12/05/2026 20:30h

O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.131.819.744, em meio a 3.891.079 negócios

Baixar áudio

O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) fechou o último pregão cotado aos 180.342 pontos. 

O resultado foi obtido em meio a divulgação do IPCA de abril, que registrou elevação de 0,67%, em queda na comparação com mês anterior, porém, com alta nos núcleos.

No cenário externo, a tensão entre Estados Unidos e Irã segue em impasse quanto ao fim do conflito no Oriente Médio e reabertura do Estreito de Ormuz. 

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • TC S.A.(TRAD3) +46,98%
  • Braskem S.A. Pfd A (BRKM5) +29,02%

Ações em queda no Ibovespa

  • Grupo Toky SA (TOKY3) −41,38%
  • Arandu Investimentos S.A (ARND3)-12,68%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.131.819.744, em meio a 3.891.079 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.    
 

Copiar textoCopiar o texto
12/05/2026 18:30h

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 14°C em Campo Grande. Já a máxima pode chegar até 29°C, em Cuiabá. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 80%.

Baixar áudio

A previsão do tempo para a Região Centro-Oeste nesta quarta-feira (13), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), apresenta muitas nuvens, mas sem previsão de chuva em Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Pancadas de chuva são esperadas nas microrregiões mato-grossenses de Aripuanã e Alta Floresta. Possibilidade de chuva nas demais áreas do norte de Mato Grosso

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 14°C em Campo Grande. Já a máxima pode chegar até 29°C, em Cuiabá. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 80%.

 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Copiar textoCopiar o texto
12/05/2026 18:20h

Entre as capitais, mínima de 11ºC em São Paulo. A máxima deve chegar a 29ºC em Vitória. A umidade relativa do ar varia entre 35% e 100%.

Baixar áudio

A previsão do tempo para a Região Sudeste nesta quarta-feira (13), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), indica muitas nuvens, mas sem previsão de chuvas em praticamente todos os estados da região. Possibilidade de chuva apenas nos municípios espírito santenses de Pedro Canário e Conceição da Barra. 

Entre as capitais, mínima de 11ºC em São Paulo. A máxima deve chegar a 29ºC em Vitória. A umidade relativa do ar varia entre 35% e 100%.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Copiar textoCopiar o texto
12/05/2026 18:10h

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 19°C em Rio Branco. A máxima pode chegar até 33°C, em Belém e Palmas. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 100%.

Baixar áudio

A previsão do tempo para a Região Norte nesta quarta-feira (13), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), indica pancadas de chuva isoladas no Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Bico do Papagaio, no Tocantins, e microrregião de Porto Velho, em Rondônia. Possibilidade de chuva no Acre e demais regiões de Rondônia

Nas outras regiões do Tocantins, muitas nuvens, mas sem previsão de chuva.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 19°C em Rio Branco. A máxima pode chegar até 33°C, em Belém e Palmas. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 100%.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Copiar textoCopiar o texto
12/05/2026 18:00h

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 7°C em Curitiba. Já a máxima pode chegar até 21°C, também em Curitiba e em Florianópolis. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 95%.

Baixar áudio

A previsão do tempo para a Região Sul nesta quarta-feira (13), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), indica variação entre muitas nuvens em Curitiba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em todos os estados, não há previsão de chuva.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 7°C em Curitiba. Já a máxima pode chegar até 21°C, também em Curitiba e em Florianópolis. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 95%.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Copiar textoCopiar o texto
12/05/2026 18:00h

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 22°C em São Luís. Já a máxima pode chegar até 30°C, em João Pessoa e Maceió. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%.

Baixar áudio

A previsão do tempo para a Região Nordeste nesta quarta-feira (13), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), mostra pancadas de chuva em grande parte do Maranhão, norte do Piauí, noroeste, norte cearence, metropolitana de Fortaleza e Jaguaribe. Possibilidade de chuva nas mesorregiões centro-norte, no Piauí, central, agreste e leste potiguar, agreste e mata paraibana, agreste, mata pernambucana, metropolitana de Recife, leste, agreste alagoano, agreste, leste sergipano e toda a faixa litorânea da Bahia

No sul maranhense e demais regiões do Nordeste, muitas nuvens, mas sem previsão de chuva. 

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 22°C em São Luís. Já a máxima pode chegar até 30°C, em João Pessoa e Maceió. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.

