ALUMÍNIO

27/03/2022 19:40h

Enquanto as latas de alumínio têm um índice de reciclabilidade de 71%, o PET chega a 40% e o vidro apenas 34%

O Instituto Internacional do Alumínio está divulgando um estudo inédito, que contou com a contribuição da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), comparando a cadeia de valor de reciclagem de três embalagens de uso único (ou seja, não retornáveis), para bebidas: alumínio, vidro e plástico (PET). De acordo com a Abal, o levantamento utilizou informações de cinco mercados que são considerados chave, ou seja, Brasil, EUA, Europa, China e Japão. 

O estudo mostra que, comparadas às outras embalagens, as latas de alumínio apresentam um índice de reciclagem quase duas vezes maior do que os outros materiais. Assim, enquanto as latas de alumínio têm um índice de 71%, o PET chega a 40% e o vidro apenas 34%. 

A Eunomia, consultoria contratada pelo IAI para realizar o estudo, avaliou o ciclo de vida das embalagens e sua importância para a economia circular, considerando a eficiência do processo de reciclagem de cada material. Neste caso, novamente o alumínio se sobressai, já que as perdas do metal em parâmetros como classificação, reprocessamento e refusão são de 10%, enquanto vidro e PET registram 33% e 34%, respectivamente. 

“O estudo do IAI mostra que o alumínio é uma solução pronta e vantajosa quando se pensa em sustentabilidade e economia circular. O levantamento também corrobora a posição protagonista da indústria brasileira do alumínio na cadeia de valor da reciclagem de latas para bebidas, consequência, principalmente, dos investimentos empreendidos no estabelecimento de centros de coleta, distribuídos em todas as regiões do país. Isso sem falar do valor social e econômico representado pelo ecossistema da reciclagem no Brasil, que une o governo, a indústria, a sociedade e as cooperativas de catadores”, afirma Janaina Donas, presidente-executiva da ABAL.

Principais dados do estudo

  • 2 em cada 3 latas de alumínio são recicladas. Uma delas volta às prateleiras em menos de 60 dias; a outra é transformada em diversos produtos recicláveis.
  • Conteúdo médio de material reciclado: lata de alumínio – 33%; Garrafa de vidro – 20%; Garrafa PET – 7%. 
  • Índice de embalagens não coletadas que acabam em aterros: Vidro – 49%; PET – 28%; Alumínio – 21%. 

O estudo pode ser acessado na íntegra aqui

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10/11/2021 17:00h

Este crescimento ocorreu devido ao aumento do preço do alumínio na London Metal Exchange (LME)

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A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) vendeu 124 mil toneladas de alumínio no terceiro trimestre de 2021, um leve crescimento quando comparado com as 123 mil toneladas no mesmo trimestre do último ano. 

O volume de vendas de produtos primários caiu 4% no trimestre, de 65 a 63 mil toneladas, na comparação com o terceiro trimestre de 2020. Isso se dá em função da redução de 35% no volume vendido de lingote, parcialmente compensada pelo aumento de 30% do volume vendido de VAP (Value Added Products), que são ligas de alumínio, tarugo e vergalhão, em linha com a estratégia da CBA de focar em produtos com maior valor agregado. 

Já o volume de reciclagem ficou estável no trimestre (23 mil t) quando comparado ao mesmo trimestre do último ano, tanto para serviços quanto para vendas, evidenciando a constância de volumes para esse negócio. 

A receita líquida consolidada da CBA atingiu recorde histórico trimestral de R$ 2,3 bilhões, crescimento de 55% em relação ao terceiro trimestre de 2020 em razão do significativo aumento de 58% na receita líquida do negócio de alumínio, no mesmo período comparado. 

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Este crescimento ocorreu, principalmente, pelo aumento da receita em todos os segmentos, justificado pelo aumento do preço do alumínio na LME, que atingiu um patamar médio de US$ 2.648/tonelada no trimestre (+55% vs. 3T20). 

O Ebitda ajustado consolidado teve expressivo crescimento de R$ 155 milhões, de R$ 159 milhões para R$ 314 milhões (+97%) no trimestre, impulsionado principalmente pela melhora no resultado do negócio alumínio. 

