VoltarNovas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam mais de 521 mil trabalhadores
Baixar áudioMais de 521.000 trabalhadores em Goiás serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.
A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.
Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, mais de 350.000 trabalhadores goianos ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.
Outros 171.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.
Com o Imposto de Renda Zero, o número de pessoas totalmente isentas no estado sobe de 570.000 para 935.000.
Em Goiânia, a mudança nas regras do Imposto de Renda também deve trazer impacto direto no orçamento das famílias. No bairro Setor Universitário, a designer Nia Loiola, de 33 anos, mora com a mãe e passa a integrar a faixa de trabalhadores totalmente isentos do tributo.
Para ela, o fim do desconto no contracheque representa um alívio importante nas contas do mês. Com o valor integral no salário, Nia já definiu as prioridades.
“Pretendo poupar um pouquinho para as emergências e renovar algumas coisas da minha casa que estão realmente precisando.”
O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como a Nia faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.
Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.
A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.
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Baixar áudioMais de 1.200.000 trabalhadores no Rio Grande do Sul serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.
A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.
Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, cerca de 790.000 trabalhadores gaúchos ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.
Outros 412.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.
Com o Imposto de Renda Zero, o número de pessoas totalmente isentas no estado sobe de 1.000.000 para 1.870.000.
Entre os beneficiados está o agrônomo Tomaz Vargas, de 28 anos. Morador do centro de Porto Alegre, ele vive com a irmã e agora passa a integrar o grupo de contribuintes completamente isentos do Imposto de Renda.
Para ele, a nova regra amplia o poder de compra da população e traz mais segurança na relação com o Fisco.
“Quando o imposto é excessivo, as pessoas procuram métodos para tentar driblar o recolhimento de impostos, prejudicando o seguro social e [o acesso a] benefícios em caso de desemprego. Com a redução do imposto, as pessoas retornarão a declarar todos os valores ganhos na folha salarial, diminuindo a insegurança para o trabalhador.”
O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como o Tomaz faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.
Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.
A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.
Saiba mais em gov.br.
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Baixar áudioMais de 8.600.000 trabalhadores na Região Sudeste serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.
A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.
Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, quase 6.000.000 de trabalhadores do Sudeste ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.
Outros quase 3.000.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.
Até o ano passado, cerca de 8.000.000 de declarantes do Sudeste já eram isentos. Com as novas regras, o número deve subir para 13.800.000 de contribuintes completamente livres do IR.
De acordo com o Governo do Brasil, isso representa uma injeção significativa de recursos na economia regional.
O analista de marketing Douglas Pedroso, de 32 anos, morador do bairro Cambuci, na capital paulista, está entre os contribuintes beneficiados pela redução nos descontos do Imposto de Renda.
Segundo ele, antes da mudança, o IR consumia mais de R$ 400,00 do orçamento mensal. Com as novas regras, o valor deve cair para R$ 70,00, ele estima.
Para Douglas, a diferença representa um alívio importante e deve ampliar o poder de compra.
“É um dinheiro bem significativo que vai entrar na minha renda. Eu sempre tive o costume de guardar dinheiro. Então, vai ser um dinheiro extra para poder comprar coisas que a gente acabava adiando.”
O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como o Douglas, de São Paulo, faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.
Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.
A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.
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Baixar áudioMais de 3.300.000 trabalhadores na Região Sul serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5.000,00, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.
A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.
Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, cerca de 2.200.000 trabalhadores do Sul ganham até R$ 5.000,00 mensais e deixarão de pagar o tributo.
Outros 1.100.000 recebem entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.
Até o ano passado, cerca de 2.900.000 declarantes do Sul já eram isentos. Com as novas regras, o número deve subir para mais de 5.000.000 de contribuintes completamente livres do IR.
De acordo com o Governo do Brasil, isso representa uma injeção significativa de recursos na economia regional.
