15/06/2026 04:55h

Levantamento projeta manutenção da oferta de carne bovina até 2050 mesmo com redução da área de pastagens

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Estudo apresentado pelo Brasil na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, indica que a pecuária de corte nacional pode reduzir significativamente suas emissões de gases de efeito estufa até 2050 sem comprometer os níveis de produção.

O levantamento foi lançado recentemente, durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do Comitê de Agricultura (COAG) e projeta redução de até 60% nas emissões absolutas do setor, ao mesmo tempo em que mantém a oferta de carne bovina em patamares elevados.

A pesquisa "Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil – 2025 a 2050" foi desenvolvida pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) e apresentada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Missão do Brasil em Roma, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Durante o encontro, representantes de governos, pesquisadores e especialistas discutiram os desafios de ampliar a produção de alimentos em um cenário de transição para economias de baixo carbono. O estudo brasileiro buscou demonstrar como tecnologias aplicadas à produção pecuária podem contribuir para atender à demanda mundial por alimentos e reduzir impactos ambientais.

A abertura dos debates contou com a participação do Diretor de Produção e Sanidade Animal e Diretor-Geral Assistente da FAO, Thanawat Tiensin. Ele destacou a necessidade de cooperação entre diferentes setores para alcançar as metas globais de sustentabilidade.

"Quando falamos de produção pecuária sustentável, cada país precisa encontrar seu próprio caminho. A Agenda 2030 e seus objetivos não são uma opção. O ponto central é a necessidade de trabalhar em conjunto com agricultores, produtores, setor privado, academia e instituições de pesquisa. A transformação que buscamos precisa ser construída de forma coletiva", afirmou Tiensin.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, afirmou que a apresentação do estudo na FAO reforça a posição do Brasil como fornecedor relevante de alimentos e evidencia os avanços da pecuária nacional na agenda climática.

"Viemos à FAO mostrar que a pecuária brasileira tem condições de avançar de forma consistente na agenda climática sem abrir mão da produtividade. O papel da ApexBrasil, em forte parceria com a nossa representação diplomática em Roma, é trazer o debate para a realidade dos números. Provamos que o Brasil é um fornecedor confiável, essencial para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar mundial", enfatizou.

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Muller também destacou a expansão dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), apontados como um dos diferenciais da produção brasileira.

"O que o Brasil faz de diferente é que, na mesma área da pastagem pro boi, fazemos uma rotação com lavoura e floresta na mesma propriedade. Isso só o Brasil tem. Já estamos com cerca de 17 milhões de hectares com algum tipo de produção integrada, e o grande benefício é que esse sistema otimiza a terra e reduz a pegada de carbono de forma definitiva", explicou.

Muller também destacou a relevância das estratégias que visam ampliar a presença da carne brasileira no mercado internacional.

“Primeiro a gente aumenta a produtividade, que produz mais numa área menor, tem uma carne de mais qualidade e a gente eleva a sustentabilidade. Ou seja, a gente mostra que a solução que o Brasil tem, a contribuição que o Brasil tem para a segurança alimentar, também é a mesma contribuição que o Brasil dá para o tema da mudança climática”, afirmou.

Produção e preservação ambiental

O estudo foi apresentado em um contexto de redução dos rebanhos bovinos em importantes regiões produtoras. Segundo os dados apresentados pela ApexBrasil, os três blocos que concentram cerca de 70% do rebanho mundial registram retração: o Mercosul opera no menor nível dos últimos seis anos, a América do Norte possui o menor rebanho em sete décadas e a União Europeia registra o menor volume em trinta anos.

Em sentido oposto, o Brasil encerrou 2024 com o maior rebanho comercial do mundo, somando 192,6 milhões de cabeças. O levantamento destaca ainda que somente 30,2% do território nacional é destinado à agropecuária, enquanto 66,3% permanece coberto por vegetação nativa. Desse total preservado, 33,2% está protegido por exigências legais dentro de propriedades rurais privadas.

"Efeito poupa-terra"

Os dados também mostram que a expansão da produção ocorreu sem aumento proporcional da área utilizada. Entre 2004 e 2024, a produção brasileira de carne bovina cresceu mais de 240%, ao passo que a área de pastagens foi reduzida em 11%, passando de 181 milhões para 160 milhões de hectares.

Esse avanço resultou no chamado "efeito poupa-terra". De acordo com o estudo, 397 milhões de hectares deixaram de ser incorporados à atividade graças aos ganhos de produtividade obtidos desde 1990.

