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Baixar áudioEm recente boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, é possível observar que as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao vírus da gripe voltaram a aumentar na Região Centro-Sul, com a chegada do inverno. O destaque fica por conta de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul com aumento de SRAG por influenza A, especialmente entre adolescentes, adultos e idosos.
A longo prazo, 11 estados apresentam tendência de crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e São Paulo. Por isso, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, recomenda o uso de uma boa máscara para evitar o contágio pelo vírus da gripe.
“Sempre que for sair, for receber alguém, coloque uma boa máscara, uma N95, uma PFF2, aquelas que têm uma capacidade de filtragem maior e se ajustam melhor ao rosto, porque elas diminuem muito o risco de passar o vírus para as outras pessoas, liberar o vírus no ambiente. Além disso, qualquer pessoa, mesmo não estando com sintomas, mas que for visitar ou estiver indo à uma unidade de saúde, bote uma boa máscara, porque evita contrair o vírus respiratório na unidade de saúde e levar pra casa, levar para o transporte público, enfim, para outros locais.”
Entre as práticas de prevenção ao vírus da gripe, o Ministério da Saúde também recomenda lavar frequentemente as mãos com água e sabão; não compartilhar objetos de uso pessoal; manter os ambientes ventilados; evitar contato com pessoas com sintomas gripais; e evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.
Outra ferramenta essencial para se proteger da gripe é a vacinação. Mesmo após o término da campanha do Ministério da Saúde, a maioria dos postos de saúde ainda possui estoque de doses disponíveis gratuitamente.
Faça parte do Movimento Nacional Pela Vacinação e diga sim para a vacina contra a gripe. Procure uma Unidade Básica de Saúde com a Caderneta de Vacinação ou documento com foto.
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VSR: Fiocruz alerta para o aumento nas internações por infecções respiratórias
Casos de SRAG registram aumento contínuo no Brasil; alerta Fiocruz
Brasil registra sinalização de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
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Baixar áudioCada organismo reage de maneira diferente quando infectado por um vírus, mas no caso das síndromes respiratórias, seja pela infecção do vírus SARS-CoV-2 — que causa a Covid — ou da Influenza, causador da gripe, alguns sintomas são comuns às duas doenças.
O médico infectologista do hospital de Base de Brasília, Tazio Vanni, explica quais os primeiros sinais dessas infecções.
“Coriza, nariz escorrendo, dor de garganta, tosse, febre — às vezes cursando com cefaleia — [sintomas] que são bastante semelhantes aos quadros que a gente observa com o vírus da gripe, que é Influenza, ou vírus sincicial respiratório, que causa bronquiolite em crianças, mas também causa quadro clínico parecido com o que eu estou descrevendo em adultos e idosos.”
Segundo o Ministério da Saúde, a infecção pelo SARS-CoV-2 pode variar de assintomática a casos críticos. É preciso ter atenção especial para sinais que indicam piora e necessitam hospitalização, como dispneia – sensação de falta de ar –, pressão no tórax e baixa oxigenação no sangue.
Lavar as mãos e evitar locais fechados quando houver suspeita ou confirmação de qualquer síndrome gripal também faz parte dos cuidados que devem continuar, mesmo sem a emergência da pandemia.
A vacinação para o público prioritário com a vacina que protege contra a cepa em maior circulação atualmente já está disponível em todo o país, basta preocupar uma unidade de saúde.
Procure uma Unidade Básica de Saúde, leve a caderneta e vacine-se contra a Covid-19.
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Baixar áudioÉ comum que pacientes infectados por dengue sintam dores no corpo, febre alta e tenham manchas na pele. Esses sintomas duram em torno de 5 a 7 dias. Porém, mesmo após a cura, alguns sintomas podem persistir, como a fadiga extrema, dores musculares e articulares, além de manchas na pele.
Estou com dengue, o que fazer?
O infectologista Julival Ribeiro aponta que as pessoas diagnosticadas com dengue grave, chamada de dengue hemorrágica, podem continuar com sintomas e ter sequelas, como insuficiência cardíaca e miocardite – uma inflamação do tecido muscular do coração. Julival menciona, ainda, que podem haver sequelas cerebrais.
