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Baixar áudioA expansão das exportações do agronegócio brasileiro e a abertura de novos mercados estiveram no centro de uma reunião entre o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e os 39 adidos agrícolas do Brasil no exterior, ocorrida na segunda-feira (15). Desde 2023, a rede já contribuiu para a abertura de 639 mercados e mais de 250 ampliações de acesso para produtos agropecuários brasileiros.
O encontro ocorreu por videoconferência e também abordou negociações internacionais e a participação brasileira em organismos multilaterais. Ao falar aos representantes, o ministro destacou a contribuição da rede de adidos para o diálogo com governos e instituições estrangeiras e para a ampliação da presença do agronegócio brasileiro em mercados internacionais.
“Ouço, de forma muito recorrente, tanto elogios à atuação de cada um de vocês quanto relatos sobre a importância do trabalho que desempenham nos países onde atuam”, afirmou o ministro.
Os adidos agrícolas são servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lotados em representações diplomáticas brasileiras. Entre as atribuições estão o assessoramento técnico em temas ligados ao agronegócio, o apoio à abertura e ampliação de mercados, a identificação de oportunidades comerciais, o acompanhamento de exigências sanitárias e regulatórias e a promoção da imagem do Brasil no exterior.
Durante a reunião, os adidos apresentaram um panorama das regiões, mercados e organismos internacionais sob sua responsabilidade. A adida agrícola em Washington, Ana Lúcia Viana, chamou atenção para a relevância dos Estados Unidos, do Canadá e do México para as exportações brasileiras do setor.
Na avaliação dela, os três países formam um mercado integrado e têm peso tanto nas relações comerciais quanto nos aspectos sanitários e regulatórios. “Juntos, representam um dos principais destinos para as exportações do agronegócio brasileiro”, destacou Ana Lúcia.
Parte da rede de adidos atua diretamente em organismos multilaterais considerados estratégicos para os interesses brasileiros. Um exemplo é a representante do Mapa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), na Suíça, Andrea Moura, responsável por acompanhar temas relacionados ao comércio agrícola no ambiente externo.
Além da OMC, a reunião destacou a atuação brasileira em fóruns como a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), a Organização Internacional do Café (OIC) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), além do diálogo mantido com o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O acompanhamento desses espaços permite identificar previamente medidas que possam afetar o comércio internacional de produtos agropecuários e amplia a participação do Brasil em discussões sobre agricultura, segurança alimentar e normas sanitárias.
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Representando o Brasil no Egito, o adido agrícola Rafael Mohana afirmou que o país é reconhecido em nações africanas não apenas como fornecedor de alimentos, mas também como parceiro em iniciativas de desenvolvimento agrícola.
“Temos uma trajetória que dialoga diretamente com os desafios africanos: agricultura tropical, produção em região de savana, recuperação e correção de solos, defesa agropecuária, pesquisa pública, cooperativismo, agricultura familiar, integração entre eficiência e produção, e uma experiência reconhecida de aumento de produtividade com sustentabilidade”, relatou o adido agrícola.
Mohana também destacou a relevância do mercado egípcio para as exportações brasileiras de carnes, cereais, açúcar, lácteos, café e insumos agropecuários.
Outro tema abordado foi o papel da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), responsável pela coordenação da rede de adidos agrícolas. O órgão atua como elo entre o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o setor produtivo e parceiros internacionais, oferecendo suporte técnico às atividades realizadas no exterior.
O adido agrícola em Pequim, na China, Leandro Feijó, destacou a contribuição da secretaria para o desenvolvimento das atividades da rede e para os resultados obtidos em mercados apontados como estratégicos.
Também foi destacado o reconhecimento do Ministério das Relações Exteriores ao trabalho dos adidos agrícolas. Segundo os participantes, a presença desses profissionais nas embaixadas brasileiras amplia o diálogo com autoridades estrangeiras e fortalece a diplomacia agropecuária do país.
Ao final da reunião, o secretário substituto da SCRI, Augusto Billi, afirmou que a rede de adidos tem papel relevante na defesa dos interesses do Brasil no exterior. Para ele, a atuação técnica desses profissionais ajuda a ampliar oportunidades para o agronegócio nacional, fortalecer a confiança entre parceiros internacionais e qualificar as negociações conduzidas pelo Brasil em diferentes mercados.
