Varíola dos macacos

30/01/2023 20:45h

O início de pesquisas para o desenvolvimento de um antiviral específico para a doença é considerado um importante passo para o combate ao vírus, que já infectou quase 11 mil pessoas no Brasil e matou 15

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O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), em conjunto com a revista científica The Lancet Regional Health Americas, lançou na última semana a edição especial do encarte “Mpox multinacional nas Américas: Lições do Brasil e do México”, com artigos sobre a monkeypox. Durante o evento de lançamento, Mayara Secco, infectologista do INI/Fiocruz, revelou os números atualizados da doença no Brasil. Atualmente são10.711 casos confirmados e 15 óbitos, conforme dados atualizados até 24 de janeiro. Mayara explicou que apenas no ano de 2022 foi identificado um surto da doença fora das áreas endêmicas, que até então eram restritas ao continente africano.

Joana Darc, infectologista, afirma que a mpox ainda é considerada um problema de saúde pública pelo fato de que ainda é negligenciada e não possui medicamentos específicos para o combate. "Por anos ela esteve restrita a países africanos, pobres e sem o devido investimento." A médica explica que o fato de a doença poder ser sexualmente transmitida "faz com que as pessoas se sintam mais constrangidas e com receio de procurar os serviços de saúde por causa do estigma, do preconceito associado", pontua.

"Esse fato pode levar a um agravamento da doença, porque as pessoas deixam de procurar os serviços de saúde por vergonha e aí a doença pode crescer de forma silenciosa e se intensificar em determinadas populações e a gente vai ter alguns problemas de saúde que não foram resolvidos. E a gente já tem essa experiência de que para uma doença se tornar um problema de saúde depende da forma como a gente enfrenta a doença, das formas de prevenção, de tratamento e cuidado com os doentes”, complementa a especialista.  

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Larissa Tiberto, infectologista, destaca algumas das políticas de enfrentamento à doença que precisam ser tomadas para que os casos não piorem e o número de óbitos não suba.

“Primeiro, é informação à população. Parar de estigmatizar a doença como se ela fosse pega em um único grupo de gays e bissexuais por relação sexual. Essa doença pode ser pega por via respiratória, por via de contato, pele a pele. E isso você pode encostar em alguma pessoa na rua, independentemente do seu gênero e da sua condição sexual. A outra coisa que nós precisamos fazer é começar ensaios de vacinas aqui no Brasil, começar ensaios e estudos para uma medicação, pra um antiviral específico contra essa doença”, completa.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), após consultas com especialistas globais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) começará a usar um novo termo para se referir a monkeypox: “mpox”. O período para esta transição será de um ano e, após esse tempo, o nome monkeypox será abolido.
 

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26/10/2022 15:00h

31 laboratórios de Referência passam a diagnosticar a doença

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Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de todo o país vão a fazer a testagem para a varíola dos macacos, a Monkeypox. 

Os kits para os diagnósticos produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já foram entregues aos 31 laboratórios de referência, compostos pelos 27 Lacens dos estados, Laboratório da UFRJ, Fiocruz/RJ, Fiocruz/AM e Instituto Evandro Chagas. Antes da ampliação, os exames já eram realizados em 15 laboratórios designados pelo Governo Federal, entre eles o do Distrito Federal. 

A diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo, explica que “Inicialmente não havia reagentes para o diagnóstico da monkeypox em quantidade suficiente para uma descentralização imediata pelo Ministério da Saúde. Como em vários estados a doença foi chegando em um quantitativo pequeno, não havia justificativa, naquele momento, para que todos os Lacens dos estados realizassem os diagnósticos. Mas, neste momento, há uma fabricação de kits para o diagnóstico da doença no Brasil e isso foi determinante para que houvesse uma descentralização.”

Sintomas da varíola dos macacos

A varíola dos macacos é uma doença viral, transmitida pelo contato entre pessoas doentes por meio das lesões na pele. O indivíduo infectado apresenta vesículas na pele, pequenas bolhas, que se rompem e causam dor. Além disso, podem aparecer ínguas, dores de cabeça, calafrios e fraqueza.

