15/09/2021 03:00h

Segundo instituição, há necessidade de doações de sangue de todas as tipagens, principalmente do tipo sanguíneo “O negativo”, que está em maior escassez

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Os estoques de sangue do Hemocentro Regional de Nova Friburgo estão abaixo do volume necessário. De acordo com a instituição, há necessidade de doações de sangue de todas as tipagens, principalmente do tipo sanguíneo “O negativo”, que está em maior escassez no momento. 

Segundo o hemocentro, os baixos níveis de estoques do banco de sangue são atribuídos à pandemia da Covid-19 e, também, à chegada do inverno, época do ano em que normalmente são realizadas menos doações. 

Em 2019, foram coletadas 2.718 bolsas de sangue no hemocentro e, em 2020, foram 2.810. Neste ano, com o avanço da vacinação contra o novo coronavírus, mais de 1.700 doadores passaram pela a unidade do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), localizada em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. 

De acordo com o hemocentro, a maior dificuldade enfrentada pela instituição é manter os estoques abastecidos através de doações regulares. Segundo dados do Hemorio, apenas 1,54% da população do estado é doadora de sangue. 

O diretor-geral do Hemorio, Luiz Amorim, lembra que o sangue é insubstituível para a vida humana. Ele ajuda pacientes que sofrem de doenças graves, como a leucemia e anemia falciforme, por exemplo. Além de servir de apoio para procedimentos médicos e cirúrgicos. 

Hoje, a demanda de sangue é muito maior no Rio de Janeiro por causa da pandemia, já que muitos pacientes, com complicações da Covid-19, necessitam de transfusão sanguínea. Amorim faz um apelo para que os cidadãos fluminenses e cariocas doem sangue e ajudem a salvar vidas.
 
“Essa pandemia causou um impacto muito grande no serviço de hemoterapia do Brasil e do Rio de Janeiro. Os hospitais hoje estão muito cheios não só com pacientes com Covid-19, mas com outras doenças. Além de cirurgias, traumas e acidentes. Então, tudo isso aumenta a necessidade de sangue e faz com que precisemos, como nunca, da solidariedade do povo carioca e fluminense”, pediu Amorim. 

Exemplo

A analista de planejamento Alessandra da Silva Amaral, 30 anos, mora no bairro Suruí, em Magé, região metropolitana do Rio de Janeiro, e doa sangue regularmente. Sua história como doadora voluntária começou há pouco mais de um ano.

“Eu sempre tive vontade, mas eu não tinha peso suficiente. Então, era uma coisa que eu tinha como meta de vida e disse assim que eu atingisse o peso eu doaria”, disse.

O desejo de fazer o gesto de solidariedade surgiu em Alessandra anos atrás, quando seu pai sofreu um acidente e precisou de transfusão sanguínea. Na época, ela conta que teve dificuldade em encontrar um doador.

“Meu pai sofreu um acidente e precisou de uma transfusão. Na época, a família tinha que levar duas pessoas para poder doar. E eu lembro que foi muito difícil, pois as pessoas ainda tinham medo de doar”, contou a doadora. 

Hoje, ela vai ao hemocentro a cada três meses para fazer sua doação. Para quem ainda não aderiu ao ato de cidadania, Alessandra deixa um importante recado. “É um processo tão simples e tão rápido para gente que vai doar leva só alguns minutos, mas para quem recebe é uma vida inteira pela frente”, disse a analista.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

Onde doar sangue no Rio de Janeiro

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, na cidade do Rio de Janeiro, um dos quatro hemocentros regionais instalados em Nova Friburgo, Campos dos Goytacazes, Vassouras e Niterói. 

O Hemocentro Regional de Nova Friburgo atende, sobretudo, 13 municípios da região serrana do estado. Entre eles, estão Petrópolis, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto. O endereço da unidade é Rua General Osório, número 324, no centro de Nova Friburgo. Mais informações pelo número (22) 2523-9000.

Quem mora nas cidades de Engenheiro Paulo, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi e Paty do Alferes, pode procurar o hemocentro de Vassouras. Ele fica na Rua Vicente Celestino, número 201, bairro Madruga. O número para contato é o (24) 2471-8141. 

O hemocentro de Cabo Frio, na baixada litorânea, está mais próximo de seis municípios, como Arraial do Cabo, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e Saquarema. A unidade está situada na Rua Barão do Rio Branco, número 88, bairro Passagem. O telefone para contato é o (22) 2644-5076.

Já o hemocentro regional de Niterói atende, sobretudo, 15 municípios da região metropolitana da capital carioca. Entre eles, estão: Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Queimados. A unidade está localizada na Rua Marquês do Paraná, número 330, centro. O telefone para contato é o (21) 2629-9063.

A unidade regional de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, atende as cidades de Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. O hemocentro fica na Rua Rocha Leão, 2, bairro Caju, telefone (22) 2737-2500.
Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemorio.rj.gov.br

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14/09/2021 17:00h

Doações de sangue na Paraíba caíram 13% em 2020. Mas, nos primeiros dias do início da pandemia do novo coronavírus, a queda nas doações chegou a 70%. Os estoques do banco de sangue estão abaixo do ideal. O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, convoca a população para aderir o gesto de solidariedade

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Com estoques em alerta, o Hemocentro Regional de Campina Grande faz um apelo à população da região por novos doadores de sangue. A unidade integra a hemorrede da Paraíba, que sofreu uma queda de 13% no número de doações com a chegada da Covid-19.  

A microrregião de Campina Grande, no agreste paraibano, é composta por oito municípios, entre eles, Boa Vista, Fagundes, Lagoa Seca e Queimadas. A diretora geral do Hemocentro da Paraíba, Shirlene Dantas Gadelha, explica que o banco de sangue registrou uma queda de 70% nas doações no início da pandemia. 

Ela pede para que os paraibanos se mobilizem e compareçam em uma das nove unidades de coletas espalhadas pelo o estado e ajudem a salvar vidas.

“Eu quero fazer um convite para que você agende a sua doação pelo número 33344773. Nós estamos com nossos estoques críticos e só através de vocês conseguiremos fazer essa distribuição para os hospitais. Então, vamos participar dessa corrente do bem, dessa corrente solidária e agende a sua doação. Doe sangue e salve vidas!”, convoca a diretora do hemocentro.

