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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Agronegócio

12/08/2020 10:20h

Produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para este ano foi estimada em 250,5 milhões de toneladas

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O IBGE estima que, em julho, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 250,5 milhões de toneladas – variação de nove toneladas em relação à safra do ano passado, o que representa 3,8% de alta. A área a ser colhida, segundo o instituto, é de quase 65 milhões de hectares.

Plataforma digital promete agilidade na solicitação de crédito fundiário

Proprietários rurais vão ter que atualizar dados cadastrais dos imóveis

Arroz, milho e soja são os três principais produtos do grupo, que, somados, representaram 92% da estimativa de produção e responderam por 87% da área a ser colhida. Na distribuição da produção de cereais entre as cinco regiões do país, o Centro-Oeste aparece no topo da lista, com 118 milhões de toneladas, seguido por Sul (74 toneladas), Sudeste (25,6 toneladas), Nordeste (21,9 toneladas) e Norte (10,8 toneladas). Com exceção da região Sul, todas as outras registraram aumento de produção. 

Entre os estados, Mato Grosso lidera como o maior produtor de grãos em território nacional. Na sequência aparecem Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
 

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Agronegócios
09/08/2020 00:00h

Ministério da Agricultura prevê redução de tempo de espera do financiamento de 24 para 6 meses

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O Ministério da Agricultura lançou uma plataforma digital para a solicitação do financiamento de imóveis rurais por meio do Terra Brasil - Programa Nacional de Crédito Fundiário. O serviço digital permite que os interessados entreguem toda a documentação demandada pela internet. A ferramenta já está em funcionamento no site www.gov.br, plataforma que reúne diversos serviços prestados por órgãos do governo federal.
 
Antes da ferramenta ser disponibilizada, esses documentos eram entregues fisicamente em estabelecimentos que prestam serviços aos agricultores para depois serem encaminhados a diversos locais como a prefeitura da cidade onde o trabalhador reside, ao Ministério da Agricultura, e ao banco que concederá o crédito.
 
De acordo com o coordenador de Implantação de Projetos do Departamento de Gestão de Crédito Fundiário do Ministério da Agricultura, Márcio Ribeiro Silva, a entrega de todos os documentos do financiamento será centralizada em um único local. Ele afirma que devido à complexidade da solicitação do crédito, o agricultor não poderá fazer o pedido por conta própria.
 
“A pessoa interessada em acessar o crédito vai procurar uma empresa de assistência técnica, que dará toda a informações a ela para esse acesso digital”, explica.

Plataforma virtual promete agilizar Cadastro Ambiental Rural

Agronegócio: Exportações brasileiras crescem 16,5% no primeiro semestre

O Terra Brasil é uma modalidade de financiamento com melhores condições para a aquisição de terras. O programa é financiado com recursos do Fundo de Terras do governo federal. A Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) prevê que a ferramenta permitirá  a redução do prazo médio de análise de concessão do crédito de 24 meses para seis meses.
 
Com a implementação da plataforma, a tramitação do pedido de financiamento seguirá o seguinte fluxo: solicitação, análise do governo estadual, avaliação do governo federal, análise financeira, ajustes de correções e pendências e, por fim, finalização do requerimento. O Programa Nacional de Crédito Fundiário é destinado a agricultores que comprovem ao menos cinco anos de atividades no campo.


 
A assessora técnica da Comissão Nacional de Empreendedores Familiares Rurais da Confederação da Agricultura do Brasil (CNA), Marina Zimmermann, argumenta que, de forma geral, o processo de digitalização dos serviços públicos ofertados aos agricultores ocorre de forma lenta no país, entretanto, ela pondera que há ainda uma grande dificuldade de acesso à internet em áreas remotas.
 
“Sempre é tarde, porque isso já poderia ter sido feito. Mas ainda temos um problemas de acesso à internet nas zonas rurais do país, que ainda não funciona de forma efetiva nessas localidades, que não são providos de conectividade.”

De acordo com ela, empresas de tecnologias estão investindo cada vez mais no fornecimento de internet no campo, o que explica o aumento da digitalização de serviços no segmento de agronegócio.

Panorama

Segundo o governo federal, entre janeiro e dezembro de 2019, foram liberados R$ 44.750.866,28 no âmbito do programa de Crédito Fundiário, o que beneficiou 741 famílias brasileiras.  Entre os estados com maior quantidade de propostas contratadas, no ano passado, estão: Minas Gerais (206), Maranhão (102), Bahia (73), Mato Grosso do Sul (66) e Sergipe (62). Em 2018, 399 famílias foram atendidas pelo programa e, em 2017, 333 famílias.
 
