EXPLORAÇÃO MINERAL

23/11/2021 19:15h

No acumulado de 2021, de janeiro a outubro, a produção de aço bruto no Brasil somou 30,3 milhões de toneladas, alta de 19,2% na comparação com 2020

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O Instituto Aço Brasil (IABr) divulgou que a produção brasileira de aço bruto atingiu 30,3 milhões de toneladas de janeiro até outubro de 2021, o que representa um crescimento de 19,2% sobre o mesmo período do último ano. A produção de laminados e a de aços semiacabados para vendas somaram 22,4 milhões de toneladas e 6,9 milhões de toneladas, acréscimos de 25,9% e 6,1%, respectivamente, nos dez primeiros meses de 2021, quando comparado ao mesmo período de 2020. 

As vendas alcançaram 19,4 milhões de toneladas até outubro, 23,1% a mais que no mesmo período do ano passado, enquanto o consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 22,7 milhões de toneladas no acumulado até outubro de 2021, o que significa 31% de alta na comparação com os dez meses iniciais de 2020. 

As importações alcançaram 4,2 milhões de toneladas no acumulado até outubro de 2021, um aumento de 159,1% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 4,1 bilhões e avançaram 129,3% no mesmo período de comparação. Já as exportações atingiram 9,1 milhões de toneladas
até outubro, ou US$ 7,5 bilhões, o que representa, respectivamente, retração de 2% e aumento de 65,6% na comparação com o mesmo período de 2020.

Apenas em outubro de 2021, a indústria siderúrgica produziu 2,9 milhões de toneladas de aço bruto, um aumento de 3,1% frente ao mesmo mês de 2020. Já a produção de laminados foi de 2,2 milhões de toneladas, 0,7% inferior à registrada em outubro de 2020, enquanto a de semi acabados para vendas chegou a 685 mil toneladas, um aumento de 4,1% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2020. 

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As vendas internas recuaram 14,7% frente ao apurado em outubro de 2020 e atingiram 1,7 milhão de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2 milhões de toneladas, 5,9% inferior ao apurado no mesmo período de 2020.

As vendas externas somaram 1,2 milhão de toneladas, ou US$ 1,1 bilhão em outubro de 2021, o que corresponde a aumentos de 58,5% e 170,2%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2020. As importações foram de 369 mil toneladas em outubro de 2021 e US$ 421 milhões, uma alta de 126,5% em quantum e 154,8% em valor na comparação com o registrado em outubro de 2020.
 

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16/11/2021 18:30h

GT tem 13 deputados que irão apresentar sugestões ao texto

A deputada Greyce Elias (Avante-MG), relatora do grupo de trabalho criado pela Câmara dos Deputados para elaborar o projeto do novo Código de Mineração, apresentou parecer preliminar com a minuta da proposta. Segundo a relatora, o GT tem 13 deputados que irão apresentar sugestões ao texto, previsto para ser votado pelo colegiado no dia 23 de novembro. A ideia de Greyce é aproveitar este período e pautar a matéria no Plenário da Câmara ainda em dezembro. 

Coordenado pelo deputado Roman (Patriota-PR), o GT realizou 21 reuniões, a primeira em julho deste ano, e ouviu 65 palestrantes, entre acadêmicos, especialistas em mineração, organizações não governamentais (ONGs), pequenos mineradores, além de representantes do governo federal e da Agência Nacional de Mineração (ANM). O grupo foi criado para debater e elaborar a proposta de alteração do atual Código de Mineração, que é de 1967.

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A relatora Greyce Elias prevê que a minuta norteie a preservação do direito de prioridade, considerada "cláusula pétrea" do setor mineral. O objetivo é assegurar a destinação das áreas classificadas como livres a quem primeiro solicitar a autorização de pesquisa, mesmo havendo interesse de outros empreendedores, desde que o interessado atenda aos requisitos legais exigidos. Na prática, esse princípio democratiza o acesso ao direito de exploração de recursos minerais, mantendo a estabilidade regulatória necessária para a atração de investimentos.

