;

Cadastro de mídia

TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o usuário realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Política de privacidade

Nós do Brasil 61 coletamos e usamos alguns dados dos nossos leitores com o intuito de melhorar e adaptar nossas plataformas e nossos produtos. Para isso, agimos conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) e nos esforçamos para sermos transparentes em todas nossas atividades.

Para podermos oferecer melhores serviços e veicular peças publicitárias de nossos anunciantes, precisamos conhecer certas informações dos nossos usuários.

COMO O BRASIL 61 COLETA SEUS DADOS

– Quando você se cadastra e cria um usuário no Brasil 61

Quando você entra no nosso site, fornece informações (dados) para a criação do usuário. Estes dados são usados para orientar a estratégia do Brasil 61 e o desenvolvimento de novos serviços e/ou produtos. Essas informações são fornecidas voluntariamente por você leitor e não são compartilhadas com nenhum terceiro.

– Quando você acessa o site do Brasil 61 (www.brasil61.com.br) ou abre uma de nossas newsletters enviadas por e-mail

O Brasil 61 usa tecnologias como cookies e pixel tags para entender como é a sua interação com as nossas plataformas. Esses dados permitem saber, por exemplo, de que dispositivo você acessa o site ou em que links você clicou e quanto tempo permaneceu lendo as notícias. 

COMO O BRASIL 61 USA OS SEUS DADOS

Nós, do Brasil 61, usamos seus dados sempre com a principal intenção de melhorar, desenvolver e viabilizar nossos próprios produtos e serviços a você leitor.

Seus dados são sempre analisados de forma não individualizada, mesmo os que são fornecidos vinculados seu nome ou ao seu endereço de e-mail. 

Os dados em conjunto são analisados para criar relatórios estatísticos de audiência sobre as páginas, textos e meios de acesso ao site e às newsletters. 

Esses relatórios são compartilhados com nossos anunciantes e patrocinadores e servem para modelar estratégias e campanhas institucionais.

As informações que você fornece durante a criação do cadastro do seu usuário no Brasil 61 são utilizadas para a formulação de estratégia comercial e desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços.

Essas informações individualizadas podem ser usadas pelo Brasil 61 para o envio de campanhas comerciais e divulgação de serviços e/ou produtos próprios. Não são compartilhadas com nenhum terceiro.

As informações captadas por meio de cookies e pixel tags são usadas em relatórios internos de monitoramento da audiência e também em relatórios para os anunciantes verificarem a efetividade de suas campanhas. Essas informações não estão vinculadas a nome ou e-mail dos leitores e são sempre avaliadas de forma não individualizada.

O Brasil 61 compartilha informações captadas por meio de cookies e pixel tags com terceiros, como anunciantes, plataformas de redes sociais e provedores de serviço – por exemplo, o serviço de envio de e-mails. O Brasil 61 também em seu site cookies de terceiros que captam informações diretamente do usuário, de acordo com suas próprias políticas de privacidade e uso de dados. 

O QUE O BRASIL 61 NÃO FAZ COM SEUS DADOS

– Não monitoramos ou coletamos dados de páginas que não pertencem ao Brasil 61.
– Não compartilhamos ou vendemos para terceiros nenhuma informação identificável.

O QUE VOCÊ PODE FAZER SE NÃO QUISER MAIS QUE SEUS DADOS SEJAM USADOS PELO BRASIL 61

– Caso não queira que o Brasil 61 use nenhum tipo de cookies, altere as configurações do seu navegador. Nesse caso, a exibição de anúncios e mensagens importantes do Brasil 61 e de nossos anunciantes pode ser prejudicada.

– Caso queira deixar de receber algum newsletter ou e-mail de alertas de notícias, basta clicar em “Unsubscribe”, na parte de baixo do e-mail enviado pelo Brasil 61. 

– Caso queira excluir seu usuário e apagar seus dados individuais da base do Brasil 61, basta enviar um e-mail para: privacidade@brasil61.com

 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

10/11/2020 14:00h

O cenário atual exigiu modificações na forma de trabalhar e atender os clientes. Nesse sentido, mais de 40% das empresas realizam agora apenas entregas via atendimento online

Baixar áudio

Mais de 5 milhões de pequenas empresas brasileiras tiveram que passar por mudanças durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo o Sebrae, que ajuda os empreendedores por meio de consultoria, enquanto 10,1 milhões de empreendimentos da categoria tiveram que interromper as atividades temporariamente, outros confirmam o movimento de otimismo em relação ao retorno dos clientes. 

Para ajudar as micro e pequenas empresas (MPE) em uma retomada segura, o Sebrae tem desenvolvido inúmeras ações que indicam a melhor forma de atuar para garantir a venda de produtos e o oferecimento de serviços. É o que afirma o gerente de competitividade do Sebrae, César Rissete.

“O retorno exige um planejamento, como para compras, por exemplo. Se você compra um insumo ou uma matéria prima para ofertar, tem que planejar isso, percebendo que o retorno é gradual. Então tem que planejar a compra com esse cenário. Tem a questão de você ter a volta do seu funcionário que estava com o contrato suspenso por casa da MP do governo. Além disso, é preciso ficar atento ao equacionamento financeiro”, explica Rissete.

O cenário exigiu modificações na forma de trabalhar e atender os clientes. Nesse sentido, das empresas que continuaram em funcionamento, mais de 40% realizam agora apenas entregas via atendimento online. Outros 41,2% dos negócios passaram a atuar com horário reduzido, enquanto 21,6% estão realizando trabalho remoto.


 
Atendimento às MPEs

No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o Sebrae atende aos empresários de pequenos negócios por meio de consultorias, cursos e capacitações. Entre os programas está o Sebrae Orienta, que tem ajudado na retomada segura das atividades econômicas, buscando soluções para minimizar os impactos da crise.

Inicialmente, o programa foi idealizado apenas para a capital, Campo Grande. Realizada em parceria com o Sesi/MS e o Senac/MS, a iniciativa tomou maiores proporções e, atualmente, engloba 50 municípios do estado.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Josiane Ramos, que é contadora, tem 43 anos e trabalha no setor de RH de uma empresa de confecção chamada Gorethy Lingeries, localizada em Dourados (MS). Ela conta que a empresa teve que passar por adaptações durante a pandemia para evitar o fechamento das portas. Para isso, Josiane conta que a empresa contou com consultorias do Sebrae que auxiliaram na retomada segura das atividades.

“Nós tivemos suporte na questão de consultoria de procedimentos para o combate da Covid-19, que também se estendeu para as lojas da rede. Com isso, nossos funcionários foram auxiliados em vários pontos. Entre eles estão as medidas de prevenção no ambiente de trabalho, estratégias de distanciamento social, a prática da prevenção individual, como a higienização das mãos, dos locais de trabalho e o uso das máscaras”, pontuou Josiane.

