Agronegócio

22/09/2026 00:01h

Sapezal, em Mato Grosso, liderou entre os municípios, seguido por São Desidério e Sorriso

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Sapezal, em Mato Grosso, assumiu a liderança nacional entre os municípios com maior valor de produção agrícola. A cidade alcançou R$ 8,6 bilhões e passou Sorriso, no mesmo estado, que ficou em terceiro lugar, com pouco mais de R$ 8 bilhões. Entre os dois municípios, São Desidério, na Bahia, ocupou a segunda posição, com R$ 8,2 bilhões.

Os dados são da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada na quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O levantamento mostra que o valor da produção agrícola brasileira chegou a R$ 927,2 bilhões no ano passado, alta nominal de 18,4% em relação a 2024. Os valores são calculados a partir dos preços correntes de cada ano e, portanto, não são corrigidos pela inflação.

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas alcançou 345,4 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior.

Somados, os dez municípios com maior valor de produção agrícola chegaram a cerca de R$ 65,9 bilhões, o equivalente a aproximadamente 7,1% do total registrado pelas lavouras brasileiras.

Confira o ranking 

  • Sapezal (MT): R$ 8,6 bilhões
  • São Desidério (BA): R$ 8,2 bilhões
  • Sorriso (MT): R$ 8,2 bilhões
  • Campo Novo do Parecis (MT): R$ 7,9 bilhões
  • Formosa do Rio Preto (BA): R$ 5,9 bilhões
  • Diamantino (MT): R$ 5,8 bilhões
  • Rio Verde (GO): R$ 5,7 bilhões
  • Cristalina (GO): R$ 5,4 bilhões
  • Nova Mutum (MT): R$ 5,4 bilhões
  • Jataí (GO): R$ 4,8 bilhões

A lista também mostra a concentração da produção de maior valor em determinadas áreas do país. Cinco dos dez municípios estão em Mato Grosso, três em Goiás e dois na Bahia. 

"Entre as grandes regiões, o Centro-Oeste apresentou o maior Valor Total de Produção, um crescimento de 31,8%. Voltou ao primeiro lugar que foi ocupado pelo Sudeste em 2024. Esse ano o sudeste está em segundo lugar, depois vem Sul, Nordeste e Norte.  O Rio Grande do Sul e Pernambuco foram os únicos estados com queda no valor total da produção", destaca Henrique Noronha, analista da pesquisa PAM 2025.

Algodão leva Sapezal ao primeiro lugar

O resultado de Sapezal está relacionado principalmente ao desempenho do algodão. A cultura respondeu por R$ 5,1 bilhões do valor da produção agrícola do município em 2025. A soja aparece em seguida, com R$ 2,8 bilhões, enquanto o milho gerou cerca de R$ 657 milhões.

Com esse desempenho, Sapezal registrou crescimento de 46,6% no valor da produção em comparação com 2024. 

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A combinação dessas culturas contribuiu para o resultado do município. O algodão, no entanto, teve participação suficiente para diferenciar Sapezal dos demais municípios do topo do ranking.

Soja concentra maior parcela do valor nacional

A soja continua sendo a principal cultura agrícola brasileira em valor de produção. No ano passado, a safra foi de 165,3 milhões de toneladas. Trata-se deum salto de 14,4% em relação a 2024. 

O volume equivale a um aumento de 20,8 milhões de toneladas. O produto respondeu por 34% do valor da produção total entre os itens analisados no levantamento.
 

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18/09/2026 05:00h

Saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.541,97 em São Paulo, enquanto açúcar cristal avança 0,25%

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O preço do café arábica abre esta sexta-feira (18) com baixa de 1,56%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.541,97 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve baixa de 1,26 %, sendo comercializado a R$ 965,02.


INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
17/09/2026 1.541,97 -1,56% -11,81% 299,94
16/09/2026 1.566,48 -1,38% -10,41% 303,52
15/09/2026 1.588,43 -0,40% -9,15% 308,19
14/09/2026 1.594,86 -0,13% -8,78% 309,62
11/09/2026 1.596,87 -1,36% -8,67% 311,64


INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
17/09/2026 965,02 -1,26% -5,59% 187,71
16/09/2026 977,32 -0,86% -4,38% 189,37
15/09/2026 985,78 -0,66% -3,56% 191,27
14/09/2026 992,35 -0,06% -2,91% 192,65
11/09/2026 992,96 0,69% -2,85% 193,79


O preço do açúcar cristal apresentou alta de 0,25% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 119,58.


INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
17/09/2026 119,58 0,25% 5,13% 23,26
16/09/2026 119,28 0,96% 4,86% 23,11
15/09/2026 118,15 -1,06% 3,87% 22,92
14/09/2026 119,41 0,19% 4,98% 23,18
11/09/2026 119,18 0,06% 4,77% 23,26


Em Santos (SP), houve uma baixa de 2,10%, e a mercadoria é negociada a R$125,14 na média de preços sem impostos.


Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
17/09/2026 125,14 -2,10% -2,15% 24,29
16/09/2026 127,83 0,28% -0,05% 24,81
15/09/2026 127,47 -1,61% -0,33% 24,76
14/09/2026 129,55 2,46% 1,30% 25,06
11/09/2026 126,44 -3,80% -1,13% 24,83


A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,25, após uma alta de 0,07%.

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
17/09/2026 69,25 0,07% -1,40% 13,47
16/09/2026 69,20 -0,27% -1,47% 13,41
15/09/2026 69,39 -0,17% -1,20% 13,46
14/09/2026 69,51 -0,37% -1,03% 13,50
11/09/2026 69,77 -0,60% -0,65% 13,62

Os dados são do Cepea.


Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

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18/09/2026 03:00h

Saca de 60 quilos é negociada a R$ 154,95 no interior paranaense e a R$ 162,02 no litoral

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A saca de 60 quilos da soja inicia esta sexta-feira (18) com redução no interior do Paraná e aumento na região litorânea de Paranaguá.

No mercado paranaense, o grão apresenta baixa de 0,24%, com a saca negociada a R$154,95. Em Paranaguá, a alta foi de 0,09%, levando a cotação para R$162,02.


INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
17/09/2026 154,95 -0,24% 2,41% 30,14
16/09/2026 155,33 1,13% 2,66% 30,10
15/09/2026 153,59 0,45% 1,51% 29,80
14/09/2026 152,90 0,05% 1,05% 29,68
11/09/2026 152,82 -0,64% 1,00% 29,82


INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
17/09/2026 162,02 0,09% 1,62% 31,52
16/09/2026 161,88 0,80% 1,53% 31,37
15/09/2026 160,59 0,09% 0,72% 31,16
14/09/2026 160,44 -0,07% 0,63% 31,15
11/09/2026 160,55 -0,73% 0,70% 31,33


Trigo

O trigo teve redução de preço no Paraná e aumento no Rio Grande do Sul.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$1.509,74. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$1.385,09.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
17/09/2026 1.385,09 0,37% 2,67% 269,42
16/09/2026 1.380,03 1,37% 2,30% 267,40
15/09/2026 1.361,32 0,30% 0,91% 264,13
14/09/2026 1.357,21 -0,12% 0,61% 263,48
11/09/2026 1.358,79 0,00% 0,72% 265,18


PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
17/09/2026 1.509,74 -0,15% 3,66% 293,67
16/09/2026 1.512,00 0,16% 3,82% 292,97
15/09/2026 1.509,58 0,35% 3,65% 292,89
14/09/2026 1.504,29 0,98% 3,29% 292,04
11/09/2026 1.489,65 1,12% 2,28% 290,72

Os dados são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

 

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15/09/2026 00:03h

Saca de 60 quilos é negociada a R$ 1.594,86 em São Paulo; açúcar cristal e milho também registram recuo

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O preço do café arábica abre esta terça-feira (15) com baixa de 0,13%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.594,86 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve uma baixa de 0,06%, sendo comercializado a R$ 992,35.


INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
14/09/2026 1.594,86 -0,13% -8,78% 309,62
11/09/2026 1.596,87 -1,36% -8,67% 311,64
10/09/2026 1.618,91 -1,72% -7,41% 317,31
09/09/2026 1.647,29 0,72% -5,79% 322,43
08/09/2026 1.635,57 -1,47% -6,46% 321,20


INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
14/09/2026 992,35 -0,06% -2,91% 192,65
11/09/2026 992,96 0,69% -2,85% 193,79
10/09/2026 986,16 -1,08% -3,52% 193,29
09/09/2026 996,90 1,64% -2,47% 195,13
08/09/2026 980,78 0,42% -4,05% 192,61


O preço do açúcar cristal apresentou alta de 0,19% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 119,41.


INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
14/09/2026 119,41 0,19% 4,98% 23,18
11/09/2026 119,18 0,06% 4,77% 23,26
10/09/2026 119,11 0,70% 4,71% 23,35
09/09/2026 118,28 0,80% 3,98% 23,15
08/09/2026 117,34 0,47% 3,16% 23,04


Em Santos (SP), houve uma alta de 2,46%, e a mercadoria é negociada a R$ 129,55 na média de preços sem impostos.


Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
14/09/2026 129,55 2,46% 1,30% 25,06
11/09/2026 126,44 -3,80% -1,13% 24,83
10/09/2026 131,43 2,11% 2,77% 25,70
09/09/2026 128,72 0,93% 0,65% 25,25
08/09/2026 127,53 0,77% -0,28% 25,08


A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,51, após uma baixa de 0,37%.

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
14/09/2026 69,51 -0,37% -1,03% 13,50
11/09/2026 69,77 -0,60% -0,65% 13,62
10/09/2026 70,19 -0,47% -0,06% 13,76
09/09/2026 70,52 -0,54% 0,41% 13,80
08/09/2026 70,90 -0,04% 0,95% 13,92

Os dados são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

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15/09/2026 00:02h

Boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), referente ao trimestre de setembro a novembro de 2026, apresenta informações voltadas às atividades do campo; cenário pode exigir atenção no planejamento, principalmente em relação à disponibilidade de água no solo

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Produtores rurais devem enfrentar condições climáticas distintas nas diferentes regiões do país entre setembro e novembro. O Boletim Agroclimatológico Mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta tendência de redução das chuvas e temperaturas elevadas em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto a Região Sul deve registrar maior disponibilidade de água e excesso de umidade em algumas áreas.

O cenário pode exigir atenção no planejamento das atividades agrícolas e pecuárias, principalmente em relação à disponibilidade de água no solo. O boletim do Inmet apresenta estimativas dos estoques de água e informações climáticas voltadas ao planejamento do setor agropecuário.

No Norte, a previsão indica condições mais secas em parte da região, com impactos sobre a disponibilidade hídrica e o desenvolvimento das atividades no campo. No Nordeste e no Centro-Oeste, a combinação de menor volume de chuvas e temperaturas elevadas também pode aumentar a demanda por água.

Já no Sul, o excesso de umidade pode dificultar operações agrícolas, como preparo do solo, plantio e colheita, além de favorecer a ocorrência de doenças em determinadas culturas.

Impacto nas produções

Norte

Conforme o Boletim, a restrição hídrica, associada à temperatura elevada na Região Norte, poderá intensificar o estresse das culturas e demandar maior atenção em algumas áreas. O alerta é para localidades produtoras de arroz de várzea da região de Marajó, especialmente nas lavouras em fases mais sensíveis ao déficit hídrico, como floração e enchimento de grãos. 

Em contrapartida, em Roraima, onde o milho de terceira safra deverá estar nas fases de maturação e colheita, o Inmet informa que o tempo seco previsto para o período tende a favorecer a produção. 

Nordeste

Já na Região Nordeste, entre as previsões do Inmet, a deficiência hídrica associada ao calor intenso poderá comprometer o crescimento e a produção de biomassa das pastagens, especialmente nas áreas de sequeiro do Maranhão, Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco, sertão de Sergipe e semiárido baiano.

