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Baixar áudioAs relações comerciais mantidas pelo Brasil com outros países ampliam as oportunidades para que empresas nacionais levem seus produtos ao mercado externo. Nesse cenário, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) desenvolveu estudos estratégicos voltados à identificação de mercados e oportunidades de negócios para o setor produtivo brasileiro.
Um desses levantamentos é voltado para o mercado europeu. Com o acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia, espera-se um favorecimento da expansão comercial de produtos brasileiros para o continente. O objetivo é mapear perspectivas de negócios que aproximem os mercados dos dois blocos.
Denominado “Estudo de Oportunidades Mercosul–União Europeia”, o levantamento revela perspectivas de negócios em 25 países europeus. As oportunidades estão organizadas em quatro grandes regiões do continente, distribuídas da seguinte forma:
De acordo com o estudo, os setores com maior potencial para impulsionar a atividade exportadora são Máquinas e equipamentos de transporte; Artigos manufaturados; Produtos químicos; Obras diversas, como partes para calçados, óculos de sol e joias de ouro ou prata.
De maneira geral, esses produtos representam um mercado potencial de US$ 43,9 bilhões em importações anuais da União Europeia. Atualmente, o Brasil exporta cerca de US$ 1,1 bilhão desses itens para o bloco.
A União Europeia é apontada como o maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque superior a US$ 464 bilhões em Investimento Direto Estrangeiro (IED), o que corresponde a mais de 40% do total recebido pelo país.
Na avaliação do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o acordo representa um marco para o comércio exterior brasileiro, pois amplia a previsibilidade e oferece maior segurança jurídica às relações comerciais. Segundo ele, isso aumenta as perspectivas de crescimento econômico do Brasil.
“Nós temos muito potencial ao longo do tempo para crescer, porque a participação dos produtos brasileiros na União Europeia ainda tem uma margem muito grande para isso. Vamos pegar um exemplo: o nosso mercado de exportação de mel é de 100 milhões de dólares. A União Europeia impõe uma barreira sanitária ao nosso mel que não tem explicação, pois é quase uma barreira econômica. Assim, estamos praticamente 100% fora da União Europeia. Com o acordo, poderemos exportar mel para lá”, destaca.
O levantamento indica que o acordo cria um mercado integrado de aproximadamente 720 milhões de consumidores. Além disso, os dois blocos formarão um PIB agregado estimado em US$ 22 trilhões, contribuindo para o reposicionamento do Brasil no maior mercado importador do mundo, sobretudo por meio da eliminação tarifária imediata em diversos setores.
A ApexBrasil também identificou oportunidades de negócio no continente asiático. Ao todo, foram mapeados 309 produtos com potencial no Japão. Muitos deles estão relacionados a matérias-primas, como madeira e amendoim. Destacam-se também alimentos, como concentrado de café e mel, além de máquinas, equipamentos e ferramentas.
Atualmente, doze projetos setoriais da ApexBrasil atuam no mercado japonês, com foco em:
O estudo “Perfil de Comércio e Investimentos Japão 2026” apresenta dados sobre comércio bilateral, investimentos e oportunidades para produtos brasileiros. No ano passado, a corrente de comércio Brasil–Japão atingiu US$ 11,6 bilhões. As exportações brasileiras para o país asiático somaram US$ 5,5 bilhões.
Entre os principais produtos comercializados estão café; minério de ferro; carnes de aves; carnes suínas; e alumínio. Esses itens representam mais da metade das vendas brasileiras ao Japão.
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Mesmo com crescimento moderado do consumo interno japonês — estimado em 0,8% ao ano entre 2021 e 2025 — o país permanece como um dos principais consumidores globais de alimentos. A previsão é que, em 2026, 17,8% do orçamento familiar japonês seja destinado à alimentação.
Os empresários brasileiros interessados em expandir seus negócios também podem consultar o estudo “Oportunidades de Exportação e Investimentos – África”, que apresenta os setores e regiões mais promissores no continente.
Ao todo, foram identificadas 5.504 oportunidades de negócios. Os setores com maior destaque são produtos alimentícios; máquinas e equipamentos; combustíveis minerais; e artigos manufaturados. Também se sobressaem os seguinte produtos:
Paralelamente, a ApexBrasil conduz 20 projetos setoriais em 16 países africanos, com o objetivo de ampliar a presença brasileira em áreas como alimentos, agronegócio, construção, economia criativa, máquinas, moda e saúde.
