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Baixar áudioEm 2026, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) prevê destinar mais de R$ 17 bilhões ao financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no Brasil. Apesar do volume inédito de recursos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a redução da burocracia para que esse dinheiro chegue às empresas com a agilidade necessária.
A recomendação consta no documento "Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis" — agenda de propostas voltadas à retomada do crescimento sustentável da economia entregue aos pré-candidatos à Presidência da República.
Segundo a entidade, as micro e pequenas empresas (MPEs) enfrentam os maiores entraves para acessar instrumentos públicos de apoio à inovação, principalmente por causa das exigências de garantias reais — como bens, aplicações financeiras e recebíveis — e da complexidade dos processos de financiamento.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a burocracia para acessar instrumentos de fomento é um dos fatores que ampliam o Custo Brasil — conjunto de entraves burocráticos, estruturais e econômicos que encarece a produção e a realização de negócios no país.
“Devemos enfrentar as amarras estruturais que encarecem a produção no país. O Custo Brasil drena a capacidade de investimento das empresas, afasta o capital produtivo e aumenta os preços dos produtos e serviços consumidos pelos brasileiros”, afirma.
Pesquisa da CNI mostra que 36% dos empresários industriais apontam o excesso de burocracia como o principal obstáculo para acessar políticas públicas de incentivo à inovação.
O problema é mais intenso no Nordeste, onde 48% dos industriais identificam a burocracia como a principal barreira. O Sudeste é a região com menor impacto, onde o percentual é de 32%.
Outros entraves citados pelos empresários são:
O levantamento também revela que 42% dos industriais sequer tentaram acessar instrumentos públicos de apoio à inovação. O índice chega a 45% no Nordeste e a 44% no Sudeste, enquanto Norte e Centro-Oeste registram o menor percentual, de 29%.
Para reverter esse cenário, a CNI propõe uma desburocratização radical nas linhas de financiamento e a modernização dos processos de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e as agências estaduais de fomento. O objetivo é destravar o dinheiro já disponível — mas que permanecem represados em longos trâmites administrativos — especialmente para startups e micro e pequenas empresas.
Segundo a CNI, atualmente o intervalo entre a aprovação de um projeto e a liberação dos recursos pode chegar a 18 meses — prazo considerado incompatível com o ritmo da inovação tecnológica. Por isso, a entidade defende a aceleração das análises e dos desembolsos.
Outra proposta é reduzir ou flexibilizar as exigências de garantias reais, substituindo-as pelo uso de fundos garantidores de crédito. A intenção é que a concessão de financiamento passe a considerar principalmente o mérito técnico e o potencial tecnológico dos projetos, e não apenas o patrimônio da empresa.
A CNI também afirma que os atuais mecanismos de fomento à inovação são excessivamente padronizados e pouco adaptados às diferenças regionais, o que reduz sua efetividade.
Na avaliação da entidade, MPEs, startups e empresas de base tecnológica (deep techs) enfrentam grandes dificuldades para captar recursos destinados ao desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, mesmo quando existem linhas de financiamento disponíveis. Entre os principais gargalos estão editais lentos, juros elevados e incompatíveis com projetos de maior risco, além das exigências excessivas de garantias.
A CNI também aponta limitações no alcance da Lei do Bem (nº 11.196/2005) — mecanismo do Governo Federal que concede incentivos fiscais a empresas brasileiras que investem em PD&I. Por estar atrelada ao regime de Lucro Real, mais de 90% das indústrias brasileiras em outros regimes não podem utilizá-la.
Além disso, o benefício não pode ser aproveitado em anos de prejuízo fiscal e o saldo remanescente não pode ser compensado em períodos posteriores, reduzindo o alcance da política.
Para ampliar o acesso aos recursos, a CNI propõe que o governo e as instituições de fomento compartilhem parte do risco tecnológico dos projetos, por meio da criação de fundos garantidores de crédito voltados às micro e pequenas empresas.
