21/10/2021 20:10h

Ministério da Saúde atribui diminuição de casos e mortes à vacinação

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Em queda desde junho deste ano, a média móvel de óbitos por Covid-19 teve redução de aproximadamente 90% em relação ao período mais crítico da pandemia, segundo informações do Ministério da Saúde. 

A média móvel de mortes atingiu a marca de 379,5 no dia 18 de outubro, o menor número desde o pico da pandemia, em 19 de abril deste ano, quando a média móvel era de 3 mil.

O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (21/10) também aponta que a transmissão do vírus está diminuindo.  Os dados usados pela fundação são referentes aos dias 10 a 16 deste mês e indicaram uma redução de 4,8% no número de infecções  e de 3,6% nas mortes.

Em relação à ocupação UTI-Covid-19, o levantamento diz que os leitos destinados a adultos no Sistema Único de Saúde apresentam estabilidade, com índices abaixo de 50% na maior parte do país.   As duas únicas Unidades da Federação na zona de alerta são Espírito Santo, na zona de alerta intermediário, onde a taxa voltou a crescer, do dia 11 para o dia 18 de outubro, de 65% para 71%; e o Distrito Federal, na zona de alerta crítico, onde a taxa caiu de 89% para 80%.
 

A tendência de queda do número de novos casos e da média móvel são atribuídos pelo Ministério da Saúde à campanha de vacinação contra a Covid-19. Para o secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz, essa diminuição é reflexo da imunização. “Hoje observamos um cenário pandêmico mais controlado do que alguns dias atrás. Na nossa avaliação, isso se deve à vacinação. E quanto mais a gente vacina a população, mais a gente observa a queda na curva de óbitos de casos.”
 
O secretário reforça a importância de que a população complete a vacinação. “Se já chegou a sua vez de se imunizar, de tomar a segunda dose ou a de reforço, peço que procure um posto de saúde e faça isso”, incentiva Cruz.
 
A última atualização do Ministério da Saúde informa que, até o momento, 262.742.705 milhões de doses já foram aplicadas em todo o Brasil.

Painel Covid-19

Diariamente, o Brasil 61 atualiza os dados da pandemia da Covid-19 em estados e municípios.
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 16.853 casos e 451  óbitos por Covid-19, quinta-feira (21), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.697.341 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 
O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,17%. O índice médio de letalidade do País estava em 2,9%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,17%
  • SP - 3,44%
  • AM - 3,22%
  • PE - 3,17%
  • MA - 2,84%
  • PA - 2,80%
  • GO - 2,69%
  • AL - 2,62%
  • PR - 2,60%
  • CE - 2,59%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,55%
  • MT - 2,52%
  • RO - 2,44%
  • RS - 2,42%
  • PI - 2,19%
  • BA - 2,17%
  • SE - 2,16%
  • ES - 2,13%
  • PB - 2,11%
  • DF - 2,10%
  • AC - 2,09%
  • RN - 1,98%
  • TO - 1,69%
  • SC - 1,62%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,59%
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20/10/2021 20:30h

Ministério da Saúde oferece curso de reabilitação do paciente com condições pós-Covid

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Em recuperação da Covid-19 desde setembro de 2020, José Carlos de Araújo sentiu na pele a forma mais grave da doença. Na época, ele chegou a ficar 30 dias internado na UTI de um hospital particular do Distrito Federal.
 
Um ano após ter recebido alta hospitalar, o servidor público ainda convive com sequelas do vírus, como fraqueza muscular, pressão alta, doença renal crônica e dificuldades de locomoção na perna esquerda. Ele conta que o tratamento tem sido difícil.“ Há três meses eu tive que começar a fazer hemodiálise porque meus rins ficaram fracos. É muito difícil para uma pessoa uma vida normal agora estar vivendo nessa situação complicada”, lamentou.


 
O que aconteceu com o Carlos não é um caso isolado. Segundo uma pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), 70% dos pacientes que tiveram Covid-19 apresentam algum tipo de sequela até um ano após a alta hospitalar. Cerca de 800 pacientes foram acompanhados pelos pesquisadores entre o fim de março do ano passado e julho deste ano e os principais sintomas relatados são fraqueza, fadiga e falta de ar.
 
O médico pneumologista Carlos Carvalho, diretor da UTI Respiratória do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), participou da pesquisa. “Isso foi uma enorme surpresa. Nós estamos acostumados a conviver com alguns vírus e raramente esses vírus podem deixar sequelas. O que mais surpreendeu é que o coronavírus vem deixando sequelas”.  
 