Em 2024, a África foi o terceiro destino das exportações brasileiras e o 14º maior fornecedor do Brasil. As exportações brasileiras para o continente atingiram US$ 15,9 bilhões, com destaque para commodities como açúcares e melaços, milho, minério de ferro e petróleo.
Segundo a ApexBrasil, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) africano no Brasil atingiu US$ 1,5 bilhão em 2023. Entre 2015 e 2025, foram registrados 21 investimentos greenfield, totalizando aproximadamente US$ 3 bilhões, com destaque para os setores de mineração e telecomunicações.
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Baixar áudioA Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou a primeira edição de 2026 do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). O levantamento revela que o varejo brasileiro ainda sente os efeitos do ambiente monetário restritivo, com a taxa Selic mantida em 15% ao ano.
Apesar de uma leve recuperação mensal, a percepção dos comerciantes sobre as condições atuais da economia e do setor caiu 6,1% em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2025. O recuo foi puxado pelo indicador específico das condições econômicas, que registrou retração de 8,1% na base anual. Segundo a CNC, o patamar elevado dos juros encarece o crédito e desestimula o consumo de bens de maior valor.
“O ciclo de endividamento e inadimplência do consumidor têm efeito no bolso das famílias brasileiras e no planejamento do investimento por parte do empresário. Precisamos fazer um esforço para ter taxas de juros menores, devolvendo poder de compra ao trabalhador, e assim avançarmos em 2026”, afirmou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
O segmento de bens duráveis — como eletrônicos, eletrodomésticos e veículos — foi o mais impactado, com queda de 7,6% na percepção atual. Apesar disso, o relatório da CNC aponta expectativa de redução da Selic a partir do segundo trimestre, fator que sustenta o otimismo em relação às intenções de investimento, mesmo que ainda negativas no comparativo anual.
“Para que a população tenha poder de compra de bens duráveis e semiduráveis, ela precisa de acesso saudável ao crédito para desfrutar do parcelamento. Nestes setores do comércio, mesmo com a recente queda do dólar, dependemos de uma taxa Selic mais amena e de juros menos agressivos”, explica o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.
No curto prazo, o comércio apresenta sinais de recuperação. Com o ajuste sazonal, o Icec avançou 0,9% em janeiro em relação a dezembro e atingiu 103 pontos. O resultado representa o maior nível desde julho de 2025 e a terceira alta consecutiva.
Outros indicadores reforçam essa tendência:
Com informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)
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Copiar o textoSão Paulo (SP) lidera o ranking entre os estados, com quase um quarto de toda a arrecadação nacional
Baixar áudioUm estudo da Receita Federal revela que, apesar de o Brasil possuir mais de 5.500 municípios, a arrecadação tributária está fortemente concentrada em um número reduzido de cidades. De acordo com o levantamento, apenas 100 municípios respondem, juntos, por 77,6% da arrecadação total do país, considerando os valores arrecadados em 2024.
Essas cidades concentram apenas 36,4% da população brasileira, evidenciando que a geração de tributos está mais relacionada à atividade industrial e empresarial do que ao número de habitantes.
Considerando apenas os dez primeiros colocados no ranking de maior arrecadação, o montante somado chega a R$ 1,9 trilhão. São Paulo (SP) lidera a lista, com quase um quarto de toda a arrecadação nacional.
“O estado de São Paulo lidera não apenas pela população, mas por sua força industrial e comercial. Cidades como Barueri e Osasco aparecem no topo justamente por abrigarem sedes de grandes empresas e indústrias, gerando tributos na origem”, explica Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
No recorte regional, o Sudeste concentra 53% do total arrecadado no país, seguido pela Região Sul, com 26%. Juntas, essas duas regiões respondem por 79% da arrecadação nacional.
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O estudo também mostra que municípios de médio porte, com fortes polos industriais ou logísticos — como Joinville (SC), Caxias do Sul (RS) e Itajaí (SC) — superam diversas capitais das regiões Norte e Nordeste em volume arrecadado.
Uma das principais mudanças previstas na Reforma Tributária é a transição do modelo de cobrança baseado na “origem” — onde o bem é produzido — para o modelo de “destino”, onde ocorre o consumo.
Segundo o IBPT, esse cenário de forte concentração poderá começar a mudar a partir de 2033, quando a transição estiver concluída.
“Regiões que hoje são grandes consumidoras, mas produzem menos — como Norte e Nordeste — tendem a ampliar sua participação na arrecadação, promovendo maior equilíbrio federativo”, destaca o Instituto.
