07/04/2026 04:55h

Brasil também envia a primeira carga de farinha de vísceras de aves ao país asiático. Para o Ministério da Agricultura e Pecuária, os movimentos evidenciam a atuação conjunta entre governo e setor produtivo para aproveitar novas oportunidades de comércio e ampliar a pauta exportadora brasileira

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Atracaram na China as primeiras remessas de DDGS brasileiras. Foram 62 mil toneladas de grãos secos de destilaria com solúveis que chegaram ao porto de Nansha, em Guangzhou, no sul do país.

A carga representa a ampliação do comércio agropecuário entre os dois países. O mercado de DDGS – coproduto da produção de etanol, rico em proteína e primordialmente usado como ração animal –, surgiu da União Nacional do Etanol de Milho (Unem)

As negociações comerciais e as regras sanitárias foram definidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil e a contraparte chinesa em maio do ano passado. Já em novembro, houve a habilitação dos primeiros estabelecimentos exportadores.

Também foi enviado o primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves exportado ao país. O envio da mercadoria, utilizada principalmente na nutrição animal, foi uma demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra), cujo mercado está aberto desde abril de 2023.

Comércio sino-brasileiro

Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor.

Para o Mapa, as iniciativas evidenciam a atuação conjunta entre governo e setor produtivo para aproveitar novas oportunidades de comércio e ampliar a pauta exportadora brasileira.

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07/04/2026 04:50h

Para o ano-base 2025, portanto, com base na revisão da ANM, considerando a reserva de 11,4 Mt e a reserva global diminuída de 85 Mt para 75 Mt de OTR, o Brasil ainda está em 2º lugar, com participação de 15%

Um conjunto de minerais e materiais é essencial para a transição energética e uma vasta gama de tecnologias avançadas. É o caso dos elementos terras raras (ETR), de crescente importância na geopolítica. Este artigo faz uma atualização das reservas [1] e apresenta informações sobre produção mineral de ETR, refino, investimentos e estimativas de valor de mercado dos ETR e produtos derivados. 

As reservas dos diversos minerais passam por revisões periódicas a partir de informações fornecidas por empresas e governos. A principal referência internacional no tema é a publicação anual do U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries [2]. Segundo a mais recente edição, de 2026 (ano-base 2025), o total das reservas de terras raras, medidas em óxidos totais de terras raras equivalente (OTR), tem decrescido: 110 milhões de toneladas (Mt) em 2023, 90 Mt em 2024 e 85 Mt em 2025. A China lidera, com 44 Mt (52% das reservas), enquanto em 2º lugar está o Brasil, com 21 Mt (25%) e a Austrália em 3º lugar, com 6,9 Mt (7,4%), como ilustra a tabela.

Entretanto, a Agência Nacional de Mineração (ANM) revisou para baixo as reservas brasileiras, de 21 Mt para 11,4 Mt de OTR, conforme destacado no Sumário Mineral 2025 Ano-Base 2024 [3]. A revisão deu-se a partir do Relatório Anual de Lavra (RAL) de 2023 (ano-base 2022), seguindo a norma da Comissão Brasileira de Recursos e Reservas (CBRR): os recursos são classificados como inferidos, indicados e medidos; as reservas, como prováveis e provadas. Ao alinhar-se às boas práticas internacionais, com a Resolução 94/2022, a ANM apresenta maior precisão nos dados reportados. O próprio USGS, em 2010, adotou o padrão do Committe for Mineral Reserves International Reporting Standards (CRIRSCO), ao qual a CBRR está associada.

Para o ano-base 2025, portanto, com base na revisão da ANM, considerando a reserva de 11,4 Mt e a reserva global diminuída de 85 Mt para 75 Mt de OTR, o Brasil ainda está em 2º lugar, com participação de 15%, conforme a tabela. Essa revisão das reservas brasileiras feita pela ANM já deveria ter sido atualizada nas edições recentes do Mineral Commodity Summaries.

Posição País Reservas Mundiais 2023 (USGS) Reservas Mundiais 2023 (ANM)
China 44 Mt [52%] 44 Mt [58%]
Brasil 21 Mt [25%] 11,4 Mt [15%]
Austrália 6,9 Mt [7,4%] 6,9 Mt [9,2%]
Rússia 3,8 Mt [4,5%] 3,8 Mt [5,0%]
Vietnã 3,5 Mt [4,1%] 3,5 Mt [4,6%]
EUA 1,9 Mt [2,2%] 1,9 Mt [2,5%]
Groelândia 1,5 Mt [1,8%] 1,5 Mt [2,0%]
Tanzânia 0,89 Mt [1,1%] 0,89 Mt [1,2%]
A. do Sul 0,86 Mt [1,0%] 0,86 Mt [1,1%]
- Outros 0,65 Mt [0,76%] 0,65 Mt [0,86%]
TOTAL 85 Mt de OTR 75,4 Mt de OTR

