24/05/2022 00:07h

Estado teve uma produção de R$ 8,575 bilhões no ano passado, e ficou classificado como quarto maior arrecadador de CFEM

O estado de Goiás destaca-se na produção mineral do Brasil, tendo se colocado em quarto lugar em 2021, atrás apenas dos estados do Pará, Minas Gerais e Bahia. No total, as companhias mineradoras que atuam no estado, com mais de 600 frentes de extração, responderam por uma produção de R$ 8,575 bilhões no ano passado e recolheram aos cofres públicos R$ 166,69 milhões em CFEM (Contribuição Financeira pela Exploração Mineral), o que também classifica o estado como quarto maior arrecadador.

Os principais municípios produtores de bens minerais e arrecadadores de CFEM no estado são Alto Horizonte (R$ 3,05 bilhões de produção e R$ 61,1 milhões em CFEM), Barro Alto (R$ 954,3 milhões de produção e R$ 19,9 milhões em CFEM), Crixás (R$ 893,7 milhões em produção e R$ 13,4 milhões em CFEM), Ouvidor (R$ 699,0 milhões e R$ 14,6 milhões em CFEM), Catalão (R$ 514,2 milhões e R$ 15,1 milhões, respectivamente), Pilar de Goiás (R$ 258,2 milhões e R$ 3,7 milhões), São Luís de Montes Belos (R$ 85,2 milhões e R$ 1,7 milhões).

Abrigando em seu território empresas como Anglo American, AngloGold Ashanti, Lundin Mining, CMOC, Mosaic, LafargeHolcim, Votorantim Cimentos e outras, Goiás destaca-se na produção de cobre, fosfato, nióbio, ouro, bauxita, vermiculita e calcário, principalmente.

A partir deste ano de 2022, quando for iniciada a produção da Mineração Serra Verde, Goiás será o primeiro estado brasileiro a produzir óxidos de terras raras (OTR). A produção de cobre, na qual o estado coloca-se como segundo maior produtor, atrás apenas do estado do Pará, ocorre no município de Alto Horizonte, onde a Lundin Mining, através da Mineração Maracá, opera a mina e usina Chapada, com capacidade instalada para processar 24 milhões de toneladas de minério, produzindo anualmente cerca de 55 mil toneladas de cobre e 75 mil onças de ouro.

Leia a matéria completa na edição 420 de Brasil Mineral

Copiar o texto
17/05/2022 22:58h

O novo diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) afirmou que o setor irá expandir suas atividades de forma segura, sustentável e respeitosa com as pessoas e o meio ambiente

Em seu discurso de posse no último dia 11 de maio, no Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann afirmou que a mineração vai ampliar esforços em prol dos compromissos setoriais estabelecidos na Agenda ESG da Mineração do Brasil, e, desta forma, expandir sua atuação empresarial conjugada com segurança operacional, sustentabilidade e respeito às pessoas e cuidado com a preservação do meio ambiente. “Ao falarmos em ESG, estamos tratando de ações muito concretas. Usar menos água, usar recursos renováveis para gerar energia, respeito à comunidade, preservação da floresta e demais compromissos com o meio ambiente. Isso será o rumo da nossa gestão. E sempre junto ao Conselho Diretor, que pensa como nós e nos apoia”, disse. 

Outro ponto destacado por Jungmann é o combate à lavra ilegal. “Não apoiaremos nenhum projeto que venha a abrir qualquer brecha ao garimpo ilegal. E tampouco aceitaremos qualquer tipo de projeto que não preserve o meio ambiente e, em particular, nossa floresta, que queremos em pé”. O objetivo de Jungmann é manter contato direto com autoridades para cobrar providências mais efetivas contra a lavra ilegal, como a de ouro, que resulta em perda de divisas ao país, entre outras consequências danosas, como fomento ao crime e prejuízos às comunidades, inclusive, povos indígenas. 

O evento também marcou a posse do CEO da Anglo American no Brasil, Wilfred Bruijn, na presidência do Conselho Diretor do IBRAM, e do diretor-presidente da Lundin Mining no Brasil, Ediney Maia Drummond, no cargo de vice-presidente. A cerimônia teve ainda a entrega de placas em homenagem aos serviços prestados em prol do IBRAM e da mineração do Brasil pelos ex-dirigentes do Instituto, Wilson Brumer, no Conselho Diretor, e Flávio Ottoni Penido, na presidência da diretoria. 