Já em Pernambuco, o governo do estado começou a trabalhar, com o apoio do Sebrae, para a retomada segura das atividades econômicas. A partir das dicas e orientações, municípios situados perto de Garanhuns, Arcoverde, Salgueiro, Petrolina e Serra Talhada avançam nesse reinício e passam a ampliar a capacidade de cinemas e realizar eventos com até 300 pessoas.

Por meio do Sebraetec Express, são oferecidos atendimentos especiais e gratuitos nas áreas de Design e Biossegurança. São consultorias que ajudam a criar um plano de ação para orientar empresas sobre boas práticas de higiene e de cuidados contra o Coronavírus.
Apoio aos gestores

Além da continuidade da luta contra a pandemia ocasionada pela Covid-19, a reta final de 2020 será marcada pelas eleições municipais, que serão decisivas para a retomada econômica do País em 2021. Neste contexto, o papel dos pequenos negócios será ainda mais estratégico, isso porque existem mais de 7 milhões de micro e pequenas empresas e aproximadamente 10,6 milhões de microempreendedores individuais, todos eles com participação de 30% no PIB nacional. Diante disso, o Sebrae elaborou um conjunto de contribuições reunidas na publicação

"10 Dicas do Sebrae para o Candidato". Os próximos gestores precisam ter olhar atento ao empreendedorismo, para que os municípios possam fortalecer o desenvolvimento, permitindo o aprimoramento contínuo do ambiente de negócios, dando prioridade para o setor econômico mais favorável para o local.

A proposta da instituição é contribuir com diversas soluções já testadas e aprovadas em todos os cantos do País, que podem ser adotadas pelos futuros gestores para reanimar os pequenos negócios em seus municípios e ajudar a recuperar a economia. O compilado chama atenção para a importância da geração de empregos, da necessidade de incluir o desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão do município e não somente estimular como facilitar a formalização de empreendimentos e de Microempreendedores Individuais.

O guia também traz dicas de mobilização de lideranças – focando o diálogo com o setor produtivo –, desburocratização, formas de apoiar o empreendedor – como cursos e capacitações –, inclusão do empreendedorismo nas escolas, fomento a cooperativas de produtores e a promoção da inovação e sustentabilidade.

Uma observação também importante do documento diz respeito à preferência de compra do município junto aos pequenos produtores locais, bem como a contratação dos serviços. É possível, por exemplo, adquirir produtos da agricultura familiar para a merenda escolar, contratar Microempreendedores Individuais para realizar pequenos reparos e serviços diversos em prédios e espaços públicos e apoiar a organização de feiras livres de produtos locais.

Baixe o Guia do Candidato Empreendedor.
 

Copiar o texto
04/11/2020 00:00h

Necessidade estimula empreendedorismo para geração de renda e emprego no pós-pandemia

Baixar áudio

Diante de um cenário em que a pandemia do novo coronavírus contribuiu fortemente para o aumento do desemprego no Brasil, o empreendedorismo pode ser a solução do problema. Segundo relatório divulgado este ano pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), quase 90% dos empresários iniciais afirmam que a escassez de emprego foi um dos principais motivos para o desenvolvimento da iniciativa empreendedora. Além da abertura de novos negócios, empreendedores que já estavam no mercado tiveram de se reinventar para driblar os problemas causados pela Covid-19.

Impulsionado principalmente pelo número de novos MEI, estima-se, neste ano, que o Brasil deva atingir o maior patamar de empreendedores iniciais dos últimos 20 anos com um quarto da população adulta do país envolvida com o empreendedorismo por causa da crise causada pelo avanço da pandemia do novo coronavírus.

Nesse contexto, em que as pessoas abrem o próprio negócio motivadas pela necessidade, é possível verificar o crescimento de um empreendedorismo menos qualificado. São pessoas que não se prepararam adequadamente e que têm um sério risco de sofrer problemas de gestão no futuro. Principalmente na gestão financeira do negócio. “Para essas pessoas nós reforçamos que o Sebrae tem um universo de cursos que podem ser feitos à distância (até mesmo pelo WhatsApp) e sem nenhum custo, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles. 

A maior parte dessas empresas está procurando o setor de serviços, por uma razão bem simples: o baixo investimento inicial. Um empreendedor que resolve abrir uma pequena indústria, por exemplo, vai precisar de um capital inicial para a compra de máquinas e insumos. No caso do comércio, a empresa precisa de um estoque de produtos e – muitas vezes – de um ponto físico. Já no segmento de serviços, a demanda inicial é mínima ou até inexistente. Um empreendedor que resolva abrir um negócio de “marido de aluguel”, por exemplo, vai precisar de um celular e uma caixa de ferramentas.

Segundo o gerente de competitividade do Sebrae, César Rissete, muitos empreendedores conseguiram sobreviver durante a crise aderindo a inovações na execução dos serviços. Para ele, o meio digital foi um dos principais aliados dos empresários nesse propósito.

“As empresas que já estavam nos canais digitais, que tiveram uma preparação e um processo ativo de busca de clientes, passaram com um pouco mais de facilidade pela crise. Já os que não tinham cadastros de clientes, que não colocaram a empresa e os produtos em evidência e não anunciaram alguma promoção, tiveram uma dificuldade muito maior. O que a crise fez foi intensificar um movimento que já vinha acontecendo, e que alguns não tinham percebido isso como importante”, pontuou o gerente.
 
A professora de canto Stefanni Lanza, de 34 anos, conta que teve que se adaptar para manter as atividades laborais. Moradora de Belo Horizonte, ela diz que priorizou os meios digitais para dar aulas e que até conseguiu ampliar a quantidade de alunos por conta disso.

“Eu tive que me adaptar e proporcionar para os meus alunos aulas virtuais. A adesão me surpreendeu bastante. Consegui novos alunos. Hoje, tenho alunos de fora de Belo Horizonte e tem funcionado super bem. Alguns alunos de BH não querem nem voltar para a aula presencial. Eu consegui vislumbrar uma oportunidade mesmo no caos da pandemia”, relata.  

Novas empresas

No Distrito Federal, mais de 14 mil empresas foram abertas mesmo durante a pandemia. Os dados são da Junta Comercial, Industrial e Serviços do Distrito Federal (Jucis-DF). No DF, o setor que mais se destacou foi o comércio varejista de artigos de vestuário, de bebidas e de lanchonetes. Entram, ainda, nesta conta a abertura de CNPJ para os Microempreendedores Individuais (MEI).

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para Rissete, a necessidade ocasionada por uma perda de renda seria um dos fatores para o aumento na abertura desses empreendimentos. No entanto, ele destaca que boa parte enxergou uma oportunidade que foi aproveitada durante a atual crise, o que se repetiu em outros lugares do Brasil.

“Durante a crise, as pessoas não deixaram de consumir, apenas mudaram a forma de fazer isso. Assim, muitos perceberam a oportunidade de, por exemplo, ofertar o produto no próprio bairro, já que as pessoas tenderam a priorizar o comércio mais próximo. As entregas seriam feitas mais rapidamente, garantindo maior segurança”, explica gerente de competitividade do Sebrae.

