16 OUTUBRO 2026
Publicação da emenda
A publicação no Diário Oficial da União inicia a contagem dos prazos de transição.
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Baixar áudioA Comissão de Assuntos Sociais pode votar o Projeto de Lei 485/2020, que visa dar mais segurança a motoristas e usuários de aplicativo. O texto, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), altera a Lei 12.587/2012, referente à Política Nacional de Mobilidade Urbana, e estabelece novas obrigações para as empresas do setor.
Entre as medidas previstas na proposta, os motoristas de aplicativo poderão recusar corridas para terceiros. Nesses casos, a plataforma deverá exigir a apresentação de documento de identificação do passageiro no ato da solicitação e enviar as informações ao condutor antes do início do trajeto.
O projeto também determina a proibição da cobrança em dinheiro feita diretamente ao motorista, tornando obrigatório o uso de pagamento remoto pelas plataformas. Além disso, o texto permite que os condutores delimitem previamente a área geográfica de atuação e exige das empresas o monitoramento de rotas para identificar desvios não previstos e emitir alertas de segurança durante a viagem.
Na justificativa do projeto, a senadora indica que o recebimento de dinheiro em espécie aumenta a exposição dos condutores a ações criminosas. A matéria recebeu parecer favorável do relator na Comissão de Ciência e Tecnologia, senador Flávio Arns (PSB-PR), que considerou as medidas de fácil implementação.
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Baixar áudioA Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (15), o Projeto de Lei 1.123/2025, que altera a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990) para que as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) passem a aceitar exames realizados em clínicas, laboratórios e outros serviços privados. A votação foi simbólica, sem registro de placar. O projeto agora segue para o Senado, que atuará como Casa revisora.
A proposta, apresentada em março de 2025 pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), busca evitar que o paciente tenha de refazer, na rede pública, um exame que já pagou na rede privada. Na avaliação do autor, a recusa desses exames por hospitais públicos atrasa tratamentos, inclusive cirúrgicos, e gera duplicidade de procedimentos e uso ineficiente de recursos. A deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou que a medida desburocratiza o acesso e evita que exames percam a validade, o que obrigaria o paciente a pagar de novo do próprio bolso.
O texto aprovado é um substitutivo do relator, Rodrigo Valadares (PL-SE), construído após negociação com o governo. Pela versão aprovada, os exames privados só serão aceitos se respeitarem os prazos de validade, os requisitos técnicos e os padrões de qualidade definidos pelo SUS. Os critérios detalhados dependerão de regulamentação posterior.
O governo havia se oposto inicialmente ao projeto, sob o argumento de que a medida poderia beneficiar quem tem condições de pagar e, com isso, furar a fila do SUS. A exigência de padrões definidos pelo próprio sistema foi uma sugestão do governo, acolhida pelo relator. O líder da federação PT, PV e PCdoB, Pedro Uczai (PT-SC), chegou a propor que a aceitação ficasse a critério da equipe médica, mas o relator manteve a obrigatoriedade, argumentando que ela não impede o médico de pedir novos exames. Segundo Uczai, a bancada votou a favor do texto porque a regulação, o controle técnico e a fiscalização seguem sob responsabilidade do SUS.
No Senado, o projeto será analisado pelas comissões e depois pelo Plenário. Se os senadores alterarem o texto, ele volta à Câmara; se o aprovarem sem mudanças, segue para sanção presidencial. Enquanto isso, as regras atuais continuam valendo em todas as unidades do SUS.
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Baixar áudioO Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta terça-feira (20) que o México suspendeu as importações de aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização, além de aves de companhia provenientes de todo o Brasil. A medida foi tomada após o registro de um surto da Doença de Newcastle (DNC) em uma granja de Santa Catarina.
Já a China suspendeu a carne de aves catarinense, enquanto o Chile interrompeu a compra de ovos, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves e produtos com carne fresca de aves do estado. O Mapa informa que, no caso chinês, a restrição foi limitada após negociação conduzida pelo governo brasileiro, o que evitou a suspensão para todo o território nacional.
