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Baixar áudioO diagnóstico de câncer do peritônio começa com uma história clínica detalhada e exame físico. Exames iniciais incluem ultrassonografia de abdômen e tomografias de tórax, abdômen e pelve, que mostram o espessamento do peritônio, nódulos e líquidos na barriga.
“Pode ser necessário colher o líquido acumulado ou uma biópsia do peritônio para chegar ao diagnóstico do tipo específico de tumor. Marcadores tumorais, como o CA -125 para ovário, CEA para tumor no intestino, também ajudam, além de outros. Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia por laparoscopia, passar uma pequena câmera para examinar o peritônio e colher biópsias”, diz o Dr. Abner Jorge Jácome Barrozo, cirurgião oncológico.
O tratamento varia conforme o tipo, a extensão da doença e a saúde do paciente. Para a mesotelioma peritoneal, por exemplo, a cirurgia de citorredução, que é a remoção de todas as massas visíveis, é indicada. Há também a quimioterapia aquecida no peritônio, chamada de HIPEC, aplicada diretamente na cavidade durante a cirurgia e tratamento sistêmico.
“Para carcinomatose peritoneal, o tratamento depende do tumor primário e pode incluir tratamentos medicamentosos como quimioterapia, imunoterapia e a cirurgia pode ser um tratamento curativo em casos bem selecionados. Em casos avançados, foca-se nos controles dos sintomas com a drenagem do líquido aberto, controle da dor e suporte nutricional. O prognóstico varia muito, indo desde tratamentos de intenção curativa a opções para controlar a doença ou, em casos mais avançados, em pacientes frágeis, cuidados adequados dos sintomas. Não são casos simples”, comenta o médico.
Se você foi diagnosticado com câncer envolvendo peritônio, é fundamental buscar atendimento em centros especializados com equipe multidisciplinar com experiência nesses tumores complexos.
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Copiar o textoMéxico, Estados Unidos e Canadá concentram a maioria dos casos; Brasil segue sem circulação endêmica
Baixar áudioA Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu um alerta diante do aumento acentuado dos casos de sarampo na Região das Américas. Após cinco anos de baixa circulação, a doença voltou a apresentar persistência de casos e surtos em diversos países ao longo de 2025, tendência que, segundo a entidade, se mantém no início de 2026.
No ano anterior, foram confirmados 14.891 casos, dos quais 29 evoluíram para óbito. México, Canadá e Estados Unidos concentraram cerca de 95% das notificações, com um total de 14.106 casos.
Confira a distribuição das incidências de sarampo nas Américas em 2025:
| País | Casos notificados | Óbitos |
|---|---|---|
| Argentina | 36 | - |
| Belize | 44 | - |
| Bolívia (Estado Plurinacional) | 597 | - |
| Brasil | 38 | - |
| Canadá | 5.436 | 2 |
| Costa Rica | 1 | - |
| El Salvador | 1 | - |
| Estados Unidos da América | 2.242 | 3 |
| Guatemala | 1 | - |
| México | 6.428 | 24 |
| Paraguai | 49 | - |
| Peru | 5 | - |
| Uruguai | 13 | - |
Em 2026, entre a Semana Epidemiológica (SE) 1 e a SE 3, foram confirmados 1.031 casos da doença na Região das Américas, sem registro de óbitos até o momento. O número representa um aumento de 45 vezes em relação aos 23 casos registrados no mesmo período de 2025. Os países com notificações no início deste ano foram:
| País | Casos confirmados |
|---|---|
| Bolívia | 10 |
| Canadá | 67 |
| Chile | 1 |
| Estados Unidos da América | 171 |
| Guatemala | 41 |
| México | 740 |
| Uruguai | 2 |
De acordo com a OPAS, entre os casos confirmados com informações disponíveis, 78% não estavam vacinados.
Apesar do aumento de casos em países das Américas, o Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus, conforme reconhecimento da OPAS. Em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo no país, registrados no Distrito Federal (1) e em seis estados:
Do total, dez registros foram importados — contraídos no exterior —, 25 estiveram relacionados à importação e três tiveram fonte de infecção desconhecida. Em relação ao histórico vacinal, 94,7% das ocorrências envolveram pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.
