Música

07/11/2021 17:05h

Os corpos da cantora e do tio dela foram velados entre 13h e 17h, quando os fãs puderam se despedir; cerimônia de sepultamento foi restrita à família e amigos próximos

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O corpo da cantora Marília Mendonça foi enterrado neste sábado (6) no cemitério Parque Memorial, em Goiânia. O sepultamento, reservado à família e amigos mais próximos, ocorreu após o cortejo de 9km entre o ginásio Goiânia Arena e o cemitério. 

Marília Mendonça: fãs, amigos e familiares se despedem e fazem homenagens à cantora

Uma multidão acompanhou o velório no ginásio e prestou homenagens à cantora goiana de 26 anos, que faleceu na última sexta-feira (5) em um acidente de avião em Minas Gerais. Os carros do Corpo de Bombeiros, que levaram o caixão do velório ao cemitério, foram acompanhados por milhares de fãs. 

As duplas sertanejas Henrique & Juliano, Maiara & Maraisa, e Murilo Huff, ex-companheiro da cantora e pai do filho dela, acompanharam, emocionados, o corpo de Marília desde o velório até o sepultamento. O corpo de Abicieli Silveira Dias Filho, assessor e tio da cantora que também morreu no acidente, foi sepultado no mesmo lugar.

Antes de saírem do ginásio, foram tocados os versos de “Todo mundo vai sofrer”, um dos maiores sucessos de Marília. Além de "Flor e o Beija-Flor", interpretada por ela junto com Henrique & Juliano, que incentivaram a produtora Workshow a lançá-la como cantora, em 2016.

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06/11/2021 17:15h

O portal Brasil61.com teve acesso a um vídeo gravado pela cantora horas antes da tragédia. Na publicação, Marília manda mensagem carinhosa a um fã

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Milhares de fãs, familiares, amigos e artistas se despedem da cantora Marília Mendonça no ginásio Goiânia Arena, em Goiânia, neste sábado (6). Cerca de 100 mil pessoas eram esperadas no local para homenagear a cantora, que faleceu na tarde desta sexta-feira (5) em um acidente de avião, na cidade Piedade de Caratinga, em Minas Gerais.

Pouco antes da tragédia, Marília gravou uma mensagem a um fã, chamado Guilherme Afonso Boaventura, a pedido da madrasta, Poliana Boaventura.  

A social media Fernanda Ramalho, de 38 anos, conta que é muito fã da cantora e estava em casa com a mãe e o marido, quando recebeu a notícia. “Fiquei com o estômago embrulhado, o coração apertou. Eu até comentei aqui em casa, parece que uma amiga minha morreu. Eu fiquei sem chão! Eu acredito que hoje não tem um brasileiro que não esteja de luto”, lamenta.

Fernanda relembra com carinho os momentos que viveu nos shows de Marília Mendonça, em Brasília e em Goiânia. “Ver aquela humildade que ela tinha, de olhar nos olhos dos fãs, de atender após o show, isso é muito raro e mostrava a humanidade que ela tinha. E é isso que eu vou guardar no meu coração, esse legado incrível que ela deixou”, disse emocionada.

Fernanda e amigos em um show da cantora Marília Mendonça. Foto: Arquivo pessoal

Fernanda e amigos em um show da cantora Marília Mendonça. Foto: Arquivo pessoal

O legado de Marília também ficará marcado na história da música brasileira. Ela começou sua carreira musical como compositora, escrevendo sucessos para duplas sertanejas como Henrique & Juliano, João Neto & Frederico, Matheus & Kauan e Jorge & Matheus, além dos cantores Wesley Safadão e Cristiano Araújo, que também morreu prematuramente em um acidente de trânsito, em 2015.

Em 2019 e 2020 foi a cantora mais ouvida do Brasil, segundo o Spotify. No YouTube, seu clipe para a música "Graveto" foi o vídeo musical mais assistido no ano passado. A canção já tem mais de 278 milhões de visualizações na plataforma. 

A mineira Kamila, cantora sertaneja, lembra que Marília Mendonça sempre foi um espelho para ela e para muitas cantoras do ramo. “Ela é uma inspiração, uma referência, um exemplo. Uma artista que nas horas em que você precisa de força, você pensa na história dela e se espelha. É uma admiração, me motivava a sempre ser melhor, porque ela era uma artista completa”, afirma. 

