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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o usuário realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

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a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Saúde
24/02/2021 00:00h

Especialistas lembram que a imunidade da Covid-19 pode demorar semanas após a imunização e ainda não há garantia total de proteção contra novas cepas, o que ressalta necessidade de protocolos habituais da pandemia

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O início da vacinação no País trouxe esperança para os brasileiros que viram o cenário da pandemia se agravar em 2021, com a segunda onda de contaminações e óbitos em decorrência da Covid-19. Porém, fatores como o surgimento de novas cepas da doença e a circulação cada vez maior de pessoas trazem o alerta de que a aplicação das doses não é garantia de total proteção.

Especialistas ressaltam que é preciso manter os cuidados que são recomendados desde o começo da pandemia, mesmo após a vacinação. A infectologista do Hospital Santa Marta, Fabíola Setúbal, explica que quanto mais o vírus se replica, ou seja, se multiplica, sendo passado de pessoa para pessoa, maior a chance de haver acúmulo de mutações. Essas mudanças no formato original do novo coronavírus são preocupações da comunidade científica.

“As vacinas que temos disponíveis hoje se utilizaram da cepa do início da pandemia. Portanto, é muito precoce afirmar qualquer coisa com relação a eficácia das mesmas. Mas, sim, é possível que uma nova cepa possa escapar das vacinas que são utilizadas atualmente”, afirma Fabíola.

Outro fator que reforça essa necessidade é o tempo até que o sistema crie anticorpos neutralizantes contra a entrada do vírus nas células. Segundo o Instituto Butantan, que atua no desenvolvimento da CoronaVac, são necessárias, em média, duas semanas após a segunda dose para que a pessoa esteja protegida. A infectologista pontua que, diante dessas informações, hoje é essencial manter os cuidados que já são comprovados cientificamente como eficazes contra a Covid-19. 

“Desde o início da pandemia, houve modificação de várias orientações acerca do tratamento do coronavírus. Por exemplo, no início se falava muito sobre algumas drogas como cloroquina, azitromicina, e, ao longo da pandemia, os estudos mostraram que elas não tiveram eficácia no tratamento. Mas o que não mudou foi a importância das medidas de prevenção contra o vírus, que são as mesmas. Não formar aglomerações, uso contínuo da máscara, utilização de álcool em gel ou higienização das mãos com água e sabão de forma regular”, exemplifica.

Conscientização

A fisioterapeuta Francilayne de Araújo tomou a segunda dose da imunização contra o novo coronavírus em 19 fevereiro, mas sabe que essa é apenas uma das proteções necessárias. “Mesmo depois de tomar a vacina, sigo tomando todos os cuidados que estão sendo recomendados a bastante tempo. A pandemia não acabou, o vírus não saiu de circulação. O fato de estar vacinada não garante que eu esteja completamente livre de contrair o coronavírus, a vacina é uma prevenção para evitar que o quadro se agrave”, lembra.

O exemplo também é seguido por Luís Felipe Gonçalves, enfermeiro residente. “Estava muito ansioso para tomar a vacina, tomei a primeira dose em janeiro. Mas, mesmo depois de vacinado, sigo tomando os mesmos cuidados. É importante ter em mente a importância da continuidade das orientações que já eram informadas”, diz. 

Variantes

As novas variantes do Sars-CoV-2 foram identificadas pela primeira vez no Reino Unido (B.1.1.7), África do Sul (B.1.351) e Brasil (P.1), gerando preocupação nas autoridades de saúde, pois as principais características dessas cepas ainda são analisadas. A possibilidade de que essas variantes sejam mais transmissíveis e letais é um alerta observado. 

Segundo o Ministério da Saúde, foram notificados 173 casos confirmados da variante P1, de Manaus, em 5 estados: Amazonas, Pará, São Paulo, Roraima e Ceará. A variante do Reino Unido foi identificada em 3 unidades da federação: São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Ainda não há registro da circulação da variante Sul-africana no Brasil.

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22/02/2021 00:00h

Este processo é desafiador tanto pela burocracia como também pela falta de estabilidade do mercado

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O Brasil está entre os 15 piores países do mundo em facilidade para abrir novas empresas, segundo o estudo do Banco Mundial. Este processo é desafiador tanto pela burocracia como também pela falta de estabilidade do mercado, com algumas barreiras que podem deixar esse processo um pouco mais longo do que se imagina. Esses fatores podem desanimar muitos empreendedores.
 