A situação dos demais mercados segue em monitoramento, uma vez que eventuais restrições seguem os protocolos sanitários bilaterais estabelecidos nos acordos comerciais assinados pelos países parceiros. Cada nação decide se interrompe ou não a importação conforme as cláusulas existentes, que pode atingir o país, o estado ou apenas o município afetado. O nível e a duração do embargo depende da agilidade na contenção do foco.
Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a transparência é o caminho para limitar o impacto: "O Brasil, de maneira muito transparente, o Ministério da Agricultura, a CIDASC e a secretaria local, já fizeram as ações de contenção e também vão fazer as comunicações aos países importadores para que, daquilo que já está estabelecido nos protocolos de acordo sanitário, possa haver uma regionalização que cause o mínimo de ruptura possível nas exportações brasileiras", disse.
Em 18 de outubro, o Mapa confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de corte de perus em Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica do Serviço Veterinário Oficial do estado e confirmada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para o diagnóstico da doença.
A confirmação veio após a coleta de amostras entre 21 de setembro e 14 de outubro e a realização das análises laboratoriais. O estabelecimento tem cerca de 6 mil perus de corte, que permaneceram na propriedade e não foram destinados à produção de carne para consumo. A granja foi interditada com a suspensão da movimentação de aves. As medidas incluem a eliminação do foco por depopulação das aves, seguida de limpeza, desinfecção e demais protocolos da OMSA, conforme o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, executado pelo Mapa em conjunto com o serviço veterinário catarinense.
Como parte da contenção, será feito monitoramento epidemiológico em uma área de restrição que abrange Nova Itaberaba e os municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias. A operação prevê o acompanhamento de cerca de 133 propriedades, com visitas, avaliação clínica das aves e coleta de amostras para análise no LFDA-SP. Por ora, não haverá recolhimento de produtos nem devolução de aves que já tenham saído de outras propriedades da região. A ocorrência será notificada à OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil.
Em coletiva de imprensa na segunda-feira (19), em Brasília, o ministro André de Paula afirmou que o foco foi identificado no âmbito da vigilância sanitária ativa e destacou a integração entre o Mapa e as autoridades de Santa Catarina. Ele também reforçou que não há risco à saúde humana no consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial.
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa e frequentemente grave, registrada em todo o mundo, que afeta mais de 200 espécies de aves domésticas e silvestres. É causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios da OMSA. Provoca sinais respiratórios, nervosos e digestivos, como espirros, respiração ofegante, asas caídas, pernas distendidas, torção de cabeça e pescoço, falta de apetite e diarreia esverdeada, com mortalidade que pode chegar a 100% do lote, dependendo da virulência do vírus.
A transmissão entre as aves ocorre principalmente pelo ar e também pelas fezes de animais doentes. Não há tratamento e a medida recomendada é eliminar o lote o mais rápido possível. Em humanos, a doença pode causar conjuntivite leve e de curta duração, mas a infecção é pouco comum e só ocorre em contato direto e próximo com secreções respiratórias de aves doentes.
A prevenção inclui manter as aves protegidas nas granjas, sem contato com outras espécies e aves silvestres, restringir visitantes, usar desinfetantes e seguir o programa de vacinação. No Brasil, a vacinação é exigida apenas para aves de vida longa, como reprodutoras e poedeiras, embora algumas empresas também vacinem frangos de corte.
Quem encontrar aves mortas ou com dificuldade de locomoção, descoordenação motora, torção de pescoço ou problemas respiratórios deve manter distância, não tocar nos animais e acionar o Serviço Veterinário Oficial.