Ainda de acordo com o médico, eles vão pesquisar o que levou a esses problemas relatados pelos pacientes. “Agora nós estamos investigando se essa falta de ar é um problema pulmonar ou se é esse problema de fadiga e cansaço cardíaco. Além disso, se o distúrbio muscular é porque a musculatura ainda não tenha se recuperado”, concluiu.
 
A pesquisa contou com a participação de 15 áreas e especialidades para entender o real escopo que as sequelas podem assumir, desde a pneumologia até a psiquiatria.

Reabilitação pós-Covid

Com base nisso, o Ministério da Saúde está oferecendo o curso de reabilitação de pacientes com condições pós-Covid-19 para profissionais da saúde. A pasta quer que os profissionais compreendam as consequências e impactos da Covid-19.
 
Outro pilar do curso é fazer o aluno aprender processo de reabilitação motora, neurofuncional, cardiorrespiratória e das funções mentais, cognitivas e psicológicas de pacientes com condições pós-covid.
 
O público-alvo são profissionais de nível superior que atuam no processo de reabilitação de nível hospitalar, ambulatorial e domiciliar: médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, fonoaudiólogos, nutricionistas, assistentes sociais, profissionais das equipes da atenção primária e outros.
 
O curso é gratuito e os interessados em participar devem se inscrever no site covid.saiteava.org/.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 15.609 casos e 373  óbitos por Covid-19, quarta terça-feira (20), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de  210.147.125 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,17%). O índice médio de letalidade do País estava em 0,29%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,17%
  • SP    3,44%
  • AM    3,22%
  • PE    3,18%
  • MA    2,84%
  • PA    0,28%
  • GO    2,69%
  • AL    2,62%
  • PR    2,60%
  • CE    2,59%
  • MS    2,56%
  • MG    2,54%
  • MT    2,52%
  • RO    2,45%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,17%
  • SE    4,35%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,10%
  • AC    2,09%
  • RN    1,98%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid

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18/10/2021 20:45h

Em junho deste ano, idosos eram 27% dos internados e 44,6% dos óbitos. Hoje, os números chegam a 62,1% e 78,9%, respectivamente

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O avanço da vacinação contra Covid-19 entre a população adulta com mais de 18 anos e  adolescentes acima de 12 permite uma cobertura mais uniforme  da população.  Ou seja, a quantidade de pessoas vacinadas está mais bem distribuída entre todos os grupos acima de 12 anos. No começo da campanha, os idosos foram os primeiros a serem imunizados. Os dados fazem parte do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado na última semana. 

Com isso, os casos graves e fatais voltam a se concentrar entre os idosos: mais da metade deles ocorre nessa faixa etária. Em junho deste ano, quando a maioria dos vacinados estava entre a população mais velha, idosos eram 27% dos internados e 44,6% dos óbitos. Hoje, os números chegam a 62,1% e 78,9%, respectivamente.

Ainda segundo a Fiocruz, é essencial a adoção de protocolos diferenciados para os idosos, incluindo o rastreamento dos que ainda não tomaram a dose de reforço da vacina contra a Covid-19.  

 

Um grupo de trabalho da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados, que vem acompanhando e monitorando a vacinação dessa população, realizou uma audiência pública sobre o assunto nesta segunda-feira (18). Entre os convidados, estava a médica pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Margareth Dalcomo.

A especialista lembrou que desde o início da pandemia os idosos sempre foram os que mais precisaram de proteção. “A idade é, por si só, um indicador de complicações e letalidade na Covid-19. Além disso, há outro fator que se soma a idade: a obesidade. A doença é, também, independentemente da idade, outro fator que contribuiu enormemente para a morte de pessoas com a Covid”, explicou.

Com base nos dados que mostram que a vacinação diminuiu o número de mortes em idosos, Dalcomo falou ainda sobre a importância da dose de reforço para essa faixa etária. “Os dados falam por si só e não há dúvidas de que o impacto da vacinação neste grupo foi positivo. Por isso, devemos continuar trazendo os idosos para receber a terceira dose [dose de reforço] e também resgatar aqueles que ainda não concluíram a imunização”, finalizou.

