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Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em baixa de 0,57% frente ao real, cotado a R$ 5,20. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,12%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela espera da “Super Quarta” — em referência às decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil que deverão ser tomadas nesta quarta-feira (18) — e pela atenção a novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Nesta terça-feira (17), o presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que os EUA foram informados pela maioria dos seus aliados da Otan de que eles não querem se envolver no conflito militar no Irã. Trump taxou a medida de “erro muito tolo” e disse que os EUA não precisam da ajuda de ninguém.
Os investidores acompanharam o primeiro dia de decisões do Federal Reserve — o Banco Central do país —, pressionado pelo conflito no Irã. A ferramenta FedWatch, do CME Group, que mede a expectativa para a taxa de juros no país, mostrava 99,1% de expectativas de manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75% ao fim da sessão.
No cenário doméstico, o mercado acompanhou o primeiro dia de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que havia sinalizado para a possibilidade do início do ciclo de cortes na Selic nesta ocasião. Com o prosseguimento do conflito no Oriente Médio e a disparada dos preços do petróleo, contudo, houve um aumento do receio de investidores com uma pressão dos preços de combustíveis e energia na inflação, o que tenderia a limitar o corte feito pelo Copom.
Segundo o Boletim Focus, os economistas ouvidos pelo Banco Central na segunda-feira (16) ajustaram as projeções para 2026 e subiram de 12,13% para 12,25% a mediana para a Selic no fim do ano.
Além disso, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) do FGV IBRE registrou queda de 0,24% em março, menos intensa do que a de 0,42% de fevereiro, e passou a acumular retração de 2,53% em 12 meses. A queda mensal foi levemente menor do que a esperada segundo pesquisa da Reuters, que era de 0,27%.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,99.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1925 | 0,1669 | 0,1442 | 30,6064 | 0,1511 | 0,2636 | 0,2711 |
| USD | 5,1945 | 1 | 0,8668 | 0,7486 | 158,97 | 0,7848 | 1,3693 | 1,4080 |
| EUR | 5,9909 | 1,1538 | 1 | 0,8638 | 183,40 | 0,9053 | 1,5794 | 1,6242 |
| GBP | 6,9358 | 1,3359 | 1,1576 | 1 | 212,35 | 1,0484 | 1,8291 | 1,8808 |
| JPY | 0,0327 | 0,0063 | 0,0055 | 0,0047 | 1 | 0,4936 | 0,0086 | 0,0089 |
| CHF | 6,6189 | 1,2743 | 1,1041 | 0,9538 | 202,66 | 1 | 1,7449 | 1,7943 |
| CAD | 3,7941 | 0,7304 | 0,6330 | 0,5467 | 116,12 | 0,5732 | 1 | 1,0284 |
| AUD | 3,6901 | 0,7104 | 0,6156 | 0,5318 | 112,92 | 0,5575 | 0,9724 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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Baixar áudioO Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 0,30%, aos 180.409 pontos. O desempenho do índice foi influenciado pelo desempenho da Petrobras e à espera da “Super Quarta” — em referência às decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, que deverão ser tomadas nesta quarta-feira (18).
O mercado acompanhou o primeiro dia de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que havia sinalizado para a possibilidade do início do ciclo de cortes na Selic nesta ocasião. Com o prosseguimento do conflito no Oriente Médio e a disparada dos preços do petróleo, contudo, houve um aumento do receio de investidores com uma pressão dos preços de combustíveis e energia na inflação, o que tenderia a limitar o corte feito pelo Copom.
Segundo o Boletim Focus, os economistas ouvidos pelo Banco Central na segunda-feira (16) ajustaram as projeções para 2026 e subiram de 12,13% para 12,25% a mediana para a Selic no fim do ano.
Além disso, o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) do FGV IBRE registrou queda de 0,24% em março, menos intensa do que a de 0,42% de fevereiro, e passou a acumular retração de 2,53% em 12 meses. A queda mensal foi levemente menor do que a esperada segundo pesquisa da Reuters, que era de 0,27%.
Dentre os principais desempenhos no Ibovespa, a Petrobras teve alta de 1,22% na ação ordinária e 1,76% na preferencial, devido à entrada de fluxo de capital estrangeiro e à alta do petróleo. O Brent teve alta de 3,20% durante a sessão, com o barril sendo cotado a US$103,42.
