Saúde

02/05/2026 04:05h

Medida do Ministério da Saúde reforça papel da vacina como principal proteção diante de surtos da doença nos países que sediarão o mundial

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O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo, com o slogan “Vacinar é muito Brasil”. O intuito é evitar casos importados durante a Copa do Mundo da FIFA 2026. O foco são os brasileiros que pretendem viajar para assistir aos jogos nos Estados Unidos, México e Canadá, países que sediarão os jogos a partir de junho, e que registram surtos ativos da doença.

A iniciativa reforça a importância da imunização a qualquer momento, como principal medida de proteção individual e coletiva diante do cenário epidemiológico internacional. O foco da campanha do Ministério da Saúde é proteger todos os brasileiros que vão viajar e reduzir o risco de reintrodução do sarampo no país.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da imunização para evitar a importação de casos.
 
“Hoje, Estados Unidos, Canadá e México vivem uma explosão de casos de sarampo. No ano passado, 90% dos casos de sarampo de todo continente americano aconteceram nesses países. Nós recebemos no ano passado, aqui no Brasil, 38 casos importados de turistas ou brasileiros que foram para lá ou de pessoas desses países que vieram aqui para o Brasil e desenvolveram o sarampo aqui. Só não propagou o sarampo aqui no Brasil porque esse nosso time aqui, os agentes comunitários de saúde, os profissionais das equipes de saúde da família, pessoal da clínica de família, pessoal que trabalha na vigilância, descobriu o caso, foi lá e bloqueou, igual boa zaga”, disse. 

A proposta da campanha é conscientizar a população sobre o risco internacional do sarampo, sobretudo quem vai viajar para os países-sede da Copa.

O lançamento ocorreu no dia 29 de abril na Fundação Gol de Letra, no Rio de Janeiro (RJ), e contou com a participação do tetracampeão mundial Raí, um dos fundadores da instituição. 

Vacina

A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independentemente se a pessoa tem viagem marcada. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”. 

A população de 12 meses a 29 anos precisa de duas doses, já os adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose. 

A orientação da campanha é de que os viajantes verifiquem e atualizem a caderneta de vacinação antes do embarque, seguindo as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação. 

“A vacina é a forma mais eficaz de proteção e de evitar a reintrodução do vírus no país. Os torcedores que ficam no país também devem verificar sua proteção. A proposta é convidar a todos para ajudar o Brasil a manter um título também importante: o de país livre do sarampo”, reforçou o Ministério da Saúde, em nota.

No final de abril, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou o segundo caso importado de sarampo no município de São Paulo. O paciente é um homem de 42 anos com histórico de vacinação e residente na Guatemala. Em 2024, dois casos importados da doença foram registrados no território paulista. 

Sarampo pelo mundo

Juntos, Estados Unidos, Canadá e México concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas nos últimos anos, conforme nota do Ministério da Saúde.

Em 2025, os EUA registraram 2.144 casos e a transmissão continua ativa com mais 1.792 neste ano. O Canadá enfrentou aumento nos casos, com 5.062 registros em 2025, o que levou o país a perder o status de livre da doença. Este ano, já são 907 casos. 

O cenário é semelhante no México, com apenas 7 casos em 2024, o país saltou para 6.152 registros em 2025 e já soma 10.002 casos em 2026. 

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02/05/2026 04:00h

Crescimento dos casos é impulsionado por vírus sazonais, como VSR e influenza A; vacinação é principal forma de se proteger

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A maior parte do Brasil apresenta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. É o que revela a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado na quarta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Somente Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul estão fora desse cenário epidemiológico. De acordo com a Fiocruz, o quadro reflete a sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A no país

Outro ponto de atenção é o aumento contínuo dos casos de SRAG associados ao VSR em todas as unidades da federação. A doença atinge principalmente crianças de até dois anos de idade

Segundo o levantamento, o avanço das notificações foi observado no Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. 

Por outro lado, Goiás, Maranhão e Tocantins já apresentam indícios de estabilidade, enquanto Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima  indicam sinais de queda.