O último foco em granja comercial no Brasil foi registrado em julho de 2024, em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Na ocasião, o Mapa declarou estado de emergência zoossanitária no estado por 90 dias e suspendeu preventivamente as exportações de carne de aves e seus produtos, em atendimento aos requisitos de certificados sanitários com 44 países. Em 25 de julho de 2024, o ministério notificou à OMSA o fim do foco.
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Baixar áudioO El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, deve afetar o Brasil de formas diferentes no período entre 2026/2027. Segundo projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fenômeno também deve impactar a Região Sudeste com um recorte regional definido, com chuvas acima da média no sul e condições mais secas no norte. Em nota técnica, a instituição recomenda medidas para conservar a água e reduzir os efeitos do estresse hídrico e térmico.
As previsões da Embrapa apontam que, entre outubro e dezembro de 2026, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e a região centro-sul de Minas Gerais devem ter chuvas acima da média. Apesar de maior tendência a um período mais chuvoso, as localidades também podem permanecer expostas a picos pontuais de calor.
Já o norte de Minas Gerais, do Espírito Santo e fluminense tendem a enfrentar seca, com temperaturas acima da média. Nessas localidades mais secas, a instituição prevê um reflexo no aumento da evaporação e a perda de umidade do solo. Essa porção da região poderá enfrentar estiagens prolongadas, ondas de calor e acentuado déficit hídrico.
Entre os principais riscos à produção agropecuária do Sudeste estão os impactos à cafeicultura, por conta do déficit hídrico no enchimento de frutos; além de reflexos na pecuária leiteira e de corte, influenciados pelo estresse térmico.
As informações integram uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.
Conforme a Embrapa, os principais riscos para a agropecuária são o déficit hídrico, as ondas de calor e o estresse térmico.
Considerando os períodos em que as produções podem estar mais vulneráveis ao fenômeno climático, a orientação é de que o planejamento da propriedade rural considere espaços de maior vulnerabilidade ao longo do evento, cujo pico do fenômeno vai de agosto a outubro de 2026.
A janela crítica do café vai do final de 2026 até o início de 2027, que é o momento decisivo para a floração e o enchimento dos grãos. Já a janela crítica dos grãos de verão abrange desde o quarto trimestre de 2026, afetando o estabelecimento e o desenvolvimento da soja e do milho da safra de verão.
No caso do milho safrinha, sendo a segunda safra 2027, é esperado que haja um efeito neutro favorável na janela de abril a maio de 2027. Nesse período, a instituição menciona que o fenômeno deverá estar em fase de dissipação.
Nos locais onde a chuva fica acima da média, a semeadura e o estabelecimento da soja e do milho de primeira safra podem ser favorecidos, assim como a formação dos frutos do café e a brotação da cana-de-açúcar.
Em relação ao Espírito Santo, o maior risco se concentra no café conilon das regiões Noroeste e Litoral Norte. Nesses locais, a previsão indica intensificação do déficit hídrico, além de risco de incêndios florestais e pressão sobre o abastecimento de água.
Em Minas Gerais e São Paulo, o calor também pode provocar estresse térmico na pecuária leiteira. Para o Rio de Janeiro, a Embrapa informa que há menos dados específicos. Nesse caso, a recomendação é intensificar o monitoramento das condições locais.
Segundo a Embrapa, o fenômeno exige estratégias diferentes para a agropecuária nas cinco regiões do país – resultando em riscos específicos e recomendações particularizadas.
Confira as principais recomendações para o Sudeste:
A Embrapa destaca, ainda, que é importante seguir obrigatoriamente as orientações e janelas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a tomada de decisões, por meio do aplicativo Plantio Certo para definição das datas de semeadura. A instituição lembra que a utilização da tecnologia é pré-requisito para acesso ao Proagro e ao Seguro Rural.
Confira as orientações da Embrapa para alguns cultivos na Região Sudeste:
Cafeicultura
Milho, sorgo e soja
Pecuária leiteira e de corte
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizou uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.
O objetivo é apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.
A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do cultivo ou da contratação de crédito rural. A proposta é dar suporte à tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima.
