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LOC.: O aumento do ICMS sobre os combustíveis já pode ser sentido pelos consumidores. No Distrito Federal, o litro da gasolina ficou, em média, até 10 centavos mais caro desde o início do ano.
A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes no Distrito Federal, o Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, que também é proprietário de uma rede de postos.
Segundo ele, o aumento já é perceptível desde o dia 2 de janeiro.
TEC./SONORA: Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF
“Por onde eu andei, eu percebi [o aumento] no preço de placa. Nós [enquanto sindicato] não fazemos pesquisa, não coletamos dados. Por força de lei, não podemos ter acesso aos preços dos revendedores.”
LOC.: O reajuste observado em Brasília está alinhado à atualização da alíquota do ICMS sobre a gasolina, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária. A partir de 1º de janeiro de 2026, o valor do imposto passou de 1 real e 47 centavos para 1 e 57 por litro.
Apesar do aumento percebido pelo presidente do Sindicombustíveis-DF, o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, aponta uma queda de 1 centavo no preço da gasolina, em Brasília, na semana de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026, em comparação com o período anterior.
De acordo com Paulo Tavares, o resultado reflete uma média semanal que ainda inclui os últimos dias de dezembro, período de baixa demanda.
TEC./SONORA: Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF
“Dezembro é mês de férias, com pouco consumo e vendas. Às vezes tem revendedor que abaixa o preço para aumentar volume [de vendas], desovar estoque, cumprir compromissos, pagar folha de pagamento e o 13º salário. Isso sempre acontece no período de férias. Brasília está vazia, todo mundo viajando.”
LOC.: O presidente do Sindicombustíveis-DF ressalta ainda que o repasse do aumento do ICMS começou efetivamente a partir do dia 2 de janeiro. Portanto, o aumento só deve aparecer na pesquisa da ANP a partir da segunda quinzena de janeiro.
Reportagem, Paloma Custódio