No exterior, os índices de Wall Street fecharam a segunda sessão seguida em alta, na expectativa da decisão do Federal Reserve — o Banco Central do país — sobre o seguimento da taxa de juros. A ferramenta FedWatch, do CME Group, que mede a expectativa para a taxa de juros no país, mostrava 99,1% de expectativas de manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75% ao fim da sessão.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Raizen SA Non-Cum Perp Pfd Registered Shs (RAIZ4): +22,00%
Natura Cosmeticos SA (NATU3): +8,46%
Ações em queda no Ibovespa
Bardella SA Industrias Mecanicas Pfd (BDLL4): -11,34%
Magazine Luiza S.A. (MGLU3): -8,13%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 27.134.000.085, em meio a 3.729.267 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioMais da metade dos brasileiros sente que está difícil ou muito difícil conseguir trabalho no país. O número é resultado da 9ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV IBRE, com dados do trimestre finalizado em fevereiro de 2026, que mostrou que 53,6% dos respondentes percebem a dificuldade em encontrar emprego.
O número mostra uma piora em relação ao trimestre finalizado em janeiro, mas o FGV IBRE explica que, devido à falta de ajuste por sazonalidade nas séries, é possível que isso se deva ao período do ano.
Em relação às perspectivas para o mercado de trabalho nos próximos meses, 34,3% dos respondentes acreditam que a tendência é que fique pior ou muito pior, enquanto 33% acreditam na tendência de que melhore ou melhore muito. Os 32,7% restantes acreditam na manutenção da estabilidade. O resultado majoritariamente negativo é o maior desde o trimestre móvel de outubro de 2025.
Segundo o economista do FGV IBRE Rodolpho Tobler, enquanto os primeiros resultados da sondagem de 2026 indicavam uma continuidade do aquecimento da economia visto em 2025, mas com uma tendência de estabilidade, os resultados do último mês mostram uma maior parcela da população acreditando na desaceleração do ritmo do mercado de trabalho na primeira metade do ano. Ele espera que, dado o cenário macroeconômico desafiador e a desaceleração da economia, a tendência seja a de um número de vagas menor do que o de 2025, ainda que haja uma possibilidade de ajuste nos indicadores caso a atividade econômica indique um ano mais aquecido.
“Os primeiros resultados do mercado de trabalho em 2026 indicam continuidade do aquecimento visto no ano passado, mas agora com uma tendência maior de estabilidade. O resultado desse mês, mesmo que com cautela pela ausência de ajuste sazonal, já indica um percentual mais elevado de pessoas acreditando que o ritmo do mercado de trabalho tende a diminuir nessa primeira metade do ano. Dado o cenário macroeconômico desafiador e a desaceleração da economia, é esperado que o número de vagas abertas seja inferior ao que foi observado ao longo de 2025. Caso a atividade econômica indique um ano mais aquecido, os dados de mercado de trabalho tendem a se ajustar para cima também”, afirma.
Divulgados mensalmente desde julho de 2025, os indicadores sobre a qualidade de emprego no país do FGV IBRE buscam complementar as informações existentes sobre o tema com dados exclusivos, derivados, principalmente, da percepção do trabalhador brasileiro sobre as condições de trabalho no momento. As pesquisas consultam pessoas em todo o território nacional, em idade para trabalhar, sobre os temas: satisfação com trabalho; chance de perder emprego e/ou fonte de renda; proteção social; renda suficiente; percepção geral sobre o mercado de trabalho; e expectativa para os próximos 6 meses do mercado de trabalho em geral.
Com informações do FGV IBRE.
Copiar o textoMoeda norte-americana recua 1,62% no Brasil e acompanha movimento de baixa no exterior
Baixar áudioO dólar encerrou o último pregão em queda no mercado brasileiro. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,23, com recuo de 1,62%.
O movimento acompanhou a desvalorização do dólar frente a outras moedas de países emergentes. No acumulado do ano, a divisa dos Estados Unidos registra queda de 4,71% em relação ao real.
De acordo com especialistas, investidores seguem atentos ao cenário internacional, especialmente ao conflito no Oriente Médio e às decisões de política monetária de grandes bancos centrais, que podem influenciar inflação e crescimento global.
Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$6,02.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1911 | 0,1661 | 0,1435 | 30,3994 | 0,1505 | 0,2615 | 0,2703 |
| USD | 5,2335 | 1 | 0,8692 | 0,7508 | 159,10 | 0,7875 | 1,3688 | 1,4142 |
| EUR | 6,0205 | 1,1506 | 1 | 0,8638 | 183,05 | 0,9063 | 1,5745 | 1,6269 |
| GBP | 6,9706 | 1,3320 | 1,1577 | 1 | 211,89 | 1,0493 | 1,8231 | 1,8833 |
| JPY | 3,28944 | 0,628556 | 0,54630 | 0,471943 | 1 | 0,4949 | 0,86034 | 0,88861 |
| CHF | 6,6457 | 1,2699 | 1,1036 | 0,9530 | 202,01 | 1 | 1,7377 | 1,7956 |
| CAD | 3,8234 | 0,7306 | 0,6351 | 0,5485 | 116,23 | 0,5755 | 1 | 1,0333 |
| AUD | 3,6982 | 0,7072 | 0,6146 | 0,5309 | 112,55 | 0,5571 | 0,9679 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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O Ibovespa encerrou o último pregão em alta no mercado financeiro brasileiro. O principal índice da bolsa avançou 1,25% e fechou aos 179.875 pontos, após três sessões consecutivas de queda.
Durante o dia, o indicador chegou a superar os 181 mil pontos na máxima do pregão. O volume financeiro negociado somou cerca de R$ 22,7 bilhões.
O desempenho positivo foi apoiado pelo cenário externo, com alívio nos preços do petróleo e avanço das bolsas em Nova York.
De acordo com especialistas, investidores seguem atentos ao conflito no Oriente Médio e às reuniões de política monetária de grandes bancos centrais, que podem indicar os impactos do cenário geopolítico na inflação e no crescimento econômico.
Maiores altas e quedas do Ibovespa
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$22.905.938.6127, em meio a 3.810.660 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioEm 2026, entrou em vigor a nova faixa de isenção do Imposto de Renda. O novo formato beneficia integralmente quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de prever uma desoneração gradual para quem recebe até R$ 7.350. Essa medida, porém, acarreta perda de arrecadação por parte dos municípios.
O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que o governo até anunciou ações de compensação com o objetivo de garantir um retorno efetivo dos valores aos cofres das prefeituras, mas não há garantia de que isso será cumprido. Diante disso, ele considera que existe a possibilidade de a execução de serviços básicos destinados à população ficar comprometida.
“De maneira geral, vai impactar em todos os serviços que o município presta, como nas áreas de saúde e educação. Alguns já prestam segurança pública através de suas guardas civis municipais. Então, isso, com certeza, vai fazer falta para os municípios, o que muito provavelmente pode preceder de bloqueios orçamentários nos municípios”, afirma.
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De acordo com o governo federal, com o intuito de reduzir a queda na arrecadação, foi restabelecida em 2026 a cobrança de imposto sobre a distribuição de lucros e dividendos. Para pessoas físicas residentes no Brasil, incide uma alíquota de 10% sobre os valores que excederem R$ 50 mil por mês — ou R$ 600 mil por ano — recebidos de cada empresa.
O especialista em orçamento Dalmo Palmeira destaca que os cálculos não são claros e, portanto, deixam uma lacuna de entendimento sobre os efeitos da compensação.
Ele também afirma que a legislação estabelece que, caso a reparação não seja cumprida, a União assume essa responsabilidade. No entanto, não há especificação sobre a origem dos recursos que seriam utilizados para essa compensação. Diante disso, Palmeira entende que até mesmo o pagamento do funcionalismo público pode ser afetado.
“Isso aí envolve saúde, educação, infraestrutura, mas, inclusive, outras áreas também podem ser atingidas. A depender da estrutura do financiamento do orçamento de cada município, pode, inclusive, afetar a dificuldade para o pagamento da folha de pessoal por conta dessa redução da receita”, pontua.
Um estudo publicado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que, caso essa compensação não seja realizada, a medida poderá retirar ao menos R$ 9,5 bilhões por ano dos cofres municipais.
Do total estimado de perdas, cerca de R$ 5 bilhões referem-se à redução da arrecadação própria do Imposto de Renda, enquanto aproximadamente R$ 4,5 bilhões dizem respeito à diminuição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
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Baixar áudioA Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras. Segundo a estatal, o reajuste foi parcialmente compensado pelas medidas adotadas pelo governo federal para conter a escalada do preço do combustível. Mesmo assim, o aumento do petróleo no mercado internacional, em meio à guerra no Oriente Médio, exerce pressão sobre o preço no Brasil.
Com o reajuste, o diesel A comercializado pela companhia passará a custar, em média, R$ 3,65 por litro, enquanto o preço médio do diesel B será de R$ 3,10.
O diesel A é o combustível vendido nas refinarias antes de ser misturado a biocombustíveis. Já o diesel B é o produto final comercializado nos postos, após as distribuidoras realizarem essa mistura obrigatória.