A especialista em empreendedorismo, Juliana Guimarães, pontuou algumas dificuldades enfrentadas por quem tem o desejo de ter seu próprio negócio. “Sabemos que aqui no Brasil muitos de nós começamos a empreender não por oportunidade, mas por necessidade. O cenário agora, inclusive impactado por uma crise sanitária, acaba induzindo o novo empreendedor, empreender sem ter tido um tempo razoável para se planejar e fazer o processo de transição”, avaliou.
 
Apesar dessas barreiras, existem 5 cidades que se destacam quando o assunto é empreendedorismo no Brasil. São Paulo se sobressai pela disponibilidade de recursos, seguida de Florianópolis, Vitória, Curitiba e Joinville, que ganharam o mercado pela inovação e capacitação como polos de negócios. Completando o top 10 temos ainda Rio de Janeiro, Campinas, Maringá, Belo Horizonte e São José dos Campos.


 
Como campeã do ranking, a capital paulista é a primeira megalópole brasileira e como principal ponto positivo a disponibilidade de recursos para investir nas empresas, o que é fundamental para a continuação dos negócios. Na escala de 0 a 10, a cidade apresentou nota 9,8.  
 
Fundador de uma agência do ramo de entretenimento, eventos e cultura em São Paulo, André Henrique Zavarize, 39 anos, contou que no início a dificuldade financeira foi uma das maiores barreiras para iniciar o seu empreendimento e o planejamento o ajudou a vencer essa primeira etapa.

“Fiz um mapeamento muito antes de abrir a Zaz, analisei absolutamente tudo o que eu via de certo e errado nos processos, seja no atendimento, produção, condução, evento e pós evento. Quando abri a empresa já tinha uma visão clara do que precisava entregar”, disse.

Número de empresas abertas no País aumentou 6%

Soluções financeiras em meio à crise são pautas de evento +Cidades
 
Idealizador dos serviços de entrega Tal da Bebida e do Cloud Delivery, o empresário Guilherme Sette, de Brasília, driblou a concorrência do mercado para abrir o seu negócio. “Estava administrando um custo colossal de motoboy que não conseguia reduzir sem perder qualidade no atendimento, tempo de entrega e tudo isso. Então a gente foi desenvolvendo hipóteses, acompanhando possibilidades até chegar nesse modelo que a gente patenteou”, disse.  
 
Pesquisando aplicativos que oferecem um serviço parecido, Sette uniu tudo que funcionava no mercado e compilou no seu modelo de negócio, que consiste em um carro refrigerado que fica posicionado em pontos estratégicos com maior demanda, com uma proximidade maior do consumidor e com todo o estoque a pronta entrega.
 
Entre os índices analisados para o ranking de cidades empreendedoras estão: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora. Mesmo diante do cenário desfavorável houveram avanços que facilitaram o empreendedorismo no País. Em 2019, o Brasil foi o 36º País que mais avançou em liberdade econômica, alcançando a 144º posição no ranking da Heritage Foundation. A desburocratização promovida pela Lei da Liberdade Econômica, o País inverteu a trajetória de queda que já durava quase 15 anos.

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22/02/2021 00:00h

Cada parlamentar pode apresentar emendas impositivas no total de R$ 16 bilhões, divisível em até 25 sugestões de execução obrigatória

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O Projeto da Lei Orçamentária Anual de 2021 caminha para ser votado no Congresso Nacional, e os parlamentares têm até 1º de março para apresentar emendas impositivas ao texto. A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) divulgou que prevê a votação final do Projeto da Lei Orçamentária em 24 de março. 

As emendas dos deputados federais e senadores são formas de participação do Congresso na elaboração do orçamento da União. Neste ano, cada parlamentar poderá apresentar emendas individuais no total de R$ 16.279.986, divisível em até 25 sugestões de execução obrigatória. O cálculo foi realizado pelas consultorias de orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

O Congresso Nacional promulgou em 2015 a Emenda Constitucional 86, que tornou a execução das emendas individuais dos parlamentares ao orçamento como impositivas, impedindo o contingenciamento de recursos. Com isso, o Poder Executivo fica obrigado à execução dessas emendas, até o limite de 1,2% da receita corrente líquida realizada no ano anterior. Também é necessário alcançar um percentual mínimo de investimento em serviços públicos de saúde.

“Algum tempo atrás, as emendas que os parlamentares apresentavam não tinham necessariamente autorização do Executivo para esses investimentos. Então, foi criado um instrumento chamado emenda impositiva. Quando um parlamentar coloca no orçamento uma emenda dele e ele a direciona para determinado investimento. Pode ser uma escola, a criação de uma ponte, um hospital, enfim”, explica Cristiano Noronha, Cientista Político da Arko Advice. 