O boletim também aponta crescimento dos casos de SRAG associados à influenza A em boa parte do Centro-Sul — Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo —, em alguns estados do Norte — Acre, Rondônia e Roraima —, além de Alagoas e Paraíba, no Nordeste

No entanto, há uma tendência de queda em diversos estados do Norte — Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins —, do Nordeste — Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte —, além de Mato Grosso. Goiás e Sergipe já sinalizam interrupção do crescimento dos casos de gripe.

Vacinação

A pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella, afirma que a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves de VSR e influenza. 

“É essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários — como crianças, idosos e pessoas com comorbidade — tomem a dose atualizada da vacina da gripe durante o período da campanha, para ficarem protegidas no momento de maior circulação desses vírus”, reforça.

Portella também orienta que a vacina contra o VSR pode ser aplicada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida. 

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 31,6% de influenza A
  • 2,9% de influenza B
  • 36,2% de VSR
  • 26% de rinovírus
  • 3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 46,9% de influenza A
  • 4,3% de influenza B
  • 8,3% de VSR
  • 20,5% de rinovírus
  • 16,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 25 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 16. Confira outros detalhes no link.

VEJA MAIS:

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30/04/2026 04:35h

Instituição assume patrocínio máster do Circuito das Estações e reforça ações de saúde e qualidade de vida

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Em 2026, o Banco da Amazônia ampliou sua atuação em iniciativas de incentivo ao esporte na Região Norte ao assumir o patrocínio máster da etapa Outono do Circuito das Estações. Realizado no último domingo (26), em Manaus (AM), o evento reuniu empregados da instituição, familiares e representantes da comunidade local em uma programação voltada à promoção da saúde e da qualidade de vida.

Ao todo, mais de 70 participantes foram mobilizados. A ação integra a política interna do banco de incentivo à adoção de hábitos saudáveis e de valorização do bem-estar no ambiente de trabalho. Além disso, a iniciativa busca fortalecer vínculos sociais e ampliar o alcance das ações institucionais para além do setor financeiro.

O gerente regional do Banco da Amazônia, Edson Souza, destacou que a participação da instituição no Circuito das Estações reforça, na prática, o compromisso do banco com a promoção do bem-estar, da inclusão e do fortalecimento dos laços com a comunidade.

“É motivo de grande satisfação acompanhar o Banco, por meio de sua equipe de Qualidade de Vida, promovendo e patrocinando corridas na Região Amazônica. A iniciativa demonstra, de forma concreta, o compromisso institucional com a promoção da saúde, do bem estar e da qualidade de vida, não apenas de seus colaboradores, mas também de toda a sociedade amazônida”, disse.

Para o Banco da Amazônia, apoiar corridas de rua significa estimular qualidade de vida, integração social, bem estar coletivo e pertencimento – valores ligados à atuação da instituição, que tem como missão impulsionar o desenvolvimento sustentável da região.

Ampliação do Circuito das Estações na Região Norte

A presença do Banco da Amazônia como apoiador do Circuito das Estações integra uma estratégia mais ampla de atuação regional. Após apoiar etapas em Belém (PA) em 2025, a instituição expandiu o patrocínio para Manaus (AM) e Palmas (TO). Ao longo de 2026, estão previstas 12 etapas nos três estados.

O Circuito das Estações celebra 20 anos em 2026 e é organizado em quatro etapas ao longo do ano: outono, inverno, primavera e verão. Ao final de cada etapa, os participantes recebem medalhas que formam uma mandala – símbolo de integração e continuidade, conforme o Banco.

Para Edson Souza, a presença do Banco no circuito fortalece a associação da instituição a valores essenciais para a Amazônia. “Como patrocinador máster do Circuito Corridas das Estações, realizado nos estados do Pará, Amazonas e Tocantins, o Banco fortalece sua marca ao associá-la a valores como sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento humano. Mais do que apoiar eventos esportivos, o Banco reafirma sua visão de que uma sociedade fisicamente ativa e com qualidade de vida é também uma sociedade mais próspera e preparada para o futuro”, ressaltou.

