29/01/2023 04:00h

A data é celebrado no último domingo do mês de janeiro. Os dados preliminares de novos casos são do Ministério da Saúde. A pasta distribuirá 150 mil testes rápidos para enfrentamento à doença

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O Ministério da Saúde vai distribuir a partir de fevereiro 150 mil testes rápidos para enfrentamento à hanseníase. O anúncio foi feito durante a cerimônia de abertura do seminário “Hanseníase no Brasil: da evidência à prática”. Com os novos exames disponíveis no SUS, o Brasil passa à vanguarda mundial no diagnóstico da doença, sendo o primeiro país no mundo a ofertar insumos para a detecção da doença na rede pública.

Os dispositivos fazem parte de pesquisas realizadas pela Universidade Federal de Goiás e o PCR pela Fiocruz e Instituto de Biologia Molecular do Paraná. As unidades serão destinadas às pessoas que tiveram contato próximo e prolongado com casos confirmados da doença e serão de dois tipos: o teste rápido, ou seja, o sorológico; e o teste de biologia molecular, o qPCR. 

Uma terceira modalidade, de biologia molecular (PCR), também será ofertada pelo SUS e vai auxiliar na detecção da resistência a antimicrobianos. As três tecnologias foram incluídas no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da doença em julho do ano passado. A ideia é que os estados fomentem a implantação dos novos testes nos municípios, apoiados pela definição da linha do cuidado da doença alinhada à adoção das ações propostas na Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase 2023-2030. 

Mestre e doutora em medicina tropical e saúde pública, a farmacêutica Emerith Mayra Hungria Pinto destaca que os testes rápidos serão determinantes para o controle da hanseníase no Brasil.

"A oferta de novas ferramentas que vão auxiliar no diagnóstico da doença é crucial para o controle da doença no nosso país. Tanto o teste rápido, quanto o teste biomolecular, vão contribuir para um diagnóstico mais precoce dos casos e, com isso, a gente interrompe a cadeia de transmissão da doença e evita o surgimento de novos casos", explica.

Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase 

Uma das doenças mais antigas da humanidade, com casos registrados pelo menos 600 a.C., a hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae. É uma doença infecciosa e de evolução crônica. Em seu estado avançado afeta, sobretudo, nervos periféricos e a pele, causando incapacidades físicas, principalmente nas mãos, pés e nos olhos.

Representante do Departamento de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Egon Daxbacher explica que a doença ainda é um problema de saúde pública porque compõe um grupo de patologias negligenciadas, sendo o Brasil o segundo maior país com número de novos casos do mundo, atrás apenas da Índia.

De acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, entre 2016 e 2020, foram diagnosticados, no Brasil, mais de 155.300 novos casos de hanseníase. Desse montante, 86.225 ocorreram com pessoas do sexo masculino, ou seja, uma média de 55,5% do total registrado. Em 2021, foram diagnosticados mais de 15,1 mil casos. Já dados preliminares da pasta apontam ainda que, em 2022, mais de 17 mil novos casos de hanseníase foram diagnosticados no Brasil. 

Desde a década de 1980 que o Ministério da Saúde adota medidas para prevenir e quebrar o estigma em relação à doença, proibindo termos como “lepra”. Para tanto, investiu pesado em campanhas de conscientização para instruir a sociedade, instituindo, inclusive, desde 2009, por meio da lei nº 12.135, o último domingo de janeiro como o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase. A data é um momento de reforçar a atenção aos sintomas e informar sobre os tratamentos disponíveis na rede pública de saúde. O Ministério da Saúde reforça que a doença tem cura. 

"As pessoas não têm informações tão apuradas, não entendem que a doença mudou de nome, antigamente era chamada de lepra. Quando falam em lepra, tem um entendimento antigo de quando não havia tratamento, entendem que é uma doença bíblica", lamenta Daxbacher. "Na sociedade em geral, há um grande desconhecimento e falta de informação", observa o especialista.

Tratamento

Apesar de causar pânico, medo e preconceito entre as pessoas, o dermatologista Vinicius Segantine explica que a hanseníase tem tratamento e não oferece perigo de contágio se tomadas as devidas precauções.

"A hanseníase é uma doença totalmente tratável. Tratada, ela não é contagiosa. Por exemplo, a pessoa que trata, a partir do primeiro dia que toma as medicações, não transmite para mais ninguém", explica. "Não há necessidade de afastar do convívio social, nem afastar os utensílios domésticos da pessoa", explica.