O especialista lembra ainda que, em geral, os parlamentares acabam destinando essas emendas em municípios em que têm mais força política, como forma de fortalecer o cacife eleitoral. Para os gestores, é preciso não só conseguir articular o recebimento de emendas, mas também elaborar bons projetos e executar dentro do prazo, prestando contas dos recursos, para que não sejam enfrentadas dificuldades ao longo do ano. 

Critérios

Jackson di Toni, economista e professor de políticas públicas do Ibmec DF, pontua que há parâmetros a ser seguidos para a apresentação das emendas pelos deputados e senadores. Segundo ele, apesar da grande liberdade de apresentação de emendas individuais, por bancada, por estados, por comissão e até por relator de comissão, é necessário ter como base critérios legais para apresentação. 

“O deputado ou a comissão têm que dizer de onde o recurso vai sair. A emenda, para ser aprovada, tem que ser compatível, estar harmonizada, com o plano plurianual, que é apresentado no início do segundo ano de cada governo e vale para os próximos quatro anos, e tem também que estar previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias”, diz.

Ele também diz que é preciso dar cada vez mais regulamentação e transparência aos recursos das emendas, “se não, podemos observar repasses para entidades que não existem, como acontece, ou ter recursos desviados ou sem aplicação racional, do ponto de vista de políticas públicas”, pontua. 

Porém, o mecanismo das emendas é bem visto pelo especialista. “O fato de os parlamentares poderem emendar, direcionar recursos para saúde, para habitação, para suas bases eleitorais sem interferência do Executivo é, em si, um fato positivo. Porque pode, e estudos provam isso, alocar melhor o recurso. Tornar a aplicação mais eficiente, porque os parlamentares, em tese, conhecem as demandas das suas regiões, localidades, áreas de origem.”

Metade do valor das emendas deve ser aplicada no setor da saúde. Mas, devido ao cenário da pandemia no País, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) também está em campanha de mobilização para garantir que o piso emergencial para o enfrentamento da Covid-19 seja mantido na Lei Orçamentária Anual (LOA). 

No dia 3 de março, a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização deve votar o parecer sobre a receita e o relatório preliminar do Projeto da Lei Orçamentária, enquanto os relatórios setoriais da despesa serão votados entre 15 e 19 do mesmo mês e o relatório geral até o 23 de março.

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26/02/2021 00:00h

Indicadores Imobiliários Nacionais mostram aumento dos preços dos materiais de construção civil e risco de desabastecimento

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Materiais de construção caros e em falta. Essa realidade encontrada por quem está construindo ou reformando afeta milhões de famílias brasileiras em um cenário individual e incontáveis obras governamentais, a nível coletivo. O problema é ainda maior quando visto por um ângulo financeiro público. O setor da construção civil é essencial para a retomada econômica, e o contexto do fim de 2020 e início de 2021 traz preocupações quanto ao andamento de melhorias de infraestrutura e emprego.

O Programa Casa Verde e Amarela, por exemplo, projeto de financiamento habitacional que remodelou o Minha Casa, Minha Vida, foi instituído com expectativa de beneficiar 1,6 milhão de famílias até 2024, com juros a valores em torno de 4,5% ao ano. Mas o desabastecimento de materiais pode prejudicar os empreendimentos dos imóveis ligados ao programa. 

José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), foi enfático em uma reunião on-line com representantes do setor. “A Casa Verde Amarela pode parar? Claro que sim, essa é a grande preocupação. Estamos procurando agir, mas às vezes nos dá uma aflição muito grande, porque esse nosso agir não é suficiente para reverter tudo isso”. 

Os Indicadores Imobiliários Nacionais divulgados pela CBIC do quarto trimestre de 2020 mostram aumento dos preços do material de construção e risco de desabastecimento, algo que permanece em 2021, afetando principalmente a faixa populacional com renda mensal de R$ 2.500 a R$ 4.500, que representa menor margem de lucro para as empresas contratadas. 

Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentados na reunião por José Carlos Martins apontam que os preços do material de construção subiram 19,60% no ano passado, com alguns insumos registrando aumentos acima de 50%. Os valores são avaliados como as maiores altas registradas no Brasil após o Plano Real.  


 
Motivos e impactos 

Dionyzio Klavdianos, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), explica o que levou a isso. “O aumento inesperado e elevado do preço dos materiais da construção civil, como também o desabastecimento e dificuldade de estoque de vários insumos, foi um efeito inesperado causado pelo rápido crescimento que o setor da construção teve durante o período da pandemia. Esse aumento persiste até hoje.”