O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Jefferson Gomes, reforça a necessidade da simplificação do acesso aos incentivos, preservando a continuidade dos investimentos públicos em inovação. Segundo ele, a previsibilidade desses recursos é essencial para que empresas e pesquisadores possam planejar projetos de longo prazo.
“É fundamental que o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico seja mantido ao longo do tempo para que possamos aumentar a complexidade de produtos e, assim, podermos ter uma indústria mais forte com produtos com maior valor agregado”, recomenda.
Entre as propostas da entidade está a substituição dos editais tradicionais por modelos de fluxo contínuo, permitindo que projetos sejam apresentados e analisados de forma permanente, sem depender da abertura de chamadas específicas.
Outra recomendação é descentralizar o financiamento da inovação por meio da criação de fundos regionais abastecidos com recursos provenientes de royalties e de outras obrigações regulatórias. Segundo a CNI, a medida permitiria reinvestir parte da riqueza gerada pela exploração de recursos naturais no desenvolvimento das vocações tecnológicas de cada região do país.
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Baixar áudioSerão implantadas 23 estações de telefonia móvel no município de Juazeiro (BA). A infraestrutura vai possibilitar o acesso ao sinal de telefonia e internet móvel em 24 localidades rurais do município. O anúncio foi feito pelo Ministério das Comunicações (MCom) e a medida tem o objetivo de ampliar o acesso da população a serviços essenciais, educação, saúde, oportunidades de negócios e comunicação.
O município de Juazeiro concentra o maior volume de investimentos do programa de telefonia rural na Bahia. Ao todo, estão previstos R$ 39,1 milhões para levar sinal de telefonia e internet às comunidades rurais do município.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância de fortalecer a inclusão digital no estado da Bahia. Ele ressaltou, ainda, como o investimento em tecnologia digital pode gerar resultados positivos, como o estímulo à comercialização dos produtos da agricultura de forma digital.
“Levar conectividade é ampliar a oportunidade para o jovem, para o idoso, aproximar as pessoas que podem continuar na zona rural. Aqui tem uma grande expertise que é a fruticultura. Nós sabemos sabe que quando investimos na infraestrutura digital, a ideia é fortalecer o mercado eletrônico. Através das suas redes, o produtor poderá comercializar os seus produtos. E esse é o objetivo do nosso ministério: gerar condições e gerar alternativas que só a força do governo poderá fazer”, destacou o ministro.
A iniciativa integra o programa de expansão da conectividade rural do Governo do Brasil. No estado baiano, 81 torres de telefonia móvel já foram instaladas em localidades rurais, beneficiando 37 municípios.
No total, o investimento total na Bahia chega a R$ 137,7 milhões, sendo R$ 74,8 milhões já executados e outros R$ 62,9 milhões programados até o fim do ano.
Além da conectividade móvel, os municípios baianos de Juazeiro e Paulo Afonso passam a contar com novos canais digitais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e da Rede Legislativa.
A expansão do acesso ao sinal digital é realizada por meio do Programa Brasil Digital e amplia o acesso da população à programação educativa, cultural, informativa e institucional em sinal aberto e digital.
Em Juazeiro, o sistema recebeu investimento federal de cerca de R$ 885 mil, já Paulo Afonso recebeu aproximadamente R$ 590 mil.
Junto com o anúncio de investimento em conectividade, também foram celebrados os 10 anos de atuação do Centro de Recondicionamento de Computadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A unidade, que promove a capacitação profissional de jovens, é considerada uma referência nacional em inclusão digital e sustentabilidade. O centro já doou 3.266 computadores recondicionados para 376 Pontos de Inclusão Digital (PIDs) e capacitou 6.972 pessoas.
Durante a cerimônia, foi assinado um termo aditivo no valor de R$ 650 mil para fortalecer as atividades do centro de capacitação.
