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Baixar áudioA Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) passou a ter uma nova liderança. Jorge Viana deixou o cargo de presidente no início de abril, e Ana Paula Repezza, diretora de Negócios, também se desligou da instituição para assumir novos compromissos.
Para sucedê-los, foram indicados Laudemir Müller para a Presidência e Maria Paula Velloso para a Diretoria de Negócios, que assumiram os cargos no dia 2 deste mês. Ambos possuem longa trajetória na ApexBrasil, com experiências em diferentes áreas da Agência.
Ao comentar as mudanças, Jorge Viana destacou que a transição foi planejada para preservar o ritmo de trabalho e assegurar continuidade institucional. “Vamos deixar organizado. Saio da ApexBrasil, mas não tenho dúvida de que a ApexBrasil não vai sair de mim”, afirmou.
Sobre a nova composição, Jorge Viana reforçou que o objetivo é manter o ritmo de trabalho e fortalecer institucionalmente a Agência.
“Eu, Ana e Floriano cumprimos a nossa missão. O Floriano vai seguir aqui, mas eu tenho, obviamente, que, antes de mais nada, contar aqui um pouquinho das mudanças de vida que, especialmente, eu e Ana vamos ter, e, obviamente, os que vão entrar, para que não tenha descontinuidade”, enfatizou.
Laudemir Müller integra a ApexBrasil desde 2010 e, mais recentemente, atuava como gerente de Agronegócios. Economista e mestre em desenvolvimento e agricultura, tem passagens pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e pela Secretaria-Geral da Presidência da República.
Em meio à transição, Müller destacou seu vínculo de longa data e o compromisso de dar continuidade aos projetos em andamento.
“Nós vamos seguir adiante, nós sabemos o que nós temos que fazer, e quero convocar cada um, cada uma, cada colega, para levarmos adiante os legados, para darmos continuidade diante dessa estabilidade de tudo o que a gente tem para oferecer”, disse.
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Ele acrescentou que a Agência vive atualmente “o seu melhor momento”, resultado direto, segundo ele, do trabalho de Jorge Viana e Ana Paula Repezza em consolidar a atuação institucional e ampliar a articulação da ApexBrasil.
Sobre sua futura gestão, Laudemir concluiu: “Coloco-me à disposição, junto com a Maria Paula e com o Floriano, para seguir o trabalho que vem sendo feito pela atual gestão”.
Já Maria Paula Velloso, que liderava atualmente a Gerência de Indústria e Serviços, atua na ApexBrasil desde 2007. Ao longo desse período, ela participou de iniciativas voltadas à exportação, à qualificação empresarial, ao design e à inovação, além de articular convênios com entidades representativas da indústria e de serviços.
"A gente sabe que vai ser um trabalho desafiador, mas foi semeado já esse caminho. Então, eu posso dizer que a gente está encontrando uma trilha muito mais sólida para que a gente possa construir com o apoio de cada um de vocês que estão aqui para que a ApexBrasil continue brilhando no mundo", concluiu, destacando a importância da colaboração de todos para manter a instituição em destaque internacionalmente.
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Baixar áudioA Secretaria de Estado da Saúde de Goiás tem adotado práticas de humanização no atendimento hospitalar, como a iniciativa “Alta Humanizada”, desenvolvida no Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária Colônia Santa Marta (HDS). A ação transforma o momento da alta hospitalar em uma experiência de acolhimento, reforçando o cuidado com o paciente até o fim de sua permanência na unidade.
Coordenada pelo Serviço de Nutrição, a iniciativa inclui a oferta de um café da manhã especial no dia da saída, com o objetivo de proporcionar conforto, escuta e valorização durante a transição para o retorno ao domicílio. A proposta também busca fortalecer o vínculo entre equipe e paciente, deixando uma memória positiva do período de internação.
A paciente Terezinha Araújo dos Santos Costa, de 80 anos, simboliza esse momento de recomeço. Após cinco meses internada para tratar uma infecção no pós-operatório de fêmur, decorrente de uma queda, ela deixa a unidade com sentimento de gratidão. Mãe de seis filhos, avó, bisavó e tataravó, Terezinha destacou o acolhimento recebido durante todo o período.