Para fortalecer o princípio que pune o agente poluidor, o novo texto deixa clara a responsabilidade civil, penal e administrativa do minerador, que terá a responsabilidade de prevenir, reduzir e compensar os impactos ambientais decorrentes da atividade, incluindo os causados por rejeitos (descarte do processo) e estéreis (material sem valor econômico). Desta forma, os custos da reparação pelos danos ambientais não evitados passam a ser integralmente do minerador.

O Código atual não detalha as esferas de responsabilização do minerador e não trata de rejeitos e estéreis. “Incluímos a responsabilidade pelos rejeitos gerados em atendimento à preocupação com os impactos das barragens de mineração”, diz o parecer. O texto prevê casos de dispensa de licenciamento ambiental para a pesquisa mineral, quando “a tecnologia empregada não provocar impactos ambientais significativos.”

Entre outros pontos, o parecer inova ao permitir que titulares de direitos minerários possam obter certificados de recursos e reservas, regulamentados pelo Ministério de Minas e Energia e que permitirá que o título minerário possa ser usado como garantia em financiamentos ou negociado em bolsa de valores, ampliando as possibilidades de captação de recursos para o desenvolvimento do setor mineral.

Outra inovação permite que o garimpeiro seja equiparado ao Microempreendedor Individual (MEI). Greyce pretende que a medida evite que o pequeno minerador, impedido de emitir documento fiscal, acabe buscando atravessadores para comercializar a produção, ainda que detenha autorização de lavra. “Esperamos fomentar o debate sobre o melhor formato de enquadramento tributário para que o pequeno minerador possa vender o produto de sua lavra sem depender de outros agentes”, diz o texto.

A relatora acredita que a nova redação também fortalece o papel da União, reduz burocracias e simplifica o processo minerário.

O grupo de trabalho possui os seguintes sub-relatores: deputado Nereu Crispim (PSL-RS), sub-relator de agregados da construção civil; deputado ; Joaquim Passarinho (PSD-PA), sub-relator de minerais metálicos ; deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), sub-relator de rochas ornamentais ; deputado Ricardo Izar (PP-SP), sub-relator de minerais não-metálicos e deputado Da Vitória (Cidadania-ES), sub-relator de leilões de áreas.
 

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10/11/2021 18:00h

Este crescimento ocorreu devido ao aumento do preço do alumínio na London Metal Exchange (LME)

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A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) vendeu 124 mil toneladas de alumínio no terceiro trimestre de 2021, um leve crescimento quando comparado com as 123 mil toneladas no mesmo trimestre do último ano. 

O volume de vendas de produtos primários caiu 4% no trimestre, de 65 a 63 mil toneladas, na comparação com o terceiro trimestre de 2020. Isso se dá em função da redução de 35% no volume vendido de lingote, parcialmente compensada pelo aumento de 30% do volume vendido de VAP (Value Added Products), que são ligas de alumínio, tarugo e vergalhão, em linha com a estratégia da CBA de focar em produtos com maior valor agregado. 

Já o volume de reciclagem ficou estável no trimestre (23 mil t) quando comparado ao mesmo trimestre do último ano, tanto para serviços quanto para vendas, evidenciando a constância de volumes para esse negócio. 

A receita líquida consolidada da CBA atingiu recorde histórico trimestral de R$ 2,3 bilhões, crescimento de 55% em relação ao terceiro trimestre de 2020 em razão do significativo aumento de 58% na receita líquida do negócio de alumínio, no mesmo período comparado. 

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Este crescimento ocorreu, principalmente, pelo aumento da receita em todos os segmentos, justificado pelo aumento do preço do alumínio na LME, que atingiu um patamar médio de US$ 2.648/tonelada no trimestre (+55% vs. 3T20). 

O Ebitda ajustado consolidado teve expressivo crescimento de R$ 155 milhões, de R$ 159 milhões para R$ 314 milhões (+97%) no trimestre, impulsionado principalmente pela melhora no resultado do negócio alumínio. 

Os maiores impactos ocorreram pelo aumento dos preços de venda praticados, pelo aumento do preço do alumínio na LME, aliado a maiores volumes vendidos, com destaque para o segmento de transformados e VAP, reforçando a estratégia de crescimento da Companhia, através da comercialização de produtos de maior valor agregado. A margem Ebitda ajustada subiu de 11% para 14% na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2021. 