Raul Jungmann afirmou em sua fala que o “papel da mineração não é só estratégico, não é só de utilidade pública. Ela tem papel importante para o desenvolvimento do país, de gerar emprego, renda, de contribuir para promover a justiça, a sustentabilidade, o respeito ao meio ambiente (...) Este setor tem compromisso, está do lado da lei, ao lado da sustentabilidade”. Afirmou que o setor irá expandir suas atividades de forma segura, sustentável e respeitosa com as pessoas e o meio ambiente e, para isso, precisa contar com uma Agência Nacional de Mineração forte – uma melhor estruturação geral da ANM tem sido uma das bandeiras do IBRAM nestes últimos anos. A agência ainda apresenta carências que dificultam sua atuação técnica na fiscalização e na regulação do setor mineral.

O novo diretor-presidente do IBRAM ressaltou ainda que o instituto é contrário ao projeto de lei nº191 que tramita na Câmara dos Deputados e propõe a regulamentação de atividades econômicas nas terras demarcadas. “Recentemente tive a oportunidade de falar para os embaixadores da União Europeia em nome do IBRAM. Disse que setor mineral brasileiro segue a Constituição. Entendemos que a mineração em terras indígenas precisa de regulamentação. Mas não aceitaremos uma regulação que não respeite os povos originários, seus direitos, que não os ouça, que eles não sejam parte do processo de decisão daquilo que os interessa”, disse.

Copiar o texto
17/05/2022 22:54h

No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações atingiram 192.488 toneladas; insumo é usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas

Segundo dados do Ministério da Economia, Secex, as exportações de sucata ferrosa somaram 71.877 toneladas em abril de 2022, um crescimento de 43% quando comparado a março (50.217 toneladas). O insumo é usado na composição de aço pelas usinas siderúrgicas. No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações atingiram 192.488 toneladas, ante 101.993 toneladas do mesmo período de 2021, um aumento de 89%. 

O conflito RússiaxUcrânia provocou o aumento no preço do ferro gusa e de outros insumos também usados na composição do aço, mas, segundo Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço (Inesfa), já existe uma tendência de acomodação dos preços. “Os valores da sucata tendem a se estabilizar após um período de altas artificiais”, afirma.

O executivo diz que os recicladores de sucatas ferrosas estão abastecendo normalmente o mercado interno, como sempre fizeram, e só exportam os volumes excedentes não adquiridos no País. “As vendas ao exterior, sempre no limite máximo de 5% da produção local, são a alternativa encontrada pelo setor há mais de uma década para garantir a manutenção da atividade,  que traz inúmeros benefícios ao meio ambiente e ao País”, diz o presidente do Inesfa.

Segundo a S&P Global Platts, agência americana especializada em fornecer preços-referência e benchmarks para as commodities, “fontes do mercado mencionaram os recentes aumentos nos preços e nas compras impulsionados pelas taxas de produção mais altas nas principais siderúrgicas locais, após paralisações para manutenção planejadas e não planejadas, ou atraso na formação no de estoques”. Outras fontes das usinas ouvidas pela S&P já esperam uma estabilização dos preços ainda neste mês de maio e até uma queda a partir de junho.

O consumo de sucata ferrosa no Brasil em 2022 pode superar o de 2020, quando alcançou quase oito milhões de toneladas. No ano passado, o consumo estimado pelo Inesfa foi de nove milhões de toneladas. Em maio, o Inesfa passa a representar todos os setores da reciclagem, incluindo ferro e aço, vidro, papel, eletrônicos, entre outros, atividades compostas por mais de cinco milhões de pessoas que vivem da coleta e destinação adequada de insumos recicláveis. “Os recicladores sempre tiveram um papel essencial no Brasil, ao lado dos catadores (os chamados ‘carrinheiros’) na preservação e defesa do meio ambiente e na economia circular. Mas, apesar disso, ainda são pouco reconhecidos e estimulados, principalmente pelos três poderes do país, Executivo, Legislativo e Judiciário”, afirma Clineu Alvarenga.

Copiar o texto
10/05/2022 00:06h

Segundo a Anda, o Brasil é o 4º maior consumidor mundial de fertilizantes, dos quais o potássio é o principal nutriente utilizado pelos produtores brasileiros (38%).

O Governo Federal lançou, em março de 2022, o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), que tem como objetivo principal reduzir a dependência das importações dos insumos que são essenciais para o desenvolvimento da agricultura brasileira.

Atualmente, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), o Brasil importa mais de 85% dos fertilizantes utilizados no país, em um mercado dominado por poucos fornecedores. O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) tem como meta planejar o setor até 2050 e desenvolver o agronegócio nacional, com foco nos principais elos da cadeia: indústria tradicional, produtores rurais, cadeias emergentes, novas tecnologias, uso de insumos minerais, inovação e sustentabilidade ambiental.