“Fui muito bem tratada durante meu período de internação aqui no HDS. Meu sentimento se resume em uma palavra: gratidão a toda essa equipe que cuidou de mim”, afirma.
Durante a internação, a paciente contou com acompanhamento contínuo e atenção especial ao suporte nutricional. Ao falar sobre o retorno para casa, ressaltou o desejo de aproveitar o tempo ao lado da família. “Vou brincar com meus netos, bisnetos e tataranetos”, pontua.
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De acordo com a supervisora de nutrição, Raquel Suelen Jeremias, a iniciativa reforça um princípio essencial da assistência em saúde. “A alta humanizada destaca um princípio essencial da assistência: o de que o cuidado não se encerra no tratamento, mas se estende até o momento da despedida”, enfatiza.
“Ao valorizar essa transição com sensibilidade e respeito, o HDS consolida práticas que fortalecem o vínculo com o paciente e deixam marcas positivas em sua trajetória de recuperação”, complementa Raquel.
O projeto é realizado no momento da alta hospitalar, quando o paciente retorna para casa, e tem como objetivo oferecer acolhimento, expressar agradecimento e incentivar uma boa recuperação.
O HDS conta com uma Unidade de Cuidados Prolongados e Paliativos, composta por 10 leitos individuais. O setor atende pacientes estáveis que, devido a condições crônicas, necessitam de acompanhamento contínuo ou de cuidados específicos para uma transição segura ao ambiente domiciliar.
A assistência é prestada por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, garantindo suporte clínico, emocional e social aos pacientes.
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Baixar áudioCada vez mais brasileiros contam com conteúdos educativos, culturais e de utilidade pública diretamente em suas casas. O Programa Brasil Digital, coordenado pelo Ministério das Comunicações em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), alcançou a marca de mais de 1,12 milhão de pessoas no país que recebem novos canais de TV digital públicos.
O número foi atingido após a inauguração de cinco novas estações:
Com as entregas, o Brasil Digital chega a sete estações em operação, que cobrem 42 municípios. Estruturas estão sendo instaladas em 150 cidades e a meta é iniciar a transmissão em cerca de 30 municípios brasileiros ainda no primeiro semestre de 2026, com prioridade para regiões sem cobertura de TV pública e legislativa.
Esse processo teve início com a digitalização do sinal de televisão no Brasil, no fim do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006. Primeiro, foram atendidas as grandes regiões metropolitanas e, em seguida, os municípios que contavam apenas com o sinal analógico.
O foco agora é atender as localidades que já contavam com infraestrutura digital, porém aquém do ideal. “Imagina que eu tenho ali uma cidade com 10 canais analógicos e só um canal digital. Essa cidade não entrou em nenhuma das duas primeiras frentes. Então, o Programa Brasil Digital vem justamente para preencher essa lacuna: apoiar a digitalização de cidades que ainda têm um baixo índice de digitalização”, explica Wilson Wellisch, secretário de Radiodifusão.
Por meio do Brasil Digital, a população tem acesso a um conjunto de emissoras públicas que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública e a Rede Legislativa. Entre os canais disponíveis estão a TV Brasil, Canal Gov, Canal Educação, Canal Saúde, TV Câmara e TV Senado, além das transmissões das assembleias legislativas estaduais e das câmaras municipais das localidades atendidas.
O Brasil Digital contempla a instalação completa da infraestrutura necessária para a transmissão do sinal digital, incluindo torres, antenas e transmissores modernos. As instituições públicas parceiras disponibilizam os espaços para a instalação dos equipamentos, enquanto o Ministério das Comunicações coordena e viabiliza toda a estrutura técnica.
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Baixar áudioA Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), reconhecida como uma das maiores instituições sociais do Brasil, alcançou em 2025 a marca histórica de 8,1 milhões de atendimentos. Este é o maior número registrado ao longo de seus 78 anos de atuação. A entidade atende crianças, jovens, idosos, gestantes e famílias em situação de vulnerabilidade social em todos os 246 municípios goianos.