Reservas de Terras Raras segundo USGS e ANM

Por outro lado, o Brasil ainda não considera oficialmente os depósitos de terras raras em argilas de adsorção iônica. Nos últimos 3-4 anos, algumas dezenas de junior mining companies, principalmente australianas e canadenses, intensificaram a prospecção e pesquisa mineral de ETR. De acordo com levantamento recente do Serviço Geológico do Brasil [4], considerando apenas quatro dos projetos listados, cerca de 2 Mt de OTR em depósitos de argila iônica estão classificados como reservas pelas empresas e provavelmente serão assim reconhecidas pela ANM com a análise dos relatórios de pesquisa. 

Isso mostra o potencial de aumento das reservas nacionais de ETR à medida que avançam as pesquisas minerais em outras áreas. Os depósitos de ETR em argilas iônicas são atraentes, por exigirem menor investimento e custos operacionais do que, por exemplo, os de carbonatitos. Esses depósitos apresentam ainda menores teores de elementos radioativos e maiores teores de ETR pesados, em comparação com minérios contendo bastenasita e monazita.

Nesse sentido, os investimentos em pesquisa mineral de ETR no Brasil cresceram, conforme a ANM, de apenas R$ 2 milhões em 2021 para R$ 19 milhões em 2022, R$ 31 milhões em 2023 e R$ 90 milhões em 2024. Os investimentos mundiais em pesquisa de ETR, segundo a S&P Global, alcançaram cerca US$ 150 milhões em 2024 e em 2025, com a Austrália liderando. O Brasil ficou em segundo lugar em 2024, com US$ 13 milhões investidos.

A produção mundial apresentou um aumento de quase cinco vezes ao longo deste século. Em 2000, foram 83 mil toneladas (83 kt) de OTR, 376 kt em 2023, 380 kt em 2024 e atingindo 390 kt em 2025 [2]. A China continua bem à frente, com 270 kt de OTR (69%), enquanto os EUA, que retomaram a produção há alguns anos, ocupam a 2ª posição, com 51 kt (13%), vindo após a Austrália, com 29 kt (7,4%). Segue Myanmar, com 22 kt (5,6%), Tailândia, com 4,8 kt (1,2%), Índia, com 2,9 kt (0,74%), Madagascar, com 2,7 kt (0,69%) e Rússia, com 2,6 kt (0,67%). Estima-se que os elementos magnéticos — os leves neodímio (Nd) e praseodímio(Pr) e os pesados, térbio (Tb) e disprósio (Dy) – representem cerca de 28% da produção mundial total de OTR [5]; ou seja, 106-109 kt nos dois últimos anos.

A produção do Brasil representou apenas 0,51%, ficando na 9ª posição [2]. Importa assinalar o início da operação da Mineração Serra Verde, em janeiro de 2024. Localizada em Minaçu-GO, é a primeira produção a partir de minério de argila iônica fora da Ásia. Com capacidade de 5 kt de OTR, a produção atingiu 560 t em 2024 e 2,0 kt em 2025. A tecnologia empregada é a lixiviação salina em tanque agitado, seguida das etapas de remoção de impurezas e de precipitação conjunta dos ETR. Isto resulta em um composto (concentrado) químico denominado Mixed Rare Earth Carbonate (MREC), que é exportado pela empresa. 

Entre 2026 e 2030, os investimentos em produção de terras raras no Brasil devem atingir US$ 2,4 bilhões, segundo levantamento do IBRAM. Até 2030, com base nos projetos mais avançados, o Brasil poderá produzir 40-50 kt de OTR, na forma de MREC ou concentrados minerais, passando de menos de 1% para cerca de 10% da produção mundial atual.

A China detém 85-90% da capacidade mundial de refino, abrangendo a separação dos ETR em óxidos, com a Malásia (> 5%) e a Estônia (> 3%) complementando. Além de refinar a própria produção mineral, a China importa concentrados minerais e MREC de outros países que ainda não apresentam capacidade instalada de refino, como o Brasil e os EUA (capacidade ainda incipiente). Por enquanto, apenas duas empresas no Brasil consideram acrescentar a etapa de separação/refino em seus projetos.

As avaliações de valor do mercado dos ETR e seus produtos apresentam geralmente grandes variações. Foi realizada uma pesquisa usando Inteligência Artificial [6]. O valor de mercado para os produtos da etapa upstream foi estimado em US$ 3 bilhões – concentrados minerais de rochas duras (70%) e carbonatos mistos de jazidas de argilas iônicas (30%).