Em 2019, Marília deu vida ao projeto “Todos os Cantos”, em que fazia shows surpresas e gratuitos em diversos lugares do Brasil. Em agosto daquele ano, ela se apresentou em Brasília e o cabeleireiro Eduardo Lima conta que a conheceu pessoalmente. 

“Eu cheguei a fazer o cabelo dela aqui Brasília, quando ela veio fazer show. Foi tudo maravilhoso, ela é uma pessoa fantástica, e eu estou fechando meu salão hoje para fazer essa última homenagem a ela. Quero chegar a tempo no velório e prestar essa homenagem, porque ela fez parte da minha vida”, afirma. O cabeleireiro saiu da capital federal até Goiânia para participar das homenagens. 

Homenagem ao ícone do “feminejo”

Artistas, celebridades e políticos se manifestaram nas redes sociais para homenagear a cantora, considerada precursora do "feminejo". Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse que “o país inteiro recebe em choque a notícia do passamento da jovem cantora sertaneja Marília Mendonça, uma das maiores artistas de sua geração, que com sua voz única, seu carisma e sua música conquistou o carinho e a admiração de todos nós”, lamentou.

De acordo com a assessoria, a artista tinha shows programados em Londres, na Inglaterra; em Bruxelas, na Bélgica; e em Porto e Lisboa, em Portugal, ainda este mês. A expectativa era grande para 2022, quando seria realizado o Festival das Patroas com a dupla Maiara e Maraisa, com as quais Marília fez seu último álbum “Patroas 35%”, lançado dia 14 de outubro.

Dentre as diversas parcerias que Marília fez desde 2016, quando estourou com o sucesso “Infiel”, está a música “Os Tempos Mudaram”, com Roberta Miranda. A cantora precisou ser levada para a emergência do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, na noite desta sexta-feira (5), após saber da morte de Marília. No twitter, Roberta prestou condolências à mãe e ao filho de Marília.

A cantora Anitta, que lançou uma música em 2019 com Marília, também lamentou a morte precoce da cantora e prestou homenagem em um post emocionante na rede social Instagram.

Uma das vozes do “feminejo”, a cantora Yasmin Garcia chamou Marília de “maior inspiração” em post nas redes sociais.

Tragédia

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que vai abrir uma investigação para apurar as condições da aeronave de pequeno porte que caiu e matou a cantora. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave era um bimotor Beech Aircraft, da PEC Táxi Aéreo, de Goiás, com capacidade para seis passageiros, e estava em situação regular. 

Além da artista, outras quatro pessoas morreram no acidente: Henrique Ribeiro, que era produtor geral. Abicieli Silveira Dias Filho, tio e assessor da cantora. O piloto do avião, Geraldo Martins de Medeiros Júnior, e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.

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05/11/2021 21:30h

A cantora morreu depois da queda de um avião de pequeno porte perto de uma cachoeira na serra de Caratinga (MG)

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Nesta sexta-feira (05), a cantora Marília Mendonça morreu em um acidente aéreo, depois da queda de um avião de pequeno porte perto de uma cachoeira na serra de Caratinga, interior de Minas Gerais. Além da cantora, de 26 anos, mais quatro pessoas morreram no acidente. 

A assessoria da cantora confirmou a morte por meio de nota. "Com imenso pesar, confirmamos a morte da cantora Marília Mendonça, seu produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, do piloto e copiloto do avião, os quais iremos preservar os nomes neste momento. O avião decolou de Goiânia com destino a Caratinga (MG), onde Marília teria uma apresentação esta noite", informou.

A Secretaria Especial da Cultura do Governo Federal divulgou nota sobre a morte de Marília Mendonça. “É com imenso pesar que lamentamos a morte da cantora Marília Mendonça, de toda a tripulação e passageiros. A cantora nasceu em Cristianópolis (GO) em 22 de julho de 1995. Ela surgiu como ícone do sertanejo em 2016, com sucessos como ‘Infiel’ e ‘Eu sei de cor’”, diz a nota.

Desde 2016, as músicas de Marília Mendonça foram muito cantadas por todo o Brasil, se tornando sucesso de letras e melodias românticas. Considerada uma das artistas mais populares do sertanejo na atualidade, a cantora ajudou a consolidar o papel das mulheres no estilo.
 