Guia para gestores públicos

Com o objetivo de apoiar os pequenos negócios, desde a fase inicial até a fase de consolidação/ expansão do empreendimento, o Sebrae tem investido em projetos de valorização da cultura empreendedora. O Guia do Candidato Empreendedor, que acaba de ser lançado, é um exemplo da estratégia adota pela instituição. No documento, candidatos a gestores públicos, em 2021, têm acesso a pacotes de produtos para que os municípios ampliem o desenvolvimento econômico, permitindo melhorias constantes do ambiente de negócios.

O documento tem o apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

Este propósito, segundo o especialista em Direito Empresarial, Marcelo Godke, é essencial, principalmente no que diz respeito à permissão de créditos para que esses empreendedores possam investir cada vez mais.

“A falta de financiamento bancário decorre, muitas vezes, da falta de garantia para as micro e pequenas empresas. Por conta disso, o que os gestores públicos podem fazer é criar sistemas de garantias a serem dados nas contratações de empréstimos com bancos, para que eles consigam ter o crédito disponibilizado a taxas que sejam mais módicas, já que as taxas de juros praticadas no Brasil são muito elevadas, pelo risco que existe”, opinou Godke.

O documento do Sebrae, intitulado “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, trata-se de um compilado de informações que podem auxiliar candidatos (as) a prefeito (a) e vereador (a) nas eleições municipais deste ano. A dica é valorizar os pequenos negócios, já que esses empreendimentos são de extrema relevância no processo de geração de emprego e renda.

Entre as orientações está a inclusão do desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão municipal, a construção de parcerias com o setor produtivo, o investimento em programas de desenvolvimento a partir das vocações e proporcionar a formalização de empreendimento e de Micro e Pequenas Empresas.

Copiar o texto
04/11/2020 00:00h

Ação conjunta entre Governo Federal e parceiros pretende levar inovação e tecnologia para a região; investimento chega a cerca de R$ 90 milhões

Baixar áudio

Dados do último Censo Agropecuário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que mais de 15 milhões de pessoas vivem hoje no campo. Só a região Nordeste soma mais de 6,3 milhões, ou seja, mais da metade de toda essa população rural está distribuída nos nove estados nordestinos. Pensando nesse número e em dar suporte a agricultores e agricultoras na retomada da economia, governo federal, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros parceiros se uniram na criação do plano AgroNordeste. 

O objetivo da ação é impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região por meio de assistência técnica gerencial, capacitação empresarial para jovens no campo, transferência de tecnologia para produtores e participação de produtores em feiras, eventos e rodadas de negócios. Ao todo, serão investidos quase R$ 90 milhões até 2023. 

“O AgroNordeste visa uma orquestração de esforços de diversos agentes que promovem o desenvolvimento rural e sustentável no Nordeste brasileiro, mais o norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, no sentido de levar aos produtores rurais uma melhor condição de performance da propriedade rural, melhorando qualidade de vida, aumentando a renda, implementando um processo de produção mais limpo e sustentável para a região”, explica o secretário-adjunto da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e diretor-geral do AgroNordeste, Pedro Correa. 

Segundo ele, o plano vai agregar mais valor à produção desses agricultores e permitir um diferencial competitivo. “Seja ele agricultor familiar ou médio produtor, a ideia é levar acesso às tecnologias de produção, de baixa emissão de carbono, o que chamamos de tecnologia sustentável, mas também um processo de educação gerencial. Se falo em promover melhora na qualidade de vida, temos que ensinar o produtor a fazer conta, gerenciar a propriedade como um negócio”, pontua. 

O plano foi pensado no ano passado e divulgado em outubro do mesmo ano, quando o mundo ainda não enfrentava uma pandemia. Mas o diretor do AgroNordeste afirma que foram feitas todas as adequações possíveis para esse cenário. “Tivemos uma primeira fase intensa em planejamento e, de quatro meses para cá, o plano entrou na fase de execução por parte do ministério e dos agentes envolvidos. O que aconteceu foi que antecipamos algumas iniciativas que estavam planejadas mais para frente, como a Ater 4.0, que é a assistência técnica e extensão rural com inovação”, revela. 

Para esse ciclo de 2019/2020, Correa conta que são três conjuntos de ações a serem desenvolvidos no Nordeste e norte de MG e ES. “São dois conjuntos de curto prazo de resultados, que são as ações sobre demandas e as diretas. O outro é de ações concentradas, que serão executadas em territórios definidos. Para 2019/2020, serão 12 planos territoriais, chegando a cerca de 600 municípios na região”, adianta. Nas ações concentradas, segundo ele, os agentes envolvidos analisam as atividades a serem implementadas nesses territórios para solução de problemas levantados anteriormente. A meta é chegar a 30 territórios até 2025. 

Sobre a participação do Sebrae, o diretor-geral do AgroNordeste é enfático. “O Sebrae tem uma experiência muito grande com a promoção de arranjos produtivos e locais, isso é histórico. A entidade tem contribuído muito com o plano nesse sentido.” 

Até agora, o Sebrae e demais parceiros têm o desafio de atender mais de 20 mil empreendedores rurais no âmbito do AgroNordeste, em 13 cadeias de produção diferentes. José Mirionaldo Rodrigues Macedo, 37 anos, é um deles. Há três meses, ele conheceu os efeitos do AgroNordeste. Morador de Betânia do Piauí (PI), o agricultor preside a Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Município de Betânia do Piauí (Ascobetania) e acredita que o plano só tem a acrescentar na produção. “Ele veio para nos fortalecer, para nos tornar verdadeiros empresários de nossas propriedades”, afirma. 

Segundo o agricultor, com a ajuda do plano e de toda tecnologia fornecida pelas entidades parceiras, eles estão levando os produtos para fora das propriedades. “Um dos focos do AgroNordeste é a comercialização da porteira para fora. Nós temos o produto, mas ainda temos dificuldade na comercialização. Principalmente na nossa região, esse projeto veio com esse foco e é um grande parceiro”, elogia Mirionaldo. 

Ele cita o Sebrae como um dos alicerces para esse avanço na produção. “Desde o início, houve um trabalho de construção da nossa associação e cooperativa e o Sebrae é um grande parceiro, que tem nos ajudado com capacitações e a redescobrir tecnologias”, diz. “A expectativa agora é de que o nosso produto seja trabalhado para sair certificado e inspecionado da nossa cidade”, projeta.

A coordenadora nacional do Programa Agronordeste no Sebrae, Newman Costa, defende que o plano é um investimento na promoção do desenvolvimento setorial e sustentável dessa região. “Vamos contribuir, nos próximos três anos, em 13 segmentos prioritários, em alguns dos territórios mapeados pelo governo federal e outros já identificados pelo Sebrae. Dentre eles, o de caprinos e ovinos, aquicultura, bovinocultura de leite, avicultura, piscicultura, cafeicultura, agroindústrias e turismo rural, especialmente nesse momento que estamos vivendo, as pessoas quererem conhecer experiências que façam conexão com o meio ambiente”, elenca.