A pesquisadora da FGV Agro, Camila Estevam, apresentou as projeções do modelo matemático utilizado no trabalho.

"O primeiro grande resultado do modelo matemático foi mostrar que as tendências que o setor já executa reduzem em até 60% as emissões absolutas até 2050. Quando olhamos para a intensidade de carbono, a redução chega a 80% no cenário de referência, baixando de 80 kg para 16 kg de CO2 equivalente por quilo de carne”, destacou.  

“Nos cenários mais ambiciosos com o Plano ABC+, a intensidade cai 92,6%, chegando a apenas 5 kg. Isso acontece porque o carbono fixado no solo pela ILPF e pela recuperação de pastagens atua diretamente na remoção dessas emissões”, complementou Camila, que dá mais detalhes sobre o ILPF.

“ILPF, quando nós adicionamos a floresta, é esse componente de rotação. Então, não somente temos a lavoura rotacionada com alguma cultura, mas nós trazemos fileiras de florestas que podem ser tanto florestas nativas quanto parte da subcultura”, explica.

Segundo a pesquisa, o cenário de maior mitigação permitirá manter a produção em aproximadamente 18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050. Ao mesmo tempo, a área de pastagens poderá ser reduzida em mais 35%, apoiada pelo aumento de 31% no peso médio das carcaças, que passaria de 211 quilos para 277 quilos por animal abatido.

Para a ABIEC, a apresentação dos resultados durante a reunião do Subcomitê de Pecuária do COAG fortalece a credibilidade das informações utilizadas pelo setor exportador em mercados internacionais.

O diretor de Sustentabilidade da entidade, Fernando Zelner, ressaltou a importância do embasamento científico para a imagem da carne bovina brasileira no exterior.

"Isso é fundamental para a exportação e para a gente trazer os dados duros, com ciência bem fundamentada, para mostrar para o mundo por que a nossa carne é sustentável e por que que o nosso produto é confiável e merece estar em todas as prateleiras dos supermercados do mundo", pontuou.

Com a divulgação do estudo na ONU, o Brasil busca reforçar a defesa de estratégias baseadas em recuperação de pastagens degradadas, sistemas integrados de produção, biotecnologia zootécnica e aditivos alimentares como instrumentos para conciliar produção de alimentos e redução das emissões do setor.
 

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13/06/2026 04:55h

Realizada em Luís Eduardo Magalhães, a feira reúne produtores, cooperativas, empresas e investidores do agronegócio até o dia 13 de junho

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A 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães (BA), reúne produtores rurais, cooperativas, empresas, investidores e representantes do agronegócio. A feira é um dos principais encontros do setor no país.

Entre os participantes está a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que apresenta oportunidades de exportação, internacionalização de negócios e atração de investimentos. 

Patrocinadora da edição de 2026, a ApexBrasil mantém um estande voltado ao atendimento de produtores, cooperativas, empresas e demais interessados em ampliar a presença no mercado internacional. A participação da Agência ocorre em um estado que tem ampliado sua presença no comércio exterior brasileiro e abriga uma das principais regiões produtoras do agronegócio nacional. 

Bahia entre os maiores exportadores do país

Atualmente, a Bahia ocupa a décima posição entre os maiores exportadores do país e a nona colocação nas exportações do agronegócio. Entre os principais produtos embarcados para o exterior estão soja, algodão, café, celulose e outros derivados agrícolas.

A escolha do estado para ampliar o diálogo com o setor também reflete a importância econômica do oeste baiano, região que se consolidou como uma das principais áreas produtoras de soja, algodão e milho do país.

A abertura da Bahia Farm Show 2026 contou com a presença do presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

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Durante o evento, Muller destacou a ampliação do trabalho da Agência junto ao setor produtivo e o crescimento da atuação com cooperativas brasileiras.

“A gente trabalha não só com setores tradicionais, como o algodão, em que o Brasil é hoje o maior exportador mundial, mas também com pequenas e médias empresas. Há três anos, trabalhávamos com cerca de 70 cooperativas e hoje a ApexBrasil atua com aproximadamente 500. Queremos levar a cultura exportadora para os pequenos, os médios e os grandes produtores brasileiros”, afirmou.