No ano passado, as unidades do Restaurante do Bem serviram 3,9 milhões de refeições ao custo simbólico de R$ 2,00. Além disso, foram distribuídas quase 110 mil marmitas a pessoas em situação de rua e refugiados venezuelanos. Já o Programa Universitário do Bem (ProBem) beneficiou mais de 19 mil estudantes do ensino superior.
A OVG também promoveu a capacitação de 4,5 mil voluntários e realizou mais de 5 mil acolhimentos a pacientes e acompanhantes em tratamento de saúde em Goiânia, por meio da Casa do Interior de Goiás (Cigo).
Durante o período mais frio do ano, a Campanha Aquecendo Vidas distribuiu 103 mil cobertores novos. O Banco de Alimentos, por sua vez, entregou mais de 1,2 mil toneladas de alimentos in natura, além de 620 mil pacotes de Mix do Bem e frutas desidratadas.
No total, foram repassados 1,6 milhão de benefícios, incluindo cadeiras de rodas, muletas, bengalas, colchões especiais, fraldas descartáveis (geriátricas e infantis), absorventes íntimos, malhas compressivas para vítimas de queimaduras, filtros de barro, kits de enxoval para bebês, entre outros itens.
Em integração com o programa Goiás Social, a instituição também levou atendimento presencial a comunidades mais isoladas do estado. Por meio da unidade itinerante OVG Perto de Você, foram entregues 22 mil benefícios em 29 ações.
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A OVG ainda desenvolveu iniciativas voltadas à juventude e à terceira idade, como os programas Meninas de Luz, Centro da Juventude Tecendo o Futuro e as cinco unidades de assistência à pessoa idosa: Centro de Idosos Vila Vida, Centro de Idosos Sagrada Família e Espaços Bem Viver I, II e III.
Nos Centros de Apoio ao Romeiro (CAR), localizados em Trindade e Muquém — importantes festas religiosas de Goiás —, mais de 580 mil peregrinos foram atendidos.
Já o tradicional Natal do Bem distribuiu mais de meio milhão de brinquedos a crianças em situação de vulnerabilidade nos 246 municípios goianos e atraiu 1,5 milhão de visitantes à estrutura montada no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), em Goiânia.
Beneficiada com bolsa integral pelo Programa Universitário do Bem, Jennifer Vitória da Silva Peixoto, moradora de Claudinápolis (distrito de Nazário), relata que conseguiu se dedicar integralmente aos estudos após receber o apoio financeiro. “É um upgrade na minha vida. O ProBem tem me garantido acesso ao conhecimento e apoio durante a faculdade”, afirma a estudante de Ciências da Computação.
Para usuários do Restaurante do Bem, a iniciativa também tem impacto significativo no dia a dia. “Esse restaurante faz muita diferença na minha vida. A comida é boa, saudável e o preço ajuda muito no caso da gente que não tem muitas condições financeiras”, conta José Peixoto, morador de Santa Helena de Goiás.
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Baixar áudioO regime de urgência aprovado para o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 108 de 2021 permite que a matéria seja votada a qualquer momento no plenário da Câmara dos Deputados. Parlamentares e representantes do setor produtivo defendem a aprovação da proposta que atualiza o limite de faturamento anual de Microempreendedores Individuais (MEI) para até R$ 130, mil com a contratação de até dois funcionários ainda no primeiro semestre, antes das eleições.
A atualização da tabela do Simples Nacional é uma pauta prioritária para entidades empresariais. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) atua para elevar o teto anual do MEI para R$ 144,9 mil, além de corrigir as demais faixas de enquadramento do regime tributário: microempresas, de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil; e empresas de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.
Segundo estimativas da confederação, a medida proposta pela entidade vai corrigir o valor do teto em 83% e pode gerar 869 mil empregos. Além disso, o impacto deve ser sentido, com R$ 81,2 bilhões a mais na economia.
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), destaca que a atualização é relevante para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
A modificação dos limites de receita para o MEI foi apresentada e aprovada no Senado Federal em 2021. Há quase 5 anos indo e voltando de comissões na Câmara dos Deputados, a aceleração da tramitação representa uma chance de acabar com esse vai e vem.