A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura.
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Baixar áudioA candidata Mailza Assis (PP) lidera a disputa pelo governo do Acre no segundo turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Realtime Big Data divulgada nesta terça-feira (20). Mailza aparece com 59% dos votos válidos, contra 41% de Alan Rick (Republicanos). A diferença é de 18 pontos percentuais.
Nos votos válidos, são considerados apenas os votos destinados aos candidatos, excluindo brancos, nulos e indecisos. O segundo turno das eleições está marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.
Na pesquisa estimulada, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Mailza tem 50% das intenções de voto, enquanto Alan Rick registra 35%. Outros 11% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 4% não sabem ou não responderam.
O levantamento também avaliou a intenção de voto espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Nesse cenário, Mailza aparece com 49%, contra 33% de Alan Rick. Os votos brancos e nulos somam 11%, enquanto 7% não souberam ou não responderam.
A pesquisa mostra que Mailza Assis está numericamente à frente de Alan Rick tanto entre homens quanto entre mulheres.
No eleitorado masculino, a candidata do PP registra 52% das intenções de voto, contra 35% do adversário. Entre as mulheres, Mailza aparece com 48%, enquanto Alan Rick mantém os mesmos 35%.
A vantagem de Mailza também aparece nas três faixas etárias analisadas. Entre os eleitores de 16 a 34 anos, ela tem 52%, contra 32% de Alan Rick. Essa é a faixa em que a candidata apresenta sua maior vantagem, de 20 pontos percentuais.
Entre os entrevistados de 35 a 59 anos, Mailza registra 48%, enquanto Alan Rick alcança 38%. Já entre os eleitores de 60 anos ou mais, os percentuais são de 50% para Mailza e 34% para Alan Rick.
O levantamento também revela diferenças nas intenções de voto conforme a renda dos entrevistados.
Entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos, Mailza Assis lidera com 53%, contra 33% de Alan Rick. Nesse grupo, a vantagem da candidata é de 20 pontos percentuais.
Na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos, Mailza aparece com 49%, enquanto Alan Rick registra 37%.
A disputa fica mais equilibrada entre os entrevistados que recebem mais de cinco salários mínimos. Nesse segmento, os dois candidatos aparecem empatados numericamente, com 42% das intenções de voto cada. Outros 9% declaram voto branco ou nulo, e 7% não sabem ou não responderam.
A pesquisa Realtime Big Data também perguntou aos eleitores em qual dos candidatos eles não votariam de maneira alguma.
Alan Rick apresenta rejeição de 37%, enquanto Mailza Assis registra 29%. A diferença entre os dois é de oito pontos percentuais.
Outros 18% dos entrevistados afirmam rejeitar ambos os candidatos, enquanto 16% dizem não rejeitar nenhum deles.
A cinco dias do segundo turno, a pesquisa mostra que a maior parte dos eleitores já decidiu em quem votar. Segundo o levantamento, 94% afirmam estar com o voto definido, enquanto apenas 6% dizem que ainda não tomaram uma decisão definitiva.
Entre os eleitores de Mailza Assis, 87% afirmam que não mudariam o voto de jeito nenhum. Outros 10% dizem que dificilmente mudariam, enquanto 3% admitem a possibilidade de votar em Alan Rick.
No grupo de eleitores de Alan Rick, 84% afirmam que não mudariam o voto de jeito nenhum. Outros 10% dizem que dificilmente mudariam, e 6% admitem a possibilidade de votar em Mailza Assis.
Os resultados mostram que, embora exista uma parcela do eleitorado que admite mudar de candidato, a maioria dos entrevistados demonstra firmeza na escolha para o segundo turno.
A pesquisa Realtime Big Data ouviu 1.600 eleitores do Acre entre os dias 15 e 19 de outubro de 2026.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número AC-09297/2026 e divulgado em 20 de outubro de 2026.