O evento também marcou o avanço do projeto de Robótica Educativa, que já conta com investimentos que superam os R$ 2,5 milhões. A iniciativa implantou laboratórios de robótica em Juazeiro, Campo Formoso (BA) e São Raimundo Nonato (PI), além de um laboratório móvel, com previsão de formar 50 professores especialistas e emitir 1.500 certificações.
As entregas em Juazeiro integram ações do Ministério das Comunicações para ampliar a inclusão digital e a conectividade no estado. Os programas diretamente executados pela pasta somam cerca de R$ 262,3 milhões em investimentos na Bahia. Os recursos foram distribuídos entre conectividade em escolas, expansão da telefonia móvel e inclusão digital.
Confira os principais resultados:
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Baixar áudioMoradores de 13 comunidades rurais de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, passaram a contar com sinal de telefonia móvel e internet 5G. A iniciativa do Ministério das Comunicações (MCom) instalou 12 estações de telefonia móvel na região, ampliando o acesso à conectividade em localidades que antes enfrentavam dificuldades para realizar chamadas, acessar serviços digitais e utilizar a internet. O investimento chega a R$ 20,4 milhões
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que o movimento proporciona o acesso à tecnologia de qualidade para o Sertão. Segundo ele, a conectividade antena representa oportunidades que antes não existiam.
Para Siqueira Filho, a iniciativa garante que os moradores do interior do país tenham acesso às mesmas oportunidades digitais disponíveis nos centros urbanos. “Então, esse é o propósito do nosso governo, é levar mais inclusão digital para que as pessoas possam se inserir nesse mundo”, afirmou o ministro das Comunicações.
Durante o evento, foram apresentados os benefícios da expansão da conectividade no local. Além de possibilitar o pagamento à distância, teleconsultas e acesso aos aplicativos do Governo Federal, agora a população também não vai mais enfrentar problemas de comunicação para emergências – como ligar para o SAMU, pelo 192.
A iniciativa integra o programa de expansão da conectividade rural do Governo do Brasil. Em Petrolina, foram beneficiadas as comunidades de N.S.1, Pau Ferro, NS 2, Caititu, Agrovila Nossa Senhora de Fátima, Tapera, Uruás, Cristália, Cruz De Salinas, Bancada, Pedrinhas, Nova Descoberta e Serrote Do Urubu.
No estado de Pernambuco, o programa já instalou 267 torres de telefonia móvel em localidades rurais, beneficiando 114 municípios. Ao todo, o estado pernambucano já recebeu R$ 453,9 milhões em investimentos no setor, sendo R$ 345,1 milhões já executados e outros R$ 108,8 milhões programados até o final de 2026.
Além disso, as rodovias de Pernambuco também estão sendo conectadas com a tecnologia 4G. Já foram instaladas 5 torres de telefonia móvel, garantindo a cobertura de 133 km da BR-232 – que liga Recife a Parnamirim. A previsão é de que os investimentos para cobrir todo o trajeto da rodovia cheguem a R$ 12,8 milhões.
As entregas em Petrolina fazem parte de um conjunto de ações do Ministério das Comunicações voltadas a ampliar a inclusão digital e a conectividade no estado.
Apenas nos programas diretamente executados pela pasta, o estado pernambucano acumula cerca de R$ 508,2 milhões em investimentos. O montante foi distribuído entre conectividade em escolas, expansão da telefonia móvel e inclusão digital.
Confira os principais resultados:
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Baixar áudioO governo de Goiás sancionou duas leis que criam a empresa pública Goiás Tecnologia (GOtech) e a plataforma financeira digital Pequi Bank. As iniciativas buscam modernizar os serviços públicos estaduais, ampliar o uso de inteligência artificial e facilitar o acesso a crédito para servidores públicos e microempreendedores goianos.
Durante a cerimônia de sanção das leis, realizada em Goiânia, o governador Daniel Vilela destacou que a GOtech nasce com a missão de desenvolver soluções tecnológicas para melhorar a gestão pública e simplificar a vida da população.