Segundo o deputado Thiago de Joaldo (PP-SE), a matéria está pronta para votação assim que desejar o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). “O governo vai apresentar cálculo, vai apresentar conta, vai tentar diminuir o máximo que ele puder de algum tipo de impacto financeiro que possa trazer às receitas do governo, mas a gente precisa entender que do lado de lá não tem facilidade também, né? Quem está empreendendo todos os dias no país, onde a carga tributária só aumenta. Nós estamos chegando a quase 40% do PIB de tributo”, argumenta o político.
As regras atuais, fixadas em 2018, prevêem faturamento máximo para micro e pequenas empresas de R$ 81 mil e a possibilidade de contratação de apenas um empregado. Além de modificar esses pontos, os deputados analisam a possibilidade de incluírem no texto um mecanismo de atualização anual da tabela, assim como foi feito com os valores de procedimentos feitos por instituições privadas para o Sistema Único de Saúde (SUS), aprovado em 2024.
A deputada Any Ortiz (Cidadania-RS) destaca que 25% dos empregos formais no país são gerados por empresas enquadradas no Simples Nacional, mas a defasagem dos limites leva ao estrangulamento e inviabilidade financeiros dessas companhias. “Com o impacto da inflação acumulada, da elevação dos preços dos insumos, dos produtos, não há como se manter no teto dessa tabela, que está absolutamente desatualizada há quase 10 anos. E as empresas estão sufocadas. Muitas delas estão sendo empurradas para fora do Simples, não porque cresceram organicamente, mas sim porque estão sufocadas na tabela e elas não conseguem sobreviver com uma alta carga tributária que terão que pagar”, comenta.
O Simples Nacional foi desenvolvido para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo. O regime reúne diversos impostos em uma única guia. Atualmente, é o principal regime tributário aplicado aos pequenos negócios no país.
No entanto, com a defasagem dos limites somada a uma inflação acumulada de 46,6% desde 2019, representantes do setor produtivo alertam que a falta de correção dos valores pressiona a renda dos empreendedores e desincentiva a atividade.
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Baixar áudioO presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou, sem vetos, a Lei 15.378/26, que institui o Estatuto dos Direitos do Paciente. O texto, publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira (7), tem o objetivo de regular os direitos e responsabilidades dos pacientes sob cuidados prestados por profissionais e/ou serviços de saúde de natureza pública ou privada, trazendo maior proteção aos cidadãos que buscam esses serviços.
Segundo a nova lei, os profissionais de saúde, os responsáveis por serviços de saúde públicos ou privados e as pessoas jurídicas de direito privado que operam planos de assistência à saúde, sem prejuízo do cumprimento da legislação específica que rege suas atividades, estão submetidos ao Estatuto. Além disso, outros direitos dos pacientes previstos na legislação brasileira devem ser aplicados em conjunto com as disposições da nova lei.
O núcleo principal do estatuto é o capítulo que trata dos direitos dos pacientes. O texto assegura que todo atendimento seja realizado em local privado e com transparência absoluta. O cidadão deve ser informado sobre todos os riscos, benefícios e alternativas de tratamento, mantendo a autonomia para aceitar ou recusar procedimentos e pesquisas experimentais sem qualquer represália.
A legislação também garante a participação ativa do paciente em seu plano terapêutico e nas decisões sobre seus cuidados para casos de incapacidade. O paciente pode indicar um representante para decidir em seu nome e tem o direito de buscar uma segunda opinião médica em qualquer etapa do processo.
O acesso ao prontuário médico torna-se gratuito e sem exigência de justificativa, incluindo o direito a cópias e correções. Além disso, a confidencialidade dos dados de saúde é protegida por lei, permanecendo resguardada mesmo após a morte do indivíduo.
Em relação à segurança, o estatuto permite que o paciente questione a higienização de mãos e equipamentos, além de conferir a procedência e dosagem de medicamentos. O atendimento deve ser livre de discriminação, garantindo o uso do nome de preferência e o respeito a crenças religiosas e culturais.
