08/04/2026 07:47h

Após a data, Governo Federal inicia série de debates com especialistas, setor produtivo e sociedade civil para revisar propostas

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Acaba nesta quarta-feira (8) o prazo para contribuições à consulta pública da nova Estratégia Brasileira de Transformação Digital (E-Digital). Para participar, os cidadãos ainda podem enviar as sugestões na plataforma Brasil Participativo, disponível no portal Gov.br, na seção “Tomada de Subsídios para a E-Digital”.

“Estamos falando de temas fundamentais, como inteligência social, economia digital, infraestrutura e inovação tecnológica. A transformação digital hoje também é uma questão de soberania. É sobre a capacidade de o Brasil decidir seu próprio futuro tecnológico, fortalecer nossa economia e ampliar direitos para a população”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

A nova E-Digital orientará as ações do Governo Federal para ampliar o acesso a serviços públicos digitais, garantir direitos da população, fortalecer a democracia e incentivar a participação social. A estratégia, coordenada pela Casa Civil e construída por diferentes ministérios, também busca o desenvolvimento socioeconômico inclusivo, sustentável e com soberania tecnológica.

Debates

Logo na sequência, nos dias 9 e 10 de abril, o Governo Federal inicia uma nova etapa de debates sobre o futuro digital do país. O seminário “Futuro Digital – Construindo uma Estratégia para o Brasil”, será espaço de discussão sobre os rumos da transformação digital brasileira, reunindo representantes do governo, especialistas, setor produtivo e sociedade civil para contribuir com a revisão da E-Digital.

O evento será realizado em Brasília (DF) com possibilidade de participação do público de forma virtual e com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Casa Civil no YouTube.

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08/04/2026 04:55h

Estudo da CNI aponta aumento do custo do trabalho, perda da competitividade e alta nos preços ao consumidor

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode sofrer uma queda de 0,7% caso o Congresso Nacional aprove a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O percentual representa uma perda estimada de R$ 76,9 bilhões para a economia do país. Os dados fazem parte de um levantamento inédito divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo o estudo, a indústria deve ser o setor mais impactado, com retração de 1,2% no PIB — o equivalente a R$ 25,4 bilhões. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que esse impacto maior se deve ao fato de a indústria concentrar uma parcela significativa dos empregos formais, que tendem a ser os mais afetados pela redução da jornada de trabalho.

“Além disso, a indústria é um setor mais integrado; há muitos encadeamentos entre os diferentes setores industriais. Então, os efeitos dessa elevação de custos vão se acumulando [ao longo da cadeia de produção]. E, por fim, a indústria é um setor mais sujeito à competição internacional e, por isso, um aumento de custos e a consequente perda de competitividade afetam mais a indústria”, explica.

Outros setores também devem registrar perdas:

  • Comércio: queda de 0,9% (R$ 11,1 bilhões)
  • Serviços: queda de 0,8% (R$ 43,5 bilhões)
  • Agropecuária: queda de 0,4% (R$ 2,3 bilhões)
  • Construção: queda de 0,3% (R$ 921,8 milhões)

O presidente da CNI, Ricardo Alban, alerta que o impacto na indústria pode acelerar o processo de desindustrialização do país, com reflexos em toda a cadeia produtiva. “A consequência será a perda de competitividade do produto nacional. Assim, a nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca.

Impacto na produção e nos preços

O estudo também indica que a redução das horas trabalhadas tende a elevar o custo do trabalho necessário para manter os níveis atuais de produção. Como resultado, pode haver aumento generalizado de preços ao longo da cadeia produtiva. Esse efeito atingiria desde insumos e matérias-primas na cadeia de produção até bens e serviços destinados ao consumidor final.

Marcelo Azevedo afirma que o aumento dos custos do trabalho tende a reduzir a competitividade da economia nacional.

“Essa perda de competitividade dos produtos nacionais faz com que haja mais importações e menos exportações. Isso se traduz em redução da produção e da renda e, consequentemente, em queda do PIB.”

Além da possível redução da renda, os trabalhadores também podem ser impactados pelo aumento dos preços ao consumidor final. Outro levantamento divulgado pela CNI aponta que os preços ao consumidor podem subir, em média, 6,2% caso a jornada semanal seja reduzida para 40 horas.