“É uma empresa que nasce enxuta, com o objetivo de ser independente financeiramente, mas com o principal objetivo de facilitar a vida do cidadão, oferecendo soluções tecnológicas para a gestão pública do estado e dos municípios”, afirmou.
A GOtech é uma empresa de economia mista aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), com o objetivo de ampliar a transformação digital, gerar empregos e atrair investimentos para o território goiano.
Segundo o presidente da empresa, João Grego, a GOtech não representa a criação de uma nova estatal. “Ela é resultado da incorporação da Goiás Telecom pela Planalto Solar Park, derivada da CelgPAR. Isso significa um enxugamento na estrutura governamental, otimização de recursos físicos e humanos, racionalização e economia também”, explica.
A empresa possui duas frentes prioritárias:
Implantado em 2025, o IA Contra o Crime utiliza inteligência artificial para auxiliar na identificação de suspeitos e na elucidação de crimes. Presente em nove localidades atualmente, o programa deve ampliar o número de câmeras inteligentes de 567 para 5 mil unidades e alcançar 204 dos 246 municípios goianos até outubro. O investimento previsto é de R$ 200 milhões.
“A Goiás Tecnologia tem, neste momento, como seu principal projeto o IA Contra o Crime, que iniciou no Entorno de Brasília, depois veio aqui para a Região Metropolitana. O mais importante é o nosso sistema de IA que consegue com muita rapidez identificar os autores de crimes que são cometidos”, ressaltou o governador.
Além disso, a GOtech ficará responsável pela gestão dos ativos de telecomunicações do estado, da rede de internet dedicada e das usinas fotovoltaicas que abastecem órgãos públicos.
O titular da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), José Frederico Lyra Netto, destacou a singularidade da iniciativa.
“Tenho certeza que essa estrutura vai fazer com que Goiás desponte e sejamos referência não só em rankings mais institucionais, mas para que chegue no cidadão”, disse.
Na mesma linha, o secretário-geral de Governo, Gean Carvalho, destacou o potencial da nova empresa para aproximar tecnologia e serviços públicos.
“O que esperamos é isso aqui que estamos vendo: inovação e tecnologia a serviço do cidadão. Não tenho dúvidas que é daqui para melhor”, afirmou.
Também sancionada pelo governo estadual, a lei que cria o Pequi Bank estabelece uma plataforma digital de multisserviços financeiros voltada a micro e pequenos empreendedores. Desenvolvida pela GoiásFomento em parceria com a Stark Bank S.A., a ferramenta pretende ampliar o acesso a produtos financeiros e estimular o desenvolvimento econômico.
A expectativa é atender cerca de 660 mil clientes, entre pessoas físicas e jurídicas, movimentando aproximadamente R$ 16 bilhões por ano em negócios.
Presente na cerimônia, o presidente da GoiásFomento, Rivael Aguiar, destacou o desafio de colocar o projeto em prática em curto prazo.
“Fizemos praticamente uma operação de guerra na GoiásFomento para fazer o Pequi Bank sair do papel em tempo recorde. E estamos aqui agora concretizando isso, e na semana que vem teremos entrega do primeiro módulo”, relatou.
Além da oferta de serviços financeiros, o governo aposta no Pequi Bank como ferramenta de gestão e operacionalização de programas sociais.
“O Pequi Bank também vai ter a importância de poder sustentar todos os programas sociais do nosso governo, inclusive créditos sociais, por meio dessa parceria, para que o estado também possa ter receita no oferecimento desses serviços e, ao mesmo tempo, poder oferecer ao cidadão serviços financeiros mais baratos”, detalhou Vilela.
Programas estaduais como Mães de Goiás, Aprendiz do Futuro e Crédito Social serão integrados à plataforma. O primeiro produto a migrar para o novo sistema será o cartão do Bolsa Estudo.
A transferência dos beneficiários ocorrerá gradualmente e seguirá as normas de governança e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O Pequi Bank será implementado em três fases.