O direito a acompanhante em consultas e internações é reafirmado, assim como a possibilidade de recusar a presença de estudantes ou visitantes durante os procedimentos. Por fim, o texto assegura cuidados para o alívio da dor e garante ao paciente o direito de escolher o local de sua morte.
Junto aos direitos, o estatuto também lista uma série de responsabilidades que os pacientes devem ter enquanto sob cuidados dos profissionais de saúde. O texto estabelece que o paciente, ou a pessoa por ele indicada, é responsável por compartilhar informações sobre doenças anteriores, internações e medicamentos dos quais faz uso e outras informações pertinentes com os profissionais de saúde, com o objetivo de auxiliá-los na condução de seus cuidados.
Além disso, a norma lista sete outras responsabilidades que devem ser mantidas pelo paciente:
Segundo a lei, caberá ao governo divulgar os direitos e deveres dos pacientes, realizar pesquisas periódicas sobre a qualidade dos serviços, produzir relatório anual sobre a implantação da lei e acolher reclamações sobre descumprimento desses direitos.
Com informações da Agência Câmara e da Ascom da Presidência da República.
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Baixar áudioO debate no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não devem ocorrer em um momento de pressão eleitoral. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Alban afirma que a discussão é válida, mas deve ser conduzida com responsabilidade e baseada em estudos que avaliem os impactos na economia brasileira.
“Vivemos num momento muito crítico para a economia brasileira, com uma enxurrada de produtos manufaturados entrando no Brasil, principalmente da China, Estamos vendo uma indústria que perdeu a competitividade. Se eu falo que a discussão é necessária, então por que todas essas colocações? Porque não vai ser uma discussão responsável em um momento de pressão eleitoral, populista, eleitoreira, sobre nossos deputados e senadores”, afirma.
Ricardo Alban destaca alguns resultados apresentados em estudos recentes da CNI sobre possíveis efeitos da redução da jornada de trabalho. Segundo ele, caso a carga horária semanal seja reduzida de 44 para 40 horas, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode registrar uma perda próxima de R$ 77 bilhões, sendo R$ 25 bilhões relacionados diretamente ao setor industrial.
Além disso, levantamento da entidade aponta que a medida poderia provocar aumento médio de 6,2% nos preços de produtos e serviços ao consumidor.
Alban também chama atenção para possíveis impactos no mercado de trabalho, especialmente para pequenos e médios empresários.
“O pequeno e o médio não vão ter mão de obra para repor [a redução das horas trabalhadas]. As grandes empresas que podem absorver isso vão atrás da mão de obra daqueles menores que têm a melhor mão de obra. Aqueles menores vão pegar a mão de obra de onde? Vão quebrar. E vão repassar o custo deles para onde?”, analisa.
Alban ressalta que a indústria é o setor mais afetado pela redução da jornada, com recuo de 4,34%, segundo estudo da CNI. Em seguida vêm:
O dirigente também destaca que parte do funcionalismo público já trabalha, de modo geral, abaixo de 40 horas semanais, enquanto muitas empresas do setor privado operam, na prática, próximas dessa carga horária, apesar do limite legal ser de 44 horas.
Na avaliação dele, a eventual fixação de uma jornada padrão de 40 horas semanais poderia levar servidores públicos a questionar a perda de vantagens que anteriormente eram consideradas conquistas.
Segundo Alban, o debate atual não envolve apenas a redução da carga horária total, mas também mudanças nas escalas de trabalho, como a reorganização dos dias trabalhados.
Na avaliação do dirigente, a combinação dessas duas mudanças pode gerar conflito, já que reduzir simultaneamente horas totais e flexibilidades de escala poderia diminuir a capacidade das empresas de adaptar jornadas às necessidades específicas de cada atividade econômica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na última quarta-feira (8) que enviará ao Congresso Nacional, nos próximos dias, um projeto de lei com urgência constitucional sobre o fim da escala 6x1. Com isso, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal têm 45 dias cada para votar a matéria, sob risco de paralisação da pauta legislativa.
