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Baixar áudioO presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirma que debates sobre mudanças estruturais — como a redução da jornada de trabalho — precisam considerar os principais desafios para o crescimento econômico do país, como a produtividade estagnada, os juros elevados, o aumento do endividamento e o peso do Custo Brasil.
Segundo ele, discussões desse tipo devem ser amadurecidas e não devem ocorrer de forma precipitada, especialmente em ano eleitoral.
“O Brasil cresceu sua produtividade 0,5 ponto percentual ao ano de 1981 a 2023. A indústria decresceu 0,3%. É óbvio que o acesso à introdução de novas tecnologias e à inovação, como a inteligência artificial, permite um ganho de produtividade, mas nós estamos atrasados”, ressalta.
Entre os principais obstáculos ao crescimento econômico, Alban destaca o chamado Custo Brasil — conjunto de barreiras estruturais, burocráticas e econômicas que afetam o ambiente de negócios e o desenvolvimento do país.
“O grande calcanhar de Aquiles do país é o Custo Brasil, no qual está toda a carga tributária, os juros elevados, os problemas de infraestrutura e de energia, que é algo que nós precisaríamos enfrentar com vontade. Não há racionalidade no preço da nossa energia, com tantos penduricários embutidos”, afirma.
Alban também chama atenção para o nível elevado das taxas de juros. Segundo ele, o próprio Banco Central indica que a taxa neutra poderia estar entre 4% e 5%, mas o país enfrenta dificuldades para reduzir o custo do crédito. Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano.
Esse cenário, segundo Alban, contribui para o aumento do endividamento e da inadimplência entre famílias e empresas. Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias passou de 48,4% para 49,7% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025. Já a inadimplência das pessoas físicas no sistema financeiro subiu de 3,5% em dezembro de 2024 para 5,2% em janeiro de 2026.
Entre as empresas, a inadimplência também aumentou, passando de 2,0% para 2,6% no mesmo período.
“A inadimplência e a bola de neve dos juros sobre endividamento têm feito com que todos tenham que rolar o endividamento com novas operações sujeitas ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)”, alerta.
O presidente da CNI afirma que o setor produtivo — incluindo a indústria — está disposto a colaborar na busca por soluções para os principais desafios da economia brasileira. Para isso, representantes do setor irão ao Congresso Nacional, no próximo dia 24 de março, para entregar a Agenda Legislativa da Indústria, documento que reúne propostas consideradas prioritárias para melhorar o ambiente de negócios no país.
Além disso, a CNI também pretende apresentar o projeto Brasil 2050, um conjunto de propostas estratégicas voltadas ao desenvolvimento econômico de longo prazo.
“É a visão do setor industrial sobre o que é necessário para o Brasil chegar a 2050, não mais como um país em desenvolvimento ou como um país do amanhã, mas como um país que nós queremos. E nós queremos participar de forma uníssona e contributiva, não apenas ser críticos e jogar pedra”, afirma.
Segundo Alban, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, convidou o setor industrial a apresentar as pautas da agenda judiciária da indústria.
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Baixar áudioO Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,70% em fevereiro, acumulando alta de 1,03% no ano de 2026. Publicado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador mostrou resultado 0,37 ponto percentual maior do que a variação de janeiro, quando foi de 0,33%, mas menor do que o mesmo período de 2025, quando foi de 1,31%.
O IPCA acumula alta de 3,81% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,44% observados nos 12 meses terminados em dezembro. Com esse resultado, a prévia da inflação se mostrou ainda mais próxima da meta de 3,0% estipulada pelo Banco Central, considerando a margem de erro de 1,5% para mais ou para menos, e poderá ter impacto na promessa do Comitê de Política Monetária (Copom) de iniciar o ciclo de cortes na taxa de juros na reunião da próxima semana e na decisão de realizar um primeiro corte de 0,25% ou de 0,50%.
Dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados, Educação apresentou a maior variação, subindo 5,21%, e o maior impacto no resultado, com 0,31 ponto percentual, sendo responsável por cerca de 44% do índice. A maior contribuição, de 6,20%, veio dos cursos regulares, devido aos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).