Entre os principais aumentos projetados estão compras em supermercados (+5,7%), alimentação fora de casa (+6,2%), produtos industrializados (+6%) e roupas e calçados (+6,6%). No setor de serviços, o aumento médio pode chegar a 6,5%.

Debate mais aprofundado

A CNI acompanha propostas em tramitação no Congresso Nacional que tratam da redução da jornada, como a PEC 148/2015 e a PEC 8/2025.

O presidente da entidade defende que o tema não seja votado de forma apressada, especialmente em ano eleitoral, e que haja um debate mais aprofundado e transparente com a sociedade e os setores produtivos.

“A história recente contemporânea da relação capital-trabalho sempre foi feita de uma transição entre a melhoria das condições de trabalho e a redução de uma possível jornada de forma gradativa e com muito entendimento, sempre através de negociações. Nós queremos fazer isso. Mas tem que ser de forma sustentável. Nós precisamos aumentar a produtividade. Ninguém tem dúvidas de que produtividade é que determina as melhores condições de trabalho”, destaca Ricardo Alban.

Para Marcelo Azevedo, a discussão técnica é fundamental para compreender as diferentes consequências que a redução da jornada pode gerar para consumidores e empresas.

“Empresas pequenas terão impactos diferentes dos observados em empresas médias. Os efeitos também variam entre regiões e setores — e não apenas na indústria. Então, à medida que essa discussão avançar, também será necessário avançar no debate sobre medidas que possam reduzir os impactos negativos e permitir a travessia em um eventual período de transição”, ressalta Azevedo, ao reforçar a importância de mais tempo para o aprofundamento das discussões.

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08/04/2026 04:50h

AMIG Brasil critica a falta de transparência da ANM na distribuição da CFEM, questionando a clareza dos critérios e a disponibilidade de dados para os municípios afetados pela mineração

A Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil) apontou falhas sobre os critérios utilizados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) na distribuição da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) para os municípios afetados pela atividade mineral no Brasil. A ausência de dados detalhados e a indefinição sobre quais órgãos são responsáveis por determinadas informações têm levantado questionamentos sobre a transparência do processo e sobre a possibilidade de os municípios conferirem se os repasses estão sendo realizados corretamente. Segundo Filipe Gaeta, consultor de Municípios Afetados da entidade, “as dificuldades aparecem principalmente quando as prefeituras precisam contestar ou verificar os valores calculados pela ANM”.

O problema ficou evidente após a divulgação, em 23 de abril de 2025, das listas prévias dos municípios beneficiários da CFEM considerados afetados pela presença de ferrovias, portos e dutovias. Os repasses referem-se ao ciclo de distribuição da CFEM recolhida entre maio de 2025 e abril de 2026. “Alguns municípios não conseguiram apresentar recursos dentro do prazo estabelecido porque não tiveram acesso a informações necessárias para fundamentar seus questionamentos”, afirma Gaeta. Esses dados estão previstos no artigo 5º, §3º da Resolução nº 143/2023 da ANM, que estabelece quais documentos devem ser apresentados pelos municípios à Superintendência de Arrecadação e Fiscalização de Receitas da agência em caso de recurso administrativo.

Entre os documentos exigidos estão declarações que deveriam ser emitidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), como documento declaratório descrevendo a tonelada média de minério transportado nas ferrovias ou dutovias do município; documento informando a extensão da malha ferroviária ou dutoviária associada ao transporte de substâncias minerais no território municipal. Segundo Gaeta, na prática esses documentos são de difícil obtenção. “A ANM exige, para a apresentação de recursos, documentos cuja emissão seria de competência da ANTT. Porém, quando a AMIG Brasil questionou a agência de transportes, a resposta foi de que esses dados não existem da forma como são solicitados”, afirma.

A AMIG Brasil enviou ofício à ANTT em maio de 2025, onde solicitou esclarecimentos sobre a disponibilidade dessas informações. Na resposta encaminhada em 4 de junho do mesmo ano, a agência informou que não possui dados sobre a quantidade de substâncias minerais transportadas por município. A ANTT também afirmou que a validação de todas as cargas transportadas por ferrovia não é atribuição da agência; não há segmentação municipal da malha ferroviária em seus arquivos geográficos e que normas editadas pela ANM não se aplicam automaticamente à ANTT, já que as autarquias possuem competências regulatórias distintas. Para Gaeta, essa posição cria um impasse regulatório. “A resolução da ANM exige documentos cuja emissão dependeria da ANTT, mas a própria ANTT afirma que não possui essas informações. Isso gera uma situação em que o município precisa apresentar dados que não estão disponíveis”, explica.