A CBA conseguiu reduzir em 91% seu prejuízo no terceiro trimestre de 2021, para R$ 41 milhões, quando comparado aos R$ 460 milhões de um ano antes. A redução deve-se ao aumento da receita líquida no período, que foi superior ao aumento do custo dos produtos vendidos no período. 

Outro fator foi a melhora de outros resultados operacionais, dos quais teve efeito positivo da Marcação a Mercado dos contratos futuros de energia, além do efeito positivo na constituição de provisão de impairment em Niquelândia e São Miguel Paulista em 2020, com reversão parcial do impairment em 2021 e menor baixa de ativos imobilizados. 

O CAPEX somou R$ 127,7 milhões no trimestre, sendo uma parcela referente a projetos de crescimento e modernização da CBA que foram divulgados no contexto do IPO e mantêm-se alinhados com os negócios atuais da Companhia. A maior parte foi destinada a manutenção (R$ 65,6 milhões). 

Entre os projetos e respectivos status, estão: a Modernização da tecnologia das Salas Fornos: em fase de contratação, com start-up progressivo entre 2023 e 2025; o Projeto de disposição de resíduos a seco: obras civis iniciadas, com start-up previsto para 2024;  Produção adicional de alumínio a partir da reciclagem; Aquisição do forno G da Metalex, em execução, na fase final de montagem; ReAl, aprovado para implantação, em fase inicial de contratação e o aumento de reciclagem; Metalex, em fase FEL 3.
 

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10/11/2021 16:55h

Processo elimina a necessidade de barragens de rejeitos e reduz o uso de água, além de gerar empregos para três municípios mineiros

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A New Steel e o Governo de Minas Gerais, por meio da Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas (Indi), assinaram protocolo de intenções com previsão de investimentos de R$ 4,4 bilhões para serem aplicados na implantação de um processo inovador que reduz drasticamente o impacto ambiental da atividade mineral e prolonga a vida útil das minas. A implementação do novo processo promete, ainda, gerar empregos e mais arrecadação em três municípios mineiros.

A chamada “tecnologia de concentração de minério a seco” será aplicada em três plantas da Vale: as minas de Fábrica, em Congonhas; Fazendão, em Mariana; e Vargem Grande, em Itabirito, que já iniciou as obras de implantação e deve começar a funcionar em 2024. As outras duas devem entrar em operação até 2026. 

“Primeiramente, esse método possibilita aproveitar materiais com baixa concentração de ferro, que não são viáveis no processo convencional. A nova tecnologia também praticamente não utiliza água. Nela, os rejeitos são gerados a seco no fim do processo e depositados em pilhas, dispensando o uso de barragens. Além de mais sustentável, esse novo processo ainda tem a capacidade de gerar minérios com grandes teores de ferro, que são mais valorizados no mercado internacional”, disse o gerente de engenharia de projetos da empresa, Henrique Hauck. 

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O planejamento foi detalhado pelos representantes da New Steel junto ao secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, ao diretor-presidente do Indi, João Paulo Braga, e a outros diretores da agência. Serão cerca de mil empregos diretos gerados na construção das novas plantas industriais. As três unidades terão, somadas, cerca de 550 postos de trabalho permanentes quando estiverem em funcionamento. 

“Esses investimentos são bastante robustos e representam todo o esforço do Governo de Minas para a promoção de uma mineração mais sustentável no estado. Essa tecnologia vai resultar não só na redução dos rejeitos e transformá-los em riqueza. Isso é uma política pública ideal, porque aproxima a sustentabilidade ambiental da sustentabilidade econômica”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.

O analista do Indi, Miller Gazola, que participou das articulações para o protocolo de intenções, destaca outra importante consequência da implementação dessa nova tecnologia nas plantas hoje em funcionamento. 

“O processo da New Steel prolonga o período de funcionamento das minas por até 20 anos. Isso evita com que o município sofra um impacto significativo na economia local, mantendo a arrecadação de impostos e os empregos ainda por um bom período. É um projeto que coloca Minas Gerais na liderança da inovação da mineração no mundo”, complementa.