O grupo Transportes foi responsável pela segunda maior variação, subindo 0,74%, e segundo maior impacto, com 0,15 ponto percentual, devido à alta de 11,40% na passagem aérea. Também apontaram altas o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%). O IBGE ressalta, ainda, a variação de -0,47% nos combustíveis com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,59%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,92%) e o plano de saúde (0,49%). O grupo Habitação apresentou variação de 0,30% em fevereiro, após a queda de 0,11% registrada em janeiro. A alta foi impulsionada pelo subitem taxa de água e esgoto (0,84%).
A energia elétrica residencial variou 0,33% em fevereiro, com a permanência da bandeira tarifária verde. Já o subitem gás encanado apresentou recuo de 1,60%.
O grupo Alimentação e bebidas acelerou de uma variação de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. Após variação de 0,10% em janeiro, a alimentação no domicílio registrou variação de 0,23% em fevereiro.
Principais alimentos em alta:
Principais alimentos em queda:
A alimentação fora do domicílio apresentou alta de 0,34% em fevereiro, mas desacelerou em relação a janeiro, quando teve alta de 0,55%. A variação da taxa foi influenciada pelo lanche, que passou de 0,27% para 0,15%, e pela refeição, que saiu de 0,66% para 0,49%.
Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
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Baixar áudioA possível perda de arrecadação por parte dos municípios brasileiros ocasionada pela nova faixa de isenção do Imposto de Renda será sentida, principalmente, pelos entes de menor porte. A projeção consta em estudo divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Segundo o levantamento, caso as medidas compensatórias anunciadas pelo governo não produzam os efeitos esperados, cerca de 1,7 mil cidades perderão recursos financeiros. Dessas, aproximadamente 1,2 mil têm população inferior a 50 mil habitantes.
O especialista em orçamento Dalmo Palmeira explica que essa relação está ligada ao fato de os municípios menores serem mais dependentes dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), composto em parte pelo que a União arrecada com o Imposto de Renda.
“Normalmente, a arrecadação de tributos municipais é menor, em alguns casos, do que o próprio FPM que é recebido. Se o FPM cair, isso vai gerar um impacto bastante grande nesses municípios, especialmente nos menores, que são mais dependentes. Então, existe realmente esse risco, apesar da garantia que tem na Lei 15.270 para que haja a compensação dessas perdas”, pontua.
“Temos que ter atenção em relação a esse ponto, especialmente nos municípios menores, para saber qual é o impacto, porque isso é caso a caso. Cada município vai ter um impacto diferenciado, a depender de qual grau de dependência que tem do FPM e também em relação aos seus próprios impostos locais”, complementa.
Dalmo, porém, destaca que, mesmo diante desse cenário, a nova faixa de isenção também pode causar algum efeito positivo para as finanças municipais.
“Isso vai fazer com que as pessoas tenham mais dinheiro na mão e vai fazer com que a economia local possa girar mais. Então, nesse aspecto, pode ser que haja uma melhoria na economia local e, logicamente, pode inclusive gerar mais tributos municipais, já que em cada um desses municípios vai haver pessoas com mais recursos nas mãos para poder estar utilizando e melhorando o consumo e, logicamente, melhorando também a atividade comercial nos municípios”, considera.
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Ainda de acordo com o estudo da CNM, a perda de receita será generalizada entre municípios de todos os portes populacionais e também entre as Unidades da Federação.
O estudo mostra que, sem compensação, a medida poderá retirar ao menos R$ 9,5 bilhões por ano dos cofres municipais. Desse total, cerca de R$ 5 bilhões referem-se à redução da arrecadação própria do Imposto de Renda, enquanto R$ 4,5 bilhões dizem respeito à diminuição dos recursos FPM.
A nova faixa de isenção do Imposto de Renda, em vigor desde janeiro deste ano, beneficia contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 5 mil e prevê redução gradual do imposto para quem recebe até R$ 7.350.
Segundo o governo federal, para mitigar a perda de arrecadação, foi retomada em 2026 a tributação sobre a distribuição de lucros e dividendos. Para pessoas físicas residentes no Brasil, aplica-se uma alíquota de 10% sobre valores que ultrapassem R$ 50 mil mensais — ou R$ 600 mil anuais — por empresa.