Qualidade de vida

Para o Banco da Amazônia, o investimento em esporte integra uma visão ampliada de desenvolvimento regional – que considera não apenas indicadores econômicos, mas também aspectos sociais, como inclusão, saúde e qualidade de vida.

A instituição reforça que o fortalecimento dessas dimensões é parte essencial da construção de uma região mais sustentável e preparada para o futuro.
 

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27/04/2026 04:45h

Saiba o que o corrimento vaginal diz sobre a sua saúde

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O corrimento vaginal é normal e importante para a saúde íntima. Ele ajuda na lubrificação e proteção. Mas, fique atenta aos sinais:

  • Branco fluido ou elástico: normal, especialmente na ovulação;
  • Branco e grumoso (tipo leite coalhado): pode ser candidíase (fungo). Vem com coceira e ardor;
  • Cinza com odor forte de peixe: sugere vaginose bacteriana;
  • Amarelo forte com coceira e dor: pode ser IST, como tricomonas ou clamídia;
  • Verde: sempre anormal, pode indicar IST;
  • Marrom tipo borra de café: normal no começo ou fim da menstruação, mas fora disso precisa investigar;
  • Ausência de corrimento (secura): após menopausa ou na amamentação, pode ser atrofia vaginal.

“Observar seu padrão é essencial. Mudanças no cheiro, cor ou sintomas associados merecem atenção médica”, orienta a ginecologista dra. Denise Yanasse Ortega (CRM: 124.923/ SP) 

Notou algo diferente? Procure seu médico!

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

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26/04/2026 04:00h

Estados ampliam vigilância, orientações sanitárias e fiscalização do processamento de alimentos como o açaí

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Dados preliminares de 2025 indicam 627 casos agudos da doença de Chagas no Brasil, sendo 97% registrados na Região Norte, além de 8.106 casos crônicos, concentrados em Minas Gerais, Bahia e Goiás. Segundo o Ministério da Saúde, o cenário evidencia a persistência da doença em áreas endêmicas do país. Para fortalecer as medidas de vigilância e controle, a pasta destinou quase R$ 12 milhões para ações em 155 municípios prioritários, abrangendo 17 estados.

Entre as UFs contempladas estão Bahia e Pará, com oito e 35 municípios prioritários, respectivamente. 

Medidas sanitárias de enfrentamento à doença de Chagas

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou ao Brasil 61, em nota, que as medidas sanitárias desenvolvidas para vigilância e controle da doença de Chagas no estado estão estruturadas de forma integrada e contemplam ações de vigilância epidemiológica, entomológica, assistência e educação em saúde.

Entre as principais ações está o monitoramento contínuo dos casos a partir da notificação e da análise epidemiológica. Conforme a Sesab, as medidas de vigilância contribuem para a adoção de estratégias de prevenção e controle.

O órgão baiano também informou que realiza ações de educação permanente, com capacitações, cursos e seminários voltados a profissionais das vigilâncias epidemiológica e ambiental, bem como da rede assistencial, especialmente em municípios prioritários.

As atividades de vigilância entomológica também estão no centro da atuação da secretaria, com foco na identificação, captura e monitoramento de vetores da doença.

Já a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) atua, desde 2024, conforme o Plano Estadual de Enfrentamento da Doença de Chagas. O planejamento inclui ações de vigilância ativa, fiscalização de alimentos — especialmente do açaí —, educação em saúde nos municípios e apoio técnico com orientações sobre boas práticas de manipulação.

O consumo de alimentos contaminados pelo protozoário Trypanosoma cruzi — causador da doença — acende um alerta para o risco da transmissão oral da doença de Chagas. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí, que pode esmagar o inseto.

O pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Santos, ressaltou que a principal preocupação hoje é a transmissão oral.

“Essa via de transmissão tem sido apontada como a principal causa de surtos recentes no Brasil, especialmente relacionada ao consumo de alimentos preparados e consumidos in natura ou preparados de forma artesanal, como açaí, caldo de cana, suco de frutas ou água contaminada”, pontuou Fred. 

