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Baixar áudioMais de 100 instituições do setor produtivo divulgaram nesta terça-feira (3) um manifesto conjunto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil. O documento — assinado por entidades representantes da indústria, agronegócio, transportes, comércio e serviços, entre outros segmentos — manifesta preocupação do setor produtivo quanto aos projetos em tramitação que visam reduzir a jornada e mudar a escala de trabalho.
Segundo o documento, o debate deve se orientar por quatro princípios centrais:
As instituições mobilizadas afirmam que o debate sobre a modernização da jornada de trabalho é legítimo e necessário, tanto para promover o bem-estar dos trabalhadores quanto para impulsionar a dinâmica econômica do país. No entanto, alertam que eventuais mudanças precisam considerar impactos sobre a competitividade e a produtividade das empresas, além dos riscos de precarização das relações de trabalho no Brasil.
O manifesto destaca que o setor industrial precisará qualificar cerca de 14 milhões de pessoas entre 2025 e 2027 para atender à demanda por mão de obra, segundo dados do Mapa do Trabalho Industrial 2025–2027 da Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma das signatárias do documento.
Presidente da entidade, Ricardo Alban defende que propostas de redução da jornada — como a PEC 148/2015, em tramitação no Senado — não sejam votadas de forma apressada, especialmente em ano eleitoral.
“A história recente contemporânea da relação capital-trabalho sempre foi feita de uma transição entre a melhoria das condições de trabalho e a redução de uma possível jornada de forma gradativa e com muito entendimento, sempre através de negociações. Nós queremos fazer isso. Mas tem que ser de forma sustentável. Nós precisamos aumentar a produtividade. Ninguém tem dúvidas de que produtividade é que determina as melhores condições de trabalho.”
O manifesto também menciona experiências internacionais em que a diminuição das horas trabalhadas esteve associada a ganhos consistentes de produtividade. Segundo o documento, quando a produção por hora cresce, é possível reduzir a carga de trabalho sem comprometer renda ou pressionar preços.
Por outro lado, mudanças feitas sem ganho de produtividade podem resultar em aumento de custos, redução das contratações formais e repasse de preços ao consumidor.
Para as entidades, o Brasil precisa acelerar a qualificação profissional, ampliar oportunidades e estimular a adoção de tecnologia e inovação como forma de sustentar ganhos de produtividade.
Confira o manifesto completo no Portal da Indústria.
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Copiar o textoOs valores serão creditados em conta Poupança CAIXA Tem e podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem
Baixar áudioA CAIXA paga nesta quarta-feira, 04 de março, parcela de R$ 1000 aos estudantes do 3º ano do Ensino Médio aprovados em 2025, nascidos nos meses de setembro e outubro. Também serão pagos os R$ 200 aos estudantes concluintes que realizaram os dois dias de prova do Enem.
Os valores serão creditados em conta Poupança CAIXA Tem e podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode fazer transferências, PIX e pagar contas, direto no aplicativo do celular.
Além disso, o aluno pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
Estudantes do 1ª e 2º ano do Ensino Médio aprovados em 2025 também recebem o crédito da parcela de R$ 1000 em conta e o valor permanece bloqueado até a conclusão do Ensino Médio.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes da rede pública matriculados no Ensino Médio Regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos.
Para mais informações sobre os pagamentos do Pé-de-Meia, acesse: www.caixa.gov.br.
O Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional do Governo Federal para estudantes do ensino médio público inscritos no CadÚnico. Ele funciona como uma poupança para manter a frequência e estimular a conclusão do ensino médio, reduzindo desigualdades e promovendo inclusão e mobilidade social.
Copiar o textoPIB da agropecuária avança 11,7% e contribui para fortalecimento da economia em 2025
Baixar áudioO Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário brasileiro avançou 11,7% em 2025 frente ao ano anterior. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3).
Em valores correntes, o valor adicionado bruto do setor atingiu R$ 775,3 bilhões, o que corresponde a cerca de 6,1% do PIB nacional. No acumulado do ano, a economia do país registrou crescimento de 2,3%, alcançando um total de R$ 12,7 trilhões.