Ministério da Saúde aumenta vacinação de reforço para idosos acima de 60 anos

O médico infectologista do Programa Nacional de Imunização (PNI), Victor Bertollo, representou o Ministério da Saúde na cerimônia e falou da expectativa da pasta em relação à aplicação da dose de reforço. “A orientação atual é aplicar após seis meses a segunda para que essas pessoas recebam a dose adicional. Com relação ao planejamento de disponibilidade de vacina, a expectativa é que até o fim do ano teremos doses suficientes para aplicar a dose de reforço em toda a população acima 60 anos”, esclareceu.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 7.446 casos e 183  óbitos por Covid-19, nesta segunda-feira (18), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 120.147.125 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,17%,). O índice médio de letalidade do País estava em 0,29%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,17%
  • SP    3,44%
  • AM    3,22%
  • PE    3,18%
  • MA    2,85%
  • PA    2,81%
  • GO    2,70%
  • AL    2,62%
  • PR    2,59%
  • CE    2,59%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,53%
  • RO    2,45%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,10%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,60%
     

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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15/10/2021 19:40h

Realizar o teste no momento adequado é essencial para descobrir a infecção, diz especialista

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O primeiro passo para mapear a circulação da Covid-19 é a partir de um dos testes autorizados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre os disponíveis no país, há o teste de biologia molecular, o de sorologia, os chamados testes rápidos e o RT-PCR.  O Ministério da Saúde não tem o recorte da quantidade de testes realizados, mas a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) aponta que, desde o início da pandemia, já são mais de 11 milhões de testes feitos em farmácias Brasil afora. 
 
Por meio da testagem é possível ter uma dimensão real da proliferação do vírus, detectar pacientes assintomáticos, saber se pessoas que tiveram contato com infectados tenham pegado a doença ou aqueles que, em algum momento, tiveram a Covid-19 e não descobriram.
 
 
Foi um desses motivos que levaram a assistente pedagógica Sonia Almeida a ir até um laboratório no Distrito Federal. Ela conta que dois dias após o marido ter testado positivo para a doença, fez o teste e deu negativo. “Ele pegou Covid-19 no mês de julho deste ano. O teste dele foi feito em uma quarta-feira e o meu na sexta da mesma semana, e deu negativo, mesmo a gente tendo contato. Até tentamos manter o isolamento, mas não foi possível porque houve um momento em que ele teve uma piora e tive que o socorrer levando ao hospital. Passando a doença dele, fiz outro teste para poder retornar ao trabalho e novamente deu negativo”, conta.

Por que isso acontece?

“Isso depende da resposta genética de cada um. Nós temos as nossas células de defesas e essas células vão funcionar diferente em cada pessoa. O nome dado para esse mecanismo é Linfócitos T. Ele é nossa primeira linha de defesa e isso explica por que apenas uma pessoa do casal teve a doença”, esclarece a infectologista Ana Helena Germoglio. 
 
Diferentemente de Sônia, a enfermeira Tavane Paiva também fez o teste logo após uma pessoa com quem ela teve contato ter sido infectada e o resultado foi positivo. No entanto, Paiva conta que só o segundo teste deu positivo para Covid-19 . “No último dia 24, meu filho foi diagnosticado com a Covid-19 e o único sintoma que ele teve foi febre. No dia seguinte, eu e meu esposo também fizemos o teste e deu negativo. No domingo da mesma semana, eu comecei a ter sintomas de cansaço, dores no corpo e febre. Dois dias depois, realizei outro teste eu estava com a doença.”

Quando fazer o teste após contato com um infectado?

Ainda segundo Ana Helena Germoglio, o atual momento requer testes logo após a pessoa sentir os sintomas. “No atual contexto de baixa testagem, o recomendado é fazer o teste, principalmente se as pessoas tiverem sintomas de Covid-19 ou contato com alguém infectado. Diante disso, até o segundo dia, pode ser feito o antígeno e mais adiante o ideal é a realização do PCR, porque ele vai procurar partículas virais e amplificar o vírus para detectá-lo.”
 
“A pessoa precisa ficar ciente de que aquele negativo às vezes vai representar apenas aquele momento que foi feito. Isso não significa que mais para frente a pessoa não possa ser contaminada. O que acontece é que a carga viral ainda estava baixa”, finalizou a especialista.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 15.239 casos e 570 óbitos por Covid-19, nesta sexta-feira (15), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.627.476  milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,17%,). O índice médio de letalidade do País estava em 2,9%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,17%
  • SP    4,46%
  • AM    3,22%
  • PE    3,18%
  • MA    2,85%
  • PA    2,81%
  • GO    2,70%
  • AL    2,61%
  • PR    2,59%
  • CE    2,59%
  • MS    2,56%
  • MG    4,36%
  • MT    2,53%
  • RO    2,45%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,10%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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Saúde
14/10/2021 18:37h

As regras não valem para a aquisição de vacinas e matérias-primas utilizadas na campanha nacional de vacinação

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Virou lei a Medida Provisória (MP 1047/2021) que autoriza gestores de todo o país a comprarem, sem licitações, produtos e insumos para serem usados enquanto durar a pandemia da Covid-19 no Brasil. A lei oficializa uma prática que já vinha acontecendo durante a pandemia e reedita os termos das leis 13.979/20 e 14.035/20, que perderam a vigência por se referirem apenas ao Decreto Legislativo 6/20, que reconheceu o estado de calamidade pública durante o ano de 2020 por causa do novo coronavírus.