Manipulação de alimentos

Para evitar a transmissão oral, a população deve consumir produtos de origem confiável. A Sespa orienta o consumo de alimentos apenas de estabelecimentos regularizados, que garantam a higienização adequada, conforme as normas sanitárias.

O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, salientou que é indicado observar a adoção de boas práticas de higiene.

“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar seu alimento de quem o prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas  através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí”, afirmou Saraiva. 

Em nota, a Sesab reforçou que os estabelecimentos que manipulam alimentos devem cumprir rigorosamente as normas sanitárias vigentes. A atuação dos manipuladores deve assegurar condições adequadas de higiene em todas as etapas da cadeia produtiva, desde o armazenamento, preparo, processamento, até o transporte e conservação dos alimentos. 

“É fundamental garantir a capacitação contínua dos manipuladores, com ênfase na adoção das Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, especialmente para produtos consumidos in natura ou minimamente processados, como o açaí”, disse a Sesab, em nota.

Proteção domiciliar

Para evitar o contato com o barbeiro, as secretarias estaduais de saúde da Bahia e do Pará recomendam o uso de telas e mosquiteiros nas residências, especialmente em áreas rurais ou de maior risco.

A indicação é de manutenção contínua de ambientes, que devem estar limpos. 

Confira outras dicas das secretarias:

  • Manter galinheiros, currais e outros abrigos de animais afastados das casas;
  • Realizar inspeções periódicas no domicílio e em anexos;
  • Observar a presença de insetos suspeitos.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, ao encontrar os barbeiros, é necessário capturá-los e entregá-los em Postos de Informação de Triatomíneos (PIT) instalados no município de residência. “O inseto deve ser avaliado por entomologista para identificação e caso seja triatomíneo e esteja vivo, poderá ser verificado se está positivo para Trypanosoma cruzi”, informou a Sesab.

Processamento do açaí

No processamento do açaí, o Pará adota o branqueamento – que é um tratamento térmico eficaz, segundo a Sespa, para eliminar o protozoário causador da doença de Chagas e garantir a segurança do consumo. Conforme a Sespa, a etapa de branqueamento é fundamental para inativar microrganismos patogênicos, como o Trypanosoma cruzi.

Na Bahia, a Sesab, por meio da Vigilância Sanitária estadual, atua de forma articulada com os municípios, com a oferta de suporte técnico, orientações e alinhamento às legislações sanitárias vigentes. 

Municípios prioritários 

O repasse foi publicado por meio da Portaria GM/MS Nº 9.628/2025, onde a lista completa de municípios que receberão o repasse pode ser consultada.

Confira os 155 municípios prioritários receberam quase R$ 12 milhões para as ações contra a Doença de Chagas:

 

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25/04/2026 04:00h

Entre 2016 e 2025, a participação das emendas no orçamento do Ministério da Saúde subiu de 5% para 17%, chegando ao patamar de R$ 21,5 bilhões no último ano

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A Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê, para 2026, R$ 61,8 bilhões em transferências discricionárias, sendo a maior parte destinada à saúde. De acordo com estudo divulgado na quinta-feira (23) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), esse volume acende um alerta sobre o avanço da influência política no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Do total previsto, R$ 49,9 bilhões correspondem a emendas parlamentares com identificador específico — individuais, de bancada estadual e de comissão —, enquanto R$ 11,9 bilhões estão classificados como despesas de caráter genérico.

O levantamento indica que a participação dessas emendas no financiamento da saúde pública tem crescido de forma consistente. Entre 2016 e 2025, a fatia das emendas no orçamento do Ministério da Saúde passou de 5% para 17%, atingindo R$ 21,5 bilhões no último ano. Como cabe aos parlamentares definir os beneficiários, a distribuição dos recursos tende a refletir decisões políticas, e não necessariamente critérios técnicos.

A análise também revela desigualdades significativas entre municípios com características semelhantes. Os 20 mais beneficiados concentraram R$ 488 milhões em recursos empenhados, com média de R$ 23,8 milhões por município. Em contraste, foi preciso reunir cerca de 1.000 municípios com menor volume de repasses — média de R$ 488 mil cada — para alcançar o mesmo total.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, esse cenário evidencia distorções na alocação de recursos e compromete a equidade no atendimento à população.

