VoltarMéxico, Estados Unidos e Canadá concentram a maioria dos casos; Brasil segue sem circulação endêmica
Baixar áudioA Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu um alerta diante do aumento acentuado dos casos de sarampo na Região das Américas. Após cinco anos de baixa circulação, a doença voltou a apresentar persistência de casos e surtos em diversos países ao longo de 2025, tendência que, segundo a entidade, se mantém no início de 2026.
No ano anterior, foram confirmados 14.891 casos, dos quais 29 evoluíram para óbito. México, Canadá e Estados Unidos concentraram cerca de 95% das notificações, com um total de 14.106 casos.
Confira a distribuição das incidências de sarampo nas Américas em 2025:
| País | Casos notificados | Óbitos |
|---|---|---|
| Argentina | 36 | - |
| Belize | 44 | - |
| Bolívia (Estado Plurinacional) | 597 | - |
| Brasil | 38 | - |
| Canadá | 5.436 | 2 |
| Costa Rica | 1 | - |
| El Salvador | 1 | - |
| Estados Unidos da América | 2.242 | 3 |
| Guatemala | 1 | - |
| México | 6.428 | 24 |
| Paraguai | 49 | - |
| Peru | 5 | - |
| Uruguai | 13 | - |
Em 2026, entre a Semana Epidemiológica (SE) 1 e a SE 3, foram confirmados 1.031 casos da doença na Região das Américas, sem registro de óbitos até o momento. O número representa um aumento de 45 vezes em relação aos 23 casos registrados no mesmo período de 2025. Os países com notificações no início deste ano foram:
| País | Casos confirmados |
|---|---|
| Bolívia | 10 |
| Canadá | 67 |
| Chile | 1 |
| Estados Unidos da América | 171 |
| Guatemala | 41 |
| México | 740 |
| Uruguai | 2 |
De acordo com a OPAS, entre os casos confirmados com informações disponíveis, 78% não estavam vacinados.
Apesar do aumento de casos em países das Américas, o Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus, conforme reconhecimento da OPAS. Em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo no país, registrados no Distrito Federal (1) e em seis estados:
Do total, dez registros foram importados — contraídos no exterior —, 25 estiveram relacionados à importação e três tiveram fonte de infecção desconhecida. Em relação ao histórico vacinal, 94,7% das ocorrências envolveram pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.
Segundo o Alerta Epidemiológico, a distribuição etária evidencia maior impacto em crianças menores de 5 anos, que concentraram 30,6% dos casos (11 registros). Pessoas entre 5 e 19 anos representaram 22,2% (8 casos), enquanto adultos com mais de 20 anos corresponderam a 50% (19 casos).
Diante do cenário, a OPAS/OMS “insta os Estados Membros a reforçarem, com caráter prioritário, as atividades de vigilância e vacinação de rotina e a garantirem uma resposta rápida e oportuna aos casos suspeitos”. Entre as recomendações estão:
O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38,5 °C) e manchas vermelhas na pele, acompanhadas de tosse seca, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso.
Conforme a OMS, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. No Brasil, a população de 12 meses a 59 anos têm indicação para vacinação. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a imunização conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente duas vacinas: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que inclui também a varicela.
VEJA MAIS:
Copiar o texto
Baixar áudioA publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano até 2028. A projeção cai para 518 mil casos anuais quando excluídos os tumores de pele não melanoma, de alta incidência, mas baixa letalidade. Os dados foram divulgados no Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, no edifício-sede do Instituto, no centro do Rio de Janeiro.
Conforme o INCA, as previsões confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil. Os dados demonstram, ainda, que os casos de câncer se aproximam dos registros de doenças cardiovasculares e pode seguir como desafio central para o SUS nas próximas décadas.
O Instituto afirma que os números refletem o envelhecimento da população, desigualdades regionais e desafios que persistem em relação ao acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
A Estimativa é elaborada e divulgada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do INCA a cada três anos. O objetivo é apoiar o planejamento e a vigilância em saúde no curto prazo. Na avaliação do INCA, os dados da pesquisa orientam o planejamento de políticas públicas e de ações a serem realizadas no âmbito do SUS.
Os dados focam nos tumores de maior magnitude epidemiológica e relevância na saúde pública.
Entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral.
Confira a incidência entre os homens:
Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.
Confira a incidência entre as mulheres:
Em ambos os sexos, o câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente. Os dados desse tipo de câncer são apresentados separadamente em função da alta incidência de casos e baixa letalidade.
Pela publicação, os cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce são do colo do útero e o colorretal.