Variedade de produtos

O presidente da ApexBrasil também disse que a atuação da Agência também abrange cadeias como a fruticultura e o cacau, além de ações desenvolvidas em parceria com entidades setoriais para ampliar a presença de produtos nacionais no mercado externo. Segundo Muller, são promovidas cerca de 1,1 mil ações e eventos por ano em conjunto com o setor privado.

Entre as iniciativas destacadas está o projeto Brazilian Cotton, realizado em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O programa contribuiu para consolidar a liderança brasileira nas exportações da fibra. Atualmente, o Brasil responde por 33% das exportações mundiais de algodão e ocupa a posição de maior exportador global do produto.

A programação da Bahia Farm Show segue até este sábado (13). O evento reúne cerca de 500 expositores nesta edição. Em 2025, a feira recebeu mais de 162 mil visitantes, contou com 434 expositores e reuniu mais de mil marcas ligadas ao agronegócio.
 
 

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12/06/2026 04:50h

Colegiado vai propor ações para expandir oportunidades, fortalecer a autonomia econômica e incentivar o empreendedorismo feminino no campo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instalou, na quarta-feira (10), em Brasília, a Câmara Temática das Mulheres Rurais. Vinculado ao Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA), o colegiado foi criado para ampliar a participação feminina no meio rural e contribuir para a formulação e o acompanhamento de políticas públicas voltadas ao setor. 

A iniciativa foi formalizada pela Portaria Mapa nº 892, publicada em março deste ano. 

A Câmara funcionará como espaço de diálogo entre governo, produtores, universidades, cooperativas, organismos internacionais e movimentos sociais. Entre as atribuições estão discutir propostas, identificar desafios enfrentados pelas mulheres rurais e acompanhar ações voltadas à autonomia econômica, inclusão produtiva e valorização do trabalho feminino no campo.

Durante a cerimônia de instalação, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o aumento da participação feminina em cargos de liderança.

“Hoje, as mulheres ocupam espaços cada vez mais importantes de liderança e poder. Temos mulheres à frente dos ministérios do Planejamento, da Saúde e da Gestão. Elas vêm assumindo, de forma crescente e extremamente competente, funções estratégicas para o desenvolvimento do país”, destacou André de Paula.

“Foi mencionada aqui, e faço questão de repetir, a homenagem à grande pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, que recebeu uma premiação de relevância internacional comparável ao Prêmio Nobel. Esse reconhecimento nos enche de orgulho e demonstra o quanto o Brasil avançou em ciência, tecnologia e pesquisa agropecuária”, completou.

A presidente da Câmara e diretora de Promoção do Agronegócio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Ângela Peres, afirmou que a instituição do grupo representa o reconhecimento da contribuição das mulheres para a agropecuária e reforça o compromisso da Pasta com a ampliação de oportunidades no meio rural.

“Nossa Câmara nasce com a missão clara de contribuir para a formulação, o aprimoramento e o acompanhamento de políticas públicas voltadas às mulheres rurais brasileiras, assessorando o Ministério da Agricultura e Pecuária na construção de soluções que promovam desenvolvimento, inclusão produtiva, autonomia econômica e oportunidades para as mulheres do campo, das águas e das florestas”, enfatizou Peres.

Dados apresentados pelo governo mostram que o Brasil conta com cerca de 5,07 milhões de estabelecimentos agropecuários. Desse total, aproximadamente 947 mil são dirigidos por mulheres, o que corresponde a 19%.

Em comparação com o Censo Agropecuário de 2006, o número de mulheres à frente de propriedades rurais cresceu 44,2%. A participação feminina na direção dos estabelecimentos passou de 13% para 19% entre 2006 e 2017.

A maior concentração de propriedades comandadas por mulheres está no Nordeste, que reúne 57% dos estabelecimentos liderados por produtoras rurais. Na sequência aparecem Sudeste (14%), Norte (12%), Sul (11%) e Centro-Oeste (6%).

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A consultora Vera Daller, coordenadora do primeiro programa de gênero do Mapa, o Coopergênero, destacou a retomada das políticas direcionadas às mulheres dentro da Pasta

“Muito me honra estar aqui neste momento, porque estamos resgatando a memória das políticas para as mulheres no Mapa. A Pasta foi pioneira, entre os órgãos da Esplanada dos Ministérios, na implementação de um programa voltado às mulheres da agricultura”, disse.

A presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, primeira mulher a ocupar o cargo, defendeu a ampliação de políticas voltadas ao público feminino.