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Baixar áudioO preço do boi gordo registra recuo nesta quarta-feira (17). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 349,45, após queda de 0,99%.
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 349,45 | -0,99% | -0,07% | 68,68 |
| 15/06/2026 | 352,95 | -0,13% | 0,93% | 69,60 |
| 12/06/2026 | 353,40 | -0,11% | 1,06% | 69,80 |
| 11/06/2026 | 353,80 | 0,18% | 1,17% | 69,44 |
| 10/06/2026 | 353,15 | -0,11% | 0,99% | 68,27 |
No mercado de frango, os valores também apresentam redução na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,29, enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 7,31.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 7,29 | -0,55% | 3,70% |
| 15/06/2026 | 7,33 | 0,69% | 4,27% |
| 12/06/2026 | 7,28 | 0,00% | 3,56% |
| 11/06/2026 | 7,28 | 0,14% | 3,56% |
| 10/06/2026 | 7,27 | 0,97% | 3,41% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 7,31 | -0,41% | 3,69% |
| 15/06/2026 | 7,34 | 0,55% | 4,11% |
| 12/06/2026 | 7,30 | 0,00% | 3,55% |
| 11/06/2026 | 7,30 | 0,27% | 3,55% |
| 10/06/2026 | 7,28 | 0,83% | 3,26% |
Já a carcaça suína especial teve desvalorização de 0,12% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo passou a custar R$ 8,46.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra avanço em algumas praças. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o animal é comercializado a R$ 4,93.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| Data | Média | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 8,46 | -0,12% | -1,97% |
| 15/06/2026 | 8,47 | 0,12% | -1,85% |
| 12/06/2026 | 8,46 | 1,20% | -1,97% |
| 11/06/2026 | 8,36 | -2,45% | -3,13% |
| 10/06/2026 | 8,57 | 0,00% | -0,70% |
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | MG - posto | 5,96 | 1,71% | 6,05% |
| 16/06/2026 | PR - a retirar | 4,62 | 0,00% | -2,12% |
| 16/06/2026 | RS - a retirar | 4,93 | 0,41% | -3,71% |
| 16/06/2026 | SC - a retirar | 4,79 | 0,00% | -2,04% |
| 16/06/2026 | SP - posto | 5,25 | 0,57% | -0,94% |
Os dados são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
Copiar o textoO café robusta registra valorização de 1,48%, com a saca cotada a R$ 988,50
Baixar áudioO preço do café arábica inicia esta quarta-feira (17) com avanço de 3,26%. A saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.474,18 na capital paulista.
Já o café robusta registra valorização de 1,48%, com a saca cotada a R$ 988,50.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 1.474,18 | 3,26% | -5,24% | 289,74 |
| 15/06/2026 | 1.427,63 | 0,77% | -8,23% | 281,53 |
| 12/06/2026 | 1.416,69 | 0,32% | -8,93% | 279,81 |
| 11/06/2026 | 1.412,22 | 1,01% | -9,22% | 277,18 |
| 10/06/2026 | 1.398,09 | 1,05% | -10,13% | 270,27 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 988,50 | 1,48% | 3,77% | 194,28 |
| 15/06/2026 | 974,12 | -0,10% | 2,26% | 192,10 |
| 12/06/2026 | 975,12 | 0,80% | 2,37% | 192,60 |
| 11/06/2026 | 967,40 | 1,28% | 1,56% | 189,87 |
| 10/06/2026 | 955,13 | 0,99% | 0,27% | 184,64 |
O açúcar cristal apresenta recuo no mercado de São Paulo. A saca de 50 quilos está cotada a R$ 92,10, após queda de 1,63%.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 92,10 | -1,63% | -0,97% | 18,10 |
| 15/06/2026 | 93,63 | 0,85% | 0,68% | 18,46 |
| 12/06/2026 | 92,84 | 0,72% | -0,17% | 18,34 |
| 11/06/2026 | 92,18 | -0,18% | -0,88% | 18,09 |
| 10/06/2026 | 92,35 | -0,59% | -0,70% | 17,85 |
Em Santos (SP), houve alta de 1,12%, com a mercadoria negociada a R$ 101,20, considerando a média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 101,20 | 1,12% | -1,59% | 19,93 |
| 15/06/2026 | 100,08 | -0,73% | -2,68% | 19,85 |
| 12/06/2026 | 100,82 | -1,59% | -1,96% | 19,83 |
| 11/06/2026 | 102,45 | -1,07% | -0,38% | 19,90 |
| 10/06/2026 | 103,56 | -0,93% | 0,70% | 20,01 |
O milho também registra leve valorização. A saca de 60 quilos é comercializada a R$ 63,05, após avanço de 0,13%.