De acordo com o Ministério da Agricultura, o programa possui condições diferenciadas, conforme o valor do financiamento. O prazo de pagamento no programa é de até 25 anos, com 36 meses de carência para todas as linhas de crédito.

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06/08/2020 10:30h

Projeto realiza a compra de alimentos para escoar produção de pequenos produtores

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu propostas de 27.229 agricultores familiares para o Programa de Aquisição de Alimentos, na modalidade Compra com Doação Simultânea (PAA-CDS). Foram 1.524 projetos cadastrados por cooperativas de agricultores, somando R$ 203 milhões.

Projeto de socorro a agricultores familiares é aprovado pela Câmara dos Deputados

O programa compra alimentos de pequenos produtores e realiza a doação para famílias em situação de vulnerabilidade e para projetos sociais. Os produtos são entregues por meio dos serviços públicos de saúde, da rede pública de educação e da assistência social.

Neste ano, o PAA-CDS recebeu um aporte de R$ 220 milhões do Ministério da Cidadania, com apoio das pastas da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Economia (ME). O investimento faz parte das ações do governo federal de enfrentamento da pandemia de covid-19.

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Agronegócios
30/07/2020 10:50h

Levantamento do Cepea constatou que, em um ano, o valor do produto cresceu 25%

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Em julho,o preço do leite ao produtor atingiu recorde para o mês e alcançou a média de  R$ 1,75, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Universidade de São Paulo (USP). O valor representa uma alta de R$ 16,1% em relação a junho deste ano e aumento de 25% se comparada ao mês de julho de 2019. 

O preço médio é o segundo mais alto de toda a série histórica do Cepea, que realiza o levantamento desde 2004. O centro de estudo afirma que a elevação se deu por conta da mais competitividade da indústria de laticínios que tem tentado garantir a compra de matéria-prima. O Cepea diz que a maior concorrência ocorreu também devido à necessidade de se refazer estoques de derivados lácteos. 

Agronegócio: Exportações brasileiras crescem 16,5% no primeiro semestre

Pequenas agroindústrias do Paraná comemoram acesso a meio milhão de consumidores

Além disso, também houve aumento no preço dos derivados lácteos em junho. Em relação ao leite UHT o acréscimo no valor foi de 17,7%,  a muçarela  teve aumento de 23% e o leite em pó, 10,9%. 

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Agronegócios
28/07/2020 13:45h

A publicação determina o plano de emergência para encarar os problemas relativos à praga

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Rio Grande do Sul publicou, na última semana, no Diário Oficial do Estado, uma Instrução Normativa que contém medidas de defesa sanitária vegetal relacionadas à supressão e ao controle de surtos do gafanhoto migratório sul-americano no estado.

Estados do Sul se preparam para enfrentar nuvem de gafanhotos. Segundo governo "é pouco provável" que insetos entrem no Brasil

Ministério da Agricultura anuncia novas medidas de controle à nuvem de gafanhotos

A publicação determina o plano de emergência para encarar os problemas relativos à praga. Há, por exemplo, a necessidade de indicação que a comunicação dos surtos será obrigatória, assim como as estratégias de controle na conjugação de esforços entre a secretaria, entidades e o produtor rural.

A nuvem de gafanhotos voltou a se aproximar do Brasil e do Uruguai nos últimos dias e tem causado preocupação das autoridades. Especialistas afirmam que a temperatura dos últimos fins de semana na Região Sul do Brasil, favoreceu o deslocamento dos insetos.  Os gafanhotos chegaram à Argentina a partir do Paraguai, ainda no mês de maio. Atualmente, há nuvens dos insetos nos dois países, atacando lavouras nas regiões.
 

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28/07/2020 03:30h

Combustível é matéria-prima para produção de fertilizantes, utilizados nas plantações; falta de infraestrutura ainda é problema no estado

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Com mais de 27 milhões de toneladas de grãos e área cultivada superior a seis milhões de hectares na safra 2019/2020, Goiás está entre os principais estados produtores do país. O setor agropecuário, que cresceu 18% no primeiro trimestre de 2020, é a base da economia local e ainda hoje sofre perdas significativas com a falta de gasodutos. Essa infraestrutura é responsável por transportar e distribuir o gás natural, matéria-prima utilizada para fabricar fertilizantes. Como consequência, a baixa oferta do combustível obriga o Brasil a importar 80% dos insumos que são aplicados nas plantações.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, existem projetos para construção de dutos para levar gás natural de São Carlos (SP) para Goiânia e Brasília. O problema é que essa interligação nunca saiu do papel e se arrasta desde 2010. 