Nessas regiões nordestinas, há previsão de redução da oferta e da qualidade da forragem. Segundo o boletim, o cenário poderá afetar o ganho de peso dos bovinos de corte e elevar os custos de produção devido à necessidade de suplementação alimentar. 

Centro-Oeste

Em setembro, a estiagem deverá favorecer a colheita do algodão, milho de segunda safra e sorgo  no Centro-Oeste. Já no sul de Mato Grosso do Sul, as chuvas acima da média poderão dificultar a colheita do milho e do trigo. Em outubro, a insuficiência de água no solo e as altas temperaturas no sudoeste de Mato Grosso poderão prejudicar a germinação e o estabelecimento da soja. Nesse caso, há o risco de falhas e replantio. 

O Inmet alerta, ainda, que a menor disponibilidade de água também poderá favorecer incêndios, reduzir a qualidade das pastagens e afetar o desempenho do rebanho. 

Já em novembro, a previsão indica alta nos níveis de armazenamento de água no solo em grande parte da região – exceto no sudoeste de Mato Grosso e no norte de Mato Grosso do Sul. Pelo prognóstico, o cenário deve favorecer as lavouras de soja semeadas mais tardiamente.

Sudeste

Para a Região Sudeste, a previsão climática indica chuvas acima da média em São Paulo e triângulo mineiro. Já nas áreas do centro-norte da região deverão ter chuvas abaixo da média, especialmente no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. 

A temperatura média do ar também deve permanecer acima da média climatológica em toda a Região Sudeste. 

Em grande parte de São Paulo, no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, a chuva pode favorecer culturas agrícolas, como cana-de-açúcar, hortifruticultura e pastagens. 

O Inmet pontua na publicação que, durante o trimestre, o início da semeadura da soja em São Paulo e Minas Gerais poderá ser mais desafiador em Minas Gerais, devido à redução das chuvas, temperaturas elevadas e baixos níveis de água no solo, especialmente em setembro e outubro. 

Para milho, feijão e trigo, as condições climáticas devem contribuir para o encerramento da colheita em Minas Gerais, enquanto, em São Paulo, as chuvas poderão dificultar as operações. 

Sul

Com a previsão de chuvas acima da média em toda a Região Sul, em setembro, os maiores excedentes deverão se concentrar no sul do Paraná, centro de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. 

Já o mês de outubro deve registrar os maiores excedentes de chuva do trimestre, estendendo para áreas do sul do Paraná, todo o estado de Santa Catarina e o centro, oeste e norte do Rio Grande do Sul. Já em novembro, o excesso de água no solo está previsto para noroeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina.

Segundo o Instituto, as condições podem dificultar a semeadura do arroz irrigado, em áreas com drenagem deficiente. O excesso de umidade também poderá atrasar a colheita.

O boletim completo pode ser acessado em portal.inmet.gov.br. 
 

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14/09/2026 02:00h

Soja abre a semana em queda no Paraná e em Paranaguá, enquanto trigo tem alta no mercado paranaense e estabilidade no Rio Grande do Sul

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A saca de 60 quilos da soja inicia a segunda-feira (14) com recuo no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá. 

No mercado paranaense, o grão apresenta declínio de 0,64%, com a saca negociada a R$ 152,82. Em Paranaguá, o recuo foi de 0,73%, levando a cotação para R$ 160,55.

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/09/2026 152,82 -0,64% 1,00% 29,82
10/09/2026 153,81 0,91% 1,65% 30,15
09/09/2026 152,43 0,13% 0,74% 29,84
08/09/2026 152,23 0,09% 0,61% 29,90
04/09/2026 152,10 0,28% 0,52% 29,65

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/09/2026 160,55 -0,73% 0,70% 31,33
10/09/2026 161,73 1,01% 1,44% 31,70
09/09/2026 160,12 -0,21% 0,43% 31,34
08/09/2026 160,46 -0,25% 0,64% 31,51
04/09/2026 160,87 0,46% 0,90% 31,36

 

Trigo

O trigo tem estabilidade de preço no Rio Grande do Sul e alta no Paraná.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.489,65. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.358,79.

