Saúde

26/04/2026 04:00h

Estados ampliam vigilância, orientações sanitárias e fiscalização do processamento de alimentos como o açaí

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Dados preliminares de 2025 indicam 627 casos agudos da doença de Chagas no Brasil, sendo 97% registrados na Região Norte, além de 8.106 casos crônicos, concentrados em Minas Gerais, Bahia e Goiás. Segundo o Ministério da Saúde, o cenário evidencia a persistência da doença em áreas endêmicas do país. Para fortalecer as medidas de vigilância e controle, a pasta destinou quase R$ 12 milhões para ações em 155 municípios prioritários, abrangendo 17 estados.

Entre as UFs contempladas estão Bahia e Pará, com oito e 35 municípios prioritários, respectivamente. 

Medidas sanitárias de enfrentamento à doença de Chagas

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou ao Brasil 61, em nota, que as medidas sanitárias desenvolvidas para vigilância e controle da doença de Chagas no estado estão estruturadas de forma integrada e contemplam ações de vigilância epidemiológica, entomológica, assistência e educação em saúde.

Entre as principais ações está o monitoramento contínuo dos casos a partir da notificação e da análise epidemiológica. Conforme a Sesab, as medidas de vigilância contribuem para a adoção de estratégias de prevenção e controle.

O órgão baiano também informou que realiza ações de educação permanente, com capacitações, cursos e seminários voltados a profissionais das vigilâncias epidemiológica e ambiental, bem como da rede assistencial, especialmente em municípios prioritários.

As atividades de vigilância entomológica também estão no centro da atuação da secretaria, com foco na identificação, captura e monitoramento de vetores da doença.

Já a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) atua, desde 2024, conforme o Plano Estadual de Enfrentamento da Doença de Chagas. O planejamento inclui ações de vigilância ativa, fiscalização de alimentos — especialmente do açaí —, educação em saúde nos municípios e apoio técnico com orientações sobre boas práticas de manipulação.

O consumo de alimentos contaminados pelo protozoário Trypanosoma cruzi — causador da doença — acende um alerta para o risco da transmissão oral da doença de Chagas. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí, que pode esmagar o inseto.

O pesquisador da Fiocruz Bahia, Fred Luciano Santos, ressaltou que a principal preocupação hoje é a transmissão oral.

“Essa via de transmissão tem sido apontada como a principal causa de surtos recentes no Brasil, especialmente relacionada ao consumo de alimentos preparados e consumidos in natura ou preparados de forma artesanal, como açaí, caldo de cana, suco de frutas ou água contaminada”, pontuou Fred. 

Manipulação de alimentos

Para evitar a transmissão oral, a população deve consumir produtos de origem confiável. A Sespa orienta o consumo de alimentos apenas de estabelecimentos regularizados, que garantam a higienização adequada, conforme as normas sanitárias.

O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, salientou que é indicado observar a adoção de boas práticas de higiene.

“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar seu alimento de quem o prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas  através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí”, afirmou Saraiva. 

Em nota, a Sesab reforçou que os estabelecimentos que manipulam alimentos devem cumprir rigorosamente as normas sanitárias vigentes. A atuação dos manipuladores deve assegurar condições adequadas de higiene em todas as etapas da cadeia produtiva, desde o armazenamento, preparo, processamento, até o transporte e conservação dos alimentos. 

“É fundamental garantir a capacitação contínua dos manipuladores, com ênfase na adoção das Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, especialmente para produtos consumidos in natura ou minimamente processados, como o açaí”, disse a Sesab, em nota.

Proteção domiciliar

Para evitar o contato com o barbeiro, as secretarias estaduais de saúde da Bahia e do Pará recomendam o uso de telas e mosquiteiros nas residências, especialmente em áreas rurais ou de maior risco.

A indicação é de manutenção contínua de ambientes, que devem estar limpos. 

Confira outras dicas das secretarias:

  • Manter galinheiros, currais e outros abrigos de animais afastados das casas;
  • Realizar inspeções periódicas no domicílio e em anexos;
  • Observar a presença de insetos suspeitos.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, ao encontrar os barbeiros, é necessário capturá-los e entregá-los em Postos de Informação de Triatomíneos (PIT) instalados no município de residência. “O inseto deve ser avaliado por entomologista para identificação e caso seja triatomíneo e esteja vivo, poderá ser verificado se está positivo para Trypanosoma cruzi”, informou a Sesab.

