VoltarManaus, Boa Vista e Porto Velho têm pancadas ao longo do dia
Baixar áudioO Norte do país tem quinta-feira (17) de instabilidade generalizada, com chuva presente na maior parte das capitais logo pela manhã, resultado do avanço de uma área de baixa pressão que atinge praticamente toda a Região Amazônica.
Manaus (AM) mantém o calor intenso, com máxima de 37°C e mínima de 27°C, mas o dia é marcado por chuva ao longo da manhã e da tarde, evoluindo para pancadas mais fortes durante a noite, quando os ventos mudam de direção e passam a soprar de noroeste.
Boa Vista (RR) também amanhece com chuva, que se estende pela tarde antes de dar uma trégua à noite, quando fica apenas com possibilidade de chuva isolada; a máxima na capital roraimense chega a 36°C, com umidade máxima de 85%.
Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) têm o cenário mais crítico de toda a região neste dia, com pancadas de chuva e trovoadas previstas justamente durante a tarde, além de chuva já pela manhã. As máximas ficam em 36°C e 35°C, respectivamente, com umidade elevada em ambas as capitais, podendo chegar a 90%.
Belém (PA) e Macapá (AP) têm manhã mais tranquila, sob céu de muitas nuvens, mas ganham possibilidade de chuva isolada à tarde e à noite, com máximas de 35°C e 34°C e umidade também bastante alta, próxima de 90% e 95%, respectivamente.
Palmas (TO) segue como a capital mais quente de todo o Norte, com máxima de 39°C, mas o dia começa com chuva pela manhã, mudando para muitas nuvens à tarde e melhorando de vez à noite, quando o céu fica com poucas nuvens e a umidade mínima despenca para 20%.
Os ventos na região variam entre fracos e moderados, com destaque para as rajadas em Palmas durante a tarde, um comportamento que reforça a instabilidade típica desta época do ano na Região Norte.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoO dólar fechou esta terça-feira (15) em leve alta de 0,12%, cotado a R$ 5,15. O movimento ocorreu na véspera de uma importante decisão sobre os juros nos Estados Unidos.
O índice DXY, que mede a força da moeda norte-americana diante de uma cesta de seis moedas de economias desenvolvidas, também registrava alta, de 0,15%. O movimento mostra que a valorização do dólar não ficou restrita ao mercado brasileiro.
Para analistas, a expectativa em torno da decisão do Federal Reserve contribuiu para o avanço da moeda. O mercado trabalha com a possibilidade de alta dos juros nos Estados Unidos enquanto, no Brasil, há expectativa de continuidade do ciclo de redução da Selic, o que influencia o diferencial entre as taxas das duas economias.
O petróleo também esteve entre os fatores observados pelos investidores. A commodity permanece em patamares elevados em meio às tensões no Oriente Médio, aumentando as preocupações com a inflação global. Nesta terça-feira, o Brent era negociado acima dos 100 dólares por barril.
O mercado brasileiro segue atento às decisões de política monetária desta semana. No exterior, o comportamento dos Treasuries e as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve têm influenciado o dólar e outros ativos financeiros.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,93.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1940 | 0,1686 | 0,1443 | 30,0989 | 0,1589 | 0,2701 | 0,2728 |
| USD | 5,1545 | 1 | 0,8666 | 0,7423 | 155,14 | 0,8190 | 1,3920 | 1,4025 |
| EUR | 5,9356 | 1,1539 | 1 | 0,8565 | 179,02 | 0,9451 | 1,6062 | 1,6185 |
| GBP | 6,9449 | 1,3472 | 1,1675 | 1 | 209,01 | 1,1034 | 1,8754 | 1,8896 |
| JPY | 3,32245 | 0,644559 | 0,55860 | 0,478435 | 1 | 0,5279 | 0,89725 | 0,90408 |
| CHF | 6,2928 | 1,2209 | 1,0596 | 0,9062 | 189,42 | 1 | 1,7012 | 1,7146 |
| CAD | 3,7029 | 0,7184 | 0,6228 | 0,5333 | 111,45 | 0,5883 | 1 | 1,0079 |
| AUD | 3,6652 | 0,7130 | 0,6179 | 0,5292 | 110,61 | 0,5839 | 0,9924 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioO preço do café arábica abre esta quarta-feira (16) com baixa de 0,40%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.588,43 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve baixa de 0,66%, sendo comercializado a R$ 985,78.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 1.588,43 | -0,40% | -9,15% | 308,19 |
| 14/09/2026 | 1.594,86 | -0,13% | -8,78% | 309,62 |
| 11/09/2026 | 1.596,87 | -1,36% | -8,67% | 311,64 |
| 10/09/2026 | 1.618,91 | -1,72% | -7,41% | 317,31 |
| 09/09/2026 | 1.647,29 | 0,72% | -5,79% | 322,43 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 985,78 | -0,66% | -3,56% | 191,27 |
| 14/09/2026 | 992,35 | -0,06% | -2,91% | 192,65 |
| 11/09/2026 | 992,96 | 0,69% | -2,85% | 193,79 |
| 10/09/2026 | 986,16 | -1,08% | -3,52% | 193,29 |
| 09/09/2026 | 996,90 | 1,64% | -2,47% | 195,13 |
O preço do açúcar cristal apresentou baixa de 1,06% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 118,15.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 118,15 | -1,06% | 3,87% | 22,92 |
| 14/09/2026 | 119,41 | 0,19% | 4,98% | 23,18 |
| 11/09/2026 | 119,18 | 0,06% | 4,77% | 23,26 |
| 10/09/2026 | 119,11 | 0,70% | 4,71% | 23,35 |
| 09/09/2026 | 118,28 | 0,80% | 3,98% | 23,15 |
Em Santos (SP), houve uma baixa de 1,61%, e a mercadoria é negociada a R$ 127,47 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 127,47 | -1,61% | -0,33% | 24,76 |
| 14/09/2026 | 129,55 | 2,46% | 1,30% | 25,06 |
| 11/09/2026 | 126,44 | -3,80% | -1,13% | 24,83 |
| 10/09/2026 | 131,43 | 2,11% | 2,77% | 25,70 |
| 09/09/2026 | 128,72 | 0,93% | 0,65% | 25,25 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,39, após uma baixa de 0,17%.
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 69,39 | -0,17% | -1,20% | 13,46 |
| 14/09/2026 | 69,51 | -0,37% | -1,03% | 13,50 |
| 11/09/2026 | 69,77 | -0,60% | -0,65% | 13,62 |
| 10/09/2026 | 70,19 | -0,47% | -0,06% | 13,76 |
| 09/09/2026 | 70,52 | -0,54% | 0,41% | 13,80 |
Os dados são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
Copiar o textoSaca de 60 quilos chega a R$ 153,59 no interior e a R$ 160,59 no litoral
Baixar áudioA saca de 60 quilos da soja inicia esta quarta-feira (16) com aumento no interior paranaense e na região litorânea de Paranaguá.