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Baixar áudioO Ibovespa voltou a fechar o pregão em baixa de 2,55%, aos 179.284 pontos. O desempenho do índice foi influenciado pelo clima de aversão a risco no exterior causado pela escalada nas tensões no Oriente Médio e pela disparada dos preços do petróleo, além dos dados da inflação de fevereiro acima do esperado.
O novo líder supremo do Irã afirmou, nesta quinta-feira (12), que os EUA devem fechar todas as suas bases militares na região. Ele complementou dizendo que o Estreito de Ormuz, responsável pelo fornecimento de um quinto do petróleo do mundo, deve permanecer fechado como instrumento de pressão contra os EUA e Israel. Com a escalada nas tensões, os preços do petróleo voltaram a disparar, acumulando valorização de mais de 30% e o barril do Brent acima de US$ 100.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acima do esperado. Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta, o IPCA de fevereiro foi de 0,70%, após alta de 0,30% em janeiro, acumulando alta de 3,81% em 12 meses — melhor do que o valor acumulado de janeiro, que foi de 4,44%.
Segundo analistas do setor, os resultados vieram acima do esperado e surpreenderam negativamente. Apesar da inflação acumulada em 12 meses ter se aproximado mais da meta estipulada pelo Banco Central — que é de 3% com margem de erro de 1,5% para cima ou para baixo —, os analistas argumentam que o resultado fortaleceu as apostas em um corte de somente 0,25% na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana.
O governo federal anunciou uma série de medidas para conter os preços dos combustíveis, dada a alta do petróleo. Além de zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre diesel para importação e comercialização, o Planalto anunciou a subvenção ao óleo diesel para produtores e importadores, a ser operada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O pacote veio unido à contrapartida de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo.
Apenas seis ações encerraram o pregão em alta no Ibovespa. Em destaque, apoiados pela disparada do petróleo, os papéis da Petrobras tiveram avanços de 1,45% e 0,45%, calibrando os impactos do pacote de medidas anunciado pelo governo.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
CIABRASF Cia Brasileira de Servicos Financeiros SA (ADMF3): +32,15%
Dotz SA (DOTZ3): +23,23%
Ações em queda no Ibovespa
Cia. de Fiacao e Tecidos Cedro e Cachoeira (CEDO3): -27,45%
YDUQS Participacoes SA (YDUQ3): -14,83%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 35.655.898.763, em meio a 4.541.469 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em alta de 1,61% frente ao real, cotado a R$ 5,24, revertendo as perdas das últimas sessões. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando alta de 0,50%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela escalada nas tensões no Oriente Médio após declarações do novo líder supremo do Irã, além da disparada do petróleo e dos dados da inflação brasileira de fevereiro acima do esperado.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou, nesta quinta-feira (12), que os EUA devem fechar todas as suas bases militares na região. Ele complementou dizendo que o Estreito de Ormuz, responsável pelo fornecimento de um quinto do petróleo do mundo, deve permanecer fechado como instrumento de pressão contra os EUA e Israel.
Com a escalada nas tensões, os preços do petróleo voltaram a disparar, acumulando valorização de mais de 30%. Segundo analistas do setor, o mercado voltou a concentrar as apostas em dezembro como o mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed) — o Banco Central do país. Na véspera, as apostas se concentravam no mês de julho.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acima do esperado. Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta, o IPCA de fevereiro foi de 0,70%, após alta de 0,30% em janeiro, acumulando alta de 3,81% em 12 meses — melhor do que o valor acumulado de janeiro, que foi de 4,44%.