Processamento do açaí

No processamento do açaí, o Pará adota o branqueamento – que é um tratamento térmico eficaz, segundo a Sespa, para eliminar o protozoário causador da doença de Chagas e garantir a segurança do consumo. Conforme a Sespa, a etapa de branqueamento é fundamental para inativar microrganismos patogênicos, como o Trypanosoma cruzi.

Na Bahia, a Sesab, por meio da Vigilância Sanitária estadual, atua de forma articulada com os municípios, com a oferta de suporte técnico, orientações e alinhamento às legislações sanitárias vigentes. 

Municípios prioritários 

O repasse foi publicado por meio da Portaria GM/MS Nº 9.628/2025, onde a lista completa de municípios que receberão o repasse pode ser consultada.

Confira os 155 municípios prioritários receberam quase R$ 12 milhões para as ações contra a Doença de Chagas:

 

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25/04/2026 04:00h

Entre 2016 e 2025, a participação das emendas no orçamento do Ministério da Saúde subiu de 5% para 17%, chegando ao patamar de R$ 21,5 bilhões no último ano

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A Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê, para 2026, R$ 61,8 bilhões em transferências discricionárias, sendo a maior parte destinada à saúde. De acordo com estudo divulgado na quinta-feira (23) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), esse volume acende um alerta sobre o avanço da influência política no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Do total previsto, R$ 49,9 bilhões correspondem a emendas parlamentares com identificador específico — individuais, de bancada estadual e de comissão —, enquanto R$ 11,9 bilhões estão classificados como despesas de caráter genérico.

O levantamento indica que a participação dessas emendas no financiamento da saúde pública tem crescido de forma consistente. Entre 2016 e 2025, a fatia das emendas no orçamento do Ministério da Saúde passou de 5% para 17%, atingindo R$ 21,5 bilhões no último ano. Como cabe aos parlamentares definir os beneficiários, a distribuição dos recursos tende a refletir decisões políticas, e não necessariamente critérios técnicos.

A análise também revela desigualdades significativas entre municípios com características semelhantes. Os 20 mais beneficiados concentraram R$ 488 milhões em recursos empenhados, com média de R$ 23,8 milhões por município. Em contraste, foi preciso reunir cerca de 1.000 municípios com menor volume de repasses — média de R$ 488 mil cada — para alcançar o mesmo total.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, esse cenário evidencia distorções na alocação de recursos e compromete a equidade no atendimento à população.

Fundo de Equalização e Compensação

Como alternativa, a entidade propõe a criação de um Fundo de Equalização e Compensação, financiado com 3% das transferências discricionárias, incluindo emendas parlamentares. 

A proposta prevê a redistribuição desses valores para municípios que receberam pouco ou nenhum recurso no ano anterior, considerando indicadores como o valor per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

VEJA MAIS:

A CNM defende que a medida seja debatida no Congresso Nacional como um instrumento de ajuste coletivo, com o objetivo de reduzir desigualdades, fortalecer o pacto federativo e ampliar o acesso equilibrado aos recursos públicos, especialmente nos municípios de menor porte.

Pedido de investigação de emendas na saúde

Diante desse contexto, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou que a Corte apure o repasse de emendas parlamentares destinadas à saúde nos municípios brasileiros.

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado apresentou uma representação ao TCU requerendo a instauração de auditoria e de tomada de contas especial para analisar os critérios utilizados na distribuição desses recursos ao longo dos últimos três anos.

No pedido, o procurador também solicita que o tribunal verifique eventuais irregularidades, incluindo possível ilegalidade ou inconstitucionalidade no uso das emendas parlamentares para o cumprimento do piso mínimo constitucional de gastos em saúde.

De acordo com o levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a União aplicou R$ 234,5 bilhões para atingir o mínimo exigido em 2025, sendo que 11% desse total — o equivalente a R$ 25,6 bilhões — tiveram origem em emendas parlamentares. Com a ampliação desse tipo de repasse, o governo federal passou a depender, em parte, dessas emendas para cumprir a exigência constitucional de investimento na área da saúde.
 

