julho deste ano, e ouviu 65 palestrantes, entre acadêmicos, especialistas em mineração, organizações não governamentais (ONGs), pequenos mineradores, além de representantes do governo federal e da Agência Nacional de Mineração (ANM). O grupo foi criado para debater e elaborar a proposta de alteração do atual Código de Mineração, que é de 1967.

Alumínio: CBA bate recorde de receita a R$ 2,3 bi no trimestre

Cimento: vendas caem 9,5% em outubro

Vale e BNDES fecham parceria para projeto que irá investir R$ 500 milhões em recuperação de florestas

A relatora Greyce Elias prevê que a minuta norteie a preservação do direito de prioridade, considerada "cláusula pétrea" do setor mineral. O objetivo é assegurar a destinação das áreas classificadas como livres a quem primeiro solicitar a autorização de pesquisa, mesmo havendo interesse de outros empreendedores, desde que o interessado atenda aos requisitos legais exigidos. Na prática, esse princípio democratiza o acesso ao direito de exploração de recursos minerais, mantendo a estabilidade regulatória necessária para a atração de investimentos.

Para fortalecer o princípio que pune o agente poluidor, o novo texto deixa clara a responsabilidade civil, penal e administrativa do minerador, que terá a responsabilidade de prevenir, reduzir e compensar os impactos ambientais decorrentes da atividade, incluindo os causados por rejeitos (descarte do processo) e estéreis (material sem valor econômico). Desta forma, os custos da reparação pelos danos ambientais não evitados passam a ser integralmente do minerador.

O Código atual não detalha as esferas de responsabilização do minerador e não trata de rejeitos e estéreis. “Incluímos a responsabilidade pelos rejeitos gerados em atendimento à preocupação com os impactos das barragens de mineração”, diz o parecer. O texto prevê casos de dispensa de licenciamento ambiental para a pesquisa mineral, quando “a tecnologia empregada não provocar impactos ambientais significativos.”

Entre outros pontos, o parecer inova ao permitir que titulares de direitos minerários possam obter certificados de recursos e reservas, regulamentados pelo Ministério de Minas e Energia e que permitirá que o título minerário possa ser usado como garantia em financiamentos ou negociado em bolsa de valores, ampliando as possibilidades de captação de recursos para o desenvolvimento do setor mineral.

Outra inovação permite que o garimpeiro seja equiparado ao Microempreendedor Individual (MEI). Greyce pretende que a medida evite que o pequeno minerador, impedido de emitir documento fiscal, acabe buscando atravessadores para comercializar a produção, ainda que detenha autorização de lavra. “Esperamos fomentar o debate sobre o melhor formato de enquadramento tributário para que o pequeno minerador possa vender o produto de sua lavra sem depender de outros agentes”, diz o texto.

A relatora acredita que a nova redação também fortalece o papel da União, reduz burocracias e simplifica o processo minerário.

O grupo de trabalho possui os seguintes sub-relatores: deputado Nereu Crispim (PSL-RS), sub-relator de agregados da construção civil; deputado ; Joaquim Passarinho (PSD-PA), sub-relator de minerais metálicos ; deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), sub-relator de rochas ornamentais ; deputado Ricardo Izar (PP-SP), sub-relator de minerais não-metálicos e deputado Da Vitória (Cidadania-ES), sub-relator de leilões de áreas.
 

Copiar o texto
10/11/2021 17:00h

Este crescimento ocorreu devido ao aumento do preço do alumínio na London Metal Exchange (LME)

Baixar áudio

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) vendeu 124 mil toneladas de alumínio no terceiro trimestre de 2021, um leve crescimento quando comparado com as 123 mil toneladas no mesmo trimestre do último ano. 

O volume de vendas de produtos primários caiu 4% no trimestre, de 65 a 63 mil toneladas, na comparação com o terceiro trimestre de 2020. Isso se dá em função da redução de 35% no volume vendido de lingote, parcialmente compensada pelo aumento de 30% do volume vendido de VAP (Value Added Products), que são ligas de alumínio, tarugo e vergalhão, em linha com a estratégia da CBA de focar em produtos com maior valor agregado. 

Já o volume de reciclagem ficou estável no trimestre (23 mil t) quando comparado ao mesmo trimestre do último ano, tanto para serviços quanto para vendas, evidenciando a constância de volumes para esse negócio. 