Segundo analistas do setor, os resultados vieram acima do esperado e surpreenderam negativamente. Apesar da inflação acumulada em 12 meses ter se aproximado mais da meta estipulada pelo Banco Central — que é de 3% com margem de erro de 1,5% para cima ou para baixo —, os analistas argumentam que o resultado fortaleceu as apostas em um corte de somente 0,25% na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,54%, cotado a R$ 6,04.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1906 | 0,1656 | 0,1428 | 30,3780 | 0,1499 | 0,2600 | 0,2693 |
| USD | 5,2459 | 1 | 0,8687 | 0,7495 | 159,35 | 0,7863 | 1,3637 | 1,4129 |
| EUR | 6,0387 | 1,1511 | 1 | 0,8628 | 183,44 | 0,9051 | 1,5696 | 1,6264 |
| GBP | 6,9993 | 1,3343 | 1,1591 | 1 | 212,63 | 1,0491 | 1,8194 | 1,8852 |
| JPY | 3,29182 | 0,627510 | 0,54514 | 0,470301 | 1 | 0,4934 | 0,85574 | 0,88656 |
| CHF | 6,6716 | 1,2718 | 1,1048 | 0,9532 | 202,67 | 1 | 1,7343 | 1,7973 |
| CAD | 3,8468 | 0,7333 | 0,6370 | 0,5497 | 116,87 | 0,5767 | 1 | 1,0361 |
| AUD | 3,7131 | 0,7078 | 0,6149 | 0,5305 | 112,79 | 0,5565 | 0,9651 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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Baixar áudioO governo federal vai investigar os recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em postos da Bahia, do Rio Grande do Norte, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, encaminhou nesta terça-feira (10) um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a apuração do caso.
A medida foi tomada após sindicatos do setor denunciarem que distribuidoras dessas unidades federativas estariam elevando os preços de venda com base na alta do petróleo no mercado internacional, associada ao conflito no Oriente Médio.
Apesar da justificativa, a Petrobras não anunciou reajustes nos preços dos combustíveis vendidos em suas refinarias.
Em nota publicada nas redes sociais, o Sindicato do Comércio de Combustíveis da Bahia (SindiCombustíveis-BA) afirmou estar preocupado com os efeitos do cenário internacional sobre o mercado baiano. “O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil”, disse a entidade.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos-RN) também destacou nas redes sociais que o conflito “já começa a refletir na alta do preço do petróleo no mercado internacional, acendendo um sinal de atenção para o setor de combustíveis no Brasil”.
Em Minas Gerais, o Minaspetro alertou nas redes sociais que a defasagem no preço do diesel já supera R$ 2 por litro e, na gasolina, se aproxima de R$ 1.
“As companhias estão restringindo a venda e praticando preços exorbitantes, principalmente para os revendedores marca própria. Já há relatos de postos totalmente secos em Minas Gerais. O Minaspetro está monitorando a situação e irá acionar os órgãos reguladores para mitigar o risco de desabastecimento”, afirmou a entidade.
De acordo com o Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras está cerca de R$ 0,84 abaixo do valor praticado no mercado internacional. No caso do diesel, a diferença chega a R$ 1,90.
Na refinaria da Bahia, que é privatizada e compra petróleo no mercado externo, a gasolina está cerca de R$ 0,22 mais barata que no mercado internacional e o diesel, R$ 0,89. Já na refinaria do Rio Grande do Norte, também privatizada, a gasolina está R$ 0,41 abaixo e o diesel, R$ 0,75.
Por outro lado, na refinaria do Amazonas, os preços estão acima da referência internacional: a gasolina custa cerca de R$ 0,23 a mais e o diesel, R$ 0,02, o que contribui para que a Região Norte tenha os combustíveis mais caros do país.
No Distrito Federal, o presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, afirma que distribuidoras regionais, que trabalham com produto importado, não conseguem manter preços competitivos diante da alta internacional. Segundo ele, quem tem abastecido o mercado local são postos chamados de “bandeira branca”, abastecidos pelas três maiores distribuidoras do país — Shell, Ipiranga e Vibra — detentoras de cotas de fornecimento da Petrobras.
“A Petrobras é autossuficiente na produção de petróleo, mas não é autossuficiente no refino do diesel. Esse reajuste maior do diesel ocorre porque o Brasil importa 25% do combustível. Essas três maiores distribuidoras (Shell, Ipiranga e Vibra) já subiram seus preços no diesel, na região do Distrito Federal, entre R$ 0,45 e R$ 0,48 por litro”, afirma.
No caso da gasolina, Shell e Vibra reajustaram o preço em R$ 0,10 por litro, enquanto a Ipiranga aplicou aumento de R$ 0,17.
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Baixar áudioUma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados indica que 56% dos beneficiários do INSS recorreram ao empréstimo consignado por necessidade financeira imediata, reforçando a relevância dessa modalidade de crédito para aposentados e pensionistas.