“A depender do quadro clínico da dengue, se foi grave, podem surgir manifestações neurológicas, por exemplo, perda de memória, se a pessoa teve uma inflamação no cérebro, e irritabilidade. Tudo isso pode acontecer a longo prazo com a dengue”, destaca o infectologista.
Caso o paciente apresente sintomas semanas após a cura, deve procurar assistência médica. “Nas pessoas que tiveram dengue grave, é que essas alterações podem durar por longo tempo, ou mesmo tornar-se um problema crônico. Portanto, quem teve dengue, apresenta sintomas depois de várias semanas ou meses, deve procurar um serviço de saúde para esclarecer”, indica Julival.
As alterações de saúde afetam, em especial, pacientes que tiveram dengue hemorrágica. O especialista em doenças tropicais do hospital Anchieta e infectologista, Manuel Palácios, explica como a dengue clássica evolui para a hemorrágica.
“A dengue pode evoluir para dengue hemorrágica, ou dengue grave, quando há um aumento da permeabilidade vascular, levando a vazamento de plasma, sangramentos graves e falência de órgãos. A fase crítica, onde o paciente está mais vulnerável, pode durar de 24 a 48 horas”, pontua.
Segundo Manuel Palácios, os sintomas da progressão da doença costumam aparecer entre o 3º e o 7º dia e coincidem com a queda da febre. Os sintomas são:
A médica intensivista do Hospital Santa Marta, localizado em Taguatinga Sul no Distrito Federal, Adele Vasconcelos, explica que a dengue causa desidratação interna por perda de líquido, o que faz com que o sangue engrosse e as plaquetas caiam – fatores que aumentam o risco de hemorragia. “A evolução da dengue para a hemorrágica depende de organismo para organismo. A gente só considera uma dengue como hemorrágica se o paciente tiver algum tipo de sangramento, seja ocular, no nariz, na boca, na urina, nas fezes, às vezes até na cabeça, um AVC”, salienta a médica.
Em relação às sequelas da dengue grave, órgãos como coração, rins, fígado e cérebro podem ser afetados. A professora do Gama, no Distrito Federal, Gláucia Ferreira Matos, 45 anos, teve a doença em março deste ano. Ela relata que, além da dengue ter afetado a imunidade dela, tem investigado problemas nos rins e fígado.
“A dengue atingiu gravemente o meu fígado, consequentemente o meu rim também e, agora, eu venho fazendo acompanhamento, exames de sangue, hemograma, alguns exames mais específicos para acompanhar, porque eu venho sentindo sintomas que eu nunca tive na vida antes de ter dengue”, conta a professora.
Têm maior risco de desenvolver dengue hemorrágica crianças, idosos, gestantes, portadores de doenças imunossupressoras (HIV/Aids, doenças autoimunes, neoplasias), além de pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão e indivíduos previamente infectados com um sorotipo diferente do vírus da dengue.
O Ministério da Saúde pontua que, em 2024, o avanço histórico da doença no país fez 10 estados e o Distrito Federal decretarem situação de emergência.
Veja alguns dados sobre atendimentos por dengue na rede pública do país:
Em um levantamento realizado pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp), de 3 a 13 de maio de 2024, 96% dos hospitais paulistas registraram aumento de internações de pacientes por dengue e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
Segundo o informe da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o número de diagnósticos e mortes por dengue em 2024, com 82% dos casos registrados no mundo, sendo 6,3 milhões de casos prováveis e 3 milhões confirmados em laboratório.
Com uma vistoria de 10 minutos semanais em casa, os moradores podem acabar com os possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, segundo o Ministério da Saúde. Confira alguns cuidados:
Para mais informações sobre a dengue e formas de prevenção, acesse: www.gov.br/mosquito.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde recomendou que estados e municípios ampliem as ações de vigilância e controle das arboviroses diante da possibilidade de aumento na circulação de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A orientação foi divulgada em nota técnica que leva em conta os impactos esperados do fenômeno El Niño, previsto para influenciar o clima brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.