Os maiores impactos ocorreram pelo aumento dos preços de venda praticados, pelo aumento do preço do alumínio na LME, aliado a maiores volumes vendidos, com destaque para o segmento de transformados e VAP, reforçando a estratégia de crescimento da Companhia, através da comercialização de produtos de maior valor agregado. A margem Ebitda ajustada subiu de 11% para 14% na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2021. 

A CBA conseguiu reduzir em 91% seu prejuízo no terceiro trimestre de 2021, para R$ 41 milhões, quando comparado aos R$ 460 milhões de um ano antes. A redução deve-se ao aumento da receita líquida no período, que foi superior ao aumento do custo dos produtos vendidos no período. 

Outro fator foi a melhora de outros resultados operacionais, dos quais teve efeito positivo da Marcação a Mercado dos contratos futuros de energia, além do efeito positivo na constituição de provisão de impairment em Niquelândia e São Miguel Paulista em 2020, com reversão parcial do impairment em 2021 e menor baixa de ativos imobilizados. 

O CAPEX somou R$ 127,7 milhões no trimestre, sendo uma parcela referente a projetos de crescimento e modernização da CBA que foram divulgados no contexto do IPO e mantêm-se alinhados com os negócios atuais da Companhia. A maior parte foi destinada a manutenção (R$ 65,6 milhões). 

Entre os projetos e respectivos status, estão: a Modernização da tecnologia das Salas Fornos: em fase de contratação, com start-up progressivo entre 2023 e 2025; o Projeto de disposição de resíduos a seco: obras civis iniciadas, com start-up previsto para 2024;  Produção adicional de alumínio a partir da reciclagem; Aquisição do forno G da Metalex, em execução, na fase final de montagem; ReAl, aprovado para implantação, em fase inicial de contratação e o aumento de reciclagem; Metalex, em fase FEL 3.
 

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04/06/2021 16:19h

A Alubar atingiu a marca de 250 mil toneladas de cabos elétricos de alumínio liga 1120 neste ano

A Alubar atingiu a marca de 250 mil toneladas de cabos elétricos de alumínio liga 1120 neste ano. A empresa começou a produzir o item em 2013 e o resultado contabiliza os cabos produzidos nas fábricas de Barcarena (PA) e Montenegro (RS).  “Esta é uma marca muito expressiva, que mostra o tamanho e a importância da Alubar no cenário nacional. Se a empresa não desenvolvesse esse produto para atender à demanda em larga escala, o mercado interno ficaria desabastecido e buscaria importação, o que seria negativo para o Brasil. Produzindo e comercializando a liga 1120 aqui, contribuímos para gerar mais emprego, renda e arrecadação de impostos nos locais onde estamos instalados”, analisa o gerente de Mercado da Alubar, José Luiz Conte. 

Os condutores elétricos de alumínio liga 1120 são utilizados, principalmente, em linhas de transmissão de energia (LTs). O material se destaca em relação aos cabos com alma de aço por serem mais leves e possuírem maior condutividade elétrica, o que permite a construção de estruturas de torres menos robustas, diminuindo o custo global de uma obra do tipo. “Hoje em dia, mais de 90% dos projetos de LTs no Brasil trabalham com cabos de alumínio liga 1120. A principal vantagem é que a liga tem características mecânicas que permitem que ela seja utilizada em cabos elétricos sem a necessidade de reforço do aço. É uma liga mais leve, com boa capacidade elétrica e que forma flechas menores quando o cabo está esticado. Com isso, você pode fazer torres mais baixas, o que dá uma economia global para o projeto de transmissão”, explica o gerente. 

No último ano, os cabos de alumínio liga 1120 responderam por 84% do total de cabos produzidos pela companhia. Considerando apenas os cabos nus de alumínio, o total no ano chega a 90%. A empresa trabalha com liga 1120 em todas as suas unidades fabris. Em Bécancour, no Canadá, a companhia produz vergalhões com esta liga de alumínio; na unidade em Montenegro (RS), a liga 1120 é utilizada na fabricação de cabos elétricos. Já em Barcarena, a Alubar produz tanto cabos quanto vergalhões com a liga 1120.

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Brasil 61