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 63,05 | 0,13% | -2,87% | 12,39 |
| 15/06/2026 | 62,97 | -1,93% | -2,99% | 12,42 |
| 12/06/2026 | 64,21 | 0,28% | -1,08% | 12,68 |
| 11/06/2026 | 64,03 | -0,09% | -1,36% | 12,57 |
| 10/06/2026 | 64,09 | -0,26% | -1,26% | 12,39 |
Os valores são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
Copiar o textoO trigo registra queda de preços nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul
Baixar áudioA saca de 60 quilos da soja inicia esta quarta-feira (17) em alta tanto no interior do Paraná quanto na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão apresenta valorização de 0,99%, com a saca negociada a R$ 123,90. Especificamente em Paranaguá, a elevação é de 2,34%, levando a cotação para R$ 132,26.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 123,90 | 0,99% | -0,27% | 24,35 |
| 15/06/2026 | 122,68 | -1,61% | -1,25% | 24,19 |
| 12/06/2026 | 124,69 | -0,83% | 0,37% | 24,63 |
| 11/06/2026 | 125,73 | 0,18% | 1,21% | 24,68 |
| 10/06/2026 | 125,51 | 0,66% | 1,03% | 24,26 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 132,26 | 2,34% | 1,64% | 25,99 |
| 15/06/2026 | 129,24 | -0,47% | -0,68% | 25,49 |
| 12/06/2026 | 129,85 | -1,46% | -0,21% | 25,65 |
| 11/06/2026 | 131,78 | -0,34% | 1,28% | 25,86 |
| 10/06/2026 | 132,23 | 1,05% | 1,62% | 25,56 |
Já o trigo registra queda de preços nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.369,37. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.320,44.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 1.320,44 | -0,37% | -0,96% | 259,52 |
| 15/06/2026 | 1.325,40 | 0,01% | -0,59% | 261,37 |
| 12/06/2026 | 1.325,29 | 0,00% | -0,60% | 261,76 |
| 11/06/2026 | 1.325,29 | 0,07% | -0,60% | 260,12 |
| 10/06/2026 | 1.324,35 | 0,00% | -0,67% | 256,01 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 16/06/2026 | 1.369,37 | -0,34% | 0,72% | 269,14 |
| 15/06/2026 | 1.374,06 | -0,21% | 1,06% | 270,96 |
| 12/06/2026 | 1.376,98 | -0,07% | 1,28% | 271,97 |
| 11/06/2026 | 1.377,98 | 0,22% | 1,35% | 270,46 |
| 10/06/2026 | 1.375,01 | 0,20% | 1,13% | 265,80 |
Os valores são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
Copiar o textoA carcaça suína especial, por sua vez, apresenta alta de 0,12%, sendo negociada a R$ 8,47, por quilo
Baixar áudioO preço do boi gordo nesta terça-feira (16) apresenta queda de 0,13%; a arroba está sendo negociada a R$ 352,95, no estado de São Paulo.