Segundo estimativas elaboradas pelo InfoDengue/Fiocruz, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o aumento das temperaturas e das chuvas em algumas regiões, aliado a períodos de estiagem em outras, pode criar condições favoráveis para a proliferação do mosquito transmissor.
Entre as recomendações do ministério estão a intensificação das ações de vigilância epidemiológica, o bloqueio da transmissão nos primeiros casos identificados, a reorganização do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias e a adoção de tecnologias de controle vetorial. A pasta também orienta os gestores a reforçarem campanhas de conscientização para que a população elimine possíveis criadouros do mosquito e procure atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas.
Apesar do alerta, o cenário atual é de redução dos casos das principais arboviroses. Até 20 de junho de 2026, o país registrou 392,8 mil casos de dengue, uma queda de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os casos de chikungunya também diminuíram 46%, segundo o Ministério da Saúde.
A prevenção continua sendo a principal forma de combater a dengue, a chikungunya e a zika. Confira as principais recomendações:
Febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele, náuseas e cansaço estão entre os principais sintomas da dengue. Ao apresentar esses sinais, procure uma unidade de saúde o quanto antes e evite a automedicação, principalmente com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) ou anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de sangramentos.
Importante: O mosquito Aedes aegypti também transmite chikungunya e zika, por isso as medidas de prevenção ajudam a reduzir o risco dessas doenças.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciaram a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), um dos principais instrumentos para mapear as condições de saúde da população brasileira e subsidiar a formulação de políticas públicas.
A coleta de informações será realizada entre julho e novembro de 2026. Ao longo desse período, aproximadamente 1,8 mil entrevistadores do IBGE visitarão cerca de 140 mil domicílios distribuídos em todos os estados e no Distrito Federal. Durante as entrevistas, serão coletadas informações sobre hábitos de vida, doenças crônicas, acesso e utilização dos serviços de saúde, saúde mental, alimentação, prática de atividade física, consumo de álcool e tabaco, entre outros indicadores relacionados à qualidade de vida.
Uma das principais novidades desta edição é a inclusão, pela primeira vez, da coleta de sangue e urina em uma subamostra de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas. Os exames vão analisar indicadores como hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio e potássio, além de sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio. Os participantes receberão os resultados gratuitamente.
Segundo o Ministério da Saúde, os dados produzidos pela pesquisa serão fundamentais para orientar o planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS), acompanhar a evolução das condições de saúde da população e monitorar metas nacionais e internacionais na área da saúde. A expectativa é que os resultados contribuam para o aperfeiçoamento de políticas públicas e para a definição de estratégias de prevenção e promoção da saúde em todo o país.
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Baixar áudioReduzir o consumo de sal é essencial para o controle da pressão arterial, pois o excesso de sódio no sangue retém líquidos, afetando os vasos sanguíneos e aumentando a pressão.
No entanto, eliminar completamente o sal da dieta não é recomendado, já que isso afeta funções essenciais no organismo, como equilíbrio hídrico, regulação do açúcar no sangue e funcionamento dos músculos, cérebro e coração.
A recomendação diária é de 2 gramas de sódio (equivalente a 5 gramas de sal ou 5 colheres de chá rasas), mas o consumo médio do brasileiro ultrapassa essa quantidade, chegando a quase o dobro. Reduzir o sal exige ajustes na escolha e preparo dos alimentos, além de uma adaptação gradual ao paladar.
Veja ao vídeo com a explicação do especialista:
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Baixar áudioUma pesquisa recentemente divulgada revelou que oito em cada dez brasileiros reconhecem como graves sintomas associados ao câncer colorretal, como a presença de sangue nas fezes e alterações persistentes no funcionamento do intestino.
O estudo inédito, realizado pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, também mostrou que, apesar do elevado nível de percepção, quase metade das pessoas que identificam esses sinais demora ou deixa de procurar atendimento médico, evidenciando um descompasso entre o reconhecimento dos sintomas e a busca pelo diagnóstico precoce.