O especialista lembra que esse cenário causa paralisações de obras, como aquelas do Programa Casa Verde, que têm margem de lucro pequena, e ainda afeta licitações públicas, que podem enfrentar o problema de falta de participantes. 

“Em 2021, materiais importantes tiveram aumento e as construtoras continuam sofrendo. Se isso permanecer, terá efeito nocivo para todo setor. E é uma pena, porque a construção civil vem garantindo a recuperação de parte da economia, oferecendo emprego notadamente para aqueles trabalhadores advindos das classes menos favorecidas”, pontua.

José Carlos Martins disse que a CBIC vai continuar debatendo o tema com representantes políticos. “Nós vamos levar ao governo propostas para melhorar o comércio internacional de materiais de construção. Nesses itens mais pesados, trabalhar contra barreira técnica e imposto de importação. Estaremos levando essa solicitação ao governo com toda base que nós temos de informação.”

No orçamento familiar

Além dos setores governamentais de infraestrutura, quem também observa esses efeitos na prática são os cidadãos que estão construindo. Gabriela Tavares, moradora de Sobradinho I, no Distrito Federal, começou as obras de reforma da casa em abril de 2020 e encontrou barreiras desde aquele período. 

“Logo no início da nossa reforma tivemos problemas com materiais de construção, não achamos mais tijolos, porque não estava tendo material para fabricação. Logo depois, a gente se viu novamente nessa questão de demora para entrega, porque as fábricas estavam demorando a produzir e entregar determinados materiais, como a cerâmica”, exemplifica.

Thainara Oliveira, moradora do Riacho Fundo I, também no DF, precisou pausar a construção da casa. “Tivemos que paralisar a obra por não ter condições de seguir, devido à pandemia. Agora, retomando, nos deparamos com alta de materiais como ferro, tijolo, que impedem a gente de voltar. Não conseguimos executar como imaginamos nem temos previsão de quando a obra será concluída”, lamenta.

Um levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção entre 12 a 18 de fevereiro deste ano, com participação de 26 unidades da federação, mostrou que o aço é o principal material em falta nas regiões. O produto ainda registrou aumento de preço acima de 10% para 72,7% dos entrevistados, e alta de até 10% para 25,4%.
 

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25/02/2021 00:00h

Início dos testes aconteceu neste mês de fevereiro, no ramal de 70,8 quilômetros de extensão que vai levar as águas do Eixo Leste do Projeto São Francisco, na região de maior escassez hídrica de Pernambuco

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O acionamento das comportas do 1º trecho do Ramal do Agreste, em Sertânia (PE), representou um passo importante para combater a escassez hídrica de Pernambuco. A ação foi realizada neste mês de fevereiro, para dar início aos testes do Ramal, que vai distribuir a água do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco para a população do local, em conjunto com a Adutora do Agreste.

A abertura das comportas deste trecho, chamado de Marco 1, foi realizada no reservatório de Barro Branco pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Os testes devem durar cerca de 80 dias. 

Após a testagem de todas as estruturas do Ramal e da Adutora do Agreste, o abastecimento pode ser iniciado. Para Rogério Marinho, um dos destaques desse acionamento é a quantidade de pessoas que serão beneficiadas com o Ramal do Agreste. 

“Quase dois milhões de irmãos pernambucanos vão ter água tratada nas suas residências, vão abrir as suas torneiras e ter a alegria de saber que as suas famílias vão ter saúde, segurança e dignidade”, disse o ministro. A iniciativa beneficia ainda 68 municípios.

As águas que saem da comporta de Barro Branco passam por oito trechos de canais, quatro sifões e três túneis, um caminho de 37,4 quilômetros. No fim, ela chega ao Reservatório Góis, que consegue armazenar 14,7 milhões de metros cúbicos de água. O Marco 1 do Ramal do Agreste é integrado por toda essa estrutura e mais dois trechos, com previsão de conclusão até julho de 2021. 

Impactos

No total, o Ramal do Agreste tem 70,8 quilômetros de extensão e capacidade de vazão de 8 mil litros de água por segundo. Thiago Portela, coordenador geral de obras e fiscalização do MDR, lembra a importância da iniciação para desenvolver a região. “Enquanto estiver em operação esse ramal e o eixo leste, que já está em pré-operação, a questão é dar água a quem precisa. E água é um grande vetor de desenvolvimento”, afirma. 

Essa melhoria é citada por Mateus Portilho Santos, pedreiro da região. “Essas obras contribuíram muito na geração de emprego para nossas cidades, deram profissão a milhares de sertanienses que não tinham profissão”, avaliou. Quando finalizado, o Ramal do Agreste vai levar as águas do Eixo Leste do Projeto São Francisco, que está em pré-operação desde 2017. 