A hanseníase pode ser curada com 6 a 12 meses de terapia por meio do uso de antibióticos. O tratamento precoce evita deficiência, afirma o especialista.
 

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Saúde
26/01/2023 15:15h

A entrega faz parte das negociações do Ministério da Saúde com o laboratório norte-americano para o adiantamento das remessas

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Mais de 7,7 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 da Pfizer para crianças de 6 meses a 11 anos de idade chegaram ao Brasil. A entrega é parte do aditivo de 50 milhões de doses e fruto das negociações do Ministério da Saúde com o laboratório norte-americano para o adiantamento das remessas. Os lotes desembarcaram no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

As doses serão divididas em dois lotes. O primeiro de 7,2 milhões e o segundo de 550 mil doses. Ao todo, serão 4,5 milhões de vacinas direcionadas para as faixas etárias de 6 meses a 4 anos e 3,2 milhões de doses destinadas ao público de 5 a 11 anos. As vacinas passarão por análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e serão distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal nos próximos dias. Com a chegada da remessa, a intenção do governo federal é ampliar a campanha de vacinação para esta faixa etária. 

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação das crianças é fundamental para proteger esse público contra formas graves da Covid-19 e evitar mortes por causa da doença. Os imunizantes são seguros e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o que atesta o médico infectologista consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Daher. 

“Hoje, temos recomendado a vacinação das crianças e não estamos conseguindo fazer a vacinação porque não tem vacina. Então, isso é importante. A compra da vacina traz credibilidade para o programa”, explica o especialista. “Se vacinarmos as crianças contra a Covid-19, teremos formas mais brandas da doença, com redução da chance de internação com formas graves”, avalia. 

De acordo com dados técnicos do Ministério da Saúde, levando em conta registros até o início de dezembro de 2022, desde o início da pandemia, mais de 3.500 crianças e adolescentes já morreram por conta da Covid-19. Ao todo, já foram notificados mais de 57,3 mil casos em crianças e adolescentes de até 19 anos. Só no ano passado, foram 850 mortes causadas pela doença. 

A coordenadora do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria do Distrito Federal, Andrea Jácomo, destaca a importância da chegada dessas novas vacinas para atender essa faixa etária. “Em 2022, em relação à síndrome respiratória aguda grave na faixa etária pediátrica, ou seja, os menos de 19 anos, nós tivemos mais de 20 mil casos. Do total, mais de 14, 5 mil tinham menos de 5 anos”, observa a médica. "Então, é muito importante que essas doses cheguem e que sejam distribuídas nos postos de saúde”, diz. 
 

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23/01/2023 16:00h

O objetivo é facilitar as transações comerciais e financeiras entre os dois países

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Os governos do Brasil e da Argentina estudam a possibilidade de criar uma moeda única para transações financeiras e comerciais na América do Sul. O tema veio à baila durante visita oficial do presidente Lula ao país no momento. 

Em artigo publicado neste último domingo (22), no site argentino Perfil, assinado a quatro mãos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe da nação do país vizinho, Alberto Fernández, os dois líderes falaram sobre a criação de uma moeda regional para uso comercial. 

"Pretendemos superar barreiras (...) simplificar e modernizar regras e incentivar o uso de moedas locais. Também decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda comum sul-americana que possa ser utilizada tanto para fluxos financeiros quanto comerciais, reduzindo os custos de operação e diminuindo a nossa vulnerabilidade externa", regista o texto. 

O objetivo da proposta é que as trocas bilaterais entre os dois países possam ser feitas sem a utilização do dólar, já que as reservas internacionais argentinas são de apenas US$ 7 bilhões.

Diretor da Valorum, Marcos Sarmento Melo,
especialista em finanças, avalia que essa integração econômica não pode ser saudável para o Brasil. 

"O Brasil tem trocas comerciais com quantidades muito grandes de países e a maior parte dessas trocas comerciais não fazem parte desse conjunto de nações na América do Sul. A China, a União Europeia, os Estados Unidos, esses países não aceitam moedas que sejam criadas regionalmente", observa. 'Não creio que seja positivo para o Brasil. Talvez num futuro muito distante, com outras condições econômicas entre os países", comenta.