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Baixar áudioEmpresas brasileiras que desejam exportar seus produtos passaram a contar com novas ferramentas que auxiliam na preparação e na exposição de seus negócios no ambiente internacional. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) disponibiliza duas plataformas estratégicas com esse objetivo.
Uma delas é a BUY BRAZIL, voltada à promoção de negócios no exterior. Até 31 de janeiro de 2026, a ferramenta contabilizava 1.530 empresas com vitrines ativas e 13.173 produtos cadastrados, além de 48 mil usuários únicos.
De acordo com a ApexBrasil, a plataforma já registrou acessos provenientes de 179 países. Na América do Norte, por exemplo, os mercados de maior destaque foram Estados Unidos e Canadá. Na América do Sul, sobressaem Argentina e Colômbia.
Outros países também apresentaram desempenho relevante em número de acessos, como Angola, África do Sul, Portugal, França, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Holanda, China, Índia, Japão, Cingapura e Emirados Árabes Unidos.
Além de funcionar como vitrine permanente para produtos nacionais, a BUY BRAZIL atua como catálogo digital oficial em feiras internacionais, rodadas de negócios e missões comerciais promovidas pela Agência.
Somente em janeiro deste ano, a plataforma esteve integrada a eventos realizados nos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Bolívia, incluindo iniciativas como Lightovation, RESI, AEEDC, Gulfood, IPPE e Lineapelle NY.
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Para fevereiro, a projeção é que a ferramenta esteja vinculada a pelo menos 15 eventos internacionais, que utilizarão a plataforma como catálogo digital das empresas participantes. Esses eventos ocorrerão em países como Alemanha, Estados Unidos, França, Itália, República Tcheca, Rússia, Colômbia, Paraguai, Equador e Holanda.
Outra ferramenta que contribui para ampliar a exposição de empresas brasileiras no cenário internacional é a Brasil Exportação, apontada como a maior plataforma de serviços de comércio exterior do país, por conectar companhias nacionais a prestadores públicos e privados especializados.
Até o fim de janeiro de 2026, a Brasil Exportação registrou 190.918 acessos únicos. Ao todo, reúne 823 serviços disponíveis, com a participação de 3.498 empresas.
A ferramenta apoia tanto empresas que pretendem iniciar sua trajetória no mercado externo quanto aquelas que buscam diversificar seus mercados de atuação.
Juntas, as duas iniciativas formam um ecossistema digital que apoia empresas brasileiras desde a preparação para exportar até a efetiva geração de negócios no exterior.
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Baixar áudioO crédito rural empresarial, no período do Plano Safra 2025/2026, apresentou desempenho positivo. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, os contratos totalizaram R$ 316,57 bilhões, um crescimento de 6% em relação à análise anterior. Desse montante, R$ 307,11 bilhões foram liberados aos produtores até o momento, resultado que representa alta de 3% no comparativo. O levantamento foi divulgado pelo Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.
As Cédulas de Produto Rural (CPR) foram o destaque do boletim, com aumento de 37% e movimentação de R$ 143,22 bilhões. Como a maior parte dos recursos obtidos via CPR é aplicada no custeio da safra, a soma desse mecanismo com o financiamento tradicional elevou o volume destinado à produção para R$ 241,38 bilhões, 10% acima do registrado na safra 2024/2025.
Por outro lado, a análise indica que o crédito para investimentos caiu 20%, com R$ 35,41 bilhões em contratos. Entre as iniciativas, o Programa de Construção de Armazéns (PCA) permaneceu praticamente estável, ao registrar leve retração de 1%.
Em relação à comercialização, os contratos somaram R$ 20,56 bilhões, queda de 10%. Por sua vez, a industrialização alcançou R$ 19,22 bilhões, com avanço de 45%, reflexo de maior interesse no beneficiamento e na agregação de valor à produção agrícola.
As fontes controladas totalizaram R$ 92,26 bilhões, recuo de 7% em relação ao ano anterior. Destacam-se:
Os fundos constitucionais somaram R$ 11,74 bilhões, com desempenho variado entre as regiões:
Já as fontes não controladas registraram R$ 71,63 bilhões, redução de 25%, com destaque para:
O total de contratos firmados recuou 24%, de 445 mil para 337 mil operações. A queda foi puxada principalmente pela agricultura empresarial (demais produtores, -38%) e pelas CPR (-14%). O Pronamp registrou 133 mil contratos, retração de 18%.
