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LOC 1: Para se alinhar à média internacional de gastos em saúde, o Brasil teria que dobrar o investimento atual. Passaria de cerca de 5 mil reais por pessoa para mais de 10 mil reais. A afirmação é do estudo “Cenários de longo prazo para a necessidade de financiamento da saúde”, da Instituição Fiscal Independente, do Senado Federal, apresentado nesta segunda-feira, 7 de julho, em Brasília.
A análise projeta as necessidades de financiamento do Sistema de Atenção à Saúde para os próximos 45 anos, tendo em vista as mudanças no perfil da população; a inflação do setor; e a ampliação do acesso aos serviços.
Para o economista Alessandro Casalecchi, autor do estudo, o principal desafio do Brasil nas próximas décadas é alocar o orçamento da saúde tendo em vista a sustentabilidade fiscal.
TEC SONORA 1 - Alessandro Casalecchi, economista e autor do estudo:
“O atendimento pleno da necessidade de financiamento da saúde não é sustentável, ou seja, não é compatível com o atual arcabouço fiscal, se toda essa necessidade for atendida e não houver uma realocação de gastos. O que é muito difícil, porque outros gastos estão, por exemplo, na Previdência, que é uma despesa obrigatória que também cresce impulsionada por fatores semelhantes aos da Saúde”.
LOC 2: De acordo com o economista, a transição demográfica não é o fator mais relevante no cenário brasileiro.
SONORA 2 - Alessandro Casalecchi, economista e autor do estudo:
“O envelhecimento da população vai levar a um aumento da necessidade, mas não é o protagonista desse movimento. Quando a gente inclui outros fatores, como a ampliação de cobertura do sistema público para incluir os desassistidos e também inflação e tecnologia, temos um impacto mais significativo e a necessidade de financiamento passa a crescer de forma mais acelerada”.
LOC 3: Para conhecer o estudo na íntegra, acesse Brasil61.com.
Reportagem, Janaína Michalskì