Segurança hídrica

06/10/2022 18:05h

Os pedidos mais frequentes de recursos são para a realização de obras de contenção e prevenções a inundações e oferta de água para à população

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) tem como uma de suas atribuições apoiar ações nos municípios, estados e Distrito Federal para garantir a oferta de água à população. Por meio da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), os entes podem solicitar recursos para a execução de serviços e obras de infraestrutura hídrica não emergenciais. Estão enquadrados projetos de contenção de inundações ou oferta de água, pelo uso de rios ou poços artesianos, com ou sem a instalação de sistemas dessalinizadores.

Para ter acesso aos valores do Orçamento Geral da União (OGU), Prefeituras e governos estaduais e do DF devem apresentar propostas e planos de trabalho por meio da Plataforma+Brasil. Alguns dos exemplos de empreendimentos que podem ser apoiados são pequenas barragens e reservatórios para atender comunidades locais urbanas e pequenos municípios.

O diretor de Obras Hídricas do MDR, Francisco Igor Nunes, destaca a importância desse aporte para garantir a oferta de água a quem precisa. “Esse atendimento pontual é importante porque levamos água de qualidade para consumo humano, levando saúde e levando desenvolvimento econômico para as comunidades beneficiadas”, ressaltou.

As propostas são selecionadas e priorizadas com base em alguns parâmetros. Dentre eles, estão a convergência do projeto com as diretrizes do Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH) e do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), além de outros critérios como o Índice de Segurança Hídrica (ISH) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da localidade a ser atendida.

“A adesão a esses critérios é fundamental para garantirmos que os recursos cheguem, efetivamente, às localidades que precisam dessas obras para terem acesso aos recursos hídricos”, reforçou Francisco Igor Nunes.
Obras não concluídas, paralisadas e aptas à retomada que estejam identificadas no Plano de Ações Estratégicas para Recuperação de Barragens (Planerb) ou relacionadas à prevenção em áreas de risco sujeitas a secas e inundações também são consideradas prioritárias.

PNSH

O Plano Nacional de Segurança Hídrica recomenda estudos, projetos e obras de barragens, canais, eixos de integração e sistemas adutores para garantir o fornecimento de água à população brasileira até 2035.

PNRH

O Plano Nacional de Recursos Hídricos é um documento norteador das ações de segurança hídrica em todo o País e contribui para a melhoria da disponibilidade hídrica, em quantidade e qualidade, na redução dos conflitos de uso e dos efeitos dos eventos hidrológicos críticos e da conservação da água para as gerações futuras.

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15/09/2022 16:47h

Objetivo do evento é ouvir setores interessados pelo tema e aprimorar o texto que está em tramitação na Câmara dos Deputados

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De 14 e 16 de setembro, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) participa da 4ª edição do Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, promovido pelo Fórum das Instituições de Ensino e Pesquisa da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

O evento ocorre em Belo Horizonte e apresenta como tema central a gestão hídrica no Rio São Francisco: desafios e soluções, abrindo espaço para uma das questões mais debatidas na atualidade pelos comitês de bacia, que é a gestão de recursos hídricos segundo a Política Nacional de Infraestrutura Hídrica, que está sendo proposta pelo Projeto de Lei 4.456, de 2021, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

“Apresentamos um panorama geral desse projeto de lei, desde os primeiros capítulos referentes à Política Nacional de Infraestrutura Hídrica até o capítulo final, que fala sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos”, explicou o coordenador-geral de Gestão de Recursos Hídricos do MDR, Anderson Bezerra.

O representante da pasta no evento enfatiza que a participação dos setores interessados e envolvidos no tema é fundamental para melhorar o texto do projeto de lei. “O projeto está na casa do povo, que é o Congresso Nacional, então é claro que estamos abertos a diálogo e a sugestões de aprimoramento da proposta de lei no âmbito do Conselho Nacional de Recursos Hídricos”, destacou Anderson Bezerra.

Durante o Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, o MDR apresentou detalhadamente o projeto de lei, abordando as diretrizes, os instrumentos de gestão, as propostas de serviços hídricos e todos os dispositivos que adequam a Política Nacional de Gestão de Recursos Hídricos frente à necessidade de haver uma implementação mais adequada do instrumento da cobrança.

