13/01/2026 09:00h

Estados, municípios e o Distrito Federal podem dar seguimento à execução de seus projetos culturais em 2026.

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Estados, municípios e o Distrito Federal podem dar seguimento à execução de seus projetos culturais em 2026.

O Ministério da Cultura já repassou, até o momento, mais de 589,1 milhões de reais, no segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

No final de 2025, o MinC realizou o repasse do Ciclo 2 do programa para as capitais brasileiras e o DF. Os pagamentos autorizados somam mais de 294,3 milhões de reais.

Todos os municípios brasileiros com mais de 200 mil habitantes também já receberam os recursos do segundo ciclo. O repasse foi de 294,8 milhões de reais.

O MinC ainda publicou as regras de transição dos saldos que restaram do Ciclo 1 para o Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc.

A medida garante a continuidade das ações culturais em todo o país e o melhor aproveitamento dos recursos públicos.

Os entes federativos que possuírem saldo em conta do Ciclo 1 não precisarão devolver os valores. Os recursos deverão ser transferidos para a conta bancária específica do Ciclo 2.

A orientação completa pode ser acessada no site do MinC.

As regras de transição também trazem orientações sobre pagamentos e registro da prestação de contas. E aborda ainda a situação dos estados e municípios que não atingiram o percentual mínimo de execução no ano passado.

Por meio do MinC, os investimentos repassados pelo Governo Federal para a Política Aldir Blanc fortalecem a cultura e ampliam o acesso da população às atividades culturais.

Os recursos podem ser utilizados para a construção, reforma e restauro de equipamentos culturais. Também podem ser aplicados no desenvolvimento e no fortalecimento dos trabalhadores culturais.

O Ministério da Cultura segue empenhado na nacionalização das políticas culturais, destinando de forma permanente recursos para que estados, municípios e o DF promovam ações culturais locais. 

Para mais informações acesse o site www.gov.br/cultura
 

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13/01/2026 04:55h

Operações de crédito e fomento tecnológico tiveram alta de 8% em 2025

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O Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) forneceu, em 2025, mais de R$362 milhões em financiamentos para empresas do setor. Os recursos foram destinados ao apoio de projetos de tecnologia e à venda de equipamentos pela indústria brasileira de telecomunicações. As informações são do Ministério das Comunicações, gestor do fundo. 

Do valor total, R$171,8 milhões foram contratados junto aos agentes financeiros do Funttel (BNDES e Finep) para operações de crédito de apoio à inovação e R$190,2 milhões foram para financiar a aquisição de equipamentos de telecomunicações.  

Consideradas pelo governo federal como estratégicas para o país, as aplicações do Funttel apoiam, por exemplo, o desenvolvimento de ferramentas como Internet das Coisas, 5G na área da saúde e Inteligência Artificial destinada ao setor de telecomunicações.

Além das operações de crédito, o fundo repassou R$13 milhões para apoiar projetos da Fundação CPQD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, em áreas como segurança da informação, telemedicina, redes futuras e transmissão de dados em altas velocidades.

Educação

O fundo também atua como um catalisador para o desenvolvimento educacional no campo das telecomunicações, seja formando novos profissionais, financiando pesquisas ou contribuindo para a infraestrutura digital das escolas públicas. 

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o caráter educacional é aspecto indispensável do Funttel. “O Brasil é um país continental que necessita de muito investimento para chegar nos cantos e recantos. Vamos continuar avançando, dialogando com estados, municípios, operadoras e sociedade civil. Porque só com a união de todos vamos conseguir transformar, de fato, a educação brasileira”, afirmou o ministro.

Junto com o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), o Funtell é fonte de recursos para a Política Nacional de Educação Digital. Além disso, já destinou recursos para a concessão de bolsas de iniciação científica para estudantes de graduação em telecomunicações, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
 

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13/01/2026 04:40h

Indicador apresentou alta de 0,15% em dezembro

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A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou, nesta segunda-feira (12), que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou aceleração na primeira prévia de janeiro, atingindo a marca de 0,28%. O resultado mostra um avanço em comparação ao mesmo período de dezembro, quando o índice havia subido 0,15%.

O desempenho foi influenciado, principalmente, pela alta de 0,30% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que apresentou um avanço em relação à taxa de 0,15% da primeira prévia de dezembro.