Segundo o plano, o Sebrae vai atuar dentro de 555 municípios. O grande desafio da entidade, segundo Newman, é integrar ações com grandes parceiros e ter um olhar em toda a cadeia produtiva desses segmentos. “Vamos trabalhar desde o início da produção até a inserção no mercado, para que a gente consiga visualizar, nesses territórios, os desafios de se ter uma cadeia mais dinâmica, em que ela se torne mais produtiva, competitiva e com qualidade para atender às necessidades do mercado”, garante.

Retomada da economia do Brasil no pós-pandemia será melhor com bom desempenho das micro e pequenas empresas 

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lança edital de intercooperação do Programa Brasil Mais Cooperativo

Saneamento básico: gestão comunitária da água é a esperança para 17 milhões de moradores da área rural

Impactos e resultados

Pedro Correa, diretor-geral do AgroNordeste, avalia expectativa e resultados esperados com essa iniciativa, que tem metas a curto, médio e longo prazo. “Em termos de impacto, o que se espera é aumentar o valor bruto da produção agropecuária anual e incrementar as exportações agropecuárias na região atendida pelo plano. Quando se fala em aumento de valor bruto, também se fala em aumento de oferta. E quando se fala de aumento de exportação, estamos falando de dinheiro no bolso e resultado”, opina. 

“Em termos de resultados, esperamos o aumento de produtividade, da comercialização dos produtos agropecuários das cadeias que serão atendidas pelo plano, da área de produção com implementação de tecnologias de baixa emissão de carbono e aumentar investimentos nesse setor, tornando a região mais atrativa para negócios”, detalha. 

De acordo com Newman Costa, coordenadora nacional do Programa Agronordeste no Sebrae, o foco da entidade é em resultados a curto e médio prazo. “Tudo foi construído com olhar voltado para o aumento do faturamento, acesso a mercado, inserção de novas tecnologias nos pequenos negócios rurais, sem deixar de lado os comércios e serviços desses segmentos, além do aumento da produtividade.” 

No âmbito do plano, só o Banco do Nordeste realizou, só em 2019 e 2020, mais de 410 mil operações de crédito, liberando um valor superior a R$ 2,5 bilhões. “O componente de crédito faz toda a diferença”, crava Pedro. 

O AgroNordeste também tem como parceiros como a Embrapa conectando por meio das várias unidades de referência além do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 

Apoio a gestores

Incentivar a geração de emprego e renda e qualificar quem mais precisa são algumas das dicas que podem ser inseridas nas propostas de governo dos (as) futuros (as) prefeitos (as) e vereadores (as) que serão escolhidos em novembro deste ano, nas eleições municipais. A ideia do Sebrae, em parceria com várias entidades, é inserir a pauta do empreendedorismo nas campanhas. 

Uma delas, por meio do documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, é investir cada vez mais na qualificação e inovação de micro e pequenos empreendedores e agricultores. Entre as sugestões, estão realizar parcerias com o Sistema S, instituições de ensino e empresas privadas para promoção de cursos de qualificação profissional e construir parcerias com organizações da sociedade para promoção da inclusão pelo associativismo e empreendedorismo. 

O documento é uma iniciativa do Sebrae com o apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

Copiar o texto
03/11/2020 00:00h

Micro e pequenas empresas resolveram investir cada vez mais em tecnologia e inovação para não fecharem as portas durante a pandemia

Baixar áudio

O Brasil ocupa hoje uma das piores posições em rankings de educação. Em uma lista com 65 países participantes do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), do Ministério da Educação, por exemplo, o País amarga o 53º lugar. Fatores sociais podem influenciar diretamente nesse número e é isso que uma startup pernambucana tenta reverter. Por meio da inclusão social, três pequenos empresários resolveram inovar e transformar a vida de milhares de crianças e adolescentes em todo o Brasil por meio da educação. 

Criada em 2015, a startup Prol Educa oferta bolsas de 70% a alunos e alunas que não têm condições de arcar com o valor integral da mensalidade em mais de 400 escolas parceiras. No total, mais de cinco mil famílias em todo o Brasil são alcançadas com a iniciativa. O objetivo é incentivar crianças e adolescentes a não desistirem de estudar e reduzir a inadimplência. 

“A gente ajuda famílias que sonham em matricular seus filhos em boas escolas, mas que não têm condição de arcar com as mensalidades. Nosso modelo se baseia em ofertar vagas ociosas que não foram preenchidas pelas instituições de ensino privadas por um preço mais acessível”, explica Pettrus Nascimento, um dos idealizadores da Prol Educa, com sede em Recife (PE). 

Orientações do Sebrae ajudam micro empresários na sustentação dos empregos durante a pandemia

Empresa Simples de Crédito e Cadastro Positivo surgem como alternativas de crédito para micro e pequenas empresas

A startup atua em mais cinco estados (Rio Grande do Norte, Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo) e garantiu faturamento superior a R$ 1 milhão em cinco anos de operação. Das cinco mil famílias ajudadas, 90% têm renda média de um salário mínimo. Com a ideia, 40% dos matriculados estão com melhor desempenho no ensino fundamental e 51% no ensino médio. 

Por conta da pandemia, ele e os dois sócios resolveram ampliar o portifólio e passaram a oferecer também auxílio em cursos de graduação e ensino técnico. “Esperamos colocar nossa plataforma com mais inovação em breve e beneficiar cada vez mais estudantes que buscam uma educação de qualidade, é esse nosso papel”, garante Pettrus. 

Parceria e tecnologia

A história dos empresários pernambucanos se cruzou com a do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em 2017, quando foram selecionados para participar do InovAtiva Brasil. De acordo com a entidade, o InovAtiva Brasil é o maior e mais abrangente programa de aceleração de startups do Brasil, oferecendo capacitação, mentoria, conexão e visibilidade a empreendedores inovadores – e o melhor, tudo de graça. Desde 2013, ano de lançamento do programa, mas de mil negócios foram atendidos pela iniciativa. 

“Da forma como os pequenos negócios funcionam hoje não será mais possível sustentá-los. O cliente não está mais na porta da rua. E mesmo aquelas cidades que liberaram para consumo, para reabertura, a forma como cliente está interagindo, está consumindo, o produto mudou. Então, esse pequeno negócio vai ter que se adaptar, vai ter que inovar nesses novos tempos. Ele vai poder alterar o seu modelo de negócio, produtos e processos para continuar no mercado. Todas essas alterações, quando são feitas de forma estratégica, são inovações”, defende o gerente de Inovação do Sebrae, Paulo Renato. 

Antes da pandemia, segundo ele, muitas empresas ainda operavam no “off-line”, ou seja, sem inserção na internet. “O Sebrae criou vários programas que incentivam o pequeno negócio a vender pela internet e interagir com redes sociais, para mudar a visão do empresário também para uma versão ‘on-line’”, diz o gerente. 