| DATA | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 352,95 | -0,13% | 0,93% | 69,60 |
| 12/06/2026 | 353,40 | -0,11% | 1,06% | 69,80 |
| 11/06/2026 | 353,80 | 0,18% | 1,17% | 69,44 |
| 10/06/2026 | 353,15 | -0,11% | 0,99% | 68,27 |
| 09/06/2026 | 353,55 | 0,11% | 1,10% | 68,24 |
Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam valorização. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,33, e o frango resfriado a R$ 7,34.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| DATA | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 7,33 | 0,69% | 4,27% |
| 12/06/2026 | 7,28 | 0,00% | 3,56% |
| 11/06/2026 | 7,28 | 0,14% | 3,56% |
| 10/06/2026 | 7,27 | 0,97% | 3,41% |
| 09/06/2026 | 7,20 | 0,28% | 2,42% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| DATA | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 7,34 | 0,55% | 4,11% |
| 12/06/2026 | 7,30 | 0,00% | 3,55% |
| 11/06/2026 | 7,30 | 0,27% | 3,55% |
| 10/06/2026 | 7,28 | 0,83% | 3,26% |
| 09/06/2026 | 7,22 | 0,42% | 2,41% |
A carcaça suína especial apresenta alta de 0,12%, sendo negociada a R$ 8,47, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
O suíno vivo registra elevação na maioria dos estados analisados, com é o caso de Minas Gerais, onde o produto é comercializado a R$ 5,86.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| DATA | Média | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 8,47 | 0,12% | -1,85% |
| 12/06/2026 | 8,46 | 1,20% | -1,97% |
| 11/06/2026 | 8,36 | -2,45% | -3,13% |
| 10/06/2026 | 8,57 | 0,00% | -0,70% |
| 09/06/2026 | 8,57 | -1,83% | -0,70% |
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| DATA | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | MG - posto | 5,86 | 3,72% | 4,27% |
| 15/06/2026 | PR - a retirar | 4,62 | 1,54% | -2,12% |
| 15/06/2026 | RS - a retirar | 4,91 | 0,20% | -4,10% |
| 15/06/2026 | SC - a retirar | 4,79 | 0,84% | -2,04% |
| 15/06/2026 | SP - posto | 5,22 | -0,19% | -1,51% |
Os dados são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
Copiar o textoO café robusta teve desvalorização, com recuo de 0,10%, sendo comercializado a R$ 974,12
Baixar áudioO preço do café arábica abre esta terça-feira (16) em alta de 0,77%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.427,63 na cidade de São Paulo.
O café robusta, por sua vez, teve desvalorização, com recuo de 0,10%, sendo comercializado a R$ 974,12.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| DATA | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 1.427,63 | 0,77% | -8,23% | 281,53 |
| 12/06/2026 | 1.416,69 | 0,32% | -8,93% | 279,81 |
| 11/06/2026 | 1.412,22 | 1,01% | -9,22% | 277,18 |
| 10/06/2026 | 1.398,09 | 1,05% | -10,13% | 270,27 |
| 09/06/2026 | 1.383,57 | -0,83% | -11,06% | 267,05 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| DATA | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 974,12 | -0,10% | 2,26% | 192,10 |
| 12/06/2026 | 975,12 | 0,80% | 2,37% | 192,60 |
| 11/06/2026 | 967,40 | 1,28% | 1,56% | 189,87 |
| 10/06/2026 | 955,13 | 0,99% | 0,27% | 184,64 |
| 09/06/2026 | 945,74 | -0,28% | -0,72% | 182,54 |
O preço do açúcar cristal apresenta elevação na capital de São Paulo. A saca de 50 kg ainda é cotada a R$ 93,63, após alta de 0,85%.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| DATA | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 93,63 | 0,85% | 0,68% | 18,46 |
| 12/06/2026 | 92,84 | 0,72% | -0,17% | 18,34 |
| 11/06/2026 | 92,18 | -0,18% | -0,88% | 18,09 |
| 10/06/2026 | 92,35 | -0,59% | -0,70% | 17,85 |
| 09/06/2026 | 92,90 | 1,69% | -0,11% | 17,93 |
Em Santos (SP), houve redução de 0,73%, e a mercadoria é negociada a R$ 100,08 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| DATA | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 100,08 | -0,73% | -2,68% | 19,85 |
| 12/06/2026 | 100,82 | -1,59% | -1,96% | 19,83 |
| 11/06/2026 | 102,45 | -1,07% | -0,38% | 19,90 |
| 10/06/2026 | 103,56 | -0,93% | 0,70% | 20,01 |
| 09/06/2026 | 104,53 | -0,38% | 1,64% | 20,22 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 62,97, após queda de 1,93%.