A AMIG solicitou um posicionamento da ANM em agosto de 2025, mas na resposta a agência informou que os municípios poderiam utilizar os dados fornecidos pela ANTT em um processo administrativo específico. Segundo o consultor da AMIG Brasil, a orientação não resolve o problema. “Se a própria ANTT informou que não possui os dados exigidos, protocolar informações inexistentes não trará nenhuma solução real para esse impasse ”, afirma.

A associação voltou a questionar a ANM em novembro de 2025, pedindo esclarecimentos sobre três pontos principais: qual órgão poderia fornecer os dados sobre transporte de minério por município, quem seria responsável pela fiscalização das cargas minerais transportadas e como os municípios poderiam acessar informações sobre a extensão da malha ferroviária e dutoviária em seus territórios. Até o momento relatado pela entidade, não houve resposta.

Além da dificuldade de obter os documentos relatados, os municípios afirmam não ter acesso à outras informações que também são utilizadas pela ANM para calcular os repasses da CFEM. Como existem municípios afetados por ferrovias, dutovias, portos e estruturas de mineração, entre os dados considerados essenciais estão: Ferrovias - a tonelagem de minério transportado por ferrovias  em todo o estado produtor e afetado; Dutovias - o somatório total das dutovias associadas a determinado processo minerário; Portos - quantidade de substâncias minerais transportadas nos portos, quantidade de substâncias transportadas nos portos (independentemente de serem substâncias minerais) e quantidade de substâncias minerais transportadas nos portos do país; Estruturas - área da estrutura em hectares e quantidade de minério que foi viabilizado por aquela estrutura.

Essas variáveis são fundamentais para a definição dos valores repassados aos municípios afetados.

A ausência de dados detalhados também tem levado alguns municípios a questionar os valores recebidos. De acordo com Gaeta, há casos em que municípios vizinhos, atravessados pela mesma ferrovia e sem pontos de carga ou descarga de minério, recebem valores diferentes da CFEM. “O município de Jeceaba, em Minas Gerais, é um exemplo em que a extensão da malha ferroviária em seu território é maior do que no município vizinho, Entre Rio de Minas. Porém, Jeceaba recebe valor de CFEM menor, mas como a quantidade de minério que passa por ambos é o mesmo, surgem dúvidas sobre os critérios utilizados”, afirma. Segundo Gaeta, sem acesso aos dados utilizados pela ANM, o município não consegue demonstrar tecnicamente eventuais inconsistências. “Sem as informações básicas, fica praticamente impossível fundamentar um recurso administrativo”, diz.

Na prática, a principal consequência da falta de transparência é a impossibilidade de verificar se os repasses estão corretos. “Os municípios não conseguem ter certeza se os valores da CFEM estão sendo calculados de forma adequada”, afirma Gaeta. “Caso haja erro no cálculo ao longo dos anos, é possível que ele não gere uma expectativa de receita frustrada, já que os municípios não sabem previamente qual valor deveriam receber. Porém, além de ser injusto que os repasses sejam feitos em desacordo com a legislação, impede que recursos sejam investidos em melhoria da qualidade de vida da população desses territórios”, afirma. Outro ponto apontado pelos municípios é a falta de acesso ao Relatório Anual de Lavra (RAL), documento elaborado pelas empresas mineradoras com informações sobre produção e comercialização de minerais. As mineradoras entregam esse relatório diretamente à ANM, responsável pela fiscalização da arrecadação da CFEM.