A goiana Elizângela de Oliveira sabe bem como é isso. Dona de uma loja varejista de calçados em Posse (GO) há mais de 20 anos, a empreendedora viu que era o momento de começar uma transformação, já que, antes da pandemia, ela só trabalhava com a loja física. “Nós buscamos oferecer o melhor atendimento e qualidade nos produtos comercializados. Há alguns anos, sentimos a necessidade de mudar para o e-commerce, mas por vários motivos não foi possível”, conta. 

Com a crise, segundo ela, veio a necessidade de buscar opções para ampliar as vendas. “Surgiram várias ideias, mas a melhor foi a de criar um site de vendas, tornando realidade o sonho da loja virtual”, lembra Elizângela. O Sebrae entrou na vida da empresária nesse momento. Ela teve ajuda a partir do Sebraetec, que disponibiliza serviços tecnológicos para empresas, conectando os pequenos negócios a uma rede de prestadoras de serviços tecnológicos que atendem em todo território brasileiro.

“Há muitos anos, fazemos parceria com o Sebrae, com cursos de aperfeiçoamento e consultoria”, afirma. “Para mim, o e-commerce é presente e é futuro. Trabalhamos buscando sempre inovar, tanto o site quanto as redes sociais, fazendo parcerias com empresas e sites virtuais”, projeta. 

As vendas da empresária cresceram e as expectativas de ampliar o negócio também. Ela já está pensando, inclusive, nas festas de fim de ano. “Esperamos fortalecer as vendas da loja física, da virtual e um Natal melhor, com ótimas oportunidades de vendas e de negócios.” 

Paulo Renato acredita que, daqui para frente, a tendência é adotar uma estratégia híbrida de negócios. “É uma estratégia tanto on-line quanto off-line, em que você promove um tipo de experiência para seu cliente com atendimento presencial e na internet com outra estratégia de atendimento”, sugere o gerente de Inovação do Sebrae. 

“A inovação, de fato, será fundamental para que esses negócios se adaptem ao novo tempo econômico que vivemos agora”, aposta ele. 

Inovação no Brasil

Hoje, um em cada quatro donos de pequenos negócios implementou alguma inovação desde o início pandemia. Segundo pesquisa do Sebrae, em parceria com a FGV, empresários com práticas inovadoras em seus negócios tiveram mais sucesso no nível de faturamento. Enquanto os pequenos negócios inovadores registraram perda de 32%, as empresas que não inovaram tiveram um percentual de perda de 39%. 

Em 2017, o Sebrae investiu mais de R$ 300 milhões em iniciativas de inovação. No ano seguinte, foram aplicados R$ 245 milhões em ações e programas como as incubadoras; InovAtiva, programa gratuito de aceleração de startups; Like a Boss, competição para fortalecer o ambiente das empresas com foco digital; e o Sebraetec, que promove o acesso a soluções em sete áreas de conhecimento da inovação.

Já em 2018, o Brasil subiu do 69º lugar para o 64º no Índice Global de Inovação, considerada a melhor posição até então desde 2014. Em 2020, subimos mais dois degraus, alcançando a 62ª posição. As dez primeiras colocações foram ocupadas, neste ano, pela Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Singapura, Alemanha e Coreia do Sul. O Índice Global de Inovação reúne 126 países e é publicado anualmente, desde 2007, pela Universidade Cornell, pelo Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual. 


O Sebrae conta também com o Programa Nacional de Encadeamento Produtivo. Segundo a entidade, são mais de 270 projetos em todo o País que promovem a aproximação entre grandes e médias empresas e pequenos negócios em diversas cadeias de valor. 

Apoio a gestores

Incentivar a geração de emprego e renda e qualificar quem mais precisa são algumas das dicas que podem ser inseridas nas propostas de governo dos (as) futuros (as) prefeitos (as) e vereadores (as) que serão escolhidos em novembro deste ano, nas eleições municipais. A ideia do Sebrae, em parceria com várias entidades, é inserir a pauta do empreendedorismo nas campanhas. 

Uma delas, por meio do documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, é investir cada vez mais em inovação, garantindo internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; apoiando espaços de inovação, startups locais e incubadoras de empresas; implantando serviços online e desburocratizados para a população, modernizando o atendimento da prefeitura; estimulando os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentando a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano. 

O documento é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

Copiar o texto
03/11/2020 00:00h

No Brasil, o número de pessoas desocupadas chegou a 13,1 milhões, o que significa um aumento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2019

Baixar áudio

O desemprego no Brasil chegou a 13,8% no trimestre de maio a julho de 2020, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior da série histórica, que começou em 2012. O número de pessoas desocupadas chegou a 13,1 milhões, o que significa um aumento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2019.

Diante desse cenário, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) orienta que os gestores públicos estruturem estratégias de retomada em conformidade com os protocolos de segurança e normas dos governos estadual e federal. 

Nesse sentido, para ajudar na geração de novos empregos, a instituição destaca que o ideal é incluir o desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão do município; construir forte parceria com o setor produtivo; desenvolver programa de desenvolvimento a partir das vocações e oportunidades do município e região; além de estimular e facilitar a formalização de empreendimentos e de Microempreendedores Individuais.

Entre as ações desenvolvidas pelo Sebrae com esse propósito está o programa Cidade Empreendedora. O projeto foi implantado em 2017 no estado de Santa Catarina e, até 2018, recebeu a adesão de 40 municípios. O programa foi adotado em Balneário Camboriú, por exemplo. Com isso, o município reduziu o tempo de abertura de empresas, de 100 para 5 dias. Além disso, o aumento dos negócios formalizados foi de 337%.

“O empreender consegue ter muitos benefícios quando o município adere ao Cidade Empreendedora: apoio inicial para que o empresário saiba como participar das compras públicas; implantação da sala do empreendedor, um espaço dentro da prefeitura para atender empreendedores; acesso a orientações sobre processos de desburocratização; apoio à implementação da Redesim, onde o dono de uma micro ou pequena pode tirar o alvará dos pequenos negócios de funcionamento e o CNPJ rapidamente...E temos ainda muitos outros exemplos de como esse programa do Sebrae pode movimentar a economia municipal”, exemplifica Paulo Miota, gerente da unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae.

“Nos primeiros meses após as eleições deste ano, o Sebrae vai visitar as prefeituras e apresentar o programa Cidade Empreendedora com todas essas soluções. No entanto, candidato eleito poderá entrar em contato e fazer a solicitação com o Sebrae e solicitar uma apresentação de todos esses projetos e soluções para os municípios”, explica Miota.

Gestor municipal preparado

Para auxiliar prefeitos e prefeitas na elaboração de planos de governo voltados ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas, grandes responsáveis pela geração de emprego e renda no município,  o Sebrae lançou o documento “Guia do Candidato Empreendedor” com o apoio  Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

No guia, o gestor terá acesso a pacotes de produtos para que os municípios possam fortalecer o desenvolvimento, permitindo o aprimoramento contínuo do ambiente de negócios, dando prioridade para o setor econômico mais favorável para o local. Esta ideia, segundo o advogado e especialista em Políticas Públicas, Eliseu Silveira, é um ponto relevante para a economia.