| DATA | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 62,97 | -1,93% | -2,99% | 12,42 |
| 12/06/2026 | 64,21 | 0,28% | -1,08% | 12,68 |
| 11/06/2026 | 64,03 | -0,09% | -1,36% | 12,57 |
| 10/06/2026 | 64,09 | -0,26% | -1,26% | 12,39 |
| 09/06/2026 | 64,26 | -0,43% | -1,00% | 12,40 |
Os valores são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
Copiar o textoO preço do trigo, por sua vez, registra desvalorização no Paraná e elevação no Rio Grande do Sul
Baixar áudioO valor da saca de 60 kg da soja abre esta terça-feira (16) em queda no interior do Paraná e no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão registra redução de 1,61% e é negociado a R$ 122,68; na segunda, a mercadoria tem recuo de 0,47% e é cotada a R$ 129,24.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| DATA | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 122,68 | -1,61% | -1,25% | 24,19 |
| 12/06/2026 | 124,69 | -0,83% | 0,37% | 24,63 |
| 11/06/2026 | 125,73 | 0,18% | 1,21% | 24,68 |
| 10/06/2026 | 125,51 | 0,66% | 1,03% | 24,26 |
| 09/06/2026 | 124,69 | 0,46% | 0,37% | 24,07 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| DATA | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 129,24 | -0,47% | -0,68% | 25,49 |
| 12/06/2026 | 129,85 | -1,46% | -0,21% | 25,65 |
| 11/06/2026 | 131,78 | -0,34% | 1,28% | 25,86 |
| 10/06/2026 | 132,23 | 1,05% | 1,62% | 25,56 |
| 09/06/2026 | 130,85 | 0,59% | 0,56% | 25,26 |
O preço do trigo, por sua vez, registra desvalorização no Paraná e elevação no Rio Grande do Sul.
No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.374,06, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.325,40.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| DATA | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 1.325,40 | 0,01% | -0,59% | 261,37 |
| 12/06/2026 | 1.325,29 | 0,00% | -0,60% | 261,76 |
| 11/06/2026 | 1.325,29 | 0,07% | -0,60% | 260,12 |
| 10/06/2026 | 1.324,35 | 0,00% | -0,67% | 256,01 |
| 09/06/2026 | 1.324,35 | 0,19% | -0,67% | 255,62 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| DATA | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 15/06/2026 | 1.374,06 | -0,21% | 1,06% | 270,96 |
| 12/06/2026 | 1.376,98 | -0,07% | 1,28% | 271,97 |
| 11/06/2026 | 1.377,98 | 0,22% | 1,35% | 270,46 |
| 10/06/2026 | 1.375,01 | 0,20% | 1,13% | 265,80 |
| 09/06/2026 | 1.372,24 | 0,02% | 0,93% | 264,86 |
Os valores são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
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Baixar áudioEstudo apresentado pelo Brasil na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, indica que a pecuária de corte nacional pode reduzir significativamente suas emissões de gases de efeito estufa até 2050 sem comprometer os níveis de produção.
O levantamento foi lançado recentemente, durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do Comitê de Agricultura (COAG) e projeta redução de até 60% nas emissões absolutas do setor, ao mesmo tempo em que mantém a oferta de carne bovina em patamares elevados.
A pesquisa "Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil – 2025 a 2050" foi desenvolvida pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) e apresentada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Missão do Brasil em Roma, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Durante o encontro, representantes de governos, pesquisadores e especialistas discutiram os desafios de ampliar a produção de alimentos em um cenário de transição para economias de baixo carbono. O estudo brasileiro buscou demonstrar como tecnologias aplicadas à produção pecuária podem contribuir para atender à demanda mundial por alimentos e reduzir impactos ambientais.
A abertura dos debates contou com a participação do Diretor de Produção e Sanidade Animal e Diretor-Geral Assistente da FAO, Thanawat Tiensin. Ele destacou a necessidade de cooperação entre diferentes setores para alcançar as metas globais de sustentabilidade.
"Quando falamos de produção pecuária sustentável, cada país precisa encontrar seu próprio caminho. A Agenda 2030 e seus objetivos não são uma opção. O ponto central é a necessidade de trabalhar em conjunto com agricultores, produtores, setor privado, academia e instituições de pesquisa. A transformação que buscamos precisa ser construída de forma coletiva", afirmou Tiensin.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, afirmou que a apresentação do estudo na FAO reforça a posição do Brasil como fornecedor relevante de alimentos e evidencia os avanços da pecuária nacional na agenda climática.