“Nós já somos mais da metade da população brasileira. Dentro das cooperativas, inclusive, as mulheres já representam a maioria dos cooperados. Na produção agropecuária, a participação feminina também cresce a cada dia. Por isso, precisamos pensar e construir políticas públicas voltadas para esse protagonismo. E essa Câmara será essencial”, ressaltou.

Ao todo, a Câmara Temática das Mulheres Rurais reúne 23 instituições dos setores público e privado, além de entidades acadêmicas, cooperativistas, organismos internacionais e movimentos sociais. 

De acordo com o regimento, o colegiado realizará reuniões ordinárias pelo menos uma vez por ano e poderá ser convocado extraordinariamente pela presidente.

Entre os objetivos da Câmara estão identificar obstáculos enfrentados pelas mulheres rurais, propor ações para ampliar oportunidades, incentivar o empreendedorismo feminino, ampliar o acesso a mercados nacionais e internacionais e fortalecer a participação em cooperativas, associações e cadeias produtivas.

O colegiado é composto pelas seguintes instituições:

  • Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)
  • Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
  • Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)
  • Embrapa, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP)
  • Universidade de Brasília (UnB)
  • Universidade Estadual Paulista (Unesp)
  • Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
  • Associação Brasileira do Agronegócio (Abag)
  • Sociedade Rural Brasileira (SRB)
  • CropLife Brasil
  • Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé)
  • Banco do Brasil (BB)
  • Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil)
  • Organização das Cooperativas do Brasil (OCB)
  • Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf)
  • ONU Mulheres
  • Grupo Mulheres do Brasil
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
  • Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt)
  • Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea)
  • Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV)

Sobre as Câmaras Temáticas

As Câmaras Temáticas são fóruns de discussão que reúnem representantes de diferentes segmentos das cadeias produtivas do agronegócio. Participam desses espaços entidades de produtores, empresários, instituições financeiras, órgãos públicos e técnicos governamentais.

Nesses encontros são debatidos temas ligados à produção agropecuária, como manejo, uso de defensivos agrícolas, comercialização, tributação e processos produtivos. Também são avaliadas questões que podem impactar o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, com o objetivo de identificar gargalos e apontar soluções para toda a cadeia produtiva.
 

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12/06/2026 04:15h

Ofício encaminhado ao Ministério da Agricultura ressalta rigorosidade do sistema sanitário nacional após confirmação das restrições europeias

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A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep) cobrou celeridade máxima para o envio de informações à União Europeia (UE) que comprovem os rigorosos padrões sanitários da pecuária brasileira. O ofício foi entregue na última terça-feira (9) ao Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, com intenção de evitar que produtos de origem animal sejam embargados pelo bloco europeu.

Segundo a entidade paranaense, o embargo anunciado pela UE não condiz com o real status sanitário da pecuária nacional e estadual, inclusive com o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. “O sistema FAEP vê com grande preocupação o fechamento do mercado de proteína para o Brasil e o Paraná. O Paraná conta com os estados sanitários de excelência e pode comprovar que pode enviar a sua carne para a União Europeia”, afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Entre carne de frango, ovos e material genético desses animais, o Paraná se destaca como um dos principais produtores e exportadores do país.

Embargo

A manifestação da FAEP ocorre após a Comissão Europeia formalizar o veto para a compra de proteínas brasileiras a partir de 3 de setembro. De acordo com o comunicado assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, as informações prestadas pelo Brasil foram consideradas insuficientes para garantir o cumprimento quanto ao uso de antimicrobianos, como antibióticos, nas criações.

A restrição atinge bovinos, aves, equídeos, peixes da aquicultura, mel e tripas. Em 2025, as vendas dessas proteínas para a UE geraram receita de US$ 1,8 bilhão, do total de US$ 49,8 bilhões exportados pelo agronegócio brasileiro para o bloco, segundo estatísticas do governo federal.

Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), garante que o Brasil já cumpre com as exigências do mercado europeu, mas que o governo precisa agora comprovar a fiscalização. “Nossa produção de carne de frango é totalmente rastreada, tem traçabilidade em todo o seu processo de produção e essas drogas não são utilizadas na produção de frango que são exportados para a União Europeia. Também não são na carne bovina. Nós já cumprimos os requisitos e não há qualquer violação ou problema sanitário com as carnes brasileiras”, frisou.

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) ressaltou que colabora com as autoridades brasileiras e pontuou que a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, baseado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo, condição que permite exportar para mais de 170 países.