O PNF começou a ser elaborado em 2021 e foi formalizado por Decreto em 11 de março. O documento cria ainda o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas, órgão consultivo e deliberativo que coordena e acompanha a implementação do Plano Nacional de Fertilizantes.

Segundo a Anda, o Brasil é o 4º maior consumidor mundial de fertilizantes, dos quais o potássio é o principal nutriente utilizado pelos produtores brasileiros (38%), seguido pelo fósforo, com 33% do consumo total de fertilizantes, e o nitrogênio, com 29%. Dentre as culturas que mais demandam o uso de fertilizantes (NPK) estão a soja, o milho e a cana-de-açúcar, somando mais de 73% do consumo nacional. 

A implantação das ações do PNF poderá minimizar a dependência externa desses nutrientes importados principalmente da Rússia, China, Canadá, Marrocos e Belarus. Estados Unidos, Catar, Israel, Egito e Alemanha completam a lista dos dez maiores exportadores de fertilizantes para o Brasil em 2021, de acordo com dados do Ministério da Economia. 

Leia o artigo completo na edição 419 de Brasil Mineral

Copiar o texto
07/05/2022 19:40h

Testada em 2020, a iniciativa recebeu aportes de R$ 2,3 milhões e abril deste ano marcou o início das operações de venda do material fosfatado reaproveitado.

Multinacional do segmento de mineração e beneficiamento de nióbio e fosfatos, a CMOC Brasil desenvolveu um projeto para evitar o descarte de centenas de milhares de toneladas de rejeitos de suas barragens em Goiás. Testada em 2020, a iniciativa recebeu aportes de R$ 2,3 milhões e abril deste ano marcou o início das operações de venda do material fosfatado reaproveitado. A CMOC comemora o sucesso das pesquisas e do projeto que atende ao Plano Nacional de Fertilizantes, auxilia o Brasil a atingir suas metas ambientais e ainda impulsiona o negócio de Fosfato da CMOC Brasil com faturamento adicional estimado em R$ 24 milhões ainda em 2022.

Na Mina de Fosfatos Ouvidor (GO), os rejeitos depositados na barragem detêm, em sua maioria, materiais ferrosos magnéticos ou lamas com baixo e médio teores de fosfato (P2O5). A utilização destes rejeitos não é tecnicamente adequada via o tradicional beneficiamento químico para produção de superfosfato, o que despertou na CMOC Brasil o interesse em estudar alternativas sustentáveis para reaproveitá-lo, diminuir os impactos ambientais e tornar rentável o que seria descartado. 

O reaproveitamento dos rejeitos foi feito em parceria com o Grupo IFB, empresa especializada na produção de fertilizantes organofosfatados, obtidos por meio da solubilização biológica da rocha fosfática e de material orgânico. O trabalho de pesquisa conjunta iniciado em 2020 demonstrou resultados no processamento biológico dos rejeitos da Mina de Fosfato com uso de fungos e bactérias desenvolvidos para quebrar as cadeias do fósforo e disponibilizar o P2O5 para absorção e nutrição das plantas.

O produto criado com reaproveitamento de rejeitos foi denominado Concentrado Apatítico de baixo teor e se enquadra na classe de matérias-primas para fertilizantes organominerais. Produzidos com fontes minerais de fósforo e rejeitos orgânicos - advindos de fazendas de criação de gado (esterco), granjas (casca de ovos e esterco) e cana-de-açúcar (bagaço) -, o fertilizante organofosfatado produzido pelo grupo IFB é considerado uma alternativa complementar ao uso de fertilizantes químicos. “Há dois anos, a CMOC iniciou o projeto de estudo de viabilidade de se desaguar e separar parte do rejeito gerado para vendê-lo à indústria de fertilizantes organominerais. O investimento inicial de R$ 2,3 milhões advém de aporte feito pelo Grupo IFB. Em abril, o projeto foi concluído e estamos prontos para iniciar o faturamento e expedição deste novo produto. Estimamos que, ainda em 2022, 105 mil toneladas do Concentrado Apatítico de baixo teor sejam entregues, com acréscimo de US$ 5,2 milhões (cerca de R$ 24 milhões) em nosso faturamento a partir de material que um dia já foi descartado em nossa barragem”, disse Thiago Drumond, Gerente Comercial de Fosfato da CMOC Brasil. 