O valor de mercado do midstream foi estimado em US$ 5 bilhões – óxidos separados (65%) e metais/ligas (35%). No midstream, os quatro elementos magnéticos respondem por volume relevante (30-35%) e muito valor (>80-90%), enquanto a dupla de elementos leves Ce e La representa muito volume (>65%) e muito pouco valor (<3%).

O downstream representa um mercado de US$ 40 bilhões, com os ímãs permanentes de ETR — em especial os de NdFeB (> 90%) — participando com 50%. Na sequência, destacam-se catalisadores automotivos (20-25%) e fósforos (10-5%), seguidos por catalisadores para refino de petróleo (10-5%), pós de polimento (<5%) e cerâmicas (<5%), entre outros.

Com 15% ou 25% das reservas de ETR, o Brasil enfrenta tanto o desafio quanto a oportunidade de converter esse potencial em desenvolvimento. A expansão da produção mineral é importante, mas deve ser acompanhada da captura de parte dos mercados midstream e downstream, promovendo a geração de empregos qualificados. Evidências internacionais indicam que, no segmento de terras raras, esse progresso não ocorre de forma espontânea.

O Brasil apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento da cadeia produtiva de ETR e minerais críticos [7], como infraestrutura adequada, matriz energética renovável (powershoring) e diplomacia comercial ampla (friendshoring). Recentemente, projetos e PD&I de empresas têm recebido financiamento do BNDES e da Finep por meio da política Nova Indústria Brasil (NIB). Há iniciativas em curso para elaborar uma política mineral e industrial para minerais críticos e estratégicos por parte do Governo Federal e do Congresso Nacional, com sugestões do setor privado.

Entrementes, a geopolítica das terras raras tornou-se mais intensa, exigindo mais celeridade dos países em suas decisões. Além de um posicionamento soberano, o Brasil precisa avançar com agilidade, coordenação e estratégia, definindo ações para estruturar esse setor de modo competitivo e sustentável.

Por fim, convidamos os interessados em ETR a participarem do VII Seminário Brasileiro de Terras Raras, que ocorrerá nos dias 1º e 2 de julho, no Rio de Janeiro, no CETEM. Desde sua primeira edição, em 2011, o evento tem se consolidado como referência na área. Esta edição será organizada pelo CETEM em parceria com a Finep e o MCTI, contando com o apoio do MME. É mais uma oportunidade para atualização tecnológica e debates acerca das propostas nacionais relacionadas ao setor de terras raras.

Referências/Notas:

[1] Lins, F.A.F., Vera, Y.M. e Dourado, M.D.L. (2025). Brasil é o segundo em reservas de terras raras no mundo. Brasil Mineral, 19 de fevereiro. https://share.google/qHFdoacrvUkZTosij

[2] USGS Mineral Commodity Summaries.   https://www.usgs.gov/centers/national-minerals-information-center/mineral-commodity-summaries
[3] Sumário Mineral 2025 (Ano-Base 2024), ANM, 87p., p. 68-73.

[4] An overview of critical and strategic minerals potential of Brazil. 2026 Edition. SGB/CPRM, 82 p., p.56-58. 

[5] Global Critical Minerals Outlook 2025. (2025). IEA, 312 p.  p. 161-178. https://share.google/VmyBBhvgVIh7uCqhe

[6] Nota: no levantamento preliminar de informações e estimativas, foram consultados, entre 27 e 30 de março de 2026, os modelos GPT-5.4 Thinking (OpenAI), Claude Sonnet 4.6 (Anthropic) e Gemini 3.1 Pro (Google). As respostas foram comparadas criticamente, e os dados incorporados ao artigo resultaram de seleção e conciliação feitas pelos autores com base em fontes verificáveis. A responsabilidade final pelo conteúdo é exclusiva dos autores.

[7] Lins, F.A.F., Enriquez, M.A. e Landgraf, F.G. Brazil and Critical Minerals for the Energy Transition: toward a more sustainable and climate-secure future (2025). In: IMPACTOS Special Edition COP30, e-book. Fundação Getúlio Vargas. p. 11-16. https://www18.fgv.br/mailing/2025/Rede_de_Pesquisa/Edicao_Especial_COP30/

*Engenheiro Metalúgico, Mestre e Doutor, Pesquisador Titular do CETEM, Membro do Conselho Consultivo da Brasil Mineral.

