Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

ANP distribui R$ 4,88 bilhões em royalties às vésperas de julgamento no STF

Supremo deve retomar debate sobre redistribuição entre estados e municípios nesta quarta (6)

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concluiu a operacionalização da distribuição de royalties referentes à produção de fevereiro de 2026 nos contratos de partilha de produção.

Os repasses somaram R$ 563,45 milhões para os estados e R$ 743,74 milhões para os municípios, beneficiando 531 cidades e três unidades federativas. Com isso, foram encerrados todos os pagamentos ligados à produção do período, incluindo os de concessão e cessão onerosa, finalizados no dia anterior.

Montante total e acesso às informações

Ao considerar todos os regimes — concessão, cessão onerosa e partilha —, o total distribuído em royalties chegou a R$ 4,88 bilhões, destinados à União, aos estados e aos municípios.

Os valores detalhados por beneficiário, assim como dados históricos, podem ser consultados na página de royalties da ANP. Já as informações mais recentes ainda estão em fase de consolidação.

A ANP é responsável por calcular, apurar e distribuir esses recursos conforme as regras previstas na Lei nº 7.990/1989 e na Lei nº 9.478/1997, além de decretos que regulamentam a divisão das parcelas. 

Embora não haja uma data fixa para os depósitos, a agência afirma buscar agilidade no processo. Os detalhes sobre valores, datas e beneficiários podem ser verificados no site do Banco do Brasil, na opção “ANP – ROYALTIES DA ANP”.

STF julgará redistribuição dos royalties

O Supremo Tribunal Federal deve retomar, nesta quarta-feira (6), a análise de um julgamento com potencial de redefinir os critérios de distribuição dos royalties do petróleo no país. 

Em pauta está a constitucionalidade da lei de 2012 que ampliou o rateio dessas receitas entre estados e municípios, diminuindo a concentração histórica em unidades produtoras como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

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O processo estava suspenso desde 2013 por uma decisão liminar da ministra Cármen Lúcia. A retomada reacendeu o embate federativo envolvendo a divisão de bilhões de reais.

Impasse entre estados e municípios

De um lado, estados produtores defendem a continuidade das regras atuais. No Rio de Janeiro, a Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou, no dia 28 de abril, um manifesto em defesa da manutenção da liminar que barrou os efeitos da lei. 

De outro, a Confederação Nacional de Municípios sustenta uma divisão mais ampla dos recursos e apresentou ao ministro Cristiano Zanin uma proposta construída no âmbito do Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol), prevendo um período de transição de sete anos para adaptação dos estados confrontantes.

O tema também ganhou reforço com dados reunidos pela CNM, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e por estudos estaduais, que apontam uma forte concentração dos royalties em poucas cidades, como Maricá e São Gonçalo.

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LOC.: A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP, finalizou a distribuição dos royalties referentes à produção de fevereiro de DOIS MIL E VINTE E SEIS. Ao todo, foram repassados mais de QUINHENTOS E SESSENTA E TRÊS MILHÕES DE REAIS para os estados e cerca de SETECENTOS E QUARENTA E TRÊS MILHÕES DE REAIS para os municípios. Mais de QUINHENTAS E TRINTA cidades foram beneficiadas.

Somando todos os regimes de exploração — concessão, cessão onerosa e partilha de produção — o volume total distribuído chega a QUATRO BILHÕES E OITOCENTOS E OITENTA MILHÕES DE REAIS. Os valores seguem regras definidas em lei e podem ser consultados pelos beneficiários nos canais oficiais da ANP.

Enquanto isso, o tema dos royalties volta ao centro do debate no Supremo Tribunal Federal. Está previsto para esta quarta-feira, dia seis de maio, o julgamento que pode redefinir a forma como esses recursos são divididos entre estados e municípios.

A discussão envolve uma lei de 2012, que amplia a distribuição dos royalties e reduz a concentração histórica em estados produtores, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

De um lado, governos estaduais defendem a manutenção das regras atuais e alertam para possíveis perdas bilionárias. Do outro, a Confederação Nacional de Municípios propõe uma divisão mais equilibrada, com um período de transição de SETE anos.

Dados apresentados pela própria Confederação, com apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e de estudos estaduais, mostram que os recursos ainda estão concentrados em poucas cidades.

A decisão do Supremo pode impactar diretamente a arrecadação de estados e municípios em todo o país.

Reportagem, Marquezan Araújo