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09/11/2021 16:00h

Minerais que são matérias-primas para baterias, como cobre, níquel e lítio, surgem como vedetes da indústria que sucederá os motores a combustão

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Questões ambientais e a proibição da comercialização de veículos movidos a combustíveis fósseis pela União Europeia, a partir de 2035, têm acelerado a adoção de carros elétricos em todo o planeta. Com isto, minerais que são matérias-primas para baterias, como cobre, níquel e lítio, surgem como vedetes da indústria que sucederá os motores a combustão. Maior produtora de níquel e terceira de cobre no país, a Bahia tem condições de se tornar polo produtor de baterias se os empresários do setor “acordarem logo para o momento”, diz o presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm.

“Precisamos deixar de ser exportadores de ‘pau-brasil’ e fortalecer a nossa indústria de transformação para exportar mais produtos com valor agregado. Hoje, por exemplo, somos o único produtor de vanádio da América Latina, através da Largo Resources, mas a startup de baterias de vanádio para carros elétricos que eles anunciaram no ano passado será instalada em Boston, nos Estados Unidos”, diz Tramm.

A expectativa é que nos próximos anos a demanda por essas matérias-primas cresça. A Atlantic Nickel, empresa que produz níquel em Itagibá, projeta dobrar a capacidade produtiva, com o início da operação subterrânea na Mina Santa Rita, prevista para 2028, o que vai elevar o tempo de vida útil da mina de oito para 34 anos. As pesquisas da CBPM também indicaram recentemente um novo depósito com potencial significativo de recursos de níquel a 26 km da mina atual.

Utilizado para a fabricação de condutores elétricos e em ligas metálicas como latão e bronze, o cobre respondeu por 18% da produção mineral baiana comercializada em 2020. O mineral é produzido pela Mineração Caraíba, no norte do estado, e é exportado para África do Sul, Canadá, China e Índia.

Cobre

Segundo Eduardo De Come, diretor financeiro da Mineração Caraíba, a empresa está atuando para aumentar a produção e oferta de cobre visando abastecer a forte demanda do mercado. “O cenário otimista é fruto da evolução tecnológica impulsionada pelas novas exigências de mercado, motores elétricos e a busca por energias limpas e livres de poluentes. Já estamos vivendo a transição marcada pela busca de meios de produção com menores impactos ambientais. O cobre tem um papel fundamental nessa revolução verde que já está acontecendo”, diz De Come.

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Minério de Ferro: exportações têm ligeira queda em setembro

Para Tramm, a verticalização da produção mineral na Bahia fortaleceria as próprias empresas. “Hoje somos todos reféns das cotações das commodities. Se o preço no mercado cai, a empresa cai junto. Quem investir na produção final sai desse ciclo e se fortalece. Temos aqui boa mão de obra, matéria-prima, dez portos aptos para escoamento dos produtos. Não há razão para não fazer”, conclui.
 

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05/11/2021 18:15h

A PMBC saiu de R$ 587 milhões para R$ 803 milhões, e o ferro registrou o maior percentual entre os bens minerais produzidos, com 26,29% de participação do total

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A Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) registrou um aumento de 36% em setembro desse ano frente ao mesmo mês de 2020. A PMBC saiu de R$ 587 milhões para R$ 803 milhões, e o ferro registrou o maior percentual entre os bens minerais produzidos, com 26,29% de participação do total. As informações constam no Sumário Mineral da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Depois do ferro, os outros minerais com maior participação na produção do Estado foram o ouro com 24,49%, níquel (12,16%), cobre (7,51%) e rochas ornamentais (5,33%). E as cidades com maior participação na PMBC foram Jacobina (18%), Caetité (16%), Itagibá (12%), Piatã (10%), Jaguarari (6%) e Barrocas (5%).

“A mineração está em um processo de franco crescimento na Bahia, principalmente no interior, e, além disso, gera uma maior arrecadação de impostos, tanto para os municípios quanto para o Governo do Estado”, afirmou o secretário em exercício de Desenvolvimento Econômico, Luiz Gugé. 

