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Baixar áudioO Ibovespa voltou a fechar o pregão em baixa de 2,25%, aos 176.219 pontos, acumulando queda de 0,81% na semana. O desempenho do índice foi influenciado pela elevação da aversão a risco dos investidores diante da escalada nas tensões do conflito no Irã, com rumores de um ataque militar terrestre dos EUA ao país persa, e pelo desempenho da Petrobras.
No final da tarde desta sexta-feira (20), o presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou estar “no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo. Pela manhã, a CBS News informou que autoridades do Pentágono teriam feito preparativos detalhados para uma possível mobilização de forças terrestres dos EUA no Irã. Os índices de Wall Street reagiram às declarações encerrando a sessão em forte queda, o que também influenciou o Ibovespa.
Segundo analistas do setor, o mercado voltou a focar nas incertezas em torno de um conflito de maior duração, principalmente após as notícias da possível incursão terrestre dos EUA no Irã. Eles destacam que essa movimentação elevou o risco de um choque adicional nos preços de energia, com o contrato futuro do Brent para maio tendo fechado a sessão em alta de 3,26% a US$112,19 por barril.
No cenário doméstico, a aversão a risco de investidores internacionais seguiu influenciando o mercado. Diante das medidas anunciadas pelo governo para atenuar os efeitos da disparada dos preços do petróleo e tentar conter uma possível greve dos caminhoneiros, o risco de ingerência na Petrobras concentrou as atenções de investidores durante a sessão. O Planalto afirmou que a estatal poderá recomprar a refinaria de Mataripe, na Bahia.
As ações da petroleira caíram mais de 2% durante a sessão, mesmo com a alta do Brent no mercado internacional, movimento que foi acentuado, segundo analistas do setor, pela publicação da Medida Provisória pelo governo federal que estabelece um subsídio ao diesel e prevê um imposto de 12% sobre a exportação.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos SA (ONCO3): +28,93%
Bombril S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs (BOBR4): +13,82%
Ações em queda no Ibovespa
Revee SA (RVEE3): -15,00%
Braskem S.A. Pfd A (BRKM5): -14,21%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 94.925.099.675, em meio a 4.443.414 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em alta de 1,79% frente ao real, cotado a R$ 5,30, acumulando baixa de 0,13% na semana. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando alta de 0,33%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela elevação da aversão a risco dos investidores diante da escalada nas tensões do conflito no Irã, com rumores de um ataque militar terrestre dos EUA ao país persa, o que estimulou a busca pelo dólar como ativo de proteção.
No final da tarde desta sexta-feira (20), o presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou estar “no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo. Pela manhã, a CBS News informou que autoridades do Pentágono teriam feito preparativos detalhados para uma possível mobilização de forças terrestres dos EUA no Irã.
Segundo analistas do setor, o mercado voltou a focar nas incertezas em torno de um conflito de maior duração, principalmente após as notícias da possível incursão terrestre dos EUA no Irã. Eles destacam que essa movimentação elevou o risco de um choque adicional nos preços de energia, com o contrato futuro do Brent para maio tendo fechado a sessão em alta de 3,26% a US$112,19 por barril.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 1,61%, cotado a R$ 6,14.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1883 | 0,1626 | 0,1410 | 29,9800 | 0,1484 | 0,2584 | 0,2679 |
| USD | 5,3112 | 1 | 0,8642 | 0,7496 | 159,23 | 0,7880 | 1,3723 | 1,4247 |
| EUR | 6,1470 | 1,1571 | 1 | 0,8674 | 184,24 | 0,9119 | 1,5884 | 1,6485 |
| GBP | 7,0889 | 1,3341 | 1,1529 | 1 | 212,43 | 1,0513 | 1,8306 | 1,8998 |
| JPY | 0,0334 | 0,0063 | 0,0054 | 0,0047 | 1 | 0,4949 | 0,0086 | 0,0089 |
| CHF | 6,7402 | 1,2690 | 1,0967 | 0,9512 | 202,05 | 1 | 1,7416 | 1,8066 |
| CAD | 3,8703 | 0,7287 | 0,6297 | 0,5463 | 116,02 | 0,5742 | 1 | 1,0373 |
| AUD | 3,7324 | 0,7022 | 0,6066 | 0,5262 | 111,78 | 0,5534 | 0,9639 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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Baixar áudioRepresentantes do setor produtivo voltaram a cobrar do Congresso Nacional a atualização da tabela do Simples Nacional. A pauta é considerada prioritária por entidades empresariais, que defendem a correção dos limites de faturamento para micro e pequenas empresas, congelados desde 2018.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) está entre as entidades que defendem a medida. Para o presidente da confederação, Alfredo Cotait Neto, a atualização é necessária para evitar que empresas deixem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
Na última quarta-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21. A proposta eleva para até R$ 130 mil o limite de receita bruta anual para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI) e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados. Com a aprovação da urgência, o texto segue diretamente para análise do Plenário, sem a necessidade de tramitar previamente pelas comissões da Casa.