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24/04/2026 04:45h

Saiba o porquê surge e como tratar

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Veias dilatadas, tortuosas e aparentes nas pernas são mais do que um incômodo visual. Segundo o cirurgião vascular Dr. Vitor Cervantes Gornati (CRM: 135.239/SP | RQE: 48.202), as varizes surgem quando as válvulas das veias falham e o sangue se acumula, provocando sintomas como:

  • Dor e sensação de peso;
  • Inchaço ao fim do dia;
  • Queimação, coceira e cansaço;
  • Manchas escuras e até feridas crônicas, nos casos graves.

O diagnóstico é feito com ultrassom Doppler. Já o tratamento pode variar entre:

  • Meias de compressão;
  • Exercícios físicos e elevação das pernas;
  • Escleroterapia (secagem das varizes);
  • Laser e radiofrequência;
  • Cirurgia, quando necessário.

Não ignore os sintomas: as varizes podem evoluir para complicações sérias, como trombose, por isso, procure um cirurgião vascular e cuide da sua circulação.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

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24/04/2026 04:15h

Equipes de saúde estarão nas escolas públicas entre 24 e 30 de abril; imunização tem foco em doenças como meningite, sarampo, HPV e covid-19

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Começa nesta sexta-feira (24) a Semana de Vacinação nas Escolas voltada a atualizar as cadernetas de vacinação de crianças e jovens. A mobilização vai ocorrer em quase todos os municípios brasileiros com o objetivo de atingir 104,9 mil escolas e alcançar 27 milhões de estudantes de 9 a 15 anos. A semana de vacinação vai até 30 de abril.

O objetivo da iniciativa da Saúde e da Educação é elevar os índices de imunização nas instituições de ensino de 5.544 municípios. A iniciativa integra o Programa Saúde na Escola (PSE) e tem como foco atualizar a imunização desse público contra doenças como meningite, sarampo, HPV e covid-19. 

A vacinação dos estudantes vai ocorrer mediante autorização dos pais ou responsáveis.

Além do calendário regular, a estratégia inclui a vacina contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam as doses recomendadas. Nestes casos, a ação contempla alunos do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Incentivo à vacinação 

O Ministério da Saúde também usa a tecnologia para lembrar as famílias quando é a hora de vacinar as crianças por meio de lembretes (push) pelo app da Caderneta Digital de Vacinação da Criança. Os lembretes aparecem no app conforme a idade das crianças.

Pela Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital é possível acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinas e consultar a previsão das próximas doses.

O Governo do Brasil também tem intensificado o incentivo à vacinação pelo whatsapp e pelo Meu SUS Digital, com 39 milhões de disparos apenas este ano, sendo 10,2 milhões via whatsapp.

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21/04/2026 04:45h

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Você acorda com gosto amargo na boca e não sabe por quê? O amargor tem cinco causas principais, segundo o Dr. Ali Mahmoud, médico otorrinolaringologista. Veja quais são:

  1. Refluxo gastroesofágico: o ácido do estômago sobe e pode deixar esse gosto ruim, especialmente ao acordar.
  2. Medicamentos como antibióticos, antidepressivos e remédios para pressão que alteram o paladar. 
  3. Problemas no fígado ou na vesícula, que quando não funcionam bem, alteram o sabor da comida. 
  4. Má higiene bucal. Bactérias acumuladas na língua causam esse sabor desagradável. 
  5. A síndrome da boca ardente, que é uma condição neurológica que afeta mulheres principalmente após os 50 anos, causando sabor metálico ou amargor persistente. 

O gosto amargo ocasional é normal, mas se persistir por mais de uma semana, procure um médico. Pode ser sinal de algo que precisa ser tratado. Mantenha boa higiene bocal, evite jejum prolongado e observe se tem relação com medicamentos que está tomando.

Assista ao vídeo completo com a especialista

Para mais informações acesse o site | @doutor.ajuda, nas redes sociais | Acompanhe os conteúdos semanais no canal do Dr. Ajuda, no Youtube 
 

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21/04/2026 04:15h

Alta é impulsionada pelo crescimento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram entre crianças menores de dois anos nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A informação consta no mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo o levantamento, o avanço é impulsionado principalmente pelo aumento das hospitalizações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) nessa faixa etária.

A pesquisadora do InfoGripe e do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz), Tatiana Portella, explica que o VSR é uma das principais causas de bronquiolite e destaca a importância da vacinação.

“É essencial que gestantes a partir da 28ª semana tomem a vacina contra o vírus para que seus bebês fiquem protegidos nos primeiros meses de vida”, orienta. 