Segundo Gaeta, os municípios não recebem essas informações. “O RAL traz dados essenciais sobre produção e quantidade comercializada de substâncias minerais, que são fundamentais para conferir os cálculos da CFEM”, explica. Para ele, a ausência de acesso direto ao documento não seria um problema caso a ANM disponibilizasse de forma transparente os dados nele contidos. “Como a agência recebe essas informações e não as repassa aos municípios, o acesso direto ao RAL seria um facilitador para acompanhar a atividade mineral”, afirma. A preocupação dos municípios é que a situação se repita no próximo ciclo de distribuição. A ANM deve divulgar no primeiro semestre de 2026 as listas preliminares de municípios afetados referentes à CFEM recolhida entre maio de 2026 e abril de 2027. Como as dúvidas sobre as informações técnicas não foram solucionadas, a AMIG Brasil avalia que os municípios podem enfrentar novamente as mesmas dificuldades para apresentar recursos.

Para Gaeta, a principal mudança necessária é a ampliação da transparência nos sistemas de informação da ANM. “A agência precisa disponibilizar de forma clara os dados que utiliza para calcular os repasses da CFEM aos municípios afetados”, afirma. A AMIG Brasil também apresentou sugestões formais durante a tomada de subsídios nº 1/2025 da ANM, aberta para avaliar os resultados da resolução que regulamenta a distribuição da CFEM. Entre as propostas está a ampliação de mecanismos de cooperação entre a ANM e os municípios afetados. Atualmente, municípios produtores podem firmar Termos de Cooperação Técnica com a agência para auxiliar na fiscalização da atividade mineral e no acompanhamento da arrecadação da CFEM. A entidade defende que esse mecanismo também seja estendido aos municípios afetados. Segundo Gaeta, isso permitiria acesso a informações relevantes, como dados cadastrais relacionados à arrecadação da CFEM; valores arrecadados por empresa e substância mineral; informações do trimestre anterior de arrecadação e acesso ao Relatório Anual de Lavra quando necessário para verificar a produção mineral. “A possibilidade de firmar esse acordo de cooperação permitiria que os municípios afetados também acompanhassem a produção e o recolhimento da CFEM, mesmo que a extração não ocorra em seus territórios”, explica. Ele afirma que o acesso a essas informações presentes no Relatório Anual de Lavra (RAL) também ajudaria a verificar dados relacionados ao transporte mineral em ferrovias e minerodutos. “Com mais transparência e acesso a dados técnicos, os municípios poderiam conferir os cálculos da compensação e exercer melhor o controle sobre os repasses previstos em lei”, conclui.

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08/04/2026 04:30h

Plano de seis eixos prevê revisão da atual regulamentação de importação e manipulação, assim como intensificação das ações de fiscalização e trabalhos conjuntos com outroas agências

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, na última segunda-feira (6), um novo plano de ação estruturado que visa garantir a segurança de pacientes que utilizam medicamentos injetáveis de agonistas do GLP-1 — conhecidos como canetas emagrecedoras —, com princípios ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida.

Dentre os seis eixos que compõem o plano de ação estão medidas como a revisão das regras atuais do setor, a suspensão das autorizações de funcionamento para farmácias com situação de risco e novas fiscalizações em empresas importadoras de insumos para manipulação. Além disso, a Anvisa anunciou que vai intensificar as ações junto às Vigilâncias Sanitárias de estados e municípios e realizar acordos de cooperação com agências reguladoras de outros países.

Segundo a agência, as medidas ampliam a proteção e a segurança de medicamentos injetáveis de GLP-1 e foram motivadas pelo crescimento irregular da manipulação destes remédios, que pode afetar a saúde dos pacientes. No segundo semestre de 2025, por exemplo, foram importados mais de 100 kg de insumos, que seriam suficientes para a preparação de, aproximadamente, 20 milhões de doses, número que, conforme alega a Anvisa, é incompatível com a realidade do mercado nacional.

Em 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, que resultaram em oito interdições por problemas técnicos e falta de controle de qualidade. Entre os riscos mapeados pela agência estão a produção sem previsão de demanda por manipulação, problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição.

Eixos do plano

O novo plano de ação da Anvisa inclui seis eixos estratégicos para ampliar a proteção e segurança de pacientes que utilizam essas medicações.

Eixo 1: Aprimoramento regulatório

  • Revisão da nota técnica sobre procedimentos para importação, manipulação e controle sanitário de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) de agonistas de GLP-1;
  • Revisão da resolução sobre boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias (RDC 67/2007).