O Boletim de Desempenho referente ao período do Plano Safra 2025/2026 aponta que os resultados refletem um “ambiente mais restritivo”, relacionado a fatores tanto de demanda quanto de oferta de crédito. Do lado dos produtores, houve prioridade para o custeio, essencial à produção imediata. Já as instituições financeiras adotaram postura cautelosa, influenciadas pelas altas taxas de juros, uma vez que a Selic permanece em 15% ao ano.
De acordo com o diretor de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário (Defin/Mapa), Tiago Dahdah, “o foco é preservar o ritmo do custeio, recuperar a capacidade de investimento produtivo, com atenção à armazenagem e modernização, e fortalecer a complementaridade entre fontes controladas e de mercado, para que o crédito chegue com segurança, sustentabilidade e eficiência ao nosso produtor rural”.
Os dados revelam um semestre marcado pela expansão das CPR e pela redução das linhas tradicionais, sobretudo as de investimento. A participação das CPR no crédito total avançou de 34% para 47%, reflexo de uma mudança no perfil de captação de recursos pelos produtores rurais brasileiros.
O crédito rural é a linha de financiamento voltada ao setor agropecuário. Os produtores aplicam os recursos concedidos pelas instituições financeiras em diferentes etapas da atividade rural: manter a produção, investir em melhorias, comercializar e industrializar produtos.
Segundo o Banco Central, as principais modalidades são:
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Baixar áudioO Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou queda de 0,3 ponto em fevereiro, passando de 48,5 para 48,2 pontos, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Com esse resultado, os empresários industriais completam 14 meses consecutivos sem confiança, já que o índice permanece abaixo da linha de 50 pontos — patamar que separa confiança de falta de confiança. Em janeiro, o indicador havia subido 0,5 ponto e se aproximado desse limite.
O recuo ocorre após o Banco Central manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15%. De acordo com a CNI, esse patamar coloca o Brasil na segunda posição entre os países com os maiores juros reais do mundo.
A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, afirma que esse nível de juros afeta a atividade industrial de diversas formas, principalmente ao encarecer o crédito para empresários e consumidores.
“Isso desacelera a atividade econômica. Outra forma é por meio da formação de expectativas. Diante de uma política monetária mais apertada, os empresários tendem a projetar o enfraquecimento da economia no futuro, o que impacta suas estimativas de demanda”, destaca.
O Índice de Condições Atuais caiu 0,2 ponto em fevereiro, atingindo 43,8 pontos. Segundo o estudo, o resultado indica que os empresários avaliam que as condições da economia e dos próprios negócios estão piores do que há seis meses.
A queda foi influenciada, entre outros fatores, por uma avaliação mais negativa dos industriais sobre a situação de suas empresas, embora a percepção em relação à economia tenha apresentado leve melhora.
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Já o Índice de Expectativas recuou de 50,7 para 50,4 pontos. Apesar da queda, o indicador permanece acima da linha de 50 pontos, sinalizando perspectivas positivas para os próximos seis meses.
Na avaliação da CNI, o resultado está relacionado à piora das expectativas dos industriais em relação às próprias empresas, ainda que as projeções para a economia tenham melhorado.
“Isso pode estar associado à percepção de desaceleração da demanda e à forte entrada de produtos importados competindo com a produção doméstica”, avalia Larissa.
Para elaborar o levantamento, o ICEI ouviu 1.103 empresas, sendo 454 pequenas, 400 médias e 249 grandes. As entrevistas foram realizadas entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026.
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Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em alta de 0,57% frente ao real, cotado a R$ 5,22, acumulando alta de 0,18% na semana. O câmbio destoou da tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando leve baixa de 0,02%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pelo clima de aversão a riscos no mercado brasileiro, causado pela pausa do mercado de câmbio para o Carnaval e pelos últimos desdobramentos relacionados ao caso do Banco Master.
Devido ao feriado de Carnaval, as negociações no mercado de câmbio serão interrompidas e só voltarão a funcionar normalmente na tarde da Quarta-Feira de Cinzas (18). Segundo analistas do setor, muitos investidores acabam realizando lucros e comprando dólares para se prevenir de eventuais notícias. Eles reforçam, ainda, que o prazo de interrupção é grande, e que esses investidores acabam buscando por ativos de maior segurança, ainda mais com as recentes incertezas sobre a taxa de juros dos EUA após a divulgação dos dados de inflação no país.
