VoltarÍndice engata segunda alta seguida com esperança pelo fim da guerra no Oriente Médio
Baixar áudioO Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 1,40%, aos 183.447 pontos, na segunda sessão de ganhos consecutiva. O desempenho do índice foi influenciado pelo otimismo com um possível fim do conflito no Irã nos próximos dias.
Em entrevista à Fox News, nesta terça-feira (10), o presidente Donald Trump afirmou que Teerã tem dado sinais de vontade de dialogar e disse que poderá negociar com o país persa, a depender das condições. Os preços do petróleo Brent reagiram às declarações e caíram mais de 10% durante a sessão, voltando a operar abaixo de US$ 90 por barril.
Os índices das bolsas de Nova York fecharam a sessão em direções mistas diante das incertezas relacionadas ao conflito.
No Ibovespa, as blue chips operaram em alta devido ao otimismo com o possível fim do conflito no Irã. A ponta positiva foi liderada pela Rumo, que avançou 6,71% após notícias de que as tratativas com a Ultrapar e a Perfin para a aquisição de 30% da companhia estão avançadas.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
CM Hospitalar SA (VVEO3): +13,49%
Bardella SA Industrias Mecanicas Pfd (BDLL4): +11,93%
Ações em queda no Ibovespa
Infracommerce CXAAS SA (IFCM3): -9,20%
Karsten S.A. (CTKA3): -7,93%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 31.393.087.786, em meio a 4.097.183 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em queda de 0,13% frente ao real, cotado a R$ 5,15, no segundo dia de perdas consecutivas. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,26%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela melhora no apetite a risco externo dos mercados após a sinalização dos Estados Unidos para um possível fim do conflito com o Irã nos próximos dias.
Em entrevista à Fox News, nesta terça-feira (10), o presidente Donald Trump afirmou que Teerã tem dado sinais de vontade de dialogar e disse que poderá negociar com o país persa, a depender das condições. Os preços do petróleo Brent reagiram às declarações e caíram mais de 10% durante a sessão, voltando a operar abaixo de US$ 90 por barril.
Para analistas do setor, a correção nos preços do petróleo após a sinalização do presidente estadunidense ajudou a reduzir os temores de um choque energético prolongado e de pressões inflacionárias globais. Eles explicam que esse movimento fez parte da demanda defensiva por dólares perder força devido ao aumento do apetite ao risco, o que também favoreceu o real com a entrada de fluxo estrangeiro para países emergentes.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em baixa de 1,16%, cotado a R$ 5,99.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1937 | 0,1670 | 0,1445 | 30,6191 | 0,1508 | 0,2631 | 0,2724 |
| USD | 5,1623 | 1 | 0,8613 | 0,7452 | 158,05 | 0,7787 | 1,3582 | 1,4047 |
| EUR | 5,9869 | 1,1611 | 1 | 0,8654 | 183,50 | 0,9040 | 1,5768 | 1,6307 |
| GBP | 6,9229 | 1,3418 | 1,1557 | 1 | 212,07 | 1,0447 | 1,8224 | 1,8845 |
| JPY | 0,0327 | 0,0063 | 0,0054 | 0,0047 | 1 | 0,4926 | 0,0086 | 0,0089 |
| CHF | 6,6302 | 1,2844 | 1,1063 | 0,9573 | 203,00 | 1 | 1,7444 | 1,8042 |
| CAD | 3,8011 | 0,7363 | 0,6342 | 0,5487 | 116,39 | 0,5733 | 1 | 1,0342 |
| AUD | 3,6720 | 0,7120 | 0,6132 | 0,5306 | 112,53 | 0,5543 | 0,9668 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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Baixar áudioO presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, disse ao Brasil61.com que o debate sobre a redução da jornada de trabalho é válido, mas precisa ser conduzido com base em critérios técnicos, e não políticos.
Ele destaca os dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados em fevereiro, que apontam que a proposta de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas — prevista na PEC 148/2015, em tramitação no Senado — pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país. O valor representa um acréscimo de até 7% na folha de pagamento das empresas.
Cotait também critica o fato de a discussão ocorrer em um ano eleitoral. Segundo ele, o tema não deve ser utilizado como instrumento político.
“O debate coincidir com um ano eleitoral é indesejável. Não é possível usar esse instrumento tão importante, quanto o trabalho, para um projeto eleitoral, porque isso vai prejudicar aqueles que não têm condições de absorver os custos decorrente desta mudança”, afirma.