Eixo 2: Monitoramento e fiscalização

  • Intensificação de ações de fiscalização, especialmente de inspeções em importadoras, farmácias de manipulação e clínicas;
  • Busca ativa de eventos adversos relacionados a medicamentos manipulados, com foco em serviços de emergência, hospitais e clínicas médicas;
  • Aperfeiçoamento do controle sanitário sobre a importação de IFAs utilizados na produção e manipulação de agonistas do receptor GLP-1.

Eixo 3: Articulação institucional, federativa e internacional

  • Criação de grupo de trabalho e celebração de acordo de cooperação com entidades médicas;
  • Treinamento com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS);
  • Cooperação com agências reguladoras internacionais.

Eixo 4: Aprimoramento regulatório para análise de petições de registro de agonistas de GLP-1

  • Priorização da análise dos cumprimentos de exigências das petições de registro;
  • Harmonização do uso de guias técnicos de agências reguladoras de referência (ex: EMA e FDA).

Eixo 5: Comunicação com a sociedade

  • Elaboração de plano de comunicação em linguagem simples;
  • Orientação sobre riscos do uso indiscriminado;
  • Informação sobre produtos irregulares;
  • Esclarecimento sobre limites da manipulação magistral;
  • Campanhas direcionadas a pacientes e profissionais.

Eixo 6: Governança

  • Criação de grupo de trabalho na Anvisa para monitoramento e avaliação do Plano de Ação.

 

Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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08/04/2026 04:25h

Chuva intensa, ventos de até 90 km/h e risco de alagamentos ainda atingem a região; volumes já superam 100 mm em áreas do RS

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A atuação de um ciclone extratropical, associada a uma frente fria, ainda mantém o tempo severo na Região Sul do país até esta quarta-feira (8). A previsão inclui chuva moderada a forte, rajadas de vento, descargas elétricas e possibilidade de granizo em áreas isoladas.

Após os temporais registrados entre segunda (6) e terça-feira (7), os maiores acumulados de chuva foram observados no Oeste do Rio Grande do Sul, com volumes superiores a 100 milímetros em 24 horas. Em algumas áreas, os acumulados já se aproximam de 200 mm ao longo da semana.

Nesta quarta-feira (8), as instabilidades seguem atuando principalmente durante a madrugada e início da manhã em regiões do Norte, Nordeste, Serra e Litoral Norte, além do Extremo Sul. Ao longo do dia, a tendência é de diminuição gradual da chuva, com períodos de nebulosidade.

Mesmo com a redução das instabilidades, ainda há previsão de rajadas de vento entre 60 e 80 km/h, com possibilidade de atingir os 90 km/h em pontos do Litoral Sul. O mar permanece agitado, com risco de ressaca.

No cenário hidrológico, a elevação dos níveis de rios e córregos exige atenção, especialmente no Oeste e Centro do Rio Grande do Sul. Há risco de alagamentos em áreas urbanas e cheias em pequenos cursos d’água. Já os rios de maior porte devem ter elevação moderada, sem indicativo de grandes inundações.

A partir desta quarta-feira até o dia 11, a tendência é de tempo mais estável na Região Sul. No entanto, uma nova área de baixa pressão pode voltar a provocar instabilidades nos próximos dias.

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08/04/2026 04:20h

Desde o início do ano, algumas regras passaram a vigorar, incluindo a obrigatoriedade de registro de pesquisas eleitorais, limites à publicidade institucional e restrições à distribuição de benefícios públicos

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O Brasil realizará suas Eleições de 2026 no dia 4 de outubro, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. 

O calendário eleitoral, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabelece os principais prazos e normas que devem ser seguidos por partidos, candidatas, candidatos e eleitores.

Janeiro

Desde o início do ano, algumas regras passaram a vigorar, incluindo a obrigatoriedade de registro de pesquisas eleitorais, limites à publicidade institucional e restrições à distribuição de benefícios públicos. Essas medidas buscam garantir igualdade entre os candidatos e transparência no processo eleitoral.

Março

Entre 5 de março e 3 de abril, ocorreu a chamada janela partidária, período em que parlamentares podem mudar de partido sem perder o mandato. Em 5 de março também foi o prazo final para a publicação das resoluções do TSE relativas às eleições, aprovadas em sessões anteriores.