Mineração Sul-Americana: Metso Outotec reúne especialistas do Brasil, Chile e Peru

Amarillo Gold iniciará construção da linha de transmissão que fornecerá energia elétrica para o projeto da mina de Posse

De janeiro a setembro, a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) gerou R$ 113,25 milhões de reais para os cofres do Governo e dos municípios que possuem atividade de mineradoras.

Outro dado que revela a expansão da atividade mineral na Bahia é o número de requerimentos de pesquisa junto a Agência Nacional de Mineração, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que em setembro foi de 131 registros, e no acumulado do ano já chega a 371 requerimentos. E os alvarás de pesquisa, quem em setembro foi de 178, e, de janeiro a setembro já alcança 253 registros. 

Confira o Sumário Mineral na íntegra no link: http://www.sde.ba.gov.br/wp-.content/uploads/2021/10/Sum%C3%A1rio_Mineral_Setembro-2021.pdf

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04/11/2021 18:35h

Plano da mineradora canadense, que extrai vanádio na Bahia, inclui processamento do rejeito gerado na mina

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A Largo Resources anunciou resultados positivos de um plano de mineração atualizado para fornecer acesso aprimorado ao vanádio necessário para a empresa continuar a executar sua estratégia de transição de armazenamento de energia. Um relatório técnico independente está sendo preparado com relação à Mina Maracás Menchen da companhia de acordo com o Instrumento Nacional 43-101. 

O Conselho de Administração da Largo aprovou a integração vertical dos negócios de mineração fundamentais da empresa com suas operações de armazenamento de energia recentemente anunciadas, com o objetivo de se tornar um líder global no setor de baterias de fluxo redox. 

Na execução desta estratégia de criação de valor para o acionista, a Largo realizou um estudo de otimização abrangente para a Mina Maracás Menchen, com o objetivo de melhorar a eficácia da produção de vanádio prevista e prolongar a vida útil da mina. Os trabalhos de perfuração e engenharia realizados na mina Campbell e nos depósitos de NAN e GAN, além da inclusão de dióxido de titânio (TiO2) resultou em um aumento significativo nas reservas e recursos. 

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Em comparação com o Formulário de Informação Anual de 2020 reformulado da Largo, o Relatório Técnico detalha um aumento de 305% na tonelagem nas reservas Provadas e Prováveis e um aumento de 128% na tonelagem nos Recursos Medidos e Indicados para a Mina Maracás Menchen apoiado por uma avaliação econômica robusta, que indica um aumento significativo na lucratividade e no valor presente líquido das operações de mineração da companhia.

A previsão de lucratividade da empresa é impulsionada pela produção expandida de V2O5 e fluxos de caixa incrementados gerados pela produção e venda de pigmento de TiO2 como um coproduto. 

“O aumento na produção de V2O5, extensão da vida útil planejada da mina e oportunidade de entregar fluxo de caixa aprimorado significativo apoiam nossa ambição de nos tornarmos um líder da indústria no setor de armazenamento de energia de longa duração com nossa solução de bateria de fluxo redox de vanádio.

Após a aprovação do Conselho de nossa transição estratégica para se tornar um líder em armazenamento de energia e a aprovação da Fase 1 de nosso cenário operacional contido no Relatório Técnico, espero trabalhar em colaboração com Paulo Misk para buscar nosso caminho claro e lucrativo para a Largo, o que acreditamos que criará um valor significativo para nossos acionistas”, disse Ian Robertson, co-presidente da Largo. 

Para Paulo Misk, presidente e CEO da Largo, o plano da mina atualizado contempla uma abordagem de expansão em fases para incluir a produção de pigmento TiO2. “Quando combinado com os resultados de nossa produção de vanádio existente, um fluxo de caixa livre significativo de mais de US$ 4 bilhões ao longo da vida da mina é previsto. Parte da matéria-prima de TiO2 será obtida de concentrado não magnético e do conteúdo de TiO2 no minério de vanádio criado a partir das operações em andamento, tornando a produção de TiO2 mais lucrativa em comparação com uma empresa envolvida no escopo total das atividades de mineração do óxido de titânio.”