Ricardo Alban classificou a medida como um erro político e afirmou que a tramitação acelerada pode gerar efeitos negativos para o setor produtivo.
“É óbvio que os movimentos eleitorais, o populismo, têm algum efeito. Para o setor produtivo é péssimo. O que é que vai fazer? Vamos ter empresas sofrendo sem solução e vamos ter aquelas que têm a capacidade de encontrar mão de obra ou de repassar custos. Eu não vejo, da forma que vai ser feita, açodadamente, uma real conquista para a sociedade. Porque se for conquista, é bom para todo mundo”, afirma.
A entrevista completa está no site do Estadão.
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Baixar áudioO orçamento das famílias brasileiras sofre pressões diferentes conforme a localização geográfica. Levantamento da Serasa Experian revela que, em 2025, os consumidores da Região Norte comprometeram, em média, 80,5% da renda com despesas financeiras gerais — que incluem dívidas, contas básicas e outros gastos essenciais.
O Nordeste aparece logo em seguida, com 78% do orçamento comprometido, seguido pelo Centro-Oeste, com 74,7%. Já as regiões Sudeste e Sul apresentam os menores índices — 72,7% e 71,9%, respectivamente — indicando um fôlego financeiro relativamente maior para as famílias dessas localidades.
A diferença está diretamente relacionada ao nível de renda média regional. O Sudeste lidera com renda média de R$ 4.448, seguido pelo Sul (R$ 4.308) e pelo Centro-Oeste (R$ 4.296). Na sequência aparecem o Norte, com renda média de R$ 3.018, e o Nordeste, que registra o menor valor do país: R$ 2.821. A distância entre a maior e a menor média regional chega a R$ 1.627.
Na prática, isso significa que moradores de regiões com menor renda precisam destinar uma parcela maior do orçamento ao pagamento de despesas financeiras, o que reduz a margem disponível para consumo, poupança e gastos com imprevistos.
Em nota, a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, destaca o impacto dessa baixa folga financeira no cotidiano das famílias. “Com tão pouca renda disponível após pagar despesas financeiras, cresce a dificuldade de absorver imprevistos, planejar compras maiores ou acessar crédito em condições mais favoráveis”, alerta.
A análise da série histórica indica que o comprometimento da renda das famílias brasileiras permanece elevado desde 2022.
No mesmo intervalo, a renda média do consumidor cresceu em todas as regiões, mas de forma desigual.
Segundo o vice-presidente de crédito e plataformas da Serasa Experian, Eduardo Mônaco, o crescimento desigual da renda, aliado ao alto nível de comprometimento financeiro, evidencia desafios estruturais que ainda atingem parte significativa da população brasileira.
“Esse cenário exige modelos de crédito cada vez mais precisos e responsáveis, baseados em inteligência de dados, para apoiar decisões alinhadas à realidade financeira de cada região”, afirma em nota.
O estudo foi elaborado com base na nova versão 5.0 da Solução Renda da Serasa Experian, que reúne informações sobre renda média, origem da fonte de renda do consumidor e nível de comprometimento com despesas financeiras gerais.
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Baixar áudioOs municípios brasileiros receberão, nesta sexta-feira (10), a primeira parcela de abril do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor total a ser distribuído é de R$ 6,4 bilhões, montante que representa um aumento de 13% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram repassados cerca de R$ 5,6 bilhões.
Entre os estados, São Paulo concentra a maior fatia dos recursos neste decêndio, com aproximadamente R$ 788 milhões destinados aos seus municípios. Cidades como Americana, Botucatu e Carapicuíba estão entre as beneficiadas.
Em contrapartida, Roraima apresenta o menor volume de repasses, somando R$ 4,7 milhões. No estado, os maiores valores são destinados a municípios como Cantá, Alto Alegre e Caracaraí, cada um com cerca de R$ 386 mil.
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O crescimento observado nos repasses reflete uma recuperação em relação às quedas registradas anteriormente, o que gera expectativa positiva entre especialistas da área fiscal. No entanto, ainda há atenção quanto aos possíveis impactos de mudanças na arrecadação federal, especialmente no que diz respeito ao Imposto de Renda.
