Saúde - Campanha de Vacinação·02 de maio de 2026

Sarampo: Campanha de vacinação visa evitar casos importados durante a Copa do Mundo 2026

Medida do Ministério da Saúde reforça papel da vacina como principal proteção diante de surtos da doença nos países que sediarão o mundial

Por Bianca Mingote
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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo, com o slogan “Vacinar é muito Brasil”. O intuito é evitar casos importados durante a Copa do Mundo da FIFA 2026. O foco são os brasileiros que pretendem viajar para assistir aos jogos nos Estados Unidos, México e Canadá, países que sediarão os jogos a partir de junho, e que registram surtos ativos da doença.

A iniciativa reforça a importância da imunização a qualquer momento, como principal medida de proteção individual e coletiva diante do cenário epidemiológico internacional. O foco da campanha do Ministério da Saúde é proteger todos os brasileiros que vão viajar e reduzir o risco de reintrodução do sarampo no país.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da imunização para evitar a importação de casos.

“Hoje, Estados Unidos, Canadá e México vivem uma explosão de casos de sarampo. No ano passado, 90% dos casos de sarampo de todo continente americano aconteceram nesses países. Nós recebemos no ano passado, aqui no Brasil, 38 casos importados de turistas ou brasileiros que foram para lá ou de pessoas desses países que vieram aqui para o Brasil e desenvolveram o sarampo aqui. Só não propagou o sarampo aqui no Brasil porque esse nosso time aqui, os agentes comunitários de saúde, os profissionais das equipes de saúde da família, pessoal da clínica de família, pessoal que trabalha na vigilância, descobriu o caso, foi lá e bloqueou, igual boa zaga”, disse. 

A proposta da campanha é conscientizar a população sobre o risco internacional do sarampo, sobretudo quem vai viajar para os países-sede da Copa.

O lançamento ocorreu no dia 29 de abril na Fundação Gol de Letra, no Rio de Janeiro (RJ), e contou com a participação do tetracampeão mundial Raí, um dos fundadores da instituição. 

Vacina

A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independentemente se a pessoa tem viagem marcada. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”. 

A população de 12 meses a 29 anos precisa de duas doses, já os adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose. 

A orientação da campanha é de que os viajantes verifiquem e atualizem a caderneta de vacinação antes do embarque, seguindo as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação. 

“A vacina é a forma mais eficaz de proteção e de evitar a reintrodução do vírus no país. Os torcedores que ficam no país também devem verificar sua proteção. A proposta é convidar a todos para ajudar o Brasil a manter um título também importante: o de país livre do sarampo”, reforçou o Ministério da Saúde, em nota.

No final de abril, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou o segundo caso importado de sarampo no município de São Paulo. O paciente é um homem de 42 anos com histórico de vacinação e residente na Guatemala. Em 2024, dois casos importados da doença foram registrados no território paulista. 

Sarampo pelo mundo

Juntos, Estados Unidos, Canadá e México concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas nos últimos anos, conforme nota do Ministério da Saúde.

Em 2025, os EUA registraram 2.144 casos e a transmissão continua ativa com mais 1.792 neste ano. O Canadá enfrentou aumento nos casos, com 5.062 registros em 2025, o que levou o país a perder o status de livre da doença. Este ano, já são 907 casos. 

O cenário é semelhante no México, com apenas 7 casos em 2024, o país saltou para 6.152 registros em 2025 e já soma 10.002 casos em 2026. 

SOBRE

Bianca Mingote

Bianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.

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