“O programa do Sebrae, que garante que um município possa escolher empreender naquilo que eles têm mais aptidão, é algo muito sábio. Até porque nós devemos buscar que os nossos governantes e os nossos próximos representantes tenham um olhar mais sensitivo para as necessidades e as oportunidades que um município enfrenta e que possui”, defende Silveira.

“Um município que tem potencial turístico deve possuir bons acessos. Então, o nosso gestor precisa buscar, junto ao Governo Federal e ao estadual, recursos para construir bons acessos até este município. Se tivermos esse olhar técnico e aguçado para o futuro, enxergando as possibilidades e verificando as deficiências, é algo que poderá transformar a vida das micro empresas e, consequentemente, dos municípios”, conclui o advogado.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

O documento, intitulado “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, trata-se de um compilado de informações que podem auxiliar candidatos (as) a prefeito (a) e vereador (a) nas eleições municipais deste ano. A dica é valorizar os pequenos negócios, já que esses empreendimentos são relevantes no processo de geração de emprego e renda.

Entre as orientações está a inclusão do desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão municipal, a construção de parcerias com o setor produtivo, o investimento em programas de desenvolvimento a partir das vocações e proporcionar a formalização de empreendimentos e de Micro e Pequenas Empresas.

Copiar o texto
02/11/2020 00:00h

A iniciativa é dividida em planos macros, nos quais há a presença de ações mais específicas que atendem de acordo com a necessidade de cada localidade e empreendimento

Baixar áudio

O empresário Fausto Rossi tem 30 anos e é sócio da empresa Widesys – Softwares para imobiliárias e corretores de imóveis, na cidade de Pato Branco (PR). Ele conta que, aos poucos, o negócio foi ganhando corpo à medida que foram sendo agregados recursos de website para publicar anúncios na internet e integrá-los com redes sociais, além dos principais portais imobiliários do país.
 
Enquanto muitos empreendimentos tiveram que fechar as portas por causa das medidas de segurança exigidas em virtude da pandemia, Fausto Rossi afirma que, para ele, houve resultado positivo, com um aumento de 170% nas vendas, na comparação com o mesmo período de 2019.

“Isso deve-se, por exemplo, às imobiliárias que abriram os olhos para a tecnologia, buscando enfrentar esse momento "desconectado" mas sem perder a conexão com seus clientes. Outro exemplo são as imobiliárias que já possuíam um sistema de gestão, mas que na busca de reduzir seus custos acabaram buscando soluções que atendessem às necessidades com um valor mais acessível, como as nossas soluções”, destaca o empresário.
 
“Sempre estivemos envolvidos com os programas do Sebrae e atualmente estamos participando do programa Tech by Sebrae, do Sebrae/PR. Já passamos por todas as ações da linha de startups até chegar ao Tech by Sebrae, o que contribuiu muito para que estivéssemos melhor preparados na chegada da pandemia”, justifica Fausto Rossi.


 
Assim como Rossi, outros empreendedores brasileiros conseguiram driblar a crise por meio da aquisição de novos conhecimentos e ampliação do desenvolvimento da empresa. Nesse sentido, uma iniciativa do Ministério da Economia visa justamente proporcionar a disseminação de programas para remover obstáculos que atingem a produtividade e a competitividade. Trata-se do Mobilização pelo Emprego e Produtividade.
 
O programa é dividido em planos macros, nos quais há a presença de ações mais específicas que atendem de acordo com a necessidade de cada localidade e empreendimento. No geral, o intuito é mobilizar governos locais e representantes do setor produtivo na direção de aprovar políticas públicas que possam simplificar a vida de quem produz e gerar mais emprego e renda.


 
A meta é que a iniciativa seja instalada em todas as Unidades da Federação, com o apoio de governos estaduais e do Sebrae. A “caravana” de instalação do programa já passou, por exemplo, por estados como Ceará, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Mato Grosso, Pernambuco e São Paulo.

Encadeamento Produtivo

Uma das contribuições do Sebrae dentro do Mobilização pelo Emprego e Produtividade foi a implementação da estratégia de Encadeamento Produtivo. A ideia é promover a inserção competitiva e a melhoria do desempenho dos empreendimentos de pequeno porte, sejam fornecedores, desenvolvedores, startups e empresas de base tecnológica.

Marcelo Marinho, de 47 anos, é morador de Aracaju (SE) e proprietário da empresa CPF Parafusos, que fabrica e comercializa esse tipo de peça. Atualmente, a empresa conta com oito funcionários. Marcelo explica que teve que fechar as portas por um tempo e, na reabertura, enfrentou dificuldades para encontrar matéria-prima e até mesmo produtos.
 
No entanto, a esperança de uma retomada segura para Marcelo também está atribuída a programas ofertados pelo Sebrae, como o Encadeamento Produtivo, que está entre os quais ele já aderiu para fortalecer as estratégias da CPF Parafusos.
 
“O Sebrae nos ajuda desde o começo da nossa empresa, em 1996. Nem você acredita no seu potencial, mas eles acreditam. Muitas vezes dá vontade de desistir, mas eles vão contra o desestímulo. Nós participamos bastante de projetos deles e sempre foi benéfico para todos”, avalia Marinho.

 

O propósito do programa é, de um lado, identificar a demanda tecnológica e de gestão do mercado, de outro, a oferta das pequenas empresas junto às médias e grandes empresas. Após essa fase, o Sebrae e instituições parceiras dão início às ações que preparam as pequenas empresas para atenderem aos requisitos demandados pelo mercado e aproximam demandantes e ofertantes.
 
Com esse alinhamento, é possível favorecer o comprometimento e o aumento da confiança nas relações, além de fazer com que médias, grandes empresas e pequenos negócios compartilhem resultados a serem alcançados de forma conjunta, no médio e longo prazo.
 
Na avaliação do diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Eduardo Diogo, fazer muito não significa, necessariamente, que está se fazendo o suficiente. Segundo ele, o País precisa avançar economicamente e, para isso, é preciso que haja o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para micro e pequenas empresas, como é o caso dessa mobilização.
 
“Temos que fazer mais e precisamos de cada um de vocês para nos ajudar, para cobrar de todos nós. A maneira que se mede a eficiência de uma organização é efetivamente o desempenho do público-alvo que ela se propõe a ajudar. E a gente vê o nosso público-alvo: 14,3 milhões de pessoas no Brasil inteiro e ainda temos muito a fazer para elas”, destaca. 

Guia do Candidato Empreendedor

Os pequenos empreendimentos podem contar, ainda, com mais uma estratégia elaborada pelo Sebrae no sentido de promover a visibilidade e o desenvolvimento desses negócios. A entidade lançou o documento “Guia do Candidato Empreendedor” com o apoio  Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

No guia, o gestor terá acesso a pacotes de produtos para que os municípios possam fortalecer o desenvolvimento, permitindo o aprimoramento contínuo do ambiente de negócios, dando prioridade para o setor econômico mais favorável para o local.