"Viemos à FAO mostrar que a pecuária brasileira tem condições de avançar de forma consistente na agenda climática sem abrir mão da produtividade. O papel da ApexBrasil, em forte parceria com a nossa representação diplomática em Roma, é trazer o debate para a realidade dos números. Provamos que o Brasil é um fornecedor confiável, essencial para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar mundial", enfatizou.
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Muller também destacou a expansão dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), apontados como um dos diferenciais da produção brasileira.
"O que o Brasil faz de diferente é que, na mesma área da pastagem pro boi, fazemos uma rotação com lavoura e floresta na mesma propriedade. Isso só o Brasil tem. Já estamos com cerca de 17 milhões de hectares com algum tipo de produção integrada, e o grande benefício é que esse sistema otimiza a terra e reduz a pegada de carbono de forma definitiva", explicou.
Muller também destacou a relevância das estratégias que visam ampliar a presença da carne brasileira no mercado internacional.
“Primeiro a gente aumenta a produtividade, que produz mais numa área menor, tem uma carne de mais qualidade e a gente eleva a sustentabilidade. Ou seja, a gente mostra que a solução que o Brasil tem, a contribuição que o Brasil tem para a segurança alimentar, também é a mesma contribuição que o Brasil dá para o tema da mudança climática”, afirmou.
O estudo foi apresentado em um contexto de redução dos rebanhos bovinos em importantes regiões produtoras. Segundo os dados apresentados pela ApexBrasil, os três blocos que concentram cerca de 70% do rebanho mundial registram retração: o Mercosul opera no menor nível dos últimos seis anos, a América do Norte possui o menor rebanho em sete décadas e a União Europeia registra o menor volume em trinta anos.
Em sentido oposto, o Brasil encerrou 2024 com o maior rebanho comercial do mundo, somando 192,6 milhões de cabeças. O levantamento destaca ainda que somente 30,2% do território nacional é destinado à agropecuária, enquanto 66,3% permanece coberto por vegetação nativa. Desse total preservado, 33,2% está protegido por exigências legais dentro de propriedades rurais privadas.
Os dados também mostram que a expansão da produção ocorreu sem aumento proporcional da área utilizada. Entre 2004 e 2024, a produção brasileira de carne bovina cresceu mais de 240%, ao passo que a área de pastagens foi reduzida em 11%, passando de 181 milhões para 160 milhões de hectares.
Esse avanço resultou no chamado "efeito poupa-terra". De acordo com o estudo, 397 milhões de hectares deixaram de ser incorporados à atividade graças aos ganhos de produtividade obtidos desde 1990.
A pesquisadora da FGV Agro, Camila Estevam, apresentou as projeções do modelo matemático utilizado no trabalho.
"O primeiro grande resultado do modelo matemático foi mostrar que as tendências que o setor já executa reduzem em até 60% as emissões absolutas até 2050. Quando olhamos para a intensidade de carbono, a redução chega a 80% no cenário de referência, baixando de 80 kg para 16 kg de CO2 equivalente por quilo de carne”, destacou.
“Nos cenários mais ambiciosos com o Plano ABC+, a intensidade cai 92,6%, chegando a apenas 5 kg. Isso acontece porque o carbono fixado no solo pela ILPF e pela recuperação de pastagens atua diretamente na remoção dessas emissões”, complementou Camila, que dá mais detalhes sobre o ILPF.
“ILPF, quando nós adicionamos a floresta, é esse componente de rotação. Então, não somente temos a lavoura rotacionada com alguma cultura, mas nós trazemos fileiras de florestas que podem ser tanto florestas nativas quanto parte da subcultura”, explica.
Segundo a pesquisa, o cenário de maior mitigação permitirá manter a produção em aproximadamente 18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050. Ao mesmo tempo, a área de pastagens poderá ser reduzida em mais 35%, apoiada pelo aumento de 31% no peso médio das carcaças, que passaria de 211 quilos para 277 quilos por animal abatido.
Para a ABIEC, a apresentação dos resultados durante a reunião do Subcomitê de Pecuária do COAG fortalece a credibilidade das informações utilizadas pelo setor exportador em mercados internacionais.