“Essa situação é para avançarmos com o instrumento da sessão onerosa de direitos e usos de recursos hídricos, que é uma novidade apresentada por essa proposta de projeto de lei”, completou coordenador-geral de gestão de recursos hídricos.

Além do MDR, a mesa-redonda em que foi discutido o texto do projeto de lei também teve a participação de Larissa Cayres, da Secretaria de Meio Ambiente da Bahia (SEMA-BA), e moderação da professora Yvonilde Medeiros, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

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24/08/2022 16:40h

Convênio entre o MDR e a prefeitura local prevê a elaboração de estudos e projeto para implantação do sistema, que deve atender cerca de 20 mil pessoas

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A cidade de Afrânio, em Pernambuco, poderá contar, em breve, com um novo sistema de abastecimento de água. Nesta quarta-feira (24), foi publicado no Diário Oficial da União convênio entre o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e a prefeitura local para a elaboração de estudos e projeto para implantação do sistema, que deve levar água potável a cerca de 20 mil pessoas. O valor investido nesta etapa é de mais de R$ 1 milhão.

O secretário nacional de Segurança Hídrica do MDR, Sérgio Costa, destaca a importância de garantir o fornecimento de água aos moradores de municípios com problemas relacionados à escassez hídrica. “A água e o saneamento básico estão entre as principais ferramentas de prevenção a doenças, a verminoses. Então, quando levamos água para a torneira das pessoas, levamos saúde também, além de dignidade e desenvolvimento”, afirma.

A construção do sistema de abastecimento de água em Afrânio faz parte de um conjunto de ações com o objetivo de aumentar a segurança hídrica do semiárido brasileiro, por meio de iniciativas que garantam o acesso ao abastecimento de água para o consumo humano por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas.

Para isso, o MDR impulsiona a entrega de poços artesianos, cisternas, sistemas simplificados de abastecimento de água e unidades de dessalinização em comunidades rurais do Nordeste e do semiárido mineiro, já que 70% dos poços da região têm altos índices de salinidade. Além disso, moradores das comunidades rurais são capacitados e ficam responsáveis pela gestão das unidades.

Atualmente, há 912 sistemas de dessalinização em operação nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, atendendo aproximadamente 218 mil pessoas que residem em municípios mais críticos quanto ao acesso à água. Até o fim de 2022, a previsão é de que outros 397 dessalinizadores sejam implantados na região semiárida do Brasil e mais 600 mil brasileiros tenham acesso a água.

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10/08/2022 17:10h

Nomeações foram publicadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional no Diário Oficial da União na sexta-feira (5)

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) divulgou os nomes dos integrantes dos Comitês Gestores da Conta do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba (CPR São Francisco e Parnaíba) e da Área e Influência dos Reservatórios das Usinas Hidrelétricas de Furnas (CPR Furnas). As nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira (5).

O Comitê da CPR São Francisco e Parnaíba conta com representantes, entre titulares e suplentes, do MDR; do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); do Ministério de Minas e Energia (MME); do Ministério do Meio Ambiente (MMA); e da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema). Já o do CPR Furnas, além destes, inclui ainda servidores do Ministério da Infraestrutura (Minfra).

A Secretaria Nacional de Segurança Hídrica do MDR exercerá a presidência dos dois colegiados e o seu Departamento de Recursos Hídricos e de Revitalização de Bacias Hidrográficas, as Secretarias-Executivas. As atribuições incluem prestar apoio técnico e administrativo, instruir expedientes e dar suporte à elaboração, acompanhamento e monitoramento do plano de trabalho.

Confira as nomeações:

Portaria n. 2517

Portaria n. 2518

Águas brasileiras

A medida faz parte do Programa Águas Brasileiras, que tem o objetivo de realizar ações de proteção e recuperação de bacias hidrográficas para garantir a oferta de água em quantidade e qualidade para a população e para o setor produtivo.

O programa é financiado por empresas parceiras, que patrocinam projetos inscritos. Já foram selecionados, por meio de edital, 82 projetos de revitalização de bacias hidrográficas, que contemplam mais de 758 municípios de 22 estados. Foram escolhidos 16 projetos para a Bacia do Rio São Francisco; dois para a do Rio Parnaíba; dois para a do Rio Taquari; e seis para a do Rio Tocantins-Araguaia.