Cenário nacional

No geral, os casos de SRAG apresentam estabilidade na tendência de curto e de longo prazo. 

Segundo o boletim, houve um aumento das ocorrências relacionadas ao VSR em todo o Centro-Oeste e em parte do Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo — além de diversos estados do Norte — Acre, Pará, Tocantins e Roraima — e do Nordeste — Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

Em relação à influenza A, os casos seguem em crescimento em boa parte da região Centro-Sul — Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — além de alguns estados do Nordeste — Paraíba, Alagoas e Sergipe — e do Norte — Amapá, Acre e Rondônia.

Por outro lado, o boletim aponta queda dos casos de SRAG associados à influenza A em vários estados do Nordeste, como Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco, além do Pará e do Rio de Janeiro.

Diante desse cenário, Tatiana Portella reforça a importância da vacinação para os grupos prioritários, como crianças de até seis anos e idosos.

“Com o aumento das hospitalizações por influenza A em diversos estados do país, é fundamental que a população prioritária que ainda não se vacinou procure um posto de saúde o quanto antes para receber a dose anual da vacina”, recomenda.

Os casos de SRAG associados ao rinovírus apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país. No entanto, continuam aumentando nos estados do Pará e Mato Grosso.

Já os casos graves por Covid-19 seguem em níveis baixos no Brasil.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 32,2% de influenza A
  • 2,4% de influenza B
  • 26,3% de VSR
  • 33% de rinovírus
  • 5,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 40,8% de influenza A
  • 4,1% de influenza B
  • 5,3% de VSR
  • 26,9% de rinovírus
  • 23,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 11 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 14. Confira outros detalhes no link.

VEJA MAIS:

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20/04/2026 04:55h

Caroços no corpo. Saiba o que é Íngua

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Você já notou um caroço em alguma dessas regiões? Popularmente chamado de "íngua", esse inchaço é na verdade um linfonodo aumentado, parte do sistema de defesa do corpo.
Segundo o hematologista Dr. Thales Dalessandro (CRM: 112.136/SP | RQE: 93.084), infecções locais são a causa mais comum. Por exemplo:

  • Dor de garganta = íngua no pescoço;
  • Infecção no pé = íngua na virilha;
  • Problemas na mama = íngua na axila.

Mas, atenção aos sinais de alerta:

  • Crescimento progressivo;
  • Maior que 1 cm;
  • Muito dura e fixa;
  • Duração maior que 4 semanas;
  • Acompanhada de febre, suor noturno ou perda de peso;
  • Local incomum (como acima da clavícula).

Ínguas doloridas costumam ser infecções, mas as que não doem podem indicar algo mais sério. Na dúvida, procure um médico para investigação.

Veja ao vídeo com a explicação do especialista:

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19/04/2026 04:05h

Repasse do Governo Federal busca fortalecer ações de vigilância, com medidas como captura e monitoramento de vetores e resposta rápida a focos em 17 estados

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No início de 2026, o Ministério da Saúde decretou surto da Doença de Chagas em Ananindeua (PA). Até a primeira semana de fevereiro foram registrados 42 casos e quatro óbitos na cidade, com os registros superando em 30% os notificados na cidade no mesmo período do ano passado. Dados preliminares de 2025 indicam 627 casos agudos, sendo 97% na Região Norte. Diante do quadro, o Governo Federal anunciou o repasse de quase R$ 12 milhões para ações de vigilância em 155 municípios prioritários.

O repasse foi publicado por meio da Portaria GM/MS Nº 9.628/2025 e é voltado a ações de vigilância e controle da Doença de Chagas em 17 estados do país. Os valores deverão ser aplicados em atuação contínua nas localidades prioritárias, com medidas de captura e monitoramento de vetores, vigilância e resposta rápida a focos. 

O incentivo financeiro é de caráter excepcional e temporário e será transferido, em parcela única, do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde Municipais e Distrital, conforme a Portaria.

Segundo a pasta, o cenário epidemiológico do país reforça a urgência das medidas de combate à Doença de Chagas. Em 2024, foram registrados 3.750 óbitos, com o maior índice na Região Sudeste. No mesmo período, houve 520 casos agudos, principalmente no Norte, com destaque para o Pará.  

Critérios de seleção de municípios

A seleção dos municípios considerou diversos critérios técnicos, como a vulnerabilidade das cidades e a interação dos insetos vetores com o ambiente. Foi dada prioridade para municípios classificados como de risco “muito alto” em índice da presença de vetores e condições socioambientais.