Além do setor produtivo, o índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também avançou de 0,07% para 0,21%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), por outro lado, recuou de uma alta de 0,29 % na primeira prévia de dezembro para 0,27%.

Composição do IGP-M

O IGP-M é calculado a partir de três indicadores específicos, cada um refletindo um estágio diferente da economia: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que possui o maior peso (60%) e foi o principal responsável pela desaceleração atual ao cair de 0,36% para 0,12%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, que recuou de 0,23% para 0,18%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do cálculo e variou de 0,27% para 0,22%.

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13/01/2026 04:35h

Entre os estados, o maior valor foi destinado a Pernambuco, que conta, no total, com quase R$ 37,1 milhões

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Os recursos complementares para o pagamento do piso da enfermagem referentes ao mês de dezembro de 2025 já estão disponíveis para consulta. Os valores foram detalhados na Portaria GM/MS nº 9.624, de 22 de dezembro de 2025, publicada pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União.  

O montante a ser transferido totaliza R$ 815.102.612,80, entre os valores destinados à execução municipal e estadual. 

O recurso é repassado aos entes federados todos os meses. O intuito é de que, com a verba, estados e municípios possam efetuar o pagamento do piso de profissionais da categoria. 

Em contrapartida, o advogado especialista em direito médico, Josenir Teixeira, destaca que é necessário que a destinação desse dinheiro seja fiscalizada, para garantir que os valores cheguem aos trabalhadores.

“Os profissionais da enfermagem devem ficar atentos a acompanhar o repasse que os municípios irão receber, para que os municípios efetivamente repassem os valores às suas empregadoras, para que, finalmente, as suas empregadoras paguem os valores dentro da folha de pagamento. Vamos ver se realmente esses valores repassados pela União serão suficientes para cumprir o que disse a lei”, afirma Teixeira.

Municípios como Marechal Deodoro (AL), Barão de Cocais (MG) e Lins (SP), receberão mais de R$ 200 mil, cada. Para Sobral (CE), Ipatinga (MG) e Ananindeua (PA), a previsão é de destinação de mais de R$ 2 milhões para cada. 

Confira na tabela abaixo quanto cada estado recebeu 

Região UF Valor Transferido para Estado Valor Transferido para Município Valor Transferido em dezembro - Total
Centro-Oeste DF 502.331,51 - 502.331,51
Centro-Oeste GO 5.037.589,02 12.291.122,19 17.328.711,21
Centro-Oeste MS 1.898.538,25 10.234.188,14 12.132.726,39
Centro-Oeste MT 1.761.459,21 9.421.761,28 11.183.220,49
Nordeste AL 1.979.859,52 16.819.663,06 18.799.522,58
Nordeste BA 34.939.695,30 57.484.963,60 92.424.658,90
Nordeste CE 5.836.599,75 43.661.843,29 49.498.443,04
Nordeste MA 15.351.063,46 47.896.139,02 63.247.202,48
Nordeste PB 6.256.006,62 28.514.344,57 34.770.351,19
Nordeste PE 37.159.758,89 33.716.221,97 70.875.980,86
Nordeste PI 3.796.046,78 17.806.594,48 21.602.641,26
Nordeste RN 6.506.227,15 16.866.149,69 23.372.376,84
Nordeste SE 4.616.311,52 6.135.780,18 10.752.091,70
Norte AC 2.222.393,79 1.970.924,15 4.193.317,94
Norte AM 10.458.831,67 13.154.727,88 23.613.559,55
Norte AP 808.482,06 4.572.358,95 5.380.841,01
Norte PA 12.995.161,57 37.777.198,01 50.772.359,58
Norte RO 1.848.549,25 6.152.816,73 8.001.365,98
Norte RR 15.697,46 1.058.256,07 1.073.953,53
Norte TO 4.382.971,70 6.653.035,90 11.036.007,60
Sudeste ES 9.198.555,36 7.872.577,25 17.071.132,61
Sudeste MG 4.481.320,27 108.030.362,22 112.511.682,49
Sudeste RJ 5.001.751,61 47.704.278,46 52.706.030,07
Sudeste SP 4.124.323,58 29.404.672,34 33.528.995,92
Sul PR 16.759.240,05 14.124.068,78 30.883.308,83
Sul RS 9.966.271,44 14.357.898,98 24.324.170,42
Sul SC 7.714.313,44 5.801.315,37 13.515.628,81
Total - 215.619.350,23 599.483.262,56 815.102.612,79

Entre os estados, o maior valor foi destinado a Pernambuco, que conta, no total, com mais de R$ 37,1 milhões. Na sequência aparece Bahia, com cerca de R$ 35 milhões, entre valores de execução estadual e municipal.  