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Baixar áudioO fim da escala 6x1 exigirá que as empresas reorganizem turnos, folgas e jornadas de trabalho para se adaptar às novas regras, sem reduzir os salários dos empregados. A previsão está na Emenda Constitucional nº 141, promulgada em 16 de outubro de 2026. A medida estabelece a adoção de dois dias de descanso semanal remunerado e a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Diante das mudanças, o especialista em contabilidade Danilo Brandão destaca que os empregadores precisam ficar atentos às novas regras e aponta os principais aspectos que devem ser considerados no planejamento das equipes e na organização das operações.
Um dos pontos centrais é o cumprimento do cronograma de transição, que se estende por 14 meses a partir da publicação da emenda no Diário Oficial da União, ocorrida em 16 de outubro deste ano.
“O primeiro ponto que você precisa ter em mente é, existe um período de transição para a implementação completa da escala 5x2 no Brasil. O marco inicial desse período é a publicação da emenda constitucional que trouxe o fim da escala 6x1”, explica o especialista.
Veja as datas previstas para a implementação das novas regras de jornada.
16 OUTUBRO 2026
A publicação no Diário Oficial da União inicia a contagem dos prazos de transição.
16 DEZEMBRO 2026
42h/semana
Jornada máxima semanal e dois dias de descanso remunerado.
16 DEZEMBRO 2027
40h/semana
Redução da jornada máxima ao fim do período de transição previsto.
Dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 42 horas, com a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
“Com isso, iniciou-se a transição, que terá um período total de 14 meses, onde ao final do segundo mês você precisará começar a conceder duas folgas semanais para o funcionário, e para aqueles que trabalham 44 horas semanais, reduzir essa jornada para 42 horas semanais”, pontua Brandão.
Ao final da transição, após mais 12 meses, o limite da jornada será reduzido de 42 para 40 horas semanais, mantendo os dois dias de descanso.
A distribuição das folgas também exige planejamento. A empresa poderá organizar os dias de descanso conforme as necessidades da operação, desde que respeite as regras legais e os acordos coletivos aplicáveis.
Segundo Brandão, as duas folgas não precisam, necessariamente, ser consecutivas. “Elas são definidas pela empresa, então, é o empresário quem vai definir os dois dias na semana que o funcionário irá folgar”, pontua Brandão.
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Outro aspecto que merece atenção é a elaboração das escalas das trabalhadoras. O artigo 386 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê uma regra específica para o trabalho aos domingos, que deve ser observada na organização dos horários.
“Em relação às mulheres, na hora de fazer a montagem da escala, você precisa observar a regra do domingo da mulher. É uma regra que foi estabelecida pelo Tribunal Superior do Trabalho, que diz que as mulheres deverão folgar aos domingos, pelo menos a cada 15 dias”, enfatiza.
Dados divulgados pelo Senado, com base em levantamentos do Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que a mudança afeta diretamente 14,9 milhões de trabalhadores que cumprem a escala 6x1, o equivalente a cerca de um terço dos empregados formais com jornada identificada no país.
Ao todo, 38,6 milhões de profissionais trabalham mais de 40 horas por semana. Eles estão concentrados principalmente nos setores de comércio, serviços, indústria e logística.
A Emenda Constitucional nº 141, relacionada às propostas de emenda à Constituição (PECs) 221/2019 e 8/2025, foi promulgada após aprovação no Senado por 75 votos favoráveis e um contrário.
A emenda estabelece que, após dois meses da publicação, deixam de valer as cláusulas de acordos e convenções coletivas que contrariem as novas regras sobre jornada e descanso semanal.
A norma também permite que acordos ou convenções coletivas estabeleçam regimes compensatórios, com média de dois dias por semana no mês e pelo menos um dia de descanso a cada sete.
Além disso, durante a transição, acordos e convenções coletivas poderão ampliar a jornada diária para viabilizar a distribuição das 42 horas semanais, respeitando as regras de descanso previstas na Constituição.