 

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
11/09/2026 1.358,79 0,00% 0,72% 265,18
10/09/2026 1.358,79 -0,19% 0,72% 266,32
09/09/2026 1.361,39 0,47% 0,92% 266,47
08/09/2026 1.355,06 0,00% 0,45% 266,11
04/09/2026 1.355,06 -0,32% 0,45% 264,14

 

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
11/09/2026 1.489,65 1,12% 2,28% 290,72
10/09/2026 1.473,16 0,76% 1,15% 288,74
09/09/2026 1.462,05 0,04% 0,39% 286,17
08/09/2026 1.461,42 0,27% 0,34% 287,00
04/09/2026 1.457,55 0,07% 0,08% 284,12

 

Os dados são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.


 

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14/09/2026 01:00h

Boi gordo e carcaça suína abrem a semana estáveis em SP, enquanto mercado de frango registra alta

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O preço do boi gordo apresenta estabilidade nesta segunda-feira (14). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 349,50.

 

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/09/2026 349,50 0,00% 1,48% 68,21
10/09/2026 349,50 0,00% 1,48% 68,50
09/09/2026 349,50 0,33% 1,48% 68,41
08/09/2026 348,35 0,19% 1,15% 68,41
04/09/2026 347,70 0,03% 0,96% 67,78

 

Preço do frango congelado e frango resfriado

No mercado de frango, os preços apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O frango congelado e o frango resfriado custam R$ 7,76.

 

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
11/09/2026 7,76 0,26% 6,01%
10/09/2026 7,74 0,65% 5,74%
09/09/2026 7,69 0,79% 5,05%
08/09/2026 7,63 0,26% 4,23%
04/09/2026 7,61 1,20% 3,96%

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
11/09/2026 7,76 0,26% 6,45%
10/09/2026 7,74 0,65% 6,17%
09/09/2026 7,69 0,65% 5,49%
08/09/2026 7,64 0,39% 4,80%
04/09/2026 7,61 0,93% 4,39%

 

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,27.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 4,43.

 

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
11/09/2026 7,27 0,00% -0,55%
10/09/2026 7,27 0,00% -0,55%
09/09/2026 7,27 0,00% -0,55%
08/09/2026 7,27 0,97% -0,55%
04/09/2026 7,20 0,56% -1,50%

 

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
11/09/2026 MG - posto 5,08 0,79% 1,20%
11/09/2026 PR - a retirar 4,43 0,00% -1,34%
11/09/2026 RS - a retirar 4,54 0,44% 0,00%
11/09/2026 SC - a retirar 4,48 -0,88% -1,97%
11/09/2026 SP - posto 4,88 1,04% 1,04%

 

Os dados são do Cepea.
 

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.



 

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14/09/2026 00:30h

Cotações agrícolas abrem o dia com oscilações entre café, açúcar e milho no estado de São Paulo

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O preço do café arábica abre esta segunda-feira (14) com recuo de 1,36%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.596,87 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve alta de 0,69%, sendo comercializado a R$ 992,96.


INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
11/09/2026 1.596,87 -1,36% -8,67% 311,64
10/09/2026 1.618,91 -1,72% -7,41% 317,31
09/09/2026 1.647,29 0,72% -5,79% 322,43
08/09/2026 1.635,57 -1,47% -6,46% 321,20
04/09/2026 1.659,93 -0,74% -5,06% 323,57

 

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
11/09/2026 992,96 0,69% -2,85% 193,79
10/09/2026 986,16 -1,08% -3,52% 193,29
09/09/2026 996,90 1,64% -2,47% 195,13
08/09/2026 980,78 0,42% -4,05% 192,61
04/09/2026 976,71 -0,34% -4,44% 190,39

 

O preço do açúcar cristal apresenta leve alta na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 119,18. 

 

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/09/2026 119,18 0,06% 4,77% 23,26
10/09/2026 119,11 0,70% 4,71% 23,35
09/09/2026 118,28 0,80% 3,98% 23,15
08/09/2026 117,34 0,47% 3,16% 23,04
04/09/2026 116,79 0,59% 2,67% 22,77

 

Em Santos (SP), houve recuo de 3,80%, e a mercadoria é negociada a R$ 126,44 na média de preços sem impostos.

