04/04/2026 04:30h

53% dos entrevistados afirmam possuir dívidas em atraso, enquanto apenas 14% avaliam sua situação financeira como boa ou ótima

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Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados indica que 56% dos beneficiários do INSS recorreram ao empréstimo consignado por necessidade financeira imediata, reforçando a relevância dessa modalidade de crédito para aposentados e pensionistas.

De acordo com o levantamento, os recursos obtidos são direcionados principalmente para quitar dívidas em atraso (35%), pagar despesas do cotidiano (34%) e custear gastos médicos (28%). Como os entrevistados puderam indicar mais de uma resposta, os percentuais podem ultrapassar 100%.

Orçamento doméstico pressionado

Os dados revelam um cenário de pressão sobre o orçamento doméstico desse público. Atualmente, 53% dos entrevistados afirmam possuir dívidas em atraso, enquanto apenas 14% avaliam sua situação financeira como boa ou ótima. As maiores preocupações estão relacionadas ao pagamento de contas da casa (51%) e à quitação de dívidas ou empréstimos (32%).

Modalidade considerada importante pelos beneficiários

Quando questionados sobre a possibilidade de não ter acesso ao consignado, 70% disseram que a ausência da modalidade poderia prejudicar sua organização financeira. Entre aqueles que ainda têm margem para contratar crédito, 73% afirmaram que provavelmente recorreriam novamente ao consignado.

O levantamento também traçou o perfil de quem contrata esse tipo de crédito. 88% dos entrevistados são responsáveis pelo sustento da família, sendo que 59% atuam como os únicos provedores do domicílio. Em muitos casos, o empréstimo é utilizado para cobrir despesas essenciais em períodos de maior fragilidade econômica.

Facilidade na contratação e canais utilizados

Em relação ao processo de contratação, 84% consideraram a operação fácil ou muito fácil. O atendimento presencial em agências bancárias aparece como o canal individual mais utilizado, com 30% das contratações, associado principalmente à sensação de segurança. Já canais digitais — como aplicativos, sites de bancos e WhatsApp — somados representam 53% das operações, destacando-se pela rapidez e conveniência.

Entre os entrevistados que relataram dificuldades no processo, os principais obstáculos mencionados foram os bloqueios mensais do benefício para contratação de crédito realizados pelo INSS e a restrição para novos empréstimos nos primeiros 90 dias após a concessão do benefício.

Para Leandro Vilain, CEO da ABBC, os dados mostram que o consignado faz parte da dinâmica financeira de uma parcela significativa dos beneficiários. 

“O empréstimo consignado é uma alternativa segura e acessível para aposentados e pensionistas do INSS, atendendo majoritariamente um público de baixa renda, muitas vezes com restrições cadastrais, com uma das menores taxas do mercado, contribuindo para a inclusão financeira e previsibilidade orçamentária”, destaca.

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Vilain também ressalta que o debate sobre crédito precisa considerar tanto o acesso quanto o uso responsável. De acordo com ele, o crédito formal desempenha um papel relevante no sistema financeiro ao oferecer opções estruturadas e regulamentadas, e a atuação das instituições deve priorizar transparência, responsabilidade institucional e sustentabilidade das operações.

Já Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, afirma que o estudo apresenta um retrato descritivo do perfil dos consumidores que recorrem ao consignado. Segundo ele, os resultados indicam que a modalidade é utilizada sobretudo para cobrir despesas correntes e compromissos financeiros já existentes, ajudando a compreender como esse tipo de crédito se insere no orçamento doméstico desse público.

A pesquisa foi realizada por entrevistas telefônicas, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre 10 e 22 de fevereiro de 2026, com 1.200 aposentados e pensionistas que contrataram empréstimo consignado vinculado ao INSS, abrangendo todas as regiões do país
 

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04/04/2026 04:25h

Mesmo com alta nos preços — especialmente do chocolate — produtos nacionais ganham espaço; levantamento aponta que 1 em cada 3 pequenas e médias empresas aposta na data para impulsionar vendas

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As vendas no varejo para a Páscoa devem movimentar R$ 3,57 bilhões em 2026, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Caso o número se confirme, o volume representa crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação, além de ser o maior da série histórica iniciada em 2005.

Mesmo com o avanço nas vendas, o cenário deste ano é marcado por preços mais elevados, especialmente de itens tradicionais como o chocolate. A valorização do cacau no mercado internacional fez com que produtos importados ficassem até 37% mais caros, reduzindo as importações e abrindo espaço para itens nacionais.

A cesta de produtos típicos da data deve registrar aumento médio de 6,2%, acima da inflação pelo terceiro ano consecutivo. O chocolate lidera a alta, com aumento estimado em 14,9%, seguido pelo bacalhau, com 7,7%, e pela alimentação fora do domicílio, com 6,9%.

Apesar da pressão nos preços, fatores como o mercado de trabalho aquecido e a melhora nas condições de consumo devem sustentar o crescimento. A Páscoa já é considerada a sexta data comemorativa mais importante para o comércio brasileiro.