Na prática, o poder público vai poder comprar, com menos burocracia e de uma forma mais simples, produtos que vão ser destinados para o combate à pandemia apresentando um termo de referência, tendo somente uma declaração ou uma descrição resumida do que a contratação irá solucionar.

Outros exemplos que o poder público poderá apresentar na compra:

  • termo de referência simplificado contendo apenas do objeto;
  • uma fundamentação simplificada da contratação;
  • uma descrição resumida da solução apresentada;
  • os requisitos da contratação;
  • os critérios de medicação e pagamento;
  • a adequação orçamentária e a estimativa de preços.

Máscaras, seringas, agulhas, aventais e demais produtos usados em hospitais estão entre os insumos que podem ser adquiridos para conter a Covid-19.
 
O professor de direito constitucional da PUC de Campinas Henderson Füst diz que a nova lei trará segurança aos gestores. “Ela vai dar segurança jurídica para os administradores públicos que, até o momento, estavam se valendo de mecanismos que foram pensados para outro contexto que não o de uma pandemia e com urgências de contratação em volume”. 
 

O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) foi o relator da matéria no Congresso Nacional e destaca que a medida desburocratiza procedimentos. “A MP visa permitir um processo de aquisição e contratação que permita atender, em tempo hábil, as necessidades da população sem afastar o adequado processo administrativo. A medida busca inovar nosso ordenamento jurídico ao estabelecer um regime especial e temporário de licitações de contrato que simplificam e desburocratizam procedimentos e documentos”, concluiu.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 14.288 casos e 176 óbitos por Covid-19, nesta quinta-feira (14), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.612.237 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,16%) O índice médio de letalidade do País estava em 2.9%

Taxa de letalidade nos estados

 

  • RJ    5,16%
  • SP    3,42%
  • AM    3,22%
  • PE    3,18%
  • MA    2,85%
  • PA    2,81%
  • GO    2,70%
  • AL    2,62%
  • PR    2,59%
  • CE    2,58%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,53%
  • RO    2,45%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,09%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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13/10/2021 20:05h

O resultado desse cálculo é uma leitura que leva em conta a influência de todos os dias da semana e pode ser atualizada diariamente

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O Brasil registrou 367 óbitos por Covid-19 na média móvel nos últimos 7 dias, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Ainda de acordo com os registros do Painel Covid do Conass, a última vez que o país registrou uma média tão baixa quanto a dessa semana foi no dia 13 de novembro de 2020, quando o indicador ficou em 389. 

Para chegar ao resultado da média móvel, os pesquisadores das entidades que fazem esses levantamentos calculam a quantidade de casos e, em vez de contar apenas os registros das últimas 24 horas, eles somam os dados recentes com os dos 6 dias anteriores e dividem o resultado por sete.  

O resultado desse cálculo é uma leitura que leva em conta a influência de todos os dias da semana e pode ser atualizada diariamente. Ao considerar sempre todos os dias da semana, a média móvel de casos em sete dias pondera o represamento de notificações que ocorre nos fins de semana. 



O pesquisador em Covid-19 do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB) e da Universidade de Brasília (UnB), Breno Adaid, explica que essa diminuição é natural por conta da vacina. “ Quando se fala em pandemia, é importante entender que são duas frentes distintas: óbitos e casos. Sobre os óbitos, nós temos uma quantidade que está em queda por conta da vacina, que imuniza e previne que a maioria dos casos evolua para o óbito. Já no cenário dos casos é importante entender o seguinte: estamos com uma variante extremamente contagiosa, a Delta. Além disso, as pessoas já vacinadas estão se expondo mais ao risco e uma hora acabam se contaminando. Com isso, elas não desenvolvem o quadro pior da doença e ficam espalhando o vírus em meio a população.”