Estimativas mostram também diferenças regionais em relação à incidência de diagnósticos. De acordo com o INCA, as diferenças observadas refletem desigualdades nos padrões de comportamento dos indivíduos, no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
A análise considerou fatores socioeconômicos, ambientais, comportamentais e ao acesso desigual aos serviços de saúde.
Confira o recorte regional de indecência:
Em nota, o chefe da Divisão de Vigilância e Análise de Situação da Conprev, Luís Felipe Martins, destacou que as estimativas publicadas em diferentes edições não devem ser comparadas diretamente entre si. A justificativa é de que as informações não se destinam à construção de séries históricas de incidência, já que as fontes de informação, como os Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), vêm apresentando avanços em cobertura, qualidade dos dados e redução de sub-registros.
O INCA orienta que a população tome algumas inciativas para a prevenção contra o câncer, com chance de aumentar as possibilidades de cura e redução da mortalidade. Por exemplo, a vacinação contra o HPV – que previne câncer do colo do útero.
O controle do tabagismo também é indicado como como uma das medidas mais eficazes de prevenção de diferentes tipos de câncer, além de evitar o consumo de álcool.
Veja mais orientações do INCA:
Copiar o textoSaiba as causas comuns e sinais de alerta
Baixar áudioVocê conhece uma criança que voltou a fazer xixi na roupa, reclama de dor ou vai ao banheiro muitas vezes? Pode ser infecção urinária, a segunda infecção mais comum na infância.
Segundo a urologista Dra. Lorena Marçalo, a infecção urinária em crianças pode ser mais grave, pois o sistema urinário ainda está em desenvolvimento.
Em bebês os sinais incluem febre sem causa aparente, irritabilidade, recusa alimentar e choro inconsolável. Em crianças maiores, fique atento a:
Meninas têm mais risco a partir dos 6 meses. Já em meninos, é mais comum nos primeiros meses de vida.
Se notar algum desses sintomas, procure um pediatra ou urologista o quanto antes.
Tenha acesso aos conteúdos do Doutor Ajuda. Acesse o site.
Copiar o textoSaiba o que pode ser e os tratamentos
Baixar áudioA coceira anal, conhecida como prurido anal, é comum, mas poucas pessoas falam sobre o assunto. “As principais causas vão desde má higiene, verminose (como oxiúros), hemorroidas e fissuras até infecções fúngicas,” explica a coloproctologista Dra. Beatriz Azevedo.
O uso excessivo de papel higiênico e pomadas sem orientação pode piorar ainda mais a situação. Para aliviar e prevenir:
Se o problema persistir, procure um coloproctologista para avaliação adequada.
Tenha acesso aos conteúdos do Doutor Ajuda. Acesse o site.
Copiar o textoSaiba os 5 principais sintomas do bicho geográfico
Baixar áudioVocê notou linhas vermelhas que se movem na pele e coçam muito? Isso pode ser bicho geográfico, uma infecção causada por larvas de vermes presentes nas fezes de cães e gatos.
“Os principais sintomas são coceira intensa, lesões em forma de mapas e movimento visível da linha na pele,” explica o especialista. A contaminação acontece ao andar descalço ou deitar na areia ou terra contaminada.
O tratamento é simples e eficaz, feito com medicamentos antiparasitários. Para prevenir, use calçados, toalhas na areia e vermifugue seus animais.
Tenha acesso aos conteúdos do Doutor Ajuda. Acesse o site.
Copiar o textoFiocruz reforça importância da vacinação para grupos prioritários na Região Norte
Baixar áudioOs estados do Acre e do Amazonas seguem em alerta devido ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A. De acordo com o Boletim InfoGripe, divulgado na quinta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a doença tem atingido principalmente jovens, adultos e idosos.
Nessas duas unidades da federação, também foi observado crescimento de casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge sobretudo as crianças pequenas.
Em Roraima, o avanço da SRAG se concentra na população idosa, mas ainda não há dados laboratoriais suficientes para identificar o vírus responsável pelos casos registrados no estado.
O boletim também aponta início ou manutenção do aumento das hospitalizações por VSR na Paraíba, por influenza A no Pará e por Covid-19 no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Apesar disso, os níveis permanecem baixos e ainda não impactam significativamente os indicadores de SRAG nesses estados.
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação entre os grupos prioritários da Região Norte. “Diante dessa alta de influenza A em alguns estados do Norte, é essencial que a população prioritária da região — como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades — se vacine o quanto antes. A vacina contra a influenza é bastante segura e é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos”, afirma.