A Largo prevê valor significativo para o acionista criado por meio da lucratividade aprimorada proporcionada pela venda de pigmento de TiO2, a produção expandida de V2O5, que deve impulsionar o aumento da competitividade dos produtos da empresa no mercado de armazenamento de energia. Além disso, a capacidade de produção de 13.200 toneladas por ano, com expectativa de aumento para uma média aproximada de 15.900 toneladas por ano em 2032, com a vida útil da mina atualizada em 20 anos, o que representa um aumento de 12 anos na vida útil da mina em comparação com os parâmetros estabelecidos no relatório técnico de 2017 da companhia. 

O Relatório Técnico indica US$ 2,8 bilhões VPL antes dos impostos para as operações de mineração da Largo. Espera-se que o fluxo de caixa previsto gerado pelas vendas de pigmentos de TiO2 da empresa financie por conta própria expansões adicionais da planta de processamento do pigmento no devido tempo. O negócio de armazenamento de energia da companhia pode agregar valor adicional significativo em conjunto com as operações da Mina Maracás Menchen.
Um Relatório Técnico preparado de acordo com a NI 43-101 para a Mina Maracás Menchen será arquivado no SEDAR em (ou antes de) 20 de dezembro de 2021. O Relatório Técnico terá como foco o desenvolvimento de V2O5 e TiO2 e produção e vida útil da mina.
 

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04/11/2021 16:20h

Primeiro Fórum Sul-americano será completamente online e reunirá especialistas do Brasil, Chile e Peru durante três dias, de 8 a 10 de novembro

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A primeira edição do Fórum Sul-americano da Metso Outotec acontecerá no formato online, entre os dias 8 e 10 de novembro e vai reunir especialistas de grandes mineradoras como Codelco, Anglo American e Caraíba Metais, entre outros pesquisadores de universidades e representantes de instituições do setor mineral do Brasil, Chile e Peru. 

O objetivo é discutir o futuro da mineração na região, principalmente no curto prazo dos próximos 12 meses, o que coincide com um cenário de pós-pandemia. O evento é gratuito, mas exige uma pré-inscrição com vagas limitadas para cada país. Para inscrever-se os interessados devem acessar o link https://www.mogroup.com/pt/eventos/2021/forum-sulamericano-metso-outotec/  uma vez que há limitação de vagas por país. 

Entre os painelistas estão Aline Simões, gerente de manutenção da Mineração Caraíba, que divide o painel sobre serviços de mineração com Paulina Jaramillo, vice-presidente de Gestão de Ativos da Anglo America chilena e com Manuel Valverde, gerente de Confiabilidade e Ativos Estratégicos da Anglo America peruana. 
Já o painel sobre os desafios da mineração nos próximos 12 meses traz Giorgio Di Tomi, professor da USP, Joaquim Villarino, presidente executivo do Consejo Minero do Chile, e Roque Benavides, presidente executivo da mineradora Buenaventura, do Peru. 

Os serviços remotos em mineração serão discutidos por três especialistas: Rayner Teixeira, coordenador de Tecnologia da Vale, José Ramon Abatte, gerente corporativo de Projetos de Tecnologia e Automação da Codelco, e Hilário Gorvenia, gerente de Planta da unidade da Nexa no Peru. 

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A otimização operacional de equipamentos será debatida por Homero Delboni Jr., da EPUSP, Marcos Theza, gerente de Manutenção de Plantas de Catodos da Minera Centinela, do Chile, e Eric Ruiz, gerente de Otimização e Desenvolvimento de Processos da mineração Las Bambas, do Peru. 

A inovação como aliada para atingir os KPIs na mineração será avaliada por Carlos Barbosa, gerente de Engenharia e Inovação da Riuma, Cláudio Munoz, gerente geral de Plantas Concentradoras da Minera Escondida, do Chile, e por dois outros executivos peruanos: o consultor Edmundo Mares, da Gestiona Ativos, e Luis Rivera, vice-presidente Executivo da Gold Fields para as Américas.