Copiar textoCopiar o texto
12/05/2026 17:45h

Brasil-U.S. Industry Day reuniu mais de 500 empresários, investidores e autoridades, em Nova York, para discutir fortalecimento da integração produtiva entre setores

Baixar áudio

Mais de 500 empresários, investidores e autoridades participaram, na última segunda-feira (11), em Nova York, do Brasil-U.S. Industry Day, encontro voltado à ampliação da cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos e ao fortalecimento da integração produtiva entre setores estratégicos

Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, o evento estreou na programação da Brazilian Week — agenda anual que reúne lideranças globais para debater tendências econômicas e oportunidades de investimento. 

Em entrevista coletiva, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a expectativa é reforçar a ligação entre as empresas brasileiras e estadunidenses em áreas consideradas estratégicas. 

“O assunto de terras raras sempre esteve na mesa. Nós temos temas tradicionais, como o etanol, que precisamos discutir para encontrarmos novos mercados e não disputarmos os nossos próprios mercados. O Brasil tem muita demanda de investimento em infraestrutura. E nós temos também a área de data centers e inteligência artificial, que também vão demandar [investimentos]”, afirmou.

Alban também destacou a importância da complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países para ampliar o comércio bilateral de forma sustentável. 

Complementaridade é fundamental para que possamos ter, efetivamente, uma relação de ganha-ganha, com comércio sustentável e encadeamentos produtivos. Isso é algo estratégico para que nós possamos ter alternativas de dependências, não só tecnológicas, mas também relacionadas a riscos geopolíticos”, disse.

Segundo o dirigente, o objetivo não é inverter a balança comercial em favor do Brasil, mas ampliar as relações econômicas bilaterais. Ele destacou que o mercado brasileiro é um importante importador de serviços estadunidenses. 

Para Alban, o fortalecimento da parceria entre os dois países pode ampliar a segurança no fornecimento de insumos, estimular investimentos e impulsionar setores como minerais críticos, energia, saúde e inovação

O vice-presidente e diretor internacional da U.S. Chamber of Commerce, John Murphy, afirmou que “o melhor da parceria entre Brasil e Estados Unidos ainda está por vir”. Segundo ele, esse é o momento de olhar para o futuro e aproveitar as novas oportunidades de cooperação entre os dois países. 

Parcerias estratégicas e ambiente de investimentos

A programação foi dividida em dois painéis temáticos. No primeiro, “Prioridades para o fortalecimento econômico Brasil-EUA”, os participantes defenderam o aprofundamento do diálogo bilateral e a construção de novas parcerias, destacando que Brasil e EUA têm potencial para ampliar ganhos se caminharem mais juntos. 

No segundo painel, “Financiando o futuro: oportunidades de investimento no Brasil”, os debatedores ressaltaram a necessidade de criar cenários seguros e reduzir a burocracia para atrair investimentos e destravar o crescimento econômico brasileiro. 

Segundo os organizadores, mais de 30% dos inscritos no evento eram estadunidenses, o que mostra o interesse dos dois países em fortalecer a parceria bilateral. 

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
12/05/2026 17:30h

Encontro reuniu órgãos federais e estaduais para fortalecer ações de prevenção, preparação e resposta a desastres no país

Baixar áudio

Planejar para reduzir riscos, proteger vidas e fortalecer a capacidade de resposta do país diante dos desastres naturais. Com esse propósito, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, promoveu, nesta terça-feira (12), em Brasília, a 1ª Oficina de Alinhamento Estratégico dos Órgãos e Entidades do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil (SIFPDEC), voltada à implementação das metas previstas no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PN-PDC), considerado uma das principais estratégias do Estado brasileiro para consolidar uma política permanente de prevenção, preparação e resposta a desastres.

O encontro reuniu representantes de órgãos federais e estaduais para discutir caminhos de implementação das diretrizes do plano, com foco na elaboração dos Planos Estaduais de Proteção e Defesa Civil e no fortalecimento da articulação entre União, estados e municípios. Durante a abertura, o chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Rafael Machado, destacou que o enfrentamento aos desastres exige atuação conjunta e integração permanente entre as instituições que compõem o sistema federal. “Todos os órgãos que integram o Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil têm responsabilidades fundamentais nesse objetivo comum de reduzir os riscos e os impactos dos desastres no Brasil. Cada instituição contribui com conhecimentos técnicos e capacidades que fortalecem a atuação do Estado diante dos eventos extremos”, afirmou.