Copiar o textoCafé robusta, açúcar cristal e milho registram queda nos preços nesta quarta-feira (21)
Baixar áudioO preço do café arábica abre esta quarta-feira (21) com alta de 0,20%, com a saca de 60 kg negociada a R$1.610,14 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve uma baixa de 0,54%, sendo comercializado a R$967,97.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 20/10/2026 | 1.610,14 | 0,20% | 2,11% | 320,68 |
| 19/10/2026 | 1.606,94 | 0,36% | 1,91% | 318,39 |
| 16/10/2026 | 1.601,25 | 1,52% | 1,55% | 315,52 |
| 15/10/2026 | 1.577,21 | 0,38% | 0,02% | 309,38 |
| 14/10/2026 | 1.571,19 | 1,55% | -0,36% | 311,99 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 20/10/2026 | 967,97 | -0,54% | -1,78% | 192,78 |
| 19/10/2026 | 973,27 | 1,04% | -1,24% | 192,84 |
| 16/10/2026 | 963,28 | -0,50% | -2,25% | 189,81 |
| 15/10/2026 | 968,10 | -0,47% | -1,76% | 189,90 |
| 14/10/2026 | 972,64 | 0,15% | -1,30% | 193,14 |
O preço do açúcar cristal apresentou redução de 0,08% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$125,52.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 20/10/2026 | 125,52 | -0,08% | 3,63% | 25,00 |
| 19/10/2026 | 125,62 | -0,10% | 3,72% | 24,89 |
| 16/10/2026 | 125,74 | 0,85% | 3,81% | 24,78 |
| 15/10/2026 | 124,68 | 0,60% | 2,94% | 24,46 |
| 14/10/2026 | 123,94 | 0,13% | 2,33% | 24,61 |
Em Santos (SP), houve uma baixa de 1,11%, e a mercadoria é negociada a R$135,78 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 20/10/2026 | 135,78 | -1,11% | 8,09% | 27,08 |
| 19/10/2026 | 137,30 | -0,87% | 9,30% | 27,15 |
| 16/10/2026 | 138,50 | -0,10% | 10,25% | 27,25 |
| 15/10/2026 | 138,64 | 0,89% | 10,36% | 27,44 |
| 14/10/2026 | 137,42 | -0,79% | 9,39% | 27,24 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$64,34, após uma baixa de 0,62%.
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 20/10/2026 | 64,34 | -0,62% | -6,31% | 12,81 |
| 19/10/2026 | 64,74 | -0,17% | -5,72% | 12,83 |
| 16/10/2026 | 64,85 | 0,06% | -5,56% | 12,78 |
| 15/10/2026 | 64,81 | -0,95% | -5,62% | 12,71 |
| 14/10/2026 | 65,43 | -0,24% | -4,72% | 12,99 |
Os dados são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
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Baixar áudioA candidata Celina Leão (PP) lidera a disputa pelo Governo do Distrito Federal com 59% dos votos válidos, contra 41% de Leandro Grass (PT), segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20). A diferença entre os dois candidatos é de 18 pontos percentuais, a cinco dias do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
Na pesquisa estimulada, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Celina aparece com 53% das intenções de voto, enquanto Grass registra 37%. Outros 8% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2% não sabem ou não responderam.
Já na pesquisa espontânea, quando os entrevistados dizem em quem pretendem votar sem receber uma lista de candidatos, Celina tem 50% das intenções de voto, contra 36% de Grass. Nesse cenário, 10% declaram voto branco ou nulo, e 4% não sabem ou não responderam.
O levantamento mostra que Celina Leão está à frente de Leandro Grass em todos os grupos de idade analisados. A maior vantagem da candidata do PP aparece entre os eleitores com 60 anos ou mais, grupo em que registra 58% das intenções de voto, contra 30% do petista.
Entre os eleitores de 35 a 59 anos, Celina tem 55%, enquanto Grass aparece com 38%.