A plataforma também oferecerá crédito privado para empresas e servidores, crédito consignado, recarga de celular, seguros, títulos de capitalização e comercialização de produtos.
O governador ressalta que a plataforma não teve custos para o estado. “Todo o investimento é feito pelo parceiro, e depois os resultados disso serão divididos entre o parceiro e o estado, então também é uma nova forma de gerar receita e reduzir despesas com gestão bancária”, explicou Daniel Vilela.
O governo estadual ainda negocia parcerias com municípios interessados em utilizar os serviços disponibilizados pelo Pequi Bank.
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Baixar áudioO Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) promove, nesta quarta-feira (20), a Masterclass em Inteligência Artificial para impulsionar negócios e serviços com Tecnologias Emergentes e Transformação Digital. O evento, realizado pelo SENAI CIMATEC, será online e gratuito, com transmissão ao vivo pelo YouTube do SENAI, a partir das 19h.
O conteúdo foi desenvolvido para profissionais, gestores e especialistas que desejam aprender a utilizar ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e tecnologias emergentes para otimizar processos, ampliar a captação de leads, fortalecer o relacionamento com clientes e aumentar a receita de negócios e serviços.
Para o gerente de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI, Mateus Simões, o domínio da IA deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica.
“O domínio de inteligência artificial no mercado atual não é uma opção, é uma exigência. Empresas que não utilizarem inteligência artificial como vantagem competitiva, como forma de trazer diferencial para os seus clientes, para os seus processos produtivos, colocam em risco a vida do negócio. Hoje é mais do que necessário aplicações de IA em ambiente produtivo e em serviços administrativos e comerciais”, afirma.
A masterclass será conduzida pelo coordenador de cursos do SENAI CIMATEC, Sanval Ebert, e pelo professor Eduardo Soares, pesquisador em Inteligência Artificial no Instituto PUC-Behring de IA da PUC-Rio e docente da instituição.
Além de apresentar aplicações práticas da IA no mercado, o evento também abordará detalhes do MBI em Tecnologias Emergentes para Transformação Digital, pós-graduação voltada à Indústria 4.0, economia digital, integração de dados e desenvolvimento de soluções inovadoras alinhadas às demandas contemporâneas.
O curso está com inscrições abertas e busca capacitar profissionais para liderar projetos de transformação digital, unindo inovação, estratégia, integração tecnológica e sustentabilidade.
Saiba mais em universidadesenaicimatec.edu.br.
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Baixar áudioO Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovaram 50 projetos de desenvolvimento de tecnologias industriais (veja lista abaixo) que receberão um aporte total de R$ 22,2 milhões por meio da chamada Smart Factory.
A iniciativa integra o programa Brasil Mais Produtivo (B+P), na modalidade de transformação digital, e tem como objetivo oferecer apoio técnico e financeiro a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) que contribuam para o aumento da produtividade de micro, pequenas e médias indústrias (MPMEs).
Os R$ 22,2 milhões disponibilizados pelo BNDES e o SENAI correspondem a 70% dos custos dos projetos, enquanto os outros 30% serão financiados pelas empresas desenvolvedoras de tecnologia. Além dos recursos não reembolsáveis, o SENAI também disponibilizará especialistas dos Institutos SENAI de Inovação e Tecnologia, que irão apoiar o desenvolvimento e a implementação das soluções em 1.290 MPMEs industriais.
Para a gerente de Operações de Inovação e Tecnologia do SENAI, Patricia Garcia Martins, a iniciativa permite que as empresas validem projetos tecnológicos diretamente em seus processos produtivos.
“Isso permite que essas empresas modernizem as suas operações, aumentem a sua produtividade e que elas tenham acesso a tecnologias que elas não tinham conhecimento ou que achavam que poderia ser muito distante da realidade delas”, ressalta.
Os projetos terão duração de até 12 meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses.