No interior, o grão apresenta alta de 0,45%, com a saca negociada a R$ 153,59. Em Paranaguá, a alta foi de 0,09%, levando a cotação para R$ 160,59.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 153,59 | 0,45% | 1,51% | 29,80 |
| 14/09/2026 | 152,90 | 0,05% | 1,05% | 29,68 |
| 11/09/2026 | 152,82 | -0,64% | 1,00% | 29,82 |
| 10/09/2026 | 153,81 | 0,91% | 1,65% | 30,15 |
| 09/09/2026 | 152,43 | 0,13% | 0,74% | 29,84 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 160,59 | 0,09% | 0,72% | 31,16 |
| 14/09/2026 | 160,44 | -0,07% | 0,63% | 31,15 |
| 11/09/2026 | 160,55 | -0,73% | 0,70% | 31,33 |
| 10/09/2026 | 161,73 | 1,01% | 1,44% | 31,70 |
| 09/09/2026 | 160,12 | -0,21% | 0,43% | 31,34 |
O trigo teve aumento de preço no Paraná e no Rio Grande do Sul.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.509,58. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.361,32.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 1.361,32 | 0,30% | 0,91% | 264,13 |
| 14/09/2026 | 1.357,21 | -0,12% | 0,61% | 263,48 |
| 11/09/2026 | 1.358,79 | 0,00% | 0,72% | 265,18 |
| 10/09/2026 | 1.358,79 | -0,19% | 0,72% | 266,32 |
| 09/09/2026 | 1.361,39 | 0,47% | 0,92% | 266,47 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 1.509,58 | 0,35% | 3,65% | 292,89 |
| 14/09/2026 | 1.504,29 | 0,98% | 3,29% | 292,04 |
| 11/09/2026 | 1.489,65 | 1,12% | 2,28% | 290,72 |
| 10/09/2026 | 1.473,16 | 0,76% | 1,15% | 288,74 |
| 09/09/2026 | 1.462,05 | 0,04% | 0,39% | 286,17 |
Os dados são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
Copiar o textoArroba do boi chega a R$ 351 em São Paulo; frango congelado e resfriado também apresentam aumento
Baixar áudioO preço do boi gordo teve um aumento nesta quarta-feira (16). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 351,00.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 351,00 | 0,43% | 1,92% | 68,10 |
| 14/09/2026 | 349,50 | 0,00% | 1,48% | 68,21 |
| 11/09/2026 | 349,50 | 0,00% | 1,48% | 68,21 |
| 10/09/2026 | 349,50 | 0,00% | 1,48% | 68,50 |
| 09/09/2026 | 349,50 | 0,33% | 1,48% | 68,41 |
No mercado de frango, os valores apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,94 enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 7,93.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 7,94 | 0,89% | 8,47% |
| 14/09/2026 | 7,87 | 1,42% | 7,51% |
| 11/09/2026 | 7,76 | 0,26% | 6,01% |
| 10/09/2026 | 7,74 | 0,65% | 5,74% |
| 09/09/2026 | 7,69 | 0,79% | 5,05% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 7,93 | 0,76% | 8,78% |
| 14/09/2026 | 7,87 | 1,42% | 7,96% |
| 11/09/2026 | 7,76 | 0,26% | 6,45% |
| 10/09/2026 | 7,74 | 0,65% | 6,17% |
| 09/09/2026 | 7,69 | 0,65% | 5,49% |
Já a carcaça suína especial teve um aumento nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,81.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra declínio no preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 4,58.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| Data | Média | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | 7,81 | 6,55% | 6,84% |
| 14/09/2026 | 7,33 | 0,83% | 0,27% |
| 11/09/2026 | 7,27 | 0,00% | -0,55% |
| 10/09/2026 | 7,27 | 0,00% | -0,55% |
| 09/09/2026 | 7,27 | 0,00% | -0,55% |
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|---|
| 15/09/2026 | MG - posto | 5,08 | -0,39% | 1,20% |
| 15/09/2026 | PR - a retirar | 4,49 | 0,45% | 0,00% |
| 15/09/2026 | RS - a retirar | 4,65 | 1,75% | 2,42% |
| 15/09/2026 | SC - a retirar | 4,58 | 1,10% | 0,22% |
| 15/09/2026 | SP - posto | 5,02 | 2,03% | 3,93% |
Os dados são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
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Baixar áudioO Centro-Oeste vivencia de forma mais intensa do que o restante do país os efeitos da estiagem e do calor extremo. É o que aponta pesquisa da Nexus, empresa de pesquisa de opinião da FSB Holding. Segundo o levantamento, 39% dos moradores da região citam a seca prolongada e a falta de água como um dos principais impactos climáticos sentidos no último ano, quase o dobro da média nacional, de 22%, e o maior percentual entre todas as regiões do país.
O calor também aparece com destaque na percepção da população local. Temperaturas acima do normal e ondas de calor intenso foram citadas por 63% dos entrevistados do Centro-Oeste, sendo o efeito mais mencionado na região. Chuvas excessivas e alagamentos foram apontados por 20% dos moradores, enquanto 14% relataram tempestades de vento e granizo. Os entrevistados podiam citar mais de uma ocorrência.
Segundo a pesquisa, os efeitos dos eventos climáticos extremos não se distribuem de forma uniforme pelo país: enquanto a estiagem ganha peso no Centro-Oeste, o Norte se destaca pela percepção do calor e o Sul pelas chuvas excessivas e alagamentos.
Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o resultado chama atenção pelo papel econômico da região. Ele destaca que o Centro-Oeste, forte produtor agrícola e com biomas como o Cerrado e o Pantanal, sente a seca com intensidade quase duas vezes maior que a média do país, o que representa um alerta para a segurança hídrica e para a economia local.
Apesar da frequência de eventos extremos, o Centro-Oeste é a região com o menor percentual de moradores que acreditam que o clima mudou muito no último ano: 50%, ante uma média nacional de 56% e de 69% na Região Norte. Outros 34% dos moradores da região dizem perceber alguma mudança, o que eleva para 84% o total de quem notou alterações no clima.
O levantamento também revela um baixo nível de informação sobre o El Niño entre os moradores do Centro-Oeste: 40% afirmam não conhecer o fenômeno, percentual acima da média nacional, de 36%. Outros 21% dizem já ter ouvido falar, mas sabem pouco sobre o tema.
Depois de receberem uma explicação sobre os efeitos do El Niño, no entanto, 53% dos entrevistados da região passaram a demonstrar alto grau de preocupação.
A pesquisa também mediu a percepção da população sobre a capacidade de resposta dos governos locais às crises climáticas. No Centro-Oeste, 61% dos moradores consideram que sua cidade está "nada preparada" para lidar com as consequências de eventos extremos, e outros 20% avaliam a preparação como "muito pouco adequada". Apenas 2% dos entrevistados apontam preparação total das autoridades locais.
O levantamento foi feito com 2.000 entrevistas presenciais, com abordagem domiciliar face a face e coleta de dados georreferenciados. A amostra é representativa de todos os estados do país, controlada, estratificada e segmentada por sexo, idade, renda e região.
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Baixar áudioMunicípios, prestadores de serviços e entidades reguladoras que iniciaram a inserção de dados no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) têm até o dia 23 de setembro para finalizar o procedimento. O prazo foi prorrogado pelo Ministério das Cidades e é exclusivo para os entes locais que iniciaram o cadastramento até o dia 3 de setembro.
Em nota, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destacou a importância de os gestores enviarem as informações. A entidade alertou, ainda, que estar em dia com a declaração ao Sinisa é uma das condicionantes de acesso aos recursos do governo federal.
Os dados a serem preenchidos são referentes ao ano-base 2025. As informações abrangem os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais. Há também o módulo de gestão municipal, que deve ser preenchido exclusivamente pelas prefeituras.
Segundo o Ministério das Cidades, o fornecimento dos dados ao Sinisa é uma obrigação legal. Nesse caso, a ausência de envio das informações pelos municípios ou prestadores pode impedir o acesso a recursos federais destinados a ações e investimentos em saneamento básico.
Dados do Ministério das Cidades, apurados até o dia 11 de setembro, mostram que o nível de conclusão varia entre os eixos de saneamento nos municípios. No módulo de Água, 24,86% dos municípios finalizaram o preenchimento, enquanto 72,96% estão com esta etapa em andamento.
Em relação ao Esgoto, foram 37,46% de conclusões e 58,27% com preenchimento ainda em realização. Os números são maiores em Resíduos Sólidos, com 81,92% já enviados e 9,98% em complementação, enquanto Águas Pluviais está com 82,77% e 6,62%, respectivamente. Já o eixo de Gestão Municipal soma 81,04% finalizados e 7,04% em aberto.
Copiar o textoAções da Petrobras sobem mais de 2% e ajudam índice a fechar aos 186.502,64 pontos
Baixar áudioO Ibovespa fechou esta terça-feira (15) em alta, aos 186.502,64 pontos, em um pregão marcado pela valorização das empresas ligadas ao setor de petróleo.
Durante a sessão, o avanço do barril no mercado internacional impulsionou as ações da Petrobras, que têm peso relevante na composição do principal índice da Bolsa brasileira. Por volta das 12h10, os papéis preferenciais da companhia, PETR4, subiam 2,5%, enquanto os ordinários, PETR3, avançavam 3,1%.
Outras empresas do setor também operavam em alta no mesmo horário. As ações da Prio (PRIO3) subiam 0,7%, enquanto os papéis da Brava (BRAV3) avançavam 0,62%.
No exterior, o petróleo Brent avançava 1,75%, cotado a US$ 108,35 por barril. A valorização da commodity favoreceu as empresas do segmento e ajudou a sustentar o Ibovespa, mesmo com a pressão negativa de parte das demais companhias. A alta do petróleo também permaneceu entre os principais fatores acompanhados pelos investidores ao longo do pregão.
Além do movimento das commodities, o mercado brasileiro acompanhou nesta terça-feira as expectativas em torno das decisões de política monetária do Federal Reserve, nos Estados Unidos, e do Banco Central, no Brasil, previstas para esta quarta-feira (16).
Ações em alta no Ibovespa
FASA S.A. (FASA3) +32,00%
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 22.013.545.833, em meio a 3.367.350 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO Brasil recebeu 113.228 turistas chineses entre janeiro e agosto de 2026. O número supera em 10% o total registrado durante todo o ano de 2025, quando 103.122 visitantes da China entraram no país. Na comparação com os oito primeiros meses do ano passado, o crescimento foi de 73,3%.
Os dados fazem parte do levantamento oficial do Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e a Polícia Federal.
Segundo o MTur, a alta ocorre após o início da isenção de visto para turistas chineses, que passou a valer em maio deste ano e vai até 31 de dezembro de 2026. A pasta também destacou que o período foi marcado pelo fortalecimento das relações entre Brasil e China, além de ações de promoção dos destinos brasileiros no mercado asiático, incluindo iniciativas do Ano Cultural Brasil-China.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os resultados mostram os efeitos da política de isenção de visto e da aproximação entre os dois países para impulsionar o turismo bilateral.
“[Estou] muito feliz de poder comemorar esses dados. O governo do Brasil adotou a política de isenção de visto e a gente está podendo colher o fruto dessa política, atrelada à proximidade entre países. São políticas públicas como essa que a gente procura e espera desenvolver o turismo do Brasil cada vez mais”, afirmou Feliciano.
Em maio, o chefe da pasta realizou missão oficial na China e se reuniu com representantes de agências de viagens, de empresa aérea e operadores de turismo. “Estamos construindo uma agenda de longo prazo para posicionar o país de forma permanente entre os destinos prioritários do público chinês”, disse o ministro.
Atualmente, Brasil e China contam com uma operação de voo direto com parada técnica na Europa, realizada pela Air China. Outras companhias, como a Emirates, oferecem rotas com conexão.
O MTur criou um Grupo de Trabalho de Turismo Brasil-China para discutir medidas relacionadas à recepção dos visitantes e para apoiar a expansão do fluxo. Entre as iniciativas estão a qualificação do receptivo, adaptação de serviços, capacitação de profissionais e melhoria da experiência dos turistas.
Mais de 330 agências brasileiras já estão aptas a receber turistas chineses. O grupo também deve identificar destinos, rotas e produtos com potencial de atração, além de mapear oportunidades relacionadas à conectividade aérea, mobilidade e infraestrutura.
Entre os destinos apontados estão a Amazônia, Foz do Iguaçu e o Pantanal. A Chapada Diamantina (BA), também vem ganhando espaço entre os turistas chineses, principalmente pela diversidade de fauna e flora e pelos rios da região.
A promoção internacional dos destinos brasileiros também tem sido realizada em parceria entre o Ministério do Turismo e a Embratur, com participação em feiras especializadas, relacionamento com operadores de turismo e companhias aéreas e campanhas voltadas ao mercado asiático.
O crescimento da entrada de turistas chineses ocorre em um cenário de expansão do turismo internacional no Brasil. Dados do MTur indicam que de janeiro a agosto de 2026, o país registrou 6.451.257 chegadas de turistas estrangeiros – sendo o segundo melhor resultado da série histórica para o período.
Apenas no mês de agosto, o país recebeu 576.276 visitantes internacionais. Esse foi o maior número registrado para o mês desde o começo da série histórica, em 2009. O resultado representa alta de 37,9% em relação a agosto de 2019, antes da pandemia, com 158.482 chegadas a mais.
Em todo o ano de 2025, o Brasil registrou o recorde anual de 9,2 milhões de turistas internacionais.
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Baixar áudioO Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para superar o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. A conclusão é do estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Em 2024, os investimentos em infraestrutura somaram R$ 266,8 bilhões, o equivalente a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, segundo o levantamento, o país precisa elevar esse volume para cerca de 4,65% do PIB — aproximadamente R$ 550 bilhões — e manter esse patamar por pelo menos duas décadas para superar o hiato histórico de investimentos.
O estudo aponta que nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de financiar as necessidades de infraestrutura do país. Para alcançar o volume necessário, será preciso combinar diferentes instrumentos financeiros, ampliar a participação do capital privado e criar um ambiente econômico e institucional que ofereça mais segurança aos investidores.
Para o especialista em infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, a experiência internacional mostra que um salto dessa magnitude exige mais do que aperfeiçoar os atuais instrumentos de financiamento.
“É fundamental que o país consiga alcançar um ambiente econômico e institucional sólido, com regras previsíveis e com instrumentos de financiamento que reflitam as reais necessidades do mercado, amparadas em projetos de qualidade com maturação no médio e longo prazo”, afirma.
Do total investido em infraestrutura em 2024, R$ 188,1 bilhões — ou 70,5% — vieram do setor privado. Os investimentos públicos somaram R$ 78,6 bilhões, impulsionados principalmente pelos governos estaduais e municipais.
Os dados também mostram uma mudança na origem dos recursos destinados ao setor ao longo dos últimos anos. O financiamento privado passou de uma média de R$ 88,6 bilhões entre 2010 e 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024. No mesmo período, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. Já a participação das instituições multilaterais passou de R$ 7,9 bilhões para R$ 8,4 bilhões.
Em termos percentuais, a composição das fontes de financiamento também mudou:
Em 2024, as debêntures foram a principal fonte de financiamento da infraestrutura, com participação de 40%. Em seguida aparecem o capital próprio, com 17,3%, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 16,3%. Na sequência estão:
A participação do financiamento privado também varia entre os segmentos da infraestrutura. Em 2024, o setor privado respondeu por 91% do financiamento em telecomunicações e por 82,1% na energia elétrica. No saneamento, a participação foi de 65,2%, enquanto nos transportes ficou em 36,1%.
Para Ramon Cunha, os números mostram uma transformação na forma de financiar a infraestrutura brasileira, marcada pelo avanço da participação privada. No entanto, segundo ele, essa mobilização ainda precisa ganhar escala.
“É preciso que o país consiga criar condições para mobilizar mais recursos e diversificar as fontes de financiamento, de modo que os recursos disponíveis tenham a escala necessária para alcançar o salto de investimentos que o país tanto necessita”, afirma.
Durante o lançamento do estudo, a superintendente de Crédito Grandes Empresas do Itaú, Ana Paula Silva da Cruz, avaliou que o aumento da participação privada nos investimentos em infraestrutura está relacionado, entre outros fatores, à expansão das concessões.
“Com esse movimento de expansão das concessões, houve também uma importante evolução regulatória. O arcabouço regulatório é algo que exige contínuo aprimoramento, mas, sem dúvida, em determinados setores da economia do mercado de infraestrutura houve evolução. Isso faz com que atraia mais financiadores e investidores. E quanto mais a gente tem uma base extensa de investidores, mais a gente propicia um aumento de bancabilidade privada como um todo”, explicou.
A publicação defende a construção de um novo regime de financiamento para ampliar os investimentos em infraestrutura. Segundo a CNI, esse modelo deve estar apoiado na estabilidade macroeconômica e fiscal, considerada fundamental para reduzir incertezas e o custo do capital.
Outro eixo é o fortalecimento do mercado de capitais, com maior participação de investidores institucionais e a ampliação de instrumentos de financiamento de longo prazo, como fundos de pensão, por exemplo.
O estudo também aponta a necessidade de expandir o crédito privado e o project finance, com estruturas capazes de distribuir os riscos de forma mais eficiente entre os participantes dos projetos.
A proposta inclui ainda a ampliação da carteira de projetos bem estruturados, fortalecendo a capacidade de planejamento e preparação de concessões e parcerias. Nesse processo, instituições como o BNDES e a Caixa podem atuar na estruturação e viabilização dos empreendimentos.
Segurança jurídica, previsibilidade regulatória e autonomia técnica das agências reguladoras também aparecem entre os pilares apontados pela CNI. A avaliação é de que esses fatores precisam funcionar de forma integrada para permitir a mobilização de recursos na escala necessária.
O estudo destaca que o BNDES e outras instituições públicas de desenvolvimento continuam relevantes nesse processo. Segundo a publicação, o desafio é fortalecer sua atuação em um modelo no qual essas instituições contribuam para reduzir riscos, estruturar projetos e ampliar a capacidade de atrair recursos privados de longo prazo.
A análise da CNI também reúne experiências de países como Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos adotados, o estudo identifica alguns fatores comuns entre os países com maior capacidade de mobilizar recursos para infraestrutura:
As experiências analisadas também mostram que os recursos públicos permanecem importantes, mas podem ser utilizados de forma estratégica para reduzir riscos, viabilizar projetos e atrair capital privado, em vez de apenas substituir investimentos do mercado.
Durante o lançamento do estudo, o sócio-fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, citou o México como um dos exemplos de mudanças institucionais voltadas à ampliação do financiamento de longo prazo.
Segundo ele, a reforma previdenciária realizada em 1997 ampliou o papel dos fundos de pensão no financiamento de longo prazo no país. Em 2009, também foram criados os CKDs, instrumentos destinados à mobilização de recursos privados para investimentos em infraestrutura e parcerias público-privadas (PPPs).
“Na América Latina, a taxa de investimento de países como México e outros é da ordem de 23%, 24%, 25% do PIB. Ou seja, cerca de 9% a 10% acima da nossa taxa de investimento. O México sofreu uma crise macroeconômica de primeira grandeza no início dos anos 1980. E teve que fazer seu dever de casa e não se afastou da disciplina fiscal, independente do partido”, afirmou.
Frischtak também citou Austrália e Chile. Na Austrália, a participação privada ganhou força a partir do início dos anos 1990, com privatizações nos setores de energia, transportes e comunicações. O modelo passou a contar com forte presença de investidores institucionais e fundos de pensão.
No Chile, consolidou-se um ambiente de estabilidade macroeconômica e previsibilidade regulatória. A primeira PPP foi aprovada em 1993 e o marco legal do modelo foi consolidado em 1997, com participação relevante dos fundos de pensão no financiamento da infraestrutura.
“Austrália talvez seja o caso mais clássico de como mobilizar recursos e fundos de pensão, mas não é o único. O Chile faz a mesma coisa. Por que os nossos fundos de pensão ainda estão muito grudados no curto prazo? Porque o investimento de curto prazo é muito rentável. Investir no Tesouro Nacional é muito atraente”, afirmou.
O estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil está disponível na íntegra no Portal da Indústria.
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