O assunto é tratado como prioridade nos ministérios responsáveis, como o das Relações Exteriores (MRE) e o do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que já realizam reuniões e negociações para tentar impedir a implementação da barreira comercial. Entre os negociadores brasileiros, há a percepção de que a medida possa ter sido motivada por pressões políticas do lado europeu, para proteger as produções locais que não são capazes de produzir tanto quanto a brasileira, mas a questão é tratada tecnicamente.

Uma missão europeia ao Brasil está prevista nos próximos meses para avanço e conclusão das conversas, motivado inclusive pela finalização do acordo com o Mercosul.

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12/06/2026 04:10h

O preço do trigo, por sua vez, registra valorização no Paraná e no Rio Grande do Sul

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O valor da saca de 60 kg da soja abre esta sexta-feira (12) em alta no interior do Paraná e queda no litoral do estado, em Paranaguá. 

Na primeira região, o grão registra elevação de 0,18% e é negociado a R$ 125,73; na segunda, a mercadoria tem redução de 0,34% e é cotada a R$ 131,78.

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/06/2026 125,73 0,18% 1,21% 24,68
10/06/2026 125,51 0,66% 1,03% 24,26
09/06/2026 124,69 0,46% 0,37% 24,07
08/06/2026 124,12 -0,19% -0,09% 23,97
05/06/2026 124,36 0,31% 0,10% 24,13

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/06/2026 131,78 -0,34% 1,28% 25,86
10/06/2026 132,23 1,05% 1,62% 25,56
09/06/2026 130,85 0,59% 0,56% 25,26
08/06/2026 130,08 0,71% -0,03% 25,12
05/06/2026 129,16 -0,66% -0,74% 25,06

Trigo

O preço do trigo, por sua vez, registra valorização no Paraná e no Rio Grande do Sul.

No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.377,98, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.325,29.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
11/06/2026 1.325,29 0,07% -0,60% 260,12
10/06/2026 1.324,35 0,00% -0,67% 256,01
09/06/2026 1.324,35 0,19% -0,67% 255,62
08/06/2026 1.321,84 0,07% -0,85% 255,23
05/06/2026 1.320,89 -0,01% -0,93% 256,29

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
11/06/2026 1.377,98 0,22% 1,35% 270,46
10/06/2026 1.375,01 0,20% 1,13% 265,80
09/06/2026 1.372,24 0,02% 0,93% 264,86
08/06/2026 1.372,00 0,30% 0,91% 264,92
05/06/2026 1.367,89 0,03% 0,61% 265,40

Os valores são do Cepea.

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.      

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12/06/2026 04:05h

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,03, após queda de 0,09%

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O preço do café arábica abre esta sexta-feira (12) em alta de 1,01%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.412,22 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve valorização, com elevação de 1,28%, sendo comercializado a R$ 967,40.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
11/06/2026 1.412,22 1,01% -9,22% 277,18
10/06/2026 1.398,09 1,05% -10,13% 270,27
09/06/2026 1.383,57 -0,83% -11,06% 267,05
08/06/2026 1.395,16 -2,68% -10,32% 269,39
05/06/2026 1.433,64 -3,74% -7,84% 278,16

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
11/06/2026 967,40 1,28% 1,56% 189,87
10/06/2026 955,13 0,99% 0,27% 184,64
09/06/2026 945,74 -0,28% -0,72% 182,54
08/06/2026 948,38 2,92% -0,44% 183,12
05/06/2026 921,46 -1,23% -3,26% 178,78

O preço do açúcar cristal apresenta redução na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 92,18, após baixa de 0,18%.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/06/2026 92,18 -0,18% -0,88% 18,09
10/06/2026 92,35 -0,59% -0,70% 17,85
09/06/2026 92,90 1,69% -0,11% 17,93
08/06/2026 91,36 -2,02% -1,76% 17,64
05/06/2026 93,24 0,00% 0,26% 18,37

Em Santos (SP), houve redução de 1,07%, e a mercadoria é negociada a R$ 102,45 na média de preços sem impostos.

Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/06/2026 102,45 -1,07% -0,38% 19,90
10/06/2026 103,56 -0,93% 0,70% 20,01
09/06/2026 104,53 -0,38% 1,64% 20,22
08/06/2026 104,93 1,31% 2,03% 20,30
05/06/2026 103,57 0,48% 0,71% 20,21

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,03, após queda de 0,09%.