A receita líquida consolidada da CBA atingiu recorde histórico trimestral de R$ 2,3 bilhões, crescimento de 55% em relação ao terceiro trimestre de 2020 em razão do significativo aumento de 58% na receita líquida do negócio de alumínio, no mesmo período comparado. 

Vale e Posco assinam memorando para buscar soluções de baixo carbono em siderurgia

Economia mineral: avaliação do desempenho brasileiro no mercado internacional de rochas ornamentais

Bahia pode ser destaque na produção de baterias para veículos elétricos

Este crescimento ocorreu, principalmente, pelo aumento da receita em todos os segmentos, justificado pelo aumento do preço do alumínio na LME, que atingiu um patamar médio de US$ 2.648/tonelada no trimestre (+55% vs. 3T20). 

O Ebitda ajustado consolidado teve expressivo crescimento de R$ 155 milhões, de R$ 159 milhões para R$ 314 milhões (+97%) no trimestre, impulsionado principalmente pela melhora no resultado do negócio alumínio. 

Os maiores impactos ocorreram pelo aumento dos preços de venda praticados, pelo aumento do preço do alumínio na LME, aliado a maiores volumes vendidos, com destaque para o segmento de transformados e VAP, reforçando a estratégia de crescimento da Companhia, através da comercialização de produtos de maior valor agregado. A margem Ebitda ajustada subiu de 11% para 14% na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2021. 

A CBA conseguiu reduzir em 91% seu prejuízo no terceiro trimestre de 2021, para R$ 41 milhões, quando comparado aos R$ 460 milhões de um ano antes. A redução deve-se ao aumento da receita líquida no período, que foi superior ao aumento do custo dos produtos vendidos no período. 

Outro fator foi a melhora de outros resultados operacionais, dos quais teve efeito positivo da Marcação a Mercado dos contratos futuros de energia, além do efeito positivo na constituição de provisão de impairment em Niquelândia e São Miguel Paulista em 2020, com reversão parcial do impairment em 2021 e menor baixa de ativos imobilizados. 

O CAPEX somou R$ 127,7 milhões no trimestre, sendo uma parcela referente a projetos de crescimento e modernização da CBA que foram divulgados no contexto do IPO e mantêm-se alinhados com os negócios atuais da Companhia. A maior parte foi destinada a manutenção (R$ 65,6 milhões). 

Entre os projetos e respectivos status, estão: a Modernização da tecnologia das Salas Fornos: em fase de contratação, com start-up progressivo entre 2023 e 2025; o Projeto de disposição de resíduos a seco: obras civis iniciadas, com start-up previsto para 2024;  Produção adicional de alumínio a partir da reciclagem; Aquisição do forno G da Metalex, em execução, na fase final de montagem; ReAl, aprovado para implantação, em fase inicial de contratação e o aumento de reciclagem; Metalex, em fase FEL 3.
 

Copiar o texto
10/11/2021 15:55h

Processo elimina a necessidade de barragens de rejeitos e reduz o uso de água, além de gerar empregos para três municípios mineiros

Baixar áudio

A New Steel e o Governo de Minas Gerais, por meio da Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas (Indi), assinaram protocolo de intenções com previsão de investimentos de R$ 4,4 bilhões para serem aplicados na implantação de um processo inovador que reduz drasticamente o impacto ambiental da atividade mineral e prolonga a vida útil das minas. A implementação do novo processo promete, ainda, gerar empregos e mais arrecadação em três municípios mineiros.

A chamada “tecnologia de concentração de minério a seco” será aplicada em três plantas da Vale: as minas de Fábrica, em Congonhas; Fazendão, em Mariana; e Vargem Grande, em Itabirito, que já iniciou as obras de implantação e deve começar a funcionar em 2024. As outras duas devem entrar em operação até 2026. 

“Primeiramente, esse método possibilita aproveitar materiais com baixa concentração de ferro, que não são viáveis no processo convencional. A nova tecnologia também praticamente não utiliza água. Nela, os rejeitos são gerados a seco no fim do processo e depositados em pilhas, dispensando o uso de barragens. Além de mais sustentável, esse novo processo ainda tem a capacidade de gerar minérios com grandes teores de ferro, que são mais valorizados no mercado internacional”, disse o gerente de engenharia de projetos da empresa, Henrique Hauck. 