Na avaliação do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o desempenho evidencia a importância do segmento para a economia brasileira. Segundo ele, apesar de desafios pontuais, como preços de commodities pressionados e endividamento em algumas cadeias de produção, “a resiliência, a competência e a capacidade produtiva do setor têm sido determinantes para o crescimento do Brasil”.
Conforme o IBGE, a forte performance do agronegócio foi puxada principalmente pelo aumento da produção e da produtividade agrícola, com destaque para culturas que registraram expansões significativas. A produção de milho, por exemplo, cresceu 23,6%, enquanto a soja registrou elevação de 14,6%. A pecuária também contribuiu de forma positiva para o resultado do setor.
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Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, o PIB brasileiro teve um salto de 1,8%. No mesmo intervalo, o valor adicionado pela agropecuária aumentou 12,1%, impulsionado pelo bom desempenho da pecuária e de culturas como fumo (29,8%), laranja (28,4%) e trigo (3,7%).
O resultado consolidou a relevância do agronegócio para o crescimento econômico do país e sua contribuição para a geração de renda.
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Baixar áudioO Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta terça-feira (3), o valor oficial do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025, que foi de R$ 12,7 trilhões. O resultado mostrou crescimento de 2,3% em relação a 2024, com crescimentos de 11,7% da Agropecuária, de 1,8% dos Serviços e de 1,4% da Indústria.
O PIB per capita — equivalente ao valor produzido por cada um dos habitantes do país, em média — avançou 1,9% ante 2024, batendo os R$ 59.687,49 em valores correntes.
Na comparação trimestral, na série com ajuste sazonal, o PIB cresceu 0,1% frente ao terceiro trimestre de 2025, com altas de 0,8% nos Serviços e de 0,5% na Agropecuária e baixa de 0,7% na Indústria.
A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,4% em 2025, ante 14,1% em 2024.
O crescimento de 2,3% do PIB em 2025 está diretamente ligado ao avanço de 11,7% da Agropecuária, resultado do crescimento da produção e da produtividade na Agricultura. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), várias culturas registraram crescimento da produção no ano, com destaque para milho e soja, que cresceram 23,6% e 14,6% respectivamente e alcançaram produções recordes na série histórica.
O avanço dos Serviços acompanhou todas as atividades do setor: Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), Transporte, armazenagem e correio (2,1%), Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
Já na Indústria, as Indústrias Extrativas destacaram-se positivamente, crescendo 8,6%, devido ao crescimento da extração de petróleo e gás natural. A Construção cresceu 0,5%, justificada pela alta da massa salarial real na atividade. Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos apresentou variação negativa de 0,4%, influenciada pela piora relativa das bandeiras tarifárias em relação a 2024, enquanto as Indústrias de Transformação registraram variação negativa de 0,2%.
O resultado oficial do PIB de 2025 veio maior do que o esperado pelo governo federal, que, segundo estimativa do Ministério da Fazenda, calculava um avanço de 2,2% no ano. Contudo, o indicador frustrou previsões mais otimistas, como as alinhadas ao Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de dezembro de 2025 — tido como a prévia do PIB —, divulgado pelo Banco Central em fevereiro. O índice do BC havia previsto crescimento de 2,5% para o PIB em 2025. Vale ressaltar que as metodologias de cálculo dos dois indicadores são diferentes, uma vez que o PIB do IBGE leva em conta a demanda, diferente do IBC-Br.
Com informações do IBGE.
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Baixar áudioApesar de contarem com valores expressivos provenientes dos royalties do petróleo, alguns municípios brasileiros ainda não oferecem um padrão de vida considerado adequado à população. A conclusão resulta do cruzamento de dados da pesquisa Petróleo e Condições de Vida, elaborada pela organização Agenda Pública, com informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre compensações financeiras relativas aos royalties.
O levantamento da Agenda Pública identificou os 51 municípios que mais recebem recursos do petróleo e avaliou o desempenho das cidades em oito áreas: educação, saúde, infraestrutura, proteção social, gestão, meio ambiente, finanças públicas e crescimento econômico. De acordo com o estudo, nenhuma delas atingiu nível alto de qualidade de vida.