Além do impacto no varejo, a data também ganha relevância entre os pequenos negócios. Levantamento da Serasa Experian aponta que 32% das pequenas e médias empresas utilizam a Páscoa como estratégia para impulsionar as vendas, sendo metade com ações estruturadas e metade com iniciativas pontuais.

O estudo mostra ainda que empresas com maior risco de crédito tendem a recorrer mais às datas sazonais para reforçar o caixa. Regionalmente, o Nordeste lidera a adesão, com 45% das empresas utilizando a data, seguido pelo Norte, com 38%.

A projeção para este ano mantém a tendência de recuperação iniciada após a pandemia de Covid-19, quando o setor registrou forte retração em 2020.

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03/04/2026 04:30h

Novas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam quase cinco milhões e meio de trabalhadores

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Quase 5,5 milhões de trabalhadores no estado de São Paulo serão beneficiados pelas novas regras do Imposto de Renda. Quem ganha até R$ 5.000,00 por mês está na faixa do Imposto de Renda Zero. Quem recebe entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 terá redução no desconto e passará a pagar menos.

A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.

Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, quase 3.500.000 trabalhadores paulistas ganham até R$ 5.000,00 e deixam de pagar o imposto. Outros 1.800.000 terão desconto menor no contracheque.

E o impacto aparece no orçamento das famílias.

No bairro do Cambuci da capital paulista, o analista de marketing Douglas Pedroso, de 32 anos, recebe R$ 5.200,00 por mês e está entre os trabalhadores que terão redução no desconto do Imposto de Renda.

Douglas vive com a esposa e a filha de três anos. Agora, com o desconto menor, ele já faz as contas sobre o impacto no orçamento familiar.

“Vou encarar esse dinheiro como uma grana extra, tipo, todo mês vai ter 350 reais a mais sobrando no orçamento”

A redução no desconto para trabalhadores como o Douglas faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda. 

Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.

Saiba mais em gov.br
 

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03/04/2026 04:00h

Novas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam aproximadamente 180 mil trabalhadores

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Aproximadamente 180.000 trabalhadores amazonenses serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.

A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.

Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, cerca de 112.000 trabalhadores do Amazonas ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.

Outros 67.900 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.

Com o Imposto de Renda Zero, o número de pessoas totalmente isentas no estado sobe de 176.000 para 295.000.

E o impacto aparece no orçamento das famílias.

Em Manaus, quem também já faz planos com o dinheiro que vai ficar no bolso é a assistente executiva Isabel Godinho Vieira, de 31 anos. Moradora de Tancredo Neves, ela está na faixa de renda contemplada com o Imposto de Renda Zero e, a partir de agora, não terá mais o desconto mensal no salário. Isabel vive com a mãe, a irmã e duas sobrinhas. 

Ela conta que o valor que antes ia para o tributo agora será investido sobretudo em alimentação.

“Vou poder comprar mais produtos no supermercado, especialmente frutas que costumam ser bem caras aqui em Manaus. Essa mudança vai fazer uma grande diferença no meu dia a dia e no da minha família.”

O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como a Isabel faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.

Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.

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03/04/2026 03:30h

Novas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam mais de 253 mil trabalhadores

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Mais de 253.000 trabalhadores no Distrito Federal serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.

A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.

Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, mais de 154.000 trabalhadores do DF ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.

Outros 100.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.

.Com o Imposto de Renda Zero, o número de pessoas totalmente isentas no estado sobe de 1.300.000 para 2.100.000.

Na Asa Sul, a secretária executiva Bianca Barros, de 28 anos, também está entre os trabalhadores que passam a ter direito ao Imposto de Renda Zero para quem ganha até R$ 5.000,00 por mês. 

Ela diz que o desconto no salário apertava o orçamento e exigia planejamento redobrado ao longo do mês.

“Muitas vezes eu já adiei viagens e evitei compras para manter as contas em dia. Com a isenção para quem ganha até R$ 5 mil, eu sinto que vou ter um alívio financeiro importante.”

O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como a Bianca faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.

Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.

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03/04/2026 03:00h

Novas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam mais de 1 milhão e 300 mil trabalhadores

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Mais de 1.300.000 trabalhadores no estado do Rio de Janeiro serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.

A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.

Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, mais de 852.000 trabalhadores fluminenses ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.

Outros 463.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.

Com o Imposto de Renda Zero, o número de pessoas totalmente isentas no estado sobe de 1.300.000 para 2.100.000.

Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a mudança também representa alívio no orçamento. Em São João de Meriti, o analista de marketing Nathan Cardoso, de 25 anos, mora com a mãe e passa agora a integrar a faixa de trabalhadores isentos do Imposto de Renda. 

Segundo ele, o desconto mensal pesava nas contas e limitava o planejamento financeiro. Com a nova regra, o valor que antes era retido na folha deve ganhar novo destino.