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/06/2026 64,03 -0,09% -1,36% 12,57
10/06/2026 64,09 -0,26% -1,26% 12,39
09/06/2026 64,26 -0,43% -1,00% 12,40
08/06/2026 64,54 0,06% -0,57% 12,46
05/06/2026 64,50 -0,02% -0,63% 12,51

Os valores são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.    
  

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12/06/2026 04:00h

A carcaça suína especial, por sua vez, apresenta recuo de 2,45%, sendo negociada a R$ 8,36, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo

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O preço do boi gordo nesta sexta-feira (12) apresenta alta de 0,18%; a arroba está sendo negociada a R$ 353,80, no estado de São Paulo. 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/06/2026 353,80 0,18% 1,17% 69,44
10/06/2026 353,15 -0,11% 0,99% 68,27
09/06/2026 353,55 0,11% 1,10% 68,24
08/06/2026 353,15 -0,18% 0,99% 68,19
05/06/2026 353,80 0,08% 1,17% 68,65

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam elevação. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,28, e o frango resfriado a R$ 7,30.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
11/06/2026 7,28 0,14% 3,56%
10/06/2026 7,27 0,97% 3,41%
09/06/2026 7,20 0,28% 2,42%
08/06/2026 7,18 0,70% 2,13%
05/06/2026 7,13 0,00% 1,42%

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
11/06/2026 7,30 0,27% 3,55%
10/06/2026 7,28 0,83% 3,26%
09/06/2026 7,22 0,42% 2,41%
08/06/2026 7,19 0,70% 1,99%
05/06/2026 7,14 0,00% 1,28%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta recuo de 2,45%, sendo negociada a R$ 8,36, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo registra estabilidade em alguns dos estados analisados, com é o caso de Santa Catarina, onde o produto é comercializado a R$ 4,75.

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
11/06/2026 8,36 -2,45% -3,13%
10/06/2026 8,57 0,00% -0,70%
09/06/2026 8,57 -1,83% -0,70%
08/06/2026 8,73 0,23% 1,16%
05/06/2026 8,71 0,00% 0,93%

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
11/06/2026 MG - posto 5,59 0,72% -0,53%
11/06/2026 PR - a retirar 4,48 -0,22% -5,08%
11/06/2026 RS - a retirar 4,80 0,00% -6,25%
11/06/2026 SC - a retirar 4,75 0,00% -2,86%
11/06/2026 SP - posto 5,23 0,00% -1,32%

Os dados são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.    


 

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11/06/2026 04:10h

A carcaça suína especial apresenta estabilidade, ainda sendo negociada a R$ 8,57, por quilo

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O preço do boi gordo nesta quinta-feira (11) apresenta queda de 0,11%; a arroba está sendo negociada a R$ 353,15, no estado de São Paulo. 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/06/2026 353,15 -0,11% 0,99% 68,27
09/06/2026 353,55 0,11% 1,10% 68,24
08/06/2026 353,15 -0,18% 0,99% 68,19
05/06/2026 353,80 0,08% 1,17% 68,65
03/06/2026 353,50 0,34% 1,09% 69,66

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam alta. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,27, e o frango resfriado a R$ 7,28.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
10/06/2026 7,27 0,97% 3,41%
09/06/2026 7,20 0,28% 2,42%
08/06/2026 7,18 0,70% 2,13%
05/06/2026 7,13 0,00% 1,42%
03/06/2026 7,13 1,42% 1,42%

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
10/06/2026 7,28 0,83% 3,26%
09/06/2026 7,22 0,42% 2,41%
08/06/2026 7,19 0,70% 1,99%
05/06/2026 7,14 0,00% 1,28%
03/06/2026 7,14 1,42% 1,28%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta estabilidade, ainda sendo negociada a R$ 8,57, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo também registra estabilidade em alguns dos estados analisados, com é o caso do Rio Grande do Sul, onde o produto ainda é comercializado a R$ 4,80.

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
10/06/2026 8,57 0,00% -0,70%
09/06/2026 8,57 -1,83% -0,70%
08/06/2026 8,73 0,23% 1,16%
05/06/2026 8,71 0,00% 0,93%
03/06/2026 8,71 0,00% 0,93%

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
10/06/2026 MG - posto 5,55 0,18% -1,25%
10/06/2026 PR - a retirar 4,49 0,00% -4,87%
10/06/2026 RS - a retirar 4,80 0,00% -6,25%
10/06/2026 SC - a retirar 4,75 -0,21% -2,86%
10/06/2026 SP - posto 5,23 0,00% -1,32%

Os dados são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.    
 