Nesta quinta-feira (12), o governo federal anunciou um conjunto de medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo e reforçar a fiscalização no mercado de combustíveis.
Entre elas está o decreto presidencial (nº 12.875) que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. A medida deve gerar uma redução estimada de R$ 0,32 por litro no preço final do combustível.
Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória (nº 1.340) que autoriza uma subvenção econômica de R$ 0,32 por litro para importadores e produtores de diesel. O benefício estará condicionado à comprovação de que o desconto foi repassado ao consumidor final.
As medidas terão validade até 31 de dezembro de 2026 e, juntas, podem reduzir o preço do diesel em até R$ 0,64 por litro, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.
Para compensar a perda de arrecadação e estimular o refino no país, o governo também anunciou a criação de uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.
Para coibir preços abusivos, os postos de combustíveis serão obrigados a informar de forma clara e visível, por meio de placas, a redução de preço do diesel decorrente da subvenção e da isenção de tributos. A regra foi estabelecida pelo decreto (nº 12.876), em caráter permanente.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá publicar uma resolução com critérios objetivos para identificar práticas abusivas no setor, como o armazenamento injustificado de combustíveis e aumentos de preços sem justificativa econômica.
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Copiar o textoÍndice voltou a fechar em baixa, de 0,91%, aos 177.653 pontos
O Ibovespa voltou a fechar o pregão em baixa, de 0,91%, aos 177.653 pontos, acumulando perda de 0,95% na semana. O desempenho do índice foi influenciado pela piora no clima de aversão a risco no exterior causado pela escalada nas tensões no Oriente Médio e pela disparada dos preços do petróleo.
Em reação às declarações da última quinta-feira (12) do líder supremo do Irã, que disse que manteria o Estreito de Ormuz fechado como “instrumento de pressão contra os EUA e Israel”, o presidente Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira (13), que os EUA escoltarão embarcações pelo Estreito de Ormuz, se necessário. Trump declarou ainda, em entrevista à Fox News, que as forças militares estadunidenses atacarão o Irã “com muita força” na próxima semana.
No cenário doméstico, os investidores voltaram a repercutir o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado na quinta-feira (12). A Petrobras anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias.
Em sessão marcada pelo clima de aversão a risco, as ações da Petrobras também encerraram em tom negativo, após o aumento do preço do diesel. Os papéis da petroleira caíram 0,10% e 0,53%.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Sondotecnica Engenharia de Solos S.A. Pfd Shs A (SOND5): +18,54%
Fictor Alimentos SA (FICT3): +8,51%
Ações em queda no Ibovespa
Belora RDVC City Desenvolvimento Imobiliario S.A. (CCTY3): -20,42%
Manufatura de Brinquedos Estrela SA Pfd (ESTR4): -16,25%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.446.219.557, em meio a 4.400.643 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoTrump promete nova onda de ataques ao Irã na próxima semana
O dólar comercial encerrou o último pregão em alta de 1,41% frente ao real, cotado a R$ 5,31, acumulando alta de 1,38% na semana. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando alta de 0,73%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela continuidade da escalada nas tensões no Oriente Médio e pela nova onda de valorização do petróleo, com o barril do Brent cotado a mais de US$ 100.
Em reação às declarações da última quinta-feira (12) do líder supremo do Irã, que disse que manteria o Estreito de Ormuz fechado como “instrumento de pressão contra os EUA e Israel”, o presidente Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira (13), que os EUA escoltarão embarcações pelo Estreito de Ormuz, se necessário. Trump declarou ainda, em entrevista à Fox News, que as forças militares estadunidenses atacarão o Irã “com muita força” na próxima semana.