Para saber mais sobre notícias e ações regionalizadas do MDR, jornalistas interessados podem acessar os grupos de WhatsApp por estado. 

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Desenvolvimento Regional
28/07/2022 19:25h

Também foi discutida cooperação em relação ao Projeto de Integração do Rio São Francisco

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Representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) participaram, nesta quinta-feira (28), de uma visita técnica ao Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, no Paraná. O evento teve como objetivos a troca de experiências e a identificação de oportunidades de parceria ou cooperação entre as instituições.

Entre os temas debatidos estiveram a segurança de barragem e o Projeto de Integração do Rio São Francisco. “Saímos daqui muito felizes, pois conseguimos encontrar soluções para alguns problemas que temos no Projeto São Francisco, como segurança energética, monitoramento de barragem e monitoramento de qualidade de água”, conta o secretário nacional de Segurança Hídrica do MDR, Sérgio Costa. “Estamos sempre em busca das melhores soluções para levar água com regularidade e qualidade para o nordeste brasileiro”, completa.

O Parque Tecnológico Itaipu exerce atividades relacionadas ao desenvolvendo de ciência, tecnologia, inovação e negócios. Essas características, conta Costa, motivaram a ida da equipe do MDR ao local em busca do aperfeiçoamento de políticas públicas na área hídrica.  

O ecossistema do PTI é formado pela Tríplice Hélice, composta pelo poder público, empresas e instituições de ensino, todas atuando com foco em fomentar inovação, tecnologia e empreendedorismo.

Nesta sexta-feira (29), a equipe do MDR participará de visita técnica à Usina Hidrelétrica Itaipu com o objetivo de conhecer outros aspectos relacionados à segurança hídrica.

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05/07/2022 19:45h

Entre os temas em pauta estiveram a atualização do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), válido para o período de 2022 a 2040, e o Programa Nacional de Revitalização de Bacias Hidrográficas

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Secretários e diretores da área de recursos hídricos dos 26 estados e do Distrito Federal participaram, nesta terça-feira (5), de reunião com representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O evento teve como objetivo principal discutir a atualização do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), válido para o período de 2022 a 2040, e o Programa Nacional de Revitalização de Bacias Hidrográficas.

Na abertura do evento, o secretário nacional de Segurança Hídrica, Sergio Costa, destacou a importância do debate amplo com os representantes estaduais para melhor entender as demandas das diversas regiões do País. “Como o Brasil é muito grande, precisamos debater sobre as regiões e os problemas pontuais”, salientou o secretário. “O formato da reunião é para que todos os estados se pronunciem, falem sobre suas necessidades”, completou.

A secretária de Recursos Hídricos do Estado de Pernambuco, Fernandha Lafayette, também reforçou a importância do evento e ressaltou a urgência de se discutir a questão da segurança hídrica, sobretudo devido às transformações climáticas dos últimos anos. “Sabemos dos desafios, não só no Nordeste, mas no Brasil todo. Isso nos obriga a pensar fora da caixa e trazer propostas e alinhar, junto ao MDR, o que queremos para os próximos anos e gerações”, afirmou.

Os participantes também debateram ações integradas a serem desenvolvidas em parceria para a revitalização de bacias hidrográficas, além dos problemas e desafios identificados para que as ações sejam implementadas com eficiência.

“Segurança Hídrica é algo que precisa ser pensado e planejado para termos êxito em nossas ações. Vejo essa reunião como uma ação importante para todos os estados”, comentou a diretora de Recursos Hídricos da Fundação Estadual do Meio Ambiente do Estado de Roraima, Marta Mota Henchen.

A reunião também abordou demandas dos diferentes estados, com coleta de sugestões e esclarecimento de dúvidas. “Sabemos das diferenças regionais, cada um com suas demandas, e é preciso pensar e planejar com base nos diversos planejamentos que existem, em nível local, regional e nacional”, argumentou o secretário-adjunto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte, Carlos Nobre.

Fonte: MDR

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28/06/2022 10:00h

Solução estaria em aumentar investimentos em saneamento básico e no uso de fontes alternativas, como o reúso de água

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Em Santa Catarina, os extremos climáticos, somados ao pouco investimento em infraestrutura, ocasionam falta de água e ameaçam tanto o abastecimento à população quanto ao setor produtivo. Depois da crise hídrica no fim de 2021, alertas de estiagem e seca preocuparam produtores em fevereiro, segundo o mapa do Monitor de Secas, produzido pelo governo do estado, com seca grave no leste de Santa Catarina e de seca extrema no oeste. Já entre maio e junho deste ano, ainda de acordo com informações do governo do estado, a grande quantidade de chuvas prejudicou o abastecimento de água em várias regiões.  