A CACB acompanha o avanço do debate com cautela e reforça a necessidade de uma análise ampla antes de qualquer alteração no atual modelo de jornada de trabalho. A entidade alerta que o fim da escala 6x1, se implementado de forma abrupta, pode trazer efeitos significativos para o mercado.
Entre os principais pontos de atenção estão o aumento dos custos operacionais, a necessidade de contratações adicionais, a redução da margem de lucro e, em alguns casos, o risco de fechamento de vagas ou informalidade.
Segundo Cotait, o impacto tende a ser maior entre micro, pequenas e médias empresas, que já enfrentam escassez de mão de obra e operam com margens reduzidas.
“Para o micro e o pequeno empreendedor, que é a grande base da economia brasileira, haverá aumento do custo. Ele não consegue repassar isso ao consumidor e, quando percebe, pode acabar tendo que fechar a empresa”, avalia.
Cotait também argumenta que a produtividade do trabalho no Brasil ainda é baixa, o que dificultaria a adoção de jornadas menores, como ocorre em países desenvolvidos.
Ele cita como exemplo a Alemanha, onde a redução da jornada é sustentada por elevados níveis de produtividade. Enquanto um trabalhador brasileiro leva, em média, uma hora para produzir o que um estadunidense faz em cerca de 15 minutos, fatores como educação, infraestrutura e tecnologia continuam limitando os ganhos de produtividade no Brasil.
“Aqui no Brasil, nós temos algumas crises que precedem esse debate [da redução da jornada]. Há uma crise fiscal, uma crise econômica e, principalmente, uma crise moral. Nós não podemos relacionar o trabalho como um castigo”, afirma.
Cotait também destaca que a baixa produtividade está relacionada, em parte, à crise educacional. Ele cita dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), que apontam que 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos permanecem em condição de analfabetismo funcional — o mesmo índice registrado em 2018.
Para a CACB, o país deveria priorizar investimentos em educação, qualificação profissional, infraestrutura e acesso à tecnologia, criando condições para elevar a produtividade e fortalecer o ambiente de negócios, antes de avançar em uma redução generalizada da jornada de trabalho.
“Estamos vivendo em uma época de inteligência artificial, computação quântica e tecnologia cada vez mais avançada pelo mundo, e o Brasil tem essa questão de discutir jornada de trabalho, o que é altamente nefasto. Se o Brasil tivesse uma produtividade a nível desses outros países, seria salutar discutir uma melhoria se isso for benéfico para o trabalhador e para quem os emprega”, diz Cotait.
Cotait defende que eventuais mudanças na jornada de trabalho sejam definidas principalmente por meio de negociação entre empregadores e trabalhadores.
“O negociado prevalece sobre o legislado. Precisamos chamar todos os setores da sociedade civil organizada, os empreendedores, os trabalhadores, e verificar como podemos fazer uma alteração possível que não prejudique os consumidores com inflação, nem os trabalhadores com queda nos empregos e nem os empresários com aumento de custo”, propõe.
A CACB defende que o caminho mais equilibrado passa pelo diálogo entre governo, Congresso, trabalhadores e empresários, além da busca por alternativas como a flexibilização de jornadas, acordos coletivos e modelos adaptáveis à realidade de cada atividade econômica.
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Baixar áudioDivulgado nesta segunda-feira (9) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) da primeira quadrissemana de março subiu 0,04% e acumula variação de 2,81% nos últimos 12 meses e de 0,49% em 2026.
Cinco das oito classes de despesas que compõem o índice apresentaram aumento nas suas taxas de variação. A maior contribuição para o resultado do IPC-S veio do grupo Educação, Leitura e Recreação — cuja variação passou de um recuo de 2,81% na quarta quadrissemana de fevereiro para um de 1,86% na primeira de março —, seguido por Alimentação (0,07% para 0,35%), Despesas Diversas (0,37% para 0,96%), Vestuário (-0,24% para 0,04%) e Comunicação (0,05% para 0,09%).
Enquanto isso, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,12% para 0,04%), Transportes (0,04% para 0,01%) e Habitação (0,34% para 0,32%) apresentaram recuo em suas taxas.
O IPC-S atua como um medidor a curto prazo da inflação para famílias de renda entre um e 33 salários mínimos e pode auxiliar na identificação de tendências. O período avaliado pelo índice corresponde às quatro semanas entre os dias sete de fevereiro e 07 de março de 2026.
Com informações da FGV.
Copiar o textoAvanço do índice é influenciado pelo cenário externo e pela valorização do petróleo
Baixar áudioO Ibovespa encerrou o último pregão em alta de 0,86%, aos 180.915 pontos. Durante a sessão, o principal índice da bolsa brasileira chegou à máxima de 181.952 pontos e à mínima de 177.636 pontos, com volume financeiro de R$ 37,6 bilhões.