**Engenheiro Químico, Mestre e Doutor, Pesquisador Titular do CETEM.

***Engenheiro Químico, Mestre e Doutorando, Pesquisador do CETEM.

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07/04/2026 04:35h

Medida estabelece que 80% do combustível misturado ao diesel deve ser adquirido de produtores com o Selo Biocombustível Social

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, na última quarta-feira (1º), uma resolução que prioriza a aquisição de biodiesel nacional. Ao ser classificado como de interesse da Política Energética Nacional, ao menos 80% do volume total do biocombustível comercializado no território nacional deve ser proveniente de produtores com o Selo Biocombustível Social (SBS) e autorizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Como a competência da agência é estritamente nacional, na prática, a política impede a importação do biodiesel utilizado para a mistura obrigatória ao óleo diesel, estipulada em 15% do volume total desde agosto do ano passado. A Lei do Combustível do Futuro prevê a elevação da combinação para 16% neste ano.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, um dos objetivos centrais da medida é reforçar a inclusão produtiva da agricultura familiar. Pequenos produtores são os principais geradores de biomassas agrícolas – bagaço de cana-de-açúcar, soja, milho e dejetos de animais –, matéria-prima de combustíveis renováveis. Os produtores de biodiesel que adquirem esses itens de agricultores familiares identificados com o Selo Biocombustível Social têm acesso a benefícios fiscais e comerciais.

A iniciativa também busca a estabilidade regulatória do setor e a sustentabilidade do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), estabelecendo a prioridade e aprimorando a gestão do Selo.

Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, considera a decisão estratégica para a transição energética e com forte base social. “Essa decisão do CNPE reafirma que a política de biodiesel no Brasil não é apenas energética, mas também social. Ao garantir a participação mínima de produtores com o Selo Biocombustível Social, asseguramos previsibilidade ao mercado, fortalecemos a agricultura familiar e damos sustentação de longo prazo a uma política pública que gera renda, inclusão e desenvolvimento regional”, afirmou.

A proposta aprovada é parte dos resultados do Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) elaborado por Grupo de Trabalho Interministerial instituído pela Resolução CNPE nº 9/2023, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e composto pela Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Fazenda, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Além disso, o CNPE estabeleceu diretrizes para o aprimoramento da governança do Selo Biocombustível Social, com foco no fortalecimento da rastreabilidade, da transparência e da previsibilidade regulatória. A resolução prevê o aperfeiçoamento das bases de dados, a consolidação de informações auditáveis e a apresentação periódica de relatórios ao CNPE, ampliando a capacidade de monitoramento e avaliação da política pública.

A resolução passa a orientar as diretrizes do setor de biodiesel no âmbito da Política Energética Nacional, reforçando a integração entre os pilares social e energético do PNPB e a atuação coordenada entre os órgãos responsáveis pela sua implementação.

Biometano

Além das diretrizes para o biodiesel, o CNPE também aprovou a mistura de 0,5% de biometano ao gás natural. Produzido a partir de resíduos agropecuários, o combustível é considerado um dos principais vetores da agroenergia e contribui para ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira.

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07/04/2026 04:30h

Municípios com até 5 mil habitantes registraram maior expansão proporcional; Sudeste concentra maior número de vagas no mês

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O mercado de trabalho formal brasileiro registrou a criação de 255.361 vagas com carteira assinada em fevereiro, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

O destaque do período foi o desempenho das cidades de pequeno porte. Municípios com até 5 mil habitantes apresentaram a maior expansão proporcional na comparação com fevereiro do ano passado, com altas de 1,3% e 3%, respectivamente. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento mais expressivo foi registrado em cidades com população entre 20 mil e 50 mil habitantes, com avanço de 3,3%.

Ao todo, foram registradas 2,38 milhões de admissões e 2,12 milhões de desligamentos no mês. O saldo positivo indica aquecimento do mercado de trabalho, ainda que em ritmo menor que o observado em 2025.

Entre os setores, o destaque foi o de serviços, responsável por cerca de 70% das vagas criadas em fevereiro, com saldo de 178 mil postos. A área de administração pública, defesa e seguridade social liderou a geração dentro do segmento, com quase 80 mil empregos.

A indústria também teve desempenho relevante, com a criação de 32 mil vagas, impulsionada principalmente pela fabricação de produtos alimentícios. Já a construção civil respondeu por pouco mais de 31 mil novos postos, com destaque para a construção de edifícios.

Outros setores também registraram saldo positivo, como a agropecuária, com 8,1 mil vagas, e o comércio, com 6,1 mil postos, este último ainda impactado pelo fim das contratações temporárias do período de fim de ano.

O levantamento aponta ainda que 59% dos municípios brasileiros, o equivalente a 3.274 cidades, tiveram saldo positivo de empregos formais em fevereiro.

Na divisão regional, todas as cinco regiões do país registraram abertura de vagas formais. O Sudeste liderou, com 133.052 postos, seguido pelo Sul (67.718), Centro-Oeste (32.328), Nordeste (11.629) e Norte (10.634).