Em âmbito nacional, o boletim indica queda nos casos de SRAG, reflexo da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios na maior parte do país. Ainda assim, a incidência da síndrome segue mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada, principalmente, entre os idosos.
Nas capitais, Boa Vista (RR), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Rio Branco (AC) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 24 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 3. Confira outros detalhes no link.
VEJA MAIS:
Copiar o textoSaiba os sintomas do câncer de laringe
Baixar áudioVocê sabia que o câncer de cabeça e pescoço pode evoluir de forma silenciosa? Os tipos mais comuns atingem a tireoide, boca e laringe, e os sintomas podem passar despercebidos.
“Fique atento a nódulos no pescoço, manchas brancas ou vermelhas na boca, feridas que não cicatrizam, dor de garganta persistente, dificuldade para engolir e rouquidão por mais de 15 dias,” alerta o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Murilo Neves.
Cigarro, álcool em excesso e exposição ao sol são fatores de risco. Use protetor solar e mantenha hábitos saudáveis.
Tenha acesso aos conteúdos do Doutor Ajuda. Acesse o site.
Copiar o textoIniciativa prioriza crianças, adultos não vacinados e profissionais de saúde
Baixar áudioEntre os dias 2 e 8 de fevereiro, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) vai intensificar a vacinação contra o sarampo e a febre amarela nas regiões da Grande São Paulo, Baixada Santista e Região Metropolitana de Campinas. A estratégia vai priorizar a aplicação da vacina tríplice viral, que inclui sarampo, caxumba e rubéola – entre crianças, jovens, adultos não vacinados e profissionais de saúde.
Já a aplicação da vacina contra a febre amarela deve respeitar os esquemas e intervalos recomendados para cada faixa etária e pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais.
O Dia D de vacinação será no dia 7 ou 8 de fevereiro. A medida terá como foco a ampliação da cobertura vacinal e a atualização da caderneta da população.
Em nota publicada pela Agência de Notícias do Governo do estado de SP, a coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, Regiane de Paula, destacou que a intensificação da vacinação é essencial para proteger a população e evitar a reintrodução de doenças controladas no país.
A SES-SP afirmou, em nota, que manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para a proteção individual e coletiva, além de contribuir para a redução do risco de surtos e epidemias. “A imunização também protege pessoas que não podem receber vacinas, como indivíduos imunocomprometidos ou com contraindicações clínicas”, diz um trecho da nota.
O município de São Paulo iniciou a estratégia de vacinação em 12 de janeiro. As outras localidades devem iniciar entre os dias 2 e 8 de fevereiro.
Confira os municípios contemplados com o reforço da vacinação nas regiões paulistas:
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixas taxas de imunização. Ou seja, o sarampo é prevenível por vacinação e a imunização contra a doença integra o Calendário Nacional de Vacinação.
Confira quem deve se vacinar contra sarampo:
Os sintomas de sarampo podem ser identificados a partir de manchas vermelha no corpo e febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas:
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda e imunoprevenível. A evolução do quadro é abrupta e possui gravidade variável, com elevada letalidade nas formas graves.
Confira quem deve se vacinar contra a febre amarela:
Em 2025, o estado de São Paulo registrou dois casos importados de sarampo. Já em relação à febre amarela, em 2025 foram confirmados 57 casos no estado, com 34 óbitos.
Copiar o textoAté 2025, uso de rádio amador fazia a comunicação entre médicos e pacientes
Baixar áudioCom cerca de 200 atendimentos por mês para 16 aldeias indígenas, a equipe médica do polo-base de Rondonópolis, em Mato Grosso, se comunicava via rádio amador até 2025, quando a internet chegou. Instalada no alto da laje do polo-base, a conexão se dá por satélite, viabilizada pelo programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações.
Lucineia Friedrich, coordenadora do polo-base, explica que a equipe atende aproximadamente 1.270 pessoas e a celeridade faz parte do serviço. “A gente precisa de resposta rápida nos atendimentos de saúde. A chegada da internet nos ajudou muito. O serviço antes funcionava, mas era com muita dificuldade no contato. Agora é tudo rápido: acontece uma emergência e somos acionados logo pelo celular pelas aldeias. Conseguimos também acionar rapidamente o Samu”, afirmou.
A internet também auxilia a equipe médica nas ações da central de regulação e no agendamento de pacientes. “Temos pacientes internados aqui em observação. Cada um tem acompanhamento, e a solicitação de alimentos vem com a ajuda da internet”, disse a coordenadora.