 

Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/09/2026 126,44 -3,80% -1,13% 24,83
10/09/2026 131,43 2,11% 2,77% 25,70
09/09/2026 128,72 0,93% 0,65% 25,25
08/09/2026 127,53 0,77% -0,28% 25,08
04/09/2026 126,56 0,26% -1,04% 24,69

 

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 69,77 após recuo de 0,60%.

 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/09/2026 69,77 -0,60% -0,65% 13,62
10/09/2026 70,19 -0,47% -0,06% 13,76
09/09/2026 70,52 -0,54% 0,41% 13,80
08/09/2026 70,90 -0,04% 0,95% 13,92
04/09/2026 70,93 -0,18% 1,00% 13,83

 

Os dados são do Cepea.

 

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.


 

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13/09/2026 00:02h

Produtores rurais enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os demais produtores contrataram R$ 65,7 bilhões em operações nos dois primeiros meses da safra; confira distribuição regional do financiamento

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As operações de crédito rural contratadas nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, somaram R$ 65,7 bilhões. O montante contempla operações do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais produtores rurais. 

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e são baseados em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.

Distribuição por região

Entre as regiões do país, o Sul concentrou o maior número de contratos e o maior volume de crédito. Foram 22.631 operações, que registraram R$ 11,7 bilhões em crédito. 

Confira o ranking regional de em concessões no bimestre por região:

  • Sul: R$ 11,7 bilhões
  • Sudeste: R$ 9,6 bilhões;
  • Centro-Oeste: R$ 7,2 bilhões;
  • Nordeste: R$ 3,2 bilhões;
  • Norte: R$ 1,7 bilhão

O levantamento aponta diferenças no valor médio das operações entre as regiões. O Nordeste registrou o maior valor médio por contrato, de R$ 1,05 milhão. Em seguida, o Centro-Oeste alcançou o montante de R$ 1,03 milhão.

No entanto, apesar da Região Sul registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.

Segmentação

Na análise por segmento, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões. O montante equivale a 33,5% do total concedido no período. Já o Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.

Ao todo, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural no bimestre. Do total, 23.478 foram operações de Cédulas de Produto Rural (CPRs) –  que são títulos que permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários.

Segundo o Mapa, as CPRs se destacaram com uma parcela significativa das contratações realizadas no bimestre. As Cédulas responderam por R$ 32,4 bilhões do total contratado no período, o equivalente a 49,2% das operações. 

Os dados mostram que o volume superou as operações de custeio convencional, que somaram R$ 23 bilhões, o que representou 34,9% do total.

Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões, equivalentes a mais da metade do custeio contratado (52,2%).

Já os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.

Em relação à comercialização da produção agropecuária no período, R$ 4 bilhões foram contratados em crédito. Já as operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões. Nas duas segmentações, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.

E as operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações. Por outro lado, o RenovAgro somou R$ 413 milhões.

Fontes de recursos

Entre as fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram a principal fonte controlada no período, com R$ 9,9 bilhões.

Já a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões.

Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

A previsão de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026. Segundo o Mapa, os valores são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado.

Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.
 

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11/09/2026 00:03h

Fieg aponta impacto sobre frigoríficos e recomenda busca por mercados alternativos

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A suspensão das exportações de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia (UE) deve gerar um prejuízo estimado em US$ 16,8 milhões por mês aos exportadores de Goiás. A projeção é de uma análise de impacto elaborada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg)

Segundo a entidade, em 2025, Goiás exportou US$ 190 milhões em produtos de origem animal para o mercado europeu. Entre janeiro e julho de 2026, as vendas somaram US$ 96 milhões, cerca de 14% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. As carnes bovinas responderam por 90% das exportações de 2025, o equivalente a US$ 171 milhões