A disputa é mais equilibrada entre os jovens de 16 a 34 anos. Nessa faixa etária, Celina registra 46% das intenções de voto, contra 41% de Grass. A diferença é de cinco pontos percentuais.
Entre os homens, Celina Leão aparece com 54%, contra 34% de Leandro Grass, uma vantagem de 20 pontos percentuais. Entre as mulheres, a diferença diminui para 12 pontos: Celina tem 52% e Grass, 40%.
No recorte por renda, a candidata do PP apresenta sua maior vantagem entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos. Nesse grupo, Celina registra 57% das intenções de voto, contra 32% de Grass.
Entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos, os percentuais são de 56% para Celina e 34% para Grass.
Já entre aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos, a disputa é mais apertada. Celina aparece com 49%, enquanto Grass alcança 42%, uma diferença de sete pontos percentuais.
Apesar da vantagem de Celina Leão nas intenções de voto, os dois candidatos apresentam índices de rejeição próximos.
Segundo o levantamento, 23% dos entrevistados afirmam que não votariam em Celina Leão, enquanto 22% rejeitam Leandro Grass.
Outros 23% dizem rejeitar os dois candidatos. Já 32% afirmam não rejeitar nenhum deles.
Os números mostram que, embora Celina lidere a disputa, a rejeição individual aos dois concorrentes está praticamente no mesmo patamar.
A pesquisa também indica um cenário de pouca disposição para mudanças na reta final da campanha. Segundo o Real Time Big Data, 93% dos entrevistados afirmam que já decidiram em quem votar. Apenas 7% dizem que o voto ainda não está definido.
Entre os eleitores de Celina Leão, 90% afirmam que não mudariam de candidato de jeito nenhum. Outros 6% dizem que dificilmente mudariam, enquanto 4% admitem a possibilidade de votar em Leandro Grass.
O cenário é semelhante entre os eleitores do petista. Nesse grupo, 88% afirmam que não mudariam de voto de jeito nenhum, 8% dizem que dificilmente mudariam e 4% admitem a possibilidade de votar em Celina.
O levantamento Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores do Distrito Federal entre os dias 15 e 19 de outubro de 2026.
A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número DF-01691/2026.
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Baixar áudioA saca de 60 quilos da soja inicia esta quarta-feira (21) com aumento no interior do Paraná e redução na região litorânea de Paranaguá.
No interior paranaense, o grão apresenta alta de 0,20%, com a saca negociada a R$148,34. Em Paranaguá, a baixa foi de 0,54%, levando a cotação para R$153,40.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 20/10/2026 | 148,34 | 0,20% | -4,24% | 29,54 |
| 19/10/2026 | 148,04 | -0,49% | -4,43% | 29,33 |
| 16/10/2026 | 148,77 | 0,04% | -3,96% | 29,31 |
| 15/10/2026 | 148,71 | -0,03% | -4,00% | 29,17 |
| 14/10/2026 | 148,75 | 0,52% | -3,98% | 29,54 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 20/10/2026 | 153,40 | -0,54% | -5,05% | 30,55 |
| 19/10/2026 | 154,24 | -0,24% | -4,53% | 30,56 |
| 16/10/2026 | 154,61 | -0,06% | -4,30% | 30,47 |
| 15/10/2026 | 154,70 | 0,27% | -4,25% | 30,35 |
| 14/10/2026 | 154,29 | 0,09% | -4,50% | 30,64 |
O trigo teve redução de preço no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$1.563,34. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$1.475,23.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 20/10/2026 | 1.475,23 | 0,00% | 1,70% | 293,81 |
| 19/10/2026 | 1.475,23 | -0,51% | 1,70% | 292,30 |
| 16/10/2026 | 1.482,72 | 1,56% | 2,21% | 292,16 |
| 15/10/2026 | 1.459,99 | -0,39% | 0,65% | 286,38 |
| 14/10/2026 | 1.465,74 | -0,47% | 1,04% | 291,05 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 20/10/2026 | 1.563,34 | -0,12% | 1,23% | 311,36 |
| 19/10/2026 | 1.565,19 | -0,38% | 1,35% | 310,12 |