Segundo o Alerta Epidemiológico, a distribuição etária evidencia maior impacto em crianças menores de 5 anos, que concentraram 30,6% dos casos (11 registros). Pessoas entre 5 e 19 anos representaram 22,2% (8 casos), enquanto adultos com mais de 20 anos corresponderam a 50% (19 casos).
Diante do cenário, a OPAS/OMS “insta os Estados Membros a reforçarem, com caráter prioritário, as atividades de vigilância e vacinação de rotina e a garantirem uma resposta rápida e oportuna aos casos suspeitos”. Entre as recomendações estão:
O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38,5 °C) e manchas vermelhas na pele, acompanhadas de tosse seca, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso.
Conforme a OMS, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. No Brasil, a população de 12 meses a 59 anos têm indicação para vacinação. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a imunização conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente duas vacinas: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que inclui também a varicela.
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Baixar áudioA publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano até 2028. A projeção cai para 518 mil casos anuais quando excluídos os tumores de pele não melanoma, de alta incidência, mas baixa letalidade. Os dados foram divulgados no Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, no edifício-sede do Instituto, no centro do Rio de Janeiro.
Conforme o INCA, as previsões confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil. Os dados demonstram, ainda, que os casos de câncer se aproximam dos registros de doenças cardiovasculares e pode seguir como desafio central para o SUS nas próximas décadas.
O Instituto afirma que os números refletem o envelhecimento da população, desigualdades regionais e desafios que persistem em relação ao acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
A Estimativa é elaborada e divulgada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do INCA a cada três anos. O objetivo é apoiar o planejamento e a vigilância em saúde no curto prazo. Na avaliação do INCA, os dados da pesquisa orientam o planejamento de políticas públicas e de ações a serem realizadas no âmbito do SUS.
Os dados focam nos tumores de maior magnitude epidemiológica e relevância na saúde pública.
Entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral.
Confira a incidência entre os homens:
Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.
Confira a incidência entre as mulheres:
Em ambos os sexos, o câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente. Os dados desse tipo de câncer são apresentados separadamente em função da alta incidência de casos e baixa letalidade.
Pela publicação, os cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce são do colo do útero e o colorretal.
Estimativas mostram também diferenças regionais em relação à incidência de diagnósticos. De acordo com o INCA, as diferenças observadas refletem desigualdades nos padrões de comportamento dos indivíduos, no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
A análise considerou fatores socioeconômicos, ambientais, comportamentais e ao acesso desigual aos serviços de saúde.
Confira o recorte regional de indecência:
Em nota, o chefe da Divisão de Vigilância e Análise de Situação da Conprev, Luís Felipe Martins, destacou que as estimativas publicadas em diferentes edições não devem ser comparadas diretamente entre si. A justificativa é de que as informações não se destinam à construção de séries históricas de incidência, já que as fontes de informação, como os Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), vêm apresentando avanços em cobertura, qualidade dos dados e redução de sub-registros.
O INCA orienta que a população tome algumas inciativas para a prevenção contra o câncer, com chance de aumentar as possibilidades de cura e redução da mortalidade. Por exemplo, a vacinação contra o HPV – que previne câncer do colo do útero.
O controle do tabagismo também é indicado como como uma das medidas mais eficazes de prevenção de diferentes tipos de câncer, além de evitar o consumo de álcool.
Veja mais orientações do INCA:
Copiar o textoSaiba as causas comuns e sinais de alerta
Baixar áudioVocê conhece uma criança que voltou a fazer xixi na roupa, reclama de dor ou vai ao banheiro muitas vezes? Pode ser infecção urinária, a segunda infecção mais comum na infância.
Segundo a urologista Dra. Lorena Marçalo, a infecção urinária em crianças pode ser mais grave, pois o sistema urinário ainda está em desenvolvimento.
Em bebês os sinais incluem febre sem causa aparente, irritabilidade, recusa alimentar e choro inconsolável. Em crianças maiores, fique atento a:
Meninas têm mais risco a partir dos 6 meses. Já em meninos, é mais comum nos primeiros meses de vida.
Se notar algum desses sintomas, procure um pediatra ou urologista o quanto antes.