Para o médico infectologista Marcelo Daher, quanto mais locais estiverem disponíveis para testar a doença, maior será o controle. “Uma vez que a gente faz a suspeita dos casos, esse paciente precisa ficar em isolamento até que o resultado do exame saia. Essa testagem não é feita com exames de sangue, é preciso que se tenha a suspeita da doença para ser capaz de testar. A testagem é para confirmar ou não a doença.”

Exames e resultados

Para garantir o resultado do exame, a amostra deve ser coletada, preferencialmente, a partir da secreção das lesões de pus que se formam na pele do indivíduo contaminado. Quando essas feridas já estão secas, as crostas podem ser retiradas e encaminhadas ao laboratório.

Desde setembro, a varíola dos macacos está na Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças. Todos os resultados de testes diagnósticos para detecção da varíola dos macacos precisam ser notificados ao Ministério da Saúde de forma imediata, em até 24 horas.

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06/10/2022 07:00h

O Podpox é um podcast para ajudar a levar informação de credibilidade sobre a Varíola dos Macacos

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Para ajudar a chegar até a população as informações certas sobre a Varíola dos Macacos, criamos o Podpox, o podcast sobre a monkeypox. De forma leve, o tema é abordado com credibilidade e responsabilidade.

A principal forma de transmissão da Varíola dos Macacos ocorre pelo contato físico pessoa a pessoa com lesões na pele ou fluidos corporais como a saliva e outras secreções de uma pessoa infectada ou por meio de objetos contaminados. 

COMUNICADOR: Utilize esse podcast na sua programação, nas suas redes ou no seu site. A reprodução é gratuita.

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O Podpox é um podcast para ajudar a levar informação de credibilidade sobre a Varíola dos Macacos

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Para ajudar a chegar até a população as informações certas sobre a Varíola dos Macacos, criamos o Podpox, o podcast sobre a monkeypox. De forma leve, o tema é abordado com credibilidade e responsabilidade.

Quase sempre a doença começa com febre. As lesões na pele e o inchaço nos gânglios (ínguas) são sintomas bastante característicos da doença. Além de dor de cabeça, dor no corpo, calafrio e exaustão que também são comuns 

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Assim que surgiram os primeiros casos da doença, lá no Reino Unido, o Ministério da Saúde já criou uma rotina de vigilância aqui no Brasil. Foi definido o que seria um caso suspeito, o que seria um caso confirmado e o que seria um caso descartado. Instituiu-se o fluxo para o diagnóstico para testagem. O Ministério da Saúde também notificou os estados e municípios. Tudo para que se tivesse aqui no Brasil uma vigilância ativa e capaz de detectar qualquer caso de Varíola dos Macacos.

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Se a pessoa estiver com dúvida, o primeiro passo é procurar uma Unidade de Saúde. O médico vai avaliar e, se for o caso, indicar o teste. O diagnóstico da doença é realizado por teste molecular ou sequenciamento genético. É bem assertivo. 

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Assim que surgiram os primeiros casos da doença, lá no Reino Unido, o Ministério da Saúde já criou uma rotina de vigilância aqui no Brasil. Foi definido o que seria um caso suspeito, o que seria um caso confirmado e o que seria um caso descartado. Instituiu-se o fluxo para o diagnóstico para testagem.

O Ministério da Saúde também notificou os estados e municípios. Tudo para que se tivesse aqui no Brasil uma vigilância ativa e capaz de detectar qualquer caso de Varíola dos Macacos.

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A principal forma de transmissão da Varíola dos Macacos é por meio do contato. Tanto o contato pele/pele, quanto o contato com secreções da pessoa infectada e também por objetos pessoais. 

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O tratamento da Varíola dos Macacos, em geral, é o que chamamos de tratamento de suporte. Geralmente, a pessoa precisa de uma boa hidratação. Se estiver com dor de cabeça, tomar um remédio analgésico. Se estiver com febre, tomar um antifebril e, fundamentalmente, a higienização das lesões. Tudo sempre com orientação médica.

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Por que Varíola dos Macacos? Só tem esse nome porque os primeiros casos aconteceram, na década de 1960, em macacos e, por isso ficou conhecida no mundo científico como “Varíola dos Macacos”. 

Não tem nada a ver com macacos. Muito importante todo mundo estar bem ciente disso. Esses animais são tão vítimas quanto os humanos.

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