De acordo com o Painel Hidrológico de Santa Catarina, da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), integrada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), as situações mais graves de abastecimento de água hoje são Chapadão do Lageado e São João Batista, que se encontram em situação de emergência. Já a Barragem Taió Montante, que atende ao município de Taió, se encontra em situação de alerta.

O deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC) ressalta que em Santa Catarina, dos sete milhões de habitantes, aproximadamente cinco milhões ainda não têm saneamento básico e mais de 800 mil não têm acesso à água potável, o que é “uma vergonha para o estado”. O parlamentar alerta que é necessária uma melhor gestão tanto dos investimentos no setor quanto do recurso em si.

“Se gastou mais em 2021 em marketing e propaganda do que em saneamento básico. Isso é muito ruim para Santa Catarina. Recentemente enfrentamos uma crise muito grave provocada pela estiagem em nossa região. Os prejuízos atingiram produtores rurais, empresas e casas. Muitos municípios não tinham água nas torneiras para beber. Acredito que com o marco do saneamento básico vamos resolver uma parte dos problemas, mas é preciso ir além, com aumento de reservatórios e melhor gestão do uso da água”, aponta Maldaner.

O deputado lembra que o montante investido no setor por meio do marco do saneamento não só vai ajudar a afastar o risco de futuras crises hídricas, como também vai garantir a saúde da população, o que poupa recursos que podem ser reinvestidos justamente em melhorias no setor. “Investir em esgoto é investir em saúde. A cada R$ 1 investido em saneamento, economizamos R$ 4 em saúde e evitamos graves doenças”, destaca.

Saneamento no Brasil

O Brasil tem 12% da reserva mundial de água doce, mas a distribuição é desigual, falta infraestrutura e os desafios impostos pela mudança climática, pelo desperdício e pela má gestão do recurso causaram crises hídricas graves nos dois últimos anos. Os dados são da Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água (Aladyr) e ligaram o alerta para a necessidade de uma visão mais integrada do uso da água no país, bem como o uso de fontes alternativas para que o Brasil alcance a segurança hídrica, essencial para a população, os animais e para a geração de emprego e renda.

Eduardo Pedroza, representante brasileiro da Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água (Aladyr), explica que o Brasil começou a encaminhar a busca pela segurança hídrica com o novo marco do saneamento, com investimentos que devem levar água e esgotamento sanitário à maioria da população até 2033. Mas que é preciso, ainda, um trabalho integrado da sociedade civil, iniciativa privada e governo, em diversas áreas, para garantir a disponibilidade de água em qualidade e quantidade suficientes.

“Para construir a segurança hídrica, o Brasil precisa, primeiro, universalizar o saneamento, qualificar a estrutura de saneamento, para reduzir as perdas de água que ainda são altas, investir na interligação de bacias hidrográficas e é fundamental incentivar o uso de fontes alternativas, como o reúso da água e a dessalinização”, enumera Pedroza.

Desde 2019, com a publicação do Plano Nacional de Segurança Hídrica, a Agência Nacional de Águas (ANA) alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica estratégica para o país, além de estímulo ao uso de fontes alternativas. As estimativas são de que, se os investimentos não forem feitos, cerca de 70 milhões de brasileiros estarão em situação de risco hídrico em 2035. A indústria e a agropecuária, bem como a renda e os empregos que os setores geram, também devem sofrer com isso: as perdas econômicas podem ultrapassar os R$ 518 bilhões.

Ainda segundo o Plano Nacional de Recursos Hídricos, para evitar futuras crises, o Brasil precisa de ações de revitalização de bacias, uso de soluções baseadas na natureza e estímulo ao reúso da água nos próximos 18 anos.

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Água de reúso

Dentre as fontes alternativas, o reúso de água está entre as mais baratas e viáveis para ajudar o Brasil a se prevenir contra a escassez, mesmo em momentos climáticos mais complicados. A técnica consiste na própria existência do ciclo natural da água, que é usada, descartada e retornada a nós por meio da chuva. No caso do reúso, empresas especializadas usam o efluente de companhias de esgoto e indústrias, ou seja, aquilo que é descartado, fazem o tratamento deste volume e disponibilizam a água limpa para ser reutilizada nos mais diversos fins.