Questionamos o pesquisador se a queda na média móvel poderia significar um possível fim da pandemia. “A vacina aumenta as chances da pessoa infectada  não morrer e o esperado é que os números continuem caindo. Mas os números não devem zerar porque ainda temos pessoas que se recusam a tomar a vacina e também temos pessoas com quadro  de saúde delicado e, contaminadas, podem piorar. Ou seja, para zerar de fato, teremos que ter uma vacina que elimine completamente o contágio ou teremos que conviver com número baixo de óbitos  mas com o vírus  presente na população”, finalizou o pesquisador.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 7.852 casos e  176 óbitos por Covid-19, nesta quarta-feira (13), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.597.949 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus.O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,16%). O índice médio de letalidade do País estava em 2,09%.

Taxa de letalidade

  • RJ    5,16%
  • SP    3,44%
  • AM    3,22%
  • PE    3,18%
  • MA    2,85%
  • PA    3,34%
  • GO    2,70%
  • AL    2,61%
  • PR    2,58%
  • CE    2,58%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,53%
  • RO    2,45%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,09%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%
  • BR    2,09%
     

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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13/10/2021 04:00h

Principais casos decorrem de ocupação urbana irregular. Campanha #AprenderParaPrevenir é lançada com objetivo de mobilizar população e ampliar o assunto

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O Brasil é um dos países mais atingidos por desastres hidrológicos, como inundações e enchentes, de acordo com o Centro de Pesquisa em Epidemiologia de Desastres (CRED). Entre as regiões brasileiras mais suscetíveis a estes ocorridos, está a Região Sudeste.

No último final de semana, o município de Pirassununga, em São Paulo, foi atingido por um temporal com granizos e descargas elétricas, o que causou diversos prejuízos pela cidade. Segundo o prefeito Dimas Urban, “nunca na história de Pirassununga tivemos algo parecido. 90% dos prédios públicos estão danificados e inoperantes. Mais de 100 árvores foram derrubadas em cima de casas, muros, derrubando fiação elétrica”.

Por conta do temporal, várias regiões de Pirassununga estão sem energia e com risco de alagamentos e enchentes. Atividades hospitalares também tiveram que ser interrompidas e procedimentos cirúrgicos de emergência estão sendo transferidos para Araras, município vizinho. Até o momento, não houve nenhum caso grave ou de óbito decorrente do fenômeno.

O prefeito Dimas Urban destacou que todas as secretarias e Defesa Civil do município já estão trabalhando para diminuir os danos causados. Em relação ao tempo que deve levar para a reconstrução do município, o prefeito diz que “não vai ser rápido, o estrago é muito grande. Devem levar de quatro a cinco meses até que a gente coloque tudo em ordem de novo”.

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Prevenção

O especialista em meio ambiente, Charles Dayler, diz que um dos principais motivos que levam certas regiões a serem mais suscetíveis a desastres naturais é a ocupação urbana desordenada. “São ocupadas áreas que não deveriam, seja por habitação ou por infraestrutura, porque não teve estudo técnico, preparação ou planejamento”, explica.

Sobre os cuidados que os municípios devem fazer para que não ocorram desastres, Charles destaca o principal: a prevenção. Casos de alagamentos e deslizamentos podem ser evitados por medidas preventivas como:

  • Não construir em locais proibidos pela Prefeitura, a exemplo de morros acidentados e encostas
  • Não construir sua casa sem acompanhamento técnico
  • Não desmatar morros e encostas para assentamento de casas e outras construções
  • Não retirar a vegetação natural que protege a encosta
  • Procurar a Prefeitura para saber se sua casa está em área de risco
  • Manter calhas e ralos de sua casa limpos
  • Acionar a Prefeitura se você tiver conhecimento de bueiros entupidos ou destampados
  • Retirar o lixo e levá-los para áreas adequadas de descarte e não sujeitas a alagamentos

“O meio ambiente não se adapta à realidade da humanidade; é ao contrário, o ser humano que precisa se adaptar ao meio ambiente. Ele tem que ocupar o ambiente que for viável, pensando no impacto ambiental e na segurança da população”, afirma o especialista.

Campanha #AprenderParaPrevenir

Treze de outubro é considerado o Dia Internacional para Redução do Risco de Desastres. Por conta disso, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) está realizando a campanha #AprenderParaPrevenir com o objetivo de mobilizar pessoas, instituições e comunidades para criarem espaços de diálogo sobre o assunto.

Neste ano, a campanha ainda implantou uma novidade para gerar maior engajamento entre os jovens. Vídeos curtos podem ser realizados de forma individual (jovens, educadores, ambientalistas, pessoas da comunidade, entre outras) ou institucional (escolas, universidades, Defesas Civis, organizações não-governamentais e instituições públicas).