João Roberto de Souza, morador de Pernambuco, também lembra das dificuldades em realizar o trabalho de agricultura em Sertânia. “Para utilização assim de fazer irrigação, plantar, por aqui a gente não estava com esse recurso ainda não”, lamenta.

Testes

Marcelo Asfora, engenheiro civil e pesquisador do Núcleo de Inovação Social da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), explica que os testes realizados após o acionamento das comportas servem para comprovar a operacionalidade das obras e fazem parte da atividade política. “Todos os presidentes, desde o princípio da obra, inauguraram uma parte dela, que ainda precisa ser concluída”, lembra.

O especialista, ex-presidente da Agência Pernambucana de Águas e Clima, detalha ainda que 90% da parcela de água do São Francisco que Pernambuco tem direito vem através do Ramal do Agreste, que é distribuído através da Adutora do Agreste. 

“São duas obras essenciais, sem as quais os municípios, a população de Pernambuco, não vão ter acesso às águas do São Francisco. O Ramal do Agreste está chegando muito atrasado, já era para estar pronto há mais de dez anos. Mas é essencial. O agreste de Pernambuco é a região do Brasil de maior déficit hídrico. Então, as águas do São Francisco são essenciais para abastecer e dar segurança hídrica aos municípios dessa região.”

A obra do Ramal do Agreste tem investimento federal de R$ 1,67 bilhão e emprega cerca de 2,6 mil trabalhadores. Na totalidade, o Projeto de Integração do Rio São Francisco, maior empreendimento hídrico do País, tem investimento estimado em mais de R$ 12 bilhões. 
 

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25/02/2021 00:00h

O programa é voltado tanto para construtoras, incorporadoras e escritórios de projetos, quanto para profissionais das áreas de Arquitetura e Urbanismo ou Engenharia Civil

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O Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil do Paraná lançou o programa de Residência em “Building Information Modeling” (BIM). O sistema transforma toda a informação do projeto da construção em um modelo virtual, que permite fazer simulações, ter um planejamento mais efetivo, redução de custos e otimização do tempo. 

A Residência BIM é voltada tanto para construtoras, incorporadoras e escritórios de projetos, quanto para profissionais graduados nas áreas de Arquitetura e Urbanismo ou Engenharia Civil, e prevê atividades teóricas e práticas, com aplicação nas empresas parceiras, de acordo com as demandas propostas por elas, contando com a mentoria de consultores do Senai, especialistas na tecnologia.

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Segundo a coordenadora do Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, Letícia da Costa Gonçalves, o objetivo da iniciativa é apoiar tanto as empresas e os profissionais da área. “A gente resolve duas problemáticas, que é a formação de profissionais especializados para o mercado e ao mesmo tempo apoiamos com um custo reduzido a implantação desse processo nas empresas patrocinadoras do programa”, destacou.

Ao longo do programa, as oito empresas que serão selecionadas terão a oportunidade de desenvolver um processo de implantação BIM personalizado para sua realidade, bem como patrocinar o desenvolvimento técnico de um profissional, o qual poderá absorver em seu quadro técnico após o programa. 

As oito cotas empresariais previstas no edital do programa podem ser preenchidas por empresas de todos os portes, que atuam em qualquer região do Paraná. As empresas interessadas em participar podem se inscrever no programa até o dia 19 de março, sendo que a data pode ser antecipada perante o preenchimento das cotas. A duração será de 5 a 24 meses, a depender da quantidade de módulos realizados pela empresa parceira. 

A seleção para residentes, por sua vez, acontecerá entre os dias 1º e 26 de março. Os estudantes vão receber bolsa de estudos mensal e, ao final do curso, receberão certificado de especialização pelas Faculdades da Indústria. A carga horária para os residentes é de 40 horas semanais. As inscrições devem ser feitas pelo site e a previsão para o início da Residência é 4 de abril.

Para o engenheiro civil Ygor Carneiro, o BIM é uma necessidade de modernização que o setor anseia já há algum tempo. “Um dos maiores percalços que nós profissionais que trabalhamos diretamente no processo de criação e implantação de empreendimentos são as incompatibilidades de projeto, as perdas de informações. E a tecnologia BIM vem justamente para minimizar isso, já que você tem toda a informação concentrada em uma única base”, afirmou. 