As localidades com registro recente do inseto conhecido como "barbeiro", cujas fezes abrigam o protozoário transmissor da Doença de Chagas, também foram priorizadas.

Segundo o Ministério da Saúde, também foram considerados municípios com alta prioridade e de muito alta prioridade, para a forma crônica da Doença de Chagas, concentrados especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste.

Municípios contemplados

O repasse totaliza R$ 11,7 milhões e contempla 17 estados. Entre as UFs, o Pará recebe o maior valor, R$ 5,3 milhões, seguido pelo Ceará, com R$ 1,5 milhão e Pernambuco, que receberá R$ 820 mil. 

Os valores foram divididos entre os municípios com valores que variam de R$ 20 mil a R$ 250 mil por cidade, em parcela única. Entre as cidades contempladas estão Cavalcante (GO), Calçado (PE) e Novo Horizonte (BA).

A lista completa dos 155 municípios contemplados pode ser consultada na Portaria.

Epidemia descartada, mas cenário requer atenção

Apesar de o Ministério da Saúde decretar surto de em Ananindeua (PA), especialistas da Fiocruz descartam o risco de epidemia no país e alertam que a doença permanece ativa no Brasil, sendo impulsionada, especialmente, pela transmissão oral.

O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, explica a classificação de surto no início de 2026 no município paraense.

“Foi classificado como um surto porque houve um aumento dos números de casos em relação ao que costuma acontecer no município, mas não há riscos de epidemia no Brasil”, afirma Saraiva.

Já o farmacêutico bioquímico e pesquisador do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia), Fred Luciano Santos, salienta que o Brasil tem registrado diversos surtos esporádicos, com maior frequência na Região Metropolitana de Belém “devido ao consumo artesanal de açaí e outros produtos locais”, aponta.

Para Fred, como a doença segue ativa no país há um risco de ocorrência de novos surtos. “Especialmente em áreas com condições sanitárias mais precárias, com produção artesanal de alimentos e sem fiscalização adequada”, completa.

A situação no Pará contou com a investigação de vários órgãos, como a Secretaria Estadual de Saúde do Pará, a Anvisa e o os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde.

Surto e contaminação oral

A transmissão da doença de Chagas por via oral possui relação direta com o consumo de alimentos contaminados pelo protozoário trypanosoma cruzi – causador da doença. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí – que pode esmagar o inseto. 

Confira como evitar esse tipo de transmissão, segundo os especialistas:

  • Consumir produtos de origem confiável;
  • Observar a adoção de boas práticas de higiene.

“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar seu alimento de quem o prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas  através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí”, salienta Saraiva. 

Diagnóstico e tratamento precoce

A doença de Chagas possui duas fases, uma aguda e uma crônica. A fase aguda pode ser sintomática ou não e a crônica pode se manifestar de maneira assintomática, cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.

Entre as consequências da doença estão a insuficiência cardíaca, dificuldade de engolir e prisão de ventre. Na fase crônica, os problemas cardíacos ou digestivos podem permanecer pelo resto da vida.

Confira os principais sintomas na fase aguda:

  • Febre prolongada (mais de 7 dias);
  • Dor de cabeça;
  • Fraqueza intensa;
  • Inchaço no rosto e pernas. 

O tratamento deve ser indicado por um médico. O SUS fornece o medicamento benzonidazol gratuitamente. 

Os especialistas afirmam que o diagnóstico e o tratamento precoce evitam a evolução para formas graves da doença e até mesmo o óbito.

Confira o mapa da Incidência da doença de Chagas (aguda) no Brasil 

 

Doença de Chagas no Brasil

Em 2006, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) uma certificação internacional pela interrupção da transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans – conhecido como barbeiro.

No entanto, dois focos permanecem no país, no estado da Bahia – em Tremedal e Novo Horizonte. Nas localidades, o Projeto Oxente Chagas, da Fiocruz, tem atuado com o rastreamento sorológico em toda a população urbana e rural com vistas a combater e controlar a doença. 

A expectativa é de que cerca de 30 mil habitantes sejam testados nas duas cidades até 2027.

Já no Rio de Janeiro, o LaPClin Chagas acompanha cerca de 800 pacientes com doença de Chagas crônica, com a oferta de diagnóstico, tratamento e suporte. 