Segundo o chefe de gabinete, o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil foi construído de forma participativa em meio à mobilização nacional para resposta ao desastre no Rio Grande do Sul. “Foi um período desafiador, mas que também demonstrou a força das instituições públicas e o comprometimento dos servidores”, ressaltou.

Rafael Machado destacou ainda que a oficina representa uma oportunidade de fortalecer o alinhamento entre os órgãos federais e avançar na implementação do plano. “Esse encontro permite ampliar a integração entre as instituições, compartilhar experiências e aprimorar continuamente a implementação dessa política pública”, completou.

A coordenadora de Articulação e Gestão Estratégica da Defesa Civil Nacional, Pamela Fonseca, ressaltou que a oficina busca aproximar os órgãos parceiros para fortalecer o acompanhamento das metas previstas no plano. “É uma grande oportunidade para fazermos essa aproximação com os órgãos parceiros, integrantes do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil, para avançarmos na metodologia de acompanhamento e monitoramento das metas pactuadas no âmbito do PN-PDC”, destacou.

Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil

Lançado em novembro de 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil terá vigência de dez anos, entre 2025 e 2035, e estabelece 163 metas destinadas ao fortalecimento da atuação coordenada em gestão de riscos e desastres em todo o território nacional.

Entre os principais objetivos do plano está garantir que todas as unidades da federação possuam planos estaduais estruturados, alinhados às diretrizes nacionais e capazes de orientar ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante de desastres.

Representando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o pesquisador Laerte Namikawa destacou que o alinhamento entre os órgãos federais é essencial para integrar capacidades técnicas e fortalecer as ações de prevenção e resposta. “O INPE já atua no apoio à resposta a desastres por meio do fornecimento de imagens de satélite, inclusive com apoio da Carta Internacional Espaço e Grandes Desastres, como ocorreu no Rio Grande do Sul. Além disso, temos contribuições importantes nas áreas de estudos climáticos, monitoramento e identificação de áreas de risco. Esse alinhamento é fundamental para entendermos como cada órgão pode contribuir e para construirmos soluções integradas”, afirmou.

Programação

A programação da oficina incluiu apresentações sobre o panorama geral do PN-PDC, diretrizes estratégicas, metodologia de implementação e funcionamento do sistema de monitoramento e acompanhamento das metas. Também foram realizados trabalhos em grupo para qualificação das metas pactuadas e discussão de estratégias de atuação interfederativa.

Na dinâmica participativa, os grupos apresentaram propostas voltadas ao aprimoramento das metas do plano, sugestões para fortalecer a cooperação entre os entes federativos e contribuições para a criação de grupos de trabalho temáticos.

A iniciativa integra as ações estruturantes conduzidas pela Defesa Civil Nacional para consolidar a implementação do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil e ampliar a capacidade de prevenção e resposta do país frente aos desafios climáticos e aos eventos extremos.

Copiar textoCopiar o texto
12/05/2026 04:55h

Empresários afirmam que os tetos atuais estão defasados, dificultando a permanência de pequenos negócios no regime simplificado

Baixar áudio

O setor produtivo defende que a atualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI), proposto pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, seja estendida também às demais faixas de enquadramento do Simples Nacional. A proposta é considerada estratégica para reduzir a informalidade e aliviar a pressão sobre pequenos negócios

O empresário e ex-deputado federal Walter Ihoshi, atual membro do conselho diretor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), participou das discussões que resultaram na criação do MEI durante seu mandato parlamentar. Ele ressalta que os limites de enquadramento do Simples Nacional permanecem congelados desde 2018 e já não refletem a realidade econômica do país

“Ao longo desse tempo nós tivemos inflação, aumento de custos com locação, mão de obra, folha de salários. Especialmente depois da pandemia, nós tivemos um aumento dos insumos. E o teto tanto do Simples como do MEI não teve esse aumento”, afirma.

Ihoshi também considera positiva a possibilidade de o MEI contratar até dois funcionários, em vez de apenas um, como prevê a legislação atual. 