Vera Antunes, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), considera positiva a tramitação com urgência do projeto para manter a formalização dos MEIs e ampliar a geração de empregos.
“Temos que lembrar que essas empresas são estruturalmente mais frágeis e estão mais suscetíveis às variações do mercado. Portanto, todo benefício é bem-vindo para que esses empreendedores continuem trabalhando dentro da formalidade e até encontrando condições para expandir o próprio negócio. Considerando a carga tributária que o empresário paga no Brasil, é uma iniciativa que valoriza o empreendedorismo”, avalia.
Para a CACB, a atualização deve ir além do teto do MEI e alcançar também todas as faixas de enquadramento do Simples Nacional. A confederação afirma que continuará mobilizando parlamentares para que a correção seja votada.
Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.
Atualmente, os limites de faturamento permanecem em:
Esses valores estão congelados há cerca de sete anos, o que, segundo representantes do setor produtivo, não acompanha a inflação acumulada no período.
O deputado federal Beto Richa (PSDB-PR) afirma que muitas empresas acabam pagando mais impostos não por terem crescido efetivamente, mas por reajustarem seus preços para acompanhar a inflação.
“Isso cria uma distorção e aumenta a carga tributária justamente sobre quem é pequeno. Além disso, essa situação cria uma trava no crescimento. Muitos empreendedores evitam expandir o negócio para não ter que mudar de faixa de tributação. O mesmo acontece com o MEI. O limite de faturamento está congelado em R$ 81 mil reais há oito anos e já não reflete a realidade do país”, afirma.
Propostas em discussão no Congresso sugerem uma correção que praticamente dobraria esses limites. O teto do MEI poderia subir para cerca de R$ 144,9 mil por ano, enquanto o limite para microempresas passaria para aproximadamente R$ 869 mil, e o das empresas de pequeno porte para cerca de R$ 8,69 milhões.
Projetos com esse objetivo tramitam na Câmara dos Deputados e fazem parte de um conjunto de propostas que alteram o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. Algumas dessas iniciativas já passaram por comissões da Casa e aguardam análise em outras etapas da tramitação legislativa.
Para entidades empresariais, a atualização dos limites permitiria que empresas continuassem no regime simplificado mesmo após crescimento do faturamento, evitando aumento da carga tributária e incentivando a formalização.
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Copiar o textoOs pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem
Baixar áudioA CAIXA inicia nesta sexta-feira (20), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de março para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 3.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.
Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.
Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.
Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.
Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.
Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.
Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.
O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.
Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família come
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Baixar áudioNa última quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.), atingindo 14,75% ao ano (a.a.). Foi o primeiro corte na taxa básica de juros em quase dois anos.
Apesar da redução, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a medida ainda é insuficiente para reverter a desaceleração da atividade econômica. Segundo a entidade, o nível atual dos juros segue muito elevado para destravar investimentos e aliviar o endividamento das famílias, efeitos associados a uma política monetária excessivamente restritiva.
Com a Selic em 14,75% a.a., a taxa de juros real chega a 10,4% a.a. — 5,4 p.p. acima da taxa neutra, estimada pelo próprio Banco Central em 5% a.a. Essa taxa neutra é aquela que não estimula nem desacelera a economia. Pelos cálculos da CNI, a taxa de equilíbrio, capaz de conciliar pleno emprego e estabilidade de preços, deveria estar em torno de 10,1% a.a., o que indica que o nível atual da Selic é 4,6 p.p. mais restritivo do que o necessário para o controle da inflação.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o cenário inflacionário já permitiria uma redução mais intensa dos juros. Segundo ele, a inflação está em desaceleração e as expectativas de mercado permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta.