Especialistas apontam que o desempenho foi impulsionado por declarações sobre a possibilidade de encerramento do conflito envolvendo o Irã, o que reduziu parte das incertezas no cenário internacional.
Analistas também destacam que a valorização do petróleo influenciou os mercados globais. A alta da commodity reacendeu preocupações com a inflação mundial e possíveis impactos na política monetária internacional.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 37.741.915.388, em meio a 4.502.755 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoQueda da divisa americana é influenciada pelo cenário externo e pelo mercado de commodities
Baixar áudioO dólar encerrou o último pregão em queda de 1,52%, cotado a R$ 5,15, no menor patamar desde o início da guerra envolvendo o Irã.
Especialistas apontam que a desvalorização da moeda americana foi influenciada por sinais de redução das tensões no cenário internacional. Além disso, o desempenho do petróleo também favoreceu o real, já que o Brasil é exportador da commodity.
De acordo com analistas, a alta do petróleo pode melhorar as contas externas do país, reduzir o déficit em conta corrente e favorecer a entrada de investimentos no Brasil.
Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$ 5,99.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1938 | 0,1654 | 0,1431 | 30,5804 | 0,1508 | 0,2636 | 0,2719 |
| USD | 5,1587 | 1 | 0,8608 | 0,7448 | 157,74 | 0,7779 | 1,3596 | 1,4150 |
| EUR | 5,9994 | 1,1618 | 1 | 0,8651 | 183,26 | 0,9038 | 1,5795 | 1,6438 |
| GBP | 6,9337 | 1,3428 | 1,1558 | 1 | 211,83 | 1,0446 | 1,8258 | 1,9000 |
| JPY | 3,27021 | 0,633894 | 0,54569 | 0,472110 | 1 | 0,4932 | 0,86187 | 0,89694 |
| CHF | 6,6308 | 1,2854 | 1,1066 | 0,9574 | 202,78 | 1 | 1,7478 | 1,8192 |
| CAD | 3,7943 | 0,7355 | 0,6331 | 0,5478 | 116,03 | 0,5721 | 1 | 1,0407 |
| AUD | 3,6790 | 0,7068 | 0,6084 | 0,5264 | 111,49 | 0,5498 | 0,9609 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioO protagonismo feminino não se limita à celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Apesar das vulnerabilidades sistêmicas, as mulheres têm se destacado em diversas áreas da economia brasileira, especialmente no empreendedorismo. De acordo com o relatório técnico do Sebrae referente ao 4º trimestre de 2024, o Brasil registra 30,4 milhões de donos de negócios, dos quais 10,4 milhões são mulheres. O número, recorde da série histórica, representa um crescimento de cerca de 33% nos últimos dez anos.
Esse avanço é impulsionado por iniciativas como as do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). O órgão atua para reduzir fragilidades estruturais e ampliar as oportunidades de liderança para mulheres empreendedoras.
Para a presidente do CMEC, Ana Claudia Brada Cotait, o primeiro passo para quem deseja abrir um negócio é a formalização. “A mulher formalizada tem um campo maior de atuação e de ganho de mercado”, afirma.
Brada Cotait destaca ainda a importância da capacitação: “Para ocupar um cargo de liderança, seja como CEO, parlamentar ou empreendedora de serviços, a qualificação é extremamente necessária”.
Embora a participação feminina nos negócios tenha registrado crescimento, o cenário ainda revela desigualdades. No 4º trimestre de 2024, as mulheres representavam 51,7% da população em idade ativa, mas apenas 34,1% dos donos de negócios. A diferença expõe fragilidades estruturais que comprometem a sustentabilidade e o crescimento dos empreendimentos liderados pelo público feminino.
Conforme relatório do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), apenas cerca de 25% dos recursos destinados a pequenos negócios chegam às mulheres, enquanto a maior parte das linhas de financiamento beneficia empreendimentos masculinos. A presidente do CMEC aponta a disparidade de acesso ao crédito como um dos principais entraves, o que significa menos capital para investir em estoque, inovação e profissionalização.
Nesse contexto, destacam-se também as taxas de juros cobradas das empreendedoras, que costumam ser mais altas. Estudo do Sebrae indica que as empresárias, sobretudo microempreendedoras, pagam taxas médias efetivas superiores às dos homens.
Outro desafio apontado por Ana Claudia Brada Cotait é a jornada múltipla enfrentada pelas mulheres, que, de acordo com a presidente do CMEC, reduz o tempo disponível para capacitação, networking e gestão estratégica.