Como estratégia para ampliar o número de doadores e evitar aglomerações, o Hemocentro da Paraíba implantou o sistema de agendamento de doação e está fazendo a coleta de sangue em condomínios residenciais. As doações podem ser agendadas através de agendamento pelo telefone (83) 3344-5475 ou diretamente no local no dia que a pessoa desejar. 

O médico e bombeiro Junior Paz tem 33 anos e mora no bairro Jardim Cidade Universitária, em João Pessoa. Ele começou a doar sangue aos 19 anos durante um curso de formação de soldados da Polícia Militar da Paraíba. De lá pra cá, a doação de sangue se tornou uma rotina na vida dele. 

“Nesses ambientes militares é muito frequente a solicitação de voluntários doadores por parte dos familiares. Desde então, pelo menos uma vez por ano, eu dou sangue e já se foram 19 ou 20 doações”, diz o médico.

De acordo com o Ministério da Saúde, em cada doação, o máximo de sangue retirado é de 450 ml. Uma única doação pode salvar até quatro vidas. Com suas contribuições, Junior conseguiu mudar o destino de 80 pessoas. 

“Doar sangue pra mim é um ato de solidariedade, humanidade e um privilégio. Com 30 minutos do seu dia você pode ajudar a salvar vidas de outras pessoas que estão em situações difíceis. Sem falar que em um algum momento a gente pode estar do outro lado necessitando de doações”

Junior Paz lembra sobre a importância da doação de sangue regular, principalmente nos meses de férias em que aumenta a demanda de transfusão sanguínea e diminui o número de doações. 

“Para quem não é doador, eu aconselho que faça a doação e que seja voluntário, principalmente nesses períodos de início de ano, carnaval, férias, e final de ano  que são períodos que aumenta a demanda por bolsas de sangue e diminui o número de doadores. A sensação de poder salvar uma vida é uma sensação indescritível.”

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa”.

Onde doar sangue na Paraíba

O hemocentro regional de Campina Grande, no agreste paraibano, atende, sobretudo, oito municípios. Entre eles, estão: Esperança, Umbuzeiro, Guarabira, Curimataú Oriental e Ocidental. A unidade está localizada na Rua Eutécio Vital Ribeiro, sem número, Bairro Catolé. O telefone para contato é o (83) 3344-5475. 

Além do hemocentro regional, os voluntários à doação de sangue e medula óssea de outras regiões da Paraíba podem procurar as hemonúcleos, unidades de coleta e transfusão que ficam nos municípios de Patos, Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha, Piancó, Itaporanga e Guarabira. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemocentro.saude.pb.gov.br.

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14/09/2021 03:00h

De acordo com o órgão, as doações caíram 10% no país com a chegada da Covid-19

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Uma das áreas da saúde que mais têm sofrido com a pandemia é a de doação de sangue e medula. De acordo com o Ministério da Saúde, as coletas de sangue caíram 10% no país com a chegada da Covid-19. Em relação à medula óssea, a redução na procura para se tornar um voluntário à doação foi em torno de 30%, segundo o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

A médica hematologista do Hospital Anchieta de Brasília, Marina Aguiar, explica que a doação de sangue e de medula  óssea é um gesto de solidariedade que pode salvar milhares de vidas. O sangue pode tratar terapeuticamente pacientes com patologias crônicas. Já o transplante de medula, pode significar a cura para essas pessoas. 

“A doação de sangue é um ato solidário e voluntário, que depende da iniciativa de cada cidadão e o retorno é o entendimento de que só nós somos a única fonte desse produto”, disse a especialista. 

Segundo a hematologista, são várias as situações em que uma pessoa pode precisar de transfusão sanguínea. Entre elas, as mais comuns são para tratar pacientes com doenças graves, como, por exemplo, anemias e câncer; cirurgias de emergência, acidentes ou partos que causam hemorragias e, também, pacientes com complicações do coronavírus. 

Ela ainda reforça que a cada doação são retiradas 450 ml de sangue do doador, que pode ajudar até quatro pessoas. Esse volume é reposto naturalmente pelo próprio organismo em até 72 horas. De acordo com a médica, o ato de doar também traz diversos benefícios para a saúde do doador, que vai desde a redução de risco de doenças cardíacas até a prevenção de alguns tipos de câncer.

“Além disso, doar sangue é um ato seguro porque todos os materiais usados no procedimento são descartáveis e, por isso, não há risco nenhum de contaminação e a sua saúde. Com tão pouco, você pode ajudar outras pessoas que estão necessitando do seu tipo sanguíneo”, esclarece Marina Aguiar. 

Gesto de solidariedade

O gesto de solidariedade ajudou a salvar a vida do vendedor Ricardo Botelho, 39 anos, que mora no município de Valparaíso de Goiás, no entorno do Distrito Federal. Em 2014, ele foi diagnosticado com uma úlcera silenciosa e precisou de transfusão de sangue após passar mal no trabalho e ser hospitalizado. 

“Eu estava trabalhando e comecei sentir uma tontura que foi aumentando até que eu desmaiei, quando eu acordei já estava na UTI com hemorragia digestiva por causa de uma úlcera silenciosa que, até o momento, não tinha sentido nenhum tipo de sintomas”, contou. 

O vendedor ficou 15 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Maria Auxiliadora, que fica no Gama, cidade distante 40km de Brasília, e precisou receber 32 bolsas de sangue para conseguir controlar a hemorragia. Ricardo tem o tipo sanguíneo “O negativo”, considerado raro, pois pode doar para qualquer pessoa, mas só pode receber de pessoas com o mesmo tipo de sangue. 

Por isso, precisou contar com a ajuda da família, amigos e até desconhecidos. “Na época, foi feito uma campanha muito bonita e até soldados do exército foram doar sangue para mim”, contou o vendedor. 

Atualmente, como forma de gratidão a solidariedade que tiveram com ele, Ricardo faz doações de sangue regularmente, no Hemocentro de Brasília. Na pele, ele eternizou uma homenagem para o ato solidário e de amor ao próximo que o salvou e salva milhares de outras vidas diariamente. 