“Se nós estivéssemos trabalhando hoje, como eu entendo que deveria ser, [com uma taxa de juros] a níveis de 9% e 10%, seriam juros razoáveis para a realidade da condição da inflação do Brasil. Nós poderíamos até entender que não houvesse nenhuma redução da taxa de juros. Mas nós estamos em 15%”, afirma.
A inflação segue controlada e em convergência para o centro da meta. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses até fevereiro recuou para 3,81%, ante 4,44% no mês anterior.
As expectativas do mercado para inflação também permanecem dentro do intervalo de tolerância, apesar de pressões externas, como a recente alta do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio. De acordo com o Boletim Focus, as projeções são de 4,1% para 2026, 3,8% para 2027 e 3,5% para 2028.
Mesmo com a inflação sob controle, Alban demonstra preocupação com o risco de estagflação — cenário caracterizado pela combinação de inflação persistente, baixo crescimento do PIB e aumento do desemprego.
“Nós estamos caminhando, bem como os Estados Unidos já se preocupam hoje, para a chamada estagflação. Será que não podemos ter uma estagflação muito mais séria, com a inibição que é a taxa de juros hoje para nossa economia e para capacidade de oferta? Então, uma redução de 0,25 jamais pode ser comemorado”, avalia.
Ao longo dos últimos 50 meses em que a Selic permaneceu em nível restritivo, o PIB cresceu 2,3% em 2025, segundo o IBGE — resultado menor que os 3,4% registrados em 2024 e o mais fraco desde a recessão provocada pela pandemia, em 2020. No mesmo período, o consumo das famílias desacelerou de 5,1% para 1,3%, enquanto os investimentos recuaram de 6,9% para 2,9%.
A política monetária também contribuiu para o aumento do endividamento das famílias. A parcela da renda comprometida com dívidas bancárias subiu de 47,7%, em dezembro de 2023, para 49,7%, em dezembro de 2025, segundo o Banco Central. Já a inadimplência das pessoas físicas avançou de 3,7%, em janeiro de 2024, para 5,2%, em janeiro de 2026.
Diante desse cenário, Alban defende que o Banco Central acelere o ritmo de cortes da Selic já na próxima reunião do Copom, prevista para o fim de abril. Segundo ele, uma redução mais significativa é necessária para viabilizar melhores condições de investimento, reduzir o endividamento das famílias e impulsionar o crescimento econômico.
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Copiar o textoPor meio de seminário, ApexBrasil reforça papel do Brasil na transição energética global
Baixar áudioO avanço das energias limpas no mundo tem colocado o hidrogênio de baixo carbono no centro das discussões sobre o futuro da indústria e da economia. Nesse cenário, o Brasil vem ganhando destaque por reunir condições favoráveis para produzir e exportar esse tipo de energia, como grande oferta de fontes renováveis, estrutura industrial e localização estratégica.
Nesse contexto, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizou, em Brasília (DF), o seminário “Conexões Sustentáveis: Investimentos em Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”, como parte do programa Invest in Brasil Hydrogen 2026, coordenado pela Gerência de Investimentos da Agência.
O encontro teve como destaque a formalização e divulgação de parcerias com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEÓLICA) e a Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), reforçando a articulação entre os setores de hidrogênio verde e energia eólica — áreas que se complementam e ajudam a ampliar a escala, reduzir custos e diminuir emissões.
Em linha com o Plano Nacional de Hidrogênio (PNH2) e com a política da Nova Indústria Brasil, a iniciativa busca ampliar a entrada de capital estrangeiro para estruturar e expandir a cadeia de hidrogênio de baixo carbono no país. Para isso, concentra esforços em mercados estratégicos como França, Alemanha, Holanda, Noruega e Japão, com a meta de estimular tanto as vendas externas quanto o uso interno dessa fonte energética, reforçando a presença do Brasil no cenário global da transição energética.