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13/01/2026 04:30h

Dia D de mobilização, destinado para a população em geral, está marcado para 24 de janeiro; ação prioriza locais de grande circulação de pessoas

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O Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), deu início nesta segunda-feira (12) a uma nova etapa da campanha de vacinação, com foco no reforço dos imunizantes contra o sarampo e a febre amarela na capital. O Dia D de mobilização, destinado para a população em geral, está marcado para 24 de janeiro

Embora o sarampo esteja erradicado no Brasil, com reconhecimento da Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), a iniciativa ocorre após a confirmação de dois casos importados no ano passado.

A estratégia tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, atualizar cadernetas e, consequentemente, reduzir o número de pessoas suscetíveis às doenças. Com esses propósitos, a ação prioriza locais de grande circulação de pessoas, como:

  • terminais rodoviários, 
  • estações de metrô, 
  • shoppings; e 
  • aeroportos.

Além de ações direcionadas a públicos específicos entre os dias 19 e 23 de janeiro, como profissionais da segurança pública, taxistas e trabalhadores do setor hoteleiro.

Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Eder Gatti, “a vacinação é a principal ferramenta de proteção. Ao reforçar as ações em grandes centros urbanos, conseguimos interromper cadeias de transmissão e proteger a população de forma coletiva”.

Quem deve se vacinar?

A vacina contra o sarampo é destinada a pessoas de 12 meses a 59 anos. Já a imunização contra a febre amarela é indicada para quem tem entre 9 meses e 59 anos.

Para se vacinar, a população deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um dos pontos instalados em locais de grande circulação no município. As vacinas são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Cenário epidemiológico

Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos importados de sarampo, de acordo com o MS. A maioria associada a viagens internacionais ou ao contato com regiões de baixa cobertura vacinal. No estado de São Paulo, até dezembro, foram registradas 1,4 mil notificações da doença, sendo 359 no município.

Em relação à febre amarela, entre julho de 2024 e junho de 2025, foram confirmados 123 casos no país, dos quais 63 no estado de São Paulo. No período atual de monitoramento (2025/2026), não há registros da doença.

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13/01/2026 04:25h

Os segurados que recebem o piso previdenciário terão os pagamentos ajustados conforme o novo valor do salário mínimo nacional, que passou a ser de R$ 1.621,00

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Os benefícios previdenciários pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com valor acima do salário mínimo passaram por um reajuste de 3,90%. Com a atualização, o teto máximo dos benefícios pagos pelo instituto passou a ser de R$ 8.475,55.

A definição consta na Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, publicada em 9 de janeiro de 2026. Apesar da data de publicação, a medida está em vigor desde 1º de janeiro deste ano. A mudança também se aplica a outros auxílios especiais previstos em lei.

Pensões especiais

A portaria também trata da atualização dos valores de referência para pensões especiais, como a destinada às vítimas da síndrome da talidomida e a pensão paga a pessoas atingidas pela hanseníase.

Segundo o Ministério da Previdência Social, atualmente mais de 12,2 milhões de benefícios têm valor superior ao piso nacional. De acordo com o calendário de pagamentos do INSS, esses segurados começarão a receber os valores reajustados a partir do dia 2 de fevereiro.

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Outra mudança está relacionada à diária paga ao segurado ou dependente que precise se deslocar para a realização de exame médico-pericial ou para participar de processo de reabilitação profissional. Nesse caso, o valor foi atualizado para R$ 141,63.

O ministério explica ainda que os segurados que recebem o piso previdenciário terão os pagamentos ajustados conforme o novo valor do salário mínimo nacional, que passou a ser de R$ 1.621,00.

Esse grupo corresponde a 21,9 milhões de beneficiários, que receberão os pagamentos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro. Para saber a data exata do depósito, é necessário verificar o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador que aparece após o traço.

Valores de referência

A portaria também estabelece que o salário de benefício — valor usado como base para o cálculo da aposentadoria ou de outros benefícios — e o salário de contribuição — sobre o qual o trabalhador contribui para o INSS — não poderão ser inferiores a R$ 1.621,00 nem superiores a R$ 8.475,55, a partir de 1º de janeiro de 2026.