O próprio reúso ajuda tanto o saneamento básico quanto a segurança hídrica, uma vez que parte do esgoto que seria descartado em um rio acaba passando por novo tratamento e é utilizado por uma indústria, por exemplo. Segundo a Aladyr, quase 80% das águas residuais do mundo são despejadas na natureza sem nenhum tratamento. Com o reúso, é possível reduzir a poluição nos cursos d’água, promover a longo prazo uma fonte confiável de abastecimento de água e gerenciar a demanda do recurso nos períodos de seca.

De acordo com estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil tem potencial para aumentar em quase 13 vezes a capacidade instalada para produzir água de reúso. Atualmente, o país produz pouco mais de um metro cúbico por segundo. Para isso, seriam necessários investimentos de R$ 1,89 bilhão em infraestruturas de reúso de água, que trariam um incremento na economia de quase R$ 5,9 bilhões.

Ainda segundo o estudo, o Brasil precisa investir R$ 593,3 bilhões nos próximos 12 anos para universalizar os serviços de saneamento básico, sendo que R$ 42,7 bilhões devem ser direcionados para a redução do índice de perdas de água para níveis satisfatórios. Atualmente, as concessionárias desperdiçam pelos canos cerca de 40% da água captada.
 

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27/05/2022 17:31h

Investimento será de R$ 15 milhões e vai beneficiar cerca de 20 mil moradores da cidade amazonense

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O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), autorizou a realização de licitação para a construção da primeira etapa de um muro de contenção no Rio Negro, no município de Novo Airão, no Amazonas. O investimento será de R$ 15 milhões e vai beneficiar cerca de 20 mil moradores da cidade.

“A obra visa evitar os processos erosivos que são significativos e constantes nas margens do Rio Negro. O muro de contenção evitará prejuízos a outras áreas urbanas e possibilitará a implantação de novas infraestruturas, buscando o desenvolvimento econômico da orla e o fomento da atividade econômica”, destaca o diretor do Departamento de Obras e Apoio a Estudos sobre Segurança Hídrica do MDR, Francisco Igor Aires Nunes.

O prazo para a execução do empreendimento é de 12 meses. O muro será do tipo gabião, com extensão total de 646,95 metros e altura de 4,84 metros, e servirá como forma de evitar a ocorrência de deslizamentos, acidentes e desastres geológicos, protegendo a orla do município.

Além de garantir a segurança dos habitantes, o muro trará melhorias na mobilidade urbana para meios de transportes aquaviários e vai possibilitar a criação de uma orla, que deve ser aproveitada pelo setor de turismo da região.

A técnica em meio ambiente Cilene Santos, 44 anos (foto à esquerda), trabalha como guia de turismo no Rio Negro há 20 anos. Ela acredita que o empreendimento também vai ser importante para o setor. “A orla será mais um atrativo para as pessoas que visitam o município. Acho que vai gerar muita renda e emprego para a nossa região”, disse.

O vendedor de cocos Edimar Sena, 49 anos, também acredita que a obra poderá trazer bons frutos para o município. “Vai trazer muitos benefícios para a cidade. Vai atrair muitos turistas e ser importante para nosso comércio e para os passeios de barco”, comemorou.

Fonte: MDR

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17/05/2022 03:06h

O aumento médio do consumo mundial de água nos próximos anos deve ser de 50%. Universalização dos serviços de saneamento deve levar água potável a 99% dos brasileiros

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O aumento médio do consumo mundial de água nos próximos anos deve ser de 50%. E países como o Brasil devem ter aumento em torno de 80%. A tendência de aumento do consumo até 2050 se deve tanto ao crescimento da população como à maior demanda provocada pela universalização do saneamento. É o que aponta o gerente da TNC Brasil, organização não governamental que promove a preservação da água, Samuel Barreto.

“O ponto é que em muitas localidades essa água não vai estar disponível, porque além de se usar além da capacidade de reposição, nós estamos também degradando esses ambientes. Desmatando, poluindo, e aí começa a haver as questões de conflito por escassez”, alerta Barreto.