Um levantamento realizado pelo BIM Brasil Maturidade em 2020 aponta que 70% das empresas que atuam no ramo da construção civil no Brasil ainda não utilizam a tecnologia em seus projetos. No entanto, por reconhecerem que é uma das principais tendências para o setor, as mesmas companhias que participaram do mapeamento afirmaram que pretendem adotar a tecnologia nos próximos anos. 
 

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24/02/2021 00:00h

A comercialização está programada para o primeiro semestre deste ano em lojas de departamento, e-commerces e farmácias

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Um spray antiviral desenvolvido pelo Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica do Paraná, capaz de neutralizar o vírus da covid-19 e suas variantes recém-descobertas, deve chegar ao mercado ainda neste primeiro semestre. A inovação funciona com nanopartículas de prata para proteger e revestir superfícies por, no mínimo, 72 horas, e a comercialização deve ser feita em lojas de departamento, e-commerces e farmácias. 

O produto, realizado em conjunto com a TNS Nano, pode ser utilizado, por exemplo, em maçanetas, mesas e bancadas, balcões de atendimento, corrimãos de escadas e corredores, auxiliando na prevenção do contágio não só dos consumidores como também dos funcionários em indústrias e comércio. 

Segundo a pesquisadora e responsável técnica pelo projeto, Agne Carvalho, a fórmula é responsável pela formação de uma película protetora nas superfícies em que ele é aplicado. “Ele consegue neutralizar a ação do vírus porque ele desestabiliza a estrutura proteica de forma que seu RNA fica exposto e não tem mais a sua ação contaminante”, explicou.

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Foram desenvolvidas três diferentes formulações baseadas nas propriedades: estabilidade físico-química, formação de filme de proteção ultra fina capaz de proteger a superfície de aplicação, resistência à abrasão, eficácia antibacteriana, toxicidade oral, irritação dérmica e ocular e, principalmente, a eficácia antiviral.

O diretor geral da TNS Nano, Gabriel Nunes, destacou o diferencial do produto. “Ele consegue eliminar não da mesma maneira que um sabão ou um álcool em gel vem fazendo. Ele oferece essa segurança pelas próximas 72 horas, então nós estamos oferecendo algo que até agora não foi visto no mercado”, afirmou.

As aprovações, realizadas pelo Laboratório de Virologia Aplicada da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), simularam aplicações em materiais que mimetizam as principais superfícies de interesse como tecidos, granito, aço inox e laminados sintéticos.

O gerente do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, Filipe Cassapo, destacou a importância da iniciativa. “Esse é logicamente um produto absolutamente revolucionário, à medida que fomos capazes nesta pesquisa muito rápida, em apenas cinco meses, de desenvolver um revestimento que de maneira uniforme protege”, disse. 

Com uma proposta similar à iniciativa brasileira, só que em composição de medicamento, em Israel está sendo desenvolvido um spray nasal contra a covid-19. O presidente Jair Bolsonaro anunciou que enviará uma comitiva brasileira para conhecer o produto. 

O medicamento é inalado uma vez por dia durante alguns minutos, durante cinco dias, sendo direcionado diretamente para os pulmões. Assim como as vacinas, os estudos de medicamentos são divididos em várias etapas e, no Brasil, precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para acontecerem.

Missão contra COVID-19 

No início da pandemia, o Senai lançou a “Missão contra COVID-19” como parte de um Edital de Inovação para a Indústria. Com apoio da Embrapii e da ABDI, foram destinados R$ 20 milhões para projetos que ajudem a prevenir, diagnosticar e tratar a Covid-19. O spray antiviral foi um dos projetos aprovados pelo Edital.
 

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23/02/2021 00:00h

Instituído em lei federal, o Dia Nacional do Movimento Municipalista Brasileiro é celebrado em 23 de fevereiro e ressalta a importância da aproximação municipal

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Integrar a relação entre população e gestão municipal. É esse um dos principais objetivos das comemorações do Dia Nacional do Movimento Municipalista Brasileiro, celebrado em 23 de fevereiro desde a Lei nº 12.639, de 2012. A data reforça a importância do diálogo e da aproximação entre gestores, comunidade e diferentes Entes.

Em virtude desse dia, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) lançou a campanha Viva Seu Município. A ação tradicional contava com gabinetes do País nas ruas para estreitar os laços e comunicação com a população, mas teve que ser adaptada na pandemia e agora tem na programação transmissões ao vivo nos canais das prefeituras nas redes sociais. 

Para o presidente da CNM, Glademir Aroldi, as intervenções municipais que promovem maior transparência e diálogo são essenciais para boas gestões. “É fundamental que a população entenda os desafios enfrentados, conheça os planos de governo, especialmente neste momento tão difícil que estamos vivendo, e possa se mobilizar, juntamente com o movimento, para que possamos conseguir melhoria para os municípios e para as pessoas que vivem em cada município do Brasil”, afirma.