Fundo de Equalização e Compensação

Como alternativa, a entidade propõe a criação de um Fundo de Equalização e Compensação, financiado com 3% das transferências discricionárias, incluindo emendas parlamentares. 

A proposta prevê a redistribuição desses valores para municípios que receberam pouco ou nenhum recurso no ano anterior, considerando indicadores como o valor per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

VEJA MAIS:

A CNM defende que a medida seja debatida no Congresso Nacional como um instrumento de ajuste coletivo, com o objetivo de reduzir desigualdades, fortalecer o pacto federativo e ampliar o acesso equilibrado aos recursos públicos, especialmente nos municípios de menor porte.

Pedido de investigação de emendas na saúde

Diante desse contexto, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou que a Corte apure o repasse de emendas parlamentares destinadas à saúde nos municípios brasileiros.

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado apresentou uma representação ao TCU requerendo a instauração de auditoria e de tomada de contas especial para analisar os critérios utilizados na distribuição desses recursos ao longo dos últimos três anos.

No pedido, o procurador também solicita que o tribunal verifique eventuais irregularidades, incluindo possível ilegalidade ou inconstitucionalidade no uso das emendas parlamentares para o cumprimento do piso mínimo constitucional de gastos em saúde.

De acordo com o levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a União aplicou R$ 234,5 bilhões para atingir o mínimo exigido em 2025, sendo que 11% desse total — o equivalente a R$ 25,6 bilhões — tiveram origem em emendas parlamentares. Com a ampliação desse tipo de repasse, o governo federal passou a depender, em parte, dessas emendas para cumprir a exigência constitucional de investimento na área da saúde.
 

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24/04/2026 04:45h

Saiba o porquê surge e como tratar

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Veias dilatadas, tortuosas e aparentes nas pernas são mais do que um incômodo visual. Segundo o cirurgião vascular Dr. Vitor Cervantes Gornati (CRM: 135.239/SP | RQE: 48.202), as varizes surgem quando as válvulas das veias falham e o sangue se acumula, provocando sintomas como:

  • Dor e sensação de peso;
  • Inchaço ao fim do dia;
  • Queimação, coceira e cansaço;
  • Manchas escuras e até feridas crônicas, nos casos graves.

O diagnóstico é feito com ultrassom Doppler. Já o tratamento pode variar entre:

  • Meias de compressão;
  • Exercícios físicos e elevação das pernas;
  • Escleroterapia (secagem das varizes);
  • Laser e radiofrequência;
  • Cirurgia, quando necessário.

Não ignore os sintomas: as varizes podem evoluir para complicações sérias, como trombose, por isso, procure um cirurgião vascular e cuide da sua circulação.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

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24/04/2026 04:15h

Equipes de saúde estarão nas escolas públicas entre 24 e 30 de abril; imunização tem foco em doenças como meningite, sarampo, HPV e covid-19

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Começa nesta sexta-feira (24) a Semana de Vacinação nas Escolas voltada a atualizar as cadernetas de vacinação de crianças e jovens. A mobilização vai ocorrer em quase todos os municípios brasileiros com o objetivo de atingir 104,9 mil escolas e alcançar 27 milhões de estudantes de 9 a 15 anos. A semana de vacinação vai até 30 de abril.

O objetivo da iniciativa da Saúde e da Educação é elevar os índices de imunização nas instituições de ensino de 5.544 municípios. A iniciativa integra o Programa Saúde na Escola (PSE) e tem como foco atualizar a imunização desse público contra doenças como meningite, sarampo, HPV e covid-19. 

A vacinação dos estudantes vai ocorrer mediante autorização dos pais ou responsáveis.