E esse impacto já tem endereço e sobrenome. Em Amaral Ferrador, no interior do Rio Grande do Sul, a gerente de loja Érica Nunes Cândida, de 31 anos, faz as contas e comemora o alívio no orçamento.
Mãe de uma filha, ela diz que o dinheiro que antes ficava no desconto do contracheque agora vai ajudar a organizar as finanças e tirar um sonho do papel.
“Fiquei bem feliz com a novidade da isenção. Percebi que o valor que descontava do meu contracheque era bem alto e agora vai sobrar para eu poder pagar as minhas contas e depois poder aplicar em um novo sonho. Tenho um sonho de comprar um apartamento na cidade para minha filha.”
O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como a Érica, de Amaral Ferrador, faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.
Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.
A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.
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Copiar o textoNovas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam mais de um milhão de trabalhadores
Baixar áudioMais de 1.300.000 trabalhadores na Região Centro-Oeste serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5 mil, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 7.350
A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.
Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, mais de 877 mil trabalhadores do Centro-Oeste ganham até R$ 5 mil mensais e deixarão de pagar o tributo.
Outros 472 mil recebem entre R$ 5 mil e R$ 7.350 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.
Até o ano passado, cerca de 1.400.000 declarantes do Centro-Oeste já eram isentos. Com as novas regras, o número deve subir para aproximadamente 2.000.300 contribuintes completamente livres do IR.
De acordo com o Governo do Brasil, isso representa uma injeção significativa de recursos na economia regional.
Em Brasília, no Distrito Federal, o impacto também chega ao dia a dia. Na Asa Sul, a secretária executiva Bianca Barros, de 28 anos, está na faixa de renda contemplada com o Imposto de Renda Zero.
Ela mora com o namorado e divide com ele todas as despesas da casa. Segundo Bianca, o valor retido até então fazia diferença no orçamento e exigia ajustes frequentes nas contas.
“Pretendo usar esse dinheiro a mais para reforçar minhas reservas, planejar viagens e investir em cursos.”
O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como a Bianca, de Brasília, faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.
Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.
A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.
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Copiar o textoNovas regras isentam quem ganha até R$ 5 mil e beneficiam 851 mil trabalhadores nortistas
Baixar áudioMais de 851 mil trabalhadores na Região Norte serão diretamente beneficiados com o Imposto de Renda Zero, para quem ganha até R$ 5 mil, e com a redução nos descontos, para aqueles com renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
A mudança foi garantida por lei sancionada em novembro de 2025, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro.
Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, mais de 536 mil trabalhadores do Norte ganham até R$ 5 mil mensais e deixarão de pagar o tributo.
Outros 315 mil recebem entre R$ 5 mil e R$ 7.350 e passarão a contar com descontos progressivos no imposto.
Até o ano passado, cerca de 833 mil declarantes do Norte já eram isentos. Com as novas regras, o número deve subir para 1.300.000 contribuintes completamente livres do IR.
De acordo com o Governo do Brasil, isso representa uma injeção significativa de recursos na economia regional.
E em Manaus, no Amazonas, a mudança também já faz diferença no planejamento de muitas famílias. No bairro Tancredo Neves, a assistente executiva Isabel Godinho Vieira, de 31 anos, recebe na faixa do Imposto de Renda Zero.
Ela divide a casa com a mãe, a irmã e duas sobrinhas. Para Isabel, o alívio no orçamento tem destino certo: realizar um sonho antigo da matriarca da família e reforçar as compras do mês.
“Ela nunca viu o mar. Então quero levá-la para ver o mar. E vou poder comprar mais produtos no supermercado, especialmente frutas que costumam ser bem caras aqui em Manaus.”
O Imposto de Renda Zero para trabalhadores como a Isabel, de Manaus, faz parte do conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda.
Para manter o equilíbrio fiscal e compensar a redução na arrecadação, a nova legislação prevê um aumento na tributação sobre altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A estimativa é que aproximadamente 3.500 contribuintes sejam alcançados. Nesse caso, a cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Quem já paga esse percentual, ou mais, não terá alterações.