Novos dados inflacionários dos EUA também dividiram as atenções dos investidores. O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. O índice apresentou aumento de 2,8% na comparação anual, levemente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Fed — o Banco Central do país — e, junto à escalada das tensões no Oriente Médio, fez com que as apostas para o corte na taxa de juros se concentrassem no mês de setembro.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,68%, cotado a R$ 6,07.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1880 | 0,1645 | 0,1420 | 30,0282 | 0,1488 | 0,2580 | 0,2691 |
| USD | 5,3195 | 1 | 0,8759 | 0,7563 | 159,73 | 0,7914 | 1,3722 | 1,4325 |
| EUR | 6,0790 | 1,1416 | 1 | 0,8635 | 182,36 | 0,9036 | 1,5663 | 1,6353 |
| GBP | 7,0411 | 1,3222 | 1,1582 | 1 | 211,20 | 1,0465 | 1,8145 | 1,8952 |
| JPY | 0,0333 | 0,0063 | 0,0055 | 0,0047 | 1 | 0,4955 | 0,0086 | 0,0090 |
| CHF | 6,7217 | 1,2636 | 1,1068 | 0,9555 | 201,83 | 1 | 1,7336 | 1,8100 |
| CAD | 3,8767 | 0,7288 | 0,6384 | 0,5511 | 116,42 | 0,5769 | 1 | 1,0440 |
| AUD | 3,7176 | 0,6982 | 0,6115 | 0,5280 | 111,52 | 0,5524 | 0,9578 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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Baixar áudioA Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) avançou na definição de ações voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino no comércio exterior. Como parte desse esforço, o Programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI) realizou uma oficina estratégica para consolidar o plano de ação dos ciclos de 2026 e 2027.
Durante o encontro, participantes discutiram propostas de iniciativas alinhadas aos objetivos do programa, considerando a continuidade de ações já em andamento e a criação de novas frentes de atuação. As sugestões foram analisadas com base em critérios de impacto e viabilidade, com o objetivo de definir prioridades e garantir a execução das iniciativas dentro da capacidade operacional do programa.
A atividade também incluiu uma etapa de validação colaborativa entre os grupos, que sugeriram ajustes e identificaram possíveis lacunas. Os insumos gerados irão subsidiar a versão final do plano de ação do MNI, fortalecendo a governança e o alinhamento entre estratégia e execução.
Vale destacar que, nos dias 19 e 20 de março, a ApexBrasil realizará o Encontro Mulheres e Negócios Internacionais: inserção, empoderamento e impacto. O evento será na sede da Agência, em Brasília (DF), e reunirá empresárias, lideranças institucionais e parceiros para marcar os três anos do Programa Mulheres e Negócios Internacionais. A iniciativa reafirma o compromisso da ApexBrasil com a ampliação da presença feminina no comércio exterior.
Segundo a diretora de Negócios da Agência, Ana Repezza, o momento também vai celebrar três anos de atuação da iniciativa. “Nesses três anos, a gente já atendeu mais de 7 mil empresas lideradas por mulheres e a grande maioria delas, cerca de 61%, são empresas de micro, pequeno ou médio porte”, destacou.
“Esse é um programa que nós criamos em 2023 pensando em incluir ainda mais mulheres no esforço exportador, no comércio exterior e fazer com que elas tenham maior empoderamento, maior liberdade nas suas decisões e, obviamente, que isso contribua para o desenvolvimento do país, com mais geração de emprego, geração de renda, especialmente entre as minorias”, complementou.
As ações do programa ganham ainda mais relevância no contexto do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. A data reforça a importância de ampliar oportunidades e fortalecer a presença feminina em diferentes setores, incluindo o comércio exterior, historicamente marcado pela predominância masculina.
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Entre as iniciativas da ApexBrasil voltadas ao tema está o Programa Mulheres e Negócios Internacionais, que incentiva e apoia a internacionalização de empresas lideradas por mulheres. O programa já foi reconhecido com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, e no WTPO Awards 2024, premiação do International Trade Centre voltada a iniciativas que promovem inclusão de gênero e desenvolvimento sustentável.
“Atualmente, mais de 7 mil empresas lideradas por mulheres recebem apoio da ApexBrasil, e os resultados demonstram a relevância das iniciativas voltadas à internacionalização de negócios”, destacam Ana Claudia e Maira Pinto, responsáveis pelo projeto.
Outra iniciativa é o Elas Exportam, programa de mentoria e capacitação que conecta empresárias com experiência em comércio exterior a empreendedoras interessadas em iniciar ou ampliar suas exportações.
A iniciativa também recebeu reconhecimento internacional da Organização Mundial do Comércio com o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, na categoria Mulheres Empreendedoras.
Para a coordenação de eventos nacionais e digitais da ApexBrasil, representada por Dea Alves, o avanço da participação feminina no setor é perceptível.
“A mudança mais marcante é o aumento da representatividade e o reconhecimento da capacidade técnica e de liderança das mulheres. Ainda há desafios, mas é inspirador ver como estamos conquistando espaço em um setor tão dinâmico e importante para o país”, afirma.
Com iniciativas de capacitação, mentoria e promoção comercial, a ApexBrasil busca ampliar a presença de mulheres no comércio exterior e contribuir para um ecossistema exportador mais diverso e inclusivo
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