A análise da Fieg estima que o potencial de exportação perdido entre setembro e dezembro de 2026 seja de US$ 3,83 milhões por mês. Para 2027, a projeção é de US$ 11,5 milhões mensais. Somados, os valores indicam um impacto potencial de US$ 16,8 milhões por mês, equivalente a 8,1% do valor total das exportações goianas de produtos de origem animal

Entre os frigoríficos que devem ser mais afetados estão unidades da JBS, em Mozarlândia, e da Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás. Segundo a Fieg, as duas empresas têm produção destinada ao mercado europeu de maior valor agregado

Restrição europeia

Desde 3 de setembro, produtos brasileiros como carne de aves, bovina e suína, peixes de cultivo (aquicultura), mel, equinos, ovos e envoltórios (tripas) estão restritos de entrar no mercado europeu. A medida decorre da aplicação do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece restrições ao uso de determinados antimicrobianos na produção animal, incluindo antibióticos

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que as exigências estão sendo efetivamente cumpridas ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a criação dos animais até o abate. 

Em nota, o analista econômico da Fieg, Saulo Nogueira, afirma que a medida pode levar outros países a questionarem as condições de produção e a situação sanitária dos produtos brasileiros, com risco de redução ou até interrupção das importações

"Além do impacto econômico direto, a sanção pode levar outros países a questionarem a decisão e a adotarem posturas semelhantes, como no caso da Noruega, que também anunciou a mesma restrição por precaução”, destaca.

No setor de carne de frango, a expectativa é de que a suspensão seja revertida em novembro, após a conclusão da auditoria europeia. Para a carne bovina, no entanto, o período de restrição pode ser mais longo

O produto brasileiro pode permanecer fora do mercado europeu até meados de 2028, em razão do tempo necessário para adaptação da cadeia às novas exigências. O ciclo de vida dos bovinos pode durar de 24 a 36 meses. Por isso, ainda não há previsão de uma auditoria europeia específica, já que o Brasil ainda não teria animais com o ciclo completo após a adoção do novo protocolo. 

A sanção deve permanecer em vigor até que o país consiga comprovar o cumprimento das exigências documentais ao longo de todo o ciclo produtivo. 

"Cabe destacar que a suspensão se trata de uma questão de capacidade de comprovação documental, e não de questões sanitárias sobre a carne brasileira", salienta Saulo Nogueira.

Mercados alternativos

Segundo a Fieg, as exportações de produtos de origem animal de Goiás e do Brasil para a União Europeia estão em trajetória de crescimento desde 2023. Por isso, a federação avalia que o impacto comercial da restrição sobre o estado pode ser ainda maior do que o estimado inicialmente

Como alternativa, a federação recomenda que os exportadores goianos busquem diversificar os mercados de destino e redirecionem parte da produção para a China, maior compradora de carne bovina brasileira, além dos Estados Unidos, que vêm ampliando as importações. 

A Fieg também cita oportunidades em mercados asiáticos, como Japão, Indonésia e Coreia do Sul, como alternativas para reduzir a dependência do mercado europeu. 

Medidas e recomendações

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria SDA nº 1.617/2026, que proíbe o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal no país e estabelece novos procedimentos de controle para a certificação sanitária

Desde 3 de setembro, os produtos de origem animal destinados ao mercado europeu só recebem a certificação sanitária internacional mediante comprovação do cumprimento das exigências da União Europeia. O Mapa também se comprometeu a encaminhar ao bloco a documentação atualizada e a reforçar os mecanismos de controle

Para a Fieg, o setor bovino de Goiás deve destacar ativos que podem facilitar a adaptação às exigências europeias, entre eles a rastreabilidade individual pelo Sisbov, o status de área livre de febre aftosa sem vacinação e a estrutura de controle sanitário reconhecida pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa)

A federação recomenda ainda que os exportadores:

  • conheçam detalhadamente as exigências europeias, 
  • adequem os processos de produção e certificação, 
  • planejem as operações com antecedência,
  • ampliem a busca por mercados alternativos no exterior. 

Segundo a entidade, a estratégia pode reduzir os impactos da restrição e diminuir a dependência do mercado europeu

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