O documento, intitulado “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, trata-se de um compilado de informações que podem auxiliar candidatos (as) a prefeito (a) e vereador (a) nas eleições municipais deste ano. A dica é valorizar os pequenos negócios, já que esses empreendimentos são relevantes no processo de geração de emprego e renda.

Entre as orientações está a inclusão do desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão municipal, a construção de parcerias com o setor produtivo, o investimento em programas de desenvolvimento a partir das vocações e proporcionar a formalização de empreendimento e de Micro e Pequenas Empresas.

Copiar o texto
02/11/2020 00:00h

Levantamento feito pelo portal Brasil61.com demonstra que, em comparação à 2016, estas eleições tem mais candidatos que não sabem ler e escrever

Baixar áudio

As eleições deste ano registraram um número maior de candidatos que se declararam analfabetos se compararmos com a disputa eleitoral anterior. É isso o que revela um levantamento feito pelo portal Brasil61.com constando que, para estas eleições, foram registradas 20 candidaturas para o cargo de vereador com pessoas declaradas como analfabetas, enquanto em 2016 esse número foi de apenas seis candidatos.

Tanto agora em 2020 quanto na eleição anterior, não houve nenhum candidato registrado como analfabeto para concorrer ao cargo de prefeito. Todas as regiões do país apresentam candidatos nestas condições, mas duas regiões concentram o maior número, sendo o Norte e o Nordeste com sete pessoas que não sabem ler e nem escrever concorrendo à uma cadeira de vereador. O Sudeste vem logo depois com três candidatos, o Centro Oeste com dois e o Sul com apenas um candidato declarado analfabeto.



De acordo com o Artigo 14, referente aos Direitos Políticos, apresentado na Constituição Federal, esses aspirantes a um cargo público são inelegíveis. Como forma de agilizar o processo, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) exigem comprovante de escolaridade, mas se o candidato não tiver como apresentar, ele pode provar que sabe ler e escrever. Desta forma, caso tenham "capacidade mínima de escrita e leitura", ficam aptos a disputar a vaga.

Segundo a advogada eleitoral, Carla Rodrigues, existem algumas formas de o candidato comprovar sua habilidade na leitura e na escrita, por meio de documentos, para que possa ser apto à participar das eleições como candidato.

“Os documentos que são apresentados são certificados de conclusão de curso em algum nível de escolaridade, ou seja, ensino fundamental, médio ou superior. Mas existe a Súmula do TSE, de número 55, afirmando que a CNH gera presunção da escolaridade necessária. De toda forma, isso vai caber ao juiz eleitoral considerar o comprovante de escolaridade apresentado e decidir pela exigência ou não de eventual complementação ou comprovação alternativa, prevista na Legislação Eleitoral, caso ele tenha alguma dúvida”, explicou a advogada.

Eleições 2020: Saiba como funciona a logística para realizar um processo eleitoral

Mudanças no ensino médio são previstas pelo Inep

De acordo com a cientista política e Articuladora Política Voluntária da ONG Elas no Poder, Noemi Lopes, é importante ter representatividade de todas as classes da sociedade no âmbito político, mas qualquer cargo de gestão pública precisa de alguns conhecimentos mínimos para que as políticas sociais sejam realizadas de maneira efetiva e para trazer benefício à população.   

“Infelizmente percebemos que isso traz uma defasagem educacional que pode, inclusive, ser perpetuada por falta de conhecimento, de informação técnica. Um gestor público que não teve acesso à educação e vai estar na linha de frente promovendo legislação para a sua comunidade é até incoerente”, destacou a cientista política.

Para as eleições deste ano, 70.443 candidatos afirmaram à Justiça Eleitoral que não concluíram os estudos do Ensino Fundamental. Essa etapa é quando ocorre a alfabetização do aluno, que até os seis anos deve aprender a ler e escrever.   

Copiar o texto
01/11/2020 01:00h

Volta às aulas em formato presencial é um momento bastante aguardado pela população brasileira

Baixar áudio

Durante a pandemia causada pela Covid-19, em que as pessoas precisaram se recolher dentro de casa, um triste cenário se repetiu por todo o país: portões das escolas fechados e alunos distantes das salas de aulas. E não foi apenas uma cena para se gravar na memória, mas um fato que marcou profundamente a história do ensino no Brasil, com consequências que podem demorar alguns anos para serem revertidas.

Por isso, a volta às aulas em formato presencial é um momento bastante aguardado pela população brasileira. Há alguns meses, o Governo Federal, entidades de educação, secretárias estaduais e municipais debatem o assunto para definir a melhor forma de realizar essa retomada às aulas.  

Um exemplo de medida adota em favor desse retorno, foi o investimento feito pelo Ministério da Educação para as escolas públicas por todo o país com um valor total de R$ 454 milhões para aquisição de materiais e insumos necessários para prevenir a transmissão da Covid-19 entre estudantes e profissionais da rede básica.



Para Cecilia Motta, que é secretária de Educação do Mato Grosso do Sul e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), ainda há muitos debates e ações a serem desempenhados para que a educação no Brasil possa se reestruturar, uma vez que a pandemia da Covid-19 alargou as desigualdades entre a qualidade de ensino e oportunidade entre os estudantes.

“A diversidade já existe, a pandemia só escancarou isso. Quem não teve tecnologia para estudar, na verdade é porque já não tinha antes mesmo, tinha menos condições. Quer dizer que a desigualdade social, que já existia, aumentou nesse momento. Mas eu gostaria de destacar o esforço dos professores, diretores e coordenadores que nos surpreenderam com sua criatividade e sua garra, fazendo com que o aluno perdesse o mínimo possível, fazendo com que os impactos [da pandemia] fossem o menor possível”, destacou Motta.

Mesmo considerando que os impactos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro possam perdurar por alguns anos, a reinvenção na forma de ensinar fez com que 2020 não fosse um ano perdido para os mais de 36 milhões de alunos espalhados por quase 117 mil escolas pelo país. E é isso o que afirma o coordenador de projeto do Todos Pela Educação, Ivan Gontijo.

“A gente teve uma mobilização muito grande das secretarias [de educação], dos professores, dos diretores, dos estudantes para a educação não parar, para a gente conseguir migrar para o ensino remoto. Lógico, o ensino remoto não chegou para todo mundo, mas eu acho que a educação não parou. Então, eu não diria que esse foi um ano perdido, mas foi o ano mais difícil da história da educação básica. A questão é que dizer que não foi o ano perdido não significa a gente não reconhecer todos os impactos que esse ano teve”, afirmou Gontijo.   

Retorno às aulas: R$ 454 milhões são repassados aos municípios para combater a Covid-19

Ministro da Educação expõe ao Congresso estratégias de retorno às aulas presenciais

O Todos pela Educação é uma organização sem fins lucrativos suprapartidária e independente, composta por diversos setores da sociedade brasileira com o objetivo de assegurar o direito à educação básica de qualidade para todos os cidadãos até 2022 – ano que se comemora o bicentenário da independência do Brasil.