Para atrair investimentos e expandir essa malha estratégica para o agronegócio goiano, o Congresso Nacional discute mudar o modelo de regulação do setor de gás. A ideia, a partir da aprovação da chamada Nova Lei do Gás (PL 6.407/2013), é baratear o preço e democratizar o acesso ao combustível para regiões distantes da costa brasileira. O principal desafio é tornar o mercado mais competitivo, o que hoje não é possível por conta do monopólio da Petrobras.

“O mercado atual está extremamente fechado e cartelizado, com praticamente 100% sobre o controle da Petrobras e de outras estatais. Não há investimentos para ampliar a malha de gasoduto no Brasil. Com a nova lei, daremos segurança jurídica para que a iniciativa privada possa participar ativamente, construir e levar gasodutos a várias partes do país, gerando novos investimentos”, defende o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), um dos autores da proposta.

Na visão de Domingos Sávio, a nova legislação pode alavancar a produtividade no campo e reaquecer a economia goiana no cenário pós-pandemia. “A nova lei vai facilitar a ampliação e instalação de novas indústrias em vários setores em que o gás natural entrará como uma energia mais barata e essencial para o desenvolvimento industrial do país”, espera o parlamentar.

O atual relator da matéria na Câmara, deputado Laercio Oliveira (PP-SE), considera que o texto está pronto para ser votado e vai deixar para trás anos de atraso no setor.

“Hoje, o PL encontra maior apoio do governo federal e do Fórum do Gás, que representa mais de 60 associados. O projeto está maduro, fruto de muitas discussões na Comissão de Minas e Energia. Aceitamos as opiniões de quem pensa contrário, mas podemos avançar nas discussões. O que temos como certeza é que tudo que foi construído até aqui tem o consenso da maioria”, garante.

O diretor de eletricidade e gás da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e coordenador-adjunto do Fórum do Gás, Bernardo Sicsú, ressalta a importância do gás natural para reaquecer a economia e, consequentemente, beneficiar o consumidor final. “O gás natural é um insumo fundamental para diversos setores da nossa economia, vários deles demandados nesse momento de pandemia, como alimentos, medicamentos, setores de vidro, cerâmica, incluindo geração de energia elétrica”, exemplifica.

Produção nacional

Segundo o último boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que regula o setor no país, a produção de gás natural em maio foi inferior a abril, com retração de 7,8%. Se comparado ao mesmo mês de 2019, a redução chegou a 3%.
O aproveitamento do gás natural em todo o território brasileiro, de acordo com os dados, foi de 97,6%. O que chama a atenção é que os campos operados pela Petrobras, em consórcio ou não, produziram 94,9% do petróleo e do gás natural. Rio de Janeiro aparece como principal produtor, seguido de São Paulo e Espírito Santo.

Diante desses números, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, salienta que a produção está concentrada em poucos estados, o que desfavorece o setor produtivo instalado longe dos grandes centros.

“Um desafio que a gente precisa superar é a questão da demanda e da oferta. O Brasil tem uma oferta pequena, somos grandes importadores. Basicamente 50% do gás que a gente consome no país é importado, precisamos reverter isso. A gente só consegue baixar o preço do gás no Brasil, que é caro em relação aos demais países, se aumentar a oferta, a infraestrutura e conquistar novos mercados”, analisa.

Se aprovada na Câmara, a Nova Lei do Gás abre possibilidade para que as companhias precisem apenas de autorização da ANP para construir gasodutos, em vez de passar por licitação pública, como é exigido hoje. Essa flexibilização, no entendimento de Bernardo Sicsú, pode reduzir os custos de transporte do gás natural, um dos fatores que pesa sobre o preço final do produto. “Essa simplificação e desburocratização são fundamentais para acelerar o processo de transformação no setor. Os benefícios vão refletir de forma mais rápida na economia”, sustenta.

A expectativa do atual relator Laercio Oliveira (PP-SE) é que a Nova Lei do Gás seja votada ainda nas próximas semanas. O texto, em sua tramitação normal, passaria pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, mas há articulação entre parlamentares para que possa ser analisado diretamente em Plenário. 