“Será muito importante a aprovação desse projeto que autoriza contratar até dois funcionários, ainda mais nesse momento de muita informalidade, pessoas trabalhando em dois, três serviços ao mesmo tempo, fazendo bico. Isso é muito importante para a formalização dos negócios”, destaca.

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) participa de articulações do setor produtivo no Congresso Nacional como vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE). Para ele, a atualização dos limites de faturamento é uma questão de justiça para os empreendedores de pequeno porte

“O PLP 108/2021 que reajusta esses percentuais é uma questão de justiça, de reconhecer o setor que mais gera empregos e mais cria oportunidade para o nosso país. É nossa prioridade e nós queremos urgentemente que ele seja deliberado”, afirma.

Tramitação

Em março, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o PLP 108/2021. O texto prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até R$ 130 mil e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados

Com a urgência, a matéria poderia seguir diretamente para votação em plenário, sem passar pelas comissões temáticas. No entanto, os parlamentares decidiram criar uma comissão especial para aprofundar o debate, reunindo especialistas, representantes do governo e do setor produtivo antes da votação final

“Nós vamos concentrar em um colegiado único a discussão do Simples Nacional. Aprovado o projeto dentro dessa comissão, ela vai direto para o plenário da Câmara. Isso vai agilizar o processo. E a nossa expectativa é que esse projeto seja aprovado na Câmara ainda neste ano de 2026, apesar das eleições”, estima Walter Ihoshi.

Após eventual aprovação na Câmara, o projeto retorna ao Senado, onde teve origem. 

A instalação da comissão especial é considerada uma conquista para o G50+ — grupo estratégico criado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), com objetivo de ampliar a representação empresarial junto ao Congresso Nacional e ao governo federal.

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, destaca que a medida é essencial para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, afirma. 

Defasagem pressiona pequenos negócios

Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.

Atualmente, os limites de faturamento são:

  • R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI)
  • R$ 360 mil para microempresas (ME)
  • R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte (EPP)

Entidades empresariais defendem a elevação do teto do MEI para aproximadamente R$ 144,9 mil anuais. Para microempresas, o limite sugerido é de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar faturamento de até R$ 8,69 milhões

Na avaliação do setor produtivo, a atualização permitiria que empresas permanecessem no regime simplificado mesmo após crescimento do faturamento, evitando aumento da carga tributária e incentivando a formalização. 

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
12/05/2026 04:50h

Documento da CNI reúne mais de 30 propostas voltadas a comércio, inovação, energia, defesa e integração de cadeias produtivas e foi debatido em Nova York

Baixar áudio

O setor industrial brasileiro elencou um conjunto de mais de 30 medidas estratégicas para fortalecer a parceria entre Brasil e Estados Unidos (EUA). Elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Agenda Estratégica da Indústria Brasileira para os Estados Unidos 2026 foi debatida nesta segunda-feira (11), em Nova York, durante o Brasil-U.S. Industry Day, encontro que reúne representantes dos setores público e privado dos dois países. 

Atualmente, os EUA são o principal destino das exportações industriais brasileiras e o maior investidor estrangeiro no Brasil. Segundo a CNI, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o estoque de investimentos estadunidenses no país alcançou US$ 232,8 bilhões em 2024. 

Além disso, na última década, a indústria brasileira exportou um total de US$ 253,7 bilhões para os EUA. Desse total, 81,7% correspondem a produtos da indústria de transformação, de acordo com levantamento da CNI com base em dados do governo brasileiro e do U.S. Bureau of Economic Analysis.

A representante da indústria brasileira afirma que Brasil e Estados Unidos possuem forte complementaridade produtiva e potencial de cooperação em setores estratégicos, como energia, transformação digital, saúde, defesa e tecnologias avançadas

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, as novas relações comerciais entre os dois países devem evoluir da cooperação entre empresas para uma integração mais ampla entre cadeias produtivas e de valor

“Os Estados Unidos e o Brasil têm uma relação bilateral comercial muito de manufatura. É a mais rica entre as relações comerciais na área de produtos industrializados, onde existe o conceito — que vai vingar nas novas relações comerciais — de complementaridade. Em vez de ser hoje muito mais intercompany, que Brasil e os Estados Unidos possam ter uma complementaridade de cadeias produtivas, cadeias de valor”, avalia.

