Saúde

25/02/2026 04:50h

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Cansaço sem motivo, perda de cabelo, alteração no humor, peso ou sono podem representar problema na tireoide

“A tireoide é uma pequena glândula no pescoço que funciona como o acelerador do corpo, controlando o metabolismo. Quando produz pouco hormônio, tudo fica lento. Quando produz em excesso, tudo acelera”, explica a Dra. Ana Paula Silva, endocrinologista. 

Fique atento aos 7 sinais principais:

  1. Energia, cansaço profundo ou agitação excessiva, como se estivesse ligado no 220.
  2. Ganho de peso sem mudança na dieta ou perda rápida de peso, mesmo comendo bem.
  3. Cabelo e pele secos, quebradiços ou finos e frágeis. 
  4. Sentir muito frio nas mãos e pés ou calor excessivo com suor.
  5. Coração com batimentos abaixo de 60 ou acima de 100 batimentos por minuto. 
  6. Mau-humor, depressão e névoa mental ou ansiedade e irritabilidade. 
  7. Dormir muito sem descansar ou insônia com despertar elétrico.

No Brasil, 15 milhões têm problemas de tireoide, mas 60% não sabem. Mulheres são oito vezes mais afetadas. O diagnóstico é simples, com exames de sangue e tem tratamento eficaz.

Se você tem vários desses sintomas juntos, procure um endocrinologista!

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25/02/2026 04:15h

Desde 2022, o país contabilizou mais de 14 mil notificações; transmissão ocorre por contato direto com lesões e fluidos corporais. Veja formas de prevenção, sintomas e quem deve receber a vacina

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O Brasil registra atualmente 88 casos confirmados de mpox em 2026. De acordo com o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS), as ocorrências estão distribuídas pelo Distrito Federal (1) e seis estados:

  • Minas Gerais (3);
  • Paraná (1);
  • Rio de Janeiro (15);
  • Rondônia (4);
  • Rio Grande do Sul (2); e
  • São Paulo (62).

O estado de São Paulo lidera o registro de casos com 62, seguido por Rio de Janeiro, com 15, e Rondônia, com 4. Não há registro de situações graves ou óbitos relacionados a mpox. A pasta aponta que a maioria dos pacientes diagnosticados apresentam sintomas considerados de grau leve a moderado.

Mpox: o que é

A mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral (transmitida aos seres humanos a partir de animais) causada pelo Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.

Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.566 notificações, conforme painel de dados do MS atualizado nesta terça-feira (24), com levantamento referente até 20 de fevereiro de 2026. A maior parte dos casos concentrou-se entre 2022 e 2023, quando o mundo enfrentou um surto global, que se espalhou para mais de 120 países e resultou em mais de 100 mil casos. 

Mpox: como se prevenir

Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é a prevenção. O MS reforça que é fundamental evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, recomenda-se o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção. 

Entre as orientações estão:

  • manter a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel;
  • lavar roupas, toalhas e lençóis com água morna e detergente;
  • limpar e desinfetar superfícies contaminadas; e
  • descartar corretamente resíduos como curativos.

Mpox: sintomas e formas de transmissão

Segundo o ministério, os sintomas da mpox incluem:

  • erupções cutâneas ou lesões de pele em diferentes partes do corpo;
  • linfonodos inchados (ínguas);
  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores no corpo;
  • calafrio; e
  • fraqueza.

A transmissão ocorre principalmente por:

  • contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas;
  • exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias;
  • uso compartilhado de objetos contaminados, como roupas e toalhas; e
  • animais silvestres (roedores) infectados.

Em caso de infecção, pacientes com suspeita ou confirmação da mpox devem cumprir isolamento imediato e evitar o compartilhamento de objetos pessoais até o fim do período de transmissão.

Mpox: tratamento

Em 2022, o antiviral tecovirimat (TPOXX), desenvolvido originalmente para tratar a varíola, foi aprovado para auxiliar no manejo da mpox. Apesar disso, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) ressalta que não há tratamento específico para a infecção.

Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem por conta própria. O cuidado clínico deve priorizar o alívio das manifestações, a prevenção de complicações e a redução de possíveis sequelas. Entre as recomendações estão:

  • manter as lesões cutâneas secas ou cobertas com curativos úmidos, quando necessário;
  • evitar tocar em feridas na boca ou nos olhos; e
  • utilizar enxaguantes bucais e colírios, desde que não contenham cortisona.