Abril

No último dia 4 de abril foi o prazo final para registro de estatutos partidários no TSE, definição do domicílio eleitoral de candidatos, regularização da filiação partidária e renúncia de chefes do Executivo que pretendam concorrer a outros cargos. Já em 6 de abril encerrou o prazo para solicitação online de serviços eleitorais por eleitores sem biometria cadastrada.

Maio

Dia 6 de maio é a data final para que cidadãs e cidadãos requeiram o título de eleitor e eleitoras e eleitores realizem operações de transferência do local de votação e revisão de qualquer informação constante do cadastro eleitoral. No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios a partir dos 18 anos e facultativos aos jovens de 16 e 17 anos, aos maiores de 70 anos e às pessoas analfabetas.  

Além disso, em 15 de maio, pré-candidatas e pré-candidatos poderão dar início à campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento coletivo. Conduto, está vetada a prática de pedidos de voto. As demais regras relativas referentes à propaganda eleitoral na internet também devem ser seguidas.

Junho

Até 16 de junho, o TSE divulga o valor do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A partir de 30 de junho, emissoras de rádio e televisão ficam proibidas de transmitir programas apresentados por pré-candidatos.

Julho

A partir de 4 de julho, entram em vigor restrições a agentes públicos, como limitações em nomeações e participação em inaugurações. 

Entre 18 de julho e 18 de agosto, eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem solicitar transferência para locais de votação mais acessíveis. Também em julho será divulgado o número oficial de eleitores aptos a votar.

Agosto

Entre 20 de julho e 5 de agosto, partidos realizam convenções para escolha de candidatos. O prazo final para registro de candidaturas é 15 de agosto. 
Já a propaganda eleitoral começa em 16 de agosto, e o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV será exibido entre 28 de agosto e 1º de outubro. 

VEJA MAIS:

Desde 4 de agosto, emissoras de rádio e televisão estão sujeitas a restrições quanto à cobertura eleitoral, incluindo a proibição de favorecer candidatos.


Setembro

Até 14 de setembro, ocorre a lacração dos sistemas eleitorais. A partir de 19 de setembro, candidatos não podem ser presos, salvo em flagrante.

Entre 29 de setembro e 6 de outubro, eleitores também ficam sujeitos a restrições semelhantes, com exceção de casos previstos em lei.

Outubro

No dia 4 de outubro, os eleitores comparecem às urnas das 8h às 17h (horário de Brasília) para o primeiro turno. Caso haja segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro, com propaganda eleitoral e restrições legais adaptadas a esse período. Entre 3 e 5 de outubro, há proibição do transporte de armas e munições.

Pós-eleição

Após o pleito, a diplomação dos eleitos ocorrerá até 18 de dezembro de 2026. A justificativa de ausência no primeiro turno deve ser feita até 3 de dezembro, e no segundo turno, até 6 de janeiro de 2027. 

A posse do presidente da República está prevista para 5 de janeiro de 2027, enquanto governadores assumem em 6 de janeiro.

O TSE reforça a importância de que eleitores e candidatos acompanhem os prazos e regras estabelecidos, garantindo o pleno exercício do direito ao voto e à participação democrática.
 

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08/04/2026 04:15h

Entre os estados, São Paulo concentra a maior fatia dos recursos neste decêndio, com aproximadamente R$ 788 milhões destinados aos seus municípios

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Os municípios brasileiros receberão, nesta sexta-feira (10), a primeira parcela de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor total a ser distribuído é de R$ 6,4 bilhões, montante que representa um aumento de 13% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram repassados cerca de R$ 5,6 bilhões.

Entre os estados, São Paulo concentra a maior fatia dos recursos neste decêndio, com aproximadamente R$ 788 milhões destinados aos seus municípios. Cidades como Americana, Botucatu e Carapicuíba estão entre as beneficiadas. 

Em contrapartida, Roraima apresenta o menor volume de repasses, somando R$ 4,7 milhões. No estado, os maiores valores são destinados a municípios como Cantá, Alto Alegre e Caracaraí, cada um com cerca de R$ 386 mil.