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28/07/2020 03:00h

Combustível é matéria-prima para produção de adubos nitrogenados, utilizados em lavouras e pastos; alto preço ainda é entrave

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Aplicados para garantir quantidade suficiente de nutrientes no solo de pastos e lavouras, 80% dos fertilizantes utilizados na agropecuária brasileira vêm de outros países. O setor, que representa 5,3% do PIB nacional, gasta mais com a importação do insumo, o que encarece o preço final da soja e do arroz, por exemplo.

Segundo a Petrobras, a demanda do mercado brasileiro pelos compostos químicos é maior que a oferta nacional. O principal motivo é o alto custo do gás natural, matéria-prima que pode representar até 80% do valor final cobrado pelo fertilizante, dependendo da cultura.

No Paraná, os insumos nitrogenados, responsáveis por gerar grãos com maior teor de proteína, ainda pesam no bolso porque são derivados da amônia e obtidos a partir da transformação química do gás natural. Para a deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), o preço impraticável do combustível é consequência do monopólio no mercado de gás e prejudica produtores rurais, indústria e consumidores residenciais. 

“A abertura do mercado de gás natural terá impacto direto e positivo nas atividades do agro e para o cidadão. Além da redução dos custos para o consumidor, também teremos maior oferta, com preços bem mais em conta para o trabalhador rural”, afirma.

Para atrair investimentos e expandir a malha de gasodutos no Paraná, o Congresso Nacional discute mudar o modelo de regulação do setor de gás. A ideia, a partir da aprovação da chamada Nova Lei do Gás (PL 6.407/2013), é baratear o preço e democratizar o acesso ao combustível. O principal desafio é tornar o mercado mais competitivo e facilitar a entrada de empresas em todas as cadeias de produção. 

“Nós consideramos as regras do novo marco legal alternativas promissoras para a retomada da economia nacional. O gás ainda pode ser usado em uma infinidade de indústrias, como a de laticínios e de ração, por exemplo. Por isso, a aprovação do marco regulatório é oportuno e urgente”, ressalta Aline Sleutjes.

Um dos autores da proposta, o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) defende que a nova legislação pode alavancar a produtividade no campo e reaquecer a economia paranaense no cenário pós-pandemia. “A nova lei vai facilitar a ampliação e instalação de novas indústrias em vários setores em que o gás natural entrará como uma energia mais barata e essencial para o desenvolvimento industrial do país”, projeta.

O atual relator da matéria na Câmara, deputado Laercio Oliveira (PP-SE), considera que o texto está pronto para ser votado e vai deixar para trás anos de atraso no setor.

“Hoje, o PL encontra maior apoio do governo federal e do Fórum do Gás, que representa mais de 60 associados. O projeto está maduro, fruto de muitas discussões na Comissão de Minas e Energia. Aceitamos as opiniões de quem pensa contrário, mas podemos avançar nas discussões. O que temos como certeza é que tudo que foi construído até aqui tem o consenso da maioria”, garante.

O diretor de eletricidade e gás da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e coordenador-adjunto do Fórum do Gás, Bernardo Sicsú, ressalta a importância do gás natural para reaquecer a economia e, consequentemente, beneficiar o consumidor final. “O gás natural é um insumo fundamental para diversos setores da nossa economia, vários deles demandados nesse momento de pandemia, como alimentos, medicamentos, setores de vidro, cerâmica, incluindo geração de energia elétrica”, exemplifica.

Produção nacional

Segundo o último boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que regula o setor no país, a produção de gás natural em maio foi inferior a abril, com retração de 7,8%. Se comparado ao mesmo mês de 2019, a redução chegou a 3%.

O aproveitamento do gás natural em todo o território brasileiro, de acordo com os dados, foi de 97,6%. O que chama a atenção é que os campos operados pela Petrobras, em consórcio ou não, produziram 94,9% do petróleo e do gás natural. Rio de Janeiro aparece como principal produtor, seguido de São Paulo e Espírito Santo.

Deputados articulam acordo para analisar em plenário proposta que pode baratear gás natural

Deputados cobram urgência na votação da Nova Lei do Gás contra monopólio e por menor preço do gás natural

Projeto que facilita construção de gasodutos, Nova Lei do Gás pode ser aprovada na Câmara ainda em 2020

Diante desses números, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, salienta que a produção está concentrada em poucos estados, o que desfavorece o setor produtivo instalado longe dos grandes centros.