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Copiar o textoSaiba o que pode ser e os tratamentos
Baixar áudioA coceira anal, conhecida como prurido anal, é comum, mas poucas pessoas falam sobre o assunto. “As principais causas vão desde má higiene, verminose (como oxiúros), hemorroidas e fissuras até infecções fúngicas,” explica a coloproctologista Dra. Beatriz Azevedo.
O uso excessivo de papel higiênico e pomadas sem orientação pode piorar ainda mais a situação. Para aliviar e prevenir:
Se o problema persistir, procure um coloproctologista para avaliação adequada.
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Copiar o textoSaiba os 5 principais sintomas do bicho geográfico
Baixar áudioVocê notou linhas vermelhas que se movem na pele e coçam muito? Isso pode ser bicho geográfico, uma infecção causada por larvas de vermes presentes nas fezes de cães e gatos.
“Os principais sintomas são coceira intensa, lesões em forma de mapas e movimento visível da linha na pele,” explica o especialista. A contaminação acontece ao andar descalço ou deitar na areia ou terra contaminada.
O tratamento é simples e eficaz, feito com medicamentos antiparasitários. Para prevenir, use calçados, toalhas na areia e vermifugue seus animais.
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Copiar o textoFiocruz reforça importância da vacinação para grupos prioritários na Região Norte
Baixar áudioOs estados do Acre e do Amazonas seguem em alerta devido ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao vírus influenza A. De acordo com o Boletim InfoGripe, divulgado na quinta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a doença tem atingido principalmente jovens, adultos e idosos.
Nessas duas unidades da federação, também foi observado crescimento de casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge sobretudo as crianças pequenas.
Em Roraima, o avanço da SRAG se concentra na população idosa, mas ainda não há dados laboratoriais suficientes para identificar o vírus responsável pelos casos registrados no estado.
O boletim também aponta início ou manutenção do aumento das hospitalizações por VSR na Paraíba, por influenza A no Pará e por Covid-19 no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Apesar disso, os níveis permanecem baixos e ainda não impactam significativamente os indicadores de SRAG nesses estados.
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação entre os grupos prioritários da Região Norte. “Diante dessa alta de influenza A em alguns estados do Norte, é essencial que a população prioritária da região — como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades — se vacine o quanto antes. A vacina contra a influenza é bastante segura e é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos”, afirma.
Em âmbito nacional, o boletim indica queda nos casos de SRAG, reflexo da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios na maior parte do país. Ainda assim, a incidência da síndrome segue mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada, principalmente, entre os idosos.
Nas capitais, Boa Vista (RR), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Rio Branco (AC) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 24 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 3. Confira outros detalhes no link.
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Copiar o textoSaiba os sintomas do câncer de laringe
Baixar áudioVocê sabia que o câncer de cabeça e pescoço pode evoluir de forma silenciosa? Os tipos mais comuns atingem a tireoide, boca e laringe, e os sintomas podem passar despercebidos.
“Fique atento a nódulos no pescoço, manchas brancas ou vermelhas na boca, feridas que não cicatrizam, dor de garganta persistente, dificuldade para engolir e rouquidão por mais de 15 dias,” alerta o cirurgião de cabeça e pescoço Dr. Murilo Neves.
Cigarro, álcool em excesso e exposição ao sol são fatores de risco. Use protetor solar e mantenha hábitos saudáveis.
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Copiar o textoIniciativa prioriza crianças, adultos não vacinados e profissionais de saúde
Baixar áudioEntre os dias 2 e 8 de fevereiro, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) vai intensificar a vacinação contra o sarampo e a febre amarela nas regiões da Grande São Paulo, Baixada Santista e Região Metropolitana de Campinas. A estratégia vai priorizar a aplicação da vacina tríplice viral, que inclui sarampo, caxumba e rubéola – entre crianças, jovens, adultos não vacinados e profissionais de saúde.
Já a aplicação da vacina contra a febre amarela deve respeitar os esquemas e intervalos recomendados para cada faixa etária e pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais.
O Dia D de vacinação será no dia 7 ou 8 de fevereiro. A medida terá como foco a ampliação da cobertura vacinal e a atualização da caderneta da população.