“Hoje, eu tenho uma tatuagem em homenagem a doação de sangue e faço campanhas com os amigos. Sempre que alguém está precisando de sangue, estou indo fazer minhas doações, pois doar sangue é doar vida”, refletiu, emocionado, o vendedor. 

Braço solidário

O aposentado Pedro Mariusso mora no bairro Parque Laranjais, em Campo Grande, capital sul-mato-grossense. Ele é doador de sangue regular há 50 anos, na Rede Hemosul. Ao longo das últimas cinco décadas, fez mais de 200 doações e conseguiu ajudar mais de 800 pessoas. Neste ano, Pedro completou 70 anos, idade máxima para doação de sangue, de acordo com o Ministério da Saúde, e se despede do Hemosul. Mas continua incentivando outras pessoas a se tornarem doadores regulares.

“Não é só um médico que salva a vida de uma pessoa. Se o médico não tiver a colaboração de um doador para curar uma pessoa, ele não vai conseguir. Então, eu gostaria de dizer para as pessoas que tem condições de doar e ainda não fizeram, procure um hemocentro e faça esse ato nobre, digno e abençoado por Deus que é a doação de sangue”, incentiva o aposentado.

Luis Fernando Copas, de 57 anos, e a sua filha, Fernanda Portes, de 26, também são doadores regulares no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar). Pai e filha doam sangue e plaquetas no Hemepar da capital paranaense. 

Luis é empresário do ramo financeiro e mora no bairro Alto, na Grande Curitiba. Ele doa sangue quatro vezes ao ano desde os anos 2000. Em 2012, também se tornou doador regular de plaquetas e doa, em média, 24 vezes ao ano. 

“A gente tem que pensar no bem do próximo. Quando vou doar minhas plaquetas, fico no Hemepar cerca de duas horas. Já quem vai doar sangue fica por lá, em média, 30 minutos. Pouco tempo, né? Imagina esse tempo para quem está recebendo essa doação. Está ganhando tempo de vida!”, pondera Luis Fernando. 

Fernanda também é empresária e mora em Bacacheri, em Curitiba. Ela se tornou doadora aos 22 anos, por influência do pai. Hoje, faz doações de plaquetas a cada três semanas. 

“Eu digo que meu maior exemplo é meu pai, que ele é [um doador] fiel. Muita gente imagina que a doação de sangue e plaquetas é algo dolorido. Mas, na verdade, com uma picadinha, você ajuda muita gente”, disse a empresária. 

Pai e filha doando sangue

Onde doar sangue 

Interessados em doar sangue e se cadastrar para ser voluntário para doação de medula óssea podem procurar um hemocentro ou alguma unidade de coleta mais próxima da sua cidade. Para saber mais informações sobre endereços e telefones dos hemocentros, veja o mapa interativo abaixo. 

Critérios para doação de sangue 

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade. Para os menores de idade é preciso apresentar autorização dos responsáveis e os idosos entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem feito antes dos 60.

Além disso, é essencial pesar no mínimo 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O doador pode doar até quatro vezes ao ano se for do sexo masculino e três vezes se for do sexo feminino. A doação é voluntária e pode beneficiar milhares de pessoas, independente do parentesco. De acordo com o Ministério da Saúde, são realizadas três milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca a importância da doação regular.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.”

Doar sangue regularmente é totalmente seguro e não apresenta nenhum risco à saúde. De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o organismo repõe o volume de sangue doado um dia após a doação e não há nenhum risco de contaminação, pois todos os materiais utilizados para doação de sangue são descartáveis e de uso único. O volume coletado não ultrapassa nem 15% da quantidade total que o doador possui e depois de 24 horas a quantidade é reposta naturalmente.

Os hemocentros têm seguido todas as orientações de contenção da Covid-19. As doações estão sendo realizadas através de agendamento prévio pela internet ou telefone para evitar aglomerações. Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. 

Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Após a vacinação contra Covid-19, é preciso aguardar um determinado período para poder doar sangue, de acordo com o tipo de vacina. No caso da Coronavac, a inaptidão para doação é de 48 horas e para outras vacinas é de sete dias. No caso da vacina contra a gripe, a espera para doação é de 48 horas após a vacinação.

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14/09/2021 03:00h

Segundo o Hemorio, os estoques do Hemorio estão 20% abaixo do ideal. Banco de sangue pede ajuda da população

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O Hemocentro Regional de Niterói (Hemonit) faz um apelo à população dos municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro por novos doadores de sangue. A unidade integra o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), que registrou queda de cerca de 4,4% nas doações em 2020. 

A microrregião da cidade do Rio de Janeiro é composta por 16 municípios. Entre eles, estão Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Nova Iguaçu. De acordo com o diretor geral do Hemorio, Luiz Amorim, o estoque total da hemorrede está 20% abaixo do nível seguro.  Ele intensifica o pedido por mais candidatos a esse gesto de solidariedade.

“Essa pandemia causou um impacto muito grande no serviço de hemoterapia do Brasil e do Rio de Janeiro. Os hospitais hoje estão muito cheios não só com pacientes com Covid-19, mas com outras doenças. Além de cirurgias, traumas e acidentes. Então, tudo isso aumenta a necessidade de sangue e faz com que precisemos, como nunca, da solidariedade do povo carioca e fluminense”, pediu o diretor.

Como estratégia para ampliar o número de doadores e evitar aglomerações, o hemocentro de Niterói está agendando o horário de atendimento. O agendamento da doação pode ser realizado no Hemonit através do telefone 2629-9063 ou ainda diretamente no Hospital Universitário Antônio Pedro, localizado na Rua Marquês do Paraná, número 303, térreo. Os novos horários para doação de sangue são às quartas, quintas e sextas-feiras, das 7h30 às 12h30.

A analista de planejamento Alessandra da Silva Amaral, 30 anos, mora no bairro Suruí, em Magé, região metropolitana do Rio de Janeiro, e doa sangue regularmente. Sua história como doadora voluntária começou há pouco mais de um ano.

“Eu sempre tive vontade, mas eu não tinha peso suficiente. Então, era uma coisa que eu tinha como meta de vida e disse assim que eu atingisse o peso eu doaria”, disse.