Vale e Posco assinam memorando para buscar soluções de baixo carbono em siderurgia

Economia mineral: avaliação do desempenho brasileiro no mercado internacional de rochas ornamentais

Bahia pode ser destaque na produção de baterias para veículos elétricos

O planejamento foi detalhado pelos representantes da New Steel junto ao secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, ao diretor-presidente do Indi, João Paulo Braga, e a outros diretores da agência. Serão cerca de mil empregos diretos gerados na construção das novas plantas industriais. As três unidades terão, somadas, cerca de 550 postos de trabalho permanentes quando estiverem em funcionamento. 

“Esses investimentos são bastante robustos e representam todo o esforço do Governo de Minas para a promoção de uma mineração mais sustentável no estado. Essa tecnologia vai resultar não só na redução dos rejeitos e transformá-los em riqueza. Isso é uma política pública ideal, porque aproxima a sustentabilidade ambiental da sustentabilidade econômica”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.

O analista do Indi, Miller Gazola, que participou das articulações para o protocolo de intenções, destaca outra importante consequência da implementação dessa nova tecnologia nas plantas hoje em funcionamento. 

“O processo da New Steel prolonga o período de funcionamento das minas por até 20 anos. Isso evita com que o município sofra um impacto significativo na economia local, mantendo a arrecadação de impostos e os empregos ainda por um bom período. É um projeto que coloca Minas Gerais na liderança da inovação da mineração no mundo”, complementa.

Copiar o texto
09/11/2021 15:00h

Minerais que são matérias-primas para baterias, como cobre, níquel e lítio, surgem como vedetes da indústria que sucederá os motores a combustão

Baixar áudio

Questões ambientais e a proibição da comercialização de veículos movidos a combustíveis fósseis pela União Europeia, a partir de 2035, têm acelerado a adoção de carros elétricos em todo o planeta. Com isto, minerais que são matérias-primas para baterias, como cobre, níquel e lítio, surgem como vedetes da indústria que sucederá os motores a combustão. Maior produtora de níquel e terceira de cobre no país, a Bahia tem condições de se tornar polo produtor de baterias se os empresários do setor “acordarem logo para o momento”, diz o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm.

“Precisamos deixar de ser exportadores de ‘pau-brasil’ e fortalecer a nossa indústria de transformação para exportar mais produtos com valor agregado. Hoje, por exemplo, somos o único produtor de vanádio da América Latina, através da Largo Resources, mas a startup de baterias de vanádio para carros elétricos que eles anunciaram no ano passado será instalada em Boston, nos Estados Unidos”, diz Tramm.

A expectativa é que nos próximos anos a demanda por essas matérias-primas cresça. A Atlantic Nickel, empresa que produz níquel em Itagibá, projeta dobrar a capacidade produtiva, com o início da operação subterrânea na Mina Santa Rita, prevista para 2028, o que vai elevar o tempo de vida útil da mina de oito para 34 anos. As pesquisas da CBPM também indicaram recentemente um novo depósito com potencial significativo de recursos de níquel a 26 km da mina atual.

Utilizado para a fabricação de condutores elétricos e em ligas metálicas como latão e bronze, o cobre respondeu por 18% da produção mineral baiana comercializada em 2020. O mineral é produzido pela Mineração Caraíba, no norte do estado, e é exportado para África do Sul, Canadá, China e Índia.

Cobre

Segundo Eduardo De Come, diretor financeiro da Mineração Caraíba, a empresa está atuando para aumentar a produção e oferta de cobre visando abastecer a forte demanda do mercado. “O cenário otimista é fruto da evolução tecnológica impulsionada pelas novas exigências de mercado, motores elétricos e a busca por energias limpas e livres de poluentes. Já estamos vivendo a transição marcada pela busca de meios de produção com menores impactos ambientais. O cobre tem um papel fundamental nessa revolução verde que já está acontecendo”, diz De Come.

Vale e Posco assinam memorando para buscar soluções de baixo carbono em siderurgia

Economia mineral: avaliação do desempenho brasileiro no mercado internacional de rochas ornamentais

Minério de Ferro: exportações têm ligeira queda em setembro

Para Tramm, a verticalização da produção mineral na Bahia fortaleceria as próprias empresas. “Hoje somos todos reféns das cotações das commodities. Se o preço no mercado cai, a empresa cai junto. Quem investir na produção final sai desse ciclo e se fortalece. Temos aqui boa mão de obra, matéria-prima, dez portos aptos para escoamento dos produtos. Não há razão para não fazer”, conclui.
 

Copiar o texto
Brasil 61