Já o Conselho Nacional de Secretários de Educação é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, que reúne as Secretarias de Educação dos Estados e do Distrito Federal. Seu objetivo é promover a integração das redes estaduais de educação e intensificar a participação dos estados nos processos decisórios das políticas nacionais, além de promover o regime de colaboração entre as unidades federativas para o desenvolvimento da escola pública.

Copiar o texto
01/11/2020 01:00h

O documento contempla 110 metas com diversas abordagens, além de ações em dez áreas de concentração temática para esse período de atuação

Baixar áudio

Há poucos dias foi lançado o Programa Mineração e Desenvolvimento (PMD), uma iniciativa que define a agenda do Governo Federal para a mineração brasileira no período entre 2020 e 2023, com objetivo de atrair novos investimentos e promover o crescimento e desenvolvimento sustentável da mineração por todo o país.

O programa vem sendo trabalhado por diversas frentes desde 2019, e foi debatido conjuntamente com os diversos agentes, tanto do setor público como do setor privado que atuam ou têm interesse pela mineração. Como resultado desse intenso debate sobre os rumos da mineração no Brasil, foi elaborado um texto que contempla 110 metas com diversas abordagens, além de ações em dez áreas de concentração temática para esse período de atuação do programa.

Outro ponto importante é que o documento inclui assuntos relacionados à governança, gestão e eficiência, enfrentamento à mineração ilícita e imagem da mineração, expansão de áreas sujeitas à atividade mineral, ao aumento da produção e às receitas provenientes dessa atividade, à elevação do grau de sustentabilidade do setor, além de estruturar os mais variados e diversos dados oficiais sobre a mineração brasileira.



Durante o lançamento do programa, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que a proposta é importante para a forma como o Brasil vai orientar o setor da mineração nos próximos anos e a forma como os resultados vão refletir na vida da população.

“A mineração é uma das grandes forças da economia brasileira, importante vetor do progresso e sinônimo do seu desenvolvimento para a promoção do bem-estar de todos. O estilo de vida que a sociedade moderna adotou, com uma infinidade de bens, produtos, equipamentos e recursos tecnológicos, torna indispensável a utilização dos bens minerais.”, disse o ministro.

O setor tem apelo econômico importante para o país, mas há possibilidades de crescer mais, pois a mineração industrial legalizada ocupa apenas uma área de 0,6% do território nacional. Com o incentivo à pesquisa geológica, exposta no programa, o país vai poder conhecer bem mais do que os 30% de seu potencial geológico.

Política governamental pode ampliar a produção nacional de minerais estratégicos

Eleições 2020: A disputa nos municípios com grandes orçamentos gerados pela mineração

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, em julho, o Brasil extraiu 88 tipos de minérios do subsolo brasileiro e esses minérios contribuem com cerca de 2,5% do PIB, gerando mais de R$ 50 bilhões em tributos e royalties ao ano, com aproximadamente três milhões de empregos diretos e indiretos. Além disso, se observarmos que apenas em 2019, os municípios brasileiros tiveram mais 4,5 bilhões de reais em arrecadação por Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), é de se pensar no tamanho do impacto desse setor na economia nacional.

De acordo com o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Flávio Ottoni Penido, com os estudos feitos pelo programa, o período de 2020-2023 deve projetar investimentos para todo o país em valores gigantes para a mineração.

“O setor da mineração passa por um processo que começa na pesquisa geológica. Dando bons resultados, uma série de outras ações são necessárias para especificar o tipo de produto que você vai ter. O planejamento de investimento é feito em um tempo maior e temos projetos no valor de US$ 37 bilhões de dólares na mineração”, explicou.

Até julho esta projeção era de US$ 32,5 bilhões. Nesse sentido, o programa aborda questões fundamentais que podem expandir a capacidade do Brasil atrair capital, como o fomento aos mecanismos de financiamento; o uso do título minerário como garantia a operações financeiras; a emissão de debêntures para apoio financeiro ao setor, entre outros.

Copiar o texto
01/11/2020 01:00h

O benefício sofreu mudanças com regras mais rígidas para as pessoas que têm direito e um valor menor do que o disponibilizado anteriormente

Baixar áudio

O Auxílio Emergencial instituído pelo Governo Federal para ajudar a população de baixa renda durante a pandemia da Covid-19 no Brasil foi prorrogado até dezembro deste ano. Apesar disso, o benefício sofreu mudanças com regras mais rígidas para as pessoas que têm direito e um valor menor do que o disponibilizado anteriormente.

Com a publicação da Medida Provisória 1.000/2020, o auxílio emergencial será pago em quatro parcelas no valor de R$300,00. É importante destacar que não receberão essa ajuda os trabalhadores que tenham vínculo de emprego formal ativo adquirido após o recebimento do auxílio emergencial iniciado em abril deste ano; aqueles que tenham obtido benefício previdenciário, assistencial, seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal após começar a receber o auxílio emergencial em abril; quando a pessoa receber proventos acima de meio salário-mínimo e a renda familiar mensal total acima de três salários mínimos ou se for uma pessoa que mora fora do Brasil.

Além disso, não terão direito a receber o benefício, pessoas que em 2019 tiveram rendimentos tributáveis em valor superior a R$ 28.559,70; que tinha, em 31 de dezembro de 2019, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, incluída a terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00; entre outros requisitos estabelecidos pela medida provisória.



De acordo com o economista e professor da Universidade de Brasília, José Luiz Oreiro, essas novas medidas adotadas pelo governo federal, principalmente na redução dos valores do auxílio para a população, podem trazer dificuldades para a economia brasileira pois diminui a recuperação que estava acontecendo até poucos meses atrás.  

“Observamos é que nessa prorrogação por quatro meses houve uma redução significativa do valor do auxílio emergencial. Isso vai ter impacto no nível de atividade econômica no quarto trimestre. O auxílio foi importante para limitar a queda de atividade econômica do segundo trimestre, está sendo importante na recuperação parcial do terceiro trimestre, mas a mesma irá perder fôlego no quarto trimestre de 2020 por conta da redução no valor do auxílio emergencial”, explicou Oreiro.

Para o governo, houve um avanço na definição dos critérios de quem pode receber. Além disso, levou em consideração apontamentos do Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de melhor selecionar o público-alvo do programa e dar uma destinação mais adequada ao dinheiro público.

Impacto Fiscal de medidas de combate à pandemia chega a R$ 605 bilhões

Governo federal prorroga auxílio emergencial por mais quatro meses

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou que apesar das reduções no valor do auxílio emergencial, essa ajuda do governo chegou a 44% dos lares em julho e deve ter impacto significativo na redução das desigualdades de renda durante esse momento de pandemia.

“Mais de 60 milhões de brasileiros vão ter direito a receber o auxílio emergencial de R$300 daqui até dezembro, em um valor total de R$777 milhões, sendo que R$11 milhões nós já temos aqui no Ministério da Cidadania. Esses são recursos ordinários que estavam destinados ao Bolsa Família, e vamos ter uma medida provisória de crédito extraordinário no valor de R$65 bilhões para completar os pagamentos até o mês de dezembro”, disse o ministro.   

Copiar o texto