Mais do que apresentar diretrizes, o seminário procurou aproximar esses objetivos da prática. A proposta foi reunir representantes do setor produtivo, do poder público e de instituições para compartilhar o panorama atual dos projetos no país, discutir possibilidades de uso do hidrogênio verde e criar oportunidades de cooperação. O encontro também serviu para fortalecer o diálogo e as conexões entre empresas e governo.
A abertura contou com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, que enfatizou a atuação da Agência na atração de investimentos internacionais voltados a áreas consideradas chave para o avanço da agenda energética sustentável.
A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, moderou o painel institucional “A importância do H2V para a Nova Indústria Brasil”, que reuniu representantes do governo federal e de instituições estratégicas para discutir o papel do hidrogênio verde no fortalecimento da indústria nacional e no avanço da economia sustentável.
“Quando a gente fala desse segmento de hidrogênio verde, a gente está falando não só de uma indústria nascente, mas de uma indústria que é habilitadora de várias outras indústrias no Brasil. Estamos falando de uma oferta de energia renovável extremamente abundante, de uma infraestrutura portuária em alguns pontos já bastante preparada para receber essa indústria, em outros pontos em preparação e que também é um foco nosso de atração de investimento”, destacou.
Já a gerente de Investimentos da Agência, Helena Brandão, conduziu o painel sobre financiamento de projetos de H2V no Brasil, com foco nas formas de apoio financeiro disponíveis, na participação de bancos de fomento e na viabilização de projetos de grande porte.
Posteriormente, o coordenador de Investimentos, Carlos Padilla, apresentou o programa Invest in Brasil Hydrogen e realizou um showcase do portfólio de projetos apoiados, além de detalhar as ações voltadas à articulação institucional e ao atendimento a investidores internacionais.
Os projetos apresentados evidenciaram como a agenda do hidrogênio de baixo carbono já está espalhada pelo país, com iniciativas em diferentes estágios de desenvolvimento e perfis variados de aplicação.
Na Região Nordeste, os empreendimentos ganham força sobretudo em áreas portuárias, aproveitando a proximidade com rotas internacionais. É o caso do Complexo do Pecém (CE), que vem se firmando como um hub relevante para produção e exportação, além de iniciativas em Suape (PE) e na Bahia, que também buscam integrar produção, logística e mercado externo.
No Sudeste, o destaque vai para o Porto do Açu (RJ), onde a infraestrutura existente favorece a conexão entre produção, armazenamento e escoamento. Em Minas Gerais, os projetos seguem uma linha mais industrial, com foco na produção de hidrogênio e amônia verde para uso em cadeias como fertilizantes e siderurgia.
Já no Sul e Sudeste expandido, iniciativas como o projeto B2H2, no Paraná, apontam para um modelo mais descentralizado, com uso diversificado de fontes de energia. Em São Paulo, os projetos se concentram na integração do hidrogênio à base industrial já instalada, com participação de grandes empresas do setor energético e industrial.
De forma geral, os projetos também avançam em aplicações ligadas a setores como fertilizantes, combustíveis marítimos, aço, cimento e energia. Isso reforça o potencial do hidrogênio de baixo carbono como alternativa para reduzir emissões em atividades intensivas e aumentar a competitividade da indústria brasileira no cenário internacional.
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Com a realização do seminário, a ApexBrasil reforçou seu compromisso de posicionar o Brasil como destino estratégico para investimentos em hidrogênio de baixo carbono, ampliando parcerias internacionais, fortalecendo projetos estruturantes e contribuindo para o desenvolvimento de uma indústria mais sustentável e integrada ao mercado global.
Na indústria brasileira, o hidrogênio (H₂) vem sendo utilizado de formas distintas nos setores de química, papel e celulose e siderurgia, refletindo as particularidades de cada processo produtivo.
No setor químico, a produção de hidrogênio ocorre majoritariamente por meio da eletrólise de salmoura. O insumo é usado principalmente na fabricação de compostos como ácidos e hidróxidos. Parte do excedente também é aproveitada como fonte de energia, substituindo o gás natural na geração de calor em caldeiras.
Já na indústria de papel e celulose, o hidrogênio é empregado no processo de branqueamento das fibras, sendo utilizado sobretudo para geração de calor de processo.