Além do calendário regular, a estratégia inclui a vacina contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam as doses recomendadas. Nestes casos, a ação contempla alunos do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Incentivo à vacinação 

O Ministério da Saúde também usa a tecnologia para lembrar as famílias quando é a hora de vacinar as crianças por meio de lembretes (push) pelo app da Caderneta Digital de Vacinação da Criança. Os lembretes aparecem no app conforme a idade das crianças.

Pela Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital é possível acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinas e consultar a previsão das próximas doses.

O Governo do Brasil também tem intensificado o incentivo à vacinação pelo whatsapp e pelo Meu SUS Digital, com 39 milhões de disparos apenas este ano, sendo 10,2 milhões via whatsapp.

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21/04/2026 04:45h

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Você acorda com gosto amargo na boca e não sabe por quê? O amargor tem cinco causas principais, segundo o Dr. Ali Mahmoud, médico otorrinolaringologista. Veja quais são:

  1. Refluxo gastroesofágico: o ácido do estômago sobe e pode deixar esse gosto ruim, especialmente ao acordar.
  2. Medicamentos como antibióticos, antidepressivos e remédios para pressão que alteram o paladar. 
  3. Problemas no fígado ou na vesícula, que quando não funcionam bem, alteram o sabor da comida. 
  4. Má higiene bucal. Bactérias acumuladas na língua causam esse sabor desagradável. 
  5. A síndrome da boca ardente, que é uma condição neurológica que afeta mulheres principalmente após os 50 anos, causando sabor metálico ou amargor persistente. 

O gosto amargo ocasional é normal, mas se persistir por mais de uma semana, procure um médico. Pode ser sinal de algo que precisa ser tratado. Mantenha boa higiene bocal, evite jejum prolongado e observe se tem relação com medicamentos que está tomando.

Assista ao vídeo completo com a especialista

Para mais informações acesse o site | @doutor.ajuda, nas redes sociais | Acompanhe os conteúdos semanais no canal do Dr. Ajuda, no Youtube 
 

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21/04/2026 04:15h

Alta é impulsionada pelo crescimento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram entre crianças menores de dois anos nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A informação consta no mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo o levantamento, o avanço é impulsionado principalmente pelo aumento das hospitalizações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) nessa faixa etária.

A pesquisadora do InfoGripe e do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), Tatiana Portella, explica que o VSR é uma das principais causas de bronquiolite e destaca a importância da vacinação.

“É essencial que gestantes a partir da 28ª semana tomem a vacina contra o vírus para que seus bebês fiquem protegidos nos primeiros meses de vida”, orienta. 

Cenário nacional

No geral, os casos de SRAG apresentam estabilidade na tendência de curto e de longo prazo. 

Segundo o boletim, houve um aumento das ocorrências relacionadas ao VSR em todo o Centro-Oeste e em parte do Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo — além de diversos estados do Norte — Acre, Pará, Tocantins e Roraima — e do Nordeste — Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

Em relação à influenza A, os casos seguem em crescimento em boa parte da região Centro-Sul — Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — além de alguns estados do Nordeste — Paraíba, Alagoas e Sergipe — e do Norte — Amapá, Acre e Rondônia.

Por outro lado, o boletim aponta queda dos casos de SRAG associados à influenza A em vários estados do Nordeste, como Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco, além do Pará e do Rio de Janeiro.

Diante desse cenário, Tatiana Portella reforça a importância da vacinação para os grupos prioritários, como crianças de até seis anos e idosos.

“Com o aumento das hospitalizações por influenza A em diversos estados do país, é fundamental que a população prioritária que ainda não se vacinou procure um posto de saúde o quanto antes para receber a dose anual da vacina”, recomenda.

Os casos de SRAG associados ao rinovírus apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país. No entanto, continuam aumentando nos estados do Pará e Mato Grosso.

Já os casos graves por Covid-19 seguem em níveis baixos no Brasil.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 32,2% de influenza A
  • 2,4% de influenza B
  • 26,3% de VSR
  • 33% de rinovírus
  • 5,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 40,8% de influenza A
  • 4,1% de influenza B
  • 5,3% de VSR
  • 26,9% de rinovírus
  • 23,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 11 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 14. Confira outros detalhes no link.

VEJA MAIS:

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