A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais definidos para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual.
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Copiar o textoMoeda oscila com tensão externa, mas fluxo de exportadores limita alta
Baixar áudioO dólar à vista encerrou o último pregão praticamente estável, cotado a R$ 5,15, após oscilar ao longo da sessão e chegar a se aproximar de R$ 5,20 na abertura. De acordo com especialistas, o movimento refletiu tanto o cenário externo quanto o fluxo no mercado doméstico.
A moeda ganhou força no início do dia, acompanhando a alta do petróleo e dos rendimentos dos títulos norte-americanos, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Ainda segundo especialistas, esse ambiente elevou a demanda global por dólar.
No entanto, ao longo da sessão, o real recuperou parte do terreno perdido, com a atuação de exportadores na venda de moeda, o que ajudou a conter a valorização da divisa. Com isso, o dólar fechou com leve alta.
Na semana, a moeda acumulou queda, enquanto no ano segue em trajetória de recuo frente ao real.
Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$ 5,95.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1939 | 0,1680 | 0,1466 | 30,9470 | 0,1549 | 0,2699 | 0,2808 |
| USD | 5,1578 | 1 | 0,8664 | 0,7562 | 159,60 | 0,7985 | 1,3919 | 1,4474 |
| EUR | 5,9513 | 1,1540 | 1 | 0,8728 | 184,14 | 0,9216 | 1,6062 | 1,6706 |
| GBP | 6,8196 | 1,3224 | 1,1457 | 1 | 210,90 | 1,0558 | 1,8408 | 1,9136 |
| JPY | 3,23136 | 0,626567 | 0,54335 | 0,473889 | 1 | 0,5006 | 0,87212 | 0,90740 |
| CHF | 6,4546 | 1,2516 | 1,0850 | 0,9472 | 199,70 | 1 | 1,7425 | 1,8132 |
| CAD | 3,7052 | 0,7184 | 0,6226 | 0,5436 | 114,63 | 0,5739 | 1 | 1,0405 |
| AUD | 3,5622 | 0,6908 | 0,5986 | 0,5224 | 110,21 | 0,5515 | 0,9609 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
Copiar o textoTensão no Oriente Médio pressiona mercado, mas alta do petróleo reduz perdas
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O Ibovespa encerrou o último pregão quase estável, refletindo a cautela dos investidores diante do aumento das tensões no Oriente Médio. De acordo com especialistas, o cenário externo trouxe volatilidade e pressionou o índice ao longo da sessão.
As perdas só não foram maiores por conta do desempenho das ações de petrolíferas, que acompanharam a alta do petróleo no mercado internacional. O movimento foi impulsionado por discussões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento global da commodity.
O índice chegou a registrar queda mais acentuada durante o dia, mas se recuperou na reta final e fechou com leve variação negativa. No acumulado da semana, ainda apresentou alta, mostrando alguma resiliência do mercado.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 24.644.356.602, em meio a 3.389.903 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioA possível redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais pode provocar um aumento médio de 6,2% nos preços de produtos e serviços ao consumidor. A estimativa é de um estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o levantamento, diversos segmentos da economia devem sentir o impacto. Entre os principais aumentos projetados estão:
No setor de serviços, o reajuste médio pode chegar a 6,5%, com destaque para:
O estudo simula os impactos na economia caso a redução das horas trabalhadas seja compensada pela contratação de novos empregados. A estimativa indica que as horas trabalhadas não serão totalmente recompostas. Além disso, o custo da hora de trabalho tende a aumentar, provocando aumento de preços ao longo de toda a cadeia produtiva até chegar ao consumidor final.
A indústria aparece como o setor mais afetado, com queda estimada de 4,34% nas horas trabalhadas. Em seguida vêm:
O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, afirma que a redução da jornada impacta diretamente a produção.