Segundo o especialista, mais da metade da população brasileira não tem acesso à coleta e tratamento de esgoto, mas terá nos próximos dez anos, com os investimentos previstos no setor, e isso vai gerar um círculo virtuoso: com menos esgoto sendo despejado nos rios, o Brasil conseguirá despoluir mais cursos d’água e, consequentemente, haverá mais do recurso para atender ao aumento da demanda por água potável. Ele destaca a importância do novo marco legal do saneamento nesse processo.

“É preciso avançar com a implementação desse marco legal, porque vai ser uma transformação muito importante do ponto de vista da recuperação dos rios. Porque quando a gente fala de poluição de água, um relatório da ANA (Agência Nacional de Águas) mostra que nós temos algo em torno de 116 mil quilômetros de rios com algum comprometimento. Isso é quase um terço do caminho entre a Terra e a Lua. É o que temos de rios com algum tipo de poluição no Brasil. Investir no saneamento e no acesso à água é fundamental”, destaca o gerente de águas da TNC.

O novo marco legal do saneamento estabelece que 99% dos brasileiros devem ter acesso à água potável até 2033 – hoje, mais de 35 milhões não têm isso. Segundo dados da Agência Nacional de Águas, o atual consumo para abastecimento urbano de água é de 482 mil litros por segundo, algo em torno de 29 milhões de litros por minuto. A previsão é de que esse consumo aumente para 537 mil litros por segundo até 2040. Isso sem contar o aumento da demanda para o setor produtivo e a agropecuária. Atualmente, a irrigação consome 964 mil litros de água por segundo, mas esse número pode saltar para quase 1,8 milhão de litros nos próximos 18 anos.

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A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) destaca que o Brasil tem muita disponibilidade de água, mas sofre com escassez hídrica por causa do pouco investimento em infraestrutura, principalmente de saneamento.

“A gente não pode ignorar que o baixo investimento em infraestrutura é tão responsável pela crise quanto quaisquer outros agentes. O Brasil tem um índice pluviométrico intenso e a gente é a maior reserva hidrológica do mundo. Se existe crise hídrica, isso se dá por sucessivos governos que deixaram de cuidar desse item tão caro à vida das pessoas. E você pode ter certeza, o maior problema é o saneamento básico”, aponta a parlamentar.

O novo marco do saneamento, sancionado em 2020, e o Plano Nacional de Segurança Hídrica, publicado em 2019, preveem investimentos superiores a R$ 500 bilhões em infraestrutura nos próximos 11 anos para garantir a universalização dos serviços de saneamento básico e a conquista da segurança hídrica. Segundo o setor de Planejamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas, caso os investimentos não sejam feitos, estima-se que o Brasil vai chegar a 2035 com mais de 70 milhões de pessoas em situação de risco hídrico, além de acumular perdas econômicas da ordem de R$ 518 bilhões para a indústria e o setor agropecuário.
 

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16/05/2022 17:03h

Barragem Melancia recebeu R$ 21,7 milhões em investimentos e vai beneficiar cerca de 10,6 mil pessoas

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Mais uma obra para garantir segurança hídrica à população do estado do Ceará foi concluída pelo Governo Federal. Localizada na cidade de São Luís do Curu, a Barragem Melancia vai beneficiar diretamente mais de 10,5 mil moradores do distrito de Croatá, no município de São Gonçalo do Amarante.

Com capacidade para armazenar mais de 27 milhões de metros cúbicos de água, a barragem recebeu investimentos de cerca de R$ 21 milhões.

Francisco Igor Nunes, diretor de Obras Hídricas do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, destaca a importância da barragem Melancia para a população local. "Com a inauguração da Barragem de Melancias, nós temos um acréscimo da disponibilidade hídrica importante para o município de São Luís do Curu, para São Gonçalo do Amarante e de Croatá. Essa obra beneficiará mais de 10 mil habitantes e possibilitará aumento da disponibilidade hídrica não só para consumo humano, mas também atividades econômicas. como piscicultura, irrigação difusa, pecuária, gerando desenvolvimento econômico e criação de renda para a população beneficiada."

Desde 2019, o Ministério do Desenvolvimento regional investiu cerca de 316 milhões de reais para a melhoria da segurança hídrica do estado do Ceará.

 

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Brasil 61