Além de administrar o próprio negócio, o Instituto Rede Mulher Empreendedora aponta que 58,3% das empreendedoras são chefes dos domicílios. “Normalmente, a mulher precisa dar conta de inúmeras responsabilidades ao mesmo tempo: trabalhar, cuidar da casa e da família. Muitas são arrimo de família, mães solo que criam os filhos sozinhas. Eu mesma sou um exemplo disso”, relata a empresária.
As desigualdades raciais também atravessam o ecossistema empreendedor. O Sebrae também evidencia, em estudos, que negócios de mulheres negras tendem a ser menores, menos formalizados e com renda média inferior.
O cenário evidencia a urgência de um olhar mais atento para a trajetória profissional feminina, especialmente para o desenvolvimento do setor no país.
A deputada federal Adriana Ventura (NOVO/SP) lamenta a falta de apoio e de crédito para as mulheres no contexto do empreendedorismo. Segundo ela, é preciso que entidades se preocupem em capacitar mulheres para que não “dependam de ninguém”.
“Temos algumas iniciativas muito importantes e trabalhos de entidades sérias que realmente querem colocar a mulher onde ela merece estar, capacitá-la e dar todo o apoio necessário. Muitas vezes, a mulher vem empreender por necessidade. São várias as ocasiões em que se vê a falta de conhecimento específico, de apoio, de crédito. Por isso, é muito importante que possamos contar com entidades como a CACB, como o CMEC e tantas outras que buscam realmente inserir a mulher no mercado, para que ela possa se desenvolver, crescer, deixar situações de pobreza e passar a não depender de ninguém”, afirma.
Ventura ressalta ainda que “no mês da mulher, é primordial que todos nós pensemos na importância da mulher na formação de uma sociedade. E, para isso, o empreendedorismo é essencial”.
Brada Cotait reforça que, em 2026, é preciso consolidar os ganhos de participação feminina no setor. Da mesma forma, reduzir diferentes vulnerabilidades que limitam o avanço das mulheres. Para ela, as políticas públicas devem priorizar as seguintes frentes:
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Baixar áudioOs motoristas brasileiros já podem sentir no bolso os efeitos da guerra no Oriente Médio. Apesar da queda no preço do etanol anidro nas últimas duas semanas, as distribuidoras repassaram aumentos aos postos de combustíveis nesta quinta-feira (5): o diesel ficou R$ 0,20 mais caro por litro e a gasolina teve alta de R$ 0,03. As informações são do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF).
Segundo o presidente da entidade, Paulo Tavares, a Petrobras ainda não anunciou reajustes oficiais nos preços praticados no Brasil. Mesmo assim, existe atualmente uma defasagem em relação ao mercado internacional: cerca de R$ 0,70 por litro na gasolina e de R$ 1,90 no diesel.
Mesmo que a estatal não tenha alterado seus preços, distribuidoras de praticamente todo o país já aumentaram os valores cobrados nos postos. Para Tavares, o reajuste mais expressivo no diesel está ligado à dependência brasileira de importações.
“Esse reajuste maior do diesel ocorre porque o Brasil importa 25% do combustível. O país só produz 75% do diesel consumido em suas refinarias, apesar de ser autossuficiente na produção de petróleo. E, provavelmente, esse reajuste linear de R$ 0,20 se deve à importação do mercado internacional, que está com uma defasagem muito grande em relação aos preços da Petrobras”, explica.
Outro fator apontado pelo sindicato é a situação das distribuidoras regionais que não possuem cotas de compra junto à Petrobras. Essas empresas dependem do mercado externo para abastecer seus estoques, ficando sujeitas às cotações internacionais.
“Neste momento, o produto importado está muito mais caro que o nacional. Ou seja, se uma pequena distribuidora fosse vender diesel hoje para o meu posto, eu ia comprar por R$ 1,90 mais caro por litro, [em comparação com as distribuidoras que têm cotas da Petrobras], que são Vibra, Shell e Ipiranga”, afirma Tavares.
A pressão sobre os combustíveis ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio. Os preços globais do petróleo subiram após ataques lançados pelo Irã na região, em resposta a bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel.
O petróleo Brent — referência internacional para a commodity — chegou a subir cerca de 10% na abertura dos mercados asiáticos na segunda-feira (2), ultrapassando os US$ 82 por barril (aproximadamente R$ 421,60).
A reação dos mercados também foi impulsionada por relatos de que ao menos três navios foram atacados no fim de semana nas proximidades do Estreito de Ormuz, rota marítima ao sul do Irã por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo.