De acordo com o levantamento, os recursos obtidos são direcionados principalmente para quitar dívidas em atraso (35%), pagar despesas do cotidiano (34%) e custear gastos médicos (28%). Como os entrevistados puderam indicar mais de uma resposta, os percentuais podem ultrapassar 100%.
Os dados revelam um cenário de pressão sobre o orçamento doméstico desse público. Atualmente, 53% dos entrevistados afirmam possuir dívidas em atraso, enquanto apenas 14% avaliam sua situação financeira como boa ou ótima. As maiores preocupações estão relacionadas ao pagamento de contas da casa (51%) e à quitação de dívidas ou empréstimos (32%).
Quando questionados sobre a possibilidade de não ter acesso ao consignado, 70% disseram que a ausência da modalidade poderia prejudicar sua organização financeira. Entre aqueles que ainda têm margem para contratar crédito, 73% afirmaram que provavelmente recorreriam novamente ao consignado.
O levantamento também traçou o perfil de quem contrata esse tipo de crédito. 88% dos entrevistados são responsáveis pelo sustento da família, sendo que 59% atuam como os únicos provedores do domicílio. Em muitos casos, o empréstimo é utilizado para cobrir despesas essenciais em períodos de maior fragilidade econômica.
Em relação ao processo de contratação, 84% consideraram a operação fácil ou muito fácil. O atendimento presencial em agências bancárias aparece como o canal individual mais utilizado, com 30% das contratações, associado principalmente à sensação de segurança. Já canais digitais — como aplicativos, sites de bancos e WhatsApp — somados representam 53% das operações, destacando-se pela rapidez e conveniência.
Entre os entrevistados que relataram dificuldades no processo, os principais obstáculos mencionados foram os bloqueios mensais do benefício para contratação de crédito realizados pelo INSS e a restrição para novos empréstimos nos primeiros 90 dias após a concessão do benefício.
Para Leandro Vilain, CEO da ABBC, os dados mostram que o consignado faz parte da dinâmica financeira de uma parcela significativa dos beneficiários.
“O empréstimo consignado é uma alternativa segura e acessível para aposentados e pensionistas do INSS, atendendo majoritariamente um público de baixa renda, muitas vezes com restrições cadastrais, com uma das menores taxas do mercado, contribuindo para a inclusão financeira e previsibilidade orçamentária”, destaca.
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Vilain também ressalta que o debate sobre crédito precisa considerar tanto o acesso quanto o uso responsável. De acordo com ele, o crédito formal desempenha um papel relevante no sistema financeiro ao oferecer opções estruturadas e regulamentadas, e a atuação das instituições deve priorizar transparência, responsabilidade institucional e sustentabilidade das operações.
Já Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, afirma que o estudo apresenta um retrato descritivo do perfil dos consumidores que recorrem ao consignado. Segundo ele, os resultados indicam que a modalidade é utilizada sobretudo para cobrir despesas correntes e compromissos financeiros já existentes, ajudando a compreender como esse tipo de crédito se insere no orçamento doméstico desse público.
A pesquisa foi realizada por entrevistas telefônicas, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre 10 e 22 de fevereiro de 2026, com 1.200 aposentados e pensionistas que contrataram empréstimo consignado vinculado ao INSS, abrangendo todas as regiões do país
Copiar o textoMoeda norte-americana encerra cotada a R$ 5,15, com leve alta de 0,04%
Baixar áudioO dólar fechou o último pregão perto da estabilidade, cotado a R$ 5,15, com leve alta de 0,04%.
De acordo com especialistas, o real segue atrativo para investidores por causa do patamar elevado dos juros no Brasil e da forte presença das commodities na economia.
Analistas apontam que a alta de produtos como petróleo, soja e milho também contribui para sustentar a moeda brasileira, mesmo diante de preocupações com a inflação.
Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$ 6,00.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1939 | 0,1664 | 0,1435 | 30,8155 | 0,1513 | 0,2635 | 0,2692 |
| USD | 5,1586 | 1 | 0,8646 | 0,7455 | 158,96 | 0,7804 | 1,3593 | 1,3982 |
| EUR | 6,0096 | 1,1566 | 1 | 0,8624 | 183,86 | 0,9026 | 1,5722 | 1,6174 |
| GBP | 6,9207 | 1,3413 | 1,1597 | 1 | 213,21 | 1,0467 | 1,8231 | 1,8756 |
| JPY | 3,24519 | 0,629069 | 0,54389 | 0,468977 | 1 | 0,4909 | 0,85512 | 0,87962 |
| CHF | 6,6101 | 1,2815 | 1,1079 | 0,9553 | 203,69 | 1 | 1,7423 | 1,7920 |
| CAD | 3,7950 | 0,7357 | 0,6361 | 0,5485 | 116,95 | 0,5741 | 1 | 1,0288 |
| AUD | 3,7154 | 0,7151 | 0,6183 | 0,5331 | 113,67 | 0,5581 | 0,9720 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
Copiar o textoAvanço de 0,28% foi impulsionado principalmente por ações do setor de petróleo
Baixar áudioO Ibovespa fechou o último pregão em alta de 0,28%, aos 183.969 pontos. Durante o dia, o principal índice da bolsa brasileira oscilou entre 182.021 pontos na mínima e 185.714 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 26,47 bilhões.
De acordo com especialistas, o desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela valorização das ações do setor de petróleo, acompanhando a alta da commodity no mercado internacional.
Analistas também destacam que as tensões geopolíticas no cenário externo seguem influenciando os mercados globais, especialmente diante de preocupações com a oferta de petróleo.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 26.641.231.897, em meio a 3.350.207 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioA redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais elevaria em cerca de 22% o custo do trabalho por hora para as empresas. A estimativa consta em estudo encomendado pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e apresentado nesta terça-feira (10), em Brasília (DF), durante o seminário “Modernização da Jornada de Trabalho”.
O levantamento foi conduzido pelos professores José Pastore, José Eduardo Gibello Pastore e André Portella e analisa possíveis impactos econômicos de propostas que tramitam no Congresso Nacional para alterar a jornada semanal de trabalho.
Segundo os pesquisadores, a redução da carga horária pode gerar efeitos distintos entre setores da economia. Entre as possíveis respostas das empresas estão aumento de preços, investimento em automação, reorganização de atividades e postos de trabalho ou ampliação da informalidade.
O seminário foi promovido pela coalizão das Frentes Parlamentares Produtivas e reuniu parlamentares e representantes de entidades empresariais para discutir mudanças nas regras trabalhistas.
Para o presidente da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE) e organizador do evento, deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), a discussão sobre o fim da escala 6x1 deve ser aprofundada com base em elementos técnicos e análises econômicas.
“Precisamos entender, com essas pessoas que empregam 80% da população brasileira, o que elas pensam, como desejam essa modernização e como podemos realizá-la sem um impacto muito grande, principalmente no custo de vida, na inflação e no bolso do trabalhador”, afirmou.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), representada no evento pelo presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (FACIEG), Márcio Luís da Silva, ressaltou a relevância do tema, mas ponderou sobre o momento da discussão.
“Entendemos a importância dessa discussão, inclusive nós a apoiamos, mas realmente nos aflige e gera muita inquietação o momento desse debate. Estamos à véspera de um período eleitoral, naturalmente os ânimos se exaltam. Então a preocupação é que uma medida de alto impacto como essa, que vai afetar a vida de milhões de empreendedores, seja tomada de maneira açodada”, disse o presidente da FACIEG.
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Durante o seminário, os integrantes dos painéis buscaram esclarecer os projetos em tramitação no Congresso Nacional e reforçar a diferença entre jornada e escala, conceitos que tratam da modernização das regras trabalhistas:
Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou cálculos sobre os impactos da adoção de uma jornada de 40 horas semanais (escala 5x2). A estimativa aponta aumento de custos de até 11,1% na indústria, o que corresponde a R$ 87,8 bilhões, e de até 7% na economia como um todo, equivalente a R$ 267,2 bilhões.
Os levantamentos divulgados no evento indicam que os impactos econômicos e sociais da proposta variam de acordo com o setor produtivo e estão diretamente ligados a fatores como produtividade, custos e níveis de informalidade.
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