Os recentes desdobramentos do caso do Banco Master também influenciaram o andamento da moeda estadunidense. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça assumiu a relatoria do caso na corte após a renúncia de Dias Toffoli, que teve sociedade comprovada em uma das empresas relacionadas ao caso. A notícia, junto à pausa de Carnaval, aumentou a aversão a risco de investidores, o que pressionou o dólar ante ao real.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,07%, cotado a R$ 6,19.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1929 | 0,1619 | 0,1411 | 29,5379 | 0,1488 | 0,2619 | 0,2699 |
| USD | 5,1825 | 1 | 0,8421 | 0,7337 | 153,09 | 0,7711 | 1,3572 | 1,4034 |
| EUR | 6,1568 | 1,1874 | 1 | 0,8712 | 181,78 | 0,9157 | 1,6115 | 1,6664 |
| GBP | 7,0654 | 1,3630 | 1,1478 | 1 | 208,65 | 1,0510 | 1,8497 | 1,9127 |
| JPY | 3,38537 | 0,653189 | 0,55007 | 0,479260 | 1 | 0,5037 | 0,88648 | 0,91667 |
| CHF | 6,7216 | 1,2968 | 1,0921 | 0,9515 | 198,53 | 1 | 1,7600 | 1,8199 |
| CAD | 3,8189 | 0,7368 | 0,6205 | 0,5406 | 112,80 | 0,5682 | 1 | 1,0340 |
| AUD | 3,7064 | 0,7126 | 0,6001 | 0,5228 | 109,08 | 0,5495 | 0,9671 | 1 |
Os dados são da Investing.com
Copiar o textoÍndice acumulou alta de quase 2% na semana, apesar de fechamento negativo
Baixar áudioO Ibovespa voltou a fechar o pregão em queda de 0,69%, aos 186.464 pontos, acumulando alta de 1,92% na semana. O desempenho do índice foi influenciado pelo clima de aversão a risco de investidores estrangeiros e pelo noticiário corporativo.
No cenário doméstico, os investidores reagiram ao resultado das vendas do varejo restrito em dezembro, que mostrou queda de 0,4% ante novembro. Além disso, o varejo ampliado, que inclui material de construção, veículos e atacado alimentício, caiu 1,2% em dezembro ante novembro.
Dentre os “pesos pesados”, assim como a maioria das ações do Ibovespa, tanto a Vale quanto a Petrobras tiveram quedas nos papéis, além do Banco do Brasil.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos SA (ONCO3): +15,38%
Telecomunicacoes Brasileiras SA (TELB3): +14,55%
Ações em queda no Ibovespa
Metalfrio Solutions S.A. (FRIO3): -14,91%
Fica Empreendimentos Imobiliarios SA (FIEI3): -10,70%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 34.859.523.287, em meio a 4.584.447 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoOs pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem
Baixar áudioA CAIXA inicia nesta sexta-feira (13), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de fevereiro para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 2.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades sobre o programa.
Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.
Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.
Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.
Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.
Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.
Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.
O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.
Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família come
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Baixar áudioAs entidades sem fins lucrativos não terão redução linear dos incentivos fiscais previstos na Lei Complementar 224/2025, conforme documento de esclarecimento administrativo publicado pela Receita Federal na quinta-feira (12). A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em conjunto com as demais instituições que formam a União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) e a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS), mobilizou a reversão da decisão que taxava o terceiro setor.
O vice-presidente Jurídico da CACB, Anderson Trautman Cardoso, afirma que o entendimento da Receita representa uma conquista para o pleito da CACB e para o associativismo do país.
“O reconhecimento de que as associações sem fins lucrativos não serão abrangidas pelos efeitos da Lei Complementar 224 de 2025 é uma importante conquista para a CACB e para todo associativismo do Brasil. Agradecemos muito ao secretário Barreirinhas pela sensibilidade ao nosso pleito”, afirma Trautman.
O pleito da CACB, apoiado por parlamentares pelo setor produtivo, defendia que entidades sem fins lucrativos ficassem de fora do corte de 10% em incentivos e benefícios tributários federais previsto na Lei Complementar nº 224/2025. O pleito foi apresentado ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
Reforma Tributária: Associações sem fins lucrativos ficam isentas de novos tributos
FPE debate exclusão de entidades sem fins lucrativos do corte de 10% em benefícios fiscais
O documento publicado pela Receita Federal traz uma série de esclarecimentos aos contribuintes, denominado de “Perguntas e Respostas - Redução dos Incentivos e Benefícios Tributários”.
A conquista das entidades sem fins lucrativos consta no item 35 da publicação.
Confira a íntegra do item 35:
O documento completo pode ser acessado no site oficial da Receita Federal.
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