Entre os estados, 24 apresentaram saldo positivo. Os destaques foram São Paulo, com 95.896 vagas, Rio Grande do Sul, com 24.392, e Minas Gerais, com 22.874 postos criados.

Por outro lado, três estados registraram saldo negativo: Alagoas (-3.023 vagas), Rio Grande do Norte (-2.221) e Paraíba (-1.186).

Apesar do resultado positivo no mês, o ritmo de crescimento desacelerou. No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, foram criadas 370 mil vagas, uma queda de cerca de 38% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a CNM, o acompanhamento mensal desses dados permite avaliar o dinamismo econômico nos municípios e identificar tendências regionais do mercado de trabalho formal.

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07/04/2026 04:25h

A irregularidade das chuvas e as altas temperaturas também limitam o potencial produtivo das lavouras

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A safra de verão 2025/2026 na Região Sul do Brasil tem sido marcada por desafios causados por uma queda de braço entre a produtividade e o clima. Sob a influência do fenômeno La Niña, que historicamente reduz o volume de chuvas na parte meridional do país, produtores gaúchos, catarinenses e paranaenses enfrentam um ciclo de chuvas mais irregulares e a redução dos acumulados em relação às taxas normais para o período, impactando boa parte da safra.

O monitoramento do Inmet indicou que, apesar das dificuldades, o centro-sul e leste da região ainda conseguiram volumes pontuais de até 457,4 mm em estações como Morretes (PR), devido a instabilidades locais, contrastando com o quadro geral de seca imposto pelo fenômeno de larga escala.

No Rio Grande do Sul, o impacto do fenômeno foi sentido com maior rigor. O estado registrou volumes de chuva consideravelmente inferiores à média histórica durante meses cruciais para o enchimento de grãos. Embora fevereiro de 2026 tenha apresentado uma leve melhora em relação a janeiro, as precipitações ocorreram de forma concentrada, mantendo períodos prolongados de solo seco. Esse cenário de escassez hídrica severa resultou em perdas irreversíveis na produção de soja, especialmente nas regiões oeste e noroeste do estado, onde o armazenamento de água no solo caiu para níveis críticos.

Em Santa Catarina, a irregularidade das chuvas também impôs desafios severos às colônias agrícolas. No extremo oeste catarinense, os acumulados de chuva ficaram abaixo de 150 mm, o que limitou o potencial produtivo das lavouras de primeira safra. As temperaturas máximas médias elevadas, que em algumas localidades superaram os 33 °C , aceleraram a evapotranspiração, reduzindo rapidamente a reserva hídrica disponível. O cenário só não foi mais grave devido a pancadas de verão isoladas que, embora intensas em curto período, garantiram uma sobrevivência mínima em áreas do centro-leste do estado.

No Paraná, o panorama apresentou maior contraste regional. Enquanto o centro-sul e o leste paranaense conseguiram manter níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo (acima de 70%), beneficiando a maturação e colheita, as porções oeste e noroeste sofreram com a influência direta do tempo seco. Em Marechal Cândido Rondon, por exemplo, as temperaturas máximas chegaram a médias de 34,4 °C, intensificando o estresse térmico sobre as plantas. O tempo firme, se por um lado agilizou a entrada das colheitadeiras no campo, por outro, limitou drasticamente o estabelecimento inicial das culturas de segunda safra.

La Niña

O fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, foi o principal motor dessa dinâmica. Mesmo em fase de transição para a neutralidade climática no final do primeiro trimestre de 2026, os efeitos residuais da seca acumulada durante o verão deixaram um rastro de prejuízos.

O Inmet aponta que a baixa trafegabilidade e as janelas de plantio apertadas para a safrinha são consequências diretas desse ciclo, exigindo que o agricultor sulista adote, cada vez mais, estratégias de manejo de solo e seguro agrícola para mitigar a volatilidade climática que se tornou a marca desta temporada.

 

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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07/04/2026 04:20h

Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que mortes por Influenza A crescem 36,9% em quatro semanas no Brasil; especialista da Fiocruz afirma que vacina atual protege contra a cepa

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O Brasil registra avanço de casos de Influenza A, com aumento de 36,9% das mortes em quatro semanas, conforme dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz. Apesar do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), chamada de “supergripe”, estar em circulação no país e ser mais transmissível, a pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, afirma que a cepa não causa mais óbitos ou casos graves em relação aos outros vírus da gripe.