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18/04/2026 04:40h

Neste episódio, a Ginecologista Dra. Denise Yanasse (CRM: 124.923/ SP) explica sobre as transformações nos ovários com o envelhecimento.

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Os ovários têm um papel fundamental no corpo da mulher. Eles produzem os óvulos, essenciais para a reprodução, e também hormônios como o estrogênio e a progesterona. Esses hormônios são responsáveis pelo ciclo menstrual, ajudando na saúde dos ossos, no metabolismo e no desenvolvimento das características femininas, especialmente durante a puberdade.

Na infância, os ovários permanecem inativos e começam a funcionar na puberdade, iniciando a produção hormonal e promovendo diversas mudanças no corpo feminino. Manter a saúde dos ovários é importante para o equilíbrio do organismo.

Veja o vídeo com a explicação do especialista:

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16/04/2026 04:20h

Repasse do Governo Federal é voltado a fortalecer medidas como captura e monitoramento de vetores, vigilância e resposta rápida a focos em 17 estados; confira critérios de seleção dos municípios

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No Dia Mundial da Doença de Chagas, em 14 de abril, o Ministério da Saúde anunciou o repasse de quase R$ 12 milhões para fomentar ações de vigilância e controle da Doença de Chagas em 17 estados do país. Os recursos deverão beneficiar 155 municípios prioritários, com apoio à atuação contínua nessas localidades, voltado à captura e monitoramento de vetores, vigilância e resposta rápida a focos. O repasse foi publicado por meio da Portaria GM/MS Nº 9.628/2025.

Conforme a pasta, a seleção dos municípios considerou diversos critérios técnicos, como a vulnerabilidade das cidades. A interação dos insetos vetores com o ambiente também foi relevante, com prioridade para municípios classificados como de risco “muito alto” em índice da presença de vetores e condições socioambientais.

A seleção foi baseada, ainda, em localidades com registro recente do vetor Triatoma infestans – inseto conhecido como "barbeiro", cujas fezes abrigam o protozoário transmissor da Doença de Chagas.

Segundo o Ministério da Saúde, também foram considerados municípios com alta prioridade e de muito alta prioridade, para a forma crônica da Doença de Chagas, concentrados especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste.

O incentivo financeiro avaliou, ainda, a situação epidemiológica estabelecida pelo Ministério da Saúde, com base nos dados informados por estados e municípios. Por exemplo, municípios com mais de cinco casos agudos de doença de Chagas no período de 2020 a 2024 e aqueles com histórico nos últimos 10 anos de presença de populações residuais de Triatoma infestans.

Municípios contemplados

O repasse totaliza R$ 11,7 milhões e contempla 17 estados. Entre as UFs, o Pará recebe o maior valor, R$ 5,3 milhões, seguido pelo Ceará, com R$ 1,5 milhão e Pernambuco, que receberá R$ 820 mil. 

Os valores foram divididos entre os municípios com valores que variam de R$ 20 mil a R$ 250 mil por cidade, em parcela única. Entre as cidades contempladas estão Cavalcante (GO), Calçado (PE) e Novo Horizonte (BA).

Confira a lista completa dos 155 municípios contemplados:

  • Cruzeiro do Sul (AC): R$ 200.000,00
  • Marechal Thaumaturgo (AC): R$ 40.000,00
  • Amaturá (AM): R$ 40.000,00
  • Barcelos (AM): R$ 40.000,00
  • Ipixuna (AM): R$ 60.000,00
  • Itamarati (AM): R$ 40.000,00
  • Abaetetuba (PA): R$ 250.000,00
  • Acará (PA): R$ 200.000,00
  • Afuá (PA): R$ 100.000,00
  • Anajás (PA): R$ 80.000,00
  • Ananindeua (PA): R$ 250.000,00
  • Aurora do Pará (PA): R$ 60.000,00
  • Bagre (PA): R$ 80.000,00
  • Baião (PA): R$ 200.000,00
  • Barcarena (PA): R$ 250.000,00
  • Belém (PA): R$ 250.000,00
  • Breves (PA): R$ 250.000,00
  • Bujaru (PA): R$ 60.000,00
  • Cachoeira do Arari (PA): R$ 60.000,00
  • Cametá (PA): R$ 250.000,00
  • Capanema (PA): R$ 200.000,00
  • Castanhal (PA): R$ 250.000,00
  • Curralinho (PA): R$ 80.000,00
  • Igarapé-Miri (PA): R$ 200.000,00
  • Inhangapi (PA): R$ 40.000,00
  • Juruti (PA): R$ 200.000,00
  • Limoeiro do Ajuru (PA): R$ 80.000,00
  • Melgaço (PA): R$ 60.000,00
  • Mocajuba (PA): R$ 60.000,00
  • Moju (PA): R$ 200.000,00
  • Monte Alegre (PA): R$ 200.000,00
  • Muaná (PA): R$ 100.000,00
  • Oeiras do Pará (PA): R$ 80.000,00
  • Ponta de Pedras (PA): R$ 60.000,00
  • Portel (PA): R$ 200.000,00
  • Santarém (PA): R$ 250.000,00
  • São Domingos do Capim (PA): R$ 80.000,00
  • São Miguel do Guamá (PA): R$ 200.000,00
  • São Sebastião da Boa Vista (PA): R$ 60.000,00
  • Tomé-Açu (PA): R$ 200.000,00
  • Tucuruí (PA): R$ 200.000,00
  • Itaubal (AP): R$ 25.000,00
  • Macapá (AP): R$ 250.000,00
  • Santana (AP): R$ 250.000,00
  • Dianópolis (TO): R$ 40.000,00
  • Presidente Kennedy (TO): R$ 25.000,00
  • Arraial (PI): R$ 25.000,00
  • Belém do Piauí (PI): R$ 25.000,00
  • Campinas do Piauí (PI): R$ 25.000,00
  • Campo Alegre do Fidalgo (PI): R$ 25.000,00
  • Floresta do Piauí (PI): R$ 25.000,00
  • Francisco Ayres (PI): R$ 25.000,00
  • Landri Sales (PI): R$ 25.000,00
  • Pedro Laurentino (PI): R$ 25.000,00
  • Nova Santa Rita (PI): R$ 25.000,00
  • Santa Rosa do Piauí (PI): R$ 25.000,00
  • São Braz do Piauí (PI): R$ 25.000,00
  • São Lourenço do Piauí (PI): R$ 25.000,00
  • Socorro do Piauí (PI): R$ 25.000,00
  • Tamboril do Piauí (PI): R$ 25.000,00
  • Wall Ferraz (PI): R$ 25.000,00
  • Arneiroz (CE): R$ 25.000,00
  • Barreira (CE): R$ 60.000,00
  • Cedro (CE): R$ 60.000,00
  • Crato (CE): R$ 250.000,00
  • General Sampaio (CE): R$ 25.000,00
  • Groaíras (CE): R$ 40.000,00
  • Icó (CE): R$ 200.000,00
  • Independência (CE): R$ 60.000,00
  • Irauçuba (CE): R$ 60.000,00
  • Itatira (CE): R$ 60.000,00
  • Jaguaruana (CE): R$ 80.000,00
  • Limoeiro do Norte (CE): R$ 200.000,00
  • Madalena (CE): R$ 40.000,00
  • Poranga (CE): R$ 40.000,00
  • Quixelô (CE): R$ 40.000,00
  • Quixeré (CE): R$ 60.000,00
  • Russas (CE): R$ 200.000,00
  • Senador Sá (CE): R$ 25.000,00
  • Tarrafas (CE): R$ 25.000,00
  • Acari (RN): R$ 40.000,00
  • Angicos (RN): R$ 40.000,00
  • Barcelona (RN): R$ 25.000,00
  • Felipe Guerra (RN): R$ 25.000,00
  • Itaú (RN): R$ 25.000,00
  • Japi (RN): R$ 25.000,00
  • Jucurutu (RN): R$ 40.000,00
  • Marcelino Vieira (RN): R$ 25.000,00
  • São João do Sabugi (RN): R$ 25.000,00
  • Serra Negra do Norte (RN): R$ 25.000,00
  • Severiano Melo (RN): R$ 25.000,00
  • Taboleiro Grande (RN): R$ 25.000,00
  • Upanema (RN): R$ 40.000,00
  • Brejinho (PE): R$ 25.000,00
  • Buíque (PE): R$ 200.000,00
  • Calçado (PE): R$ 40.000,00