As novas tecnologias para moinhos serão avaliadas por Eliesmar Michelanti, gerente de projetos da Vale, Reynaldo Martinez, superintendente de Confiabilidade da Teck do Chile, e Fernando Nunez, gerente de Manutenção da mineração Antamina, do Peru. 

Os aspectos de sustentabilidade serão avaliados no painel Planeta Positivo, com Rolf Fuchs, presidente da Integratio e conselheiro da Brasil Mineral, Eija Rotinen, embaixadora da Finlândia no Chile, e Ronald Díaz, vice-presidente de Operações da Gold Fields no Peru. O evento será transmitido pelo canal da Brasil Mineral no Youtube.
 

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01/11/2021 17:00h

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a companhia teve um saldo de 821% no resultado

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A Usiminas obteve Ebitda ajustado consolidado de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre de 2021, ou 249% a mais que os R$ 826 milhões registrados no mesmo trimestre de 2020. A margem Ebitda saltou de 19%, no terceiro trimestre de 2020, para 33% no mesmo período deste ano. Já o lucro líquido da companhia atingiu R$ 1,8 bilhão, um crescimento de 821% sobre os R$ 198 milhões totalizados no terceiro trimestre de 2020. 

Outro destaque da Usiminas no trimestre foi o caixa que, em função da forte geração de Ebitda, chegou, em 30 de setembro, a R$ 7,3 bilhões, alta de 95% na comparação com os R$ R$ 3,7 bilhões do mesmo trimestre do ano passado. As vendas de aço entre julho e setembro somaram 1,2 milhão de toneladas, 27% a mais em relação às 934 mil toneladas do mesmo trimestre do último ano, enquanto as vendas de minério alcançaram 2,4 milhões de toneladas, volume 5% superior aos 2,3 milhões de toneladas do terceiro trimestre de 2020. 

A receita líquida da Usiminas atingiu R$ 9 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 106% sobre o mesmo período de 2020. A companhia investiu R$ 305 milhões (CAPEX) entre julho e setembro deste ano, principalmente em manutenção, segurança e meio ambiente. O volume é 70% maior que o destinado no terceiro trimestre de 2020 (R$ 179 milhões). 

“Em um novo trimestre de resultados positivos, tivemos como destaque um Ebitda recorde na siderurgia, excluindo efeitos não recorrentes. Registramos alta na produção de aço bruto e minério de ferro. A exemplo da indústria do aço, entramos em um período de acomodação do mercado em patamares ainda elevados após o forte crescimento da atividade do setor nos trimestres anteriores”, disse Sérgio Leite, presidente da Usiminas. 

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A Usiminas continuou a avançar na Agenda ESG durante o terceiro trimestre, cumprindo seus indicadores planejados para a elevação para 10% no número de mulheres na área industrial da empresa até 2022 e em outras metas como as relacionadas à emissão de carbono. No indicador de segurança de barragens, a Mineração Usiminas conclui em novembro as obras de instalação do projeto de filtragem e empilhamento a seco (dry stacking), que vai permitir a migração da disposição de rejeitos em barragens convencionais para um método mais seguro e com menos impactos ambientais.

Na Usina de Ipatinga, a produção de aço bruto atingiu 924 mil toneladas no terceiro trimestre do ano (+33%) e a produção de laminados nas usinas de Ipatinga e Cubatão totalizou 1,2 milhão de toneladas (+51%). Ainda com relação à Unidade de Siderurgia, as vendas totais somaram 1,2 milhão de toneladas de aço contra 934 mil toneladas do mesmo trimestre de 2020. A siderurgia alcançou um Ebitda Ajustado de R$ 2,1 bilhões no período de julho a setembro (R$ 3,4 bi no 2T21). A margem Ebitda Ajustado foi de 26% no terceiro trimestre (44% no 2T21). Se descontados os efeitos não recorrentes que foram contabilizados no segundo trimestre do ano, o Ebitda Ajustado dessa Unidade de Negócio foi 5% superior ao registrado nos três meses anteriores (R$ 2 bi) e a margem Ebitda Ajustado de cerca de 27%, com alta de cerca de 1 ponto percentual em relação ao segundo trimestre do ano.