Maricá (RJ), por exemplo, somou 0,587 pontos no Índice de Condições de Vida (ICV), classificação considerada baixa. No entanto, conforme dados da ANP, o município recebeu R$ 2,6 bilhões em royalties do petróleo em 2024.
O município de Macaé (RJ) apresenta situação semelhante. A cidade recebeu R$ 1,4 bilhão no mesmo ano e aparece com nível médio de qualidade de vida, registrando 0,602 pontos (7º lugar no ranking).
Em Campos dos Goytacazes (RJ), o cenário também é preocupante. O município arrecadou R$ 667 milhões em 2024, mas ocupa a 43ª posição no ranking da Agenda Pública, enquadrado na faixa de qualidade de vida muito baixa.
Nenhum dos líderes atinge notas mais altas
Classificação da qualidade de vida
| Ranking royalties | Município | UF | Em R$ milhões* | Ranking qualidade de vida | Nota |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Maricá | RJ |
2.692,6
|
11º | 0,587 |
| 2º | Saquarema | RJ |
2.012,5
|
16º | 0,556 |
| 3º | Macaé | RJ |
1.402,2
|
7º | 0,602 |
| 4º | Niterói | RJ |
964,8
|
8º | 0,596 |
| 5º | Campos dos Goytacazes | RJ |
667,4
|
43º | 0,455 |
| 6º | Arraial do Cabo | RJ |
546,8
|
31º | 0,514 |
| 7º | Araruama | RJ |
525,5
|
38º | 0,486 |
| 8º | Cabo Frio | RJ |
374,5
|
34º | 0,500 |
| 9º | São Sebastião | RJ |
341,1
|
14º | 0,562 |
| 10º | Rio de Janeiro | RJ |
314,5
|
12º | 0,581 |
A tabela do estudo mostra que, mesmo entre as cidades bilionárias, o desempenho ficou aquém do esperado. Embora nenhum dos 51 municípios tenha alcançado nível alto ou muito alto, 38 deles ficaram acima da média nacional, o que indica alguma contribuição relativa dessas receitas para as condições locais.
Clique aqui para acessar o estudo na íntegra
Esta é a segunda edição do estudo, que ampliou a base de comparação de 20 para 51 municípios. A nova publicação também expandiu de seis para oito as dimensões sociais avaliadas em relação à primeira versão, divulgada em 2023.
O estudo utiliza o Índice de Condições de Vida (ICV), que analisa os municípios com base em um conjunto de variáveis, que refletem tanto a oferta quanto a qualidade dos serviços públicos.
O índice final é calculado pela média das oito dimensões. A nota varia de 0 a 1: quanto mais próxima de 0, pior a qualidade de vida; quanto mais próxima de 1, melhor o desempenho. As cidades são classificadas em cinco faixas, que vão de muito baixa a muito alta condição de vida.
Em 2024, municípios como Maricá, Macaé, Niterói, Saquarema e Campos dos Goytacazes receberam, juntos, R$ 10,6 bilhões em royalties e participações especiais provenientes de campos de grande produtividade. O montante corresponde a 59% dos R$ 18 bilhões transferidos a todos os municípios do estado do Rio de Janeiro.
Somados, o estado do Rio de Janeiro e seus municípios receberam R$ 44 bilhões — o equivalente a 75% da renda do petróleo distribuída em todo o país. Os dados constam em estudo publicado em 2025 pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).
A concentração de recursos em poucos municípios tem mobilizado entidades representativas dos entes locais, como a Confederação Nacional de Municípios (CNM). A entidade lidera uma campanha em defesa da revisão dos critérios de distribuição dos royalties, tema que é objeto de ação no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2012.
Em fevereiro, a CNM participou de reunião no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol), no STF, para tratar da tramitação da ação que discute os royalties do petróleo. Na ocasião, representantes da entidade apresentaram as necessidades e expectativas dos municípios no processo.
Em nota ao Brasil 61, a CNM afirmou que seu posicionamento é pela busca de um consenso federativo e pela constitucionalidade da Lei nº 12.734/2012, resultado de amplo debate do movimento municipalista no Congresso Nacional.