Segundo a pesquisadora do Cemaden, Rachel Trajber, “criar uma rede de escolas e comunidades, para a prevenção e proteção do risco de desastres, com ações de monitoramento, alerta e pesquisa, é o foco do Cemaden Educação. A campanha incentiva ações de mobilização e conscientização para redução dos riscos.”

As inscrições já estão abertas e vão até o dia 30 de outubro. Os vídeos serão divulgados nas redes sociais TikTok, Instagram e Facebook.

No dia 13, a partir das 10h, também acontecerá no canal do Cemaden no YouTube, uma roda de conversas ao vivo com o tema “A força da educação na prevenção de riscos e desastres”.

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11/10/2021 20:00h

Especialistas explicam a gravidade das variantes do coronavírus

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A maioria dos casos de Covid-19 na cidade de São Paulo foram causados pela variante Delta (95,2%). A informação é de um estudo feito pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Instituto Adolfo Lutz, que também registraram casos da variante Gama (4,6%) na capital paulista. 

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram o sequenciamento do vírus em novos casos durante as últimas semanas de setembro, quando foram detectados 573 novos infectados com a variante Delta, na cidade de São Paulo. A variante começou a circular no Brasil em julho deste ano e, de lá para cá, foram identificados 2.494 casos na cidade. 

Variantes são mutações que algum vírus sofre ao se espalhar ou ao copiar a si mesmo. Quando ele passa por mais de uma mutação, as mudanças recebem o nome de variantes.

Variante delta

Conhecida como Delta (B.1 617.2, antes também chamada de variante indiana), a variante já foi registrada em mais de 130 países, conforme divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 30 de julho deste ano. Identificada na Índia no fim de 2020, a variante Delta foi detectada pela primeira vez no Brasil no início de julho de 2021 e, deste então, tem gerado preocupação.

“A Delta é a que mais predomina no mundo, causando casos da Covid-19. O grande problema dessa variante é que ela é 40% mais transmissível do que o coronavírus original e, com isso, ela se dissemina na comunidade muito mais fácil em pessoas não vacinadas. Em Israel, por exemplo, nós tínhamos observado que a vacina tinha diminuído o número de casos, mas a variante fez com que pessoas já vacinadas pegassem a doença, e isso levou o governo de lá a propor a terceira dose da vacina contra a Covid-19 para toda a população”, diz o infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia, Julival Ribeiro.  

A plataforma Genomahcov, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra dados das variantes, como é possível ver na imagem a seguir:


 

Variante Gama

Descoberta inicialmente em pessoas japonesas que estavam retornando da Amazônia para o país de origem, a variante Gama tem características próprias que a levaram a ser classificada como uma variante de preocupação, que é quando tem uma transmissibilidade maior, aumento da virulência ou diminuição da eficácia de uma vacina. A Gama tem um aumento de transmissão em relação à cepa original, porque ela carrega mutações na espícula - local onde o vírus se conecta à célula humana.

Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, a Variante Gama foi a responsável pela maioria dos casos e mortes no Brasil ainda no início da pandemia. “Ela [variante Gama] causou mais casos e óbitos no país, quando a gente ainda não sabia ao certo se essas variantes eram capazes de infectar novamente as pessoas que já tinham tido a infecção pelo vírus original. À época, ela se mostrou 60% mais infectante que a cepa original da China, o que causou uma grande taxa de letalidade na Amazônia e no resto do país”, diz.

“Ela foi capaz de causar, muito provavelmente, a maior parte das mortes que nós tivemos pela sua capacidade de contaminação e ocasionou a superlotação dos serviços de saúde pública. Apesar de no começo da identificação da Gama existirem muitas dúvidas, vimos que as vacinas são eficazes contra ela. Não à toa tivemos uma queda no número de casos desde o início da vacinação”, completou a infectologista. 

Sintomas

De acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, apesar de serem variantes diferentes, é considerável que todas as variantes tenham o mesmo tempo de infecção e também os mesmos sintomas.
Para pacientes que tenham formas leves e moderadas, são 10 dias e para os pacientes que tenham a forma mais grave, 20 dias.
Os sintomas são os mesmos para todas as variantes, independente de qual seja.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 6.918 casos  e  202  óbitos por Covid-19, nesta segunda-feira (11), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.582.738 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,16%) O índice médio de letalidade do País estava em 2,79%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,16%
  • SP    3,44%
  • AM    3,22%
  • PE    3,18%
  • MA    2,85%
  • PA    2,81%
  • GO    2,70%
  • AL    2,61%
  • PR    2,59%
  • CE    2,58%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,53%
  • RO    2,45%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,09%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%
  • BR     2,79

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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Covid
09/10/2021 19:40h

Pasta informou ter 354 milhões de doses de vacinas garantidas para o ano que vem. O gasto previsto com a compra das vacinas é de R$ 11 bilhões

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No dia em que o Brasil atingiu a marca de 600 mil mortos pela pandemia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou o plano de vacinação contra a Covid-19 para 2022. Segundo o ministro, a pasta já adquiriu ou está em tratativas avançadas com algum laboratório 354 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19.