Além da parte financeira, as equipes envolvidas no projeto comemoram e vislumbram o fato do projeto se adequar às metas ESG da própria empresa, os desafios indicados pelo setor de mineração e pelo Governo Federal. “Este fertilizante organomineral vem sendo citado como tendência tanto no Plano setorial, para adaptação à mudança do clima e baixa emissão de carbono agropecuário, como também no Plano Nacional de Fertilizantes. Estes documentos são guias para fomentar a redução de emissão de gases do efeito estufa na agropecuária e amenizar a dependência brasileira de fertilizantes importados. Em abril, passamos a transformar rejeitos em receita e possibilidades para atender à demanda do mercado nacional de fertilizantes”, afirma Drumond.

Copiar o texto
07/05/2022 16:25h

A elaboração do PNM 2050 inaugura uma nova sistemática de planejamento, que prevê a realização de ciclos de avaliação e monitoramento.

O Ministério Minas e Energia (MME) abriu espaço online para receber contribuições da sociedade com o objetivo de subsidiar a elaboração do Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050). A medida mostra um avanço na construção colaborativa do instrumento que estabelecerá as diretrizes da mineração brasileira e orientará a formulação de políticas públicas no horizonte dos próximos 28 anos. 

A elaboração do PNM 2050 inaugura uma nova sistemática de planejamento do setor mineral brasileiro, que prevê a realização de ciclos de avaliação e monitoramento da política mineral brasileira. O novo modelo incluirá a elaboração de planos operacionais de curto prazo, a cada cinco anos, que direcionarão a ação governamental no cumprimento dos objetivos de longo prazo.

Para o processo de coleta de subsídios, os temas foram divididos de acordo com os três novos pilares da política mineral brasileira: aproveitamento de recursos minerais 

Os interessados em contribuir com o PNM 2050 poderão indicar o que consideram os principais desafios relacionados ao setor e sugerir ações para superá-los. Os formulários poderão ser respondidos quantas vezes quiser. O prazo para respostas se encerra no dia 31 de maio.

Copiar o texto
06/05/2022 19:58h

Segundo senador Chico Rodrigues (União-RR), a frente irá apoiar a realização de estudos na área, para que o subsolo brasileiro seja avaliado de forma cirúrgica

De autoria do senador Chico Rodrigues (União-RR), o Senado Federal começou a analisar Projeto de Resolução (PRS 14/2022), que institui a Frente Parlamentar Ampla de Apoio à Mineração nos Estados Amazônicos. O principal objetivo do PRS é orientar e apoiar a formulação de políticas públicas que promovam a mineração na área da Amazônia Legal. Entre os princípios da ação está o fomento à exploração responsável por meio de programas que estimulem a economia da região.

Chico Rodrigues alega que a mineração é uma das atividades mais importantes para a economia brasileira, porém encontra entraves para seu desenvolvimento e é, inclusive, proibida de explorar o seu potencial por meio de pesquisas minerais. Segundo Rodrigues, a Frente Parlamentar de Apoio à Mineração nos Estados Amazônicos irá apoiar a realização de estudos na área, para que o subsolo brasileiro seja avaliado de forma cirúrgica na identificação de minerais estratégicos - importantes na industrialização nacional e nas exportações para a economia brasileira. 

Além disso, o senador disse que a Frente Ampla irá facilitar a atuação de mineradores (garimpeiros) de pequenas e médias mineradoras, já que as companhias geram riquezas para o País. “Com isto, pretendemos superar obstáculos que impedem atualmente a exploração racional na área, além de incluir as comunidades tradicionais no processo.” Sobre a questão ambiental, Rodrigues afirmou que a Frente é totalmente favorável à mineração sustentável. “Vejam os casos de Canadá, Estados Unidos, Rússia, África, dentre tantos, onde a exploração mineral é regulamentada e os países atuam e administram ao máximo para não causar danos ambientais”. 

O projeto aborda ainda a necessidade de exploração dos bens minerais dos quais o Brasil é dependente de importações, como, por exemplo, aproximadamente 80% dos Fertilizantes – dentre os quais o Brasil importa 97% do potássio consumido.

Copiar o texto
05/05/2022 14:05h

No total, mais de 10 mil toneladas do resíduo serão utilizadas como insumo na estrutura do pavimento próximo ao município

A Anglo American e a Ecovias do Araguaia realizam teste em parceria onde utilizam escória de ferroníquel nas obras de ampliação das rodovias BR-153/GO/TO, BR-414/GO e BR-080/GO. No total, mais de 10 mil toneladas do resíduo serão utilizadas como insumo na estrutura do pavimento próximo ao município de Barro Alto (GO). Os trabalhos começaram em fevereiro deste ano.