Já o economista, Guidborgongne C N da Silva, atualmente aluno de mestrado na área pela Universidade Federal de Goiás, a UFG, a criação de um moeda única não só entre Brasil e Argentina, mas entre quaisquer países do mundo, levam em conta vários aspectos.

"É fundamental que os parâmetros de equilíbrio fiscal, dívida pública estejam, adequadamente, em condições para que esses países tenham uma política monetária adequada que consigam gerenciar", comenta. "A União Europeia serve muito de referência para nós, porque as diferenças macroeconômicas entre os países dificultaram muito a consolidação do Euro, o que aconteceu após mais de 20 anos de correções aqui e ali que não fizeram no início do processo", recorda.

Esse modelo de parceria comercial já foi utilizado pelo Brasil com países como Angola e Cuba.
 

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23/01/2023 04:00h

As oportunidades contemplam, além da capital Belém, outros sete municípios. A carga horária varia de 960 horas a 1.520 horas

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O SENAI no Pará está com vagas abertas para vários cursos técnicos neste início de ano. As oportunidades são para os municípios de Belém, Barcarena, Castanhal, Bragança, Paragominas, Parauapebas, Altamira e Santarém. A carga horária varia de 960 horas a 1520 horas. As pré-inscrições podem ser realizadas pelo site www.senaipa.org.br. 

Entre as opções estão os cursos técnicos em administração, automação industrial, edificações, eletromecânica, eletrotécnica, informática, logística, mecânica, mineração, segurança do trabalho, tendo também a opção de semipresencial para o curso de eletrotécnica. A previsão para o início das aulas é fevereiro. 

Senai-RJ oferece mais de 2.600 vagas para cursos técnicos

Senai Goiás tem mais de 4 mil vagas ofertadas em cursos técnicos

O gerente de Relacionamento com o Mercado do SENAI-Pará, Lucas Silveira, garante que os cursos técnicos oferecidos pelas instituições espalhadas pelo país são uma boa alternativa para quem está em busca de emprego. O gestor destaca como diferencial para os alunos a estrutura física e pedagógica do SENAI. 

“A gente se preocupa em oferecer a estrutura pedagógica adequada, os espaços pedagógicos para as aulas teóricas e também as aulas práticas. O SENAI oferece uma educação profissional alinhando teoria e muita prática. Os alunos colocam a mão na massa, aprendem fazendo. A base teórica é muito importante, mas essa atividade prática profissional também é indispensável, segundo nossa metodologia”, salienta. 

Levantamento realizado pelo SENAI com alunos que concluíram cursos técnicos revelou que, em média, 72,6% conseguem emprego até um ano depois de formado. O índice que mede o percentual de preferência por contratação de egressos do SENAI é de 93,6% nas empresas. Essa é a expectativa do aluno do curso de eletromecânica, Augusto Vinícios Pinto Pinheiros, 44 anos. 

“Escolhi o curso de eletromecânica no SENAI em função da necessidade que eu enxergo no mercado de trabalho, hoje, de profissional dessa área. Espero concluir o curso dentro da carga horário prevista, de maneira a me qualificar mais para o setor, que cada dia mais é mais exigente”, torce. 
 

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FPM
19/01/2023 21:05h

O valor repassado deverá ser menor do que o esperado pelas prefeituras. Isso porque, na interpretação do Tribunal de Contas da União, o TCU, os dados do Censo que ainda estão em andamento, registram população menor do que a projeção realizada pelo IBGE em 2018

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Municípios brasileiros vão receber, nesta sexta-feira (20), cerca de R$ 2 bilhões referentes ao segundo decêndio de janeiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esse recurso é repassado pela União às prefeituras, a cada dez dias, e corresponde a 22,5% do que é arrecadado com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

No entanto, o valor repassado deverá ser menor do que o esperado pelas prefeituras. Isso porque, na interpretação do Tribunal de Contas da União, o TCU, os dados do Censo que ainda estão em andamento, registram população menor do que a projeção realizada pelo IBGE em 2018. O tamanho da população em cada cidade é usado para calcular o valor da verba destinada a investimentos nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. 

Prefeituras de cidades pequenas questionam redução do FPM na Justiça

Primeiro repasse do FPM em 2023 apresenta queda de 4,2%

Cerca de 860 localidades em todo o país devem ser afetadas. Preocupados, muitos gestores já entraram com recurso para reverter a situação e contar com a verba que é, imprescindível, no orçamento municipal de várias prefeituras. Especialista em Orçamentos Públicos e Finanças, César Lima explica o atual cenário da questão envolvendo os municípios e o TCU. 