O desejo de fazer o gesto de solidariedade surgiu em Alessandra anos atrás, quando seu pai sofreu um acidente e precisou de transfusão sanguínea. Na época, ela conta que teve dificuldade em encontrar um doador.

“Meu pai sofreu um acidente e precisou de uma transfusão. Na época, a família tinha que levar duas pessoas para poder doar. E eu lembro que foi muito difícil, pois as pessoas ainda tinham medo de doar”, contou a doadora. 

Hoje, ela vai ao hemocentro a cada três meses para fazer sua doação. Para quem ainda não aderiu ao ato de cidadania, Alessandra deixa um importante recado. “É um processo tão simples e tão rápido. Pra gente que vai doar leva só alguns minutos, mas para quem recebe é uma vida inteira pela frente”, disse a analista.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

 

Onde doar sangue no Rio de Janeiro

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, na cidade do Rio de Janeiro, um dos quatro hemocentros regionais instalados em Nova Friburgo, Campos dos Goytacazes, Vassouras e Niterói. A rede ainda conta com 26 hemonúcleos e três unidades de coleta. 

O hemocentro regional de Niterói atende, sobretudo, 15 municípios da região metropolitana da capital carioca. Entre eles, estão: Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Queimados. A unidade está localizada na Rua Marquês do Paraná, número 330, centro. O telefone para contato é o (21) 2629-9063.

Quem mora nas cidades de Engenheiro Paulo, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi e Paty do Alferes, pode procurar o hemocentro de Vassouras. Ele fica na Rua Vicente Celestino, número 201, bairro Madruga. O número para contato é o (24) 2471-8141. 

Já o hemocentro de Cabo Frio, na baixada litorânea, está mais próximo de seis municípios, como Arraial do Cabo, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e Saquarema. A unidade está situada na Rua Barão do Rio Branco, número 88, bairro Passagem. O telefone para contato é o (22) 2644-5076.

A unidade regional de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, atende as cidades de Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. O hemocentro fica na Rua Rocha Leão, 2, bairro Caju, telefone (22) 2737-2500.

O Hemocentro Regional de Nova Friburgo atende, sobretudo, 13 municípios da região serrana do estado. Entre eles, estão Petrópolis, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto. O endereço da unidade é Rua General Osório, número 324, no centro de Nova Friburgo. Mais informações pelo número (22) 2523-9000.
Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemorio.rj.gov.br.
 

 

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03/09/2021 03:00h

De acordo com o hemocentro, os estoques do banco de sangue estão abaixo do nível ideal. Diretor da unidade pede ajuda à população

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Com as baixas temperaturas, as doações no Hemocentro de Londrina caíram. De acordo com a instituição, os estoques do banco de sangue estão em baixa e há necessidade de todas as tipagens, principalmente dos tipos sanguíneos do grupo O, que é considerado doador universal. 

“Agora, nesse mês de inverno piorou ainda mais a situação. Então, os estoques não estão bons e as tipagens sanguíneas mais críticas no momento são do tipo “O positivo” e “O negativo”, explica o diretor do hemocentro, Fausto Trigo. 

Ainda segundo o diretor, a unidade registrou uma queda de cerca de 10% no número de doações com a chegada da Covid-19. Antes da pandemia, o hemocentro contabilizava, em média, 1.300 bolsas de sangue por mês. Hoje, a média é de 1.150 mensais. 

Apesar de o quantitativo parecer pequeno, o déficit afeta diretamente o atendimento de milhares de pacientes. O Hemocentro de Londrina é responsável pela demanda transfusional de mais de 20 hospitais da região, como, por exemplo, o Hospital do Câncer e o Hospital Universitário.

O diretor da unidade lembra ainda que uma única doação pode salvar até quatro pessoas. Ele faz um apelo para que a população faça o gesto de solidariedade e ajude a salvar vidas. 

“Gostaria de pedir que a população possa doar cada vez mais. É muito importante que cada pessoa que vá doar incentive seus amigos e parentes mais próximos a também fazerem a doação e aumentando essa corrente do bem!”, convoca Fausto. 

Exemplo

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, alguns paranaenses não deixaram de fazer regularmente a sua doação de sangue. É o caso do empresário Luis Fernando Copas, de 57 anos, e a sua filha, a também empresária do setor fiananceiro, Fernanda Portes, de 26, que não deixaram de comparecer ao hemocentro e contribuir para o bem-estar de milhares de vidas. 

Luis é empresário do ramo financeiro e mora no bairro Alto, na Grande Curitiba. Ele doa sangue quatro vezes ao ano desde os anos 2000. Em 2012, também se tornou doador regular de plaquetas e doa, em média, 24 vezes ao ano. 

“A gente tem que pensar no bem do próximo. Quando vou doar minhas plaquetas fico no Hemepar cerca de duas horas. Já quem vai doar sangue fica por lá, em média, 30 minutos. Pouco tempo, né? Imagina esse tempo para quem está recebendo essa doação. Está ganhando tempo de vida!”

Fernanda também é empresária e mora em Bacacheri, em Curitiba. Aos 22, por influência do pai, ela se tornou doadora por influência do pai. Hoje, a empresária faz doações de plaquetas a cada três semanas. “Eu digo que meu maior exemplo é meu pai, que ele é [um doador] fiel. Muita gente imagina que a doação de sangue e plaquetas é algo dolorido. Mas, na verdade, com uma picadinha, você ajuda muita gente.” 

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

Onde doar sangue no Paraná 

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Curitiba, um dos quatro hemocentros regionais instalados em Londrina, Cascavel, Maringá e Guarapuava. 

O Hemocentro de Londrina, norte do Paraná, atende, sobretudo, os municípios de Cambé, Ibiporã, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana. A unidade fica na Rua Claudio Donizeti Cavalliere, número 156, Jardim Aruba. O telefone é o (43) 3371-2218. 