| 16/10/2026 | 1.571,18 | -0,19% | 1,74% | 309,59 |
| 15/10/2026 | 1.574,15 | 0,24% | 1,93% | 308,78 |
| 14/10/2026 | 1.570,32 | 0,56% | 1,68% | 311,82 |
Os dados são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
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Baixar áudioO candidato Omar Aziz (PSD) lidera a disputa pelo governo do Amazonas, com 53% dos votos válidos, contra 47% da Professora Maria do Carmo (PL), segundo pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira (20). A diferença é de seis pontos percentuais, a cinco dias do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
Na pesquisa estimulada, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Omar Aziz aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Maria do Carmo registra 41%. Outros 11% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2% não souberam ou não responderam.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Omar Aziz tem 44% e Maria do Carmo, 40%. Nesse cenário, 11% declaram voto branco ou nulo, enquanto 5% não sabem ou não respondem.
A pesquisa mostra diferenças nas intenções de voto de acordo com o gênero e a idade dos entrevistados.
Entre as mulheres, Omar Aziz registra 48% das intenções de voto, contra 39% de Maria do Carmo. Já entre os homens, os dois candidatos aparecem empatados numericamente, com 44% cada.
A maior vantagem de Omar Aziz está entre os eleitores com 60 anos ou mais. Nesse grupo, o candidato do PSD alcança 56%, enquanto a adversária tem 33%, uma diferença de 23 pontos percentuais.
Entre os eleitores de 35 a 59 anos, Omar também lidera, com 48%, contra 41% de Maria do Carmo.
A candidata do PL, por sua vez, aparece numericamente à frente entre os mais jovens. Na faixa de 16 a 34 anos, Maria do Carmo registra 45%, enquanto Omar Aziz tem 40%.
Omar Aziz apresenta seu melhor desempenho entre aqueles que recebem até dois salários mínimos. Nesse grupo, o candidato do PSD tem 50% das intenções de voto, contra 36% de Maria do Carmo, uma vantagem de 14 pontos percentuais.
Entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos, os candidatos estão empatados numericamente, com 43% cada.
Já entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos, a situação se inverte. Maria do Carmo lidera com 53%, contra 38% de Omar Aziz, uma diferença de 15 pontos percentuais.
Apesar de liderar as intenções de voto, Omar Aziz também apresenta o maior índice de rejeição.
Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados afirmam que não votariam no candidato do PSD. A rejeição à Professora Maria do Carmo é de 28%.
Outros 20% dizem rejeitar os dois candidatos, enquanto 12% afirmam não rejeitar nenhum deles.
Um dos principais resultados da pesquisa é o elevado percentual de eleitores que afirmam já ter escolhido seu candidato.
De acordo com o levantamento, 96% dos entrevistados dizem estar com o voto definido, enquanto apenas 4% afirmam que ainda podem mudar de opinião.
Entre os eleitores de Omar Aziz, 82% afirmam que não mudariam de candidato de jeito nenhum. Outros 14% dizem que dificilmente mudariam, enquanto 4% admitem a possibilidade de votar em Maria do Carmo.
O eleitorado da candidata do PL demonstra ainda maior firmeza na escolha. Entre os que declaram voto em Maria do Carmo, 94% afirmam que não mudariam de candidato de jeito nenhum, 4% dificilmente mudariam e apenas 2% admitem a possibilidade de votar em Omar Aziz.
Os números indicam que, embora Omar Aziz mantenha vantagem nas intenções de voto, Maria do Carmo apresenta um eleitorado proporcionalmente mais resistente à mudança.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores do Amazonas entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número AM-03112/2026.
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