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20/04/2021 20:15h

Dia escolhido para ser comemorado em todo território nacional foi 26 de maio

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Foi publicada no Diário Oficial da União a lei que institui o Dia Nacional do Sanfoneiro em todo o território nacional. A data escolhida para celebrar esse dia foi 26 de maio, mesmo dia de nascimento do músico Severino Dias de Oliveira, conhecido como Sivuca.

Nascido na Paraíba, Sivuca é um grande nome da cultura nordestina e é considerado o mestre da sanfona. Como compositor, arranjador, instrumentista, ele participou de mais de 200 discos de gêneros musicais diferentes como bossa nova, forró, choro, baião, maracatu, frevo, e muitos outros.

Sivuca faleceu aos 76 anos, em dezembro de 2006, mas sua história está eternizada no livro “Magnífico Sivuca: Maestro da Sanfona”, escrito por Flávia Barreto, filha do sanfoneiro.

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12/02/2021 23:00h

A data foi escolhida em homenagem à primeira emissão de um programa da Rádio das Nações Unidas, em 1946

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Todos os anos, no dia 13 de fevereiro, o planeta inteiro celebra o dia do veículo de comunicação que está mais perto da população, dos trabalhadores e das famílias. Trata-se do Dia Mundial do Rádio. Nesta data, um dos objetivos da lembrança é conscientizar os grandes grupos radiofônicos, assim como as rádios comunitárias, sobre a relevância do acesso à informação, da liberdade de expressão e gênero dentro deste setor.

O comunicador Erialdo Costa ingressou no rádio em 1988, na Rádio Asa Branca FM 99,5, com sede no município cearense de Boa Viagem. Ele se diz honrado em comemorar esta data e ressalta que o rádio é uma ferramenta de suporte ao debate e à promoção cultural, que também atua em casos emergência social.

“Já naquela época, eu buscava fazer, mesmo em um programa musical, um rádio diferente, aproximando cada vez mais o ouvinte com quadros como o ‘Consultório do Rádio’, no qual um médico fazia consultas por meio de cartas em que os ouvintes escreviam contando seus problemas de saúde”, pontua.

E, ao destacar um caso inusitado ao longo da carreira, o radialista lembrou o fato de uma ouvinte não conseguir associar o timbre de voz dele ao porte físico da época.

“Chaga uma jovem de um município vizinho ao meu, querendo falar com Erialdo Costa, e eu estava no corredor e disse: pois não, em que posso servi-la? ‘Eu quero conhecer e falar com o Erialdo’. E respondi que eu era o Erialdo. Ela então pediu para eu sair da frente e deixar de brincadeira, porque queria conhecer o Erialdo. Quando abriu a porta do estúdio e não viu ninguém já foi me perguntando: ‘você é o Erialdo’? Eu disse que sim. Ela respondeu da seguinte forma: ‘eu pensei que o Erialdo era um homem’, se referindo à questão do meu porte físico, porque pelo timbre de voz ela imaginou que eu era um homenzarrão”, relata.

Para Pedro Luiz Ronco, locutor da Band FM, o rádio é veículo de comunicação mais importante que existe, pois de qualquer lugar do mundo é possível ouvi-lo. “É companhia em todos os locais, em todos os lugares, em todas as horas. Eu me sinto muito gratificado por ter essa profissão de radialista, jornalista e de trabalhar há 48 anos no Grupo Bandeirantes. Fui repórter e estou na Band FM há 33 anos com o programa A Hora do Ronco. Rádio para mim é vida!”, comemora.

Mesmo sendo um dos veículos de comunicação mais antigos, atualmente, o rádio ainda é responsável pelos maiores índices de audiência. Responsável pelo Núcleo de Estudos de Rádio, certificado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul junto ao CNPq, Luiz Artur Ferraretto afirma que isso também se tornou possível pela capacidade de adaptação que o rádio encontrou, acompanhando a evolução das tecnologias e equipamentos ao longo do tempo.

“Com a chegada da internet e celular, entramos na fase de convergência. Nessa fase, formatos que tinham sido abandonados, como a rádio novela, parte da programação humorística e seriados infantis, por exemplo, começam a voltar em forma de podcast. Para os pesquisadores de rádio, podcast também é rádio, pois tem linguagem radiofônica e uma proximidade muito grande com o que a gente fez e faz”, explica.

Na terceira geração de ouvintes de rádio, o psicanalista e morador de Porto Alegre, Luciano Mattuella, de 38 anos, conta que, assim como seu avô, utilizava o veículo para ajudá-lo a pegar no sono, já que tinha dificuldade para dormir quando era criança.