A pesquisa "A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos" entrevistou presencialmente 2.015 brasileiros com 16 anos ou mais, distribuídos pelas 27 unidades da Federação. A coleta de dados foi realizada entre 25 e 30 de junho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Entre as principais descobertas, o estudo apontou que 80% dos brasileiros consideram grave a presença de sangue nas fezes ou alterações intestinais que persistam por mais de um mês, sendo que 42% classificam esses sintomas como "muito graves". Esse percentual é ainda maior entre pessoas que já conviveram de perto com casos da doença.
Apesar desse nível de conscientização, o câncer colorretal ainda está distante da realidade da maior parte da população. Apenas 21% dos entrevistados afirmaram conhecer alguém que teve a doença — sendo 15% um parente próximo e 6% um amigo ou conhecido — enquanto 75% disseram nunca ter tido contato com pacientes diagnosticados com esse tipo de câncer.
O levantamento também identificou que, embora 67% dos brasileiros associem sangue nas fezes e alterações intestinais prolongadas ao câncer colorretal, apenas 24% fazem essa associação com convicção. Para outros 43%, a relação existe, mas de forma moderada, indicando que ainda há espaço para ampliar a conscientização sobre os principais sinais de alerta da doença.
O cenário reforça a importância do estudo. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano durante o triênio 2026-2028, tornando a doença o segundo tipo de câncer mais incidente no país.
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Baixar áudioA Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promoveu uma agenda de cooperação internacional em saúde em Lisboa, Portugal, que resultou na assinatura de novos acordos entre instituições brasileiras e portuguesas para ampliar a colaboração nas áreas de saúde, ciência, tecnologia e inovação. A iniciativa também buscou fortalecer a internacionalização do ecossistema de saúde brasileiro e expandir oportunidades para empresas nacionais no mercado internacional.
Entre os acordos formalizados durante o evento, estão os voltados à ampliação da cooperação científica, tecnológica e institucional entre Brasil e Portugal. Segundo a ApexBrasil, os atos assinados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fortalecem as atividades institucionais da fundação no escritório da ApexBrasil em Lisboa.
A cooperação entre ApexBrasil e Fiocruz foi formalizada por meio de Acordo de Cooperação Técnica. A parceria tem o objetivo de ampliar a cooperação em promoção comercial, atração de investimentos, cooperação científica e internacionalização de instituições e empresas brasileiras do setor de saúde.
A Agência também afirmou que o instrumento consolida a atuação conjunta das instituições na promoção internacional do ecossistema de saúde brasileira.
Além disso, a Fiocruz e as universidades de Coimbra e de Aveiro também assinaram acordos, bem como um protocolo envolvendo Infarmed e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar a cooperação regulatória entre Brasil e Portugal.
Durante o encontro, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) representa um dos maiores ativos do Brasil e contribui para fortalecer a imagem do país no exterior.
"Esse direito à saúde universal que o Brasil tem, esse desafio que o Brasil se colocou democraticamente de oferecer saúde a todos, de forma gratuita, de forma universal, é um grande ativo que o Brasil tem. Nós, que trabalhamos o Brasil e o que o Brasil tem de melhor, temos muito orgulho disso", afirmou Müller.
Segundo Müller, além de garantir atendimento à população brasileira, o SUS também é reconhecido internacionalmente por acolher estrangeiros que passam pelo país.
"Vocês sempre dizem que o SUS atende 220 milhões de pessoas, ou seja, todos os brasileiros. Nós brincamos que atende mais, porque volta e meia encontramos alguém, um estrangeiro, que foi atendido pelo Sistema Único de Saúde no Brasil. O nosso SUS é universal, atende a todos os brasileiros, mas também atende os estrangeiros que estão lá. Isso dá muito orgulho para a gente”, disse.
O evento contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da ministra da Saúde de Portugal, Ana Paula Martins, além de representantes da Fiocruz, da Anvisa, do Infarmed, das universidades de Coimbra e de Aveiro e de outras instituições parceiras.