Durante a reunião no Nusol, foi sugerida a construção de convergência quanto à modulação dos efeitos da norma, especialmente em relação aos municípios confrontantes e não confrontantes. A expectativa da entidade é que esse consenso seja alcançado em novas reuniões.
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O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, avalia que a forte concentração dessa receita nos cofres de poucos municípios configura uma das maiores distorções do federalismo fiscal brasileiro. Segundo ele, é necessário considerar que os royalties decorrem da extração de petróleo em alto-mar, e não diretamente do território desses entes locais.
“É bom lembrar que, constitucionalmente, os recursos naturais da plataforma continental, como o petróleo, pertencem à União, não havendo qualquer razão para que se indenizem os municípios ditos produtores, muito menos com base em um critério de confrontação geográfica desses municípios com campos de petróleo localizados em alto-mar”, destaca.
A CNM também informou que auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2025 identificou inconsistências na legislação vigente, apontando fragilidades no sistema de distribuição.
A discussão envolve a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.916 e processos conexos (ADIs nº 4.917, 4.918, 4.920, 5.038 e 5.621), que tratam das alterações nas regras de distribuição de royalties e participações especiais devidas a estados e municípios. As ações foram encaminhadas ao Nusol pela ministra relatora Cármen Lúcia em 2023.
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Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em forte alta de 1,92% frente ao real, cotado a R$ 5,26, após atingir a máxima intradia de R$ 5,34. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando alta de 0,62%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela continuidade das tensões geopolíticas relacionadas aos conflitos militares envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel. O dólar, por ser considerado um dos principais ativos de proteção a risco, ganhou força ante as principais moedas globais e emergentes dado o clima de cautela.
Após o ataque conjunto entre os EUA e Israel contra o Irã, no último sábado (28), quando se confirmou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o petróleo no mundo, o petróleo Brent acumulou valorização de mais de 15% nos últimos dois pregões.
Nesta terça (3), o presidente Donald Trump disse que a ordem para que as tropas estadunidenses se unissem ao ataque de Israel contra o Irã foi dada por ele acreditar que o país persa viria a atacar os EUA em breve. Trump afirmou, durante uma reunião com o chanceler alemão, que “sentia fortemente” que os iranianos atacariam primeiro, caso a iniciativa não viesse de Washington.
Segundo analistas do setor, a escalada nas tensões geopolíticas globais e o risco de interrupção no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz reacenderam temores inflacionários globais e aumentaram a aversão ao risco dos investidores. Eles reforçam que a alta expressiva do petróleo e o salto da volatilidade aumentam a busca por ativos de proteção, o que leva à redução de posições em ativos de risco e ao fortalecimento do dólar, considerado um dos principais ativos de proteção.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 1,27%, cotado a R$ 6,12.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1896 | 0,1634 | 0,1421 | 29,8758 | 0,1481 | 0,2591 | 0,2694 |
| USD | 5,2740 | 1 | 0,8606 | 0,7482 | 157,58 | 0,7812 | 1,3664 | 1,4192 |
| EUR | 6,1228 | 1,1620 | 1 | 0,8693 | 183,10 | 0,9077 | 1,5878 | 1,6492 |
| GBP | 7,0420 | 1,3367 | 1,1502 | 1 | 210,61 | 1,0441 | 1,8263 | 1,8969 |
| JPY | 3,34719 | 0,634598 | 0,54615 | 0,474800 | 1 | 0,4957 | 0,86718 | 0,90070 |
| CHF | 6,7518 | 1,2801 | 1,1016 | 0,9578 | 201,71 | 1 | 1,7492 | 1,8169 |
| CAD | 3,8599 | 0,7318 | 0,6298 | 0,5476 | 115,33 | 0,5717 | 1 | 1,0387 |
| AUD | 3,7109 | 0,7046 | 0,6064 | 0,5272 | 111,03 | 0,5504 | 0,9628 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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Baixar áudioO Ibovespa voltou a fechar o pregão em queda vertiginosa de 3,28%, aos 183.104 pontos. O desempenho do índice foi influenciado pela escalada dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pela disparada do preço do petróleo nas últimas duas sessões.