“Eu só conseguia dormir com a TV ligada. Só que eu ficava apavorado quando acordava no meio da madrugada e via que tinha acabado a transmissão. Até que eu ganhei um rádio relógio, daqueles clássicos, e redescobri algo que meu avô já sabia: que o rádio, diferentemente da TV que acabava a programação, era infinito. Então, não importava a hora que eu fosse acordar no meio da noite, pois o rádio estava sempre ali”, relembra.  

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O dia 13 de fevereiro foi escolhido em homenagem à primeira emissão de um programa da Rádio das Nações Unidas, em 1946. A transmissão do programa foi em simultâneo para um grupo de seis países. A data foi oficializada em 2011, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O primeiro Dia Mundial do Rádio foi celebrado somente em 2012.

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Educação
04/11/2020 05:00h

Projeto Guri volta em seis polos do interior e litoral

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O Projeto Guri, iniciativa do governo de São Paulo que oferece cursos de iniciação musical em todo o estado, retoma as aulas presenciais em seis polos localizados no interior e no litoral. O retorno vai contemplar os municípios de São Carlos, Bauru, Macatuba, Registro, Ibirarema e Santa Cruz do Rio Pardo.

Segundo o governo de São Paulo, a liberação irá seguir as medidas de contenção do novo coronavírus de cada cidade, além das normas estaduais e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Guia de retorno às aulas presenciais para a educação básica é apresentado pelo MEC

Foram feitas adaptações para receber as turmas com segurança, com a implementação de ações que vão desde a disponibilização de álcool gel até a redução no número de pessoas por sala. É o caso dos cursos de guitarra e bateria em São Carlos, que chegam a ter apenas dois alunos por classe.

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19/10/2020 00:00h

Ideias originais e novas versões de ritmos de sucesso, tem jingle para todos os gostos

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Pode ser uma ideia original, a paródia de um sucesso musical antigo ou a carona no hit do momento. A fonte de inspiração pode até variar, mas o que não muda mesmo é a presença dos jingles nas campanhas eleitorais espalhadas pelo país. Com tantos ritmos à disposição, sobra criatividade para os candidatos que tentam conquistar os eleitores. 

Segundo Paulo de Tarso, publicitário e especialista em campanhas eleitorais, a música é um instrumento fundamental para carregar a mensagem dos candidatos. Ele destaca, também, o papel de mobilização do jingle. “Você imagina uma campanha militar que não tenha um hino, uma marcha, que faça os soldados caminharem para a guerra com mais força. O jingle é um pouco isso quando, de fato, ele se torna universal. Ele mobiliza a militância, o povo, em geral, e os candidatos no sentido mais completo”, acredita. 

Um jingle bem feito pode não só ajudar um candidato a se tornar conhecido, mas a entrar para a história. Os mais velhos, por exemplo, devem se lembrar do famoso “Varre, varre, vassourinha”, que embalou a campanha do ex-presidente Jânio Quadros, na década de 60. “Não são muitos os jingles que ficam na história, mas os que ficam quase não são ultrapassados. São citados sempre, passam de geração a geração”, completa Paulo. 

Arte: Brasil 61

Nas últimas eleições, os candidatos têm tomado um gosto especial pelas paródias. Produtor musical e radialista em Teixeira de Freitas (BA), Patrik Reis, afirma que a ideia de muitos concorrentes aos cargos públicos é surfar nos hits que estão em alta no momento. São os verdadeiros camaleões musicais. “Tem aqueles que gravaram o sucesso de um ano e querem um novo hit. Por exemplo, o cara que gravou Wesley Safadão há quatro anos, esse ano está gravando Barões da Pisadinha”, exemplifica. 

A cena que já foi dominada pelo sertanejo e o arrocha, por exemplo, hoje pertence ao forró de pisadinha, o ritmo do momento e mais pedido pelos candidatos para embalar os jingles. Patrik conta que grava cerca de 10 jingles de pisadinha por dia. “É muita pisadinha”, brinca. 

As paródias no embalo de sucessos internacionais são escolhas que nunca saem de moda. E neste ano, uma chama a atenção. Candidato a vereador de Esteio, município do Rio Grande do Sul, Nairon de Souza “quebrou a banca” ao parodiar uma música do mega artista norte-americano Lionel Richie. 