Mpox: vacinação

A estratégia de vacinação do Ministério da Saúde prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Entre os grupos contemplados na imunização pré-exposição estão:

  • pessoas vivendo com HIV/aids, maiores de 18 anos, com baixa imunidade; e
  • profissionais de laboratórios que lidam diretamente com o vírus, entre 18 e 49 anos.

Já na vacinação pós-exposição, a recomendação é para indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.

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24/02/2026 04:55h

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O peritônio é uma membrana que reveste a cavidade abdominal como uma película, um “saquinho” protegendo os órgãos. A peritonite, por sua vez, é quando ocorre qualquer inflamação dessa película. 
Sangue, líquidos de vísceras com uma perfuração ou infecção dessa membrana podem irritar o peritônio, como ocorre, por exemplo, em uma úlcera de estômago, uma apendicite grave, em facadas, acidentes ou até tumores. 

“Infecções peritoneais podem se tornar graves e levar rapidamente a sepses e morte. É importante reconhecer os sete sinais de alerta: dor abdominal intensa que se espalha por todo o abdômen; a barriga se torna rígida como uma tábua; a dor piora com qualquer movimento como tosse, o balanço de um veículo; febre alta acima de 38 graus; náuseas e vômitos persistentes que pioram a dor; barriga inchada; sinais de choque como palidez e suor frio”, alerta o Dr. Abner Jorge Jácome Barrozo, cirurgião oncológico. 

O diagnóstico é feito em avaliação clínica e com exames de imagem. Segundo o médico, o tratamento varia bastante a depender do diagnóstico que foi dado, muitas vezes precisando de uma cirurgia com urgência. Esta é uma das emergências médicas mais graves. O tempo é fundamental. 

Se você tem esses sintomas, procure o pronto-socorro imediatamente. Não espere. Não tome remédios em casa. Peritonite pode ser fatal se não for tratado a tempo.

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23/02/2026 04:50h

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Você acorda com gosto amargo na boca e não sabe por quê? O amargor tem cinco causas principais, segundo o Dr. Ali Mahmoud, médico otorrinolaringologista. Veja quais são:

  1. Refluxo gastroesofágico: o ácido do estômago sobe e pode deixar esse gosto ruim, especialmente ao acordar.
  2. Medicamentos como antibióticos, antidepressivos e remédios para pressão que alteram o paladar. 
  3. Problemas no fígado ou na vesícula, que quando não funcionam bem, alteram o sabor da comida. 
  4. Má higiene bucal. Bactérias acumuladas na língua causam esse sabor desagradável. 
  5. A síndrome da boca ardente, que é uma condição neurológica que afeta mulheres principalmente após os 50 anos, causando sabor metálico ou amargor persistente. 

O gosto amargo ocasional é normal, mas se persistir por mais de uma semana, procure um médico. Pode ser sinal de algo que precisa ser tratado. Mantenha boa higiene bocal, evite jejum prolongado e observe se tem relação com medicamentos que está tomando.

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21/02/2026 04:30h

Iniciativa do PROADI-SUS, em parceria com hospitais de excelência, busca otimizar fluxos de atendimento e diminuir tempo de espera em 137 portas de urgência

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A fim de otimizar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde lançou o Guia de Boas Práticas do Projeto Lean nas Emergências, voltado a gestores de hospitais públicos e filantrópicos.

A iniciativa, desenvolvida pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) e executada em parceria com as Entidades de Saúde de Reconhecida Excelência (ESRE), busca reduzir a superlotação e o tempo de espera em 137 portas de urgência distribuídas por todas as regiões do Brasil.

Participam do Projeto Lean as ESRE:

  • Hospital Alemão Oswaldo Cruz;
  • HCor Hospital do Coração;
  • Hospital Moinhos de Vento;
  • Hospital Israelita Albert Einstein;
  • Hospital Sírio-Libanês; e 
  • Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Projeto Lean

O termo Lean, traduzido como “enxuto”, surgiu no setor industrial com a Toyota, pioneira em sua aplicação. A proposta busca racionalizar recursos e otimizar espaços e insumos. Após resultados positivos, outras empresas passaram a adotar o modelo. Posteriormente, passou a ser aplicado também na área da saúde, onde ganhou novas adaptações e relevância.

No Brasil, o MS incorporou a metodologia em 2017, com o lançamento do Projeto Lean nas Emergências, tendo o Hospital Sírio-Libanês (HSL) como a primeira instituição executora. Segundo a Pasta, a proposta da iniciativa envolve:

  1. Diagnóstico detalhado dos fluxos de atendimento;
  2. Treinamento e capacitação das equipes multiprofissionais;
  3. Uso de ferramentas de gestão visual e análise de processos;
  4. Implantação de melhorias rápidas (Kaizen — filosofia de gestão japonesa focada na melhoria contínua) e reestruturação de processos críticos.

Para viabilizar as etapas, o projeto promove fóruns e treinamentos conjuntos entre os hospitais, além de visitas presenciais e virtuais conduzidas por uma equipe formada por um médico consultor e um especialista em Lean. As ações se estendem pelas fases de diagnóstico, implementação e monitoramento.

Resultados

Dados do MS mostram que, até o final do triênio 2021-2023, o projeto alcançou:

  • -30% no tempo de permanência dos pacientes nas emergências;
  • -40% no tempo de espera para pacientes que não necessitam de internação;
  • -41% no tempo de espera para pacientes que foram internados.

Confira os 137 hospitais participantes do Projeto Lean

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18/02/2026 04:55h

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A infecção urinária em crianças ocorre quando bactérias entram no trato urinário, causando sintomas como febre, dor/ardor ao urinar, aumento da frequência urinária, dor abdominal, urina com cheiro forte ou sangue.

De acordo com a Dra. Lorena Marçalo, médica urologista, o diagnóstico é feito através de exames de urina. Em bebês, pode ser necessária a sondagem. Em crianças maiores, a coleta é feita pós-higiene adequada. 

“O exame de urina mostra sinais inflamatórios, como leucócitos e hemácias. A urocultura confirma a infecção e identifica a bactéria, geralmente a escherichia coli, orientando o antibiótico correto. O tratamento varia. Em casos leves, usa -se antibiótico oral. Casos com febre persistente podem necessitar de internação. Mas um alerta importante: nunca pare o antibiótico antes do tempo. Se a receita é para 7 dias, tome 7 dias completos, mesmo que a criança melhore em 1 ou 2 dias. Parar antes pode causar uma recidiva mais grave”, pontua a médica. 

Para prevenir a infecção urinária, a criança deve beber líquidos adequadamente, urinar de 3 em 3 horas e evacuar diariamente. Mantenha a higiene íntima adequada, use roupas íntimas de algodão e trate o intestino preso. Infecções recorrentes precisam de investigação para alterações anatômicas. Bem tratadas, as infecções raramente deixam sequelas, mas maltratadas podem causar cicatrizes nos rins. 

Se a criança tem sintomas, procure um pediatra ou um urologista. 

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18/02/2026 04:15h

Fase crônica acentua riscos de problemas cardíacos e dificulta diagnóstico; enfermidade também pode afetar intestino e o esôfago, aponta especialista

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Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pela picada do barbeiro ou por alimentos contaminados, a doença de Chagas pode causar  problemas no coração. No Hospital de Base de Brasília, no Distrito Federal, cerca de 90% dos pacientes que recebem implante de marcapasso deram entrada na unidade com dificuldades cardíacas causadas pela doença de Chagas, segundo o chefe do ambulatório de marcapasso do Hospital de Base e cirurgião cardíaco, José Joaquim Vieira Junior.

Como a fase crônica pode ser assintomática, o paciente pode conviver com a doença por anos sem saber e desenvolver problemas como insuficiência e arritmia cardíaca, além de aumento do tamanho do coração. 

O cirurgião cardíaco da unidade, José Joaquim Vieira Junior, destaca que como a fase crônica acentua riscos de problemas cardíacos e dificulta o diagnóstico, os pacientes são tratados de acordo com os sintomas cardíacos que podem matar – tendo ou não a doença de Chagas. Ele ressalta a importância de priorizar o tratamento adequado. 

“Independentemente do diagnóstico do chagásico, e por se tratarem de altos índices na nossa região, a gente trata os pacientes por sinais, sintomas que podem levar à morte. Então, independentemente que tenham o diagnóstico do chagásico ou não, eles farão o tratamento. Já que, às vezes, na fase crônica, fica difícil você diagnosticar. Às vezes você faz o tratamento, um usuário de marcapasso, por exemplo, que só vai descobrir daqui a uns cinco anos que é chagásico, independe, já está tratado”, afirma o cirurgião.

No Hospital de Base de Brasília são realizados 600 implantes anuais do dispositivo marcapasso – que controla os batimentos do coração em casos de arritmias. 

Confira a quantidade de procedimentos cardíacos em pessoas com Chagas ou não nos últimos 3 anos no Hospital de Base de Brasília:

  • 2023: 637 procedimentos cirúrgicos;
  • 2024: 650 cirurgias;
  • 2025: 655 procedimentos.

Os dados foram enviados ao Brasil 61 pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), que informou que os procedimentos incluem implantação ou troca de marcapassos, ablações e estudos eletrofisiológicos, além de cardioversões terapêuticas em pacientes com a doença de Chagas. O hospital não faz transplantes cardíacos.

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Chagas no Brasil

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) informou ao Brasil 61 que não há registro de internações hospitalares por forma aguda ou crônica da doença de Chagas com comprometimento cardíaco no município do Rio de Janeiro. As informações são do Sistema de Internações Hospitalares do SUS, atualizadas em 08/02/2026. Em 2025, o estado carioca também não registrou casos da doença.

Dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) estimam que em Salvador, entre 2023 e 2025, foram realizados 1.361 procedimentos de marcapasso possivelmente associados à doença de Chagas no município. 

Conforme a Sesab, os números só permitem estimativas e não exatos sobre a quantidade de cirurgias cardíacas e implantes de marcapasso que podem estar relacionados à cardiopatia chagásica no SUS, em Salvador (BA). O sistema registra apenas a complicação mais grave do momento, como arritmia ou insuficiência cardíaca, e não a doença que causou o problema ao longo do tempo.

O farmacêutico bioquímico e pesquisador do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia), Fred Luciano Santos, destaca que o Brasil tem registrado diversos surtos esporádicos de contaminação oral da doença de Chagas, com maior frequência na Região Metropolitana de Belém “devido ao consumo artesanal de açaí e outros produtos locais”, diz. 

Pará

Em nota, a Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, instituição que presta assistência aos usuários SUS e referência em cardiologia em Belém (PA), informou que tem “o número de cirurgias cardíacas, mas não especificado pela causa da cardiopatia, o que impossibilita numerar as ocorrências de doença de Chagas". 

Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2023, foram 408 infecções pela doença no estado do Pará.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2026, até o dia 4 de fevereiro, o município de Ananindeua (PA) confirmou 42 casos e quatro óbitos – com situação de surto da doença de Chagas decretada pela pasta. 

Um Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado em junho de 2025, mostra que foram registrados 5,4 mil casos de doença de Chagas crônica no país, distribuídos em 710 municípios. A Região Norte concentrou a maior proporção de mulheres em idade fértil notificadas, seguida pelas Regiões Centro-Oeste e Sul, com 21%, 18% e 17%.

O documento aponta que, até à época da publicação, 42% dos pacientes notificados apresentavam algum tipo de cardiopatia, sendo 24% leve ou moderada e 18% avançada.

No ano passado, o país registrou 774 notificações da doença. Os dados do Ministério da Saúde são preliminares, coletados até 22 de dezembro, e enviados ao Brasil 61.  

Em 2006, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) uma certificação internacional pela interrupção da transmissão da doença de Chagas pelo barbeiro. No entanto, dois focos permanecem no país, no estado da Bahia – em Tremedal e Novo Horizonte.

Consequências da doença de Chagas

O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, elucida que o coração é um dos órgãos mais afetados porque o parasita infecta, principalmente, as células do músculo cardíaco. A infecção, portanto, enfraquece o órgão.

“Esses miócitos, que são assim chamados, são infectados. Dentro deles o parasita se multiplica e, após sair da célula, essa célula morre e não é reposta. Por isso que, com o tempo, o coração é afetado, e o sistema de condução também, podendo causar arritmias”, esclarece Saraiva.

As consequências mais graves ao coração ocorrem durante a fase crônica da doença de Chagas, com a dilatação e enfraquecimento do órgão.  

O cirurgião José Joaquim Vieira Junior complementa que o parasita atinge a musculatura cardíaca e causa uma espécie de inflamação no músculo cardíaco, levando à degeneração das fibras, causando um aumento da área do coração. Como se você esticasse um elástico por muito tempo e ele ficasse frouxo. Conhecido como o 'mega coração'”, explica.

“É o primeiro acometimento — o coração. Geralmente, é o mais trágico e o que as pessoas se preocupam mais. A maioria dos pacientes que colocam dispositivos cardíacos na nossa região é por doença de Chagas”, complementa o médico do DF. 

Diagnóstico e tratamento precoce

A doença de Chagas apresenta uma fase aguda, que pode ser sintomática ou não.

Confira os principais sintomas na fase aguda:

  • Febre prolongada (mais de 7 dias);
  • Dor de cabeça;
  • Fraqueza intensa;
  • Inchaço no rosto e pernas. 

Prevenção 

O Ministério da Saúde indica que a prevenção está ligada a proteger a residência da presença de barbeiros. Algumas ações são recomendadas, como:

  • Usar telas em portas e janelas ou mosquiteiros
  • Utilizar repelentes e roupas de manga longa, principalmente à noite e em áreas de mata.

Prevenção da transmissão oral

Para evitar a transmissão pelos alimentos:

  • Lave bem frutas, verduras e legumes com água potável;
  • Observe os alimentos antes de triturar ou bater;
  • Mantenha o local de preparo limpo e protegido;
  • Guarde alimentos em recipientes fechados;
  • Realize orientações e treinamentos para quem manipula alimentos.
     
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17/02/2026 04:55h

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É possível que, mesmo bebendo bastante água e passando protetor, você sinta seus lábios sempre ressecados. O Dr. Ali Mahmoud, médico otorrinolaringologista, explica quais são os principais motivos para isso acontecer. 

  • Respiração pela boca: o ar resseca os lábios constantemente, principalmente durante o sono. 
  • Lamber os lábios com saliva: parece que ajuda, mas na verdade piora o ressecamento. 
  • Deficiência de vitaminas: especialmente do complexo B, ferro ou zinco.
  • Produtos com álcool: como alguns batons, protetores labiais ou pasta de dente com lauril sulfato. 
  • Alergias: alimentares ou a medicamentos, como isotretinoína para acne e anti-histamínicos. 
  • Condições de saúde: como diabetes, hipotiroidismo ou síndrome de Jogren, que reduzem a produção de saliva. 

Para melhorar, use protetor labial sem álcool, respire pelo nariz, evite lamber os lábios e mantenha a alimentação balanceada. Dica importante: se o problema persistir por mais de duas semanas, mesmo com hidratação adequada e cuidados locais, procure um médico para investigar possíveis deficiências ou condições subjacentes.

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16/02/2026 04:45h

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A gastrite é qualquer inflamação do revestimento interno do estômago. Existem gastrites agudas, com sintomas mais intensos, e crônicas, com sintomas mais arrastados.

De acordo com a Dra. Beatriz Azevedo, médica cirurgiã do aparelho digestivo, o principal sintoma é uma queimação na boca do estômago.

“Você sente saciedade precoce, náuseas, especialmente pela manhã, e tem arrotos frequentes e digestão lenta. Em casos graves, pode haver sangramento com vômitos com sangue ou fezes escuras”, diz a especialista. 
Mas por que isso acontece? 

O estômago produz ácido para combater bactérias e digerir proteínas, mas tem mecanismos de proteção. A gastrite surge no desequilíbrio entre produção ácida e fatores protetores. 

“As principais causas são álcool, refrigerantes, cafeína, frituras, medicamentos anti-inflamatórios, estresse, infecção por H.pylori e doenças autoimunes”, fala Dra. Beatriz.

Se você tem sintomas persistentes de dor no estômago, procure um gastroenterologista para avaliação adequada.

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14/02/2026 04:45h

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A síndrome da fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Uma característica importante da doença é a grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura pelo examinador ou por outras pessoas.

Segundo o Dr. André Franco, reumatologista, o tratamento é multidisciplinar e individualizado. 

“Primeiro, é necessária a educação sobre a doença. Entender que é uma doença benigna e que não causa deformidades. Segundo, atividade física é o tratamento mais eficaz. Exercícios aeróbicos leves, musculação adaptada, yoga e hidroginástica reduzem dor e fadiga. Comece devagar e aumente gradualmente. Terceiro, medicamentos quando necessários, como antidepressivos específicos e anticonvulsivantes, sempre com orientação médica. Quarto, terapias complementares como psicologia, meditação, acupuntura e técnicas de relaxamento. Importante novidade”, explica o médico.

Em 2025, foi sancionada a lei que permite que pessoas com fibromialgia sejam reconhecidas como pessoas com deficiência, após avaliação por equipe multiprofissional. Isso pode dar acesso a benefícios como cotas em concursos e adaptações no trabalho. 

Embora não tenha cura, é possível ter qualidade de vida com tratamento adequado. O diagnóstico precoce é fundamental. Se você tem os sintomas, procure um reumatologista ou fisiatra especializado em dor.

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