 

Gestores avaliam essa aproximação como o primeiro passo a ser traçado antes de definir as metas de governo, como diz Diego Sorgatto, prefeito de Luziânia (GO). “Todos que procuram no dia a dia têm acesso ao meu contato pessoal. Falo com centenas de pessoas todos os dias, porque entendo justamente que administrar é definir as prioridades conversando com a população”, define.

Mais 27 entidades municipalistas apoiam as celebrações, com a proposta de que as administrações locais marquem lives para às 11h desta terça-feira (23). Também estão previstas transmissões nas redes das entidades estaduais, às 15h, e nas plataformas da CNM, às 16h. 

Os gestores encontram ainda, no site da Confederação Nacional de Municípios, uma proposta de roteiro das ações de integração com a população. Há um passo a passo disponível informando como as prefeituras podem realizar as transmissões on-line e divulgações.
 

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Saúde
23/02/2021 00:00h

A queda do indicador foi registrada em oito capitais a partir da segunda semana de janeiro: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

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A nova edição do Boletim InfoGripe, realizado pela Fiocruz, indica sinal de queda de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em oito capitais a partir da segunda semana de janeiro: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).  Embora Manaus (AM) também apresente sinal de queda, os dados desta capital ainda apresentam impacto importante do represamento, de modo que essa sinalização pode estar subestimando o cenário atual. 

Entre os registros com resultados positivos para os vírus respiratórios, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos são em decorrência do novo coronavírus. Em nível nacional, a investigação indica que os casos notificados de SRAG no Brasil como um todo apresentam sinal de queda de longo prazo (últimas seis semanas) e curto prazo (últimas três semanas). No entanto, ainda há diferenças importantes no território nacional, com algumas capitais e regiões interioranas mantendo a retomada do crescimento.


 
Segundo o pesquisador em saúde pública da Fiocruz e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, esta é uma situação heterogênea que varia muito em função do comportamento da sociedade, que resulta na transmissibilidade.
 
“Quando olhamos para cada estado e vimos o que está acontecendo nas regiões observamos cenários distintos. Alguns locais ainda apresentam sinal de crescimento enquanto outras regiões têm queda. Por exemplo, Manaus passou por uma situação extremamente dramática e nas últimas semanas apresentou queda no número de novos casos”, pontuou.

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A análise de tendência dos casos semanais de SRAG até a semana 5 para as macrorregiões de saúde, com base no município de notificação, mostra que em apenas 11 das 27 unidades federativas observa-se tendência de longo e curto prazo com sinal de queda ou estabilização em todas as respectivas macrorregiões de saúde.
 
O pesquisador destacou que, apesar dos dados, esta não é uma projeção do que vai acontecer nas próximas três semanas, mas sim do que aconteceu até o momento, que é um bom indicativo do que pode continuar ocorrendo nas próximas se nada for alterado no cenário. 
 
Em 16 estados, Amazonas, Pará, e Roraima (Norte), Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, e Pernambuco (Nordeste), Espírito Santo, Minas Gerais, e São Paulo (Sudeste), Rio Grande do Sul, e Santa Catarina (Sul), Goiás, Mato Grosso, e Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste) há pelo menos uma macrorregião estadual com tendência de curto e/ou longo prazo com sinal moderado.
 
De acordo com Gomes, há uma série de fatores que podem gerar falsa impressão de queda como, por exemplo, o aumento no represamento de dados a partir de dezembro, o que reflete na demora para registro e divulgação de casos identificados nas unidades de saúde. “Tivemos muito represamento de dados no final do ano, começo de janeiro, e isso obviamente também tem um impacto nessas estimativas de casos recentes, isso pode gerar falsas estimativas, pode gerar falso sinal de queda”, avaliou. 
 
Desde 2020 até a presente atualização, foram reportados um total de 754.025 casos de SRAG. Destes, 56.175 são referentes ao ano epidemiológico 2021, sendo 28.816 (51,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 8.660 (15,4%) negativos, e ao menos 12.619 (22,5%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os positivos, 0,0% Influenza A, 0,0% Influenza B, 0,5% Vírus Sincicial Respiratório (VSR), e 95,2% Sars-CoV-2 (Covid-19).
 
O Boletim destaca que os dados apresentados devem ser utilizados em combinação com demais indicadores relevantes, como a taxa de ocupação de leitos das respectivas regionais de saúde, por exemplo.