“Para que a produção se mantenha, as empresas vão fazer contratações, e isso traz custos. Isso não acontece em uma empresa específica, é algo generalizado. Então a empresa terá um aumento de custo ao comprar insumos e contratar serviços, porque as outras empresas passarão pelo mesmo problema. É um efeito que vai se acumulando nos custos das empresas e vai se disseminando pela economia até o consumidor final”, explica.
A CNI acompanha propostas em tramitação no Congresso Nacional que tratam da redução da jornada, como a PEC 148/2015 e a PEC 8/2025.
O presidente da entidade, Ricardo Alban, defende que o tema não seja votado de forma apressada, especialmente em ano eleitoral, e que haja um debate mais aprofundado e transparente com a sociedade e os setores produtivos.
“A história recente contemporânea da relação capital-trabalho sempre foi feita de uma transição entre a melhoria das condições de trabalho e a redução de uma possível jornada de forma gradativa e com muito entendimento, sempre através de negociações. Nós queremos fazer isso. Mas tem que ser de forma sustentável. Nós precisamos aumentar a produtividade. Ninguém tem dúvidas de que produtividade é que determina as melhores condições de trabalho.”
Alban também avalia que o momento não é adequado para esse tipo de discussão, diante do cenário econômico internacional.
Para ele, a alta global da inflação, impulsionada pelo aumento nos preços do petróleo em meio a conflitos no Oriente Médio, já pressiona os custos. Nesse contexto, a redução da jornada poderia agravar ainda mais a inflação.
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Baixar áudioDivulgado nesta quarta-feira (1º) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE recuou 0,4 ponto em março, alcançando 91,9 pontos, em sua segunda queda consecutiva após cinco meses em alta — nos quais acumulou alta de 4,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICE registrou queda de 0,1 ponto, revertendo a tendência de alta observada no período recente.
O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Em março, a confiança recuou no Índice de Confiança do Comércio (ICC), que passou a 84,6 pontos após perda de 2,7 pontos, e no Índice de Confiança de Serviços (ICS), que caiu 1,8 ponto, para 88,4 pontos. Nos dois casos, a queda foi predominantemente determinada pela piora das expectativas para os próximos meses. O Índice da Indústria (ICI) manteve-se relativamente estável ao avançar 0,1 ponto, para 96,8 pontos, enquanto o da Construção (ICC) registrou um avanço de 2,1 pontos, passando a 93,6 pontos.
O levantamento mostrou que houve avanço da confiança empresarial em 20 dos 49 segmentos integrantes do ICE no mês de março, disseminação inferior à observada em fevereiro. O destaque positivo foi o setor de Construção, no qual 73% dos segmentos registraram alta da confiança em março.
O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) avançou 0,3 ponto, para 93,3 pontos, interrompendo a estabilidade de fevereiro e sinalizando para uma discreta evolução da atividade no mês. Entre seus componentes, o indicador que mede o nível de demanda no momento presente avançou 1,6 ponto, para 95,4 pontos, enquanto o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios recuou 1,0 ponto, para 91,3 pontos.
Por sua vez, o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) recuou 1,1 ponto, alcançando 90,5 pontos. O recuo reflete, sobretudo, a deterioração das expectativas para os próximos seis meses, indicando que as preocupações dos empresários se projetam para além do segundo trimestre. Enquanto isso, o componente que mede as perspectivas de evolução dos negócios nesse horizonte recuou 1,9 ponto, para 89,4 pontos, enquanto o indicador referente à demanda esperada para os três meses seguintes cedeu 0,3 ponto, para 91,8 pontos.
Na avaliação do pesquisador do FGV IBRE Aloisio Campelo Jr., apesar de ter sido parcialmente atenuada pela melhora na avaliação da situação corrente dos negócios, a piora das expectativas foi determinante para a queda da confiança empresarial em março. “O conflito no Oriente Médio, ao pressionar os preços do petróleo e a inflação doméstica, tem levado os empresários a adotar uma postura mais cautelosa em relação aos próximos meses”, acrescentou.
Confira aqui os resultados completos da sondagem.
Com informações do FGV IBRE.
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