Dessas, 134 milhões de doses sobraram em 2021, outras 120 milhões estão em negociação junto à AstraZeneca e mais 100 milhões junto à Pfizer. Caso seja necessário, o Ministério da Saúde conta com mais 110 milhões de doses extras (também em contratos com os dois laboratórios acima). 

“Estamos mais fortes para, no ano de 2022, fazer uma campanha mais bem consolidada ainda, porque o nosso preparo em 2021 nos conferiu experiência e capacidade de o país produzir vacinas com IFA nacional. O cenário é muito positivo e que me permite assegurar que os brasileiros terão uma campanha muito eficiente em 2022, ano esse, que com a ajuda de todos nós, será o ano do fim da pandemia da Covid-19”, disse Queiroga. 

Público-alvo da vacinação em 2022
Ano que vem, a população brasileira começará a ser vacinada seis meses após a imunização completa ou dose de reforço adicional. O esquema de vacinação por faixa etária funcionará de forma decrescente, dos idosos aos mais jovens. Assim, não haverá grupos prioritários. Veja qual o planejamento do Ministério da Saúde:  

  • 60 anos ou + e imunossuprimidos (2 doses).
  • 18 a 60 anos (1 dose);
  • Abaixo dos 12 anos - caso haja aprovação - vacinação primária (2 doses)

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou que a programação pode mudar. “Esse é um planejamento validado com especialistas. É a resposta que a gente tem hoje e essa é a estratégia de aquisição de vacinas para 2022. Lembrando que isso está sujeito à alteração devido ao surgimento de novas evidências, mas a mensagem que a gente deixa é que caso as evidências mostrem a necessidade de mais vacinas, nós já temos os instrumentos necessários para fazer a aquisição dessas doses”. 

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Imunizantes
O investimento previsto para a compra das doses é de R$ 11 bilhões. O ministro disse que a pasta vai priorizar a compra de imunizantes que têm registro definitivo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (Anvisa). Assim, a princípio, as vacinas da Janssen e a CoronaVac não fazem parte do Programa Nacional de Imunização (PNI) para 2022, a menos que obtenham a autorização definitiva. Rodrigo Cruz explicou a situação. 

“Segundo a resolução 475 da Anvisa, que materializa o que o ministro colocou, a figura da autorização emergencial para medicamentos ou vacinas só faz sentido num ambiente pandêmico. Quando se acaba ou se decreta o fim da pandemia ou da emergência em saúde pública de importância nacional, deixa de existir a autorização de uso emergencial”, afirmou. 

No cenário atual, membros do Ministério da Saúde creem que a pandemia pode acabar no ano que vem e, que, portanto, não faria sentido comprar vacinas de imunizantes que não têm autorização para uso fora de uma situação de emergência. “A vacina da Janssen é diferente de outras vacinas porque já tem uma aceitação maior a nível mundial. Acredito que ela obtenha o registro definitivo, assim como desejo fortemente que a vacina CoronaVac também obtenha o registro definitivo. Se tiver uma vacina emergencial e nós não pudermos usar mais no Brasil, uma das possibilidades é o Brasil doar a outros países”, indicou Queiroga. 

Cenário
O titular da Saúde destacou que o cenário epidemiológico está mais confortável e que a média móvel de mortes está inferior a 450 óbitos por dia. Lembrou, também, que cerca de 90% da população adulta já recebeu, ao menos, a primeira dose, e que mais de 60% está imunizada.

No entanto, lamentou o número de mortos pela pandemia. “Quero registrar a nossa solidariedade àqueles que perderam seus entes queridos em decorrência da doença. Hoje, chegamos a marca de cerca de 600 mil óbitos. E também quero ser solidário àqueles que tiveram a Covid e ficaram com alguma sequela”, disse Queiroga. 