Após o ataque conjunto entre os EUA e Israel contra o Irã, no último sábado (28), quando se confirmou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o petróleo no mundo, o petróleo Brent acumulou valorização de mais de 15% nos últimos dois pregões.
Nesta terça (3), o presidente Donald Trump disse que a ordem para que as tropas estadunidenses se unissem ao ataque de Israel contra o Irã foi dada por ele acreditar que o país persa viria a atacar os EUA em breve. Trump afirmou, durante uma reunião com o chanceler alemão, que “sentia fortemente” que os iranianos atacariam primeiro, caso a iniciativa não viesse de Washington.
No cenário doméstico, com a escalada dos conflitos e o aumento dos preços do petróleo, o mercado brasileiro passou a esperar por um corte de 0,25% na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). As expectativas, desde janeiro, eram de um corte de 0,50% para a próxima reunião.
Também em segundo plano, investidores repercutiram a divulgação do resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em linha com o esperado. O resultado mostrou um crescimento de 2,3% no ano, alcançando o valor total de R$ 12,3 trilhões.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Recrusul SA Pfd (RCSL4): +29,73%
CIABRASF Cia Brasileira de Servicos Financeiros SA (ADMF3): +11,20%
Ações em queda no Ibovespa
Companhia Brasileira de Distribuicao (PCAR3): -17,78%
Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos SA (ONCO3): -16,34%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 46.824.069.044, em meio a 5.907.441 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoEstudo da CNI estima alta de até 7% na folha de pagamentos e mostra estados mais afetados
Baixar áudioA proposta de reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas — prevista na PEC 148/2015, em tramitação no Senado — pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país. O valor representa um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos das empresas, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Entre os estados, São Paulo lidera em impacto absoluto. A estimativa é de aumento de R$ 95,83 bilhões nos custos para que as empresas paulistas mantenham o atual nível de produção, considerando o pagamento de horas extras para compensar a redução da jornada.
Na sequência aparecem:
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o debate deve ser conduzido com cautela. Segundo ele, o impacto não será igual entre as regiões.
“O Brasil tem realidades produtivas diferentes, o que faz com que o aumento de custos seja ainda mais relevante em alguns lugares em relação a outros, menos intensivos de mão de obra, com reflexos negativos sobre a competitividade e a organização do trabalho”, diz.
Para avaliar os efeitos da proposta, a CNI projetou dois cenários:
Segundo o estudo da CNI, se a jornada semanal for reduzida de 44 para 40 horas sem corte proporcional nos salários, o valor da hora trabalhada aumentará automaticamente em cerca de 10%, já que o trabalhador passará a receber o mesmo salário por menos horas de trabalho.
Além disso, se as horas reduzidas não forem compensadas com pagamento de horas extras ou contratação de novos funcionários, haverá diminuição no total de horas trabalhadas na economia, o que pode levar à queda na produção de bens e serviços e, consequentemente, a um recuo da atividade econômica.
Independentemente da estratégia adotada pelas empresas, a compensação integral das horas seria difícil de implementar. O estudo classifica a recomposição como “economicamente improvável e operacionalmente inviável em grande parte dos segmentos industriais”, incluindo indústria extrativa, indústria de transformação, construção e serviços industriais de utilidade pública, como eletricidade, gás e água.
“Estamos falando de um aumento de custos muito expressivo. Quando o custo do trabalho sobe dessa forma, o impacto não fica restrito a um setor ou a uma região. Ele se espalha ao longo das cadeias produtivas, encarece insumos, pressiona preços e afeta a competitividade do país”, alerta Alban.
Um dos objetivos da PEC é aumentar a produtividade. Para o economista Sillas Souza, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), porém, o efeito pode ser o oposto. Segundo ele, parte dos trabalhadores pode buscar um segundo emprego para compensar a renda, ampliando a jornada total semanal.