Segundo a gerente do SENAI, a ideia é que as empresas mantenham as tecnologias desenvolvidas em seus processos produtivos e estejam cada vez mais inseridas na transformação digital.
“Tem tecnologias de inteligência artificial e machine learning que são usadas para fazer diagnóstico de manutenção, otimizar processo, planejar produção, fazer análise preditiva e qualquer tipo de sistema que seja mais inteligente em geral. Tecnologia de visão computacional aplicada para controle de qualidade, monitoramento de instrumentação, classificação automática de produtos. Tecnologias de automação e robótica que são mais voltadas para fazer automação de processo, como robôs”, detalha.
Confira os projetos e as empresas aprovadas
Ceará - 11 projetos
Distrito Federal - 7 projetos
Espírito Santo - 1 projeto
Goiás - 9 projetos
Mato Grosso - 2 projetos
Pará - 1 projeto
Paraíba - 2 ´projetos
Paraná - 5 projetos
Rio de Janeiro - 1 projeto
Rio Grande do Sul - 1 projeto
Santa Catarina - 3 projetos
São Paulo - 7 projetos
O SENAI já conduziu 10 chamadas Smart Factory, sendo cinco delas com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o BNDES, três com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e duas com o BNDES.
Ao todo, foram aprovados 302 projetos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias industriais, com 7,3 mil validações em MPMEs, em 16 Unidades da Federação.
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Baixar áudioA inteligência artificial ganhou protagonismo nas discussões do Dia Nacional da Comunicação, celebrado na terça-feira (5), durante o Qualcomm Innovation Summit Brazil, realizado em São Paulo. No evento, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, apresentou as iniciativas do governo federal voltadas à preparação do país para a nova era tecnológica, com foco na ampliação e modernização da infraestrutura digital.
Segundo o ministro, a estratégia do governo envolve diferentes frentes que atuam de forma coordenada. “O Governo do Brasil conduz essa agenda de forma integrada, com atuação coordenada entre diferentes frentes estratégicas”, afirmou.
“Nesse contexto, o Ministério das Comunicações está desenvolvendo ações voltadas para o fortalecimento de uma infraestrutura composta por redes, data centers, cabos submarinos, espectro, energia, profissionais qualificados e segurança jurídica”, acrescentou.
Um dos pontos destacados foi a criação da Política Nacional de Data Centers, ainda em elaboração. A proposta busca oferecer maior previsibilidade ao setor, com garantias nas áreas jurídica e energética.
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Ministério inaugura laboratório de informática em escola rural de Manaus (AM)
A iniciativa também pretende aproveitar vantagens competitivas do país, como a matriz energética limpa, a localização estratégica, a extensa rede de cabos submarinos e o tamanho do mercado interno. Atualmente, o Brasil concentra cerca de metade do mercado latino-americano de data centers.
Outro eixo considerado essencial é a expansão das redes móveis. O modelo de leilão adotado no país, que condiciona o uso do espectro a compromissos de investimento, tem acelerado a implementação do 5G e ampliado o alcance do 4G, inclusive em regiões menos atrativas economicamente.
“Nos últimos anos, o 5G avançou de forma expressiva, com presença em 1,78 mil municípios e cobertura para quase 70% da população. Ao mesmo tempo, o 4G continua sendo ampliado em áreas rurais, localidades remotas e regiões ainda sem cobertura adequada. Nossa missão é fazer com que a transformação digital alcance todos os brasileiros, impactando a educação, a saúde, a segurança, a agricultura, a indústria, a mobilidade e a cidadania”, declarou o ministro.
A agenda também inclui projetos voltados à integração regional e à soberania digital. Entre eles está o programa Norte Conectado, que prevê a instalação de 13 mil quilômetros de cabos de fibra óptica nos rios amazônicos. A iniciativa deve levar conectividade a cerca de 70 localidades que hoje dependem de soluções via satélite, geralmente mais caras e limitadas.