Segundo Lucineia, os prontuários médicos vão migrar em breve para o computador. Contudo, os primeiros passos para um trabalho mais informatizado já foram dados: os enfermeiros realizam muitos atendimentos por videochamada.
Um dos enfermeiros, o indígena Bakairi Kezi Ajigui, diz que, além de salvar árvores, por diminuir o uso do papel, a conectividade no local significa avanço e valorização de vidas. “Não é só internet. Antigamente, literalmente, nossos antepassados se comunicavam com fumaça de fogo, com gritos. De lá para cá mudou muita coisa. Veio o rádio amador e a internet também. Isso facilita muito. Salva vidas”, pontuou.
Acompanhante de um paciente internado, Silvia Kamani, também da etnia Bakairi, reconhece a evolução proporcionada pela política pública. “Hoje, a equipe médica oferece atendimento mais rápido. Antes, até comunicar a emergência e a informação chegar ao posto, demorava muito”, lembrou a indígena.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o propósito da iniciativa está no bem-estar da população.“Esta é a verdadeira inclusão digital: quando um médico consegue se comunicar com agilidade e salvar vidas de imediato, tudo com o uso do celular e de uma boa internet. O acesso é uma necessidade e um direito básico de todo cidadão brasileiro. Não existe serviço essencial efetivo no país sem inclusão digital”, disse o ministro.
O Ministério das Comunicações avalia que a chegada do 5G ampliará ainda mais as possibilidades de atendimento remoto, incluindo telemedicina avançada e, no futuro, até cirurgias a distância.
Copiar o texto
Baixar áudioA diabetes cresceu 135% no Brasil em um período de 18 anos, variando de 5,5%, em 2006, a 12,9% em 2024. O número de registros de obesidade entre os brasileiros também avançou 118% no país. Os dados são dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2024, divulgados pelo Ministério da Saúde.
O aumento de diagnósticos de diabetes no país foi observado em ambos os sexos, sendo maior entre as mulheres – variando de 6,3% a 14,3%. Considerando o período mais recente, utilizando dados de 2019, houve manutenção da tendência de crescimento, variando de 8,2%, em 2019, a 12,9% em 2024, no conjunto da população.
Em relação à obesidade, o avanço de casos foi identificado em todas as faixas de idade e em todos os níveis de instrução. No entanto, os maiores aumentos foram entre adultos de 25 a 44 anos, variando de 37,5% em 2006 a 61,7% em 2024 para aqueles entre 25 e 34 anos; e de 48,8% a 69,2% para aqueles entre 35 e 44 anos.
O levantamento traz um panorama dos hábitos e da saúde da população brasileira no que diz respeito à alimentação e atividade física. A pesquisa também mostra dados sobre comorbidades, como hipertensão arterial e hábitos de sono.
O Vigitel foi implantado em 2006 em todas as UFs. O objetivo é monitorar anualmente, via entrevista telefônica, a situação de saúde da população brasileira.
Acompanhando o ritmo de crescimento de diabetes e obesidade entre a população adulta brasileira, o Vigitel ainda aponta que mais de 60% da população está acima do peso. O percentual saltou de 42,6% em 2006 para 62,6% em 2024.
Já o diagnóstico de hipertensão arterial entre os brasileiros aumentou 31%. Conforme a pesquisa, o percentual variou de 22,6%, em 2006, a 29,7%, em 2024. Nesse cenário, foi observado aumento na prevalência do indicador em ambos os sexos, com maior incremento entre os homens.
Os dados nacionais do Vigitel apontam, ainda, mudanças nos padrões de atividade física. A prática de atividade física no deslocamento recuou de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, enquanto a proporção de adultos que fazem atividade física moderada no tempo livre aumentou para 42,3%.
No que diz respeito aos hábitos alimentares da população brasileira, os dados apontam que o consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável – em torno de 31% da população.
Pela primeira vez, o Vigitel apresenta informações nacionais sobre sono. No total, 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (21,3%) do que entre os homens (18,9%).
Quando consideradas a cidade onde o entrevistado reside, as mulheres com menos horas de sono por noite estão em Maceió (AL), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ) e, entre homens, em Belém (PA), Macapá (AP) e São Luís (MA).
Como resposta ao cenário de avanço de comorbidades e maus hábitos de saúde dos brasileiros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou a estratégia Viva Mais Brasil em evento no Rio de Janeiro.
A mobilização vai ter caráter nacional, como foco na promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. A iniciativa contará com o aporte de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, com destaque para a retomada da Academia da Saúde – eixo que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026, previstos em portaria assinada pelo ministro.
Copiar o texto