“Primeiro: para os que conseguirem [outro emprego], teremos o efeito oposto da proposta, pois ao invés de 36 horas semanais, serão agora 72. Menos ócio, portanto, equivalerá a uma menor produtividade. Segundo: mais gente ofertando emprego quer dizer mais concorrência pelas vagas, o que motivará os empresários a diminuírem os salários médios. Temos uma situação potencial na qual muita gente trabalhará o dobro para ganhar um pouco mais do que ganhava antes”, explica.
Para a CNI, as projeções buscam contribuir para o debate sobre a proposta ao indicar possíveis efeitos econômicos, produtivos e regionais da mudança na jornada de trabalho. A entidade defende que uma análise técnica dos impactos é fundamental para orientar eventuais alterações na legislação trabalhista, considerando a diversidade da estrutura produtiva brasileira.
VEJA MAIS:
Copiar o textoOs valores serão creditados em conta Poupança CAIXA Tem e podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem
Baixar áudioA CAIXA paga nesta terça-feira, 03 de março, parcela de R$ 1000 aos estudantes do 3º ano do Ensino Médio aprovados em 2025, nascidos nos meses de julho e agosto. Também serão pagos os R$ 200 aos estudantes concluintes que realizaram os dois dias de prova do Enem.
Os valores serão creditados em conta Poupança CAIXA Tem e podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode fazer transferências, PIX e pagar contas, direto no aplicativo do celular.
Além disso, o aluno pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
Estudantes do 1ª e 2º ano do Ensino Médio aprovados em 2025 também recebem o crédito da parcela de R$ 1000 em conta e o valor permanece bloqueado até a conclusão do Ensino Médio.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes da rede pública matriculados no Ensino Médio Regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos.
Para mais informações sobre os pagamentos do Pé-de-Meia, acesse: www.caixa.gov.br.
O Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional do Governo Federal para estudantes do ensino médio público inscritos no CadÚnico. Ele funciona como uma poupança para manter a frequência e estimular a conclusão do ensino médio, reduzindo desigualdades e promovendo inclusão e mobilidade social.
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Baixar áudioO dólar comercial fechou o último pregão em alta e foi negociado a R$ 5,18. A moeda norte-americana registrou valorização de 0,62% ao longo do dia.
O avanço do dólar frente ao real acompanhou o movimento da moeda norte-americana no exterior, em um cenário de maior aversão ao risco. A escalada das tensões no Oriente Médio, após ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, aumentou a procura por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
O conflito também provocou forte volatilidade nos mercados internacionais, com reflexos nos preços do petróleo e pressão sobre moedas de países emergentes. Apesar da pressão ao longo do pregão, exportadores e investidores aproveitaram o patamar mais elevado da moeda para vender dólares e realizar lucros.
De acordo com especialistas, o cenário externo continua sendo o principal fator de influência sobre o câmbio brasileiro, especialmente diante de incertezas geopolíticas e do comportamento da economia norte-americana. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos frente a uma cesta de seis divisas, também avançou, reforçando o movimento global de valorização.
Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$ 6,05.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1930 | 0,1652 | 0,1441 | 30,3638 | 0,1504 | 0,2637 | 0,2725 |
| USD | 5,1755 | 1 | 0,8552 | 0,7458 | 157,33 | 0,7793 | 1,3667 | 1,4103 |
| EUR | 6,0509 | 1,1694 | 1 | 0,8722 | 183,99 | 0,9113 | 1,5982 | 1,6492 |
| GBP | 6,9362 | 1,3409 | 1,1467 | 1 | 210,98 | 1,0450 | 1,8325 | 1,8911 |
| JPY | 3,29330 | 0,635547 | 0,54348 | 0,473956 | 1 | 0,4953 | 0,86854 | 0,89634 |
| CHF | 6,6496 | 1,2832 | 1,0973 | 0,9569 | 201,90 | 1 | 1,7537 | 1,8097 |
| CAD | 3,7916 | 0,7317 | 0,6257 | 0,5457 | 115,13 | 0,5702 | 1 | 1,0320 |
| AUD | 3,6701 | 0,7091 | 0,6063 | 0,5288 | 111,57 | 0,5526 | 0,9690 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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