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08/10/2021 21:25h

Levantamento da Fiocruz mostra cenário do isolamento social no país e situação da ocupação de leitos no DF

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O Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz destaca a relevância de medidas preventivas no bloqueio da doença. Segundo o levantamento, divulgado nessa quinta-feira (7), o Brasil vem tendo uma queda sucessiva no número de casos e mortes, além de uma paralisação na alta da taxa de ocupação de leitos de UTI usados para pacientes adultos com Covid.
 
A análise mostra ainda que essa diminuição é resultado do aumento da cobertura vacinal em toda a população. No entanto, apesar de mais pessoas vacinadas, o país não está conseguindo manter um bom nível de medidas preventivas para bloquear a circulação do vírus, de acordo com a análise da Fiocruz.
 
O pesquisador Raphael Guimarães, do Observatório Fiocruz Covid-19, diz que as pessoas estão relaxando no isolamento e que a pandemia ainda não está sob controle. “Apesar da queda [de óbitos], estamos tendo um nível de detecção relativamente alto de transmissão. Isso significa dizer que as medidas preventivas estão cursando bem em alguns aspectos, mas ainda não estamos a ponto de dizer que está tudo controlado. Apesar da vacina, as pessoas estão relaxando nas medidas de proteção e isso é preocupante. Para garantir que a transmissão fique em um nível não preocupante, é preciso que tenhamos um bloqueio da circulação do vírus e só vamos conseguir isso elevando ainda mais a vacinação e se protegendo adequadamente”, explica.
 
O Índice de Permanência Domiciliar se encontra próximo de zero, o que significa que não há diferença na intensidade de circulação de pessoas nas ruas em comparação ao que era observado antes da pandemia. Sobre a transmissão, o boletim leva em consideração a população que está sob risco de contrair vírus respiratórios.
 
O cálculo é feito por unidade da federação para, dessa forma, classificar o risco de transmissão comunitária dessas enfermidades. Os pesquisadores dispõem de cinco classificações de risco: pré-epidêmica, epidêmica, alta, muito alta e extremamente alta, como mostra o mapa a seguir:
 

Ocupação de Leitos de UTI Covid-19

De acordo com dados coletados no dia 4 de outubro, as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS estão estáveis em boa parte do país. Na grande maioria, os índices estão abaixo de 50%.
 
O Distrito Federal é exceção: voltou à zona de alerta crítico com 83% da capacidade de ocupação dos leitos Covid-19 e está com a taxa de letalidade em 1,15% pelo terceiro dia seguido. Desde março, a taxa não chegava a esse patamar.
 
O pesquisador da Fiocruz diz que isso tem dois motivos. “Primeiro, porque ainda estamos mantendo uma quantidade relativamente alta de casos. Se não conseguirmos reduzir os casos, vamos continuar internando. Segundo, é preciso ter uma dinâmica de fechamento de leitos. À medida que a gente não tem tanta demanda quanto tinha antes, os leitos gradativamente vão sendo fechados para reacomodar a rede existente, e os disponíveis para Covid-19 acabam sendo utilizados. Nos próximos dias, o cenário pode melhorar ou piorar. A situação varia de um dia para o outro”, diz Raphael.
 
Ou seja, a taxa de ocupação de leitos Covid no DF, hoje, não está necessariamente alta. O que ocorreu foi a redução do número de leitos disponíveis para o tratamento da doença em sua forma mais grave. Atualmente, o Governo do Distrito Federal tem um total de 478 leitos Covid-19. Destes, 29 estão vagos.

 


 
Questionada sobre os dados da Fiocruz, a Secretaria de Saúde disse que, desde o início da pandemia, tem adotado medidas de controle e prevenção ao novo coronavírus. Essas medidas abrangem abertura de leitos de UTI, aumento na força de trabalho para atendimento de pacientes na rede pública, entre outras. E completou dizendo que nos momentos mais críticos da pandemia a pasta fortaleceu a parte assistencial, de forma que as unidades tivessem sua capacidade de atendimento potencializada.

Dados da Covid-19

O Brasil chegou nesta sexta-feira (8) à marca de 600 mil mortes por Covid-19. O país registrou mais 18 casos e xxx óbitos por Covid-19, hoje, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.550.730 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus.  
A quantidade de pessoas recuperadas da doença, por sua vez, chega a 20.665.273 milhões. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,16%  embora não conte com o maior número de vítimas fatais. O índice médio de letalidade do País é de 2,79%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ    5,16%
  • SP    3,44%
  • AM    2,19%
  • PE    3,18%
  • MA    2,85%
  • PA    3,34%
  • GO    2,70%
  • AL    2,61%
  • PR    2,59%
  • CE    2,58%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,53%
  • RO    2,45%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,10%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,63%
     

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

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