“As parcelas desse decêndio estão reduzidas, uma vez que não houve nenhuma alteração na decisão tomada pelo TCU, no final do ano passado. Também não constam no site do TCU, decisões judiciais que alterem alguns dos coeficientes que foram colocados nessa mesma decisão do TCU”, comenta. 

Uma das prefeituras prejudicadas pela decisão do TCU é a da cidade de Ubá, município mineiro localizado a quase 250 km da capital Belo Horizonte. De acordo com o prefeito, César Teixeira Júnior, a perda do repasse do Fundo de Participação dos Municípios pode acarretar num prejuízo de quase R$ 10 milhões por ano, afetando diretamente escolas e hospitais. Segundo o gestor, a prefeitura já entrou em 2023 com déficit de quase R$ 500 mil na primeira parcela paga pelo FPM. 

“Se este dinheiro não vier, nós vamos ter que pegar recurso próprio para cobrir essa lacuna. Isso aí, infelizmente pode acontecer”, lamenta o chefe municipal, que também aguarda decisão da Justiça para solucionar o impasse que prejudicou o orçamento municipal da cidade. “Bagunça, interfere, praticamente em todas as nossas despesas, além disso tem a manutenção e construção das unidades, que, eventualmente, a gente precisa fazer”, explica. 

Municípios bloqueados

De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, até esta quarta-feira (18), 33 municípios estavam bloqueados e, portanto, não devem receber o repasse do FPM, se não regularizarem suas pendências. Confira abaixo a lista das cidades bloqueadas: 

  • ALCANTIL - PB
  • ALEGRIA - RS
  • AQUIDABÃ - SE
  • BELA CRUZ - CE
  • BUTIÁ - RS
  • CAMPO ALEGRE DO FIDALGO - PI    
  • COXIM - MS
  • CRISTINÁPOLIS - SE
  • ENTRE RIOS DO SUL - RS
  • FERREIRA GOMES - AP
  • IBIAPINA - CE
  • ILHOTA - SC
  • ITABAIANA - SE
  • ITABI - SE
  • LARANJEIRAS DO SUL - PR    
  • MANGARATIBA - RJ
  • MARCAÇÃO - PB    
  • MARUIM - SE
  • MIRAGUAÍ - RS
  • MONTES CLAROS - MG
  • MOREIRA SALES - PR
  • PACOTI - CE
  • PARARI - PB
  • PILAR    - PB
  • SANTA TEREZA DO TOCANTINS - TO
  • SANTANA DO LIVRAMENTO - RS
  • SANTO  NGELO - RS
  • SÃO JOSÉ DO INHACORÁ - RS
  • SÃO SEBASTIÃO DO UATUMÃ - AM
  • SÃO VALÉRIO DO SUL - RS
  • SENADOR JOSÉ PORFÍRIO - PA
  • SÍTIO DO MATO - BA
  • URUARÁ - PA

Para desbloquear o repasse, o município deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, deve conhecer o motivo e regularizar a situação. É o que orienta o consultor financeiro, César Lima. “Geralmente são problemas previdenciários ou falta de pagamento de empréstimo verificado pela União. Então, a dica é tentar renegociar essas dívidas para que volte a ter o recebimento do FPM”, orienta o especialista. 

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19/01/2023 03:00h

Os cursos têm uma carga horária de 360 horas, com previsão de início em 1º de março. Os interessados podem fazer as inscrições no site SENAI - FIEMG até 19 de fevereiro

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O SENAI de Minas Gerais abre inscrições para especialização técnica de Nível Médio. Os cursos, que têm início em 1º de março, vão abordar demandas sobre processo de transformação da Indústria 4.0. As oportunidades são para diferentes áreas e os interessados podem se inscrever no site do SENAI - FIEMG (https://www7.fiemg.com.br/senai/produto/especializacao-tecnica) até 19 de fevereiro.

As atividades são voltadas para as áreas de sistemas robotizados, sistemas fotovoltaicos, instrumentação e controle de processos industriais, desenvolvimento de produtos automotivos, indústria 4.0 - esta especialização com inscrições a partir do segundo semestre deste ano e internet das coisas – IoT. Os cursos têm uma carga horária de 360 horas.