“Nós temos um resultado bom em relação ao ano passado, uma quebra daquela questão de decréscimos de valores. Vamos esperar que isso seja um bom resultado do Imposto de Renda e que o novo formato de isenção e as novas alíquotas aplicadas ao Imposto de Renda não impactem negativamente nos valores do FPM. Esperamos que esses valores continuem em uma tendência de alta”, destaca Cesar Lima, especialista em orçamento público.
Apesar de os recursos do FPM serem destinados a todos os municípios do país, alguns entes federativos estão temporariamente impedidos de receber os repasses, conforme registros do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI). Até o dia 7 de abril, constavam na lista as seguintes cidades:
O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência constitucional, formada por 22,5% da arrecadação da União proveniente do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
A distribuição dos recursos entre os municípios leva em conta o número de habitantes, com base em dados atualizados anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Baixar áudioO preço do boi gordo abre esta sexta-feira (10) em alta de 0,12%. A arroba é negociada a R$ 365,45, no estado de São Paulo.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
| DATA | VALOR R$* | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$* |
|---|---|---|---|---|
| 09/04/2026 | 365,45 | 0,12% | 2,65% | 72,15 |
| 08/04/2026 | 365,00 | 0,21% | 2,53% | 71,41 |
| 07/04/2026 | 364,25 | 0,89% | 2,32% | 70,58 |
| 06/04/2026 | 361,05 | 0,04% | 1,42% | 70,13 |
| 02/04/2026 | 360,90 | 0,56% | 1,38% | 69,91 |
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram valorização de 0,41%, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,32, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,33.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| DATA | VALOR R$ | VAR./DIA | VAR./MÊS |
|---|---|---|---|
| 09/04/2026 | 7,32 | 0,41% | 1,10% |
| 08/04/2026 | 7,29 | 0,28% | 0,69% |
| 07/04/2026 | 7,27 | 0,00% | 0,41% |
| 06/04/2026 | 7,27 | 0,41% | 0,41% |
| 02/04/2026 | 7,24 | 0,00% | 0,00% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| DATA | VALOR R$ | VAR./DIA | VAR./MÊS |
|---|---|---|---|
| 09/04/2026 | 7,33 | 0,41% | 0,83% |
| 08/04/2026 | 7,30 | 0,00% | 0,41% |
| 07/04/2026 | 7,30 | 0,00% | 0,41% |
| 06/04/2026 | 7,30 | 0,41% | 0,41% |
| 02/04/2026 | 7,27 | 0,00% | 0,00% |
A carcaça suína especial também volta a apontar valorização de 0,32% no preço, sendo negociada a R$ 9,49 por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| DATA | MÉDIA | VAR./DIA | VAR./MÊS |
|---|---|---|---|
| 09/04/2026 | 9,49 | 0,32% | -1,56% |
| 08/04/2026 | 9,46 | 0,00% | -1,87% |
| 07/04/2026 | 9,46 | -1,15% | -1,87% |
| 06/04/2026 | 9,57 | -0,73% | -0,73% |
| 02/04/2026 | 9,64 | 0,00% | 0,00% |
O preço do suíno vivo registra desvalorização de 3,51% em Minas Gerais, de 2,40% no Paraná, de 1,68% no Rio Grande do Sul, de 0,35% em Santa Catarina e de 1,56% em São Paulo. As mercadorias variam entre R$ 5,69 e R$ 6,32.
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| DATA | ESTADO | VALOR R$* | VAR./DIA | VAR./MÊS |
|---|---|---|---|---|
| 09/04/2026 | MG - posto | 6,32 | -3,51% | -3,81% |
| 09/04/2026 | PR - a retirar | 5,69 | -2,40% | -7,48% |
| 09/04/2026 | RS - a retirar | 5,87 | -1,68% | -6,68% |
| 09/04/2026 | SC - a retirar | 5,77 | -0,35% | -6,33% |
| 09/04/2026 | SP - posto | 6,32 | -1,56% | -4,39% |
Os valores são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
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