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O crescimento observado nos repasses reflete uma recuperação em relação às quedas registradas anteriormente, o que gera expectativa positiva entre especialistas da área fiscal. No entanto, ainda há atenção quanto aos possíveis impactos de mudanças na arrecadação federal, especialmente no que diz respeito ao Imposto de Renda.

“Nós temos um resultado bom em relação ao ano passado, uma quebra daquela questão de decréscimos de valores. Vamos esperar que isso seja um bom resultado do Imposto de Renda e que o novo formato de isenção e as novas alíquotas aplicadas ao Imposto de Renda não impactem negativamente nos valores do FPM. Esperamos que esses valores continuem em uma tendência de alta”, destaca Cesar Lima, especialista em orçamento público.

FPM: municípios bloqueados

Apesar de os recursos do FPM serem destinados a todos os municípios do país, alguns entes federativos estão temporariamente impedidos de receber os repasses, conforme registros do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI). Até o dia 7 de abril, constavam na lista as seguintes cidades:

  1. Águia Branca (ES)
  2. Itaperuna (RJ)
  3. Nova Friburgo (RJ)
  4. Rio das Flores (RJ)
  5. Silva Jardim (RJ)
  6. São Francisco de Paula (RS)
  7. Brusque (SC)
  8. Camboriú (SC)
  9. Santo Amaro da Imperatriz (SC)

O FPM

O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência constitucional, formada por 22,5% da arrecadação da União proveniente do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 

A distribuição dos recursos entre os municípios leva em conta o número de habitantes, com base em dados atualizados anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 

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08/04/2026 04:10h

O preço do suíno vivo apresenta desvalorização em todos os estados; o frango resfriado e o congelado apresentam estabilidade

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O preço do boi gordo abre esta quarta-feira (8) em alta de 0,89%. A arroba é negociada a R$ 364,25, no estado de São Paulo.

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
07/04/2026 364,25 0,89% 2,32% 70,58
06/04/2026 361,05 0,04% 1,42% 70,13
02/04/2026 360,90 0,56% 1,38% 69,91
01/04/2026 358,90 0,81% 0,81% 69,58
31/03/2026 356,00 0,07% 0,81% 68,58

 

 

Preço do frango congelado e resfriado

Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,27, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,30.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP 

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS
07/04/2026 7,27 0,00% 0,41%
06/04/2026 7,27 0,41% 0,41%
02/04/2026 7,24 0,00% 0,00%
01/04/2026 7,24 0,00% 0,00%
31/03/2026 7,24 2,12% -0,28%

 

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS
07/04/2026 7,30 0,00% 0,41%
06/04/2026 7,30 0,41% 0,41%
02/04/2026 7,27 0,00% 0,00%
01/04/2026 7,27 0,00% 0,00%
31/03/2026 7,27 2,11% -0,55%

 

 

Preço da carcaça suína especial e do suíno vivo

A carcaça suína especial também volta a apontar desvalorização de 1,15% no preço, sendo negociada a R$ 9,46 por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

DATA MÉDIA VAR./DIA VAR./MÊS
07/04/2026 9,46 -1,15% -1,87%
06/04/2026 9,57 -0,73% -0,73%
02/04/2026 9,64 0,00% 0,00%
01/04/2026 9,64 0,00% 0,00%
31/03/2026 9,64 -2,53% -4,55%

 

 

O preço do suíno vivo registra desvalorização de 0,31% em Minas Gerais, de 2,17% no Paraná, de 0,83% no Rio Grande do Sul, de 2,35% em Santa Catarina e de 0,77% em São Paulo. As mercadorias variam entre R$ 5,82 e R$ 6,53.

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg) 

DATA ESTADO VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS
07/04/2026 MG - posto 6,53 -0,31% -0,61%
07/04/2026 PR - a retirar 5,86 -2,17% -4,72%
07/04/2026 RS - a retirar 6,01 -0,83% -4,45%
07/04/2026 SC - a retirar 5,82 -2,35% -5,52%
07/04/2026 SP - posto 6,43 -0,77% -2,72%

 

 

Os valores são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

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08/04/2026 04:05h

O preço do café arábica volta a cair, enquanto o açúcar apresenta reajustes

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O preço do café arábica abre esta quarta-feira (8) em baixa de 3,37%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.821,69 na cidade de São Paulo.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
07/04/2026 1.821,69 -3,37% -3,50% 352,97
06/04/2026 1.885,21 0,78% -0,14% 366,20
02/04/2026 1.870,64 -0,50% -0,91% 362,39
01/04/2026 1.880,08 -0,41% -0,41% 364,50
31/03/2026 1.887,79 -0,59% 5,02% 363,67

 

O café robusta teve baixa de 2,23% no preço, sendo comercializado a R$ 901,31.