Recomendações da indústria

As propostas da indústria brasileira estão organizadas em nove temas: 

  • Comércio e acesso a mercado: eliminação de barreiras tarifárias e não tarifárias, além da negociação de acordos setoriais e mecanismos de cooperação regulatória para reduzir custos e ampliar a competitividade das exportações brasileiras. Também propõe modernização aduaneira, digitalização de processos e maior interoperabilidade regulatória.
  • Transformação digital: programas bilaterais de inovação para aproximar empresas, universidades e centros de pesquisa, além de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias emergentes aplicadas à produtividade, descarbonização e inserção do Brasil em cadeias globais de alto valor.
  • Investimentos e ambiente de negócios: negociação de um acordo para evitar dupla tributação, fortalecimento dos mecanismos de proteção a investimentos e a harmonização de regras de propriedade intelectual.
  • Minerais críticos e cadeias produtivas estratégicas: fomentar investimentos, inovação tecnológica e integração de cadeias produtivas ligadas à exploração, ao processamento e à transformação de minerais essenciais para transição energética, segurança alimentar e produção industrial com alto valor agregado.
  • Segurança energética e indústria de baixo carbono: aprofundar parcerias em hidrogênio de baixa emissão, biocombustíveis e soluções de captura e armazenamento de carbono. A proposta também inclui coordenação regulatória internacional, fortalecimento da liderança dos dois países no mercado global de biocombustíveis e ampliação do financiamento para projetos de resiliência energética.
  • Complexo econômico-industrial da saúde e inteligência artificial: ampliar a cooperação em pesquisa e produção local de medicamentos, vacinas e insumos farmacêuticos ativos, aproximar Anvisa e FDA em questões regulatórias e estimular investimentos em manufatura farmacêutica, biotecnologia e dispositivos médicos. 
  • Defesa, aeroespacial e setores de uso tecnológico dual: fortalecimento da cooperação em tecnologias avançadas e setores de uso civil e militar, como comunicações, biotecnologia, drones, segurança cibernética, sistemas autônomos e materiais avançados. A proposta inclui ampliar parcerias em defesa, desenvolver soluções conjuntas para segurança de fronteiras e aprofundar a cooperação aeroespacial, além de assinar o Acordo de Aquisição de Defesa Recíproca.
  • Formação de capital humano em altas tecnologias: aproximar instituições do Brasil e dos EUA de ensino técnico, tecnológico e universitário para formação de profissionais com foco na indústria avançada. A agenda prevê o intercâmbio de pesquisadores, atração de talentos e criação de centros binacionais em áreas como I.A., computação quântica, materiais avançados e biotecnologia. 
  • Governança e diálogo institucional: criação de um plano bilateral anual, com metas, indicadores e acompanhamento contínuo do setor público e privado. É importante reativar mecanismos de alto nível para garantir coordenação contínua em temas como defesa, energia, inovação, finanças e economia digital.

Brasil-U.S. Industry Day

Para reforçar a importância da parceria bilateral, a CNI e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira, no The Glasshouse, em Nova York, a primeira edição do Brasil-U.S. Industry Day

O encontro reuniu cerca de 500 lideranças empresariais, investidores e autoridades governamentais para discutir temas considerados prioritários e de comum interesses para o setor industrial dos dois países.

Ricardo Alban destaca o papel da participação dos presidentes das federações da indústria de 17 estados brasileiros.

“O que nós queremos não é interatividade, o que nós queremos é atrair parceiros e formar novas cadeias produtivas. Então, cada um na sua federação, no seu estado, participando, interagindo, conhecendo, fazendo essa interlocução, é fundamental. Nossa responsabilidade é cada vez maior, e nossa vontade de acertar também aumenta a cada instante”, ressalta.

A programação contou com dois painéis principais. O primeiro sobre como a relação Brasil e EUA pode tornar cadeias de valor de áreas estratégicas mais resilientes e competitivas, especialmente em meio às mudanças nas políticas tarifárias e ao realinhamento global das cadeias produtivas. Já o segundo vai debater a agenda econômica e oportunidades de médio e longo prazo com os investimentos em transição energética, infraestrutura e desenvolvimento industrial no Brasil. 

O evento também contou com uma cerimônia de reconhecimento a empresas, entidades e lideranças que contribuíram para o fortalecimento da relação econômica entre os dois países nos últimos anos. 

Os detalhes estão disponíveis no site da CNI.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto