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Baixar áudioO governo federal autorizou cerca de R$ 16,4 milhões em recursos destinados à assistência em saúde para os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata de Minas Gerais. A medida busca atender à população afetada pelos desastres climáticos provocados pelas chuvas que atingiram a região.
Do montante, R$ 12,5 milhões serão aplicados de forma emergencial, com o objetivo de suprir as principais necessidades imediatas das comunidades. Outros R$ 3,8 milhões foram distribuídos para a habilitação de novos serviços de saúde.
Para ampliar o acesso gratuito a medicamentos e insumos, o Ministério da Saúde (MS), a partir desta segunda-feira (2), flexibilizará as regras de dispensação do Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB) para a população afetada.
A pasta também destinou nove kits emergenciais de saúde para a região, com capacidade para atender 13,5 mil pessoas no período. Cada conjunto contém 16 itens estratégicos e 32 remédios, entre eles:
Além disso, o MS coordenou a doação de 318 mil fraldas, sendo 101 mil unidades para adultos e 217 mil destinadas a crianças. A iniciativa foi articulada em parceria com a CCM Indústria de Descartáveis e com a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), a fim de atender grupos em situação de vulnerabilidade social.
As comunidades da Zona da Mata mineira receberam novos equipamentos e estruturas para reforçar a rede de saúde:
A carreta, equipada para a realização de exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, passa a atender a população a partir desta segunda-feira (2), em Juiz de Fora.
As unidades móveis devem fortalecer a Atenção Primária e apoiar as ações da Força Nacional do SUS. O município de Juiz de Fora recebeu duas dessas estruturas, enquanto Ubá foi contemplado com quatro unidades.
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Baixar áudioEstudos mostram que 40% das crianças aos 7 anos já tiveram pelo menos um episódio de dor de cabeça, e aos 15 anos esse número sobe para 75%. No Brasil, entre 10 a 15% das crianças em idade escolar sofrem com dores recorrentes. Sim, crianças podem ter enxaqueca.
Dra. Letícia Sampaio, médica neurologista pediátrica, explica os três principais tipos. “O primeiro é a enxaqueca, que é uma dor pulsátil, como um martelo batendo, associada a náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e som. A criança procura lugares escuros e para de brincar. O segundo tipo é a cefaleia tensional, que é uma dor em aperto por toda a cabeça, relacionada ao estresse, ansiedade. Ela não piora com a atividade física. E o terceiro, as dores secundárias, após problemas visuais, sinusite, desidratação ou jejum prolongado”, explica.
A médica alerta que os sinais de emergência, que exigem o pronto-socorro imediato, são: dor súbita e muito intensa; febre com rigidez do pescoço; alterações de comportamento; vômitos em jato pela manhã; alterações na visão; dor após pancada na cabeça; e dores que despertam a criança durante a noite.
A maioria das dores de cabeça em crianças são benignas, mas precisam de avaliação adequada. Se seu/sua filho(a) tem dores frequentes, procure um pediatra ou um neuropediatra.
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Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (26), aponta aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Goiás, Sergipe e Rondônia. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 7, entre 15 e 21 de fevereiro.
Segundo o levantamento epidemiológico, o cenário está associado ao crescimento das internações por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Em Rondônia, além do VSR, observa-se avanço nas hospitalizações por influenza A, especialmente entre jovens e adultos.
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que “o estudo também constatou indícios de manutenção do aumento das hospitalizações por influenza A no Pará e Ceará e por rinovírus em São Paulo e no Distrito Federal, porém ainda sem impacto nos casos de SRAG”.
Na Região Norte, os estados do Acre, Amazonas e Roraima seguem em alerta para SRAG devido à alta de casos de influenza A. Apesar da persistência, não há sinais de tendência de crescimento sustentado no longo prazo. O VSR, por sua vez, apresenta comportamentos distintos: os registros caem no Amazonas, mas seguem em alta no Acre e em Roraima.
Entre as capitais, apenas Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO) registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo. A alta concentra-se, sobretudo, em crianças pequenas.
Já em Manaus (AM) e Rio Branco (AC), embora não haja sinal de crescimento sustentado, a incidência de SRAG permanece em patamar de alerta, risco ou alto risco.
Ao longo do ano epidemiológico de 2026, foram notificados mais de 8,2 mil casos de SRAG, sendo 31,2% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Dentre os casos positivos:
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 12,5% |
| Influenza A | 19,2% |
| Rinovírus | 34,6% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 20% |
| Influenza B | 1,9% |
As últimas quatro semanas epidemiológicas apontam que o rinovírus é o agente mais detectado entre os casos positivos, seguido por covid-19 e influenza A.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 13,1% |
| Influenza A | 18,9% |
| Rinovírus | 36,5% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 20,4% |
| Influenza B | 2,1% |
Em relação aos óbitos, a covid-19 responde por metade das mortes registradas, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
| Vírus | Prevalência (%) |
|---|---|
| Vírus Sincicial Respiratório (VSR) | 4,4% |
| Influenza A | 23,7% |
| Rinovírus | 13,2% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 50% |
| Influenza B | 1,8% |
O estudo aponta que, na análise das últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade por SRAG permanecem mais elevadas nas faixas etárias extremas: crianças pequenas concentram os casos, enquanto os idosos apresentam os maiores índices de mortalidade.
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Baixar áudioNem toda dor de barriga é uma emergência médica. Segundo a Dra. Beatriz Azevedo, médica cirurgiã do aparelho digestivo, pode aguardar consulta médica no consultório quando apresentar:
Importante! Observar a intensidade da dor numa escala de 0 a 10. Dores acima de 7, que não melhoram, merecem avaliação urgente. Preste atenção à evolução. Dor que piora progressivamente ao longo de horas é mais preocupante.
Crianças, idosos, gestantes e pacientes com baixa imunidade precisam de atenção redobrada.
Se ficar com dúvidas sobre a gravidade, procure a avaliação médica imediatamente ou ligue 192. Sua vida pode depender dessa decisão!
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Baixar áudioCansaço sem motivo, perda de cabelo, alteração no humor, peso ou sono podem representar problema na tireoide.
“A tireoide é uma pequena glândula no pescoço que funciona como o acelerador do corpo, controlando o metabolismo. Quando produz pouco hormônio, tudo fica lento. Quando produz em excesso, tudo acelera”, explica a Dra. Ana Paula Silva, endocrinologista.
No Brasil, 15 milhões têm problemas de tireoide, mas 60% não sabem. Mulheres são oito vezes mais afetadas. O diagnóstico é simples, com exames de sangue e tem tratamento eficaz.
Se você tem vários desses sintomas juntos, procure um endocrinologista!
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Baixar áudioO Brasil registra atualmente 88 casos confirmados de mpox em 2026. De acordo com o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS), as ocorrências estão distribuídas pelo Distrito Federal (1) e seis estados:
O estado de São Paulo lidera o registro de casos com 62, seguido por Rio de Janeiro, com 15, e Rondônia, com 4. Não há registro de situações graves ou óbitos relacionados a mpox. A pasta aponta que a maioria dos pacientes diagnosticados apresentam sintomas considerados de grau leve a moderado.
A mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral (transmitida aos seres humanos a partir de animais) causada pelo Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.
Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.566 notificações, conforme painel de dados do MS atualizado nesta terça-feira (24), com levantamento referente até 20 de fevereiro de 2026. A maior parte dos casos concentrou-se entre 2022 e 2023, quando o mundo enfrentou um surto global, que se espalhou para mais de 120 países e resultou em mais de 100 mil casos.
Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é a prevenção. O MS reforça que é fundamental evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, recomenda-se o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.
Entre as orientações estão:
Segundo o ministério, os sintomas da mpox incluem:
A transmissão ocorre principalmente por:
Em caso de infecção, pacientes com suspeita ou confirmação da mpox devem cumprir isolamento imediato e evitar o compartilhamento de objetos pessoais até o fim do período de transmissão.
Em 2022, o antiviral tecovirimat (TPOXX), desenvolvido originalmente para tratar a varíola, foi aprovado para auxiliar no manejo da mpox. Apesar disso, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) ressalta que não há tratamento específico para a infecção.
Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem por conta própria. O cuidado clínico deve priorizar o alívio das manifestações, a prevenção de complicações e a redução de possíveis sequelas. Entre as recomendações estão:
A estratégia de vacinação do Ministério da Saúde prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Entre os grupos contemplados na imunização pré-exposição estão:
Já na vacinação pós-exposição, a recomendação é para indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.
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Baixar áudioO peritônio é uma membrana que reveste a cavidade abdominal como uma película, um “saquinho” protegendo os órgãos. A peritonite, por sua vez, é quando ocorre qualquer inflamação dessa película.
Sangue, líquidos de vísceras com uma perfuração ou infecção dessa membrana podem irritar o peritônio, como ocorre, por exemplo, em uma úlcera de estômago, uma apendicite grave, em facadas, acidentes ou até tumores.
“Infecções peritoneais podem se tornar graves e levar rapidamente a sepses e morte. É importante reconhecer os sete sinais de alerta: dor abdominal intensa que se espalha por todo o abdômen; a barriga se torna rígida como uma tábua; a dor piora com qualquer movimento como tosse, o balanço de um veículo; febre alta acima de 38 graus; náuseas e vômitos persistentes que pioram a dor; barriga inchada; sinais de choque como palidez e suor frio”, alerta o Dr. Abner Jorge Jácome Barrozo, cirurgião oncológico.
O diagnóstico é feito em avaliação clínica e com exames de imagem. Segundo o médico, o tratamento varia bastante a depender do diagnóstico que foi dado, muitas vezes precisando de uma cirurgia com urgência. Esta é uma das emergências médicas mais graves. O tempo é fundamental.
Se você tem esses sintomas, procure o pronto-socorro imediatamente. Não espere. Não tome remédios em casa. Peritonite pode ser fatal se não for tratado a tempo.
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Baixar áudioVocê acorda com gosto amargo na boca e não sabe por quê? O amargor tem cinco causas principais, segundo o Dr. Ali Mahmoud, médico otorrinolaringologista. Veja quais são:
O gosto amargo ocasional é normal, mas se persistir por mais de uma semana, procure um médico. Pode ser sinal de algo que precisa ser tratado. Mantenha boa higiene bocal, evite jejum prolongado e observe se tem relação com medicamentos que está tomando.
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Baixar áudioA fim de otimizar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde lançou o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências, voltado a gestores de hospitais públicos e filantrópicos.
A iniciativa, desenvolvida pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) e executada em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência (ESRE), busca reduzir a superlotação e o tempo de espera em 137 portas de urgência distribuídas por todas as regiões do Brasil.
Participam do Projeto Lean as ESRE:
O termo Lean, traduzido como “enxuto”, surgiu no setor industrial com a Toyota, pioneira em sua aplicação. A proposta busca racionalizar recursos e otimizar espaços e insumos. Após resultados positivos, outras empresas passaram a adotar o modelo. Posteriormente, passou a ser aplicado também na área da saúde, onde ganhou novas adaptações e relevância.
No Brasil, o MS incorporou a metodologia em 2017, com o lançamento do Projeto Lean nas Emergências, tendo o Hospital Sírio-Libanês (HSL) como a primeira instituição executora. Segundo a Pasta, a proposta da iniciativa envolve:
Para viabilizar as etapas, o projeto promove fóruns e treinamentos conjuntos entre os hospitais, além de visitas presenciais e virtuais conduzidas por uma equipe formada por um médico consultor e um especialista em Lean. As ações se estendem pelas fases de diagnóstico, implementação e monitoramento.
Dados do MS mostram que, até o final do triênio 2021-2023, o projeto alcançou:
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Baixar áudioA infecção urinária em crianças ocorre quando bactérias entram no trato urinário, causando sintomas como febre, dor/ardor ao urinar, aumento da frequência urinária, dor abdominal, urina com cheiro forte ou sangue.
De acordo com a Dra. Lorena Marçalo, médica urologista, o diagnóstico é feito através de exames de urina. Em bebês, pode ser necessária a sondagem. Em crianças maiores, a coleta é feita pós-higiene adequada.
“O exame de urina mostra sinais inflamatórios, como leucócitos e hemácias. A urocultura confirma a infecção e identifica a bactéria, geralmente a escherichia coli, orientando o antibiótico correto. O tratamento varia. Em casos leves, usa -se antibiótico oral. Casos com febre persistente podem necessitar de internação. Mas um alerta importante: nunca pare o antibiótico antes do tempo. Se a receita é para 7 dias, tome 7 dias completos, mesmo que a criança melhore em 1 ou 2 dias. Parar antes pode causar uma recidiva mais grave”, pontua a médica.
Para prevenir a infecção urinária, a criança deve beber líquidos adequadamente, urinar de 3 em 3 horas e evacuar diariamente. Mantenha a higiene íntima adequada, use roupas íntimas de algodão e trate o intestino preso. Infecções recorrentes precisam de investigação para alterações anatômicas. Bem tratadas, as infecções raramente deixam sequelas, mas maltratadas podem causar cicatrizes nos rins.
Se a criança tem sintomas, procure um pediatra ou um urologista.
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