“Eu tinha um desconto de 27%, o que fazia uma certa diferença todo mês. Essa isenção é muito positiva, porque é um dinheiro que agora a gente consegue ter para investir ou até mesmo pensar em fazer uma pós-graduação.”

O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como o Nathan faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.

Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.

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03/04/2026 02:30h

Novas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam mais de 521 mil trabalhadores

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Mais de 521.000 trabalhadores em Goiás serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.

A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.

Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, mais de 350.000 trabalhadores goianos ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.

Outros 171.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.

Com o Imposto de Renda Zero, o número de pessoas totalmente isentas no estado sobe de 570.000 para 935.000.

Em Goiânia, a mudança nas regras do Imposto de Renda também deve trazer impacto direto no orçamento das famílias. No bairro Setor Universitário, a designer Nia Loiola, de 33 anos, mora com a mãe e passa a integrar a faixa de trabalhadores totalmente isentos do tributo. 

Para ela, o fim do desconto no contracheque representa um alívio importante nas contas do mês. Com o valor integral no salário, Nia já definiu as prioridades.

“Pretendo poupar um pouquinho para as emergências e renovar algumas coisas da minha casa que estão realmente precisando.”

O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como a Nia faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.

Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.

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03/04/2026 02:00h

Novas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam mais de 1 miçhão e duzentos mil trabalhadores

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Mais de 1.200.000 trabalhadores no Rio Grande do Sul serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.

A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.

Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, cerca de 790.000 trabalhadores gaúchos ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.

Outros 412.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.

Com o Imposto de Renda Zero, o número de pessoas totalmente isentas no estado sobe de 1.000.000 para 1.870.000.

Entre os beneficiados está o agrônomo Tomaz Vargas, de 28 anos. Morador do centro de Porto Alegre, ele vive com a irmã e agora passa a integrar o grupo de contribuintes completamente isentos do Imposto de Renda. 

Para ele, a nova regra amplia o poder de compra da população e traz mais segurança na relação com o Fisco.

“Quando o imposto é excessivo, as pessoas procuram métodos para tentar driblar o recolhimento de impostos, prejudicando o seguro social e [o acesso a] benefícios em caso de desemprego. Com a redução do imposto, as pessoas retornarão a declarar todos os valores ganhos na folha salarial, diminuindo a insegurança para o trabalhador.”

O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como o Tomaz faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.

Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.

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03/04/2026 01:30h

Novas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam mais de oito milhões e seissentos mil trabalhadores

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Mais de 8.600.000 trabalhadores na Região Sudeste serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00. 

A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.

Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, quase 6.000.000 de trabalhadores do Sudeste ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo. 

Outros quase 3.000.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.

Até o ano passado, cerca de 8.000.000 de declarantes do Sudeste já eram isentos. Com as novas regras, o número deve subir para 13.800.000 de contribuintes completamente livres do IR. 

De acordo com o Governo do Brasil, isso representa uma injeção significativa de recursos na economia regional.

O analista de marketing Douglas Pedroso, de 32 anos, morador do bairro Cambuci, na capital paulista, está entre os contribuintes beneficiados pela redução nos descontos do Imposto de Renda. 

Segundo ele, antes da mudança, o IR consumia mais de R$ 400,00 do orçamento mensal. Com as novas regras, o valor deve cair para R$ 70,00, ele estima. 

Para Douglas, a diferença representa um alívio importante e deve ampliar o poder de compra.

“É um dinheiro bem significativo que vai entrar na minha renda. Eu sempre tive o costume de guardar dinheiro. Então, vai ser um dinheiro extra para poder comprar coisas que a gente acabava adiando.”

O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como o Douglas, de São Paulo, faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.

Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.

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03/04/2026 01:30h

Novas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam mais de três milhões e trezentos mil trabalhadores

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Mais de 3.300.000 trabalhadores na Região Sul serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.

A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.

Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, cerca de 2.200.000 trabalhadores do Sul ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.

Outros 1.100.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.

Até o ano passado, cerca de 2.900.000 declarantes do Sul já eram isentos. Com as novas regras, o número deve subir para mais de 5.000.000 de contribuintes completamente livres do IR.

De acordo com o Governo do Brasil, isso representa uma injeção significativa de recursos na economia regional.

E esse impacto já tem endereço e sobrenome. Em Amaral Ferrador, no interior do Rio Grande do Sul, a gerente de loja Érica Nunes Cândida, de 31 anos, faz as contas e comemora o alívio no orçamento. 

Mãe de uma filha, ela diz que o dinheiro que antes ficava no desconto do contracheque agora vai ajudar a organizar as finanças e tirar um sonho do papel.

“Fiquei bem feliz com a novidade da isenção. Percebi que o valor que descontava do meu contracheque era bem alto e agora vai sobrar para eu poder pagar as minhas contas e depois poder aplicar em um novo sonho. Tenho um sonho de comprar um apartamento na cidade para minha filha.”

O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como a Érica, de Amaral Ferrador, faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.

Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.

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