Quem mora em Marialva, Mandaguari, Paiçandu e Sarandi pode se dirigir até o hemocentro regional de Maringá, também no norte do estado. O endereço é Avenida Mandacaru, número 1600, e o telefone é o (44) 3011-9194. 
Já o hemocentro regional de Guarapuava, centro-sul paranaense, atende, sobretudo, 17 municípios. Entre eles, estão: Campina do Simão, Foz do Jordão,

Laranjeiras do Sul, Pinhão e Turvo. O endereço da unidade é Rua Afonso Botelho, número 134, bairro Trianon. O telefone é (42) 3622-2819.

E, por fim, a unidade de Cascavel, oeste do estado, fica mais próxima das cidades de Campo Bonito, Diamante do Sul, Ibema, Nova Aurora, Santa Lúcia e outros 12 municípios. O hemocentro está localizado na Rua Avaetés, número 370, Santo Onofre, telefone (45) 3226-4549. 

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Quem já foi vacinado deve esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.
 
Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.
 
Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemepar.pr.gov.br.

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26/08/2021 04:00h

Segundo o hemocentro regional, houve uma queda de 10% nas doações com a chegada da Covid-19. Estoques do banco de sangue estão em alerta

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O Hemosul Dourados, sudoeste de Mato Grosso do Sul, está com os estoques de sangue em baixa e pede a ajuda da população. De acordo com o hemocentro regional, todas as tipagens são bem-vindas, mas há maior necessidade do tipo sanguíneo “A positivo”, que está em nível crítico. 

A unidade de Dourados registrou uma queda de 10% no número de doações com a pandemia, segundo a instituição. Em 2019, foram coletadas aproximadamente 12 mil bolsas de sangue. Já em 2020, primeiro ano da Covid-19 no país, foram recolhidas um pouco mais de 10 mil unidades. 

São cerca de duas mil bolsas de sangue a menos para atender milhares de portadores de doenças crônicas em tratamento nos hospitais da região. Com esse quantitativo, a unidade poderia ajudar mais de oito mil pacientes, tendo em vista que uma única doação pode ajudar até quatro pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde. 

Agora, entre os meses de julho e agosto, as doações tendem a cair ainda mais em toda a hemorrede devido ao tempo seco e às baixas temperaturas. Por isso, a assistente social do hemocentro de Dourados, Márcia Regina Pereira Furtado, faz um apelo para que a população seja solidária e doe sangue regularmente. 

“Convidamos todos de Dourados e região a doar sangue para mantermos nossos estoques. Nossos horários de atendimento são segunda, quartas e sextas, das 7h ao meio-dia, terças e quintas das 7h  às 17h, e, aos sábados, sempre o último do mês, das 7h às 12h. Aguardamos vocês. Doe sangue, doe vida”, pede Márcia. 

Exemplo

O aposentado Pedro Mariusso mora no bairro Parque Laranjais, em Campo Grande. Ele é doador de sangue regular há 50 anos e doa desde o início das atividades da Rede Hemosul, mas já praticava o gesto de solidariedade em outros estados. Ele conta que a vontade de ajudar as pessoas surgiu na sua adolescência depois de seu pai falecer por leucemia

“O que me levou a praticar esse ato foi a morte do meu pai, que contraiu uma leucemia. Na época, eu  tinha 15 anos de idade, mas eu acompanhei tudo até no último momento. Ele sobrevivia só através de doações, pois na época não tinha muito recurso igual tem hoje.”

A primeira oportunidade que Pedro teve de retribuir para as outras pessoas a solidariedade que tiveram com seu pai veio aos 18 anos, quando ele entrou para o Exército.

“Eu entrei para o quartel do exército e um colega comentou comigo que um primo estava internado no hospital com leucemia, com a mesma doença que vitimou o meu pai. Ele precisava urgentemente de doador de sangue. Então, eu procurei o hospital e fiz a minha primeira doação.”

Desde então, o aposentado não parou mais de doar sangue e comparece ao hemocentro quatro vezes ao ano. Ele conta que ao longo das últimas cinco décadas fez mais de 200 doações. Neste ano, Pedro completou 70 anos, idade máxima para doação de sangue de acordo com o Ministério da Saúde, e se despede do Hemosul. Mas continua incentivando outras pessoas a se tornarem doadores regulares.

“Não é só um médico que salva a vida de uma pessoa. Se o médico não tiver a colaboração de um doador para curar uma pessoa, ele não vai conseguir. Então, eu gostaria de dizer para as pessoas, as que têm condições de doar e ainda não fizeram, procure um hemocentro e faça esse ato nobre, digno e abençoado por Deus que é a doação de sangue.”

Pedro em uma de suas doações de sangue

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

Onde doar sangue em Mato Grosso do Sul 

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Campo Grande, um dos hemocentros regionais instalados em Dourados, Ponta Porã, Coxim, Três Lagoas e Paranaíba. 

O hemocentro localizado em Dourados, no sudoeste do estado, atende, sobretudo, a outros 15 municípios. Entre eles, estão: Antônio João, Caarapó, Itaporã, Rio Brilhante e Vicentina. A unidade fica na Rua Waldomiro de Souza, número 295, Vila Industrial. O telefone para contato é o  (67) 3424-4192 ou pelo Whatsapp (67) 99239-9421. 

Quem mora nessas cidades também pode procurar o polo de Ponta Porã, localizado na microrregião de Dourados, que está situado na Rua Sete de Setembro, número 1896, bairro Santa Isabel. O telefone para contato é o (67) 3431-6134. 

Já o hemocentro de Três Lagoas, leste do Mato Grosso do Sul, está mais próximo de quatro municípios, como Água Clara, Brasilândia, Ribas do Rio Preto e Santa Rita do Pardo. A unidade está localizada na Rua Manoel Rodrigues Artez, número 520, Colinos. O número para contato é o (67) 3522-7959.

Moradores do centro-norte do estado, que abrange sete cidades, como Figueirão, Pedro Gomes, Rio Verde, Sonora e Camapuã, podem procurar o hemocentro de Coxim. A unidade está situada na Rua Gaspar Reis Coelho, número 361, Bloco B, Bairro Flávio Garcia. Para contato, ligue no número (67) 3291-2906. 

E quem reside nos municípios da região leste como Aparecida de Taboado, Inocência e Servíria, podem procurar o hemocentro regional de Paranaíba. A unidade fica na Rua Sete de Setembro, número 1896 , bairro Santa Isabel, e o telefone é o (67) 3431-6134. 

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemosul.ms.gov.br.

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26/08/2021 03:00h

Segundo a Hemominas, hemocentro regional teve queda de 8% nas doações de sangue com a pandemia. Instituição faz apelo por novos doadores

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O Hemocentro Regional de Uberlândia está com os estoques em alerta e pede a ajuda da população para doação de sangue. De acordo com a Fundação Hemominas, há necessidade de todos os tipos sanguíneos, mas principalmente os de fator Rh negativo e “O positivo”, que estão abaixo do nível considerado ideal.

Em 2020, as doações na unidade caíram aproximadamente 8% com a pandemia da Covid-19. Foram coletadas 20.406 bolsas de sangue no ano passado, uma média de 1.700 doações mensais. Antes da crise do novo coronavírus, o Hemocentro de Uberlândia recebia, em média, cerca de 2.000 doadores por mês. 

Segundo a assessora de Captação de Doadores da Hemominas, Viviane Guerra, toda a hemorrede tem sofrido o impacto da pandemia. As doações de sangue em Minas Gerais diminuíram 11% em 2020. Ela destaca que doar sangue é seguro e não apresenta nenhum tipo de risco de contaminação ao doador. 

“As medidas de restrições e os protocolos de segurança fizeram com que os doadores ficassem mais apreensivos e muitos deixaram de comparecer ao hemocentro. Mas estamos tomando todas as medidas sanitárias para que eles venham com segurança e façam a doação”, disse a assessora. 

Se por um lado as doações caíram, por outro, a demanda transfusional no estado e, também, nas outras unidades da Federação, aumentou. Por isso, Guerra faz um apelo para que os mineiros façam o gesto de solidariedade e ajudem a salvar vidas. 

“O sangue é um remédio que depende exclusivamente da solidariedade de um ser humano disposto a doar parte do seu sangue para o paciente que precisa. Então, o sangue salva vidas, o volume doado é muito pequeno, não faz falta para quem doa e tem o valor da vida para quem recebe”, pediu Viviane.

Exemplo

O biólogo Vinicius Trindade, 50 anos, mora em Belo Horizonte e é doador regular há duas décadas. Ele conta que doa sangue quatro vezes ao ano, desde os seus 30 anos de idade. Já são mais de 63 doações.

“Eu não podia doar sangue devido a um protocolo relativo à hepatite. O protocolo mudou e eu fiquei sabendo em sala com o grupo de estudantes apresentando um trabalho sobre sangue. Eu já doei sangue, medula e plaquetas várias vezes”, acrescentou. 

Segundo o Ministério da Saúde, a cada bolsa de sangue doada, quatro vidas podem ser salvas. Com suas doações, Vinicius já ajudou a salvar mais de 320 pessoas. Hoje, ele tem uma página nas redes sociais para incentivar mais pessoas a aderir o gesto de solidariedade. 

“Eu tenho um compromisso de mobilizar pessoas para doação de sangue. Como eu tenho vários alunos, eu acabo incentivando, desde os meus 16 anos, para que se tornem doadores. É comum eles doarem com a autorização dos pais e me mandar fotos e vídeos. E, aí, a gente comemora junto!”

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde..

Onde doar sangue em Minas Gerais

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Belo Horizonte, um dos seis hemocentros regionais instalados em Uberlândia, Juiz de Fora, Governador Valadares, Uberaba, Pouso Alegre e Montes Claros. 

O Hemocentro de Uberlândia atende, diretamente, aos municípios de Araguari, Coromandel, Monte Alegre, Monte Carmelo, Patrocínio, Prata, Tupaciguara e, indiretamente, outras 10 cidades. Entre elas, estão Abadia dos Dourados, Cascalho Rico, Estrela do Sul, Indianópolis e Nova Ponte. A unidade está localizada na Avenida Levino de Souza, número 1845, Bairro Umuarama. O número para contato é o (34) 3088-9200. 

Quem mora em um desses municípios da região do triângulo mineiro também tem a opção de ir até o hemocentro de Uberaba, que fica na Avenida Getúlio Guaritá, número 250, Bairro Abadia, telefone (34) 3074-3200.

Já o hemocentro regional de Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, atende 24 municípios de Minas Gerais, como Capitão Andrade, Divino das Laranjeiras, Engenheiro Caldas, Frei Inocêncio, Pescador e Marilac. A unidade está localizada na Rua Barão do Rio Branco, número 707, Bairro Centro.O telefone para contato é o (33) 3212-5800. 

O hemocentro de Juiz de Fora, na zona da mata, fica próximo de 32 cidades, como, por exemplo, Belmiro Braga, Lima Duarte, Oliveira Fortes, Rochedo de Minas e Santos Dumont. O polo fica na Rua Barão de Cataguases, sem número, Bairro Centro, telefone (32) 3257-3100. 

Quem reside em Coração de Jesus, Juramento, Mirabela, Ponto Chique, São João da Lagoa ou nos outros 16 municípios da microrregião de Montes Claros, no norte do estado, pode procurar o hemocentro da cidade de Montes Claros. A unidade está situada Rua Urbino Viana, número 640, Vila Guilhermina – perto da Prefeitura Municipal. Mais informações pelo telefone (38) 3218-7800. 

Moradores do sul e sudeste de Minas podem procurar o hemocentro localizado no município de Pouso Alegre. Ele atende, sobretudo, Borda da Mata, Congonhal, Gonçalves, Munhoz, Senador Amaral e outras 15 cidades. O endereço da unidade é Rua Comendador José Garcia, número 846, Bairro Centro. O telefone é (35) 3449-9900.

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemominas.mg.gov.br  

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26/08/2021 03:00h

Segundo a instituição, há necessidade de doações de todos os tipos sanguíneos, principalmente das tipagens “O negativo” e “O positivo”

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O Hemocentro Regional de Guarapuava faz um apelo por novos doadores de sangue. De acordo com a instituição, há necessidade de doações de todos os tipos sanguíneos, principalmente das tipagens “O negativo” e “O positivo”.