“Um desafio que a gente precisa superar é a questão da demanda e da oferta. O Brasil tem uma oferta pequena, somos grandes importadores. Basicamente 50% do gás que a gente consome no país é importado, precisamos reverter isso. A gente só consegue baixar o preço do gás no Brasil, que é caro em relação aos demais países, se aumentar a oferta, a infraestrutura e conquistar novos mercados”, analisa.

Se aprovada na Câmara, a Nova Lei do Gás abre possibilidade para que as companhias precisem apenas de autorização da ANP para construir gasodutos, em vez de passar por licitação pública, como é exigido hoje. Essa flexibilização, no entendimento de Bernardo Sicsú, pode reduzir os custos de transporte do gás natural, um dos fatores que eleva o preço final do produto. “Essa simplificação e desburocratização são fundamentais para acelerar o processo de transformação no setor. Os benefícios vão refletir de forma mais rápida na economia”, sustenta.

A expectativa do atual relator Laercio Oliveira (PP-SE) é que a Nova Lei do Gás seja votada ainda nas próximas semanas. O texto, em sua tramitação normal, passaria pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, mas há articulação entre parlamentares para que possa ser analisado diretamente em Plenário. 
 

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27/07/2020 11:40h

Estudo da USP mostra que uso do combustível pode substituir eletricidade, diesel e óleo combustível e beneficiaria agropecuária, transporte e indústria local

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Apesar do contrato ativo com a Bolívia para fornecimento de gás natural, a quantidade que chega ao Mato Grosso não é suficiente para atender a demanda. Quase todo o combustível ofertado abastece a Usina Termelétrica de Cuiabá (UTE), que voltou a operar em setembro do ano passado. O gás natural chega à capital por meio do Gasoduto Lateral-Cuiabá, um “braço” do Gasbol, rede de transporte que liga Bolívia e Brasil. Caso a distribuição do produto fosse maior, o Centro de Pesquisa para Inovação em Gás, da Universidade de São Paulo (USP), indica que os setores agropecuário, industrial e de transporte locais teriam menos custos de produção.

Segundo pesquisadores da USP, isso seria possível porque o gás natural é mais barato e poderia substituir a eletricidade, o diesel e o óleo combustível com fonte de energia. O levantamento aponta ainda que mesmo se o produto fosse engarrafado em Cuiabá, onde há um terminal de gás natural liquefeito (GNL), e transportado de caminhão para as demais regiões do estado em forma de GLP (gás de cozinha), a logística compensaria financeiramente. Com a expansão da malha de gasodutos, o processo ficaria ainda mais barato e incentivaria o consumo em larga escala.

No Congresso Nacional, deputados discutem o PL 6.407/2013, que pretende baratear o preço do combustível por meio da abertura de mercado e da ampliação da infraestrutura pelo país. Um dos autores da proposta, o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) lembra que o desenvolvimento do setor só será possível com o fim do monopólio da Petrobras.

“O mercado atual está extremamente fechado e cartelizado, com praticamente 100% sobre o controle da Petrobras e de outras estatais. Não há investimentos para ampliar a malha de gasoduto no Brasil. Com a nova lei, daremos segurança jurídica para que a iniciativa privada possa participar ativamente, construir e levar gasodutos a várias partes do país, gerando novos investimentos”, defende.

O atual relator da matéria na Câmara, deputado Laercio Oliveira (PP-SE), considera que o texto está pronto para ser votado e vai deixar para trás anos de atraso no mercado de gás.

“Hoje, o PL encontra maior apoio do governo federal e do Fórum do Gás, que representa mais de 60 associados. O projeto está maduro, fruto de muitas discussões na Comissão de Minas e Energia (CME). Aceitamos as opiniões de quem pensa contrário, mas podemos avançar nas discussões. O que temos como certeza é que tudo que foi construído até aqui tem o consenso da maioria”, garante.

O diretor de eletricidade e gás da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) e coordenador-adjunto do Fórum do Gás, Bernardo Sicsú, ressalta a importância do gás natural para reaquecer a economia e, consequentemente, beneficiar o consumidor final. “O gás natural é um insumo fundamental para diversos setores da nossa economia, vários deles demandados nesse momento de pandemia, como alimentos, medicamentos, setores de vidro, cerâmica, incluindo geração de energia elétrica”, exemplifica.