O diretor de Sustentabilidade da entidade, Fernando Zelner, ressaltou a importância do embasamento científico para a imagem da carne bovina brasileira no exterior.
"Isso é fundamental para a exportação e para a gente trazer os dados duros, com ciência bem fundamentada, para mostrar para o mundo por que a nossa carne é sustentável e por que que o nosso produto é confiável e merece estar em todas as prateleiras dos supermercados do mundo", pontuou.
Com a divulgação do estudo na ONU, o Brasil busca reforçar a defesa de estratégias baseadas em recuperação de pastagens degradadas, sistemas integrados de produção, biotecnologia zootécnica e aditivos alimentares como instrumentos para conciliar produção de alimentos e redução das emissões do setor.
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Baixar áudioA 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada em Luís Eduardo Magalhães (BA), reúne produtores rurais, cooperativas, empresas, investidores e representantes do agronegócio. A feira é um dos principais encontros do setor no país.
Entre os participantes está a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que apresenta oportunidades de exportação, internacionalização de negócios e atração de investimentos.
Patrocinadora da edição de 2026, a ApexBrasil mantém um estande voltado ao atendimento de produtores, cooperativas, empresas e demais interessados em ampliar a presença no mercado internacional. A participação da Agência ocorre em um estado que tem ampliado sua presença no comércio exterior brasileiro e abriga uma das principais regiões produtoras do agronegócio nacional.
Atualmente, a Bahia ocupa a décima posição entre os maiores exportadores do país e a nona colocação nas exportações do agronegócio. Entre os principais produtos embarcados para o exterior estão soja, algodão, café, celulose e outros derivados agrícolas.
A escolha do estado para ampliar o diálogo com o setor também reflete a importância econômica do oeste baiano, região que se consolidou como uma das principais áreas produtoras de soja, algodão e milho do país.
A abertura da Bahia Farm Show 2026 contou com a presença do presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.
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Durante o evento, Muller destacou a ampliação do trabalho da Agência junto ao setor produtivo e o crescimento da atuação com cooperativas brasileiras.
“A gente trabalha não só com setores tradicionais, como o algodão, em que o Brasil é hoje o maior exportador mundial, mas também com pequenas e médias empresas. Há três anos, trabalhávamos com cerca de 70 cooperativas e hoje a ApexBrasil atua com aproximadamente 500. Queremos levar a cultura exportadora para os pequenos, os médios e os grandes produtores brasileiros”, afirmou.
O presidente da ApexBrasil também disse que a atuação da Agência também abrange cadeias como a fruticultura e o cacau, além de ações desenvolvidas em parceria com entidades setoriais para ampliar a presença de produtos nacionais no mercado externo. Segundo Muller, são promovidas cerca de 1,1 mil ações e eventos por ano em conjunto com o setor privado.
Entre as iniciativas destacadas está o projeto Brazilian Cotton, realizado em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O programa contribuiu para consolidar a liderança brasileira nas exportações da fibra. Atualmente, o Brasil responde por 33% das exportações mundiais de algodão e ocupa a posição de maior exportador global do produto.
A programação da Bahia Farm Show segue até este sábado (13). O evento reúne cerca de 500 expositores nesta edição. Em 2025, a feira recebeu mais de 162 mil visitantes, contou com 434 expositores e reuniu mais de mil marcas ligadas ao agronegócio.
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Baixar áudioO Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instalou, na quarta-feira (10), em Brasília, a Câmara Temática das Mulheres Rurais. Vinculado ao Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA), o colegiado foi criado para ampliar a participação feminina no meio rural e contribuir para a formulação e o acompanhamento de políticas públicas voltadas ao setor.
A iniciativa foi formalizada pela Portaria Mapa nº 892, publicada em março deste ano.
A Câmara funcionará como espaço de diálogo entre governo, produtores, universidades, cooperativas, organismos internacionais e movimentos sociais. Entre as atribuições estão discutir propostas, identificar desafios enfrentados pelas mulheres rurais e acompanhar ações voltadas à autonomia econômica, inclusão produtiva e valorização do trabalho feminino no campo.