Senai-SP: estão abertas inscrições para formação inicial e continuada

Senai-MA prorroga prazo de inscrições para cursos técnicos

Os cursos serão ministrados no turno da noite, nas unidades do SENAI na capital Belo Horizonte, no Bairro Horto; Contagem, no Centro de Desenvolvimento da Indústria 4.0, e nas sedes da instituições nas cidades de Divinópolis, Juiz de Fora, Ipatinga, Itabira, Itajubá, Montes Claros, Pouso Alegre, Sete Lagoas, Uberaba e Uberlândia.

Responsável pela área de automação industrial do SENAI de Minas Gerais, Caio César de Oliveira Nascimento destaca que os cursos de capacitação do SENAI, por tradição, têm uma filosofia de atender a indústria como um todo, trabalhando a sinergia entre si com o objetivo de promover o crescimento dos alunos dentro de sua área de atuação. 

“O SENAI visa não apenas favorecer um setor específico. A proposta não é atacar um ou outro setor, a proposta do SENAI é ser auxílio de formação para indústria brasileira como um todo”, destaca o dirigente do SENAI Minas Gerais. “Dentro do setor industrial se tem uma mistura, sinergia de várias áreas e isso é repassado para os alunos no nosso dia a dia. Os alunos não saem apenas com a formação técnica, mas para ter capacidade de gestão, planejamento, algumas atividades que o próprio SENAI promove possibilita que os alunos de um determinado curso tenham contatos com áreas de conhecimentos diferentes do curso dele”, esclarece. 

Rafael Viriato Dias é aluno do Curso Técnico em Modelagem do Vestuário no SENAI Horto de Belo Horizonte. Para o estudante, que aprenderá técnicas para criar moldes digitais de roupas e demais peças de vestuário, a relevância dos cursos profissionalizantes oferecidos pela instituição Brasil afora é determinante para fomentar a mão de obra industrial. 

“Vejo tanto nas nossas aulas práticas, quanto nas aulas teóricas e mesmo nas falas dos professores dentro de sala de aula, que nossa formação é toda baseada em nos preparar, nos profissionalizar para indústria, para que a gente possa ser inserido no mercado industrial do nosso país”, conta. “Uma coisa muito interessante também é que o SENAI, juntamente com a FIEMG, fazem um estudo de quais são as profissões que estão em falta dentro do mercado, para que ele possa direcionar os cursos que vão ser ofertados justamente para poder suprir e capacitar os jovens e adultos do nosso país”, elogia. 
 

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17/01/2023 16:00h

Resultado do recenseamento populacional é requisito básico para a distribuição do recurso federal

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Vários municípios brasileiros podem ter recursos do Fundo Nacional de Saúde reduzidos. Entre eles, está a verba direcionada para as UBS, o piso de atenção primária, e o financiamento de média e alta complexidade, que atende as demandas dos hospitais. Isso vai depender do resultado do censo habitacional de 2022 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

Prefeituras de cidades pequenas questionam redução do FPM na Justiça

Novo Censo rebaixa populações e FPM de 863 cidades de todo o País

"Os recursos do FNS levam em conta, além de outros aspectos, a população, como expresso pela Lei Complementar 141/2012, e, por isso, devem sofrer alterações pelo resultado do censo", explica o consultor financeiro, Cesar Lima. "Quando você faz tratamento de câncer, tratamento psiquiátrico especializado, transplantes, todas essas coisas que são próprias de hospitais, são custeados com recursos do MAC, ou seja, atendimento de média e alta complexidade. Os postinhos de saúde, o programa de saúde da família, os atendimentos básicos que são feitos nas Unidades Básicas de Saúde, são custeados com recursos do piso de atenção primária", detalha o especialista.

Confira lista com alguns municípios que podem ter redução de recursos na área da Saúde

No caso do município mineiro de Ubá, cidade localizada a quase 250 Km de Belo Horizonte, o prejuízo pode chegar à ordem de R$ 10 milhões por ano, caso o censo de 2022 do IBGE acuse que a população do município diminuiu. Na conta do IBGE, a cidade apresenta quase 100 mil habitantes, o  que mexeria no orçamento da cidade para a saúde. O prefeito Edson Teixeira Filho garante que o número é maior.