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11/06/2026 04:05h

O café robusta teve valorização, com elevação de 0,99%, sendo comercializado a R$ 955,13

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O preço do café arábica abre esta quinta-feira (11) em alta de 1,05%, com a saca de 60 kg negociada a R$     1.398,09 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve valorização, com elevação de 0,99%, sendo comercializado a R$ 955,13.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
10/06/2026 1.398,09 1,05% -10,13% 270,27
09/06/2026 1.383,57 -0,83% -11,06% 267,05
08/06/2026 1.395,16 -2,68% -10,32% 269,39
05/06/2026 1.433,64 -3,74% -7,84% 278,16
03/06/2026 1.489,38 -2,12% -4,26% 293,47

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
10/06/2026 955,13 0,99% 0,27% 184,64
09/06/2026 945,74 -0,28% -0,72% 182,54
08/06/2026 948,38 2,92% -0,44% 183,12
05/06/2026 921,46 -1,23% -3,26% 178,78
03/06/2026 932,97 -0,97% -2,06% 183,84

O preço do açúcar cristal apresenta redução na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 92,35, após baixa de 0,59%.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/06/2026 92,35 -0,59% -0,70% 17,85
09/06/2026 92,90 1,69% -0,11% 17,93
08/06/2026 91,36 -2,02% -1,76% 17,64
05/06/2026 93,24 0,00% 0,26% 18,37
03/06/2026 93,24 0,24% 0,26% 18,37

Em Santos (SP), houve redução de 0,93%, e a mercadoria é negociada a R$ 103,56 na média de preços sem impostos.

Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/06/2026 103,56 -0,93% 0,70% 20,01
09/06/2026 104,53 -0,38% 1,64% 20,22
08/06/2026 104,93 1,31% 2,03% 20,30
05/06/2026 103,57 0,48% 0,71% 20,21
03/06/2026 103,08 -0,25% 0,23% 20,45

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,09, após queda de 0,26%.

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/06/2026 64,09 -0,26% -1,26% 12,39
09/06/2026 64,26 -0,43% -1,00% 12,40
08/06/2026 64,54 0,06% -0,57% 12,46
05/06/2026 64,50 -0,02% -0,63% 12,51
03/06/2026 64,51 -0,05% -0,62% 12,71

Os valores são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.    
 

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11/06/2026 04:00h

O preço do trigo, por sua vez, registra valorização no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul

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O valor da saca de 60 kg da soja abre esta quinta-feira (11) em alta no interior do Paraná e no litoral do estado, em Paranaguá. 

Na primeira região, o grão registra elevação de 0,66% e é negociado a R$ 125,51; na segunda, a mercadoria tem aumento de 1,05% e é cotada a R$ 132,23.

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/06/2026 125,51 0,66% 1,03% 24,26
09/06/2026 124,69 0,46% 0,37% 24,07
08/06/2026 124,12 -0,19% -0,09% 23,97
05/06/2026 124,36 0,31% 0,10% 24,13
03/06/2026 123,97 0,02% -0,21% 24,43

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/06/2026 132,23 1,05% 1,62% 25,56
09/06/2026 130,85 0,59% 0,56% 25,26
08/06/2026 130,08 0,71% -0,03% 25,12
05/06/2026 129,16 -0,66% -0,74% 25,06
03/06/2026 130,02 0,99% -0,08% 25,62

Trigo

O preço do trigo, por sua vez, registra valorização no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul.

No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.375,01, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.324,35.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
10/06/2026 1.324,35 0,00% -0,67% 256,01
09/06/2026 1.324,35 0,19% -0,67% 255,62
08/06/2026 1.321,84 0,07% -0,85% 255,23
05/06/2026 1.320,89 -0,01% -0,93% 256,29
03/06/2026 1.320,99 -0,05% -0,92% 260,29

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
10/06/2026 1.375,01 0,20% 1,13% 265,80
09/06/2026 1.372,24 0,02% 0,93% 264,86
08/06/2026 1.372,00 0,30% 0,91% 264,92
05/06/2026 1.367,89 0,03% 0,61% 265,40
03/06/2026 1.367,51 -0,20% 0,58% 269,46

Os valores são do Cepea.

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.      

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