Na avaliação do presidente da ApexBrasil, a internacionalização da saúde brasileira vai além da exportação de produtos. Segundo ele, a agenda reúne uma estratégia de construção de parcerias entre empresas, centros de pesquisa, universidades e governos com enfoque em inovação e capazes de gerar oportunidades para o Brasil.
“O escritório da ApexBrasil em Lisboa foi concebido justamente para aproximar esses atores e transformar cooperação em desenvolvimento, negócios e inserção internacional”, afirmou.
Na avaliação do presidente da Fiocruz, Mario Moreira, os acordos representam um avanço na cooperação bilateral e abrem novas frentes de atuação conjunta entre os dois países.
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Baixar áudioOs casos de vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite em crianças pequenas, apresentam tendência de redução em grande parte do Brasil. No entanto, a circulação do vírus ainda permanece elevada em diversos estados, segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento também aponta queda nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas tendências de curto e longo prazo, considerando a Semana Epidemiológica 27, entre os dias 5 e 11 de julho.
A análise mostra que a diminuição das hospitalizações por SRAG entre crianças de até 4 anos é impulsionada, principalmente, pela redução dos casos associados ao VSR. Já entre jovens, adultos e idosos, a queda está relacionada à diminuição das internações por influenza A, enquanto, na faixa etária de 5 a 14 anos, a redução ocorre sobretudo em razão da menor circulação do rinovírus.
Apesar do cenário mais favorável, os pesquisadores alertam que o VSR ainda provoca elevado número de casos graves em diversos estados. O crescimento das infecções permanece concentrado na Região Sul, além de Minas Gerais e Maranhão. Em outras unidades da Federação, embora haja sinais de estabilização ou queda, os níveis de circulação do vírus seguem elevados.
No panorama nacional, cinco estados apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Outras 17 unidades da Federação continuam registrando incidência elevada de SRAG, porém sem crescimento sustentado.
O boletim também aponta um leve aumento das hospitalizações por Covid-19 no Amazonas, embora a incidência permaneça baixa. Em relação à influenza A, os casos graves continuam elevados em Minas Gerais, Paraná e Roraima, mesmo após o período de sazonalidade da doença em grande parte do país.
Outro destaque do levantamento é o impacto desigual das doenças respiratórias conforme a idade. A maior incidência de SRAG continua concentrada em crianças de até 2 anos, principalmente em decorrência do VSR. Já a maior mortalidade é registrada entre pessoas com 65 anos ou mais, tendo a influenza A como principal agente associado.
Em 2026, o Brasil já contabiliza 115.203 casos de SRAG. Entre as amostras com diagnóstico positivo para vírus respiratórios, o VSR responde pela maior parcela dos registros, seguido por rinovírus, influenza A, influenza B e Sars-CoV-2.
Diante do cenário, a Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação em dia e adotar medidas de prevenção, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas quando houver sintomas respiratórios e utilizar máscara caso seja necessário sair de casa.
Para acompanhar as próximas semanas epidemiológicas, acesse o Calendário Epidemiológico do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
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Baixar áudioVocê já parou para pensar em como suas articulações trabalham para você? Elas conectam os ossos, permitindo movimentos suaves e harmônicos - desde os dedos das mãos até a coluna vertebral. São elas que nos permitem caminhar, dançar e realizar tarefas do dia a dia.
Com o tempo, as articulações podem perder flexibilidade e sofrer desgastes, mas com cuidados certos, é possível mantê-las saudáveis em qualquer idade.
Pratique exercícios, cuide da alimentação e proteja seus músculos para uma vida ativa e sem limitações!
Veja o vídeo com a explicação do especialista:
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Baixar áudioA aprovação pelo Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 14/2021), que estabelece aposentadoria diferenciada para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, pode pressionar as contas das prefeituras. O alerta foi dado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que estima que a medida poderá gerar um impacto de R$ 70 bilhões nos orçamentos municipais. A proposta aguarda promulgação.
O texto, aprovado com 73 votos favoráveis e apenas um contrário, fixa regras permanentes e transitórias de aposentadoria para as duas categorias, além de disciplinar a contratação desses profissionais. A matéria estende, ainda, as regras aos agentes indígenas e indica a forma como a União custeará o aumento de despesa.