Durante a cerimônia de instalação, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o aumento da participação feminina em cargos de liderança.
“Hoje, as mulheres ocupam espaços cada vez mais importantes de liderança e poder. Temos mulheres à frente dos ministérios do Planejamento, da Saúde e da Gestão. Elas vêm assumindo, de forma crescente e extremamente competente, funções estratégicas para o desenvolvimento do país”, destacou André de Paula.
“Foi mencionada aqui, e faço questão de repetir, a homenagem à grande pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, que recebeu uma premiação de relevância internacional comparável ao Prêmio Nobel. Esse reconhecimento nos enche de orgulho e demonstra o quanto o Brasil avançou em ciência, tecnologia e pesquisa agropecuária”, completou.
A presidente da Câmara e diretora de Promoção do Agronegócio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Ângela Peres, afirmou que a instituição do grupo representa o reconhecimento da contribuição das mulheres para a agropecuária e reforça o compromisso da Pasta com a ampliação de oportunidades no meio rural.
“Nossa Câmara nasce com a missão clara de contribuir para a formulação, o aprimoramento e o acompanhamento de políticas públicas voltadas às mulheres rurais brasileiras, assessorando o Ministério da Agricultura e Pecuária na construção de soluções que promovam desenvolvimento, inclusão produtiva, autonomia econômica e oportunidades para as mulheres do campo, das águas e das florestas”, enfatizou Peres.
Dados apresentados pelo governo mostram que o Brasil conta com cerca de 5,07 milhões de estabelecimentos agropecuários. Desse total, aproximadamente 947 mil são dirigidos por mulheres, o que corresponde a 19%.
Em comparação com o Censo Agropecuário de 2006, o número de mulheres à frente de propriedades rurais cresceu 44,2%. A participação feminina na direção dos estabelecimentos passou de 13% para 19% entre 2006 e 2017.
A maior concentração de propriedades comandadas por mulheres está no Nordeste, que reúne 57% dos estabelecimentos liderados por produtoras rurais. Na sequência aparecem Sudeste (14%), Norte (12%), Sul (11%) e Centro-Oeste (6%).
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A consultora Vera Daller, coordenadora do primeiro programa de gênero do Mapa, o Coopergênero, destacou a retomada das políticas direcionadas às mulheres dentro da Pasta
“Muito me honra estar aqui neste momento, porque estamos resgatando a memória das políticas para as mulheres no Mapa. A Pasta foi pioneira, entre os órgãos da Esplanada dos Ministérios, na implementação de um programa voltado às mulheres da agricultura”, disse.
A presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, primeira mulher a ocupar o cargo, defendeu a ampliação de políticas voltadas ao público feminino.
“Nós já somos mais da metade da população brasileira. Dentro das cooperativas, inclusive, as mulheres já representam a maioria dos cooperados. Na produção agropecuária, a participação feminina também cresce a cada dia. Por isso, precisamos pensar e construir políticas públicas voltadas para esse protagonismo. E essa Câmara será essencial”, ressaltou.
Ao todo, a Câmara Temática das Mulheres Rurais reúne 23 instituições dos setores público e privado, além de entidades acadêmicas, cooperativistas, organismos internacionais e movimentos sociais.
De acordo com o regimento, o colegiado realizará reuniões ordinárias pelo menos uma vez por ano e poderá ser convocado extraordinariamente pela presidente.
Entre os objetivos da Câmara estão identificar obstáculos enfrentados pelas mulheres rurais, propor ações para ampliar oportunidades, incentivar o empreendedorismo feminino, ampliar o acesso a mercados nacionais e internacionais e fortalecer a participação em cooperativas, associações e cadeias produtivas.
O colegiado é composto pelas seguintes instituições:
As Câmaras Temáticas são fóruns de discussão que reúnem representantes de diferentes segmentos das cadeias produtivas do agronegócio. Participam desses espaços entidades de produtores, empresários, instituições financeiras, órgãos públicos e técnicos governamentais.
Nesses encontros são debatidos temas ligados à produção agropecuária, como manejo, uso de defensivos agrícolas, comercialização, tributação e processos produtivos. Também são avaliadas questões que podem impactar o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, com o objetivo de identificar gargalos e apontar soluções para toda a cadeia produtiva.
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