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19/02/2021 14:50h

Encontro virtual entre ministro da Saúde e Comissão de Vacinação da FNP estreitou informações sobre o plano de imunização nos municípios

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Uma reunião entre a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o ministro da Saúde, discutiu a vacinação no País nesta sexta-feira (19). No encontro virtual, Eduardo Pazuello afirmou aos dirigentes que vai alterar a estratégia de imunização contra a Covid-19 e que, a partir do dia 23 de fevereiro, 4,7 milhões de brasileiros vão receber doses da vacina, e não a metade, como estava acontecendo até então.

A fala do ministro ocorreu em um momento em que prefeitos e secretários encaravam dúvidas sobre vacinar mais pessoas com a primeira dose e aguardar a distribuição da segunda, ou vacinar uma parte menor da população, para guardar a segunda dose a elas. Pazuello, então, orientou os gestores a usarem todo o novo lote de vacinas para aplicação da primeira dose, a partir da próxima terça-feira (23).

“Foi dito [na reunião] que, entre 24 e 28 de fevereiro, ou seja, no final do mês, nós devemos receber 4,7 milhões de doses, que serão enviadas aos estados, que vão mandar aos municípios. Então, terça-feira que vem devemos começar a receber uma nova remessa”, afirmou o presidente da FNP, Jonas Donizette.

Quatro pontos foram traçados como essenciais nesse diálogo com o ministro: as datas detalhadas das vacinações com a expectativa de entrega das doses nas cidades, a priorização dos profissionais de ensino nas imunizações, o repasse financeiro para ampliação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) e uma campanha publicitária para esclarecer a população a respeito da vacinação.

Uma ação concreta prometida pelo ministro da Saúde e avaliada como uma vitória da FNP foi a inclusão de profissionais de ensino nas prioridades. Segundo ele, será realizada uma adaptação ao Plano Nacional de Imunização (PNI) para incluir essa categoria “o mais rápido possível, muito provavelmente até março”.

A data correta do começo das aplicações de doses nesses profissionais é algo que Pazuello não conseguiu responder, mas houve garantia de prioridade e atenção à demanda, principalmente porque muitos municípios planejam o retorno às aulas presenciais para o próximo mês. 

Garantias e pedido de paciência

Pazuello garantiu aos prefeitos que todos os leitos de UTI necessários, habilitados e usados serão pagos pelo Ministério da Saúde e que “ninguém vai ficar com leito sem poder usar e sem receber pelo uso”. Foi manifestada ainda uma expectativa do Ministério da Saúde conseguir um crédito adicional de R$ 2 bilhões para realizar o pagamento de leitos de UTI de janeiro e fevereiro às prefeituras que ainda não receberam esse valor. 

Alguns gestores colocaram em pauta o desejo de adquirir doses das vacinas, com auxílios do governo federal, como citou Bruno Reis, prefeito de Salvador/BA. Porém, Pazuello pediu “paciência” aos presentes e informou que o País vai “produzir a pleno” os imunizantes “em termos de 15 dias”. Ou seja, há a previsão de que toda a produção das vacinas CoronaVac e de Oxford seja realizada no Brasil em março, facilitando, assim, a distribuição aos municípios.

 

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A audiência teve a participação do presidente da FNP, Jonas Donizette, e da Comissão de Vacinação da Frente, composta por dez prefeitos, representando as cinco regiões do País. Esse debate era um pedido dos gestores desde janeiro, após avaliação de que era urgente uma resposta do governo federal para esclarecimento de cronogramas de prazos e metas para a imunização contra a Covid-19 nos municípios. 

“Foi uma reunião boa, nós reforçamos a questão da importância da comunicação com o ministério em duas pontas. A primeira, é a comunicação com os prefeitos. Outra, a comunicação com a população. Ficou restabelecido o contato com o Secretário de Vigilância [do Ministério da Saúde] pelo menos a cada dez dias com a Frente Nacional de Prefeitos para falar como está indo, quais as dificuldades, onde está acabando vacina, quando vão chegar novas”, avaliou Donizette.

Nota

A Frente Nacional de Prefeitos chegou a emitir uma nota em tom forte cobrando o governo federal, em 16 de fevereiro, após Pazuello ter descumprido o acordo de marcar uma reunião com a comissão de prefeitos a cada dez dias para esclarecer o andamento das imunizações. O texto citou “os sucessivos equívocos” no enfrentamento à Covid-19 e na condução do Plano Nacional de Imunizações. A FNP reúne as 412 cidades com mais de 80 mil habitantes, representando todas as capitais, 61% da população e 74% do PIB do País.

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