“O vírus da Influenza A do subclado K, que está circulando agora no Brasil, já circulou no Hemisfério Norte. O que sabemos desse vírus é que é mais transmissível, então causa mais casos de gripe, mas não é mais virulento. Ele não causa mais casos graves ou óbitos em relação aos outros vírus da influenza. O vírus da influenza está sempre sofrendo mutações, por isso que a vacina contra o vírus é atualizada todo ano para proteger contra as subvariantes que mais circulam nos hemisférios Norte e Sul”, destaca Tatiana Portella.

A pesquisadora da Fiocruz garante que a principal forma de prevenção é a vacinação e que o atual imunizante aplicado no Brasil protege contra a “supergripe”.

"A vacina da influenza atual aqui do Brasil  é a vacina mais atualizada e protege contra o subclado K e também contra outros tipos de vírus da influenza que tem circulado aqui no Hemisfério Sul”, completa Portella.

O Boletim aponta que a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste apresenta níveis de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento.

Dados da Fiocruz, enviados ao Brasil 61, apontam que de 4 de janeiro de 2026 até 28 de março, o Brasil registrou 187 óbitos de SRAG confirmados por Influenza A. Do total de mortes, o estado do Ceará registrou o maior número, 38; seguido por São Paulo, com 25, e Mato Grosso do Sul, com 14.

Confira o ranking com o total de óbitos por Influenza A no Brasil (de 04/01/2026 até 28/03/2026):

  • AC : 2
  • AL : 2
  • AM : 11
  • AP : 0
  • BA : 4
  • CE : 38
  • DF : 1
  • ES : 4
  • GO : 2
  • MA : 5
  • MG : 13
  • MS : 14
  • MT : 3
  • PA : 13
  • PB : 4
  • PE : 3
  • PI : 3
  • PR : 8
  • RJ : 6
  • RN : 5
  • RO : 3
  • RR : 0
  • RS : 4
  • SC : 11
  • SE : 3
  • SP : 25
  • TO : 0

Supergripe

O novo subclado K do vírus influenza A (H3N2) é monitorado por autoridades de saúde internacionais e tem sido chamado de ‘supergripe’. O médico infectologista Diogo Borges, que atua no hospital Anchieta, em Ceilândia (DF), menciona que “supergripe é um termo criado pela população. Apenas estamos tendo várias infecções pela influenza concomitantes. Influenza A é um vírus com várias mutações”, diz Borges.

A cepa foi identificada pela primeira vez no Brasil em dezembro por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

A amostra foi coletada em Belém (PA) de uma paciente do sexo feminino, adulta e estrangeira, oriunda das ilhas Fiji. Conforme o IOC/Fiocruz, o caso foi classificado como importado. 

Diogo Borges explica que a alta de casos de gripe está associada à sazonalidade da época do ano, com aumento dos casos de infecções das vias aéreas. Ele ressalta, ainda, que entre os principais sintomas da nova cepa está a febre alta. 

“Essa febre alta é diferente porque começa no início do contágio e perdura ali por três, cinco dias, podendo perdurar até sete dias em alguns casos de pacientes mais imunossuprimidos. Inflamação da garganta, tosse, calafrios, calafrios acompanhados de febre, dores articulares e dor de cabeça, vômitos persistentes, náuseas persistentes, perda de apetite e desidratação. O paciente com  influenza A desidrata mais rápido que os demais”, elucida.

Considerando a alta de casos de Influenza A no país, com os números do InfoGripe, o médico infectologista Diogo Borges alerta para que os hospitais estejam atentos em relação à notificação de casos e no tratamento precoce para evitar agravos.

“Os hospitais devem ficar atentos, acionar vigilância epidemiológica para que todos os casos de influenza A entrem com o tratamento mais precocemente e, em caso de suspeita, entrar com tratamento para aqueles que têm fator de risco”, salienta Borges.

A médica especialista em Clínica Médica e integrante da plataforma INKI, Gabriela Passos Arantes, reforça que o avanço de casos de Influenza no país deve deixar os hospitais em alerta para possíveis lotações.

“Esse aumento acende um alerta importante para os hospitais, porque o boletim InfoGripe funciona quase como um termômetro do sistema de saúde. Então, quando existe um aumento expressivo dos óbitos, das internações por influenza, geralmente significa que mais pacientes estão chegando aos prontos atendimentos e UTIs ao mesmo tempo”, frisa Arantes.

Segundo o especialista, pacientes com comorbidades, como diabetes ou cardiopatias, além, de pneumopatias e condições no pulmão podem evoluir para casos graves de gripe.

Proteção contra a gripe

Tatiana Portella reforça que pessoas que vivem em estados com alta incidência de SRAG devem utilizar máscaras em locais fechados e com maior aglomeração, principalmente aquelas que fazem parte de grupos de risco. 

“Além disso, é importante manter a higiene, como lavar sempre as mãos. Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter o isolamento”, recomenda Portella. 