"Vamos chamar o IBGE para oferecer a eles toda e qualquer ajuda que precisar, também fizemos uma pesquisa na cidade para saber qual o percentual de pessoas que não foram recenseadas. No meu ponto de vista, passa de 20%”, avalia o gestor. "Para não prejudicar a população, caso não sejam transferidos recursos proporcionais de acordo com o censo, teremos que colocar mais recursos próprios ou reduzir os atendimentos, caso não tenhamos valores suficientes", lamenta o prefeito.

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16/01/2023 03:30h

Embora pesquisa do Instituto Rede Mulher Empreendedora aponte para mais de 30 milhões de empresárias no mercado brasileiro, especialistas ressaltam desafios

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O Brasil ocupa o 7º lugar no ranking mundial de empreendedorismo feminino. Os dados são do Instituto Rede Mulher Empreendedora, que apontam também um número superlativo em relação às mulheres gestoras do próprio negócio no Brasil: são 30 milhões de empresárias brasileiras. A busca de independência financeira e crescimento profissional são alguns dos motivos para essa arrancada no mercado, segundo o estudo. 

A pesquisa também destaca os desafios a serem enfrentados no empreendedorismo feminino, como o baixo faturamento, a informalidade e a falta de conhecimento em tecnologias para alavancar os negócios, como ferramentas de redes sociais. O faturamento mensal ainda é uma das maiores barreiras. De acordo com os índices da Rede Mulher Empreendedora, 63% das brasileiras que empreendem ganham até R$ 2.500 por mês. Por outro lado, 50% dos homens conseguem ganhar mais do que esse valor, ultrapassando a marca dos R$ 10 mil, enquanto apenas 38% do sexo feminino atingem esse valor.

A informalidade também é uma das barreiras para as empreendedoras no Brasil. O levantamento mostrou que o percentual de mulheres que não possuem CNPJ varia nos estados. Na região Sudeste, elas são 41%; no Sul, 43%; na região Centro-Oeste, 49%; no Nordeste, 63%; e na região Norte, 75%. 

Já o número médio de mulheres donas do próprio negócio por estado é de 34% segundo outra pesquisa do Sebrae, intitulada “Empreendedorismo Feminino no Brasil em 2021”. O levantamento tem base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE. Os maiores índices foram registrados no estado do Rio de Janeiro: 38%. Em seguida vêm Sergipe e o Distrito Federal, com 37% e, na sequência, Piauí, Ceará, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com 36%. 

Maria Cristina Cavassin é dona do salão de beleza Spazio Cris, na cidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba, desde 1984. Por influência da mãe, fez um curso de cabeleireira para cuidar das irmãs, o que rende frutos até hoje. Maria venceu a edição de 2022 do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (PSMN), uma das principais iniciativas de reconhecimento às mulheres que lideram empresas. Ela encoraja outras mulheres a empreender. 

“Ser empreendedora, é ser sua patroa. Você consegue trabalhar em casa e atender os filhos. As redes sociais auxiliam na visibilidade do seu negócio, você consegue ter sua independência financeira. As mulheres são organizadas, disciplinadas, ambiciosas. Inicie seu negócio, você só saberá fazendo. Use sua criatividade, você é a maior responsável pelo seu sucesso”, incentiva.

A deputada federal Luisa Canziani (PSD-PR) afirma que a pandemia de Covid-19 impulsionou o número de mulheres empreendedoras, devido à necessidade de renda extra e horários mais flexíveis para cuidar dos filhos. Entretanto, a parlamentar observa que o empreendedorismo feminino ainda enfrenta muitos desafios. Ela ressalta a importância da atuação da Câmara dos Deputados na criação de políticas públicas em favor das empresárias. 

“O Brasil é o sétimo país do mundo com o maior número de mulheres empreendedoras, mas a gente tem grandes desafios, como baixo faturamento e, muitas vezes, a informalidade. Acreditamos que precisamos discutir o assunto, para identificar as necessidades das mulheres, os principais problemas enfrentados e propor soluções. Seja por meio da oferta de cursos profissionalizantes, de capacitação profissional e até linhas de crédito especiais. A gente precisa fortalecer o protagonismo feminino na economia e incentivar outras mulheres a construírem seus negócios e serem protagonistas das suas próprias vidas,” destaca a deputada.