O hit dançante “All Night Long”, indicado ao Grammy de canção do ano em 1983 virou o “Oh, Nairon”, um chiclete, difícil de desgrudar da cabeça. O convite da música original para festejar, expresso nos versos “Everybody sing, everybody dance”, agora é “Somos Nairon, sim, somos Nairon sempre”. E como jingle político que se preze, o refrão marcante faz questão de destacar o nome e o número de candidato. 

O produtor musical, Patrik Reis explica que uma das funções mais importantes do jingle é “massificar” o nome e o número do candidato. Esses elementos simples combinados ao ritmo certo podem fazer o hit estourar. “Se o cara tem um nome e números fáceis, isso faz com que a música dentro do ritmo certo vire chiclete, todo mundo começa a cantar e aí fica martelando na cabeça.”

Paulo de Tarso, que também é membro do Clube dos Profissionais de Marketing Político, explica que existe a obrigatoriedade do número e do nome na canção, o que, muitas vezes, atrapalha a musicalidade e a poesia. Ele dá dicas do que os candidatos devem levar em conta ao pensar em um jingle. “Não pretenda discursar no jingle. O jingle não é lugar de discurso, é lugar de entusiasmo, poesia, emoção”, indica. 

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Batalha jurídica

Por enquanto, o caminho para as paródias de músicas para uso em campanhas políticas está aberto. Principalmente depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu ganho de causa ao deputado federal Tiririca em uma disputa com o cantor Roberto Carlos. A gravadora do rei questionou o uso do refrão “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar”, que nas mãos de Tiririca virou o “Eu votei, de novo vou votar, Tiririca, Brasília é seu lugar”, na campanha de 2014. 

Na decisão, a 3ª turma do STJ disse que a alteração de canção em programa político deve ser considerada paródia, isenta de autorização e de pagamento de direitos autorais, uma vitória para a criatividade e irreverência nas campanhas pelo país. 

Se você conhece um jingle curioso, engraçado ou irreverente de algum candidato da sua cidade, compartilhe conosco! Basta nos enviar pelo e-mail: contato@brasil61.com.

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25/09/2020 00:00h

Dados do Inside Rádio 2019 revelam que, de 13 regiões metropolitanas pesquisadas, 83% da população ouve rádio. Além disso, 3 a cada 5 pessoas sintonizam em alguma emissora diariamente

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Considerado o veículo da emoção, por levar informação, utilidade pública e diversão aos lares de toda família, o rádio brasileiro comemora seu dia neste 25 de setembro. A data é festejada pelo jornalista Daniel Starck, CEO do portal Tudo Rádio, como de extrema importância, pois se trata do meio de comunicação de maior alcance do planeta, no qual, 90% da população ouve rádio semanalmente.

“Desde o início da popularização da internet, o rádio vem com essa tecnologia, sempre disponível com streaming de áudio e agora possibilitando outras integrações em formatos diferentes na entrega de conteúdo. Seja por meio de uma rede social, onde as pessoas estão, o rádio está. Também há outras plataformas de entregas de áudio, como os podcasts e até transmissões em vídeo de algumas de suas atrações, portais de internet e aplicativos”, destacou.

Ainda segundo Starck, além de ter conseguido se fortalecer com a chegada do meio digital e online, o rádio também mostrou sua capacidade e eficiência, mesmo diante dos problemas causados pela pandemia do novo coronavírus. Apesar de considerar que houve redução no faturamento, o veículo apresentou aumento em relação à audiência.

“Não só no Brasil, mas lá fora, o tempo médio em que os ouvintes ficam dedicados a uma emissora de rádio, aumentou. Já o alcance, ou foi mantido, ou aumentou em alguns locais, mesmo com uma menor circulação das pessoas no início da pandemia. Esse crescimento de audiência tem muito a ver com o papel que o rádio desempenha para a população. Ele é um grande companheiro, prestador de serviço e tem credibilidade”, avaliou Starck.

O radialista, Nilson Bittar, da Rede Mais FM comemora a data lembrando que, aos 7 anos de idade, quando morava na zona rural do estado de Goiás, ouvia grandes locutores e falava que queria ser do rádio. Ele conta que até dormia com o aparelho na cama. O problema eram as surras do pai por quebrar o rádio enquanto estava desacordado.