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os vírus entre os casos positivos de SRAG foram distribuídos da seguinte forma:

  • 27,4% de influenza A
  • 1,5% de influenza B
  • 17,7% de VSR
  • 45,3% de rinovírus
  • 7,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a responsabilidade pelos mesmos agentes foi:

  • 36,9% de influenza A
  • 2,5% de influenza B
  • 5,9% de VSR
  • 30% de rinovírus
  • 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe é baseado em dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 28 de março, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 12. 
 

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07/04/2026 04:15h

Endividamento chega a 80,2% no país

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O percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida — como cartão de crédito, cheque especial, carnês de loja, crédito consignado e financiamentos — chegou a 80,2% em fevereiro, o maior nível da série histórica. O resultado representa um aumento de 3,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na mesma direção, caiu para 19,7% o total de consumidores que afirmaram não possuir dívidas desse tipo, também o menor patamar já registrado pela pesquisa. Os dados constam em pesquisa divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

A percepção de endividamento, no entanto, é subjetiva e reflete a avaliação individual dos entrevistados sobre o peso de suas dívidas. Portanto, o indicador não caracteriza necessariamente um quadro de superendividamento, mas sim a forma como os consumidores enxergam sua situação financeira, influenciada por fatores culturais.

Outro dado que acende alerta é o avanço da inadimplência, que, após três meses consecutivos de queda, voltou a subir em fevereiro, atingindo 29,6% das famílias — o maior índice desde novembro do ano passado (30,0%). Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de quitar dívidas em atraso recuou levemente para 12,6%, embora permaneça acima do observado em 2025.

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O tempo médio de atraso das dívidas também aumentou, chegando a 65,1 meses, próximo do recorde recente registrado em dezembro de 2024 (65,2 meses). Esse movimento está associado ao crescimento da parcela de inadimplentes com débitos em atraso há mais de 90 dias, que alcançou 49,5%, indicando maior persistência das dificuldades financeiras.

Comprometimento da renda

Em relação ao comprometimento da renda, 19,5% dos consumidores afirmaram destinar mais da metade dos ganhos ao pagamento de dívidas, percentual estável após dois meses de alta. A maior parte das famílias (56,1%) compromete entre 11% e 50% da renda. No total, o comprometimento médio ficou em 29,7% em fevereiro, ligeiramente abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior (29,9%).

Por outro lado, cresceu pelo sexto mês consecutivo o percentual de famílias com dívidas de longo prazo (superiores a um ano), atingindo 32,9%. Embora inferior ao patamar de 35,2% observado no ano passado, o resultado é o maior desde abril de 2025 e indica um alongamento dos prazos, o que pode aliviar a pressão imediata sobre o orçamento das famílias.
 

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07/04/2026 04:10h

Veja os valores do café arábica, café robusta, açúcar cristal e do milho no mercado

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O preço do café arábica nesta terça-feira (7) registra alta e a saca de 60 kg é negociada por R$ 1.885,21, na cidade de São Paulo.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
06/04/2026 1.885,21 0,78% -0,14% 366,20
02/04/2026 1.870,64 -0,50% -0,91% 362,39
01/04/2026 1.880,08 -0,41% -0,41% 364,50
31/03/2026 1.887,79 -0,59% 5,02% 363,67
30/03/2026 1.898,90 -2,52% 5,63% 361,01

O café robusta apresentou desvalorização de 1,63% e está sendo negociado a R$ 921,86.

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
06/04/2026 921,86 -1,63% -4,54% 179,07
02/04/2026 937,13 -1,26% -2,96% 181,54
01/04/2026 949,07 -1,73% -1,73% 184,00
31/03/2026 965,73 -0,11% -6,49% 186,04
30/03/2026 966,84 -4,89% -6,38% 183,81

Açúcar

O preço do açúcar cristal apresenta baixa nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg registra queda de 0,86%, cotada a R$ 104,16.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
06/04/2026 104,16 -0,86% -1,23% 20,23
02/04/2026 105,06 -0,26% -0,38% 20,35
01/04/2026 105,33 -0,12% -0,12% 20,42
31/03/2026 105,46 0,05% 6,97% 20,32
30/03/2026 105,41 2,05% 6,92% 20,04

Em Santos (SP), a mercadoria é negociada a R$ 110,80; a cotação média apresenta recuo de 0,85%.

INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL - SANTOS 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
06/04/2026 110,80 -0,85% -2,89% 21,50
02/04/2026 111,75 0,12% -2,06% 21,63
01/04/2026 111,62 -2,17% -2,17% 21,63
31/03/2026 114,10 -0,89% 6,53% 21,86
30/03/2026 115,13 -1,08% 7,49% 21,99

Milho

A saca de 60 kg do milho é negociada a R$ 69,88, com recuo de 0,11%.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
06/04/2026 69,88 -0,11% -0,70% 13,57
02/04/2026 69,96 -0,51% -0,58% 13,55
01/04/2026 70,32 -0,07% -0,07% 13,63
31/03/2026 70,37 0,11% 1,21% 13,56
30/03/2026 70,29 -0,07% 1,09% 13,36

Os dados são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

  • O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
  • O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
 

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07/04/2026 04:05h

Em Paranaguá, a soja marca o período em alta; no Rio Grande do Sul, o trigo apresenta queda

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A saca de 60 quilos da soja inicia esta terça-feira (7) com alta no Paraná. No interior do estado, o grão é negociado a R$ 123,05, com elevação de 0,61%. Já no porto de Paranaguá, principal referência no litoral paranaense, a cotação apresenta alta de 0,24%, sendo negociada a R$ 128,81.

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
06/04/2026 123,05 0,61% 0,20% 23,90
02/04/2026 122,31 -0,15% -0,41% 23,70
01/04/2026 122,49 -0,26% -0,26% 23,75
31/03/2026 122,81 -0,15% 1,75% 23,66
30/03/2026 123,00 -0,89% 1,91% 23,38

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ

 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
06/04/2026 128,81 0,24% -0,33% 25,02
02/04/2026 128,50 0,46% -0,57% 24,89
01/04/2026 127,91 -1,03% -1,03% 24,80
31/03/2026 129,24 -0,27% 1,90% 24,90
30/03/2026 129,59 -0,32% 2,18% 24,64

Trigo

O preço do trigo apresenta recuo no Paraná e a tonelada é negociada a R$ 1.285,02. E no Rio Grande do Sul, a tonelada do grão registra aumento de 0,11%, sendo cotada a R$ 1.156,51.


PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
06/04/2026 1.285,02 -0,24% 0,01% 249,62
02/04/2026 1.288,15 -0,07% 0,25% 249,54
01/04/2026 1.289,02 0,32% 0,32% 249,91
31/03/2026 1.284,93 0,52% 9,07% 247,53
30/03/2026 1.278,29 0,74% 8,51% 243,02

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
06/04/2026 1.156,51 -0,11% 0,33% 224,65
02/04/2026 1.157,76 0,12% 0,44% 224,29
01/04/2026 1.156,38 0,32% 0,32% 224,19
31/03/2026 1.152,68 0,18% 4,91% 222,05
30/03/2026 1.150,62 1,23% 4,72% 218,75

Os dados são do Cepea.

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

 

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07/04/2026 04:00h

As cotações do frango congelado apresentam alta, carcaça suína registra baixa

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O preço do boi gordo nesta terça-feira (7) apresenta alta; a arroba está sendo negociada a R$ 361,05, no estado de São Paulo. 

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
06/04/2026 361,05 0,04% 1,42% 70,13
02/04/2026 360,90 0,56% 1,38% 69,91
01/04/2026 358,90 0,81% 0,81% 69,58
31/03/2026 356,00 0,07% 0,81% 68,58
30/03/2026 355,75 0,08% 0,74% 67,63

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam alta. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,27 com alta de 0,41%, enquanto o frango resfriado fechou a R$ 7,30 também com elevação de 0,41%.


PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
06/04/2026 7,27 0,41% 0,41%
02/04/2026 7,24 0,00% 0,00%
01/04/2026 7,24 0,00% 0,00%
31/03/2026 7,24 2,12% -0,28%
30/03/2026 7,09 2,01% -2,34%

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

 

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
06/04/2026 7,30 0,41% 0,41%
02/04/2026 7,27 0,00% 0,00%
01/04/2026 7,27 0,00% 0,00%
31/03/2026 7,27 2,11% -0,55%
30/03/2026 7,12 2,45% -2,60%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta baixa de 0,73% sendo negociada a R$ 9,57, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo registra queda em todos os estados, com destaque para São Paulo, onde o animal é comercializado a R$ 6,48.


PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
06/04/2026 9,57 -0,73% -0,73%
02/04/2026 9,64 0,00% 0,00%
01/04/2026 9,64 0,00% 0,00%
31/03/2026 9,64 -2,53% -4,55%
30/03/2026 9,89 -0,60% -2,08%

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
06/04/2026 MG - posto 6,55 -0,15% -0,30%
06/04/2026 PR - a retirar 5,99 -0,50% -2,60%
06/04/2026 RS - a retirar 6,06 -0,16% -3,66%
06/04/2026 SC - a retirar 5,96 -1,49% -3,25%
06/04/2026 SP - posto 6,48 -0,61% -1,97%

Os valores são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

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