Já a Política Nacional de Rodovias pretende garantir acesso contínuo à internet em trechos estratégicos de estradas, o que pode melhorar a segurança viária, facilitar o monitoramento de cargas e otimizar a logística, especialmente no agronegócio. Na ocasião, o ministro reforçou o objetivo de ampliar o acesso digital no país.
“Todas essas frentes se conectam em uma mesma agenda. O Governo do Brasil quer levar internet a quem ainda está desconectado, melhorar a qualidade das redes onde já existe cobertura, ampliar a capacidade de processamento e armazenamento de dados, qualificar pessoas, apoiar a inovação e criar um ambiente no qual as empresas possam investir com previsibilidade”, concluiu.
O Qualcomm Innovation Summit Brazil 2026 reúne representantes de universidades, operadoras, indústria, centros de pesquisa, startups e governo, com debates sobre conectividade, computação inteligente e inteligência artificial.
O Dia Nacional das Comunicações, celebrado em 5 de maio, homenageia o Marechal Rondon, considerado o patrono da área no Brasil por seu papel na implantação de linhas telegráficas que ajudaram a integrar diferentes regiões do país.
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Baixar áudioO mundo digital agora está a poucos cliques de jovens e adultos de comunidades quilombolas de Barreirinha (AM). Ao todo, 37 alunos do Projeto Laboratório de Informática Itinerante Quilombola se formaram no curso de informática básica, no qual aprenderam a utilizar programas, navegar na internet e acessar outras ferramentas digitais.
Uma delas foi Clediomara Cabral, que descobriu o curso na escola das filhas e já sente falta das aulas. “Eu fiquei até com saudade de vir todas as noites e de ficar lá mexendo. É uma oportunidade que nunca tivemos”, celebrou.
As aulas tiveram início em outubro do ano passado e aconteceram em um laboratório de informática, equipado pelo programa Computadores para Inclusão. Para a formanda Talyssa Karoline, significou a realização de algo que queria há muito tempo. “Foi bom a gente evoluir em uma coisa que a gente sempre esperou. Então, eu agradeço por hoje estar recebendo certificado e pelas oportunidades e outros cursos que possam vir também para que a gente possa evoluir mais”, agradeceu.
A iniciativa atende três comunidades quilombolas da região e é coordenada por um Ponto de Inclusão Digital (PID), o Centro Municipal de Inclusão Digital Ariramba (CMID), que promove educação digital e fortalece a transformação social da população local. O apoio é feito pela Prefeitura de Barreirinha, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), com o objetivo de garantir políticas públicas de inclusão.
O programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações, promove inclusão digital e capacitação tecnológica por meio dos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs).
“Estamos colocando essas pessoas no mercado de trabalho qualificado, além de gerar inclusão, avançamos na construção da soberania digital do nosso país, com mão de obra de qualidade. O programa Computadores para Inclusão tem uma missão clara: transformar tecnologia que não teria uso em oportunidade para a juventude e toda comunidade. Equipamentos que seriam descartados viram ferramentas de aprendizado, lazer e trabalho”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Nos centros, equipamentos eletrônicos doados passam por recondicionamento e são utilizados em cursos gratuitos de tecnologia, além de serem destinados a escolas públicas, bibliotecas, telecentros e projetos sociais em todo o país.
“Cada computador doado para iniciativas como essa se transforma em uma importante ferramenta de inclusão e capacitação digital nas mãos de alunos e professores. Para as comunidades quilombolas em Barreirinha, não é diferente. Que essa formatura sirva de incentivo para esses estudantes no caminho do letramento digital”, completou o ministro.
O objetivo da iniciativa é ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer a formação profissional de jovens e adultos e criar oportunidades de entrada qualificadas no mercado de trabalho.
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Baixar áudioO ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu na terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la pelos reconhecimentos de destaque que recebeu no cenário internacional.
A cientista passou a integrar a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da Time e também foi agraciada com o World Food Prize de 2025, conhecido como o “Nobel da Agricultura”.