Ainda de acordo com dados da Rede Mulher Empreendedora, o desemprego e a falta de renda durante a pandemia impulsionaram 26% das mulheres a dar o pontapé inicial no negócio. A pesquisa aponta ainda que 77% delas avaliam que são totalmente ou parcialmente independentes financeiramente. 
 

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16/01/2023 03:30h

Embora pesquisa do Instituto Rede Mulher Empreendedora aponte para mais de 30 milhões de empresárias no mercado brasileiro, especialistas ressaltam desafios

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O Brasil ocupa o 7º lugar no ranking mundial de empreendedorismo feminino. Os dados são do Instituto Rede Mulher Empreendedora, que apontam também um número superlativo em relação às mulheres gestoras do próprio negócio no Brasil: são 30 milhões de empresárias brasileiras. A busca de independência financeira e crescimento profissional são alguns dos motivos para essa arrancada no mercado, segundo o estudo. 

A pesquisa também destaca os desafios a serem enfrentados no empreendedorismo feminino, como o baixo faturamento, a informalidade e a falta de conhecimento em tecnologias para alavancar os negócios, como ferramentas de redes sociais. O faturamento mensal ainda é uma das maiores barreiras. De acordo com os índices da Rede Mulher Empreendedora, 63% das brasileiras que empreendem ganham até R$ 2.500 por mês. Por outro lado, 50% dos homens conseguem ganhar mais do que esse valor, ultrapassando a marca dos R$ 10 mil, enquanto apenas 38% do sexo feminino atingem esse valor.   

A informalidade também é uma das barreiras para as empreendedoras no Brasil. O levantamento mostrou que o percentual de mulheres que não possuem CNPJ varia nos estados. Na região Sudeste, elas são 41%; no Sul, 43%; na região Centro-Oeste, 49%; no Nordeste, 63%; e na região Norte, 75%. 

Já o número médio de mulheres donas do próprio negócio por estado é de 34% segundo outra pesquisa do Sebrae, intitulada “Empreendedorismo Feminino no Brasil em 2021”. O levantamento tem base nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE. Os maiores índices foram registrados no estado do Rio de Janeiro: 38%. Em seguida vêm Sergipe e o Distrito Federal, com 37% e, na sequência, Piauí, Ceará, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com 36%.

Em 2015, Jailza Oliveira decidiu começar o próprio negócio, em São Paulo. A empreendedora teve a ideia quando se casou, pois não encontrava lembrancinhas compatíveis com o orçamento disponível para a festa. Jailza resolveu, então, fazer os presentes, aprendeu pela internet a produzir mini aromatizadores e, com o sucesso, abriu o Cravo da Índia Difusores. Para a empresária, a importância do empreendedorismo feminino está na independência financeira e na redução das diferenças entre homens e mulheres. Mas ela destaca que ainda há muitos obstáculos.

“O desafio de ser uma mulher empreendedora é o preconceito. As pessoas não acreditam no seu potencial. E é difícil o preconceito familiar, que acha que não é um trabalho e falta apoio em casa, com filhos e marido. Para a mulher é mais difícil que para o homem, porque a mulher é vista na sociedade com uma imagem de fragilidade. Acham que a mulher não é capaz de resolver muitas coisas, mas a gente consegue. O conselho que eu dou (à mulher que deseja empreender) é que ela seja persistente naquilo que se dispôs a fazer. Não dê ouvido às coisas que não acrescentam em nada. Se você tem um objetivo, um projeto, vá e faça”, ressalta.  

A deputada federal Adriana Ventura (NOVO-SP) defende que o Congresso precisa discutir todas as propostas que possam ajudar a destravar a economia, como as reformas administrativa e tributária, entre outras ações para melhorar a vida da mulher empreendedora. Tornar o estado menos pesado, segundo a parlamentar, é a maneira mais eficiente para que os negócios consigam prosperar. Mas ela também sugere outras propostas. 

“A gente precisa facilitar o acesso das mulheres ao crédito, por isso é preciso que mulheres, que são ótimas credoras, responsáveis, muitas são arrimo de família, a gente precisa que elas consigam pegar dinheiro emprestado para começar um negócio, para ampliar seu negócio. E que ela possa seguir assim. Então, é muito importante que o Congresso faça um esforço para melhorar a vida dessa mulher que quer empreender.”