Na siderurgia, especialmente na produção de ferro-gusa e aço, o hidrogênio costuma ser adquirido de outras unidades e tem uso predominantemente não energético. Ele é aplicado no controle metalúrgico, contribuindo para a produção de aços inoxidáveis e elétricos, com uso em etapas como a laminação.
Entre 2014 e 2023, 97,9% do hidrogênio identificado na indústria brasileira foi utilizado como matéria-prima, evidenciando seu papel estratégico nos processos produtivos. Em relação aos locais, 87,7% teve como destino as refinarias de petróleo e as Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (FAFENs), onde o insumo é essencial para a produção de combustíveis e fertilizantes.
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Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em queda de 0,59% frente ao real, cotado a R$ 5,21. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,85%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela queda nos preços do petróleo após Israel descartar novos ataques à infraestrutura energética do Irã, a pedido dos EUA. A redução da Selic para 14,75% ao ano e as decisões de política monetária na Europa repercutiram em segundo plano.
No final da tarde desta quinta-feira (19), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel evitará ataques à infraestrutura energética do Irã, a pedido do presidente estadunidense, Donald Trump. Netanyahu disse, ainda, que as defesas aéreas persas já não são mais úteis e que o país já não consegue mais enriquecer urânio ou fabricar mísseis balísticos.
O mercado seguiu repercutindo as decisões de política monetária da véspera, como a do Federal Reserve (Fed) de manter inalterada a taxa de juros dos EUA pela segunda vez seguida entre 3,50% e 3,75% ao ano. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou o primeiro corte na Selic desde julho de 2025, diminuindo a taxa em 0,25% para o patamar de 14,75% ao ano.
Durante a sessão, outros Bancos Centrais seguiram repercutindo decisões de política monetária. Japão, Reino Unido, Canadá e Zona do Euro mantiveram suas taxas de juros inalteradas. O Banco Central da Inglaterra (BoE) ressaltou que o conflito no Oriente Médio pode causar um aumento na inflação no curto prazo, o que seria um novo choque na economia, com alguns membros do comitê britânico já tendo levantado a possibilidade de um futuro aumento nos juros.
No cenário doméstico, o Banco Central realizou dois leilões simultâneos na manhã desta quinta, nos quais vendeu US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20 mil contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso — operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro. A realização das operações em simultâneo é conhecida pelo mercado como “casadão” e tem efeito nulo na prática sobre as cotações do dólar, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,15%, cotado a R$ 6,04.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1917 | 0,1655 | 0,1427 | 30,2250 | 0,1511 | 0,2634 | 0,2707 |
| USD | 5,2167 | 1 | 0,8633 | 0,7446 | 157,68 | 0,7883 | 1,3742 | 1,4116 |
| EUR | 6,0418 | 1,1582 | 1 | 0,8624 | 182,64 | 0,9130 | 1,5914 | 1,6351 |
| GBP | 7,0074 | 1,3430 | 1,1595 | 1 | 211,76 | 1,0586 | 1,8453 | 1,8958 |
| JPY | 3,30865 | 0,634216 | 0,54756 | 0,472244 | 1 | 0,5000 | 0,87154 | 0,89534 |
| CHF | 6,6177 | 1,2686 | 1,0953 | 0,9446 | 200,06 | 1 | 1,7430 | 1,7911 |
| CAD | 3,7962 | 0,7277 | 0,6283 | 0,5419 | 114,77 | 0,5737 | 1 | 1,0275 |
| AUD | 3,6958 | 0,7084 | 0,6116 | 0,5275 | 111,70 | 0,5584 | 0,9733 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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Baixar áudioO Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 0,35%, aos 180.270 pontos, invertendo a queda de quase 2% da abertura. O desempenho do índice foi influenciado pelas questões políticas relacionadas à possível greve dos caminhoneiros e pela repercussão da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de iniciar a flexibilização da taxa de juros brasileira na reunião de quarta-feira (18).
No final da tarde desta quinta-feira (19), o governo publicou a Medida Provisória (MP) que endurece as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas, visando evitar uma possível greve dos caminhoneiros. As medidas haviam sido anunciadas na véspera pelo ministro dos Transportes, Renan Filho.