Durante o encontro, o ministro ressaltou a relevância da trajetória da cientista e o impacto internacional de seu trabalho, afirmando que o reconhecimento representa um marco para o país.
“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo”, declarou.
“É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, complementou.
O reconhecimento recebido por Mariangela em 2025 nos Estados Unidos, no World Food Prize, destaca mais de quatro décadas de pesquisas dedicadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura.
As tecnologias desenvolvidas pela pesquisadora já são aplicadas em cerca de 85% das lavouras de soja no Brasil, contribuindo para reduzir custos de produção e aumentar a sustentabilidade no campo.
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Acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, Mariangela afirmou que a homenagem vai além de sua trajetória individual. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, disse.
Ela também lembrou que o avanço dos bioinsumos no país é resultado de décadas de pesquisa contínua. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta, construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, afirmou.
Em abril de 2026, Mariangela passou a integrar a lista TIME100, na categoria “Pioneiros”, dedicada a personalidades com contribuições científicas e tecnológicas de impacto global. Seu trabalho com fixação biológica de nitrogênio permite reduzir o uso de fertilizantes e gerar economia bilionária anual para o agronegócio brasileiro.
Além do World Food Prize, a cientista acumula outras distinções recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), concedido em 2025, a Medalha de Mérito Apolônio Salles, do Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.
Com mais de 40 anos de atuação na Embrapa, Mariangela Hungria também integra a Academia Brasileira de Ciências e aparece em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de soluções biológicas voltadas a uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.
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Baixar áudioEstudantes brasileiros de 9 a 18 anos vão representar o Brasil no FIRST Championship, a principal competição mundial de robótica, que acontece entre 29 de abril e 2 de maio, em Houston, nos Estados Unidos. A delegação brasileira é liderada pelo Serviço Social da Indústria (SESI), operador oficial dos torneios da FIRST no país.
Ao todo, 17 equipes representarão escolas do SESI, além de instituições públicas e privadas, dos seguintes estados:
O coordenador da categoria FIRST® LEGO® League Challenge pelo SESI, Marcos de Sousa, afirma que, no passado, apenas estudantes de poucas regiões, predominantemente, conseguiam avançar até a etapa mundial. Segundo ele, a nova metodologia aplicada pelo SESI no treinamento e no regramento das equipes tornou o programa mais homogêneo em todo o país.
“Com a maturidade da operação no programa, chegando a lugares que antes eram um pouco difíceis, o SESI faz, de fato, um trabalho de forma hegemônica, que chega nas pontas onde precisa chegar. E com isso, temos esses resultados dos estudantes brilhando Brasil afora”, explica.
Sousa também destaca que a conquista dos títulos nacionais e a participação no torneio mundial impactam diretamente na trajetória de todos os envolvidos no projeto.
“Não estamos falando só do estudante, que de fato é o mais impactado, mas também dos professores, de toda a comunidade escolar e da família também. Todos são impactados de uma forma positiva, porque aquele jovem descobre o que há lá fora, analisa, conhece pessoas, entende estratégias de outras equipes, se desafia a falar, interpretar e raciocinar em outro idioma”, ressalta.
A maior parte da delegação brasileira (9 equipes) compete na categoria mais avançada do torneio, com robôs industriais de até 1,5 metro de altura, além do desenvolvimento de projetos sociais que promovem o acesso à robótica em comunidades brasileiras.
Outros times participam em categorias com diferentes níveis tecnológicos: três equipes competem com robôs de LEGO e cinco disputam a categoria intermediária, com robôs de porte médio.
FIRST® LEGO® League Challenge (FLLC)
FIRST® Tech Challenge (FTC)
FIRST® Robotics Competition (FRC)
Desde que o SESI passou a organizar as competições da FIRST no Brasil, em 2012, mais de 45 mil estudantes participaram dos torneios. Apenas na modalidade iniciante (FLLC), as equipes brasileiras já conquistaram mais de 110 prêmios internacionais.
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