
Voltar
LOC.: O governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública em todo o território gaúcho diante do aumento das internações provocadas pela Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG. A publicação do normativo é essencial para que o estado possa solicitar apoio financeiro ao Ministério da Saúde para habilitação dos leitos de UTI adulto e pediátrica.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, serão habilitados 604 leitos estaduais e 1.277 leitos federais nos próximos meses. Durante a vigência da emergência, os hospitais que atendem pelo SUS deverão priorizar medidas para ampliar a oferta de leitos clínicos com suporte ventilatório e de UTI destinados a pacientes com SRAG.
De acordo com o decreto, o estado de emergência tem validade de 120 dias, podendo ser prorrogado conforme a evolução dos indicadores epidemiológicos.
A decisão se baseia na análise de indicadores que apontam aumento expressivo na circulação de vírus respiratórios.
Segundo o decreto, em um intervalo de três semanas, foi registrado aumento de 102,7% nas hospitalizações por SRAG; avanço de 533,3% das hospitalizações associadas ao vírus Influenza e alta de 376,9% nas internações por rinovírus, chegando a 528,6% entre crianças menores de 12 anos.
Dados do Ministério da Saúde também indicam tendência de crescimento dos casos de SRAG no estado, com possibilidade de alcançar nível moderado de incidência nas próximas semanas.
A iniciativa integra o programa Inverno Gaúcho com Saúde, que busca preparar a rede estadual para o período de maior circulação de vírus respiratórios.
Como parte das ações, foram repassados 7 milhões e meio de reais aos 497 municípios gaúchos para fortalecer a atenção primária. Entre as medidas previstas estão a ampliação do horário de atendimento nas unidades básicas de saúde; contratação de profissionais; reforço de insumos; busca ativa de não vacinados e intensificação das campanhas de imunização.
Reportagem, Paloma Custódio