  • Carnaíba (PE): R$ 40.000,00
  • Carnaubeira da Penha (PE): R$ 40.000,00
  • Floresta (PE): R$ 80.000,00
  • Ingazeira (PE): R$ 25.000,00
  • Jupi (PE): R$ 40.000,00
  • Lagoa de Itaenga (PE): R$ 40.000,00
  • Jales (SP): R$ 200.000,00
  • Lavínia (SP): R$ 25.000,00
  • Macedônia (SP): R$ 25.000,00
  • Monções (SP): R$ 25.000,00
  • Pedranópolis (SP): R$ 25.000,00
  • Populina (SP): R$ 25.000,00
  • Santa Rita d’Oeste (SP): R$ 25.000,00
  • São Francisco (SP): R$ 25.000,00
  • São João das Duas Pontes (SP): R$ 25.000,00
  • Turiúba (SP): R$ 25.000,00
  • Aparecida do Taboado (MS): R$ 60.000,00
  • Aquidauana (MS): R$ 100.000,00
  • Paranaíba (MS): R$ 100.000,00
  • Dom Aquino (MT): R$ 25.000,00
  • São José do Povo (MT): R$ 25.000,00
  • Buritinópolis (GO): R$ 25.000,00
  • Cavalcante (GO): R$ 25.000,00
  • Damianópolis (GO): R$ 25.000,00
  • Formosa (GO): R$ 250.000,00
  • Divinópolis de Goiás (GO): R$ 25.000,00
  • Iaciara (GO): R$ 40.000,00
  • Mambaí (GO): R$ 25.000,00
  • Brasília (DF): R$ 250.000,00
  • Lagoa do Ouro (PE): R$ 40.000,00
  • Quixaba (PE): R$ 25.000,00
  • Saloá (PE): R$ 40.000,00
  • Santa Cruz da Baixa Verde (PE): R$ 40.000,00
  • São Benedito do Sul (PE): R$ 40.000,00
  • Sertânia (PE): R$ 80.000,00
  • Tuparetama (PE): R$ 25.000,00
  • Pariconha (AL): R$ 40.000,00
  • Caturama (BA): R$ 25.000,00
  • Iraquara (BA): R$ 60.000,00
  • Mulungu do Morro (BA): R$ 40.000,00
  • Novo Horizonte (BA): R$ 40.000,00
  • Riachão das Neves (BA): R$ 60.000,00
  • Tremedal (BA): R$ 40.000,00
  • Wagner (BA): R$ 25.000,00
  • Wanderley (BA): R$ 40.000,00
  • Brás Pires (MG): R$ 25.000,00
  • Conceição das Alagoas (MG): R$ 60.000,00
  • Estrela do Sul (MG): R$ 25.000,00
  • Gameleiras (MG): R$ 25.000,00
  • Grão Mogol (MG): R$ 40.000,00
  • Icaraí de Minas (MG): R$ 40.000,00
  • São João do Pacuí (MG): R$ 25.000,00
  • Uruana de Minas (MG): R$ 25.000,00
  • Álvares Florence (SP): R$ 25.000,00
  • Cardoso (SP): R$ 40.000,00
  • Guaíra (SP): R$ 100.000,00
  • Guarani d’Oeste (SP): R$ 25.000,00
  • Indiaporã (SP): R$ 25.000,00
  • Jaci (SP): R$ 25.000,00

Ações integradas

O incentivo financeiro é de caráter excepcional e temporário e será transferido, em parcela única, do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde Municipais e Distrital, de acordo com a Portaria GM/MS Nº 9.628/2025. 

O Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também anunciou a fase 2 do projeto “Selênio como tratamento na cardiopatia crônica da doença de Chagas (STCC-2)”. A medida busca avaliar a eficácia e a segurança do mineral como estratégia terapêutica complementar para pacientes com cardiopatia chagásica crônica. No total, serão investidos R$ 8,6 milhões pelo Governo Federal.

Segundo a pasta, o cenário epidemiológico reforça a urgência das medidas de combate à Doença de Chagas no país. Em 2024, foram registrados 3.750 óbitos, com o maior índice na Região Sudeste. No mesmo período, houve 520 casos agudos, principalmente no Norte, com destaque para o Pará. 

Dados preliminares de 2025 indicam 627 casos agudos (97% no Norte) e 8.106 casos crônicos, com concentração em Minas Gerais, Bahia e Goiás. De acordo com o Ministério da Saúde, o cenário evidencia a persistência da doença em áreas endêmicas do país.
 

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