Nos últimos anos, a Anglo American, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), realizou testes que comprovaram que a escória de ferroníquel não possui elementos nocivos ao meio ambiente e às pessoas. A iniciativa implantada em Goiás faz parte do Plano de Mineração Sustentável da companhia, que reduz os impactos ambientais e também dá aplicação à escória, diminuindo a área necessária para estocagem dos resíduos gerados nas plantas industriais da empresa em Goiás. 

Além disso, a medida gera impactos positivos, por ser uma alternativa sustentável e incentivar a economia circular, onde os resíduos de uma indústria servem de matéria-prima reciclada para outra indústria. “Continuaremos buscando novas alternativas para o aproveitamento de resíduos gerados em nosso processo produtivo”, afirma Tiago Alves, gerente corporativo de Meio Ambiente da companhia. Ainda segundo ele, a empresa seguirá investindo em pesquisas, buscando sempre o seu propósito de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas.

De acordo com Sidney Filho, gerente de Engenharia da Ecovias do Araguaia, a busca por produtos como ferroníquel em substituição aos que normalmente são extraídos da natureza possibilita impactar positivamente o meio ambiente. “Além de priorizar a sustentabilidade, a iniciativa comprova o quanto estamos atentos em inovar continuamente os nossos processos”, diz.

A Anglo American já investiu R$ 14,7 milhões em ações institucionais no estado de Goiás desde 2018.  Os recursos foram destinados a áreas como revitalização de nascentes no rio Araguaia, mobilidade urbana, saneamento, desenvolvimento da capacidade institucional, desenvolvimento da comunidade, educação e treinamento, além de esporte, lazer, cultura, artes, turismo e patrimônio, ações voltadas para a proteção do meio ambiente, saúde, bem-estar e segurança pública.
 

Copiar o texto
Brasil Mineral
05/05/2022 12:55h

A postergação tem como objetivo viabilizar a transformação digital do Programa de Outorga 4.0, conduzido pela ANM e Ministério de Minas e Energia (MME).

A Agência Nacional de Mineração (ANM) prorrogou para 16 de maio o prazo para empresas de consultoria manifestarem interesse na execução de serviços de apoio à gestão de inovação, projetos, processos e tecnologia para viabilizar a Transformação Digital do Programa de Outorga. 

A postergação tem como objetivo viabilizar a transformação digital do Programa de Outorga 4.0, por meio da segunda fase do Projeto de Assistência Técnica dos Setores de Energia e Mineral – Projeto Meta, conduzido pela ANM e Ministério de Minas e Energia (MME). 

O aviso de solicitação de manifestação de interesse para seleção de empresa de consultoria disponibiliza o Termo de Referência para dar conhecimento sobre o que se pretende contratar, esclarecer dúvidas do objeto e informar os critérios exigidos das empresas, antes da publicação do edital de licitação.

Copiar o texto
05/05/2022 11:45h

A área ocupada no Distrito Industrial Prefeito Cyro Martins chegará a 25 mil m2.

Especializada na produção de fertilizantes especiais, adjuvantes e inoculantes, a empresa brasileira Agrocete está investindo R$ 90 milhões (maior investimento da história) na ampliação do parque fabril em Ponta Grossa (PR). As plantas de adjuvantes e fertilizantes especiais, além da planta de inoculantes, que é considerada uma das maiores do mundo, devem ser contempladas com investimento em tecnologia e inovação, com o objetivo de dobrar sua capacidade produtiva. 

Além da expansão da capacidade das plantas, a Agrocete também prepara o lançamento de dois novos produtos nos mercados doméstico e internacional. Os investimentos em automação e robótica serão fundamentais para que a empresa sustente seu crescimento e lance novidades no mercado agrícola. “Vamos investir em automação e robótica para modernizar nosso parque fabril. É esse investimento que vai elevar a produção, aumentando em 100% a capacidade. Na área de fertilizantes foliares, para o tratamento de sementes e adjuvantes, devemos dobrar a produção, e em biológicos, entre estes os biofertilizantes, devemos aumentar entre 10 e 15%”, reforça Guilherme de Figueiredo, Diretor Comercial da Agrocete.

A estrutura física da empresa também será ampliada em quase 50%. A área ocupada no Distrito Industrial Prefeito Cyro Martins chegará a 25 mil m2. Os investimentos incluem a contratação de novos funcionários. Até o final de 2025, o quadro deverá ser ampliado em mais de 66%, passando dos atuais 300 para 500 colaboradores. “Investimos muito em capacitação porque acreditamos que nossos colaboradores sejam nosso maior patrimônio. Criamos, inclusive, a Academia Agrocete para capacitar todos os setores da empresa”, revela Guilherme.

Copiar o texto
Brasil 61