Em nota publicada pela Agência de Notícias do Governo do estado de SP, a coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, Regiane de Paula, destacou que a intensificação da vacinação é essencial para proteger a população e evitar a reintrodução de doenças controladas no país.
A SES-SP afirmou, em nota, que manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para a proteção individual e coletiva, além de contribuir para a redução do risco de surtos e epidemias. “A imunização também protege pessoas que não podem receber vacinas, como indivíduos imunocomprometidos ou com contraindicações clínicas”, diz um trecho da nota.
O município de São Paulo iniciou a estratégia de vacinação em 12 de janeiro. As outras localidades devem iniciar entre os dias 2 e 8 de fevereiro.
Confira os municípios contemplados com o reforço da vacinação nas regiões paulistas:
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é um desafio para a saúde pública, especialmente em regiões com baixas taxas de imunização. Ou seja, o sarampo é prevenível por vacinação e a imunização contra a doença integra o Calendário Nacional de Vacinação.
Confira quem deve se vacinar contra sarampo:
Os sintomas de sarampo podem ser identificados a partir de manchas vermelha no corpo e febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas:
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda e imunoprevenível. A evolução do quadro é abrupta e possui gravidade variável, com elevada letalidade nas formas graves.
Confira quem deve se vacinar contra a febre amarela:
Em 2025, o estado de São Paulo registrou dois casos importados de sarampo. Já em relação à febre amarela, em 2025 foram confirmados 57 casos no estado, com 34 óbitos.
Copiar o textoAté 2025, uso de rádio amador fazia a comunicação entre médicos e pacientes
Baixar áudioCom cerca de 200 atendimentos por mês para 16 aldeias indígenas, a equipe médica do polo-base de Rondonópolis, em Mato Grosso, se comunicava via rádio amador até 2025, quando a internet chegou. Instalada no alto da laje do polo-base, a conexão se dá por satélite, viabilizada pelo programa Wi-Fi Brasil, do Ministério das Comunicações.
Lucineia Friedrich, coordenadora do polo-base, explica que a equipe atende aproximadamente 1.270 pessoas e a celeridade faz parte do serviço. “A gente precisa de resposta rápida nos atendimentos de saúde. A chegada da internet nos ajudou muito. O serviço antes funcionava, mas era com muita dificuldade no contato. Agora é tudo rápido: acontece uma emergência e somos acionados logo pelo celular pelas aldeias. Conseguimos também acionar rapidamente o Samu”, afirmou.
A internet também auxilia a equipe médica nas ações da central de regulação e no agendamento de pacientes. “Temos pacientes internados aqui em observação. Cada um tem acompanhamento, e a solicitação de alimentos vem com a ajuda da internet”, disse a coordenadora.
Segundo Lucineia, os prontuários médicos vão migrar em breve para o computador. Contudo, os primeiros passos para um trabalho mais informatizado já foram dados: os enfermeiros realizam muitos atendimentos por videochamada.
Um dos enfermeiros, o indígena Bakairi Kezi Ajigui, diz que, além de salvar árvores, por diminuir o uso do papel, a conectividade no local significa avanço e valorização de vidas. “Não é só internet. Antigamente, literalmente, nossos antepassados se comunicavam com fumaça de fogo, com gritos. De lá para cá mudou muita coisa. Veio o rádio amador e a internet também. Isso facilita muito. Salva vidas”, pontuou.
Acompanhante de um paciente internado, Silvia Kamani, também da etnia Bakairi, reconhece a evolução proporcionada pela política pública. “Hoje, a equipe médica oferece atendimento mais rápido. Antes, até comunicar a emergência e a informação chegar ao posto, demorava muito”, lembrou a indígena.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o propósito da iniciativa está no bem-estar da população.“Esta é a verdadeira inclusão digital: quando um médico consegue se comunicar com agilidade e salvar vidas de imediato, tudo com o uso do celular e de uma boa internet. O acesso é uma necessidade e um direito básico de todo cidadão brasileiro. Não existe serviço essencial efetivo no país sem inclusão digital”, disse o ministro.
O Ministério das Comunicações avalia que a chegada do 5G ampliará ainda mais as possibilidades de atendimento remoto, incluindo telemedicina avançada e, no futuro, até cirurgias a distância.
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