Já na Mineração Usiminas, o volume de produção foi de 2,5 milhões de toneladas, recorde para a unidade, com alta de 9% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. As vendas também registraram alta de 5%, ao atingirem 2,4 milhões de toneladas no terceiro trimestre do ano. O Ebitda Ajustado da Unidade de Negócio alcançou R$ 685 milhões no período, enquanto a margem Ebitda Ajustado ficou em 50%.
 

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29/10/2021 18:30h

Entre julho e setembro, a companhia produziu 89,4 milhões de toneladas

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A Vale registrou um Ebitda ajustado proforma de US$ 7,109 bilhões no terceiro trimestre de 2021, ou US$ 4,130 bilhões abaixo do apresentado no trimestre passado. A redução se deve, principalmente, à menor receita nos negócios de minerais ferrosos, já que os finos de minério de ferro tiveram uma queda de 31% nos preços. 

Também pesou negativamente o desempenho dos metais básicos, já que os subprodutos de níquel tiveram receitas mais baixas e foram impactados pela paralisação nas operações em Sudbury, no Canadá. Mas a geração de caixa atingiu US$ 7,765 bilhões, ou US$ 1,238 bilhão a mais em relação ao segundo trimestre do ano.

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A empresa informa que distribuiu aos acionistas US$ 7,391 bilhões, com base nos resultados do primeiro semestre de 2021. “Considerando os dividendos distribuídos em março e junho, US$ 13,5 bilhões foram destinados aos acionistas em 2021”, afirma a companhia. 

A Vale também anunciou a aprovação de um novo programa de recompra de até 200 milhões de ações, equivalente a 4,1% das ações atualmente em circulação. Um programa anterior, já concluído, comprou 270 milhões de ações. 

Com relação ao programa de reparação de Brumadinho, a empresa afirma que está implementando o Acordo de Reparação Integral. “Até setembro, pagamos R$ 3,9 bilhões em relação aos nossos compromissos, como o programa de segurança hídrica e as primeiras parcelas de projetos de mobilidade urbana e de fortalecimento dos programas de serviço público. No 4T21, esperamos pagar aproximadamente R$ 9,2 bilhões, dos quais R$ 4,4 bilhões são referentes ao programa de transferência de renda”.

“Neste terceiro trimestre, nossa produção de minério de ferro foi próxima a 90 milhões de toneladas, com um progresso significativo na retomada operacional do Complexo de Vargem Grande. Continuamos a trabalhar para melhorar a confiabilidade operacional, especialmente no negócio de Metais Básicos. Nossa geração de caixa continua robusta, superando o último trimestre em 18%, um ritmo que permitiu o pagamento de dividendos históricos em 2021. Agora, anunciamos um novo programa de recompra, o que demonstra nossa confiança no potencial da Vale. Com a manutenção da nossa estratégia de “value over volume” e otimização de custos, continuaremos a criar e compartilhar valor com nossos acionistas”. Foi o que comentou o diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeu, sobre os resultados da companhia no terceiro trimestre de 2021. 

SEC notifica antes de possível investigação

A Vale recebeu notificação formal da U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) sobre possível investigação da mineradora. A investigação tentaria encontrar evidências de violações da lei de títulos mobiliários norte-americana relacionadas a divulgações sobre sua gestão de segurança de barragens e à barragem em Brumadinho. 

A Wells Notice não é uma acusação formal ou uma alegação de má-conduta e permite à Vale a oportunidade de prover seu ponto de vista e abordar as questões levantadas pela equipe da SEC antes desta tomar qualquer decisão sobre a autorização para que se inicie um processo regulador. 

Caso decida por autorizar uma ação contra a Vale, a SEC pode buscar, em um processo na corte federal, uma liminar contra possíveis violações da lei de títulos mobiliários norte-americana, a imposição de multas, reversão de ganhos e outras medidas dentro da autoridade da SEC. A Vale informa que discorda da equipe da SEC com relação a esta recomendação e irá responder no âmbito do processo da Well Notice.
 

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Brasil 61