Produção nacional

Segundo o último boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que regula o setor no país, a produção de gás natural em maio foi inferior a abril, com retração de 7,8%. Se comparado ao mesmo mês de 2019, a redução chegou a 3%.

O aproveitamento do gás natural em todo o território brasileiro, de acordo com os dados, foi de 97,6%. O que chama a atenção é que os campos operados pela Petrobras, em consórcio ou não, produziram 94,9% do petróleo e do gás natural. Rio de Janeiro aparece como principal produtor, seguido por São Paulo e Espírito Santo.

Diante desses números, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, salienta que a produção está concentrada em poucos estados, o que desfavorece o setor produtivo instalado longe dos grandes centros.

“Um desafio que a gente precisa superar é a questão da demanda e da oferta. O Brasil tem uma oferta pequena, somos grandes importadores. Basicamente 50% do gás que a gente consome no país é importado, precisamos reverter isso. A gente só consegue baixar o preço do gás no Brasil, que é caro em relação aos demais países, se aumentar a oferta, a infraestrutura e conquistar novos mercados”, analisa.

Se aprovada na Câmara, a Nova Lei do Gás poderá reduzir a burocracia para construção de gasodutos, tubulações utilizadas para transportar gás natural. Segundo a última redação votada na Casa, em 2019, o processo de concessão de gasodutos atualmente é “muito burocrático”, o que impediu a ampliação dessa infraestrutura desde 2009, quando o sistema de concessão de gasodutos foi regulamentado por lei.

Para corrigir esse problema, a norma propõe que as companhias precisem apenas de autorização da ANP, em vez de passar por licitação pública, como é exigido hoje. Essa flexibilização, no entendimento de Bernardo Sicsú, pode reduzir os custos de transporte do gás natural. “Essa simplificação e desburocratização são fundamentais para acelerar o processo de transformação no setor. Os benefícios vão refletir de forma mais rápida na economia”, sustenta.

A expectativa do atual relator Laercio Oliveira (PP-SE) é que a Nova Lei do Gás seja votada nas próximas semanas. O texto, em sua tramitação normal, passaria pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, mas há articulação entre parlamentares para que possa ser analisado diretamente em Plenário.

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Agronegócios
25/07/2020 05:00h

Por outro lado, no Sul do Brasil, o excesso de precipitações atrasou o desenvolvimento das plantações de trigo e milho

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A falta de chuvas na primeira quinzena de julho na região de Matopiba, formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, é positiva para a maturação e colheita de algodão e milho. A análise é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do Boletim de Monitoramento Agrícola.

De acordo com o estudo, a situação é diferente no Mato Grosso do Sul, onde as plantações ainda precisam de chuva. As lavouras ainda estão na fase de enchimento de grãos, o que pode ser prejudicado pela menor umidade do solo.

Embrapa lança plataforma que centraliza informações sobre a região de Matopiba para produtores rurais

Já na região do Sealba, que abrange trechos de Sergipe, Alagoas e Bahia, as chuvas têm ajudado no desenvolvimento da terceira safra de milho, apesar de ter atrasado a evolução das plantações de trigo e a colheita de milho no Sul do Brasil.

O boletim acompanha a evolução das lavouras e ajuda a fazer um diagnóstico mais preciso das condições da agricultura brasileira.

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Agronegócios
25/07/2020 05:00h

O Governo Federal proibiu o uso do fogo por 120 dias

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Com a chegada do período de seca, o governo federal decidiu proibir o uso do fogo por 120 dias em áreas rurais do Brasil. A medida foi publicada no dia 16 de julho. Continuam permitidas as queimas controladas, quando forem imprescindíveis para o plantio ou para controle fitossanitário. A mesma medida foi tomada no ano passado e resultou em uma diminuição de 16% dos focos de incêndio.

Na Bahia, preocupados com o crescimento no número de incêndios florestais, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) reforça a recomendação para a não utilização do fogo. Para que seja feito o uso, é preciso apresentar Declaração de Queimada Controlada (DQC).

Governo brasileiro anuncia medidas para combater incêndios na Amazônia

Além disso, outros cuidados precisam ser tomados: o treinamento de brigadas para o combate a incêndio, manutenção de aceiros, comunicação com os vizinhos sobre a queimada e atenção à direção do vento e à temperatura. As orientações são do Programa Bahia Sem Fogo, que conta com a participação do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) e do Corpo de Bombeiros.

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