Na avaliação da CNM, além do impacto econômico, a proposta também apresenta vícios de inconstitucionalidade ao impor aos municípios regras previdenciárias e funcionais com elevado impacto financeiro. Para a entidade, as alterações interferem na autonomia administrativa, orçamentária e previdenciária dos entes locais e comprometem o equilíbrio federativo.
Em nota, a Confederação alertou que entende que, ao reduzir requisitos para aposentadoria, a PEC estabelece hipóteses de integralidade e de paridade, ampliando obrigações dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) sem observar o equilíbrio financeiro e atuarial exigido pela Constituição de forma adequada.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou que a aprovação da proposta pode comprometer as finanças dos municípios caso não haja definição de uma fonte de custeio.
"Essa pauta-bomba é uma das principais preocupações do movimento municipalista nos últimos anos e pode significar um colapso na administração local se não for definida a fonte de custeio pelo governo federal e pelo Legislativo. Sem uma fonte federal permanente, suficiente e automática, os novos encargos reduzirão ainda mais o espaço fiscal municipal, podendo comprometer investimentos, serviços assistenciais, contratação de profissionais e a continuidade de políticas essenciais para a população", frisou Ziulkoski.
Conforme a Agência Senado, a proposta estabelece que a idade mínima para a aposentadoria da categoria aumentará gradualmente até 2041, desde que comprovados 25 anos de contribuição e de exercício na atividade profissional. Confira a regra de transição:
Hoje, a aposentadoria dos profissionais da categoria segue a regra geral: no mínimo 62 anos de idade para mulheres e 65 para homens, com pelo menos 15 anos de contribuição no caso do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e 25 anos de contribuição no caso do RPPS.
A regra valerá tanto para quem estiver vinculado ao RPPS, aplicável a servidores públicos, quanto para quem estiver no RGPS, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Pela proposta, as idades mínimas poderão ser reduzidas em um ano para cada ano de contribuição e de efetivo exercício que exceder os 25 anos exigidos, até o limite de cinco anos.
Outra regra de transição também permite a aposentadoria para agentes que preencham, de forma cumulativa os seguintes requisitos:
A matéria reconhece a atividade dos agentes como essencial ao Sistema Único de Saúde (SUS) e prevê a proibição da contratação temporária ou terceirizada de agentes de saúde, exceto em situações de emergência em saúde pública previstas em lei.
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Baixar áudioA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou a vacina Fluprevli, destinada à imunização ativa contra a influenza em pessoas a partir dos 6 meses de idade. A decisão foi publicada na segunda-feira (13) e autoriza o uso do imunizante trivalente (fragmentado e inativado), que protege contra os subtipos influenza A e B.
Segundo a Anvisa, estudos clínicos apontaram elevadas taxas de soroproteção e soroconversão, indicadores da resposta do organismo à vacinação. Os resultados também mostraram eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças.
A influenza é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório e representa um importante desafio para a saúde pública. A doença pode provocar surtos sazonais, hospitalizações e mortes, principalmente entre crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
O registro da vacina foi oficializado por meio da Resolução RE nº 2.743/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
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Copiar o textoNeste episódio, o Cardiologista Dr. Bruno Mioto (CRM: 112.007/ SP) explica sobre colesterol.
Baixar áudioVocê sabia que o colesterol alto pode ser um grande risco para a saúde e que, na maioria das vezes, não apresenta sintomas?
No entanto, existem alguns sinais que podem indicar o problema, como manchas ou placas amareladas ao redor dos olhos (xantelasma), nódulos amarelados ou avermelhados na pele (xantomas) e um anel acinzentado ao redor da íris (arco senil). Além disso, dores no peito (angina) podem surgir devido ao acúmulo de placas nas artérias do coração.
Em casos mais graves, o colesterol alto pode causar derrames ou dores nas pernas ao caminhar. Se você notar algum desses sinais, procure um médico e faça seus exames no dia.
Veja ao vídeo com a explicação do especialista:
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