O diretor do hemocentro, Fernando José Guiné, explica que a unidade registrou uma queda de 27% no número de coletas com a pandemia. Foram coletadas 7.507 bolsas de sangue em 2019, contra 5.453 em 2020. Neste ano, com o avanço da vacinação contra a Covid-19, o banco de sangue conseguiu registrar mais de 3.500 doações.  

“Então, se fizermos uma projeção, perceberemos que, ao final de 2021, já teremos um número bastante semelhante ao de 2019. Isso quer dizer que, aos poucos, estamos retomando a normalidade do nosso trabalho”, afirma o diretor. 

Guiné lembra que agora, com a pandemia, a demanda transfusional aumentou em todos os estados. Por isso, ele pede para que os cidadãos doem sangue e ajudem a salvar vidas. 

“Eu quero convidar a todos para que reflitam sobre essa tomada de atitude, uma atitude altruísta, uma atitude empática, uma atitude de comprometimento social, que é a doação de sangue. Então, se você ainda não é doador, busque informações; se você não puder ser  doador, incentive outras pessoas que possam”, pede o diretor do hemocentro de Guarapuava.

Exemplo

Nem mesmo a pandemia conseguiu impedir José Odair de Lima, 53 anos, de doar sangue. Ele mora no bairro Vargem Grande, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O militar reservista conta que se tornou doador com 19 anos, em meados da década de 1980.  

“Tudo começou em um passado bem distante quando eu estava no início de carreira na Polícia Militar em que pessoas iam pedir doação para parentes que estavam internados.”

Desde então, ele comparece ao hemocentro todos os anos. Para José Odair, ser doador representa mais do que um gesto de solidariedade. “O maior benefício é meu. A doação de sangue é importante para quem recebe, mas com certeza a satisfação maior é minha. Saber que eu pude contribuir pelo menos um pouquinho por alguém é gratificante.”

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa”.

Onde doar sangue no Paraná

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Curitiba, um dos três hemocentros regionais instalados em Cascavel, Maringá e Londrina.

O hemocentro regional de Guarapuava, centro-sul paranaense, atende, sobretudo, 17 municípios. Entre eles, estão: Campina do Simão, Foz do Jordão, Laranjeiras do Sul, Pinhão e Turvo. O endereço da unidade é Rua Afonso Botelho, número 134, bairro Trianon. O telefone é (42) 3622-2819.

Já a unidade de Cascavel, oeste do estado, fica mais próxima das cidades de Campo Bonito, Diamante do Sul, Ibema, Nova Aurora e Santa Lúcia. O hemocentro está localizado na Rua Avaetés, número 370, Santo Onofre, telefone (45) 3226-4549. 

Quem mora em Marialva, Mandaguari, Paiçandu e Sarandi pode se dirigir até o hemocentro regional de Maringá, no norte do Paraná. O endereço é Avenida Mandacaru, número 1600, e o telefone é o (44) 3011-9194. 

Os moradores dos municípios de Cambé, Ibiporã, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana podem comparecer à unidade do Hemepar em Londrina, também na região norte. O polo fica na Rua Claudio Donizeti Cavalliere, número 156, Jardim Aruba. O telefone é o (43) 3371-2218. 

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemepar.saude.pr.gov.br
 

 

 

 

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26/08/2021 03:00h

Segundo a instituição, cerca de 8.360 novos doadores passaram pelo banco de sangue, no ano passado, contra 8.400, em 2019. Unidade faz apelo por novos doadores

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Nem mesmo a pandemia conseguiu impedir os moradores da região de Santarém, oeste do Pará, de serem solidários e doar sangue. Segundo o Hemocentro Regional de Santarém, as doações no primeiro ano da Covid-19 tiveram uma redução de apenas 2%. Em 2019, aproximadamente 8.400 bolsas de sangue foram coletadas. Em 2020, foram cerca de 8.360 unidades. Em todo o País, a queda foi de 10%, de acordo com o Ministério da Saúde.

A assistente social do Hemocentro, Telma Rocha, explica que o cenário positivo se dá graças a campanhas de conscientização realizadas pela unidade em municípios vizinhos. Em alguns casos, a equipe enfrentava viagens de barco de até oito horas para captar novos candidatos à doação de sangue.

“O Hemocentro Regional de Santarém é responsável em abastecer mais de 20 unidades de saúde. Por isso, nós fizemos campanhas estratégicas em cidades vizinhas onde metade da equipe se desloca para os outros municípios para fazer essa coleta de sangue e garantir esse direito para o nosso doador”, esclarece.

A assistente social disse ainda que estoques do banco de sangue estão dentro dos limites estabelecidos. Mas ressalta que são bem-vindas doações de todos os tipos sanguíneos, em especial dos grupos ABO negativos, que são considerados raros. Ela pede que toda a população doe sangue e ajude a salvar vidas. 

“Você, que está se sentindo bem de saúde e que gosta de salvar vidas, venha fazer parte da corrente do bem e doe sangue! Doar sangue é doar vida. Com apenas alguns minutos do seu dia, você pode oportunizar a esperança de vida para quem está no leito dos hospitais. Então, procure o Hemocentro mais próximo de você e faça essa ação de solidariedade”, pediu a assistente social. 

Exemplo

O técnico em segurança do trabalho Alan Costa, de 39 anos, mora no bairro da Pedreira, na grande Belém, e é doador de sangue e hemácias há quase 20 anos. Ele conta que comparece ao hemocentro entre três a quatro vezes ao ano para doar. Já são mais de 72 doações. 

“A doação de sangue é tão importante porque ajuda a salvar vidas. E é tão simples que não leva muito tempo, não te prejudica em nada e você consegue ajudar até quatro pessoas a lutarem por suas vidas. Então, para mim é uma caridade de fator inestimável”, refletiu o técnico em segurança do trabalho.

No ano passado, Alan doou plasma para ajudar em pesquisas científicas sobre um potencial tratamento de pacientes doentes pela Covid-19.  Ele também se cadastrou no Redome para ser doador de medula óssea e aguarda ansiosamente para encontrar um receptor compatível. 

 

“Sempre tem alguém que está em um leito do hospital querendo retornar para a sua vida normal, principalmente agora nessa situação do Covid, em que a gente percebeu a fragilidade humana e o quanto as pessoas são importantes e significativas para gente. Então, doando você está construindo um elo para vida ajudando pessoas a voltarem aos seus entes queridos”, ponderou Alan.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde..

Onde doar sangue no Pará

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Belém, um dos hemocentros regionais instalados em Santarém, Castanhal e Marabá. 

O hemocentro regional de Santarém, situado na região do baixo amazonas, fica próximo de sete cidades. Entre elas, estão: Alenquer, Prainha, Monte Alegre, Curuá e Placas. A unidade está localizada na Avenida Frei Vicente, número 696, entre as Alamedas 30 e 31 (Aeroporto Velho). Os telefones para contato são os (93) 3524-7550 / 3524-7560.
 
Já o hemocentro localizado em Castanhal, na região metropolitana de Belém, atende, principalmente, a quatro municípios, como Bujaru, Inhangapi, Santa Izabel do Pará e Santo Antônio do Tauá. A unidade está localizada na Rua Travessa Floriano Peixoto, Alameda Rita de Cássia, Conjunto Maria Alice, casas B-2 e B-3. O telefone é o (91) 3412-4400.

Quem mora nos municípios de Palestina do Pará, Brejo Grande do Araguaia, São João do Araguaia e São Domingos do Araguaia, pode procurar o hemocentro regional de Marabá, que fica no sudeste paraense. O endereço da unidade é Rod. Transamazônica, Quadra 12, S/N (Agrópoli do INCRA), telefones (94) 3324-1096 / 3312-9150.

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemopa.pa.gov.br.

 

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23/08/2021 03:00h

Segundo o Hemocentro da Paraíba, os estoques do banco de sangue estão em níveis preocupantes. Instituição também faz apelo por novos doadores de medula óssea

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Os estoques de sangue do Hemocentro da Paraíba (Hemoíba) estão em situação crítica. Segundo a instituição, a preocupação maior são com as tipagens A positivo, AB positivo e O negativo, que chegaram ao nível crítico. Para mobilizar os paraibanos a doarem sangue, a rede Hemoíba conta o Hemocentro Coordenador, localizado em João Pessoa e, também, com uma estrutura descentralizada.

A Paraíba tem um hemocentro regional, que fica na cidade de Campina Grande. A unidade também recebe candidatos à doação de medula óssea. Com o objetivo de abastecer o banco de sangue e aumentar o número de doadores de medula, a Hemoíba indica que os voluntários devem procurar o hemocentro regional mais próximo e permitir uma pequena coleta de sangue para averiguação do tipo sanguíneo e da compatibilidade.

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

Segundo o Redome, a Paraíba possui 88.331 candidatos cadastrados para doação de medula óssea. Cerca de 300 pacientes do estado aguardam pelo transplante. A reportagem procurou o Hemoíba para saber o número de doadores de sangue com cadastro na hemorrede, mas a instituição não soube informar o quantitativo. 

A instituição reforça a necessidade de mais pessoas se tornarem doadores de sangue e medula óssea para atender a toda a demanda hospitalar. A diretora-geral do hemocentro da Paraíba, Shirlene Dantas Gadelha, faz um apelo para que a população se mobilize e compareça em uma das nove unidades de coletas espalhadas pelo estado e ajude a salvar vidas. 

“Eu quero fazer um convite para que você agende a sua doação pelo número 3133-3473. Nós estamos com nossos estoques críticos e só através de vocês conseguiremos fazer essa distribuição para os hospitais. Então, vamos participar dessa corrente do bem, dessa corrente solidária e agendar a sua doação. Doe sangue e salve vidas!”

Atendimento regional 

O hemocentro regional de Campina Grande, no agreste paraibano, atende, sobretudo, a sete municípios. Entre eles, estão: Esperança, Umbuzeiro, Guarabira, Curimataú Oriental e Ocidental. A unidade está localizada na Rua Eutécio Vital Ribeiro, sem número, Bairro Catolé. O telefone para contato é o (83) 3344-5475.

Braço solidário

A transfusão sanguínea é usada para tratar terapeuticamente pacientes com doenças crônicas ou que vão passar por procedimentos médicos e cirúrgicos. Já o transplante de medula óssea pode significar a cura para a maioria dessas pessoas. De acordo com o Redome, a probabilidade de um doador encontrar um receptor compatível é de uma a cada 100 mil, em alguns casos é de uma a cada um milhão.

O barbeiro Arinaldo Azevedo, 36 anos, mora no bairro Cleuza, em Catolé do Rocha, e teve a sorte de ser compatível com duas pessoas. Ele conta que a sua primeira doação de medula aconteceu em 2015, e o receptor morava em Madri, na Espanha. Na época, o paraibano morava em São Paulo e realizou todo o procedimento no município de Ribeirão Preto.

“Eu fiquei seis dias no hospital internado, fazendo alguns exames e tomando uma medicação antes da doação. A recuperação é rápida, não dói e é supertranquilo. Eu digo sempre que para o doador é apenas um incômodo passageiro, mas para o paciente a diferença é entre a vida e a morte.”

Quatro anos depois, Arinaldo repetiu o gesto de solidariedade. Dessa vez, o beneficiado foi um brasileiro, que estava em tratamento contra um câncer. O barbeiro precisou viajar mais de dois mil quilômetros da Paraíba até o Hospital do Amor, em Barretos, no interior de São Paulo. 

“Para mim foi inesquecível, marcou a minha vida por completo. Espero que essa história possa fazer diferença na vida das pessoas que ainda não se tornaram possíveis doadores. Mas para se tornar um doador é preciso ir até um Hemocentro, fazer o seu cadastro. É simples. São apenas oito Mls de sangue ali coletados para que seja feito o seu cadastro.”

Doação de sangue

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, garante que doar sangue é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue na Paraíba

Além do hemocentro regional, os voluntários à doação de sangue e medula óssea no estado podem procurar as hemonúcleos e as unidades de coleta e transfusão que ficam nos municípios de Patos, Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha, Piancó, Itaporanga e Guarabira. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e, depois, um lanche é servido. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos a doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemocentro.saude.pb.gov.br

 

 

 

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