“Eu pegava o rádio do meu pai escondido, levava para a cama, colocava perto do travesseiro e ouvia as rádios de São Paulo. Acreditem, eu dormia, rolava e o rádio caia e quebrava. Eu tomei três surras, porque era um negócio louco quebrar um rádio dentro daquelas condições. Mas realmente era um sonho que eu tinha”, lembrou Bittar.

Rádios comunitárias

Neste dia Nacional do Rádio, a educadora da rede Mocoronga de Comunicação Popular, Elis Lucien, dá um destaque especial para as emissoras comunitárias. Ela acredita que, pela proximidade que essas rádios têm com a população, o apelo da sociedade é atendido com maior celeridade.

“Se não fossem as rádios comunitárias, várias questões sociais de dentro da própria comunidade não iam à tona para outras emissoras. O Brasil dá a notícia que ele gostaria de dar, mas a rádio comunitária dá a notícia que o próprio receptor nos envia para falar. Esse é o elo dessa grande transformação, da relevância da comunicação comunitária”, considerou Elis.

Dados do rádio no Brasil

Dados do Inside Rádio 2019 revelam que, de 13 regiões metropolitanas pesquisadas, 83% da população ouve rádio. Além disso, 3 a cada 5 pessoas sintonizam em alguma emissora diariamente. Cada ouvinte passa em média 4h30min por dia ouvindo rádio.

Quando a análise é feita em quatro regiões no país, a plataforma mostra ainda mais o seu potencial. No Nordeste brasileiro, por exemplo, 83% das pessoas são ouvintes de rádio. A média é a mesma percebida no Sudeste do país. Esse volume aumenta um pouco quando passamos para o Sul, onde 85% da população tem costume de ouvir rádio. Já no Centro-Oeste, o índice é de 81%.

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Cultura
09/07/2020 10:30h

Atividade de festivais e feiras teve quase 70% a menos de faturamento por causa das medidas de distanciamento social; entre os estados, Rio Grande do Sul é o mais atingido

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A perda total de renda das pessoas que trabalham no setor cultural desde o início da pandemia do novo coronavírus é de 45,7%. Os dados preliminares são da pesquisa “Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil”. 

Foram mais afetados as pessoas que recebem entre um e três salários mínimos, indica o levantamento. De acordo com a pesquisa, a atividade que mais sofreu impacto foi a de festivais e feiras, com queda de 68,4%. Em seguida vêm o teatro (59,1%), a produção de filmes (53,9%) e de música (49,5%). O estudo estima que os artistas, empreendedores e profissionais das áreas serão os últimos a terem suas atividades normalizadas. 

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Entre os estados, o Rio Grande do Sul é o que registra maior perda de receitas no setor cultural, cerca de 56%. Espírito Santo, Paraná e Amazonas foram os que mais sofreram, em seguida. 

A pesquisa foi lançada no dia 10 de junho pela Universidade de São Paulo (USP). Ela é promovida pelo Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. A categoria pode participar do levantamento até 16 de julho. Para isso, basta acessar o site: iccscovid19.com.br

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Música
07/12/2019 12:22h

Entrada franca para shows de encerramento e show dos vencedores da competição; retirada na bilheteria do Teatro da Caixa Cultural

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Neste sábado (7), o Festival de Música da Rádio Nacional FM de Brasília, realiza o “Show da Final”, no qual serão apresentados os vencedores da competição. O evento é aberto ao público e vai contar com a apresentação dos 12 finalistas, que serão premiados nas categorias de Melhor Música com Letra, Melhor Música Instrumental Melhor Intérprete Vocal, Melhor Intérprete Instrumental, Melhor Letra, Melhor Arranjo, Música Mais Votada na Internet e Melhor Torcida. 

O festival, realizado na Caixa Cultural, teve 229 músicas inscritas. Na primeira fase, os jurados escolheram as 50 melhores canções, e durante três meses elas foram tocadas diariamente na programação da Rádio Nacional FM. Desta forma, o público pôde escolher as favoritas na internet, que somou mais de 16 mil votos.

Os finalistas desta edição são: Capivara Brass Band, Emília Monteiro, Karin Richter, Litieh, Luis Theodoro e Mário Theodoro, Marcelo Café, Marcelo Lima, Márcio França e Rodrigo Souto, Saci Weré, Tatá Weber, Thaís Siqueira e Túlio Borges. 

O último show do festival será realizado com os premiados, no domingo (8) às 20h. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do Teatro da Caixa Cultural. 

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Brasil 61