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
07/04/2026 901,31 -2,23% -6,67% 174,64
06/04/2026 921,86 -1,63% -4,54% 179,07
02/04/2026 937,13 -1,26% -2,96% 181,54
01/04/2026 949,07 -1,73% -1,73% 184,00
31/03/2026 965,73 -0,11% -6,49% 186,04

Açúcar

Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve desvalorização de 0,75% e é cotada a R$ 103,38.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
07/04/2026 103,38 -0,75% -1,97% 20,03
06/04/2026 104,16 -0,86% -1,23% 20,23
02/04/2026 105,06 -0,26% -0,38% 20,35
01/04/2026 105,33 -0,12% -0,12% 20,42
31/03/2026 105,46 0,05% 6,97% 20,32

 

Em Santos (SP), a mercadoria teve desvalorização de 3,32%, sendo negociada a R$ 107,12 na média de preços sem impostos.

INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL - SANTOS (FOB)

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
07/04/2026 107,12 -3,32% -6,12% 20,75
06/04/2026 110,80 -0,85% -2,89% 21,50
02/04/2026 111,75 0,12% -2,06% 21,63
01/04/2026 111,62 -2,17% -2,17% 21,63
31/03/2026 114,10 -0,89% 6,53% 21,86

 

Milho

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,58, após desvalorização de 0,43%.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
07/04/2026 69,58 -0,43% -1,12% 13,48
06/04/2026 69,88 -0,11% -0,70% 13,57
02/04/2026 69,96 -0,51% -0,58% 13,55
01/04/2026 70,32 -0,07% -0,07% 13,63
31/03/2026 70,37 0,11% 1,21% 13,56

Os valores são do Cepea.

 

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

  • O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
  • O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

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08/04/2026 04:00h

A soja apresenta baixa no Paraná e em Paranaguá; o trigo sofre reajustes

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O valor da saca de 60 kg da soja abre esta quarta-feira (8) em baixa, tanto no interior do Paraná quanto no litoral do estado, em Paranaguá. 

Na primeira região, o grão teve desvalorização de 0,51% e é negociado a R$ 122,42; na segunda, a mercadoria teve desvalorização de 0,39% e é cotada a R$ 128,31.

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
07/04/2026 122,42 -0,51% -0,32% 23,72
06/04/2026 123,05 0,61% 0,20% 23,90
02/04/2026 122,31 -0,15% -0,41% 23,70
01/04/2026 122,49 -0,26% -0,26% 23,75
31/03/2026 122,81 -0,15% 1,75% 23,66

 

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
07/04/2026 128,31 -0,39% -0,72% 24,86
06/04/2026 128,81 0,24% -0,33% 25,02
02/04/2026 128,50 0,46% -0,57% 24,89
01/04/2026 127,91 -1,03% -1,03% 24,80
31/03/2026 129,24 -0,27% 1,90% 24,90

 

Trigo

O preço do trigo, por sua vez, registra valorização de 0,12% no Paraná e de 0,03% no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.286,52, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.156,90.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

DATA VALOR R$/T* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$/T*
07/04/2026 1.286,52 0,12% 0,12% 249,28
06/04/2026 1.285,02 -0,24% 0,01% 249,62
02/04/2026 1.288,15 -0,07% 0,25% 249,54
01/04/2026 1.289,02 0,32% 0,32% 249,91
31/03/2026 1.284,93 0,52% 9,07% 247,53

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

DATA VALOR R$/T* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$/T*
07/04/2026 1.156,90 0,03% 0,37% 224,16
06/04/2026 1.156,51 -0,11% 0,33% 224,65
02/04/2026 1.157,76 0,12% 0,44% 224,29
01/04/2026 1.156,38 0,32% 0,32% 224,19
31/03/2026 1.152,68 0,18% 4,91% 222,05

Os valores são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

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