As faixas de contribuição ao INSS para trabalhadores empregados, domésticos e avulsos também foram atualizadas. As novas alíquotas, que variam de 7,5% a 14%, são:

  • 7,5% para quem ganha até R$ 1.621,00;
  • 9% para quem ganha entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84;
  • 12% para quem ganha entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27;
  • 14% para quem ganha de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55.

Essas alíquotas se referem aos salários de janeiro e deverão ser recolhidas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição referente ao mês anterior.

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13/01/2026 04:20h

Projeção da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que impacto será sentido a partir de fevereiro; gestores devem realizar planejamento fiscal e de despesas

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O salário mínimo maior em 2026 deve elevar as despesas municipais em R$ 4,28 bilhões. A projeção foi realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com o objetivo de auxiliar no planejamento dos gastos públicos municipais. O acréscimo de R$ 103 no mínimo deve pressionar as despesas de pessoal ativo das prefeituras até o final de 2026, conforme a CNM.

A Confederação alerta que o reajuste do piso salarial nacional exige atenção dos gestores municipais, com atuação focada em planejamento fiscal e gestão de despesas de pessoal do município. 

Os dados apontam que a maior concentração de servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo está em Minas Gerais, Bahia e Ceará. A quantidade de pessoal dessas UFs representa 32% do total nacional de servidores nessa faixa. “Para os gestores desses estados, o planejamento de tesouraria deve ser particularmente robusto, dada a magnitude do impacto no agregado regional”, diz a CNM.

Pelas projeções, o estado com maior impacto financeiro anual será Minas Gerais, na ordem de R$ 537.943.782. Em seguida aparece Bahia, com R$ 452.654.532. O terceiro maior volume de despesas poderá ser sentido pelo Ceará, sendo de R$ 356.958.391. 

A análise da entidade reforça que as prefeituras devem incorporar o novo patamar remuneratório nos cálculos de todas as despesas vinculadas. Além disso, é relevante que, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a gestão promova a devida revisão e eventual adequação das projeções orçamentárias estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, destaca a CNM.

Reflexos serão sentidos em fevereiro 

A entidade explica que o salário mínimo impacta diretamente os vencimentos de servidores, aposentados e pensionistas do setor público municipal. A projeção da CNM aponta que, apesar do reajuste ter validade legal a partir de janeiro, o impacto financeiro direto no Tesouro Municipal, referente à primeira folha de pagamento do novo ano, será sentido a partir de fevereiro.

O estudo mostra que o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 representa um desafio em relação à implementação para a gestão municipal, já que pode impactar as cidades de formas distintas.

“O reajuste do salário mínimo nacional não afeta os cofres municipais de forma homogênea, sendo os municípios de pequeno porte os mais vulneráveis e os que suportam o ônus proporcionalmente maior do aumento", aponta o documento da Confederação.

Quadro de pessoal

A estimativa da CNM sobre o impacto do novo salário mínimo considera a expansão contínua do quadro de pessoal nas administrações municipais.

Dados da  da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023 indicam uma tendência consistente de crescimento no número de servidores, considerando todos os vínculos registrados ao longo do ano. Entre 2019 e 2023, esse contingente passou de 6,9 milhões para 8,3 milhões de ocupações. 

Segundo a CNM, cerca de 2,1 milhões desses vínculos no âmbito municipal recebem remuneração de até 1,5 salário mínimo.

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13/01/2026 04:15h

La Niña, anomalias do Oceano Atlântico e projeções dos órgãos meteorológicos impactam no planejamento agrícola

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De altos volumes de chuva mais ao sul do país, com direito a tornado no Paraná, passando por calor de 40ºC no Rio de Janeiro, a seca intensa no Nordeste. As primeiras semanas de verão vêm confirmando a previsão de precipitação e temperaturas acima das médias dos últimos anos.

A previsão do clima para o trimestre de janeiro a março de 2026 é baseada na expectativa de um episódio fraco do fenômeno La Niña, nas anomalias observadas na temperatura da superfície do mar no Oceano Atlântico e nas projeções dos modelos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Em cada região do país, as consequências e impactos dessas condições climáticas são diferentes para a população e para os diversos setores produtivos que dependem do clima, como o turismo e o agronegócio.

Para os produtores rurais, saber lidar com esse cenário pode ser a diferença entre uma boa colheita e o prejuízo.

Norte

A previsão climática para a Região Norte indica condições favoráveis para o predomínio de chuvas acima da média histórica em grande parte do território. Nessas áreas, deve haver melhor reposição de umidade do solo, o que favorece o reforço da semeadura e o desenvolvimento das culturas de primeira safra, além de recuperar as pastagens.

A temperatura média do ar prevista indica valores acima da média climatológica no Amazonas, no centro-sul do Pará, no Acre e em Rondônia, com valores cerca de 0,5°C acima da média histórica do período. Já nos estados mais ao norte da região, como Amapá e Roraima, além do norte do Pará, as temperaturas devem ficar próximas ao habitual para o período.

A tendência, no entanto, é que as porções sudeste do Pará e todo o estado do Tocantins registrem volumes de chuva abaixo do padrão e temperaturas mais elevadas. Isso pode intensificar a evapotranspiração, o estresse térmico e a restrição hídrica.

Nordeste

A previsão climática indica predomínio de chuva abaixo da média em praticamente toda a região, principalmente na Bahia, centro-sul do Piauí, e na maior parte dos estados do Sergipe, Alagoas e Pernambuco, onde são previstos volumes até 100 mm abaixo da média histórica do trimestre. Essa combinação de déficit hídrico e temperaturas acima da média pode travar semeadura e desenvolvimento de lavouras sem irrigação mecanizada, como milho e feijão, com maior sensibilidade nas fases reprodutivas.

Por outro lado, são previstos volumes de chuva próximos ou acima da média no centro-norte do Maranhão, norte do Piauí e noroeste do Ceará. Aqui, o ambiente tende a ser mais favorável ao desenvolvimento das culturas e da fruticultura irrigada.

Para a temperatura, são esperados valores acima da média histórica em toda a região nos próximos meses, principalmente na Bahia e no sul do Maranhão e do Piauí, onde os valores podem superar 1°C acima da climatologia. Nos demais estados, as temperaturas devem ficar até 0,5°C acima da média.

Centro-Oeste

As condições apontam para volumes de chuvas acima da média histórica no oeste de Mato Grosso, favorecendo cultivos de primeira safra em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. É o caso da soja, principal commodity agrícola brasileira da qual o estado é o maior estado produtor.

Para o Distrito Federal e o Mato Grosso do Sul, são previstos volumes próximos à média histórica. Já para o estado de Goiás, predominam volumes abaixo da média do período, prejudicando o desenvolvimento das lavouras.

A previsão indica temperaturas predominantemente acima do padrão nos próximos meses, com desvios de até 1°C acima da climatologia na faixa central da região.

Sudeste

Espera-se predomínio de chuvas abaixo da média, com volumes até 100 mm abaixo do normal para o trimestre. Os déficits mais expressivos são previstos para as mesorregiões de Minas Gerais, que incluem o centro do estado, a Zona da Mata, o Vale do Rio Doce e a Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

As previsões indicam temperatura acima da média em até 1°C . Essa combinação de menos chuva e mais calor deve atrasar o desenvolvimento das lavouras onde não há irrigação mecanizada.

São Paulo aparece como exceção a esse panorama. As chuvas devem ser acima da média, o que pode repor a umidade do solo, que ajuda o andamento de lavouras de grãos, cana-de-açúcar, laranja e café.

Sul

A previsão indica condições favoráveis de chuvas acima da média histórica em todos os estados da Região Sul, com os maiores volumes previstos para as mesorregiões do sudeste e sudoeste do Rio Grande do Sul, com acumulados até 50 mm acima da média histórica do trimestre.

Para a temperatura, as previsões indicam valores predominantemente acima da média, principalmente no oeste do Rio Grande do Sul, chegando até 1°C acima da climatologia.

Mais sol com menos chuva favorece a recuperação das pastagens e as culturas de verão, como o arroz irrigado, facilitando operações no campo e o crescimento da produção.

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13/01/2026 04:10h

Veja os valores do café arábica, café robusta, açúcar cristal e do milho no mercado

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O preço do café arábica nesta terça-feira (13) registra queda de 0,91% e a saca de 60 kg é negociada por R$2.205,19, na cidade de São Paulo.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
12/01/2026 2.205,19 -0,91% 1,40% 410,65
09/01/2026 2.225,39 -1,80% 2,33% 414,64
08/01/2026 2.266,21 0,14% 4,21% 420,37
07/01/2026 2.263,04 1,14% 4,06% 419,94
06/01/2026 2.237,54 2,08% 2,89% 416,05

O café robusta apresentou desvalorização de 0,32% e está sendo negociado a R$1.278,33.


INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
12/01/2026 1.278,33 -0,32% 1,14% 238,05
09/01/2026 1.282,40 -0,22% 1,46% 238,94
08/01/2026 1.285,25 0,20% 1,69% 238,41
07/01/2026 1.282,66 1,32% 1,48% 238,02
06/01/2026 1.265,99 1,27% 0,16% 235,40

Açúcar

O preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg registra estabilidade, cotada a R$106,65.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
12/01/2026 106,65 0,00% -3,04% 19,87
09/01/2026 106,65 -0,64% -3,04% 19,87
08/01/2026 107,34 -0,53% -2,41% 19,91
07/01/2026 107,91 1,08% -1,89% 20,02
06/01/2026 106,76 -1,85% -2,94% 19,85

Em Santos (SP), a mercadoria é negociada a R$113,57; a cotação média apresenta baixa de 1,11%.

INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL - SANTOS 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
12/01/2026 113,57 -0,11% -2,79% 21,12
09/01/2026 113,70 -0,90% -2,68% 21,17
08/01/2026 114,73 0,45% -1,80% 21,30
07/01/2026 114,22 1,15% -2,23% 21,20
06/01/2026 112,92 -1,24% -3,35% 20,99

Milho

A saca de 60 kg do milho é negociada a R$68,84, com baixa de 0,26%.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
12/01/2026 68,84 -0,26% -0,95% 12,82
09/01/2026 69,02 0,12% -0,69% 12,86
08/01/2026 68,94 -0,09% -0,81% 12,79
07/01/2026 69,00 -0,19% -0,72% 12,80
06/01/2026 69,13 -0,36% -0,53% 12,85

Os dados são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

  • O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
  • O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
 

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13/01/2026 04:05h

Os preços do frango congelado e do frango resfriado apresentaram alta no mercado. Em contrapartida, a carcaça suína registrou queda nas cotações

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O preço do boi gordo nesta terça-feira (13) apresenta estabilidade; a arroba está sendo negociada a R$319,40, no estado de São Paulo. 


INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
12/01/2026 319,40 0,00% 0,06% 59,51
09/01/2026 319,40 0,03% 0,06% 59,51
08/01/2026 319,30 0,36% 0,03% 59,23
07/01/2026 318,15 -0,16% -0,33% 59,04
06/01/2026 318,65 0,05% -0,17% 59,25

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentaram alta, com elevação de 0,27% no produto congelado e de 0,93% no frango resfriado. O frango congelado é negociado a R$ 7,53, enquanto o resfriado está cotado a R$ 7,61.

VEJA MAIS:


PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
12/01/2026 7,53 0,27% -7,27%
09/01/2026 7,51 -1,70% -7,51%
08/01/2026 7,64 0,00% -5,91%
07/01/2026 7,64 -0,91% -5,91%
06/01/2026 7,71 0,00% -5,05%

 

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO S

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
12/01/2026 7,61 0,93% -6,51%
09/01/2026 7,54 -1,95% -7,37%
08/01/2026 7,69 0,00% -5,53%
07/01/2026 7,69 -1,16% -5,53%
06/01/2026 7,78 0,00% -4,42%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta desvalorização, sendo negociada a R$12,62, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo registra queda na maior parte dos estados, com destaque para São Paulo, onde o animal é comercializado a R$8,80.


PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
12/01/2026 12,62 -1,71% -1,87%
09/01/2026 12,84 -0,39% -0,16%
08/01/2026 12,89 0,00% 0,23%
07/01/2026 12,89 0,00% 0,23%
06/01/2026 12,89 -0,08% 0,23%

 

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
12/01/2026 MG - posto 8,29 -0,72% -1,66%
12/01/2026 PR - a retirar 8,18 -0,85% -1,09%
12/01/2026 RS - a retirar 8,21 -0,61% -1,08%
12/01/2026 SC - a retirar 8,23 -0,96% -1,44%
12/01/2026 SP - posto 8,80 -1,23% -1,23%

Os valores são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

 

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