Ainda de acordo com dados da Rede Mulher Empreendedora, o desemprego e a falta de renda durante a pandemia impulsionaram 26% das mulheres a dar o pontapé inicial no negócio. A pesquisa aponta ainda que 77% delas avaliam que são totalmente ou parcialmente independentes financeiramente. 
 

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16/01/2023 03:30h

Embora pesquisa do Instituto Rede Mulher Empreendedora aponte para mais de 30 milhões de empresárias no mercado brasileiro, especialistas ressaltam desafios

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O Brasil ocupa o 7º lugar no ranking mundial de empreendedorismo feminino. Os dados são do Instituto Rede Mulher Empreendedora, que aponta também um número superlativo em relação às mulheres gestoras do próprio negócio no Brasil: são 30 milhões de empresárias brasileiras. A busca de independência financeira e crescimento profissional são alguns dos motivos para essa arrancada no mercado, segundo estudo recente da Rede Mulher Empreendedora. 

A pesquisa também destaca os desafios a serem enfrentados no empreendedorismo feminino, como o baixo faturamento, a informalidade e a falta de conhecimento em tecnologias para alavancar os negócios, como ferramentas de redes sociais. O faturamento mensal ainda é uma das maiores barreiras. De acordo com os índices da Rede Mulher Empreendedora, 63% das brasileiras que empreendem ganham até R$ 2.500 por mês. Por outro lado, 50% dos homens conseguem ganhar mais do que esse valor, ultrapassando a marca dos R$ 10 mil, enquanto apenas 38% do sexo feminino atingem esse valor. 

Em relação à informalidade, o levantamento mostrou que o percentual de mulheres que não possuem CNPJ varia nos estados. Na região Sudeste, elas são 41%; no Sul, 43%; na região Centro-Oeste, 49%; no Nordeste, 63%; e na região Norte, 75%. 

Já uma outra pesquisa do Sebrae, intitulada, “Empreendedorismo Feminino no Brasil em 2021”, realizada com base nas informações disponibilizadas nos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, o número médio de mulheres donas do próprio negócio é de 34%. Os maiores índices foram registrados no estado do Rio de Janeiro, com 38%. Em seguida vêm Sergipe e o Distrito Federal, com 37% e, na sequência Piauí, Ceará, Mato Grosso do Sul e São Paulo com 36%. 

Para a farmacêutica Marina Ulhôa, apesar das dificuldades, o empreendedorismo feminino tem evoluído. Proprietária do salão Fusilli, um espaço dedicado ao corte, à saúde e à transição capilar, ela destaca a importância da busca das mulheres por independência. 

"Essa evolução é um sinal de que nós, mulheres, finalmente estamos acreditando mais em nós mesmas como pessoas independentes e autônomas. Em geral, nossas formas de agir e pensar são diversas das dos homens, logo, diversidade é sempre bem-vinda. Não é competição, é parceria. O que a gente quer é igualdade salarial, é jornada de trabalho que nos permita ter o autocuidado. O que a gente busca é essa igualdade. Ser MEI é como plantar uma semente, se plantar direitinho, ela cresce. Acho que sobre cuidar, nós mulheres estamos muito à frente da maior parte dos homens”, afirma.

Uma das embaixadoras da causa feminina no estado de Minas Gerais, a deputada Greyce Elias (Avante-MG) explica que o Congresso Nacional, juntamente com o governo federal, em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, trabalham em pautas transversais para impulsionar as mulheres no mercado como donas do próprio negócio. Na opinião da parlamentar, o incentivo ao empreendedorismo feminino é uma forma de combater a violência contra a mulher. 

“Quando a gente fala do enfrentamento da violência contra a mulher, sabemos que uma das formas de fazer com que o Brasil saia deste índice terrível, que é o quinto país que mais tem violência contra mulher, é investindo em empreendedorismo feminino”, defende a parlamentar. “Temos hoje, de forma ativa disponível para as brasileiras, mais de doze cursos gratuitos por EAD em diversas áreas de capacitação, de empreendedorismo, de gestão financeira, a questões específicas, como abrir seu próprio negócio, como empreender pela internet”.

Ainda de acordo com dados da Rede Mulher Empreendedora, o desemprego e a falta de renda durante a pandemia impulsionaram 26% das mulheres a dar o pontapé inicial no seu negócio. A pesquisa aponta, ainda, que 77% delas avaliam que são totalmente ou parcialmente independentes financeiramente. 
 

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Brasil 61