Após os episódios, o Irã alertou embarcações para que evitassem atravessar a região, o que reduziu drasticamente o tráfego de navios na entrada do estreito.
Em nota, a Petrobras informou que possui rotas alternativas à região do conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo a estatal, essa estratégia “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”.
A empresa afirmou ainda que a maior parte de seus fluxos de importação ocorre fora da área de tensão; as poucas rotas afetadas podem ser redirecionadas, o que afasta, neste momento, o risco de interrupções nas operações de importação e exportação da companhia.
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Baixar áudioO Ibovespa voltou a fechar o pregão em queda de 0,82%, aos 179.364 pontos, acumulando baixa de 5% na semana. O desempenho do índice foi influenciado pela escalada dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pela disparada do preço do petróleo, que limitou as perdas do pregão.
Após uma semana do ataque conjunto entre os EUA e Israel contra o Irã, no último sábado (28), ainda não há expectativas de um acordo para o fim do conflito. O presidente Donald Trump exigiu a “rendição incondicional” do Irã. O preço do petróleo está em disparada desde o início do conflito, com o Brent tendo superado a marca de US$ 90 por barril, o que também acabou favorecendo a bolsa brasileira e as petrolíferas.
A produção industrial brasileira cresceu 1,8% entre dezembro e janeiro, e subiu 0,2% em comparação a janeiro de 2025, sempre acima das expectativas. Segundo economistas ouvidos pela Reuters, a espera era por alta de 0,7% entre dezembro e janeiro e queda de 0,7% na comparação anual.
As ações da Petrobras foram algumas das mais negociadas da sessão e fecharam com valorização de 5%, apoiadas pelo preço do petróleo. A estatal superou os R$ 580 milhões em valor de mercado pela primeira vez na história.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Construtora Tenda SA (TEND3): +9,95%
Mercantil Financeira SA - Credito, Financiamento e Investimento Non-Cum Perp Pfd (MERC4): +8,33%
Ações em queda no Ibovespa
CM Hospitalar SA (VVEO3): -12,59%
Armac Locacao Logistica e Servicos SA (ARML3): -10,75%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 32.582.835.372, em meio a 4.734.034 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoA sequência de altas do dólar foi interrompida pelo payroll; moeda acumulou alta de 2,14% na semana
Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em queda de 0,82% frente ao real, cotado a R$ 5,24, acumulando alta de 2,14% na semana. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,35%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela reação do mercado aos dados mais fracos do que o esperado do mercado de trabalho, o payroll, dos Estados Unidos e pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a disparada dos preços do petróleo.
Após uma semana do ataque conjunto entre os EUA e Israel contra o Irã, no último sábado (28), ainda não há expectativas de um acordo para o fim do conflito. O presidente Donald Trump exigiu a “rendição incondicional” do Irã. O preço do petróleo está em disparada desde o início do conflito, com o Brent tendo superado a marca de US$ 90 por barril, o que também acabou favorecendo o real.
O principal fator de influência no dólar, contudo, foi a divulgação do payroll, o relatório oficial de empregos dos EUA, que mostrou queda de 92 mil vagas de emprego no país em fevereiro frente à expectativa de criação de 55 mil. Além disso, a taxa de desemprego também subiu, de 4,3% para 4,4%. Os dados de janeiro e dezembro também foram revisados para baixo.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em baixa de 0,15%, cotado a R$ 6,10.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1906 | 0,1641 | 0,1423 | 30,0934 | 0,1480 | 0,2588 | 0,2713 |
| USD | 5,2455 | 1 | 0,8609 | 0,7463 | 157,87 | 0,7765 | 1,3575 | 1,4230 |
| EUR | 6,1045 | 1,1615 | 1 | 0,8669 | 183,36 | 0,9020 | 1,5766 | 1,6532 |
| GBP | 7,0288 | 1,3400 | 1,1536 | 1 | 211,53 | 1,0406 | 1,8188 | 1,9071 |
| JPY | 0,0332 | 0,0063 | 0,0055 | 0,0047 | 1 | 0,4919 | 0,0086 | 0,0090 |
| CHF | 6,7553 | 1,2878 | 1,1087 | 0,9611 | 203,28 | 1 | 1,7480 | 1,8329 |
| CAD | 3,8644 | 0,7367 | 0,6343 | 0,5498 | 116,30 | 0,5720 | 1 | 1,0485 |
| AUD | 3,6864 | 0,7026 | 0,6050 | 0,5244 | 110,91 | 0,5456 | 0,9537 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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