Em segundo plano, o mercado repercutiu a decisão do Copom de realizar o primeiro corte na Selic desde julho de 2025, de 15,00% para 14,75% ao ano, em linha com o esperado pelo mercado. Segundo o comunicado emitido pelo comitê, o acirramento dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio aumentou a incerteza no ambiente externo, resultando em um cenário que exige cautela por parte dos países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.
Acompanhando o alívio nos preços do petróleo no fim da sessão, após o anúncio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que não fará novos ataques à infraestrutura energética do Irã a pedido dos EUA, as ações da Petrobras fecharam em leve baixa, caindo 0,12% e 0,47%.
O desempenho do Ibovespa destoou das bolsas de Wall Street, que fecharam em queda após o mercado zerar as apostas para um novo corte na taxa de juros dos EUA pelo Federal Reserve (Fed) — o Banco Central do país — ainda em 2026.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Investimentos Bemge S.A. (FIGE3): +36,87%
Lupatech S.A. (LUPA3): +17,81%
Ações em queda no Ibovespa
Revee SA (RVEE3): -15,79%
Grupo Mateus SA (GMAT3): -14,43%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 38.113.040.726, em meio a 4.585.410 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o texto
Baixar áudioRepresentantes do setor produtivo voltaram a cobrar do Congresso Nacional a atualização da tabela do Simples Nacional. A pauta é considerada prioritária por entidades empresariais, que defendem a correção dos limites de faturamento para micro e pequenas empresas, congelados desde 2018.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) está entre as entidades que defendem a medida. Para o presidente da confederação, Alfredo Cotait Neto, a atualização é necessária para evitar que empresas deixem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
Na última terça-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21. A proposta eleva para até R$ 130 mil o limite de receita bruta anual para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI) e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados. Com a aprovação da urgência, o texto segue diretamente para análise do Plenário, sem a necessidade de tramitar previamente pelas comissões da Casa.
Para a CACB, a atualização deve ir além do teto do MEI e alcançar também todas as faixas de enquadramento do Simples Nacional. A confederação afirma que continuará mobilizando parlamentares para que a correção seja votada.
O presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro (ACIERJ), Igor Baldez, afirma que a atualização da tabela do Simples Nacional é a votação mais relevante do ano no Congresso Nacional.
“É a votação da empregabilidade, do empreendedorismo, de quem produz. Nosso sistema reivindica que o teto anual do MEI passe de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil, das micro e pequenas empresas, de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil; e das empresas de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões, gerando uma empregabilidade muito grande. São quase R$ 81,2 milhões injetados na economia.”
Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.
Atualmente, os limites de faturamento permanecem em:
Esses valores estão congelados há cerca de sete anos, o que, segundo representantes do setor produtivo, não acompanha a inflação acumulada no período.
Propostas em discussão no Congresso sugerem uma correção que praticamente dobraria esses limites. O setor produtivo reivindica que o teto do MEI poderia subir para cerca de R$ 144,9 mil por ano, enquanto o limite para microempresas passaria para aproximadamente R$ 869 mil, e o das empresas de pequeno porte para cerca de R$ 8,69 milhões.
Para o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), a atualização dos limites do Simples Nacional pode impulsionar a geração de empregos no país.
“Esse é um grande desafio que nós temos e vamos continuar acompanhando, porque isso vai ser um grande avanço para a economia do país. Mais de 80% das nossas empresas são micro e pequenas empresas, que obviamente fazem a diferença na empregabilidade e no desenvolvimento”, afirma.
Projetos com esse objetivo tramitam na Câmara dos Deputados e fazem parte de um conjunto de propostas que alteram o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. Algumas dessas iniciativas já passaram por comissões da Casa e aguardam análise em outras etapas da tramitação legislativa.
Para entidades empresariais, a atualização dos limites permitiria que empresas continuassem no regime simplificado mesmo após crescimento do faturamento, evitando aumento da carga tributária e incentivando a formalização.
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Copiar o textoOs pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem
Baixar áudioA CAIXA inicia nesta quinta-feira (19), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de março para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 2.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.
Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.
Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.
Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.
Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.
Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.
Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.
O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.
Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família come
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